Mostrando postagens com marcador Sindicalismo bandido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sindicalismo bandido. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, setembro 12, 2016

Feriados e fins de semana não foram uma criação dos sindicatos - seria economicamente impossível.



por Thomas Woods (mises Brasil)



Ainda há pessoas que acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje

Meu pai era motorista de empilhadeira. E foi membro de um sindicato por 15 anos. Cresci em uma família de proletários.

E posso dizer: não dá para acreditar na propaganda sindical nem mesmo por um segundo.

"O fim de semana: criado para você pelos sindicatos", diz o adesivo de pára-choque.

Entendo. Quer dizer então que todos aqueles países do Terceiro Mundo, cuja população ainda tem de trabalhar mais horas por semana, poderiam imediatamente ascender da pobreza e usufruir mais horas de lazer caso simplesmente criassem mais sindicatos?

Tudo o que é necessário para escapar da pobreza e ter mais horas de lazer é ter mais sindicatos?

(Aliás, se é assim, por que essas mesmas pessoas defendem mais ajudas internacionais?)

Eis um fato econômico inegável: enquanto uma sociedade ainda não houver enriquecido, nem mesmo todos os sindicatos do mundo conseguirão fazer com que absolutamente todas as pessoas possam se dar ao luxo de tirar uma folga de dois dias por semana. Tampouco poderiam os sindicatos criar feriados.

Apenas pense nas economias primitivas de 300 anos atrás. Você consegue imaginar, em meio a toda aquela pobreza, sindicatos agitando para reduzir a jornada de trabalho semanal? Sindicatos pedindo mais feriados e dois dias de folga por semana?

Qualquer um que fizesse isso seria imediatamente visto como um lunático desconectado da realidade.

E o motivo é simples: sociedades pobres possuem poucos bens de capital. Ou seja, não há uma abundância de ferramentas tecnológicas, de maquinários de alta produção, e de meios de transporte rápidos e eficientes. Com poucos bens de capital, a maioria dos bens e serviços tem de ser produzida e distribuída manualmente.

Sendo todo o trabalho necessariamente manual, será necessário que toda a mão-de-obra disponível trabalhe o máximo de horas humanamente possível para fazer com que a subsistência da população seja minimamente viável.

Uma simples folga de um dia poderia fazer com que não houvesse alimentos disponíveis para todos.

É por isso que, no passado, as pessoas tinham de trabalhar em longas jornadas e sob condições terríveis. E é por isso que, em vários países pobres, a situação ainda é esta.

Embora seja mais fácil e popular culpar homens engravatados e pançudos, que fumam charutos e utilizam monóculos, e que têm prazer em oprimir a classe trabalhadora, o fato é que o problema está na escassez de bens de capital, que impede o aumento da produtividade dos trabalhadores.

O que emancipou as pessoas dessas condições desumanas foi a acumulação de capital. Com os trabalhadores se tornando substantivamente mais produtivos do que antes, graças à assistência de máquinas, ferramentas e meios de transporte, a produção física foi rapidamente multiplicada em quantidade e em qualidade.

Essa maior abundância de bens e serviços gerou uma pressão baixista nos preços em relação aos salários, permitindo que estes crescessem mais do que aqueles. Consequentemente, o padrão de vida das pessoas aumentou.

Foi então, e só então, que as pessoas finalmente puderam se dar ao luxo de optar por mais lazer e por trabalhar sob condições mais agradáveis e humanas. Foi só então que as pessoas puderam optar por tudo isso em detrimento de trabalhar exaustivamente apenas para sobreviver.

O que fez com que as jornadas de trabalho antigamente fossem longas foi o mesmo fenômeno que obrigou agricultores a colocar seus filhos para trabalhar: a produtividade era baixa, e as pessoas simplesmente tinham de trabalhar 70-80 horas por semana se quisessem produzir o suficiente para comer. Isso, obviamente, não pode ser atribuído a "patrões exploradores", a menos que consideremos que pais são exploradores. Tal fenômeno se devia ao fato de a economia ainda ser subdesenvolvida.

[N. do E.: como explicado neste artigo:

Ainda há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje. É inacreditável. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual. Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a mesma qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a mesma segurança no trabalho, e a mesma renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.]

