sexta-feira, abril 11, 2008

Bolsa Ditadura







"Foi um impulso meu. Ele era tido como dedo-duro. Não fui investigar nem vou fazer pesquisa para livrar a barra dele. Não tenho arrependimento nenhum". A fala é de Hélio Jaguaribe, o Jaguar d'O Pasquim, novo premiado pelo bolsa ditadura,em entrevista à Revista Época (A revista retirou a matéria mas ainda há arquivos que repercutem)



O jaguar foi um dos algozes de Wilson Simonal, acusado injustamente pelos comunistóides da época de ser informante do SNI.

Aquela gentalha ultrapassada, que se considerava o último grama de sal do mar morto, hoje vive muito bem. Alguns, é bem verdade, já se foram para o inferno ou outro lugar qualquer; como o Henfil - outro que deitou o pau no Simonal - com as suas charges.

Aquela gente que reclamava tanto da Censura, acabou Patrulhando e calando o maior showman que o Brasil já teve: Wilson Simonal, um Pelé da musica.

Ziraldo, outro agraciado pelo bolsa-ditadura e integrante da tropa de choque do Pasquim, só reconheceu -mas, nem tanto - a merda que fizeram, somente quando Simonal estava a sete palmos da terra.

Quem não conheceu essa figura ímpar, pode ter "uma palhinha" num vídeo histórico - com a participação de Sarah Vaughan -, clicando Aqui

   ➤Dúvidas Cruéis: 

1 - A família do Simonal poderá cobrar uma indenização desses novos milionários?

2 - O doutor Luiz Eduardo Greenhalg aceitará ser advogado da causa?

3 - Não ouço nem leio nenhuma homenagem das entidades afro-qualquer-coisa a esse negro brilhante. Na época, Simonal era rico e famoso, será esse o motivo do silêncio?
   ➤"Não suporto mais esse peso" 

Matéria da Revista Época:

Internado em estado grave em São Paulo, o cantor Wilson Simonal afirma que nunca foi delator e pede para ser lembrado como artista 

Hospitalizado na ala gratuita do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o último dia 4, o cantor Wilson Simonal, de 62 anos, luta com dificuldade contra uma doença crônica no fígado. "O seu estado é grave", alerta o médico Alfredo Salim. O cantor se alimenta por sondas e vive sonolento por causa dos antibióticos e antidepressivos. "O que você tem, cara?", perguntou na semana passada o escritor e amigo Mário Prata. "Mágoa", respondeu, secamente, o cantor.

É uma mágoa que se arrasta há quase 30 anos. No governo Médici, no início da década de 70, na fase dura do regime militar, Simonal foi acusado de delatar comunistas ao temido Serviço Nacional de Informações (SNI), agora extinto. Ganhou a hostilidade do meio artístico e intelectual. O golpe o atingiu no momento em que dividia com Roberto Carlos o posto de cantor mais popular do Brasil. A carreira entrou em declínio irreversível. Segundo Sandra Manzini Cerqueira, sua mulher há sete anos, Simonal sobrevive graças a bicos esporádicos como músico e à ajuda de poucos amigos. Ele quase não canta mais. A média de shows é de dois ou três por ano.

No final dos anos 60, a vida do cantor provocava inveja. "Louras e morenas choviam na horta do 'Simona', navegando nas noites cariocas a bordo de um dos carros mais bonitos da cidade", lembra o jornalista Nelson Motta no livro Noites Tropicais. Contratado da multinacional Shell, Simonal foi o primeiro negro a gravar um comercial para TV no Brasil. Ao se apresentar no encerramento do Festival Internacional da Canção, em 1969, literalmente regeu 30 mil pessoas no Maracanãzinho, no embalo de "Meu Limão, Meu Limoeiro".

Fez longas turnês pelo país. Na volta de uma dessas viagens, em 1972, a bomba estourou. Simonal suspeitou que o contador Rafael Viviani o roubara. Entre os seguranças do cantor havia um policial ligado ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Mário Borges, a quem Simonal pediu para investigar o caso. Segundo o cantor, foi esse policial quem tomou a iniciativa de sequestrar e torturar Viviani.

No leito do Sírio Libanês, Simonal nega mais uma vez que tenha participado do seqüestro. No decorrer do processo que o condenou a cinco anos de prisão, dos quais cumpriu apenas uma semana, Borges disse que Simonal era informante - outro fato que ele nega até hoje. "Foi uma farsa", diz o cantor. Passados quase 30 anos, ninguém conseguiu provar sua culpa. Mas ficou a fama de delator - uma dúvida que persegue até os amigos que o defendem, como Nelson Motta. "No país da impunidade mais absoluta, é incrível que ele esteja até hoje sendo punido com tanto rigor", diz o jornalista.

O caso teve conseqüências profundas na vida familiar do cantor. Simonal, que mora sozinho num flat em São Paulo, tem uma relação difícil com os filhos Max de Castro e Wilson Simoninha, ambos músicos. No final do ano passado, o pai assistiu, escondido no fundo de uma casa noturna, a um show dos filhos. E saiu antes do fim para não ser notado - nem pelos filhos nem pela platéia. "Não quero prejudicar a carreira deles", justifica, com lágrimas nos olhos. "Não quero que ninguém aponte para mim e diga que o pai deles é aquele que entregou todo mundo." Depois de anos sem falar com o pai, Simoninha visitou-o no hospital no domingo 16. "Ele sofreu muito em conseqüência da doença", conta. "Disse para ele se cuidar, refazer a vida." As acusações ao pai, protesta Simoninha, são "ranço de pessoas antigas". "Ele é um artista único", elogia.

Em 1972, Simonal foi acusado de ser "dedo-duro" na capa do jornal O Pasquim. Vinte anos depois, o humorista Jaguar, um dos fundadores do semanário, chegou a declarar que se orgulhava de ter ajudado a destruir a carreira do cantor. Hoje admite que pode ter se equivocado, mas diz estar muito velho para revisar posições. "Foi um impulso meu", diz. "Ele era tido como dedo-duro. Não fui investigar nem vou fazer pesquisa para livrar a barra dele. Não tenho arrependimento nenhum", diz.

Na luta contra o estigma, Simonal recorreu em 1991 à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Nada existe nos arquivos oficiais que indique ter sido servidor ou prestador de serviços ao SNI. Em junho de 1998 outro documento, emitido pelo Centro de Inteligência do Exército, isentou-o das mesmas acusações. Uma declaração de 26 de janeiro de 1999, assinada pelo então secretário de Estado dos Direitos Humanos e atual ministro da Justiça, José Gregori, reiterou os dois pareceres anteriores.

