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sábado, setembro 23, 2017

Associação Brasileira de Imprensa, mas pode chamar de Reunião Comunista de Imprensa
















A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) começou em 1908.A história da fundação da ABI é a própria história de seu "fundador" o anarquista Gustavo de Lacerda. Desnecessário dizer-se que um anarquista é, por assim dizer , alguém que se descola da realidade, afinal nem relógio digital funciona sem uma energia que lhe dê vida e querer que um pais funcione sem governos é, no mínimo, falta de cérebro ou provavelmente ter-se um cérebro cujo conteúdo não sejam neurônios e sim dejetos não recicláveis.

Lacerda não concordava com a ideia de que os jornais fossem empresas, dando lucro a seus acionistas. Para ele, os jornais deveriam ter uma missão social e funcionar como cooperativas de cujos interesses participassem todos os seus membros, dos diretores aos mais modestos colaboradores. Lacerda só não explicou e provavelmente nunca foi instado a responder como é que um Jornal ou um botequim seria administrado convenientemente sem o vil metal para sustentá-lo. 

Marcelo Faria, do ilisp.org, noticia um dos muitos Absurdos cometidos por essa Associação que quer ser o arauto da liberdade de imprensa.



O assassino,terrorista e psicopata socialista Ernesto Che Guevara, morto em outubro de 1967, recebeu in memoriam a Medalha Abreu Lima 2017, concedida pela Casa da América Latina “grandes nomes que integraram e integram a luta pela hegemonia latino-americana”, em evento na sede da Associação Brasileira de Imprensa no último dia 20 de setembro.

Durante a cerimônia, que lembrou os 50 anos da morte de Che e os 10 anos da Casa da América Latina, o filho mais novo de Che, o advogado Ernesto Guevara March, recebeu a medalha das mãos da jornalista Olga de Assis. A medalha também já foi concedida ao então ditador de Cuba, Fidel Castro.

Para um dos presentes na mesa, Lincoln Penna, historiador e professor aposentado da UFRJ, o terrorista Che Guevara é “uma das maiores lideranças históricas da história” e deve ser um referencial para os latino-americanos na luta pela independência e na defesa contra o imperialismo. “Hoje estamos vivendo um período difícil da humanidade, quando o grande capital financeiro está devorando a dignidade dos povos. O que enfrentamos hoje é mais do que uma ditadura. Creio que todos temos uma tarefa maior de denunciar e combater esse inimigo com o sentimento de pertencimento. Temos que ter Che como referência na ação libertadora das Américas”.

Digamos que essa foi uma "falha" inconsequente da ABI, algo que saiu ao controle de uma "instituição" (minúsculo fica melhor) que "luta" (bem entre aspas) pela liberdade de imprensa, mas nunca explicou porque não existe oposição nem jornais livres em Cuba ou na Coréia do Norte. Não, não foi uma pequenina falha da ABI, em Agosto último essa instituição unida a outra não menos avermelhada promoveu uma série de "debates" em homenagem aos 80 anos da morte de outro ser, não menos execrável do que Che Guevara: Gramsci. (Do site a ABI):


Neste ano em que se completa 80 anos da morte de Gramsci, a Fundação Astrojildo Pereira e a Associação Brasileira de Imprensa realizarão, no próximo 21 de agosto, às 18h, no Rio de Janeiro, o Seminário: Um pouco de Gramsci nessa crise não faz mal a ninguém. O evento, que conta com especialistas das obras do filósofo italiano, Alberto Aggio, Luiz Sergio Henriques e Andrea Lanzi, busca explorar o pensamento gramsciano em um paralelo com a crise política pela qual o país passa atualmente.

“A mesa redonda foi proposta para lembrarmos os 80 anos da morte de Gramsci. Isso é importante especialmente para nós, que somos os maiores divulgadores das interpretações e debates sobre o pensamento de Gramsci no Brasil por meio da coleção de livros (Brasil & Itália)”, disse Aggio, historiador e professor titular da UNESP...."

