terça-feira, outubro 16, 2012

Os planos de Haddad para as crianças de São Paulo.







por Reinaldo Azevedo

Na página 93 de seu programa de governo, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, promete, se eleito, fazer o seguinte:

“Fomentar a inclusão no currículo municipal das temáticas relativas a gênero, idade, raça e etnia, religião, orientação sexual, necessidades especiais, entre outras”.


Como é? “Temáticas relativas a gênero, religião e orientação sexual”? Na última vez em que este senhor enveredou por esse caminho, fizeram-se os famigerados kits gays. Como se vê, ele ainda não desistiu da ideia. Mais: a religião, como fato social, já é objeto dos professores de história — com raras exceções, submarxistas sem informação, formação e imaginação, que fazem profissão de fé de sua ignorância sobre o tema.

Quando, num mesmo parágrafo, um programa de governo mistura “sexualidade, gênero, orientação sexual e religião”, o que se quer é doutrinação. Alguma dúvida de que o cristianismo entraria no chicote e que se faria a apologia dos chamados “comportamentos alternativos”? Como eu sei? Mais do que sei. Eu posso provar.



ATENÇÃO! A Constituição brasileira proíbe qualquer tipo de discriminação. O combate ao preconceito é uma diretriz da educação brasileira. A questão é saber como se faz isso. Há uma diferença gigantesca entre educar e doutrinar. Haddad tem de ser confrontado com suas verdades. Enquanto estava no MEC, autorizou a produção de um material que estimulava crianças de 11 anos a assistir filmes impróprios para a sua idade e a debater o “desconforto com o órgão genital”. Eu demonstro o que digo.

Se o candidato do PT não fosse protegido de sua própria obra por amplos setores da imprensa paulistana, seria confrontado com o trabalho que efetivamente realizou. Em entrevista à Folha e ao Estado, seu adversário, o tucano José Serra, INDAGADO A RESPEITO DO TEMA, afirmou o óbvio: o kit gay que Haddad queria enviar para as escolas era doutrinação, não combate à homofobia. E como reagiu o petista? Chamou a crítica do outro de “ataque pessoal”. E os jornalistas fizeram o quê? Rigorosamente o que têm feito até mesmo antes de a campanha começar: silenciar. Há até um editorial de jornal que decidiu dizer o que pode e o que não pode ser debatido em campanha. Kit gay, pelo visto, não pode! Qual é?

Nas poucas vezes em que se pronunciou a respeito, Haddad falta à verdade de forma clamorosa. Um dos filmes, como já vimos, defende que travestis usem o banheiro feminino nas escolas e que os professores os chamem por seu nome feminino. Outro sustenta que a bissexualidade é mais vantajosa do que a heterossexualidade. Isso não é invenção de ninguém. Está nos filmes. Certa feita, o MEC afirmou que o kit gay seria enviado apenas para alunos de segundo grau — a partir dos 14 ou 15 anos. É mentira.


É uma mentira escandalosa! OS KITS GAYS ERAM DIRIGIDOS A ALUNOS A PARTIR DOS 11 ANOS. E por que isso é importante? Ora, perguntem à página 93 do programa do petista.

Eis a página 93:



Educação em Direitos Humanos

A) fortalecer a cultura da solução dialógica, pacífica e preventiva de conflitos, do respeito, da tolerância, do pluralismo e dos direitos 
nas práticas educacionais;
B) implantar nos projetos político-pedagógicos da educação municipal os direitos e deveres que dão suporte à dignidade 
da pessoa humana;
C) assegurar a consolidação de meios institucionais para a solução e mediação de conflitos envolvendo questões 
de direitos humanos;
D) fomentar a inclusão, no currículo municipal, das temáticas relativas a gênero, idade, raça e etnia, religião, orientação sexual, 
necessidades especiais, entre outras;
E) estimular a formação de redes intersecretariais de proteção social nas subprefeituras; 
F)desenvolver material didático (textos, artigos, revistas, gibis, vídeos e materiais multimídia) e providenciar acesso a documentos, 
legislação e cartilhas de educação em direitos humanos;
G) desenvolver base virtual de dados, acervo de material didático digital, disponível para a ampla acessibilidade de estudantes e 
professores, em conformidade com as ações voltadas à informática educacional;
H) implantar política para oferta de formação continuada, cursos de capacitação e suporte profissional ao trabalho dos educadores 
em direitos humanos;
I) Promover eventos abertos à comunidade sobre acesso aos direitos nos ambientes escolares, integrando os equipamentos públicos 
..........

A imagem




O MEC havia preparado um caderno chamado “Escola Sem Homofobia”, que orientava como aplicar em sala de aula os tais kits gays. Havia lá três vídeos, um DVD e guias de orientação aos professores. O Globo publicou uma reportagem a respeito no dia 26 de maio do ano passado.

O material orienta as dinâmicas em sala de aula para tratar de assuntos como “homossexualidade e bissexualidade” e deixa claríssimo: “Essas dinâmicas podem ser aplicadas à comunidade escolar e, em especial, a alunas/os do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio”. Vale dizer: HADDAD PREPAROU AQUELE LIXO PARA SER OFERECIDO A CRIANÇAS A PARTIR DE 11 ANOS.

Reproduzo um trecho da reportagem do Globo:

A destinação do kit contra a homofobia a alunos do ensino fundamental fica evidente no conteúdo do vídeo “Boneca na mochila”. Este é um dos filmetes do kit e traz na capa uma criança pequena com uma mochila. O vídeo conta uma história baseada em fato verídico: uma mãe é chamada às pressas na escola porque “flagraram” o filho com uma boneca na mochila. No caminho do colégio, num táxi, a mãe escuta essa notícia no rádio e fica ainda mais aflita.
O guia de discussão que acompanha o vídeo sugere dinâmicas para os professores trabalharem com os alunos e discutirem esse conteúdo. Um dos capítulos propõe mostrar os “mitos e estereótipos” mais comuns que envolvem gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, a partir das seguintes afirmações, que devem ser completadas pelos alunos: “Meninos que brincam de boneca e de casinha são…”; “Mulheres que dirigem caminhão são…”; “A pior coisa num gay é…”; “Garotas que partem para a briga são…”.
Ao propor debate sobre sexualidade, a cartilha recomenda questionar ao aluno: “Ser um menino mais sensível e uma menina mais durona significa que são ou serão gay e lésbica?” No material do kit em poder do MEC, há seis Boletins Escola sem Homofobia (Boleshs), destinados aos estudantes, com brincadeiras, jogos, letras de música e dicas de filmes. Todos com o tema diversidade sexual e homofobia. Uma das letras de música incluídas foi a canção “A namorada”, de Carlinhos Brown, cujo refrão diz “a namorada tem namorada”.