De nada adiantaram os documentos. Simonal está tão estigmatizado como dedo-duro que até uma piada da anárquica turma do Casseta & Planeta no jornal O Globo o fez entrar em depressão. "É um patrulhamento absurdo", revolta-se a mulher, Sandra. "Mesmo que ele tivesse feito o que dizem, houve uma anistia neste país", protesta Mário Prata. Outro amigo, o cantor Jair Rodrigues, lamenta que com esse episódio o Brasil tenha perdido a chance de conhecer um grande artista. "Por causa desses problemas ele fica deprimido e volta a beber", diz. Entre as razões da disfunção hepática, afirma o médico Alfredo Salim, pode estar o alcoolismo. "Mas é difícil especificar, também pode ser hepatite ou outro problema." Com uma voz que em nada lembra a de seus grandes momentos, Simonal diz que nunca se meteu em política, nunca teve nada contra a esquerda ou a direita. "Não agüento mais esse peso. Meu negócio é a música", diz. E é por ela que ainda sonha ser reconhecido.


    ➤No dia 25 de março de 2000, Simonal fez o seu último show, no Espaço Memphis, um bar em Moema. Alguns dias depois foi internado no Hospital Sírio-Libanês, recebendo visitas de Jair Rodrigues e, inesperadamente, de Geraldo Vandré. O cantor faleceu em 25 de junho de 2000, vítima de uma cirrose hepática decorrente do alcoolismo

quinta-feira, abril 10, 2008

O QUARTO PODER: A IMPRENSA NA CPI DA TAPIOCA








Novamente, a imprensa em geral deu uma demonstração de brasilidade. Vasculhando a Internet hoje (10/04), vejo que ninguém(*) publicou - para o azar de nossos inimigos imperialistas -, na íntegra, o sigiloso depoimento do chefe da Abin (Paulo Lacerda) para a CPI da Tapioca.


O chefe da CIA brasileira, detalhou minuciosamente, quais eram os gastos da Presidência da República que deveriam ser classificados como secretos:


- Extração de Petróleo/Jazidas/e uma "Gama" de outros gastos.


Para os ignorantes que, maldosamente, dizem que o NoçuGhia não trabalha, é bom saber que este líder único na história deste país, se preocupa tanto com as nossas riquezas naturais que, vez ou outra, utiliza-se do cartão corporativo para descobrir pessoalmente onde estão as nossas comodities.




Já o depoimento da nossa valorosa ministra da rivalidade racial, foi esclarecedor: " Tenho um cartão pessoal da mesma cor(1) e mesma bandeira do cartão do governo federal. Todas as viagens internacionais que tenho condições, passo no free shop(2). Eu sabia que tinha que devolver o dinheiro ao erário público uma vez que usei para despesas pessoais em uma troca de cartões".


Quem nunca trocou o seu cartão pelo do marido/esposa, que atire a primeira merda na geni do chico de havana, é claro. A ex-ministra demonstrou ainda a sua pureza e ingenuidade; já que tem a mesma senha para todos os seus cartões: Cuidado Matilde; ainda existem pessoas que não são honestas como a gente do seu partido!.


Quanto aos gastos com locação de automóveis, a ex-ministra não disse, mas deveria ter explicado, que ela não poderia comprar um carro novo a cada viagem.


(1) - Viram como ela leva a sério a questão da cor?
(2)- Socialistas também têm direito a uma comprinha em free-shop; afinal, no brasil, comunista também é filho de Deus.
(*) Excessão à Radio Jovem Pan AM



terça-feira, abril 08, 2008

PAÍS DE MENTIRAS IV




























1 - Não dá para sossegar mesmo. Existe tanta gente querendo desmoralizar o ma-ra-vi-lho-so governo do NoçuGhia, que fica impossível fazer uma marcação homem-a-homem, por zona - não a da Mary Corner - ou qualquer outra tática metafóricafutebolísticalulliana. O nobilíssimo, probo, ético e defensor da sensibilidade feminina, deputado Ciro Gomes, descobriu que a imprensa Paulistana quer desmoralizar a Mamapac.



Confesso, foi uma surpresa i-ne-nar-rá-vel saber dessa coisa nojenta; logo eu um paulistanobexiguense quatrocentão. Então, o data-falha - que é da falha de são paulo - faz pesquisas honestíssimas colocando os probos e éticos petistas, sempre no topo da preferência popular; ao mesmo tempo em que apunhala um membro grosso do ministério do NoçuGhia?. Indesculpável atitude não republicana, como diria nosso melhor ministro da Justiça dos últimos 500 anos, doutor Marcio Thomaz.


Deliciem-se com as filosóficas parábolas divinas desse Pillar Patrício Pindamonhangabense, Ciro Gomes::



-"Na medida em que se menciona a ministra Dilma - que é um quadro extraordinário, uma pessoa muito decente, uma pessoa muito capaz, muito trabalhadora- como uma possível candidata à Presidência da República, há um movimento desta máquina clandestina que tem o epicentro em São Paulo, na imprensa de São Paulo, para tentar desmoralizar, difamar, de maneira a não deixar que esta pessoa se apresente para o verdadeiro julgamento popular".



É preciso, ur-gen-te-men-te, censurar essa imprensa paulistana clandestina. Eu nunca consegui comprar um jornal clandestino na banca da dona Cida (pertinho de casa) e procurarei, amanhã mesmo, comprá-lo no epicentro de São Paulo, seja lá onde for isso.



2 - "Devem ser considerados sigilosos todos os gastos que podem contribuir para reduzir o grau de segurança que buscamos alcançar. Se teremos que exagerar, que seja pelo excesso de cuidado".


Quem teria dito essa brilhante frase? José Dirceu, Romero radio-laranja Jucá, Renan Schin-Calheiros, Denaneios do Ribeiro ou o Chapolin Colorado?



Nada disso. Quem disse tudo isso, tin-tin-por-tin--tin, foi o general de exército Jorge Félix, Secretário de Segurança Institucional da presidência da republica. Não entenderam errado não; eu disse Ge-ne-ral.



