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sábado, outubro 25, 2014

Vamos às urnas sem saber o que Dilma acha do Mensalão.


Vamos às urnas sem saber o que Dilma acha do Mensalão.
por Felipe Moura Brasil


Aécio Dilma




1) FHC reduziu inflação de 916% a 7,5%. Dilma mentiu descaradamente, dizendo que ele entregou inflação maior que recebeu.

2) Veja a verdade sobre a inflação (agora em média anual). Dilma mente descaradamente.

inflação
Veja a verdade sobre o crescimento:
Crescimento FHC Dilma



3) Aécio: “Seu governo é o das estatísticas desde que elas lhes sejam favoráveis.” Senão, Dilma esconde. Veja AQUI.

4) Mas afinal: Dilma fez escola técnica em Cuba também? Ou só porto com o nosso dinheiro?

5) Dilma, agora, tem propostas para combater a corrupção? Mas por que houve tanta corrupção no seu governo?

6) Aécio detonou: para acabar com a corrupção, “vamos tirar o PT do governo”. É mesmo a melhor solução.

7) Dilma: “Nunca compactuei com corrupto.” Mensaleiros presos; tesoureiro no cargo após Petrolão; delator: ela sabia de tudo.

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8) Dilma não consegue completar uma frase. Não vai alegar queda de pressão?

9) Aécio: “Aparelhamento da máquina pública é a face mais perversa do seu governo e do governo anterior.”

10) Aécio: “A ausência de planejamento é a marca do seu governo.” Obras do S. Francisco eram para 2010.

11) Dilma não respondeu sobre José Dirceu. E antes quis posar de “não compactuo com corrupto”. COMPACTUOU!

12) Medidas de Dilma para combater corrupção: impediu Vaccari (Petrolão) de depor e tentou censurar a VEJA.

13) Aécio: “Vamos às urnas sem saber o que Dilma acha do mensalão.” E quem cala consente… com a corrupção.

14) Aécio detonou Dilma: “O principal acusado do mensalão mineiro é o coordenador da sua campanha em MG, Walfrido dos Mares Guia.”

15) Dilma deixa fronteiras do Brasil abertas para armas e drogas, e o resultado são 60 mil homicídios por ano.

16) Grande momento em que a eleitora indecisa corrigiu o português da presidente.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

O mundo não termina, o mundo nem começou.





por Paulo Rosenbaum (*)




Se o fim do ano é um registro que separa o passado do futuro, onde andará o presente? Como responde uma criança ansiosa pelo futuro quando os pais lhe indagam por que ela não aproveita o presente em vez de desejar o amanhã? Em algum momento essa resposta já foi dada: — É que o presente dura tão pouco!

Ela pode ter razão. O que está, já foi. O que virá nem veremos, ou teremos que imaginar e apostar. O passado apenas parece ser um registro mais fiel, sobretudo mais memorizável. Mas lembramos com seletividade, como nos avisam os biólogos. Temos filtros bem instalados. Somos leitores cheios de ismos, e alguém nos doutrinou na religião, na filosofia, na ideologia política. E o que vimos este ano? Um julgamento que, apesar das pernadas, da gritaria, das falsas analogias, mudou o rumo das coisas. Pela primeira vez na história do pais um embate nos trouxe para bem perto das entranhas do poder. Mais de 150 advogados, intermináveis sessões da Corte e a excessiva espetacularização.

Era o palco completo. As penas e a punição importam bem menos do que o simbolismo. Vislumbrou-se ali que, mesmo à revelia, “os mais iguais que os outros” podem estar em pé de igualdade com qualquer um. Que os poderosos são passíveis de penalidades, que ninguém é invulnerável para sempre, que existe uma organização da sociedade civil, que as instituições funcionaram, que há muito por fazer para sairmos da barbárie em que se transformou o manejo da coisa pública. E o mais importante: há mais diversidade política do que sonham nossas filosofias.

Sim, as mesmas guerras. Sim, a velha rotina de massacres non sense. As mesmíssimas cidades sem segurança pública. Os impostos tirados e distribuídos na derrama. Gente que foi embora e gente que chegou. A mesma falta de estadistas, a mesma lenga-lenga dos malandros otários. O mundo é assim, mas, para nossa sorte, sua dinâmica está longe de ser decifrada. Essa é a parte nobre da ignorância sobre como funciona a espantosa Gea. A bola azul rodopia no espaço e não quer nem saber no que vai dar. E isso, senhores, notável exemplo para ser forçado a viver o aqui e agora. Só assim a imanência pode fazer parte da transcendência.

Mas a retrospectiva do período também mostrou que times que sofrem podem se regenerar, que as partículas podem ser aceleradas sem que o mundo rache, que a ciência poderá sair do beco obscuro descobrindo que o segredo de muitas curas está no próprio organismo e que há, felizmente, muito mais saúde que doença. Mas este período mostrou, antes de tudo, falta muito mais do imaginamos para o fim. O mundo não termina, o mundo nem começou.

Nem os esportes nem a atividade profissional nem a vida competitiva podem fazer sentido. E se invertêssemos tudo e valorizássemos mais o empate? Prezar o equilíbrio das forças, ao invés de aplaudir o vencedor e vaiar o derrotado? Nem pensar. Não é espantoso e não se pode culpar ninguém. Tudo isso vem de berço, a base de nossa cultuada educação ocidental. Pode parecer zen demais, mas, e se os governos tivessem a audácia de ser impessoais? De ter a cara de todos e não só a de quem recebe mais votos? E se os políticos formassem coalizações onde todos se fizessem representar e tivessem voz? E se a diversidade fosse não só radicalmente respeitada como tomada como modelo de convívio social? E se as prisões não fossem átrios do submundo, mas lugares para um apartamento social com finalidade reconstitutiva?

Se as escolas não discriminassem, a educação poderia ser esperança no presente e não no futuro do pretérito. Querer vencer, ser o melhor, o primeiro, o mais acessado, o mais bem sucedido e o mais votado não é salvação, é a raiz da patologia. Não, senhor, ninguém precisa se converter à fracassomania, apenas entender que, exauridos, estamos cansados de repetir as mesmas manchetes por meses a fio. Deve haver algum lugar onde a utopia flua fácil e nós, todos nós, possamos ter dias melhores.

Esse lugar já existe, se chama presente mais que perfeito.

(*)Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)
Fonte:Pletz


quinta-feira, dezembro 20, 2012

A MÁSCARA COMEÇA A CAIR.

A MÁSCARA COMEÇA A CAIR.


Finalmente a máscara da política brasileira dos últimos tempos está caindo. Ainda que durante muito tempo tenha havido um "despejar" de mimos e agrados a importantes jornalistas fora do Brasil e, ainda que a imprensa esquerdopata tenha participado ativamente na construção da grande mentira dos últimos tempos - leia-se Lula -, não há uma mentira que se torne uma verdade absoluta.






Em reportagem publicada em sua mais recente edição, a revista britânica "The Economist" destaca o fim do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) e elogia o desfecho "sem precedentes" para o caso, com a condenação de políticos influentes.



Com o título de "Um cardápio mais saudável", a revista brinca com o ditado popular de que casos de corrupção no Brasil "acabam em pizza".

