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segunda-feira, julho 13, 2015

Assessoria da CNBB defende os réus da Lava Jato e Petrolão.






por Percival Puggina.




Após quase um ano de abençoado silêncio, rompendo longa tradição de frequentes edições trimestrais ou quadrimestrais, a assessoria da CNBB emitiu nova Análise de Conjuntura. Eu estava convencido de que a cúpula da entidade houvesse apontado a porta da rua à equipe, após a produção do texto relativo a agosto de 2014. Naquele documento, em incisiva defesa da candidatura presidencial governista, os redatores se enredaram em previsões sobre a realidade nacional que conseguiram ser tão falsas e enganosas quanto as da candidata petista. Para os assessores da Conferência, naqueles dias, a única coisa que fazia mal ao Brasil era o sombrio discurso da oposição e as previsões de um certo ente maligno, filho do demônio com a Madame Mim, que atende pelo nome de mercado.





Pois eis que as análises de conjuntura renascem das lixeiras. Foram, ao menos recicladas? Não. Vêm no mesmo tom de sempre, classificando como retrógrado tudo que significa progresso e de progressista todo retrocesso. Num ponto discordam do governo, mas não das posições históricas do petismo: colocam-se contra a responsabilidade fiscal e as medidas tomadas para reduzir o gasto do Estado. Querem jantar num Brasil à grega!



Afirmam haver no país um ambiente hostil aos direitos humanos. Esquecem, como tantos falsos defensores desses direitos, que os direitos humanos fundamentais - vida, liberdade e propriedade - são os mais furiosamente atacados por aqueles a quem defendem, homicidas, estupradores, sequestradores e assaltantes, de todo tipo e idade, de cujas vítimas não se ocupam. Sustentam que o desemprego cresce por conta de uma perversidade inerente à natureza do empreendedorismo e do capital privados, e não pelo desastre econômico e fiscal em que o governo, irresponsavelmente, lançou o país.



Acima e além de tudo isso, o que mais impressiona no texto, elaborado para iluminar o discernimento dos senhores bispos, é a contradição entre uma breve condenação à corrupção, com louvores ao jornalismo investigativo e o que vem depois: obcecada defesa dos réus e investigados nos processos do petrolão e da operação Lava Jato. Nisso, superam o próprio PT! Condenam o que chamam "politização do judiciário" e criticam a "condenação midiática". Falam em agressão aos princípios da "presunção de inocência" e do "devido processo legal". Renegam o instituto da delação premiada (objeto de "pressão sobre acusados") e falam em "rito sumário de condenação". Proclamam estar em curso uma ruptura de princípios jurídicos fundamentais. Só faltou dizerem que o juiz Sérgio Moro é que deveria estar preso. E arrematam: "Tais práticas, realizadas com os holofotes da grande mídia brasileira, transformam réus confessos em heróis". Inacreditável, leitor? 



Quem são os autores dessa extraordinária peça? São quatro padres e quatro leigos. Dos primeiros nada sei exceto aquilo que assinaram. Dois dos leigos são membros da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB, e quem é do ramo sabe, portanto, em que time jogam. Dos outros dois, um foi braço direito de Gilberto Carvalho na Secretaria de Articulação Social da Presidência da República e o outro foi candidato a deputado federal pelo PT do Distrito Federal em 2010. Assim está e permanece a CNBB, com concordância de muitos, leniência de outros tantos e discordância de poucos senhores bispos, tomada por dentro e por fora, para tristeza e constrangimento do mundo católico brasileiro.


domingo, junho 07, 2015

O "poder econômico" no projeto de reforma política da CNBB.







por Bruno Braga





Promotores, "apóstolos" e entusiastas do projeto de reforma política da CNBB frequentemente destacam - como sinal da inspiração divina dele - o item que propõe o "financiamento público" das campanhas eleitorais. Pregam que proibir doações de empresas privadas a partidos e candidatos - mantendo a permissão para doações de pessoas físicas - visa eliminar a influência do "poder econômico" nas questões políticas e evitar que os interesses do "capital" se sobreponham ao interesse público.

O componente ideológico do termo é escandaloso: demonização da iniciativa privada e divinização do Estado. É como se as empresas - representadas por seus proprietários - fossem excluídas da vida pública e ficassem impedidas de se posicionarem sobre o plano que determina o exercício de suas atividades.

Mas o item citado - o financiamento público das campanhas eleitorais - é ineficaz também para os fins alegados. Primeiro: a proposta veta a doação de "empresa privada", mas não a do dono dela, a do "empresário" - pessoa física que pode figurar como doador. E mesmo que limite a contribuição individual ao valor de R$ 700, nada impede que "laranjas" sejam utilizados para burlar a limitação. E mais: uma vez que as empresas privadas serão proibidas de fazer doações para candidatos e partidos, na contabilidade das campanhas não haverá mais nenhuma menção a elas - o que não coibe as doações ilegais, pelo contrário, poderá inclusive facilitá-las.

Outro ponto: se um dos propósitos da reforma política é diminuir os custos das campanhas eleitorais, então soa disparatado exigir - fixando a escolha dos parlamentares em dois turnos - o financiamento público para boa parte das despesas dos candidatos e partidos: exigir que o Estado, que o dinheiro público, do cidadão, banque as contas. Ademais, é necessário observar que "o Estado" não é uma entidade abstrata e supra-natural; ele é formado por pessoas de carne e osso que irão estabelecer - através do jogo político e do confronto de interesses - o valor das verbas e os "critérios" para a distribuição delas.

No entanto, há na proposta de reforma política da CNBB algo ainda mais grave. Se os seus "apóstolos" pretendem "exorcizar" o "poder econômico" da política, então, como explicar que as entidades e organizações que pretendem inserir na administração pública - sob o disfarce de "movimentos sociais" - sejam financiadas pelo "grande capital"? Estão aqui duas amostras relevantes: a ABONG - que congrega uma série de organizações não-governamentais; e a Cáritas - que é um organismo da CNBB (Cf. Cartilha Coalizão pela Reforma Política e Democrática, p. 43). Nas imagens abaixo os seus parceiros e apoiadores do "poder econômico" nominalmente mais evidentes aparecem destacados em vermelho.




É preciso notar que aqui há outro problema. Pois quando um candidato recebe doação de empresa privada, o eleitor tem a liberdade de votar nele ou não; mas os "movimentos sociais" - patrocinados por fundações multimilionárias - serão introduzidos pelo projeto de reforma política em instâncias decisórias do poder público sem a consulta ou a participação do cidadão brasileiro. 


Nestes termos, a pregação sobre o "financiamento público" das campanhas eleitorais é uma fraude em todos os sentidos. A proposta de reforma política da CNBB maquia o estabelecimento de um consórcio para o exercício do poder político - consórcio que inclui agentes determinados do "poder econômico". Para a Conferência dos Bispos o comprometimento é um pecado imperdoável. Porque implica contrariar os princípios e orientações da Igreja Católica - que ela, a Conferência, não representa - fortalecendo um projeto de poder totalitário - o petista-socialista-comunista - e a engenharia social e comportamental que o envolve, com o aborto, a ideologia de gênero, a legalização das drogas, etc.


Fonte: Mídia Sem Máscara

quinta-feira, maio 07, 2015

O futuro do PT depende da CNBB.






por Frates In Unun




Ditadura bolivariana patrocinada pelos bispos? Reforma política, CNBB e Teologia da Libertação


Completamente desmoralizado por causa dos escândalos vultuosos de corrupção, repudiado veementemente nas ruas, o Partido dos Trabalhadores (PT) não conseguirá se reeleger em 2018. Nem uma eventual fraude nas urnas poderá salvá-los; ante uma eleição esmagadoramente desfavorável, uma “vitória” fraudada causaria um levante sem igual. Eles são conscientes disso.

A única alternativa que lhes resta é dar um Golpe de Estado, ou seja, suspender as instituições democráticas que caracterizam um Estado de Direito.

Para fazê-lo, porém, estão bastante desguarnecidos. Sem o favor do exército nacional e com uma militância de guerrilha insuficiente para tanto, um golpe lhes seria muito difícil e, além disso, viria em desencontro com a fachada democrática que falsamente exibem.

A saída para o impasse seria a Reforma Política, que consta de dois momentos: uma reforma eleitoral, e uma nova constituinte exclusiva e soberana. Em outras palavras, o sistema político brasileiro passaria por uma alteração completa.

Contudo, das propostas existentes, a mais expressiva é a da chamada Coalizão pela Reforma Política, que agrega entidades como CNBB, OAB, Liga Lésbica Brasileira, CUT, MST, União da Juventude Socialista, entre outras.

Não adianta a Dom Joaquim Mol diferenciar este Projeto da proposta homônima do PT. De fato, os grupos que o propõem juntamente com a Conferência dos Bispos são aqueles mesmos que apoiam todo o projeto de hegemonia política do partido governante.

