segunda-feira, dezembro 17, 2012

Trabalhador próspero conservador ou hippie vagabundo esquerdista?.











Trabalhador  próspero conservador ou hippie vagabundo esquerdista?.
por Luis Dufaur



Repete-se que só as pessoas ignorantes em matéria de ciência ou iletradas são capazes de engrossar o largo, e até majoritário, número de cidadãos que não acreditam no “aquecimento global”, nas“mudanças climáticas antropogênicas” e outros “dogmas” ambientalistas.

Mas especialistas da Universidade de Yale que estudaram o público que recusa as crenças ambientalistas chegaram a uma conclusão oposta.

O site Reason.com publicou um interessante resumo do sisudo trabalho.

O estudo é um fruto do Yale Cultural Cognition Project, que analisou as opiniões de 1.500 cidadãos americanos sobre questões ambientalistas do ponto de vista do nível de sua cultura e de sus conhecimentos científicos.

O trabalho foi conduzido pelo Dr. Dan Kahan, professor de Direito em Yale.

Se fosse correta a “tese da irracionalidade pública”, explicou o Prof. Kahan, “então o ceticismo sobre mudanças climáticas deveria ser atribuído a pobres conhecimentos sobre a ciência por parte do público”.

Nesse caso, a solução seria mais educação científica para corrigir a ignorância.

O estudo utilizou como metodologia a “teoria do engajamento cultural”, formulada pelo cientista político Aaron Wildavsky, da Universidade de Berkeley – Califórnia.

De acordo com essa teoria, as pessoas percebem como risco aquilo que ameaça seus valores, sejam individuais ou partilhados com outros.

De acordo com a teoria, os homens se dividiriam em dois polos: o dos Hierárquicos/Individualistas e o dos Igualitários/Comunitaristas.

Os primeiros em geral desejam a hierarquia nas relações humanas e a ordem social, querem papeis definidos na vida e autoridades constituídas, e acham que cada um deve ganhar a vida fazendo uso de sua livre iniciativa.

Na linguagem corrente, seriam definidos como conservadores de direita.

Os segundos são igualitários que desejam aplainar as diferenças de gênero, riqueza e raciais, e acham que o Estado está obrigado a lhes fornecer tudo o que precisam.

No linguajar leigo, estes seriam como os esquerdistas, que querem viver com bolsas do Estado sem trabalhar.

Os pesquisadores então constataram que os ‘hierárquicos/individualistas’ habitualmente são “céticos” diante das alegações ambientalistas contra riscos ambientais ou tecnológicos.

E que tais pessoas intuitivamente percebem que a aceitação generalizada das alegações ambientalistas provocará restrições ao comércio e à indústria que contradizem as condutas que eles prezam.

Em sentido oposto, segundo o trabalho, os ‘igualitários/comunitaristas’ “moralmente tendem a suspeitar do comércio e da indústria que eles veem como a fonte das desigualdades injustas de riqueza e poder. Portanto julgam que essas atividades na vida são perigosas, devendo ser coibidas”.

Postas estas concepções de fundo, é claro os‘igualitários/comunitaristas’vão se dizer mais preocupados com as“mudanças climáticas antropogénicas” do que os ‘hierárquicos/individualistas’.

Após avaliar numericamente os resultados, o estudo conclui que não se aplica a “tese da irracionalidade pública” segundo a qual a diferença entre pró e contra os dogmas ambientalistas depende da cultura e da ignorância.

Bem ao contrário, a cultura científica aumenta a oposição entre os ‘hierárquicos/individualistas’ e os ‘igualitários/comunitaristas’.

Pois quanto mais instruídos mais os ‘hierárquicos/individualistas’ tendem a ser contra os dogmas verdes, e o mesmo acontece no outro grupo.

O resultado é que a cultura científica aumenta a polarização entre os dois grupos.

Os pesquisadores de Yale chegaram a análogas conclusões pesquisando as posições dos dois grupos a respeito da energia nuclear.

Em outras palavras, as disputas suscitadas pelo ambientalismo não dependem da ciência nem da cultura científica. Mas de uma atitude prévia diante da vida.

Os que querem trabalhar, progredir, organizar e melhorar, não acreditam a priori nos boatos ambientalistas.

