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sábado, outubro 22, 2016

Quanto mais o “estado empreendedor” fracassa, mais adeptos ele ganha.






Quanto mais o “estado empreendedor” fracassa, mais adeptos ele ganha.
por autores(*) do Mises Brasil

Mariana Mazzucato

Apesar de todos os exemplos práticos em contrário, quando iremos aprender?


Com a estrepitosa implosão de todos os recentes experimentos socialistas (Venezuela) e intervencionistas (Brasil e Argentina) na América Latina, restou apenas uma única bandeira a ser empunhada com algum vigor pela esquerda: o estado empreendedor.

O estado empreendedor seria aquele que faz parcerias com — e concede subsídios para — empresas e, com isso, se torna capaz de criar bens e serviços para a população.

Atualmente, a condutora intelectual deste movimento é a professora Mariana Mazzucato. Nascida em Roma a 16 de junho de 1968, mudou-se com os pais, quando ainda tinha 4 anos, para os EUA, país em que viveu quase toda a sua vida até o ano 2000. Atualmente, a doutora Mazzucato leciona "Economia da Inovação" na Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Junto a Thomas Piketty e Paul Krugman, pode-se dizer que Mazzucato também já adquiriu um lugar cativo entre os "economistas estrelas" que defendem políticas governamentais intervencionistas, não importa o quanto estas já tenham se revelado desastrosas.

Mas, contrariamente a Piketty e Krugman, que fazem apenas repetir chavões e lugares-comuns, o argumento da professora Mazzucato é, convenhamos, um tanto provocador e original. Segundo suas pesquisas, o setor privado não deveria se queixar dos altos impostos que tem de pagar, e nem das travas regulatórias às quais tem de obedecer. Em vez de reclamar, as empresas e os consumidores deveriam, isso sim, agradecer ao governo, pois impostos e regulamentações são os principais impulsionadores da inovação e do crescimento.

Em seu livro O Estado Empreendedor, a autora se compromete a "demonstrar que o Estado não é um ente burocrático lento e pesado, mas sim a organização mais empreendedora do mercado, a qual assume os investimentos de maior risco."

Por este ponto de vista, quando o estado gasta o dinheiro dos pagadores de impostos com Pesquisa e Desenvolvimento, ele alcança descobertas científicas que o setor privado utilizará para fabricar novos produtos e serviços. Talvez sua frase mais provocadora seja a de que "sem o estado, o Google não existiria".

Mazzucato aplica a mesma lógica ao iPhone e a várias outras inovações que utilizamos no dia a dia, as quais, segundo ela, só existem por causa do estado, a quem deveríamos ser gratos por financiar pesquisas visando a descobertas — ao contrário dos empreendedores privados, que só pensam no lucro.

Esse raciocínio de Mazzucato pode até soar convincente à primeira vista, mas a pergunta inevitável é: não seria ele decorrente de uma análise apressada — para não dizer mal feita — em relação à sequência correta dos acontecimentos?

Para começar, a economista em momento algum se pergunta como o estado conseguiu o dinheiro para financiar pesquisas. Dado que o governo se financia ou por meio de impostos que confisca do setor privado ou por meio de endividamento (títulos públicos que vende ao setor privado), não estaríamos perante uma situação completamente oposta à apresentada por Mazzucato?

Pode ser que o Google só tenha surgido após todos os investimentos estatais feitos pela National Science Foundation (NSF — agência governamental americana que promove pesquisas em todos os campos da ciência e engenharia), mas a pergunta ainda permanece: quantas empresas privadas importantes tiveram necessariamente de existir antes para que o estado pudesse lhes cobrar impostos (ou tomar dinheiro emprestado) para assim poder financiar a criação da NSF?

Mais: a tese de Mazzucato simplesmente não consegue explicar processos fundamentais como a Revolução Industrial. Na época, o gasto estatal direcionado à Pesquisa e Desenvolvimento era praticamente inexistente. Com efeito, em 1930, o gasto estatal em P&D representava somente 14% de todo o gasto com P&D nos EUA (os outros 86% eram privados).

Essas constatações empíricas, por si sós, mostram que o setor privado, quando livre, não vê problema nenhum em assumir riscos e empreender, mesmo não havendo um governo que o subsidie.

