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quinta-feira, novembro 05, 2015

Uma boa mãe apóia um bom aborto.


por Felipe Mello (*)




Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela

O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.


Não conheço Rita Lisauskas. Fiquei sabendo de sua existência através de um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Ser mãe é padecer na internet”. Para seu último texto do blog, Rita escolheu uma bela manchete: “Sou mãe e a favor do aborto”. Curioso. Resolvi ler o texto, (in)felizmente. E, após ter me deparado com uma porção considerável de afirmações perigosas, para dizer o mínimo, resolvi escrever um punhado de comentários. Eles estão abaixo em itálico, e se referem sempre aos grifos em vermelho que fiz ao texto original.

"Eu nunca fiz um aborto. E se você não quiser fazer um aborto, também não é obrigada a fazer.
Mas todas as mulheres que querem abortar e têm dinheiro vão à clínicas chiquérrimas onde são tratadas com todo o respeito, higiene e com que há de mais moderno inventado pela medicina. Também são servidos cafés e petit-fours “Está boa a temperatura do ar condicionado, Dona Mariana?” [1]

[1] Para alguém que nunca abortou, Rita Lisauskas parece conhecer bem como é uma chiquérrima clínica de aborto. Ou isso, ou se trata apenas de um recurso meramente retórico para o que virá a seguir.

"Tenho algumas amigas que já abortaram. Não foi uma escolha fácil para nenhuma delas. Mas tudo foi feito com segurança. Uma delas porque achou que não tinha estrutura financeira e emocional para ter um filho. Mas há mulheres que abortam porque são vítimas de estupro. Outras simplesmente porque não se veem como mães e querem dar outro rumo para vida. [2] Algumas foram abandonadas pelo parceiro idiota, homens que usam eabusam do direito de praticar um aborto às avessas, simplesmente fugindo do mapa e fingindo que o problema não é com eles. [3] Foram lá e fizeram. Sentiram culpa? Algumas sim, outras não. Saíram de lá vivas e saudáveis? Saíram."


[2] Notamos que tudopode servir de justificativa para o aborto – desde violência sexual, um crime bárbaro que deixa seqüelas físicas e psicológicas profundas, até o simples “ah, não estou afim de ser mãe”. Olhando por esse lado, é difícil não perguntar: mulheres que decidiram abortar “simplesmente porque não se veem como mães e querem dar outro rumo para vida” realmente tiveram de fazer uma escolha difícil?

[3] Uma das comparações mais estapafúrdias feita pelas feministas, das mais perspicazes às mais pedestres, é entre o aborto praticado pela mulher e o abandono praticado pelo homem diante de uma gravidez indesejada. Abandonar uma mulher grávida, que carrega seu próprio filho no ventre, é um ato de covardia indesculpável. Nisso, todos concordamos. Mas, por mais covarde que seja, ele não se compara à crueldade que é matar uma criança ainda no ventre materno. A desproporção entre os dois atos é tamanha que misturar as duas coisas propositadamente é um sinal claro de desonestidade intelectual.


"As mulheres que não têm dinheiro para um aborto na clínica chiquérrima parecem não ter direito ao próprio corpo [4], ainda que sofram com os mesmos dilemas. Não têm estrutura emocional e financeira. Foram estupradas. Não se veem como mães. Abandonadas pelo parceiro que virou as costas para ela, praticando o aborto masculino socialmente aceito. Elas, como não têm dinheiro, como o Estado lhes vira as costas e a opinião pública aponta o dedo (Vagabunda! Na hora de abrir as pernas não pensou nas consequências, né?), compram um remedinho abortivo no mercado negro e sangram até a morte. Ou vão naquela clínica suja da periferia que mais parece um açougue. E morrem." [5]


[4] Toda e qualquer pessoa, homem ou mulher, tem direitos sobre si mesmo, inclusive sobre seu próprio corpo. Uma coisa, entretanto, que sempre fica clara na argumentação feminista é que a criança que se encontra no ventre materno é, também, parte do corpo da mulher. A criança em gestação não é vista como um outro ser humano completamente diferente: seu status, para o discurso feminista, é ou de um apêndice desagradável que pode ser removido, ou de um parasita asqueroso que precisa ser eliminado.

