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segunda-feira, julho 09, 2012

COMUNISTAS SÃO ASSIM MESMO




Nem causa mais espanto a forma como os "fiéis" do comunismo defendem algo que nem Marx ousaria afirmar se, infelizmente, vivo estivesse. Em dois artigos - mas existem outros tantos - de Percival Puggina, pode-se perceber por que caminhos enveredam os fãs do atraso. O primeiro artigo, "Um leitor cristão comunista" poderia passar em branco se não houvessem tantos padres e pastores adeptos do retrocesso.

Para se ter uma ideia, em 2008 foi criado em Curitiba o comitê evangélico do PCdoB!. Talvez desconhecessem o que um pastor - e mártir - Martin Luther King dizia sobre o comunismo:
-"...o comunismo existe por que o cristianismo não está sendo suficientemente cristão..".
Talvez muitos nem se lembrem mais de Winston Churchill e de sua afirmação:
- "... o socialismo é o evangelho da inveja, o credo da ignorância, e a filosofia do fracasso...".
Muito provávelmente não se disseminou na mídia, nem antes nem agora que três mil dos quatro mil pastores luteranos eram informantes da polícia secreta comunista na antiga Alemanha Oriental,diz Gerhard Bieser, um historiador luterano, portanto absolutamente isento.

Do lado do catolicismo despontam sempre aqui e alí alguns padrecos, alguns até reconhecidos internacionalmente. Nelson Rodrigues definia bem esses padrecos em tempos idos:

-"D. Helder (Câmara) só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina.


Mas não foi apenas Nelson Rodrigues que nos alertava sobre essa desagradável presença na Igreja. Em vários sites católicos existem listas dos padres, freiras, teólogos e até coroinhas (Zé Dirceu foi coroinha e roubava hóstias) comunistas. Alguns já são figurinhas carimbadas, outros nem tanto, mas vamos lembrar deles e nunca esquecendo um verdadeiro padre pop star Fabio de Melo.

Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional. 
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo

Mas, no mesmo comuno embrulho é possível incluir-se outros expoentes em todas as religiões:



Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP (sem nos esquecer que professores de Universidades Publicas - nem todos - formam uma verdadeira religião: a da lavagem cerebral divina)
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo (O Mao Tse Tung bem se parece um Buda, mas...)
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.(É bom lembrar que exceto os movimentos populares de alcoólatras, os outros todos são pró comunistas)
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação..
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)

Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins. Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Pastor Batista, Doutor em ética social...
A lista é enorme e sugiro que tenham paciência e procurem mais no Google, já que eu me cansei e, confesso, nenhum dos nomes até agora me surpreeendeu.

Voltando ao Percival o outro artigo nos mostra - mais uma vez os fiéis defensores do retrocesso - a defesa de mais um ícone do comunismo tupiniquim, Oscar Niemeyer, fiel defensor de Cuba e dos regimes totalitários mas que, jamais abriu mão dos seus ganhos exorbitantes ao "obrar" suas arquitetônicas formas em países comunoatrasados. No artigo "Um comunista absolutamente exemplar" se tem a exata e distorcida dimensão de por onde andam os cérebros lavados em solo brasileiro. Então, vamos aos artigos:


UM LEITOR "CRISTÃO COMUNISTA".
por Percival Puggina



Pois eis que um leitor, desses que vai mensagem, vem mensagem, lá pelas tantas se declarou "defensor do comunismo cristão e da felicidade nele contida, apoiado na regra dos primeiros apóstolos". Ou seja, respaldado em quanto está dito no texto abaixo.

" A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um." (Atos dos Apóstolos 4, 32-35)


Eu queria ter um real por vez que essa citação me foi feita por seguidores da tal teologia da libertação. De início, coisa de 40 anos já passados, essa interpretação era dita "leitura do Evangelho com chave marxista". Aos poucos, foi ganhando status de reflexão teológica. E acabou em inevitáveis apostasias e heresias. Mas isso é outra história. O que importa é entendermos a que se refere o texto em questão.