Outro ponto completamente ignorado pela tese de Mazzucato é o famoso "custo de oportunidade". Dado que o governo tem de tomar dinheiro do setor privado para financiar pesquisas, então o setor privado inevitavelmente fica com menos recursos para que ele próprio faça pesquisa e desenvolvimento. E também com menos recursos que poderiam ser direcionados a melhores fins. Questão de lógica econômica.

Toda ação econômica carrega custos de oportunidade, e pode gerar consequências não-previstas. O investimento estatal feito com recursos extraídos do setor privado pode obstruir o desenvolvimento de outras áreas da economia, as quais agora, sem recursos suficientes (pois foram confiscados pelo estado), não mais terão como levar adiante seus projetos e inovações.

Apple e Google são os exemplos favoritos de Mazzucato. Segundo ela, sem o estado, tais empresas não existiriam. Além de todos os problemas de custos de oportunidades já citados acima, Mazzucato ignora que várias outras empresas também tiveram acesso ao mesmo investimento estatal em P&D utilizado por Google e Apple, mas nenhuma delas alcançou o êxito de ambas em termos de inovação tecnológica.

O êxito do iPhone, por exemplo, não se deve à tecnologia financiada pelo estado. Já havia outros dispositivos com as mesmas características do iPhone. O êxito do iPhone se deve a seu desenho e a seu sistema operacional. E este foi um desenvolvimento puramente interno, da empresa.

Exemplos práticos

Além de defender a tese de que o estado deve ser o maior responsável pelas pesquisas inovadoras nas áreas fundamentais da ciência e tecnologia, Mazzucato separa o que chama de invenções "ligeiras" — as produzidas pelo setor privado, como novos modelos de tablets — e inovações "grandes", de horizontes mais amplos, como as da área da saúde e mecanismos de "ciclo completo", como a Internet.

Ela afirma que as grandes inovações produzidas nos EUA foram todas financiadas e criadas pelo estado, como a Internet, o GPS (pelo Pentágono) e medicamentos (pelo Departamento de Saúde). E afirma que o setor privado tem "medo" de assumir riscos, o que não acontece com o estado. 

Mas vejamos algumas curiosidades.

A Internet, ou melhor, sua tataravó, foi de fato concebida em plena Guerra Fria por técnicos da NASA, mediante o ARPA (Advanced Research Projects Agency), mas só se expandiu e progrediu com o desenvolvimento da rede em ambiente mais livre, não militar — ou seja, privado —, em que não apenas os pesquisadores, mas também seus alunos e os amigos desses alunos, puderam ter acesso aos estudos já empreendidos e usaram sua inteligência e desenvolveram esforços para aperfeiçoá-los de uma forma fantástica. 

O mesmo processo se deu com a Internet propriamente dita: foram jovens da chamada "contracultura" — e não funcionários do estado —, ideologicamente defensores da difusão livre de informações, que realmente contribuíram decisivamente para a formação da Internet como hoje é conhecida.

Vinton Cerf foi o indivíduo que desenvolveu os protocolos TCP/IP, que são a espinha dorsal (a rede de transporte) da internet. Tim Berners-Lee merece os créditos pelos hyperlinks. Mas foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para conectar diferentes redes de computadores. 

Quanto ao GPS — e poucos sabem disso — foi uma ideia de uma estrela de Hollywood, a belíssima Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler (1913-2000), nascida em Viena, estrela sexy de filmes como Idílio Perigoso (1944), Sansão e Dalila (1949), O Vale da ambição (1950) Meu Espião Favorito (1951), e A História da Humanidade (1957), entre muitos outros. Hedy criou a tecnologia básica para o Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês) durante a II Guerra Mundial. 

Judaica de origem e horrorizada com o avanço nazista, queria ajudar os EUA e os aliados. Havia aprendido sobre radiocomunicação graças à convivência, ainda na Áustria, com o ex-marido, Fritz Mandl, um rico fabricante de armas e seus colegas engenheiros. E sua contribuição científica aconteceu quando já havia se divorciado de Mandl e fugido para os EUA.



