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segunda-feira, agosto 27, 2012

Pesquisas: apenas o começo de uma possível fraude.






Primeiro de uma série de reflexões sobre o assunto Pesquisas no Brasil.

Quem já foi pesquisado alguma vez na vida? É óbvio que tendo um universo no pais de 2002 entrevistas espalhadas por mais de uma centena de municípios pelo Brasil, a chance de alguém ser entrevistado pelos inúmeros Institutos de Pesquisa é equivalente a ganhar na Mega Sena. Mas isso não ameniza a "revolta" dos não pesquisados que, costumeiramente ficam indignadas com esse ou aquele resultado das pesquisas; já que conhecem, no seu dia a dia, muitas pessoas contrárias ao resultado divulgado. As redes sociais mostram aos indignados com esses resultados que não é um pequeno universo de pessoas que pensam igual; que há realmente um furo enorme nessas pesquisas.

Some-se a isso, o fato de comumente as pesquisas serem "encomendadas" por órgãos públicos (Confederações são órgãos públicos sim) que teoricamente - e na prática também - não deveriam assim agir. Ou é a Confederação dos Transportes ou a CNI, estas até bem pouco tempo - e ainda hoje - comandadas por pessoas que de alguma forma tinham e têm interesse nos resultados positivos ao governo. Nada mudou na CNI, já que o titular (Robson Braga de Andrade) faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES); portanto nada isento ao encomendar pesquisas que sempre "presenteiam" o mandatário de plantão com bem mais popularidade do que se pode auferir nas ruas. Quanto ao outro "encomendador" de pesquisas, a CNT presidida por Clésio Andrade, é preciso que se diga que o senador faz parte da base aliada do governo. Clésio já passou pelo PFL, concorreu em 2006 pelo PL, voltou ao DEM e com a morte de Eliseu Rezende assumiu a vaga e mudou para o PMDB; ou seja, mais um senador que não foi eleito nem por ele próprio.

Outro grande interessado nas pesquisas, Marcos Coimbra, proprietário de um grande negócio chamado Vox Populi (fragmento de um ditado falacioso; já que a voz do povo nunca foi a voz de Deus) dá uma precisa dica de como não devem ser as pesquisas, mas não deixa claro se ele mesmo assim não faz no seu Instituto.

O artigo intitulado Resultados de Encomenda de 2 de agosto de 2012:

Na primeira aula do curso de pesquisa de opinião, o aluno aprende as coisas básicas da profissão. Uma é ter cuidado com as perguntas indutivas.

É esse o nome que se dá às que são formuladas com um enunciado que oferece informação ao entrevistado antes que responda.

Há diversos tipos de indução, alguns dos quais muito comuns. Quem não conhece, por exemplo, a pergunta chamada de “voto estimulado”, feita habitualmente nas pesquisas eleitorais? Ela solicita ao respondente que diga em quem votaria, tendo em mãos uma lista com o nome dos candidatos.

É claro que, assim procedendo, avalia-se coisa diferente do “voto espontâneo”. (Ele não disse mas isso também se chama induzir o voto)

Para diminuir o risco de que a indução conduza os entrevistados a uma resposta, recomenda-se evitar que o pesquisador leia nomes (Isso eu já vi em uma feira livre em São Paulo). Mesmo inadvertidamente, ele poderia sugerir alguma preferência, seja pela ordem de leitura, seja por uma possível ênfase ao falar algum nome. Daí, nas pesquisas face a face, o uso de cartões circulares, onde nenhum vem antes. (E quem garante que o entrevistador faz exatamente assim?)

Essa cautela - e outras parecidas - decorre da necessidade de ter claro o que se mede. Sem ela, podemos confundir o significado das respostas. (Eis aí o outro lado das pesquisas: perguntas dirigidas para um determinado resultado)

Dependendo do nível de indução, o resultado da pesquisa pode apenas refletir a reação ao estímulo. Em outras palavras, nada nos diz a respeito do que as pessoas genuinamente pensam quando não estão submetidas à situação de entrevista.

Para ilustrar, tomemos um exemplo hipotético.

Vamos imaginar que alguém quer saber se as pessoas lamentaram a derrota da equipe de vôlei masculino na disputa pela medalha de ouro na Olimpíada. A forma “branda” de perguntar talvez fosse começar solicitando que dissessem se souberam do resultado e como reagiram - sem informar o placar.