À medida que a produtividade e, consequentemente, os salários foram crescendo, os trabalhadores foram se tornando aptos a viver à custa de menos horas de trabalho, o que deu a eles um incentivo para barganhar — de maneira bem-sucedida, como podemos testemunhar — jornadas semanais menores.

Isso não é algo que meras exigências e imposições sindicais poderiam conseguir. (Mesmo porque, até onde se sabe, sindicatos não criam bens de capital).

Conclusão

Eis uma descoberta interessante: se você perguntar às pessoas que trabalham em sweatshops (estabelecimentos, majoritariamente chineses, com condições precárias e em que os funcionários têm longa jornada de trabalho e baixo salário) se elas prefeririam ter condições mais agradáveis (ou menos horas de trabalho) em troca de salários menores, elas preponderantemente dirão 'não'.

O economista Benjamin Powell, Texas Tech University, de fato se deu ao trabalho de fazer essa pergunta. E nada menos que 90% dessas pessoas disseram que preferiam o dinheiro em detrimento das condições de trabalho e do lazer.

Nos EUA, os trabalhadores já usufruíam a jornada diária de 8 horas de trabalho muito antes de seus congêneres europeus, fortemente sindicalizados. E já ganhavam salários muito maiores. Nos EUA, o sindicalismo do setor privado nunca contou com mais do que um terço da força de trabalho, e isso em seu ápice.

Portanto, seja lá o que os professores de seus filhos estejam ensinando a eles, não deixe que essa doutrinação passe impune.

domingo, maio 03, 2015

O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso.









O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso.
por Thomas DiLorenzo





Em seu livro Ação Humana, Ludwig von Mises escreveu que os sindicatos sempre foram a fonte primária de propaganda anticapitalista. Lembrei-me disso recentemente ao ver um adesivo de pára-choque aclamando um dos credos fundamentais do sindicalismo: "O movimento sindical: as pessoas que lhe trouxeram o fim de semana".

Não exatamente. Nas últimas décadas do século XIX, a semana de trabalho era de, em média, 61 horas de trabalho. Atualmente, nos países mais ricos, ela é de 34 horas. E esta quase duplicação do tempo de lazer para os trabalhadores foi possibilitada pelo capitalismo, e não pelo sindicalismo. 

Como explicou Mises: "Na sociedade capitalista prevalece uma tendência de contínuo aumento da quota de capital investido per capita. ... Consequentemente, a produtividade marginal do trabalho, os salários reais e o padrão de vida dos assalariados tendem a aumentar continuamente."

É claro que isso só ocorre em economias capitalistas em que a prevalecem a propriedade privada, a livre iniciativa e o empreendedorismo. O contínuo aumento observado no padrão de vida dos países (predominantemente) capitalistas se deve aos benefícios gerados pelo investimento em capital, pelo empreendedorismo, pelo avanço tecnológico, e por uma força de trabalho mais bem educada (e não à educação estatal, que serviu apenas para tornar a população mais ignorante). 

Os sindicatos rotineiramente conseguem um feito inegavelmente astuto: eles conseguem ganhar o crédito por essas melhorias ao mesmo tempo em que defendem políticas que afetam e obstruem justamente as instituições do capitalismo que são a causa da prosperidade deles próprios.

A semana de trabalho mais curta é uma invenção inteiramente capitalista. À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações mais modernas — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção. À medida que a concorrência por mão-de-obra foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados. E esta competição se deu de duas maneiras: oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores. 

Aqueles que não oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas forças da concorrência a compensar esta desvantagem oferecendo salários maiores — caso contrário, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem mão-de-obra qualificada.

A concorrência capitalista, não obstante as alegações contrárias dos sindicalistas, também explica por que o "trabalho infantil" desapareceu nos países ricos. Antigamente, os jovens deixavam o campo e iam para a cidade trabalhar sob condições severas nas fábricas porque isso era uma questão de sobrevivência para eles e para suas famílias. Porém, à medida que os trabalhadores foram se tornando mais bem pagos — graças aos investimentos em capital e aos subsequentes aumentos na produtividade —, um número cada vez maior de pessoas passou a poder se dar ao luxo de manter seus filhos em casa e na escola. 