Evidentemente, pela força popular que possui, a CNBB é a responsável principal pela coleta de assinaturas que será entregue à Presidência da Câmara dos Deputados, e está convocando uma imensa multidão para fazê-lo em conjunto, na Praça dos Três Poderes, no próximo dia 11 de maio.

O PT está objetivamente perdido se esta proposta de Reforma Política não prosperar.

A CNBB é a única esperança de salvação para o PT.

Os bispos enganados
Como recentemente reconheceu Dom Murilo Krieger, atual vice-presidente da CNBB, as propostas deste projeto de Reforma Política “não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais”.

A maior parte dos bispos, desacostumados a temas dessa natureza, totalmente empenhados em sua pastoral diocesana, foi literalmente enganada por um pequeno grupo que, sorrateiramente, levou a cabo o tal projeto.

Num recente vídeo, Daniel Seidel, representante da CNBB num evento sobre a Reforma Política na PUC de Goiás, afirmou que

“nós temos que tomar juízo, vergonha na cara, e nos dedicarmos a esta coleta de assinaturas. Por que que eu digo isso? Porque, na verdade, nós não estamos querendo só a reforma política. A reforma política vai dar margem para a reforma tributária, vai dar margem para outras reformas necessárias para repartir. Porque, até então, nestes doze primeiros anos de governo popular no Brasil, nós tivemos avanços importantes acontecendo, mas só que nós chegamos ao limite, e hoje nós temos que distribuir a riqueza que a classe trabalhadora produz nesse nosso país. Agora, a gente só distribui a riqueza com reforma tributária. Não dá mais pra ficar apenas com os importantíssimos programas sociais que existem: o povo quer mais, e quer avançar para uma economia mais igualitária. Agora, para isso, precisa reformar o sistema político brasileiro”.

O representante da CNBB foi bastante contundente na defesa do governo atual, qualificado por ele de “doze primeiros anos de governo popular”.

O Projeto de Lei da Reforma Política não foi votado na Assembleia dos bispos e a maior parte dos mesmos não concorda com este. O tema tampouco foi submetido a votação nesta última 53a. Assembleia da CNBB, onde apenas deu-se lugar para um “esclarecimento” de Dom Joaquim Mol.

Isso não foi por acaso! Os bispos queriam que o tema fosse votado e, se tivesse sido, teria sofrido uma derrota esmagadora, pois todos estavam em peso contra a tal reforma.

No fim das contas, o Projeto vai adiante sob a falsa aprovação da CNBB, e os bispos não reagem, quer porque não entendem direito o assunto, quer porque não conseguem enxergar que se trata de um golpe.

A pergunta que nos fazemos é: por que eles não conseguem enxergar? Como se explica essa incapacidade analítica diante de fatos tão clamorosos?

Ainda viva, a Teologia da Libertação
Não há como entendermos o que está acontecendo sem compreendermos bem em que consiste a Teologia da Libertação (TL). Contrariamente ao que se pensa, esta não morreu; antes, vive, e vive operante.

Engana-se quem imagina que a TL seja uma corrente teológica inspirada no marxismo.

A TL é uma metodologia destinada a transformar a Igreja numa organização integralmente marxista. Para entendê-lo melhor, valhamo-nos da reflexão do fundador da TL, o Padre Gustavo Gutiérrez.

Em seu livro “Teologia da Libertação” (Loyola, São Paulo: 2000, conforme a 9ª. edição original de 1996), Gutiérrez afirma que a história da teologia poderia ser dividida em três fases: no primeiro milênio, a teologia era uma reflexão sapiencial; no segundo milênio, uma reflexão racional; e agora, no terceiro milênio, seria uma “reflexão crítica sobre a práxis, uma teologia crítica” (cf. pp. 61-71).

Ele assume que “entre os antecedentes desta teologia estão o pensamento marxista centrado na práxis, dirigido para a transformação do mundo, cuja gravitação se acentuou no clima cultural dos últimos tempos, e constitui-se em marco formal de todo o pensamento filosófico de hoje, não superável” (pg. 65).

Ademais, admite que todos esses fatores “levaram igualmente à redescoberta ou à explicitação da função da teologia como reflexão crítica”, explicando que, “reflexão crítica” significa que “a teologia deve ser um pensamento crítico de si mesmo, de seus próprios fundamentos[…] Referimo-nos também a uma atitude lúcida e crítica com relação aos condicionamentos econômicos e socioculturais da vida e reflexão da comunidade cristã […] A reflexão teológica seria então, necessariamente, uma crítica da sociedade e da Igreja…, indissoluvelmente unida à práxis histórica” (pp. 67-68).

Gutiérrez não titubeia, e afirma que “se, porém, parte a teologia dessa leitura e contribui para descobrir a significação dos acontecimentos históricos, é para fazer que seja mais radical e lúcido o compromisso libertador dos cristãos. Só o exercício da função profética, assim entendida, fará do teólogo o que, usando a expressão de A. Gramsci, pode chamar-se um novo tipo de ‘intelectual orgânico’” (pp. 70-71).

“Estamos, pois”, conclui Gutierrez, “diante de uma hermenêutica política do Evangelho” (p. 71), que não se limita apenas a justapor-se a toda a tradição, mas “leva necessariamente a uma redefinição” daqueles dois modelos anteriores, de modo que “sabedoria e saber racional terão, daí em diante, mais explicitamente, como ponto de partida e como contexto, a práxis histórica” (p. 72). Portanto, o que “a teologia da libertação nos propõe não é tanto um novo tema para a reflexão quanto um novo modo de fazer teologia” (pp. 72-73).

Converter-se ao mundo
Para Gutiérrez, do ponto de vista prático, a relação entre Igreja e mundo foi se deslocando ao longo da história. O problema é apresentado através de uma afirmação de Johan Babptist Metz: “Apesar das numerosas discussões sobre a Igreja e o mundo, nada há de menos claro do que a natureza de sua relação mútua”(p. 100).

Um primeiro modelo é denominado por ele de “agostinianismo político”, e consiste na convicção de que “as realidades terrenas carecem de autonomia própria”, e são utilizadas pela Igreja apenas para chegar aos “seus próprios fins” (p. 108).

Depois da Revolução Francesa, porém, “a tarefa de construção da cidade temporal será, antes de tudo, busca de uma sociedade baseada na justiça, no respeito aos direitos de todos e na fraternidade humana” e, “em consequência, a autonomia do temporal é sobretudo afirmada perante a jerarquia eclesiástica”, querendo-se, porém, “edificar uma ‘cristandade profana’, a saber, uma sociedade inspirada em princípios cristãos” (pp. 109-110).

E, por fim, atingimos o ponto de chegada desse processo: “mais do que definir o mundo em relação ao fato religioso, parece que este deveria ser definido em face do profano” e, na perspectiva eclesial, “se dantes se tendia a ver o mundo a partir da Igreja, hoje quase se observa o fenômeno inverso: a Igreja é vista a partir do mundo. No passado, a Igreja usava o mundo para seus fins; hoje, muitos cristãos – e não cristãos – se perguntam se devem, por exemplo,usar o peso social da Igreja para acelerar o processo de transformação das estruturas sociais”.“Amundaneidade aparece assim como exigência e condição de uma autêntica relação das pessoas entre si e destas com Deus” (p. 121).

Citando Metz, ele indaga: “será a Igreja realmente algo distinto do mundo?… A Igreja é do mundo; em certo sentido, a Igreja é o mundo: a Igreja não é um não mundo” (p. 128).

Como se vê, para ele, a relação Igreja-Mundo se dá em chave claramente dialética: uma identidade em que prevalece a Igreja, a distinção entre o plano temporal e o plano espiritual, e, por fim, uma nova síntese, a identidade entre Igreja e mundo, na qual prevalece o mundo, numa reinterpretação secularista da Igreja e de sua missão. Para ele, a Igreja serve à transformação do mundo.

Falta-nos entender, porém, como isto se dá.

A Igreja como instrumento para a luta de classes
A teoria de Gutiérrez foi planificadamente exposta na formulação pastoral de Leonardo Boff.

Em seu livro, “E a Igreja se fez povo. Eclesiogênese: a Igreja que nasce da fé do povo” (3a. Edição, Vozes, Petrópolis: 1986 – este título, interpretado à luz do que já foi dito, pode ser traduzido com uma linguagem mais clara da seguinte maneira: “E, finalmente, a Igreja se converteu ao mundo”), ele explica como se devem formar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Primeiramente, define uma CEB como “constituída de um grupo de 15 a 20 famílias, ou mais, que se reúnem em torno da Palavra de Deus para expressar e alimentar sua fé, discutir à luz desta Palavra seus problemas, e ajudar-se mutuamente” (p. 94).

Um pouco mais abaixo, Boff passa a explicar como as CEBs usam a Bíblia apenas como instrumento para levar o povo a uma percepção materialista da vida, à revolta, à luta de classes. Dividirei o texto para facilitar a compreensão:

“O nível de consciência das comunidades abrange comumente três etapas.