[5] O nível de sociopatia dessas afirmações beira o delírio. Provavelmente Rita Lisauskas deve desconhecer a centenas de iniciativas particulares, muitas delas de cunho religioso, que acolhem mulheres vítimas de violência e que, mesmo sem se verem em condições materiais ou psicológicas de levarem adiante da gravidez, decidem não fazer aborto. Nenhuma dessas mulheres é tida por vagabunda porque “não fechou as pernas”.


"As complicações do aborto já são a quarta causa de morte materna no Brasil [6]. É uma questão de saúde pública. E não precisa ser nenhum gênio para descobrir que não são as mulheres da clínica do cafezinho e do petit-four que são mutiladas ou morrem. São as mulheres desesperadas e sem dinheiro. Pobres. Da periferia. São aquelas que não têm com quem contar."

[6] Além de não fornecer qualquer tipo de fonte para fornecer esse dado, Rita Lisauskas apenas repete um dos velhos ritornellos de quem defende o aborto. As informações mais recentes disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são do ano de 2011, e lá consta que o número de óbitos maternos em decorrência de aborto correspondeu a 8,4% do total de óbitos maternos, totalizando 135 vítimas. Se Lisauskas tem fontes mais atualizadas e corretas, jamais saberemos: ela as omitiu em favor de um efeito retórico emocional.


"Quem diz que é contra o aborto porque é “a favor da vida” não pensa na vida dessas mulheres. A vida delas vale menos que a de alguém que não nasceu? [7] Se esse bebê nascer sem amor, sem grana, sem pai, sem estrutura, sem escola, sem apoio, sem o direito a uma família (já que família agora é só a formada com pai e mãe, né Congresso Nacional), o que será dele?"

[7] Aqui, vemos a recorrência de mais um jogo retórico mentiroso de palavras que visam apenas a criar um efeito emocional forte, mas que tem quase nenhuma correlação com a realidade. Uma coisa que Rita Lisauskas parece ignorar é que o próprio aborto fragiliza profundamente a mulher: a ocorrência de auto-lesões propositadas aumenta em 70% (cf. Anne C. Gilchrist, “Termination of Pregnancy and Psychiatric Morbidity”. Psychological sequelae of abortion – The myths and the scientific facts. Berna, 2011); a chance de uma mulher que abortou cometer suicídio aumenta em 6 vezes (cf. Mika Gissler, Elina Hemminki, Jouko Lonnqvist. “Suicides after pregnancy in Finland, 1987–94: register linkage study”. BMJ 1996; 313:1431); e que o aborto está relacionado ao desenvolvimento de transtornos mentais e comportamentais, como abuso de drogas, ansiedade, depressão, além de ideação e tentativa de suicídio (Mota, Natalie P, BA; Burnett, Margaret, MD, FRCPC; Sareen, Jitender, MD, FRCPC. “Associations Between Abortion, Mental Disorders, and Suicidal Behaviour in a Nationally Representative Sample”. Canadian Journal of Psychiatry 55.4 [Apr 2010]: 239-47).


"Se é contra a sua religião, não faça. Mas não queira que sua fé decida o que outra mulher deve ou não fazer. Se você não pretende criar o filho de ninguém, se não será você quem dirá a criança que não tem comida em casa, se não será você quem vai reconhecer os traços de um estuprador no rosto dela, se não será você quem irá aguentar os nove meses de uma barriga indesejada, se não será você quem irá explicar aos vizinhos que não, “não, não sou casada”, “não, esse filho não tem pai”, “não, não sou vagabunda”, “não, eu fui estuprada”, “não, eu não estava vestida para ser estuprada”, “não, não usei camisinha”, você não tem direito a opinar sobre a gravidez alheia. E mesmo se respondeu “sim” a alguma das questões acima, também não tem o direito de querer obrigar ninguém a levar uma gravidez indesejada adiante."[8]

[8] Na visão dos defensores do aborto irrestrito, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de dizer à mulher grávida: “Olha, o que você carrega no ventre é uma criança, um ser humano diferente de você, e aborto é a mesma coisa que assassinato.” É o império do subjetivismo. Mesmo que um exército de geneticistas, obstetras, ginecologistas e embriologistas defenda isso e forneça toneladas de evidências científicas sólidas, eles são apenas opressores. O que importa é que matar a criança que se carrega no ventre deve ser um direito humano (!!!), uma garantia inalienável de cada mulher.


