terça-feira, julho 10, 2012

O HOLOCAUSTO DE JUDEUS E O HOLOCAUSTO DE BEBÊS.



O HOLOCAUSTO DE JUDEUS E O HOLOCAUSTO DE BEBÊS.

Julio Severo



Exclusivo: Matt Barber defende comparação entre Auschwitz e clíninas de planejamento familiar

Recentemente, terminei de ler “Bonhoeffer”, escrito por Eric Metaxas. O livro, uma biografia de aproximadamente 600 páginas do influente pastor e teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, simplesmente mudou minha vida. No livro, Metaxas ilustra de forma brilhante como Bonhoeffer viveu e morreu conforme a admoestação de Cristo: “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:20).

Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano alemão famoso
por participar de conspiração para matar o ditador Adolf Hitler

Embora Bonhoeffer tivesse escrito vários livros amplamente lidos sobre teologia e apologética cristã, ele é lembrado principalmente por seu papel chave numa das várias conspirações alemãs para assassinar Adolf Hitler e derrubar o governo nazista. Por tal motivo, ele foi capturado e enforcado apenas semanas antes do final da 2ª Guerra Mundial.
Alemanha nazista era a própria
essência da cultura da morte

Parece natural neste ponto viajar no território da resenha deste livro, que todos deveriam ler. Contudo, resistirei a essa tentação. Embora “Bonhoeffer” nos leve a pensar em vários temas teológicos, filosóficos e políticos, em mim o efeito foi me levar a ver a semelhança entre Alemanha de ontem e os EUA de hoje.
Quando li sobre os esforços de Bonhoeffer para frustrar a matança genocida de milhões de judeus, deficientes e outros “inimigos do Estado”, não pude evitar reconhecer os paralelos entre o vasto holocausto executado na Alemanha nazista apenas décadas atrás e o holocausto nos dias de hoje que está ocorrendo nos Estados Unidos.
Enquanto que os nazistas eram responsáveis pelo assassinato indiscriminado de mais de 6 milhões de judeus, os americanos de hoje que apoiam a prática do homicídio pelo aborto são igualmente cúmplices da matança sistemática de 55 milhões — e contando — de seres humanos igualmente preciosos depois de Roe versus Wade [decisão do Supremo Tribunal dos EUA que legalizou o aborto em 1973, permitindo hoje nos EUA o aborto durante todos os nove meses de gravidez — desde o momento da concepção até o dia do parto]. Os paralelos são inegáveis e a ciência é inequívoca. Assassinato é assassinato, seja qual for a fase de desenvolvimento da vítima humana.
Mais de 50 milhões de bebês em gestação já foram
abortados pela insana lei em vigor nos EUA

As semelhanças fortes entre os dois holocaustos não se perderam nem em Dietrich Bonhoeffer nem Eric Metaxas. “A destruição do embrião no útero da mãe viola o direito de viver que Deus concedeu à vida que está se iniciando”, escreveu Bonhoeffer em “Ética”, seu último livro.

“Fazer a pergunta se estamos aqui já preocupados com um ser humano ou não é meramente confundir a questão. O fato simples é que Deus certamente teve a intenção de criar um ser humano e que este ser humano iniciante foi deliberadamente privado de sua vida. E isso nada mais é do que assassinato”, concluiu ele.
Aliás, o Salmo 139:13 KJA diz: “Tu formaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe”.

Assim, vem-me à mente que aqueles que se chamam “pró-vida” e colocam sua fé em prática na defesa dos seres humanos inocentes — tal qual fez Dietrich Bonhoeffer — honram a memória desse mártir cristão e o Deus que ele servia. Eles apanharam o manto. Eles estão prosseguindo o nobre trabalho que ele fazia.

Em contraste, se os ativistas pró-vida são Dietrich Bonhoeffers modernos, então o que são os que apoiam o aborto? Nos anos que precederam a 2ª Guerra Mundial e até mesmo durante a guerra, muitos alemães — que, em outros aspectos, eram pessoas geralmente boas — sucumbiram à propaganda nazista e aceitaram a horrenda perseguição aos judeus que se intensificou de uma lenta ebulição até se tornar uma torrente de chuva em brasa ao redor deles. Aliás, eles apoiavam exatamente o mesmo tipo de lixo semântico, eufemístico desumanizador adotado por aqueles que hoje se chamam “pró-aborto” e dizem que são simplesmente a favor do direito das mulheres “escolherem”.

É simplesmente assombrosa a capacidade humana de desculpar o genocídio.

Em 2 de fevereiro de 2012, Eric Metaxas fez a palestra principal no National Prayer Breakfast, evento nacional de oração realizado todos os anos em Washington, D.C. Ele foi claramente inspirado e influenciado pelo assunto de sua recente biografia.

Na mesma plataforma, a poucos passos, estava Barack Obama, o presidente mais radicalmente pró-aborto da história dos EUA. Numa exibição espetacular de determinação e coragem, Metaxas caminhou até o president e lhe entregou um exemplar de “Bonhoeffer”. Ele então deu um dos discursos mais fortes e estimulantes que já ouvi.

Embora o presidente Obama estivesse se contorcendo nervosamente em sua cadeira, Metaxas falou sobre seu livro e sobre o holocausto do aborto com clareza incisiva, dizendo, em parte: “Somos capazes das mesmas coisas horríveis… Sem Deus, não podemos ver que eles (os bebês em gestação) são também pessoas. Portanto, nós que sabemos que os bebês em gestação são seres humanos temos ordens de Deus de amar aqueles que não veem isso. Precisamos saber que sem Deus estaríamos do outro lado dessa linha divisória, lutando pelo que acreditamos ser certo. Não podemos demonizar nossos inimigos. Hoje, se você crê que o aborto é errado, você precisa tratar aqueles que estão do outro lado com o amor de Jesus”.
Aliás, a Bíblia nos admoesta a orar por nossos inimigos — amar aqueles que praticam o mal.
Contudo, temos também ordens de falar a verdade. Somos instruídos a odiar aquilo que é mau e lutar — na verdade, lutar até a morte se necessário — por aquilo que é bom.
Sem dúvida, serei acusado de demonizar os apoiadores do aborto ao igualar o genocídio do aborto ao Holocausto nazista. Serei acusado de violar a “lei de Godwin” que sustenta que: “Se uma discussão na Internet se prolonga por algum tempo, a chance de aparecerem comparações envolvendo Hitler ou nazistas se aproxima de 100%.”.
Tudo bem.