1) Inicialmente, os membros descobrem a Igreja, ou melhor, descobrem que são Igreja: preparam as liturgias, apropriam-se da palavra, comentando os textos escriturísticos e formulando orações, inventam dramatizações e celebrações.

2) Num segundo momento, descobrem a vida, os problemas domésticos, profissionais, a pobreza do grupo; tudo isto não é indiferente para a fé e para o Evangelho. Sob a inspiração religiosa, passam eles à prática da ajuda mútua.

3) No terceiro momento, descobrem a sociedade e seus mecanismos de dominação. Dão-se conta de que sua situação de marginalizados é produzida por certo tipo de sociedade elitista e concentrada nas mãos de poucos.

Geralmente, o povo parte de uma perspectiva religiosa: a pobreza que sofre é opressão que significa pecado e contradição do desígnio de Deus; depois, ele passa para uma visão moral: trata-se de injustiça social, de ganância, de desejo desordenado de lucro; em seguida, chega ele a uma expressão política: há interesses de classe, exploração, violação de direitos básicos, e desemboca, finalmente, numa interpretação econômica: dominação de uma classe sobre a outra, desigualdade de condições e opressão” (p. 95).

Notem que esta é a metodologia utilizada para ir levando pouco-a-pouco todo um grupo de pessoas à psicologia da luta de classes, com escopo revolucionário.

A conclusão de Boff, no fundo, é o pressuposto do qual ele parte. Para ele, o substrato de todos os problemas humanos é de natureza econômica.

Esta convicção, porém, é a própria essência da cosmologia marxista. O próprio Friedrich Engels, discípulo e parceiro de Karl Marx, escreveu que

“as forças motrizes que – consciente ou inconscientemente e, há que o dizer, na maior parte das vezes inconscientemente – se encontram por detrás dos móbeis das ações históricas dos homens e que, de fato, constituem as forças motrizes últimas da história, os móbeis dos indivíduos, por muito eminentes que sejam, não serão tão importantes como os móbeis que põem em movimento as grandes massas, povos inteiros e em cada povo, por seu turno, classes inteiras” e que “todas as lutas políticas são lutas de classe e que todas as lutas que no seu tempo emancipam classes, apesar da sua forma necessariamente política – porque qualquer luta de classes é uma luta política –, giram, em última análise, em torno de uma emancipação econômica” (Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã, Biblioteca do Socialismo Científico, 3a. Edição, Editorial Estampa, Lisboa: 1975, pp. 136-139).

Vejam a semelhança absurda da lógica deste texto de Engels com aquele texto de Boff.

Na perspectiva “libertadora” das CEBs, até mesmo a Escritura pode ser utilizada como instrumento transitório para se chegar a este mesmo resultado.

Para Boff, a Bíblia serve unicamente para isso!

Numa entrevista do ano passado, durante o período eleitoral, Boff criticou durante a candidata Marina Silva, exatamente por causa de suas convicções bíblicas. Reparem bem em suas palavras:

“O que mudou em Marina Silva? Primeiro ela mudou de religião.De um cristianismo de libertação, ligado aos povos da floresta e aos pobres, passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia. Isso transformou a Marina numa fundamentalista com a mentalidade de alguns líderes muçulmanos: ler a vontade de Deus não na história e no povo, mas nas páginas da Bíblia de 3-4 mil anos atrás. Isso enrijece a mente e a torna ingênua face à realidade política. Ela viverá permanentemente em crise de consciência entre a lógica da realidade e a lógica religiosa, fundada numa leitura velhista, errônea e anti-histórica da Bíblia”.

Concluindo…
A TL não é uma teologia inspirada no marxismo. É o próprio marxismo, enquanto sistema, desde os seus primeiros pressupostos epistemológicos, disfarçado de teologia. É por causa desta identidade entre marxismo e TL que os teólogos e clérigos que a ela aderem passam a ver o programa do PT e, dentro dele, da reforma constitucional, que o projeto do partido exige, como um programa também da Igreja.

Engana-se quem pensa que a TL tenha sido construída com o propósito essencial de levar a Igreja a uma maior sensibilidade para com os pobres.

Durante os meses de julho e agosto de 1988, mais de cinquenta expoentes mundiais da TL reuniram-se em Maryknoll, Nova York, em um congresso para celebrar o sexagégimo aniversário de Gustavo Gutiérrez. Johan Babptist Metz, o sacerdote fundador da Teologia Política na Europa e um dos principais mentores de Gutiérrez, assim declarou sobre o seu aluno:

“Meu amigo Gustavo Gutiérrez, em suas publicações recentes, sempre tem sublinhado que a Teologia da Libertação não diz respeito a uma nova ética para a Igreja, mas à própria Teologia. É este caráter fundamental da Teologia da Libertação que desejamos discutir agora” (Theology in theStruggle for HistoryandSociety; in The Future of LiberationTheology, Essays in honor of Gustavo Gutierrez, edited by Marc Ellis and Otto Maduro, Orbis Books, Maryknoll, 1989,pp. 165-171. Tradução minha).

Para os bons entendedores, porém, isto já deveria ter estado claro desde o início do primeiro livro de Gutiérrez, quando este afirma que a nova Teologia Crítica não somente deverá suceder a Teologia Sapiencial do primeiro milênio e a Teologia Racional do segundo milênio, mas deverá, futuramente, absorvê-las em si mesma: “Não se trata de simples justaposição. A Teologia Crítica leva necessariamente a uma redefinição das duas primeiras tarefas da Teologia. A Teologia Sapiencial e a Racional terão, daí em diante, como ponto de partida, a práxis histórica. Não é um novo tema para reflexão, mas uma nova maneira de fazer teologia” (Teologia da Libertação, pp. 71-73).

Como o leitor terá percebido, a verdadeira função da TL é parasitar a Igreja, mantendo uma aparência externa, para metamorfoseá-la em um organismo integrante do projeto revolucionário marxista. Para estes “intelectuais orgânicos”, a função da Igreja é ser usada como instrumento para a transformação da sociedade na perspectivada cosmologia marxista, obrigando-a a ressignificar-se de acordo com a nova “teologia crítica”, essencialmente baseada no materialismo econômico e na luta de classes.

São os que já foram conquistados por esta nova cosmologia que nos estão querendo submeter ao engodo deste Projeto de Reforma Política, usurpando o nome da nossa Conferência Episcopal, a despeito da maioria ignorada dos bispos, ameaçando fazer os fiéis da nossa geração passarem a vergonha histórica de serem cúmplices da introdução de uma ditadura bolivariana em nossa nação.

O maior inimigo da Igreja Católica no Brasil é a TL. E é dever de todo católico combatê-la energicamente, pois não podemos permitir que a Igreja seja interceptada por uma ideologia materialista e mundana.

Por isso, convido o caro leitor a divulgar este texto, escrever outros e expor com toda a clareza o modus operandi da TL em nossas igrejas. Peçam a padres e bispos que se manifestem claramente sobre sua própria adesão à TL e sobre o seu verdadeiro conteúdo. Antes que o cupim destroce toda a mobília, peçam que tragam à luz do dia o que é e o que faz a TL.

O Projeto de Reforma Política apresentado pela CNBB é apenas uma decorrência última desta infiltração. Se for bem sucedido, pode ser que a Igreja tenha cumprido sua função e, depois de ter propiciado a completa Revolução socialista no Brasil, possa ser devidamente destruída por aqueles que a interceptaram por dentro.

O papel do Brasil no cenário da revolução continental que o Foro de São Paulo visa criar, gerando a “grande pátria latino-americana”, é decisivo. Se perder o governo do Brasil, não apenas o PT estará perdido, mas todas as décadas de revolução latino-americana irão por água abaixo. O Foro de São Paulo sofrerá uma grande hemorragia.

Por isso, não podemos nos deixar enganar. Faça um grupo, procure seu bispo, fale sobre esta situação dramática. Você vai perceber que a maioria dos bispos já está compreendendo a situação e precisa deste apoio para poder agir. Não vá sozinho; o grupo proporciona um ambiente de diálogo, dentro do qual é mais fácil chegar a um discernimento.

O futuro do Brasil está nas mãos da Igreja. Não podemos cruzar os braços diante dAquele que no-los abriu na cruz!

Deus salve a Igreja!

Deus salve o Brasil!


sexta-feira, maio 01, 2015

Cardeal Raymundo Damasceno foi a evento da religião biônica da ONU e não citou Jesus Cristo.


Cardeal Raymundo Damasceno foi a evento da religião biônica da ONU e não citou Jesus Cristo.
por Alex Pereira(*).



O alto dirigente da CNBB Raymundo Damasceno participou de um encontro da religião biônica da ONU, na cidade de Viena, Áustria, realizado entre os dias 20 e 23 de novembro de 2013.

No discurso transcrito em 3 páginas, o líder da seita cristã-esquerdista não citou nenhuma vez o nome de Jesus Cristo, do qual Raymundo se diz “pastor de almas” diante do público brasileiro. Com certeza esse discurso do cardeal globalista é uma vergonha, e segue à risca a lei imposta na nova Arca da Aliança de Mikhail Gorbachev.


