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segunda-feira, dezembro 03, 2012

Israel, palestinos, gaúchos e imprensa.









Israel, palestinos, gaúchos e imprensa.

por Ronaldo Gomlevsky 

Tarso Genro e seu protegido, o assassino Battisti
“Dizem que é muito saboroso”, fala Tarso Genro sobre maconha

Você, meu querido leitor, tem consciência dos problemas que envolvem a vida e a disputa entre árabes e judeus no Oriente Médio? Você já teve a coragem de sequer abrir um livro cuja tese seja de defesa de uma parte e, ainda, um outro que defenda a parte contrária? Você já conseguiu se informar sobre o assunto na proporção que lhe possibilite, verdadeiramente, sem paixões e sem preconceitos traçar uma linha de raciocínio que lhe leve a conclusões sensatas e benéficas na busca pelo equilíbrio e pela paz na região?

Caso a sua resposta seja sim, já li e concluí, você é legitimo para ter uma opinião sobre o tema. Caso sua resposta seja não, você está, por si próprio, proibido de ter uma opinião. Você pode dizer que “acha” mas que não sabe.

Normalmente, preconceitos de judeus contra árabes e de muitos contra os judeus, montam na cabeça do preconceituoso falsas teses que defendam seu ódio, sua estupidez e sua insensatez transformada em repulsa ao desconhecido. A explicação que se pode obter a respeito do desequilíbrio de certa imprensa na divulgação dos fatos que ocorrem no Oriente Médio, vem da obtusidade e do desconhecimento que alguns editores pensam que resolvem publicando fotos bombásticas.

Não faz muito tempo, os gaúchos, habitantes de Porto Alegre, foram surpreendidos com a atitude leviana de seu governador que aceitou, provavelmente, também sem conhecimento de causa e, talvez pelo sentimento de culpa que lhe acompanha por ser um judeu não judeu, repito, aceitou abrir as portas da cidade que é a capital de seu estado para discutir a causa palestina.

Certamente o Rio Grande do Sul, não deve ter qualquer problema de pobreza, de falta de moradia para a população carente, não deve ter filas nos hospitais públicos, não deve ter esgotos a céu aberto, deve ter escolas públicas de excelente qualidade, por isso mesmo, seu governador pode se dar ao luxo de virar as costas para os problemas de seu povo para tratar de um assunto, do qual, certamente, pouco conhece, desperdiçando os recursos da cidadania que o elegeu em atividade política contra um país amigo do Brasil, para atender meia dúzia de eleitores ou, quem sabe, atender também o seu próprio preconceito contra seus ancestrais.

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GAÚCHOS À MARGEM. Favelas crescem 29,8% no Estado - KAMILA ALMEIDA, ZERO HORA 22/12/2011


Censo aponta que, em 10 anos, Rio Grande do Sul ganhou 68,2 mil favelados
De 2000 até o ano passado, o número de favelas no Rio Grande do Sul teve um crescimento de 29,8%. Mais do que o dobro que o crescimento da população no mesmo período, de 12,3%. Recorte do Censo 2010, o dado faz parte do levantamento Aglomerados Subnormais, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Hoje são 297.540 indivíduos nessas condições, contra 229.244 em 2000. O número corresponde a 2,8% dos gaúchos. Em 1991, quando o censo começou a ser realizado, a população de favelados no Estado não chegava a 100 mil. Era de 99.621.


– Esse resultado é assustador, uma certa contradição se considerar as projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), que levavam em conta a regularização fundiária a partir do estatuto das cidades – disse o professor do Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRGS Eber Souza Marzulo.


Levando em consideração apenas os municípios, o levantamento revela uma migração para regiões suburbanas de Porto Alegre. A Capital assistiu a um crescimento de 34,5% da população em áreas suburbanas – eram 143.353, em 2000, e passaram a ser 192.843. Também mostraram crescimento municípios como Tramandaí (11,8%), no Litoral Norte, e Novo Hamburgo (9,3%), no Vale do Sinos.