Entretanto, minha comparação não tem a intenção de ser um ataque contra pessoas. Aliás, não é um ataque. É simplesmente o que é. Identificar a inegável combinação entre o holocausto nazista e o holocausto do aborto nos EUA respectivamente para fazer uso da melhor analogia disponível. Não consigo pensar numa comparação mais apropriada. Se o calçado serve, como se diz, use-o.
De fato, o holocausto que os EUA estão cometendo não é menos real — não é menos maligno do que o holocausto que foi cometido pelo governo nazista. Simplesmente trocamos as câmaras de gás pelas clínicas de aborto — de Auschwitz para a Federação de Planejamento Familiar.

Eu amo os Estados Unidos. É o maior país da terra. Apesar disso, enquanto os EUA continuarem permitindo essa matança contínua dos seres humanos mais inocentes entre nós, os EUA não são melhores do que a Alemanha nazista. O aborto legal será visto pelos nossos descendentes como a maior praga na herança dos EUA.

Viver com o aborto legal nos EUA é viver debaixo de vergonha. Viver debaixo da liderança de Obama e outros políticos americanos pró-aborto é viver sob o Terceiro Reich.

Comentário de Julio Severo: Este artigo levou-me a uma importante pergunta. Sei, como seguidor de Jesus Cristo, que temos de amar nossos inimigos. Mas, ao usar o exemplo de Bonhoeffer, Barber entrou num território complexo. Bonhoeffer também cria que ele devia amar seus inimigos. E ele os amava. Mas, ao mesmo tempo, ele lutou ativamente para derrubar Hitler e ele ajudou ativamente o movimento para matar Hitler. Se os EUA e seu horrendo holocausto do aborto são tão malignos quanto a Alemanha nazista era, conforme indicou Barber, os cristãos americanos deveriam fazer menos do que Bonhoeffer e seus corajosos companheiros fizeram?

segunda-feira, julho 09, 2012

COMUNISTAS SÃO ASSIM MESMO




Nem causa mais espanto a forma como os "fiéis" do comunismo defendem algo que nem Marx ousaria afirmar se, infelizmente, vivo estivesse. Em dois artigos - mas existem outros tantos - de Percival Puggina, pode-se perceber por que caminhos enveredam os fãs do atraso. O primeiro artigo, "Um leitor cristão comunista" poderia passar em branco se não houvessem tantos padres e pastores adeptos do retrocesso.

Para se ter uma ideia, em 2008 foi criado em Curitiba o comitê evangélico do PCdoB!. Talvez desconhecessem o que um pastor - e mártir - Martin Luther King dizia sobre o comunismo:
-"...o comunismo existe por que o cristianismo não está sendo suficientemente cristão..".
Talvez muitos nem se lembrem mais de Winston Churchill e de sua afirmação:
- "... o socialismo é o evangelho da inveja, o credo da ignorância, e a filosofia do fracasso...".
Muito provávelmente não se disseminou na mídia, nem antes nem agora que três mil dos quatro mil pastores luteranos eram informantes da polícia secreta comunista na antiga Alemanha Oriental,diz Gerhard Bieser, um historiador luterano, portanto absolutamente isento.

Do lado do catolicismo despontam sempre aqui e alí alguns padrecos, alguns até reconhecidos internacionalmente. Nelson Rodrigues definia bem esses padrecos em tempos idos:

-"D. Helder (Câmara) só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina.


Mas não foi apenas Nelson Rodrigues que nos alertava sobre essa desagradável presença na Igreja. Em vários sites católicos existem listas dos padres, freiras, teólogos e até coroinhas (Zé Dirceu foi coroinha e roubava hóstias) comunistas. Alguns já são figurinhas carimbadas, outros nem tanto, mas vamos lembrar deles e nunca esquecendo um verdadeiro padre pop star Fabio de Melo.

Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional. 
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo

Mas, no mesmo comuno embrulho é possível incluir-se outros expoentes em todas as religiões:



Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP (sem nos esquecer que professores de Universidades Publicas - nem todos - formam uma verdadeira religião: a da lavagem cerebral divina)
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo (O Mao Tse Tung bem se parece um Buda, mas...)
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.(É bom lembrar que exceto os movimentos populares de alcoólatras, os outros todos são pró comunistas)
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação..
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)

Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins. Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Pastor Batista, Doutor em ética social...
A lista é enorme e sugiro que tenham paciência e procurem mais no Google, já que eu me cansei e, confesso, nenhum dos nomes até agora me surpreeendeu.

Voltando ao Percival o outro artigo nos mostra - mais uma vez os fiéis defensores do retrocesso - a defesa de mais um ícone do comunismo tupiniquim, Oscar Niemeyer, fiel defensor de Cuba e dos regimes totalitários mas que, jamais abriu mão dos seus ganhos exorbitantes ao "obrar" suas arquitetônicas formas em países comunoatrasados. No artigo "Um comunista absolutamente exemplar" se tem a exata e distorcida dimensão de por onde andam os cérebros lavados em solo brasileiro. Então, vamos aos artigos:


UM LEITOR "CRISTÃO COMUNISTA".
por Percival Puggina



Pois eis que um leitor, desses que vai mensagem, vem mensagem, lá pelas tantas se declarou "defensor do comunismo cristão e da felicidade nele contida, apoiado na regra dos primeiros apóstolos". Ou seja, respaldado em quanto está dito no texto abaixo.

" A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um." (Atos dos Apóstolos 4, 32-35)


Eu queria ter um real por vez que essa citação me foi feita por seguidores da tal teologia da libertação. De início, coisa de 40 anos já passados, essa interpretação era dita "leitura do Evangelho com chave marxista". Aos poucos, foi ganhando status de reflexão teológica. E acabou em inevitáveis apostasias e heresias. Mas isso é outra história. O que importa é entendermos a que se refere o texto em questão.