As legislações, apoiadas pelos sindicatos, proibindo o trabalho infantil só surgiram depois que o trabalho infantil já havia declinado.

Ademais, as leis contra o trabalho infantil aprovadas nos séculos seguintes sempre foram de cunho protecionista e sempre tiveram o objetivo de privar os mais jovens da oportunidade de trabalhar. Dado que o trabalho infantil, em várias ocasiões, concorria com a mão-de-obra sindicalizada, os sindicatos se esforçaram ao máximo para usar o poder do estado com o intuito de privar os mais jovens do direito de trabalhar. 

Atualmente, nos países mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas às crianças fez com que a alternativa ao "trabalho infantil" passasse a ser a mendicância, a prostituição, o crime e a inanição. Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem políticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequências.

Os sindicatos também se vangloriam de ter defendido todas as legislações sobre segurança do trabalho impostas pelo Ministério do Trabalho e similares agências governamentais. É fato que os ambientes de trabalho são hoje muito mais seguros do que eram há mais de um século, mas isso foi também uma consequência das forças da concorrência capitalista, e não das regulamentações defendidas pelos sindicatos. 

Ainda hoje, há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje! É inacreditável. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual. Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

Ambientes de trabalho perigosos e precários são extremamente custosos para os empregadores, pois eles são obrigados a oferecer uma diferença compensadora (salários maiores) para conseguir atrair mão-de-obra. Mais ainda: a diferença salarial teria de ser muito alta para atrair trabalhadores qualificados, que é o que todo empregador realmente quer. 

Sendo assim, qualquer empreendedor possui um poderoso interesse financeiro em aperfeiçoar a segurança de seu ambiente de trabalho, especialmente nas indústrias, onde os salários normalmente são a maioria dos custos totais. Adicionalmente, caso o mercado de trabalho seja livre, permitindo ampla liberdade de mobilidade para os trabalhadores e ampla oferta de trabalho, empregadores que não aumentarem continuamente tanto a segurança quanto os salários de seus empregados irão perder mão-de-obra. 

Toda perda de mão-de-obra implica grandes custos para os empregadores, que têm de arcar com os custos da mão-de-obra perdida, treinando e qualificando novos empregados. Da mesma maneira, quanto menor for a segurança no trabalho, maiores serão os gastos com compensações trabalhistas em decorrência de acidentes de trabalho — para não mencionar a simples ameaça de processos.

Investimentos em tecnologia — desde tratores e retroescavadeiras com ar condicionado aos robôs utilizados nas fábricas de automóveis — também tornaram o ambiente de trabalho mais seguro. No entanto, os sindicatos quase sempre se opuseram a estas tecnologias, recorrendo ao argumento ludita de que elas "destroem empregos".

Mises estava certo ao dizer que os sindicatos sempre foram uma das principais fontes de propaganda anticapitalista. Porém, desde que ele escreveu Ação Humana, os sindicatos também se tornaram a principal frente de esforços lobistas em prol da regulamentação e da tributação de empresas, algo que serve apenas para destruir seu capital e consequentemente impedir aprimoramentos na produção e na segurança do trabalho. 

Isso obstruiu severamente o progresso da economia de mercado, fazendo com que todos, inclusive os sindicalistas, ficassem em uma situação pior do que poderiam estar em termos econômicos. As regulamentações impostas sobre as empresas por burocracias federais, estaduais e municipais constituem um tributo efetivo sobre os investimentos em capital, fazendo com que tais investimentos sejam menos lucrativos. 

Menos investimentos em capital geram um declínio no crescimento da produtividade da mão-de-obra, o que por sua vez diminui o crescimento dos salários e do padrão de vida.

Adicionalmente, um aumento mais lento da produtividade leva a um aumento mais lento de tudo o que é produzido na economia, fazendo com que os preços de bens e serviços sejam maiores do que seriam em um contexto de maior liberdade. Adicionalmente, uma quantidade menor de produtos será inventada e comercializada. 