Em sentido contrário, aqueles que desejam uma vida fácil, anárquica, preguiçosa, dependente do Estado socialista e têm birra da ordem civilizada, naturalmente propendem a acreditar como verdadeiros os dogmas da religião ambientalista.

Mas se esse estudo explica a polarização esquerda-direita no público a respeito do ambientalismo, o que pensar dos cientistas?

Em 2009, o conceituado Pew Research Center realizou uma pesquisa comparando a ideologia dos cientistas com o pensamento do público em geral.

E verificou que só 9% dos cientistas se identificam como “conservadores”; 35% se dizem “moderados” e 52% esquerdistas, incluindo 14% que se declaram “muito esquerdistas”.

Essas proporções não têm nada que ver com as que o mesmo Pew Research Center constatou no público americano em geral.

Neste, 37% se definiram como “conservadores”, 38% como “moderados”, 20% como “esquerdistas” e 5% como “muito esquerdistas”.

A mesma enquête, fazendo perguntas diversas, constatou que 81% dos cientistas confiam no esquerdista Partido Democrata, enquanto o público geral votaria por ele numa proporção de 52% .

Aliás, a votação recebida pelo presidente Obama na última eleição presidencial.

Nesta pronunciada decolagem entre o modo de pensar do ambiente científico e o conjunto da nação americana pesa decisivamente um fato, denunciado constantemente pelos cientistas mal apelidados de “céticos”.

Segundo eles, os organismos científicos do governo foram infiltrados e são manipulados por um clique de esquerdistas que têm fortes apoios na política e por vezes escassos ou enviesados conhecimentos científicos.


Resultado: instalados em pontos chaves do governo ou entidades profissionais, sabotam os cientistas honestos e promovem correligionários da “religião” verde.(A Lula Gigante).




Fonte: IPCO










domingo, dezembro 16, 2012

Negação do Holocausto é perigoso e preocupante.










Negação do Holocausto é perigoso e preocupante.

por Pierpaolo Cruz Bottini

Não esquecer jamais!!!


Vivemos em um Estado Democrático de Direito, onde ideias de qualquer gênero são admitidas, e cada cidadão pode expor seu pensamento livremente. No entanto, essa liberdade de expressão, constitucionalmente assegurada, não é salvo-conduto para manifestações ofensivas, ou que coloquem em risco o próprio modelo democrático sobre o qual se assenta nossa ordem jurídica.

É nesse contexto que se discute o negacionismo, caracterizado como o conjunto de manifestações que nega a existência do Holocausto judeu ocorrido durante a 2ª Guerra Mundial. 

A matança de homens, mulheres e crianças pelo regime nazista é fato evidente, e qualquer um que tenha contato com registros históricos, ou com aqueles que sofreram direta ou indiretamente tais mazelas, perceberá o quão efetiva foi sua ocorrência, e quão cruel é turbar sua lembrança. A própria celebração anual do Yom HaShoah por milhares de pessoas é uma manifestação da significatividade da matança e da solenidade de sua memoria.

A negação do Holocausto é perigosa não apenas por sua imprecisão histórica, ou pela capacidade de desonrar uma memória coletiva, mas por obstar o uso da recordação de uma mazela como prevenção à sua repetição. A lembrança do terror tem valia maior como um aviso às gerações futuras, para que mantenham eterna vigília sobre seus valores, e se esforcem por impedir o retorno das circunstâncias que levaram aos abusos.

Há várias formas de inibir a deturpação da memória do Holocausto. Há quem defenda a criminalização do ato. Há, por outro lado, quem entenda que o Direito Penal não deve punir a negação dos fatos se ela estiver desacompanhada de manifestações racistas ou de incitação ao ódio. O debate sobre Direito Penal e o negacionismo sempre me pareceu legítimo do ponto de vista acadêmico e político. Mas ele não se confunde com a discussão sobre o mérito — ou demérito — da existência do Holocausto. 