Imaginem um Ge-ne-ral citado no Diário Vermelho do PCdoB e no portal da fundação Perseu Abramo, sem que o tenham ofendido com impropérios como, milico da ditadura, imperialista da CIA.... Pois é, os tempos mudaram, as pessoas mudaram e a vergonha também mudou.


3 - NoçuGhia e a Mamapac, lançaram ontem (08/04) mais um programa; o de número 131.313. Trata-se do "Banda Larga nas Escolas"; nada a ver com pueris escolares aprendendo a tocar tuba e oboé, para desfilarem no dia 27 de outubro, em homenagem ao nascimento do NoçuGhia. É Banda Larga na Internet. O dinheiro para o BandaPac, é lógico, saiu do FUST que não foi utilizado pelo governo FHC e que, neste maravilhoso governo serviu para coisas mais nobres como Superavit Primário, TV digital - que ninguém tem, mas isso não importa - e, muito provavelmente, para a compra de tapiocas diet para ministros com diabetes: preocupação com a saúde é a tônica - e também o gin - desse governo.


4 - NoçuGhia é acima de tudo coerente. Quem pensa que ele quer um terceiro mandato, deu com as mullas n'água. O senador Cristóvão Buarque (primo do Chico de Havana), disse ter ouvido do próprio presidente (08/04) a seguinte maravilhosa, grandiosa e, por quê não, histórica frase:


- "Se o PT me obrigar ao terceiro mandato eu rompo com o PT".


O PT se tornou um partidinho sem nenhuma criatividade. Exigir que NoçuGhia tenha apenas um terceiro mandato é como oferecer só o limão sem a cachaça para um alcoólatra: não resolve. NoçuGhia merece muito mais. Por quê não organizar um plebiscito para a implantação do Império ou Reinado Tupiniquim, tornando nosso venerado e amado guia num Imperador ou Rei ad eternun?
5 - Bem lembrado pela nossa amiga Agnes:
...E como vivemos num país sem nenhum problema; todos resolvidos com maestria por Noçughia, nossos bravíssimos senadores nada ou quase nada têm a fazer. Então, por quê não deixar-se embalar pela formosura e gostosura de nossas misses? O taciturno Garibaldi Alves, desceu do altar, digo da presidência e rendeu-se às misses:
-"Trata-se de me darem a oportunidade de sair daqui [da mesa], por alguns minutos, para cumprimentar as misses, já que não pude fazê-lo até agora. Passo à presidência ao senador Tião Viana [PT-AC] e peço que inicie a Ordem do Dia".
O rouco Heráclito Fortes também aderiu:
-"Senhor presidente, quero apenas me congratular com Vossa Excelência pela atitude de acaba de tomar, que mostra que é um presidente republicano".
O candidato à prefeitura do Rio e futuro candidato do bispo Macedo à presidência da República, se e quando houverem eleições livres no país, senador Marcelo Crivella, esqueceu-se da bíblia e idolatrou a miss Rio:
-"A miss do Rio de Janeiro é um fulgor".
Nada como vivermos numa Suiça Tropical, sob o jugo, digo o governo de NoçuGhia...


PAÍS DE MENTIRAS III





1 - A dengue atinge todos os dias centenas de cidadãos mas, o Temporão foi inaugurar fábrica de camisinhas em Xapuri, no Acre. Até que ele tem razão: mais camisinhas, menos criancinhas para serem picadas pelo Aedes; porém é preciso entender que a fabriqueta será administrada pela cumpanheirada petralha, que pode colocar solvente na massaroca do látex para render mais. Daí a camisinha estufa e pum... lá vem mais um freguês do bolsa família.

Enquanto isso, o mosquitinho (já o chamam de Temporão Aegypti) segue no firme propósito de distribuir picadas em todo mundo, tenham ou não votado no NoçuGhia. Muitas tendas improvisadas, servindo como hospitais, médicos importados de outros estados e, combater o desgraçado mosquitinho que é bom...Nada.

2 - Até que enfim, a Policia Federal se mancou e vai investigar o dossiê Wanda. Mas não pode investigar quem o produziu, ainda que todos saibamos quem foi. A PF deve-se ater a quem vazou e só.

Enquanto isso, todos sabemos que dona Ruth comprou lixas de unha, mas ainda não sabemos quanto foi gasto em botox no governo atual. Já sabemos que em 3 anos, o governo FHC gastou 34 mil em bebidas finas; mas não podemos saber quanto foi gasto em cachaça no governo atual.

3 - A ex-prefeita Marta Favre, construiu tuneis que viraram piscinas; enfiou palmeiras superfaturadas em canteiros centrais de bairros nobres; promoveu uma licitação de cartas marcadas para o transporte coletivo; o lixo virou caso de polícia; construiu os CEUs num precinho camarada, para as empreiteiras; mandou o povo Relaxar e Gozar nos Aeroportos; promoveu uma baixaria em vôo internacional e levou vaia dentro do avião..., no entanto, o I-bope a coloca em primeiro lugar na disputa da prefeitura de São Paulo. Será um Mea Culpa pelo vazamento da Planilha dos gastos do FHC, criticados pela Mamapac?

Hei de ver e ouvir alguém, com culhões, desmascarar a indústria que mais prospera no país: a Industria das Pesquisas Encomendadas.

4 - Durante o Regime Militar, Jaguar e Ziraldo ganhavam do povo, que comprava o Pasquim, para deitar o pau no governo. Até que tinham razão: censura é deplorável, mas nunquinha criticaram a censura, por exemplo do regime cubano.

O tempo passou e os dois agora recebem dinheiro do governo (leia-se povo) para cuspir na cara do povo.

Que morram mais esses dois e não se esqueçam de levar o Cony e mais trocentos chupa-sangues.

E por quê tudo isso acontece por aqui? Porque no Brasil é assim mesmo!!!

segunda-feira, abril 07, 2008

FLORIANO PESARO

SAÍDA DE SECRETÁRIO

Com a proximidade da eleição municipal houve uma debandada de secretários, sub-prefeitos e afins para se candidatarem a cargos eletivos. Certamente não farão falta. Contudo, a saída do Secretário Floriano Pesaro - Planejamento e Desenvolvimento Social -, esta sim deixará saudades, na medida em que este Secretário desenvolveu um trabalho de gestão inigualável, inteligente, de alta qualidade, com base na ética, na dignidade, no profundo conhecimento técnico, enfim, com resultados positivos que fez escola, voltado aos menos afortunados que habitam o município de S. Paulo.