Conforme relatado aqui, a famosa atriz inspirou-se no som do piano para bolar sua maior invenção: em 1940, conheceu o compositor George Antheil, também curioso por ciência. Certa noite, quando tocavam piano, ela se deu conta de que cada tecla emitia uma frequência de longo alcance diferente. E, assim como elas se alternavam rapidamente em uma música, talvez algo parecido pudesse ser aplicado aos espectros de comunicação militar. Aprimorada por Antheil, a análise de Lamarr originou o sistema "salto de frequência", no qual estações de radiocomunicação eram programadas para mudar de sinal 88 vezes seguidas (o mesmo total de teclas de um piano). Com isso, as forças inimigas teriam dificuldade em detectar esse registro alternado, que poderia ser então usado por navios e aviões, para orientar torpedos.

A dupla chegou a patentear a ideia e a ofereceu à Marinha dos EUA, mas foi rejeitada, sob o argumento de que seria demasiadamente cara (existe algo "caro" para governos)? A invenção perdeu — felizmente — exclusividade militar e se tornou a base de várias tecnologias atuais. Ela é aplicada, por exemplo, em satélites de orientação para meios de transporte civis — o famoso GPS (Global Position System) e também no wi-fi e no bluetooth.

E há mais.

Masaru Ibuka, um engenheiro, e Akio Morita, um físico, ambos japoneses, logo após a II Guerra Mundial, procuraram o Ministério da Indústria e Comércio do Japão em busca de recursos para desenvolverem suas ideias. Receberam um sonoro "não"! Resolveram, então, fundar a empresa Totsuko, em maio de 1946, em um grande armazém bombardeado pelos americanos, em Tóquio. A nova empresa não tinha qualquer maquinaria e possuía muito pouco equipamento científico e contava apenas com a inteligência, conhecimentos de engenharia e o espírito empreendedor de Ibuka e Morita. Trata-se, como o leitor já deve ter percebido, simplesmente, da Sony.

Como você poderá ver aqui e também aqui, graças ao espírito verdadeiramente empreendedor desses dois fantásticos homens, a Sony cresceu e hoje seu nome está associado a inovação, tecnologia avançada, qualidade e durabilidade. Ver televisão em uma Bravia, trabalhar em um laptop Vaio, tirar fotos com uma Cybershot, jogar Playstation, gravar com uma Handycam, ouvir música em um Walkman— essas são apenas algumas das "crias" tecnológicas de dois indivíduos, graças ao "não" recebido dos burocratas japoneses. 

Perguntemos à Professora Mazzucato se eles eram funcionários púbicos.

E o que dizer do próprio Steve Jobs, que revolucionou seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets e publicação digital? Era por acaso funcionário público? E Bill Gates e Paul Allen, criadores da Microsoft em 1975, em Albuquerque, no Novo México? Eram burocratas iluminados ou empreendedores que acreditaram em suas ideias e assumiram os riscos de colocá-las em prática?

Mais exemplos: Jorge Paulo Lehmann é um burocrata? E Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show? E Antônio Alberto Saraiva, criador da Habib´s? E Romero Rodrigues, da Buscapé Company? E Robinson Chiba, da China in Box? E Flavio Augusto da Silva, que, com apenas 23 anos, decidiu lançar um projeto inovador com o objetivo de, em 18 meses, dar fluência na língua inglesa a adultos, e que, para fundar sua empresa, a Wise Up, usou R$ 20 mil de seu cheque especial, com juros de 12% ao mês? 

Qual o papel exercido pelo estado em todos esses casos, a não ser o de recolher tributos para benefício próprio?

O BNDES nos trouxe algo de bom?

Em 2013, Mazzucato concedeu uma entrevista ao programa "Milênio", da Globonews. Elogiou o então governo brasileiro e o BNDES.

Compreensível. De certa forma, o BNDES faz aquilo que Mazzucato defende: financia, subsidia e participa das decisões de grandes empresas, tornando o estado um empreendedor.

E fazer do estado um empreendedor foi o exatamente o objetivo do BNDES fez na última década. O Tesouro se endividou emitindo títulos que pagam a SELIC e repassou esse dinheiro para o BNDES, o qual então emprestou esse dinheiro a grandes empresas cobrando juros abaixo de 5%, e em prazos que chegam a 30 anos.

Ou seja, utilizando dinheiro de impostos, o governo fez empréstimos subsidiados — e a condições artificialmente favoráveis — às grandes empresas escolhidas por ele. 

Estado empreendedor em sua melhor definição. Mazzucato, com razão, elogiou este arranjo.