E nesse campo, inúmeras são as politicas públicas que podem e devem ser manejadas para preservar e difundir a memoria do massacre nos bancos de escola, nos meios de comunicação, e nos mais diversos fóruns de discussão acadêmica e política. Estamos em pleno movimento nacional de revolvimento e revelação de crueldades políticas para prevenir sua prática futura. A instalação de comissões da verdade em âmbito federal e regional, a mobilização dos mais diversos setores em busca de evidencias dos horrores praticados durante a ditadura no Brasil revela o quanto a sociedade deseja pendurar no varal da ostensividade as atrocidades cometidas por aquele regime político, como um aviso ao futuro sobre o risco de transigir com o arbítrio.

O negacionismo não precisa estar acompanhado de ideias racistas ou de justificação do Holocausto para ser perigoso. Ainda que neste último caso exista claro crime, como já apontou o Supremo Tribunal Federal no caso Ellwanger, isso não significa que a mera negação do massacre judeu sem incitação ao ódio seja inócua. Ela é preocupante porque atinge uma lembrança importante, cuja função é indicar até onde pode chegar a maldade humana.

A forma mais eficaz de preservar direitos humanos e evitar a repetição de qualquer episódio triste ou insano da história, como o Holocausto, é o fortalecimento de políticas de esclarecimento e de preservação da memória, para que a obscuridade não relativize a barbárie. A repetição de horrores humanos é fruto do esquecimento do passado e do descompromisso com a história. 

Pierpaolo Cruz Bottini é advogado e professor de Direito Penal na USP. Foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e secretário de Reforma do Judiciário, ambos do Ministério da Justiça.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2012


sexta-feira, dezembro 14, 2012

Hamas e Fatah: juntos combatendo Israel.






As crianças do Hamas: Isso é futuro?




Na última segunda-feira, o líder do Hamas, Mahmoud Zahar, exortou o Fatah a juntar-se ao seu movimento para combater Israel e não perder tempo nem esforços com o processo de paz. O chamado de Zahar foi feito quando os representantes do Hamas e do Fatah se reuniram num esforço para terminar com suas diferenças e para alcançar a “reconciliação nacional”.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse à imprensa em Ramala que sua prioridade no momento é terminar com a rivalidade entre os dois movimentos e que não vê motivo para que os dois lados não possam chegar a um acordo para as eleições presidenciais e parlamentares. Falando num comício do Hamas na cidade de Gaza, Zahar disse: “Nossas mãos estão estendidas para o Fatah juntar-se a nós no programa de resistência (armada) e de liberação da Palestina”.

Dirigindo-se ao Fatah ele acrescentou: “Venham e juntem-se ao programa de resistência e deixem de perder tempo e esforços. Vamos dar as mãos e, juntos, carregar os rifles”. Zahar disse também que os membros do Fatah que desejarem embarcar no “vagão dos vencedores, comemorar conosco e tornarem-se nossos parceiros serão bem-vindos”.

Ele declarou que, agora, o Ocidente compreende melhor a estratégia da resistência armada do Hamas: “Eles não veem mais o nosso povo como terrorista e assassino sem respeito por mulheres e crianças e que só ama o sangue. Os ocidentais vieram à Faixa de Gaza e viram que nós estamos entre os povos mais civilizados”. (Sobre a "civilidade do Hamas leia aqui: A pedofilia do Hamas)

Após o voto da Assembleia Geral da ONU da semana passada que concedeu aos palestinos o status de estado observador não membro, os líderes, tanto do Hamas como do Fatah, prometeram trabalhar com afinco para terminar com a cisão entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Como gesto de boa vontade o governo do Hamas permitiu que 17 ativistas do Fatah que fugiram para o Egito há cinco anos voltem para casa. Os ativistas fugiram quando eclodiu a luta entre o Hamas e o Fatah e que resultou na tomada do poder pelo movimento islâmico na Faixa de Gaza.

Hamas e Fatah: Unidos pelo mal comum

O Ministério do Interior do Hamas disse que esta decisão visa pavimentar o caminho para a criação de uma atmosfera positiva para a reconciliação e o fim das diferenças entre os dois partidos rivais. Na segunda-feira apenas 12 dos ativistas do Fatah tinham voltado para a Faixa de Gaza. Nabil Sha’ath, membro do Comitê Central do Fatah, expressou otimismo quanto à perspectiva de alcançar a unidade com o Hamas. Ele disse que a Autoridade Palestina libertou apoiadores do Hamas de suas prisões na Cisjordânia.