Você achou um pouco exagerado para alunos de 11 anos? Calma que isso é rigorosamente o de menos. No material há coisas como um caça-palavras. O menino e a menina de 11 anos são estimulados a procurar o termo que define, atenção!, “pessoa que sente desconforto com o seu órgão genital”. Ele tem de achar a palavra “transexual”. Apelando à história (é uma gente profunda!), propõe-se “nome da ilha que deu origem à palavra ‘lésbica’”. É “Lesbos”, como sabe o leitor. A estupidez é de tal sorte que, nesse mesmo exercício, há esta proposição dificílima: “órgão sexual que é associado ao ser homem”. Estão a falar do tal “pênis”.



Atenção! O “pênis”, contrariamente à sabedoria convencional, não mais será tratado como um dos traços distintivos do macho. Nada disso! É coisa reacionária! Isso poderia ofender a “pessoa que sente desconforto com seu órgão genital”, entenderam? Afinal, um dos filminhos conta a história justamente do rapaz que se sente mulher. Logo, ter o pênis não quer dizer ser “homem”. De igual sorte, uma menina pode se sentir homem sem ter um pênis. O pênis virou só um penduricalho…
DIGAM-ME: ESSE É OU NÃO UM MATERIAL ADEQUADO PARA SER USADO COM CRIANÇAS DE 11 ANOS??? ACREDITEM! Não sei se fico tentado a pedir cadeia ou hospício para Fernando Haddad.

Os estudantes, a partir dos 11 anos, também são estimulados a procurar nas locadoras filmes como “Brokeback Mountain”, “A gaiola das loucas”, “Milk” e “Desejo proibido 2”. Um deles, “Milk”, é bastante violento, não recomendado para menores de 16 anos.

Reproduzo outro trecho da reportagem do Globo:

No guia do vídeo “Torpedo”, com a perseguição de alunos a duas estudantes que mantêm uma relação, as ONGs responsáveis pelo material sugerem que, após exibição, seja perguntado aos alunos: “É diferente a reação das pessoas quando vêem duas garotas de mãos dadas e dois garotos de mãos dadas?”; “Um professor, ou uma professora, teria menos credibilidade se fosse homossexual, travesti, transexual ou bissexual? Por quê?”
O Ministério da Educação informou nesta quinta-feira que o material produzido seria indicado apenas para o ensino médio. E que a indicação para o ensino fundamental não seria aprovada. A distribuição do kit foi abortada por ordem da presidente Dilma. A professora Lilian do Valle, professora de Filosofia da Educação da Uerj, alerta: “Quanto mais baixa a idade, mais delicada a situação. É uma idade muito sensível para questões afetivas e psiquícas. Uma palavra mal colocada pode resultar num dano maior do que simplesmente não falar nada. Tem que envolver um trabalho maior, interdisciplinar. Não é simplesmente aprovar uma lei e jogar o kit. É pedir demais do professor esse tipo de responsabilidade. Não se pode esperar que a escola resolva os problemas da sociedade.




Haddad quer esconder a própria obra. E conta com a ajuda de amplos setores da imprensa paulistana. Se alguém coloca em seu programa de governo que pretende, se eleito, “fomentar a inclusão no currículo municipal das temáticas relativas a gênero, idade, raça e etnia, religião, orientação sexual, necessidades especiais, entre outras”, então tem de se pronunciar sobre o material que estava pronto para ser distribuído nas escolas. Aliás, consta que algumas serviram de piloto e chegaram a receber os kits.

Respondam:
– Criticar o que vê acima é obscurantismo?
– Uma criança de 11 anos deve ser estimulada a debater o “desconforto” com o órgão genital?
– Uma criança de 11 anos deve ser estimulada a debater se o pênis é ou não uma distinção do “ser homem”?
– Uma criança de 11 anos deve ser estimulada a buscar nas locadoras filmes não recomendados para a sua idade?




Isso é ataque pessoal? Haddad quer ser prefeito, certo? E promete, se eleito, fazer o que vai na página 93 do seu programa. Ora, ele tem biografia nessa área. Obscurantista é ignorar o óbvio. Reacionário é negar o fato por causa de alinhamento ideológico. Estúpido é querer omitir o fato dos eleitores.



Fonte:Escola sem Partido
Publicado no blog de Reinaldo Azevedo em 15 de outubro de 2012.

Venezuela: o futuro será diferente do presente?.









Venezuela: o futuro será diferente do presente?.


por Eduardo Kohn (*)



O presidente Hugo Chávez, 58 anos, ex-policial militar, acredita que o “socialismo do século XXI”, venceu a eleição presidencial pela quarta vez consecutiva e foi felicitado imediatamente pelos presidentes Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador), Raul Castro (Cuba), Evo Morales (Bolívia) e Daniel Ortega (Nicarágua).

Na segunda-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, enviou uma nota de felicitações ao seu “irmão” Hugo:


Teerã, 9 out (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, felicitou nesta terça-feira seu colega venezuelano, Hugo Chávez, por sua vitória nas eleições presidenciais realizadas no domingo, e ressaltou a disponibilidade do Irã para ampliar os laços entre os dois países. No texto de sua mensagem, publicado no site oficial da presidência, Ahmadinejad manifesta que a vitória de Chávez confirma "sua bem-sucedida liderança". Ahmadinejad disse que "o povo da Venezuela, ao dar-lhe a reeleição, garantiu a continuidade da revolução bolivariana e o processo de desenvolvimento social, econômico, cientista e cultural destinado a construir um país independente, avançado e baseado na capacidade nacional" "Quero ressaltar a disposição da República Islâmica do Irã para ampliar a cooperação com a República Bolivariana da Venezuela", indicou o presidente iraniano em sua mensagem. EFE ar/rsd

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Com quase 98% dos votos já contados, o Conselho Nacional Eleitoral, disse que Chávez recebeu 55% dos votos. Seu rival, o ex-governador Henrique Capriles Miranda, recebeu 44%.

A oposição afirmou que a votação foi auditada e não questionou os resultados. “Capriles de forma muito “civilizada” telexou para o presidente Chávez e exigiu o diálogo e respeito”.

Mas, pela primeira vez nos 14 anos sob o regime de Chávez houve uma oposição organizada e forte apoio a um único candidato. Mesmo com os partidários de Capriles sentindo a agonia da derrota, o resultado positivo é que quase sete milhões de venezuelanos se atreveram a votar em alguém diferente. Quarenta e cinco por cento dos eleitores mostraram que gostariam de mudança no governo.

A campanha estava cheia de difamação e ameaças contra Capriles e seus seguidores. Chavez chamou Capriles de tudo, de “porco” a “medíocre”, mas nunca o chamou pelo nome. O antissemitismo também foi usado contra Capriles. Seus avós foram vítimas da Shoah, porém, foi criado como e ainda é católico.

Por um lado, ninguém dentro ou fora da Venezuela está desconfiado em relação aos resultados da eleição. Nem Capriles, nem outros presidentes latino-americanos, e nem a OEA. Todos concordam que as eleições foram bem conduzidas. Isso é o que o povo da Venezuela têm falado.

Mas, por outro lado, Chávez negou acesso a monitores eleitorais internacionais, controlava o sistema judicial, os jornalistas independentes foram perseguidos, com o medo de quem recebeu todo o tipo de “presentes” em sua campanha.

