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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Impossível a paz feita com terroristas.












Impossível a paz feita com terroristas.

Primeiramente saibamos o que o Islam tem a dizer, sobre Terrorismo (extraído do site da Fambras - Federação das Associações Muçulmanas do Brasil:



Uma das distintas características dos tempos em que vivemos é a esmagadora presença da violência em nossa sociedade. É uma bomba que explode num supermercado, ou um avião que desvia, onde indivíduos inocentes são feitos reféns, para aquisição de poder político. Vivemos numa idade onde a manipulação de grupos étnicos e a perda de vidas inocentes se tornaram comuns. Tal é a natureza patente da violência que não se conhecem limites. Esse “terrorismo” é considerado como uma das principais barreiras à paz e à segurança da humanidade.A palavra terrorismo entrou em uso somente algumas décadas atrás. Um dos infelizes resultados desta nova terminologia, é que limita a definição do terrorismo àqueles atos perpetrados por pequenos grupos ou indivíduos.



O terrorismo de fato é um interesse global e manifesta-se em várias formas. Aos seus autores não cabe nenhum estereótipo. Aqueles que acreditam que vidas humanas são baratas e que têm o poder de prender vidas humanas aparecem em níveis diferentes nas nossas sociedades. Pode ser o empregado frustrado que mata os seus colegas a sangue frio ou o cidadão oprimido de uma terra ocupada que exala a sua raiva fazendo explodir um autocarro escolar cheio de crianças inocentes. Esses são os terroristas que nos provocam raiva e repulsão.

Irônicos são os políticos que usam animosidades étnicas antiquíssimas entre povos para fixar as suas posições. O chefe de Estado que requisita o “O tapete bomba” de cidades inteiras e dos conselhos exaltados que condenam milhões de civis à morte segurando a arma ilegal das sanções, raramente são punidos pelos seus crimes contra a humanidade.

É esta definição estreita de terrorismo que fez com que os muçulmanos fossem associados a atos de destruição e de terror. Em consequência eles próprios tornaram-se vítimas de odiosa violência e de terror. A religião do Islam é dada como responsável pelos atos dos não muçulmanos! Pode ser possível que o Islam, cuja luz terminou com as idades escuras na Europa, seja agora responsável pela idade do terror?? Poderia uma fé que tem cerca de um bilhão de seguidores no mundo inteiro e cerca de 7 milhões na América, realmente ordenar a matança e a mutilação de povos inocentes? Poderia o Islam, cujo o nome próprio representa “Paz” e “Submissão a Deus”, incentivar seus seguidores a trabalhar para a morte e a destruição? É possível?



A santidade da vida humana:

O Sagrado Alcorão diz:

“ …não tirem a vida, que Deus fez sagrada, excepto pela justiça ou lei: assim Deus o comanda, para que raciocineis.” [Alcorão 16:151]

O Islão considera que todas as formas de vida são sagradas. No entanto, a santidade da vida humana é-lhe acordada um lugar especial. O primeiro direito básico dos direitos humanos é o direito de viver.

O Sagrado Alcorão diz:

“ … E se alguém matou uma pessoa – a menos que fosse homicídio ou difusão de corrupção na terra, seria como se matasse todos os povos do mundo inteiro e se alguém salvou uma vida seria como se tivesse salvo toda a humanidade” [Alcorão 5:32]

Tal é o valor de uma única vida humana que o Alcorão, iguala a tomada injusta de uma vida humana com a matança de toda a humanidade. Assim, o Alcorão proibe o homicídio em termos claros. A tomada da vida de um criminoso pela ordem do estado para administrar justiça é exigida para confirmar as regras da lei, a paz e a segurança da sociedade. Somente uma corte apropriada e competente pode decidir se um indivíduo perdeu direito à vida negligenciando o direito à vida e à paz de outros seres humanos.



As éticas da guerra:

Mesmo num estado de guerra, o Islam ordena que se trate o inimigo nobremente no campo de batalha. O Islam extraiu uma linha de distinção entre os combatentes e os não-combatentes do país inimigo. A população dos não-combatentes é referida como mulheres, crianças, o velho, o fraco, etc…

O profeta Muhammad (Que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele) Costumava proibir os soldados de matar mulheres e crianças e recomendava-lhes: “ … não mutilem, não traiam, não sejam excessivos e não matem um recém-nascido”]. O profeta Muhammad também proibiu a punição com fogo. [3]

Assim, os não-combatentes têm segurança garantida de vida mesmo se o seu país está em guerra com um estado islâmico.



Jihad

Enquanto o Islam for mal entendido no mundo ocidental, talvez nenhum outro termo islâmico evoque reações fortes como a palavra “jihad”. O termo “jihad” tem sido muito abusado, para conjurar imagens estranhas de violência em muçulmanos, forçando povos a submeter-se no ponto da espada. Este mito foi perpetuado ao longo dos séculos de desconfiança durante e após as cruzadas.

Infelizmente, sobrevive até hoje.

A palavra Jihad vem da palavra de raiz “jahada”, que significa esforço. Consequentemente, o Jihad é literalmente um ato de esforço. O profeta Muhammad (paz e bênçãos de Allah estejam com ele) disse que o grande Jihad é se esforçar contra as sugestões insidiosas de sua própria alma. Assim, o Jihad refere primeiramente ao esforço interno da virtude de uma pessoa e da sua submissão a Deus em todos os aspectos da vida.

Em segundo lugar, o Jihad refere o esforço contra a injustiça. O Islão, como muitas outras religiões, permite a autodefesa armada, ou retribuição de encontro à tirania, à exploração, e à opressão.

O sagrado Alcorão diz:

“E por que não deve o Um lutar pela causa de Deus e daqueles que são fracos, mal-tratados (e oprimidos)? - Homens, mulheres, e crianças, cujo o grito é “Nosso senhor! Salvai-nos desta cidade, cujos povos são opressores; e Levantai para nós um que nos protegerá; e Levantai para nós um que nos ajudará! “ [Alcorão 4:75]

Assim, o Islam ordena aos crentes a esforçarem-se ao máximo, a purificarem-se, assim como estabelecer a paz e a justiça na sociedade. Um muçulmano não pode descansar enquando vir injustiça e opressão à sua volta.