Fabiano Pereira, secretário de Justiça e de Direitos Humanos do Estado afirma não haver explicações plausíveis para este crescimento no Estado.


– O Brasil cresceu tanto em muitos setores. Agora, 2012 tem de ser o ano da cidadania e dos valores. Não podemos admitir seres humanos passando fome e morando em áreas degradadas – destaca Pereira.


Matéria do Jornal Zero Hora revela as cidades do RS lembradas pelos índices de criminalidade.


O que revela o mapa do crime?




Se Porto Alegre é a capital de todos os gaúchos, algumas cidades poderiam dividir o título quando o tema é a violência. Entre as candidatas ao indesejável posto está Alvorada, campeã em assassinatos. Com 195 mil habitantes, o município apresenta uma taxa de homicídios comparável às registradas na Colômbia e no Iraque pós-guerra.


A seguir, ZH mostra como é o mapa do crime no Estado, depois de cruzar dados da Secretaria da Segurança Pública, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).


A cidade das mortes


Ao longo de 2010, uma pessoa foi morta em Alvorada a cada quatro dias. Com 90 assassinatos no ano passado, o município apresenta uma taxa quase 70% maior do que São Leopoldo, a segunda colocada no ranking, com 68 mortes.


Para as autoridades policiais, o tráfico de entorpecentes está por trás de maioria dos casos. Estimam que oito em cada 10 crimes tenham as drogas como pano de fundo (na foto acima, uma operação para combater homicídios na cidade).


– Em Alvorada, o tráfico está disseminado em toda a cidade – diz o delegado Omar Abud, titular da 1ª Delegacia Regional da Polícia Civil em 2010.


Na década de 90, a cidade era a quinta do ranking de homicídios, com taxa de 27,6 mortes para cada 100 mil habitantes. Em 2005, já havia alcançado o topo da lista com taxa de 29 assassinatos. Agora, bateu a casa das 45 assassinatos.


– Estou designando um delegado para concluir os inquéritos parados. Esse trabalho antecede a criação de uma delegacia especializada em homicídios – diz o novo titular da delegacia regional, Leonel Carivali.


Porto Alegre acorda com outdoors espalhados pela cidade denunciando caos na saúde do RS
Janeiro de 2010

Diversos outdoors foram espalhados pelas ruas de Porto Alegre estampando a frase: RS 1° lugar em tudo e, logo em seguida, trazendo alguns dados dos recordes negativos, como a que afirma que Porto Alegre é a capital brasileira com o maior número de aids por habitante do país.

Esta foi mais uma iniciativa do Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade, visando chamar a atenção da população, das autoridades e, principalmente, dos participantes do Fórum Social Mundial, para denunciar a má gestão na saúde do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre, que tem contribuído para deixar tanto o Rio Grande do Sul, quanto a capital com o maior número de casos por cada 100 mil habitantes e tentando buscar apoio de outras instituições para que esse quadro possa ser mudado.

Mesmo após a coletiva com a imprensa realizada em parceria com o SIMERS – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul no último dia 11 de janeiro, onde foi deliberado o encaminhamento das denúncias ao Ministério Público Federal e Estadual, nada foi resolvido.

Gustavo Bernardes, coordenador Geral do SOMOS tem recebido diariamente denúncias de diversas pessoas que vivem com aids que tem ido procurar seus resultados de exames de carga viral e CD 4 feitos no LACEN e que os mesmos não estão sendo realizados no prazo previsto. “Tem pessoas vindo do interior do Estado buscar seus exames e eles não estão prontos e dizem que os exames feitos em dezembro terão que ser descartados e refeitos, causando enormes transtornos para população que vive com HIV/Aids”, afirma.

Sobram problemas na gestão Estadual e Municipal. No Estado a Política não tem nem coordenação e os recursos de prevenção para as ONGs estão parados desde 2008. No município o gestor não investe em prevenção e falta diálogo com a sociedade civil.
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Bem, fotos de crianças mortas na guerra diária de Gaza, do lado palestino, não só vendem jornais mas, mais do que isso, colocam o mundo contra o “agressor” que no caso vem a ser na verdade, o real agredido. O Oriente Médio não é apenas palco das novelas de Glória Peres, Mashalá! É também palco de muitos mistérios que não se resolvem com a leitura esporádica de seus temas em jornais ou revistas.

