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domingo, agosto 06, 2017

O plano do PT sempre foi ser a versão “limpinha” da ditadura venezueluana








por Flávio Morgenstern(*),




Por que a surpresa com o apoio do PT à ditadura de Maduro? Surpresa seria o PT defender o capitalismo, restrições no governo, a liberdade.

Um fato chocante sacudiu as redes nesta semana: veículos de mídia noticiaram surpresos que o PT, o PSOL, o PCdoB emitiram notas de apoio ao governo Maduro, o ditador que instaurou um totalitarismo socialista de molde bolivariano na Venezuela. O chocante foram os esgares de surpresa fingida dos jornais, e não o apoio do PT e demais partidos socialistas justamente ao governo de esquerda non plus ultra no continente.

Qualquer um que se aventure a conhecer minimamente a história do PT sabe que este foi sempre o objetivo do partido. E não um objetivo escondido, secreto, disfarçado, só discernível ao estudioso após décadas escamoteando enfadonhos documentos técnicos, sob camadas de teorias da conspiração.

Pelo contrário: em toda a história do partido, por anos seguidos, desabridamente, sem nenhum disfarce, o PT não apenas apoiou o socialismo bolivariano na Venezuela de Chávez e Maduro, como mesmo o totalitarismo com mais de 70 mil mortes de Fidel Castro, há quase 60 anos no cargo sem nenhuma eleição, e com o poder sendo passado para o irmão de Fidel, Raúl. A família Castro, hoje, tem a segunda maior propriedade privada do mundo, depois da família Kim, tratando o povo como escravos.

Para os jornalistas, é como se de repente descobrissem que o PT tinha um amigo que, não mais do que de repente, sem nunca ter dado sinais estranhos de comportamento, começasse a aparecer em casa bêbado, batendo na mulher e nos filhos. E o PT, mal informado e crendo em boas intenções e no valor da longa e antiga amizade antes de tudo, continuasse a tratá-lo como amigo.

O PT inteiro é formado por intelectuais socialistas da USP, por ex-guerrilheiros que pegaram em armas para implantar o socialismo no Brasil (como José Dirceu e Dilma Rousseff, que fala que “lutou pela democracia”), por sindicalistas maoístas, trotskystas e stalinistas, que se oponham ao trabalhismo do PDT do ditador Getúlio Vargas e viam com ceticismo o comunismo revolucionário do PCB/PCdoB.

Não é um segredo de Estado, nenhuma biografia que afirmasse tal coisa sobre qualquer petista poderia ser vendida com letras garrafais vociferando: “REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS!!!”. É simplesmente o que é o PT e o que são os petistas, e todos sabem disso. Apenas parece haver uma amnésia seletiva na imprensa quando se fala da ligação do PT com socialismo, já que brincar de ditadura do proletariado no século XXI soa um pouquinho atrasado e às vezes até um pouquinho ditatorial. E assassino.

Basta lembrar de Lula debatendo com Collor em 1989, dois meses após a queda do Muro de Berlim, defendendo a implantação de um suposto “socialismo democrático”. É como se todo o programa do PT, radical a ponto de pretender nos transformar em um satélite da miséria ditatorial de Cuba, tivesse sido “esquecido” pela intelligentsia brasileira: se a maioria não está falando do que aconteceu, é melhor fingir que não aconteceu, para não ser pechado de “extremista”.


(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

sábado, março 14, 2015

EUA podem endossar oficialmente tese de fraude eletrônica nas nossas eleições 2014.

















Em 29 de outubro de 2006 o poderoso matutino The New York Times denunciou que os EUA investigavam a presença das mãos do governo de Chávez num suposto golpe eletrônico em urnas, em vários países. O centro de tudo era a empresa venezuelana Smartmatic. Empresa essa que, aliás, também trabalhou no Brasil prestando seus serviços nas eleições presidenciais de 2014.

Nas eleições presidenciais de 2014 a empresa recebeu um contrato junto ao TSE no valor de R$ 136.180.633,71 (cento e trinta e seis milhões, cento e oitenta mil, seiscentos e trinta e três reais e setenta e um centavos)

Esse contrato foi revogado meses depois com sua publicação no Diário Oficial da União.

Sabem qual o problema de tudo isso, que muitos lerão como “mais uma teoria conspiratorial”? É que no próximo dia 21 de março a presença da Smartmartic no Brasil vai ser discutida nos EUA, no prestigioso The National Press Club. Falarão sobre o tema o ex-presidente colombiano Alvaro Uribe, Olavo de Carvalho, o irmão do ex-presidente Bush, Jeb Bush, e o sempre sério e respeitado senador Marco Rubio. Confira:

Ou seja: os EUA passam a endossar, justamente nestes tempos bicudos, a tese de que o Brasil pode ter sofrido um golpe eletrônico chavista.


Agora, os dois pontos polêmicos contra a Smartmatic:

1) O general venezuelano Carlos Julio Peñaloza que foi Comandante Geral do Exército da Venezuela e há alguns anos vive exilado em Miami, descreveu o controle dos resultados das eleições venezuelanas. Confira abaixo a tradução:

Cuba desenvolveu um Plano de Controle Eleitoral Revolucionário (PROCER) na Venezuela, que inclui a manipulação das máquinas de votar e cujo objetivo é estabelecer neste país um regime comunista sob uma fachada eleitoral democrática.

Em artigo anterior sobre a SMARTMATIC, afirmei que essa empresa, fundada por quatro inteligentes engenheiros venezuelanos recém-graduados, foi o cavalo de Tróia desenhado pelo G2 cubano para controlar as eleições venezuelanas. No presente escrito descreverei a forma como se formulou e desenvolve esse plano, cujo objetivo é perpetuar um governo comunista por trás de uma máscara democrática na Venezuela.

O que lerão na continuação não é ficção científica nem especulações, senão o produto de uma detalhada investigação sobre tão delicado tema. É parte de uma seqüência de artigos escritos na convicção de que quanto mais conheçamos a fraude eletrônica que se nos aplica, melhor poderemos combatê-la. O que não devemos fazer é ignorá-la ou, pior, negá-la. 


O “Plano de Controle Eleitoral Revolucionário” (PROCER), é a primeira aplicação cibernética do “Projeto Futuro” de Fidel Castro. Este mega-plano foi formulado como parte da estratégia a utilizar no cenário internacional que Castro chamou de “a batalha das idéias”. O objetivo é construir o que eles chamam a “Pátria Grande Socialista”, dirigida vitaliciamente por Fidel e seus sucessores mediante o controle das mentes nos países dominados. Isto aparece escrito em detalhes no meu livro “O império de Fidel”, que circulará nos próximos dias. O plano PROCER é só uma faceta de um plano mestre que vai além do meramente eleitoral.

O “Plano PROCER” foi desenvolvido no máximo segredo por um seleto grupo dos mais brilhantes professores e alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Cuba, em conjunção com o G2. Seu objetivo foi controlar o sistema eleitoral venezuelano desde Havana para potencializar o carisma e popularidade de Chávez. Na Venezuela seria fácil desenvolver o plano, dada sua arraigada cultura do voto. Este país conta, além disso, com recursos financeiros para custear o investimento e tem predisposição ao uso de tecnologias avançadas.