A Autoridade Palestina decidiu também reabrir instituições do Hamas na Cisjordânia que tinham sido fechadas por questões de segurança, disse Sha’ath, acrescentando que a liderança da Autoridade Palestina está preparada para a “parceria total” com o Hamas em qualquer medida política futura e que os dois lados se reunirão em breve no Cairo para discutir o fim da disputa. Sha’ath disse também que os líderes do Fatah e do Hamas estão satisfeitos com a participação dos seus seguidores em comemorações e comícios conjuntos nas duas últimas semanas, tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza.

Wasel Abu Yusef, membro do Comitê Executivo da OLP, disse que o Fatah e o Hamas agora esperam o convite do presidente egípcio Mohamed Mursi para realizar conversações de reconciliação no Cairo. Ele acrescentou que os egípcios vêm exercendo pressões sobre os dois partidos para que terminem com suas diferenças e formem um governo de união palestina.

Apesar da aparente aproximação entre os dois lados, o Hamas declarou na segunda-feira que as forças de segurança da Autoridade Palestina prenderam dois de seus apoiadores na Cisjordânia. Vários outros apoiadores do Hamas foram também chamados para interrogatórios pelas forças de segurança da Autoridade Palestina nos últimos dias.

Uma fonte do Hamas disse que o Serviço Geral de Inteligência da Autoridade Palestina prendeu Saleh Amer, da vila de Kufr Qalil, próximo a Nablus. Em Ramala a segurança prendeu Amjad Hussein, residente na vila de Der Qadees. Ra’fat Nasif, oficial graduado do Hamas na Faixa de Gaza advertiu a liderança do Fatah contra a prisão de membros do movimento Hamas. Ele disse que apesar das conversações “positivas” sobre reconciliação, as forças de segurança da Autoridade Palestina continuam a prender e interrogar os apoiadores do Hamas.

“A repressão da segurança da Autoridade Palestina é um obstáculo no caminho para alcançar a unidade palestina”, reclamou Nasif.

Artigo publicado no Jerusalem Post e citado no WJC- World Jewish Congress em 04 de dezembro de 2012
Tradução: Adelina Naiditch – Na´amat Pioneiras Brasil/ Pletz



Hamas: 25 fatos por 25 anos.

por Simon Plosker 
Grande parte dos meios de comunicação deu cobertura aos acontecimentos em Gaza, onde Khaled Meshal, líder do Hamas, comemorou os 25 anos de sua organização terrorista.

O que o Hamas está realmente celebrando? Seguem os 25 fatos para que você se lembre:

1. O Hamas tem o seu nome baseado em um acrônimo que significa “Movimento Islâmico de Resistência”, em árabe.

2. O Hamas se recusa a reconhecer o direito de existência do Estado de Israel como uma nação independente e soberana, e é totalmente oposto a qualquer acordo ou negociação que reconheça tal direito de existir. No início de seu estatuto, há uma citação atribuída a Hassan al-Bana, o fundador da Irmandade Muçulmana, que diz: “Israel surgirá e continuará a existir até que o islamismo o apague, assim como apagou o que veio antes”.

3. O Hamas está comprometido com a jihad (guerra santa). Seu estatuto expressa a importância da jihadcomo o principal meio para o Movimento Islâmico de Resistência (Hamas) atingir seus objetivos. Uma jihadintransigente deve ser travada contra Israel. A jihad é o dever pessoal de todos os muçulmanos.

4. O Hamas é uma organização anti-semita. De acordo com seu estatuto, o povo judeu tem apenas características negativas e planeja tomar posse do mundo. O estatuto usa mitos extraídos do anti-semitismo europeu clássico e do anti-semitismo de base islâmica.