Como Martin Luther King Jr. disse:

“Nesta geração, nós temos que nos arrepender, não meramente pelas palavras e as acções detestáveis de pessoas más, mas pelo apelativo silêncio das pessoas boas.”
O Islão ordena acima de tudo os muçulmanos a trabalhar ativamente para manter o contrapeso em tudo o que Deus criou. De qualquer modo independentemente da causa ser legítima ou não, o Sagrado Alcorão nunca desculpa a matança de povos inocentes. Aterrorizar a população civil não pode nunca ser denominado como o Jihad e nunca ser reconciliado com o ensino do Islam.



História da tolerância:

Mesmo os eruditos ocidentais repudiaram o mito de que os muçulmanos forçavam outros a converterem-se. O grande historiador De Lacy O'Leary escreveu: “A história torná-lo claro, que a lenda de fanàticos muçulmanos, varrendo através do mundo e forçando o Islão no ponto da espada em cima de povos conquistados é um dos mais fantàsticos e absurdos mitos que os historiadores têm vindo a repetir.” 
Os muçulmanos governaram Espanha por aproximadamente 800 anos. Durante este tempo, até serem forçados a sair, os não muçulmanos estavam vivos e procriavam-se. Adicionalmente, as minorias Judaicas e Cristãs sobreviveram em terras muçulmanas do Médio Oriente por séculos. Os países tais como Egito, Marrocos, Palestina, Líbano, Syria, e Jordania todos têm ima significativa população Cristã e Judaica.

Isto não é surpresa para um muçulmano, porque sua fé proíbe-o de forçar outro a considerar o seu ponto de vista.

O Sagrado Alcorão diz:

“Deixe que não haja nenhuma obrigação na religião: A verdade está para fora desobstruída do erro: quem quer que rejeita o mal e acredita em Deus, agarrou o mais de confiante punho que nunca quebra. E Deus tudo ouve e tudo sabe. [Alcorão 2:256]



Islam - O Grande Unificador:

Longe de ser um dogma militante, Islão é uma maneira de vida que transcende a raça e a afiliação étnica. O sagrado Alcorão lembra-nos repetidamente de nossa origem comum:

“Oh Humanidade! Nós criá-mo-vos de um único (par), de um macho e de uma fêmea, e fizemo-vos em nações e em tribos, para que se possam conhecer (não para se desprezarem). Verdadeiramente o mais honrado de vós à vista de Deus é (quem é) o mais íntegro de vós. E Deus tem o conhecimento de tudo e tudo Lhe é familiar.” [Alcorão 49:13]

Assim, é a universalidade dos seus ensinos que faz do Islão, a religião com mais rápido crescimento no mundo. Num mundo cheio de conflitos, divisão profunda entre seres humanos, um mundo que é ameaçado com o terrorismo perpetrado por indivíduos e por Estados, Islam é um farol de luz que oferece esperanças para o futuro.

Em segundo lugar, há que se considerar o Estatuto da Organização Terrorista Hamas:



Em nome de Alá, o Misericordioso e Piedoso

Palestina, 1º de Muharram de 1409 AH/ 18 DE AGOSTO DE 1988

Em nome de Alá, o Misericordioso e Piedoso



Sois (palestinos) a melhor nação surgida na face da terra. Fazei o bem e proibis o mal, e credes em Alá. Se somente os povos do Livro (i.e., judeus) tivessem crido, teria sido melhor para eles. Alguns deles crêem, mas a maioria deles é iníqua. Nunca serão capazes de nos causar sério mal, serão apenas uns incômodos. Se vos atacarem, acabarão virando as costas e fugirão, e não serão socorridos. Humilhação é a sina deles, onde possam se encontrar, exceto se forem salvos por meio de um compromisso com Alá ou por um compromisso com os homens. Recaiu sobre eles a ira de Alá, e a sina deles é a desgraça, porque recusaram as indicações de Alá e erradamente mataram os profetas, e por serem desobedientes e transgressores (Alcorão, 3:110-112)



Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá) (2). Continue lendo aqui


Por fim, após a "introdução" do Estatuto dos terroristas do Hamas,  vejamos na prática o que acontece realmente (do site Rua Judaica):

CAI A MÁSCARA DA TRÉGUA E DA POSSÍVEL CONVIVÊNCIA COM O ESTADO DE ISRAEL 

por Osias Wurman.



ATENÇÃO : O NOVO SÍMBOLO DO MOVIMENTO HAMAS DESTACA OS 25 ANOS DE EXISTÊNCIA; A MESQUITA EM JERUSALÉM; O FOGUETE QASSAM M75 E O "FUTURO ESTADO PALESTINO INDO DESDE O RIO JORDÃO ATÉ O MAR MEDITERRÂNEO"


Dezenas de milhares de palestinos se reuniram na manhã deste sábado na praça Katiba da Cidade de Gaza para participar da celebração do 25º aniversário da criação do movimento islâmico Hamas, que controla o enclave palestino desde 2007, quando expulsou os líderes do Fatah para a Cisjordânia.


O ponto marcante da cerimônia foi um discurso do líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, que está em Gaza para sua primeira visita a um território palestino em 45 anos. Em cada lado do palco foram instalados retratos gigantes do fundador do Hamas, xeque Ahmed Yassin, assassinado pelo Exército israelense em 2004, e de Jabari, morto em 2012.

Em seu pronunciamento, ele disse que nunca reconhecerá Israel e insistiu que os palestinos nunca abrirão mão de nenhuma parte de sua terra. "A Palestina é nossa do rio para o mar e do sul para o norte. Não haverá concessão de uma polegada de terra", disse. "Nunca vamos reconhecer a legitimidade da ocupação israelense e, portanto, não há legitimidade para Israel, não importa quanto tempo vá demorar."

Em um discurso belicoso e intransigente, Meshaal também prometeu libertar prisioneiros palestinos detidos em Israel, indicando que militantes islâmicos tentariam sequestrar soldados israelenses para usá-los como moeda de troca.