A “Universidade de Ciências Informáticas” (UCI) de Cuba, foi fundada em 2002 como um projeto favorito de Fidel desde que o chefe do G2, Ramiro Valdés, lhe vendeu a idéia. Este centro de estudos tem seu pedigree na inteligência militar cubana porque foi criado nas antigas instalações da “Base Lourdes”. Esta instalação secreta era a sofisticada estação de rádio-escuta e guerra eletrônica soviética criada para espionar e atacar ciberneticamente os Estados Unidos durante a Guerra Fria. A instalação foi inicialmente operada exclusivamente por brilhantes técnicos em comunicações e computação da URSS, mas depois do colapso soviético passou para mãos cubanas. Antes de se retirar, os soviéticos deram treinamento técnico aos novos operadores do G2 cubano. Na UCI forma-se o creme e a nata dos experts em telemática e espiões eletrônicos cubanos. A telemática é disciplina que se ocupa da integração dos sistemas informáticos de controle e comunicações em projetos cibernéticos aplicados a sistemas sócio-políticos como o “PROCER”.

A UCI serve de fonte de pessoal técnico e cobertura para a “Operação Futuro”, a mais apreciada jóia da coroa cubana. “Futuro” é o nome-chave do desígnio hegemônico de Fidel na Hispano-América. Para conseguir esse objetivo, a UCI dirigida pelo G2 cubano desenha e executa uma série de projetos telemáticos super secretos, que vão desde o controle de identidade até aplicações eleitorais e controle cibernético do governo e do Estado. Estes projetos estão enquadrados em um cenário estratégico que Fidel chama “a batalha das idéias”.

O plano “PROCER” para a Venezuela complementa a política de infiltração de agentes e guerrilheiros que Fidel manteve desde que chegou ao poder em 1959. Constitui o passo decisivo que permitirá aos irmãos Castro dominar a Venezuela. 


A arma cibernética tem como objetivo a penetração dos sistemas informáticos de alguns países vizinhos através de seus sistemas de comunicações. Esta estratégia permitiria obter informação classificada e eventualmente controlar os países escolhidos, em conjunção com os agentes cubanos infiltrados em seu seio e seus colaboradores. Depois do colapso soviético esta idéia permaneceu congelada por longo tempo por falta de recursos. A chegada de Chávez ao poder em 1999, permitiu a Fidel contar com financiamento adequado para desenvolvê-la. Naquela ocasião, o “PROCER” estava pronto.

2) A operação eleitoral levada a efeito pela Smartmatic na Venezuela, segundo o general, dispunha de uma “rede top secret”, uma espécie de intranet paralela que permitiria o controle da votação e encaminharia os dados da votação em tempo real para um data center provavelmente instalado em Cuba.

Este post alerta o leitor a algo bem simples: os EUA entraram de cabeça, agora, na tese de que nossas eleições foram fraudadas.

Diz algo, não?

quarta-feira, julho 02, 2014

Em um ano de socialismo, mais 737.000 venezuelanos caem na pobreza extrema.











Em um ano de socialismo, mais 737.000 venezuelanos caem na pobreza extrema.

por Luis Dufaur



No primeiro ano do “socialismo do século XXI” sob o continuador de Hugo Chávez, mais 737.000 venezuelanos caíram na pobreza extrema, informou o jornal “El País” de Madri.

A inflação anual atingiu 56,2%, e o “índice de desabastecimento” (calculado sobre o total de produtos vendidos no país) 25,3%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o índice de pobreza extrema passou de 7,1% no segundo semestre de 2012 para 9,8% ao mesmo período em 2013.

Quer dizer, mais 737.364 venezuelanos. No total, 2.791.292 cidadãos estão nessa situação deplorável, num país que supera os 30 milhões de habitantes e que em virtude de suas imensas jazidas petrolíferas ostentava uma riqueza invejável. Em outros termos, mais 189.086 famílias ficaram sem recursos para pagar sua alimentação básica.

O “socialismo do século XXI”, que tem tantos admiradores e imitadores no Brasil, orgulhava-se de ter diminuído esses indicadores na última década apelando a planos de redistribuição da riqueza e grandes gastos públicos.

Resultados efêmeros foram obtidos, para alegria dos estatísticos do governo. Mas o artifício não podia durar muitos anos.

Agora, como muitos previam – e por isso eram tidos como profetas de desgraça – a catástrofe aconteceu.

A inflação está sem controle (só 73,8% nos alimentos!!) e a moeda estrangeira não é encontrada em forma legal, mas só a preços astronômicos.

As exportações quase desapareceram. Só fica o petróleo, 96% de cujos proventos vão para o governo, que diz não conseguir pagar suas dívidas mais básicas.


A atividade econômica privada ficou reduzida ao mínimo pela estatização de largos setores e o afogamento cambial, tributário e regulamentar imposto pelo governo “popular”.

A produção petrolífera caiu e a Venezuela despencou no ranking mundial de produtores e exportadores.

O socialismo vende petróleo a países amigos como Cuba, com grandes perdas para financiar a revolução. Ainda paga à China por empréstimos já embolsados.

Relatório publicado pelo jornal El Universal, de Caracas, aponta que o governo aprovou uma transferência de moeda a empresas e particulares do setor produtivo no valor de 20 bilhões dólares através da Cadivi (uma desaparecida agência do governo), mas que o dinheiro nunca chegou aos destinatários.

As estimativas falam que o erário público teria sido depenado pela clique socialista num total equivalente a “95% das reservas internacionais”.

O governo cria continuamente ‘bolsas’ ou ‘programas sociais’ denominados Missões, porém nem estes dão o que prometem.

Os serviços básicos estão diminuindo, faltam alimentos nas prateleiras dos supermercados de Missões, ou ficam inacessíveis no “mercado negro” em que figuras do governo se locupletam.

A Assembleia Nacional (Legislativo), ministros de diversas áreas e até o presidente Maduro são interpelados regularmente, mas fazem caso omisso.

Como explicação, o governo fala de uma fantasmagórica conspiração e uma guerra econômica obviamente desatada pelo “império” – leia-se EUA, o capitalismo, o imperialismo, os ianques, os oligarcas, etc., etc.

Dir-se-ia que um bando de esquizofrênicos apossou-se da Venezuela e a leva para a ruína. Mas não é o caso.

Trata-se de um grupo ideológico teledirigido desde Cuba e afim com a Teologia da Libertação, que quer imergir na miséria e no desespero – que fazem pensar na desgraça eterna do inferno – um continente como a América Latina tão largamente dotado de recursos naturais pela Providência Divina.


Fonte: IPCO

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

A sede brasileira por sangue venezuelano.


A sede brasileira por sangue venezuelano.

por Felipe Melo

O governo venezuelano tem mostrado há semanas, de maneira claríssima e indisfarçável, o seu verdadeiro caráter. O regime comandado por Nicolás Maduro tem utilizado todo seu aparato oficial e extra-oficial de repressão sem nenhum pudor: a Guarda Nacional Bolivariana – que é uma filha diletíssima da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana – tem atuado de maneira sanguinolenta na contenção dos maciços protestos populares; grupos paramilitares – como os coletivos La Piedrita e Tupamaros –, treinados e armados pelo regime bolivariano, espalham o terror em ataques móveis, atirando a esmo contra os manifestantes e executando-os a sangue frio; esquadrões militares cubanos enviados pelos irmãos Castro agem no seqüestro de alvos importantes para o governo venezuelano, como foi o caso do General de Brigada Ángel Vivas – que resistiu bravamente, mesmo que isso lhe tivesse custado a própria vida. Se ainda havia alguma dúvida sobre o caráter totalitário do governo venezuelano, que desde Chávez mergulhou aquele país numa crise social e econômica sem precedentes na história da Venezuela, não resta mais dúvida alguma.

Coletivo La Piedrita e suas crianças milicianas devidamente armadas.
General de Brigada Ángel Omar Vivas Perdomo resistindo 
às forças cubanas que,a mando de Maduro, tentavam prendê-lo.