Vamos entendendo, definitivamente que curiosamente a Imprensa no Brasil é realmente repugnante, nunca foi realmente livre e escondeu como pode os 13 anos de Petê, que levaram o pais ao maior caos político, social e econômico de todos os tempos. Tampouco não fica difícil entender porque a mesma imprensa quer por que quer a volta do condenado por Moro, cujo (des)governo sempre foi pródigo em irrigar redações com os nossos impostos.


domingo, março 22, 2015

O círculo de ferro da corrupção



O círculo de ferro da corrupção.
por Percival Puggina (*)




Quem rouba, mente. Quem mente e rouba, quando surpreendido, acusa outros daquilo que fez. Pessoas com essas características se unem por afinidade. Nascem, assim, as quadrilhas. Quadrilhas precisam de proteção. No crime organizado, essa tarefa é atribuída a outros malfeitores, recrutados e remunerados pelos chefes.

Na política, a proteção às quadrilhas é disponibilizada por bases parlamentares compradas, mídia chapa-branca e massas de manobras, ou seja, milícias mobilizadas com recursos públicos, como são os exércitos de Stédile, postos em prontidão, a pedido de Lula, no evento da ABI em "defesa" da Petrobras. Pode-se incluir nesse círculo de ferro outras práticas comuns e conhecidas, como o sistemático assassinato de reputações. Nas quadrilhas do crime comum, o adversário vira "presunto" e é desovado numa valeta. Nas quadrilhas da política, com falsos dossiês e calúnias, mata-se a reputação do adversário, embora não faltem exemplos de eliminação total dos arquivos, como aconteceu no caso Celso Daniel.

Nos casos de corrupção sistêmica, como está acontecendo no Brasil, percebe-se que a inclinação ao mal se manifesta de inúmeras formas. Há uma imensa deformidade moral em pleno funcionamento. A apropriação de recursos públicos é apenas uma das formas de corrupção, e não sobrevive sem as demais. É isso que torna desprovida de sentido a tese oficial que pretende resolver a presente crise institucional com "uma boa lei anticorrupção e uma boa reforma política". Falem sério! Milhões de brasileiros foram às ruas no dia 15 de março, indignados com a completa perda de credibilidade do governo, aí incluída a presidente da República, sua equipe de trabalho, seu partido e demais apoiadores, e a própria mídia chapa-branca. Os brasileiros compreenderam a extensão do problema moral que afeta irremediavelmente o governo, sua respeitabilidade interna e externa, e a indispensável probidade dos atos de Estado. O governo brasileiro virou objeto de lágrimas aqui e de risos no exterior.

Por fim, entre as muitas formas de corrupção, inclui-se a do intelecto. Não me refiro a qualquer problema mental, neurológico. Não, a corrupção do intelecto, ou desonestidade intelectual, é uma forma de vilania. O indivíduo intelectualmente desonesto utiliza-se de dois meios para favorecer a causa que sustenta. Ou ele mente, a exemplo daqueles a quem concede ou vende seu apoio, ou, se mais capacitado, usa da erística, que é a "arte" de convencer por meios ilícitos, com saltos acrobáticos sobre a lógica, no deliberado e fraudulento intuito de iludir o interlocutor.

A corrupção também vive de tipos assim. Eles ajudam a sustentar seu círculo de ferro. A atualidade nacional permite reconhecê-los facilmente nas salas de aula, nos veículos onde atuam, a cada coluna que escrevem. Têm nomes conhecidos, claro, porque é indispensável, à eficiência da tarefa, que o operador do método, se atuando na grande mídia, conte com certo prestígio pessoal.

Fica demonstrado, assim, que a crise institucional brasileira não se resolve com leis, existentes ou futuras, mas com a ruptura, em conformidade com o Estado de Direito, desse círculo de ferro da corrupção. Ele é ainda mais sistêmico e devastador porque nosso modelo institucional centraliza Estado, governo e administração nas mãos de uma só pessoa, que nunca sabe coisa alguma do que acontece ao seu redor.



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(*) Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.