"Não vamos descansar até libertarmos os prisioneiros. A maneira que libertamos alguns dos prisioneiros no passado é o caminho que vamos usar para libertar os prisioneiros restantes", disse Meshaal, sob aplausos da multidão.


Entre a multidão havia muitas mulheres e crianças com os símbolos do Hamas, bandeiras e gorros de cor verde. A celebração do 25º aniversário ocorre neste ano com uns dias de antecipação para coincidir com o da primeira Intifada palestina, que começou em 8 de dezembro de 1987 na Faixa de Gaza.




terça-feira, dezembro 04, 2012

Gaza Não É a Chave, Filadélfia É.






Gaza Não É a Chave, Filadélfia É.


por Daniel Pipes

Original em inglês: Gaza's Not the Key, Philadelphi Is
Tradução: Joseph Skilnik

A segunda guerra entre o Hamas e Israel de 10 a 21 de novembro estimulou um imenso debate sobre seus aspectos positivos e negativos, cada lado tentando atrair um grande bloco de indecisos (19 por cento dos americanos de acordo com CNN/ORC, 38 por cento segundo Rasmussen). Será que Israel é um estado criminoso que não tem o direito de existir, muito menos usar de força? Ou será que Israel é uma democracia liberal moderna, sob estado de direito, que de forma justificável protege civis inocentes? A moral move o debate.


Para qualquer pessoa sensível, é óbvio que os israelenses estão 100 por cento certos em se proteger de ataques injustificáveis. Uma charge da primeira guerra entre o Hamas e Israel de 2008 - 2009 mostra, de forma simbólica, um terrorista atirando detrás de um carrinho de bebê em um soldado israelense na frente de um carrinho de bebê



A claríssima diferença entre os dois lados.





A questão mais difícil é como evitar futuras guerras entre o Hamas e Israel. Alguns antecedentes: Se os israelenses estão 100 por cento certos em se proteger, seu governo também arca com toda a responsabilidade de ter provocado esta crise. Especificamente, realizou duas retiradas unilaterais equivocadas em 2005:

<>De Gaza: Ariel Sharon venceu a reeleição ao posto de primeiro ministro em janeiro de 2003 em parte por ter zombado de um rival que defendia a retirada unilateral de todos os residentes e soldados israelenses de Gaza; depois, inexplicavelmente, em novembro daquele ano ele adotou a mesma política e colocou-a em prática em agosto de 2005. Naquela época eu disse que isto era "um dos piores erros já cometidos por uma democracia".

<>Do Corredor Filadélfia: Sob pressão dos Estados Unidos principalmente da Secretária de Estado  Condoleezza Rice, Sharon assinou um acordo em setembro de 2005, chamado de "Acordos Estabelecidos", que previa a retirava das forças israelenses do Corredor Filadélfia, uma área com 14 km de comprimento e 100 metros de largura entre Gaza e Egito. A desafortunada "Missão de Assistência Fronteiriça da União Européia para o Posto de Passagem de Rafa" (EUBAM Rafah) se posicionou.



O Corredor Filadélfia em existência até novembro de 2005.


O problema é que as autoridades egípcias se comprometeram no acordo de paz de 1979 com Israel (III:2) a evitar "atos ou ameaças de beligerância, hostilidade e violência", mas na realidade permitiam o contrabando volumoso de armamentos a Gaza através de túneis. De acordo com um documento de Doron Almog, ex-chefe do Comando Sul de Israel no início de 2004, o "contrabando tem uma dimensão estratégica" pelo fato dele envolver quantidades suficientes de armas e equipamentos militares "para tornar Gaza uma plataforma de lançamento para ataques cada vez mais intensos e com maior alcance contra o território israelense".

Almog considerou essa política "um jogo perigoso" do regime de Mubarak e um "enorme perigo estratégico" que poderia "por em risco o acordo israelense-egípcio além de ameaçar a estabilidade de toda a região". Ele atribuiu a atitude complacente do Egito a uma mistura de percepções antissionistas entre as autoridades e a disposição de dar vazão aos sentimentos antissionistas da população egípcia.


Sharon arrogantemente assinou os "Acordos Estabelecidos", contrariando a forte oposição dos órgãos de segurança de Israel. Obviamente, ao remover esta camada de proteção israelense, seguiu-se conforme previsto um "aumento exponencial" no arsenal de Gaza, culminando nos mísseis Fajr-5 que atingiram Tel Aviv neste mês.

A fim de permitir que soldados israelenses evitem de forma eficiente que armamentos cheguem a Gaza, David Eshel do Defense Updatesustentava em 2009 que a IDF (Forças de Defesa de Israel) reconquistassem o Corredor Filadélfia e aumentassem o seu tamanho para uma "linha de segurança estéril completa de cerca de 1.000 metros", ainda que isso significasse transferir para outro local aproximadamente 50.000 residentes de Gaza. Curiosamente, em 2008,Ahmed Qurei da Autoridade Palestina endossava em particular medidas semelhantes.

Maj. Gen. (res) Doron Almog de Israel previu os problemas
de hoje no início de 2004.


Almog vai mais longe: notando o profundo envolvimento iraniano em Gaza, ele defende transformar o Corredor Filadélfia em terra de ninguém alargando-o para cerca de 10 km. O ideal seria, conforme diz em uma correspondência enviada a mim, se o Army Corps of Engineers dos Estados Unidos construíssem um obstáculo a fim de evitar o contrabando e se os militares americanos tivessem um papel contínuo em policiar a fronteira. Segunda opção, deixar na mão dos israelenses. (O Acordo Gaza-Jericó de maio de 1994, ainda em vigor, estabelece uma "Área de Instalações Militares" sob total controle de Israel – de fato, o Corredor Filadélfia – que concede a Jerusalém a base legal para retomar esta fronteira tão importante).

Já Michael Herzog, anteriormente oficial altamente graduado no Ministério da Defesa de Israel, me informa que é tarde demais para Israel retomar o Corredor Filadélfia, que a pressão internacional sobre o Egito para interromper o fluxo de armas para Gaza é a solução. Na mesma linha, o ex-embaixador Dore Gold defende "acertos" conjuntos EUA-Israel com o propósito de evitar a entrada de armamentos.