"Já foi provado: a legalização diminui o número de mortes maternas. Dê uma olhada no nosso vizinho, Uruguai, que jogou o número de mortes de mulheres que abortam próximo a zero. Também diminuirá o número de mulheres que buscam o Sistema Único de Saúde todos os anos para se recuperar de abortos mal feitos. O aborto seguro tem de estar disponível a todas que vão recorrer a ele, porque você querendo ou não, Eduardo Cunha esperneando ou não,as mulheres vão procurar o procedimento como opção para interromper uma gravidez indesejada." [9]

[9] O argumento acima poderia muito bem ser utilizado para, por exemplo, descriminalizar o latrocínio. Afinal, a existência de uma lei que puna o latrocínio não impede que ele seja cometido. O mesmo se estende para o assalto a mão armada, o homicídio, até mesmo a corrupção. A lógica é: se a lei não impede que o crime seja cometido, então, vamos abolir a lei.


"O que o Congresso tenta empurrar-nos garganta abaixo é um retrocesso. Mulheres tendo de provar que realmente foram estupradas. Pílulas do dia seguinte proibidas. Cadeia para quem explicar para a mulher que o corpo é dela e que a escolha é dela." [10]

[10] Mentiras que já foram suficientemente expostas em meu último artigo.


"Eu amo o meu filho. Porque eu quis ser mãe dele. Lutei para engravidar dele, inclusive. Reservei o melhor de mim para criá-lo. Uma criança só devia vir ao mundo se for desejada." [11]

[11] “Uma criança só devia vir ao mundo se for desejada”. Essa afirmação possui a quintessência do totalitarismo abortista: se eu quero, deixo nascer; se eu não quero, mato. Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela – e, neste caso, o mero desejo de outrem de que ela possa nascer.

Quando lançamos o olhar para o século XX, vemos que foi nele que surgiram as ideologias mais mortíferas de toda a história humana, sistemas filosóficos e políticos que, quando tomaram o poder, dedicaram-se a eliminar deliberada e meticulosamente vidas humanas. O Holocausto nazista, o Holodomor ucraniano, o “Grande Salto Adiante” chinês, os gulags soviéticos, todos eles nos legaram uma montanha com centenas de milhões de cadáveres. Nenhuma dessas tragédias, entretanto, pode ser comparada em escala e em crueldade ao assassinato de uma criança em desenvolvimento, perfeitamente inocente, completamente frágil, no ventre materno.

O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.


quinta-feira, fevereiro 27, 2014

A sede brasileira por sangue venezuelano.


A sede brasileira por sangue venezuelano.

por Felipe Melo

O governo venezuelano tem mostrado há semanas, de maneira claríssima e indisfarçável, o seu verdadeiro caráter. O regime comandado por Nicolás Maduro tem utilizado todo seu aparato oficial e extra-oficial de repressão sem nenhum pudor: a Guarda Nacional Bolivariana – que é uma filha diletíssima da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana – tem atuado de maneira sanguinolenta na contenção dos maciços protestos populares; grupos paramilitares – como os coletivos La Piedrita e Tupamaros –, treinados e armados pelo regime bolivariano, espalham o terror em ataques móveis, atirando a esmo contra os manifestantes e executando-os a sangue frio; esquadrões militares cubanos enviados pelos irmãos Castro agem no seqüestro de alvos importantes para o governo venezuelano, como foi o caso do General de Brigada Ángel Vivas – que resistiu bravamente, mesmo que isso lhe tivesse custado a própria vida. Se ainda havia alguma dúvida sobre o caráter totalitário do governo venezuelano, que desde Chávez mergulhou aquele país numa crise social e econômica sem precedentes na história da Venezuela, não resta mais dúvida alguma.

Coletivo La Piedrita e suas crianças milicianas devidamente armadas.
General de Brigada Ángel Omar Vivas Perdomo resistindo 
às forças cubanas que,a mando de Maduro, tentavam prendê-lo.