Se você quer saber e opinar sobre o assunto, leia e conheça mas não se deixe levar por apelos sentimentais.

Desde que o mundo é mundo, guerra sempre foi guerra!

(*)Ronaldo Gomlevsky é Editor Geral da Revista Menorah e escreveu para o Pletz.
Importante - As informações sobre favelas e a violência no RS, bem como as imagens, foram colocadas pelo blogando e não pelo autor do artigo.

quinta-feira, novembro 29, 2012

A natureza do Fórum Palestina Livre













por Luis Milmann 



Dentre os objetivos dos apoiadores do terrorismo disfarçados de pacifistas está acabar com a parceira entre Israel e o Brasil, que precisa manter-se atualizado em tecnologia de ponta na área militar. A acusação feita contra Israel de prática de apartheid é infame. O que os organizadores deste Fórum não aceitam é a própria existência do estado judeu.

O encontro internacional de milhares de militantes anti-israelenses, que ocorrerá em Porto Alegre, com o patrocínio do governo Tarso Genro e do PT, no final deste mês, não deve ser compreendido apenas sob uma ótica ideológica. É certo que uma das finalidades do Fórum Mundial Palestina Livre é apresentar Israel como um estado criminoso e racista, de acordo com o histórico cânone da propaganda oficial palestina, difundido por partidos e organizações esquerdistas de todo o mundo há décadas e reverberado no documento de referência do Fórum. É seguro, também, que, no momento em que Israel lança uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, para proteger sua população contra as centenas de mísseis disparados pelo Hamas e outros grupos terroristas palestinos, a organização do tal Fórum fará de Porto Alegre um centro difusor de mistificações e distorções antissemitas ainda mais intensas.


Ninguém pode esperar menos que a satanização de Israel e a exaltação da “resistência” dos terroristas palestinos islâmicos da Faixa de Gaza, num contexto mais amplo de denúncias e demandas alucinadas, que têm alimentado o imaginário esquerdista desde o final da Guerra dos Seis Dias, em 1967. Estas constatações são suficientes para repudiar o apoio que Tarso Genro está emprestando ao Fórum Palestino, transformado por ele num evento oficial do estado. Mas os problemas que decorrem da realização deste encontro mundial em Porto Alegre são ainda mais graves do que se poderia esperar de uma algaravia de inimigos de Israel, ainda que disfarçados de pacifistas e moderados. Entre as exigências que os organizadores do Fórum anunciam como decisivas para a pressão junto a governos da Europa, Ásia e América Latina, está a adoção de medidas BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra Israel, em conformidade com o que apregoa a própria Organização para a Libertação da Palestina.


As medidas BDS destinam-se às populações e aos governos. Na Europa e nos Estados Unidos, há ONGs especializadas na pregação do boicote ao consumo de produtos israelenses. No Brasil, uma ala considerável do PT tenta convencer o governo a adotar as medidas BDS e persuadir a presidente Dilma Rousseff a agir, na cena internacional, no sentido de isolar Israel. Os organizadores do Fórum Palestina Livre e os grupos políticos internacionais de esquerda que lhes dão sustentação, entre eles a parte do PT a que pertence Tarso Genro, consideram o Brasil um país chave para sua atuação. Na América do Sul, o Brasil é o maior parceiro comercial de Israel. Os dois países mantêm acordos de cooperação tecnológica e de segurança importantes e, mais ainda, várias empresas israelenses estão instaladas no Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul.