Essa política de privilégios a grandes empresas ficou conhecida como a política das "campeãs nacionais", e tinha como objetivo criar empresas fortes e mundialmente competitivas em vários setores da economia: de empreiteiras a telefônicas, passando por frigoríficos, empresa de alimentos, de laticínios e de celulose.

Logo, a política de "campeãs nacionais" nada mais foi do que uma política industrial na qual o governo transferia renda da população para determinados setores ou empresas favorecidas, para que estas então pudessem se desenvolver com a ajuda do estado.

As consequências econômicas dessa política industrial do BNDES foram a explosão do endividamento do governo e a estagnação da economia (explicada em detalhes neste artigo). Já a consequência moral foi a Lava-Jato

E a ideia, em si, contou com o apoio de Mazzucato.

Conclusão

Criatividade só se converte em inovação quando o papel de descobrir as melhores oportunidades para as empresas cabe ao empreendedor, e não ao burocrata.

Mazzucato defende que governo trate o empreendedorismo como se este fosse algo relacionado a planejamentos estratégicos, quando, na verdade, é um processo de descobertas inovadoras.

E a competitividade de uma economia depende desse processo de descobertas.

A inovação e a criatividade são características intrínsecas do ser humano. E elas se desenvolvem com maior ímpeto naqueles países em que predomina a liberdade economia, a qual permite que as pessoas possam se arriscar e usufruir os benefícios de seus empreendimentos. A tese de que a intervenção estatal é a chave para que este processo se desenvolva não apenas atenta contra a lógica econômica, como também serve apenas como argumento para intensificar políticas intervencionistas, as quais sempre se comprovam nocivas para o desenvolvimento de longo prazo dos países.

Quem deve escolher os vencedores do mercado não são os burocratas do estado, como que Mazzucato, mas sim os milhões de consumidores.



(8) os Autores:
Iván Carrino é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.

Ubiratan Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Visite seu website.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

terça-feira, abril 28, 2015

BNDES deu US$ 1,2 bi a empresa julgada por massacre.









por Claudio Tognolli



Apenas em 2012 Angola e Cuba receberam US$ 875 milhões do nosso Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES –e os empréstimos do banco , às empresas investigadas na Lava-Jato, somam R$ 2,4 bilhões. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, diz, por exemplo, que os empréstimos bilionários feitos à empresa Sete, construtora de sondas para a Petrobras, foram absolutamente técnicos, e não políticos. Ahan!!!

Vou considerar então que o BNDES empregou critérios “técnicos” na distribuição das tilintantes por aí ( Eichmann, depondo em Jerusalém, também dizia trabalhar sob critérios “técnicos). Vou considerar o BNDES empregou critérios também “técnicos” para emprestar grana a um grupo que é responsável pelo maior massacre da história do Chile.

Carlos Aldana, ministro especial para causas de direitos humanos, da Corte de Apelações de Concepción, vai formalizar acusação de genocídio contra a CMPC, maior conglomerado de papel celulose da América Latina. A CPMC é do grupo Matte: acusado de ter entregue aos Carabineros (PM do Chile) uma lista com nomes de operários, estudantes e ferroviários: devidamente fuzilados por Pinochet. A trairagem foi cometida a 18 de setembro de 1973.

Pois bem: o grupo Matte é o terceiro patrimônio empresarial do Chile, algo como US$ 7,5 bilhões. Em 2013 o Matte levou do BNDES um crédito de US$ 1,2 bilhão (total de US$ 2 bilhões). Tudo para a quadruplicação, em Guaíba, da fábrica Borregard, hoje CMPC-Celulose Riograndense.

Sabe quem cantou vitória sobre esse empréstimo, como ninguém? O ex-governador gaúcho Tarso Genro, ex-ministro da Educação, das Relações Institucionais e, por fim, da Justiça, sob a presidência de Lula. Tarso comemorou que a obra iria gerar 7 mil postos de trabalho, em sua consecução, e 2,5 mil empregos depois que a fábrica ficar pronta, agora no segundo semestre de 2015.

Tocada pela CPMC , menina dos olhos de Tarso Genro, a morte dos 19 operários, simpatizantes da Unidade Popular, fuzilados pelas costas, e enterrados em vala comum, é conhecida como Massacre de Laja:




Nestes primeiros meses de 2015, no Chile, aguarda-se com ansiedade o ato de coragem de um magistrado. Quarenta anos após o fuzilamento pelas costas e enterro em uma vala comum, clandestina, de 19 simpatizantes da Unidade Popular – operários, ferroviários e estudantes-, em decisão inédita desde o fim da ditadura Pinochet, o juiz Carlos Aldana – ministro especial para causas de Direitos Humanos, da Corte de Apelações de Concepción – deverá formalizar a acusação de importante grupo de civis envolvidos com a violação de Direitos Humanos no Chile.