Dr. David Neto
Médico e Jornalista - Ex- Secretário de Saúde e Medicina Preventiva

UM CONTO DE FADAS




UM CONTO DE FADAS.


Diz a lenda, na Constituição Brasileira, Título II “Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”, artigo 5º, o seguinte:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida”.


Esqueceram do ponto e virgula e a seguir as inúmeras excessões, tais como juízes, parlamentares, ministros, governadores, prefeitos e, é claro, o presidente da república.


Na imagem ao lado, estão alguns cidadãos brasileiros que foram condenados à morte. Quem os executou ou nunca foram presos porque eram menores ou já sairam das prisões após uma ínfima pena ou estão se preparando para sair, como se nada tivessem feito.


A mais recente vítima da pena de morte informal, é Isabella de Oliveira Nardoni, atirada do 6º andar após, segundo a perícia, ter sofrido espancamento e esganadura. Quem matou Isabella? Não importa quem tenha(m) sido o(s) assassino(s), pois seu(s) executor(es) não ficará(ão) mais do que 6 anos presos.


"Eu estou convencido di qui nunca antes neste paizz, todos são iguais perante a lei; menos eu cumpanheiro"

domingo, abril 06, 2008

MAMAPAC COMEÇOU A PUNIR


MAMAPAC COMEÇOU A PUNIR


É assim que deve ser feito. Se errou, prevaricou, chafurdou na meleca, enlameou o bom e maravilhoso governo, tapiocou ou roubou, a PU-NI-ÇÃO deve ser do-lo-ro-sa.

Não demorou muito e a ministra chefona puniu, exemplarmente, sua auxiliar acusada de preparar o dossiê FHC - ou dossiê da lixa de unha, tanto faz -.

Erenice Guerra, braço esquerdo da ministra, a partir da próxima semana passa a ocupar uma miserável vaga no Conselho Fiscal do BNDES, embolsando uma merreca extra de R$ 3.500 para participar de uma chatíssima reunião por mês.

Definitivamente o crime não compensa no governo do NoçuGhia. A Erê (como é conhecida a moça num famoso rodízio de tapioca, próximo ao Palácio do Planalto), terá que se deslocar de Brasília para a sede do BNDES em ô-ni-bus até o Rio de Janeiro. Estará sujeita a despencar num precipício, ter problemas estomacais comendo maionese em restaurantes de beira de estrada e, infelizmente, poderá ter problemas mamários com o sacolejo do ônibus.Chegando à cidade ma-ra-vi-lho-sa, terá direito a um bilhete ida-e-volta de metrô até o seu local de trabalho. Além disso, estará exposta ao mosquitinho da dengue, balas perdidas e, pior de tudo, poderá encontrar com o Sérgio Cabral que, convenhamos, enche o saco com aquela sua enfadonha puxação de testículos do Lulla.

Bem feito para a Erenice. A ministra mamapac começa a mostrar que tem peito, que age como se tivesse cojones ao invés de perereca e deixa claro como será sua administração como presidenta do Brazil.

Atenção para as próximas pesquisas: CNT/CNI indicarão que os fetos nas barriguinhas das mamães pesquisadas adoram o NoçuGhia; portanto sua aceitação subirá para 87,454%.
Serra vai cair porque não eliminou os mosquitinhos da dengue, segundo o nosso ministro perfeição, digo, Temporão.
Aécio também cairá, porque os fãs da Nathalia Guimarães, não gostaram do pé-na-bunda que ele deu na moça. Finalmente Mamapac subirá nas pesquisas; afinal, quem afaga corruptos tem o aval dos pesquisados. Ou não?

TERCEIRO MANDATO




TERCEIRO MANDATO

A discussão sobre o terceiro mandato é muito mais grave do que um simples casuísmo do atual presidente. Trata-se de uma agressão à democracia, um verdadeiro golpe de Estado. É preciso impedir que isso aconteça.

Dr. David Neto - Médico e Jornalista - Ex-Secretário de Saúde e Medicina Preventiva

sábado, abril 05, 2008

WANDA, WANDA, POR ONDE PASSAS, NADA CHEIRA LAVANDA...

OH! WANDA, WANDA, POR ONDE PASSAS, NADA CHEIRA LAVANDA...


A chefona da Casa Civil, a mamapac do noçughia, afirmou nesta sexta-feira (e não era 13) que um computador, debaixo de suas barbas (é uma metáfora, não homofobia) pode ter sido invadido. Mais ainda, praticamente acusou a Folha de São Paulo de manipular os dados; isso é gravíssimo e pode abalar a credibilidade do data-folha - se é que alguém acredita neste ou em qualquer outro Instituto de Pesquisa Pró-Governo -.


Então, já temos nova versão para o dossiê que foi preparado para intimidar a oposição e sepultar a CPMI da Tapioca - como se houvesse oposição no Brasil e, pior ainda; como se as CPIs não terminassem em Pizza!!! -.


Na primeira versão para o vazamento do dossiê, a culpada foi Erenice Guerra a assessora da chefona. Na segunda versão, o culpado foi o senador Alvaro Dias; como nenhuma das versões agradou a platéia, agora, com a brilhante descoberta da nossa próxima presidente, a culpa passa a ser do MST.


Só o MST invade qualquer coisa - menos a fazenda do Lullinha -. Só o MST tem nou-ral para invadir. Mas, como nenhuma invasão foi punida até hoje, ninguém será culpado. Então; o FHC que se lasque e a dona Ruth que roa as unhas. Noçughia não vai dizer quanto foi gasto em botox, Romanée-conti, pururuca, caldo de cana ou rapadura e ponto final; é assunto que envolve a segurança nacional.


Pensando bem, a ministra tem o exato perfil de sucessora do Noçughia, fala muito sem nunca dizer nada e mente sem ficar vermelha; só lhe falta tomar cafezinhos em excesso, mas aí a ministra de zóião vermelho não fica bem.


sexta-feira, abril 04, 2008

CPMI DOS CARTÕES CORPORATIVOS







Ainda Bem. Afinal, escrachar um governo improbo sem ética, que jamais houve em Terras de Santa Cruz não é bom. O governo atual veio para ficar, para corrigir atitudes e implantar uma nova forma de gerenciamento da rés-publica.


Em tempos idos, haviam os corruptos e os não corruptos; o que, convenhamos, acabava gerando uma luta de classes; coisa impensável em tempos modernos. O governo atual colocou um ponto final nessa luta.