Tudo isso é prejudicial para a economia e para o bem-estar daquelas mesmas pessoas que os sindicatos alegam "representar". (Inacreditavelmente, existem economistas que afirmam que os sindicatos são bons para a produtividade. Se isso fosse verdade, as empresas estariam recrutando sindicalistas, e não se esforçando para tentar impedir a sindicalização de seus empregados.)

Mises também demonstrou que, à medida que as empresas vão se tornando mais estritamente reguladas, suas decisões empreendedoriais vão se tornando cada vez mais baseadas na aquiescência aos ditames governamentais e não na busca pelo lucro. Os sindicatos continuam a clamar por mais regulamentações porque, para poderem sobreviver, eles têm de convencer os trabalhadores — e a sociedade — de que "as empresas são o inimigo". É por isso que, como observou Mises, a propaganda sindicalista sempre foi anticapitalista. Os trabalhadores supostamente necessitam de ser protegidos do "inimigo" pelos sindicatos.

Mas a realidade é que substituir decisões que visam ao lucro pela mera complacência à burocracia é uma postura que reduz a lucratividade sem trazer benefício algum para ninguém. O resultado final será, mais uma vez, uma redução na lucratividade do investimento e uma subsequente redução na quantidade de investimentos. Os salários estagnam e qualidade de vida fica abaixo do potencial, graças à autodestrutiva propaganda sindical. 

As altas hostes sindicais, extremamente bem remuneradas, conseguem manter seus empregos e seus privilégios ao perpetuarem tais propagandas. Vários líderes sindicais conseguem se tornar políticos bem-sucedidos. Mas o que eles realmente fazem é prejudicar exatamente aquelas pessoas que compulsoriamente pagam as taxas que são utilizadas para sustentar seus luxos.

____________________________________________


Leia também:






Tradução de Leandro Roque

terça-feira, julho 29, 2014

Lula, sindicatos, centrais sindicais e o Brasil que não dá certo.












Luiz Inácio Lula da Silva era o convidado de honra do encerramento da 14ª Plenária da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, que ocorreu nesta segunda-feira, em Guarulhos. Falou pelos cotovelos, puxou o saco de banqueiro, pediu a cabeça de uma bancária, disse palavrão, fez terrorismo eleitoral… Tudo em parceria com dirigentes da entidade… Barbarizou, enfim, como é de seu feitio. Vamos ver.

Sindicatos e centrais sindicais tiram parte considerável de seu sustento de um imposto — a tal contribuição obrigatória, que está na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) desde 1940. Ainda que o vivente não seja sindicalizado, é obrigado a doar para a entidade sindical um dia de seu trabalho. Em 2008, foi aprovada a Lei 11.648 que reconhecia a existência das centrais sindicais e lhes entregava uma fatia da verba bilionária. Só para vocês terem uma ideia, em 2013, a contribuição sindical rendeu R$ 3,2 bilhões, que têm de ser assim distribuídos:
a) 5% para a confederação correspondente;
b) 10% para a central sindical;
c) 15% para a federação;
d) 60% para o sindicato respectivo; e
e) 10% para a “Conta Especial Emprego e Salário”.

Muito bem! Isso quer dizer que os sindicatos arrecadaram, sem precisar fazer o menor esforço, por determinação legal, R$ 1,920 bilhão (sim, um bilhão, novecentos e vinte milhões de reais). As centrais, sozinhas, ficaram com R$ 320 milhões. No projeto de lei original, essas entidades teriam de prestar contas ao TCU sobre o uso desse dinheiro. Lula vetou. Elas gastam a grana, que é de todos os trabalhadores, como lhes der na telha, sem prestar contas a ninguém.

Sigamos. Lula foi ao evento da CUT. E ouviu o presidente da entidade, Wagner Freitas, fazer terrorismo eleitoral contra o tucano Aécio Neves, defendendo, de quebra, a candidatura de Dilma Rousseff. Afirmou o rapaz: “Alguém acha que a eleição do Aécio vai significar investimento em política pública de qualidade no Brasil? Uma coisa central é reeleger a presidente Dilma. É importantíssimo para nós continuar tendo um governo que se articule direto conosco”.