Intervención del Emmo. Sr. Cardenal Raymundo Damasceno Assis, Arzobispo de Aparecida, Presidente de la Conferencia Nacional de los Obispos de Brasil (CONIB), Moderador de Religiones por la Paz América Latina y el Caribe, y Representante del Consejo Episcopal Latinoamericano (CELAM) en la Sesión Plenaria IV: “Acogiendo al otro a través del desarrollo humano que respeta la Tierra.”








Queridos hermanos y hermanas

Estoy participando en esta 9na Asamblea Mundial de Religiones por la Paz en nombre del Consejo Episcopal

Latinoamericano (CELAM), organismo de la Iglesia Católica que anima y acompaña las 22 Conferencias

Episcopales de los 35 países de América Latina y el Caribe.

Saludo cordialmente cada tradición religiosa representada por sus delegaciones en esta 9na Asamblea Mundial de Religiones por la Paz. Esta es, sin duda, una rica experiencia de encuentro, diálogo y convivencia interreligiosa; una experiencia que fortalece y consolida los caminos que ya hemos comenzado a recorrer en un ambiente de diálogo, respeto mutuo y cooperación entre nuestras diferentes tradiciones religiosas.

Saludo y agradezco, particularmente, a las personas que se han empeñado más directamente en la organización de este importante evento.

Vivimos en un mundo plural, con múltiples manifestaciones sobre todo en los ámbitos de la cultura, de la política, de la economía, de las ciencias y de la religión. Esta realidad plural es factor de enriquecimiento para la convivencia humana, un llamado a la interacción y a la solidaridad global. Todos los pueblos viven hoy una interdependencia que posibilita el intercambio de valores culturales, materiales y espirituales, comprometiendo a todos en la construcción de un destino común de la humanidad en los horizontes de la paz, la justicia y la comunión.

Las religiones tienen aquí un papel importante que cumplir. Es propio de la religión establecer relaciones, crear vínculos, tender puentes. El corazón de las religiones está formado por venas interconectadas que se comunican, se unen, se integran. Ellas son generadoras de solidaridad, fraternidad, compasión, justicia y paz.

En el actual contexto religioso plural, se identifica una diversidad de cosmovisiones sagradas, una multiplicidad de orientaciones de sentido donde “Dios”, “experiencia religiosa”, “mística”, “salvación”, expresan contenidos y experiencias bien diversas. Esos diferentes universos religiosos no pueden estar en competencia. No pueden ser ideologizados (cultural, política y económicamente) y volverse un factor de tensiones y conflictos en la sociedad. Las religiones están llamadas a vivir en un contexto de intercambio de dones, que fortalece los proyectos de cooperación por el bien de la humanidad y por la defensa de la creación.

En esta forma, como religiosos, tenemos el deber de poner mucha atención a factores que pueden promover la desintegración de las relaciones entre los pueblos. Las catástrofes naturales, en Haiti, Japón, Filipinas y otros logares, el empobrecimiento y las guerras, intensifican el fenómeno de la movilidad humana en muchas regiones del planeta.

La permanente búsqueda del desarrollo económico muchas veces no respeta los derechos de los pueblos, por ejemplo, los derechos de los indígenas, de los afrodescendientes y de las futuras generaciones, y los derechos de la tierra, por consiguiente, la globalización económica no incluye la “globalización de la solidaridad y de la justicia”. Las difíciles situaciones sociales y ambientales en que viven grandes sectores de la población mundial es consecuencia y también causa de múltiples tensiones en las relaciones nacionales e internacionales.

¿Cuál es el papel de las religiones en este contexto? ¿Qué podemos hacer juntos para aliviar los males que la humanidad y la creación sufren en estos días? No se trata de dar recetas, mas permítanme apuntar algunos caminos.


En primer lugar, es importante entender que religión y sociedad son realidades que se reclaman mutuamente. Esa relación no siempre es pacífica, pero es fundamental para que las religiones perciban el importante papel que deben cumplir en la sociedad: promueven el ejercicio de la convivencia, la afirmación de la libertad, la promoción de la dignidad del ser humano. Las religiones son una instancia de sentido que garantiza la unión de las sociedades y de los pueblos. En sintonía con el Concilio Vaticano II (1962-1965) de la

Iglesia Católica, podemos decir que “las alegrías y las esperanzas, las tristezas y las angustias” de los pueblos de nuestro tiempo, son también (o deberían ser) alegrías, esperanzas, tristezas y angustias de las religiones.

En segundo lugar, es fundamental ir hasta el corazón de nuestras tradiciones religiosas, buscando juntos los elementos que construyen los caminos de encuentro entre ellas, no para homogeneizar nuestras diferencias, sino con miras a la construcción de una agenda común en la promoción de la paz en el mundo, la defensa y promoción de la vida humana, el cuidado con toda la creación.

En tercer lugar, es importante buscar nuevos horizontes que podamos conquistar juntos en esta búsqueda de una sociedad más justa y equitativa. Me gustaría sugerir algunos caminos.

. El camino antropológico: es preciso fortalecer la religión en esa dimensión de firmación de lo humano. No existe una religión sin humanismo. Todo humanismo que no tiene en cuenta la religión corre el riesgo de frustrar los intentos de una vida feliz tan deseada por todas las personas. El ser humano está llamado a una relación con lo Trascendente, de modo que el valor de la religión está garantizado por el valor de lo humano que ella promueve.

. El camino teológico-doctrinal: una tradición religiosa se afirma en la comprensión que tiene de lo Divino/Trascendente en su relación con lo humano/inmanente. Las tradiciones religiosas, particularmente la mía, se propone como interpretación simbólica la auto-manifestación del Trascendente en las situaciones concretas de la existencia humana, buscando responder a los interrogantes más profundos del hombre y de la mujer. De aquí surgen las diferentes doctrinas, ritos y símbolos religiosos. Urge hoy día fortalecer el principio de la libertad religiosa en la sociedad actual. Ese principio se fundamenta en la profundidad de la conciencia que constituye la dignidad de cada persona. Para eso, debemos colocar nuestras tradiciones a disposición unas de otras, en un encuentro que nos posibilite atender, juntos, el universo religioso que ampara y fundamenta el universo humano, social y cósmico.

. El camino socio-ecológico: es preciso buscar la cooperación interreligiosa con miras a la defensa y promoción de la vida humana y del planeta. Esto exige una mirada común para lo humano y para la creación entera, buscando un acuerdo básico sobre los fines y los valores comunes, así como sobre los medios para alcanzarlos. Se trata de los valores que fortalecen la vida pública y desarrollan el cuidado de toda la creación, valores como la justicia, la paz, el respeto, la solidaridad, la libertad, la fraternidad, los derechos humanos y de la tierra. Esos elementos tienen raíces y significados en nuestras diferentes religiones.

En la Iglesia Católica, el Papa Benedicto XVI, en la Encíclica Caritas in Veritate, invitó al mundo entero a hacer una “alianza entre el ser humano y el medio ambiente, que ha de ser reflejo del amor creador de Dios, del cual procedemos y hacia el cual caminamos” (DCE 50). En este campo hizo un llamado a los responsables internacionales para que todos actúen conjuntamente y demuestren prontitud en la protección del entorno, de los recursos y del clima, obrando siempre de buena fe, en el respeto de la ley y la solidaridad con las regiones más ébiles del planeta.

Por su parte, el Papa Francisco, quien tomó el nombre del patrono de la ecología, San Francisco de Asís, decía en el inicio de su pontificado: “Sed custodios de los dones de Dios. Cuando el hombre falla en esta responsabilidad, cuando no nos preocupamos por la creación y por los hermanos, entonces gana terreno la destrucción y el corazón se queda árido”.

Hago votos para que esta 9na Asamblea Mundial nos conduzca a la realización de los propósitos que, a partir de la fe en Dios creador y providente, se traduzcan en proyectos específicos de convivencia social y ambiental que promuevan la calidad de vida de toda la humanidad y de toda la creación. Una vez más agradezco a todos y a todas, la oportunidad que me han brindado para vivir con ustedes esta experiencia de diálogo y convivencia interreligiosa. Y si me permiten, confieso que esta experiencia me lleva a soñar en la realización de un evento semejante en Brasil, que tiene las puertas abiertas para acogerlos a todos ustedes.

Muchas gracias.



( 9na Asamblea Mundial de Religiones por la Paz
Viena, Austria, 20 al 22 de noviembre de 2013 -





Já não bastasse o envolvimento da seita revolucionária CNBB com o movimento comunista latino-americano, os apóstatas apostam fichas altas na aceleração do império do diabo na Terra, colaborando com a maldita organização luciferina Religions for Peace, da instituição globalista ONU. Raymundo Damasceno de Assis é o representante da seita no festim diabólico, já acostumado com o trato direto com a organização narcoterrorista PT-Foro de São Paulo.




Alex Pereira é apresentador na Rádio Vox.
Fonte: Mídia Sem Máscara

terça-feira, abril 28, 2015

Notas sobre uma nota da CNBB.












