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segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Apertem os cintos: Ahmadinejad quer voltar.












por Osias Wurman do Rua Judaica






O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, lançou seu site oficial, em um possível retorno à cena política, um ano antes das eleições legislativas.

O site Ahmadinejad.ir , mostra Ahmadinejad com um grande sorriso e o slogan: "Nós viremos em breve", foi lançado ao mesmo tempo que uma página do Google+ do ex-presidente e uma conta no Instagram.

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O conservador de linha dura tem ficado longe dos olhos do público desde que o seu mandato terminou, em junho de 2013, e a eleição de Hassan Rouhani, o seu sucessor moderado como presidente da república islâmica.

A reputação de Ahmadinejad levou um golpe quando no início deste mês, Mohammed Reza Rahimi, vice-presidente do Irã pela primeira vez sob Ahmadinejad, foi condenado há duas semanas, a cinco anos de prisão e multado.

Apontado por Ahmadinejad depois de uma vitória controversa na eleição em 2009, Rahimi é o oficial mais graduado a ter sido condenado.

Veredicto da Suprema Corte veio depois de um julgamento de longa duração sobre o que a mídia iraniana disse que eram acusações de corrupção.

Description: AFP



IRNA, a agência oficial de notícias, disse que a decisão era definitiva e Rahimi, de 66 anos, serviria cinco anos e 91 dias de prisão e seria multado em 10 mil milhões de rials (cerca de US$ 364.000).

Ele afirmou que seus crimes não aconteceram, mas observou que um tribunal anterior o havia condenado a 15 anos de prisão.

Rahimi também foi condenada a pagar 28,5 bilhões de rials como restituição, mas o relatório não disse a quem.

O Judiciário do Irã havia dito anteriormente que não poderia revelar os detalhes do caso do Rahimi porque o veredicto não era final, mas a IRNA novamente não deu detalhes sobre seus crimes, observando apenas a frase "agora deve ser executada."

Os legisladores acusaram Rahimi em um esquema de desvio de fundos. Ele foi interrogado por funcionários judiciais antes de ser colocado em liberdade, sob fiança, em dezembro de 2013.

Rouhani advertiu nos últimos meses que a corrupção representa uma ameaça para o Irã, e ele contrariou poderosos monopólios que controlam a economia.




A República Islâmica é considerada um dos lugares mais corruptos do mundo. Foi classificada em 136º entre 175 países no índice de corrupção da Transparência Internacional, em 2014.

As principais áreas onde a corrupção prospera no Irã incluem o pagamento de subornos para facilitar o comércio de um país onde as instituições do Estado, como o militar, exerce controle em empresas que vão desde as telecomunicações às vendas de petróleo.

Desde que o governo de Rouhani assumiu o cargo, em agosto de 2013, vários casos de propinas envolvendo proeminentes figuras vieram à luz.


sexta-feira, dezembro 26, 2014

NOVO PARADIGMA ASSUSTA: HAMAS NÃO É TERROR!.




NOVO PARADIGMA ASSUSTA: HAMAS NÃO É TERROR!.
por Osias Wurman.


Foi uma semana de absurdos onde algumas organizações internacionais entenderam que o Hamas não deve mais ser considerado um movimento terrorista.

O que teria motivado esta radical mudança em conceituar o grupo que domina Gaza?

Qual o gesto pacifista da liderança palestina em Gaza que teria motivado esta “onda de boa vontade” com a filial iraniana no Oriente Médio?

Durante a semana, o grupo terrorista Hamas realizou uma mega-parada para celebrar seus 27 anos de “lutas contra o inimigo sionista”.

Enganam-se os que pensam que os “sofridos” palestinos de Gaza demonstraram nas ruas suas iniciativas cívicas, novas ambulâncias, máquinas e tratores para reconstruir as suas cidades, projetos de saneamento básico e educação.

O que se viu foram crianças vestidas de Shahid - “mártires”- e de terroristas com o rosto pintado para a guerra.











Além desta triste apresentação, muitas armas, munições e até foguetes de médio alcance do arsenal palestino, que não foi destruído por Israel na última guerra.







Os guerrilheiros do Hamas que cobrem o rosto não merecem ser chamados de militares. São simplesmente terroristas!

Diante de jovens e crianças, a futura geração de palestinos que presenciavam as manifestações, um gesto de ódio a Israel e aos judeus: a queima de bonecos configurados como judeus ortodoxos e caixões com a bandeira de Israel representando soldados israelenses mortos.