Ainda que a frágil máscara de democracia do regime venezuelano tenha sido totalmente obliterada pelos recentes acontecimentos naquele país, e apesar da profusão de fotografias e vídeos amadores que, graças à internet, tem rodado o mundo – afinal de contas, o governo bolivariano da Venezuela tem “democraticamente” cerceado o exercício da imprensa local e internacional –, um grupo de grandes organizações de “movimentos sociais” entregou à missão diplomática venezuelana no Brasil uma carta de apoio ao regime de Maduro. A carta foi publicada originalmente em espanhol no site da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil. Abaixo, segue a íntegra da tradução para o português (grifos meus):






Carta ao Presidente Nicolás Maduro e ao Povo Venezuelano 
Nós, dirigente das organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores que acompanhamos a campanha “Brasil está com Chávez”, vemos com muita preocupação os recentes acontecimentos na Venezuela e alertamos o povo brasileiro sobre mais uma nova tentativa antidemocrática para derrubar o Governo Bolivariano da Venezuela. Há vários meses acompanhamos a situação Venezuela e sabemos dos embates de setores da elite, com interesses econômicos contrários aos da maioria da população, que têm promovido uma “guerra econômica”, promovendo a especulação, o desabastecimento e a inflação excessiva de preços, prejudicando a grande parte da sociedade venezuelana. Esses grupos opositores tentam responsabilizar o Governo pela situação econômica, assim como por outros problemas no país e, sob essa alegação, em 12 de fevereiro passado, marcharam em protesto por várias cidades do país. A intenção dos líderes opositores, como o ex-prefeito de Chacao, Leopoldo López, era a de permanecer na rua até conseguir “a saída” do governo atual. A maioria dos participantes foi de estudantes e as manifestações, em sua maior parte, ocorreram de maneira pacífica até que grupos violentos provocaram ações como o confronto com as forças de segurança, ataques contra o Ministério Público, o assalto à residência do Governador do estado de Táchira, a depredação do Metrô de Caracas e do serviço de Metrobus com passageiros a bordo, entre outros. Como resultado, três pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas. Posteriormente, iniciou-se de imediato uma campanha nas redes sociais afirmando falsamente que na Venezuela havia uma repressão massiva contra os estudantes. Fomos testemunhas do uso de inúmeras imagens manipuladas para condicionar a opinião pública internacional contra o Governo venezuelano. Os Estados Unidos, de maneira pública e privada, também se manifestou contra o governo do presidente Nicolás Maduro, exigindo mudanças em suas políticas. A coincidência conjuntural de todos esses elementos lembra velhas fórmulas golpistas já vividas em nossa região e em outros lugares do mundo. Isso nos obriga a pensar que existe uma possibilidade real de que setores extremistas da oposição venezuelana e interesses estrangeiros estejam tentando forçar uma saída não-constitucional ao Governo Bolivariano. Por isso, consideramos importante fazer um chamado de alerta à população brasileira para que acompanhe de perto os acontecimentos e manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano nesta hora difícil. Sabemos que todas as venezuelanas e venezuelanos têm o direito legítimo de protestar e que isso está garantido na Constituição de 1999, que, ademais, é uma das mais avançadas do mundo em termos de participação popular na política e na sociedade. Não obstante, o direito de manifestação não pode ser usado para justificar atos de violência, nem para promover uma saída golpista, não-constitucional e antidemocrática ao governo atual. Apoiamos o direito das venezuelanas e dos venezuelanos de decidir seu futuro político dentro do marco legal da Constituição e mediante os mecanismos eleitorais e participativos previstos, como o referendo revogatório. Repudiamos os atos de violência ocorridos nos últimos dias e manifestamos nossa completa solidariedade aos familiares das vítimas. Repudiamos também a campanha nas redes sociais e a cobertura parcial e tendenciosa dos meios de comunicação que distorcem a realidade venezuelana para satanizar o governo do Presidente Nicolás Maduro. Repudiamos qualquer forma de ingerência por parte do governo dos Estados Unidos ou de qualquer outro país nos assuntos internos da Venezuela. Clamamos o governo brasileiro a se solidarizar com o governo do Presidente Nicolás Maduro ante os recentes embates e ao povo brasileiro para que não se deixe manipular pela campanha midiática de difamação contra o Governo Bolivariano da Venezuela. Manifestamos novamente nossa total solidariedade ao Governo Bolivariano, que nos últimos 15 anos, e apesar de repetidas tentativas de desestabilização, alcançou sucessos substanciais em melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, como a erradicação do analfabetismo, a ampliação do cuidado médico e de ingresso nas universidades, a diminuição da pobreza, a democratização das comunicações e, sobretudo, a ampliação dos direitos de participação política de todos os setores da população. Fazemos um chamado à oposição venezuelana que se mantenha no caminho constitucional e se afaste dos grupos violentos que põem em risco o futuro da democracia venezuelana para todos. Um golpe de Estado na Venezuela seria um retrocesso na consolidação democrática que viemos construindo em toda a região. Não ao golpismo! Viva o Povo Venezuelano! Brasília, 21 de fevereiro de 2014. Subscrevem:

  • União Nacional dos Estudantes (UNE) 
  • Central Única dos Trabalhadores (CUT) 
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) 
  • Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) 
  • Consulta Popular Levante Popular da Juventude Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) 
  • Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Campo (MTC) 
  • Via Campesina – Brasil 
  • Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF) 
  • Juventude Revolução Núcleo de Estudos Cubanos da Universidade de Brasília (Nescuba) 
  • Juventude Libertária Anticapitalista Marcha Mundial das Mulheres – Distrito Federal 
  • Esquerda Popular Socialista do Partido dos Trabalhadores (EPS/PT) 
  • Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) 
  • Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal 
  • Central de Movimentos Populares do Distrito Federal 
  • Associação Médica Nacional Dra. Maíra Fachioni 
  • Comitê de Defensa da Revolução Cubana Internacionalista 
  • Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) 
  • Movimento Democracia Direta (MDD) 
  • Comitê Brasil está com Chávez 




A UNE, que tem apoiado e participado efusivamente dos protestos promovidos no Brasil desde meados do ano passado – e que não raro respaldou a violência perpetrada por Black Blocs –, não hesitou em dar o seu apoio a um governo que vem, nas últimas semanas, sequestrando, torturando e assassinando estudantes que protestam de maneira pacífica. Um grupo de pesquisa oficial da Universidade de Brasília, o Núcleo de Estudos Cubanos (do qual já falamos aqui no blog há tempos), também não pensou duas vezes em garantir seu apoio a um governo que tem trucidado impiedosamente a população que deveria proteger. Até mesmo o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal arrogou-se o direito de apoiar um governo que tem sistematicamente ameaçado com demissão e prisão seus servidores públicos que se negarem a participar de manifestações públicas a favor do governo, como aconteceu recentemente aos funcionários da PDVSA. A essas “organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores” que tão diligentemente apoiam o regime criminoso de Nicolás Maduro, quero lembrar que o sangue de Jimmy Vargas, Génesis Carmona e Jhony Carvallo estão em suas mãos.\


Génesis Carmona, Miss Turismo Carabobo 2013, 22 anos,
assassinada por milicianos tupamaros pró-Maduro.

Jimmy Vargas, estudante assassinado pela Guarda Bolivariana Nacional,
sendo velado por sua mãe, Cármen González.

Jhony Carvallo, 41 anos, executado em Cagua, estado de Aragua,
por forças leais a Nicolás Maduro.



Fonte: Midia Sem Máscara

quarta-feira, abril 10, 2013

Che Guevara, o santo PJoteiro.










por Felipe Melo


“O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, 
os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu 
não fosse entregue aos judeus. 
Mas o meu Reino não é deste mundo.” 
João 18, 36.



“Eu não sou Cristo nem filantropo, minha velha, eu sou totalmente o contrário de um Cristo... Eu luto pelas coisas em que acredito, com todas as armas à minha disposição, e tento matar o outro homem para que eu não seja pregado numa cruz ou em qualquer outra coisa.” O autor dessas palavras escreveu-as a sua própria mãe em uma carta datada de 15 de julho de 1956. Seu nome era Ernesto “Che” Guevara. Em outra oportunidade, esse mesmo homem proferiu a seguinte pérola: “De fato, se o próprio Cristo ficasse no meu caminho, eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como a um verme.”

