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sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Por que o Datafolha sempre erra a favor do PT?



O instituto de pesquisas Datafolha errou praticamente tudo o que tentou prever em 2014. Mas errou com método: sempre favorecendo o PT.




por Flavio Morgenstern(*).

Joseph McCarthy entrou para a história como um paranóico, autoritário e populista (na época em que esta palavra tinha um significado), mas o turrão senador americano, além de ter sido provado correto pela história (sim, afinal, os russos infiltravam agentes em Hollywood, e bem mais do que McCarthy pensava), teve uma intuição que mereceu destaque: afinal, somos falíveis, mas por que certas pessoas sempre erram para o mesmo lado? É a pergunta que sempre levantamos a cada nova pesquisa do Datafolha sobre Lula e o PT.

Todo mundo sabe que pesquisas têm opinião, esperam por determinado resultado,, têm agenda, são meras estimativas temporárias, costumam ser encomendadas e são a própria explicação do que significa wishful thinking, quando se confunde torcida com análise. Sobretudo, “erram”: mais do que isso, sempre erram para o mesmo lado, onde quer que estejam Lula e o PT.

Ou mesmo errando para complicar os adversários de Lula e do PT. Nas últimas eleições, em 2014, na penúltima pesquisa do primeiro turno, o Datafolha era taxativo: Dilma tinha 40% de votos, Marina tinha 24% e Aécio patinava em terceiro, com 21%.

Muitos figurões do anti-petismo na mídia (daquele anti-petismo sem alguma premissa filosófica mais profunda do que “mensalão”) até aderiram ao marinismo, crendo ser menos pior apostar naquela que conseguiria, talvez, quem sabe, evitar que Dilma Rousseff sagrasse-se campeã no primeiro turno, do que tentar, digamos, com alguém mais afastado do petismo.

Três dias depois, Dilma teria 41%, Aécio 33% e Marina meros 21%. Como explicar o “aumento” de 12% do Aécio em três dias?




Mesmo que contemos a última pesquisa, na véspera do pleito, em que Aécio já havia ultrapassado Marina por 26 a 24, o resultado final ainda está bem acima da margem de erro. Dilma, a impeachmada, teria 44%, pela última pesquisa. Dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais, mas por que mistério o Datafolha erraria com Dilma sempre pra cima, e com os outros candidatos sempre para baixo? Por que até mesmo uma possível transferência de votos de Aécio para Marina era pleiteada, prejudicando o tucano e favorecendo o PT?




As esquisitices envolvendo o Datafolha não param. O instituto nunca parou de fazer análises com Lula como candidato, mesmo que toda a lógica indicasse há muito que provavelmente o único candidato do PT com chance de evitar o traço esteja com problemas sérios com a Justiça, envolvendo inclusive a sua prisão.

Nem agora: notícias sobre a liderança de Lula, mesmo condenado, encobrem a mais importante: o favoritismo de Jair Bolsonaro, que toma inclusive alguns dos votos do ex-presidente, que não são transferidos para petistas como Jaques Wagner ou Fernando Haddad.

O próprio Lula disse em grampo que sabia das pesquisas do Datafolha antes de elas saírem, e que, a cada notícia negativa, faria com que “saíssem pesquisas” colocando petistas disparados na frente, para dar uma idéia de sopesamento às denúncias de corrupção envolvendo o PT (uma corrupção “apoiada pelo povo”, como se fez a narrativa).

Quando os grampos vazaram e descobriu-se o que petistas pensam a respeito do povo, em mais de um momento falou-se de institutos de pesquisa, e o Datafolha foi expressamente nomeado. A Folha noticiou grampo por grampo, até mesmo com textos semi-idênticos aos noticiados pelo Estadão, mas os trechos falando sobre institutos de pesquisa, mesmo que não se indigitasse o Datafolha de maneira clara, eram suprimidos.

Áudio mostra que lula sabia resultado do Data Folha


Entre as últimas do Datafolha está a descoberta de que esta última pesquisa envolveu fazer perguntas aos entrevistados. Uma das perguntas do Datafolha é: “Você tomou conhecimento sobre denúncias envolvendo o aumento do patrimônio da família do deputado Jair Bolsonaro desde o início da sua carreira política?”.

A denúncia foi feita pela própria Folha, mas não obteve o mais remoto respaldo no ambiente jurídico: quando o Ministério Público soube da denúncia, tempos antes do Datafolha, arquivou tudo por falta de provas. Ainda assim, a pergunta está na pesquisa.

Os advogados de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno e Tiago Ayres, pediram impugnação da pesquisa e explicaram que “não houve denúncia”. “Quando provocado para apurar o tema, o Ministério Público constatou que não havia irregularidade”, esclareceu Bebianno.

É de se questionar se o Datafolha questiona sobre todas as denúncias envolvendo o ex-presidente Lula, desde o menino do MEP, os descalabros envolvendo Celso Daniel e o Bancoorp, até as tecnicalidades de votos de mais de 400 páginas de juízes mostrando as provas da corrupção de Lula, para equalizar os dois lados.

Será que se cobra consciência e conhecimento de petistas da mesma forma, com as mesmas acusações, lavradas e julgadas, ao contrário de arquivadas? Ou mesmo se o entrevistado sabe que Lula ficaria inelegível?


E quem não se lembra do Datafolha analisando as manifestações pelo impeachment, chamando matemáticos para afirmar que é impossível ter um milhão de pessoas na Avenida Paulista (chutando menos de um quinto do número divulgado pela PM), esquecendo-se até de prédios vazados e das ruas ao redor (fora metrô e quejandos), mas que acredita piamente na tese milionária quando contabiliza os números da Parada Gay?

Veja aqui:Sem Lula, Bolsonaro lidera e disputa por vaga no segundo turno se acirra

Não é de hoje que as teses defendidas pela Folha de S. Paulo aparecem “errando para cima” (e muito para cima) no Datafolha. No caso da campanha do desarmamento (que foi recusado pela população, embora a lei tenha passado de toda forma), o Datafolha afirmava que 80% das pessoas queriam desarmamento. Nas urnas, tão somente 36% votaram contra o direito de possuir armas, sagrando-se o monopólio das armas nas mãos de quem não respeita a lei.

O diretor do Datafolha Mauro Paulino não cansa de fazer declarações favoráveis ao PT. A última foi a bizarríssima afirmação de que uma eleição sem lula seria “uma crise democrática”. Parece que para Mauro Paulino, se o seu candidato não aparece na frente nas pesquisas, seja por voto, lei ou combustão espontânea, a democracia é que está em crise séria, e não o seu candidato (eu vou muito bem, obrigado).



O problema, pois, não é o Datafolha errar, já que em futurologia, todo mundo erra (“margem de erro” é um conceito arbitrário que é praticamente uma desculpa adiantada pelo fracasso miserável que certamente se seguirá). O problema é que o Datafolha sempre erra para o lado do PT.

