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sexta-feira, maio 25, 2012

Os bons companheiros.




por Demétrio Magnoli

De “caçador de marajás”, Fernando Collor transfigurou-se em caçador de jornalistas.

Na CPI do Cachoeira, seu alvo é Policarpo Jr., da revista VEJA, a quem acusa de associar-se ao contraventor “para obter informações e lhe prestar favores de toda ordem”. Collor calunia, covardemente protegido pela cápsula da imunidade parlamentar.

Os áudios das investigações policiais circulam entre políticos e jornalistas ─ e quase tudo se encontra na internet. Eles atestam que o jornalista não intercambiou favores com Cachoeira. A relação entre os dois era, exclusivamente, de jornalista e fonte ─ algo, aliás, registrado pelo delegado que conduziu as investigações.

Jornalistas obtêm informações de inúmeras fontes, inclusive de criminosos. Seu dever é publicar as notícias verdadeiras de interesse público. Criminosos passam informações ─ verdadeiras ou falsas ─ com a finalidade de atingir inimigos, que muitas vezes também são bandidos.

Critérios de ética jornalística rigorosamente seguidos

O jornalismo não tem o direito de oferecer nada às fontes, exceto o sigilo, assegurado pela lei. Mas não tem, também, o direito de sonegar ao público notícias relevantes, mesmo se sua divulgação é do interesse circunstancial de uma facção criminosa.

Os áudios em circulação comprovam que Policarpo Jr. seguiu rigorosamente os critérios da ética jornalística. Informações vazadas por fontes diversas, inclusive a quadrilha de Cachoeira, expuseram escândalos reais de corrupção na esfera federal. Dilma Rousseff demitiu ministros com base naquelas notícias, atendendo ao interesse público. A revista na qual trabalha o jornalista foi a primeira a publicar as notícias sobre a associação criminosa entre Demóstenes Torres e a quadrilha de Cachoeira ─ uma prova suplementar de que não havia conluio com a fonte.

Depois da renúncia com desonra, Collor, agora porta-voz de Dirceu, quer vingança

Quando Collor calunia Policarpo Jr., age sob o impulso da mola da vingança: duas décadas depois da renúncia desonrosa, pretende ferir a imprensa que revelou à sociedade a podridão de seu governo.

A vingança, porém, não é tudo. O senador almeja concluir sua reinvenção política inscrevendo-se no sistema de poder do lulopetismo. Na CPI, opera como porta-voz de José Dirceu, cujo blog difunde a calúnia contra o jornalista. Às vésperas do julgamento do caso do mensalão, o réu principal, definido pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha”, engaja-se na tentativa de desqualificar a imprensa ─ e, com ela, as informações que o incriminam.

O mensalão, porém, não é tudo. A sujeição da imprensa ao poder político entrou no radar de Lula justamente após a crise que abalou seu primeiro mandato. Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do “controle social da mídia”.

Jornalismo financiado por estatais

Contudo, a sucessão representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa. Dirceu não admitiu a derrota, persistindo numa campanha que encontra eco em correntes do PT e mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais. Policarpo Jr. ocupa, no momento, o lugar de alvo casual da artilharia dirigida contra a liberdade de informar.

No jogo da calúnia, um papel instrumental é desempenhado pela revista Carta Capital. A publicação noticiou falsamente que Policarpo Jr. teria feito “200 ligações” telefônicas para Cachoeira. Em princípio, nada haveria de errado nisso, pois a ética nas relações de jornalistas com fontes não pode ser medida pela quantidade de contatos.

Entretanto, por si mesmo, o número cumpria a função de arar o terreno da suspeita, preparando a etapa do plantio da acusação, a ser realizado pela palavra sem freios de Collor. Os áudios, entretanto, evidenciaram a magnitude da mentira: o jornalista trocou duas, não duzentas, ligações com sua fonte.

Durante a ditadura, um capitulo sombrio do jornalismo brasileiro

A revista não se circunscreveu à mentira factual. Um editorial, assinado por Mino Carta, classificou a suposta “parceria Cachoeira-Policarpo Jr.” como “bandidagem em comum”.

Editoriais de Mino Carta formam um capítulo sombrio do jornalismo brasileiro.