Outra, de indução “pesada”, seria diferente. A pergunta viria a seguir a um enunciado do tipo “O Sr./A Sra. ficou triste ao saber que o Brasil perdeu para a Rússia, depois de liderar o jogo inteiro e precisar apenas um ponto para se sagrar campeão olímpico?”.

Nessa segunda formulação, ela não somente induz um sentimento (mencionando a noção de “tristeza”), como oferece um motivo para ele (a ideia de ter estado perto de alcançar algo desejável).

É muito provável que os resultados das duas pesquisas fossem diferentes. Na primeira, teríamos a aferição da resposta espontânea - e mais real. Na segunda, a mensuração de uma reação artificialmente inflada. Em última instancia, fabricada pela própria entrevista. (E diametralmente diferente)

É o que aconteceu com a recente pesquisa do Datafolha (lavando roupa suja quem tem um cesto enorme)sobre os sentimentos da opinião pública a respeito do “mensalão” e seu julgamento.

Contrariando o que se esperaria de um instituto subordinado a um jornal, não deixa de ser curioso que decidisse fazer seu primeiro levantamento sobre o assunto dez dias depois do início do processo no Supremo. Dez dias depois de ter sido pauta obrigatória nos órgãos da “grande imprensa”. Dez dias depois de um noticiário sistematicamente negativo - como aferiram observadores imparciais. (Marcos Coimbra gostaria que fosse feito sem que ninguém ou poucos soubesse do julgamento?)

Preferiu pesquisar só depois que a opinião pública tivesse sido “aquecida”. Foi à rua medir o fenômeno produzido. (O que Marcos Coimbra chama de "aquecida" se apenas um ínfima parcela da população lê jornais e os Telejornais passaram informações tão distantes da realidade do mensalão??!!!)

Não bastasse a oportunidade, a pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas. Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes “pistas” sobre as respostas “corretas”.(Exatamente como em todas as pesquisas que buscam a unanimidade em torno do governo petista, de quem Marcos Coimbra, é fã ardoroso)

Mas o mais extraordinário foi seu uso editorial, na manchete que ressaltava que a maioria desejava que os acusados fossem “condenados e presos”.

Parecia de encomenda: embora o resultado mais relevante da pesquisa fosse mostrar que 85% dos entrevistados sabiam pouco ou nada do assunto, o que interessava era afirmar a existência de um desejo de punição severa.

E quem se importa com o que estabelecem as normas das boas pesquisas! (Boa pergunta que ele mesmo deveria responder ao final de cada pesquisa já feita por seu instituto)

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Não deixa de ser interessante ler algo de Marcos Coimbra, já que ele mesmo é um fã incondicional de Lula e do Petê; afinal é o único "dono de Instituto" (embora os outros sigam os ditâmes do Ibope e diferem muito pouco em resultados) que está no site oficial da campanha de João Paulo Cunha, exatamente porque sempre quis a absolvição de todos. É também oportuno lembrar que um grande "encomendador" de pesquisas do senhor Coimbra é a Revista Carta Capital, onde também é articulista. Deu para entender sem desenhar?

Afinal o que tem a ver Pesquisa de Popularidade, de Intenção de Voto e Fraude? Tem tudo a ver, mas essa é uma história que fica para uma outra vez.

quinta-feira, junho 26, 2008

A RAPOSA E AS GALINHAS



Falando sério. Imagine que, num belo dia - ou bela madrugada - você chame a polícia para acabar com a festinha na casa do seu vizinho. Imagine agora que o seu vizinho ganhou um prêmio no Faustão (Puarghh!!) e o prêmio tem que, obrigatóriamente ser dividido com outro vizinho. Quem ele indicaria? Fala sério; você achou que seria indicado?

Agora imagine que o prefeito de uma cidade proíba o acesso de cargas durante o dia e, coincidentemente, você é o presidente do Sindicato dos Transportadores de Carga. Você seria o cabo eleitoral desse prefeito? Apoiaria um outro que desse continuidade à proibição?


Agora atentem para a notícia que está no G1, mas também em todos os jornais de São Paulo:


Pesquisa contratada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp), aponta Marta (Suplicy, Wermus ou qualquer das alternativas) à frente na disputa pela prefeitura de São Paulo. [Alckmin está em segundo lugar e lá atrás, o atual prefeito Kassab]. O Ibope entrevistou 602 eleitores na capital paulista no período entre 21 a 23 de junho.