Se o petista estiver na frente, parece que a pesquisa sempre divulgará na margem de erro superior. Seu adversário, sempre na margem inferior. E, claro, em boa parte dos casos, bem além da margem de erro. Nunca se sabe de um caso de erro do Datafolha em que o instituto tenha chutado que o PT estava pior do que o esperado, ou em que o Datafolha tenha cogitado que os adversários do PT estavam numa posição melhor do que de fato estavam.



O que será que o Datafolha descobriria se averiguasse sua própria credibilidade? Parece que o instituto que quer dizer o que o brasileiro pensa tem ódio e desconfiança dos brasileiros de troco. Na tarde após a pesquisa sair, o Twitter encampou a hashtag #DataFolhaMente em primeiro lugar nos Trending Topics.

O que será que os petistas irão dizer? Que na verdade o Instituto diz a Verdade, nada mais do que A Verdade?

Fonte - Sensoincomum.org

(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

quinta-feira, novembro 02, 2017

Você está sendo enganado: pesquisas mentem









por desenvolvaconsultoria.com.br

Esse post encontra-se no site acima, reflete uma verdade que no entanto nenhuma editoria de algum periódico jamais questionou. As pesquisas de intenção de votos são pagas muitas vezes (na grande maioria) por entidades que nada têm a ver com pesquisas, tais como CNT, que dificilmente pesquisa sobre as péssimas condições das estradas, mas fazem muitas e muitas vezes pesquisas eleitorais. A CNI também é outra das entidades que se interessam muito mais em pesquisas, do que com as condições das Indústrias que, convenhamos poderiam ser bem representadas.

A pesquisa a que se refere o post é de 2010.
"Entrei no site do TSE, para saber os métodos das pesquisas, e encontrei todas pesquisas registradas.



Daí abri onde essas pesquisas foram feitas e descobri...

Nesta que baixei, foram entrevistados 2.506 pessoas, sendo:

  • -Região Norte/Nordeste, foram entrevistadas 840 pessoas; portanto foge da proporção 
  • -Estado de São Paulo, foram entrevistadas 574 pessoas, mais uma vez a proporcionalidade foi jogada no lixo.
  • -Minas Gerais, foram entrevistadas 266 pessoas e Minas é o SEGUNDO maior colégio eleitoral.
  • -Região Sul, foram entrevistadas 378 pessoas; portanto menos eleitores do que o Estado de Minas Gerais.
  • -Rio de Janeiro, foram entrevistadas 224 pessoas.
  • -Região Centro Oeste, entrevistadas 182 pessoas.
Entendendo bem, quase 34% dos entrevistados são do Norte/Nordeste, logo, fugindo completamente da proporcionalidade.

Agora vejamos os detalhes:


As cidades de GARRAFÃO DO NORTE, RIACHÃO DO JACUÍPE, BARBALHA, ITAPISSUMA, (Alguém já ouviu falar dessa cidade?),todas essas cidades no Norte/Nordeste, onde foram entrevistadas 14 pessoas cada uma. Não esquecendo que também em Garanhuns -a incrível cidade do lula-, foram entrevistadas 14 pessoas; e mais uma vez a proporcionalidade foi para o espaço.

Compare essas cidades do Norte/Nordeste com cidades do Sudeste/Sul:

SANTOS, CAMPINAS, RIBEIRÃO PRETO, FLORIANOPOLIS, também 14 pessoas cada uma. Incrivelmente essas cidades têm mais eleitores do que todo o Nordeste!!!.
E mais:
NITERÓI, BARUERI, OSASCO, MOGI CRUZES, S.B.CAMPO, foram entrevistadas 7 pessoas cada uma.
Mas curiosamente: BAURU e MARÍLIA por exemplo, não foram "escolhidas" para essa pesquisa.

Dessa forma é fácil entender porque Dilma estivesse à frente das Pesquisas na época.

Apenas um exemplo de como podem ser fraudadas as pesquisas:


Vejamos então o detalhamento das cidades.

Roteiro para registro TRE Nacional 2506 entrev - Job 0984-3/10

UF - Municípios/Entrevistas

  • AC - MARECHAL THAUMATURGO -14

  • AM - MANAUS -28
  • AM- ITACOATIARA-14

  • PA- BELÉM - 21
  • PA-MARITUBA - 7
  • PA- BAETETUBA - 14
  • PA- GARRAFÃO DO NORTE - 14
  • PA - ALENQUER - 14
  • PA - ELDORADO DOS CARAJÁS - 14

  • RO - ALVORADA D'OESTE - 14

  • RR - BOA VISTA - 14

  • TO - ARAGUAÍNA - 14

  • AL- MACEIÓ - 14
  • AL - ATALAIA - 14
  • AL - ARAPIRACA -14

  • BA - SALVADOR - 35
  • BA - LAURO DE FREITAS - 7
  • BA - AMÉLIA RODRIGUES - 14
  • BA - RIACHÃO DO JACUÍPE - 14
  • BA -CORONEL JOÃO SÁ - 14
  • BA - IBIPEBA - 14
  • BA - PINTADAS - 14
  • BA - PAULO AFONSO - 14
  • BA - BRUMADO -14
  • BA - JAGUAQUARA - 14
  • BA - IBIRATAIA -14

  • CE - FORTALEZA - 28
  • CE - CAUCAIA - 7
  • CE - MARANGUAPE -7
  • CE - REDENÇÃO - 14
  • CE - MARCO - 14
  • CE - INDEPENDÊNCIA - 14
  • CE - BARBALHA -14

  • MA - SÃO LUÍS -14
  • MA - ITAPECURU MIRIM -14
  • MA - SÃO VICENTE FERRER -14
  • MA - VITORINO FREIRE -14
  • MA - TIMON -14

  • PB - JOÃO PESSOA -14
  • PB - MARCAÇÃO -14
  • PB - BELÉM -14
  • PB - LAGOA SECA -14

  • PE - RECIFE -28
  • PE - JABOATÃO DOS GUARARAPES - 7
  • PE - SÃO LOURENÇO DA MATA -7
  • PE - ITAPISSUMA -7
  • PE - OLINDA-7
  • PE - SÃO CAITANO -14
  • PE - GARANHUNS -14
  • PE - SIRINHAÉM -14
  • PE - PAUDALHO -14

