quarta-feira, setembro 12, 2018

Morte passou a dois milímetros de mim







por Everthon Garcia(*).


O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou na última sexta-feira, 7/09, que a morte passou “a dois milímetros” dele. A declaração do presidenciável, esfaqueado no abdômen em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) na tarde de ontem, aparece em um vídeo gravado e divulgado pelo pastor evangélico Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus, durante uma visita no hospital Albert Einstein, em São Paulo, para onde o candidato foi transferido na manhã de 7 de setembro.

“Se é que a gente pode falar em distância, a morte esteve distante dois milímetros de mim. A faca passou dois milímetros da minha [veia] cava, eu perdi dois litros de sangue que foram drenados. Se fosse mais três minutos o atendimento, o pessoal diz que eu tinha morrido, é um milagre”, disse Bolsonaro, com dificuldades de falar, ao lado de Malafaia 


Na visita ao candidato do PSL à Presidência, acompanhada também pelo senador Magno Malta (PR-ES) e filhos de Bolsonaro, Silas Malafaia fez orações pelo candidato e disse que “não vai ser essa cambada aí que é contra valores de família, bem-estar da nação que vai destruir o nosso país não”.





Em entrevista na última quinta-feira (6/09), o cirurgião Luiz Henrique Borsato, da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, que conduziu a operação de cerca de quatro horas, apontou que a facada desferida por Adelio Bispo de Oliveira em Bolsonaro causou uma “volumosa hemorragia interna”, deixou três perfurações no intestino delgado do presidenciável, que foram suturadas, e uma “lesão grave” no cólon transverso, uma porção do intestino grosso. Neste caso, não houve pontos, mas um procedimento conhecido como colostomia, que consiste na exteriorização de parte do intestino em uma bolsa, onde são excretados fezes e gases.


Segundo o cirurgião, Bolsonaro deve ficar cerca de dois meses com a bolsa da colostomia e, então, será operado novamente para reverter o procedimento. Como o prazo terminaria depois das eleições, o médico foi questionado sobre se a colostomia impediria o candidato de fazer campanha. Ele respondeu que há pacientes que convivem com a bolsa permanentemente, com “qualidade de vida”.

➤     Entendendo a Defesa "Filantrópica" do agressor 


Adélio Bispo de Oliveira, o homem que esfaqueou Jair Bolsonaro (PSL) preso em flagrante na quinta-feira, 06 de setembro, após a tentativa de assassinato do candidato à presidência, está cercado de mistérios: tem quatro advogados de escritórios de alto padrão, estava na cidade com hospedagem paga em dinheiro vivo, quatro celulares, um notebook e diversos outros detalhes não esclarecidos.

As principais perguntas a serem respondidas são, também, origem de muita desconfiança. Nas redes sociais, desde que surgiram as primeiras informações sobre o militante de esquerda, ex-filiado ao PSOL, questiona-se como seriam custeados os honorários dos advogados famosos, como o servente de pedreiro desempregado teria pago suas despesas de hospedagem e quais as ligações com denominações religiosas.
Advogados

Na sexta-feira, 07 de setembro, as informações – desencontradas – começaram a surgir. De acordo com o portal O Antagonista (a partir de publicações do Uol), “um dos quatro advogados de Adélio Bispo de Oliveira, o agressor de Jair Bolsonaro, disse que a equipe foi contratada depois de um contato de familiares e membros das Testemunhas de Jeová”.

“Fomos contatados por membros da igreja para que viéssemos aqui”, declarou Zanone Manuel de Oliveira Júnior, advogado que ficou famoso por atuar na defesa do ex-goleiro Bruno.

⟴O departamento jurídico das Testemunhas de Jeová avalia ingressar hoje na Justiça contra o criminalista Zanone Oliveira Junior por ter declarado que foi contratado para defender o agressor de Jair Bolsonaro por uma pessoa ligada à igreja, informa a Coluna do Estadão.
A avaliação é que o advogado envolveu a imagem da igreja no episódio para ajudar a estigmatizar seu cliente ainda mais.

O pastor Antônio Levi de Carvalho, da Igreja do Evangelho Quadrangular em Montes Claros, negou também a O Estado de Minas que esteja custeando os gastos com os advogados de Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado contra Jair Bolsonaro.

Ao jornal mineiro, ele disse:

“A igreja não reconhece o senhor Adélio como membro. A igreja não pagou absolutamente nada de custas processuais dos advogados do senhor Adélio.”

E completou:

“Conhecemos a realidade da nossa cidade, que é difícil. Quem aqui teria dinheiro para contratar advogados de um calibre desse?”

Essa versão, entretanto, mudou dois dias depois, quando Zanone disse que a defesa está sendo paga por um conhecido da igreja que Adélio frequenta: “É filantropia. Eu não sei por meio de qual igreja eles se conhecem. Adélio tem conhecidos que são Testemunhas de Jeová, mas não tenho certeza se a pessoa que me contratou é Testemunha de Jeová”, declarou.

Em outra entrevista, Zanone voltou a falar da contratação de seus serviços, dizendo que havia sido contratado por um homem da cidade de Montes Claros (MG), que seria frequentador da mesma igreja de Adélio, e que a equipe que atuava a seu lado tinha sido contratada apenas para os primeiros dias do processo, sem revelar a identidade do contratante, segundo o G1.

Fernando Costa Oliveira Magalhães, outro advogado de Adélio (também conhecido por atuar no caso Bruno), alegou que sua atuação não tem ligação com partidos políticos ou nomes públicos conhecidos, também recusou revelar a identidade de quem o contratou e quanto foi pago pelos serviços, embora tenha dado uma versão levemente diferente da apresentada por Zanone.

Segundo o jornal Estado de Minas, Magalhães afirmou que ele e os demais advogados haviam sido “contratados a partir de uma congregação de Montes Claros, que pediu sigilo”. Porém, essa versão foi modificada novamente no sábado, por Zanone: “Um processo desse não é barato. Tem uma história que vão fazer uma vaquinha. Espero mesmo que façam. Mas a gente não está sendo financiado por igreja alguma”, disse, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.


➤     Suspeitas

O deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), formado em Direito e membro da Assembleia de Deus, foi o representante de Jair Bolsonaro na audiência de custódia de Adélio, realizada na sexta-feira à tarde, 07 de setembro, e levantou suspeitas sobre a contratação da equipe de advogados.

“Nos chama muita atenção – e aqui eu faço o registro de que é um direito da defesa ter advogados -, mas alguém, em situação de pobreza como a gente viu, ter quatro advogados e não ter a defensoria pública acompanhando… Só aí eu deixo para vocês de que não há indícios de que não é um ‘lobo solitário’ sem estrutura financeira nenhuma”, declarou o deputado federal.

Na manhã seguinte à audiência, Adélio foi transferido de Juiz de Fora para um presídio federal no Mato Grosso do Sul, onde cumprirá prisão preventiva, enquanto o inquérito baseado na Lei de Segurança Nacional estiver em aberto.

➤     Silêncio

Logo após as primeiras versões desencontradas sobre o custeio dos advogados, os familiares de Adélio – que vivem em casas humildes num bairro pobre de Montes Claros, foram orientados a não dar declarações à imprensa. “Só podemos dizer que não sabemos de nada. Não vou responder nenhuma pergunta. Vou sempre dizer não, não e não”, disse uma sobrinha do agressor.