Nos anos seguintes ao AI-5, o atual diretor de redação de Carta Capital ocupava o cargo de editor de VEJA, a publicação na qual hoje trabalha o alvo de suas falsas denúncias.

Os editoriais com a sua assinatura eram peças de louvação da ditadura militar e da guerra suja conduzida nos calabouços. Um deles, de 4 de fevereiro de 1970, consagrava-se ao elogio da “eficiência” da Operação Bandeirante (Oban), braço paramilitar do aparelho de inteligência e tortura do regime, cuja atuação “tranquilizava o povo”.

O material documental está disponível no blog do jornalista Fábio Pannunzio, sob a rubrica “Quem foi quem na ditadura”.

Na VEJA de então, sob a orientação de Carta, trabalhava o editor de Economia Paulo Henrique Amorim.

Patrocínio estatal da calúnia

A cooperação entre os cortesãos do regime militar renovou-se, décadas depois, pela adesão de ambos ao lulismo.

Hoje, Amorim faz de seu blog uma caixa de ressonância da calúnia de Carta dirigida a Policarpo Jr.

O fato teria apenas relevância jurídica se o blog não fosse financiado por empresas estatais: nos últimos três anos, tais fontes públicas transferiram bem mais de um milhão de reais para a página eletrônica, distribuídos entre a Caixa Econômica Federal (R$ 833 mil), o Banco do Brasil (R$ 147 mil), os Correios (R$ 120 mil) e a Petrobras (que, violando a Lei da Transparência, se recusa a prestar a informação).

Dilma não deu curso à estratégia de ataque à liberdade de imprensa organizada no segundo mandato de Lula. Mas, como se evidencia pelo patrocínio estatal da calúnia contra Policarpo Jr., a presidente não controla as rédeas de seu governo ─ ao menos no que concerne aos interesses vitais de Dirceu.

A trama dos bons companheiros revela a existência de um governo paralelo, que ninguém elegeu.

* Demétrio Magnoli, sociólogo e doutor em Geografia. Artigo originalmente publicado em O Globo de 24/05/2012

sexta-feira, junho 13, 2008

FREUD EXPLICA

Assim falou Lulla, o nosso Zaratustra:"...Só Freud explica aquilo lá [o depoimento de Denise Abreu]..."
Qual  Freud estaria sendo citado por sua sapiência-idolatrada NoçuGhia? O Sigmund ou o Godoy? 

O Sigmund não deve ser. Se o presiMente não conseguiu ler ainda a Constituição, não perderia tempo com o Sig. 

Então só pode ser o Freud Godoy; aquele do dossiê [contra Geraldo Alckmin e José Serra], que a noça-valorosa-poderosa-e-criativa Policia Federal do Tarso Genro não conseguiu até hoje desvendar. 

Talvez o Freud Godoy fosse um pouco o Sigmund do Lulla e, nessa hora, esteja fazendo falta. Dona Galega deveria exigir explicações. De repente o Fernando Moraes escreve uma biografia do Lulla, revelando que ele também - como o Paulo Coelho - sentou na brocha três vezes mas não acostumou (?!?!?!): enrolou mas não acendeu?

- São muito engraçados esses ataques a Dilma, uma pessoa da qualidade que o Brasil poucas vezes produziu igual, uma pessoa que tem demonstrado uma capacidade de gerenciamento como ninguém. A impressão que eu tenho é que, porque algumas pessoas imaginam que a Dilma pode ser candidata a alguma coisa, ela virou vidraça para todos os ataques que a oposição quer fazer" - argumentou Noçu Ghia. - "Acho que tem mais coisa séria para fazer no Brasil "- enfatizou o rei-do-brazil.

NoçuGhia está falando do brazil-petralha e nesse ponto ele tem razão. O brazil-petralha tem produzido coisas como a Dilma: Marighela, Lamarca, Franklin Martins, Marco Aurélio Top Top, Tarso Genro, Carlos Minc... Gente capaz que já gerenciou assaltos, sequestros e mortes. Alguns, felizmente, já foram para o inferno; outros estão fazendo hora extra por aqui.