A oposição terá uma chance de mostrar o quão longe eles podem ir em frente neste ambiente em dezembro, quando o país enfrentará eleições regionais e locais. Mais uma vez, Chávez tem o controle total, tornando grande o desafio para a oposição.

Sob Chávez, a Venezuela tornou-se o mais forte aliado do Irã na região e abriu a porta para a penetração do Irã na América Latina. Após esta eleição, o relacionamento entre os dois países crescerá tanto política quanto economicamente.(Chávez e Ahmadinejad fortalecem aliança e criticam EUA)

Embora as sanções econômicas isolem o Irã, Teerã se voltou aos regimes simpatizantes em uma tentativa de enfraquecer as sanções que procuram impedir a construção de armas nucleares. Explorando os sentimentos antiamericanos na América Latina, a República Islâmica tem aumentado o número de embaixadas na região e consolidou fortes laços com Cuba, Nicarágua, Bolívia e Equador.(Estados Unidos celebram reforço das sanções econômicas europeias contra o Irã)

O encontro entre os ministros argentino e iraniano na ONU, em Nova York, para discutir a questão legal referente ao ataque à AMIA na Argentina, em 1994, foi a mais recente manifestação da influência do Irã na região. É amplamente aceito que o ataque foi planejado em Teerã. (O mundo deve responsabilizar o Irã pelo ataque à AMIA)

Esta reunião chocou as famílias das vítimas do ataque à AMIA e as comunidades judaicas em toda a região. A influência venezuelana na Argentina já era forte, e esta mudança política inesperada só piorará após a reeleição de Chávez.

(*)Eduardo Kohn, diretor da B’nai B’rith para a América Latina.


segunda-feira, outubro 15, 2012

EUA não têm mais maioria protestante.




por Julio Severo

~ The Mayflower ~
Issue of 1920, 300th anniversary.


Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm mais uma maioria protestante, de acordo com um estudo recente.
Essa foi uma das principais manchetes da mídia americana nesta semana.





Desde que os Peregrinos chegaram, os EUA eram uma nação predominantemente protestante. Mas o século XXI trouxe mudanças drásticas. A percentagem de adultos protestantes nos EUA atingiu 48 por cento em sua constante queda desde décadas atrás. Enquanto isso, o número de americanos que não têm nenhuma religião está crescendo, especialmente entre os brancos.
Essa é a primeira vez que o Fórum Pew sobre Religião & Vida Pública registrou com segurança que o número de protestantes caiu para baixo de 50 por cento:


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Uma série de enquetes foram realizadas pelo Instituto Pew para saber como anda a ligação entre os americanos e a religião. Os resultados mostram o que já se era esperado: o protestantismo não é a mais a religião da maioria da população.

O resultado é que apenas 48% dos entrevistados se identificam com a religião. Essa é a primeira vez na história dos Estados Unidos que o número fica abaixo dos 50%.

Enquanto o número de protestantes cai, o de agnósticos continua crescendo. Neste grupo estão as pessoas que não possuem filiação religiosa, mas acreditam em Deus e aqueles que afirmam que são espirituais, mas não religiosos. Esse grupo teve aumento de 5% em relação a pesquisa feita há cinco anos e hoje representa 20% dos americanos.

Para chegar nesses resultados o instituto de pesquisas entrevistou mais de 17 mil pessoas em uma amostragem que tem margem de erro de apenas 0,9 ponto percentual.

John Green, professor da Universidade de Akron, assessorou estas pesquisas e tentou comentar os resultados dessa diminuição significativa do número de religiosos nos Estados Unidos. “Parte do que ocorre é que diminuiu o estigma de não se estar associado a uma comunidade religiosa”.

Com informações O Globo
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Essa queda já era há muito tempo esperada e chega numa época em que o Supremo Tribunal dos EUA não tem nenhum juiz protestante, e quando o Partido Republicano, cujos líderes são historicamente protestantes, tem um candidato a presidente e vice-presidente que não são protestantes.

Entre os motivos para a mudança está que as grandes denominações protestantes tradicionais, abraçadas a um liberalismo agressivo que tem produzido pastores presbiterianos, luteranos e anglicanos gays, tem afastado membros mais conservadores, que buscam alternativas, inclusive nas igrejas não-denominacionais, que são majoritariamente carismáticas e neopentecostais.

As igrejas mais carismáticas são mais conservadoras, mais fechadas à ordenação de pastores gays e mais abertas ao Espírito Santo e seus dons, enquanto as grandes denominações protestantes tradicionais dos EUA são geralmente o exato oposto: são mais progressistas, mais abertas à ordenação de pastores gays e mais fechadas ao Espírito Santo e seus dons.

Mas nem todos estão optando pelas igrejas não-denominacionais. Um grande número de membros simplesmente abandona as igrejas protestantes tradicionais e fica sem religião. O número desses americanos que não quer nenhuma religião está agora em 20 por cento.
De acordo com reportagem recente da revista Veja, “43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.”



A grande preocupação é que, com o crescimento explosivo do liberalismo nas igrejas protestantes e a perda constante de seus membros, o protestantismo nos EUA está seguindo o caminho da Europa, onde as igrejas da Reforma estão lutando para não morrer.
Essa tendência tem implicações políticas, inclusive para o futuro dos EUA.

Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente em políticos esquerdistas, que já contavam com um apoio considerável dos eleitores protestantes progressistas.

O Pew revelou que os americanos que não têm religião apoiam o aborto e o “casamento” gay numa taxa muito mais elevada do que os protestantes progressistas.

Os evangélicos progressistas sempre foram um importante eleitorado do Partido Democrático, de linha agressivamente esquerdista. Mas agora os americanos sem religião demonstram ser eleitores mais sólidos para esse partido.

O presidente Barack Obama, que é do Partido Democrático, é um evangélico progressista e grande promotor do islamismo e homossexualismo.


Os evangélicos conservadores, compostos em grande parte por carismáticos, pentecostais e neopentecostais, preferem o Partido Republicano, que tem metas políticas relativamente menos progressivas, mas está cada vez menos conservador e está sob menos influência evangélica.

Pela primeira vez na história do Partido Republicano, o candidato a presidente, Mitt Romney, é um homem pertencente ao mormonismo [A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias], uma seita não cristã.

O eleitor cristão conservador se depara com um dilema cruel na escolha dos candidatos na disputa presidencial de 2012: um mórmon de intenções duvidosas ou um evangélico progressista que não deixa dúvida alguma com relação à sua intenção já muito bem conhecida de impor a agenda gay no mundo inteiro, com a poderosa máquina do governo americano.

Romney pode ser menos agressivo, mas seu histórico político é também progressista. O primeiro estado americano a legalizar o “casamento” gay foi Massachusetts, sob o governo de Romney.

Assim, a disputa de 2012 é entre um mórmon progressista com um evangélico doidamente progressista.