O pedreiro Eraldo Fábio Rodrigues Oliveira, 47 anos, companheiro de uma sobrinha de Adélio, declarou que o agressor de Bolsonaro mantinha hábitos estranhos sempre que retornava à cidade natal para rever a família. Um deles era permanecer trancado dentro de um quarto com as janelas fechadas, mesmo em épocas de clima quente.


(*)Everthon Garcia
Fonte - conservadorismodobrasil.com.br

domingo, setembro 02, 2018

Por que votarei em Jair Bolsonaro




por Pedro Henrique Medeiros(*).

Bolsonaro entre duas eleitoras: Ana Paula e Ilana (2)


Nos últimos vinte anos, as eleições no Brasil foram disputadas por dois principais partidos: um comunista (PT) e outro social-democrata (PSDB), ambos de esquerda. O que é um fenômeno interessante e assustador, uma vez que o país possui um povo que é predominantemente conservador. O Brasil é o país com o maior número de católicos no mundo, de acordo com o Anuário Pontifício de 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae de 2015, mas vive uma crise de representatividade tão grande que pode ser constatada pela inexistência de um único partido político conservador, de um canal de TV conservador ou de uma rádio conservadora.

De acordo com uma recente pesquisa da Record TV/Real Time Big Data, a tríade de temas principais que dominam o debate político nacional e que permitem definir o Brasil como um país conservador tem a seguinte proporção: 70% dos brasileiros são contra a legalização do aborto, 64% se opõem à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, 74% se opõem à legalização da maconha. São dados que estão de acordo com a prevalência de uma população majoritariamente cristã no território.

Os dados ficam mais interessantes quando vemos que 65% dos brasileiros entrevistados querem que o próximo presidente da República seja homem, 41% que ele tenha entre 50 e 60 anos, 73% querem que o próximo presidente seja branco, 89% que ele acredite em Deus, 53% que ele venha de família pobre, 80% querem que ele tenha experiência política, 77% querem que o próximo presidente tenha formação universitária e 85% que ele não seja investigado por corrupção. Após ler esses dados, qual o primeiro nome que vem à sua mente? Eu só consigo pensar no nome de Jair Messias Bolsonaro.

Bolsonaro se define como cristão. Apesar de dizer que é um católico que frequentou a igreja Batista por mais de dez anos, ele diz que sua religião é Deus. Esta definição traz consigo suas bandeiras e o faz se enquadrar quase que completamente nos anseios da maioria dos brasileiros e que foram descritos acima. O Brasil não teve, nas últimas eleições, um candidato que pudesse ser chamado de conservador e de direita ao ponto de que tivesse real e verdadeira chance de representar esses valores numa disputa eleitoral. O mais próximo que chegamos disso foi com o falecido Enéas Carneiro, guardadas as devidas diferenças e proporções.

Na mesma pesquisa da Record TV, vemos que 92% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal, bandeira cujo principal representante na Câmara Legislativa, como deputado federal, é o próprio Bolsonaro. Bolsonaro também é contra o Estatuto do Desarmamento, lei antidemocrática que não respeitou o referendo de 2005, em que 63,94% da população disseram ser a favor do comércio de armas. Bolsonaro é capitão reformado do Exército brasileiro, que, segundo a Associação Brasileira de Consumidores (Proteste) de 2016, é a primeira instituição no ranking de confiança dos brasileiros.

O fenômeno Bolsonaro, apesar de ser prematuro e incompleto, é o princípio da quebra desse monopólio de disputas presidenciais entre candidatos progressistas e esquerdistas. Bolsonaro é um fenômeno prematuro porque as bases e instituições culturais que deveriam alçar um candidato conservador à presidência e sustentar seu virtual mandato ainda não estão prontas (temos apenas o povo disperso); e é um fenômeno incompleto porque seus posicionamentos pessoais não estão completamente alinhados aos valores conservadores e de direita que o povo emana e anseia por representação.

Mas são pequenos detalhes – como a questão do controle de natalidade, seu histórico tecnocrata positivista proveniente de sua formação militar e sua defesa de determinados fatos e situações do regime militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 – que podem ser ajustados e não são significativos ao ponto de comprometer sua candidatura e mandato. Sobre a questão da defesa do livre mercado e do liberalismo econômico, Bolsonaro está fechado com o economista Paulo Guedes, que é formado pela Escola de Chicago e considerado o melhor economista do Brasil.

A ascensão de um candidato conservador é algo que PT e PSDB não esperavam. Os maiores escândalos de corrupção da história do planeta, conhecidos por Mensalão e Petrolão, deixam claro que os políticos comunistas, socialistas e de esquerda tinham plena convicção de que poderiam comprar qualquer político para depois acusá-lo de corrupto, caso ele se tornasse um perigo aos planos da organização criminosa. Mas Bolsonaro não se deixou comprar e se destacou como um dos poucos políticos no Brasil que não estão envolvidos em esquema de corrupção.

Bolsonaro foi citado na suprema corte pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, por não ter recebido qualquer quantia no Mensalão, e foi citado também pelo doleiro Alberto Youssef, em depoimento, como um dos poucos que não recebeu propina do Petrolão. Estes dois esquemas de corrupção são considerados os maiores do planeta, com mais de quinhentos parlamentares envolvidos e investigados.

Tudo bem que Barbosa e Youssef são duas figuras que não gozam do total prestígio das pessoas conservadoras e que estão mais atentas às biografias de ambos: o primeiro por seus votos progressistas em questões de importância como o aborto e cotas raciais, e o segundo por ser uma figura lombrosiana. Mas as declarações deles têm um forte peso, dado o contexto em que estão inseridas. Jair também esteve presente em uma audiência pública com Fernandinho Beira-mar, e este disse que conhece Bolsonaro e seus posicionamentos, e que Jair não tem rabo preso na política, o que permite ao deputado não fazer demagogia quando defende propostas duras contra o crime.

Bolsonaro foi o único político que teve coragem de explicar de forma clara para o povo – numa linguagem que até um esquerdista entende – que aquilo que se convencionou chamar eufemisticamente de “governabilidade” nada mais é do que a compra de votos, a prática de conchavos, a distribuição de verbas de emendas parlamentares em troca de votos, a rifa de comando em ministérios, que culminam na corrupção propriamente dita. Essa é a forma de governo que impera no Brasil desde o golpe que deu fim ao Império, e a forma que domina o cenário político principalmente após a tal da “redemocratização”, que se deu ao fim ao Regime Militar.

Em toda entrevista que concede, Bolsonaro diz que, se for pra fazer igual aos outros presidentes que foram eleitos anteriormente, ele prefere nem disputar as eleições presidenciais. Bolsonaro é o deputado mais odiado por parlamentares de esquerda, os mesmos que estão envolvidos até o pescoço com o esquema de propina chefiado pelo PT. Bolsonaro trocou de partido mais vezes do que um militante do PSOL deixa de tomar banho em um ano, justamente porque ele não segue as ordens e determinações dos líderes na hora de votar.