Perguntinhas:

Numa cidade com tantos contrastes o Ibope consegue entrevistar só 602 eleitores?

Por quê uma empresa voltada ao mercado de produtos (D'Fatto) foi terceirizada para fazer a maior parte dessa pesquisa?

Por quê um Sindicato que está sendo prejudicado se interessa tanto pela política e Nunca antes havia se interessado? Será por causa dessa noticia:

"a então prefeita Marta Suplicy destinou a área contígua ao Terminal, antes reservada para fins habitacionais, para uso do transporte de cargas"(http://www.intelog.net)


Ora, ora, se já não bastasse NoçuGhia, através de seus fiéis escudeiros da CNT/CNI, abusarem das mentiras em pesquisas favoráveis à quadrilha; agora temos um sindicato que emporcalha a cidade servindo de cabo eleitoral para a ex-ministra do Relaxa e Goza?


É muita cara-de-pau dessa quadrilha!

terça-feira, abril 29, 2008

CONSPIRAÇÕES

CONSPIRAÇÕES


Rio de Janeiro, 1998
Local - Redação de um importante órgão de Imprensa. O personagem central é um jornalista experiente que, nesta época [1998] fazia número; não tinha a menor importância na divulgação final das notícias.

-“...As redações são como a BMF – Bolsa de Mercadorias e de Futuro -. Negocia-se nas redações qualquer notícia, por menor importância que ela tenha. Um crime cometido pelo filho de alguém influente, vira uma nada elucidativa nota, como por exemplo: “jovem da classe média alta, comete delito”, sem direito a close ou nome divulgado. Um artista da emissora concorrente, pego em flagrante numa boca de fumo, tem o seu nome divulgado e a sua reputação arrasada como sendo um Viciado em Drogas; já os nossos artistas são simplesmente Dependentes Químicos”; o jornalista respirou fundo e continuou falando.

“Não existem notícias impublicáveis, existem notícias negociáveis. Omite-se um nome aqui, um dado ali, não se dá o enfoque correto, diminui-se o tamanho, até reduzir-se a notícia a uma nota de rodapé. Um ministro ou secretário de estado, que enfie o dinheiro do cidadão no bolso, tem nome e CPF; porém, se houver uma compensação publicitária, o sujeito vira uma pessoa jurídica e a manchete é dada apenas como MINISTRO DE TAL PASTA COMETE IRREGULARIDADE”. Contrariando o aviso que proibia fumar, o jornalista apanha um maço de Parliament, oferece-o, acende um cigarro e continua falando.

“Aberta a qualquer estagiário de jornalismo, o Fôro de São Paulo já realizou inúmeros encontros. Detalhando ações que visam a implantação do comunismo na América Latina, no entanto nenhum órgão sério e influente lhe deu destaque. É muito complicado explicar ao publico, em quinze segundos, que estão vendendo a pátria para gente estranha. Não dá Ibope. E, pior ainda; as redações estão repletas de gente simpatizante da esquerda. Representam uma minoria, mas gritam alto, dando a impressão falsa de que falam em nome da maioria”.

“Ah! E a maioria onde está?”, perguntou o jornalista para uma platéia inexistente, e respondeu ele mesmo em seguida. “A maioria, meus caros amigos, está anestesiada, com as nossas novelas, com as fofocas de bastidores, com as nossas receitas de bolos, com os nossos programas que ensinam como-trepar-gostoso; como ter orgasmos duplos ou triplos; como fazer uma festa quando seu filho revela que é homossexual; como incentivar sua filha a beijar-na-boca-aquela- amiguinha-sapatão e daí para frente...”. Mais uma profunda tragada no cigarro e o jornalista continuou falando.


“Você, meu caro Henry é judeu e sabe bem o que eu vou dizer. Qualquer revide de Israel a um ataque terrorista, é noticiado como se fosse um ataque sem provocação. Israel, para a maioria da mídia, sempre dá o primeiro tiro. Ao bombardear acampamentos do Hammas, Israel sempre ataca o Líbano, um país que não está em guerra com Israel”.


“Você Wilson, por ser brasileiro, conhece bem a história... . Pinochet, Videla, Franco...ficaram marcados na imprensa como ditadores mas, Fidel é o eterno-presidente-eleito-de-Cuba. Che Guevara era um libertador, um sonhador; as redações se esquecem de incluir na sua biografia o assassino, o egocêntrico-maniaco-depressivo, o criminoso patológico e outras não-qualidades que ele teve. Stalin foi um genocida, mas essa parte da história sempre é esquecida...” O velho jornalista, parecia absorto na sua explanação.