Se este comportamento não caracteriza um movimento de ódio e terror, então ficará difícil explicar aos jovens e crianças, bem como aos amantes da paz, o que é o “amor ao próximo”!

segunda-feira, julho 28, 2014

NÃO EM MEU NOME.




por William Douglas (*)


Entendo que Israel e os palestinos têm muito a caminhar para que possa haver paz, e que guerras são ruins para todos. Contudo, a forma como nosso governo se posiciona é totalmente infeliz e, pior, contra o que diz nossa Constituição.
Como cidadão e professor de Direito Constitucional, registro que todos devem respeitar o que está na Constituição Federal. Nenhum governo, mesmo que eleito democraticamente, tem autonomia para agir contra aquilo que determina nossa Carta Magna. Nesse sentido, vejamos:
“Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.”
A VERGONHOSA e LASTIMÁVEL Nota emitida pelo Itamaraty, em nome do país, viola a Constituição, como podemos demonstrar:
I - independência nacional; - A Nota quer que Israel abra mão do direito de se defender e de evitar mísseis (+ de 2.000) e túneis utilizados contra sua população civil.
II - prevalência dos direitos humanos; - A Nota “esqueceu” que o Hamas obriga civis, mulheres e crianças, a servirem de escudo humano e combustível para propaganda contra Israel. Isso para não falar de esconder mísseis em escolas, mesquitas e hospitais, inclusive da ONU.
III - autodeterminação dos povos; - Ao emitir Nota em formato tão infeliz, o Itamaraty reduz sua capacidade de ajudar a criar um Estado Palestino e também desrespeita o direito de defesa de um país que está sendo constantemente atacado por mísseis lançados contra alvos civis.
IV - não-intervenção; O governo brasileiro está intervindo de modo parcial, injusto, panfletário, contrário à CF e, pior, contra o item VIII, abaixo.
V - igualdade entre os Estados; A Nota indica que nosso governo não vê problema em terrorismo contra Israel, mas não aceita que Israel se defenda. Repito: as vítimas civis são muitas por culpa do próprio Hamas, a quem a Nota quer defender. Nesse passo, mísseis contra civis, mulheres e crianças em Israel não foram objeto de crítica. Que igualdade entre Estados é essa?
VI - defesa da paz; Chamar o Embaixador Brasileiro é ato de hostilidade, em especial por falta de base razoável para gesto dessa magnitude.
VII - solução pacífica dos conflitos; Israel fez várias ofertas de cessar-fogo antes e depois de iniciado o conflito, todas recusadas pelo Hamas que, por querer a extinção de todos os judeus, não quer solução pacífica. O governo brasileiro está defendendo quem vai de encontro aos princípios escolhidos pelo povo brasileiro, os quais podem ser lidos na nossa Constituição.
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; O Itamaraty ficou do lado dos terroristas. A forma como trata Israel, notoriamente um Estado judeu, não está muito longe da prática de racismo e preconceito, comportamentos que são contrários às normas legais brasileiras. Antissemitismo também é inaceitável.
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; O Itamaraty, ao invés de ajudar a cooperação, a desestimula e prejudica. E se isso já não bastasse, ainda reduz a credibilidade do nosso país na comunidade internacional.
A alegada “desproporcionalidade” só demonstra falta de conhecimento histórico, militar e da própria situação em tela. Como disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, “não é assim na vida real” e "a única razão para não termos centenas de mortos nas ruas de Israel é termos desenvolvido um sistema antimíssil e não vamos nos desculpar por isso. Se não tivéssemos esse sistema haveria centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel. Isso seria considerado proporcional?".
Por fim, vale lembrar que o mesmo Itamaraty faz “vista grossa” para a agressividade desproporcional contra os oposicionistas do governo chavista da Venezuela. Antes disso, como citado por Reinaldo Azevedo, “em 2006, na gestão Lula, com Celso Amorim à frente do Itamaraty, o Brasil se absteve de uma resolução condenando o governo do ditador Omar al-Bashir, do Sudão, pelo massacre de pelos menos 500 mil cristãos em Darfur.”
Ao apoiar incondicionalmente o Hamas, o Itamaraty tem responsabilidade sobre a morte de cada civil, cada ferido, cada criança e cada mulher usados como escudos humanos. Ir contra isso protegeria estes palestinos. Algum governante de Gaza, onde há muito não se realizam eleições, pode simplesmente pensar: “- Para que parar de usar essa estratégia se o Brasil, nosso aliado, não a critica?”
Matar cristãos, pode; matar oposicionistas na Venezuela, pode; apoiar o terrorismo iraniano, pode; desrespeitar a Petrobras na Bolívia, pode; usar palestinos como escudo humano, pode; usar hospitais e mesquitas como depósito de armas, pode. Porém, Israel se defender, não pode. Definitivamente, a postura do Itamaraty está indo contra o que determina nossa Constituição.
O Itamaraty não pode apoiar terroristas. Simples assim. Se alguém quer fazer isso, não pode fazê-lo em nome do país. Fale como pessoa física, nunca em meu nome.
Não em meu nome.


Fonte: Rua Judaica

(*) 
 Professor de Direito Constitucional, Mestre em Estado e Cidadania (UGF), pós-graduado em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ)

terça-feira, maio 20, 2014

Israel é o pais da Ciência e da Tecnologia além do leite e do mel.













por Osias Wurman




Nestes tempos em que comemoramos as conquistas do povo de Israel, em seus curtos 66 anos de vida independente, vale relacionar este decálogo de conquistas científicas que beneficiarão, não somente aos israelenses, mas a toda HUMANIDADE.

1-A Universidade de Tel Aviv está perto de alcançar uma vacina nasal que proteja tanto a doença de Alzheimer quanto aos derrames. As primeiras experiências são muito encorajadoras .