Não existia um único partido político que pudesse ser chamado e considerado “de direita” no Brasil, e essa situação só mudou quando Bolsonaro foi para o PSL, com poderes para fazer mudanças no partido, expulsando a ala libertária (LIVRES), voltando ao social-liberalismo e com planos de transformá-lo em um partido conservador. Mesmo numa época que não tinha o conhecimento e embasamento teórico, tropeçando algumas vezes ao longo de sua carreira pública, meio desalinhado em relação ao conservadorismo e um pouco perdido sobre o que seria o lado direito do espectro político, Bolsonaro manteve sua independência e liberdade de consciência – o que já o coloca como uma das melhores opções disponíveis no mercado político.

Bolsonaro foi voto vencido dezenas de vezes ao ser contra projetos progressistas, mas também ganhou muitas outras batalhas, como no caso do malfadado “kit-gay”, que seria distribuído para crianças nas escolas. Suas dezenas de projetos de lei não foram aprovadas justamente porque ele nunca recorreu às práticas ilícitas necessárias ao corriqueiro processo político brasileiro, mantido através de corrupção. Aqueles projetos de Bolsonaro que foram aprovados tiveram que ser apresentados por outros parlamentares, alterando o nome do autor, para driblar a censura e boicote dos outros parlamentares.

Para barrar uma vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais, PT e PSDB farão de tudo. Com a vitória de Trump nos EUA, os blocos que disputam o poder global sofreram um duro golpe e hoje amargam enormes prejuízos. A esquerda brasileira não quer que o que ocorreu nos EUA se repita aqui no Brasil e que isso atrapalhe seus planos.

Se existe um motivo para o voto no Bolsonaro e que poderia ser chamado de “motivo de força maior”, seria aquele que apela à seguinte constatação: se não for Bolsonaro o vencedor, será o Foro de São Paulo. Este é um argumento que tem um caráter coercitivo poderoso, mas só atinge aqueles que estão familiarizados com o debate político que leva em consideração as análises geopolíticas e as ações dos blocos internacionais e supranacionais que disputam o poder global na Nova Ordem Mundial.

O Foro de São Paulo é uma entidade supranacional que foi fundada por Lula e Fidel Castro para implantar o comunismo em países da América Latina; para, segundo suas palavras, “resgatar o que foi perdido no Leste Europeu” (sic). O Partido dos Trabalhadores, assim como vários outros partidos, como o PDT de Ciro Gomes, é submisso a essa organização estrangeira que viola a soberania do Brasil, o que é ilegal de acordo com a lei eleitoral brasileira (Artigo 28 da Lei dos Partidos).

Nosso país tem o papel de enviar recursos para as outras republiquetas bolivarianas da América do Sul, para salvar o socialismo nesses países. Trabalhamos e pagamos impostos para financiar ditaduras comunistas como Cuba e Venezuela, além de bancar obras na Argentina, na Bolívia, Colômbia, etc. Bolsonaro é o único candidato com chances reais de vitórias que bate de frente, denuncia e combate o Foro de São Paulo.

Diferentemente de muitas pessoas, eu não apoio o Jair Bolsonaro para a presidência do Brasil baseado apenas nos dois motivos básicos mais comuns: (1) motivo pragmático, como o fato de não haver alternativa melhor; (2) método de exclusão, como o fato dele ser o “menos pior” (sic). Eu apoio, defendo e faço campanha para Bolsonaro porque realmente acredito que ele vai ganhar. Acredito nisto não como um artigo de fé, ou baseado numa esperança frívola num possível milagre eleitoral, mas sim ancorado na seqüência de fatos e argumentos que eu apontei acima. Uma análise fria e não sentimental da situação me dá confiança para fazer campanha abertamente para o meu candidato, porque eu estou do lado da maioria da população brasileira.

Mesmo levando em conta todo tipo de fraude, golpe e artimanhas que podem frustrar minhas expectativas, eu confesso que, por diversas vezes, já imaginei e continuo imaginando a cena do Bolsonaro subindo a rampa do Planalto Central, no dia 5 de janeiro (o dia da posse foi adiado do dia 1 para o dia 5 durante a última reforma eleitoral).

O motivo pragmático (não haver alternativa melhor) e o método de exclusão (ser o “menos pior”) deveriam ser suficientes para qualquer pessoa sensata optar pelo voto no 17, mas muitos não estão satisfeitos. Somados aos outros motivos que fazem de Bolsonaro a melhor alternativa por representar a maioria da população, esse conjunto de argumentos se torna forte o suficiente para convencer os mais céticos e reticentes. Com a inclusão do argumento do Foro de São Paulo, até mesmo o eleitor mais cético deveria ser convencido de que Bolsonaro é a melhor opção.

Muitas pessoas que se informam apenas pela mídia mainstream chamam o Bolsonaro de ditador, radical, extremista, intolerante, entre outros adjetivos, e dizem que o capitão não sabe dialogar, que o Jair não vai conseguir governar o país. Mas essa mesma galera não sabe o nome dos vices presidentes dos outros candidatos, e nem teve sua opinião ouvida no processo de formação da chapa do seu candidato de esquerda.

Tiveram que aceitar qualquer um que o partido escolheu, baseado em negociações espúrias com corruptos de todos os tipos. Políticos que os eleitores nunca viram, que não sabem o que pensam, que não sabem o que dizem.

Enquanto isso, nós, os eleitores do Bolsonaro, dialogamos diretamente com o nosso candidato a presidente via redes sociais sobre cada etapa da campanha, da nossa campanha. Acompanhamos de perto cada passo, cada detalhe, cada movimento. Temos nossas vontades e nossos anseios condensados e traduzidos por intelectuais que expressam aquilo que o povo quer dizer, e não aquilo que organizações internacionais dizem ser o melhor para a gente.

Mesmo em tempos de fake news, de jornalistas que distorcem tudo o que dizemos e que inventam narrativas que não condizem com a realidade, tempo de agências de checagem que gastam recursos checando figuras de linguagem, ainda conseguimos mandar nosso recado, driblando a mídia mainstream e passando a bola embaixo das pernas do establishment.

Estamos aqui, todos os dias, mostrando nossas opiniões, expondo nossas preferências, expressando nossos contentamentos e descontentamentos, e vemos o nosso candidato prestar atenção a todas essas manifestações, reagindo e tomando decisões baseado em nossa opinião, opinião do povo, online, dialogando com a gente enquanto corta o cabelo numa live, ao vivo no Facebook, no Instagram, no Twitter, no YouTube etc.

A candidatura do Bolsonaro está inaugurando uma nova forma de se fazer democracia no Brasil, e talvez seja algo que não encontra paralelo em lugar algum do mundo, utilizando a Internet como uma ferramenta de conexão direta entre cada eleitor e o político, seu representante no poder. Não é algo que é imposto de cima pra baixo, mas que vai se construindo de baixo pra cima.