A Elbit Systems, por exemplo, uma das grandes indústrias de tecnologia militar de Israel, possui contratos de cooperação com as Forças Armadas brasileiras e fornece equipamentos militares para a Marinha e a Aeronáutica. Sua subsidiária, a Aeroeletrônica Indústria de Componentes Aviônicos S.A (AEL) tem sede em Porto Alegre e atua como centro de produção e apoio logístico de equipamentos eletrônicos de defesa avançada. A AEL é fornecedora de produtos para programas militares e de segurança no Brasil e em vários outros países. Além disso, atua com a Embraer para produzir sistemas de aeronaves não tripuladas de uso militar, como o Harpia Sistemas, que tem sede em Brasília. São empresas estratégicas para o Brasil manter-se atualizado em tecnologia de ponta na área militar.


A organização do Fórum Palestina Livre afirma que principalmente as parcerias das empresas israelenses com o setor militar brasileiro contribuem para manter o que eles chamam de “regime de apartheid” de Israel. Por isso, prepara a denúncia da presença destas empresas no Brasil, como forma de auxiliar, segundo os organizadores do Fórum Palestina Livre, na luta maior contra a “limpeza étnica” praticada por Israel. Não há mentira maior. A acusação feita contra Israel de prática de apartheid é infame. O que os organizadores deste Fórum não aceitam é a própria existência do estado judeu. A sua agenda de propaganda anti-israelense é, também, uma agenda política previamente delineada para influenciar a opinião pública e pressionar o governo brasileiro, de modo a fazer com que se altere a percepção diplomática e negocial tradicionalmente construtiva com relação aos israelenses.


Tudo isto faz parte de um movimento global degradante que, há muito tempo, dedica-se a deformar a imagem de Israel e das comunidades judaicas que o apoiam. Porto Alegre, que colhe os benefícios de possuir uma empresa israelense de ponta e com inserção global, no final das contas, receberá impostores, profissionais da fraude, militantes islamitas e comunistas do mundo inteiro, num Fórum preparado para atacar Israel de todas as formas. É o novo antissemitismo cínico aportando por aqui, com o patrocínio de Tarso Genro.


Luis Milmann é jornalista



sábado, novembro 17, 2012

SÁBIO É QUEM ANTEVÊ O FUTURO.











SÁBIO É QUEM ANTEVÊ O FUTURO.

(Pirkêi Avot)

por Osias Wurman

A imprensa israelense está dando realce, nas edições desta sexta-feira, aos acontecimentos que precederam a retirada dos israelense da Faixa de Gaza em 2005. Falando da tribuna do Knesset no dia em que seu plano de retirada foi aprovado em 25 de outubro de 2004, num tom que ridicularizou seus adversários, o então primeiro-ministro Ariel Sharon disse: "Dizem-me que a retirada [de Gaza] será interpretada como uma retirada humilhante, levará a um aumento nos ataques terroristas e apresentará Israel como uma potência em declínio. Eu rejeito categoricamente esta afirmação. "










Em seguida, o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, não tinha dúvida na época que o movimento era "necessário e correto, e vai aumentar a segurança para os cidadãos israelenses". Meir Sheetrit, que era ministro de habitação e construção no momento, rejeitou as alegações por aqueles que acreditavam que a mudança ameaçaria cidades e vilas próximas da fronteira com Gaza e que Israel estava "fugindo do terrorismo". Sheetrit respondeu, dizendo: "Eu nunca ouvi uma afirmação mais ridícula."


Apartamento em Kiriath Malahy onde 3 israelenses foram mortos por foguete lançado de Gaza na quinta-feira.


Sete anos mais tarde, quando o debate público sobre o ritual do Sul é quase tão frustrante como a situação em si, há um silêncio ruidoso sobre a ligação entre os pecados passados e a situação atual.





Não há coincidências no Oriente Médio, que nunca foi tão "antigo" como agora. O Hamas tomou o controle de Gaza após o momento em que os soldados israelenses e os colonos foram desengatados de lá. O arsenal do inimigo tem crescido a níveis sem precedentes e insondável - dezenas de milhares de fuzis, foguetes e mísseis que atualmente ameaçam o sul do país e o centro, e até mesmo mais ao norte. Sem falar na ameaça dos milhares de foguetes iranianos do Hezbollah acumulados no Líbano.