A partir do glorioso 1º de janeiro do ano da graça de 2003, foram riscadas do dicionário - e das consciências - as deploráveis e impronunciáveis palavras "ética", "probidade" e, por que não, a decadente e esquecida "vergonha".


Revogando-se as disposições em contrário, implantou-se no país a Republica da Rapinagem, não mais escondida e perseguida por poucos, é verdade; mas desavergonhadamente escancarada e louvada todos os dias nos - poucos e sensatos - noticiários.


Locupletemo-nos todos, saudemos o metalurgico que chegou a São Paulo em pau-de-arara, que modificou os costumes em tempo recorde e, pelo andar da carruagem puxada pelos burros que trabalham, pretende ficar infinitamente, até que alguma instituição retome a vergonha na cara como parte do caráter.


O bíblico povo do lider Moisés demorou 40 anos vagando pelo deserto em busca da terra prometida; já o etílico povo do líder metalurgico, demorou apenas 4 anos para encontrar o Cofre Prometido; o que convenhamos é um feito digno de uma nova versão d'Os Lusíadas.


Reconheçamos pois no general Golbery - o legítimo inventor da criatura que zomba de todos nós e todos os dias - um novo Camões ou, no mínimo, um Gepeto; ele merece.


Que sua alma descanse em paz no fogo eterno.

Vale a pena ler de novo:

AOS SABUJOS DO INÁCIO: Só para esclarecer (se é que é possível) certos militantestontos sabujos do inácio que me acusam de "direitista", devo dizer que para mim direita e esquerda são meras orientações de percurso físico-territorial. O que gostaria é ver este país andar para a frente, altivo, probo, ético, limpo. O que vejo é escululambação para todo quanto é lado; direito ou esquerdo. Vejo a dignidade de um povo ser jogada, quando não no lixo, dentro de bolsas esmolas. O fato é que seja pela picada da esquerda, seja pela picada da direita, chegamos ao fim da picada.

"Roque Sponholz"

quinta-feira, abril 03, 2008

PRESIDENTE DEFENDE MINISTRA


PRESIDENTE DEFENDE MINISTRA

Vez ou outra, aparece alguém querendo enlamear o maravilhoso governo Lulla. Tem sido assim desde o dia 2 de janeiro de 2003.
Esses "alguéns" não se identificam e seguem sujando a biografia de homens probos e acima de qualquer suspeita, todos ligados ao maravilhoso presidente atual. Foi assim com Waldomiro Diniz, empresário do ramo zoológico; com José Dirceu, o maior estrategista de congressos que a UNE já teve; Renan Calheiros, probo pecuarista-cervejeiro-midiático; Joaquim Roriz, outro pecuarista de sucesso; Severino Cavalcante, empresário do ramo de restaurantes; Roberto Teixeira, empresário do ramo do apadrinhamento e um quarenta número de outras personalidades ligadas ao Noçughia.
Esses agentes da "leviadade clandestina", como bem o disse sua excelência NoçuGhia e, seja lá o que isso quer dizer, agora tentam sujar - mais um pouco - a biografia de nossa mamapac, tentando influenciar os próximos 2002 militantes do pt que serão pesquisados pela CNT/CNI, a respeito da sucessão monárquica no Brasil.
A ministra é mais do que uma simples pessoa; na verdade se a elegermos como presidenta estaremos colocando no Planalto não uma, mas cinco pessoas ("ESTELA", "LUIZA", "PATRICIA", "WANDA" e ela mesma) o que, convenhamos é melhor do que uma só.
Ninguém, nem mesmo a família do ex-governador Adhemar de Barros, tem algo contra a ministra. Uma mulher que resistiu a mais de trinta dias sendo torturada e nem precisou fazer plástica, é tudo o que o Brasil precisa: "God save the Queen Dilma".

quarta-feira, abril 02, 2008

GOVERNADOR USA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE


GOVERNADOR USA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE


Nessa terça-feira 1º de abril, o governador José Serra, durante evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, passou mal e acabou desmaiando.
Imediatamente, o governador foi encaminhado para o hospital Sírio-Libanês, para passar por uma bateria de exames.


Para surpresa de todos, o governador Serra recusou o atendimento nesse hospital de primeiríssima linha. Humildemente, solicitou a seus assessores que o levassem para a mais próxima unidade do SUS, em ambulância do SAMU.


O governador foi atendido, como qualquer cidadão brasileiro, nessas confortáveis instalações de saúde espalhadas pelo Brasil. Como qualquer cidadão brasileiro, o governador Serra passou por multiplas avaliações em maquinário moderno, recém adquiridos com as sobras da extinta CPMF.
Após os exames, o governador telefonou de um orelhão próximo para o presidente Lula, conclamando-o para que também ele, como presidente do Brasil, deveria se utilizar desse maravilhoso serviço de saúde.
Como se sabe, essa perfeição na saúde pública, só foi possível a partir de 1º de janeiro de 2003, na honestíssima administração Lulla, que extinguiu toda a corrupção que corroía os cofres públicos desde a chegada de Cabral ao Brasil.


terça-feira, abril 01, 2008

A ÚLTIMA GRAMA DE SAL DO MAR MORTO: LULLA


O ÚLTIMO GRAMA DE SAL DO MAR MORTO: LULLA

"Temos que cuidar da dengue antes de sermos picados pelo mosquito. Depois que ele pica, a situação fica complicada", Noçughia em mais uma etapa da campanha presidencial pela sua re-re-reeleição".


A memória não é o forte do Noçughia, talvez o excesso de cafézinhos seja a causa. Sua capacidade em lembrar que está presidente há 6 anos é tão curta quanto o seu caráter. Noçughia esqueceu que, sob o seu reinado, a dengue já matou 55% mais pessoas do que no governo anterior. Sem contabilizar as mortes de 2008, já são 325 mortos no desgoverno petralha.

A culpa pelas 209 mortes por dengue, no governo anterior era do José Serra; já a culpa pelas mortes no desgoverno atual é unicamente do mosquito, que insiste em fazer oposição ao maravilhoso governo do Noçughia. O mosquitinho, egípcio como o linho dos robes do Noçughia,é mais democrático que nossa Alteza; ele pica eleitores e não eleitores dele. O malditinho não respeita nem os atores globais, mas, misteriosamente, não matou até agora um único desgraçado político.