(2) Foto imagem - Durante a Convenção que ratificou o nome de Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República pelo PSL (17)

(*)Pedro Henrique Medeiros é graduado em Gestão em Logística e aluno do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho. Vive em Joinville, SC.
- Fonte - www.revistaamalgama.com.br

quinta-feira, agosto 30, 2018

O Velho Partido Novo







NOTA DO IMB
Esta postagem de blog não mais representa a realidade dos fatos em 2018. Foi escrito e publicado em 2011, quando:
a) o NOVO não era um partido;
b) o NOVO defendia primordialmente ideias de eficiência na gestão estatal. Desde então, o NOVO se tornou um partido e assumiu claramente uma postura liberal ao defender a redução substancial do estado bem como o aumento das liberdades econômicas e individuais. Por ora, é o único partido liberal (mas não-libertário) no Brasil.

Nota do Blogando Francamente
Em 2018 Amoêdo, presidente do Novo, parece não ser tão liberal assim:
➤     Amoêdo quer ProUni da pré-escola ao ensino médio(Estadão)
por Fernando Chiocca(*).
➤   "Dentre todas as tiranias, uma tirania exercida pelo bem de suas vítimas talvez seja a mais opressiva. Pode ser melhor viver sob um ditador desonesto do que sob onipotentes cruzadores da moralidade. A crueldade do ditador desonesto às vezes pode se acomodar, em algum ponto sua cobiça pode ser saciada; mas aqueles que nos atormentam para o nosso próprio bem irão nos atormentar indefinidamente, pois eles assim o fazem com a aprovação de suas próprias consciências." - C. S. Lewis

Sempre que vemos alguém com planos de entrar na vida pública, a primeira coisa que nos vem à mente é que se trata de mais um querendo enriquecer mamando nas fartas tetas do governo. Mas existe a possibilidade remota de ser alguém realmente interessado em melhorar a vida de todos, alguém "bem intencionado". No entanto, por mais estranho que isso possa soar, o segundo caso pode ser, e geralmente é, muito pior que o primeiro. Um partido político intitulado Novo está em formação no Brasil e, assumindo que se trata de um grupo bem intencionado, vou demonstrar que seus objetivos são inalcançáveis da maneira que propõem, e que tudo o que podem conseguir é o agravamento dos problemas que pretendem solucionar.


Imagem acrescentada pelo Blogando Francamente:
Noticia publicada em 16/12/2010 em Época

O economista prêmio Nobel Milton Friedman costumava dizer que não existe nada que causa mais males do que boas intenções — e, de fato, pessoas que não são dotadas de um conhecimento necessário, ao tentar ajudar, acabam por atrapalhar ainda mais. Imagine que você reclame de uma dor no peito, e eu, sem jamais ter estudado medicina ou conhecer qualquer coisa sobre tratamento de enfermidades, pegue um bisturi e abra seu tórax! Ora, por mais que eu tenha a intenção de lhe ajudar, este meu ato certamente vai lhe matar. E o que isso tem a ver com o partido político em questão? Tudo. Eles revelam um mínimo de informações sobre si próprios — talvez querendo reunir o maior número possível de apoiadores antes de expor motivos que possam levar a desentendimentos —, mas pelo pouco que mostram, já podemos notar que são pessoas com pouco ou nenhum conhecimento em economia e filosofia política. 

A economia é uma ciência de causa e consequência. Através de seus postulados axiomáticos lógico-dedutivos, a economia nos diz quais serão os resultados de determinadas ações. Ela não nos diz nada se determinado fim é desejável; mas sem o conhecimento da economia, pessoas que desejam atingir o fim X, podem adotar o meio Y que necessariamente leva ao fim Z. O Partido Novo parece ter a intenção de trazer mais prosperidade à sociedade, usando como meio "uma gestão eficiente" do estado. Mas como a economia nos ensina, isto é uma impossibilidade. Como Lew Rockwell resume
Foi a ciência econômica a primeira a descobrir a total incapacidade de o estado fazer quaisquer melhorias na ordem social. Mas o estado virou a ciência ao avesso para poder utilizar a economia como justificativa para pilhar e saquear com a desculpa de estar "estimulando o investimento". Todo ser pensante sabe que tirar dinheiro do setor produtivo para desperdiçá-lo com os parasitas do setor público não traz estímulo nem crescimento.

A "eficiência na gestão pública" parece ser a única bandeira do Partido Novo, "um partido formado por empresários", por pessoas que sabem administrar, que irão trabalhar com metas, e isso torna irônico o nome Novo, pois todo esse papo é velho e muito comum na política. Aliás, parece que a moda generalizada agora é essa, e os marqueteiros políticos se esforçam para estampar em seus candidatos a marca da eficiência. Kassab e Alckmin há muito são retratados como esforçados e eficientes. Eles não precisaram fundar um partido e chamar de novo para levantar esta bandeira. Já Paulo Skaf, ex-presidente da FIESP, pareceu mais coerente: se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (Nota do Blogando Francamente = hoje 2018, Skaff caiu na real e mudou-se para o partido que seja um governo de esquerda, de centro, direita; não importa, o hoje MDB, ex-PMDB, está aliado ao poder), ressaltando sua principal qualidade de representar uma "novidade", ou seja, um não-político que levaria sua experiência em gestão "privada" para as atividades públicas. (Neste vídeo, Skaf inclusive se apresenta como "o novo", com um discurso ipsis literis do Partido Novo). E o que dizer de Paulo Maluf, que há décadas usa este discurso de empresário experiente usando seus conhecimentos adquiridos em suas indústrias para a vida pública? 

O Partido Novo conta com uma boa divulgação e conseguiu atrair a atenção de um número razoável de pessoas. Consequentemente, muitas questões são levantadas em relação às intenções, projetos e ideologia do partido. A resposta padrão é esta que se segue a uma pergunta feita na página do Partido Novo no facebook:
Julio — Gostei da ideia e apoio esta iniciativa, mas me respondam: Qual é a posição do partido sobre: Reforma Fiscal, Reforma do Judiciário, Reforma Política, Reforma da Educação, Meio Ambiente (leia-se proteção total e uso sustentável), Pré-sal, Reforma da Segurança Pública, Investimentos no setor de energia, tecnologia e infraestrutura de transportes do país. Sem rodeios, sem meio termo, sem politicagem, sem favorecimentos, 100% voltado ao cidadão, doa a quem doer. Se esta iniciativa for para colocar mais meia dúzia de espertalhões em Brasília ganhando dos nossos bolsos, não precisam nem responder.
Partido Novo — Julio, obrigado. Envie a sua ficha de apoio e preencha o cadastro no site para receber maiores informações sobre o NOVO. Certamente todas as propostas do NOVO irão priorizar o cidadão.

E assim eles vão seguindo, sem mostrar a cara, sem se posicionar sobre assunto algum. No site do partido lemos que
...esquerda, direita, socialismo, capitalismo, liberalismo e democracia não mais definem a ideologia de um partido. O NOVO, se pautando em objetivos e valores maiores, de acordo com seu conjunto de princípios, programa e estatuto, proporá, em conjunto com seus fundadores, filiados, críticos e comentaristas, um rótulo que defina sua metodologia baseada em gestão e cidadania.

Coincidentemente — mais uma vez — outro partido em formação utiliza a mesma "nova" descrição. É o PSD, de Kassab, que em artigo publicado na Folha de São Paulo declara:
...um novo partido não se consolida do dia para a noite, com uma ou duas eleições. Vai se formando no debate interno de ideias, no diálogo sobre princípios e valores, ao mesmo tempo em que participa e se aprimora nos embates democráticos do Congresso. O processo é dinâmico e supera a falsa polêmica reducionista de direita-centro-esquerda.