O rapaz não parou por aí: “Se nós conseguirmos todos os aumentos nas campanhas salariais e o Aécio ganhar a eleição, vamos ter problema e teremos de fazer campanha para defender a empresa pública, os nossos direitos e o salário. Se o Aécio ganhar a eleição, ele vai acabar com a conquista que se consolidou com o presidente Lula, de valorização do salário mínimo”.

É incrível! Essa gente é capaz de dizer as mentiras mais disparatadas sem nem mesmo corar. Atenção, meus caros! Nos oito anos do governo FHC, o mínimo teve valorização real (descontada a inflação, pelo IPCA), de 85,04%; nos oito anos de Lula, foi um pouco maior: 98,32%; no quatro anos de Dilma, deverá ser de apenas 15,44%.

E isso foi apenas parte das falas terroristas do dia. Aí Lula pegou o microfone. Afirmou que as conquistas sociais só terão continuidade se Dilma for reeleita. E se referiu ao informe que o Banco Santander (leiam post) enviou a alguns correntistas, alertando para o risco de deterioração dos indicadores econômicos caso a presidente volte a subir nas pesquisas. O chefão petista não teve dúvida: puxou o saco do banqueiro, o presidente mundial do Santander, Emilio Botin, e pediu a cabeça da bancária, a analista. E apelou, como é de seu feitio, a um palavrão:

“Botin, é o seguinte, querido: tenho consciência de que não foi você quem falou. Mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil, e nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar embora e dar o bônus dela pra mim que eu sei o que falo.”

Ora vejam… Lula, segundo quem Dilma vai governar para o andar de baixo, e seus adversários, para o andar de cima, ficou de joelhos diante do banqueiro, que é do andar de cima, e pediu a cabeça da bancária, que é do andar de baixo.

Afirmei que o ato foi escandalosamente ilegal, certo? Pois é. Existe uma lei que regulamenta as eleições: a 9.504. Estabelece o Inciso VI do Artigo 24:
Art. 24. É vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de:
(…)
VI – entidade de classe ou sindical.

A simples expressão de preferência de um órgão sindical, ainda que por meio de um boletim eletrônico, que pode sair a custo quase zero, caracteriza uma forma de publicidade. O que se viu nesta segunda foi muito mais: a CUT organizou uma plenária que serviu, de modo escancarado, para fazer campanha eleitoral. É evidente que está caracterizada aí uma doação a Dilma “estimável em dinheiro”. E de que “dinheiro” estamos falando? Justamente daquele que sai do bolso de todos os trabalhadores, sejam eles sindicalizados ou não.

Que coisa fabulosa! O TSE mandou uma consultoria tirar da Internet simples avaliações que fazia sobre as possíveis consequências da eventual reeleição de Dilma. Estamos a falar de uma consultoria privada, que faz isso às próprias expensas. Lê a sua análise quem quer. E no caso da CUT? Parte do dinheiro que a entidade movimenta é pública. Todos os trabalhadores a sustentam, queiram ou não, sejam sindicalizados ou não. Contrariando flagrantemente a lei, seus dirigentes expressam preferência por uma candidatura, demonizam a outra e ainda chamam para discursar o garoto-propaganda de um partido.

Aí, em nome dos trabalhadores, o dito-cujo, que atende pelo nome de Lula, faz mesuras ao banqueiro e chuta o traseiro da bancária.

Não sei se o evento foi mais asqueroso do que ilegal ou mais ilegal do que asqueroso.

Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, julho 08, 2008






Meu velho professor de História, a quem carinhosamente chamávamos de professor Teixeirinha (Colégio Santo Alberto dos Padres Carmelitas-SP) nos dizia sempre que "a história nos apresenta os fatos passados, para que possamos entender o presente e, de certa forma, possamos projetar o futuro provável". O professor Teixeirinha repetia também que "a história não se repete". Estaria certo o velho mestre?

Em 8 de julho de 1940, o velho aprendiz de ditador Getulio Vargas, criava o imposto sindical. Junto com o imposto, Vargas criou o peleguismo e colocou os sindicatos aos seus pés. O Getulio nos deixou de herança os sindicatos, o imposto sindical e os pelegos; nenhuma dessas heranças nos serve para nada.
Getulio foi o "pai dos pobres" e, de certa maneira, foi o criador do Lulla que, dizem também é o pai dos pobres. Getulio também era considerado, como o Lulla, a "mãe dos ricos".

