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sexta-feira, junho 27, 2014

Stephen Hawking e Mlodinow erram e dão mais evidências para a existência de Deus.


Stephen Hawking e Mlodinow erram e dão mais evidências para a existência de Deus.


por JOE HESCHMEYER






Há um velho ditado que diz “dê muita corda a alguém e ele vai se enforcar”. A ideia é que, se alguém está errado ou mentindo, quanto mais o tempo passa, mais óbvio isso se torna presente. Bem, a Bantam Books deu a Stephen Hawking e Leonard Mlodinow toda a corda que eles queriam, e o resultado é The Grand Design (O grande projeto), um novo livro no qual eles argumentam contra a necessidade (e a existência) de Deus. Aqui está o núcleo de seu argumento:

[Assim], como Darwin e Wallace explicaram como o projeto aparentemente milagroso de formas de vida poderiam aparecer sem a intervenção de um ser supremo, o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente que fez o universo para o nosso beneficio. Como existe a lei da gravidade, o universo pode e vai criar a si mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o universo existe, porque nós existimos.

Eles, então, explicam a teoria básica por trás do “multiverso”, que pressupõe a existência de múltiplos universos:

De acordo com a teoria-M, o nosso não é o único universo. Em vez disso, a teoria-M prevê que muitos universos foram criados do nada. A sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus sobrenatural. Antes, essas múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas.

Vamos deixar de lado a questão da teoria do “multiverso”, que John Haldane aborda em First Things. Hawking e Mlodinow fizeram um trabalho completamente suficiente de derrotar seu próprio argumento. Vamos simplesmente delinear suas três principais afirmações acima:


  1. Afirmação 1: a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, inclusive o universo; (“a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o universo existe”). Isso se aplica a todos os universos, o que significa que se aplica a todo o multiverso.
  2. Afirmação 2: a criação espontânea exige a lei da gravidade; (“como existe a lei da gravidade, o universo pode e vai criar a si mesmo do nada”, “Antes, essas múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas”).
  3. Afirmação 3: A multidão de universos são responsáveis ​​pela produção de afinadas leis físicas (“O conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas”)


Reduzido a seu núcleo, o argumento se parece com isso:
a



O problema, é claro, é que isso é circular. Você não pode ter um universo sem que seja criado, você não pode ter criação espontânea sem as leis físicas, e você não pode ter as leis físicas sem um universo.

Como Hawking e Mlodinow admitiram, sem criação, não há nada. Para se ter qualquer coisa – um universo, um multiverso, a lei da gravidade “bem afinados” pelas leis da física, qualquer coisa – você tem de primeiro ter a Criação. E eles mostraram de forma bastante eficaz que a criação “espontânea” é impossível, uma vez que exige as leis físicas, como a lei da gravidade. Então, eles mesmos estabelecem que houve uma Criação, e que o universo/multiverso não pode (e não podia) criar a si mesmo.

Deste ponto de vista, parece que as duas únicas possibilidades são “Deus” ou o “um absurdo e irracional argumento circular”. Hawking e Mlodinow podem ser físicos brilhantes, mas pelo menos neste livro se apresentam como filósofos e lógicos pobres. Seus esforços fúteis para delinear uma história da criação ateísta dá mais credibilidade ao teísmo do que o ateísmo.



Publicado no Logos Apologética.

Tradução: Emerson de Oliveira


terça-feira, junho 11, 2013

Stephen Hawking e seu boicote absurdo.



por Floriano Pesaro (*)




O mês de Maio de 2013 trouxe uma notícia tão inquietadora quanto decepcionante. Um cientista outrora admirável, seja por sua produção acadêmica, seja por sua história de superação na vida e mesmo por seu reconhecimento universal, tomou uma decisão ABSOLUTAMENTE lamentável.

Stephen Hawking, físico teórico e cosmólogo britânico, um dos mais consagrados cientistas da atualidade, resolveu boicotar a “Conferencia Israelense do Presidente” a ser realizada em Israel no mês de Junho.

Israel já vinha sendo o não destino para alguns pretensos detentores da moral e integridade. Desde 2006, foi criado um movimento para boicotar instituições acadêmicas israelenses organizado por uma coalizão de grupos palestinos, ao qual pessoas como o cantor Bono e Stevie Wonder emprestam seu prestígio e apoio. Desta vez, foi o renomado cientista que resolveu acatar os pedidos da organização.

Algumas coisas a serem consideradas nesta desastrada atitude de Stephen Hawking:

Antes de tudo, a ironia do evento ao qual ele escolheu boicotar. Esta conferência específica está sendo organizada em homenagem aos 90 anos do presidente de Israel, Shimon Peres.

Na história política recente deste país, Peres é o estandarte da luta pela paz. E tem sido por décadas. Seu compromisso com o diálogo, com amplas negociações e uma paz abrangente e duradoura com os palestinos é fato reconhecido. Shimon Peres é ganhador do Prêmio Nobel da Paz e, aos 90 anos, segue firme e forte, otimista e determinado com seu objetivo de uma solução de dois estados para Israel e Palestina.

Também, há que se considerar que personagens do quilate de Hawking deveriam saber que os boicotes são antiéticos quando se pensa que é o ideal da pesquisa livre que tonifica a empreitada científica.

OU será que Stephen Hawking não acredita na livre troca de ideias?

Neste sentido, Israel é um país democrático que apoia a igualdade, a liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de religião e é comprometido com os direitos de seus cidadãos e das minorias.

Mas, de qualquer modo, acadêmicos e cientistas israelenses não são nem porta-vozes do governo, nem fantoches. Tem sido frequentemente sérias as discordâncias entre o governo e as universidades em Israel, com destaque para a independência das instituições acadêmicas de Israel.

Um exemplo é a decisão do governo israelense no ano passado para atualizar o status de uma faculdade construída em Ariel – uma cidade no interior da Cisjordânia – a de uma universidade. Ela foi veementemente contestada por instituições de Israel de ensino superior (e por talvez 50% da população geral).

Um segundo exemplo é a tentativa mal sucedida pelo governo israelense para encerrar o Departamento de Política e Governo da Universidade de Ben-Gurion – que foi atacada por seus pontos de vista de esquerda. A oposição e pleito dos acadêmicos israelenses em todo o país que alertaram para o perigo para a liberdade acadêmica – ajudaram a evitar o fechamento do departamento. Não que não haja momentos em que a ética deve se sobrepor.

Entretanto, onde, então,está a declaração de Hawking contra o tratamento do povo maiana Guatemala; dos tâmeis no Sri Lanka, na Caxemira, na Índia;dos curdos na Turquia;dos Baha’i do Irã,dos xiitas do Paquistão, dos chechenos na Rússia ou talvez sobre o tratamento dos tibetanos na China,onde Hawking recentemente fez uma visita célebre?

Ao invés de visitar a região e debater sobre suas dificuldades,ele resolve usar seu considerável prestígio e dizer que um país,só um país entre todas as nações do mundo,é merecedor de descrédito exclusivo!

Boicotes acadêmicos são contrários a tudo o que a academia representa. A globalização acadêmica, com todos os seus perigos potenciais, está rompendo as fronteiras. Cientistas de diferentes nacionalidades e religiões trabalham juntos e tornam-se parte de um continuum – uma comunidade global.

A fim de gerar condições favoráveis para as negociações, as pessoas devem falar e diferentes pontos de vista devem ser ouvidos.

O professor Hawking decepciona o mundo livre ao esquecer qual é a essência da academia: o livre intercâmbio de ideias.

(*)Floriano Pesaro é Sociólogo e Vereador