“Não foram os caras-pintadas – um bando de imberbes marionetes – ou a imprensa livre e responsável – cada vez mais uma ficção no Brasil -, os responsáveis pelo Impeachment de Collor e sim a esquerda-festiva, que infesta as redações dos jornais, das rádios ou da televisão, aliados a um erro estratégico do caçador-de-marajás, que esqueceu-se de compor uma maioria no Congresso.
A marcha com Deus, realizada em São Paulo, responsável por acender o estopim que derrubou Goulart e seus comunistas do poder, hoje virou [para os esquerdopatas] a marcha-de-dondocas-manipuladas-pelo-Imperialismo-americano.


"Quem ousará chamar Vargas de ditador, embora ele o tenha sido?. Quem citará que ele foi um entusiasta do regime nazista, que mudou sua opinião ao ouvir os argumentos de Roosevelt – e o tilintar dos dólares de ajuda americana -?. Mas Vargas era um conservador de direita, então por que a esquerda o poupa? Porque Brizola tomou dele a bandeira do trabalhismo e implementou o peleguismo, também uma herança de Vargas”. Parecendo cansado, o jornalista acendeu outro cigarro.

“Meus caros amigos-sonhadores, dia virá – e não estamos longe disto – em que, um idiota qualquer assumirá o comando do país. Nesse dia; ou melhor, desse dia em diante, as redações se tornarão meros órgãos de divulgação do executivo, como no tempo de Vargas e o seu DIP. Se duvidarem, é porque não prestam muita atenção ao que vem acontecendo, desde a fundação de um certo partido de esquerda, tido e havido como ético”...

São Paulo, julho de 2006




O mesmo velho jornalista, agora aposentado, fala para as mesmas pessoas (Henry e Wilson):
"...Se não perceberam ainda, todas as pesquisas eleitorais têm um preço. Esse preço é muito alto: a nossa fragilissima democracia. Não esperem qualquer reviravolta - que existe é bem verdade - que será encoberta por essas encomendadas pesquisas. Acreditem se quiserem, mas qualquer estudantezinho de informática pode manipular esse país elegendo quem quer que seja.
Não desistam, se tiverem culhões para tanto, mas logo após a reeleição - e ela acontecerá -, começará a especulação para um terceiro mandato. Se puderem, tentem descobrir alguém de peso dentro dos Institutos de Pesquisas que possa abrir a boca sem perder o resto do corpo.
Tudo é negócio; e política, no Brasil desses tempos, é muito mais do que um simples negócio. Quem está no comando veio para ficar e não sairá pelas vias tradicionais - o voto, hoje manipulável facilmente - a não ser que..." A frase ficou inaudível. O velho jornalista, propositalmente, deu uma enorme golada na cerveja.




Fonte: Não posso fornecer, por motivos óbvios.

domingo, abril 06, 2008

MAMAPAC COMEÇOU A PUNIR


MAMAPAC COMEÇOU A PUNIR


É assim que deve ser feito. Se errou, prevaricou, chafurdou na meleca, enlameou o bom e maravilhoso governo, tapiocou ou roubou, a PU-NI-ÇÃO deve ser do-lo-ro-sa.

Não demorou muito e a ministra chefona puniu, exemplarmente, sua auxiliar acusada de preparar o dossiê FHC - ou dossiê da lixa de unha, tanto faz -.

Erenice Guerra, braço esquerdo da ministra, a partir da próxima semana passa a ocupar uma miserável vaga no Conselho Fiscal do BNDES, embolsando uma merreca extra de R$ 3.500 para participar de uma chatíssima reunião por mês.

Definitivamente o crime não compensa no governo do NoçuGhia. A Erê (como é conhecida a moça num famoso rodízio de tapioca, próximo ao Palácio do Planalto), terá que se deslocar de Brasília para a sede do BNDES em ô-ni-bus até o Rio de Janeiro. Estará sujeita a despencar num precipício, ter problemas estomacais comendo maionese em restaurantes de beira de estrada e, infelizmente, poderá ter problemas mamários com o sacolejo do ônibus.Chegando à cidade ma-ra-vi-lho-sa, terá direito a um bilhete ida-e-volta de metrô até o seu local de trabalho. Além disso, estará exposta ao mosquitinho da dengue, balas perdidas e, pior de tudo, poderá encontrar com o Sérgio Cabral que, convenhamos, enche o saco com aquela sua enfadonha puxação de testículos do Lulla.