Estou cético quanto a um papel eficaz americano, seja militar ou diplomático, somente os israelenses têm estímulo suficiente para acabar com a transferência de armas. Os governos ocidentais deveriam sinalizar ao Hamas que eles irão encorajar Jerusalém a responder ao próximo ataque de mísseis com a retomada do Corredor Filadélfia, evitando assim futuras agressões, tragédias humanitárias e crises políticas.

DanielPipes.org


segunda-feira, dezembro 03, 2012

Israel, palestinos, gaúchos e imprensa.









Israel, palestinos, gaúchos e imprensa.

por Ronaldo Gomlevsky 

Tarso Genro e seu protegido, o assassino Battisti
“Dizem que é muito saboroso”, fala Tarso Genro sobre maconha

Você, meu querido leitor, tem consciência dos problemas que envolvem a vida e a disputa entre árabes e judeus no Oriente Médio? Você já teve a coragem de sequer abrir um livro cuja tese seja de defesa de uma parte e, ainda, um outro que defenda a parte contrária? Você já conseguiu se informar sobre o assunto na proporção que lhe possibilite, verdadeiramente, sem paixões e sem preconceitos traçar uma linha de raciocínio que lhe leve a conclusões sensatas e benéficas na busca pelo equilíbrio e pela paz na região?

Caso a sua resposta seja sim, já li e concluí, você é legitimo para ter uma opinião sobre o tema. Caso sua resposta seja não, você está, por si próprio, proibido de ter uma opinião. Você pode dizer que “acha” mas que não sabe.

Normalmente, preconceitos de judeus contra árabes e de muitos contra os judeus, montam na cabeça do preconceituoso falsas teses que defendam seu ódio, sua estupidez e sua insensatez transformada em repulsa ao desconhecido. A explicação que se pode obter a respeito do desequilíbrio de certa imprensa na divulgação dos fatos que ocorrem no Oriente Médio, vem da obtusidade e do desconhecimento que alguns editores pensam que resolvem publicando fotos bombásticas.

Não faz muito tempo, os gaúchos, habitantes de Porto Alegre, foram surpreendidos com a atitude leviana de seu governador que aceitou, provavelmente, também sem conhecimento de causa e, talvez pelo sentimento de culpa que lhe acompanha por ser um judeu não judeu, repito, aceitou abrir as portas da cidade que é a capital de seu estado para discutir a causa palestina.

Certamente o Rio Grande do Sul, não deve ter qualquer problema de pobreza, de falta de moradia para a população carente, não deve ter filas nos hospitais públicos, não deve ter esgotos a céu aberto, deve ter escolas públicas de excelente qualidade, por isso mesmo, seu governador pode se dar ao luxo de virar as costas para os problemas de seu povo para tratar de um assunto, do qual, certamente, pouco conhece, desperdiçando os recursos da cidadania que o elegeu em atividade política contra um país amigo do Brasil, para atender meia dúzia de eleitores ou, quem sabe, atender também o seu próprio preconceito contra seus ancestrais.

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GAÚCHOS À MARGEM. Favelas crescem 29,8% no Estado - KAMILA ALMEIDA, ZERO HORA 22/12/2011


Censo aponta que, em 10 anos, Rio Grande do Sul ganhou 68,2 mil favelados
De 2000 até o ano passado, o número de favelas no Rio Grande do Sul teve um crescimento de 29,8%. Mais do que o dobro que o crescimento da população no mesmo período, de 12,3%. Recorte do Censo 2010, o dado faz parte do levantamento Aglomerados Subnormais, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Hoje são 297.540 indivíduos nessas condições, contra 229.244 em 2000. O número corresponde a 2,8% dos gaúchos. Em 1991, quando o censo começou a ser realizado, a população de favelados no Estado não chegava a 100 mil. Era de 99.621.


– Esse resultado é assustador, uma certa contradição se considerar as projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), que levavam em conta a regularização fundiária a partir do estatuto das cidades – disse o professor do Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRGS Eber Souza Marzulo.


Levando em consideração apenas os municípios, o levantamento revela uma migração para regiões suburbanas de Porto Alegre. A Capital assistiu a um crescimento de 34,5% da população em áreas suburbanas – eram 143.353, em 2000, e passaram a ser 192.843. Também mostraram crescimento municípios como Tramandaí (11,8%), no Litoral Norte, e Novo Hamburgo (9,3%), no Vale do Sinos.


Fabiano Pereira, secretário de Justiça e de Direitos Humanos do Estado afirma não haver explicações plausíveis para este crescimento no Estado.


– O Brasil cresceu tanto em muitos setores. Agora, 2012 tem de ser o ano da cidadania e dos valores. Não podemos admitir seres humanos passando fome e morando em áreas degradadas – destaca Pereira.


Matéria do Jornal Zero Hora revela as cidades do RS lembradas pelos índices de criminalidade.


O que revela o mapa do crime?




Se Porto Alegre é a capital de todos os gaúchos, algumas cidades poderiam dividir o título quando o tema é a violência. Entre as candidatas ao indesejável posto está Alvorada, campeã em assassinatos. Com 195 mil habitantes, o município apresenta uma taxa de homicídios comparável às registradas na Colômbia e no Iraque pós-guerra.


A seguir, ZH mostra como é o mapa do crime no Estado, depois de cruzar dados da Secretaria da Segurança Pública, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).


A cidade das mortes


Ao longo de 2010, uma pessoa foi morta em Alvorada a cada quatro dias. Com 90 assassinatos no ano passado, o município apresenta uma taxa quase 70% maior do que São Leopoldo, a segunda colocada no ranking, com 68 mortes.


Para as autoridades policiais, o tráfico de entorpecentes está por trás de maioria dos casos. Estimam que oito em cada 10 crimes tenham as drogas como pano de fundo (na foto acima, uma operação para combater homicídios na cidade).