5. O estatuto do Hamas inclui mitos anti-semitas extraídos dos Protocolos dos Sábios de Sião (mencionados no Artigo 32), com respeito ao controle judeu sobre a mídia, a indústria cinematográfica e a educação (Artigos 17 e 22). Os mitos são constantemente repetidos para apresentar os judeus como sendo responsáveis pela Revolução Francesa e pela Revolução Russa e por todas as guerras locais do mundo: “Nenhuma guerra acontece em nenhum lugar sem que os judeus estejam por detrás dela” (Artigo 22). O estatuto demoniza os judeus e os descreve como pessoas que se comportam brutalmente, da mesma forma como os nazistas tratavam as mulheres e as crianças (Artigo 29).

6. O Hamas é o ramo palestino local da Irmandade Muçulmana, que recentemente tomou o controle do governo do Egito.

7. O Hamas é designado como uma organização terrorista por Israel, pelos Estados Unidos, pelo Canadá, pela União Europeia e pelo Japão.

8. Embora membros da comunidade internacional tenham proposto tratar as alas política e militar do Hamas como entidades separadas, a infraestrutura do Hamas coloca a ala política no comando da ala militar. Como declarou o fundador do Hamas, sheikh Ahmad Yassin, em 1988: “Não podemos separar a asa (ala) do corpo. Se o fizermos, o corpo não conseguirá voar. O Hamas é um corpo”.

9. O primeiro ataque suicida do Hamas aconteceu em 16 de abril de 1993, quando um homem-bomba suicida detonou o carro que estava dirigindo no entroncamento de Mehola, perto de Beit El.

10. No dia 27 de janeiro de 2002, a primeira mulher-bomba suicida palestina, Wafa Idris, explodiu-se na rua Jaffa, no centro de Jerusalém, matando uma pessoa e ferindo cerca de outras 100. O Hamas reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

11. O Hamas tem sido responsável por muitos atos terroristas apavorantes, inclusive pelo bombardeio suicida no Park Hotel na cidade costeira de Netanya, em meio ao sêder da Páscoa, com 250 convidados. O Hamas reivindicou a autoria do ataque no qual 30 pessoas foram mortas e 140 ficaram feridas, 20 das quais seriamente.

12. Em dezembro de 2011, o Hamas “celebrou” seu 24º aniversário, ostentando o fato de ter matado 1.365 “soldados sionistas” desde 1987. O Hamas não faz diferenciação entre soldados israelenses e civis israelenses.

13. O Hamas obteve um mandato de quatro anos na presidência do Conselho Legislativo Palestino em 2006, mas permanece no cargo indefinidamente.

14. Em junho de 2007, o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza através de um golpe violento, matando inúmeros palestinos, alguns dos quais sendo empurrados abaixo de altos prédios em Gaza. A Cruz Vermelha estimou que, pelo menos, 118 pessoas foram mortas e mais de 550 foram feridas durante a luta na semana de 15 de junho.

15. Os membros do Hamas usam crianças palestinas como escudos humanos quando realizam ataques contra soldados israelenses.
16. No dia 16 de abril de 2001, o Hamas lançou seu primeiro foguete contra Israel a partir de Gaza.

17. Desde o início de 2012, mais de 1.800 lançamentos de foguetes foram identificados contra o território israelense.

18. O Hamas deliberadamente alveja civis israelenses, atirando foguetes indiscriminadamente, enquanto se esconde em meio à sua própria população civil, o que é um “duplo crime de guerra”.

19. O Hamas é um grupo sunita, embora seu patrocinador principal ao longo dos anos tem sido o Irã xiita.

20. O Irã ajuda e suporta financeiramente o Hamas das seguintes maneiras: transferindo enormes somas de dinheiro ao governo do Hamas na Faixa de Gaza e ao movimento do Hamas; treinando ativistas do Hamas em habilidades militares; contrabandeando armamento para a Faixa de Gaza, inclusive foguetes de longo alcance recentemente usados para atacar cidades de Israel; transmitindo conhecimento técnico-operacional usado para fabricar e melhorar as armas em posse do Hamas, inclusive aumentando o poder de destruição dos Dispositivos Explosivos Aperfeiçoados e de foguetes construídos localmente e usados para atacar Israel.

21. O orçamento anual do Hamas foi estimado em torno de US$ 70 milhões, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores.

22. De modo rotineiro, o Hamas informa erroneamente seus seguidores. Recentemente, Khaled Meshal alegou falsamente ao público palestino que o Hamas havia destruído a casa de Ehud Barak em Tel Aviv. Na verdade, Israel destruiu a casa do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh.