O presiMente tem, novamente, razão quando diz que há coisa mais séria para fazer no BRASIL; por exemplo, os parlamentares deveriam estar encaminhando um processo de impeachment. A PF deveria realmente agir em benefício do País. O STF deveria estar julgando a campanha política do presiMente, feita ao arrepio da lei. O TRE deveria fiscalizar, de verdade, as pesquisas-cabeça-de-bacalhau e deveria investigar a VALORE (Opinião e Mercado), Instituto que trabalha para Luis Marinho e não tem sequer um site (http://www.valore.srv.br/). Enfim, o Brasil tem coisas sérias a fazer; já o brazil-petralha e o presiMente vão continuar afagando cabecinha de bandido.

sábado, junho 07, 2008

BRASIL, UM PAÍS DE DOLOS e de gente ENGANANDO OS TOLOS

"Olhe Lula. Ele comemora a compra da Varig pela Gol. Olhe os donos da Gol. Eles também comemoram. Olhe essa figura de terno cinza. Quem é ele? Roberto Teixeira? O representante da Varig é Roberto Teixeira? Lula aceita ser visto ao seu lado, sem o menor constrangimento?"

Fiz esse comentário numa coluna do ano passado. A figura de terno cinza, Roberto Teixeira, acabou me processando. Eu sou o homem dos processos. Falo mais com a Dra. Wardi, minha advogada, do que com minha mulher. Nesta semana, os desembargadores do Rio de Janeiro julgaram outro processo contra mim: o de Franklin Martins. Ele perdeu. Eu ganhei. Por unanimidade: 3 a 0.


Dez anos atrás, um relatório do Conselho de Ética do PT acusou Roberto Teixeira de fazer negócios nebulosos com prefeituras petistas, abusando "de sua amizade com Lula". Na última quarta-feira, Denise Abreu mostrou que nada mudou de lá para cá. De acordo com ela, Dilma Rousseff pressionou a Anac a fim de facilitar a compra da Varig pelos empresários representados por Roberto Teixeira. Outros membros da Anac confirmaram seu relato. Leur Lomanto declarou: "Os advogados da Varig informavam algo ao Palácio do Planalto, mas a realidade era outra". Quais eram esses advogados com acesso direto ao Palácio do Planalto? Roberto Teixeira e sua filha Valeska.

Quando foi leiloada, a Varig tinha um buraco de 7,9 bilhões de reais. A pergunta era: quem herdaria o passivo? Alguns dos maiores escritórios de advocacia do Brasil foram consultados sobre o assunto e responderam que a própria Varig teria de arcar com a dívida. Só os empresários reunidos em torno de Roberto Teixeira se sentiram suficientemente amparados para apostar no contrário. Um deles, Marco Antonio Audi, afirmou que Roberto Teixeira tinha o poder de escancarar as portas do governo. Mais do que isso: ele fazia chover. Os maiores credores da Varig eram estatais, como a Infraero e o INSS. Roberto Teixeira, segundo Marco Antonio Audi, simplesmente escancarou as portas dos gabinetes dos ministros encarregados dessas áreas, conduzindo-o ao encontro de Waldir Pires, da Defesa, e de Luiz Marinho, do Trabalho.


Em julho de 2006, os empresários representados por Roberto Teixeira finalmente con-seguiram arrematar a Varig. Pelo preço mínimo. Lula os recebeu no dia seguinte, escancarando as portas do Palácio do Planalto, sem o menor constrangimento. Roberto Teixeira compareceu com as duas filhas, Larissa e Valeska, e com o genro, Cristiano. Ele fez chover? Que sei lá eu. Só sei que, algumas semanas depois, seria dada a largada da campanha presidencial. E, nessas horas, é sempre bom ter gente cheia de dinheiro por perto, comemorando o fechamento de um negócio.