A reportagem ainda é acompanhada de uma charge que retrata o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo e relator do processo do mensalão, jogando no lixo uma pizza. Ao seu lado, um trailer vende salada em frente ao prédio do STF.





Para revista, escândalo 'teve um fim desagradável para alguns malfeitores proeminentes'






A revista destaca ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi processado pelo caso, mas foi acusado por Marcos Valério de envolvimento no esquema.
"Mas Marcos Valério, um homem ligado à publicidade e condenado a 40 anos, diz ter provas de que Lula sabia o que acontecia e que parte do dinheiro sujo pagou despesas pessoais do ex-presidente"cita a reportagem, ao comentar que a acusação pode ser uma tentativa "desesperada" de Valério de reduzir a pena. "Mas se ele tiver novas provas significativas, o mensalão ainda vai fazer barulho".



Também lembra que o ex-presidente enfrenta questionamentos a respeito de práticas irregulares praticadas quando esteve no poder e cita a denúncia contra Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, acusada pelo Ministério Público de crimes como corrupção passiva e formação de quadrilha.

Citando ainda o "acordão" feito na CPI do Cachoeira para evitar indiciamentos, a revista afirma que, apesar de o mensalão ter resultado em condenações, a "pizza" ainda faz parte do cardápio da política brasileira.

O MENSALÃO PELO MUNDO







E como desgraça pouca é bobagem nesse pais, os "amigos" do ex-presidente fundaram (fundam enquanto afundam o país) o movimento Mexeu com Lula, mexeu comigo, que se tivesse sido "bolada" por lula seria: "Mecheu queu, mecheu cumigo".


Com 194 nomes divididos em nove núcleos, já está na seção O País quer Saber a lista mais esperada que qualquer presente de Natal. Em ordem alfabética, ali desfilam as figuras que, por decisão do timaço de comentaristas, não podem ficar fora da campanha resumida na palavra de ordem “Mexeu com Lula, mexeu comigo!”

Confira a relação de patriotas que resolveram transformar o ex-presidente no único brasileiro com licença para pecar sem castigo. Quem achar que faltou algum nome está convidado a apresentar recursos em segunda instância. Todos serão examinados com muito carinho.

NÚCLEO POLÍTICO

A/B
Agnelo Queiroz, Aldo Rebelo, Alfredo Nascimento, Almeida Lima, Aloizio Mercadante, Ana Arraes, André Vargas e Ângela Guadagnin, Benedita da Silva e Brizola Neto.

C/D
Cândido Vaccarezza, Carlos Abicalil, Carlos Lupi, Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho Junior), Cid Gomes, Ciro Gomes, Claudinho da Geladeira, Cristóvam Buarque e Dilma Rousseff.

E/F
Edison Lobão, Eduardo Braga, Eduardo Campos, Eduardo Paes, Eduardo Suplicy, Eleonora Menicucci, Fernando Collor, Fernando Haddad e Fernando Pimentel.

G/H
Gabriel Chalita, Gilberto Kassab, Gleisi Hoffmann, Gustavo Fruet, Hélio Costa e Henrique Eduardo Alves.

I/J
Ideli Salvatti, Inácio Arruda, Iriny Lopes, Jacques Wagner, Jader Barbalho, Jaqueline Roriz, Jilmar Tatto, João Pedro Stédile, Jorge Viana, José Nobre Guimarães, José Sarney e José Zequinha Sarney Filho.

L/M
Lindberg Farias, Luiz Dulci, Luiz Fernando Pezão, Luiz Marinho, Magno Malta, Marcelo Crivella, Marcelo Déda, Marco Maia, Maria do Rosário, Markus Sokol, Michel Temer e Marta Suplicy e Matilde Ribeiro.

N/O/P
Nelson Pelegrino, Newton Cardoso, Olívio Dutra, Orlando Silva, Paulo Bernardo, Paulo Maluf, Paulo Paim, Paulo Vanucchi, Pedro Henry e Professor Luizinho.

R/S
Raul Pont, Renan Calheiros, Ricardo Berzoini, Roberto Amaral, Roberto Requião, Romero Jucá, Roseana Sarney, Rui Falcão, Sergio Cabral, Severino Cavalcanti, Sibá Machado e Silval Barbosa.

T/V/W
Tarso Genro, Teotônio Vilela Filho, Tião Viana, Vanessa Grazziotin, Wadih Mutran e Weslian Roriz.

NÚCLEO OPERACIONAL-FINANCEIRO

A/C/D
Abílio Diniz, Antonio Palocci, Celso Amorim, Clésio Andrade, Delfim Netto e Duda Mendonça.

E/F/G
Edir Macedo, Eike Batista, Erenice Guerra, Fernando Cavendish, Fernando Sarney, Freud Godoy, Gilberto Carvalho, Gilberto Miranda, Graça Foster e Guido Mantega.

H/J/K
Hamilton Lacerda, Jorge Lorenzetti, José Carlos Bumlai, José Eduardo Dutra e Klinger Souza.

L/M/P
Luiz Carlos Bresser Pereira, Luiz Gushiken, Luiz Vedoin, Marco Aurélio Garcia, Marcos Valério, Miriam Belchior, Paulo Okamotto e Paulo Vieira.

R/S/W
Ricardo Teixeira, Roberto Teixeira, Ronan Maria Pinto, Rubens Vieira, Sérgio Gabrielli, Sergio Gomes Sombra da Silva, Silvio Pereira e Waldomiro Diniz.

NÚCLEO ARTÍSTICO-INTELECTUAL-COLUNÁVEL

A/B
Alceu Valença, Ana de Hollanda, Andrés Sanchez, Antônio Cândido de Mello e Souza e Beth Carvalho.

C/F
Carlos Roberto Massa (Ratinho), Chico Buarque, Fernando Morais e Frei Betto.

J/L/M
José de Abreu, Leonardo Boff, Luiz Carlos Barreto, Maria Rita Kehl, Maria Victoria Benevides e Marilena Chauí.

N/P/R
Netinho de Paula, Paulo Betti, Paulo César Pereio e Regina Casé.

S/V/W/Z
Silvio Tendler, Vladimir Safatle, Wagner Tiso e Ziraldo.

NÚCLEO JURÍDICO

Antônio Carlos Kakay de Almeida Castro, Dalmo Dallari, Dias Toffoli, José Eduardo Cardozo, Luís Inácio Adams, Luiz Eduardo Greenhalgh, Márcio Thomaz Bastos, Nelson Jobim, Pedro Abramovay, Ricardo Lewandowski e Tourinho Neto.

NÚCLEO JORNALÍSTICO-ESGOTOSFÉRICO


Eduardo Guimarães, Emir Sader, Franklin Martins, Hildegard Angel, Jânio de Freitas, Leonardo Attuch, Luis Fernando Verissimo, Luis Nassif, Marcos Coimbra, Mino Carta e Paulo Henrique Amorim.

NÚCLEO SINDICAL

Antônio Rogério Magri, Jair Meneguelli, Maria Izabel Bebel Noronha, Paulinho da Força e Vagner da CUT.