Ainda que a frágil máscara de democracia do regime venezuelano tenha sido totalmente obliterada pelos recentes acontecimentos naquele país, e apesar da profusão de fotografias e vídeos amadores que, graças à internet, tem rodado o mundo – afinal de contas, o governo bolivariano da Venezuela tem “democraticamente” cerceado o exercício da imprensa local e internacional –, um grupo de grandes organizações de “movimentos sociais” entregou à missão diplomática venezuelana no Brasil uma carta de apoio ao regime de Maduro. A carta foi publicada originalmente em espanhol no site da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil. Abaixo, segue a íntegra da tradução para o português (grifos meus):






Carta ao Presidente Nicolás Maduro e ao Povo Venezuelano 
Nós, dirigente das organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores que acompanhamos a campanha “Brasil está com Chávez”, vemos com muita preocupação os recentes acontecimentos na Venezuela e alertamos o povo brasileiro sobre mais uma nova tentativa antidemocrática para derrubar o Governo Bolivariano da Venezuela. Há vários meses acompanhamos a situação Venezuela e sabemos dos embates de setores da elite, com interesses econômicos contrários aos da maioria da população, que têm promovido uma “guerra econômica”, promovendo a especulação, o desabastecimento e a inflação excessiva de preços, prejudicando a grande parte da sociedade venezuelana. Esses grupos opositores tentam responsabilizar o Governo pela situação econômica, assim como por outros problemas no país e, sob essa alegação, em 12 de fevereiro passado, marcharam em protesto por várias cidades do país. A intenção dos líderes opositores, como o ex-prefeito de Chacao, Leopoldo López, era a de permanecer na rua até conseguir “a saída” do governo atual. A maioria dos participantes foi de estudantes e as manifestações, em sua maior parte, ocorreram de maneira pacífica até que grupos violentos provocaram ações como o confronto com as forças de segurança, ataques contra o Ministério Público, o assalto à residência do Governador do estado de Táchira, a depredação do Metrô de Caracas e do serviço de Metrobus com passageiros a bordo, entre outros. Como resultado, três pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas. Posteriormente, iniciou-se de imediato uma campanha nas redes sociais afirmando falsamente que na Venezuela havia uma repressão massiva contra os estudantes. Fomos testemunhas do uso de inúmeras imagens manipuladas para condicionar a opinião pública internacional contra o Governo venezuelano. Os Estados Unidos, de maneira pública e privada, também se manifestou contra o governo do presidente Nicolás Maduro, exigindo mudanças em suas políticas. A coincidência conjuntural de todos esses elementos lembra velhas fórmulas golpistas já vividas em nossa região e em outros lugares do mundo. Isso nos obriga a pensar que existe uma possibilidade real de que setores extremistas da oposição venezuelana e interesses estrangeiros estejam tentando forçar uma saída não-constitucional ao Governo Bolivariano. Por isso, consideramos importante fazer um chamado de alerta à população brasileira para que acompanhe de perto os acontecimentos e manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano nesta hora difícil. Sabemos que todas as venezuelanas e venezuelanos têm o direito legítimo de protestar e que isso está garantido na Constituição de 1999, que, ademais, é uma das mais avançadas do mundo em termos de participação popular na política e na sociedade. Não obstante, o direito de manifestação não pode ser usado para justificar atos de violência, nem para promover uma saída golpista, não-constitucional e antidemocrática ao governo atual. Apoiamos o direito das venezuelanas e dos venezuelanos de decidir seu futuro político dentro do marco legal da Constituição e mediante os mecanismos eleitorais e participativos previstos, como o referendo revogatório. Repudiamos os atos de violência ocorridos nos últimos dias e manifestamos nossa completa solidariedade aos familiares das vítimas. Repudiamos também a campanha nas redes sociais e a cobertura parcial e tendenciosa dos meios de comunicação que distorcem a realidade venezuelana para satanizar o governo do Presidente Nicolás Maduro. Repudiamos qualquer forma de ingerência por parte do governo dos Estados Unidos ou de qualquer outro país nos assuntos internos da Venezuela. Clamamos o governo brasileiro a se solidarizar com o governo do Presidente Nicolás Maduro ante os recentes embates e ao povo brasileiro para que não se deixe manipular pela campanha midiática de difamação contra o Governo Bolivariano da Venezuela. Manifestamos novamente nossa total solidariedade ao Governo Bolivariano, que nos últimos 15 anos, e apesar de repetidas tentativas de desestabilização, alcançou sucessos substanciais em melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, como a erradicação do analfabetismo, a ampliação do cuidado médico e de ingresso nas universidades, a diminuição da pobreza, a democratização das comunicações e, sobretudo, a ampliação dos direitos de participação política de todos os setores da população. Fazemos um chamado à oposição venezuelana que se mantenha no caminho constitucional e se afaste dos grupos violentos que põem em risco o futuro da democracia venezuelana para todos. Um golpe de Estado na Venezuela seria um retrocesso na consolidação democrática que viemos construindo em toda a região. Não ao golpismo! Viva o Povo Venezuelano! Brasília, 21 de fevereiro de 2014. Subscrevem:

  • União Nacional dos Estudantes (UNE) 
  • Central Única dos Trabalhadores (CUT) 
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) 
  • Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) 
  • Consulta Popular Levante Popular da Juventude Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) 
  • Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Campo (MTC) 
  • Via Campesina – Brasil 
  • Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF) 
  • Juventude Revolução Núcleo de Estudos Cubanos da Universidade de Brasília (Nescuba) 
  • Juventude Libertária Anticapitalista Marcha Mundial das Mulheres – Distrito Federal 
  • Esquerda Popular Socialista do Partido dos Trabalhadores (EPS/PT) 
  • Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) 
  • Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal 
  • Central de Movimentos Populares do Distrito Federal 
  • Associação Médica Nacional Dra. Maíra Fachioni 
  • Comitê de Defensa da Revolução Cubana Internacionalista 
  • Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) 
  • Movimento Democracia Direta (MDD) 
  • Comitê Brasil está com Chávez 




A UNE, que tem apoiado e participado efusivamente dos protestos promovidos no Brasil desde meados do ano passado – e que não raro respaldou a violência perpetrada por Black Blocs –, não hesitou em dar o seu apoio a um governo que vem, nas últimas semanas, sequestrando, torturando e assassinando estudantes que protestam de maneira pacífica. Um grupo de pesquisa oficial da Universidade de Brasília, o Núcleo de Estudos Cubanos (do qual já falamos aqui no blog há tempos), também não pensou duas vezes em garantir seu apoio a um governo que tem trucidado impiedosamente a população que deveria proteger. Até mesmo o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal arrogou-se o direito de apoiar um governo que tem sistematicamente ameaçado com demissão e prisão seus servidores públicos que se negarem a participar de manifestações públicas a favor do governo, como aconteceu recentemente aos funcionários da PDVSA. A essas “organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores” que tão diligentemente apoiam o regime criminoso de Nicolás Maduro, quero lembrar que o sangue de Jimmy Vargas, Génesis Carmona e Jhony Carvallo estão em suas mãos.\


Génesis Carmona, Miss Turismo Carabobo 2013, 22 anos,
assassinada por milicianos tupamaros pró-Maduro.

Jimmy Vargas, estudante assassinado pela Guarda Bolivariana Nacional,
sendo velado por sua mãe, Cármen González.

Jhony Carvallo, 41 anos, executado em Cagua, estado de Aragua,
por forças leais a Nicolás Maduro.



Fonte: Midia Sem Máscara

segunda-feira, abril 15, 2013

Chávez, fraudes, urnas eletrônicas...