Perceber que estamos diante do relato de uma experiência não exige grande capacidade de análise. Basta saber ler. Trata-se, ademais, de uma experiência singular, que não se reproduziu em qualquer outra das comunidades de fiéis daquele período inicial do cristianismo. O episódio, uma vez mencionado, não retorna à pauta, permitindo presumir que terminou com o fim do estoque. Os estudiosos mais interessados na verdade do que na utilização das Escrituras para fins ideológicos e políticos entendem que aquele grupo inicial de cristãos estava convencido de que a volta de Jesus para o Juízo e para o fim dos tempos era coisa imediata. Provisões para o futuro não teriam, pois, serventia alguma.

O apóstolo Paulo nos socorre na compreensão daqueles primeiros momentos quando menciona que as "comunidades da Macedônia e da Acaia houveram por bem fazer uma coleta para os irmãos de Jerusalém que se acham em pobreza" (Rom 15,26). Referências a essas dificuldades se repetem aos Coríntios (2 Cor 9,7). Também a sentença do apóstolo - "Quem não trabalha que não coma" (2 Tes 3,10) - se relaciona com o fato e mostra que aquele "comunismo" favorecia ao ócio. Ou seja, as coisas já não iam muito bem por lá. Passara a haver necessidades e necessitados, ociosos e oportunistas.


Foi o que expus ao meu leitor fã do "comunismo cristão primitivo" sobre a perspectiva histórica. Na perspectiva doutrinária, acrescentei ser preciso muita imaginação para supor que, ante as circunstâncias daquele momento, a pequena comunidade dos cristãos de Jerusalém estivesse empenhada em propor à humanidade e aos milênios seguintes uma ordem econômica e social. Deduzi-lo do relato acima é pura sandice ideológica, com severos riscos de incorrer em farisaísmo se não for aplicado à vida concreta de quem o propõe aos demais. Em outras palavras, como aconselhei ao leitor: muito mais útil a ele aplicar pessoalmente o modelo de repartição que sugeria do que pôr-se a oferecê-lo aos povos e nações. Bastava-lhe reunir outros que pensassem assim, juntarem os respectivos trecos e partilharem tudo. Dado que discursos propondo comunismo ao mundo não faltam em parte alguma, não lhe seria difícil reunir parceiros para viverem segundo sua regra. Que ele e os que pensam como ele começassem dando o exemplo e partilhando o que lhes pertencia. Continuo esperando resposta.

UM COMUNISTA ABSOLUTAMENTE EXEMPLAR

Percival Puggina

16/05/2010

Meus leitores habituais talvez recordem do artigo que escrevi recentemente com o título "Os culpados pela pobreza" (1). Nesse texto, entre as causas da constrangedora miséria persistente no país, incluí os luxos e requintes de certos palácios construídos para acolher os altos escalões dos poderes da república. E citei como exemplo o prédio do TSE em Brasília, "uma obra de R$ 328 milhões na qual o escritório do comunista Oscar Niemayer abocanhou R$ 5 milhões, graças ao monopólio de projetos que estabeleceu sobre a Capital". Esse relato suscitou reação indignada de um leitor que se confessou comunista e me interpelou sobre a fonte de tão destrambelhada e escandalosa informação. Esclareceu-me que Niemayer era um comunista convicto, que vivia com simplicidade e destinava seus bens aos necessitados. E me adiantou que havia tentado, sem êxito, falar com o mestre (com quem sugeria manter relações de camaradagem) para adverti-lo sobre minhas aleivosias. Niemayer não o atendera, disse-me, por estar hospitalizado.

Em resposta, indiquei-lhe algumas palavras que, digitadas no Google, lhe forneceriam, em abundância, a confirmação do que eu escrevera. Horas depois o velho comunista retornou em outro tom. Se Niemayer havia cobrado aquele robusto valor era porque o projeto valia isso mesmo, tanto assim que a proposta fora aceita pelo governo. Pronto! De uma hora para outra, perante o mesmo fato, a indignação desapareceu dando lugar a uma justificativa. Sem se dar por vencido, contudo, fez emergir nova suspeita sobre meu texto: de onde tirara eu que o velho arquiteto exercia um monopólio sobre os projetos públicos na capital da república? Que irresponsabilidade minha! Com toda a paciência, ensinei-o a encontrar ainda mais abundante informação sobre o assunto.

Quando eu estava dando o papo por encerrado, o sujeito volta à cena, numa repetição da farsa anterior, transmudando a indignação em explicação: Oscar Niemayer era o maior arquiteto do país e tinha todo o direito de projetar em Brasília quantos prédios quisesse. E, mais uma vez, fingiu-se de vitorioso, "denunciando" que um dos relatos sobre esse monopólio estava em coluna do jornalista Cláudio Humberto ("jornalista do presidente Collor, Dr. Puggina, que horror"!). E com esse achado na gaveta dos argumentos ele pretendeu desqualificar dezenas de informações sobre o mesmo assunto. Camarada é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito.

Achei-me, então, no direito e na obrigação de desmascarar toda aquela retórica de botequim da Lapa. Mostrei-lhe o quanto sua ética estava submetida ao partido, à ideologia e à propaganda. Disse-lhe que os comunistas nunca agiram de outro modo. Afirmei-lhe que, com essa ética, haviam matado 100 milhões de pessoas no século passado sem que uma sequer lhes pesasse na consciência porque, afinal, tudo se tornava justo e santo no sagrado interesse do partido e da ideologia. E lhe pedi, dado que ele me alinhava entre seus desafetos, que, tendo oportunidade, me poupasse a vida.

Por que relato este diálogo travado por e-mail? Porque eu o considero absolutamente característico da moralidade dos militantes comunistas, que muitos insistem em afirmar que, ou não existem, ou, se existem, são diferentes disso aí.


* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

domingo, julho 08, 2012

O pênis do papai fica duro também?.







"Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro".




Livro sobre sexualidade gera polêmica.