NÚCLEO PRESIDIÁRIO

Delúbio Soares, Henrique Pizzolato, João Paulo Cunha, José Dirceu, José Genoino, Kátia Rabello, Nem e Valdemar Costa Neto.

NÚCLEO INTERNACIONAL

Bashar Al-Assad, Cesare Battisti, Cristina Kirchner, Daniel Ortega, Evo Morales, Fernando Lugo, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mahmoud Ahmadinejad, Manuel Zelaya, Rafael Correa, Raúl Castro e Robert Mugabe.

NÚCLEO DOMÉSTICO

Fábio Luís Lulinha da Silva, Luiz Cláudio Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Lula da Silva, Marisa Letícia e Rosemary Noronha.

Fontes: FolhadeSãoPaulo/Estadão/Veja - Augusto Nunes

domingo, dezembro 09, 2012

O STF e a República.





por Eros Roberto Grau (para o Estado de São Paulo de 08/12/2012)







Em entrevista ao Estadão (13/11, H8), José Murilo de Carvalho observa que os oito anos de Lula ficarão marcados em nossa História pelo avanço na inclusão social, o que chama de democracia; mas não se destacará, continua, pelo que chama de República. Como sou cidadão deste país e, por isso, devo respeito e acatamento aos julgamentos do Poder Judiciário, nada posso concluir senão que a res publica foi violada. E de tal sorte que o dano não é compensado pelo avanço.

Os escândalos políticos não colaram no presidente
porque ele é um distribuidor de benefícios.
(Veja nº 2040 de 26-12-2007)


De mais a mais, sentido crítico bem atilado, esse avanço haveria de vir, em qualquer circunstância, como exigência do processo de legitimação do modo de produção social dominante. Podem dizer que os termos desta conclusão denunciam uma maneira antiga de raciocinar. Não importa que seja velha, se ainda explica o permanente discreto fascínio de quem domina e os interesses que continuam a prevalecer mesmo quando a inclusão social se amplia.

Mais importante é afirmarmos o quanto devemos de respeito e acatamento, enquanto cidadãos, ao Poder Judiciário, em especial, hoje e sempre, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em especial porque o STF, de modo diverso do que andaram a dizer por aí, não surpreendeu por ser independente. Simplesmente foi o que haveria de ser.

Num tempo, como o nosso, em que o Estado ainda é outra face da sociedade civil, o STF nada mais permanece a ser senão uma porção dela. O Estado é uma totalidade indivisível. Não pode ser fissurado em facções, grupos ou poderes. Assim se prestará ao seu fim, que instrumenta ordem, segurança e paz, para o bem do mercado. A separação dos Poderes, enunciada como "lei eterna", oculta o fato de que o Estado, para ser Estado, é e há de ser uma totalidade.

A organização estatal em funções viabiliza, aprimorando-o, seu funcionamento. Aqui e ali há interpenetração delas, mas o Legislativo produz as leis, o Executivo as aplica e o Judiciário nos julga (e a eles também). Todos deveriam vestir um manto de autoridade. Chamo-o assim, manto de autoridade, não porque detenham poderes. Autoridade é algo diferente do poder. É o saber-se o que se deve fazer, serenamente. Os romanos chamavam-na de auctoritas. Por isso - porque os magistrados, para o serem, são os que mais dela necessitam - os cidadãos a eles devem acatamento e respeito. A eles e a seus julgamentos.

Magistrados são para ser respeitados. Lembro episódios notáveis, do tempo em que a discrição era indissociável da pessoa do juiz e as transmissões das sessões de julgamento pela televisão não os havia banalizado. Um processo que viera às manchetes dos jornais, em São Paulo, subira ao Tribunal de Justiça, distribuído a um desembargador. Conta-me seu filho, hoje septuagenário, como eu, que uma sua irmã indagou à mesa do almoço de domingo: "Papai, o que você acha?". O bom juiz respondeu: "Não sei, minha filha, ainda não li os autos". Era assim. Nenhum membro de tribunal insistia no óbvio, justificando-se, pretendendo dar satisfações "ao público", como se ouviu, pela TV Justiça um dia destes.

Juízes de tribunais superiores são indicados pelo Executivo e o Legislativo participa de sua escolha. O juiz prudente, independente, tem para si ter sido indicado para o cargo que ocupe não pelo Sarney, pelo Itamar, pelo FHC ou pelo Lula, com inusitável intimidade, porém, singelamente, pelo presidente da República. Ao tribunal deve chegar sem que a ele tenha sido candidato, sem que faça alarde da própria pureza. Quem a oferece, essa pureza que a palavra enuncia, já a perdeu. Notório saber e reputação ilibada, no caso do Supremo e onde sejam recomendáveis, são para ser conservados durante o exercício do cargo. De reputação ilibada é aquele que, ao caminhar pela rua, merece o olhar respeitoso dos que passam. Apenas. Juízes e ministros de tribunais não são para ser elogiados. Não fazem mais do que a obrigação quando aplicam o direito positivo e a Constituição.

Os juízes não estão lá, nos seus cargos, para produzir equidade. Nem para fazer justiça com as próprias mãos. São servos da Constituição e das leis, servos de um sistema de normas jurídicas que se presta a assegurar um mínimo de calculabilidade e previsibilidade na prática das relações sociais. Precisamente nesse sentido a História avançou, limitando o poder da monarquia patrimonial, para afirmar a instituição do poder legislativo dos Parlamentos. Eis aí uma das tarefas primordiais do Estado moderno: a produção de uma ordem jurídica que garanta certeza e segurança jurídicas. Sem elas não haverá como vivermos em liberdade.

Por isso causa espanto - mais do que espanto, causa temores, apreensão - qualquer reação de desacato, e seja lá de quem for, ao quanto já decidiu, e venha a decidir, o STF no julgamento do chamado "mensalão". E assim seria em qualquer caso, ainda que a res publica não tivesse sido conspurcada, violada.

Nos tempos de menino, quando brincávamos de mocinho e bandido, era razoável que vez e outra mudássemos de torcida. Hoje, não. Se pretendermos viver honestamente, sem agredir os outros, contribuindo para o bem de todos, será indispensável acatarmos, com dignidade, as decisões, quando irrecorríveis, do Poder Judiciário. Não por que façam justiça. Pois é certo que, como dizia Kelsen, a justiça absoluta só pode emanar de uma autoridade transcendente, só pode emanar de Deus; temos de nos contentar, na Terra, com alguma justiça simplesmente relativa, que deve ser vislumbrada em cada ordem jurídica positiva e na situação de paz e segurança por esta mais ou menos assegurada.

Qualquer insurgência contra esta face do Estado que o STF é afronta à ordem e à paz social, prenuncia vocação de autoritarismo, questiona a democracia, desmente-a, pretende golpeá-la. Por isso é necessário afirmarmos, em alto e bom som, o quanto de respeito e acatamento devemos ao Poder Judiciário e em especial, hoje e sempre, ao Supremo Tribunal Federal. Sobretudo porque - repito-o - de modo diverso do que andaram a dizer por aí, o STF não surpreendeu por sua independência. Simplesmente foi o que e como haveria de ser.