Chávez está morto, e o chavismo também! Fraude tira a eleição do oposicionista Capriles; Maduro é “eleito” com menos de 2 pontos de diferença. É roubo!


Bingo!

Escrevi ontem aqui: “É a ditadura que sustenta o chavismo, não é o chavismo que sustenta a ditadura”. Com essas palavras, chamava a atenção para o fato de que é mentirosa a versão de que a sociedade venezuelana foi mesmerizada pelo tirano e de que a oposição representa não mais do que a vontade de uma extrema minoria. Nicolás Maduro, que já exerce o poder de forma ilegítima — cuja posse foi legalizada por uma Corte de Justiça composta de eunucos — foi declarado o vendedor das eleições deste domingo. Com pouco mais de 99% da apuração concluída, obteve 50,66% dos votos, contra 49,07% do oposicionista Henrique Capriles, que não reconheceu o resultado e pediu a recontagem do total de votos, não de apenas uma parte. Os oposicionistas dizem ter recebido mais de 3 mil denúncias de fraudes, vindas de todo o país. No discurso da “vitória”, Maduro diz concordar com a recontagem, mas tentará sabotá-la, podem ficar certos.

O resultado representa uma humilhação para todos os institutos de pesquisa. A diferença mínima que se apontava era de 7,2 pontos percentuais; havia quem falasse em 12. Deve ficar em torno de 1,6 ponto. Eis aí: o chavismo, felizmente, morreu com Hugo Chávez. Ainda que se faça a recontagem de 100% dos votos e que a “vitória” de Maduro seja confirmava, é evidente que se trata de roubo e de fraude — mesmo que os votos tenham sido os declarados oficiais. Por quê?

A eleição na Venezuela não é nem livre nem limpa. Não é livre porque a oposição não dispõe dos mesmos instrumentos de que dispõe o governo para falar com a população. Chávez estatizou a radiodifusão no país, e as TVs e as rádios são usadas como porta-vozes oficiais do governo. O Beiçola de Caracas chegava a ficar no ar, por dia, até seis horas. Falava bem da própria gestão e demonizava seus opositores. As notícias passam por um severo serviço de censura interna, e só vai ao ar o que o governo considera “saudável” e “didático” para a consciência do povo. Os críticos do governo são tratados como larápios, como sabotadores, como malvados em defesa de privilégios.

É o modelo que a turma de José Dirceu e Rui Falcão gostaria de implementar no Brasil. É o que quer essa gente xexelenta, financiada por estatais, que pede “o controle da mídia” no Brasil — como se ela já não fosse petista o bastante e não estivesse, no mais das vezes, a serviço de grupos militantes. Mas eles, claro!, querem muito mais. Invejam o chavismo. Invejam Cristina Kirchner. Mas volto ao ponto.

As eleições na Venezuela, pois, não são livres, já que a oposição é obrigada a enfrentar uma estupenda máquina de desqualificação. Ainda assim, praticamente a metade dos que foram votar disse “não” ao chavismo. Isso é formidável! Significa que toda essa gente soube resistir à pressão oficial, especialmente de 5 de março a esta data, quando morreu o tirano. Chávez passou a ser tratado como santo. Declarou-se não apenas a sua imortalidade. Falou-se também na sua ressurreição. Quem se encarregou da peça publicitária indecorosa foi João Santana, o marqueteiro do PT.

Uma emissora estatal fez um desenho animado com a sua chegada ao céu. No céu do bolivarianismo, um monte de “heróis” latino-americanos divide uma choupana. Dante encontra Beatriz para conduzi-lo no paraíso. A gente teria de se apertar, numa cabana, entre outros, com Chávez, Guaiacaipuro, Sandino, Allende, Evita, Simón Bolivar e Che Guevara, que detestava tomar banho, daí o apelido de “Chancho”, o “porco”, o “fedorento”, o “porco fedorento”. Se o Céu é isso aí, podem me mandar para o inferno. A choupana, eu já conheci na Terra, mas com banho, que a gente pode, sim, ser pobre e limpinho e não matar ninguém (coisa que a esquerda ilustrada não sabe…).

As oposição também têm de enfrentar uma formidável máquina assistencialista. Chávez transformou a Venezuela num país dependente exclusivamente do petróleo, destruiu a indústria, arrasou a agricultura e passou a distribuir caraminguás da renda do óleo às populações mais pobres. É a sua versão do “Bolsa Família”. Só que essa distribuição de benesses é controlada por milícias — armadas! — que dominam as áreas mais pobres do país. A degeneração social é de tal sorte que Caracas é hoje uma das cidades mais violentas do mundo, com, atenção!, 122 mortos por 100 mil habitantes. A taxa, no Brasil, já escandalosa, fica em torno de 25. Mata-se em Caracas DEZ VEZES MAIS do que em São Paulo e quatro vezes mais do que no Rio.

O Chávez amado pelas massas — e, consequentemente, o chavismo supostamente invencível — é fruto da propaganda oficial. Se as oposições pudesse disputar em condições de igualdade e se houvesse imprensa livre no país, essa canalha já teria sido varrida do poder há muito tempo. Até porque a Venezuela continuará em espiral negativa porque o governo está infiltrado de delinquentes — alguns deles procurados internacionalmente por envolvimento com o tráfico de drogas. Parte da cocaína que circula hoje no EUA e no Brasil tem origem na Venezuela, que dá abrigo e apoio material aos narcoterroristas das Farc. É esse o governo para o qual Lula gravou um vídeo emprestando seu apoio entusiasmado.

Se as eleições não são livres, também não são limpas. As milícias chavistas assombram os locais de votação e aterrorizam os eleitores, especialmente os mais pobres. Assim, a Venezuela é hoje um país governado por um súcia autoritária, eivada de criminosos, sim! Se tiverem curiosidade, pesquisem sobre as denúncias feitas pelo juiz venezuelano Eládio Ramón Aponte Aponte. Ele era nada menos que o presidente do Superior Tribunal de Justiça, o STF da Venezuela, e um dos pilares do chavismo no Judiciário.

No ano passado, fugiu do país, entregou-se às autoridades americanas e declarou-se cúmplice da máfia do tráfico de drogas no país, com a qual, afirma, está envolvida a alta cúpula do chavismo. Reproduzo trecho de reportagem de José Casado, de abril do ano passado, no Globo:

“[o juiz] Citou especificamente [como envolvidos com o tráfico]: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesus Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IVa Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de Inteligência Militar, Hugo Carvajal.
O juiz Aponte Aponte conheceu a desgraça em março, quando seu nome foi descoberto na folha de pagamentos de um narcotraficante civil, Walid Makled. Convocado para uma audiência na Assembleia Nacional, desconfiou. Na tarde de 2 de abril, ajeitou papéis em uma caixa, deixou o tribunal e entrou em um táxi. Rodou 500 quilômetros até um aeroporto do interior, alugou um avião e aterrissou na Costa Rica. Ali, pediu para entrar no sistema de proteção que a agência antidrogas dos EUA oferece aos delatores considerados importantes.”

Eis aí o governo que conta o integral apoio do Brasil. Lula gravou um vídeo em apoio a Maduro, e Dilma deu um golpe no Mercosul, com o apoio de Cristina Kirchner, para afastar o Paraguai e levar para o bloco essas flores do bem.

A Venezuela disse “não”! A despeito da propaganda, a despeito das mistificações, a despeito da truculência, a despeito da violência, metade dos eleitores — mesmo na contagem chavista — disse “não” à continuidade do regime. Numa democracia, essa canalha não teria chance.