– Em Alvorada, o tráfico está disseminado em toda a cidade – diz o delegado Omar Abud, titular da 1ª Delegacia Regional da Polícia Civil em 2010.


Na década de 90, a cidade era a quinta do ranking de homicídios, com taxa de 27,6 mortes para cada 100 mil habitantes. Em 2005, já havia alcançado o topo da lista com taxa de 29 assassinatos. Agora, bateu a casa das 45 assassinatos.


– Estou designando um delegado para concluir os inquéritos parados. Esse trabalho antecede a criação de uma delegacia especializada em homicídios – diz o novo titular da delegacia regional, Leonel Carivali.


Porto Alegre acorda com outdoors espalhados pela cidade denunciando caos na saúde do RS
Janeiro de 2010

Diversos outdoors foram espalhados pelas ruas de Porto Alegre estampando a frase: RS 1° lugar em tudo e, logo em seguida, trazendo alguns dados dos recordes negativos, como a que afirma que Porto Alegre é a capital brasileira com o maior número de aids por habitante do país.

Esta foi mais uma iniciativa do Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade, visando chamar a atenção da população, das autoridades e, principalmente, dos participantes do Fórum Social Mundial, para denunciar a má gestão na saúde do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre, que tem contribuído para deixar tanto o Rio Grande do Sul, quanto a capital com o maior número de casos por cada 100 mil habitantes e tentando buscar apoio de outras instituições para que esse quadro possa ser mudado.

Mesmo após a coletiva com a imprensa realizada em parceria com o SIMERS – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul no último dia 11 de janeiro, onde foi deliberado o encaminhamento das denúncias ao Ministério Público Federal e Estadual, nada foi resolvido.

Gustavo Bernardes, coordenador Geral do SOMOS tem recebido diariamente denúncias de diversas pessoas que vivem com aids que tem ido procurar seus resultados de exames de carga viral e CD 4 feitos no LACEN e que os mesmos não estão sendo realizados no prazo previsto. “Tem pessoas vindo do interior do Estado buscar seus exames e eles não estão prontos e dizem que os exames feitos em dezembro terão que ser descartados e refeitos, causando enormes transtornos para população que vive com HIV/Aids”, afirma.

Sobram problemas na gestão Estadual e Municipal. No Estado a Política não tem nem coordenação e os recursos de prevenção para as ONGs estão parados desde 2008. No município o gestor não investe em prevenção e falta diálogo com a sociedade civil.
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Bem, fotos de crianças mortas na guerra diária de Gaza, do lado palestino, não só vendem jornais mas, mais do que isso, colocam o mundo contra o “agressor” que no caso vem a ser na verdade, o real agredido. O Oriente Médio não é apenas palco das novelas de Glória Peres, Mashalá! É também palco de muitos mistérios que não se resolvem com a leitura esporádica de seus temas em jornais ou revistas.

Se você quer saber e opinar sobre o assunto, leia e conheça mas não se deixe levar por apelos sentimentais.

Desde que o mundo é mundo, guerra sempre foi guerra!

(*)Ronaldo Gomlevsky é Editor Geral da Revista Menorah e escreveu para o Pletz.
Importante - As informações sobre favelas e a violência no RS, bem como as imagens, foram colocadas pelo blogando e não pelo autor do artigo.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Não vou conseguir dormir.










por André Gostynski

Hoje foi um dia muito duro para mim, um de muitos que tem se passado desde a última semana. As pessoas por aqui, em São Paulo, vivem como se tudo estivesse perfeito, se adaptam as restrições cotidianas impostas pela sociedade e seus governantes. Por outro lado, lá, em Israel, onde tive a sorte e o prazer de estar há alguns meses, as coisas não funcionam assim.



A realidade não é uma mera sucessão e aceitação de fatos. Lá um exército e seu governo tentam garantir a máxima proteção a seus habitantes, mas seu vizinho bem ao lado, que prefere muitas vezes nem se identificar, não pensa assim e prefere sujeitar os que vivem ao seu lado, os seus próprios irmãos por uma causa, à destruição ou à morte. Por outro lado, eu, como um judeu que vive a muitos quilômetros desse caos não me sinto confortável em ver tudo isso e me calar no meu lar, em trancar minha porta e não ler aos jornais.

Hoje eu fui para a rua, para protestar contra a situação, mas não foi suficiente. Não consegui me conformar em não ver a maioria de meus amigos lá. Muitos estiveram comigo em Israel há alguns meses, se deleitaram nos prazeres e na maravilhosa vida de turista no Estado de Israel, mas hoje eles não lembraram que isso tudo tem um preço, o preço é bem alto e é pago por alguns.

Por sorte temos o melhor exército do mundo e ele é o melhor porque ele defende a seus habitantes, ele é o melhor porque ele se inspira nos seus ideais, nos ideais de seus familiares. Hoje eu queria me manifestar e dizer para todos eles OBRIGADO, obrigado por defender tão bem o que é nosso e o mínimo que eu, que usufruí disso tudo, poderia expressar e fazer. Mas meus amigos não estavam lá…

Tenho certeza que muitos vão acordar amanhã e rumar em direção aos seus trabalhos e escolas como se nada tivesse ocorrido, mas para mim não, estou inconformado e não vou dormir bem. Minha função está longe de ser concluída, só quando a maioria deles estiver às ruas comigo eu vou dormir um pouco melhor. Além disso, nessa manifestação duas pessoas que se diziam ligadas ao Movimento Feminino xingaram a todos ali de ASSASSINOS. Pesado. Injusto. Cruel. Parcial.

Não sei qual a melhor definição. Muito ódio veio a tona, mas, após filosofar, percebi que a culpa não era delas, era minha, era nossa. Não é a toa, basta pegar o jornal dos últimos 7 dias em São Paulo. A grotesca parcialidade da mídia nacional na relação Israel-Palestina é cruel, pesada e injusta! Por que? O que aconteceu por aqui para tamanha parcialidade? Alguma divida da Comunidade Judaica Mundial ou Local para com nossa sociedade? Com certeza não… Não consigo encontrar a razão. O que fazer?