A acusação atingirá em cheio a CMPC, maior conglomerado de papel e celulose da América Latina, pertencente ao Grupo Matte que, em 18 de setembro de 1973, entregou uma “lista negra” com os nomes dos fuzilados à polícia militar chilena. Terceiro maior patrimônio empresarial e familiar do Chile, estimado em 17,5 bilhões de dólares, em 2013, o Grupo Matte teve aprovado pelo BNDES um crédito de 1,2 bilhão de um total de 2,1 bilhões de dólares para a quadruplicação, em Guaíba, da antiga fábrica Borregaard, hoje conhecida como CMPC – Celulose Riograndense.

Com a pretensão de consolidar-se como um dos maiores fornecedores mundiais de celulose branqueada, o investimento foi celebrado pelo então governador Tarso Genro devido à geração de mais de 7.000 postos de trabalho durante as obras, e os 2.500 empregos diretos prometidos pela unidade, que deverá iniciar suas operações no segundo semestre de 2015. É muito improvável que o governador petista e a diretoria do BNDES tivessem conhecimento da participação ativa da CMPC no golpe de Estado que derrubou o presidente Salvador Allende, e das graves acusações que a apontam como protagonista do “Massacre de Laja”, como o crime hediondo é conhecido no Chile, que agora transborda para o Brasil.

“Realmente não tinha essa informação e acho que pode ser verdadeira. As grandes empresas no Brasil, no Chile, na Argentina, tiveram envolvimentos, diretos ou indiretos, nos golpes que ocorreram nas décadas de 1960 e 1970, na América Latina”, declarou Tarso Genro à Revista Adusp. “Dizem que até uma grande empresa jornalística, aqui no Brasil, emprestava veículos para a Operação Bandeirante. Não me surpreende, também, se isso for verdadeiro, já que foram golpes para proteger os interesses do capital.”




A Unidade Popular (UP) foi uma coalizão partidária de esquerda formada para a eleição presidencial chilena de 1970, que governou o país entre 1970 e 1973, sob a liderança do presidente Salvador Allende, morto no golpe de estado de 1973.



A maior piada do século está na explicação que o ex-governador petista deu ao repórter Frederico Fullgraf, da revista da Associação dos Docentes da USP, a Adusp. Disse Genro ao Frederico Fullgraff. “Realmente eu não tinha essa informação e acho que pode ser verdadeira. As grandes empresas no Brasil, no Chile e Argentina tiveram envolvimentos, diretos e indiretos, nos golpes que ocorreram nas décadas de 60 e 70, na América Latina. Dizem que até uma grande empresa jornalística, aqui do Brasil, emprestava veículos para a Operação Bandeirantes. Não me surpreende, também, se isso for verdadeiro, já que foram golpes para proteger os interesses do capital”.

Ahan: acredito que Tarso Genro é um homem de bem e de nada sabia sobre seu partido liberar grana para a empresa que matava operários no Chile e ainda dava o golpe em Allende.


Ahan: acredito que Lula e Dilma não sabiam de nada do que ocorria na Petrobras.

Ahan: acredito que os líderes petistas, tão preocupados em tocar o Brasil, não dispõem de tempo para notar tais esparrelas técnicas.

domingo, fevereiro 01, 2015

A Presidente deveria renunciar e confessar seus crimes.











O ex-presidente (31/01/61 a 25/08/61) Jânio Quadros é autor de frase que revela, sem qualquer retoque, o apego exercido pelos chamados homens públicos do Brasil aos postos que vêm sempre se ampliando ao longo de nossa história republicana: “-No Brasil não se renuncia a nenhum cargo, nem mesmo ao de guarda da esquina”. E sua então excelência estava coberto de razão. Ele próprio só renunciou ao de presidente da República, devido a um delírio causado por carraspana mal assimilada.