Perceber que estamos diante do relato de uma experiência não exige grande capacidade de análise. Basta saber ler. Trata-se, ademais, de uma experiência singular, que não se reproduziu em qualquer outra das comunidades de fiéis daquele período inicial do cristianismo. O episódio, uma vez mencionado, não retorna à pauta, permitindo presumir que terminou com o fim do estoque. Os estudiosos mais interessados na verdade do que na utilização das Escrituras para fins ideológicos e políticos entendem que aquele grupo inicial de cristãos estava convencido de que a volta de Jesus para o Juízo e para o fim dos tempos era coisa imediata. Provisões para o futuro não teriam, pois, serventia alguma.

O apóstolo Paulo nos socorre na compreensão daqueles primeiros momentos quando menciona que as "comunidades da Macedônia e da Acaia houveram por bem fazer uma coleta para os irmãos de Jerusalém que se acham em pobreza" (Rom 15,26). Referências a essas dificuldades se repetem aos Coríntios (2 Cor 9,7). Também a sentença do apóstolo - "Quem não trabalha que não coma" (2 Tes 3,10) - se relaciona com o fato e mostra que aquele "comunismo" favorecia ao ócio. Ou seja, as coisas já não iam muito bem por lá. Passara a haver necessidades e necessitados, ociosos e oportunistas.


Foi o que expus ao meu leitor fã do "comunismo cristão primitivo" sobre a perspectiva histórica. Na perspectiva doutrinária, acrescentei ser preciso muita imaginação para supor que, ante as circunstâncias daquele momento, a pequena comunidade dos cristãos de Jerusalém estivesse empenhada em propor à humanidade e aos milênios seguintes uma ordem econômica e social. Deduzi-lo do relato acima é pura sandice ideológica, com severos riscos de incorrer em farisaísmo se não for aplicado à vida concreta de quem o propõe aos demais. Em outras palavras, como aconselhei ao leitor: muito mais útil a ele aplicar pessoalmente o modelo de repartição que sugeria do que pôr-se a oferecê-lo aos povos e nações. Bastava-lhe reunir outros que pensassem assim, juntarem os respectivos trecos e partilharem tudo. Dado que discursos propondo comunismo ao mundo não faltam em parte alguma, não lhe seria difícil reunir parceiros para viverem segundo sua regra. Que ele e os que pensam como ele começassem dando o exemplo e partilhando o que lhes pertencia. Continuo esperando resposta.

UM COMUNISTA ABSOLUTAMENTE EXEMPLAR

Percival Puggina

16/05/2010

Meus leitores habituais talvez recordem do artigo que escrevi recentemente com o título "Os culpados pela pobreza" (1). Nesse texto, entre as causas da constrangedora miséria persistente no país, incluí os luxos e requintes de certos palácios construídos para acolher os altos escalões dos poderes da república. E citei como exemplo o prédio do TSE em Brasília, "uma obra de R$ 328 milhões na qual o escritório do comunista Oscar Niemayer abocanhou R$ 5 milhões, graças ao monopólio de projetos que estabeleceu sobre a Capital". Esse relato suscitou reação indignada de um leitor que se confessou comunista e me interpelou sobre a fonte de tão destrambelhada e escandalosa informação. Esclareceu-me que Niemayer era um comunista convicto, que vivia com simplicidade e destinava seus bens aos necessitados. E me adiantou que havia tentado, sem êxito, falar com o mestre (com quem sugeria manter relações de camaradagem) para adverti-lo sobre minhas aleivosias. Niemayer não o atendera, disse-me, por estar hospitalizado.

Em resposta, indiquei-lhe algumas palavras que, digitadas no Google, lhe forneceriam, em abundância, a confirmação do que eu escrevera. Horas depois o velho comunista retornou em outro tom. Se Niemayer havia cobrado aquele robusto valor era porque o projeto valia isso mesmo, tanto assim que a proposta fora aceita pelo governo. Pronto! De uma hora para outra, perante o mesmo fato, a indignação desapareceu dando lugar a uma justificativa. Sem se dar por vencido, contudo, fez emergir nova suspeita sobre meu texto: de onde tirara eu que o velho arquiteto exercia um monopólio sobre os projetos públicos na capital da república? Que irresponsabilidade minha! Com toda a paciência, ensinei-o a encontrar ainda mais abundante informação sobre o assunto.