2- O Technion de Haifa, instituto dedicado à pesquisa de tecnologia médica, desenvolveu um teste de sangue simples que pode detectar várias doenças ( incluindo câncer ).

3- O Centro Ichilov de Tel Aviv isolou uma proteína que vai substituir a colonoscopia na detecção do câncer de cólon. Basta um simples exame de sangue . O câncer do cólon mata cerca de 500.000 pessoas por ano. Muitas dessas mortes podem ser evitadas se detectadas a tempo .

4 – A acne não mata ninguém, mas gera grande ansiedade e insatisfação a milhão de adolescentes. O laboratório CureLight criou uma maneira de curá-la, emitindo raios ultravioleta de alta intensidade sobre as bactérias que produzem acne, sem causar mais complicações.

5- O laboratório Given Imaging desenvolveu uma pequena câmera na forma de comprimidos que são engolidos e passam milhares de fotos do aparelho digestivo. Estas imagens, de alta qualidade (dois por segundo , durante oito horas), podem detectar pólipos, câncer e fontes de sangramento. Elas são enviados a um chip que armazena e, em seguida, descarregadas em um computador para o médico examinar O paciente expele a câmera através do reto.


6- A Universidade Hebraica desenvolveu um estimulador elétrico por baterias que são implantados no peito dos pacientes com Parkinson, bem como marcapassos. As emissões destes sinais nervosos bloqueiam as unidades que causam os tremores .

7. O odor da respiração de um paciente pode ser usado para detectar se ele tem câncer de pulmão. O Instituto de Nanotecnologia Russell Berrie criou sensores capazes de perceber e registrar 42 biomarcadores que indicam a presença de câncer de pulmão sem a necessidade das invasivas biópsias.

8- É possível fazer sem cateterismo, em muitos casos, exames que visam clarificar o estatuto das artérias coronárias. O EndoPAT é um dispositivo colocado nas pontas dos dedos indicadores, que pode medir o estado das artérias e prever as chances de um ataque cardíaco ocorrer nos próximos sete anos.

9-A Universidade Bar Ilan está estudando um novo medicamento para combater o vírus transmitido pelo sangue. Eles chamam a armadilha de Vecoy, e que engana o vírus para alcançar a sua auto-destruição. É muito útil para combater a hepatite, o temido Ebola temido e AIDS.

10- Os cientistas israelenses do Hadassah Medical Center podem ter curado o primeiro caso de esclerose lateral amiotrófica, conhecida como doença de Lou Gehrig. O tratamento foi desenvolvido com base em células-tronco e curou um rabino ortodoxo . Eles têm razão para acreditar que o sucesso pode ser replicado.

AM ISRAEL CHAI !

QUE VIVA O POVO DE ISRAEL !

quinta-feira, abril 10, 2014

A frustração dos israelenses.



por Osias Wurman(*) (publicado em O Globo-Quinta-feira, abril 10, 2014 - Pág. de Opinião)

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel?




O texto de Rasheed Abou-Alsamh “A frustração dos palestinos”, publicado no GLOBO, no dia 4 de abril de 2014 (texto abaixo em azul), reflete, lamentavelmente, o extremismo de alguns setores anti-israelenses. Utilizar expressões como “nazistas” ou “apartheid” é totalmente repugnante e inaceitável, e seu único objetivo é dar continuidade ao cultivo do ódio, incitando à violência e ao enfrentamento.

O Estado de Israel é a única e verdadeira democracia no Oriente Médio. Parece-nos que, cada vez que os palestinos chegam a uma encruzilhada, onde é necessário tomar decisões importantes e, muitas vezes, difíceis, eles preferem dar um passo para trás e deixar passar mais uma oportunidade de alcançar um acordo com Israel.

Nos idos de Yasser Arafat, que precedeu Mahmoud Abbas na presidência da Autoridade Palestina, analistas internacionais especializados nos temas do Oriente Médio diziam que “Arafat nunca perdeu a chance de perder uma chance”.

Assim foi, com governos israelenses de tendência política de direita e de esquerda. Os palestinos viveram o período anterior a 1967, quando não existiam assentamentos, e Jerusalém Oriental, bem como a Cisjordânia, era ocupada pela Jordânia, e nunca desejaram encontrar uma paz verdadeira com Israel, usando os argumentos que estavam “na moda” à época.

Desta vez, quando estávamos a ponto de avançar em uma etapa das conversações de paz, os palestinos decidiram abandonar o diálogo pelo caminho das decisões unilaterais, conduzindo assuntos através da ONU.

As pesquisas de opinião sempre demonstraram amplamente que o povo de Israel quer a paz. O governo de Israel busca a paz. Israel demonstra agora, como já mostrou muitas vezes no passado, abertura, flexibilidade e disposição para fazer muitas concessões objetivando à paz. Porém, como sabemos, para isso, são necessárias abertura e flexibilidade da parte palestina também.

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel? Estão eles abertos a reconhecer Israel como o lar nacional do povo judeu? Estarão dispostos a deixar, definitivamente, o caminho da violência e do terrorismo?

A tendência refletida no artigo de Rasheed Abou-Alsamh, que lança todas as culpas da situação dos palestinos contra Israel, e terceiros, precisa ter um fim.