Isso deve ser lembrado, no instante em que atravessamos uma das mais sérias crises ambientais vividas pelo planeta (isso acontece a cada 11 mil e 500 anos), era glacial que irá secar rios, promover erupções vulcânicas (já estão acontecendo aos milhares, no solo submarino), tempestades e terremotos, quando iremos precisar de profissionais que consigam oferecer seus conselhos e entendimento, na busca de salvação de alguns dedos, já que os anéis irão se corroer possivelmente todos.


Temos, hoje, na Presidência da República, pessoa completamente despreparada, semialfabetizada, inculta, e que muito mal ainda irá nos causar, especialmente em função da imposição de vontades produzidas por partido político que é a mais elaborada agremiação de bandidos irrecuperáveis, mentirosos e assaltantes dos cofres públicos em qualquer tempo e em qualquer levantamento histórico que se faça. O PT já deixou de ser um caso de polícia para ser uma questão de vida ou morte de um povo.


Os administradores do Brasil sempre foram assim: apenas aprimoraram o potencial maligno capaz de arruinar qualquer esforço no sentido de se formar uma nação ou de se fortalecer uma instituição. Não somos uma nação. Somos um amontoado de pessoas sem rumo ou noção. Pessoas impotentes na ignorância quase absoluta de chamada classe política cuja esquerda, dita “progressista”, ainda vive de louvar ditaduras como a cubana e assassinos cruéis e covardes como Guevara e Fidel Castro.


O próprio alinhamento externo de nosso país, ao longo de 12 anos de bandidagem e roubalheira do PT, atestam isso. Basta verificar os discursos de um outro presidente alcoólatra (este, analfabeto e sem o charme do maluco Jânio Quadros), Lula da Silva, que apoiou as loucuras do então presidente iraniano, Mahmoud Amehdinejad e chamava o então presidente da Líbia, Muamar Kadhaffi de “irmão” (antes deste último ser empalado e morto da mesma forma que costumava fazer com adversários).


Na miríade de partidos políticos de fancaria, temos um, o PcdoB, que dia desses estava emitindo nota em que defendia posicionamento do sanguinário tirano da Coreia do Norte, Kim Jong-Il. Nossos comunistas são contra o capitalismo e possíveis vantagens que o sistema possa oferecer, mas não deixam de cruzar os céus do planeta, acima e abaixo, montados em jatos modernos (produzidos pelo imperialismo), nem de utilizarem notebooks, computadores de última geração e modernos apetrechos.


O Brasil não tem planejamento para nada, apesar de exibir vistoso Ministério com esse nome em que simulações parecem conduzir a tal finalidade. Trata-se, na realidade, de órgão em que o que de mais produtivo se sobressai é a utilização de cartão corporativo criado na gestão FHC. Com o cartão são feitos saques, compras sem nenhum vínculo com o órgão, desvios de dinheiro público, porque ele foi criado para isso mesmo: para encher legalmente bolsos, sacolas e pastas dos que nos roubam tudo.



Mas o pior de tudo é ver o descontrole e despreparo da presidente da República. Flagrada como cúmplice na roubalheira da Petrobras (ainda faltam apurar BNDES e sabe-se lá que órgãos mais onde a roubalheira é prática comum), nessa sangria moral sem fim onde os autores dispõem de infindáveis recursos jurídicos que os livram da prisão até que tudo seja esquecido. O melhor que Dilma poderia fazer seria renunciar. "


Publicado no perfil do Facebook  de Solange Frota

sábado, agosto 13, 2011

IGREJA FAZ HOTEL PARA ROMEIRO, MAS QUEM PAGA SOMOS NÓS


IGREJA FAZ HOTEL PARA ROMEIRO, MAS QUEM PAGA SOMOS NÓS









Estou pensando em fazer algumas reformas na minha casa. Ela fica mais próxima do Itaquerão do que o Santuário de Aparecida. Perguntar não ofende: O BNDES vai financiar a reforma?


O Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, instituição ligada à Igreja Católica que administra a basílica da cidade de Aparecida (168km da capital), no interior de São Paulo, vai receber R$ 32,5 milhões de empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção do hotel popular "Cidade dos Romeiros", que deverá ser inaugurado em setembro do ano que vem. O dinheiro virá do programa "BNDES ProCopa Turismo", linha de financiamento de R$ 1 bilhão com condições especiais de juros e pagamento para projetos hoteleiros a serem construídos para atender à demanda turística gerada pela Copa do Mundo de 2014.