Eis aí por que é preciso ficar atento e cuidar dos marcos legais e institucionais. As modernas ditaduras na América Latina, reitero, não se instalam com tanques, mas com golpes legais, como os que Chávez foi aplicando em seu país de maneira dedicada e meticulosa.

Nesta semana, o PT dá início a uma campanha em favor do financiamento público de campanha. É uma tentativa de, por intermédio de um golpe legal, garantir a permanência do PT no poder ainda que, um dia, o povo não queira. Vejam o caso da Venezuela: é claro que a maioria da população não quer mais o chavismo se puder escolher seu destino de modo soberano.

Chávez está morto.
O chavismo sobreviveu pouco mais de um mês e morreu também.
Nicolás Maduro é só um cadáver adiado, o último suspiro de um deliro totalitário na América Latina.Por Reinaldo Azevedo


sábado, abril 06, 2013

PEQUENA HISTÓRIA DE UM MILAGRE.



PEQUENA HISTÓRIA DE UM MILAGRE.
por Miguel Fernandes


Esta é a pequena história de um milagre. Em nossos dias, os milagres já não resolvem os problemas; muitas vezes só os impedem de piorar. Nosso milagre é ainda recente e não se sabe o seu alcance, mas há grande esperança de que ele ajude a impedir que o pior sobrevenha. Para entender essa história, é preciso lembrar que, há quase 20 anos, em 18 de julho de 1994…

(Agradecimento às colaboradoras e amigas Judite Orensztajn, Ida Apor e Claudia Henriques pelo encorajamento, pelo entusiasmo na adesão à ideia, pelas críticas, sugestões de melhoria e grande empenho na divulgação desta nossa primeira experiência na linguagem dos quadrinhos, que nasceu da vivência apaixonada de todo o processo dos fatos aqui descritos. O Alto abençoe as pessoas de boa-vontade!)
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Fonte: Pletz

sábado, março 09, 2013

Uma justa homenagem ao Hugo Chávez.

Uma justa homenagem ao Hugo Chávez.



Sponholz Sensacional: O vivo que se faz de morto

E uma montagem feita aqui em casa:

O morto que já estava morto, mas morreu novamente.


quinta-feira, março 07, 2013

Por que no te callas?





por Ronaldo Gomlevsky








O gênero humano tem o hábito de transformar em santo qualquer um que venha a falecer. Não importa o que tenha produzido em vida.

Todos os brasileiros acompanharam os amores dos últimos três de nossos governos pelo ex-presidente da Venezuela. Não importa que ele tenha mudado a constituição de seu país para se perpetuar no poder, não importa que tenha fechado o país e transformado a Venezuela num tipo de circo dos horrores, não importa a qualidade canastrona de suas bravatas, não importa a prática política de dividir para governar, não importa a imposição de sua vontade, muitas vezes à força, sobre parcelas da população venezuelana que jamais aceitaram sua liderança e seus métodos nada democráticos, apesar de supostamente garantidos por eleições e plebiscitos, sempre acusados de manipulação, assim como também não importa que tenha dividido os judeus em dois grupos, a saber: os judeus bolivarianos e os outros.

Os bolivarianos serviam para Chavez, os outros, não. O último líder em algum país do mundo que adjetivou os judeus no coletivo, foi Adolf Hitler. Para que possa ficar claro, judeus são apenas pessoas que acreditam em uma prática religiosa específica. Jamais constituíram qualquer força, qualquer exército, qualquer categoria negocial, qualquer ameaça pública em nenhum dos países onde nasceram ou estabeleceram suas comunidades. Para Hugo Chaves e seus parceiros, perseguir os judeus que não liam na cartilha bolivariana, passou a ser uma prática quase cotidiana.

Ataques pela imprensa oficia l, invasão de entidades públicas judaicas como aconteceu com a Hebraica de Caracas, prisões e expulsões também fizeram parte do cardápio da revolução chavista. O século vinte e um já deveria trazer em seu bojo, a ojeriza dos povos por ditaduras e ditadores, mesmo que disfarçados em suas práticas de poder centralizador. Não há crime maior contra o homem, do que retirar dele, a liberdade de agir, de pensar, de ir e vir e de se organizar para, legitimamente, defender seus ideais.

Há por aqui, quem ainda idolatre déspotas que se mantém ou se mantiveram no poder por décadas, deixando seus povos atados e paralisados em seu desenvolvimento e em suas relações com o mundo. Há quem aplauda, em nome da mais justa distribuição de riquezas, este tipo de prática. Na minha modesta visão, continuo preferindo lideranças que privilegiem o social sem querer o poder para si ou para seus apaniguados ou familiares por todo o sempre. Está na sistemática alternância de poder, através de eleições livres e da manutenção de poderes independentes, em minha opinião, a solução das questões que afligem os povos e não nas amarras que os prendem forçadamente a um ou a outro que em algum momento ou ainda, detenham poderes de fogo e de força contra adversários políticos e de ideias.

Para mim, Hugo Chavez já foi tarde. Prefiro eleições livres e liberdade de manifestação de opiniões.

Chavez, enfin, callado!



(*)Ronaldo Gomlevsky é Editor Geral da Revista Menorah.


segunda-feira, novembro 05, 2012

O ovo da Serpente.





por Herman Glanz  


A crise econômica corre o mundo, especialmente nos países da zona do euro, onde medidas de austeridade estão sendo exigidas, criando situações bastante difíceis para a população aceitar, especialmente a redução de salários, de vantagens e de aposentadorias. O desemprego cresce assustadoramente: na Espanha, ¼ da população ativa está desempregada. A economia está ruim, também, nos Estados Unidos, refletindo-se na campanha eleitoral. Alastra-se pela América, de norte a sul, a China reduziu seu crescimento, e a Primavera Árabe também indica um desespero econômico. Observando os países da União Europeia, vemos que um espírito de extremismo se espalha no rastro da austeridade econômica. E isto preocupa.

Nas recentes eleições da França, 1/3 dos votos foram depositados tanto para partidos da extrema-esquerda trotskista como para a extrema-direita nacionalista-xenófoba. Na Grécia, 70% dos eleitores apoiaram tanto a esquerda-radical como os xenófobos da extrema-direita. Os extremistas de ambas as vertentes estão crescendo na Alemanha, Áustria, Itália, Noruega, Holanda, Suécia e Dinamarca. Nos países do Leste europeu, antigos países do Bloco soviético, como Ucrânia e Hungria, e também na Rússia, existem movimentos extremistas. Devemos nos lembrar que a dificuldade econômica da Alemanha depois da Primeira Guerra deu lugar ao “messianismo” de Hitler.



Muitos analistas políticos estão advertindo sobre a polarização da política europeia. Mas observa-se que os extremos se tocam, tendo muito em comum esses partidos.. Os partidos da extrema-esquerda da Europa, à semelhança dos outros partidos da esquerda no resto do mundo, defendem aumento de impostos, taxas elevadas para grandes fortunas, desenvolvimento bancado pelo governo, estatização e distribuição de renda, tipo bolsas, como forma de solução para as preocupantes economias mundo afora. E a maioria desses partidos são anticapitalistas e antiamericanos. Interessante notar que a própria esquerda judaica se insere na esquerda mundial.

E é aí que tudo começa. Atualmente, o antissemitismo é parte do antiamericanismo, talvez, até, parte constitutiva do antiamericanismo. O antissemitismo é antigo, vem de muito antes da existência do continente americano, mas foi somente a partir do final do Século XIX e início do Século XX que o velho antissemitismo europeu passou a acompanhar o antiamericanismo. Foi o medo da modernidade e a crítica ao capitalismo que os reuniu, como forma de expressar um ressentimento. E isto porque os judeus, assim como os americanos, passaram a ser vistos como exemplos da modernidade, administradores do dinheiro, incentivadores do lucro, empreendedores, globalizados e cientistas, hostis aos valores tradicionais europeus, os judeus movendo-se de um lugar para outro, mas as razões da mobilidade se deviam às hostilidades.