(*)Eros Roberto Grau - professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, foi ministro do STF.


Imagem do site: sarapateldecoruja.blogspot.com.br

domingo, novembro 25, 2012

A responsabilidade nasce dos sonhos.





por Paulo Rosenbaum (*)


Por que um dos julgamentos mais importantes da história contemporânea aconteceu em Nuremberg? E por que ao processo que envolveu os genocidas nazis foi selado sob o nome de “tribunal de exceção”?

A cidade era uma escolha simbólica, e os fatos, sem paralelo na história contemporânea. Em 1935, naquele histórico sítio alemão, foram editadas as leis raciais e de “proteção do sangue” que inauguraram um dos períodos de sombra da humanidade. Sancionadas pelo chanceler eleito e pelos ministros do interior e da justiça a promulgação daquela legislação tornou-se prova de que a manipulação da razão pode tomar destinos equivocadíssimos, mesmo na democracia. Se esta razão vier escoltada por alguma ideologia então, é mesmo para tremer e esperar pelo pior, sempre! Dito e feito!

Se índios, negros e outras etnias não tem alma porque os respeitaríamos rezava o consenso dos juízes da Inquisição. Por que povos inferiores devem ter os mesmos direitos que brancos europeus civilizados, reafirmavam os higienistas. Medições de crânios, a chamada “craniometria” dos cientistas que trabalharam pela e para a ideologia nazista apresentaram suas “evidencias empíricas”: o encéfalo dos não arianos “era menos evoluído e tendia à degeneração”. Os arianos, “intrinsecamente superiores”, representavam a “raça pura, de ascendência sem vícios ou corrupção genética”.

Era o apogeu político da eugenia, uma doutrina que embora encontrasse raízes pré-existentes nas ciências naturais, tomou corpo e se fortaleceu graças à causa organizada pelo terceiro Reich. Foi assim que profissionais liberais especialmente médicos, pequenos comerciantes, o grande capital e professores universitários da Alemanha começaram a achar que poderiam acertar as contas com a humilhação decorrente do tratado de Versalhes e se safar da crise econômica com hiperinflação do final nos anos 20.

Finalmente, os juízes se prestaram ao papel e começaram a definir novas regras para a sociedade alemã: judeus, ciganos, homossexuais, negros, doentes mentais, mestiços – e alguém se lembrou de incluir gente politicamente desviada – mereciam tratamento especial. O cólume desta arquitetura, todos sabem, resultou no maior drama da história ocidental e, provavelmente, o mais sistemático e sem paralelo massacre da história recente.

A ideologia ariana forçou os cofres do Estado alemão a desembolsar milhões para divulgar e patrocinar a doutrina do Führer, e ali, muitos dizem, o berço da mentira como indústria e, portanto, do marketing político moderno. Centenas de milhões do opúsculo raivoso de Hitler circularam e não possuir um exemplar de “Mein Kampft” era tomado como séria ofensa ao Estado. A palavra nazista originária de nazional sozialism – literalmente nacional socialista, diferentemente de matizes à direita e à esquerda do fascismo, comporta uma designação precisa. Trata-se de um termo em franca vulgarização, que tem evocado banalmente o mal genérico e universal. A linguagem não costuma trair. Hoje em dia, se bobear, qualquer porteiro mal educado, jornalista independente ou sujeito crítico corre o risco.

Quando o Estado, centralizado em poucas cabeças, obriga todos os outros a segui-las, e há obediência civil, está aberta uma trilha ao abismo. Na lista de aberrações, temos o livro vermelho de Mao, o livro verde de Khadafi, a obra marrom de Pol Pot, fora as outras tonalidades de muitos outros. O mínimo múltiplo comum é que todos eles se auto-intitulam salvadores; sim, claro, de si mesmos. Pois nascem, crescem e morrem com um só objetivo, narcísico, o culto à própria personalidade.

Pulo para o nada sóbrio relatório do diretório do partido governista acusando o STF de “tribunal de exceção” e comparando ambos, processo e julgamento, aos procedimentos nazistas. Dado o respaldo popular e apoio maciço aos juízes deixaram para emitir a nota depois das eleições. Professores universitários e jornalistas decanos emprestaram suas habilidades e estilos à causa, dando os retoques finais ao documento. É aqui que nos perguntamos se a isso chamam honestidade intelectual?

Bastou para a enxurrada de pseudo-artigos na web, e na grande, média e minúscula imprensa, classificando o julgamento da ação penal 470, “erro jurídico rotundo”. Depois espalharam rumores e insinuações gravíssimas contra a corte jurídica e o procurador geral da República. Além das calúnias, exageros retóricos e grotesca falta de acurácia terminológica esses dirigentes partidários ficaram devendo às novas gerações uma versão verossímil dos fatos.

Poderiam ter afirmado, por exemplo, que as penas foram desproporcionais, que as provas deveriam ser mais consistentes, e até esbravejar para discordar da decisão do tribunal. Aliás, ninguém duvidaria que fosse esse o papel do partido. Infelizmente, veio a imprecisão panfletária, a palavra de ordem, a conclamação das massas, o intransigente desrespeito à constituição. Já que uma virada humanista e um governo de coalização parecem alternativas impensáveis, o único e involuntário aspecto favorável da ação dos dirigentes do partido hegemônico talvez tenha sido acelerar sua decadência.

Os magnatas do poder podem estar se aposentando coletivamente. Que durmam bem e nem precisam mais mandar notícias. Não custa sonhar que nos novos postos de trabalho, gente mais crítica e mais disposta a ir além do sectarismo ranzinza, assuma responsabilidades e conceda nada além do que deveriam ser nossos direitos naturais: plena cidadania e direito à vida.

Viajei, sei que viajei! Mas, como escreveu o poeta irlandês Willian Butler Yeats, é nos sonhos que começa a responsabilidade.

(*)Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)
Fonte: Pletz


sábado, novembro 10, 2012

Algumas Lições do Mensalão.






por Everardo Maciel (ex-secretário da receita federal 1995-2001)

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Talleyrand, célebre chanceler de Napoleão, ao censurar a dinastia dos Bourbons, dizia que eles nunca aprendiam e nunca esqueciam. Para evitar que a sociedade brasileira seja estigmatizada por esse conceito, convém que sejam extraídas algumas lições do julgamento, embora inconcluso, do mensalão.

Sem lugar a dúvidas, esse episódio é um dos mais importantes acontecimentos da nossa Justiça. Pela primeira vez estão sendo julgados, simultaneamente, importantes próceres políticos, banqueiros, profissionais liberais e, para usar uma qualificação utilizada pela defesa, mequetrefes. Cada réu com sua pena ou juízo absolutório.

O julgamento está sendo enriquecido por memoráveis manifestações sobre a ética e a República, como um sopro alentador em favor da restauração de valores que vêm sendo vilipendiados seguidamente e comprometem a formação das gerações mais jovens.

É sagrado o direito de ficar inconformado com as sentenças (jus sperniandi) ou, em nome da liberdade de expressão, criticá-las. Não é aceitável, contudo, proferir invectivas contra a convicção dos magistrados, porque, além da possibilidade de enquadramento por crimes contra a honra, constitui uma afronta ao Judiciário.