Esta situação é o resultado de uma razão simples e descomplicada: As Forças de Defesa de Israel não estão lá para impedir. Quando Gush Katif existia em Gaza serviu como uma zona de segurança para o sul. Em seus últimos anos de existência  os colonos de lá foram vítimas de mais de 6.000 foguetes Qassam e morteiros. Sderot também esteve sob o fogo em seguida, mas muito menos do que agora, e mísseis Grad não atingiam Ashkelon, Ashdod, Beersheba, Gedera ou Kiryat Malachi. E, há poucas horas, chegaram a Tel Aviv.

Esta situação é o resultado de uma razão simples e descomplicada: As Forças de Defesa de Israel não estão lá para impedir. Quando Gush Katif existia em Gaza serviu como uma zona de segurança para o sul. Em seus últimos anos de existência  os colonos de lá foram vítimas de mais de 6.000 foguetes Qassam e morteiros. Sderot também esteve sob o fogo em seguida, mas muito menos do que agora, e mísseis Grad não atingiam Ashkelon, Ashdod, Beersheba, Gedera ou Kiryat Malachi. E, há poucas horas, chegaram a Tel Aviv


O mundo civilizado precisa ver o volume de dólares "despejados" pelo terror palestino através de foguetes e sofisticadas estruturas de lançamento, valores financeiros que deveriam ser aplicados para o bem estar do povo de Gaza.

A visita do primeiro-ministro egípcio Hisham Kandil a Gaza, e seu cinematográfico
abraço no terrorista Ismail Haniyeh, de nada ajudará a pacificação da região.
O Egito declarou que apóia a "resistência palestina".



Em entrevista à CNN, na segunda-feira passada, o presidente israelense, Shimon Peres, promete parar os foguetes a partir de Gaza usando todos os meios possíveis. “Se o Hamas quer que as mães de Gaza durmam ao lado de seus bebês eles também têm que deixar as mães judias fazerem o mesmo”, afirmou o presidente Shimon Peres à CNN na segunda-feira passada. 



Os terroristas de Gaza continuam atacando Israel com foguetes e mísseis, apesar de um cessar-fogo anunciado. O sistema Domo de Ferro interceptou um míssil Grad em Ashdod e três outros foguetes explodiram em áreas abertas. O Hamas concorda com "uma permissividade para matar", disse Peres. 


Sistema Domo de Ferro

"Se eles querem viver suas vidas corretamente e servir a seu povo, eles não podem permitir que atirem e matem nosso povo. Eles tem que pagar para que as mães tenham uma noite de sono, pois elas ficam acordadas para tomar conta de seus bebes, para que eles não sejam atingidos por foguetes. Nenhum país do mundo permitiria isso." Completou. 

Perguntado sobre como Israel vai responder, Peres respondeu: " Vamos tentar pará-los com todos os meios que pudermos. Eles pensam que somos indefesos. Temos o cuidado de respeitar a vida humana e devemos fazer. Mas se eles querem que as mães de Gaza durmam à noite, eles devem entender que as mães judias também querem dormir com seus bebês." Completou.




Israel poderá mobilizar até 75.000 reservistas, segundo a imprensa local, no que seria mais uma indicação de que uma invasão terrestre a Faixa de Gaza pode estar perto de ocorrer. O governo autorizou a convocação depois de uma reunião em Tel Aviv do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, composto pelos nove principais ministros.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, já havia aprovado anteriormente a ampliação do número de convocados para mais de 30.000, depois que foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza caíram perto de Jerusalém e Tel Aviv.

Fonte Rua Judaica/Veja/Cafetorah.com

quinta-feira, novembro 15, 2012

Ehr Kumt – Ele Está Chegando











por Herman Glanz 


Entrevista para a Hora Israelita de Porto Alegre – Por ocasião dos 74 anos da Noite dos Cristais – 09 e 10/11/1938.