Che Guevara é tratado ainda hoje como uma espécie de Cristo revolucionário, que deu sua vida por muitos em nome de um projeto divino de Paraíso. Nada demais, uma vez que o culto messiânico a líderes socialistas é uma das características essenciais da mentalidade revolucionária. Esse apelo messiânico é, aqui na América Latina, uma das grandes armas para arregimentar idiotas úteis à causa socialista - afinal, a religiosidade cristã é algo pulsante na cultura e no modus vivendi da população latino-americana. Como bem sabemos, essa estratégia tem dado muito certo. E, para ilustrar, vamos utilizar um exemplo emblemático e bastante prático.


A imagem acima foi publicada nas redes sociais pela (no Facebook)Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Fortaleza/CE– uma organização “católica”. Nada mais apropriado para atrair a simpatia das pessoas do que o sentimentalismo barato: uma criança nos braços, um barbudo sorridente, uma frase “inspiradora”, e pronto, a máquina de agitação e propaganda começa a funcionar. Não há como não se sentir tocado por essa imagem, por seu apelo sentimental, ainda mais em se tratando de nós, latinos, tradicionalmente analfabetos em qualquer assunto importante e nascidos no maior laboratório revolucionário do mundo. Mas não é um tremendo contra-senso defender um sujeito que era claramente anticristão? Bom, seria, se as pessoas que o defendem realmente conhecessem alguma coisa sobre a história recente da América Latina e sobre a Igreja.

O socialismo foi, desde seu surgimento, uma doutrina profundamente anticristã. Em suas origens, esse sentimento anticristão era algo muito mais explícito e aberto, facilmente identificável. Um dos objetivos principais de todas as correntes socialistas foi, desde sempre, a supressão da religião, notadamente a religião cristã, a quem combatiam externamente com todas as forças. No entanto, os socialistas notaram que isso era muito contraproducente, de modo que buscaram outra maneira de destruir a religião cristã: infiltrando-se nela e corroendo-a desde dentro. A chamada Teologia da Libertação é o exemplo mais ilustrativo disso: uma conciliação surreal e herética entre Cristo e Marx.

A Igreja condena o socialismo desde seu princípio. O Papa Leão XIII foi um dos maiores oponentes do marxismo, de que tratou com particular preocupação nas encíclicas Quod Apostolici Muneris e Rerum Novarum. A posição da Igreja acerca do marxismo não mudou: todos os sucessores do Papa Leão XIII não só mantiveram, como reafirmaram o posicionamento da Igreja:

O Papa João XXIII, na carta encíclica Mater et Magistra, por exemplo, relembra o ensinamento da Igreja reafirmando “não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram nem ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social.”

Na carta apostólica Octogesima Adveniens, dizia o Papa Paulo VI: “Muito freqüentemente, os cristãos atraídos pelo socialismo têm tendência para o idealizar, em termos muito genéricos, aliás: desejo de justiça, de solidariedade e de igualdade. Eles recusam-se a reconhecer as pressões dos movimentos históricos socialistas, que permanecem condicionados pelas suas ideologias de origem.” Ao esmiuçar as diversas facetas do socialismo, o Papa Paulo VI afirma que o marxismo é “prevalentemente o exercício coletivo de um poder político e econômico, sob a direção do partido único, que intenta ser, ele somente, expressão e garantia do bem de todos, subtraindo aos indivíduos e aos outros grupos toda e qualquer possibilidade de iniciativa e de escolha”. Ou seja: uma ideologia totalitária, pura e simplesmente.

O Papa João Paulo II, que tanto trabalhou pelos jovens do mundo e viveu na pele os horrores do marxismo – seu país, a Polônia, foi um dos que mais sofreu na Europa sob o jugo comunista –, assim escreve na carta encíclica Centesimus Annum: “[...] o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada.”

Seria razoável pensar que tudo não se passa de um mal-entendido, algo que poderia ser facilmente corrigido. Antes fosse. E algumas evidências estão abaixo:








E aos que pensam em nos acusar de falta de caridade, de perseguição, de preconceito e quaisquer outras balelas pseudo-cristãs e politicamente corretas, recomendo que meditem as seguintes palavras de São Francisco de Sales: “É verdade que se pode falar abertamente dos pecadores públicos reconhecidos como tais, mas deve ser em espírito de caridade e compaixão e não com arrogância ou presunção por um certo prazer que se ache nisso; este último sentimento denotaria um coração baixo e vil. Excetuo somente os inimigos de Deus e da Igreja, porque a estes devemos combater quanto pudermos, como, são os chefes de heresias, cismas, etc. É uma caridade descobrir o lobo que se esconde entre as ovelhas, em qualquer parte onde encontramos.” 