As divergências nos entendimentos dos magistrados, malgrado os dispensáveis preciosismos e discursos confusos, devem ser vistas como prova de vitalidade da instituição. O dissenso é mais rico, como ensinamento, que o consenso. A verdade tem muitas faces.

O julgamento, em virtude da transmissão ao vivo, expôs ao público conceitos antes confinados aos recintos dos tribunais e pôde arrostar a velha tese que entendia a condenação como algo destinado a pobre, preto e prostituta, segundo a perspicaz observação de um magistrado mineiro.

Dirão alguns que outras pessoas cometeram crimes idênticos ou assemelhados. É verdade. Que se julguem todos, então! O mensalão deve ser tido não como uma exceção, mas como um precedente.

Rejubilo-me com a repulsa da Corte ao caixa 2, como crime em si ou manobra diversionista para dissimular a prática de outros crimes. A alegação dessa malfadada "tese", caso fosse razoável, deveria ter trilhado os caminhos da modéstia e da contrição, sem manifestações de entusiasmada esperteza.

O Supremo Tribunal Federal não devia, contudo, ser onerado com um longo julgamento de um volumoso processo criminal, de forma estranha à sua vocação de elucidar controvérsias constitucionais e em detrimento da apreciação de relevantes demandas.

Na explicação desse fato se encontra o instituto do foro privilegiado, que pretendeu (ainda que não se diga abertamente) evitar o julgamento dos "condestáveis" da República pelos magistrados de primeira instância, na presunção de que ocorreriam excessos.

É razoável que determinadas autoridades tenham prerrogativas no atendimento de requisições judiciais. Eventuais excessos de magistrados, por sua vez, devem ser corrigidos por uma adequada lei de abuso de autoridade e por uma correição efetiva. O privilégio de foro, entretanto, é deplorável e acarreta, como se pôde ver no mensalão, julgamento em instância única e sobrecarga de trabalhos para o Supremo.

A metodologia dos julgamentos revelou-se modorrenta, repetitiva e arcaica. O cansaço visível na face de alguns ministros é apenas consequência de sua condição humana. Um laudo sobre determinada instituição financeira foi lido mais de uma dúzia de vezes. Existe alguém capaz de ouvir atentamente um relatório de mais de mil páginas? Por que reproduzir, literalmente, depoimentos contidos nos autos? Não bastaria uma ilação referenciada aos autos? Por que dispensar a utilização de modernos meios de exposição que favoreçam a compreensão das intervenções orais?

A fixação das penas (dosimetria) deveria pautar-se pela concisão, sendo expressa numa tabela, que conteria a pena-base e as circunstâncias, se for o caso, que a agravam. Além disso, parece-me que, na determinação da pena, seria aconselhável adotar o voto médio, e não o modal, como bem aconselharia a ciência estatística no trato de situações análogas.

O julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro produz controvérsias que revelam claramente as deficiências da legislação, agravadas por mudanças recentes, que podem resultar em sérios percalços para determinados profissionais (notadamente, advogados e contadores), ainda que não tenham tido participação no ciclo criminoso. A legislação é claudicante e merece ser revista. Não há jurisprudência boa que salve uma lei ruim.

À margem desses comentários, não se pode desperdiçar a oportunidade de enfrentar as causas dos crimes que deram origem ao mensalão. Na essência, tudo gravita em torno de questões políticas e eleitorais. A prevenção desse tipo de crime aponta para o reexame da legislação relativa às prestações de contas de candidatos e partidos políticos, nela incluída a obrigação de fiscalização sistemática pela Receita Federal, e as malsinadas "emendas parlamentares" - fonte inesgotável de corrupção e de abjetas barganhas políticas.

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Sobre Everardo Maciel Thais Oyama da Veja, em agosto de 2002, traçou um interessante perfil:


O predador Everardo Maciel, o mais voraz dos secretários que a Receita já teve,incrementa a caça à sonegação,revoluciona o sistema de entrega de declarações e comemora o que,para o resto dos brasileiros, é fonte de amargura: a estratosférica subida da arrecadação (Veja mais aqui)
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Sobre o artigo ALGUMAS LIÇÕES DO MENSALÃO, Geraldo Hernandes do grupo por 1 Brasil melhor, faz algumas considerações bem apropriadas:

CARPINDO TIRIRICA

O jornal O ESTADO DE S. PAULO publicou, em 05-11-12, artigo de Everardo Maciel intitulado ALGUMAS LIÇÕES DO MENSALÃO, onde se lê:

“O julgamento está sendo enriquecido por memoráveis manifestações sobre a ética e a República, como um sopro alentador em favor da restauração de valores que vêm sendo vilipendiados seguidamente e comprometem a formação de gerações futuras”

Reconheço que o nível de conhecimento do ex-diretor da Receita Federal sobre o assunto supera o meu e lhe confere, portanto, capacidade de discernir, com maior propriedade, sobre o assunto. Mesmo assim, na minha humilde sapiência,...discordo.

Quatrocentos anos antes de Pilatos lavar as mãos, Sólon, poeta, legislador e jurista grego, já apregoava:

Justiça é como teia de aranha; só pega os pequenos enquanto os grandes a transpassa e seguem livres.

O Sr Everardo tem razão quanto ao “sopro alentador” mas, pelo tamanho que a corrupção atingiu, fermentada por anos no calor das impunidades e escorada em leis corporativistas, mesmo que os 25 acusados sejam condenados à pena máxima, muito pouco se terá avançado para redimir os poderes da República da culpa de possibilitar, por ambição, indolência ou interesse, o crescimento dessa vergonha nacional.

O que foi feito até, agora para resgatar a dignidade das nossas instituições eu vejo como... carpir tiririca.

Tiririca, para quem não conhece é, além de alcunha de um deputado, o terror dos agricultores. É uma gramínea invasora, de alto poder infestante que, por consumir nutrientes do solo, impossibilita o desenvolvimento e outras plantas e libera no solo um inibidor de geminação de sementes de outras plantas.

Carpir é perda de tempo; é grande o poder de rebrota e, em poucos dias, as folhas despontam na terra. Sua nocividade está para a lavoura assim como a dos dirigentes dos poderes da República está para a Nação.

E assim o será enquanto vigorar esse sistema que não seleciona os postulantes a cargos no legislativo.

E assim será enquanto os mais altos cargos do judiciário forem ocupados conforme os interesses de um único indivíduo.

E assim será enquanto parcela significativa do povo continuar se indignando diante da televisão e se omitindo diante da urna.

E assim será enquanto o povo ficar atirando pedras inutilmente sem uma ação efetiva.

É louvável a ação, até agora, do Judiciário, mas considero ainda prematuro assustar os passarinhos com rojões. Há muito que se fazer ainda para arrancar pela raiz as tiriricas do sistema republicano brasileiro.


sábado, outubro 13, 2012

Dilma e a vassourada na ética.








por Guilherme Fiuza





Enquanto o mensalão continua em cartaz como um filme de época, com exclamações indignadas sobre aqueles tempos terríveis, os herdeiros do esquema vão muito bem, obrigado. A plateia do julgamento ainda está se perguntando: será que Lula sabia? Então o PT comprou mesmo apoio político? Ora, vamos apressar esse filme velho. O final é o seguinte: deu tudo certo, e os mensaleiros da novíssima geração governam o Brasil.