  • PI - TERESINA -14
  • PI - SÃO JOÃO DO ARRAIAL -14
  • PI - ALVORADA DO GURGUÉIA -14

  • RN - NATAL - 14
  • RN - SÃO GONÇALO DO AMARANTE - 14
  • RN - NOVA CRUZ - 14

  • SE - ARACAJU -14
  • SE - SALGADO 14

  • (NORTE/NORDESTE) - 840


  • ES - CARIACICA- 14
  • ES - RIO BANANAL- 14
  • ES - ÁGUIA BRANCA -14

  • MG - BELO HORIZONTE -35
  • MG - BETIM -7
  • MG - CONTAGEM - 7
  • MG - IGARAPÉ -7
  • MG - RIBEIRÃO DAS NEVES -7
  • MG - SABARÁ -7
  • MG - CACHOEIRA DA PRATA - 14
  • MG - TIMÓTEO - 14
  • MG - ITAIPÉ - 14
  • MG - JOÃO PINHEIRO -14
  • MG - LASSANCE -14
  • MG - UBERLÂNDIA -14
  • MG - ITURAMA - 14
  • MG - BAMBUÍ - 14
  • MG - CRISTAIS - 14
  • MG - PASSOS - 14
  • MG - TRÊS CORAÇÕES -14
  • MG - ESTIVA - 14
  • MG - MURIAÉ - 14
  • MG - MATIAS BARBOSA - 14

  • (Minas Gerais) 266

  • RJ - RIO DE JANEIRO - 91
  • RJ - BELFORD ROXO -7
  • RJ - DUQUE DE CAXIAS - 7
  • RJ - NITERÓI -7
  • RJ - NOVA IGUAÇU -14
  • RJ - QUEIMADOS -7
  • RJ - SÃO GONÇALO -14
  • RJ - SÃO JOÃO DE MERITI - 7
  • RJ - ITAGUAÍ -7
  • RJ - ITABORAÍ - 7
  • RJ - ARARUAMA - 14
  • RJ - MACAÉ - 14
  • RJ - COMENDADOR LEVY GASPARIAN - 14
  • RJ - BARRA MANSA- 14

  • (Rio de Janeiro) 224

  • SP - SÃO PAULO - 161
  • SP - BARUERI -7
  • SP - CAJAMAR -7
  • SP - CARAPICUÍBA - 7
  • SP - OSASCO -7
  • SP - GUARULHOS - 21
  • SP - EMBU - 7
  • SP - ITAPECERICA DA SERRA - 7
  • SP - DIADEMA -7
  • SP - MAUÁ - 7
  • SP - SANTO ANDRÉ - 14
  • SP - SÃO BERNARDO DO CAMPO - 7
  • SP - MOJI DAS CRUZES - 7
  • SP - POÁ - 7
  • SP - SUZANO - 7
  • SP - PRAIA GRANDE - 14
  • SP - SANTOS - 14
  • SP - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - 14
  • SP - LORENA - 14
  • SP - SOROCABA - 14
  • SP OITUVA - 14
  • SP - ASSIS - 14
  • SP - PRESIDENTE PRUDENTE - 14
  • SP - MOJI-MIRIM -14
  • SP - CAMPINAS - 14
  • SP - INDAIATUBA - 14
  • SP - JUNDIAÍ - 14
  • SP - ITATIBA - 14
  • SP - RIO CLARO - 14
  • SP - SÃO CARLOS - 14
  • SP - UBIRAJARA - 14
  • SP - PENÁPOLIS - 14
  • SP - BARRETOS - 14
  • SP - RIBEIRÃO PRETO - 14
  • SP - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - 14
  • SP - CATANDUVA - 14

  • (Estado de São Paulo) - 574

  • PR - CURITIBA - 28
  • PR - CERRO AZUL - 7
  • PR - PINHAIS - 7
  • PR - PONTA GROSSA - 14
  • PR - JACAREZINHO - 14
  • PR - NOVA ESPERANÇA - 14
  • PR - ARAPONGAS - 14
  • PR - PARANACITY - 14
  • PR - MARECHAL CÂNDIDO RONDON - 14
  • PR - CANDÓI - 14

  • RS - PORTO ALEGRE - 21
  • RS - MONTENEGRO - 7
  • RS - CANOAS - 7
  • RS - GRAVATAÍ - 7
  • RS - GUAÍBA - 7
  • RS - SÃO LEOPOLDO - 7
  • RS - CAPELA DE SANTANA - 14
  • RS - CAXIAS DO SUL - 14
  • RS - BARÃO DE COTEGIPE - 14
  • RS - QUINZE DE NOVEMBRO - 14
  • RS - CANDIOTA - 14
  • RS - VERA CRUZ - 14
  • RS - PELOTAS - 14

  • SC - FLORIANÓPOLIS - 14
  • SC - SANTO AMARO DA IMPERATRIZ - 14
  • SC - BLUMENAU - 14
  • SC - JOINVILLE - 14
  • SC - SÃO MIGUEL DO OESTE - 14
  • SC - TURVO - 14

  • (Região Sul) - 378

  • DF - BRASÍLIA - 28

  • GO - GOIÂNIA - 14
  • GO - SENADOR CANEDO - 14
  • GO - ANÁPOLIS - 14
  • GO - FORMOSA - 14
  • GO - ITUMBIARA - 14
  • GO - RIO VERDE - 14

  • MS - CAMPO GRANDE - 14
  • MS - AMAMBAÍ - 14

  • MT - CUIABÁ -14
  • MT - ARIPUANÃ - 14
  • MT - CAMPO VERDE - 14

  • (Região Centro Oeste) - 182

Total de entrevistados:2506

segunda-feira, outubro 16, 2017

Bolsonaro, Lula e a Midia





por Ipojuca Pontes(*).




Pesquisa do manipulável Datafolha, do Grupo Folha (jornal amestrado pelas esquerdas), diz que Lula da Selva está à frente na disputa presidencial para 2018.

Na pesquisa, o velho guru da seita petista (condenado a 9 anos e seis meses de prisão por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva) aparece na liderança das intenções de votos: ele fica com 35% na preferência do eleitorado, enquanto Jair Bolsonaro emplaca 17% na predileção dos eleitores.

Ninguém sabe ao certo em que feudo ou circunstâncias essa gente do Datafolha arranca tais resultados. Mas o fato indiscutível é que mais de 53% da população brasileira querem ver Lula, para todo o sempre – e o quanto antes – por trás das grades. Ademais, como todos sabem, em se tratando de manipulação, a mídia esquerdista não se envergonha em tratar Jesus Cristo como se um Zé Buchinho fosse, ou jurar, de mãos postas, que focinho de porco é tomada elétrica. Puro nonsense.

Nota do Blogando Francamente: Quer saber como funciona essas fraudes de pesquisas?  clique aqui

(Uma das muitas técnicas da desinformação comunista consiste em confundir, de forma premeditada, a mente do cidadão. De fato, desde os tempos da NKVD e da velha KGB (atual FSB) fomenta-se, nas redações em geral, o ativismo de fanáticos empenhados em criar uma segunda realidade, totalmente desvinculada da verdade dos fatos. Para isso, gastam-se anualmente bilhões de dólares, remunerando em todo o mundo o trabalho sujo de mais de meio milhão de agentes, inclusive no Brasil).