Notas sobre uma nota da CNBB.
por Dante Mantovani(*)



A nota emitida pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) em 21 de Abril de 2015, ao término da 53. Assembléia Geral da CNBB, a despeito de usar muitas vezes a palavra “equívoco”, é ela própria um equívoco, do início ao fim, no que faz jus à origem etimológica do termo: escolha errada.

A começar pela citação bíblica, o único ponto de veracidade do texto que deve ser seguido à risca: “Entre vós não deve ser assim” (Mc 10, 43). De fato, não se deve levar a sério o texto publicado pela antiga cúpula da entidade que encabeça o projeto de reforma política que visa dar amplos, ilimitados e eternos poderes ao PT/Foro de São Paulo.

Já no início da nota, os subscritores Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB; Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão e Vice-Presidente da CNBB e Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB, deixam transparecer certa apreensão com a realidade brasileira, o que na verdade é a apreensão deles mesmos com situação do partido para o qual trabalham descaradamente, o PT, que está na berlinda e encurralado entre a gigantesca oposição que as ruas lhe tem feito e uma crescente onda de novos intelectuais não alinhados à esquerda que os tem desmascarado de maneira contumaz e sistemática.

A nota fala em “ameaça às conquistas a partir da Constituição Cidadã”, do que se pode entender que a verdadeira ameaça é a perda da hegemonia do esquema de poder do Foro de São Paulo, que começa a ruir no Brasil, que, por sua vez, é seu grande financiador. 

Os subscritores falam ainda em “risco à ordem democrática do País”. Ora, de qual ordem democrática eles falam? Acaso os prelados não estão informados das fraudes nas eleições de 2014 organizadas pela Smartmatic, que já foram amplamente denunciadas diante de jornalistas do mundo inteiro? Somente no Brasil não se fica sabendo de nada, porque aqui a mídia é totalmente comprometida com as subvenções estatais que garantem seu pleno alinhamento aos ditames do Foro de São Paulo.

A corrupção que a CNBB supostamente critica foi praticada em níveis nunca d ´antes vistos nesta terra - exatamente pelo partido que a entidade gerou, embalou e continua vergonhosamente a defender ainda hoje. E essa corrupção não tem a destinação de enriquecimento de seus operadores: visa financiar o esquema comunista mundial, o que é facilmente demonstrado pelos empréstimos secretos que o (dês)governo federal tem feito a ditaduras comunistas genocidas, como a de Cuba, por exemplo. Em seguida, a pérola: "O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum".

Para quem não está acostumado com o modo de agir fraudulento de agentes comunistas, é sempre prudente lembrar a essência do modus operandi esquerdista, ditado por Lênin: “acuse-os do que fazes, chame-os daquilo que és”. Ora, a única chance que o PT tem de manter-se no poder é exatamente por meio de acirrar os ânimos, notadamente os de sua milícia para-militar comandada por João Pedro Stédile, que tem todo apoio da CNBB, e que dirige essa milícia armada e inimputável diante da lei brasileira, o MST, que pode fazer o que bem entende sem responsabilização civil nem penal. O Sr. Lula da Silva, um dos fundadores do Foro de São Paulo, em fevereiro deste ano, já conclamou este seu particular exército vermelho à defesa do projeto de poder do qual ele é o chefe no Brasil: o projeto do Foro de São Paulo. Já as aludidas “posições revanchistas”, na verdade são as adotadas pelo próprio PT-CNBB: contra os militares, contra a democracia, contra eleições limpas, contra a própria doutrina da Igreja Católica, conforme fica evidente em trechos subsequentes desta própria nota que estamos comentando. 

Já o uso da palavra “ódio” é muito revelador: revela um truque sujo para atribuir a um adversário inventado uma prévia desqualificação. Qualquer alegação em contrário aos planos comunistas de PT-CNBB é previamente rotulado de “discurso de ódio”, dirige-se a inimigos inventados e revela a total inversão da realidade, pois são eles mesmos – a seguirem o conselho de Lênin – os maiores instigadores do ódio: ódio entre as classes sociais, ódio no campo, ódio entre raças, ódio entre os sexos, ódio entre hetero e homossexuais, ódio entre negros e brancos. O verdadeiro discurso de ódio é da claque esquerdista para quem trabalha a CNBB, aparelhando a mais Sagrada das instituições a finalidades as mais espúrias que se possa imaginar.

Veja-se, por exemplo, o teor neo-paganista, internacionalista e novo-ordista destas declarações: “Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente”. Note-se aqui:

1-)Não se falou quais são esses projetos, o que torna o discurso, além de lero-lero propositadamente vago e impreciso, uma prévia proibição a que se pense a ocupação do solo amazônico pelas multidões de despossuídos que há no Brasil, o que demonstra, inclusive, que a CNBB quer que o povo brasileiro permaneça para sempre na miséria.

2-)como pode um projeto inexistente “afrontar” a população? Qual população? Qual o nome, RG , endereço dos afrontados? Percebe-se aqui o flatus vocis, o charlatanismo verbal de quem usa palavras de efeito absolutamente desprovidas de conteúdo e significado, destinadas a despertar uma tomada de posição em prol do projeto anti-brasileiro, novo-ordista e neo-paganista em curso. Dentro do próprio texto divulgado pela CNBB, a entidade confessa que trabalha mesmo é para os maiores inimigos do cristianismo na atualidade.

Na sequência, a nota destila veneno contra os projetos de terceirização em trâmite no Congresso Nacional, como se fossem retirar “direitos sociais”, porém estes são uma impossibilidade, visto que direitos somente podem ser exercidos por indivíduos. Ao falar em “direitos sociais”, a nota da CNBB nega a própria doutrina do livre-arbítrio, pois somente uma decisão livre e soberana do indivíduo pode ativar o exercício de um direito, porque caso contrário tratar-se-ia de mera imposição exterior.

Além do mais, a crise que eles fingem querer ajudar a superar, foi gerada pelo partido que eles sempre apoiaram, o que é, no mínimo, uma postura absolutamente hipócrita e incoerente por parte da CNBB.

A nota não para por aí. Argumenta ainda que a praga da sociedade é a corrupção. Para não repetir que eles ajudaram a criar o maior corruptor da história do Brasil, o PT, de acordo com o próprio magistério da Igreja, a inversão de prioridades é gritante. A vida é o grande bem dado por Deus ao homem, e maior ainda a salvação das almas dos homens nascidos. A CNBB, contudo, nada pronuncia contra a prática do aborto, que é o assassinato de crianças no ventre materno, sem direito de defesa, e sem direito a um batismo cristão, ou seja, a horrenda prática nega não só a vida ao nascituro, mas também a própria possibilidade de salvação de sua alma. Ao não condenar as práticas abortistas do governo que apoia, a CNBB é cúmplice dos que trabalham pela implantação do aborto. É de se duvidar até mesmo que esta ONG esquerdista seja composta por pessoas cristãs, que omitem sobre assunto muito mais grave do que o desvio de dinheiro público.

Nenhuma palavra há na nota da CNBB, igualmente, contra o homicídio de parcelas significativas da população brasileira pelos associados ao narcotráfico internacional, tão defendidos pelo PT e pela própria CNBB, através de sua “pastoral carcerária”, que este ano entrou com pedido no STF para solicitar ao seu presidente, o petista Ricardo Lewandowsy, a libertação de mais de 24 mil presos. Se algum desses 24 mil “coitadinhos” matar alguém, de quem será a responsabilidade?

Na sequência, a nota diz ainda que a PEC 215/2000 é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas “que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil”, ou seja, criticam a própria Igreja que dizem representar, que foi a grande responsável pela catequização dos indígenas e por sua cristianização, assim como pelo descobrimento do Brasil.

A CNBB quer dar mais terras aos índios, mais bens materiais, mas não profere uma só palavra sobre iniciativas que levem o Evangelho a esses povos. Nenhuma preocupação com a salvação das almas dos índios, apenas em engordar suas contas bancárias. Nenhuma preocupação também com o povo brasileiro, cristão em sua imensa maioria. Nenhuma preocupação em dar terra ao povo pobre e cristão, pois se não for índio nem integrante do grupo terrorista do MST, não merece ganhar terra, de acordo com o pensamento cenebebista. Esta seletividade diz muito sobre o verdadeiro “mestre” a quem serve a CNBB.

A completa subserviência ao projeto petista de poder não para por aí, pois a nota se posiciona contrariamente também à PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal, com o fulminante argumento de que ela “não é solução para a violência que grassa no Brasil”. De fato, não é. A extinção da CNBB seria uma solução melhor, pois ela apoia a libertação de bandidos encarcerados que já mataram, roubaram, estupraram e traficaram drogas, além de apoiar a instalação de uma ditadura comunista que consiste em todo lugar em que foi implantada num verdadeiro morticínio de inocentes. Além de que os “soldados do crime” do PCC são um verdadeiro contingente em prol do caos e da desordem tão apregoados pelos políticos de esquerda, que são tão docilmente apoiados pela CNBB.

