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quinta-feira, novembro 27, 2008


NOSSA CAIXA AGORA É DELLES


O carecão do Zé Serra tanto fez que acabou vendendo a Nossa Caixa para o BB. Foi uma venda legal? O frentista do posto onde abasteço me garantiu que sim; e como ele me garantiu que as urnas eletrônicas da Lavinia Vlasak são à prova de sacanagens mas as do TSE não: a partir de então eu acredito sempre no que ele diz.

Para nós paulistas é um fardo a menos, menos cabides de empregos e eteceteras; agora esse fardo passa a ser dividido entre todos os idiotas, digo, brasileiros.


A propósito, Adriano Benayon tem um excelente artigo sôbre os nossos maravilhosos bancos:


Enquanto o crescimento real dos lucros dos bancos brasileiros acumulou 147% de 2003 a 2007, no mesmo período o salário do trabalhador aumentou 1,18%. Os lucros de 31 bancos em atividade no Brasil aumentaram, em 2007, para R$ 34,4 bilhões, com crescimento real de 43,3% em relação a 2006, quando tinham atingido R$ 25,05 bilhões. O retorno sobre o patrimônio aumentou de 21,2 para 24,3%.
Os 43,3% de crescimento real daqueles 31 bancos, em que estão incluídos os cinco com maiores lucros, superam o percentual destes, que aumentou 30,6% em 2007, com R$ 27,89 bilhões. De 2005 para 2006, seu aumento real foi 19,73%.
Que temos então? Uma escalada em aceleração desde o início dos oito anos de FHC, período em que a média de crescimento real foi 11% aa. (ao ano), ou seja, acumulou 130%. Nos dois primeiros anos de Lula, a média subiu para 14% aa. De 2003 a 2007, a média anual de crescimento real desses lucros foi 19,8%, acumulando 147% em apenas 5 anos. Computando os dois períodos, foram 468%, ou seja, os lucros reais multiplicaram-se por quase seis.
Esses números contrastam gritantemente com a deterioração dos rendimentos do trabalho. Por exemplo: em 1998, um trabalhador assalariado em São Paulo, capital, ganhava, em média, R$ 1.626,00, a preços de hoje corrigidos pelo IPCA. Em 2008 essa remuneração caiu para R$ 1.202,00. Baixou, portanto, 35,3%, em termos reais, em 9 anos. Queda maior (36,9% em 5 anos) ocorreu de 1998 para 2003, quando o valor afundou para R$ 1.188,00. De lá ao presente, houve pífio aumento de 1,18% em 4 anos, por exemplo, menos da metade de 1% aa.
Os ganhos dos bancos têm sido propelidos por: 1) extorsivas taxas de juros aliadas à expansão do crédito; 2) receitas das tarifas de “serviços”. Estas, em 1995, cobriam 25% da folha de pagamento dos bancos. Atualmente esse percentual é de 125%, ou seja: as tarifas cobrem integralmente a folha e acrescentam ao lucro um valor correspondente a 25% dela.
Esse é um dos efeitos da desregulamentação instituída em 1995, por FHC, no contexto dos acordos com o FMI e do poder conferido ao Banco Central, sempre em mãos guiadas pela mão invisível dos banqueiros mundiais, permitindo tudo aos bancos, que ele deveria controlar, se estivéssemos num País em exercício da autodeterminação.
Trata-se da mesma política que faz manter no Brasil taxas de juros abusivas, de longe as mais altas do Mundo, pagas pelos clientes aos bancos, malgrado reduções, nos dois últimos anos, da taxa SELIC, aplicável a títulos da dívida pública interna.