No momento, diante da ascensão irreversível da candidatura de Bolsonaro à presidência da República, que já soma mais de 30 milhões de votos, a mídia amestrada vem tratando Bolsonaro como se tratasse de uma “ameaça perigosa”. Duvidam? Basta ler uma nota de Ancelmo Góes (codinome “Ivan”, nas rodas da KGB), no engajado O Globo, ou ver/ouvir qualquer noticiário chinfrim da tropa de choque da Globo News (uma canal de TV a serviço da “causa vermelha”) para sentir no ar o aroma pestilento.

Essa gente chega à ejaculação precoce ao classificar o Deputado Federal mais bem votado do Rio de Janeiro como homofóbico, xenófobo, fascista, nacionalista, racista, misógino – e o que lhe vier a telha. Tiro pela culatra: com esse jogo sujo, no entanto, só faz crescer as intenções de votos favoráveis a Bolsonaro, coligidas nas esquinas, nos lares, nas fábricas, no comércio, em suma, no circuito boca a boca de todo o País.

Para se avaliar o descrédito dessa tropa, basta conferir: nos últimos tempos, onde essa gente meteu sua colher contaminada pelo ódio e pela mentira – sifu! Senão, vejamos: perdeu feio no referendo pelo livre comércio de armas; ferrou-se no plebiscito do Brexit; caiu de quatro na campanha sórdida movida contra Trump; errou adoidado na eleição alemã; foi (e continua sendo) derrotada na campanha de descrédito que moveu contra Temer e sua inarredável patota. E ainda se viu fragorosamente derrotada ao apoiar o comunista Freixo contra o pastor Crivella na campanha pela Prefeitura do Rio. Com efeito, o eleitor e o mundo, fora da órbita globalista,caminham para o lado oposto à pressão exercida pela canalha da mídia amestrada. De fato, quem diabo vai acreditar na falsa ira de Arnaldo Jaburu, nas informações viciadas do impontualíssimo Pontual ou nos tortuosos comentários de William Waack?

Ninguém. Provavelmente nem mesmo os bilionários donos das Organizações Globo.

Como já escrevi dezenas de vezes, há enorme distância entre Bolsonaro e Lula, abutre da política brasileira cevado à sombra da mídia vermelha. Para começo de conversa, Jair Bolsonaro é um oficial formado pela Academia Militar de Agulhas Negras, que seleciona seus candidatos a partir de atributos e valores consagrados pela excelência.

Para chegar ao posto de capitão do exército, Bolsonaro estudou (com alguns dos melhores professores do País) História do Brasil, Física Aplicada, Cálculo, Tecnologia da Informação e Comunicação, Línguas (inglesa, espanhola e portuguesa), Psicologia, Filosofia, Técnicas Militares e outras tantas matérias de nível superior. Vale adiantar que, ao longo do curso, o aluno, para permanecer na AMAN, só pode ser reprovado uma única vez. Caso contrário, cai fora.

Como político eleito várias vezes para a Câmara Federal, Bolsonaro se tornou deputado atuante, decente e corajoso. No Legislativo, salvo exceção, tem enfrentado de peito aberto a sanha estratégica da comunalha, insurgindo-se contra o aborto, o casamento gay, as cotas raciais, a liberação das drogas, a anistia aos usuários do caixa dois e da propina – em suma, tudo aquilo que a população repudia tenazmente, mas que as esquerdas (bem pensantes ou trogloditas) querem impor à nação.

Bolsonaro travou dura batalha contra a volta do famigerado imposto da CPMF (criado por FHC), se insurgiu contra as apurações fraudulentas de votos em urnas eletrônicas programadas por gangues venezuelanas e ainda defendeu o fuzilamento de FHC, responsável pela entrega (por preço irrisório) da Vale do Rio Doce ao especulador George Soros.

E quanto ao Lula, o rato que ruge, réu condenado e arauto do PT, o partido dos trambiques?

Sobre isso falaremos no próximo artigo.


Fonte: midiasemmascara.org
(*)Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

terça-feira, maio 02, 2017

Datafolha-se




por Flávio Morgenstern, do sensoincomum.org(*)



Após a alquimia do Vox Populi, mais um instituto de pesquisa está jurando de pés juntos que Lula já é nosso futuro presidente, que o povo que entupiu as principais avenidas do país contra o PT vai de 13 na cabeça nas próximas eleições e que Lula é 69% dono do triplex no segundo turno, noves fora a margem de erro: sem surpresas, o Datafolha, campeão de “previsões” furadas nos últimos anos.





Se o Datafolha fizesse uma pesquisa questionando em quem o eleitorado mais confia: se em videntes ou no próprio Datafolha, é provável que não haveria margem de erro o suficiente para disfarçar o quanto o brasileiro, apesar da memória deformada, só consegue lembrar do Datafolha, Vox Populi et caterva associados a erros colossais, e simplesmente nenhum micro-acerto nos últimos anos (Marina eternamente favorita, impeachment não ocorrerá, Hillary já ganhou etc).




Responda rápido: como você escolherá seu candidato em 2018? Há duas respostas para essa pergunta: com amor à causa e jurando que está salvando o planeta com 3 botõezinhos (o que já garante que o perguntado é um petista ou ex-petista que migrou para Marina Silva ou Ciro Gomes) e com nojo, pensando bem em qual será o mal menor, tendo quase uma certeza escatológica da danação, mas pensando se agüenta mais um soco com soco inglês ou uma voadora com sapato com tarraxas de aço, tapando o nariz na urna e torcendo para doer pouco. Neste último cenário encontra-se entre 60 e 70% do eleitorado brasileiro, que bem ao contrário do que quer a Folha de S. Paulo e os analistas políticos brasileiros que só enxergam mofados partidos e eleições com opções que ninguém quer para entender a mentalidade do brasileiro.


Não é preciso ser genial neste cenário para entender que a rejeição a um político conta infinitamente mais do que sua aprovação, geralmente só contada por militantes (ou seja, só vale para o candidato petista ou pros sonháticos marinistas). Vota-se, ainda mais em uma eleição com garantia de segundo turno para filtrar ainda mais o “mal menor” (a verdadeira razão da eleição em 2 turnos), em alguém no qual não gostamos e já rejeitamos uns bons por cento, mas que rejeitamos menos do que o outro lado.



Qualquer pesquisa que analise a intenção de voto só tem o efeito exatamente oposto: dizer ao uma parcela do eleitorado que o restante do eleitorado enfrentará um problema. Em que matemática em que 100% é dividido por cem partes de 1% é possível dizer que Lula lidera a pesquisa com até 31% das intenções de voto (patamar em que está rigidamente inalterado desde 1989), se tem rejeição de 45%?