Bem feito para a Erenice. A ministra mamapac começa a mostrar que tem peito, que age como se tivesse cojones ao invés de perereca e deixa claro como será sua administração como presidenta do Brazil.

Atenção para as próximas pesquisas: CNT/CNI indicarão que os fetos nas barriguinhas das mamães pesquisadas adoram o NoçuGhia; portanto sua aceitação subirá para 87,454%.
Serra vai cair porque não eliminou os mosquitinhos da dengue, segundo o nosso ministro perfeição, digo, Temporão.
Aécio também cairá, porque os fãs da Nathalia Guimarães, não gostaram do pé-na-bunda que ele deu na moça. Finalmente Mamapac subirá nas pesquisas; afinal, quem afaga corruptos tem o aval dos pesquisados. Ou não?

terça-feira, outubro 16, 2007

PESQUISA CNT-SENSUS - TRADUZINDO O RESULTADO

PESQUISA CNT-SENSUS - TRADUZINDO O RESULTADO

A pesquisa CNT (do Clésio Andrade, ex-sócio de Marcos Valério e mentor do Caixa 2 Tucano-Mineiro) revela alguns dados importantíssimos. Por exemplo na sucessão presidencial (se houver, é claro) os candidatos apontados pelos pesquisados (se é que houve pesquisa) foram:
José Serra PSDB 12,8%
Alckmin PSDB 11,6%
Aécio PSDB 9,8%.
Ciro Gomes PSB 9,4%
Heloísa Helena PSOL 6,1%.
Marta Suplicy PT 2,2%
Sérgio Cabral PMDB (2%),
Tarso Genro, do PT (1,6%),
Jaques Wagner, do PT (1%),
Pedro Simon, do PMDB (0,8%),
Cesar Maia, do DEM (0,7%),
Dilma Rousseff, do PT (0,7%),
Arlindo Chinaglia, do PT (0,3%)
Nelson Jobim, do PMDB (0,2%) e mais outros 7 candidatos que ninguém conhece.

Traduzindo esses resultados:
1 - Quem fez a lista de 21 pré-candidatos, estava bêbado. O Arlindo Chinaglia só será candidato se matar os outros 512 deputados; 2 - 12,8% dos pesquisados não sabem o que é um Precatório e nunca ouviram nada a respeito da PEC-12. O Serra sabe do que estamos falando; 3 - 9,8% não sabem da existência de Victor Samuel Cavalcante da Ponte, amigo do Ciro e do Banco do Nordeste; 4 - 9,8% não conhecem a história de outro mineiro, o Joaquim Silvério dos Reis; 5 - 1% acham que o Brasil fica no Pelourinho; 6 - 6,1% desconhecem o implante dentário; 7 - 0,2% são admiradores de falsificações, principalmente na Constituição; 8 - 2,2% vivem relaxando e gozando nos aeroportos e 9 - 0,7% acham Heródes e o Terrorismo uma coisa natural.

A pesquisa revelou que o sujeito que a publicou, esqueceu que quem concordou com o STF (o mandato é do partido) não deveria concordar com "o mandato é do parlamentar". Ou os caras concordam com o que discordam ou discordam com o que concordam, sei lá... O cara tava louco, por quê eu não estaria também?.
O ponto alto da pesquisa é uma grandiosa e Nunca Antes revelada Revelação: Lulla é o presidente "deshhhti paizzz" e não do Brasil.

Foram escolhidos, digo, entrevistados 2.000 militantes, digo, pessoas em municípios onde o grosso da arrecadação provém do bolsa-família ou onde o Partido dos Trânsfugos tem diretório.



domingo, outubro 14, 2007

PESQUISA CNT-SENSUS




A Confederação Nacional do Transporte (CNT, presidida por Clésio Andrade ex-sócio de Marcos Valério e mentor do Caixa 2 Tucano-Mineiro) divulgará na próxima segunda-feira, às 10h30, os resultados da 90ª Pesquisa CNT/Sensus. Além de avaliar (bem, é claro; o Clésio não é besta sô!) o governo do presidente Lula e seu desempenho pessoal (que novamente será ótimo e ma-ra-vi-lho-so!), a pesquisa revela a opinião da população se o mandato parlamentar pertence ao político ou ao partido. Aí a resposta será por sorteio. Indica ainda a preferência da população brasileira para presidente da República em 2010, em uma lista com 21 candidatos. É bom que se diga que não existem 21 candidatos, portanto devem ter colocado entre os presidenciáveis o Tancredo, o Ulysses, o Sarney, o Maluf, a Dilma que ninguém conhece e, é claro, o NOÇUGUIA.