Os cumprimentos ao Roque Sponholz, pela charge que poderia muito bem ser o Logotipo da VarigLog(ro).

sexta-feira, junho 06, 2008

GUARDA AMBIENTAL VEM AÍ


GUARDA AMBIENTAL VEM AÍ (OU A FORÇA NACIONAL CONTRA O DESMATAMENTO OU O DIABO QUE SEJA)


"Um país com um território imenso como este, às vezes, a gente fica sabendo da queimada pela televisão ou o pessoal do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas] mostra a fotografia."
Agora todos sabemos quando é que o presiMente trabalha: quando não está assistindo televisão; ou seja, nunca.
O NoçuGhia só fica sabendo das queimadas, quando o Willian Bonner as anuncia com aquela cara de Gay censurado por não poder beijar na novela das oito.
O presiMente ainda é um novato no comando da bagaça-chamada-brazil: seis anos é muito pouco. Elle ainda não percebeu que não é a televisão quem deve pautar o governo. Mas elle chega lá; até já contratou um sequestrador-jornalista (Franklin Martins) para pautar as televisões. O grande problema é que, às vezes, a Globo - e também a emissora do bispo Macedo - está precisando fazer caixa; então veicula uma ou outra notícia desfavorável ao (des)governo Lulla. E aí...lá vem mais publicidade governamental. E tome incentivo ao parto normal; pare de fumar (mas não de comprar o cigarro); não beba antes de dirigir (coisa que o presidente nunca seguiu) e, pior ainda, mostrando um país que eu, confesso, não sei onde fica.
Mas, a verdade é que vem aí uma força nacional que vai acabar com o desmatamento, possívelmente antes do Apocalipse.
"Tremei, poluidores [e desmatadores], tremei": esse é o recado ameaçador do ministro do colete-engomadinho Carlos MincLeãoDourado. A Amazônia é nossa mas, "....todo mundo quer meter o dedo", foi o recado do nosso presidente-gnomo-protetor-da-natureza: quem se atrever a tomar a nossa Amazônia, vai perder o dedo. E, cá prá nós, de perda de dedo o Lulla entende muito bem. Blairo Maggi te cuida antes que acabe virando caldo de galinha.
Imagem: F-18, recuperado da guerra do Golfo, adaptado com míssil ecológico que será utilizado no patrulhamento da Amazônia. Os poquinhos-mísseis possuem uma micro-câmera no focinho que permitirão identificar os desmatadores sem chamarem a atenção. Abaixo do F-18, a novíssima Guarda Ambiental, provavelmente comandada por aqueles sargentos gays, que tanto enobreceram a farda no Programa da Lucianta Ximenes.

domingo, setembro 30, 2007

McCarthy estava certo

McCarthy estava certo
"Agora que jornalistas da minha listinha de fato foram trabalhar para Lula, com carteira assinada e tudo, aguardo os pedidos de desculpas de meus detratores arrependidos, as odes em minha homenagem, os beijinhos e os cafunés"
A TV do Lula já tem um chefe: Tereza Cruvinel. Na quarta-feira, ela foi escolhida para presidir o canal estatal. Petistas e peemedebistas brigam para abocanhar cargos na Petrobras. Enquanto isso, o lobista Mainardi, com seu jeito sonso, conseguiu emplacar mais um nome de sua listinha para um posto de comando no governo.
A primeira listinha do lobista Mainardi foi publicada numa coluna de dezembro de 2005. Nela, relacionei uma série de jornalistas comprometidos com Lula. Mais do que simples torcedores ou correligionários do presidente, acusei-os de distorcer os fatos a fim de abafar as denúncias contra os mensaleiros. A certa altura, eu dizia:
O Globo tem Tereza Cruvinel. É lulista do PCdoB. Repete todos os dias que o mensalão ainda não foi provado. E que José Dirceu não deveria ter sido cassado. Ela aparelhou o jornal da mesma maneira que os lulistas aparelharam os órgãos públicos. Quando tira férias, seu cunhado, Ilimar Franco, assume sua coluna.
Minha listinha de colaboracionistas na imprensa incluía o nome do atual ministro Franklin Martins, que indicou Tereza Cruvinel para a TV do Lula. E o nome de Helena Chagas constava de uma listinha sucessiva em que tratei da quebra do sigilo do caseiro Francenildo. O que fará Helena Chagas? Ela dirigirá o departamento de jornalismo da TV estatal.
Fui muito atacado na época da primeira listinha. Me acusaram de ligeireza. Me diagnosticaram um extenso rol de neuroses. Quatro dos citados chegaram a me processar: Franklin Martins, Leonardo Attuch, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Até aquele momento, os quinta-colunas da imprensa permaneciam incógnitos. Ninguém admitia que a afinidade partidária pudesse interferir no desempenho profissional dos jornalistas. E ninguém admitia que eles pudessem estar trabalhando para Lula clandestinamente. Agora que alguns deles de fato foram trabalhar para Lula, com carteira assinada e tudo, aguardo os pedidos de desculpas de meus detratores arrependidos, as odes em minha homenagem, os beijinhos e os cafunés.
No fim daquele primeiro artigo, anunciei o plano de delatar todos os lulistas da imprensa, formando o tribunal macarthista mainardiano. Como sempre acontece comigo, a piada se voltou contra mim. Por muito tempo, fui tachado como um macarthista que perseguia seus colegas por motivos puramente ideológicos. O fato é que Joseph McCarthy estava certo: o comunismo tinha um monte de agentes infiltrados no sistema americano. O fato é que eu também estava certo: o lulismo tinha um monte de agentes infiltrados na imprensa brasileira.
Dois anos depois do estouro do mensalão, já podemos fazer um retrospecto do caso. O STF delineou com clareza suas principais ramificações: o núcleo presidencial, o núcleo parlamentar, o núcleo bancário, o núcleo publicitário. O mensalinho tucano irá desmascarar o núcleo oposicionista. Quanto ao núcleo jornalístico, a ida de Tereza Cruvinel para a TV do Lula fechará o ciclo de uma vez por todas. Estou à espera dos beijinhos. Estou à espera dos cafunés.
Diogo Mainardi - VEJA Edição 2028 - 3 de outubro de 2007 -