Felipe Melo edita o blog da Juventude Conservadora da UnB.

domingo, novembro 11, 2012

O Estatuto da Destruição da Família.








O Estatuto da Destruição da Família.
por Felipe de Melo



Isto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade.


Existem algumas situações com as quais nos deparamos na sociedade atual que, a bem da verdade, enchem-nos de uma profunda e justificada indignação. Para nós, que assumimos publicamente e defendemos sem medo que aos homens não é possível nenhuma auto-afirmação legítima, sólida e saudável que seja divorciada da ordem moral, testemunhar as barbaridades perpetradas por aqueles que se encontram a diuturno serviço do espírito revolucionário é ultrajante. A multiplicidade de aspectos da nossa realidade, que tem sido minuciosamente seviciada há muito tempo, provocam em nós os mais díspares efeitos, da raiva mais inflamada ao pessimismo mais melancólico. Recorrer às letras, às imagens e ao som é sempre uma forma produtiva não apenas de extravasar esses sentimentos, mas de reagir ao que se passa, de alertar os circundantes sobre a gravidade dos acontecimentos.

Óbvio que nem todos são positivamente obrigados a indignar-se dessa forma. A ralé ralante – para usar uma expressão de Baltasar Gracián – a serviço da Revolução é matreira e sabe como fazer seu trabalho de um modo sutil, à surdina – o que torna nosso trabalho muito necessário. Entretanto, há algumas coisas que ultrapassam em tão larga medida o limite do meramente intolerável que, a bem da verdade, parecem ter a proeza de roubar-nos até mesmo a capacidade de articulação para o alerta e a denúncia. Essas coisas são tão absurdamente explícitas, tão ululantemente óbvias, que o que mais nos indigna não é tanto a sua natureza brutal, mas a pusilanimidade e a pasmaceira gerais diante delas.

Confesso que escrever essas linhas está sendo como tirar leite de pedra, pois estou justamente num desses momentos de estupefação – e, para quem combate o espírito revolucionário e seus sicários, impressionar-se com alguma coisa é algo cada vez mais difícil com o passar do tempo. A Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em conjunto com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, entregaram ao presidente do senado, José Sarney, em 23 de agosto, o anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual (EDS). Composto de 111 artigos, o EDS é uma das peças mais grotescas e aviltantes já concebidas na história brasileira.



Este artigo tratará dos pontos mais absurdos do texto feito pela OAB. Os trechos em negrito são grifos nossos.

Art. 13 – Todas as pessoas têm direito à constituição da família e são livres para escolher o modelo de entidade familiar que lhes aprouver, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A Constituição Brasileira estabelece no § 3º do art. 266 que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Se o STF, cujos ministros certamente foram vítimas de profunda crise coletiva de diverticulite encefálica, atropelou a Carta Magna ao estabelecer que, de acordo com o “espírito Constituinte”, a união homoafetiva é equivalente ao casamento entre homem e mulher, esse artigo do EDS esmigalha a letra constitucional sem piedade. Notem que o “modelo de entidade familiar que lhes aprouver” pode ser qualquer coisa: dois homens, duas mulheres, três homens, três mulheres, um homem e duas mulheres, uma mulher e dois homens... Não há limites – mesmo porque o EDS deixa implícito que a própria existência de limites seria um empecilho a esse suposto direito. Assim sendo, qualquer coisa poderá ser considerada união estável. Emblemática e ironicamente, no mesmo dia em que o anteprojeto do EDS foi apresentado a Sarney, um cartório de Tupã, interior paulista, lavrou uma escritura pública de união poliafetiva (sic) entre um homem e duas mulheres.

Art. 14 – A união homoafetiva deve ser respeitada em sua dignidade e merece a especial proteção do Estado como entidade familiar.