Não vou conseguir dormir por não ver meus amigos lá mas também não vou conseguir porque não sei onde a mídia vai levar nossa sociedade. Ódio gratuito, preconceito, imoralidade. É isso que se prega na mídia nacional? É assim que os jornalistas querem ser taxados? Não quero ser injusto e irresponsável por uma generalização, mas gostaria de respostas às minhas perguntas… Não vou conseguir dormir…


Fonte: Pletz.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Da Primavera Árabe para o Inverno (ou Inferno) Israelense











por Herman Glanz 



A escalada da guerra no Oriente Médio, com a agressão, por centenas de foguetes, às populações civis de Israel, pelos palestinos do Hamas da Faixa de Gaza, além de incorrer em dois crimes de guerra, a saber: atacar populações civis de Israel e se ocultar em meio à própria população civil palestina na Faixa de Gaza, tem por finalidade desviar a atenção de Israel da preparação das armas nucleares pelo Irã.

Ocupado no sul, Israel não terá fôlego para se preocupar com Ahmadinejad e os ayatolás. E tem ainda a finalidade de desviar a atenção da guerra-civil na Síria e dos conflitos entre correntes muçulmanas. Enquanto os foguetes caem em Israel às centenas – já passam do milheiro somente neste ano, 760 desde a última quarta-feira, destaca o Ministério do Exterior israelense que o Conselho de Direitos Humanos da ONU não se pronunciou, condenando as agressões, mas só se ocupa em condenar Israel.

Mas não param aí as agressões e preocupações israelenses. Há uma escalada do conflito, quando Farouk Kadumi, que foi o primeiro presidente da OLP, declara que os palestinos deveriam se unir à Jordânia, e o Príncipe Herdeiro jordaniano fala em retomar a Margem Ocidental. Preocupa a Israel, mas preocupa especialmente a família real jordaniana, pois a presença palestina pode significar a queda da monarquia.

O que está acontecendo é o surgimento de uma nova Guerra Árabe, guerra fria e quente, onde Israel ocupa um cenário para desviar a atenção da Guerra Árabe. O jornal “Asharq Al Awsat” publica artigo do Imad Eddine Adib no qual diz que “a guerra de Gaza é um exemplo, em miniatura, do amplo conflito regional” (…) ”não se trata somente de foguetes lançados sobre Israel, mas principalmente desafiar a experiência dos muçulmanos no poder. O conflito arrisca arrastar o Egito, o Qatar e o Irã e muito dependerá da evolução das negociações entre Irã e Estados Unidos. Não se acha excluída uma nova tensão no Líbano para capturar reféns e usá-los nas negociações como trunfos num jogo iraniano”. Ainda diz o artigo que pode significar colocar Israel e Estados Unidos contra o Irã.”

O jornal saudita “Al Watan” informa de uma entrevista telefônica entre o Rei Abdallah Ben Abdelaziz e o Presidente egípcio, Mohamed Morsi, onde o Rei afirmou ao Presidente que “a situação em Gaza exige a maior sabedoria no trato, aconselhando o Cairo a evitar reações passionais e privilegiar atitudes refletidas e de apaziguamento”.

A verdade é que os conflitos do próprio mundo muçulmano nada têm a ver com Israel. Apesar da Síria ter Israel como inimigo, a fronteira síria com Israel é mais calma, apenas ocorreram atos menores de avanço na zona desmilitarizada; é provável que venham a recrudescer atos provocativos, pois é tudo que Bashar Assad quer para desviar a reação que enfrenta; enquanto isso as demais fronteiras sírias estão ocupadas com refugiados. A Turquia já atirou contra a Síria. Na Jordânia um soldado jordaniano já morreu. No Líbano foi assassinado o general que era contrário aos sírios. A Arábia Saudita se opõe ao Irã, pois este dá apoio aos xiitas sauditas e o Rei mandou tropas em ajuda ao Bahrein contra os xiitas.

Verdade é que, enquanto brigam os muçulmanos entre si, Israel sofre, e a ampliação da guerra é iminente, com invasão terrestre. Já se observam movimentos para conseguir um cessar-fogo, agindo nesse sentido o Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita. Evidentemente para costurar um acordo, tentarão sempre extrair vantagens de Israel. Por enquanto, o povo de Israel sofre, inclusive com as informações desvirtuadas da mídia e a tradicional montagem de imagens dos palestinos, quando mostram um palestino morto por ataque de Israel e, depois, se se prestar atenção, o tal “morto” está noutra imagem posterior, atuando em mais uma gravação da falsa propaganda. Mas a mídia ocidental divulga e não desmente. Não há, ainda, condições de uma paz verdadeira.


Fonte: Pletz

quarta-feira, novembro 21, 2012

Com olhos em Gaza.





por Paulo Rosenbaum(*)


Ahmadinejad e Kaled Meshaal, líder do grupo terrorista Hamas



O Ministério adverte: esse artigo não é recomendável para torcedores fanáticos nem para aqueles que insistem em ter razão a priori.

O que está acontecendo entre Israel e o Hamas, que ocupou a faixa de Gaza depois que as forças de defesa desocuparam aquela região, era o segundo mais previsível dos conflitos. O primeiro será a manobra derivacionista, conduzida sob o estímulo direto do Irã, parceiro de Assad nos massacres contra o povo sírio. Nos próximos dias, se tudo sair direitinho conforme planejado, o regime teocrático vai tentar reabrir novo front ao norte.

O que virá depois ninguém sabe. As superpotências e a ONU estão ocupadas demais com as bancarrotas financeiras nos seus quintais para bloquear a selvageria que acomete a região.

Mesmo assim, é preciso um pouco de suspensão de qualquer crase ideológica para colocar qualquer luz nos fatos recentes. Os palestinos da Cisjordânia, ligados ao Fatah, tem sido mais pragmáticos e, mesmo capengas, os acordos de Oslo ainda dão alguma sustentação a ideia de dois Estados, a única saída para o conflito. Ninguém pode dizer que não há uma vida tensa, porém vigora certa normalidade, e até prosperidade econômica. Na Palestina de cima há uma classe média, politizada e crítica, e um crescimento econômico de 8% ao ano. Nada mal para tempos de recessão mundial.