sábado, junho 02, 2007

A Gautama do éter


A Gautama do éter.

A TV Pública é a Gautama do éter. Assim como a Gautama faz obras que custam caro e ninguém vê, a TV Pública custará caro e ninguém a verá. A Gautama deu dinheiro a um monte de lulistas. A TV Pública dará dinheiro a outros tantos. O pessoal da Gautama foi parar na cadeia. Minha torcida é para que, futuramente, por algum motivo, o pessoal da TV Pública tenha o mesmo fim.




O que diferencia a Gautama da TV Pública é o preço. O da TV Pública é mais alto. Muito mais alto. O butim foi calculado inicialmente em 250 milhões de reais por ano. Agora, como diria Zuleido Veras, o contrato já foi aditado. De acordo com o assessor de imprensa informal de Franklin Martins, que despacha regularmente na Folha de S.Paulo, a TV Pública receberá 350 milhões de reais por ano. Se continuar nesse ritmo, logo mais a TV Pública terá de ser chamada de Andrade Gutierrez do éter ou de Mendes Júnior do éter.




Um conselho de oito profissionais foi reunido para idealizar a TV Pública. Há gente como Eugenio Bucci, recentemente afastado da Radiobrás, Florestan Fernandes Júnior, filho do sociólogo petista, e Beth Carmona, diretora da TVE. Quando Beth Carmona foi nomeada para a TVE, Luiz Gushiken declarou que se tratava de uma "escolha pessoal do presidente Lula". É com esse estigma que ela chega à TV Pública. Beth Carmona é uma espécie de teórica do traço. Traço é como se define o programa de TV com ibope igual a zero. Em sua defesa, ela argumenta que "a TV é uma concessão pública e, como tal, deve servir aos anseios da sociedade, e não à busca desenfreada pela audiência". Traduzindo: o espectador não sabe o que é melhor para ele, quem sabe é a Beth Carmona. Quais seriam os "anseios da sociedade"? Neste momento, estou sintonizado na TVE. Há um porquinho tocando violino. Meu único anseio é ele parar de tocar.




Outro conselheiro da TV Pública é Laurindo Lalo Leal. Ele apresenta um programa na TV Câmara, o Ver TV. Apesar do nome, desconfio que seja um dos programas de TV menos vistos de todos os tempos. Laurindo Lalo Leal acredita no seguinte: "Deve-se lutar contra o índice de audiência em nome da democracia. A TV regida pela audiência contribui para exercer sobre o consumidor as pressões do mercado, que não têm nada da expressão democrática de uma opinião coletiva esclarecida". O autor dessa charlatanice bolivariana é Pierre Bourdieu. A mensagem é aquela de sempre: somos incapazes de entender o que é bom para nós. Hoje à noite vou ver a novela da Globo e comprar todos os produtos anunciados nos intervalos comerciais. Só para incomodar Laurindo Lalo Leal e os acólitos de Pierre Bourdieu.