No início, era o clássico antissemitismo associado à perda contínua de status da Europa para os Estados Unidos. Agora, com a única potência mundial representada pelos Estados Unidos, o ressentimento europeu cresce, e cresce o antissemitismo, quando a crise econômica desponta. O antissemitismo foi sempre associado à direita, e a esquerda ficava livre para se mostrar anti-israelense e antissemita ao mesmo tempo. E essa duplicidade da esquerda conquistou a Europa antissemita, mostrando que o antissemitismo da esquerda se tornou mais preocupante que o da direita, que continua o mesmo de sempre. A esquerda anti-israelense seduz até uma esquerda judaica. lamentavelmente, como se o anti-israelismo (que não distingue governos no poder) fosse diverso do antissemitismo clássico.

Por outro lado, os partidos da extrema-direita europeia diferem da direita nos Estados Unidos. Na América a direita propõe governos minimalistas, liberdade econômica, redução de impostos. Na Europa, a direita tem propostas que são mais extremistas do que as da esquerda. Na França, Marine Le Pen quer um governo forte, autoritário, amplo, anticapitalista, que se parece com ideias da esquerda; a única diferença diz respeito ao nacionalismo, um socialismo nacionalista, enquanto a esquerda quer um socialismo internacionalista, se opondo aos Estados Unidos.

O antiamericanismo cria situações de antissemitismo, às vezes, subliminares. A reação ao Irã passa a ser “explicada” como o interesse do Banco Rotschild dominar o Banco Central Iraniano, onde, evidentemente, o antissemitismo se insere de forma camuflada. E eis, portanto, outro ponto da atualidade – o fundamentalismo islâmico. O islamismo fundamentalista, espalhado pela Europa, com sua violência, cria situações de pânico, fazendo governos tentar apaziguar a situação, que se apresenta com ataques a judeus, como novamente ocorreu em Toulouse, na França. Em Malmo, na Suécia, a coletividade judaica está se mudando totalmente, tornando aquela cidade judenrein. A Argentina passa a manter conversações com o Irã para encerrar a crise da AMIA, destruída por um atentado iraniano, conforme a justiça argentina.

Por isso vemos uma união da direita e das esquerdas antiamericanas e contra Israel, pró-palestina, aliada ao fundamentalismo, criando uma situação que impede qualquer tentativa de paz no Oriente Médio e até trazendo para o nosso restrito mundo os problemas de longe, sem dar solução para os problemas locais, explicando a união de Hugo Chávez com Ahmadinejad. Sem esquecer que dia 2 passado, lembramos 95 anos da Declaração Balfour:






A Declaração Balfour, ocorrida no dia 2 de novembro de 1917, foi a primeira manifestação oficial emitida por uma potência a favor da criação de um lar nacional judaico em Eretz Israel. Esta conquista de tanta significação, para as esperanças sionistas, despertou, em sua época um vibrante entusiasmo no mundo judaico.

A Palestina, sob domínio do império turco até a guerra de 1914, converteu-se nesses trágicos dias num campo de batalha. Os exércitos ingleses invadiram a Terra Santa para libertá-la dos turcos, e ,em virtude dos combates, a obra já realizada pelos sionistas sobre o solo de Israel foi, em grande parte, devastada.

Tendo encontrado no governo inglês ouvidos mais atentos às reivindicações de uma pátria judaica, e levando em conta que os interesses da Grã-Bretanha no Canal de Suez seriam favorecidos pela vizinhança de um povo amigo, os dirigentes sionistas iniciaram com afinco suas gestões em prol do reconhecimento de suas aspirações por parte do governo inglês. Desta vez seus esforços tiveram êxito, e a tão ansiada declaração foi feita pelo ministro Arthur James Balfour numa carta dirigida em 1917 ao barão de Rothschild.

Esta famosa declaração foi aprovada pela França, Itália, Estados Unidos e outras potências filiadas à Liga das Nações, entre elas vários paises sul-americanos. Com ela, a campanha sionista recebia um estímulo de inestimável valor, cujos resultados logo se evidenciaram pela multiplicação das colônias em Eretz Israel e pelo desenvolvimento industrial e cultural do país.

Arthur James Balfour, também conhecido como o Primeiro Conde de Balfour (1848-1930) foi Primeiro Ministro Britânico entre 1902 e 1906 e ministro do exterior de David Lloyd George, de 1916 a 1919.

Declaração Balfour

Ministério das Relações Exteriores
2 de novembro de 1917

Prezado Lord Rothschild,

É com grande prazer que envio a Vossa Senhoria, em nome do Governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia com as aspirações judaico-sionistas, que foi submetida e aprovada pelo ministério.
"O Governo de Sua Majestade vê com bons olhos o estabelecimento na Palestina de um Lar Nacional para o Povo Judeu e fará seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, ficando claramente entendido que nada deve ser feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas existentes na Palestina, ou os direitos e status político disfrutado pelos judeus em qualquer outro país."
Ficaria agradecido se Vossa Senhoria levasse esta Declaração ao conhecimento da Federação Sionista.Sinceramente,


Arthur James Balfour 


Fonte: Pletz/Chasit.com

terça-feira, outubro 16, 2012

Venezuela: o futuro será diferente do presente?.









Venezuela: o futuro será diferente do presente?.


por Eduardo Kohn (*)



O presidente Hugo Chávez, 58 anos, ex-policial militar, acredita que o “socialismo do século XXI”, venceu a eleição presidencial pela quarta vez consecutiva e foi felicitado imediatamente pelos presidentes Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador), Raul Castro (Cuba), Evo Morales (Bolívia) e Daniel Ortega (Nicarágua).

Na segunda-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, enviou uma nota de felicitações ao seu “irmão” Hugo:


Teerã, 9 out (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, felicitou nesta terça-feira seu colega venezuelano, Hugo Chávez, por sua vitória nas eleições presidenciais realizadas no domingo, e ressaltou a disponibilidade do Irã para ampliar os laços entre os dois países. No texto de sua mensagem, publicado no site oficial da presidência, Ahmadinejad manifesta que a vitória de Chávez confirma "sua bem-sucedida liderança". Ahmadinejad disse que "o povo da Venezuela, ao dar-lhe a reeleição, garantiu a continuidade da revolução bolivariana e o processo de desenvolvimento social, econômico, cientista e cultural destinado a construir um país independente, avançado e baseado na capacidade nacional" "Quero ressaltar a disposição da República Islâmica do Irã para ampliar a cooperação com a República Bolivariana da Venezuela", indicou o presidente iraniano em sua mensagem. EFE ar/rsd

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Com quase 98% dos votos já contados, o Conselho Nacional Eleitoral, disse que Chávez recebeu 55% dos votos. Seu rival, o ex-governador Henrique Capriles Miranda, recebeu 44%.

A oposição afirmou que a votação foi auditada e não questionou os resultados. “Capriles de forma muito “civilizada” telexou para o presidente Chávez e exigiu o diálogo e respeito”.

Mas, pela primeira vez nos 14 anos sob o regime de Chávez houve uma oposição organizada e forte apoio a um único candidato. Mesmo com os partidários de Capriles sentindo a agonia da derrota, o resultado positivo é que quase sete milhões de venezuelanos se atreveram a votar em alguém diferente. Quarenta e cinco por cento dos eleitores mostraram que gostariam de mudança no governo.