A convivência tácita entre os dois povos é uma realidade. Era essa a chance de diálogo que vem sendo desperdiçada há pelo menos uma década. Sempre será a paz fugidia, instável e permanentemente tensa, ainda assim paz.

Completamente diferente da situação da Palestina do Sul, dominada pelo Hamas, organização paramilitar islamofascista, que usa a população civil de Israel como alvo preferencial de mísseis destrutivos, falsamente artesanais, há alguns anos, seguidamente. Essas provocações, que obviamente não são só feitas com biribas inócuas, provocam pânico, destruição e morte entre a população civil do sul de Israel, acarretando uma semi-vida em bunkers para cerca de um milhão de pessoas. Exatamente a mesma população de Gaza, onde por sua vez, prevalece extrema pobreza, apesar de circular muito dinheiro. Lá, como no tráfico dos morros, o fluxo financeiro das doações é controlado com mão de ferro pelos aiatolás do Hamas. Esse controle permite sustentação política através da bem sucedida politica assistencialista, que tanto seduz aqueles que querem dominar as massas sem lhes conceder independência de opinião, liberdade de expressão e aquelas palavras horríveis, que provoca sinceros arrepios nos populistas do mundo: consciência crítica.

Apesar da esmagadora superioridade militar das Forças de Defesa israelenses, a tática de guerrilha islâmica dá certo por uma conjunção de dois fatores interdependentes: o medo crescente da população civil e o consequente apoio da população israelense aos governos que usam preferencialmente a linguagem militar dura: só retaliações permanentes protegem. O fato é que não protegem, e na infernal retroalimentação, agora o risco concreto é cair na velha armadilha e abrir novo front, desta vez por terra. O resultado já pode ser antecipado e bem antes da abertura das urnas funerárias: mais foguetes e mais baixas entre civis, dos dois lados.

O agravante agudo é o Egito, agora com a irmandade muçulmana no poder, adepta da prima-irmã da doutrina que inspirou o Hamas. Mas o grande tabuleiro oculto vem do xadrez pesado que o Irã faz para hostilizar o Estado Judaico através do expansionismo xiita e sua pan-influencia, que vai da Síria à faixa de Gaza, passando pelo Líbano com sua sucursal naquele país, o Hezbollah.

Há poucos dias, uma efeméride chamou-me a atenção um fato que desconhecia, no século V, um rei etíope puniu os judeus daquele país por ajudar muçulmanos. Sabíamos dos antecedentes de ajuda mútua na idade média: no século X o mesmo aconteceu com os muçulmanos, desta vez por abrigar e esconder judeus das garras da Inquisição. Ou seja, há precedentes históricos de solidariedade e paz entre estes povos. Isso para dizer que o conflito não é, nunca foi atávico. Atávico virou uma designação politica contemporânea para confirmar que não tem jeito, que devemos nos conformar com o inexorável.

Mas não só não devemos, como não podemos nos dar a este luxo!

O fato de termos chegado a um lugar onde aparentemente não há uma saída visível para ninguém, evidencia que, mais uma vez, a sociologia da ignorância entrou em ação para mostrar todos seus resultados pedagógicos. Nenhum dos lados é santo, mas a culpa está sempre aonde se concentram mais fanáticos.

Estamos em pleno fogo que decerto vai respingar no mundo, quando poderíamos ter, todos nós, evitado mais essa vergonhosa saraivada de mísseis estúpidos.

Não é a toa que precisamos pedir ajuda aos Céus, onde ainda há esperança de vida inteligente.

(*)Paulo Rosenbaum, é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo”

terça-feira, novembro 20, 2012

Pilar de Defesa.









por Floriano Pesaro(*) 






É impossível se calar diante da inquietante situação de Israel e da Faixa de Gaza nos últimos dias. A verdade é que estou extremamente preocupado, perplexo e revoltado.

Antes de tudo, estou preocupado pelas vidas dos civis israelenses sob ameaça dos foguetes lançados sobre seus lares, seus trabalhos, suas escolas, pelas vidas dos soldados obrigados a se mobilizar e agir, pelas vidas dos palestinos, inocentes reféns da violência do Hamas. Este Hamas violento e assassino que já lançou milhares de foguetes sobre o Estado de Israel nos últimos anos, mas que se exibe ao mundo como ofendido e indefeso quando os israelenses buscam eliminar a fonte das constantes e, então, insuportáveis agressões.

Minha perplexidade advém do fato que é sabido e notório que o Hamas nunca aceitou e declara que nunca aceitará a existência do Estado de Israel. Esta organização terrorista utiliza civis como escudos humanos, até mesmo para utilizar como instrumento de mídia. O Hamas, desde 2005, tem contrabandeado para dentro do território de Gaza armas cada vez mais letais, que podem atingir milhares de civis inocentes no território israelense, sejam eles judeus, muçulmanos ou cristãos.

Com esta operação, Israel busca desmantelar o arsenal e a infraestrutura do terror preparada ao longo dos anos, desde 2005 até hoje, e abolir o comando deste domínio palestino assassino. Já a minha revolta é imensa. O mundo tem testemunhado estes ataques de foguete há anos e com extrema intensidade nestas últimas semanas.

Porém, assim que Israel exerceu seu legítimo direito de defesa, a mídia mundial, com seu viés característico, começou a noticiar o conflito como se Israel fosse o grande Golias agressor; como se crianças israelenses não fossem feridas, não tivessem traumas, não morressem… As notícias são tendenciosas, simplistas.

Ninguém disse que a Comunidade Europeia e os Estados Unidos se alinharam com Israel e seu direito inalienável de defender seu país das agressões recebidas. Ninguém ressaltou a enormidade de bombas caídas no sul de Israel nas últimas semanas! A situação ainda requer muita atenção e cuidado, mas seria útil ver a imprensa mundial ser mais imparcial, pelo menos no que tange à exposição real dos fatos.

