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domingo, dezembro 21, 2014

Petrobrás e o orgulho roubado de uma nação.








Por Roberto Freire, para a Gazeta do Ipiranga e o Primeira Página



Um dos principais símbolos de nossa nacionalidade e motivo de orgulho para os brasileiros ao longo de seis décadas, a Petrobras parece ter conquistado espaço permanente nas páginas policiais sob os governos de Lula e Dilma Rousseff. Palco do maior escândalo de corrupção da história republicana, a empresa está enredada por uma série infindável de denúncias de operações ilícitas, pagamentos de propina, contratos irregulares, superfaturamento de obras e outros malfeitos que vêm derretendo sua reputação a cada dia. 



O mais recente episódio do assalto à empresa foi conhecido a partir do relato da ex-gerente Venina Velosa da Fonseca, em reportagem publicada pelo jornal “Valor Econômico”. Segundo a servidora, ela própria teria alertado a diretoria da Petrobras sobre as ilegalidades em contratos, por meio de e-mails enviados à presidente, Graça Foster, e ao então diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza. Após as denúncias, de acordo com a reportagem, a ex-gerente da Petrobras foi enviada à unidade da empresa em Cingapura e teria sido ameaçada e orientada a não trabalhar.



Subordinada ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, um dos principais acusados de desvios na estatal e antecessor de Cosenza no cargo, Venina contou que também procurou o chefe imediato para falar sobre as irregularidades nos contratos. O diretor teria apontado para uma foto de Lula e perguntado à funcionária se ela queria “derrubar todo mundo”. Talvez este seja o relato mais emblemático sobre a corrupção desenfreada da qual a Petrobras é vítima nos tempos do lulopetismo.



Ironicamente, o PT utilizou politicamente a estatal para atacar seus adversários em recentes disputas eleitorais, acusando-os de tentar privatizá-la. Mal sabiam os brasileiros que, enquanto entoavam o discurso falacioso de campanha, eram os próprios petistas e seus aliados que privatizavam a Petrobras para práticas criminosas. E o mais grave: com o conhecimento das autoridades da empresa, como indicam as revelações da ex-gerente.



O bom trabalho realizado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público deve ser reverenciado e incentivado para que os responsáveis pelo assalto à Petrobras sejam punidos de forma exemplar. E não devemos aceitar o discurso petista de que as investigações só acontecem por mérito de um governo supostamente republicano. Nada mais falacioso. A Polícia Federal é uma corporação de Estado, não de governo. E o Judiciário é um poder independente do Executivo. Nada disso se coaduna com o que prega o PT, com sua visão autoritária e equivocada sobre o funcionamento das instituições da República.



A Operação Mãos Limpas, que praticamente implodiu o sistema político na Itália e desbaratou um megaesquema de corrupção nos anos 1990, foi levada a cabo durante o governo da Democracia Cristã – e o partido que comandava o país acabou desaparecendo, assim como as legendas que sustentavam o governo, como consequência de seu envolvimento direto na corrupção. Embora as circunstâncias do caso brasileiro sejam distintas às da Itália, há algumas semelhanças entre os dois acontecimentos – entre elas, o eixo da corrupção estar localizado no Palácio do Planalto e centrado no PT e nos partidos aliados.



Não se sabe ao certo quais serão os novos desdobramentos do escândalo, mas é evidente que o buraco da corrupção é bem mais fundo do que se imagina. A quadrilha que se apoderou da Petrobras não assaltou apenas os cofres da empresa, mas também roubou o nosso orgulho.



Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS 

Nota do Blogando: Não vejo o menor orgulho em ser a Petrobrás uma empresa brasileira, o monopólio da exploração nos moldes atuais, continua sendo um mal, por exemplo, para os consumidores que têm a sua disposição uma das piores gasolinas do mundo a um preço nem tão barato assim.

terça-feira, junho 20, 2006

ACORDA CARLOS CHAGAS!




ACORDA CARLOS CHAGAS!.

Já ouvi e li muita coisa escrita e dita pelo jornalista Carlos Chagas. Antes da convenção do PSDB (pró-forma, como todo mundo já sabia), o Carlos Chagas vaticinava que Serra seria o candidato a presidencia, Alckmin sairia como candidato ao Senado e FHC a governador de SP. A convenção veio e as adivinhações de Chagas foram parar no lixo.

Jornalista "velho de guerra" que já fez campanha para Paulo Maluf, era de se supor que tivesse um pouco mais de "peeh no chão". Mas as criticas ao "tucanato" (como ele sempre se refere) parecem ter um alvo certo: Alckmin. Ninguém é obrigado a gostar de quem quer que seja; nem mesmo em virtude de lei; mas a ultima do Carlos Chagas parece digna do prémio Abacaxi Podre do Jornalismo:

"Em 1967, quando as tropas soviéticas entraram em Praga, arrasando a primavera que a Tchecoslováquia construía, a derradeira batalha verificou-se na universidade local. Os estudantes resistiram ao máximo, dezenas foram mortos, centenas viram-se presos. Os últimos a enfrentar os tanques vermelhos ainda tiveram tempo para escrever num muro: "Acorda, Lenin! Eles enlouqueceram..."
A frase deveria ser repetida do lado de fora do auditório onde, esta semana, o PPS formalizará seu apoio à candidatura Alckmin. Porque o PPS, para quem não se lembra, é a nova sigla do Partido Comunista Brasileiro, o "partidão" de tantas lutas libertárias.
Como explicar os antigos comunistas aderindo ao candidato que com mais ênfase exprime o neoliberalismo, a especulação financeira, a prevalência dos bancos e da atividade especulativa sobre a atividade produtiva? Que tenham abandonado a meta de socializar os meios de produção, admite-se, depois da queda do muro de Berlim e da dissolução da União Soviética. Os tempos são outros. Mas não precisavam exagerar tanto assim.."
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O que realmente esperava Carlos Chagas? PPS aliado ao PT (Também Comunista) mesmo depois de tanta lama?. PPS aliado ao P-SOL (Com os mesmos comunistas que ontem estavam no PT)?. Roberto Freire também é macaco velho e sabe que se unir ao PT é enlamear seu currículo; "fechar" com o P-SOL é loucura e finalmente, lançar candidatura própria significa perder seu mandato e ficar sem chances de reeleição.

Carlos Chagas parece não ler os principais jornais do pais. Se os lê, não entende que desde que Cabral aqui aportou, nenhum governo representou tao bem a "a especulação financeira, a prevalência dos bancos e da atividade especulativa sobre a atividade produtiva" como o (des)governo de sua majestade Lullla I.

Melhor seria Carlos Chagas analisar bem toda a sujeira que envolve o PT e o presidente, calar-se ou pelo menos disfarçar suas preferências eleitorais. Não fica bem a quem ocupa um microfone de uma grande emissora, formadora de opinião como a Jovem Pan.

Para o Carlos Chagas um sonoro CALA BOCA MAGDO!!