A campanha estava cheia de difamação e ameaças contra Capriles e seus seguidores. Chavez chamou Capriles de tudo, de “porco” a “medíocre”, mas nunca o chamou pelo nome. O antissemitismo também foi usado contra Capriles. Seus avós foram vítimas da Shoah, porém, foi criado como e ainda é católico.

Por um lado, ninguém dentro ou fora da Venezuela está desconfiado em relação aos resultados da eleição. Nem Capriles, nem outros presidentes latino-americanos, e nem a OEA. Todos concordam que as eleições foram bem conduzidas. Isso é o que o povo da Venezuela têm falado.

Mas, por outro lado, Chávez negou acesso a monitores eleitorais internacionais, controlava o sistema judicial, os jornalistas independentes foram perseguidos, com o medo de quem recebeu todo o tipo de “presentes” em sua campanha.

A oposição terá uma chance de mostrar o quão longe eles podem ir em frente neste ambiente em dezembro, quando o país enfrentará eleições regionais e locais. Mais uma vez, Chávez tem o controle total, tornando grande o desafio para a oposição.

Sob Chávez, a Venezuela tornou-se o mais forte aliado do Irã na região e abriu a porta para a penetração do Irã na América Latina. Após esta eleição, o relacionamento entre os dois países crescerá tanto política quanto economicamente.(Chávez e Ahmadinejad fortalecem aliança e criticam EUA)

Embora as sanções econômicas isolem o Irã, Teerã se voltou aos regimes simpatizantes em uma tentativa de enfraquecer as sanções que procuram impedir a construção de armas nucleares. Explorando os sentimentos antiamericanos na América Latina, a República Islâmica tem aumentado o número de embaixadas na região e consolidou fortes laços com Cuba, Nicarágua, Bolívia e Equador.(Estados Unidos celebram reforço das sanções econômicas europeias contra o Irã)

O encontro entre os ministros argentino e iraniano na ONU, em Nova York, para discutir a questão legal referente ao ataque à AMIA na Argentina, em 1994, foi a mais recente manifestação da influência do Irã na região. É amplamente aceito que o ataque foi planejado em Teerã. (O mundo deve responsabilizar o Irã pelo ataque à AMIA)

Esta reunião chocou as famílias das vítimas do ataque à AMIA e as comunidades judaicas em toda a região. A influência venezuelana na Argentina já era forte, e esta mudança política inesperada só piorará após a reeleição de Chávez.

(*)Eduardo Kohn, diretor da B’nai B’rith para a América Latina.


terça-feira, outubro 09, 2012

O BRASIL DO AMANHÃ É A VENEZUELA DE HOJE.
















Ante los resultados electorales del 7 de 

octubre de 2012 en Venezuela



Comunicado de ORVEX
Organización de Venezolanos en el Exilio



ORVEX, Organización de Venezolanos en el Exilio, ante los resultados electorales del 7 de 

octubre de 2012 en Venezuela comunica a la opinión pública nacional e internacional lo siguiente:


1. Que rechaza categóricamente los resultados electorales presentados ayer en Venezuela porque los mismos son el producto de un sistema electoral que siempre hemos denunciado que está controlado por el régimen, y que impide que las elecciones en Venezuela sean auténticas, es decir, limpias, transparentes y justas, lo cual viola:

a. El Artículo 1 de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela que establece el derecho irrenunciable de la Nación a la autodeterminación nacional. 

b. El Artículo 21 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos promulgada el 10 de diciembre de 1948 por la Asamblea General de las Naciones Unidas el cual expresamente señala que la voluntad del pueblo se expresará mediante elecciones auténticas.

2. Que llevamos más de seis años advirtiéndole a la comunidad nacional e internacional, así como a los partidos políticos en Venezuela, contra qué nos enfrentamos, para que no sueñen ni esperen milagros; específicamente, contra un proyecto supranacional de muerte que está controlado desde la República de Cuba, que sobrevive gracias al petróleo de todos los venezolanos, y que es defendido y legitimado en el hemisferio por el Foro de Sao Paulo, creado por Innacio Lula Da Silva y Fidel Castro en Sao Paulo, Brasil, en 1990 luego de la caída del muro de Berlín en 1989, el cual está conformado por personas que controlan varios gobiernos en Latinoamérica y organizaciones multilaterales del hemisferio, entre ellas la UNASUR, al cual pertenecen las terroristas FARC de Colombia, y que tiene vinculación con países parias como Irán, Siria y Bielorrusia así como con grupos terroristas como ETA, Hamas y Hezbollah. 

3. Que seguiremos denunciando la trágica realidad venezolana: Presos políticos, exiliados, perseguidos, ajusticiados, etc., etc., etc., así como el fraude electoral continuado que continúa siendo legalizado por medio de elecciones controladas. 

4. Que seguiremos promoviendo la lucha noviolenta, o desafío político, para lograr un cambio político en Venezuela, y que hasta la fecha ha sido desoída por quienes han tenido en sus manos dos grandes oportunidades para llevarla a cabo; Manuel Rosales en el 2006, y Henrique Capriles Radonski en el 2012, ya sea porque han confiado en la buena fe del adversario al no dimensionar su gran capacidad para la maldad, o por alguna otra razón que no nos toca a nosotros juzgar. 

5. Alertar a los gobiernos de los países del mundo libre a estar preparados a recibir a un mayor número de ciudadanos venezolanos que salen al exilio, para que establezcan mecanismos de protección humanitaria que impidan la repatriación de los mismos. 

Comunicado emitido en la ciudad de Miami, Estado de la Florida, el lunes 8 de octubre de 2012. 

Por ORVEX – Organización de Venezolanos en el Exilio,

Elio C. Aponte
Presidente


segunda-feira, outubro 08, 2012

O ANTISSEMITISMO NA VENEZUELA.










O Centro Simon Wiesenthal pediu ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para intervir pessoalmente a fim de parar os ataques antissemitas contra o candidato presidencial da oposição para as eleições de outubro, Henrique Capriles. Em um artigo “Inimigo é o sionismo”, assinado por Adal Hernandez e publicado no site da Radio Nacional da Venezuela, Capriles é apresentado como “descendente de uma família de judeus sefarditas de Curaçao [pelo lado paterno] e uma família russo-polonesa judaica [que fugiu dos nazistas e encontrou refúgio na Venezuela, pelo lado da mãe]. Apesar de suas raízes judaicas, Capriles é católico.



"El Enemigo es el Sionismo: Un barranco como solapada promesa

por Adal Hernández

Capriles Radonski, hijo de Henrique Capriles García, descendiente de una familia de judíos sefardíes de Curazao, y de Mónica Cristina Radonski Bochenek, judía ruso-polaca. Ambas familias ligadas a la oligarquía empresarial del país, entre los que se cuentan, desde medios de comunicación como la Cadena Capriles, industrias y corporaciones del entretenimiento como Cinex, hasta servicios e inmobiliarias.

Capriles Radonski participó en varios cursos en Europa y, por supuesto, en el imperialismo estadounidense, más específicamente en Columbia University, en Nueva York. Trabajó por cierto tiempo en el sector privado en las firmas Nevett & Mezquita Abogados y en Hoet, Peláez, Castillo & Duque. Ambas firmas vinculadas a los intereses de la burguesía sionista.

Formó parte de la secta paramilitar y fascista llamada Tradición, Familia y Propiedad, donde se practicaban ritos religiosos perversos y se planificaban crímenes selectivos de todo lo que no representara la raza aria nacional y la alta burguesía venezolana. Esta organización era dirigida por Alejandro Peña Esclusa, confeso agente de la CIA.