Se a meta da TV Pública é garantir apoio para o lulismo, não há o menor perigo de sucesso.


Diogo Mainardi - VEJA Edição 2011 6 de junho de 2007

segunda-feira, abril 23, 2007

NÂO Á LULO-SACANAGEM


Não à Lulo-sacanagem.

Tudo o que os petralhas não gostam deve ser bom. Todos os que elles detestam devem ser, no mínimo, honestos e em homenagem aos petralhas que colocam em dúvida a masculinidade do Reinaldo Azevedo, reproduzo abaixo post de hoje:
Eu digo "NÃO"
Não.Eu não vou desistir do caso Diogo-Franklin-Kennedy Alencar.


Não, enquanto as explicações forem amplamente insatisfatórias como são.


Não, enquanto restar esse rastro de suspeitas.


Não quero demonizar ninguém. Até porque os “demônios”, no Brasil, viram vitimas e logo formam um Sindicato de Demônios. E, se duvidar, cobram indenização de Deus.


Não vou desistir porque me preocupo, sim, com os direitos de um amigo meu.Mas não vou desistir porque, sobretudo, me preocupo com o estado de direito, que é ainda mais amigo meu. Sou amigo de Diogo Alemão, mas sou ainda mais amigo da verdade.Não vou desistir porque me preocupo com a minha própria liberdade.


Não vou desistir porque me preocupo com a liberdade de Kennedy Alencar.


Não vou desistir porque me preocupo com a liberdade de Franklin Martins.


Não vou desistir porque os ditadores da direita, aos quais Franklin se opôs, perderam.


Não vou desistir porque os ditadores de esquerda, que eram da turma de Franklin, perderam.


Não vou desistir porque a democracia venceu.E deu um trabalhão lutar pela sua vitória.


Então eu não desisto.


Não.


Do Blog do Reinaldo Azevedo 

Imagem: Esq - Reinaldo quando, certamente, já era um anti-petralha; no subconsciente. Dir - De chapéu, escondendo os efeitos de sua cruzada anti-petralha.

sábado, abril 21, 2007

O governo mais corrupto da história



DURANTE O GOVERNO MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA, TUDO PODE ACONTECER.



ISSO É MUITO GRAVE!




Sou o Bacuri do Kennedy


Eu sou o Bacuri do petismo. Bacuri foi torturado e morto pelo regime militar. Os informantes que a imprensa tinha no Deops e os informantes que o Deops tinha na imprensa souberam que ele seria morto duas semanas antes de o assassinato de fato ocorrer. Ao contrário do que fizeram com Bacuri, ninguém arrancou minhas orelhas, ninguém perfurou meus olhos. O regime militar era brutal. O petismo é só rasteiro. 


O colunista da Folha Online Kennedy Alencar noticiou que eu seria condenado no processo contra Franklin Martins um dia antes que o juiz efetivamente me condenasse. Se eu sou o Bacuri do petismo, Kennedy Alencar é o informante do Deops. 


Na semana passada, aqui na coluna, dei um peteleco em Franklin Martins. Na segunda-feira, o antigo assessor de imprensa de Lula, Kennedy Alencar, publicou uma nota vaticinando qual seria o resultado do processo do ministro contra mim. Ele acertou até a quantia que eu teria de pagar: 30.000 reais. No dia seguinte, atropelado pelos eventos, o juiz Sergio Wajzenberg decidiu me condenar às pressas, antes de analisar minhas provas e antes de interrogar minhas testemunhas. Como sou parte em causa, tenho de tratar do assunto com uma certa cautela. 


A OAB, a corregedoria e a imprensa podem se ocupar do caso bem melhor do que eu. Mas a sentença do juiz Wajzenberg merece um comentário.O juiz Wajzenberg, como José Dirceu, só me chama de Diego na sentença. É Diego para cá, Diego para lá. Eu, Diego, sou descrito como um camarada da melhor qualidade: inteligente, brilhante, digno, leal, honesto e cumpridor de meu papel social. Mas cometi um erro ao identificar Franklin Martins como simpatizante de Lula, embora ele tenha sido nomeado, um ano depois do meu artigo, ministro de Lula. 