Nem é preciso escutar horas de Joaquim Barbosa, depois horas de Lewandowski dizendo que não foi bem assim, para entender o esquema que tomou de assalto (com duplo sentido) o Estado brasileiro. Vale mais, neste momento, prestar atenção a um ex-ministro do Supremo. O que aconteceu afinal com Sepúlveda Pertence?

É simples: ele acaba de abandonar a Comissão de Ética da Presidência da República, por causa de um novíssimo escândalo. Ou seria mais correto dizer, um novo capítulo do velho escândalo.

A sucessora boazinha de Lula, que não tem nada a ver com os aloprados do padrinho e ainda faz faxina duas vezes por semana, cassou na mão grande dois membros da Comissão de Ética.

Enquanto a plateia se distraía com o faroeste do mensalão, Dilma Rousseff sacou mais rápido e executou a sangue-frio os conselheiros Marília Muricy e Fábio Coutinho. Qual teria sido o pecado da dupla fuzilada?



Um pecado mortal: levantar o tapete e mostrar a sujeira guardada pela faxineira. Marília foi quem propôs a demissão do ministro bufão Carlos Lupi, que Dilma tentava manter a todo custo, com sua grande família de ONGs companheiras. O esquema de Lupi no Ministério do Trabalho, de que Dilma era madrinha, nada mais era do que um dos muitos filhotes gordos do mensalão. O DNA do valerioduto estava lá: fabricação de contratos e convênios fantasmas para sugar dinheiro público para o partido que sustenta o governo. A mesmíssima compra e venda de apoio político que arrepia o país na oratória de Joaquim Barbosa.

Como se sabe, o voto de Marília Muricy foi o empurrão que faltava para a demissão de Carlos Lupi, para Dilma não ter mais como segurá-lo. E, como também se sabe, na ocasião a presidente jurou de morte a Comissão de Ética da Presidência. Só esperou o momento certo para cortar a cabeça da conselheira sem chamar a atenção.

Fábio Coutinho, o outro decapitado, cometeu pecado ainda mais grave: mexeu com o companheiro de fé Fernando Pimentel, amigo e irmão camarada da presidente, atual ministro vegetativo do Desenvolvimento. Fábio não entende nada de ética companheira. Achou que as milionárias consultorias fantasmas de Pimentel à Federação das Indústrias de Minas Gerais não eram corretas. O desavisado conselheiro não sabia que, conforme a tecnologia mensaleira, incorreto é não aproveitar o poder para encher o caixa da revolução.

Às vésperas das eleições municipais, Dilma mandou o pecador para a vala. Preservou, assim, a ficha mais ou menos limpa do guerrilheiro consultor, que é cacique petista nas urnas de Belo Horizonte e precisa estar livre para a missão de todo maquinista companheiro: catar votos e preservar cabides.

A operação cala-boca que revoltou Sepúlveda Pertence e o levou a pedir demissão foi muito bem feita. Dilma deixou por algum tempo os dois conselheiros marcados para morrer na geladeira. Retardou a dupla substituição já decidida, para melar as reuniões da Comissão de 27 de agosto e 3 de setembro – período chato para tratar de ética, com eleição a caminho e mensalão em cartaz. Sepúlveda renunciou à presidência da Comissão, e a plateia não deu a menor bola para ele. Gol dos companheiros. Como disse Lula sobre o mensalão, o que importa agora é a eleição. É o momento de os 4 quadros” petistas que engordaram em cargos de nomeação irem à luta dos cargos eletivos. O professor Márcio Pochmann, especialista em adestramento progressista de dados, interventor da revolução popular no Ipea, concorre a prefeito de Campinas. A grande aposta, até o fechamento desta edição, era o príncipe do Enem Fernando Haddad, que prometia fazer com São Paulo o que fez com os vestibulandos de todo o Brasil.

Como se vê, o esquema vai de vento em popa. Os condenados no STF não precisam se preocupar. Seus herdeiros poderosos haverão de saber recompensá-los.

Fonte: revista “Época”




quinta-feira, agosto 02, 2012

O BRASIL É UMA PEPSI-COLA?





A Pepsi-Cola vem desenvolvendo uma campanha de marketing ousada. Alguns dizem que a fábrica do refrigerante se rendeu e assumiu que não é o preferido; outros entendem que é uma forma diferente de se impor e assumir uma liderança nunca alcançada.

O Brasil dos últimos 9 anos, parece a Pepsi-Cola e tenta se impor através do marketing, tão caro e ousado quanto a campanha desenvolvida pela multinacional do refrigerante. Todavia, ao contrário do refrigerante, as alternativas que se apresentam para quem "compra" o novo Brasil têm sido um desastre.

Tanto a Pepsi quanto o Brasil atual, são frutos do marketing; só que a Pepsi paga seu marketing com seus próprios recursos; já o Brasil paga seu marketing com recursos das empresas governamentais e isso significa que o contribuinte é quem paga pela "farra". Seria como se a Coca-Cola financiasse a campanha "Pode ser?" da Pepsi.

Se fizermos um pequeno esforço, veremos que o marketing governamental é muito parecido com o da Pepsi. Querem ver?

-  "O consumidor brasileiro quer juros mais condizentes com um pais de terceiro mundo que eternamente sonha em ser uma nação decente. O governo oferece ao consumidor com a maior cara de pau do mundo, uma redução nos ganhos da poupança e sem nenhum pudor diz: Pode Ser?

- "Para julgar os corruptos do mensalão, a parte não contaminada da população exige independência dos magistrados do STF. O governo oferece 8 dos 11 ministros nomeados nos últimos anos e diz com a carinha de uma madre Tereza: Pode Ser?

- "Queremos um jurista renomado, de reputação ilibada e de notável saber jurídico para a mais alta corte do país, diz o contribuinte". O governo oferece o José Antonio Dias Toffoli (ex advogado do petê e amigo pessoal de Lula e causídico do José Dirceu, apontado como "chefe de quadrilha")e com a cara mais cândida do mundo diz ao pagador de impostos: Pode ser?

A vantagem, no caso do Marketing da Pepsi, é que o consumidor pode escolher entre o Pode Ser a Pepsi e o Eu Quero é Coca-Cola ou Guaraná ou Tubaína ou outras dezenas de refrigerantes; já no caso do Marketing do Governo - o Pode Ser é sempre o Pior - o cidadão só tem uma saída e essa, necessariamente passa pela posse de um Passaporte e uma passagem só de ida para outro país - longe do continente sulamericano.