"A matéria abaixo é do Diário de Pernambuco, portanto,  o teor um tanto indignado contra os pais, reflete a opinião do jornalista que deve achar absolutamente normal que alguém, sem a concordância explícita dos pais, inicie crianças de 7 a 10 anos em Educação Sexual"

Na terra em que refrões como "toma pirraia" e "chupa que é de uva" fazem sucesso, falar sobre sexo, quem diria, ainda é um tabu. Prova disso é a polêmica causada pela adoção do livro paradidático "Mamãe, como eu nasci?" neste ano pela rede municipal do Recife. A obra, escrita há 18 anos pelo educador Marcos Ribeiro, foi motivo de protesto de pais e responsávels por alunos de escolas da Zona Norte do Recife.Eles se queixaram das ilustrações do livro, voltado para crianças de 7 a 10 anos de idade. As páginas, que entre outras coisas mostram um menino e uma menina se masturbando, deixaram até professoras de cabelo em pé.O paradidático faz parte do kit escolar dos estudantes do 4º e do 5º ano da rede, com idades entre 8 e 10 anos. O material foi distribuído na semana passada a 25 mil alunos de 208 escolas municipais. A Prefeitura do Recife marcou uma reunião na próxima semana para definir como a obra será trabalhada a partir de agora.

Ontem pela manhã, algumas mães de alunos da Escola Municipal de Santo Amaro, localizada na Avenida Norte, foram reclamar da publicação à diretoria da unidade. Elas se queixaram do assunto, cuja abordagem seria inapropriada a crianças com menos de doze anos. A vendedora Aline Maciel da Silva, de 20 anos, faz parte desse grupo. Ela é irmã de uma aluna de 9 anos que recebeu o material da escola. "Eu achei um absurdo uma menina da idade dela receber um livro com desenhos mostrando uma garota se masturbando. Isso estimula as crianças", afirmou. O livro da menina, inclusive, está guardado em local onde o pai não possa encontrá-lo. Segundo Aline, o pai é muito tradicional e faria um "barraco" na escola caso soubesse do conteúdo do paradidático destinado à caçula da família.

Na Escola Municipal Herbert de Souza, no bairro de Santo Amaro, quatro mães tiveram atitude semelhante. Elas foram até a escola saber o motivo da adoção de "um livro desses". Até as crianças reagiram ao livrinho que aborda temas como relação sexual, prazer, fecundação, gravidez, desenvolvimento do bebê e parto."Oba, a gente vai ter aula de safadeza", teria dito um menino de oito anos, segundo a diretora da unidade. Através de nota à imprensa, a Secretaria de Educação do Recife informou que decidiu adotar o "Mamãe, como eu nasci?" por perceber que faltava uma ação educativa para as crianças do 4º e 5º ano, já que nessa idade a criança começa a receber informações distorcidas e incompletas sobre sexualidade. E o estímulo vem da TV, internet e músicas.

O informativo ressalta que "o livro é aprovado pelos ministérios da Educação e da Saúde e que o conteúdo didáticofoi elogiado pelo educador Paulo Freire,que escreve na contracapa da atual edição". A obra polêmica será debatida na próxima semana, durante os cursos de formação continuada de coordenadores pedagógicos e diretores. Além disso, a Secretaria prometeu encaminhar folhetos explicativos sobre a importância da educação sexual aos responsáveis pelos alunos.

Falha - Para o psicólogo infantil e professor da Universidade Católica de Pernambuco Carlos Brito, o problema não está na ilustração do livro. Mas na forma como ele foi apresentado a pais e crianças da rede municipal. "Uso este livro há 15 anos com meus clientes, sem reclamações dos pais. A falha da Secretaria de Educação, no entanto, é não ter discutido a publicação com os pais. Este não é um livro como Branca de Neve, que é dado à criança e pronto. Ele exige reflexão e um trabalho de orientação mais amplo. É uma pena que haja essa resistência de alguns pais, já que essa obra é muito séria e adequada a pré-adolescentes", opinou.

Alguns trechos do livro dirigido a crianças de 7 a 10 anos!!:

página 15

Olha, ele fica duro!

Certo! Isso acontece de vez em quando.

O pênis do papai fica duro também?

Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro.

página 16

Aí os espermatozóides se misturam com um líquido que se chama sêmen. Esse líquido, que é grosso e pegajoso, sai da ponta do pênis do homem. É uma sensação muito boa.

páginas 18 e 19

Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor.

Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso.

página 22

Agora que você já sabe o que é o pênis e a vulva, vale dizer mais uma coisa.

Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso.

As pessoas grandes dizem que isso vicia ou "tira a mão daí que isso é feio". Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema. Você só tem que tomar cuidado para não sujar ou machucar, porque é um lugar muito sensível.

Mas não esqueça: essa brincadeira, que dá uma cosquinha muito boa, não é para ser feita em qualquer lugar. É bom que você esteja num canto, sem ninguém por perto.

página 26

Já nesse momento o pênis está duro (ereto), bem maior do que é normalmente. E a vulva também fica um pouco molhadinha.

Eles ficam bem juntinhos, bem abraçados, e, então, o homem coloca o pênis dentro da vagina da mulher. A mulher gosta muito e o homem também. O homem movimenta o pênis para dentro e para fora da vagina várias vezes com a ajuda da mulher.

Fonte: Escolasempartido.org/Reportagem do Diário de Pernambuco.

sábado, julho 07, 2012

Centro de memória da cultura judaica em São Paulo.




Até o fim deste ano, São Paulo ganhará um centro de memória dedicado à cultura judaica. O espaço funcionará na mais antiga sinagoga paulista, a Kehilat Israel, que fica na Rua da Graça, coração do Bom Retiro, região central da cidade. Inaugurada em 1912, a sinagoga passa por reforma e deve ser reaberta até dezembro, para comemorar o centenário do templo já com o Memorial da Imigração Judaica em funcionamento.

"Vamos detalhar como foram as seis grandes ondas migratórias de judeus ao Brasil e também contar a história do bairro do Bom Retiro, onde a colônia primeiro se instalou na cidade", explica Daniel Anker, integrante do Conselho Curador do Memorial.

O acervo está sendo montado graças a doações da comunidade judaica. Entre as preciosidades já conseguidas, há amuletos judaicos, antigos manuscritos, uma lamparina alemã de Shabat do fim do século 19 e um livro de poemas sobre a Inquisição, editado em Nápoles em 1630.

"Também estará em exposição a primeira 'responsa' rabínica do Brasil, datada de 1637", conta Anker. Trata-se de uma história um tanto prosaica. Os primeiros judeus a viverem no Brasil, no Recife, ficaram em dúvida se deviam fazer as orações que pediam por chuva, porque tinham receio de que isso pudesse prejudicar suas lavouras. Eles então escreveram a um sábio rabino, Chayim Shabetai de Salônica, na Grécia, para saber a opinião dele. A resposta do rabino os isentou da obrigação da reza.