Como é possível um presidente ser eleito se tem mais gente que não votaria nele de jeito nenhum (fazendo com que ciristas votassem em Marina, que bolsonetes votassem em Doria, que alckmistas votassem em Ciro) do que gente que está firme e forte lutando dia e noite para a volta do petismo (aquele do impeachment aprovado por 66% da população)?






Mesmo com os dados incrivelmente errados do Datafolha, o que nunca acerta uma, bastaria inverter e procurar quem é o candidato menos rejeitado e voilà: estamos olhando para o provável futuro presidente (para o Datafolha, Bolsonaro tem 23%, Marina 21%, Doria 16% e Sérgio Moro, sabe-se lá o que diabos fazendo aí, é rejeitado por ainda menos gente do que os militantes pró-Lula, também com 16%).


Sérgio Moro ser analisado como candidato à presidência mostra também uma escolha desesperada do Datafolha para diminuir votos daqueles candidatos entendidos como uma oposição mais forte ao petismo do que seus antigos apaniguados (como Marina e Ciro). O povo pedestre só demonstra que tem várias opções contra Lula, e que até mesmo para a margem de erro do Datafolha, atualmente em duas casas decimais, a oposição ao petismo se mostra mais forte do que o petismo.





De fato, a levar o Datafolha a sério, apenas contra os velhos adversários Alckmin e Aécio, rejeitados pelo povo justamente por serem pouco diferentes do PT, Lula teria alguma chance. Marina e o penetra Moro o desbancariam.

Bolsonaro e Doria, os novatos na análise, não podem ter seus números ainda levados a sério: são ambos indescritivelmente mais desconhecidos do eleitor do que Lula é, e sua margem de erro apenas aponta para cima: quanto mais conhecidos se tornarem, ambos os candidatos (muito mais reais do que Aécio e Alckmin, diga-se) só subirão nas pesquisas, enquanto a tendência de Lula é só esfriar seus números. Que o digam petistas e ex-petistas como Heloísa Helena, Marina Silva, Marta Suplicy, ou como até Paulo Henrique Amorim ou a CUT já começam a tentar apartar sua imagem de Lula.

Os números “com margem de erro”, essa aberração matemática, uma espécie de estatística Caetano Veloso, ou não, só vale mesmo como análise de tendência (novamente, descontando os nove fora dos números do Datafolha). Por exemplo, ver que Alckmin e Aécio são carta fora do baralho, que mesmo o povo humilde prefere Sérgio Moro, que quase nunca aparece em público, a Lula, que Marina de novo começa no auge para só ir para baixo, e que quem está realmente com o favoritismo e o potencial de crescimento são os outsiders e novatos, pois o povo está cansado das raposas velhas. E, pior: que Bolsonaro só é xingado pela mídia quando ela precisa citá-lo, e mesmo assim ele já chega sozinho, com os próprios pés, ao segundo turno. Algo mais precisa ser dito?

É curioso ver o Datafolha testando vários cenários. Apesar de parecerem “pesquisas” com peso científico, na vida real da política, sabe-se que toda informação contém potencial de mudança. Até mesmo os reis do determinismo, os behavioristas radicais, concordam que pesquisas de opinião são feitas para se mudar a visão atual do eleitorado para outra. É como o desejo mimético de que fala René Girard: as pessoas, mesmo com personalidade forte, tendem a desejar o que outros desejam. Não há outdoor da Coca-Cola que se compare a todos ao redor bebendo Coca-Cola para nos dar vontade.

Mas o Datafolha apenas se esqueceu, como todos os institutos de pesquisa até agora, de analisar um dos cenários mais prováveis das eleições de 2018: aquele em que Lula não disputa, pois estará preso em Curitiba após tantos delatores revelarem seus crimes. E aí, como ficará o segundo turno?




(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen


quinta-feira, setembro 27, 2012

IBOPE: Um caso de Polícia.








por Chico Terra


São muitos os pedidos deferidos pela Justiça Eleitoral, contra o IBOPE, em todo o país.


Em um rápido levantamento, o blog pode identificar questionamentos da Justiça Eleitoral em relação à lisura dos dados divulgados pelo IBOPE nos estados de Rondônia, Acre, Ceará, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará e Amazonas.


Suspeitas de fraude nos questionários que projetam o segundo turno estariam induzindo a resposta do entrevistado para o favorecimento de determinado candidato.


Em recente decisão do TRE do Acre (semana passada), a juíza da primeira zona eleitoral de Rio Branco, Maha Khouzi Manasfi e Manasfi, considera em sua sentença que o Ibope feriu o princípio da igualdade de disputa ao elaborar questionário para o segundo turno com apenas dois candidatos. “Não é legítimo o Ibope – que não deveria exercer nenhuma parcela de poder – estabelecer previamente quem ficará na disputa ou nomear quem ele ache conveniente permanecer”, disse a juíza.


O fato apontado na maioria dos pedidos de impugnação das pesquisas realizadas pelo IBOPE, é a colocação de apenas dois nomes no cenário do segundo turno, sem testar junto ao eleitor as variações com os demais candidatos que figuram na disputa eleitoral, tirando, assim, a legitimidade do resultado e conduzindo a eleição para um caminho pré-estabelecido para a conveniência de alguém.


“O cenário político-eleitoral, com esta última pesquisa Ibope, mudou drasticamente de rumo, transformando-o numa comédia apática e patética, com forte apelo para um melodrama vespertino digno de canal livre“, criticou a magistrada em sua sentença.


No Acre já é a segunda vez, no pleito deste ano, que a justiça eleitoral põe em cheque a verdade dos dados apresentados pelo IBOPE. A mesma juíza impugnou a pesquisa que seria divulgada em agosto pela afiliada da Rede Globo, alegando “contaminação” dos questionários.


No último sábado (22), a Justiça Eleitoral também emitiu sentença desfavorável ao IBOPE em Porto Velho (Rondônia). A pesquisa que seria divulgada pela TV Rondônia, também afiliada da Rede Globo, foi impugnada. Mais uma vez, o questionário excluía determinado candidato de possível cenário para o segundo turno. Especialista em Direito Eleitoral, Agnaldo Muniz lembra um caso de erro absurdo no resultado de uma eleição em Rondônia, apresentado pelo IBOPE, e que ficou conhecido em todo Brasil. “Particularmente no caso do IBOPE, esse instituto nunca acertou sondagens em nosso Estado e um dos casos célebres foi quando anunciou que o ex-deputado Chagas Neto teria quase 90% das intenções de voto ao Senado, há alguns anos. O candidato ficou na última posição”.