O hotel, voltado para os visitantes do templo católico (o segundo maior do mundo), é um empreendimento voltado para as classes C e D, público em nada parecido com o tradicional turista da Copa.
De acordo com o administrador do Santuário Nacional, padre Luiz Cláudio Alves de Macedo, o empreendimento, que tem custo total de R$ 56,6 milhões, terá 330 quartos, sendo 18 para portadores de necessidades especiais, com duas camas em cada um, e 312 habitações com capacidade para três camas. Assim, ao todo, o hotel terá vaga para 972 viajantes, em quartos duplos e triplos.
O financiamento junto ao banco estatal está aprovado e a 1ª parcela será liberada ainda neste mês. Toda estrutura de concreto será finalizada em 30 dias, de acordo com padre Macedo. Estão em execução as alvenarias, instalações elétricas, hidráulicas e de ar condicionado. Atualmente a obra encontra-se com uma evolução física de 35%.
Questionado a respeito da conveniência de receber um financiamento em condições especiais que deveria ser voltado a empreendimentos turísticos ligados à Copa do Mundo, o padre afirma que "o programa de financiamento para a Copa 2014 foi posterior à entrada do processo do Santuário Nacional junto ao BNDES. O financiamento para o hotel foi aprovado na linha 'Programa de Incentivo ao Turismo', produto regular do banco". 

A informação é confirmada pelo BNDES. O banco estatal, que divulgou o financiamento desde o momento em que fechou o negócio, em abril deste ano, afirma que transferiu o contrato de "sua linha de prateleira" para o ProCopa Turismo porque isso reduziria o custo para o cliente, que teria um projeto que se enquadra no que o BNDES entende ser um investimento que tem ligação com a Copa do Mundo.
Pelo entendimento da instituição estatal, a construção de um hotel entre as duas maiores cidades do país (Aparecida localiza-se às margens da Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro), próximo a um dos santuários religiosos mais conhecidos do mundo, pode muito bem ser utilizado por turistas nacionais ou estrangeiros que estejam em trânsito pela região.



O banco lembra, ainda, que a linha ProCopa Turismo prevê investimentos em cidades que sejam próximas às sedes da Copa, desde que haja potencial turístico na localidade, como seria o caso de Aparecida, e que ampliar o conhecimento e a infraestrutura de destinos turísticos variados do Brasil é um dos objetivos não só do BNDES, mas do governo brasileiro. Finalmente, o BNDES afirma que a linha ProCopa Turismo tem R$ 1 bilhão disponível para empréstimos, dos quais, até agora, apenas R$ 348 milhões estão contratados. Assim, o hotel da Igreja não estaria disputando verbas com outros empreendimentos com maior afinidade com a Copa do Mundo.   Fonte: Vinicius Segalla




quinta-feira, maio 15, 2008

FUNDO SOBERANO. ENTENDA O QUE É

FUNDO SOBERANO. ENTENDA O QUE É



Entrevista com o Mantega:

Caríssimo ministro Mantega, o povão do bolsa-eleitoral, também chamada de bolsa família, não entendeu bem o que é esse tal fundo soberano. Muitos até pensam que o NoçuGhia virou rei e esse tal fundo é uma mesada para que ele gaste à vontade. Então, explique para todos o que é...
Mantega - "É como um cofrinho. Você tem o seu salário e faz as suas despesas. No fim do mês, o que sobrar vai ser colocado em um cofrinho".
E se não sobrar dinheiro?
Mantega -"Tira-se da saúde que já está perfeita, da segurança que nem é mais necessária ou da educação, porque já estamos formando presidentes sem estudos".
E quem administra esse fundo?
Mantega - "O mesmo pessoal que administra o BNDES com tanta competência".
E o povão o que ganha com isto?
Mantega - "Aí é que vem o cofrinho..do povo.." (imagem ilustrativa ao lado)
E como diria Ganis Parimedes (filósofo do século XIII): Na bunada não vai dinha, ministro?