Querem um pais melhor em 2014? Tirem o cavalinho da chuva; o Pode Ser do governo será Dilma ou mais do mesmo (Lula).


terça-feira, agosto 03, 2010

ULTIMO AVISO, DEPOIS SERÁ TARDE



Os meios de comunicação estão brincando com fogo. A CNBB - que não representa a Igreja Católica, salvo um ou outro bispo - e algumas denominações evangélicas - que não representam o protestantismo; antes representam os interesses de seus líderes no enriquecimento às custas de seus fiéis - estão desafiando o inferno.
A ascensão de Lula e sua camarilha ao poder, foi o primeiro passo para a realização do que sempre foi acordado no Foro de São Paulo; no entanto a ganância dos aliados úteis (setores do PMDB, PDT, PTB e outros envolvidos no escândalo do mensalão) barrou a tomada do poder, momentâneamente.
Desnecessário citar que, ao final do primeiro mandato com uma aprovação em torno dos 62%, o candidato Lula fácilmente ganharia a eleição no primeiro turno; estranhamente assim não aconteceu: ou erraram os Institutos de Pesquisas (alguém acredita neles?) ou a realidade era bem outra, some-se o desaparecimento de 11 milhões de votos dados a Alckmin no primeiro turno e teríamos uma eleição sob suspeição, mas quem levantou o problema?
No segundo mandato as investidas para calar a imprensa, interferir na Internet, legalização do aborto e outras maldades vermelhas, foram sendo sistematicamente adiadas, mas não abandonadas.
Em todo o primeiro mandato e também no segundo, o que não se viu foi uma imprensa atuante, formadora de opinião que escancarasse a realidade de um governo espúrio e desprovido de caráter. O que não se viu também foi a Igreja Católica (leia-se CNBB) e os evangélicos (AD - Madureira, Renascer, Sara Nossa Terra, IIGD e IURD entre outras) defendendo o que, à luz da Bíblia, seria contrário aos preceitos cristãos. O que se viu - e se vê agora, às vésperas de uma nova eleição - são esses setores dito Cristãos, se locupletando com o poder.

As pesquisas de avaliação do governo - que continuam em alta, provavelmente a caminho dos 99,99% de aprovação - são feitas pelos mesmos Institutos que se sentem acanhados em cumprirem a ordem dada: É Dilma na cabeça. Vagarosamente, mas consistentemente, Dilma ora empata, ora passa à frente. Os Institutos seguem o script de um filme de crime e mistério, não há graça nenhuma em saber-se o final logo no começo; Hitchcock ao invés de Tarantino. Mas já está tudo pronto. Na última pesquisa (do segundo turno 2010) Dilma estará à frente em todos os estados, pouca margem, mas suficiente para que ninguém venha a contestar o resultado final dado pelas urnas eletrônicas, tão seguras quanto subir os morros cariocas com um colete do BOPE só e desarmado.

Para a volta triunfal de Lula em 2014 será um pequeno passo; não que ele seja importante, não que seja ele o mentor intelectual de qualquer coisa, mas ele é necessário, é hilário, é quase um mico leão para as esquerdas de cá e de todo o mundo que aprenderam que a carranca de Stálin, de Mao, Pol Pot ou Fidel, não apaixonam tanto quanto a do bufão Chávez. É preciso um pouco de ternura. O assassino Chê vive estampado nas camisetas dos idiotas em todas as partes do mundo e está na hora de subistituí-las por Lula talvez.

sábado, julho 19, 2008

DITADURA OU CIRCO: ESCOLHA





Alphonsus Gabiel Capone, carinhosamente Al Capone, controlava informantes, pontos de apostas, casas de jogos, prostíbulos, bancas de apostas em corridas de cavalos, clubes noturnos, destilarias e cervejarias. Chegou a faturar 100 milhões de dólares por ano, durante a Lei seca. Todo cidadão americano sabia quem era e o que fazia Capone, inclusive as autoridades - muitas delas na folha de pagamento do mafioso -, nem por isso os Intocáveis (uma PF melhorada em muito) tomaram os pés pelas mãos e o prenderam: faltavam provas consistentes, a Polícia nunca conseguiu provar sua implicação direta nos brutais assassinatos cometidos por seus capangas. Capone foi preso por sonegação de impostos e posse ilícita de armas.


Do que exatamente Daniel Dantas está sendo acusado? Muitos brasileiros sabem, qualquer autoridade policial sabe, o presiMente sabe, o Genro sabe, Gilmar Mendes sabe, o Protógenes sabe e o juiz Sanctis sabe mas, faltam provas.

As provas estão à vista de todos e, se realmente quizessem passar o Brasil à limpo...Porém essas provas incriminariam membos do executivo, legislativo e do judiciário, em todos os partidos, esquerdopatas ou não e é exatamente por esse motivo que tudo não passa de um Novelão (mal) escrito para ter um final feliz apenas para quem quer se perpetuar no poder, diretamente, esticando um terceiro mandato ou indiretamente, elegendo pelas malfadadas urnas eletrônicas, o(a) seu sucessor.

Se tomarmos como base a biografia dos membros deste governo e a compararmos com a de quem anda sendo detido pela PF, prenderemos todos: haja cadeia ('Taí um novo programa para esse governo CADEIA PARA TODOS)

Resumindo toda essa histórinha mal contada....



terça-feira, julho 15, 2008

Procuradores pedirão impeachment de Gilmar Mendes




Essa é muito boa. Revolta no navio da justiça, motim. São os procuradores "procurando" sarna prá se coçar ou diversão para a patuléia do reino de Banânia ou um pretexto para emplacar-se o terceiro mandato..


Onde estavam os srs. procuradores quando o mensalão explodiu na cara da Nação? Em que planeta estavam esses senhores quando a Telemar comprou nada do Lullinha? Estariam na Disneylândia enquanto a VarigLog era entregue livre e desimpedida para um grupo de citro-empreendedores e a negociação sendo mediada pelo cumpadre Teixeira?


Eu quero mais é que o Sr. Daniel Dantas, Naji Nahas, Maluf, Pitta e todos os envolvidos em escândalos financeiros devolvam o dinheiro surrupiado, sejam proibidos, direta, indireta ou obliquamente de participarem de quaisquer tipos de negócios - inclusive botecos e padarias - e tenham seus direitos políticos suspensos eternamente. Se forem presos - e isso é discutível - que paguem pela estadia. Não sou advogado e o meu consultor para esses assuntos juridico-escabrosos se foi para o Oriente distante (Dr. Samir) mas, por tudo o que ví, nas imagens "exclusivas" da Estatal das Comunicações Globais, não se sustenta num tribunal. Flagrante de suborno, diria o Raulzito, "Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado e rotulado se quiser vingar" e, pelo que se viu não há flagrante. Já ligaram o dinheiro do suborno ao "subornador"? Já vasculharam as contas do emissário de Daniel Dantas? Que rapidez do nosso FBI tupiniquim! Até hoje não descobriram de onde veio o dinheiro do Dossiê Tucano e lá se vão quase dois anos. Em menos de um mês já sabem de onde veio o dinheiro do "suposto" suborno?


Temos as leis mais frouxas do universo quando o implicado tem um certo nível $ocial ou político, foi pego com a mão na massa, filmado e presenciado o fato por 500 testemunhas idôneas. Em compensação, temos as leis mais duras, quando o "suposto" implicado não tem cacife pra bancar um advogado.Sabemos todos que as leis são feitas por quem, um dia mais cedo ou mais tarde. cairá nas redes da justiça e, por isso mesmo elas têm mais buracos do que queijo suiço. Então mudem-se as leis, diminuam-se as possibilidade de protelar-se um processo e passemos a considerar que todo cidadão é igual perante a lei: DE VERDADE.