O avanço conservador moral decisivo hoje na sociedade e política americana vem sendo feito majoritariamente por carismáticos e neopentecostais, mas eles não têm ainda os números e poder social e político que as igrejas protestantes tradicionais tinham até recentemente. Pelo contrário, o conservadorismo carismático enfrenta resistências da esquerda americana, seja de igrejas históricas que adotaram o liberalismo ou da própria mídia pró-aborto e pró-“casamento” gay.

“Os líderes carismáticos que dão um passo para dentro das disputas políticas são normalmente atacados pela esquerda e pelos grandes meios de comunicação no momento em que eles são percebidos como eficazes ou influentes”, o Dr.John Stemberger disse num artigo da revista Charisma. “A esquerda tem transformado numa forma de arte virtual a demonização de qualquer líder [cristão carismático] famoso que assuma uma postura a favor dos valores cristãos”.

O que está acontecendo nos EUA, onde as grandes igrejas protestantes estão se inclinando pesadamente para a esquerda, não é diferente do que está acontecendo no Brasil, onde a igreja cristã predominante, a Igreja Católica, tem majoritariamente seguido a marxista Teologia da Libertação e cuja CNBB teve papel fundamental na fundação do PT.

A contaminação progressista tem feito nas igrejas protestantes históricas dos EUA o que tem feito na Igreja Católica sob domínio da CNBB no Brasil: o enfraquecimento do conservadorismo que defende a família natural contra o totalitarismo esquerdista.

O que poderia salvar os evangélicos dos EUA de um destino catastrófico é uma volta, entre as grandes denominações protestantes, ao exemplo de Anthony Comstock, um evangélico americano do século XIX considerado campeão na luta contra a pornografia, a contracepção e o aborto.


Com informações do DailyMail e Associated Press.

domingo, outubro 14, 2012

Tumulto Islamista




Tumulto Islamista.

por Daniel Pipes

The Washington Times
19 de Setembro de 2012

http://pt.danielpipes.org/12038/tumulto-islamista

Original em inglês: Rampaging Islamists
Tradução: Joseph Skilnik







Quando os muçulmanos tomam as ruas em cerca de 30 países com a finalidade de se envolverem em vários níveis de violência contra o Ocidente, algo considerável está em andamento. Reflexões a respeito podem significar:

O Decreto Rushdie tornou-se viral: O golpe de mestre do Aiatolá Khomeini em impor em 1989 um decreto de morte sobre Salman Rushdie agora se espalhou e se tornou uma resposta costumeira dos islamistas à percepção de ofensas. Ao comunicar ao Ocidente o que pode e o que não pode ser dito sobre o Islã, Khomeini procurou impor-lhe a lei islâmica (a Shari'a). A recente rodada de violência tomou na maioria das vezes a forma de manifestações e violência contra edifícios Ocidentais (diplomáticos, comerciais e educacionais) no Afeganistão, Bahrein, Bangladesh, China, Egito, Índia, Indonésia, Iraque, Israel e a Autoridade Palestina, Kuwait, Líbano, Líbia, Malásia, Marrocos, Nigéria, Paquistão, Catar, Sudão, Síria (incluindo os rebeldes apoiados pelos Estados Unidos),Tunísia, Turquia e Iêmen bem como na Austrália, Bélgica, França, Alemanha e no Reino Unido. Até agora, cerca de 30 pessoas perderam a vida. Os governos do Irã e do Egito querem botar as mãos nos produtores do filme Inocência dos Muçulmanos, um filme contra Maomé no YouTube, que eles culpam pela violência.



Islamistas ocupam parte do Distrito Central de Negócios em Sydney em 14 de setembro.


Provocações anti-islâmicas proliferaram: Rushdie não fazia a menor ideia no que estava metendo, conforme explica em um livro publicado esta semana. Outros, como os soldados americanos que queimaram livros do Alcorão no Afeganistão no início de 2012, na mesma linha, involuntariamente desencadearam distúrbios islamistas. Mas o pastor na Flórida, Terry Jones, o grupo por trás da Inocência dos Muçulmanos e o semanário francês Charlie Hebdo, bem como grupos anti islâmicos no Canadá e na Espanha, desejam abertamente irritar os muçulmanos. Desse modo tanto os ativistas islamistas quanto os anti Islã desenvolveram um relacionamento simbiótico no qual um motiva o outro.



Indivíduos mantém o governo refém: Quando Jones falava em queimar cópias do Alcorão em 2010, recebeu telefonemas de não menos que o comandante dos EUA no Afeganistão, secretários de defesa e de estado, procurador geral e o Presidente dos Estados Unidos, todos pleiteando que desistisse. Na semana passada, ochefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidospegou o telefone para conversar com ele. Nunca pessoas comuns, aleatoriamente, puderam pressionar a política desta maneira. O humorista francês Jean-Jacques Sempé desenhou uma charge em 1989 capturando esse desando: conforme Rushdie vai trabalhando tempestuosamente na sua máquina de escrever sob os olhares dos quinze policiais protegendo-o dos islamistas, um policial grita no seu walkie-talkie, "fechem os aeroportos!! Ele quer escrever o Volume Dois!!!" Ainda que Rushdie nunca tenha escrito o volume dois, Jones está sempre em evidência.



O novo censor? O chefe do Estado-Maior Gen. Martin Dempsey 
telefonou em 12 de setembro para o pastor na Flórida Terry Jones
 dizendo que não apoiava o vídeo anti islâmico.





Os governos querem impor restrições à liberdade de expressão: Mais nefasto ainda do que os telefonemas a Jones foi a sugestão da Casa Branca ao Google, proprietário do YouTube, para que ele "revisse se a [Inocência dos Muçulmanos] não viola os termos de uso". (O Google manteve-o disponível, com exceção de quatro países). Ao passo que os argumentos sobre a necessidade da autocensura para que não desperte a besta islamista e coloque em risco vidas americanas possa parecer razoável, tal apaziguamento apenas atrai mais fúria, intimidação e violência.

A crescente separação de civilizações: O famoso choque de civilizações não existe, na realidade, a separação de civilizações é que está em andamento. Ele assume várias formas, desde enclaves só para muçulmanos no Ocidente passando pelo matrimônio, economia, educação, cultura, mídia, entretenimento, viagens, websites e atéfuso horário. Por exemplo, quantos turistas irão tomar banho de sol nas praias da Tunísia ou visitar as antiguidades egípcias em futuro próximo?

"Obama, nós amamos Osama": É o que a multidão entoava no centro de Sydney, Austrália. Enquanto isso, islamistas afegãos, indianos e paquistaneses queimavam uma efígie de Barack Obama. Tamanho ódio a Obama é ainda mais incrível, dadas tantas conexões dele com o Islã na infância, sua previsão em 2007 que a presidência veria uma considerável melhora nas relações com os muçulmanos, seus esforços estrênuos em conquistar a opinião muçulmana ao se tornar presidente e a reação muçulmana inicialmente favorável a ele. Na realidade, sua posição caiu tanto a ponto dele ser tão impopular ou mais do que George W. Bush.