En 1998, resulta electo diputado por COPEI, Partido Socialcristiano, hijo de una organización fascista religiosa ligada a la falange española llamada Opus Dei, que llegó a Venezuela para echar raíces a principios de los años 50 del siglo XX.

Capriles Radonski participó activamente en el golpe de Estado burgués del 2002, contra la revolución bolivariana, donde junto a su policía de Baruta, fustigó al pueblo revolucionario en una arremetida fascista, que aunque duró poco, dio muestras de lo que es capaz la burguesía en defensa de sus intereses. El 12 de Abril de 2002, junto a un grupo de malandros enardecidos, lideró el asalto contra la embajada de Cuba, violentando todas las normas internacionales y poniendo en peligro la vida de las personas que se encontraban en soberano espacio cubano. En diciembre de 2006, el sionista es absuelto por un tribunal de apelaciones.

Para entender los intereses que encarna el candidato de la oligarquía venezolana y transnacional, Capriles Radonski, es importante saber qué es el sionismo, ideología israelí que él representa solapadamente.

El sionismo se esconde detrás de un discurso religioso y nacionalista, que intenta invisibilizar su carácter colonialista y sus pretensiones netamente políticas, de superioridad racial y profundamente hegemónicas. El sionismo nace para poner en marcha los planes del imperialismo en el mundo árabe, para colocar estratégicamente una base de operaciones en la zona. Es, sin duda, la ideología del terror, de los sentimientos más putrefactos que representan a la humanidad; ímpetus supuestamente patriotas basados en la avaricia, que cumple con la lógica de que “todo nacionalismo sin patria es, por necesidad, una empresa de conquista”. Y así ha sido. Han asesinado a millones de palestinos y han construido un campo de concentración en pleno siglo XXI, al que bombardean y someten al hacinamiento. La Franja de Gaza es una de las regiones más densamente pobladas del planeta, con una superficie de 360 kilómetros cuadrados, que acoge a casi millón y medio de palestinos y que el sionismo israelí somete a la pobreza, la persecución, el terror, la desidia, el aislamiento.

El sionismo es dueño de la mayoría de las instituciones financieras del planeta, controla casi el 80 por ciento de la economía mundial y la industria de las comunicaciones casi en su totalidad, además de mantener posiciones de decisión dentro del Departamento de Estado estadounidense y potencias europeas.

Capriles Radonski se reunió recientemente con la Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela (CAIV), donde hablaron entre otras cosas, sobre las relaciones de Venezuela con Irán, el restablecimiento de las relaciones diplomáticas con el Estado de Israel y el supuesto antisemitismo de la Revolución Bolivariana. CAIV no tiene pudor alguno de manifestar el sionismo como su ideología, en un artículo publicado en su página Web, en una sección dedicada al sionismo, donde se expresa lo siguiente:

“El sionismo nos identifica, nos une, nos hermana y es nuestra responsabilidad contribuir en la medida de nuestras posibilidades a su fortalecimiento. De modo que la ideología sionista es, no solamente la mayor manifestación política del judaísmo moderno en plena vigencia y vigor, sino también un medio válido para afrontar los problemas existenciales del pueblo judío en la actualidad”.

La lucha racional y abierta contra la pobreza, el racismo y el antisemitismo, no tiene sentido si no está dirigida contra el sionismo y el capitalismo, representantes de un 90 por ciento de la pobreza en el mundo, de las guerras imperiales, de la muerte y la miseria de millones de personas, de la creciente amenaza de extinción de todas las especies del planeta y del planeta mismo.

Este es nuestro enemigo, el sionismo que hoy representa Capriles Radonski, que nada tiene que ver con una oferta nacional e independiente. En octubre hay dos propuestas claras para Venezuela, la de la Revolución Bolivariana que viene reivindicando la unidad latinoamericana y los intereses del pueblo y la del sionismo internacional, que amenaza con la destrucción del planeta que habitamos."

O texto procura desqualificar o candidato da oposição por causa de suas origens judaicas, encobrindo os ataques como antisionismo. Hernandez descreve o sionismo como “a ideologia do terror, dos sentimentos mais podres da humanidade; impulsos supostamente patrióticos que tem como base a ganância, de acordo com a lógica de que “todo nacionalismo apátrida é, por necessidade, uma conquista.” O artigo usa teorias de conspiração e conclui que “este é o nosso inimigo, o sionismo representado hoje por Capriles, que não tem nada a ver com uma proposta nacional independente. Para outubro, há duas propostas claras para a Venezuela, a Revolução Bolivariana (…) e a internacional do sionismo, que ameaça destruir o planeta em que vivemos.”

Em uma carta a Chávez, Shimon Samuels, (Diretor de Relações Internacionais do SWC) e Sergio Widder (Diretor para a América Latina) dizem: “O uso do antissemitismo como uma ferramenta de luta política desafia a democracia e viola a Declaração da Costa do Sauípe, assinada juntamente com os colegas Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, que condena explicitamente o antissemitismo e todas as formas de racismo, bem como a Declaração contra o antissemitismo fornecida pelo Centro e aprovado pelo Parlatino (Parlamento América) em dezembro de 2011.”

“Exortamos o presidente Chávez a parar esta campanha que certamente vai tornar-se mais ameaçadora perto da data da eleição. Chávez detém a responsabilidade final pela mídia estatal e pode parar com este discurso pessoalmente, neste caso, através da condenação pública disciplinar da Radio Nacional da Venezuela, ordenando seu diretor a emitir um pedido público de desculpas a Capriles e à comunidade judaica em relação aos comentários antissemitas”, disse Samuels. “Na verdade, Chávez é a única pessoa que pode parar esses ataques. Sua falta de resposta seria um apoio e incentivo em favor do racismo”, concluiu Widder.

Para Capriles, o ódio deve ser enterrado. Sua avó Lily Radonski viveu no gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial e seus quatro avós morreram no campo de extermínio de Treblinka. Chávez chamou o líder da oposição de porco, “nazista” e “fascista”. Em sua campanha há propaganda anti-judaica. O chavista Aporrea chegou a publicar na web um guia para obter instruções sobre antissemitas e a denunciar os membros da comunidade judaica e confiscar seus bens.

Sob o governo de Chávez, a comunidade judaica de Caracas, viu sua escola ser tomada de assalto duas vezes, em 2004 e 2007, com o pretexto de procurar armas. Em 30 de janeiro de 2009, foi profanada a Sinagoga Tiferet Israel, por um grupo de homens armados, que saquearam e pintaram todas as paredes com suásticas. Eles também roubaram dois computadores, contendo informações sobre a comunidade judaica de Caracas. Sete policiais foram presos, acusados de estar por trás dos fatos.

O ataque à sinagoga ocorreu três semanas depois de que Chávez expulsou o embaixador israelense na Venezuela como um gesto para condenar os ataques israelenses na Faixa de Gaza, em meio a uma campanha para boicotar produtos, lojas e organizações judaicas ou relacionados com Israel. A Venezuela é um forte aliado do Irã, que tem laços políticos e comerciais. Estima-se que durante estes 14 anos de revolução bolivariana, cerca de 6.000 judeus deixaram a Venezuela.

fonte: BBpress/Pletz


INFORMAÇÃO ADICIONAL  08/10/2012 01h33:
Hugo Cháves atual presidente teve 54,42% dos votos (7.444.082), contra 44,97% (6.151.544) de Capriles, com mais de 90% dos votos apurados, segundo Tibisay Lucena, presidente do conselho eleitoral. O comparecimento às urnas foi de 80,94%. 
O tempo dirá que tipo de fraude eleitoral foi usada desta vez.