No entanto, ambos deixam transparecer suas tendências consideradas de "esquerda", ou socialistas. No blog do Partido Novo, já começa a aparecer o viés socialista de seus integrantes. Uma das fundadoras, que é da área médica, já começa a esboçar seus próprios planos mirabolantes para consertar o sistema de saúde socializada. Desde que eu nasci, as notícias sobre a saúde pública são sempre as mesmas: filas, carência de médicos e remédios, gente morrendo por falta de atendimento. Sem levar em conta a qualidade da imagem, seria possível pegar uma reportagem feita em um hospital público há 30 anos e exibi-la no jornal da noite de hoje que ninguém notaria tratar-se de notícia antiga. Será que esta mulher realmente acha que conhece a solução mágica? 

O economista Lawrence Reed sintetiza em uma frase as vãs esperanças de se remediar o irremediável; "Já repararam como os estatistas estão constantemente 'reformando' suas próprias realizações? Reforma na Educação, Reforma da Saúde. Reforma da Previdência. Reforma Tributária. O simples fato de eles estarem sempre ocupados 'reformando' é um reconhecimento implícito de que eles não fizeram direito nas primeiras 50 vezes." 

Mas agora vai dar certo, o Novo tem a solução.

O vice-presidente do partido chega a elogiar a eficiência da nefasta lei seca no Rio de Janeiro, que solapa ainda mais as liberdades dos cariocas, tornando-os reféns de policiais inescrupulosos. O presidente do partido revela que outra intenção é "diminuir as desigualdades sociais do país". Já esclarecemos que os meios escolhidos por eles não podem levar aos fins pretendidos, mas vamos analisar agora este fim. Ora, "desigualdade" é uma condição derivada da liberdade, da economia de mercado, da meritocracia, e dificilmente pode ser considerada um problema. Por exemplo, uma família com renda de R$10 mil é mais desigual quando comparada à família de Eike Batista do que quando comparada a uma família com renda de R$1 mil. Logo, desigualdade não é o problema, e sim a pobreza. Porém, a ideologia socialista é a ideologia da inveja, e prega em seu âmago o igualitarismo e, talvez mesmo sem saber, é daí que vem a formação dos ideais do presidente do partido. Pelo menos isto é uma coisa que eles podem conseguir através dos meios que escolheram, o socialismo: acabar com as desigualdades sociais, tornando todos igualmente pobres.

Concomitante a este projeto do Partido Novo, existe outro que é realmente novo. E não é apenas novo, é também revolucionário, diferente de tudo que já se viu na política, e é formado por pessoas que realmente sabem como lidar com os problemas do país. Refiro-me ao partido Libertários, cujos fundadores e integrantes são grandes conhecedores da ciência econômica e da filosofia política, e possuem uma consistente fundamentação ideológica, na qual a liberdade é o objetivo político central. O Libertários, que também é um partido embrionário, não se furta a se posicionar perante qualquer tema, mesmo os mais polêmicos. E qual a diferença essencial entre os libertários e todos os outros? Os libertários não possuem planos mágicos para impor à sociedade; pelo contrário, o que eles querem é a ausência de planejamentos centrais.

Sabem que é impossível que o estado forneça qualquer serviço eficientemente. Sabem que o mercado é capaz de prover com mais qualidade e menores preços e, acima de tudo, com justiça, tudo que o governo se outorga a fornecer. E como sabem tudo isso? Debateram e estudaram um bocado antes de se embrenharem na política.

Será que pelo menos um destes 181 fundadores do Partido Novo está familiarizado com as obras de Ludwig von Mises, F. A. Hayek, Murray Rothbard ou Hans-Hermann Hoppe? Será que ao menos eles já ouviram falar do Ron Paul? Meter-se na política sem conhecer o pensamento austro-libertário pode ter consequências mais graves do que abrir uma pessoa com um bisturi sem saber nada de medicina — existe a possibilidade do bisturi não matar a pessoa.

De nada adiantam apenas boas intenções, planos mirabolantes, gente séria, preparada, empresários e empreendedores de êxito. Não há utopia mais infantil e desconectada da realidade que um estado eficiente. Se os membros do Partido Novo são genuinamente bem intencionados, falta unir as boas intenções ao conhecimento. Um único artigo de Rothbard pode ser suficiente para livrá-los da ingenuidade em filosofia política.

(*)Fernando Chiocca é um intelectual anti-intelectual e praxeologista.
Fonte - IMB (Mises Brasil)

terça-feira, agosto 28, 2018

Árabes rejeitam Israel como Estado Nação





➤    A Razão Secreta dos Árabes Repudiarem a Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu.

por Bassam Tawil (*). 

A hipocrisia dos representantes dos cidadãos árabes de Israel, que estão chorando: 'não é justo', com respeito à nova Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu, atingiu novos patamares nos últimos dias.

São os mesmos representantes cujas palavras e ações causaram graves danos às relações entre judeus e árabes nas últimas duas décadas em Israel e também aos interesses de seus próprios eleitores, os cidadãos árabes de Israel.

Os líderes árabes israelenses, especificamente os membros do Knesset, dizem estar indignados, não só porque a lei define Israel como a pátria do povo judeu, mas também porque a nova legislação não diz nada sobre a plena igualdade de direitos a todos os cidadãos.

Para quem nunca viu uma tempestade num copo d'água, é esse o caso. Desnecessário seria dizer: a nova lei não rescinde a lei anterior ou a Declaração da Independência de Israel, que já abrange tudo isso. Em Israel, existem também outras Leis Básicas que garantem direitos iguais a todos. Por exemplo, a Lei Básica: Dignidade Humana e Liberdade, aprovada em 1992, estipula:

"O propósito dessa Lei Básica é proteger a dignidade e a liberdade do ser humano, com o propósito de estabelecer em uma Lei Básica os valores do Estado de Israel como um Estado judeu e democrático".
...
"Os direitos humanos fundamentais em Israel baseiam-se no reconhecimento do valor do ser humano, na santidade da vida humana e no princípio de que todas as pessoas são livres, esses direitos devem ser mantidos no espírito dos princípios estabelecidos na Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel".
Declaração da independência de Israel de 1948, que obviamente não é atingida pela nova Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu, também promete igualdade a todos os cidadãos, independentemente da sua religião, cor ou raça. Ela declara:
"O Estado de Israel fomentará o desenvolvimento do país a todos os habitantes, basear-se-á na liberdade, justiça e paz, conforme previsto pelos profetas de Israel, garantirá a completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os habitantes, independentemente de religião, raça ou sexo, garantirá a liberdade de religião, consciência, língua, educação e cultura, salvaguardará os Lugares Sagrados de todas as religiões e será fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas".

Portanto, uma vez que as leis preexistentes de Israel e a Declaração da Independência permanecem inalteradas e garantem direitos iguais a todos os cidadãos, o que exatamente está por trás do feroz ataque dos líderes árabes israelenses à Lei do Estado-nação? Será que é realmente porque eles estão preocupados com a igualdade ou é outra coisa? A resposta está em suas próprias declarações: no fundo eles se opõem à ideia de Israel ser a pátria do povo judeu. Eles estão cansados de saber que a Lei do Estado-nação não afeta o status e os direitos dos cidadãos árabes como cidadãos iguais a todos em Israel.