Campanha

O memorial está sendo implementado - e será gerido - pela instituição beneficente israelita Ten Yad. A organização tem feito uma campanha entre integrantes da comunidade judaica para enriquecer o acervo. "Queremos angariar relíquias com as famílias", explica Anker. "Estamos interessados em documentos antigos, passaportes, ketubot (contratos matrimoniais judaicos), chanukiot (candelabros judaicos), fotos e objetos de culto judaico."

Interessados em ceder peças ao Memorial da Imigração Judaica podem entrar em contato pelo telefone (11) 3811-1314 ou pelo e-mail meimju@gmail.com.

Até agora, já foram arrecadados mais de 200 itens documentais e 30 objetos. "Essa história ia se perder com o passar do tempo. Por isso a importância desse memorial", diz o conselheiro do memorial.

"A exposição desse material é uma homenagem aos pioneiros dessa história e a todos que lhe deram continuidade. É também um tributo ao Brasil que tão bem recebe todos os imigrantes", afirma Anker. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Agência Estado.

quinta-feira, julho 05, 2012

Dois Estados para dois povos.




por Shimon Peres (Presidente de Israel)

O Oriente Médio está enfermo. A doença deriva da violência onipresente, da escassez de alimentos, água e oportunidades educacionais, da discriminação a mulheres e – a causa mais virulenta de todas – da ausência de liberdade. Não pode haver paz sem liberdade. O crescimento econômico é impossível sem a integração na economia global livre. Tragicamente, essa lógica simples nos escapa no Oriente Médio.

A geração jovem, que constitui a maioria da população da região, insiste em direitos iguais, em acesso à educação e aos empregos criados pela ciência e tecnologia. São essas, e não os exércitos ou a terra, as novas fontes do poder nacional. E nenhuma pode ser alcançada sem liberdade.

O desejo de liberdade está no coração da história humana. O momento definidor para meu próprio povo ocorreu há 3 mil anos com nosso êxodo da escravidão e jornada para a liberdade em nossa terra natal. Da mesma maneira, os Peregrinos que viajaram no Mayflower buscavam a liberdade em sua nova terra prometida. Essa busca comum por liberdade constitui a pedra angular da amizade profunda que une Israel e os EUA.

Mesmo assim, o anseio de liberdade está longe de ser satisfeito. Ele persevera em muitas partes do mundo, e em nenhum outro lugar mais corajosamente que no Oriente Médio. Meu coração se volta aos bravos cidadãos da Síria que a cada dia se arriscam e até sacrificam suas vidas para alcançar a liberdade de um regime assassino. Nós em Israel saudamos a luta histórica para forjar governos democráticos e amantes da paz em nossa região.

Mas nenhuma luta por liberdade no Oriente Médio pode ser bem-sucedida sem aliviar a pobreza que drena a vontade das pessoas. Para conseguir isso, será preciso realizar transformações fundamentais na sociedade, dando prioridade à educação e acabando com a discriminação contra as mulheres. Não existe liberdade onde ela é negada a metade da população.

Em Israel, uma terra carente de recursos naturais, aprendemos a valorizar nossa maior vantagem nacional: nossas mentes. Com criatividade e inovação, transformamos desertos áridos em campos florescentes e desbravamos novas fronteiras em ciência e tecnologia. Estamos ansiosos para compartilhar nossa experiência com nossos vizinhos na medida em que eles usem seu vasto potencial humano. Contudo, nosso potencial não pode ser plenamente alcançado sem a paz.

A paz não é uma mera necessidade nacional, é um imperativo moral. Isso é especialmente verdadeiro hoje quando as forças da liberdade e os perpetradores do extremismo se enfrentam. Alcançar a paz entre Israel e palestinos, por exemplo, fortaleceria os que buscam a liberdade e enfraqueceria os opressores que exploram o conflito para seus próprios fins. Me reuni muitas vezes com o presidente Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina, e sei que a paz é possível. Os contornos do acordo estão claros para nós: dois Estados para dois povos lado a lado em mútuo reconhecimento, segurança e paz.

Os inimigos da liberdade no Oriente Médio são também os inimigos da paz. O regime iraniano reprime seu próprio povo e outros na região. Ele impede a paz ao patrocinar o terror em escala global. Com a arma suprema que está insidiosamente desenvolvendo, o regime pretende ganhar hegemonia sobre todo o Oriente Médio e manter refém a economia mundial.

Os israelenses não podem ignorar a negação do Holocausto pelos líderes iranianos e seus repetidos apelos pela nossa destruição. Ao mesmo tempo, acreditamos que o esforço internacional liderado pelo presidente Obama, um amigo da paz e um amigo de Israel, ainda pode mudar o curso destrutivo do Irã. Acreditamos que, como Obama declarou, todas as opções devem permanecer na mesa.

Eu sou um otimista, mas não sou ingênuo. Meus muitos anos no serviço público me ensinaram a dificuldade de conciliar ideias com realidades políticas. Mas também compreendo a necessidade de se guiar por uma bússola moral. Uma nação que luta por liberdade ao final triunfa.

Na semana passada, na Casa Branca, recebi, em nome do povo de Israel, a Medalha Presidencial da Liberdade. Essa honraria é um testemunho do compromisso de Israel com a paz e a liberdade. Esta semana, em Jerusalém, estou recebendo uma conferência anual em que pensadores globais analisarão como assegurar os frutos da liberdade e da paz para gerações futuras em todo o mundo.

O Oriente Médio está enfermo. Mas nós podemos idealizar e criar uma região robusta e próspera eliminando a escassez, gerando oportunidades e assegurando a igualdade para todos. O caminho para a recuperação começa – e termina – na liberdade.

quarta-feira, julho 04, 2012




(Título Original: Filha de sobrevivente de Auschwitz compara OMS a Hitler com a publicação de manual do aborto)

por Katie Craine

HUNTINGTON, Nova Iorque, EUA, 26 de junho de 2012 (LifeSiteNews.com) — Uma parente próxima de algumas das milhões de vítimas do Holocausto Nazista escreveu uma carta aberta (leia aqui) à Organização Mundial de Saúde (OMS), com sérias críticas à organização por promover a matança de bebês em gestação em um recente manual de aborto.