Os entrevistados foram perguntados sobre a importância da imprensa na formação da opinião individual e qual a mídia utilizada pela sociedade para se informar. Como apenas 8% da população lê - e entende - jornais, dá para imaginar o resultado. A mídia utilizada pela sociedade? O "dono do boteco"e "o meu patrão" estão nas alternativas?


Outro tema importante abordado pela 90ª Pesquisa CNT/Sensus é a produção de biocombustíveis. Como ninguém sabe o que é biocombustível, a pergunta deve ter sido assim: O álcool na sua vida é importante? Lógicamente os núcleos Alcoólicos Anônimos não foram pesquisados.


O estudo quis saber se a fabricação dos novos combustíveis pode afetar a produção de alimentos.Imaginaram as respostas? "Bão, se frango come mio, o Bucha dos Isteites tá errado; cumé qui vai fazer a farofa, o curau e a pamonha?


A pesquisa tratou ainda da relação do brasileiro com o futebol e qual o time de preferência. Aí sim é o ponto importante da pesquisa e poderemos saber que o Flamengo ou o Corinthians são os preferidos. Na reta final do campeonato, foi perguntado aos torcedores qual time será campeão brasileiro. Essa resposta vai dar rolo. Com o início do horário de verão, a pesquisa vai revelar a aceitação do povo à medida. Como o horário de verão interessa ao governo, senão o apagão chega mais cedo, a maioria esmagadora responderá que o horário de verão é "tão bão" que deveria ser estendido no inverno.


A 90ª Pesquisa CNT/Sensus entrevistou 2 mil pessoas, entre os dias 8 e 11 deste mês de outubro, em 136 municípios, nas cinco regiões do País. As 2 mil pessoas foram pesquisadas nos 100 municipios onde são guardadas as cabeças de bacalhau da semana santa e nos 36 municípios onde estão guardados, à espera de seus proprietários, os guarda-chuvas perdidos.

domingo, agosto 05, 2007

SUA POPULARIDADE VAI MAL?


SUA POPULARIDADE VAI MAL?


Encomende uma pesquisa. Existem muitos "Institutos" de pesquisa à disposição. Não faça a "encomenda" diretamente; use alguém ligado indiretamente a você, mas com "ar" de credibilidade. Existem muitas confederações que se prestam a esse "servicinho". Encomende a pesquisa às Confederações (mesmo que alguns desses dirigentes estejam enrolados no quesito honestidade), para que essas pesquisas saiam pausadamente, com intervalos de dois ou três dias entre elas; isso fará com que você fique no noticiário durante uma ou duas semanas. Para dar maior credibilidade, encomende a pesquisa também a um órgão da mídia; um jornal que passe a imagem de "imparcial", aquele que morde e assopra. Não esqueça de reforçar o caixa dos órgãos que divulgarão essa "pesquisa", com muita publicidade. Quando for entrevistado a respeito das pesquisas que, incrivelmente o favorecem, diga que não se importa, que está fazendo o que é certo, que o tempo é o senhor da razão, que a vox populi (olha outro instituto aí gentchi) é a voz de Deus e blá, blá, blá.
PS - Aguardem durante a semana as outras pesquisas: Ibope, CNI, Vox Populi .....Todas terão uma pequena variação, mas o resultado será o mesmo: Ei, ei, ei Lulla é nosso Rei.

domingo, julho 22, 2007

O IDIOTA





Desde pequenino ele - um brasileiro - foi levado a acreditar em tudo: Papai Noel, cegonha - às vezes trocavam por repolho -, mula sem cabeça, saci pererê...

Já crescido ele se desiludiu com aquelas histórias; não entendeu que elas faziam parte da infância. Mas, continuou acreditando em tudo. Votou muitas vezes no Maluf e acreditou que as greves no ABC eram pela melhoria das condições dos trabalhadores. 

Até hoje acredita que Kennedy e Elvis estejam vivos, que a conquista da lua foi uma montagem de hollywood e que Lula continua sendo um sujeito pobre.