Em 2 de maio de 1933, Coelho Netto, o grande escritor brasileiro, publicava no Jornal do Brasil do Rio de Janeiro, então Capital da República: “Ter-se-ão calado, para sempre, as grandes vozes heroicas que entoaram os hinos da libertação judaica, quando Moisés, desafiando a força faraônica, conclamando o povo o levou através das águas vermelhas para as veigas abundantes do país prometido?”. Na mesma ocasião, 1933, outro escritor brasileiro, Humberto de Campos escrevia: “O mundo inteiro levanta-se, neste momento, em favor de Israel, ameaçado na Alemanha pelo antissemitismo de Hitler.”


Em março de 1933, chamamos a atenção: Hitler assumiu o poder em 30 de janeiro de 1933; março, portanto, era pouco mais de um mês depois da ascensão de Hitler. Em março de 1933, saía no jornal “O Estado de São Paulo”, conhecido hoje como o “Estadão”, artigo de Paris, da lavra de Francesco Nitti, sobre a situação dos judeus na Alemanha. Nitti, judeu italiano, foi Primeiro-Ministro da Itália logo depois da Primeira Guerra, fugindo após a subida de Mussolini. Escrevia Nitti:


“Em Berlim, os maiores estabelecimentos comerciais são de judeus; os maiores de todos são os da casa Tietze. Visitei as maiores lojas de Londres, Nova Iorque e Paris, mas nada me impressionou tanto como a grandiosa organização Tietze. Um pretexto? A imprensa nazista , de acordo com o governo, publicou um documento do qual resultava que Tietze subsidiava e mantinha o partido comunista. (…). A Casa Tietze imediatamente declarou que o documento era falso. Mas a declaração de nada serviu e a polícia mandou invadir e saquear as lojas.”


Mas em 1938, um incidente nos faz lembrar a “Noite dos Cristais”, “Kristhalnacht”. Em 28 de outubro de 1938, HERSCHEL GRYNSZPAN, de 17 anos, que vivia em Paris, soube que seus pais, que estavam em Hanover, na Alemanha, naquele dia foram expulsos, juntamente com 20.000 judeus poloneses, e mandados para um Campo de Concentração. Não aceitando a indiferença, procurou o embaixador alemão em Paris, sendo encaminhado ao 3° conselheiro nazista, Ernst von Rath, e atira nele, que veio a falecer em 7 de novembro. Na noite de 9 para 10 de novembro, os nazistas deslancham um pogrom contra os judeus, destruindo sinagogas e quebrando as vitrinas de vidro das lojas judaicas – daí os cacos de cristais espalhados pelas ruas – a Noite dos Cristais.


Já se quebravam lojas de judeus em 1933, um mês depois da chegada de Hitler. Mas a indiferença anestesiava as reações. Falando em 1938, no Ano Novo judaico de 5771, 2010, o Rabino Schlomo Lewis, de Atlanta, EUA, pronunciou o seu Sermão, que muitos acham o Sermão do Século. Conta o próprio Rabino, que ao saber de sua visita à Lituânia, pouco antes, para ver os locais onde viveram seus parentes, um dos congregantes se aproximou e relatou:


“Recordo um sábado de 1938, quando Vladimir Jabotinsky veio à sinagoga Choral.”(…). “Quando Jabotinky veio, pronunciou um sensacional sermão naquela manhã de sábado e ainda tenho as suas palavras nos meus ouvidos. Ele subiu ao púlpito, olhou para nós com olhos cheios de fogo e gritou: “EHR KUMT, YIDN, FARLAST AYER SHTETL” – (ele está chegando, judeus, abandonem sua cidadezinha.) Pensávamos que estávamos em segurança na Lituânia, livres de Hitler. Vivíamos lá, lá crescemos durante mil anos, mas Jabotinsky estava certo – sua advertência era profética. Nós conseguimos sair, mas muitos não.”