Uma nova edição do guia, “Aborto Seguro: orientação técnica e política para sistemas de saúde”, foi publicado (leia aqui) este mês. O manual detalha as maneiras mais eficazes de matar bebês em gestação em vários estágios do seu desenvolvimento.

A respeito da OMS, Peggy Lennon Clores, moradora de Huntington, no estado de Nova Iorque, escreve que não há dúvida de que uma criança em gestação é humana, e afirma: “assim como Hitler, vocês escondem a evidência do mundo e dos seus corações”.

Os avós de Clores foram mortos em Auschwitz, enquanto a mãe sobreviveu notoriamente ao campo de concentração graças ao seu talento musical: ela foi recrutada pelos nazistas para tocar em uma orquestra no campo.

Ela também criticou a OMS por continuar recomendando o aborto, apesar de as evidências demonstrarem os efeitos físicos e psicológicos do aborto nas mulheres.
“As mulheres merecem mais”, escreve, dizendo, “Uma organização de ‘saúde’ não pode justificar crimes contra a humanidade”.

“Isso é mais do que escandaloso, e esse extermínio da vida humana superou os crimes de Hitler contra a humanidade em proporções incompreensíveis. São 1,5 milhões de vidas tiradas anualmente apenas nos Estados Unidos desde 1973”.

O manual de aborto da OMS inclui estimativas sobre o aborto inseguro pelo mundo, as últimas recomendações clínicas para realizar abortos, recomendações para “ampliar” os serviços, e conselhos sobre formulação de políticas e legislação.

Clores pede à OMS que “acabe com essa loucura”.
“Em defesa de todas as mulheres e em memória dos meus avós exterminados no campo de concentração de Auschwitz, insisto que vocês cumpram a sua responsabilidade com a humanidade e com o nome de sua organização. Peço que confrontem corações e mentes com essas atrocidades e acabem com o embotamento e a racionalização das suas consciências”.
“Peço que confrontem a realidade do seu conselho de ‘saúde’”, conclui.

Fonte: Julio Severo

terça-feira, julho 03, 2012

O antisemitismo Islâmico e a Mídia.



por Deborah Srour



Agora já sabemos: a Irmandade Muçulmana é senhora do Egito. A grande questão é como o novo presidente Mohamed Morsi poderá resolver o paradoxo que o acordo de paz com Israel representa para a ideologia deste grupo islâmico radical.

Uma das promessas de campanha que o elegeu foi de cancelar ou no mínimo, re-examinar o tratado de paz com Israel. A Irmandade Muçulmana tem como objetivo maior a restauração do Califado Islamico que eles chamam de Estados Unidos dos Árabes com capital em Jerusalem. Em seus discursos Morsi nunca deixou de repetir o mantra do grupo: “o Korão é a Constituição, o Jihad é o caminho e a morte por Allah sua maior aspiração”. No entanto, em inglês, a estória é outra. Em Dezembro de 2011, ele afirmou ao senador americano John Kerry que o Egito tinha a obrigação de honrar os acordos assinados.

Então o que fica: a revisão ou o cumprimento do tratado de paz com Israel? Numa entrevista há um mês atrás, ele explicou a discrepância: Para que o Egito continue a respeitar o acordo, Israel por seu lado, teria que respeitar “todos” seus acordos. Para Israel há 2 acordos: o de paz com o Egito e o acordo com os palestinos. Como para Morsi Israel não tem mantido suas obrigações para com os palestinos, então o Egito não precisaria manter o seu acordo de paz com Israel.

Mas isto é uma besteira. O próprio tratado de paz estabelece no seu Artigo VI(2) que “as partes se obrigam a cumprir suas obrigações em boa-fé independentemente de qualquer ação ou omissão de qualquer outra parte ou de qualquer instrumento estranho à este Acordo.” Mas a comunidade internacional obviamente não sabe destes detalhes. Os Estados Unidos, como intermediários, se obrigaram a tomar todas as medidas para garantir que as partes observassem o Acordo de Paz. O que a América fará se Morsi decidir colocar o Acordo com Israel na mesa para ser renegociado ou num referendo nacional?

Agora tudo depende do que a Irmandade Muçulmana acha que pode fazer. Apesar da plataforma profundamente antisemita que é consenso geral, a vitória apertada da Irmandade mostra que metade da população não concorda com a imposição da lei islâmica no país. Os partidos seculares do Egito e a imprensa jordaniana e palestina têm expressado ira e desapontamento pelo apoio e reconhecimento da administração Obama à Irmandade Muçulmana.

Agora Morsi e seu governo terão que equilibrar seu profundo ódio aos judeus e à existência de Israel com os limites impostos pela comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos. Como cumprir o que prometeu em sua campanha sem ameaçar a continua ajuda americana que alimenta milhões de egípcios? Os outros países da região estarão prestando atenção. A mídia e líderes muçulmanos já não se incomodam com o politicamente correto e publicam artigos abertamente anti-semitas. Não mais sob a máscara do anti-sionismo mas profundamente anti-judaicos. É o que aconteceu esta semana no Irã.

Apesar de ter uma das maiores populações judaicas num país muçulmano, o vice-presidente do Irã disse num forum das Nações Unidas contra as drogas que os Judeus controlam o tráfego internacional de entorpecentes. Ele disse que os judeus vendem drogas para cumprir um mandato do Talmud: “de destruir qualquer um que se oponha aos judeus”. Para ele, a conspiração é obvia já que segundo suas fontes, não existem judeus drogados. Ele chegou ao ponto de dizer que “a Republica Islamica do Irã pagará qualquer um que encontrar um só sionista viciado. Eles não existem. Esta é a prova do seu envolvimento no tráfego de drogas”.

E a reação da mídia à este discurso? Os jornais do mundo livre ou não se incomodaram ou tentaram minimizar o efeito destas palavras. De acordo com o jornal the New York Times, o vice-presidente não odeia judeus, só os sionistas. Seu reporter, Thomas Erdbrink não mediu esforços para nos convencer que tirando esta pequena aberração, o regime iraniano é perfeitamente respeitável. Nós sabemos que este não é o caso. O Supremo Líder rotinamente se refere à Israel como um câncer que deve ser removido. Vários jornalistas escreveram sobre os discursos antisemitas do vice-presidente Mohamed-Reza Rahimi como prova de que o Irã não pode adquirir armas nucleares.