Ele vota de acordo com as pesquisas; embora tenha visto um pesquisador tanto quanto já viu um ET tomando sol em Ubatuba.

Ele mandou uma Carta (ele não confia em e-mails, muito menos nas notícias pela Internet) desaforada a Sebastião Nery, por causa deste artigo:

..."O Ibope, terceirizado pelo governo, contratado permanente do Palácio do Planalto, recebe dinheiro da CNI para fazer as "pesquisas". A CNI (Confederação Nacional da Indústria) vive de dinheiro público, do governo federal. Quando faz "pesquisa", quem vai acreditar nela? A outra pesquisa é do Sensus para a CNT (Confederação Nacional dos Transportes) do Clesio Andrade. Também vive de dinheiro público, do governo. Quem irá acreditar em "pesquisa" do Clesio Andrade? Nem ele. Esta semana, o "Estado de S. Paulo" denunciou quanto essas confederações (CNI, CNT, etc.) escandalosamente recebem do governo: "Nos últimos 12 anos, a Previdência (depois falam em déficit) repassou R$ 49,5 bilhões para essas entidades: R$ 6.697 bilhões e R$ 5.196 bilhões para a CNI. Para a CNT, R$ 1.526 bilhão e R$ 1.011 bilhão". Está aí o segredo dos 60% de "apoio a Lula" nas pesquisas..... e acrescentamos, NÓS:

1 - Na mesma semana em que a CNT/Sensus soltou a última pesquisa levando Nosso Guia às nuvens, a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres liberou mais uma vez as tarifas das passagens interestaduais.

Ontem, 20/07/2007, os usuários de transporte de passageiro da pior qualidade entre o Entorno e o Plano Piloto de Brasília passaram a contribuir com a “popularidade” do presidente com mais 4,67% nos preços das passagens.
Quem liberou foi a ANTT.

E naquela semana aziaga antes do segundo turno em que estoura o escândalo do dossiê dos Aloprados, que Berzoíni é enxotado da Coordenação Nacional da Campanha, respingando junto Expedido Velozo, Osvaldo Bargas, eis que a cavalaria do CNT/Sensus salva Nosso Guia de ser engolido (C
NT-Sensus: Dossiê Vedoin afetou pouco intenção de voto em Lula)  Quanto rende a Clésio Andrade ser o pesquisador preferido? (o link dessa matéria já não existe na Internet) Por quê Clésio Andrade está livre e solto? (Mais uma vez esse link também sumiu)

Já sei... E os outros Institutos? Quem compra um compra todos. Por quê será que o Gallup nunca mais fez pesquisas envolvendo politica?




quinta-feira, março 16, 2006

A MEMÓRIA DO BRASILEIRO É CURTÍSSIMA

O MAIS CORRUPTO DO BRASIL
A MEMÓRIA DO BRASILEIRO É CURTÍSSIMA.


Lula recupera terreno nos meses de folga das CPIs
15.03, 17h57


No período de férias e recesso dos trabalhos das CPIs, sem a lembrança das investigações de escândalos na imprensa e sem novas denúncias pipocando contra o governo, a avaliação do governo Lula voltou a crescer. 

No período entre dezembro de 2005 e março de 2006, aumentou 9 pontos percentuais, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira. Enquanto em dezembro o percentual de entrevistados que avaliavam o governo como ótimo e bom era de 29%, neste mês de março subiu passou para 38%. A avaliação ruim e péssima caiu de 32% em dezembro para 22% em março, enquanto a regular oscilou de 37% para 39%.Subiu 13 pontos percentuais (de 42% em dezembro para 55% em março) a aprovação do governo Lula. Já a desaprovação caiu de 52% para 39% no mesmo período. A confiança no presidente cresceu 10 pontos percentuais de dezembro de 2005 para março de 2006, passando de 43% para 53%. A falta de confiança fez o caminho inverso, caindo de 53% para 43%. A recuperação, de acordo com o levantamento Ibope, aconteceu em todos os segmentos, regiões do país e faixas sócio-econômicas. O levantamento, realizado entre os dias 8 a 11 de março junto a 2002 entrevistados, incluiu eleitores de 16 anos de idade ou mais em 143 municípios do país.
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PS - Agora eu entendi: ou a memoria do brasileiro é curtíssima, ou os pesquisadores continuam nas portas dos diretórios.....