Afegãos queimando uma efígie de Barack Obama em 15 de setembro em Khost.


Impacto mínimo nas eleições presidenciais americanas: Pesquisas de opinião mostram que a postura dos eleitores em relação a Obama e Mitt Romney não mudaram praticamente nada nos últimos seis meses, indicando que o alvoroço dos islamistas terá pouco impacto no resultado das eleições.

A civilização ocidental na corda bamba: As aspirações islamistas vão ganhando força com a melhora das comunicações e o enfraquecimento dos governos do Oriente Médio, em última análise, cria um problema existencial aos povos ocidentais: Conseguiremos preservar a nossa civilização histórica perante esta ameaça ou aceitaremos o domínio muçulmano e o status dhimmi de cidadão de segunda classe?

Em suma, os islamistas querem impor a Shari'a, os povos ocidentais estão divididos e a batalha das vontades apenas começou.




DanielPipes.org


sábado, outubro 13, 2012

A Teologia da Libertação Evangélica.












A nova Geni no cenário evangélico brasileiro (título original do artigo).


por Edson Camargo (*)

O neopentecostalismo e a teologia da prosperidade são a nova Geni. Feitos para apanhar, bons de cuspir. Só num ambiente onde impera a tosquice e a desonestidade intelectual trataria-se o neopentecostalismo como um fenômeno homogêneo, uniforme, desprovido de diferenças gritantes e essenciais entre alguns de seus elementos – no caso, denominações evangélicas – que são abrangidos pelo conceito. E o pior: pessoas que reconhecem, em algum momento, a diversidade do neopentecostalismo, quando o criticam, atacam-no como um todo: “o neopentecostalismo”. Maldita Geni!. 

Não há como perceber que há aí, em muitas situações, uma motivação ilegítima, baseada não só na promoção da denominação que representa, por parte do criticastro (crítico reles), como num sentimento de superioridade intrínseca à tudo aquilo que dela não se aproxime.

A outra evidência de que a tosquice, a desonestidade intelectual imperam entre nossos autopropalados “apologetas” e “defensores das doutrinas bíblicas”, é o estardalhaço contra a tal ‘teologia’ da prosperidade. Qualquer professorzinho de Escola Bíblica Dominical, com meia dúzia de versículos bíblicos que falam da fidelidade a Deus sob toda e qualquer circunstância e do desapego a bens materiais enquanto virtude cristã, desmonta, em segundos, a distorção promovida pela ‘teologia’ da prosperidade’, que é, sobretudo, de ênfase.

Enquanto isso, outro problema, muito maior, mais grave, mais sedutor e que apresenta mais resistências, é jogado para debaixo do tapete enquanto se bate na Geni: a onipresença e a aura de inquestionabilidade em torno da farsa socialistóide chamada ‘teologia da Missão Integral”, pensada justamente para ser a “versão protestante da ‘teologia’ da ‘libertação”’ católica, segundo as palavras de um ícone do movimento, Ariovaldo Ramos, conhecido apologeta do socialismo, do MST, outrora de Lula e mais recentemente de Marina Silva.

Teologia da Libertação sem contrôle

Sabe-se que a "teologia da libertação" nada mais foi que um instrumento para a infiltração comunista na igreja de Roma. Nem por isso os pseudo-apologetas que se descabelam contra a ‘teologia’ da prosperidade deixam de cantar loas aos mentores dessas farsas teológicas socialistas, como o “social-panteísta” Leonardo Boff, Richard Shaull, René Padilla, o tosco e apóstata do Rubem Alves, Caio Fábio, Ariovaldo, e outros que chamo de “lausannéscios”, por idolatrarem o Pacto de Lausanne. Aí temos uma verdadeira ópera de malandros. Para agravar o erro, entre os apoiadores da ‘missão integral’ estão teólogos tidos como fiéis às Escrituras, mas que não só se calam diante o liberalismo teológico grosseiro de outros entusiastas da farsa, como até dividem com estes espaços na Internet e em conferências.

Fica claro, portanto, que o apoio ao embuste socialista os motiva mais que a defesa daquilo que as Escrituras deixam explícito. O que importa é cuspir na nova Geni, que, por sinal, tem nojo, e coberta de razão, da agenda cultural do esquerdismo: “casamento” gay, feminismo, liberação de drogas, aborto, eutanásia, etc.
“Maldita Geni!”



(*) Jornalista e músico, é editor-executivo do site de opinião e análise de conteúdo midiático "Mídia Sem Máscara". Estudioso da filosofia, com ênfase nas áreas de teoria do conhecimento, história das idéias e filosofia política, é um amante dos grandes temas da teologia e um entusiasta da educação clássica.

Dilma e a vassourada na ética.








por Guilherme Fiuza





Enquanto o mensalão continua em cartaz como um filme de época, com exclamações indignadas sobre aqueles tempos terríveis, os herdeiros do esquema vão muito bem, obrigado. A plateia do julgamento ainda está se perguntando: será que Lula sabia? Então o PT comprou mesmo apoio político? Ora, vamos apressar esse filme velho. O final é o seguinte: deu tudo certo, e os mensaleiros da novíssima geração governam o Brasil.

Nem é preciso escutar horas de Joaquim Barbosa, depois horas de Lewandowski dizendo que não foi bem assim, para entender o esquema que tomou de assalto (com duplo sentido) o Estado brasileiro. Vale mais, neste momento, prestar atenção a um ex-ministro do Supremo. O que aconteceu afinal com Sepúlveda Pertence?

É simples: ele acaba de abandonar a Comissão de Ética da Presidência da República, por causa de um novíssimo escândalo. Ou seria mais correto dizer, um novo capítulo do velho escândalo.

A sucessora boazinha de Lula, que não tem nada a ver com os aloprados do padrinho e ainda faz faxina duas vezes por semana, cassou na mão grande dois membros da Comissão de Ética.

Enquanto a plateia se distraía com o faroeste do mensalão, Dilma Rousseff sacou mais rápido e executou a sangue-frio os conselheiros Marília Muricy e Fábio Coutinho. Qual teria sido o pecado da dupla fuzilada?



Um pecado mortal: levantar o tapete e mostrar a sujeira guardada pela faxineira. Marília foi quem propôs a demissão do ministro bufão Carlos Lupi, que Dilma tentava manter a todo custo, com sua grande família de ONGs companheiras. O esquema de Lupi no Ministério do Trabalho, de que Dilma era madrinha, nada mais era do que um dos muitos filhotes gordos do mensalão. O DNA do valerioduto estava lá: fabricação de contratos e convênios fantasmas para sugar dinheiro público para o partido que sustenta o governo. A mesmíssima compra e venda de apoio político que arrepia o país na oratória de Joaquim Barbosa.

Como se sabe, o voto de Marília Muricy foi o empurrão que faltava para a demissão de Carlos Lupi, para Dilma não ter mais como segurá-lo. E, como também se sabe, na ocasião a presidente jurou de morte a Comissão de Ética da Presidência. Só esperou o momento certo para cortar a cabeça da conselheira sem chamar a atenção.