É óbvio que um regime de fanáticos religiosos que procura efetuar um genocídio messiânico não pode adquirir armas nucleares. Mas da mesma forma que Hitler chegou a ser nomeado “O Homem do Ano” pela revista Time em 1939, os jornalistas de hoje continuam a desconsiderar ataques antisemitas de líderes fanáticos que prometem aniquilar o povo judeu. 70 anos mais tarde, nada une mais os muçulmanos do que o ódio aos judeus e mesmo assim, o antisemitismo é o assunto menos divulgado do planeta.

A mídia ocidental acha que o mundo islâmico deve ser apaziguado e que devemos encontrar meios para acomodar a Irmandade Muçulmana e o Irã. Reportar ataques antisemitas não ajuda. Outros dizem que o ódio aos judeus é justificável por causa dos palestinos. Ambas as desculpas para o ódio aos judeus são escandalosas. E a contínua presença de dignatários estrangeiros dando legitimidade à Teherã é ainda pior.

Se Rahimi tivesse direcionado seu ódio à qualquer outro povo, raça, credo, estado ou cor, nenhum diplomata ocidental teria ficado para escutar outra palavra saída desta latrina. A mídia, por seu lado, em vez de denunciar o racismo, a discriminação e a campanha de incitação contra os judeus, ela colabora com os perpetradores.

Nesta última terça-feira, o New York Times publicou um artigo sobre os esforços dos palestinos de Battir, um vilarejo ao sul de Jerusalem, que quer que seu sistema de irrigação em terraços da época romana, seja reconhecido pela UNESCO como herança mundial. Eles dizem que se isso não acontecer, Israel poderá construir a barreira de separação pelo vilarejo e danificar o sistema. Só que o sistema não é romano. É judaico da época do segundo templo. Battir é a pronuncia árabe de Betar, o local aonde Bar-Kochba liderou a última batalha dos judeus contra o Império Romano.

Como sempre, o New York Times não falou nada disso pois feriria o nacionalismo palestino e levantaria questões sobre o direito dos judeus à terra. Assim, tudo bem fazer uma reportagem errada. E eu que pensava que a mídia estava aí para reportar os fatos e não redesenhar verdades.

São órgãos da mídia como a revista Time e o jornal The New York Times, de certa respeitabilidade que se sentem no direito de negar, reportar mal ou enganosamente a razão mais importante por trás dos eventos do Oriente Médio hoje: o ódio islâmico aos judeus. O mesmo ódio que levou os nazistas a exterminarem 6 milhões de homens, mulheres e crianças. O mesmo ódio que temos a obrigação de combater por todos os meios possíveis. Só depende de nós.


Fonte: Pletz

segunda-feira, julho 02, 2012

INTOLERÂNCIA.



por Rabino Adrian Gottried

Controvérsia é um elemento componente do ato de levar ideias a sério. A verdade é que nós temos profundas divergências no campo da teologia e da prática religiosa.

E estas diferenças não podem ser varridas, nem podem ser minimizadas. Mas a resposta correta para diferentes opiniões é argumentar mais. E não procurar unanimidade.

Para que sejamos agentes de bênçãos em nossas próprias vidas e no mundo à nossa volta, nós precisamos estar aptos a distinguir entre os desafios que têm integridade e os que não têm. Como fazemos isso? Argumentos com integridade são caracterizados pela abertura e respeito.

Hilel e Shamai – e seus discípulos, Beit Hilel e Beit Shamai – ouviam uns aos outros e ocasionalmente eram convencidos uns pelos outros. Há uma série de quatro debates na Mishná Eduiot (1:12-14) onde os Beit Hillel eram convencidos pelos argumentos dos Beit Shamai. A abertura pode servir como indicação de que o argumento não é guiado pelo ego.

Na semana passada, uma carta impressa em papel oficial do governo israelense, assinada pelo Rabino Chefe Sefaradita de Israel Shlomo Amar, convoca todos os rabinos para uma reunião em seu escritório na terça-feira seguinte. A linguagem utilizada no documento é inflamatória e incitativa, referindo-se aos rabinos não ortodoxos como “terroristas”, cuja “única intenção é causar dano à santidade da Torá”.

O Estado de Israel e o povo judeu aprenderam a mais amarga das lições através do assassinato de querido Primeiro Ministro Yitzhak Rabin (z’l): que o linguajar incendiário pode resultar em consequências devastadoras. Falamos como comunidade, exigindo que esta ameaça à segurança física dos rabinos masorti e reformistas, não somente sua integridade pessoal, seja defendida.

A convocação é uma reação ao decreto do Procurador–Geral israelense Yehuda Weinstein, determinando que rabinos não-ortodoxos em Israel tenham seus salários cobertos por orçamentos públicos, igualando o direito de mais de 4000 rabinos ortodoxos bancados pelos contribuintes israelenses. O Talmude (Arachin 15b) ensina que a fala com ódio tem o potencial de matar. A linguagem utilizada pelo rabino Amar coloca todo o povo judeu sob risco de violência.

A vasta maioria dos judeus do mundo não está de acordo com a linguagem de ódio de um dos dois principais líderes religiosos financiados pelo governo de Israel. Pedimos que as fontes do estado judeu sejam devotadas ao ensino e a propagação do amor ao judaísmo e ao povo judeu. Como ele se atreve, o rabino Amar! E como o Estado de Israel se atreve a lhe dar este título! Ele não representa o Povo de Israel.

As más notícias do rabinato israelense oficial e outras autoridades rabínicas têm criado um efeito de reflexo do escândalo causado por Korach & Cia.

Na Torá, os rebeldes liderados por Korach queriam criar uma anarquia, dissimulando estruturas políticas e religiosas da comunidade. Hoje em Israel, um estado democrático, judaico, moderno e contemporâneo, o rabinato busca abafar a sociedade usando o aparato do estado para controlar as vidas de todos os israelenses, controlando as estruturas polícias e religiosas do Estado.