E Lulla segue firme, contrariando a lei e fazendo campanha para as eleições de 2010. Lulla começou o ano de 2008 com o firme propósito de lançar a si próprio como candidato. Quem pensa que os elogios à mama Wanda significam sua candidatura errou: ele quer mesmo é ser novamente presidente.

Nas próximas pesquisas, encomendadas pelos seus amigos da CNT e CNI - e pagas, sabe-se lá com que dinheiro - será possível perceber se Lulla quer mesmo esperar até 2014 ou se a máquina do estado - e a da votação - vai eleger Dilma.

domingo, março 30, 2008

UM PAISINHO DE MERDA II

UM PAISINHO DE MERDA II



































São Paulo, 19 de março de 1964.

"Esta manifestação popular é uma prova de que São Paulo e o Brasil querem ver sua bandeira eternamente livre. A liberdade é como a saúde: somente lhe damos valor depois que a perdemos. Queremos paz, tranquilidade. E, sobretudo, exigimos respeito à Constituição e às instituições democráticas"; dep. Ciro Albuquerque, presidente da Assembléia Legislativa paulista.




Nem pense em saudosismo, até porque, eu ainda jogava teco com a garotada do Bixiga em 31 de março de 64. Os tempos são outros. O que mudou daquele ano para os dias de hoje? Quase tudo. O governo João Goulart era um zero absoluto, mas os sindicalistas - sempre elles - estavam ao lado de um presidente fraco; como hoje.


João Goulart não afagava bandidos, não comprava pesquisas nem a imprensa com uma enxurrada de publicidade oficial, mas tinha um sonho que se tornaria o pesadêlo para o Brasil.


O pesadelo demorou mas instalou-se no país, ainda não definitivamente, mas estamos a caminho de vermos implantantada no Brasil a República dos Vigaristas.

Rio, 30 de março de 2008.



Enquanto a dengue atinge proporções catastróficas, matando pobres e ricos; enquanto o presidente desfila impunemente fazendo deslavadas campanhas em apoio aos membros da sua côrte; enquanto parlamentares nos roubam diariamente; enquanto o presidente se alia à escória Sulamericana; um bando de bestalhões faz passeata em apoio aos monges do Tibete e contra a China. A mesma China que o presidente reconheceu como economia de mercado, lesando por aqui centenas de empresas e desempregando milhares de brasileiros. Esses mesmos estúpidos, muito provavelmente, continuam comprando artigos Made In China, fabricados por semi-escravos.




Esse é o brasil da era Lulla,
O molusco afagando bandidos,
E o povo fazendo o papel de Mulla.

OS GRANDES LÍDERES NAS PESQUISAS






É óbvio que ainda não existiam institutos de Pesquisa no Império Romano. Se existissem, o Poncio Pilatos seria então o Armando Monteiro Neto da CNI ou o Clesio Andrade da CNT (e do mensalão do Azeredo). Sabiamente, o Pilatos escolheu o local adequado para mandar pau na sua pesquisa. Reuniu os cumpanheiros do sindicalista mais famoso da época e perguntou candidamente: Cristo ou Barrabás? O resultado dessa primeira pesquisa na história, todo mundo conhece, lembramo-nos dela toda sexta-feira santa.

A segunda grande pesquisa foi realizada pelo Adolfinho. A Germania (não é a cerveja), tava numa penuria de dar dó - parecida com as meia duzias de crises pelas quais a Pinoquilândia Tupiniquim passou, tempinhos atrás -. O Adolfinho que não era um gênio, mas era instruido por intelectuais safados, achou um culpado pela pindaíba em que viviam os chucrutes e, o resltado dessa pesquisa todo mundo conhece;menos uns dez milhões que não tiveram a oportunidade de ler os jornais de 1945.

A terceira grande pesquisa começou em 1958 e não terminou até agora. O Fidelzinho ganha pesquisas há 50 anos; e não precisa pagar I-bofes, data-falhas, non-sensus ou botox-populis. 


Existiram outras pesquisas com resultados surpreendentes em várias democraduras: na China - antes de serem grandes fabricantes de guarda-chuvas descartáveis-; na ex-URSS do filho da (sra.) Putin; na Coréia da Morte, digo do Norte e em uma dezena de países Africanos. 

Como se pode ver, as pesquisas são muito boas e tudo depende da metodologia aplicada. O Poncio Pilatos fez a sua pesquisa no diretório dos petralhas da época. O Adolfinho comprou uma porrada de jornalistas chucrutes. O Fidelzinho fazia - e ainda faz - suas pesquisas no local mais apropriado de Cuba: o Paredón. E assim caminha a unanimidade (ou seria assim caminha a humanidade?), com bolsas-familia e só maldade (ou seria em passos de formiga e sem vontade?). Sei lá... que me perdoe o Lulu Santos.

sábado, março 29, 2008

Alguém conhece alguma coisa séria nesse paisinho de Merda?

Alguém conhece alguma coisa séria nesse paisinho de Merda?
Está muito difícil - e bota difícil nisso - ser brasileiro na era do governo da gatunagem explícita. Fazendo um rápido balanço dos últimos trocentos anos, cheguei a conclusões assustadoras.
Em 1960, eu ainda era um bebê; portanto não me lembro de ter sido pesquisado pelo IBGE. Em 1970, ano da copa, já bem grandinho, não fui - nem a minha família - recenseado pelo nobre Instituto. Em 1980, já casado, também não recebi a grata visita do IBGE; em 1990, também não e, finalmente em 2000 necas de pitibiribas de IBGE* em casa.
E daí? Daí que eu nasci e morei no radiante e guloseimico bairro do Bixiga (região Central de São Paulo) até 1977; a partir de então resido na região do Butantã, distante uns 8 quilômetros da praça da Sé.
Se o FDP do IBGE nunca me achou, com tantos recenseadores quantos podemos pagar com os nossos impostos, eu vou acreditar que 50 pessoas entrevistam 2002 pessoas em cento e tantas cidades do Brasil e chegam à brilhante conclusão que Lulla é mais popular - e honesto - que Jesus Cristo?
Me engana que eu gosto. Eita paisinho de merda.
(*) Instituto Brasileiro da Gatunagem Explícita

quinta-feira, março 20, 2008

VOCÊ É BRANCO, HETERO E HONESTO? CUIDADO!

VOCÊ É BRANCO, HETERO E HONESTO? CUIDADO!
Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos "quilombolas", que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este "privilégio", porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para "ressarcir" àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

(Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo).















terça-feira, dezembro 18, 2007

UM SÉCULO DE HIPOCRISIA.