Mas vejam a solução que a CNBB aponta: “Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família(...)” . Que tipo de educação? Uma educação cristã? Que tipo de política, uma política que favoreça a pregação do Evangelho de Jesus Cristo? Porque a CNBB tem tanto medo de mencionar o nome Daquele a quem diz servir? Fica evidente que para essa entidade, CRISTO não é a solução para problema algum, somente o aumento do poder da esquerda continental é que pode ser, para eles, a salvação da humanidade.

Claro que não poderia faltar nesta nota - que muito bem poderia ter sido escrita por qualquer dirigente petista ou socialista - um posicionamento contrário ao Direito Natural à livre defesa.

A nota da CNBB diz que “o projeto de lei 3722/2012, que altera o estatuto do desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência”. Esse argumento é uma perfeita inversão da realidade.

Em três pontos.

1-)a doutrina da Igreja Católica é base do Direito Natural, cujo cujos princípios básicos são : a-)defesa da vida e da família b-)defesa da liberdade; c-)defesa da propriedade. Ora, em um país onde grassa a impunidade, a violência e a depravação moral, como se poderá defender qualquer desses direitos naturais, derivados da própria moral da Igreja, sem a possibilidade do acesso às armas de fogo?

2-)Como a CNBB explicaria, então, o fato estatisticamente comprovado de que em TODOS OS lugares do mundo onde as armas de fogo foram liberadas para os cidadãos de bem, os índices de violência diminuíram drasticamente, inclusive – e principalmente - se comparados com países onde as armas são proibidas aos cidadãos idôneos.

3-) Uma entidade que se diz cristã, não pode defender o genocídio do povo de seu próprio país. Ora, todo governo que desarmou a população civil, logo na sequência praticou contra seu próprio povo o democídio e genocídio. Um milhão e meio de mártires cristãos armênios são prova disso, assim como os milhões de mortos na Alemanha Nazista, na União Soviética e na China de Mao-Tsé-Tung. O império turco-otomano, a Alemanha Nazista, a URSS e a China de Mao também eram contrários ao armamento da população civil, exatamente como a CNBB.

Portanto, é evidente que quem vai na contramão da segurança e do combate à violência é a própria CNBB, que é contra também a doutrina moral e social da própria Igreja Católica, ao dar voz, apoio e amparo institucional a um projeto de poder totalitário, assassino, cleptocrata , e o pior de tudo, anti-cristão, que é o projeto de poder do Foro de São Paulo, cujo tentáculo brasileiro mais vistoso é PT, que é um de seus fundadores, subscritores e em cujas atas de fundação declara apoio explícito ao comunismo.

Somente no penúltimo parágrafo da nota da CNBB é que aparece uma quase envergonhada menção a Cristo, “medida de nossa conduta moral” – o que é falso, e soa como um disfarce, para não dar muito na cara que a CNBB trabalha mesmo é para o reino de César. Um César redivivo, totalitário e totalmente comunista.

Não é a primeira vez na história que a Igreja está povoada desde dentro pelos inimigos que mais a querem destruir, pois conforme demonstra Richard Wurmbrand , em seu livro Marx and Satan, o marxismo é um verdadeiro projeto satânico, que visa não apenas destruir a humanidade, mas até mesmo a Deus. 

A CNBB, infelizmente, com esta nota abertamente pró-comunista e anti-cristã, escolhe mais uma vez apoiar os maiores e mais declarados inimigos da Igreja de todos os tempos e eras: os comunistas. O assunto não é irrelevante, vejam-se as consequências de tal prática para os cristãos: em acordo com o decreto do Papa Pio XII, de 1949, Decretum Contra Communismum, confirmado por São João XXIII, e que está em pleno vigor, quem apoiar o comunismo, usando para isso a estrutura ou a hierarquia da Igreja, está excomungado automaticamente, sem necessidade de sentença.




Decreto do Santo Ofício de 1949:

Q. 1 Utrum licitum sit, partibus communistarum nomen dare vel eisdem favorem praestare.
[Acaso é lícito dar o nome ou prestar favor aos partidos comunistas?]

R. Negative: Communismum enim est materialisticus et antichristianus; communistarum autem duces, etsi verbis quandoque profitentur se religionem non oppugnare, se tamen, sive doctrina sive actione, Deo veraeque religioni et Ecclesia Christi sere infensos esse ostendunt.



Q. 2 Utrum licitum sit edere, propagare vel legere libros, periodica, diaria vel folia, qual doctrine vel actioni communistarum patrocinantur, vel in eis scribere.
[Acaso é lícito publicar, propagar ou ler livros, diários ou folhas que defendam a ação ou a doutrina dos comunistas, ou escrever nelas?]

R. Negative: Prohibentur enim ipso iure



Q. 3 Utrum Christifideles, qui actus, de quibus in n.1 et 2, scienter et libere posuerint, ad sacramenta admitti possint.
[Se os cristãos que realizarem conscientemente e livremente, as ações conforme os n°s 1 e 2 podem ser admitidos aos sacramentos?]

R. Negative, secundum ordinaria principia de sacramentis denegandis iis, Qui non sunt dispositi



Q. 4 Utrum Christifideles, Qui communistarum doctrinam materialisticam et anti Christianam profitentur, et in primis, Qui eam defendunt vel propagant, ipso facto, tamquan apostatae a fide catholica, incurrant in excommunicationem speciali modo Sedi Apostolicae reservatam.
[Se os fiéis de Cristo, que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã dos comunistas, e, principalmente, a defendam ou a propagam, "ipso facto" caem em excomunhão ("speciali modo") reservada à Sé Apostólica?]

R. Affirmative.




(*)Dante Mantovani é doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina, apresentador do programa Música Universal na Rádio Vox e aluno do Seminário de Filosofia do prof. Olavo de Carvalho.


sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Campanha da Fraternidade 2015 e reforma política.






Campanha da Fraternidade 2015 e reforma política.

por Hermes Rodrigues Nery




A CNBB, com o texto-base da Campanha da Fraternidade de 2015, confirma que é hoje extensão do Foro de São Paulo e, de modo especial, do PT, ao explicitar sua adesão e comprometimento com a revolução bolivariana em curso na América Latina, com uma reforma política plebiscitária, que se volta contra a democracia representativa, propondo a sovietização no Brasil. A CF-2015 propõe a "radicalização da democracia", corroendo-a em demagogia, pois a chamada "democracia direta" como defende, é o instrumento anárquico para subverter a ordem jurídica e propiciar a implantação do socialismo em nosso País

O alinhamento ideológico da CNBB, à esquerda e ao socialismo, como quer o Foro de São Paulo e o PT, é evidentíssimo e cada vez mais escancarado. O que antes se suspeitava, agora está mais do que comprovado. Os assessores da CNBB [intelectuais orgânicos, gramscianos], que tanto influem os bispos , sabem que paróquias e dioceses estão reféns desse "alinhamento" e de tais forças, e funcionam como tentáculos do grande polvo que se tornou a CNBB, a serviço dos interesses políticos do Foro de São Paulo e do PT. 

Aos poucos, a sã doutrina moral e social da Igreja é esvaziada de seus conteúdos e substituída pela ideologia bolivariana, que quer implantar a "Pátria Grande" socialista, projeto este que vem sendo trabalhado há décadas, e agora parece ter encontrado a conjuntura política favorável para isso, tendo em vista que bolivarianos transitam e dão as cartas com desenvoltura até mesmo no Vaticano. Aliás, o projeto da "Pátria Grande" já é mencionado no próprio Documento de Aparecida (2007), e com a reforma política bolivariana em curso hoje no Brasil (com a conivência, cumplicidade e apoio ostensivo da CNBB), prepara o País [na tática da rã cozida lentamente] a aceitar a revolução comunista travestida de democracia, com a retórica do apelo à "democracia direta", para a subversão total da ordem jurídica e política, com a ideologização da fé em detrimento da doutrina religiosa. Com isso, os setores católicos à esquerda e muitos que desconhecem o que está acontecendo, manipulados pela CNBB, deixam-se usar para tais fins perversos, pois os assessores da conferência episcopal brasileira sabem da capilaridade da Igreja, e pouco se importam com os efeitos dessa reengenharia social que ajudam a promover. São padres e bispos que querem o paraíso terrestre, aqui e agora, aceitam o populismo, o imanentismo e até o panteísmo, em se tratando de buscarem manter seus confortos, nos postos em que estão, e, no campo das ideias, convergir cristianismo e comunismo, mesmo sabendo que o Magistério da Igreja é categórico em condenar o socialismo e o comunismo. Mas, para Frei Betto, por exemplo,"o cristianismo é essencialmente comunista". E então, a teologia da libertação (mais viva hoje e com mais poder) chegou aonde não devia estar, e, no Vaticano, bispos e cardeais estão encantados com a nova utopia da "Pátria Grande" latino-americana. Tais prelados dão todo respaldo para reabilitar os "teólogos da libertação", para conseguirem a revolução tão desejada por muitos, desde os anos do Vaticano II. Não é só a reforma política sovietizada que querem no Brasil, mas em toda a Igreja. E a revolução no continente latino-americano é hoje expressão da obsessão bolivariana, insuflada pela teologia da libertação, para alcançarem os propósitos de poder acalentados a tanto tempo. 