Tomemos por exemplo o caso de Zouheir Bahloul, membro árabe do Knesset (União Sionista), que divulgou nesta semana a intenção de renunciar ao parlamento em sinal de protesto à Lei do Estado-nação. Ele reclama que o Knesset se tornou a "chancela da legislação racista".

Primeiro, Bahloul é o último cidadão árabe de Israel com direito a reclamar de discriminação. Por décadas a fio, ele foi um dos jornalistas esportivos mais famosos de Israel, reverenciado tanto por árabes como por judeus. Assim sendo, ele sempre desfrutou de uma vida confortável em Israel, vida que nem em sonho ele poderia ter em nenhum país árabe.

Segundo, se Bahloul não gosta da lei que define Israel como a pátria do povo judeu, o que ele está fazendo em um partido de nome União Sionista? Uma vez que você concorda em se juntar a um partido sionista, você não pode depois reclamar se Israel sustenta que quer ser a pátria do povo judeu. Será possível que alguém possa realmente acreditar que este parlamentar árabe não sabia durante todos esses anos que o sionismo é o movimento nacional do povo judeu que defende o restabelecimento de uma pátria judaica no território definido como a histórica Terra de Israel?

Terceiro, também é digno de nota que seu partido União Sionista, de qualquer maneira, já estava farto de Bahloul e planejava se livrar dele, especialmente depois que no ano passado ele resolveu boicotar uma cerimônia do Knesset que marcava o 100º aniversário da Declaração Balfour. Ironicamente, a segunda parte da Declaração Balfour estipulou que o estabelecimento de uma pátria judaica não deve "prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes na Palestina".

A atual controvérsia em relação à Lei do Estado-nação, portanto, não é sobre direitos iguais. Longe disso, trata-se na realidade sobre a aceitação da existência de Israel como a pátria do povo judeu. Bahloul boicotou a cerimônia da Declaração Balfour no Knesset, ao que tudo indica, porque ele se opõe à ideia de uma pátria do povo judeu. Se não fosse por isso, por que então um árabe que vive em Israel se opõe a uma declaração que declara aberta e categoricamente que a pátria judaica não "prejudicará" os direitos de não judeus?

O presidente da União Sionista, Avi Gabbay, criticou como "extremista" a decisão de Bahloul.

É bem provável que Bahloul sabia que ele seria expulso do partido, parece que ele resolveu usar a Lei do Estado-nação como pretexto para deixar o partido, difamar Israel chamando o país de "um estado com sintomas do apartheid" e o Knesset como "chancela da legislação racista".

Quarto, vale salientar que Bahloul não apresentou imediatamente a renúncia ao Knesset. Ele disse que vai apresentar a carta de renúncia quando o Knesset retornar de seu prolongado recesso de verão em meados de outubro. Em outras palavras, Bahloul evidentemente quer passar mais alguns meses no Knesset, provavelmente para continuar recebendo um belo salário e outros privilégios concedidos aos membros do parlamento. Ao adiar a renúncia, ele provavelmente espera que alguém venha implorar para que ele desista da ideia de sair, é como se ele estivesse dizendo: 'por favor, não me deixe sair do Knesset!' Bem, Sr. Bahloul, se o senhor está tão chateado com a lei e não quer mais fazer parte do sistema político israelense, por que não se levanta e sai agora? Por que o senhor quer ficar por mais alguns meses em um parlamento que o senhor acusa de "racista" contra os árabes?

O "pequenino sórdido segredo" é que mesmo se palavras sobre igualdade para todos os cidadãos fossem adicionadas à nova lei, Bahloul e alguns de seus colegas árabes do Knesset ainda assim teriam se oposto a ela. Eles simplesmente se opõem veementemente à própria noção de ser Israel um Estado judeu.

Alguns como Ahmed Tibi, tem consistentemente pleiteado a transformação de Israel de um "Estado judeu" em um "estado para todos os seus cidadãos" ou um "estado de todos os seus grupos nacionais (étnicos)".

Outro membro árabe do Knesset, Jamal Zahalka, recentemente ridicularizou os símbolos judaicos salientando: "eu prefiro morrer a cantar o hino nacional de Israel". Muitos membros árabes do Knesset jamais aceitaram o hino nacional de Israel ou a sua bandeira que porta o símbolo de seis pontas da estrela de David. Em relação à bandeira de Israel, Zahalka disse: "para mim qualquer bandeira é um trapo. É um pedaço de pano. É muito pior do que um trapo".

Hanin Zoabi, membro árabe do Knesset, sem a menor cerimônia manifestou com todas as letras sua oposição à definição de Israel como a pátria do povo judeu. O povo judeu não tem direito à autodeterminação, ressaltou ela em outubro de 2017.
"Os judeus não são uma nacionalidade, então não podemos falar de autodeterminação para o povo judeu... Os israelenses, eles podem ter uma autodeterminação, mas não como um Estado judeu, mas dentro de um estado democrático secular".
Vale dizer que Zoabi, que vem de um enorme clã de Nazaré, foi suspensa do Knesset em 2014 por incitamento, por ter justificado a chuva de foguetes que o Hamas lançou contra Israel e o sequestro (e subsequente assassinato) de três adolescentes israelenses por terroristas palestinos.

São figuras do naipe de Zoabi que têm e continuam causando graves danos às relações entre judeus e árabes em Israel. Sua execrável retórica anti-Israel e suas ações são a principal razão pela qual um número cada vez maior de judeus está começando a olhar para os cidadãos árabes de Israel. como se eles fossem uma "quinta coluna", um "inimigo de dentro".

Líderes árabes israelenses se manifestam de maneira depreciativa em relação a Israel com o intuito de alcançarem maior visibilidade. Eles sabem que nenhum jornal mencionaria o nome deles se estivessem às voltas com questões como esgoto ou falta de salas de aula em escolas árabes. No entanto, se eles disserem algo de ruim sobre Israel ou se provocarem os judeus, os holofotes com certeza estarão em cima deles.

A prioridade Nº 1 dos cidadãos árabes de Israel é reduzir a alta taxa de desemprego entre os universitários árabes formados. Os cidadãos árabes de Israel querem ser totalmente integrados em Israel. Eles estão lutando por melhores serviços do estado, em especial no que diz respeito à infraestrutura em suas cidades e aldeias. Mas em vez de representar os reais interesses de seus eleitores, Tibi, Zoabi, Zahalka e outros passam o tempo todo condenando Israel e se identificando com os inimigos do país.

As ações e palavras desses membros árabes do Knesset só serviram para aprofundar a cisão entre judeus e árabes, justamente quando há sérios esforços por parte do governo israelense em melhorar as condições de vida dos cidadãos árabes. Por exemplo, uma comissão parlamentar israelense anunciou em abril do ano passado a decisão de alocar 20 milhões de shekels (US$5,6 milhões) para um novo programa destinado a aumentar o número de árabes israelenses com empregos no setor de tecnologia. Em 2015, como parte de uma decisão do gabinete, o comitê anunciou que o governo de Israel já investiu US$1,2 bilhão dos US$4,2 bilhões destinados ao desenvolvimento econômico da comunidade árabe e de outras minorias.