Quando eu estava dando o papo por encerrado, o sujeito volta à cena, numa repetição da farsa anterior, transmudando a indignação em explicação: Oscar Niemayer era o maior arquiteto do país e tinha todo o direito de projetar em Brasília quantos prédios quisesse. E, mais uma vez, fingiu-se de vitorioso, "denunciando" que um dos relatos sobre esse monopólio estava em coluna do jornalista Cláudio Humberto ("jornalista do presidente Collor, Dr. Puggina, que horror"!). E com esse achado na gaveta dos argumentos ele pretendeu desqualificar dezenas de informações sobre o mesmo assunto. Camarada é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito.

Achei-me, então, no direito e na obrigação de desmascarar toda aquela retórica de botequim da Lapa. Mostrei-lhe o quanto sua ética estava submetida ao partido, à ideologia e à propaganda. Disse-lhe que os comunistas nunca agiram de outro modo. Afirmei-lhe que, com essa ética, haviam matado 100 milhões de pessoas no século passado sem que uma sequer lhes pesasse na consciência porque, afinal, tudo se tornava justo e santo no sagrado interesse do partido e da ideologia. E lhe pedi, dado que ele me alinhava entre seus desafetos, que, tendo oportunidade, me poupasse a vida.

Por que relato este diálogo travado por e-mail? Porque eu o considero absolutamente característico da moralidade dos militantes comunistas, que muitos insistem em afirmar que, ou não existem, ou, se existem, são diferentes disso aí.


* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

segunda-feira, outubro 10, 2011

A Igreja Católica em queda


A revista Isto é desta semana (12/10/2011) fala sobre a queda em ritmo acelerado do número de "fiéis" da Igreja Católica. Diz a matéria que há 140 anos o número de católicos vem declinando. O que no século XIX representavam 99,7%, hoje significam 68,4%. Uma queda significativa aconteceu entre  2003 e 2009: de 73,7% para 68,4%.

A revista lista 7 pecados da Igreja Católica para apontar o porque da queda vertiginosa no número de fiéis. Os "pecados" são, segundo a matéria aponta:

1 - É cantada em prosa e verso, já há algum tempo, a rejeição dos fiéis contemporâneos a autoridades religiosas que impõem doutrinas e ritos. Imposição, obrigação e restrição são palavras proscritas em um cenário no qual cada vez mais as pessoas se habilitam a estar no comando do próprio destino.

2 - Párocos têm relatado que seus templos estão existindo à imagem e semelhança de supermercados. Percebem que é cada vez maior o número de fiéis que procuram a igreja ocasionalmente, em busca de serviços religiosos como casamentos, missas de sétimo dia, batizados e bênçãos de lugares e objetos.

3 - Fuga de mulheres.
Está lá no “Novo Mapa das Religiões”. Entre as 25 denominações pesquisadas, apenas no catolicismo a mulher não constitui a maioria dos adeptos....De fato, seguem engessadas na Igreja, só para citar três tabus, as questões sobre os métodos contraceptivos, o divórcio e o aborto.

4 - Escândalo de pedofilia
Esses todos conhecem e são dados pela mídia como um número elevado e absoluto.

5 - Ausência de lideranças
A matéria lista os nomes de Helder Câmara (ligado ao comunismo), Paulo Evaristo Arns (cuja família também é ligada à esquerda festiva).

6 - Comunicação centralizada
Entre algumas afirmações meio desencontradas, uma verdadeira confusão nas afirmações de um padre: Para o padre Libanio, "enxergar as demandas da população e repensar até onde a religião pode ir na direção delas é o caminho para o futuro do catolicismo. “Os fiéis querem aquilo que os satisfaz e têm buscado muito o mundo virtual”, diz ele. “A Igreja Católica tem de repensar a sua estrutura paroquial.”

7 - Perda de identidade social
A matéria da Isto é, nesse 7º e último "pecado", faz afirmações bem estranhas, mas provavelmente com muitas verdades embutidas. Em tempos idos a Igreja era condição para que as pessoas fossem aceitas no meio social (!!), era a partir dela que casamentos eram arquitetados. "Assumir-se membro de uma entidade religiosa – católica, de preferência – conferia pertençer a um grupo social". ....Diante da pressão para uma definição religiosa, muita gente tendia a assumir a crença na qual havia sido batizado, mesmo que exercitasse também a sua fé em terreiros de umbanda ou centros espíritas.