E na sequencia da semana passada, em Jerusalém, a polícia deteve uma mulher no Muro das Lamentações durante mais de três horas, porque ela, junto com outras 65 mulheres do grupo Mulheres de Kotel, faziam suas orações do serviço de Rosh Chodesh. O porta-voz da polícia de Jerusalém, Shmuel Ben Ruby, disse que Houben foi detida por estar usando um talit para homens, ou xale de rezas, algo proibido para as mulheres pela lei israelense no Muro das Lamentações. Houben colheu digitais e foi fotografada na delegacia, e solta 3 horas mais tarde. Foi também banida do Muro das Lamentações por sete dias, sob pena de uma multa no valor de NIS 3.000.

Como escreveu o aluno rabínico do JTS, Mikie Goldstein: “Israel é a única democracia no Oriente Médio e, de fato, a única no mundo inteiro onde uma mulher judia pode ser presa por usar um talit (xale de reza!) em uma sinagoga”.

O judaísmo de Israel está sob ataque de uma corrente dominante do fundamentalismo judaico, fundado e politicamente capacitado pelo governo israelense.

Será que esses fatos apagam o nosso receio e comprometimento – financeiro, político e espiritual – com a segurança de Israel, dado que mais de 100 mísseis foram disparados de Gaza contra Israel nos últimos dias? NÃO! Isso deveria, entretanto, relembrar cada judeu que ama Israel no mundo que a dupla missão do sionismo exige uma resposta de dois níveis: (1) protegendo os muros de nosso lar e (2) assegurando que nosso lar seja ocupado corretamente.

A instituição do rabinato estatal parece incapaz de argumentar que suas ações sejam justificadas pelo amor a Deus. Seu foco está no aumento do próprio poder temporal. Já passou da hora do Estado de Israel reconhecer que seu rabinato oficial se assemelha à rebelião de Korach: é um fracasso épico, desastroso. Não há valores duradouros suscitados por essas controvérsias.

A carta de Amar e a prisão no Kotel por vestir talit não representam apenas um mau dia para o judaísmo em Israel. Mais do que isso – representam um mau dia para TODO o povo judeu.

A Shalom, como uma comunidade judaica plural, inclusiva e igualitária, repudia esta carta e os dizeres injuriosos do rabino Amar e soma a nossa voz de alerta frente a este intolerável avanço do fundamentalismo dentro do Estado de Israel.

O Sionismo continua não realizado enquanto o ódio judaico interno for apoiado pelo Estado Judeu e tolerado pelo Povo Judeu.

Toda diferença de opinião em benefício dos Céus, no fim irá vingar, mas toda aquela que não for, no final, não vingará.
Qual é o exemplo de diferença de opinião em benefício dos Céus?
Os debates entre Hilel e Shamai. E um exemplo de diferença de opinião que não ocorre em benefício dos Céus?
A disputa de Korach e seu bando contra Moisés.
Números 16 – Mishná, Pirkei Avot 5:20

Adrian Gottried é Rabino da Comunidade Shalom em São Paulo
4 Tamuz 5772- 24 junho 2012

domingo, julho 01, 2012

Abuso sexual; é preciso mais diálogo.




Tendo em vista casos de abuso sexual fora e dentro do meio religioso, muitos se preocupam com o como proteger os filhos de sofrer abuso sexual e se já sofreram qual o meio de descobrir e tratar do tema.

Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em maio, o abuso sexual é o segundo tipo de violência mais praticada contra crianças de até nove anos no Brasil, ficando atrás apenas de negligência e abandono.

No meio religioso, casos têm sido constatado e investigado em vários estados do país nos últimos meses. Somente no mês de junho, foram divulgados pela mídia casos envolvendo religiosos tanto da igreja evangélica quanto católica acusados de abuso sexual de menores, no interior de São Paulo, em Rondônia e no Pará.

Eduardo Rocha, Presidente da Associação de Amigos da Missão Infantil, evangélico que já sofreu abuso sexual quando criança, falouem entrevista ao The ChristianPost sobre o papel da igreja quanto ao tema bem como ofereceu conselhos aos que já sofreram de abuso sexual.

Segundo Eduardo, alguns dos meios para evitar que a criança sofra abuso sexual é tomando ações preventivas e também fazendo oração. Ele acredita que os líderes religiosos têm um papel fundamental nisso e devem promover debates, conversar com os pais e as crianças, conhecer do assunto e ensinar às pessoas.

Eduardo não acredita que os casos de pedofilia dentro da igreja estejam acontecendo com frequência, e que são casos isolados e não apresentam risco no contato das crianças com líderes religiosos. Para ele, as orientações para se evitar o incidente devem ser as mesmas independente do lugar.

Quanto ao papel da igreja na abordagem do tema, ele diz que ela deveria dar uma ênfase maior ao tema sexo e abuso sexual.

“Devemos falar sobre estes assuntos com franqueza e autoridade, compreendendo que para Deus e em sua Palavra existe esta importância para o tema”, disse ele ao The Christian Post.
Eduardo sofreu de abuso sexual aos 5 anos de idade, sofrendo logo aos 11 o abandono por seu pai. Em uma história de sofrimento, tendo passado também pelo homossexualismo, ele conheceu sobre o perdão depois de se converter ao Evangelho mostrando vitórias de superação.

Em seguida, através do testemunho de Eduardo campanhas contra a pedofilia foram lançadas em âmbito nacional e local, provocando grande impacto na abordagem e resolução de casos no país. Muitos, pela motivação vinda de seu testemunho puderam denunciar o caso e buscar ajuda.

Eduardo aconselha que as pessoas que sofreram de abuso sexual falem com alguém de confiança, que tenha “maturidade e propriedade para ouvir e tratar do assunto”. Ele afirma que isso é fundamental para a restauração e cura destes traumas e aponta o versículo de Tiago da Bíblia, sobre “confessar nossas dores uns aos outros para sermos curados”.
Ele também motiva que as vítimas pratiquem o perdão de quem as agrediu como parte fundamental na superação do trauma, estressando, contudo, que o culpado receba o devido tratamento de punição e disciplina.

“Perdoar a pessoa que o agrediu (o que NÃO significa deixar a pessoa impune para que ela seja disciplinada pelo que fez) também é parte fundamental na superação deste trauma.”


Fonte: Christian Post/jornal mundo gospel