Vargas apoiou a criação da Varig; Lulla ressucitou a Varig para seus amigos. Getulio obteve 100% dos votos no Rio Grande do Sul, mas perdeu no geral - sem urnas eletrônicas -, não gostou do resultado e virou presidente no tapa. Lulla foi reeleito - com as urnas eletrônicas -, mas ninguém seria besta de dizer que teve 100% dos votos e quer levar no tapa um terceiro mandato.Até aqui, o professor Teixeirinha errou; a história se repetiu.

Vargas tinha nas suas mãos os meios de comunicação através de Censura e com a colaboração de muitos jornalistas travestidos de puxa-sacos; o Lulla tem a mídia nas mãos através da farta distribuição de dinheiro, via publicidade governamental e com a colaboração de muitos puxa-sacos, travestidos de jornalistas. A história está, de certa maneira, se repetindo.

Getulio tinha um algoz-jornalista (Carlos Lacerda); Lulla não tem nenhum jornalista-algoz: Um a zero para o professor; a história não se repetiu

Em 2007 Lulla aperfeiçoou o Imposto Sindical do Vargas e criou os sindicatos sem nenhum contrôle mas sob as rédeas do poder - mais peleguismo -: A história se repetiu.

Getulio tinha um revólver (a história não conta) e pôs fim à sua existência suicidando-se com esta boa invenção do Sr. Samuel Colt; o presiMente (diz a história) possui um revólver.

O país espera que a história - não a do professor Teixeirinha, é claro - cumpra com o seu dever e o professor Teixeirinha tenha errado.

domingo, maio 18, 2008

MINHA MÃE TAMBÉM MERECE

MINHA MÃE TAMBÉM MERECE

Mamãe está muito aborrecida porque não ter recebido o telefonema(*) do Ministro da previdência e pré-candidato à prefeitura de S. Bernardo do Campo - Luiz Marinho - no dia das mães.
Ela se sente muito magoada, triste, desprestigiada e discriminada, assim como, todas as mães brasileiras que residem fora desse município.
Porque será que o Ministro escolheu somente uma cidade para mostrar toda a sua delicadeza, bondade e preocupação com a mãe brasileira? Preconceito? Quem sabe, a justiça eleitoral possa dar uma explicação?
David Neto
* - Onze mil mães de São Bernardo do Campo foram homenageadas no domingo [11/05/08] com uma ligação do ministro da Previdência, Luiz Marinho, pré-candidato à prefeitura da cidade do ABC paulista nas eleições de outubro, revela reportagem da Rádio BandNews FM. O PT nega interesse político da mensagem e diz que Marinho foi o porta-voz do telefonema por ser morador de São Bernardo e a principal expressão do partido na cidade depois do presidente Lula. O especialista em direito eleitoral, Torquato Jardim, diz que houve abuso de poder de mídia. Fonte:- BandNews
Na verdade o ministro Luiz Marinho apenas estava utilizando um serviço [telemarketing] do sindicato de um amigão seu de longa data. O Marcos Emilio é presidente do Sindicado dos trabalhadores em telemarketing em São Paulo e lidera a Comissão da Juventude da CUT. O que será que faz um coordenador da juventude cu-tista? (CAntonio)
É PRECISO INVESTIGAR!
É preciso que o Ministério Público, em caráter de urgência, intervenha e investigue o porque, e, em que condições a prefeitura de S. Paulo cedeu um bem público - terreno de 4000 m² na Vila Matilde - à Associação Paulistana de Condutores de Transporte Complementar da Zona Leste. Fala-se que o acordo formal prevê a devolução do espaço em três meses. Contudo a associação já ergueu muros, está nivelando o solo com retro-escavadeiras e pagou cerca de R$ 10.000,00 para que famílias deixassem o local. É obvio que esta associação não pretende devolver o terreno em três meses. Por outro lado, é sabido que o apoio dos condutores de vans a candidatos nas eleições é por demais disputado. Coincidentemente, o cacique da região é um vereador ligado a um partido que estará coligado ao prefeito nas próximas eleições. Enfim, em ano eleitoral, uma bondade de tamanha grandeza deve ser investigada com o objetivo de dar transparência à situação, ou, confirmar a utilização indevida de bem público para favorecimento a terceiros.