Que a Igreja Católica vem perdendo espaço isso é certo. Todavia, a revista não foi ao cerne da questão, limitando-se a ouvir um único sacerdote e nenhuma autoridade despojada de ideologias desencontradas. 
O principal não é o número de "filiados" mas o de "fiéis" que vale. Como tantas matérias sobre o declínio da Igreja Católica, essa da Istoé faltou explicitar que a Igreja tem que se modernizar, se adequar aos novos tempos e às novas demandas da sociedade. 

Quando o cidadão diz que quer estar no comando do próprio destino (pecado nº1 da matéria), ele está exercitando o seu livre arbítrio.

Se a Igreja virou um supermercado (pecado nº2)a culpa é exatamente do próprio pároco que tem as rédeas de sua paróquia e pode sim acabar com a "pompa" exagerada numa celebração de casamento. A pompa é tanta que, por exemplo, a Igreja N.sra. do Brasil (SP) tem uma longa fila de espera para casamentos e só a alta sociedade é capaz de se casar por lá.

No pecado nº3 a matéria de Istoé deixa claro que as mulheres fogem da Igreja católica porque esta não lhes permite o uso de contraceptivos, o divórcio e o aborto. Será mesmo? O divórcio é aceito sim desde que se encaixem em alguns "detalhes" como por exemplo "Leva-se muito em conta as capacidades e limitações psíquicas dos noivos para contrair obrigações matrimoniais para sempre. Não basta analisar o comportamento externo de alguém para o conhecer; às vezes, muitos atos das pessoas são irresponsáveis, assumidos sem consciência plena porque podem faltar o senso de responsabilidade, a maturidade ou a liberdade necessárias para que o ato tenha valor plenamente humano e jurídico" (Fonte Canção Nova). Contraceptivos? Dentro da palavra não um único versículo que impeça ou mesmo que libere o método, mas convenhamos quem realmente segue à risca o que está na Bíblia? Liberar o contraceptivo está além dos limites de um papa; ele estaria incentivando o adultério e a fornicação  e, sinceramente, diante de tantas atrocidades outrora cometidas pela Igreja (comandada por gente alheia à Palavra) esta seria uma espécie de Cruzada do século XXI.  Aborto? Ora, em nenhuma das "religiões" citadas, ou mesmo seitas o aborto é algo aceito ou mesmo incentivado; e quem assim o fizer vai - novamente - contra as Escrituras.

Quanto à pedofilia (pecado nº4) É necessário alertar que pedofilia não é algo que somente padres pratiquem, o número de pastores também é enorme, mas sobretudo é dentro do seio da família que acontece o número alarmante de pedofilia.

A ausência de lideranças (pecado nº5) é perfeitamente natural. Afinal, lideranças como a de Helder Câmara não fazem a menor falta. O líder da Igreja sempre foi Cristo e é a Ele que o cristão (católico ou evangélico) deve seguir. 

Quanto ao pecado nº 6 é desnecessário qualquer comentário. Quando um sacerdote diz que a Igreja deve caminhar para onde o fiel quer ele está invertendo a lógica. O fiel e a Igreja devem ir para onde Deus quer.

O sétimo pecado demonstra que a Igreja Católica não fez a sua lição adequadamente. Quando não faz restrições aos cultos afros praticados por seus "fiéis", quando nada diz ao alcoolismo e tolera o fumo, por exemplo, ela está longe do que diz a Bíblia e isso sim é desvirtuar. 

O que realmente caminha a passos largos é a completa aniquilação da Família e a politização das religiões. O celibato também é apontados como "pecado", mas convenhamos, ninguém é laçado no pasto para se tornar sacerdote. Assim também ninguém é obrigado a fazer o que não quiser. Tempos atrás ouvi de um padre que a Deus não interessava o número de integrantes de uma Igreja, mas sim o número de fiéis à Ele; se a Igreja Católica não tiver mais praticantes que feche. 

Diante de tantos líderes protestantes se casando com mulheres mais novas - como no mundo secular -, adulterando e enriquecendo às custas de seus "fiéis" e diante de tantos padres, bispos e cardeais enveredando para a politica partidária - e líderes protestantes igualmente - é importante afirmar que Deus não tem religião, tampouco obrigou a quem quer que seja a segui-LO, sejam católicos, evangélicos, budistas, judeus ou macumbeiros. 