Vale lembrar que hoje os palestinos de fato têm dois Estados: um da Autoridade Palestina, liderado por Mahmoud Abbas, e outro na Faixa de Gaza, controlada pelo grupo terrorista Hamas. Está na hora de os palestinos começarem a pensar em termos de paz e de convivência pacífica e que, de uma vez por todas, deixem para trás a cultura de ódio e de ressentimento contra tudo e todos. É importante repetir que Israel quer a paz. Israel busca a paz. Israel está disposto a fazer muitos sacrifícios para chegar à paz.

Irão deixar os palestinos passar mais esta nova chance?


(*)Osias Wurman - é consul honorário de Israel no Rio de Janeiro







por Rasheed Abou-Alsamh (publicado em O Globo em 4/04/2014)


Exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado

A interrupção das negociações de paz entre os israelenses e os palestinos esta semana se deu quando o presidente palestino Mahmoud Abbas — frustrado com a não libertação de um último grupo de prisioneiros palestinos por Israel — assinou papéis pedindo a adesão do Estado da Palestina a 15 agências da ONU e tratados internacionais, incluindo as convenções de Viena e Genebra. Com isso, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o mediador das negociações, cancelou sua ida a Ramallah e voou para Bruxelas.

Mas foi também o anúncio por Israel que tinha relançado uma licitação para a construção de 708 casas em um bairro de Jerusalém Ocidental, que é considerada ocupada e anexada, que forçou a reação palestina. Os palestinos tinham aceitado adiar o pedido de admissão para essas entidades internacionais por nove meses. Israel teme que os palestinos o critiquem, mas Abbas disse que eles tinham que reagir ao anúncio israelense.

Com essa última rodada de troca de acusações e ações unilaterais, muitos já estão tocando o sino do fim desse último período de negociações que somente começou em julho de 2013 depois de estar parado por cinco anos. Eu acho cedo para anunciar o fim das tentativas de negociar um acordo final para o estabelecimento de um Estado da Palestina, livre e independente, dentro da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967, e a Faixa de Gaza. Os maiores obstáculos são o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e sua coalizão de partidos ultraconservadores e nacionalistas, que insistem que os palestinos reconheçam Israel como um Estado judeu, que renunciem à sua reivindicação histórica de que a parte leste e árabe de Jerusalém seja a capital do Estado palestino e que Israel possa deixar tropas na Cisjordânia por tempo indeterminado.

Ora, essas exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado. Os levantes da Primavera Árabe nos últimos três anos e o confronto do Ocidente com o programa nuclear do Irã têm tirado o foco do mundo do conflito israelense-palestino. Mas o Estado de Israel nunca vai ser seguro enquanto não resolver a questão palestina. Como, eu pergunto, os judeus de Israel, que interminavelmente evocam as atrocidades cometidas contra eles pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial na Europa, podem tratar os palestinos na Cisjordânia como cidadãos de segunda categoria com pouquíssimos direitos civis, políticos ou econômicos? Esse apartheid israelense está corroendo a alma do Estado judeu, que é supostamente liberal, progressista e democrático. Talvez seja, mas somente por cidadãos israelenses que são judeus.

O presidente americano Barack Obama deu luz verde a John Kerry para botar a possível libertação do espião americano Jonathan Pollard na mesa de negociação com os israelenses. O pensamento é que, com isso, Netanyahu poderia soltar ainda mais prisioneiros palestinos, incluindo 400 mulheres e crianças, sem ser muito criticado pela opinião pública israelense, que não tem visto a libertação de palestinos presos em Israel com bons olhos. Mas é um erro oferecer Pollard aos israelenses. Ele já vai poder pedir sua liberdade provisória em 2015, e toda a comunidade de inteligência americana tem ficado irredutível quanto ao presidente americano perdoar Pollard desde os anos 1980, por causa dos milhares de páginas de segredos militares que ele vendeu para Israel e outros países. Em todo caso, Netanyahu tem sempre pedido muito mais dos americanos quando lhe é oferecida uma recompensa para um ato que adianta as negociações.

Eu acho que Abbas e Kerry são sinceros em querer avançar as negociações para um acordo final que veria as fronteiras de Israel, com um estado palestino, definidas. Infelizmente, Obama não parece ter muita paciência com os dois lados, e Netanyahu não leva a sério o processo. Mesmo assim, não podemos ser tomados pelo desespero. Uma solução justa para os dois lados é o único caminho para um Oriente Médio mais seguro e equitativo para todos. Mas também não podemos nos manter parados em negociações sem fim, e ficar falando só para falar. Talvez seja tempo de introduzir um negociador além dos EUA, que nunca escondeu sua predileção por Israel. Um interlocutor europeu talvez seja a solução.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Os Irmãos, Israel, os judeus, os macacos e os porcos.