Dr. David Neto - Médico e Jornalista - Ex- Secretário de Saúde e Medicina Preventiva

sábado, abril 12, 2008

REPUBLICA DOS SINDICALISTAS


A foto demonstra que o Brasil está no caminho certo. Quem, senão um sindicalista - igualzinho ao NoçuGhia - seria capaz de, em pouco tempo, se tornar proprietário de uma pousada com 18 suítes, na praia de Aquiraz no Ceará?


É preciso reconhecer essa capacidade, nata de qualquer sindicalista, de administrar bens e valores alheios. O Ataide Francisco de Morais, presidente do Sindicato do Sanduba Pronto e do Churrasquinho Grego - o Sindifucker - e diretor da Força Sindical do Paulinho, é um "quadro" que deveria estar no lugar do Mantega, cuja única qualidade é ser pai de uma gostosona.


Os bens do Ataide, arduamente conquistados com o suor do seu próprio suvaco, por enquanto são estes:

• O hotel da foto acima, com 18 suítes, todas de frente para a praia, em Aquiraz, município ao lado de Fortaleza, Ceará, avaliada em R$ 1,5 milhão.

• Uma casa recém-construída num terreno de 465 metros quadrados num dos mais caros condomínios fechados de Osasco, o Residencial Adalgisa, no Parque dos Príncipes. A casa está entre as maiores do local e, segundo avaliação informal de um corretor, valeria cerca de R$ 1 milhão.

• Uma chácara em Juquitiba, a 70 quilômetros da capital paulista.


• Uma casa de praia em construção num terreno de 750 metros quadrados em Peruíbe, litoral de São Paulo.


• Uma empresa de material de construção que até poucos meses atrás tinha dois endereços perto de Fortaleza.


• Uma franquia recém-vendida da lanchonete Dom Sabor no centro de São Paulo.


E pensar que existe gente que gostaria de ver o TCU bisbilhotando a vida desses empreendedores. Acertou o NoçuGhia ao vetar a ingerência desse órgão, que só serve para difamar nossos valorosos ministros degustadores de Tapioca.


Leia mais na Revista Época (12/04) clicando aqui

sexta-feira, agosto 03, 2007

ESSA MERDA CHAMADA SINDICATO

ESSA MERDA CHAMADA SINDICATO

A foto ao lado (Rogério Cassimiro da Folha)é um flagrante do Caos em que se transformou a cidade de São Paulo ontem. Os estúpidos sindicalistas do Sindicato dos Metroviários, leia-se Petê+PCdoB+PSOL, são os responsáveis por cenas lamentáveis acontecidas durante todo o dia de ontem.
Em 64 a cidade e o país viviam esses mesmos problemas: todos os dias uma nova greve. Naquele tempo o povão tinha saco e este enchia; quando estava para estourar, como hoje, a "casa" dos sindicalistas caiu e o presidente foi p'ro saco.
Tirando a parte ruim da coisa - ditadura e a censura -,esse tempo bem que poderia voltar e acabarmos com a ditadura dos estúpidos sindicalistas: os da ativa e o que já se aposentou por laborfobia e hoje curte a vida viajando pelo mundo e falando bobagens.

PS - Para quem não sabe, o sindicato dos Metroviários quer a antecipação dos lucros (!!!) do exercício 2007. E eu que imaginei que o ano ainda não acabou. PRIVATIZEM JÁ ESSA DESGRAÇA.

quinta-feira, abril 19, 2007

SINDICATOS: ESSAS ORGANIZAÇÕES ESTÚPIDAS


Greve da PF causa transtorno em aeroportos de SP.