Fábio Coutinho, o outro decapitado, cometeu pecado ainda mais grave: mexeu com o companheiro de fé Fernando Pimentel, amigo e irmão camarada da presidente, atual ministro vegetativo do Desenvolvimento. Fábio não entende nada de ética companheira. Achou que as milionárias consultorias fantasmas de Pimentel à Federação das Indústrias de Minas Gerais não eram corretas. O desavisado conselheiro não sabia que, conforme a tecnologia mensaleira, incorreto é não aproveitar o poder para encher o caixa da revolução.

Às vésperas das eleições municipais, Dilma mandou o pecador para a vala. Preservou, assim, a ficha mais ou menos limpa do guerrilheiro consultor, que é cacique petista nas urnas de Belo Horizonte e precisa estar livre para a missão de todo maquinista companheiro: catar votos e preservar cabides.

A operação cala-boca que revoltou Sepúlveda Pertence e o levou a pedir demissão foi muito bem feita. Dilma deixou por algum tempo os dois conselheiros marcados para morrer na geladeira. Retardou a dupla substituição já decidida, para melar as reuniões da Comissão de 27 de agosto e 3 de setembro – período chato para tratar de ética, com eleição a caminho e mensalão em cartaz. Sepúlveda renunciou à presidência da Comissão, e a plateia não deu a menor bola para ele. Gol dos companheiros. Como disse Lula sobre o mensalão, o que importa agora é a eleição. É o momento de os 4 quadros” petistas que engordaram em cargos de nomeação irem à luta dos cargos eletivos. O professor Márcio Pochmann, especialista em adestramento progressista de dados, interventor da revolução popular no Ipea, concorre a prefeito de Campinas. A grande aposta, até o fechamento desta edição, era o príncipe do Enem Fernando Haddad, que prometia fazer com São Paulo o que fez com os vestibulandos de todo o Brasil.

Como se vê, o esquema vai de vento em popa. Os condenados no STF não precisam se preocupar. Seus herdeiros poderosos haverão de saber recompensá-los.

Fonte: revista “Época”




sexta-feira, outubro 12, 2012

Salvem o dia da criança.






por Blogando Francamente.






Não está errado não. O título da postagem é Salvem o dia da criança. Salvar sim, pois com tantos bombardeando o que ainda resta de infância nas crianças, será inevitável que a criança seja tal qual um dinossauro: um ser extinto. 

Crianças na Cracolândia - SP

As investidas para transformar a criança em mercadoria são cada vez mais descaradas; senão vejamos:

Aqui em terras que um dia foram de Santa Cruz:


O Estado de S.Paulo 6 de abril de 2012:


O Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou nota ontem deplorando a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que inocentou um acusado de estuprar três meninas de 12 anos. O STJ concluiu que não houve presunção de violência, já que as garotas seriam prostitutas. Para as Nações Unidas, além de "abrir um precedente perigoso", a decisão contradiz tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil.

Ou em terras sem muita Cruz:

O ativismo pedófilo é hoje um movimento de importância marginal, que esteve mais em voga entre as décadas de 1950 e 1990, e atualmente é mantido exclusivamente por websites. Segundo um de seus defensores, Frits Bernard, o movimento advoga a aceitação social da atração sexual ou romântica de adultos com crianças, e consequentes atividades sexuais, pretendendo, para esse fim, provocar mudanças sociais e judiciais como a mudança da idade de consentimento para idades mais infantis e a não categorização da pedofilia como doença mental, mesmo que o conceito de doença mental seja criticado. Outro de seus defensores, Tom O'Carroll, escreveu um livro ( Paedophilia: The Radical Case. Peter Owen, London, 1980.) em defesa da pedofila, agora esgotado. Mais tarde O'Carroll foi preso e condenado na Grã-Bretanha por "conspiração para corromper a moral pública" e, posteriormente, foi também condenado à prisão por produzir pornografia infantil.

Mas o que se pode dizer de um governo federal voltado para a legalização do aborto que acaba com a infância antes mesmo dela começar?:

Veja 07 de fevereiro de 2012:



Feminista de carteirinha, a ministra indicada para comandar a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci (PT), afirmou nesta terça-feira que o aborto é uma questão de saúde pública. Apesar de pessoalmente ser a favor da prática, Eleonora disse que não convém explicitar essa posição particular, já que integrará o governo a partir da próxima sexta-feira, data de sua posse. Ela vai substituir Iriny Lopes, que deixa o cargo para se candidatar à prefeitura de Vitória (ES) pelo PT.

“A minha posição pessoal a partir de hoje não interessa”, disse. Minha posição pessoal já dei em entrevistas", sobretudo nos anos 70, 80 e 90, quando o feminismo precisava marcar posições”. Segundo ela, as declarações – que incluem a informação de que abortou duas vezes – foram testemunhais e feitas logo depois que deixou a cadeia, em 1973. “Não me arrependo, é minha história”.

Ou num governo estadual?:

Do site sul21, de 21 de março de 2012.



Um evento promovido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) nesta terça-feira (20) pôs em discussão um assunto que, até então, não havia sido tratado publicamente pelo governo gaúcho: o aborto. Durante seu pronunciamento, a titular da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Márcia Santana (PT), deixou bem claro que o Palácio Piratini está disposto a pautar o tema na sociedade.

“Esse evento é o ponto de partida desse debate no Rio Grande do Sul. Não é um debate que deva ficar encoberto”, garantiu a secretária. Ela entende que a sociedade não pode ficar “na zona de conforto” enquanto, no Brasil, milhares de mulheres realizam o aborto em condições precárias e inseguras por conta da criminalização do procedimento. “Não é possível que estejamos na zona de conforto quando mulheres são sangradas na sua alma e no seu corpo a partir de uma gravidez indesejada”, apontou.

O inimigo ensina em Universidades.

E o que se poderia dizer de Luiz Mott, um Professor Titular do Departamento de Antropologia da UFBa; membro da Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde - CNAIDS e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação do Ministério da Justiça, agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Rio Branco pelo presidente FHC; quando ele mesmo escreve:

“Eu fui casado cinco anos, tenho duas filhas e sou bichona”.No fundo, todos nós, gays (e não gays) alimentamos em nossa imaginação um tipo ideal do homem que gostaríamos de amar e ter do lado. E que nem sempre é igual à nossa paixão atual. O ideal pode ser alto e branco, o real, baixo e preto.No meu caso, para dizer a verdade, se pudesse escolher livremente, o que eu queria mesmo não era um “homem” e sim um meninão. Um “efebo” do tipo daqueles que os nobres da Grécia antiga diziam que era a coisa mais fofa e gostosa para se amar e foder".
Se nossas leis permitissem, e se os santos e santas me ajudassem, adoraria encontrar um moleque maior de idade mas aparentando 15-16 anos... 