O juiz Wajzenberg se define como uma "velhinha de Taubaté". Ele afirma que, como a velhinha de Taubaté, "prefere acreditar" que um jornalista pode desempenhar seu trabalho com autonomia, mesmo que todos os seus parentes sejam beneficiados com cargos no governo.O juiz Wajzenberg absolve também o "povo brasileiro". Ele alega que, como um bando de índios, nós toleramos a prática do "escambo". Por isso, "um ato que pode parecer uma troca de favores na verdade pode significar um reconhecimento do poder político". 


O juiz Wajzenberg diz que, diante da falta de trabalho, moradia e saúde, temos dificuldade de "entender o que é bom e o que é ruim". Mas ele "prefere acreditar" que "a maioria do povo brasileiro é digna, acredita em Deus e age para que nosso futuro seja melhor". Contaminado pelo espírito benevolente do juiz Wajzenberg, prefiro acreditar que em nenhum momento ele sentiu o peso de julgar um ministro, prefiro acreditar que ele nem considerou a hipótese de favorecer um membro do governo para obter algum tipo de vantagem em sua carreira, prefiro acreditar que ele conduziu meu processo com lisura, prefiro acreditar que ninguém arrancou minhas orelhas e ninguém perfurou meus olhos.


Diogo Mainardi

quinta-feira, abril 05, 2007

PLANO "B" DO APAGÃO AÉREO







Governo diz ter um ´plano B´ caso controladores parem.
Agência Estado

BRASÍLIA - O governo avalia que já tem em mãos um plano B, uma ação para casos de emergência, caso os controladores não cumpram a promessa de voltar a trabalhar normalmente. "A prioridade é restabelecer a normalidade de forma sustentada, por um bom período, sem prazo", afirmou um assessor da Presidência ao Estado, informando que a ordem é de "não ficar refém dos controladores e nem de nenhuma outra categoria".

O PRESIDENTE VAI MANTER A PALAVRA.
- "Aprendemos uma lição com o que houve. Não ficaremos mais reféns deles. Eles não nos pegam mais de calça curta. Agora temos um plano B. Naquela noite de sexta-feira, não tínhamos alternativa, a não ser conversar porque, senão, ao invés das cinco horas de paralisação, seriam 24 ou sabe-se lá quantas". O presidente entende ainda que, agora, com as condições restabelecidas, "a situação é outra".

Na verdade o governo tem mais que um plano B; tem um plano C,D,E,F... . O que mais o governo sabe fazer são Planos e Programas. Estuda-se, inclusive, a contratação de controladores de vôo do exterior. Se o governo consegue tirar da (iniciativa) privada o Franklin Martins, que ganhava R$ 50.000,00 na Band, para ganhar R$ 8.500,00 no Ministério da Propaganda Deslavada; por quê não conseguirá convencer controladores americanos que ganham U$ 10.708,00, naquela draga de paiseco atrasado e virem trabalhar num paistropicalabençoadoporDeusebonitoporNatureza por R$ 2.000,00 ?
Caso os controladores ousem aprontar mais uma a Infraero colocará todos que estiverem disponíveis, do varredor do aeroporto ao vendedor de pipoca. Se o sujeito souber jogar um video game já basta, está mais do que apto. Por quê não ousar? Que tal funcionar sem esses traíras incitados pela CUT? Os pilotos avisam pelo rádio onde estão, a que horas vão descer ou subir e pronto! Que diminuam a velocidade; assim quando avistarem outro avião dá tempo para desviar, subir ou descer: usem o pisca, indicando que direção vão tomar. Vamos por um fim nessa insubordinação. Não é justo que um idoso como o Waldir Pires tenha que resolver esses problemas; afinal ele é o Ministro da Defesa e o momento é Atacar o Apagão. Seria um desvio de função. A situação é de Guerra; cabe ao presidente criar o Ministério da Guerra (como já tinhamos) e ninguém menos que o Zé Dirlceu para essa importante pasta.