Em 2007, houve receitas extraordinárias com a venda de participações em empresas, entre elas, Bovespa e BM&F, por parte do Bradesco, Itaú e Unibanco. Deu-se também a alienação irresponsável da SERASA para o estrangeiro Experian Group, pela qual Itaú, Unibanco, Bradesco e Real-AMRO receberam, no total, cerca de R$ 2,32 bilhões. Em 2006 o Itaú teve o lucro diminuído em mais de R$ 2 bilhões, em função da compra de agências do Bank of Boston.
Embora tenham contribuído para o aumento dos lucros em 2007, essas transações não são suficientes para explicar o salto de 19,7% (2005/2006) para 30,6% (2006/2007).
Entre outras benesses providas pela legislação implantada por FHC, sob a égide do Consenso de Washington, está a de deduzir dos lucros os juros sobre o capital próprio, o que abate, nos balanços, os lucros líquidos tributáveis, sujeitos ao Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Portanto, os lucros reais são ainda maiores que os das estratosféricas cifras contidas nos dados citados neste texto. Em 2005, as despesas dos bancos com encargos tributários caíram em R$ 2,1 bilhões por meio desse favor fiscal.
No mesmo ano, os cerca de 200 bancos em operação no País pagaram, no total, R$ 7,5 bilhões de impostos. Os rendimentos do trabalho retidos na Fonte pelo IR foram taxados em R$ 30,75 bilhões. Decorrentes das declarações arrecadaram-se mais: a) R$ 7,02 bilhões de pessoas físicas; b) R$ 47,2 bilhões de pessoas jurídicas.O IR para os bancos tem alíquota de 15%, bem menor que a alíquota máxima para outros contribuintes, de 27,5%. Os bancos contam, ainda, com a isenção do IR nos dividendos pagos a seus acionistas. Além disso, suas receitas por tarifas crescem com a intensa movimentação dos “investidores” estrangeiros nas operações com títulos da dívida pública. Essas e as remessas de lucros e dividendos ao exterior estão isentas do IR, pela Lei nº 9.249, de 26.12.2005 (governo Lula).
O Brasil mantém 25 tratados, para evitar a dupla tributação. Assinala Osiris Lopes Filho: “A regra básica nesses tratados é o tax credit, vale dizer, o imposto que seria incidente aqui é crédito no país do Primeiro Mundo ...Desde tal lei, o Brasil abdica de tributar aqui, nas remessas de lucros e dividendos, em abjeta generosidade em favor dos países ricos, fornecedores internacionais de capital. A arrecadação é realizada integralmente pelos Fiscos dos países recebedores das remessas. Nada é coletado no Brasil.”
A legislação facilita, ainda, aos bancos compensar prejuízos por meio de créditos tributários, benefício estendido para prejuízos verificados no exercício presente ou em qualquer dos últimos10 anos. Disso se valeu, em 2007, a Caixa Econômica Federal. Ela apresentou lucro de R$ 2,51 bilhões, graças, em parte, a esses créditos, que compensaram perdas com títulos hipotecários no mercado norte-americano. Mais que questionável, pois, a gestão desse banco do governo federal.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. benayon@terra.com.br