UM SÉCULO DE HIPOCRISIA.



Curtindo o simbolo do Capitalismo, já que ninguém é de ferro


por Rodrigo Constantino


"É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola..." (Roberto Campos)

O arquiteto Oscar Niemeyer completou um século de vida sob grande reverência da mídia. Ele foi tratado como "gênio" e um "orgulho nacional", respeitado no mundo todo. Não vem ao caso julgar suas obras em si, em primeiro lugar porque não sou arquiteto e não seria capaz de fazer uma análise técnica, e em segundo lugar porque isso é irrelevante para o que pretendo aqui tratar. Entendo perfeitamente que podemos separar as obras do seu autor, e julgá-los independentemente. Alguém pode detestar a pessoa em si, mas respeitar seu trabalho. O problema é que vejo justamente uma grande confusão no caso de Niemeyer e tantos outros "artistas e intelectuais". O que acaba sendo admirado, quando não idolatrado, é a própria pessoa. E, enquanto figura humana, não há nada admirável num sujeito que defendeu o comunismo a vida inteira.

Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. Seus inúmeros trabalhos realizados para governos, principalmente o de JK, lhe renderam uma bela fortuna. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem bem rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o regime comunista, a "igualdade" material entre todos. Não consta nas minhas informações que ele tenha doado sua fortuna para os pobres. Enquanto isso, o capitalista "egoísta" Bill Gates já doou vários bilhões à caridade. Além disso, a "igualdade" pregada por Niemeyer é aquela existente em Cuba, cuja ditadura cruel o arquiteto até hoje defende. Gostaria de entender como alguém que defende Fidel Castro, o maior genocida da América Latina, pode ser uma figura respeitável enquanto ser humano. São coisas completamente contraditórias e impossíveis de se conciliar. Mostre-me alguém que admira Fidel Castro e eu lhe garanto se tratar ou de um perfeito idiota ou de um grande safado. E vamos combinar que a ignorância é cada vez menos possível como desculpa para defender algo tão nefasto como o regime cubano, restando apenas a opção da falta de caráter mesmo. Ainda mais no caso de Niemeyer.

Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários. Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para 400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha. Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe. Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos. A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas: "No meu dicionário, ‘socialista’ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros".

Aquelas pessoas que realmente são admiráveis, como tantos empresários que criam riqueza através de inovações que beneficiam as massas, acabam vítima da inveja esquerdista. O sujeito que ficou rico porque montou um negócio, gerou empregos e criou valor para o mercado, reconhecido através de trocas voluntárias, é tachado de "egoísta", "insensível" ou mesmo "explorador" por aqueles mordidos pela mosca marxista. Mas quando o ricaço é algum hipócrita que prega aos quatro ventos as "maravilhas" do socialismo, vivendo no maior luxo que apenas o capitalismo pode propiciar, então ele é ovacionado por uma legião de perfeitos idiotas, de preferência se boa parte de sua fortuna for fruto de relações simbióticas com o governo. Em resumo, os esquerdistas costumam invejar aquele que deveria ser admirado, e admirar aquele que deveria ser execrado. É muita inversão de valores!

Recentemente, mais três cubanos fugiram da ilha-presídio de Fidel Castro. Eles eram artistas, como o cantor Chico Buarque, por exemplo. Aproveitaram a oportunidade e abandonaram o "paraíso" comunista, que faz até o Brasil parecer um lugar decente. Eu gostaria de aproveitar a ocasião para fazer uma proposta: trocar esses três "fugitivos" que buscam a liberdade por Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Verissimo, três adorados artistas brasileiros, defensores do modelo cubano. Claro que não seria uma troca compulsória, pois estas coisas autoritárias eu deixo com os comunistas, que abominam a liberdade individual. A proposta é uma sugestão, na verdade. Acho que esses três comunistas mostrariam ao mundo que colocam suas ações onde estão suas palavras, provando que realmente admiram Cuba. Verissimo recentemente chegou a escrever um artigo defendendo Zapata e Che Guevara. Não seria maravilhoso ele demonstrar a todos como de fato adora o resultado dos ideais dessas pitorescas figuras?

Enfim, Niemeyer completa cem anos de vida. Um centenário defendendo atrocidades, com incrível incapacidade de mudar as crenças diante dos fatos. O que alguém como Niemeyer tem para ser admirado, enquanto pessoa? Os "heróis" dos brasileiros me dão calafrios! Eu só lamento, nessas horas, não acreditar em inferno. Creio que nada seria mais justo para um Niemeyer quando batesse as botas do que ter de viver eternamente num lugar como Cuba, a visão perfeita de um inferno, muito mais que a de Dante. E claro, sem ser amigo do diabo, pois uma coisa é viver em Cuba fazendo parte da nomenklatura de Fidel, com direito a casas luxuosas e Mercedes na garagem, e outra completamente diferente é ser um pobre coitado qualquer lá. Acredito que esse seria um castigo merecido para este defensor de Cuba, que completa um século de hipocrisia sendo idolatrado pelos idiotas.



segunda-feira, dezembro 03, 2007

UMA NAÇÃO DE APERTADORES DE PARAFUSO






UMA NAÇÃO DE APERTADORES DE PARAFUSO

por Rececca Santoro
Está lá no Blog do Diego do dia 29/11 : "Metade das empresas quebram no Brasil em apenas 8 anos". Os dados revelados na coluna são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas, no Jornal Nacional, no Jornal da Band e em todos os outros que fazem parte da mídia de grande alcance (no caso do Brasil, rádio e TV) as "chamadas" diárias revelam um outro Brasil:

- Há crescimento de emprego (mesmo que seja o do de catador de lata),


- Há crescimento da produção industrial (mesmo que seja o do da indústria de bens primários),


- O IDH (índice de desenvolvimento humano) é o melhor de nossa História (mesmo que este índice só tenha sido criado depois dos governos militares, no caso do Brasil, e que quando, certamente, os índices seriam infinitamente superiores, pois o Brasil simplesmente saiu da posição de 46 economa mundial para a 8),


- A produção e a venda de automáveis cresceu e bate récordes (mesmo que a razão disso sejam os financiamentos em 3 anos com taxas de juros que fazem o sujeito pagar quatro vezes o valor real do veículo que comprou, mas que ele acaba optando por pagar assim mesmo porque os sistemas de transporte urbanos são péssimos - fora os riscos de assalto),


- As vendas de bens de consumo duráveis crescem (mas, pelos mesmos motivos que crescem as dos automóveis - prazo e crédito), assim como também crescem as vendas nos supermercados (mesmo que seja simplesmente porque até comida esteja sendo comprada com crédito....)