Na manhã de hoje (24), em entrevista ao Jornal 96 com o jornalista Diógenes Dantas, o juiz eleitoral José Dantas (TRE/RN), revelou que uma recente pesquisa divulgada está sendo investigada por apresentar indícios de manipulação do resultado. José Dantas, porém, não revelou o instituto.


CONHEÇA ALGUNS CASOS:


















Fonte: Blog do Chicoterra.com

segunda-feira, agosto 27, 2012

Pesquisas: apenas o começo de uma possível fraude.






Primeiro de uma série de reflexões sobre o assunto Pesquisas no Brasil.

Quem já foi pesquisado alguma vez na vida? É óbvio que tendo um universo no pais de 2002 entrevistas espalhadas por mais de uma centena de municípios pelo Brasil, a chance de alguém ser entrevistado pelos inúmeros Institutos de Pesquisa é equivalente a ganhar na Mega Sena. Mas isso não ameniza a "revolta" dos não pesquisados que, costumeiramente ficam indignadas com esse ou aquele resultado das pesquisas; já que conhecem, no seu dia a dia, muitas pessoas contrárias ao resultado divulgado. As redes sociais mostram aos indignados com esses resultados que não é um pequeno universo de pessoas que pensam igual; que há realmente um furo enorme nessas pesquisas.

Some-se a isso, o fato de comumente as pesquisas serem "encomendadas" por órgãos públicos (Confederações são órgãos públicos sim) que teoricamente - e na prática também - não deveriam assim agir. Ou é a Confederação dos Transportes ou a CNI, estas até bem pouco tempo - e ainda hoje - comandadas por pessoas que de alguma forma tinham e têm interesse nos resultados positivos ao governo. Nada mudou na CNI, já que o titular (Robson Braga de Andrade) faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES); portanto nada isento ao encomendar pesquisas que sempre "presenteiam" o mandatário de plantão com bem mais popularidade do que se pode auferir nas ruas. Quanto ao outro "encomendador" de pesquisas, a CNT presidida por Clésio Andrade, é preciso que se diga que o senador faz parte da base aliada do governo. Clésio já passou pelo PFL, concorreu em 2006 pelo PL, voltou ao DEM e com a morte de Eliseu Rezende assumiu a vaga e mudou para o PMDB; ou seja, mais um senador que não foi eleito nem por ele próprio.

Outro grande interessado nas pesquisas, Marcos Coimbra, proprietário de um grande negócio chamado Vox Populi (fragmento de um ditado falacioso; já que a voz do povo nunca foi a voz de Deus) dá uma precisa dica de como não devem ser as pesquisas, mas não deixa claro se ele mesmo assim não faz no seu Instituto.

O artigo intitulado Resultados de Encomenda de 2 de agosto de 2012:

Na primeira aula do curso de pesquisa de opinião, o aluno aprende as coisas básicas da profissão. Uma é ter cuidado com as perguntas indutivas.

É esse o nome que se dá às que são formuladas com um enunciado que oferece informação ao entrevistado antes que responda.

Há diversos tipos de indução, alguns dos quais muito comuns. Quem não conhece, por exemplo, a pergunta chamada de “voto estimulado”, feita habitualmente nas pesquisas eleitorais? Ela solicita ao respondente que diga em quem votaria, tendo em mãos uma lista com o nome dos candidatos.

É claro que, assim procedendo, avalia-se coisa diferente do “voto espontâneo”. (Ele não disse mas isso também se chama induzir o voto)

Para diminuir o risco de que a indução conduza os entrevistados a uma resposta, recomenda-se evitar que o pesquisador leia nomes (Isso eu já vi em uma feira livre em São Paulo). Mesmo inadvertidamente, ele poderia sugerir alguma preferência, seja pela ordem de leitura, seja por uma possível ênfase ao falar algum nome. Daí, nas pesquisas face a face, o uso de cartões circulares, onde nenhum vem antes. (E quem garante que o entrevistador faz exatamente assim?)

Essa cautela - e outras parecidas - decorre da necessidade de ter claro o que se mede. Sem ela, podemos confundir o significado das respostas. (Eis aí o outro lado das pesquisas: perguntas dirigidas para um determinado resultado)

Dependendo do nível de indução, o resultado da pesquisa pode apenas refletir a reação ao estímulo. Em outras palavras, nada nos diz a respeito do que as pessoas genuinamente pensam quando não estão submetidas à situação de entrevista.

Para ilustrar, tomemos um exemplo hipotético.

Vamos imaginar que alguém quer saber se as pessoas lamentaram a derrota da equipe de vôlei masculino na disputa pela medalha de ouro na Olimpíada. A forma “branda” de perguntar talvez fosse começar solicitando que dissessem se souberam do resultado e como reagiram - sem informar o placar.

Outra, de indução “pesada”, seria diferente. A pergunta viria a seguir a um enunciado do tipo “O Sr./A Sra. ficou triste ao saber que o Brasil perdeu para a Rússia, depois de liderar o jogo inteiro e precisar apenas um ponto para se sagrar campeão olímpico?”.

Nessa segunda formulação, ela não somente induz um sentimento (mencionando a noção de “tristeza”), como oferece um motivo para ele (a ideia de ter estado perto de alcançar algo desejável).

É muito provável que os resultados das duas pesquisas fossem diferentes. Na primeira, teríamos a aferição da resposta espontânea - e mais real. Na segunda, a mensuração de uma reação artificialmente inflada. Em última instancia, fabricada pela própria entrevista. (E diametralmente diferente)

É o que aconteceu com a recente pesquisa do Datafolha (lavando roupa suja quem tem um cesto enorme)sobre os sentimentos da opinião pública a respeito do “mensalão” e seu julgamento.

Contrariando o que se esperaria de um instituto subordinado a um jornal, não deixa de ser curioso que decidisse fazer seu primeiro levantamento sobre o assunto dez dias depois do início do processo no Supremo. Dez dias depois de ter sido pauta obrigatória nos órgãos da “grande imprensa”. Dez dias depois de um noticiário sistematicamente negativo - como aferiram observadores imparciais. (Marcos Coimbra gostaria que fosse feito sem que ninguém ou poucos soubesse do julgamento?)

Preferiu pesquisar só depois que a opinião pública tivesse sido “aquecida”. Foi à rua medir o fenômeno produzido. (O que Marcos Coimbra chama de "aquecida" se apenas um ínfima parcela da população lê jornais e os Telejornais passaram informações tão distantes da realidade do mensalão??!!!)

Não bastasse a oportunidade, a pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas. Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes “pistas” sobre as respostas “corretas”.(Exatamente como em todas as pesquisas que buscam a unanimidade em torno do governo petista, de quem Marcos Coimbra, é fã ardoroso)

Mas o mais extraordinário foi seu uso editorial, na manchete que ressaltava que a maioria desejava que os acusados fossem “condenados e presos”.