Os Irmãos, Israel, os judeus, os macacos e os porcos.

por Caio Blinder



Denunciar antissemitismo é tarefa contínua. Bom quando o jornal mais importante do mundo, o New York Times, faz parte do esforço. Reconfortante quando a denúncia está na primeira página (edição da terça-feira). E é algo explosivo quando o alvo da denúncia é a Irmandade Muçulmana do presidente egípio Mohamed Mursi. Basta desta bobagem que a imprensa liberal fecha os olhos para os perigos que acompanham as boas oportunidades da Primavera Árabe.

O artigo lista virulentos comentários antissemitas e antiocidentais de Mursi, em 2010, nos tempos em que ele era dirigente da Irmandade Muçulmana, do gênero “devemos acalentar nossos filhos e netos” no ódio aos judeus e ao sionismo. Há também os insultos do estilo que os judeus são “descendentes de macacos e porcos”, algo dito de forma trivial em mesquitas sauditas e em outras partes do mundo islâmico.

É uma postura que alimenta a narrativa em Israel sobre a impossibilidade de apostar em melhores perspectivas na região, além de acelerar de forma vertiginosa a direitização no país. A menos de uma semana das eleições, com o avanço da extrema direita, o primeiro-ministro Benjamin Netanhyau, no contexto, se torna um pilar de moderação. Em Israel, há vozes que não ficam a dever à retórica de Mursi, como a de um líder dos colonos judeus na Cisjordânia, Moshe Feiglin. Certa vez, ele disse que “nós não podemos ensinar um macaco a falar e nós não podemos ensinar um árabe a ser democrático”.

Ir no arquivo das declarações de Mursi (está tudo documentado em vídeo) faz parte de um debate no qual se levantam questões sobre os esforços do presidente egípcio para se apresentar justamente como uma força moderadora e estabilizadora no exterior, em particular na questão palestina e na preservação do acordo de paz Egito-Israel.

E aqui uma interesssante contribuição para o debate na imprensa egípcia. É um artigo publicado no jornal independente Al-Masry Al-Youm (que tem um site em inglês). Adaptei de forma marota o título do artigo para ser o da minha coluna. O autor, Mohamed Hosny, ressalta que no seu núcleo a Irmandade Muçulmana é antijudaica e a animosidade é anterior, obviamente, à criação do estado de Israel.

No entanto, no decorrer de sua história, a Irmandade Muçulmana alternou esta virulência antissemita com posições pragmáticas no conflito entre Israel e o mundo árabe. Aliás, a retórica antissemita não é privilégio de grupos assumidamente islâmicos no Egito. Tal retórica faz parte da cultura política do país e para quem tem saudades da ditadura Mubarak não custa lembrar que este discurso permeava o espaço público naqueles tempos, como válvula de escape.

Hosny acredita que não devemos nos impressionar tanto com alguns “gestos retóricos”, pois a Irmandade Muçulmana tem uma “longa história de zigue-zagues e pragmatismo”. O New York Times também elabora sobre esta questão de pragmatismo e que o presidente inclusive é visto hoje por muitos no seu país como um “colaboracionista” do Ocidente, o que neste momento impediria um recuo, mas arremata que “as declarações passadas de Mursi podem ainda levantar questões sobre como ele poderia agir no futuro se o Egito não estivesse limitado por sua dependência financeira, relativa fraqueza militar e uma rede de alianças ocidentais”.

A família egípcia merece irmãos melhores do que estes da Irmandade. Em termos estratégicos, o dilema para o Ocidente, a destacar os EUA, é até que ponto faz sentido cultivar Mursi, o dono da casa, na ausência de melhores alternativas. E na terça-feira, na esteira da reportagem do New York Times, a Casa Branca não teve alternativa e precisou “condenar energicamente” a retórica antissemita do presidente egípcio.


PUBLICADO NA RUA JUDAICA DE 11/01/2013
por Osias Wurman

Entrevistas gravadas em 2010 mostram o presidente do Egito, Mohamed Morsi, chamando sionistas de 'sanguessugas' e descendentes de porcos





O MEMRI – Instituto de Pesquisas de Mídia do Oriente Médio publicou esta semana uma série de entrevistas dadas pelo Presidente do Egito, Mohammed Morsi, dois anos antes de sua eleição. As entrevistas, que foram postadas na internet em 2010, descrevem os sionistas como "sanguessugas" e descendentes de macacos e porcos, e pede "resistência militar" contra Israel, e que se cortem todos os laços com o Estado judeu. 

Nas imagens, descritas pelo MEMRI como "arquivamento" de entrevistas que foram originalmente publicadas on-line em 2010, Morsi declara: "Os sionistas não têm direito à terra da Palestina. Não há lugar para eles na terra da Palestina. O que eles tomaram antes de 1947-48 constitui saque, e o que eles estão fazendo agora é uma continuação desta pilhagem. De maneira alguma reconhecemos a sua Linha Verde. A terra da Palestina pertence aos palestinos, e não aos sionistas ". 

Desde que venceu as primeiras eleições democráticas, em junho passado, após a destituição do antigo presidente Hosni Mubarak, Morsi tem atenuado de forma significativa sua retórica anti-Israel. A ascensão de Morsi ao poder provocou temores entre israelenses sobre o futuro do tratado de paz 

No entanto, suas garantias de que iria respeitar as obrigações internacionais do Egito -, bem como a nomeação de um novo embaixador em Tel Aviv, em outubro, depois de quase um ano de ausência - foi uma forma de aliviar as tensões. 