Imagem Amcronos.mex

A palavra é bem clara e objetiva: João 14: 6 Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.  Nenhuma religião, nenhum padre, tampouco um pastor ou mesmo um santo ou santa é capaz de levar à salvação. E ponto final.

sábado, outubro 08, 2011

CHÊ GUEVARA UMA JUSTA HOMENAGEM A UM CANALHA.



Momento em que o canalha já estava no inferno



Parece que tudo o que envolve os chamados "esquerdistas" fica um tanto quanto nebuloso. Ora é a biografia construída que não resiste ao confronto com a história, ora são fatos que não existiram; enfim se a esquerda fosse tão boa não seria "sinistra". Um desses fatos estranhos é a morte do Che Guevara (para quem não conhece foi um estupido assassino, mas isso não vem ao caso agora). Oficialmente a data é dada como 9 de outubro, todavia o MR-8 (um bando de terroristas, para quem não conhece) tem essa singela sigla por causa da morte de seu ídolo maior o Chê em 8 de outubro de 1967. O MR-8 que está virando partido político (PPL Partido Pátria Livre; não me perguntem "livre" do que?), tem lá suas razões para comemorar o 8 de outubro e, sinceramente isso não vem ao caso: o canalha está morto e isso é o que importa. Na verdade esquerdistas não comemoram nada a não ser quando vêm a miséria florescendo qual tiririca no gramado. Mas vamos ao que interessa;  um texto de Nelson Rodrigues, o filósofo da porrada, como o chamava Juca Chaves.




Nelson Rodrigues, socialismo, ideologias e outras imbecilidades. 

A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: — ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo.


O casamento já é indissolúvel na véspera.
A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.
Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente num doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de um aniversário, de um casamento ou de um velório mesmo.
Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma.


Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é "o maior acontecimento do século". Como se engana o velho mestre! O "maior acontecimento do século" é o fracasso dessa mesma revolução.
O dr. Alceu fala a toda hora na marcha irreversível para o socialismo. Afirma que a Revolução Russa também é irreversível. Em primeiro lugar, acho admirável a simplicidade com que o mestre administra a História, sem dar satisfações a ninguém, e muito menos à própria História. Não lhe faria mal nenhum um pouco mais de modéstia. De mais a mais, quem lhe disse que a Revolução Russa é irreversível? .


Só Deus sabe que fiz o diabo para ser amigo do nosso Tristão de Athayde. Durante cinco anos, telefonei-lhe em cada véspera de Natal: — "Sou eu, dr. Alce. Vim desejar-lhe um maravilhoso Natal para si e para os seus" etc etc. Tudo inútil. O dr. Alceu trancou-me o coração. Até que, na última vez, disse algo que, para mim, foi uma paulada: — "Ah, Nelson! Você aí, nessa lama!". O mestre insinuara que a minha alma é um mangue, um pântano, um lamaçal. E, por certo, ao sair do telefone, foi se vacinar contra o tifo, a malária e a febre amarela que vivo a exalar. Pois é o que nos separa eternamente, a mim e ao dr. Alceu: — de um lado, a minha lama, e , de outro, a sua luz. .


Outrora, o remador de Bem-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: — a escravidão consentida e até agradecida.
A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa..


O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio.
Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria.
Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias.
O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata. .


D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.
D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria.
Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: — "Não tenho trocado!". E passa adiante. .


No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas.
Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.
As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado..


Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes.
Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: — "Se Deus não existe tudo é permitido". Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.
Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina..


Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.
[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.
Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina. .


Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea.
Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — "O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar". Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias. .


Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.
Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.
Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.
Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — "O Brasil tem 100 milhões de marxistas". .


Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — "Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata".
No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.
Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal..


As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e "sem história", os quais chama de "piolhentos", de "anões", de "suínos" e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico.
O mundo é a casa errada do homem. Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião. O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou. O homem deveria ter nascido no Paraíso. .


Nas velhas gerações, o brasileiro tinha sempre um soneto no bolso. Mas os tempos parnasianos já passaram. Hoje, ferozmente politizado, ele tem sempre à mão um comício.
Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.
É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez..


A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.
Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin.
Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin.
Havia, aqui, por toda parte, "amantes espirituais de Stalin". Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica.
Sou um pobre nato e, repito, um pobre vocacional. Ainda hoje o luxo, a ostentação, a jóia, me confundem e me ofendem.
Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário..


Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.
O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente.



Nota - Nelson Rodrigues estava à frente do seu tempo ou, o que é mais sensato supor, o Brasil regride a passos largos. Alguns personagens citados já se encontravam no inferno; outros já haviam reservado o seu lugar nesse aprazível paraiso dos estúpidos (D.Helder, por exemplo). Curiosamente o Fidel teima em não assumir seu posto no inferno. Nelson Rodrigues, por mais cruel que tenha sido ao escrever, jamais imaginaria que o país fosse tomado por uma gang, tendo à frente um marionete metido a estadista de camelôs e deixando o seu reinado a uma sucessora que curiosamente a mídia malvada apelidou de Poste. Um dia os cidadãos de bem bancarão o cachorro e demarcarão esse Poste como todo bom cão faz: urinando.

sábado, junho 14, 2008

14 de Junho - A JUSTA HOMENAGEM A UM CALHORDA ASSASSINO





Nelson Rodrigues:





A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: — ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo.
O casamento já é indissolúvel na véspera.
A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.
Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente num doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de um aniversário, de um casamento ou de um velório mesmo.
Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma.


Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é "o maior acontecimento do século". Como se engana o velho mestre! O "maior acontecimento do século" é o fracasso dessa mesma revolução.
O dr. Alceu fala a toda hora na marcha irreversível para o socialismo. Afirma que a Revolução Russa também é irreversível. Em primeiro lugar, acho admirável a simplicidade com que o mestre administra a História, sem dar satisfações a ninguém, e muito menos à própria História. Não lhe faria mal nenhum um pouco mais de modéstia. De mais a mais, quem lhe disse que a Revolução Russa é irreversível? .


Só Deus sabe que fiz o diabo para ser amigo do nosso Tristão de Athayde. Durante cinco anos, telefonei-lhe em cada véspera de Natal: — "Sou eu, dr. Alce. Vim desejar-lhe um maravilhoso Natal para si e para os seus" etc etc. Tudo inútil. O dr. Alceu trancou-me o coração. Até que, na última vez, disse algo que, para mim, foi uma paulada: — "Ah, Nelson! Você aí, nessa lama!". O mestre insinuara que a minha alma é um mangue, um pântano, um lamaçal. E, por certo, ao sair do telefone, foi se vacinar contra o tifo, a malária e a febre amarela que vivo a exalar. Pois é o que nos separa eternamente, a mim e ao dr. Alceu: — de um lado, a minha lama, e , de outro, a sua luz. .


Outrora, o remador de Bem-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: — a escravidão consentida e até agradecida.
A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa..


O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio.
Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria.
Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias.
O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata. .


D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.
D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria.
Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: — "Não tenho trocado!". E passa adiante. .


No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas.
Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.
As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado..


Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes.
Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: — "Se Deus não existe tudo é permitido". Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.
Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina..


Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.
[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.
Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina. .


Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea.
Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — "O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar". Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias. .


Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.
Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.
Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.
Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — "O Brasil tem 100 milhões de marxistas". .


Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — "Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata".
No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.
Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal..


As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e "sem história", os quais chama de "piolhentos", de "anões", de "suínos" e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico.
O mundo é a casa errada do homem. Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião. O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou. O homem deveria ter nascido no Paraíso. .


Nas velhas gerações, o brasileiro tinha sempre um soneto no bolso. Mas os tempos parnasianos já passaram. Hoje, ferozmente politizado, ele tem sempre à mão um comício.
Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.
É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez..


A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.
Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin.
Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin.
Havia, aqui, por toda parte, "amantes espirituais de Stalin". Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica.
Sou um pobre nato e, repito, um pobre vocacional. Ainda hoje o luxo, a ostentação, a jóia, me confundem e me ofendem.
Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário..


Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.
O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente.













Nota - Nelson Rodrigues estava à frente do seu tempo ou, o que é mais sensato supor, o Brasil regride a passos largos. Alguns personagens citados já se encontravam no inferno; outros já haviam reservando o seu lugar nesse aprazível paraiso dos estúpidos (D.Helder, por exemplo). Curiosamente o Fidel teima em assumir seu posto no inferno. Nelson Rodrigues, por mais cruel que tenha sido ao escrever, jamais imaginaria que o país fosse tomado por uma gang, tendo à frente um marionete metido a estadista de camelôs.