Parecia de encomenda: embora o resultado mais relevante da pesquisa fosse mostrar que 85% dos entrevistados sabiam pouco ou nada do assunto, o que interessava era afirmar a existência de um desejo de punição severa.

E quem se importa com o que estabelecem as normas das boas pesquisas! (Boa pergunta que ele mesmo deveria responder ao final de cada pesquisa já feita por seu instituto)

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Não deixa de ser interessante ler algo de Marcos Coimbra, já que ele mesmo é um fã incondicional de Lula e do Petê; afinal é o único "dono de Instituto" (embora os outros sigam os ditâmes do Ibope e diferem muito pouco em resultados) que está no site oficial da campanha de João Paulo Cunha, exatamente porque sempre quis a absolvição de todos. É também oportuno lembrar que um grande "encomendador" de pesquisas do senhor Coimbra é a Revista Carta Capital, onde também é articulista. Deu para entender sem desenhar?

Afinal o que tem a ver Pesquisa de Popularidade, de Intenção de Voto e Fraude? Tem tudo a ver, mas essa é uma história que fica para uma outra vez.

sábado, agosto 04, 2012

A Midia, o Ibope, as Pesquisas e a Record.




Que o alvo da Record do bispo do sexo oral e do aborto evangélico era chegar ao topo, isso é inegável. Todas as emissoras querem ser a primeira; é normal. Como fazer para chegar ao topo? Bem, aí a coisa se complica um pouco.

Há uma especie de mercado fechado para a Globo. Assim, ninguém transmite o futebol, mesmo que queira pagar mais pelos direitos de transmissão: a Globo é assim uma espécie de sócia da CBF e das mais importantes federações de futebol do país e portanto tem o direito de veto.

A Record investiu pesado contra a CBF do Ricardo Teixeira e do Havelange; talvez tenha conseguido alguma coisa com as denúncias que todo o mundo sabia, mas que era ignorada por toda a Mídia e, é claro, principalmente pela Globo. A verdade é que Ricardo Teixeira sumiu - não se sabe se por causa da Record -, mas deixou uma amarga herança na CBF; aliás duas: Marim e Andrés Sanchez. Marin em menos de dois meses de gestão aumentou o próprio salário para R$ 160 mil, mais do que os R$ 98 mil que Ricardo ganhava - e que era muito se comparado a alguém que trabalhe -. Já Andres Sanchez está num lugar merecido, afinal como proprietário de diversas empresas fantasmas é natural que chegasse ao topo da fantasmagórica CBF. E, pelo visto, a Record continuará sem poder retransmitir futebol e a Copa; melhor fez e faz a Bandeirantes que fica com as migalhas dos campeonatos aliando-se à Globo e portanto, tendo que engolir qualquer denuncia contra a CBF ou a Globo; mas isso a Band tira de letra.

Mas afinal qual o desejo real da Record ao centrar suas baterias anti aéreas no Carlos Augusto Montenegro, até agora apenas conhecido por ser o dono do Ibope, das pesquisas que ninguém vê, com resultados sempre duvidosos, por vezes errado?

Com a reportagem do Domingo Espetacular, a Record escancara muitas outras propriedades do senhor Montenegro, muitos outros interesses além da manipulação de pesquisas (resumo das denúncias aqui).Como sempre acontece, a Record quando cita o Gravame, coloca na imagem de fundo o Detran SP, embora exista em quase todos os estados. O alvo é declaradamente o governo do Estado de São Paulo, seu governador, seus aliados e, é claro o ex governador e candidato a Prefeitura de São Paulo.

Convém lembrar que Montenegro, em 2010,  antevia uma derrota de Dilma, mas que depois com o apoio do ex-presidente e das Urnas Eletrônicas tudo ficou diferente em termos de eleição; já que em termos de governo continua tudo como antes: corrupção deslavada.




A Record quer fazer de Russomano (o homem da sacolinha de supermercado)o novo prefeito de São Paulo ou quer mesmo ajudar o Haddad? Afinal o Russomano, segundo as pesquisas (cabeça de bacalhau), estava em segundo lugar, a poucos metros de Serra. Se apoia abertamente o Russomano está desprezando o dízimo do governo federal pró Haddad; e bispo recusando dízimo é impensável. Alguma coisa está errada nessa história.

A Record quer ser a primeira nem que seja na marra? A bem da verdade a Record é muito mais parecida com a Globo do que se possa imaginar. A Globo tem novelas, a Record também - e com atores que foram da Globo, com diretores que foram da Globo e com os mesmos temas que servem apenas para denegrir a sociedade - ou o que resta dela -. A Record tem telejornal apresentado por ex-globais, que enaltecem o governo federal, exatamente como a Globo faz. A Record tem Rodrigo Faro que foi Global e se assemelha ao Luciano Hulck; apenas não desmatou nenhum lugar - por enquanto - para construir sua mansão, no resto é igual; falta apenas que o telespectador consumista de mais do mesmo se acostume ou que o Ibope diga isso.

Dias atrás, foi a vez do Datena se irritar com os seu pontos no Ibope. Em dado momento o Datena gritou (seu nível normal) e disse que escreveu para o Montenegro sobre a audiência: mais um tentando ganhar o Ibope na marra? Naturalmente Datena falava do programa de outro puxa saco do governo federal - como ele - o Marcelo Rezende, que veio para dividir a audiência do horário.

Após esse "desbafo" o Datena vem mudando. Enquanto Marcelo Rezende diz que os problemas da criminalidade de São Paulo são culpa do governo estadual - e não da impunidade reinante no país -, o Datena diz exatamente o contrário, mas jamais diria - como nunca disse -que o(a) presidente poderia dar um basta se quisesse. Datena teve a petulância de dizer que a presidente tem se irritado com o número de mulheres assassinadas e agredidas. É claro que Datena não faz a menor questão de dizer à sua audiência que a presidentE é favorável a Cuba, ao Irã e ao aborto (leia aqui).

Passados outros Domingos Espetaculares e sem mais denuncias contra o Montenegro, eis que finalmente, parece que as denúncias surtiram efeito: Russomano, o candidato do Edir Macedo está "tecnicamente" empatado com Serra:



Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada de 03 de agosto de 2012:

Pesquisa estimulada é aquela onde o pesquisador - esse sujeito mais difícil de se ver do que nota de 100 reais caída no viaduto do Chá - mostra um cartão com o nome dos candidatos. 




José Serra (PSDB) - 26% das intenções de voto
Celso Russomanno (PRB) - 25%
Soninha (PPS) - 7%
Fernando Haddad (PT) - 6%
Gabriel Chalita (PMDB) - 5%
Paulino da Força (PDT) - 5%
Ana Luiza (PSTU) - 1%
Carlos Giannazi (PSOL) - 1%
Eymael (PSDC) - 1%
Levy Fidelix (PRTB) - Não pontuou
Miguel (PPL) - Não pontuou
Anaí Caproni (PCO) - Não pontuou
Em branco ou nulo - 14%
Não sabe - 9%

Resumo da ópera: Denunciar um desafeto dá Ibope.

sábado, outubro 01, 2011

Assim caminha a Imprensa livre e democrática.