Quanto a nós, ficaremos ainda preocupados e perplexos, mas prontos a alertar o mundo quem é quem neste triste conflito. Israel precisa de todas as nossas vozes em sua defesa. Nosso papel é esclarecer, retificar e impedir que difamem esta brava nação que luta para defender seus cidadãos da agressão terrorista.

Israel tem-me a seu lado no âmbito político, social e onde necessário for.

(*)Floriano Pesaro é Sociólogo e Vereador em SP


sábado, novembro 17, 2012

SÁBIO É QUEM ANTEVÊ O FUTURO.











SÁBIO É QUEM ANTEVÊ O FUTURO.

(Pirkêi Avot)

por Osias Wurman

A imprensa israelense está dando realce, nas edições desta sexta-feira, aos acontecimentos que precederam a retirada dos israelense da Faixa de Gaza em 2005. Falando da tribuna do Knesset no dia em que seu plano de retirada foi aprovado em 25 de outubro de 2004, num tom que ridicularizou seus adversários, o então primeiro-ministro Ariel Sharon disse: "Dizem-me que a retirada [de Gaza] será interpretada como uma retirada humilhante, levará a um aumento nos ataques terroristas e apresentará Israel como uma potência em declínio. Eu rejeito categoricamente esta afirmação. "










Em seguida, o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, não tinha dúvida na época que o movimento era "necessário e correto, e vai aumentar a segurança para os cidadãos israelenses". Meir Sheetrit, que era ministro de habitação e construção no momento, rejeitou as alegações por aqueles que acreditavam que a mudança ameaçaria cidades e vilas próximas da fronteira com Gaza e que Israel estava "fugindo do terrorismo". Sheetrit respondeu, dizendo: "Eu nunca ouvi uma afirmação mais ridícula."


Apartamento em Kiriath Malahy onde 3 israelenses foram mortos por foguete lançado de Gaza na quinta-feira.


Sete anos mais tarde, quando o debate público sobre o ritual do Sul é quase tão frustrante como a situação em si, há um silêncio ruidoso sobre a ligação entre os pecados passados e a situação atual.





Não há coincidências no Oriente Médio, que nunca foi tão "antigo" como agora. O Hamas tomou o controle de Gaza após o momento em que os soldados israelenses e os colonos foram desengatados de lá. O arsenal do inimigo tem crescido a níveis sem precedentes e insondável - dezenas de milhares de fuzis, foguetes e mísseis que atualmente ameaçam o sul do país e o centro, e até mesmo mais ao norte. Sem falar na ameaça dos milhares de foguetes iranianos do Hezbollah acumulados no Líbano.









Esta situação é o resultado de uma razão simples e descomplicada: As Forças de Defesa de Israel não estão lá para impedir. Quando Gush Katif existia em Gaza serviu como uma zona de segurança para o sul. Em seus últimos anos de existência  os colonos de lá foram vítimas de mais de 6.000 foguetes Qassam e morteiros. Sderot também esteve sob o fogo em seguida, mas muito menos do que agora, e mísseis Grad não atingiam Ashkelon, Ashdod, Beersheba, Gedera ou Kiryat Malachi. E, há poucas horas, chegaram a Tel Aviv.

Esta situação é o resultado de uma razão simples e descomplicada: As Forças de Defesa de Israel não estão lá para impedir. Quando Gush Katif existia em Gaza serviu como uma zona de segurança para o sul. Em seus últimos anos de existência  os colonos de lá foram vítimas de mais de 6.000 foguetes Qassam e morteiros. Sderot também esteve sob o fogo em seguida, mas muito menos do que agora, e mísseis Grad não atingiam Ashkelon, Ashdod, Beersheba, Gedera ou Kiryat Malachi. E, há poucas horas, chegaram a Tel Aviv


O mundo civilizado precisa ver o volume de dólares "despejados" pelo terror palestino através de foguetes e sofisticadas estruturas de lançamento, valores financeiros que deveriam ser aplicados para o bem estar do povo de Gaza.

A visita do primeiro-ministro egípcio Hisham Kandil a Gaza, e seu cinematográfico
abraço no terrorista Ismail Haniyeh, de nada ajudará a pacificação da região.
O Egito declarou que apóia a "resistência palestina".



Em entrevista à CNN, na segunda-feira passada, o presidente israelense, Shimon Peres, promete parar os foguetes a partir de Gaza usando todos os meios possíveis. “Se o Hamas quer que as mães de Gaza durmam ao lado de seus bebês eles também têm que deixar as mães judias fazerem o mesmo”, afirmou o presidente Shimon Peres à CNN na segunda-feira passada. 



Os terroristas de Gaza continuam atacando Israel com foguetes e mísseis, apesar de um cessar-fogo anunciado. O sistema Domo de Ferro interceptou um míssil Grad em Ashdod e três outros foguetes explodiram em áreas abertas. O Hamas concorda com "uma permissividade para matar", disse Peres. 


Sistema Domo de Ferro

"Se eles querem viver suas vidas corretamente e servir a seu povo, eles não podem permitir que atirem e matem nosso povo. Eles tem que pagar para que as mães tenham uma noite de sono, pois elas ficam acordadas para tomar conta de seus bebes, para que eles não sejam atingidos por foguetes. Nenhum país do mundo permitiria isso." Completou. 

Perguntado sobre como Israel vai responder, Peres respondeu: " Vamos tentar pará-los com todos os meios que pudermos. Eles pensam que somos indefesos. Temos o cuidado de respeitar a vida humana e devemos fazer. Mas se eles querem que as mães de Gaza durmam à noite, eles devem entender que as mães judias também querem dormir com seus bebês." Completou.




Israel poderá mobilizar até 75.000 reservistas, segundo a imprensa local, no que seria mais uma indicação de que uma invasão terrestre a Faixa de Gaza pode estar perto de ocorrer. O governo autorizou a convocação depois de uma reunião em Tel Aviv do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, composto pelos nove principais ministros.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, já havia aprovado anteriormente a ampliação do número de convocados para mais de 30.000, depois que foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza caíram perto de Jerusalém e Tel Aviv.

Fonte Rua Judaica/Veja/Cafetorah.com