O presidente egípcio também trocou correspondência com o presidente israelense, Shimon Peres, em duas ocasiões nos últimos meses - uma vez, em julho, pouco depois de chegar ao pode, e novamente ao entregar a Peres as credencias do novo embaixador. 

"Grande e bom amigo", escreveu Morsi na carta-protocolo entregue a Peres, "estamos desejosos de manter e reforçar as relações cordiais que existem entre os nossos dois países, eu indiquei o Sr. Atef Sayed Mohamed Salem El Ahl para ser nosso embaixador extraordinário e plenipotenciário ". 

Em ambos os casos, Morsi recebeu duras críticas de membros da Irmandade Muçulmana sobre as correspondências. 

No entanto, Israel tem visto as atitudes de Morsi mudar nestes breves meses no cargo. 

O Egito retirou seu embaixador em novembro depois que Israel lançou a Operação Pilar de Defesa contra as organizações te rroristas da Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas. Um mês antes, um vídeo mostrou Morsi pronunciando a palavra "Amém" depois de um momento de oração no Cairo, onde o pregador pediu a Deus para "destruir os judeus e os seus apoiadores." 

Desde então, tem sido grande o silêncio de Morsi sobre Israel, apesar de ajudar a mediar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, dando fim aos oito dias de conflito em que a Força Aérea Israelense realizou centenas de ataques contra alvos militares em Gaza, e os terroristas dispararam cerca de 1.500 foguetes contra comunidades israelenses. 

Em entrevistas destacadas pelo MEMRI em 2010, Morsi é visto descartando o processo de paz entre israelenses e palestinos, considerando o acordo um desperdício de tempo. 


"Essas negociações são um desperdício de tempo e oportunidades. Os sionistas ganham 
tempo e mais oportunidades, enquanto os palestinos, os árabes e os muçulmanos perdem tempo e oportunidades, e não ganham nada com isso. Podemos ver como esse sonho se dissipou. Este sonho sempre foi uma ilusão...A Autoridade Palestina foi criada pelos sionistas e os inimigos americanos com o único propósito de se opor à vontade do povo palestino e seus interesses ", disse Morsi à TV al-Quds libanês. "Nenhuma pessoa sensata pode esperar algum progresso nesta pista. Ou [aceitar] os sionistas e tudo o que eles querem, ou então é guerra. Isto é o que esses ocupantes da terra da Palestina sabem, que atacam os palestinos, estes senhores da guerra, os descendentes de macacos e porcos ".
Fonte: Rua Judaica.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Impossível a paz feita com terroristas.












Impossível a paz feita com terroristas.

Primeiramente saibamos o que o Islam tem a dizer, sobre Terrorismo (extraído do site da Fambras - Federação das Associações Muçulmanas do Brasil:



Uma das distintas características dos tempos em que vivemos é a esmagadora presença da violência em nossa sociedade. É uma bomba que explode num supermercado, ou um avião que desvia, onde indivíduos inocentes são feitos reféns, para aquisição de poder político. Vivemos numa idade onde a manipulação de grupos étnicos e a perda de vidas inocentes se tornaram comuns. Tal é a natureza patente da violência que não se conhecem limites. Esse “terrorismo” é considerado como uma das principais barreiras à paz e à segurança da humanidade.A palavra terrorismo entrou em uso somente algumas décadas atrás. Um dos infelizes resultados desta nova terminologia, é que limita a definição do terrorismo àqueles atos perpetrados por pequenos grupos ou indivíduos.



O terrorismo de fato é um interesse global e manifesta-se em várias formas. Aos seus autores não cabe nenhum estereótipo. Aqueles que acreditam que vidas humanas são baratas e que têm o poder de prender vidas humanas aparecem em níveis diferentes nas nossas sociedades. Pode ser o empregado frustrado que mata os seus colegas a sangue frio ou o cidadão oprimido de uma terra ocupada que exala a sua raiva fazendo explodir um autocarro escolar cheio de crianças inocentes. Esses são os terroristas que nos provocam raiva e repulsão.

Irônicos são os políticos que usam animosidades étnicas antiquíssimas entre povos para fixar as suas posições. O chefe de Estado que requisita o “O tapete bomba” de cidades inteiras e dos conselhos exaltados que condenam milhões de civis à morte segurando a arma ilegal das sanções, raramente são punidos pelos seus crimes contra a humanidade.

É esta definição estreita de terrorismo que fez com que os muçulmanos fossem associados a atos de destruição e de terror. Em consequência eles próprios tornaram-se vítimas de odiosa violência e de terror. A religião do Islam é dada como responsável pelos atos dos não muçulmanos! Pode ser possível que o Islam, cuja luz terminou com as idades escuras na Europa, seja agora responsável pela idade do terror?? Poderia uma fé que tem cerca de um bilhão de seguidores no mundo inteiro e cerca de 7 milhões na América, realmente ordenar a matança e a mutilação de povos inocentes? Poderia o Islam, cujo o nome próprio representa “Paz” e “Submissão a Deus”, incentivar seus seguidores a trabalhar para a morte e a destruição? É possível?