Antes da Publicação até o Noblat sabia o resultado


Se alguém publicar que um ex-presidente, FHC, por exemplo, saiu pelado de um motel, a notícia ganha rapidamente repercussão e ninguém ou muito poucos irão procurar a verdade antes de publicar. Se no entanto a mesma notícia chegar às redações envolvendo Lula, por exemplo, todos ou quase todos investigarão antes a veracidade. Descoberta a farsa, no caso do Lula, as manchetes serão mais ou menos assim: "Oposição planta notícia falsa"; "Querem denegrir a imagem do maior estadista" e vai por aí.

A mesma coisa acontece com as corretíssimas e jamais questionadas Pesquisas de Popularidade. A nossa democrática imprensa jamais se perguntou qual seria o real interêsse de uma Confederação Nacional da Indústria (presidida hoje pelo ilustre desconhecido Robson Braga de Andrade, que já fazia parte da CNI na gestão de Armando Monteiro do PTB)?
Como diria Tio Reinaldo, volto já, mas antes falemos de Armando Monteiro. São dele as pérolas:

"O mundo foi diferente. O governo FHC teve muitos méritos - macroeconomia, estabilidade, responsabilidade fiscal, privatizações bem sucedidas. Embora em outra conjuntura, o saldo foi positivo. Mas, acho que Lula pode ousar mais e construir resultados mais expressivos .Lula foi um estadista, na medida em que soube preservar a racionalidade econômica sem esquecer o compromisso com o combate à desigualdade". Viram só? Lula foi um estadista e nem ele mesmo talvez saiba o que é.

Sobre Dilma:
"A presidente, que não tem o carisma de Lula, vai ter que se destacar por sua capacidade gerencial, o que pode significar melhorias na agenda das reformas e no microambiente econômico".
Mais uma vez Monteiro julga o que quer e tasca um carisma inexistente em Dilma, mas não tomou o cuidado de explicar a ela o que são reformas e o que é microambiente econômico.

Voltando às pesquisas. Todas as vezes a Imprensa engole os dados, jamais divulga as perguntas, os municípios (em número de 141 que em tese são sorteados) e o peso deles em relação ao PIB por exemplo ou qualquer outra coisa; tanto faz. A verdade é que as 2002 entrevistas são dadas como absolutamente certíssimas sem que ninguém delas possa discordar.

Imaginemos que você faça uma pesquisa aí onde trabalha. Digamos que você queira galgar um posto melhor e a direção da empresa quer saber da aceitabilidade de todos em relação a você. Como encarregado de Serviços Gerais você tem sido um senhor de senzala e portanto, de cara, você ajeita o questionário ente os seus subordinados, é claro. Aí formula a pergunta: Se eu não fosse tão ruim, um déspota cretino e um carrasco responda: Eu seria ótimo, bom ou regular? Deu prá entender a lisura das pesquisas ou será preciso "desenhar"?

Alguém já se perguntou que quando um dos municípios sorteados for em quixixiba da serra, dez metros antes da fronteira com Nova York e o número de pesquisas que a esse município cabe for apenas um, o Ibope contrata um terceirizado ou manda com todas as despesas pagas (avião, hotel, almoço e uma schin-cola) um bravo funcionário ibopiano até lá para entrevistar um único morador?

Nós merecemos!

sexta-feira, junho 25, 2010

PESQUISAS? PREFIRO CRER EM SACI PERERÊ




Nas eleições presidenciais de 2010 na Colômbia despontou ofenômeno Mockus ((ANTANAS MOCKUS, candidato pelo ‘Partido Verde’ a presidente da Colômbia) que em poucos meses e a partir das chamadas redes sociais (Facebook e Twitter), seguida pelas pesquisas eleitorais atingiu o percentual de 51,53% contra o 48,47 do candidato uribista, JUAN MANUEL SANTOS do Partido Social de Unidad Nacional (Partido de la U).

Porém, no escrutínio das urnas o resultado foi de 25 pontos acima em favor de JUAN MANUEL SANTOS (46,5% - 6,75 milhões x 21,49 – 3,12 milhões).
A questão é que o objetivo das pesquisas eleitorais – é o marketingpolítico e não avaliar as reais intenções de voto aos candidatos, que pelo que foi revelado, foi escandaloso na Colômbia.
Mesmo assim, uma pesquisa que normalmente admite uma margem de quatro por cento de erro técnico para cima/baixo, mesmo não tendo um mínimo de verossimilitude, mas que favorece um determinado candidato, este divulga o resultado, para gerar uma percepção do ‘já ganhou’ e aí entram os ‘formadores da opinião pública’.
Essa percepção pela grande massa de eleitores – insere-se no desejo de “VOTE E GANHE”, que manipulado astuciosamente influi na intenção de voto e nas ‘urnas’, uma vez que tanto em política como em futebol todos querem ganhar e obviamente em política os eleitores tendem aapostar no que aparenta que vai ganhar.
Assim, o consumidor eleitoral/observador deve olhá-las detalhadamente e com espírito crítico, munido com uma lupa, não só as eleitorais, por seu apego a fraude e a tentação demagógica, mas também com relações as demais pesquisas que aferem intenções/desejos da população.
Na Colômbia embora a votação recebida pelo candidato uribista tenha sido arrasadora, o nível de abstenção atingiu o percentual de 50,7% no primeiro turno; e no segundo turno de 55,6%, com uma diferença a maior de 4,9% em relação ao primeiro turno – como resultado efetivo do ‘boicote ativo/passivo/intimidatório dos eleitores, cujo País ainda enfrenta os (a) narco-terroristas das FARC, que descaradamente divulga comunicados dizendo que ‘protege a população’.
Confira os dados:
Antanas Mockus
Juan Manuel Santos
51,53%
48,47%




RESULTADO PRIMEIRO TURNO:
Juan Manuel Santos
Angelino Garzón
PartidodelaU.JPG
6 802 043 (46,67%)
Antanas Mockus
Sergio Fajardo
A sunflower-Edited.png
3 134 222 (21,51%)




SEGUNDO TURNO
Juan Manuel Santos
Angelino Garzón
PartidodelaU.JPG
9 004 221 (69,05%)
Antanas Mockus
Sergio Fajardo
A sunflower-Edited.png
3 588 819 (27,52%)
Votos em branco
445 330 (3,41%)
Total de votos válidos
13 038 370 (97,75%)
Votos nulos
199.302
Cartões não marcados
99 986
Total de votos escrutinados
13 337 658


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