Quando observamos movimentos hostis confundindo as coisas, com passeatas “previstas” e queima de bandeiras de Israel no fim do mês, programadas para Porto Alegre, devemos pensar e reagir: Ehr Kumt. Podem até ocorrer depredações. Não podemos deixar que se usem as liberdades para eliminá-las, para abolir os direitos dos outros e para destilar o velho ódio antissemita. Isto é preocupante. Observam-se movimentos semelhantes na Europa e nos EUA. Em Toulouse, na França, por duas vezes judeus foram atacados e mortos. Lá compareceu o Primeiro-Ministro de Israel, Netanyahu, com o Presidente francês, socialista Hollande, para reverenciar as vítimas judaicas. Ocorrem manifestações e ataques, dessacralizações de cemitérios judaicos, pichações de sinagogas, em vários países da Europa e até nos EUA. Protestos podem ser feitos, passeatas ordeiras, mas os próprios organizadores devem ser contra os usos indevidos dos protestos.


Os próprios organizadores e os Partidos políticos que os apoiam devem repudiar, com toda a clareza, sem ambiguidades, o desrespeito aos diferentes, só porque o são diferentes. E esses grupos e os Partidos políticos associados são contra porque querem apoiar um único lado, mas não podem matar e destruir o outro, tal qual na “Noite dos Cristais”. Que os Partido políticos, que se aproveitam dos protestos, se declarem contra a discriminação e o antissemitismo e contra queima das bandeiras. Do contrário, EHR KUMT. Não podemos permitir a pergunta de Coelho Netto: “Ter-se-ão calado, para sempre, as grandes vozes heroicas que entoaram os hinos da libertação judaica?”

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Sobre o "Fórum Social Mundial Palestina Livre" apoiado abertamente por Tarso Genro, governador em exercício do Rio Grande do Sul, que hospeda o ativista assassino Césare Battisti, Reinaldo Azevedo comprou uma briga ao reprovar a realização de um Fórum abertamente anti-Israel:

-Pois é… O governador Tarso Genro (PT), do Rio Grande do Sul, decidiu apoiar oficialmente um troço chamado “Fórum Social Mundial Palestina Livre”.


A coisa pegou fogo na Internet. Há um documento oficial sobre o evento. Ele deixa claro que se trata de um acontecimento contra o estado de Israel e que, na prática, justifica as ações terroristas. De tal sorte o governo do estado se envolveu com a coisa que o endereço para inscrição traz a marca “rs.gov”. Tarso tem origem judaica — sua mãe era judia. Isso não o protege necessariamente de tentações antissemitas. Não peço licença a judeus ou a não judeus para defender a existência daquele estado — ou outra ideia qualquer. Sustento que o governador está financiando uma atividade que fere o que está disposto na Constituição brasileira.
Muito bem. Publiquei ontem o post, e o governador resolveu reagir com uma nota oficial “de esclarecimento”. Eu a reproduzo em vermelho e comento em azul. “Democratas” como Tarso Genro sempre testam os meus melhores instintos.
Nota de esclarecimento

Nesta terça-feira (13), o governador Tarso Genro conversou, longamente, com o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, sobre o Fórum Social Palestina Livre, que será realizado em Porto Alegre no final deste mês. 
Tarso Genro assegurou que eventuais posições que possam ser manifestadas neste evento só serão apoiadas pelo Governo do Rio Grande do Sul se estiverem norteadas pela posição do Governo Brasileiro sobre o conflito entre israelenses e palestinos no Oriente Médio.
Lottenberg fala em nome de um grupo com ligações específicas com o tema do debate, e compreendo que possa ser, assim, moderado… Como não sou judeu, não pode pesar sobre mim a suspeita de parcialidade. Estou mais livre para sustentar: a pauta do fórum é anti-Israel; os palestrantes são anti-Israel; as reivindicações, entendidas como consenso do povo palestino (o que é mentira!), são anti-Israel. Logo, o evento é contra um país e contra um povo.