quinta-feira, abril 17, 2008

TAXA SELIC SOBE: AINDA BEM!


TAXA SELIC SOBE: AINDA BEM!


Definitivamente, Henrique Meirelles é um estrategista. Esse ex-tucano deveria ser o indicado para suceder NoçuGhia na presidência quando tivermos eleições. Meirelles tem feito mais pelos mais humildes - sempre orientado, é claro, por Lulla - do que já fez a ministra Matilde, de saudosa lembrança. Vejamos por quê:

1 - O alto consumo de pães, pizzas e bolinhos jesus-me-chama, estava tornando a população brasitralha um bando de obesos e hipertensos. Com o aumento da taxa selic, pode-se frear o consumo dessas iguarias danosas à saúde.

2 - 20 mil famílias que dividiam a merreca de 170 bilhões (pagos a titulo de juros da divida) já estavam perdendo seu parco poder de compra. Para se ter uma ideia, nos últimos três meses essa minoria discriminada, não conseguiu comprar sequer uma segunda Ferrari ou mesmo um pequeno helicóptero. O aumento dos juros, passa a beneficiar esse sofrido segmento da nossa população, que poderá reaver o seu poder de compra.

3 - Os banqueiros, outro segmento discriminado da nossa sociedade, assustaram-se ao ver que seus lucros não ultrapassariam os míseráveis 20% em três meses. Esses míseros lucros são distribuídos entre os mais humildes diretores e acionistas dessas instituições de filantropia. Ninguém sabe, mas esses empreendedores, ao contrário do NoçuGhia, querem a permanência dele na presidência até 2050; ou mais: o que é bom deve ser eterno.

4 - A elite que participa do Bolsa-família, estava exagerando no consumo. Ao invés de sardinha, esses perdulários já estavam consumindo caviar importado; ou seja, transferindo renda para outros países. Ao invés de automóveis um ponto zero, esses gastadores já se lançavam à compra de veículos mais potentes - e poluidores -.

5 - A farra dos cheques especiais será detida. Essa gente estava usando dinheiro a um custo baixíssimo, cerca de míseros 160% ao ano.

Enfim, via aumento da taxa selic para 11,75% a.a., Meirelles beneficia os mais humildes - os grandes eleitores de Lulla - e detém os consumistas inveterados da elite-conservadora-neo-liberal.

NoçuGhia é imbatível quando o assunto é beneficiar os mais humildes e Meirelles, sem dúvida, é o nosso Ghandi (fdp).

quinta-feira, agosto 23, 2007

Lula volta a dizer que faz política para os mais pobres

Lula volta a dizer que faz política para os mais pobres

Mitômano - Indivíduo com tendência a narrar extraordinárias aventuras imaginárias como sendo verdadeiras; são os famosos mentirosos compulsivos.

Lucro dos bancos brasileiros é o dobro dos americanos.
- Não [incomoda] porque eles ganham muito, mas também pagam muito IR", Luis Inácio Mitômano da Silva.

Segundo o Unafisco, os bancos recolheram em Imposto de Renda cerca de R$ 7,5 bilhões no ano passado. No total, somando o montante de tributos pagos pelas instituições financeiras, o valor atingiu R$ 18 bilhões. Esse número é cerca de um terço do total pago pelos trabalhadores em IR (R$ 52 bilhões) no mesmo período. Pobres do Bradesco, Miseráveis do Itaú, Mendigos do Unibanco; uni-vos em torno desse benfeitor dos pobres o Luis Inácio Cara-de-Pau da SilvaQuando o brasileiro hiena vai se mancar que Lulla é uma farsa, que vive na mídia às custas do suor dos impostos de cada brasileiro? FORA LULLA!

Imagem surrupiada do BOOTLEAD




terça-feira, agosto 07, 2007

LULA 'TÁ NEM AÍ


LULA 'TÁ NEM AÍ



Lucro do Bradesco atinge R$ 4 bilhões

Agência Estado

São Paulo – O Bradesco fechou o primeiro semestre do ano com um lucro líquido de R$ 4 bilhões, valor 28% superior ao verificado em igual período do ano passado. O resultado é o maior já registrado por um banco privado no Brasil no período de janeiro a junho nos últimos 20 anos, segundo levantamento feito pela Economática com as instituições de capital aberto.


O ingrato dr. Márcio Cipriano, do Bradesco, está feliz da vida. O seu Banco lucrou R$ 4 bilhões só no primeiro semestre desse ano. Cresceu 28%. E o que faz o Dr. Márcio, também presidente da Febraban (Uma associação de Vaiadores)? Levou toda a sua família e seus amigos banqueiros para vaiar o presidente no Maracanã. Naturalmente o dr. Márcio deve ser o cabeça do movimento CANSEI

Enquanto os bancos, os maiores beneficiados pelo desgoverno Lulla, vão cobrando o que querem e ganhando o que NUNCA ANTES NESTE PAÍS esperavam, o falastrão segue viajando bem longe das VAIAS e soltando um enorme pum para a Bandeira Nacional e para os babacas claçimédia, que alimentam calados as duas pontas que apoiam o governo mais corrupto da história do Brasil; os banqueiros e os famintos do Bolsa Miséria.

É a hora da vaia, mas também de outras ações.

Lula_a_mãe_dos_ricos
Foto Celso Junior/AE
Presidente passa reto pela bandeira, mas volta após saudação feita pelo presidente mexicano