O anteprojeto não defende que a família, seja de que tipo for, mereça especial proteção do Estado, mas apenas a união homoafetiva. Não é fornecido nenhum argumento que justifique esse posicionamento, o que deixa margem a muitas especulações. A mais óbvia é de que o modelo tradicional de família – um homem e uma mulher unidos em matrimônio – não é digno da mesma proteção que a união homoafetiva merece. De duas, uma: ou a família tradicional é mais forte e demanda menos tutela do Estado, ou a ela é menos desejável para a sociedade em que vivemos.

Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.

Esse é, certamente, um dos artigos mais estapafúrdios do EDS. A OAB parece demonstrar, nesse trecho, que qualquer menção à existência da família tradicional em documentos identificatórios deve ser suprimida por representar um símbolo anacrônico, lembrança de um modelo ultrapassado de organização humana que deve ser superada.

Art. 39 – É reconhecido aos transexuais, travestis e intersexuais o direito à retificação do nome e da identidade sexual, para adequá-los à sua identidade psíquica e social, independentemente de realização da cirurgia de transgenitalização.

Art. 40 – A sentença de alteração do nome e sexo dos transexuais, travestis e intersexuais será averbada no Livro de Registro Civil de Pessoas Naturais.

Parágrafo único – Nas certidões não podem constar quaisquer referências à mudança levada a efeito, a não ser a requerimento da parte ou por determinação judicial.

A vedação de toda e qualquer referência à mudança de nome da pessoa, considerada pelo EDS uma “retificação” – ou seja, a correção de um erro –, apenas reforça a ideia de que a identidade sexual da pessoa é algo construído socialmente. A OAB, autora do anteprojeto, demonstra considerar o ser humano uma tabula rasa, um objeto que pode ser modificado de qualquer maneira a depender das circunstâncias. Não deixa de ser uma ideia que, no fundo, remete à engenharia social.

Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.

O que isso significa na prática? As escolas terão de evitar a comemoração de efemérides como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Avôs e das Avós, ou fazê-las de modo que a família tradicional não receba o relevo e a atenção que merece – afinal, isso seria considerado preconceito indireto contra as uniões homoafetivas ou poliafetivas.

Art. 67 – É vedado inibir o ingresso, proibir a admissão ou a promoção no serviço privado ou público, em função da orientação sexual ou identidade de gênero do profissional.

Art. 68 – Quando da seleção de candidatos, não pode ser feita qualquer distinção ou exclusão com base na sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Esses dois artigos lembram analogamente uma situação que está ocorrendo nos Estados Unidos. O governo de Barack Hussein Obama sancionou uma lei que obriga todos os empregadores americanos – empresas públicas e privadas, com fins lucrativos ou não – a fornecerem medicamentos contraceptivos e abortivos a quaisquer funcionárias que os requisitem. Diversas organizações católicas que atuam na área educacional e no terceiro setor acionaram judicialmente a administração Obama, uma vez que isso fere a filosofia das entidades mantenedoras dessas organizações e representa uma afronta à liberdade religiosa nos Estados Unidos.

Com base nos dois artigos acima, organizações religiosas ficariam impedidas de escolher seus funcionários com base em critérios éticos congruentes com suas convicções religiosas, sendo virtualmente obrigadas a contar com um quadro de funcionários que não seja integralmente montado de acordo com seus próprios critérios.

Art. 106 – A participação em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:

I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;

II – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a superação das desigualdades decorrentes do preconceito e da discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero;

III – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação e às desigualdades em todas as manifestações individuais, institucionais e estruturais;

IV – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade sexual nas esferas pública e privada;

V – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos;

VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros.

Se existem sistemas de cotas raciais para acesso ao ensino superior público e concursos públicos, por que não estabelecer cotas sexuais? É justamente isso que esse artigo do EDS propõe. Não apenas isso: também estabelece acesso privilegiado a recursos públicos tendo como único critério a identidade sexual.

Isto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade. Caso o Estatuto da Diversidade Sexual, esse folhetim de natureza inegavelmente inconstitucional e imoral, chegar a ser aprovado, o potencial efeito desagregador que isso terá no Brasil será algo inimaginável. Se a situação está crítica agora, ela será um sonho idílico comparado com o que está por vir.



Felipe Melo edita o blog da Juventude Conservadora da UnB; para o Mídia Sem Máscara