Tarso quer enganar a quem? Não sei se Lottenberg, sendo judeu, ficou satisfeito com o “esclarecimento”. Eu, que não sou, não fiquei. O tal fórum tem um documento de referência. Na prática, justifica o terrorismo. Ora, ninguém dá apoio oficial a um fórum como esse, com essa pauta, para afirmar que não se compromete com eventuais “posições” ali defendidas. Então Tarso Genro financia um evento que prega o boicote internacional a Israel e depois diz que a sua posição é a do governo brasileiro?
Ao presidente da Conib, Tarso esclareceu, ainda, que o apoio ao evento foi aprovado por se tratar de uma atividade vinculada ao Fórum Social Mundial, sem compromisso com as posições políticas que ali serão sustentadas pelos diversos integrantes do fórum.
Isso é conversa para boi dormir. O Fórum, como deixa evidente a sua pauta, não se limita a defender a existência do estado palestino. Vai muito além disso. Por que Tarso Genro não financia, só a título de debate, um seminário que pregue, deixe-me ver…, o fim dos petistas? O que lhes parece? Ele daria o dinheiro e as condições materiais para o encontro, mas sem se comprometer com as conclusões do seminário… Trata-se de uma justificativa covarde para uma ação covarde.
As posições do Governo do Rio Grande do Sul, que serão reafirmadas durante o evento, estão baseadas nos seguintes princípios: 
- Apreço às comunidades israelense e palestina, que convivem em harmonia no Rio Grande do Sul, e colaboração no debate para promover uma paz negociada e justa na região, com cessação completa das hostilidades;
Eis o humorista Tarso Genro. Insisto: a pauta do evento deixa claro que não se vai discutir a harmonia ou desarmonia das comunidades “israelense” e “palestina” do Rio Grande do Sul. Aliás, eu ignorava, até a existência dessa nota, que houvesse “israelenses e palestinos” no estado em número tão considerável. Talvez a nota tente se referir a judeus e árabes…
- Reconhecimento do direito do povo palestino de estruturar seu Estado soberano e reconhecimento do direito à existência do Estado de Israel;
Um dos itens da pauta é a chamada “volta dos refugiados”… Na forma como vem a reivindicação, isso significa, por si, negar “o direito à existência do Estado de Israel”.
- Aplicação dos acordos de Oslo e apoio às decisões das Nações Unidas sobre o conflito.

As Nações Unidas rejeitam as ações terroristas, que são incorporadas pelo “documento de referência” do encontro.
Na conversa entre o governador e o presidente da Conib, ficou claro que qualquer manifestação que desconsidere os princípios acima citados não será endossada pelo Governo do Rio Grande do Sul. As posições expostas por Tarso Genro são as mesmas do Governo Federal. Ele propôs que as comunidades gaúchas de palestinos e israelenses reúnam-se com o governador no Palácio Piratini, como já ocorrera quando este era prefeito de Porto Alegre, num evento marcante de amizade, respeito e solidariedade entre os povos.

É patético! Reitero que ignorava a existência de “gaúchos” pertencentes às comunidades “israelense” e “palestina”… Refere-se especificamente a imigrantes? O próprio Lottenberg, que eu saiba, é um brasileiro… judeu! De toda sorte, os conflitos relevantes entre judeus israelenses e árabes palestinos não se dão no Rio Grande do Sul, mas em Israel. Nos países árabes, diga-se, os judeus costumam encontrar poucas dificuldades porque quase não há judeus em países árabes. Não sei se fui muito sutil…
Tarso, então, financia um encontro escancaradamente contra Israel e depois chama todo mundo para um bate-papo? Oferece recursos para que se defendam as ações do Hamas — é o que está na pauta — e depois convida os dois lados para dividir latkes com kafta no Palácio Piratini?
Eu não preciso fazer média com o senhor Tarso Genro e não preciso comparecer à sua festinha, que encobre uma pauta sangrenta. As palavras fazem sentido. E eu prezo o sentido das palavras. O senhor Tarso Genro, ao financiar o fórum anti-Israel, está desrespeitando a Constituição da República Federativa do Brasil. E deveria ser levado à barra dos tribunais por isso. 

Por Reinaldo Azevedo