- E o Natal deste ano vai bater récorde no volume de vendas (mesmo que seja pelo fato de que a cada roupa produzida no Brasil que deixará de ser vendida - por causa do preço e da covardia das condições de concorrência - serão vendias 30 blusinhas "made in China" - ou equivalentes - por 1/3 do preço, mas que são fruto de mão-de-obra escrava (escravidão essa que chegará por aqui, mais cedo do que se pensa... justamente por questão de "sobrevivência me engana que eu gosto" do mercado).


Com um detalhe a esclarecer: o pessoal não compra blusa produzida por escravos porque queira "levar vantagem em tudo", não - é porque precisa se vestir - até mesmo para alimentar a indústria da moda, que de supérflua só tem o nome, pois emprega milhões de pessoas no mundo todo - e não tem outra opção. O mesmíssimo raciocínio pode ser usado para explicar a "febre" do consumo de DVDs pirata, que são vendidos a R$ 5,00 cada. Quem é que compra esses DVDs? A nova classe média da informalidade e a nova elite endinheirada do socialismo (ambas pelo mesmo motivo: a cultura da ignorância e da falta de educação) e, mais recentemente, pela velha classe média, em indisfarçável decadência financeira, para a qual, infelizmente, levar a família ao cinema passou a ser "programa de rico". Todos, porém, o fazem por uma simples e óbvia razão: "a gente não quer só dinheiro - a gente quer cultura, diversão e arte".


Voltando às empresas, como diz lá no Blog do Diego, "É dura a realidade para o empreendedor brasileiro: burocracia, carga tributária asfixiante e um governo que só entra para retirar dinheiro, oferecendo quase nada em troca. O resultado não poderia ser outro - mais da metade das empresas quebram no Brasil em apenas 8 anos".


De acordo com o IBGE, das 738 mil criadas no país em 1997, apenas 51,6% continuaram funcionando até 2005, sendo que mais da metade deste percentual veio a fechar as portas depois de 2002. Outro dado grave: os índices revelam que as empresas que mais resistiram foram as que tinham um mínimo de 100 pessoas empregadas - o que, para um país como o nosso, pode significar o mesmo que um negócio de médio porte para cima. Ou seja, o pequeno empresário, que é o maior empregador de mão-de-obra nacional e que também é responsável pela diversificação (e até pela criatividade) de nosso mercado, não está conseguindo prosperar no Brasil.

As conseqüências disso são evidentes: crescimento desproporcional do mercado informal - leia-se "se-virismo" -, aumento exacerbado do número de trabalhadores a espera de um emprego (o que concorre para desvalorizar os salários e para à marginalização cada vez maior dos indivíduos que possuam menos recursos de formação intelectual - é o caso, por exemplo, de homens que falam até duas ou três línguas estrangeiras e que acabam trabalhando como motoristas, ou o de pessoas com nível superior que acabam tomando as vagas oferecidas para gari nos Estados).


Todo esse ciclo de "bons ventos" da economia movida a crédito, com farta redistribuição "robinhoodiana" de terras e de renda (que não é renda, é salário) - DOS OUTROS, é claro - por parte do governo vai transformar o Brasil numa terra de três classes - os milionários da nomenklatura, a classe dos que trabalham (para morar, comer e consumir - tudo mal - e, é óbvio, pagar impostos) e a classe dos miseráveis (o exército dos despossuídos dispostos a tudo para não deixar de receber as esmolas de seus ídolos da nomenklatura). Vai transformar o Brasil na potência da indústria extrativista e de bens primários. Vai transformar os brasileiros num bando de "apertadores de parafuso", incapazes de agregar intelectualidade reflexiva às suas atividades produtivas - vai transformá-los num bando de papagaios obedientes ao governo, conduzidos pela mídia grande irmã.

segunda-feira, novembro 26, 2007

DEMOCRACIA DO DEMÔNIO DE GARANHUNS

DEMOCRACIA DO DEMÔNIO DE GARANHUNS


www.Tu.tv


Segundo o canal televisivo de notícias Globovisión os estudantes foram sequestrados pouco depois das 17:30 horas locais de sexta-feira, num centro comercial de Barquisimeto.

"Três estudantes da Universidade Fermin Toro estavam distribuindo informação contra a reforma constitucional, quando apareceu uma carrinha Blazer de cor preta, sem matrícula, com pessoas armadas que levaram dois deles", disse a Globovisión.

Segundo o canal os dois estudantes foram libertados durante a noite da última sexta-feira depois "de golpeados fortemente no rosto e com queimaduras de cigarros nos braços".

A Globovisión transmitiu imagens dos jovens depois de torturados e precisou que as queimaduras de cigarros foram feitas durante um interrogatório sobre as intenções do movimento de jovens universitários que nas últimas semanas tem promovido acções de rua contra a reforma constitucional.

A polícia venezuelana reprimiu, nas últimas semanas e nalgumas ocasiões violentamente, marchas de estudantes nas cidades de Caracas, Barquisimeto, Arágua, Táchira, Mérida e Valência.

A 2 de Dezembro os venezuelanos vão às urnas para decidir sobre a reforma aprovada pela Assembleia Nacional, que prevê alterar 69 artigos da Carta Magna, 33 deles sugeridos pelo presidente Hugo Chávez.

A reforma inclui mudanças polémicas, como a reeleição presidencial indefinida, o alargamento de seis para sete anos do mandato do chefe de Estado, o fim da autonomia do Banco Central e a introdução de novos conceitos de propriedade pública, social (comunal ou estatal), colectiva e privada.

Contempla ainda uma nova geometria do poder baseada em distritos, municípios e territórios federais e a criação de distritos insulares em que a unidade política primária assenta em cidades formadas por comunas ou células geo-humanas.

Prevê igualmente a atribuição ao Presidente da República de poderes para decretar regiões especiais militares com fins estratégicos de defesa em qualquer parte do território e a transformação das Forças Armadas Nacionais num organismo "essencialmente patriótico, popular e anti-imperialista".

Contempla ainda limitações às garantias processuais e à liberdade de imprensa se for decretado o estado de sítio