Reivindicações
Os policiais federais reivindicam reajuste salarial de 30%, estipulado em acordo firmado em fevereiro de 2006 pelo então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o Grupo das Entidades Representativas de Classe da PF. Nesse documento, o governo se compromete a repor perdas salariais das carreiras por meio de reajuste de 60% dividido em duas parcelas de 30%. A primeira foi quitada em junho. A outra parcela deveria ter sido depositada em dezembro, mas não foi. (Ag.Estado)



Quem gosta de sofrer com as greves no serviço público é masoquista. Quem gosta de greves é sindicalista até que esteja no poder. No momento em que o sindicalista vira puderr, deixa de ser humilde mortal e se torna "zelite", aí são ferrenhos inimigos das greves nos serviços essenciais.

A Polícia Federal é um órgão "técnico-investigativo" (só não descobriu ainda de onde veio o dinheiro do dossiê Vedoin) e deveria saber, melhor do que ninguém, que confiar na palavra de ministros, em ano eleitoral, é acreditar em Papai Noel.

Por quê os policiais federais não param de uma vez, digamos uns quinze dias seguidos? Avisem com antecedência e assim ninguém faz papel de idiota para tirar um passaporte; liberem a revista ou fechem os aeroportos de uma vez. O Brasil já está uma lesma lerda; um pouco mais um pouco menos não fará a menor diferença.


E POR FALAR NOS ODIOSOS SINDICALISTAS

A CUT, promete atrasar a abertura das operações no metrô paulistano na próxima segunda-feira e promover uma panfletagem. O "protesto" será contra a possível derrubada do veto do presimente à emenda 3. O cidadão que se utiliza desse meio de transporte tem o quê a ver com a Emenda 3? Esses estúpidos cutistas, que têm um cretino sindicalista, ex-godfather da CUT, como ministro da Previdência, poderiam promover uma paralização geral para que o Congresso votasse o Impeachment do presidente que adula criminosos. Seria demais, é claro, mas pelo menos que forçassem a diminuição da carga tributária ou a revisão da tabela do IR. Isso seria exigir demais de membros de uma mesma "organização" que ainda querem implantar a República Federativa da Esbórnia Sindicalista.

Mostrem-me um sindicalista que pense além do próprio umbigo e eu provo que o Lobisomem se casou com a Mula sem Cabeça e vivem felizes com o seu filho Aldo Rebelo.

quinta-feira, março 29, 2007

AOS VITORIOSOS O PRÊMIO JUSTO.



AOS VITORIOSOS O PRÊMIO JUSTO.


Podem falar o que quiserem do presidente, jamais digam que ele não premia os competentes do seu governo. Essa prática é dos tempos do sindicalismo, movimento que conquistou muito para os trabalhadores. Vá lá que um posto de trabalho aqui outro alí foram fechados, mas foi tudo com boas intenções. É certo que muitas empresas mudaram de São Bernardo, porém o ar de SBC ficou menos poluído; um avanço naqueles tempos e Lulla já pensava no aquecimento Global. Também é certo que muitos deixaram de ser metalúrgico, mas mudaram para melhor: hoje são pequenos empresários da área musical (vendendo CDs da China), da informática (vendendo programas da Microsoft muito mais baratos) ou mesmo da área de brinquedos (Bonecas feitas com lixo hospitalar). Enfim, melhoraram de vida.


Com um grande companheiro de sindicalismo, o Luiz Marinho, não foi diferente. Lulla não esqueceu o trabalho que Luiz Marinho fez na Alemanha, juntamente com Mario Barbosa, quando visitou até mesmo um bordel com custos pagos pela Volkswagen: tudo pela integração Brasil-Bordéis-Alemanha; Luiz Marinho virou ministro do Trabalho. Agora, Lulla premia a excelente gestão à frente do Trabalho, indicando-o para a Previdência. Mas não só porisso. O que faria um Ministro do Trabalho, competente como Marinho, se o desemprego já não existe? É certo que existam os que não querem trabalhar, querem viver às custas do bolsa-família, mas certamente o IBGE, que já mudou o cálculo do PIB para maior, pode muito bem aferir essa realidade e diminuir esse indice mentiroso do desemprego. A Previdência sim é o lugar certo para o Marinho: já trabalhou muito , agora se aposenta; nada mais Justo!


Parabéns pela escolha sr. Presidente, e não se intimide com a imprensa neo-liberal-conservadora, coloque o Stedille ou o José Rainha na Reforma Agrária, eles merecem, a agricultura merece e o Brasil merece.