O restante, para quem tem estômago e esteja desacompanhado de crianças pode ser lido em Julio Severo


Enfim, como se diz por aí: O universo (dos pulhas sem o menor pudor) conspira para que brevemente a infância seja uma etapa da vida que não mais existirá e a criança será exibida apenas em museus, virtuais é claro, como hoje são exibidos os esqueletos de dinossauros.

Lucas 18:15 - Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; mas os discípulos, vendo isso, os repreendiam.16 Jesus, porém, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus.








A nudez de Obama






Dan Lacey em quadro de Barack Obama nu em frente ao
espelho em homenagem às fotos de Scarlett Johansson.


por Felipe Moura Brasil

Tire o papai-telemprompter. Tire a mamãe-imprensa. Coloque um adversário preparado. Pronto. Você acaba de descobrir quem é Barack Obama.

Foi assim no debate da semana passada. Um massacre de Mitt Romney. Os americanos viram: 67% deram a vitória ao candidato republicano no levantamento da CNN. De 8 pontos atrás nas pesquisas, Romney passou para 4 à frente, segundo o Pew Research Center.

Vale a pena assistir no YouTube. Depois de 4 anos, o presidente mais superprotegido da história universal — aquele que fomenta a crise econômica para tirar dela o proveito político, deixando 63 milhões de americanos dependentes da ajuda governamental — finalmente ficou nu.

Não podendo gritar "Racista!", "Homofóbico!" e "Matador de velhinha!", como fazem seus propagandistas, teve de distorcer as propostas do adversário com a sonsice impostada e robótica que lhe fez a fama.

Atribuiu-lhe um plano de cortar US$ 5 trilhões de impostos e, mesmo desmentido, insistiu na mentira, levando Romney a dar uma resposta para a posteridade:

"Mr. President, you're entitled, as the president, to your own airplane and to your own house, but not to your own facts."
(Sr. Presidente, você tem direito, como presidente, ao seu próprio avião e à sua própria casa, mas não aos seus próprios fatos.)

Atribuiu-lhe, também, a redução dos impostos pagos pelos americanos de alta renda e, mesmo desmentido, insistiu mais uma vez na mentira, levando Romney a dar mais uma resposta para a posteridade:

"Look, I got five boys. I'm used to people saying something that's not always true, but just keep on repeating it and ultimately hoping I'll believe it — but that is not the case, all right?"
(Olha, eu tenho cinco filhos. Estou acostumado com pessoas dizendo algo que nem sempre é verdade, mas que simplesmente continuam repetindo e, finalmente, esperando que eu vá acreditar — mas não é o caso, certo?)

All right. Certo. Mas agora, caindo nas pesquisas, o que Obama está fazendo?

Em primeiro lugar, o que não fez no debate: piadinhas — como, por exemplo, a do pássaro Garibaldo, da Vila Sésamo, que seria "demitido" por Romney, disposto a cancelar a verba destinada ao canal público PBS para cortar gastos do governo.

[Isto, aliás, me lembrou outro seriado. No episódio "The Comeback", de Seinfeld, o barrigudinho careca George Costanza só consegue pensar em uma boa resposta à provocação de um colega de trabalho muito depois da reunião, de modo que passa dias obcecado pela oportunidade de "dar o troco". Obama é o George Costanza do debate eleitoral. No dia seguinte, tem sempre pronta a piadinha que não veio na hora. (Com a diferença, claro, de que George ao menos a pensou sozinho.) Imagino como está ansioso para "dar o troco" no dia 16.]

Em segundo lugar — agora de longe, como prefere — Obama está insistindo novamente na mentira, como se o Mitt Romney do debate não tivesse sido o mesmo Mitt Romney da campanha — o que, de certo modo, é verdade. Romney estava muito melhor.

Obama, por outro lado, era exatamente o mesmo. Sempre foi assim. Falsifica as ideias do adversário com a mesma naturalidade com que falsificou seus próprios documentos.

Só que, dessa vez, estava sem papai e mamãe.


Nota de rodapé 1: Al Gore, em seu momento Dunga, culpou a altitude de Denver pelo mau desempenho de Obama. É a primeira vez, sem dúvida, que o Messias têm problemas com as alturas.

Nota de rodapé 2: A Venezuela chegou ao fundo do poço. Os Estados Unidos, ainda não.


quinta-feira, outubro 11, 2012

A Primavera Árabe e o Inimigo Israelense.











por Abdulateef Al-Mulhim 

Trinta e nove anos atrás, no dia 6 de outubro de 1973, teve inicio a terceira maior guerra entre árabes e israelenses.A guerra durou apenas 20 dias. Os dois lados já haviam se envolvido em duas outras grandes guerras, em 1948 e em 1967.

A guerra de 1967 durou apenas seis dias. Mas, estas três guerras não foram os únicos confrontos árabe-israelense. De 1948 até hoje, muitos confrontos aconteceram. Alguns deles foram pequenos conflitos e muitos foram batalhas generalizadas, mas não aconteceram grandes guerras afora as acima mencionadas. O conflito árabe-israelense é o conflito mais complicado que o mundo já viu. No aniversário da guerra de 1973 entre árabes e israelenses, muita gente no mundo árabe está começando a levantar muitas questões relativas ao passado, o presente e o futuro do conflito árabe-israelense.

As questões agora são: Qual o custo real destas guerras para o mundo árabe e para o seu povo. E a questão mais difícil que nenhum cidadão árabe quer perguntar é: Qual o custo real pelo não reconhecimento de Israel em 1948 e por que os países árabes não gastaram seus recursos na educação, saúde e infraestrutura em vez de gastá-los com guerras? Mas, a questão mais dura que nenhum cidadão árabe quer ouvir é se Israel é o verdadeiro inimigo do mundo árabe e deu povo.

Eu decidi escrever este artigo após ver fotos e matéria sobre uma criança faminta no Iêmen, ver um antigo mercado árabe de Alepo, na Síria, ser queimado, ver o sub desenvolvido Sinai no Egito, ver carros bomba no Iraque e os prédios destruídos na Líbia. As fotos e as reportagens foram mostradas na rede Al-Arabiya, que é o mais visto e respeitado canal de notícias do Oriente Médio.

A única coisa comum entre tudo o que eu vi foi que a destruição e as atrocidades não foram feitas por um inimigo externo. A fome extrema, os assassinatos e a destruição nestes países árabes são causadas pelas mesmas mãos que deveriam proteger e construir a unidade destes países, além de proteger suas populações. Então, a questão agora é quem é o verdadeiro inimigo do mundo árabe?

O mundo árabe perdeu centenas de bilhões de dólares e dezenas de milhares de vidas inocentes lutando contra Israel, que eles consideravam ser o seu inimigo declarado, um inimigo cuja existência eles nunca reconheceram. O mundo árabe tem muitos inimigos e Israel deveria estar no último lugar da lista. Os verdadeiros inimigos do mundo árabe são a corrupção, a falta de uma boa educação, a falta de uma boa assistência médica, falta de liberdade, falta de respeito pela vida humana e, finalmente, o mundo árabe teve muitos ditadores que usaram o conflito árabe-israelense para reprimir o seu próprio povo.