A santidade da vida humana:

O Sagrado Alcorão diz:

“ …não tirem a vida, que Deus fez sagrada, excepto pela justiça ou lei: assim Deus o comanda, para que raciocineis.” [Alcorão 16:151]

O Islão considera que todas as formas de vida são sagradas. No entanto, a santidade da vida humana é-lhe acordada um lugar especial. O primeiro direito básico dos direitos humanos é o direito de viver.

O Sagrado Alcorão diz:

“ … E se alguém matou uma pessoa – a menos que fosse homicídio ou difusão de corrupção na terra, seria como se matasse todos os povos do mundo inteiro e se alguém salvou uma vida seria como se tivesse salvo toda a humanidade” [Alcorão 5:32]

Tal é o valor de uma única vida humana que o Alcorão, iguala a tomada injusta de uma vida humana com a matança de toda a humanidade. Assim, o Alcorão proibe o homicídio em termos claros. A tomada da vida de um criminoso pela ordem do estado para administrar justiça é exigida para confirmar as regras da lei, a paz e a segurança da sociedade. Somente uma corte apropriada e competente pode decidir se um indivíduo perdeu direito à vida negligenciando o direito à vida e à paz de outros seres humanos.



As éticas da guerra:

Mesmo num estado de guerra, o Islam ordena que se trate o inimigo nobremente no campo de batalha. O Islam extraiu uma linha de distinção entre os combatentes e os não-combatentes do país inimigo. A população dos não-combatentes é referida como mulheres, crianças, o velho, o fraco, etc…

O profeta Muhammad (Que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele) Costumava proibir os soldados de matar mulheres e crianças e recomendava-lhes: “ … não mutilem, não traiam, não sejam excessivos e não matem um recém-nascido”]. O profeta Muhammad também proibiu a punição com fogo. [3]

Assim, os não-combatentes têm segurança garantida de vida mesmo se o seu país está em guerra com um estado islâmico.



Jihad

Enquanto o Islam for mal entendido no mundo ocidental, talvez nenhum outro termo islâmico evoque reações fortes como a palavra “jihad”. O termo “jihad” tem sido muito abusado, para conjurar imagens estranhas de violência em muçulmanos, forçando povos a submeter-se no ponto da espada. Este mito foi perpetuado ao longo dos séculos de desconfiança durante e após as cruzadas.

Infelizmente, sobrevive até hoje.

A palavra Jihad vem da palavra de raiz “jahada”, que significa esforço. Consequentemente, o Jihad é literalmente um ato de esforço. O profeta Muhammad (paz e bênçãos de Allah estejam com ele) disse que o grande Jihad é se esforçar contra as sugestões insidiosas de sua própria alma. Assim, o Jihad refere primeiramente ao esforço interno da virtude de uma pessoa e da sua submissão a Deus em todos os aspectos da vida.

Em segundo lugar, o Jihad refere o esforço contra a injustiça. O Islão, como muitas outras religiões, permite a autodefesa armada, ou retribuição de encontro à tirania, à exploração, e à opressão.

O sagrado Alcorão diz:

“E por que não deve o Um lutar pela causa de Deus e daqueles que são fracos, mal-tratados (e oprimidos)? - Homens, mulheres, e crianças, cujo o grito é “Nosso senhor! Salvai-nos desta cidade, cujos povos são opressores; e Levantai para nós um que nos protegerá; e Levantai para nós um que nos ajudará! “ [Alcorão 4:75]

Assim, o Islam ordena aos crentes a esforçarem-se ao máximo, a purificarem-se, assim como estabelecer a paz e a justiça na sociedade. Um muçulmano não pode descansar enquando vir injustiça e opressão à sua volta.

Como Martin Luther King Jr. disse:

“Nesta geração, nós temos que nos arrepender, não meramente pelas palavras e as acções detestáveis de pessoas más, mas pelo apelativo silêncio das pessoas boas.”
O Islão ordena acima de tudo os muçulmanos a trabalhar ativamente para manter o contrapeso em tudo o que Deus criou. De qualquer modo independentemente da causa ser legítima ou não, o Sagrado Alcorão nunca desculpa a matança de povos inocentes. Aterrorizar a população civil não pode nunca ser denominado como o Jihad e nunca ser reconciliado com o ensino do Islam.



História da tolerância:

Mesmo os eruditos ocidentais repudiaram o mito de que os muçulmanos forçavam outros a converterem-se. O grande historiador De Lacy O'Leary escreveu: “A história torná-lo claro, que a lenda de fanàticos muçulmanos, varrendo através do mundo e forçando o Islão no ponto da espada em cima de povos conquistados é um dos mais fantàsticos e absurdos mitos que os historiadores têm vindo a repetir.” 
Os muçulmanos governaram Espanha por aproximadamente 800 anos. Durante este tempo, até serem forçados a sair, os não muçulmanos estavam vivos e procriavam-se. Adicionalmente, as minorias Judaicas e Cristãs sobreviveram em terras muçulmanas do Médio Oriente por séculos. Os países tais como Egito, Marrocos, Palestina, Líbano, Syria, e Jordania todos têm ima significativa população Cristã e Judaica.

