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domingo, abril 27, 2008

HERÓIS EXISTEM. EXISTEM?




“Heróis existem, nem sempre são grandes, fortes ou têm superpoderes. Não matam, mas morrem... Não usam disfarces nem máscaras... Não têm identidade secreta, nem têm nada a esconder de ninguém... Aparecem sempre quando a gente acha que não há mais como escapar. E resolvem tudo!”. (Texto da Publicidade do TSE)


Os heróis apresentados na publicidade do TSE (YouTube) são:

Vinícius de Moraes, Ulsses Guimarães, Osmar Santos, Wladimir Herzog, Betinho e Henfil. Há ainda um anônimo pixando um muro com um "Abaixo a Ditadura". Numa das versões do comercial, quem narra é Antonio Abujamra, um dos que assinaram o manifesto em apoio a José Dirceu (aqui), em outra versão o narrador é - ou parece ser - uma criança de uns quatro ou cinco anos.


E por quê esses personagens são heróis?

Se esmiuçarmos toda a biografia do doutor Ulysses, poderemos encontrar um sem número de qualidades e outro tanto - talvez maior - de defeitos, mas ninguém certamente encontrará algum fato que o credencie a ser herói.

Vinícius de Moraes foi herói quando? Que grande ato de bravura ou coragem o credencia a ser herói? Um bon-vivant-comunista-consumidor-do-bom-scotch não pode ser considerado um bravo.

Wladimir Herzog foi realmente um herói em que situação impar? Sua morte, querendo ou não, é cercada de muitas versões (*), mas só a versão daqueles que teimaram - e ainda teimam - em arrebentar a nossa fraca democracia prevaleceu.

Osmar Santos é ou foi herói em que ocasião? Se, pela bravura em sobreviver a um acidente que lhe paralisou parte de seus movimentos, concordamos todos. Mas, seria verdadeiramente um herói, se tivesse sobrevivido ao acidente sendo atendido em hospitais públicos.

Betinho e Henfil, irmãos de sangue e de ideologia, fizeram realmente o quê para serem heróis? O fato de terem o firme propósito de transformar o país num satélite da ex-Rússia, confere a esses personagens o título de heróis?

O ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, anda meio calado depois de ter opinado sôbre a deslavada campanha eleitoral, fora de hora e contra a lei, que vem promovendo o presidente da república. A publicidade "Heróis existem" paga com o dinheiro suado de cada um dos brasileiros - alienados ou não -, não condiz com a fala do Ministro, quando do lançamento do Guia do Eleitor Cidadão: “..[a sociedade].não é vítima, mas autora, responsável pelo dirigentes que temos e pelos políticos em geral”.

Caro Ministro Mello, se você aprovou a tal publicidade, prestou um grande desserviço ao país; se não aprovou, mas deixou veicular, então podemos esquecer que ainda exista esperança, num país cercado de tanta corrupção.

Senhor ministro, não me faça errar o seu nome e substituir o Mello por Garcia: sua progenitora não merece.


sexta-feira, março 16, 2007

CANALHAS, CANALHAS NADA MAIS QUE CANALHAS

Canes mitissimi furem quoque adulantur. Os cães muito mansos fazem festa até para o ladrão.
- Arthur Virgílio disse que Collor teria terminado seu mandato se tivesse mantido uma relação "mais aberta"(1) com o Congresso.
- Aloizio Mercadante (PT-SP), vai tratar o senador Collor "sem revanchismo e com o reconhecimento da vontade legítima e democrática do povo de Alagoas".
- E queria dizer o seguinte: errar é humano. Acho que o Congresso errou - afirmou Mão Santa.
- Wellington Salgado (PMDB-MG) disse que o ex-presidente cometeu um erro político ao não ouvir ou ter buscado o conselho dos mais velhos.
- Jayme Campos (PFL-MT) afirmou que a fala do ex-presidente colocou um ponto final ao episódio do impeachment, entendendo também o caso como "uma grande conspiração contra a pessoa de Collor".
- Para Romero Jucá (PMDB-RR), com seu discurso Collor conseguiu demonstrar ao País a sua inocência. Jucá ressaltou ainda a importante contribuição que Collor poderá dar às discussões de importantes projetos de lei para o Brasil no Congresso Nacional.
- Ao citar fatos históricos como a abdicação imposta a dom Pedro I; o suicídio de Getúlio Vargas; e a ação que depôs e exilou João Goulart, Collor situou seu impeachment numa linha de atos de força que classificou de "rotina periódica" da história política do país.
- É forçoso, forçoso mesmo reconhecer que vossa excelência é hoje maior do que foi um dia – disse Renan Calheiros, depois de ouvir o discurso de Fernando Collor.(Fonte ABN).

Fernando Collor atacou Sidney Sanches, à época presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim (relator da Comissão Especial), Amir Lando (relator da CPI) e Ibsen Pinheiro (Presidente da Câmara). Não perdoa Itamar Franco (vice presidente) e sequer pronuncia o seu nome. Em nenhum momento Collor se referiu aos seus algozes petistas, que reviraram até latas de lixo (Mercadante) à procura de provas que o incriminassem. É o sinal dos tempos: a canalha reconhece na multidão seus pares e contra ela não levanta a voz. Comparar-se a D.Pedro I, faz algum sentido se Collor se refere aos episódios "pouco ortodoxos" do imperador, quando acompanhado por Chalaça. Comparar-se a Vargas também está corretíssimo. Vargas como Collor tinha um discurso populista, seus auxiliares também faziam da república um reduto particular, isentando o chefe de qualquer envolvimento. Collor deveria, nesse discurso, comparar-se a Lulla que, seguramente, o repetiu - e com sobras - nas "maracutaias". No entanto Lulla tratou de fazer conchavos no congresso, teve uma oposição subserviente a seus pés e teve a sorte de nomear mais da metade do STF - garantia de "isenção" num eventual processo -; Lulla superou seu antecessor mais direto quando se trata de corrupção.

Aloizio mercadante, como sempre e a exemplo de Lulla, comete um erro histórico: quem poderia e deveria tratar aos petistas com revanchismo seria Collor, que não o fará por que a eles se iguala.


Assim é o nosso triste arremedo de país; os canalhas de ontem são os injustiçados de hoje e, provavelmente, os heróis de amanhã.