Os árabes são cidadãos com direitos iguais em Israel e os direitos que desfrutam são infinitamente maiores do que gozariam em qualquer outro país do Oriente Médio. Em uma pesquisa de opinião publicada em 2016, 55% dos cidadãos árabes de Israel disseram estar orgulhosos de serem cidadãos israelenses. Outra enquete publicada em 2017, constatou que 60% dos cidadãos árabes de Israel trazem consigo atitudes positivas em relação ao país.

Os líderes árabes israelenses podem incitar contra Israel o quanto eles quiserem. A difamação não mudará a realidade de que Israel é a única democracia próspera do Oriente Médio e que trata as minorias com respeito. Enquanto as minorias são perseguidas e assassinadas na Síria, Líbano, Egito, Iraque, Líbia e outros países árabes e islâmicos, os cidadãos árabes de Israel estão sendo integrados no país. Eles ocupam altos cargos na Suprema Corte, no Ministério das Relações Exteriores, no setor de saúde e até na Polícia de Israel.

A nova lei não mudou essa realidade, de fato, a maioria dos cidadãos árabes, ao que tudo indica, não dá a mínima para a nova lei. A maioria dos árabes em Israel continua acordando de manhã e continua seguindo em frente com suas vidas. Eles podem trabalhar em qualquer lugar, podem viajar para qualquer lugar do país e continuarão desfrutando de todos os privilégios, benefícios e liberdades que os cidadãos judeus usufruem.

Certos líderes dos cidadãos árabes de Israel, no entanto, têm algo bem diferente em mente. Eles querem que os israelenses desistam de seu desejo de Israel ser a pátria do povo judeu, porque eles esperam que um dia os judeus se tornem minoria em seu próprio país. Por tempo demais esses líderes têm incitado seus eleitores contra Israel e contra os judeus. Se esses líderes são tão infelizes em Israel, talvez devam considerar se mudar para Ramala, Faixa de Gaza ou qualquer outro país árabe. Será que não gostariam de renunciar ao Knesset? O que os impede? O fato de ser a pátria dos judeus, supostamente tão danosa a eles, onde eles e seus filhos podem viver e prosperar.


(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Tradução: Joseph Skilnik

quinta-feira, agosto 16, 2018

Noivas Crianças na Turquia





H., 15 (direita), e sua irmã de 13 anos dividem um momento em sua casa em Kayseri.
Elas são originalmente de Alepo e viviam em um campo de refugiados na
fronteira com a Síria Foto de 
 Özge Sebzeci

por Burak Bekdil(*).


Onde você gostaria que sua filha estivesse aos 13 anos de idade? Na escola ou na cama com um adulto? A resposta a uma pergunta dessa natureza é o óbvio ululante em grande parte do mundo. Nas sociedades islâmicas, no entanto, como na Turquia, que não é árabe e teoricamente secular, a resposta é um tiro no escuro. Normalmente nesses países o poder da polícia do governo não combate essa tradição patriarcal, muito pelo contrário, ela a apoia.



O ex-presidente da Turquia,Abdullah Gül ex-aliado e cofundador islamista do homem forte Recep Tayyip Erdoğan, do partido que governa a Turquia desde 2002, tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa que na época tinha 15 anos. Gül, nomeado para a presidência por Erdoğan foi o primeiro presidente islamista da Turquia.

Presidente da Turquia de 2007 a 2014, Abdullah Gül (à esquerda), tinha 30 anos quando
se casou com Hayrünnisa (à direita) que na época tinha 15 anos de idade.
(Foto: da assessoria de imprensa da OTAN via Getty Images)



Os turcos conservadores, em vez de questionarem o casamento de Gül com uma criança, aplaudiram sua ascensão à presidência. O autor desse artigo foi advertido ao pé do ouvido de maneira nada educada, inúmeras vezes, por políticos do alto escalão a não levantar a lebre em sua coluna em qualquer outra publicação.

➤    40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a se casarem.



De acordo com o Fundo Turco de Filantropia (TPF), 40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a se casarem. A TPF concluiu que a média nacional de evasão escolar no ensino médio do sexo feminino é de 56%. O Fundo também constatou que o casamento precoce acontece em maior número em famílias de baixa escolaridade . "Baixa escolaridade" abrange quase toda a Turquia: a escolaridade média no país é de apenas 6,5 anos. Em 45 províncias turcas a taxa de escolaridade está abaixo da média nacional.



O governo islamista no país, outrora secular, contribuiu para aumentar o problema das noivas crianças em vez de combatê-lo. Em novembro de 2017, o presidente Erdoğan assinou a "lei mufti", que permite aos clérigos aprovados pelo Estado (ou simplesmente imãs) conduzirem cerimônias de casamento, apesar da apreensão da sociedade civil de que a medida terá um impacto no casamento infantil.

➤    Meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem se casar.
Em janeiro de 2018, o Conselho Administrativo para Assuntos Religiosos (Diyanet), órgão do governo sob jurisdição de Erdoğan, sugeriu que, de acordo com a lei islâmica, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem se casar. Diyanet é responsável pela administração das instituições religiosas na Turquia. Seu Website reafirma que, de acordo com a lei islâmica, quem tiver atingido a idade da "adolescência" tem o direito de se casar. Esta "fatwa" (decisão jurídica baseada na lei islâmica) levou o principal partido de oposição do país, um grupo secular, a pedir uma investigação nos casamentos de crianças.



A chegada de cerca de três milhões de refugiados sírios à Turquia desde o início da guerra civil no país vizinho piorou ainda mais as coisas. A título exemplificativo, um assistente social do Hospital de Treinamento e Pesquisa Kanuni Sultan Süleyman do distrito de Küçükçekmece em Istambul revelou que o hospital tratou de 115 meninas grávidas menores de idade, entre as quais se encontravam 39 sírias, entre 1º de janeiro e 9 de maio de 2017. O assistente social queixou-se aos promotores que o hospital procura acobertar as gravidezes e não notificar às autoridades, conforme o requisito legal para o tratamento de todas as meninas grávidas com menos de 18 anos na Turquia. Exemplos dessa natureza são apenas a "ponta do iceberg"de acordo com Canan Güllü, chefe da Federação das Associações de Mulheres Turcas.

Um caso recente de abuso infantil relacionado a refugiados sírios é motivo de mal estar, não apenas para a cultura política turca que nutriu o mal, como também para o judiciário turco:



Fatma C., uma criança refugiada síria chegou a Ankara, capital da Turquia, com a família há quatro anos. Em 2017, de acordo com uma acusação, ela foi forçada a se casar com um parente de nome Abdulkerim J aos 13 anos de idade. Não foi um casamento civil mas religioso (legal à luz do Islã se conduzido por um imã). Fatma C. engravidou e foi levada para um centro de saúde local onde os responsáveis pelo centro informaram às autoridades competentes por ela ter menos de 18 anos.