Afinal, desde 1985, com o primeiro encontro de Fidel Castro com os bispos cubanos (depois da revolução de 1959), que o projeto bolivariano começou a ser gestado concretamente para fazer da integração da América Latina o novo bloco regional socialista, sonhado tanto por Fidel Castro. Mas o próprio Fidel sabia que isso só seria possível instrumentalizando a Igreja, inoculando em seu seio, de modo sutil e sofisticado, a subversão da doutrina, com a ideologização da fé. Feito isso, usaria a estrutura física da instituição para dar suporte à nova utopia do bolivarianismo, sem que os católicos se dessem conta do processo, lento e gradual, de corrosão da sã doutrina, pelos agentes da revolução, que conseguiram alcançar, com astúcia, os altos escalões eclesiásticos. Desde o início, o Brasil foi visto como a galinha dos ovos de ouro, pois é um país continental, cujos recursos em muito ajudariam não só Cuba, mas toda a "Pátria Grande" socialista. Mas para fazer a revolução, por dentro, seria preciso contar com a "teologia da libertação".Mesmo barrada por Ratzinger [especialmente Boff, em 1984], Fidel não desistiu. Ele sabia que ela seria o "fermento na massa" da revolução dentro da Igreja. Já em 2005, tentaram um "plano ousado" de cardeais progressistas elegerem um papa latino-americano comprometido com o projeto da "Pátria Grande", mas foi o próprio Ratzinger quem ganhou, ao menos naquele momento, e tentou por um dique à convulsão revolucionária. Mas o próprio Andreas Englisch conta em seu livro sobre Bento XVI, de que não havia chegado a hora da "grande revolução". E o mesmo Englisch narra o quanto Ratzinger foi boicotado, desde o início. Ele próprio reconheceu em seu livro: "Existe, definitivamente, um grupo anti-Ratzinger dentro do Vaticano". O fato é que Ratzinger havia condenado a teologia da libertação, mas Fidel Castro, no ano seguinte à condenação de Boff, explicou pessoalmente a Pedro Casaldáliga:"A teologia da libertação é mais importante que o marxismo para a revolução latino-americana".


"A democracia como método revolucionário"
Ao apoiar explicitamente a reforma política que favorerece o projeto totalitário do PT no Brasil, com a constituinte exclusiva, a CNBB endossa assim o afã da esquerda política pela "radicalização da democracia", que Dilma Roussef inclusive já quis impor com o Decreto 8243, rechaçado pela Câmara dos Deputados. Bolivarianismo este, que significa a implantação do socialismo, a exemplo do que já aconteceu na Venezuela e na Bolívia, etc. No Brasil, as Campanhas da Fraternidade são parte desta estratégia de doutrinação ideológica marxista e revolucionária, que há anos vem instrumentalizando setores da Igreja (via CNBB, Pastoral da Juventude, e outras pastorais e movimentos), ampliando assim a infiltração esquerdista no seio da Igreja, cujas bandeiras ideológicas e políticas de premissas socialistas contradizem com a sã doutrina moral e social da Igreja. O caso da Venezuela foi bem explicado no programa Força, Foco e Fé [https://soundcloud.com/rvox_org/forca-foco-fe-afinal-o-que-e-o-plebiscito-constituinte-04122014?in=rvox_org/sets/for-a-foco-f], em que Carla Andrade explicou que Hugo Chavez, utilizou-se dos mesmos argumentos que a CNBB defende na CF-2015, para "sequestrar os direitos civis e políticos dos venezuelanos, passando de uma democracia representativa para passar a um estado totalitário, com a retórica da democracia participativa. Um golpe de estado sui generis, instalado com aparência jurídica". 

A democracia, corrompida em demagogia, é utilizada como "método revolucionário", como afirmou Álvaro Garcia Linera, vice-presidente da Bolívia e intelectual marxista, na inauguração do XX encontro do Foro de São Paulo, realizado em La Paz, entre 25 a 27 de agosto de 2014 [http://forodesaopaulo.org/discurso-do-vice-presidente-da-bolivia-alvaro-garcia-linera-na-inauguracao-do-xx-encontro-do-foro-de-sao-paulo/]. Nos 24 anos de existência do Foro de São Paulo, Linera conta que o sucesso para instalar governos progressistas e revolucionários na América Latina foi justamente aceitar a democracia como etapa prévia para um processo que deságüe na acalentada revolução socialista, cujos insurgentes latino-americanos, há décadas vem atuando de modo organizado, e sistematicamente nesse sentido. Linera ressalta aos participantes do XX encontro do Foro de São Paulo, que é preciso entender "a democracia como método revolucionário", e para isso, é preciso "radicalizar a democracia" [é o que propõe a CNBB no documento 91, de 2010, "Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática", chegando à chamada "democracia direta e participativa", pois só assim será possível o contexto anárquico favorável à revolução socialista, com o método indicado por Linera. Por isso, a reforma política que querem tais grupos (principalmente o PT), no Brasil (apoiada na CF-2015), é a que Dilma Roussef acenou com o Decreto 8243/2014 [https://www.youtube.com/watch?v=LDspWPatQSs], com a chamada Política Nacional de Participação Social. Mas não foi possível viabilizar tal iniciativa nas instâncias decisórias do Legislativo brasileiro, daí que as ONGs, as entidades, os movimentos, as redes e os coletivos, junto com a CNBB, OAB e outros, defendem a reforma política bolivariana, de modo plebiscitário, com constituinte exclusiva, para efetivar assim as condições políticas para a concretização da integração latino-americana, com Cuba comunista no comando, da "Pátria Grande" socialista. E tudo isso com as bênçãos da CNBB, do CELAM e até do Vaticano. 

O fato é que a Igreja Católica está em perigo, e perigo muito grande, com inimigos tão ardilosos, agindo por dentro, e com tão grande poder. Urge que os católicos entendam essa situação e se mobilizem em defesa da sã doutrina moral e social da Igreja, não aceitando que a Esposa de Cristo seja refém de tais forças. No Brasil, o primeiro passo é exigir que a CNBB retire o apoio a esta equivocada reforma política bolivariana, como apresenta no texto-base da Campanha da Fraternidade de 2015.



Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. 

terça-feira, maio 14, 2013

CNBBdoB.






Deixando bem claro que eu, do Blogando Francamente, não concordo com um petralha nem mesmo quando eventual e milagrosamente um deles concorde com com a umidade da água. Que a Igreja católica brasileira e também o protestantismo, estejam infestados de comunistas...isso nem chega a ser novidade, mas para quem não os conhece convém dar uma espiada nesse artigo Lista de Bispos, padres, freiras, protestantes e leigos que são terroristas Comunistas infiltrados na Igreja.


A nota bucéfala da CNBB sobre a questão indígena e 
a crítica estúpida à ministra Gleisi Hoffmann
por Reinaldo Azevedo.





Não! Não pensem que é só Geraldinho Rastafari que fala besteiras. A Igreja Católica também comete os seus pecados nessa área. E como! Sempre que os bispos decidem renunciar à sua missão pastoral — e só são pastores porque pregam uma mensagem cujo conteúdo é definido: o catolicismo — para fazer política, é certo que mergulham na tolice, no achismo e no preconceito.

A Comissão Pastoral da Terra, da CNBB, emitiu ontem uma nota sobre a questão indígena no Brasil que é um formidável apanhado de tolices, de mistificações e, se as palavras fazem sentido, de negação do próprio cristianismo. Segue a nota em vermelho. Comento em preto.


Ministra afronta a Constituição Brasileira

Bobagem. Não houve afronta nenhuma.

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra vem a público para manifestar sua indignação e repúdio ao que faz o atual governo federal, em defesa da sua visão monocrática de desenvolvimento e de submissão aos interesses do agronegócio.
Nem este governo nem outro qualquer foram submissos ao agronegócio. Antes tivessem sido mais atentos à realidade do setor, que livra o país da bancarrota.



A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, no dia 8 de maio, em reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, deixou claro qual é a verdadeira e única visão do atual governo em relação aos sérios e graves conflitos que envolvem os povos indígenas.
A ministra só disse, em relação ao caso, palavras de bom senso, ao defender que a questão não fique subordinada apenas à Funai.