Impeachment para Gilmar Mendes? Ora, ora, senhores procuradores; o pais tem mais corruptos por metro quadrado do que esgoto debaixo da terra, então se vamos "impichar", vamos começar lá atrás, a partir do caso Waldomiro Diniz. O resto é pura pirotecnia.

sexta-feira, maio 09, 2008

PAS, LULLA QUER PAS

PAS, LULLA QUER PAS



...dos pizzaiolos italianos aos monges tibetanos,

dos versos camonianos, aos sonetos drumondianos,

a verdade é que nesse governo ninguém sabe o que é republicano,

e de mentira em mentira vem aí mais um plano.


Nada a ver com a belíssima cagada que a demarcação das terras "indígenas" está causando. O "pobrema" em Raposa Serra do Sol é para que "alguém" resolva. PAS é mais um Plano (talvez o de número 300, 500, quem sabe?) que vai ficar na mídia, daqui e do mundo, garantindo mais um espaçozinho para o falastrão continuar, firme e forte, dizendo que não quer, mas por trás agindo para que se consolide o seu terceiro, quarto... mandato. Dinheiro para comprar Pesquisas-cabeça-de-bacalhau não falta; puxa sacos, para encaminharem emendas constitucionais para tanto, jorram dos esgôtos políticos; idiotas, que ao invés de atacarem os desmandos do presiMente submetem-se a subir no palanque e levar uma estrondosa vaia, temos aos montes, na Serra ou no planalto. O novo plano, será tocado pelo único homem(?) no governo que disse uma verdade (aqui), o anglo-confuso-quase-brasileiro Mangabeira Hungry. Afinal o sujeito vai aparecer no noíciário e justificar o dinheiro que nos rouba mensalmente. O PAS (Plano de Aceleração das Serrarias) vem no exato momento em que a Amazônia está em pé-de-guerra e o presiMente está indignado com a absolvição do mandante do assassinato de Dorothy Stang. Logo ele que absolveu Severino, Zé Dirceu, Genoíno, Waldomiro Diniz e mais uma rapa de corruptos?

MEU GURI

E por falar em corrupção. Faço um mea culpa. O Paulinho Benedésse da Força, até que tem razão: a Elite quer envolvê-lo em mais um caso de corrupção. O problema é que a elite que quer derrubá-lo é a elite sindicalista, da qual ele faz parte. Quem diria que um Guri poderia derrubar o homem que tem a Força?

segunda-feira, abril 14, 2008

BRASIL, 14 de abril de 2024

BRASIL, 14 de abril de 2024.

Em 2009, a epidemia de dengue atingiu níveis alarmantes. O ministro Temporão foi devolvido a Portugal; no seu lugar assumiu Arlindo Chinaglia que, até então, ninguém sabia ser médico - nem ele -. A exemplo de seu antecessor, Chinaglia se dedicou a inaugurar tendas e esqueceu-se de matar o mosquitinho.

Numa sessão do STF, um miserável Aedys conseguiu dar picaduras em todos os ministros que, acometidos da dengue foram afastados de seus cargos. O presimente Lulla nomeou, em caráter de urgência, outros onze integrantes da mais alta côrte de justiça, a saber:
- Ricardo Berzoini, José Dirceu, Antonio Pallocci, José Genoino, Ideli Salvatti, Silvio Land Rover Pereira, Joaquim Roriz, Severino Chique-Chique Cavalcanti, Valdemar Boy da Costa Neto, Delubio Soares e o bispo Rodrigues.



Um cidadão resolveu acionar o novo STF com uma questão simples, mas que paralisou o país durante esses últimos dezoito anos: Todos são realmente iguais perante a Lei?



Por causa desta simples questão, todos os mandatos foram prorrogados até que o STF pudesse decidir o imbróglio. Ontem, em sessão histórica, o STF decidiu que sim, Todos são iguais perante a lei, porém acrescentou a esse parágrafo as excessões, que todos já conhecíamos desde que Cabral aportou por aqui.



Desta forma, em 2026, daqui há dois anos portanto, os brasileiros terão, finalmente, novas eleições em todos os níveis.



E volta a polêmica de 2008; Lulla poderá se candidatar novamente? Alguns ex-ministros (os que sobraram da epidemia de dengue) entendem que não; já que Lulla completará em 2026 seu sexto mandato. Os ministros atuais entendem que sim; Lulla poderá disputar um novo mandato, o sétimo na conta de alguns, mas o terceiro na conta de outros.



O Instituto Vox Nostra (junção do Ibope, data-folha, Vox-Populi e Sensus, adquiridos pela Game Corp do Lulinha) fez uma pesquisa recentemente, em todos os diretórios do PUBIS (Partidos Unidos do Brasil Inteligente e Solidário - junção de todos os partidos, menos o PPS e o PSOL, já que Heloísa Helena não gostou de ver seu nome no Pubis alheio) e detectou que 98,4% dos brasileiros querem Lulla-Lá e 1,6% não responderam por que estavam almoçando.



É inegável os avanços do governo Lulla nesses últimos 22 anos. Depois do bolsa-família, do bolsa geladeira, do bolsa-fusquinha (para quem tinha ainda esses veículos), do bolsa-TV de Plasma, bolsa-máquina de lavar, bolsa-vállvula hidra; o governo pôde realizar, em 2015, finalmente um sonho: o bolsa-helicóptero, programa dedicado aos paulistanos que não conseguiam mais rodar com seus automóveis, em uma cidade com 20 milhões de veículos.



José Serra e Aécio Neves, já não pensam mais em disputar as eleições. Aécio vai se dedicar aos concursos de misses e Serra será presidente do Palmeiras. Alckmin hoje é primeiro ministro no Libano. O prefeito de São Paulo, nunKa sabe o que realmente quer e está fora do páreo. Requião migrou para a Venezuela e hoje, como cidadão de lá, é assessor do Hugo Cháves. Michel Temer, hoje com seus oitenta e tantos anos casou-se pela quinta vez, novamente com uma adolescente e quer mais é curtir a lua de mel, se aguentar. Heloisa Helena fundou seu próprio país em Alagoas. Marcelo Crivella assumiu a direção - e o cofre - da Igreja do tio Macedo. Enfim, não há quem esteja a altura de bater NoçuGhia em uma eleição, hoje via celular - basta enviar um SMS para o STE -, graças à única operadora de celulares do Brasil, a Ói.



Os 100 milhões de brasileiros que sobraram (mais de oitenta milhões migraram para o Iraque e Afeganistão, quando a malária, a febre amarela e o bicho-de-pé viraram epidemia) merecem novamente um lider como Lulla.



É Lulla-lá e eu daqui, diretamente do Iraque, onde não há mosquitinhos. Aqui no Iraque, todos os dias temos ataques de morteiros, mísseis e até de bebês-bomba, mas nenhum puto mosquitinho mata ninguém e corrupção a gente resolve no tiro.



Sejam felizes aí no Brasil!



(*)Imagem chupada do blog do Tambosi