terça-feira, maio 13, 2008

MOMENTO DE VIRADA

MOMENTO DE VIRADA

O presiMente NoçuGhia lançou ontem o plano de número 6.666. Trata-se do PDP (mas poderia ser PQP) Plano de Desenvolvimento Produtivo (mas poderia ser Propinas aos Dirigentes Partidários). O plano já havia sido lançado em 2004 mas, devido ao sucesso estrondoso e ao crescimento desenfreado da nossa economia a equipe ALOPRADO (Ações de longo Prazo Doméstica), resolveu suspendê-lo até as vésperas das eleições municipais de 2008. Segundo o ministro Miguel Jorge (ex-negociador das greves no ABC) o PDP é um plano “com metas claras, responsabilidades definidas e gestores responsáveis”. Tudo isso quer dizer: "Não se sabe se vai dar certo, gastança a vontade e gestores sindicalistas". O BNDES (Banco Nacional dos Dirigentes Estranhos ao Sindicalismo) será o gestor dos financiamentos de R$ 210 bi, para incrementar a economia (dos mesmos) e alimentar sonhos de consumo (da companheirada).

A petralhada descobriu que desvios iguais aos do Mensalão estão ultrapassados. Chega de agências de Publicidade, caixa dois e outras mutretagens mixas: o filão de ouro está no BNDES aqui em Bananolândia e em breve no exterior via Fundo Soberano. O fundo está repleto de grana e o sobreano todo mundo sabe quem é.

BNDES TEM DINHERO SAINDO PELO LADRÃO (Ou sendo tirado pelo Ladrão)

Para provar que o BNDES tem muito dinheiro disponível, a mulher do Paulinho da Força, Elza de Fátima Costa Pereira que, coincidentemente é tesoureira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, comprou uma nova casinha de veraneio, a vista, em Bertioga (Riviera de São Lourenço) O mimo comprado em nome da pimpolha Daniele Costa da Silva, custou a merreca de R$ 220 mil, pagos em cheque (R$ 160 mil) e em dinheiro vivo (R$ 60 mil). O Paulinho e dona Elza já estão pensando no netinho e, com certeza a casa é para o GURI

PS - Deu para perceber que esse é um momento de virada? Quem paga impostos vai virar, mais uma vez, para sentir o tamanho da bucha-petralha.

domingo, maio 04, 2008

UM ESCÂNDALO A MAIS NÃO FAZ MAL

UM ESCÂNDALO A MAIS NÃO FAZ MAL


LANCEPRESS!
A assessoria de imprensa de Ronaldo negou que o contrato do jogador com a empresa de telefonia TIM tenha sido rompido, após o escândalo envolvendo o atacante e três transexuais. O acordo rende ao jogador US$ 4,8 milhões por ano (cerca de R$ 8 milhões).

Convenhamos, como diria minha vovó: "o que representa uma unha encravada para São Sebastião?".

Perto da lambança que Tim e Oi, com o apoio "cultural" do BNDES, estão fazendo por aqui, o Ronaldo sair com um travecão não representa nada. O Ronaldo Fenômeno não precisa de apoio moral; o que lhe falta é uma consulta num bom oftalmologista. O Fenômeno não precisa de reportagem especial no Fantástico (hoje 04/05); ele precisa, urgentemente, de um bom neurologista, já que perdeu a sensibilidade nas mãos ou então o algemaram na cama do motel. A Tim poderá aproveitar essa, digamos, deficência momentânea (será?) e lançar celulares com comandos vocais. A peça publicitária seria mais ou menos assim: O Fenômeno preso com algemas a uma cama. Três vampiras querendo chupar o rapaz.(o sangue; entendam bem!). O novo celular (TimÓia) está na cabeceira. O Fenômeno então aciona o Wesley Snipes (Blade - Caçador de Vampiros) com aquela sua voz fanhosa pedindo "Focorro, Weffley". O celular automaticamente localiza o Eric (Wesley), que rapidamente chega ao motel e livra o nosso herói do futebol. Ronaldo e Wesley se abraçam, se beijam e o ministro da igualdade racial Edson Santos, no papel de pastor anglicano, sela o matrimônio dos dois. Um Rolls Royce, todo rosa, com uma inscrição no vidro traseiro "Just Married", cheio de latinhas de brahma, penduradas ao parachoque sai em direção ao infinito. A música de fundo, é claro (adjetivo não a operadora de celulares), só pode ser "I will survive" com Gloria Gaynor.

Tudo é negócio, mas eu nem vou cobrar pela sugestão da publicidade: pelo amor ao futebol tupiniquim.

PS - Para entender bem o que é o Ministério (ou secretaria, sei lá) da Igualdade Racial, leia aqui.