As diversas manifestações indígenas que vêm ocorrendo nos últimos anos, que mostram sua total discordância com projetos que afetam sua vida e seus territórios, são atribuídos pela ministra a grupos que usam o nome dos índios, tentando, com isso, desqualificar suas ações como se eles apenas fossem massa de manobra nas mãos de outros interesses. “Não podemos negar que há grupos que usam os nomes dos índios e são apegados a crenças irrealistas, que levam a contestar e tentar impedir obras essenciais ao desenvolvimento do país, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte”, disse ela textualmente. E acrescentou: “O governo não pode concordar com propostas irrealistas que ameaçam ferir a nossa soberania e comprometer o nosso desenvolvimento”.
É raro que eu possa fazer minhas as palavras de um petista — a menos que ele se posicione a favor da Lei da Gravidade. Nesse caso, no entanto, ocorreu. A ministra está absolutamente certa. Cito o caso evidente de Raposa Serra do Sol. A Igreja Católica no Brasil é uma das responsáveis pela tragédia social que se seguiu à expulsão dos arrozeiros da região. Pelo visto, os trabalhadores não índios que lá estavam não eram filhos de Deus, não é mesmo? A Igreja, reitero, foi uma das artífices daquele absurdo. Resultado: levou para a reserva fome e desemprego. Índias foram se prostituir às margens da rodovia em Boa Vista. Haverá uma “Pastoral das Prostitutas”? Índios estão morando num lixão. Haverá uma “Pastoral do Lixão”?



A ministra deixa patente que o econômico é o único compromisso do atual governo. Nada pode impedir que os propalados “progresso e desenvolvimento” avancem sobre novas áreas, desconhecendo totalmente os direitos dos povos que há séculos ali vivem e convivem, se assim o governo definir como essenciais ao desenvolvimento.
Com essa linguagem, logo a CNBB vai pedir a cassação simbólica de Padre Anchieta, um jesuíta, como o papa Francisco… Afinal, sabem como é?, ele resolveu montar, por exemplo, o “Auto de São Lourenço” para os índios, em que as divindades indígenas aparecem como demônios… Tenham paciência! Que linguagem é essa? Digam-me cá, senhores religiosos: que conversa é essa de “propalados ‘progresso e desenvolvimento’”? Vocês, por acaso, se opõem a ambos?

Eis aí, leitores! Essa é uma das razões do declínio da Igreja Católica no Brasil, que é a minha Igreja, que é a base material e espiritual da minha religião. Certos setores parecem preferir ainda o atraso e a pobreza, desde que igualitários. Não é por acaso que os evangélicos promovem uma verdadeira razia nas áreas periféricas das grandes cidades. Se entrar no mérito da qualidade da pregação deste ou daquele, o fato é que falam em progresso, em crescimento, em anseios. A Igreja Católica ainda prega contra o… progresso. Essa é a pior Igreja, que mistura dois reacionarismos: o viés anticapitalista que vem de muitos séculos somado ao esquerdismo xucro.

Com essa fala, ela acaba por legitimar toda a violência empreendida contra os povos originários no país. E confirma que o atual modelo de “desenvolvimento” é o mesmo que se implantou no Brasil, desde a época do Brasil Colônia, e se repetiu nos diversos períodos de nossa história.
É o trecho mais estúpido da nota. É coisa de esquerdista ginasiano, mixuruca. De resto, quem entende de modelo de Brasil colônia, se formos ser rigorosos, é mesmo a Igreja Católica, né? Isso é um manifesto político, e eu prefiro quando a Igreja faz manifestos religiosos.



Esquece-se ela, porém, que a Constituição, em seu artigo 231 garantiu: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens” e que o Brasil é signatário de acordos internacionais que corroboram estes direitos. As declarações da ministra soam como uma afronta à Constituição brasileira.
É, sim, mas ninguém deu à Funai o direito de ampliar áreas de reservas indígenas, avançando sobre cidades e desalojando milhares de… cristãos!!! A propósito: os companheiros de batina e cocar da CNBB defendem o direito originário de pelo menos 20 comunidades indígenas que matam seus recém-nascidos, ou esses “direitos originários” têm algum limite? A Igreja Católica no Brasil coonesta a estupidez da Funai, que mantém índios tutelados e na miséria. Relembro: 13% do território brasileiro é destinado a reservas indígenas. Toda a comida e toda a carne que se produzem no Brasil — e de onde o país obtém, em ultimo caso, a riqueza que tem servido para minorar a miséria e a pobreza nos últimos 20 anos — ocupam pouco mais do que o dobro dessa área, onde não se produz quase nada.

E não são só palavras. Para garantir que as obras que o governo se propõe realizar não sejam interrompidas, como nos tempos da ditadura militar, militariza-se a questão. Em 12 de março, a Presidente Dilma assinou o Decreto nº 7957/2013, que dá poderes ao próprio governo federal, através de seus ministros de Estado, para convocar a Força Nacional em qualquer situação que avaliarem necessário. E lá está a Força Nacional na região onde se pretende construir o complexo Hidrelétrico do Tapajós. E estava em Belo Monte para retirar os cerca de 200 indígenas de 8 etnias diferentes, que ocupavam o canteiro de obras da usina, depois que o governo conseguiu liminar da justiça para que os mesmos fossem retirados, até mesmo com o uso da força. Pacificamente como entraram, os indígenas deixaram o local.
Sim, eu também acho que é preciso acompanhar de perto a convocação da Força Nacional de Segurança. Houvesse uma oposição mais vigilante no país, essa questão estaria sendo tratada com mais cuidado. Mas os fundamentos sobre os quais se assenta a nota da CNBB são um absoluto despropósito.

E não fica só nisso. Nas regiões, onde os índios depois de decênios de espoliação, tentam reaver pequena parte do território que lhes pertencia, o Palácio do Planalto desqualifica os trabalhos da Funai propondo submeter os estudos de identificação e delimitação de terras indígenas à análise da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), contrariando, mais uma vez a legislação brasileira.
Contrariando a legislação brasileira uma ova! O que os bispos estão chamando de “reaver parte do território que lhes pertencia” corresponde a expandir reservas indígenas na base da canetada, sem enxergar o que há pela frente. Há 896 mil índios no Brasil. Vivendo nas reservas, apenas 517 mil. Com 13% do território brasileiro destinado às reservas, isso significa 214 hectares por índio. Pequena parte??? Os bispos não sabem do que estão falando.

Aliado a isso tudo, a campanha anti-indígena que se desenvolve no Congresso Nacional com a PEC 215, que quer transferir as atribuições constitucionais da Presidência da República em reconhecer territórios indígenas e de outras comunidades tradicionais para o Senado, e a portaria 303 da Advocacia Geral da União que pretendia estender a todo o Brasil as condicionantes definidas para a TI Raposa Serra do Sol nos dão um quadro de como, depois de cinco séculos, os indígenas são vistos e tratados neste país.
Outra soma de despropósitos. As condicionantes citadas pela Comissão Pastoral da Terra foram definidas pelo Supremo Tribunal Federal justamente para impedir conflitos desnecessários. Até porque definidas pelo nosso tribunal constitucional, é evidente que elas se coadunam com os marcos da Constituição. Ou a CNBB também quer cassar as prerrogativas do Judiciário? A ser assim, daqui a pouco, haveremos de chamar parlamentares, juízes e ministros para definir como deve ser a Igreja Católica, certo? Se bispos querem se comportar como estado, devem anuir que o estado se comporte como bispos.

A Coordenação da CPT espera que nossa Constituição seja respeitada em primeiro lugar pelo próprio governo, garantindo “aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”, e também sobre os territórios dos quais foram espoliados. A preocupação da CPT se dá, também, com relação aos quilombolas e outras comunidades tradicionais sobre as quais cresce a pressão do capital, apoiado pelos poderes públicos. É hora de respeitar e de garantir a diversidade presente em nosso país, e o espaço físico para reprodução física e cultural dos povos e comunidades existentes.
Goiânia, 13 de maio de 2013.
Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Que o papa Francisco fique atento. É esse setor que tem nocauteado sistematicamente a Igreja Católica no Brasil. Ou então que a CNBB renuncie aos “povos derivados” — 199,1 milhões de brasileiros e decida ser a igreja dos “povos originários” — os quase 900 mil índios. Quem sabe consiga “corrigir” o mau trabalho feito pelo jesuíta Anchieta, né? A Igreja está vendo contradição e choque de interesses onde tem de haver convergência. Sim, senhores bispos: os interesses dos índios terão de se casar com os do desenvolvimento do Brasil. Até porque eles também são brasileiros. Eu não acho que bispos devam apenas rezar — embora eu acredite que essa ainda seja uma de suas tarefas principais. Podem e devem participar do debate na sociedade. Mas precisam a) se informar sobre a realidade brasileira; b) pôr o catolicismo à frente da ideologia.

A Igreja que fala nessa nota é muito pouco pia e, lamento, bem pouco cristã. Se o Geraldinho Rastafari (ver post) se pronunciar sobre comunidades indígenas, deve sair uma nota mais ou menos assim. Isso está mais para “reasoning” do que para uma expressão de uma visão cristã do mundo. E bispos, que eu saiba, não queimam a erva do capeta…

Será que o papa Francisco dará um jeito nos nossos cultores de Tupã e Jaci, mas que envergam o crucifixo? Infelizmente, duvido. Essa gente trocou o dogma da Cruz pela antropologia da mistificação. Como cristãos, são maus antropólogos. Como antropólogos, são maus cristãos.