As atrocidades cometidas por estes ditadores contra o seu próprio povo são de longe piores do que as guerras generalizadas entre árabes e israelenses.

No passado, nós falamos sobre a razão de alguns soldados israelenses atacarem e maltratarem os palestinos. Além disso, vimos aviões e tanques israelenses atacarem vários países árabes. Mas, será que esses ataques se igualam às atuais atrocidades que estão sendo cometidas por alguns estados árabes contra o seu próprio povo?

Na Síria, as atrocidades vão além da imaginação de qualquer pessoa. E, não são os Iraquianos os únicos que estão destruindo seu próprio país? Não foi o ditador da Tunísia quem foi capaz de roubar 13 bilhões de dólares dos pobres tunisianos? E como pode ter uma criança morrendo de fome no Iêmen se suas terras são as mais férteis do mundo? Por que os cérebros iraquianos deixam o país, um país que faz 110 bilhões de dólares de exportação de petróleo? Por que os libaneses fracassaram em governar um dos menores países do mundo? E o que fez os Estados árabes começarem a afundar para dentro do caos?

No dia 14 de maio de 1948, o estado de Israel foi declarado. E apenas um dia depois, em 15 de maio de 1948, os árabes declararam guerra à Israel para conseguir a Palestina de volta. A guerra terminou no dia 10 de março de 1949. Ela durou nove meses, três semanas e dois dias. Os árabes perderam a guerra e chamaram esta guerra de Nakbah (guerra catastrófica). Os árabes não ganharam nada e milhares de palestinos se tornaram refugiados.

Em 1967, os árabes, liderados pelo Egito, governado por Gamal Abdul Nasser, declararam guerra à Israel e perderam mais terras palestinas e criaram mais refugiados palestinos que vivem da misericórdia dos países que os abrigaram. Os árabes chamaram esta guerra de Naksah (frustração). Os árabes nunca admitiram a derrota em ambas as guerras e a causa palestina ficou mais complicada. E agora, com a interminável Primavera Árabe, o mundo árabe não tem tempo para os refugiados palestinos ou para a causa palestina, porque muitos árabes são agora, eles mesmos, refugiados e estão sob constantes ataques de suas próprias forças. Os sírios estão abandonando seu próprio país, e não é porque os aviões israelenses estejam jogando bombas neles. É a Força Aérea Síria quem está jogando as bombas. E agora, os mais inteligentes cérebros árabes muçulmanos iraquianos,estão trocando o Iraque pelo Ocidente. No Iêmen, a peça mais triste da tragédia humana está sendo escrita pelos Iemenitas. No Egito, o povo do Sinai está esquecido.

Finalmente, se muitos dos estados árabes se encontram em tamanha desordem, então o que aconteceu com o inimigo declarado dos árabes (Israel)? Israel agora tem os mais avançados centros de pesquisa , universidades de ponta e uma infra-estrutura avançada. Muitos árabes não sabem que a expectativa de vida dos palestinos que vivem em Israel é muito maior do que a de muitos estados árabes e que eles gozam de muito mais liberdade política e social do que muitos de seus irmãos árabes. Mesmo os palestinos que vivem sob a ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desfrutam de mais direitos políticos e sociais do que em alguns lugares do mundo árabe. Não seria um dos juízes que mandaram um ex-presidente de Israel para a cadeia um israelense-palestino?

A Primavera Árabe mostrou ao mundo que os palestinos são mais felizes e se encontram em melhor situação do que seus irmãos árabes que lutaram para os liberar dos Israelenses. Agora, é tempo de parar com o ódio e com as guerras e de começar a criar melhores condições de vida para as futuras gerações árabes.


Tradução: Ivan Kelner – Blog Pass ItOn
Fonte: Liveleak/Pletz

terça-feira, outubro 09, 2012

O BRASIL DO AMANHÃ É A VENEZUELA DE HOJE.
















Ante los resultados electorales del 7 de 

octubre de 2012 en Venezuela



Comunicado de ORVEX
Organización de Venezolanos en el Exilio



ORVEX, Organización de Venezolanos en el Exilio, ante los resultados electorales del 7 de 

octubre de 2012 en Venezuela comunica a la opinión pública nacional e internacional lo siguiente:


1. Que rechaza categóricamente los resultados electorales presentados ayer en Venezuela porque los mismos son el producto de un sistema electoral que siempre hemos denunciado que está controlado por el régimen, y que impide que las elecciones en Venezuela sean auténticas, es decir, limpias, transparentes y justas, lo cual viola:

a. El Artículo 1 de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela que establece el derecho irrenunciable de la Nación a la autodeterminación nacional. 

b. El Artículo 21 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos promulgada el 10 de diciembre de 1948 por la Asamblea General de las Naciones Unidas el cual expresamente señala que la voluntad del pueblo se expresará mediante elecciones auténticas.

2. Que llevamos más de seis años advirtiéndole a la comunidad nacional e internacional, así como a los partidos políticos en Venezuela, contra qué nos enfrentamos, para que no sueñen ni esperen milagros; específicamente, contra un proyecto supranacional de muerte que está controlado desde la República de Cuba, que sobrevive gracias al petróleo de todos los venezolanos, y que es defendido y legitimado en el hemisferio por el Foro de Sao Paulo, creado por Innacio Lula Da Silva y Fidel Castro en Sao Paulo, Brasil, en 1990 luego de la caída del muro de Berlín en 1989, el cual está conformado por personas que controlan varios gobiernos en Latinoamérica y organizaciones multilaterales del hemisferio, entre ellas la UNASUR, al cual pertenecen las terroristas FARC de Colombia, y que tiene vinculación con países parias como Irán, Siria y Bielorrusia así como con grupos terroristas como ETA, Hamas y Hezbollah. 

3. Que seguiremos denunciando la trágica realidad venezolana: Presos políticos, exiliados, perseguidos, ajusticiados, etc., etc., etc., así como el fraude electoral continuado que continúa siendo legalizado por medio de elecciones controladas. 

4. Que seguiremos promoviendo la lucha noviolenta, o desafío político, para lograr un cambio político en Venezuela, y que hasta la fecha ha sido desoída por quienes han tenido en sus manos dos grandes oportunidades para llevarla a cabo; Manuel Rosales en el 2006, y Henrique Capriles Radonski en el 2012, ya sea porque han confiado en la buena fe del adversario al no dimensionar su gran capacidad para la maldad, o por alguna otra razón que no nos toca a nosotros juzgar. 

5. Alertar a los gobiernos de los países del mundo libre a estar preparados a recibir a un mayor número de ciudadanos venezolanos que salen al exilio, para que establezcan mecanismos de protección humanitaria que impidan la repatriación de los mismos. 

Comunicado emitido en la ciudad de Miami, Estado de la Florida, el lunes 8 de octubre de 2012. 

Por ORVEX – Organización de Venezolanos en el Exilio,

Elio C. Aponte
Presidente