Os promotores decidiram que o marido da menina e a mãe dela, Emani B., deveriam ser julgados por forçarem uma menina menor de idade a se casar. De modo que houve um julgamento. Mas um tribunal em Ancara decidiu na primeira audiência pela absolvição. Os réus afirmaram que não conheciam a lei turca sobre o casamento e que a menina havia se casado "de acordo com a lei síria". Um promotor público turco extraordinariamente tolerante decidiu que o "casamento não ocorreu com a intenção de infringir a lei".



"É regra universal que não conhecer a lei não é desculpa quando ela é infringida", salientou Ceren Kalay Eken, advogada da Ordem dos Advogados de Ancara. "O lugar adequado para uma menina de 13 anos é na sala de aula, não cuidando do berço."



É impressionante o quão complacente e tolerante a Segurança Pública pode ser quando os criminosos agem motivados pelas rígidas tradições e valores islâmicos. Na mesma hora em que os abusadores da noiva criança foram liberados na primeira audiência, outro tribunal em Ancara prendeu quatro estudantes universitários por exibirem um cartaz na cerimônia de formatura considerado pelo tribunal ofensivo ao presidente Erdoğan. Na Turquia não dá em nada abusar de uma menina de 13 anos de idade, mas mexer com o presidente são outros quinhentos.



Fonte - pt.gatestoneinstitute.org


(*)Burak Bekdil, um dos principais jornalistas da Turquia, foi recentemente demitido do jornal mais importante depois país após 29 anos de trabalho, por ter escrito para o Gatestone Institute sobre o que está acontecendo na Turquia. Ele também é Fellow do Middle East Forum.
Original em inglês: Child Brides in Turkey
Tradução: Joseph Skilnik

sábado, agosto 11, 2018

O racismo de Che Guevara




A melhor foto de Ernesto Guevara

por Nação Mestiça.

Em 1952, em comentários sobre a Venezuela que não aparecem no roteiro do “Diários de Motocicleta” sobre um tour realizado pelo neto de um dos homens mais ricos da América Latina, Che Guevara afirma:


“Os negros, os mesmos magníficos exemplares da raça africana que mantiveram sua pureza racial graças ao pouco apego que têm ao banho, viram seu território invadido por um novo tipo de escravo: o português. (…) O desprezo e a pobreza os unem na luta cotidiana, mas o modo diferente de encarar a vida os separa completamente; o negro indolente e sonhador gasta seu dinheirinho em qualquer frivolidade ou diversão, ao passo que o europeu tem uma tradição de trabalho e de economia que o persegue até estas paragens da América e o leva a progredir”.**

Mas isto não significava que o Che Guevara tivesse sempre tempo e dinheiro de sobra para ficar passeando de motoca pelo continente; às vezes também tinha tempo e dinheiro de sobra para passear de navio. Também não significava que Che Guevara rejeitasse relações inter-raciais, especialmente com uma adolescente que o acompanhou pelo mar do Caribe até a Costa Rica, em 1953:


“Fiquei do lado de fora com Socorro, uma negrita [neguinha] que eu tinha arranjado, com 16 anos no lombo e mais puta do que uma galinha.”***

Fulgêncio Batista, o presidente de Cuba deposto pelo golpe de Fidel Castro, era mulato, o que não era bem visto por alguns. Numa entrevista radiofônica concedida em Havana, Che Guevara forneceu uma boa pista do que os negros e mulatos cubanos deveriam esperar do seu futuro na ilha. Um proeminente empresário cubano chamado Luis Pons, que por acaso era afrodescendente, perguntou a Che Guevara quais eram os planos da revolução para a população de cor, recebendo a resposta do guerrilheiro:


“Nós faremos por negros exatamente o que eles fizeram pela revolução – pelo que eu quero dizer: nada.”****

Pedro Corzo no documentário “Anatomia de um mito” entrevistou Miguel Sanchez, “El Coreano”, um dos que treinou a força expedicionária de Fidel Castro do Granma no México, em 1956.



Sem meias palavras, Miguel Sanchez refere que teve que se impor diante da arrogância de Che Guevara e afirma que:
“Che adorava diminuir um guerrilheiro cubano chamado Juan Almeida Bosque, que era negro. Ele sempre se referia a ele como ‘el negrito’. Almeida ficava possesso com Che, de modo que finalmente lhe disse: ‘Olha, Juan, quando Che te chamar de el negrito, chama-o de el chancho (o porco), porque o cara nunca toma banho’. Isto funcionou durante algum tempo, mas Che logo encontrou outras vítimas para seu racismo inato, desprezando todos ‘esses mexicanos, índios e iletrados’”.
No documentário também é revelado que o próprio apelido “Che” teria sido uma resposta ao “Dr. Ernesto” por falar mal do sotaque mexicano.


Em fevereiro de 1963, após anos treinando tiro-alvo em pobres cubanos, Che Guevara decidiu formar um foco guerrilheiro para continuar seu treinamento na Argentina, seu país natal. Alberto Castellanos afirma que o chefe da escolta, Harry Villegas, apelidado o Pombo, não foi chamado porque era negro, e Che dissera a todos: “Aonde vamos não existem negros”. Castellanos contou que Guevara então lhe falou: “Está bem. Mas não vá se vestir de índio, porque você não é índio, e diga a Villegas que ele não pode ir com você porque é preto e para onde nós vamos não há pretos.”*****


Em 18 de Fevereiro de 1957 o guia camponês Eutimio Guerra, acusado de passar informações ao inimigo, é acusado pelos rebeldes e condenado a morte. Na hora da execução, seus companheiros não se decidiam se iriam mata-lo a tiros ou de outra forma, e é quando Che se adianta, saca sua pistola e dá um tiro na região da têmpora de Eutimio, descrevendo esse ato em seu diário: “… acabei com o problema dando-lhe na têmpora direita um tiro de pistola [calibre] 32 […] Ao revista-lo os pertences não conseguia tirar o relógio amarrado com uma corrente no cinto, então ele me disse com uma voz distante e sem tremer: ‘Arranque, menino, tudo…’ Isso foi o que fiz, e seus pertences passaram a meu poder.” Depois Che escreveu em seu Diário: “Executar um ser humano é algo feio, porém exemplar.
Em uma carta a seu pai referindo-se a essa execução escreve: “Tenho que te confessar, papai, que nesse momento descobri que realmente gosto de matar”.
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Com informações de O Verdadeiro Che Guevara, 26/12/2010. Atualizado em 10/05/2018.

* “Society is undergoing a silent revolution, which must be submitted to, and which takes no more notice of the human existences it breaks down than an earthquake regards the houses it subverts. The classes and the races, too weak to master the new conditions of life, must give way”, Karl Marx (“Forced Emigration,” New York Daily Tribune, March 22, 1853).

** Osa Mayor, Año 16, Numero 16. University of Pittsburgh. Department of Hispanic Languages and Literatures, Department of Hispanic L & L, University of Pittsburgh, 2004. p. 145.

*** Jon Lee Anderson. Che Guevara: A Revolutionary Life, 1997, p.114.

**** Humberto Fontova. Exposing the Real Che Guevara: And the Useful Idiots Who Idolize Him, 2007, cap. 12. 

***** Jon Lee Anderson. Che Guevara: A Revolutionary Life, 1997, p.114.

Fonte- Nação Mestiça

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