Isto não é surpresa para um muçulmano, porque sua fé proíbe-o de forçar outro a considerar o seu ponto de vista.

O Sagrado Alcorão diz:

“Deixe que não haja nenhuma obrigação na religião: A verdade está para fora desobstruída do erro: quem quer que rejeita o mal e acredita em Deus, agarrou o mais de confiante punho que nunca quebra. E Deus tudo ouve e tudo sabe. [Alcorão 2:256]



Islam - O Grande Unificador:

Longe de ser um dogma militante, Islão é uma maneira de vida que transcende a raça e a afiliação étnica. O sagrado Alcorão lembra-nos repetidamente de nossa origem comum:

“Oh Humanidade! Nós criá-mo-vos de um único (par), de um macho e de uma fêmea, e fizemo-vos em nações e em tribos, para que se possam conhecer (não para se desprezarem). Verdadeiramente o mais honrado de vós à vista de Deus é (quem é) o mais íntegro de vós. E Deus tem o conhecimento de tudo e tudo Lhe é familiar.” [Alcorão 49:13]

Assim, é a universalidade dos seus ensinos que faz do Islão, a religião com mais rápido crescimento no mundo. Num mundo cheio de conflitos, divisão profunda entre seres humanos, um mundo que é ameaçado com o terrorismo perpetrado por indivíduos e por Estados, Islam é um farol de luz que oferece esperanças para o futuro.

Em segundo lugar, há que se considerar o Estatuto da Organização Terrorista Hamas:



Em nome de Alá, o Misericordioso e Piedoso

Palestina, 1º de Muharram de 1409 AH/ 18 DE AGOSTO DE 1988

Em nome de Alá, o Misericordioso e Piedoso



Sois (palestinos) a melhor nação surgida na face da terra. Fazei o bem e proibis o mal, e credes em Alá. Se somente os povos do Livro (i.e., judeus) tivessem crido, teria sido melhor para eles. Alguns deles crêem, mas a maioria deles é iníqua. Nunca serão capazes de nos causar sério mal, serão apenas uns incômodos. Se vos atacarem, acabarão virando as costas e fugirão, e não serão socorridos. Humilhação é a sina deles, onde possam se encontrar, exceto se forem salvos por meio de um compromisso com Alá ou por um compromisso com os homens. Recaiu sobre eles a ira de Alá, e a sina deles é a desgraça, porque recusaram as indicações de Alá e erradamente mataram os profetas, e por serem desobedientes e transgressores (Alcorão, 3:110-112)



Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá) (2). Continue lendo aqui


Por fim, após a "introdução" do Estatuto dos terroristas do Hamas,  vejamos na prática o que acontece realmente (do site Rua Judaica):

CAI A MÁSCARA DA TRÉGUA E DA POSSÍVEL CONVIVÊNCIA COM O ESTADO DE ISRAEL 

por Osias Wurman.



ATENÇÃO : O NOVO SÍMBOLO DO MOVIMENTO HAMAS DESTACA OS 25 ANOS DE EXISTÊNCIA; A MESQUITA EM JERUSALÉM; O FOGUETE QASSAM M75 E O "FUTURO ESTADO PALESTINO INDO DESDE O RIO JORDÃO ATÉ O MAR MEDITERRÂNEO"


Dezenas de milhares de palestinos se reuniram na manhã deste sábado na praça Katiba da Cidade de Gaza para participar da celebração do 25º aniversário da criação do movimento islâmico Hamas, que controla o enclave palestino desde 2007, quando expulsou os líderes do Fatah para a Cisjordânia.


O ponto marcante da cerimônia foi um discurso do líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, que está em Gaza para sua primeira visita a um território palestino em 45 anos. Em cada lado do palco foram instalados retratos gigantes do fundador do Hamas, xeque Ahmed Yassin, assassinado pelo Exército israelense em 2004, e de Jabari, morto em 2012.

Em seu pronunciamento, ele disse que nunca reconhecerá Israel e insistiu que os palestinos nunca abrirão mão de nenhuma parte de sua terra. "A Palestina é nossa do rio para o mar e do sul para o norte. Não haverá concessão de uma polegada de terra", disse. "Nunca vamos reconhecer a legitimidade da ocupação israelense e, portanto, não há legitimidade para Israel, não importa quanto tempo vá demorar."

Em um discurso belicoso e intransigente, Meshaal também prometeu libertar prisioneiros palestinos detidos em Israel, indicando que militantes islâmicos tentariam sequestrar soldados israelenses para usá-los como moeda de troca.

"Não vamos descansar até libertarmos os prisioneiros. A maneira que libertamos alguns dos prisioneiros no passado é o caminho que vamos usar para libertar os prisioneiros restantes", disse Meshaal, sob aplausos da multidão.


Entre a multidão havia muitas mulheres e crianças com os símbolos do Hamas, bandeiras e gorros de cor verde. A celebração do 25º aniversário ocorre neste ano com uns dias de antecipação para coincidir com o da primeira Intifada palestina, que começou em 8 de dezembro de 1987 na Faixa de Gaza.