23. Embora o Hamas tenha reclamado de falta de produtos na Faixa de Gaza, ele tem se concentrado no contrabando de milhares de foguetes para aquela área.

24. O Hamas e o Fatah têm realizado conversações de reconciliação intermitentemente desde 2008, mas ainda não chegaram a um acordo sustentável.

25. “A Palestina, do rio ao mar, do norte ao sul, é nossa terra. Nem uma polegada pode ser concedida. A libertação da Palestina, de toda a Palestina, é um dever, um direito e um objetivo. A guerra santa e a resistência armada são o caminho real e correto para a libertação e a recuperação dos direitos” – Khaled Meshal, falando nas “celebrações” do 25º aniversário do Hamas.
O Hamas não está interessado na paz nem em fazer concessões a Israel – os fatos falam por si mesmos. 





Publicado na revista Notícias de Israel - www.beth-shalom.com.br/ Midia sem Máscara




quarta-feira, dezembro 12, 2012

Voto Eletrônico: Hacker revela no Rio como fraudou eleição.










Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como -- através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros - sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades – foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em beneficio de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras - mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.

A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.

Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são "ultrapassadas e inseguras". Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis, especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.

Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a ideia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro - hoje inseguro, na sua opinião.

O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.

Peregrino informou que o seminário será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto - ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a transparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM)


Fonte: Fonte: Ascom/OM/Apio Gomes | 11 de dezembro de 2012

segunda-feira, dezembro 10, 2012

CRISTÃOS E RABINO TODOS COMUNISTAS.

  

titulo Original do artigo:

Pastor luterano homenageia ateu comunista morto.


por Julio Severo e também Claudia Dias e Hanrrikson de Andrade Do UOL, no Rio e GospelPrime


O sepultamento de Oscar Niemeyer foi marcado pela Internacional Socialista, hino oficial dos socialistas do mundo inteiro, e aos gritos de “comunista.”

E não faltou, no velório, uma celebração ecumênica de um rabino, dois padres e um pastor. O primeiro a falar foi o rabino Nilton Bonder. Ele fez um discurso breve, ressaltando que "a dimensão da obra deixada por ele é maior do que a gente pode imaginar". Pouco tempo depois, ele completou o raciocínio: "não só a dimensão artística e estética, mas a revolucionária".

O padre Omar Raposo afirmou sobre Niemeyer: “Ele era um homem que, mesmo sem acreditar em Deus, viveu a serviço dele. Porque um homem que faz coisas maravilhosas como ele fez, também trabalha para Deus.” O padre Omar Raposo, da Paróquia do Cristo Redentor, também entoou cantos. Tal declaração ganhou a aprovação do rabino e do pastor.


Já o padre Jorjão, da Igreja Nossa Senhora da Paz, ressaltou que "nenhum homem no Brasil projetou tantas igrejas como Niemeyer". Depois do ato, ele lembrou a convivência que teve com o arquiteto: "É um homem que dá orgulho. Convivi com a família, a filha e a atual mulher. Era um homem que queria ter fé, e São Bernardo diz que aquele que quer tem fé". (Nota:Bem apropriado citar São Bernado; a cidade que homenageia o santo foi o berço de toda a corrupção pela qual estamos passando)


O pastor é o Reverendo. Mozart Noronha, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB). Durante o evento, ele disse que pela primeira vez “se faz uma celebração ecumênica para homenagear um ateu comunista.”

Suplente de vereador no Rio de Janeiro pelo PSOL, um dos partidos socialistas mais radicais do Brasil, o Rev. Mozart herdou sua paixão pelo socialismo e pelos socialistas de sua denominação luterana, famosa defensora da Teologia da Missão Integral.
Com essa teologia dominando uma igreja, todo tipo de esquerdismo e liberalismo é possível. Foi possível, por exemplo, Luiz Mott, o maior ativista gay do Brasil, dar palestra na Escola Superior de Teologia (EST), o maior seminário da IECLB da América Latina, em 2006 — um fato inédito na história da Igreja Brasileira.
(Nota: O PSol foi fundado por alguém comprovadamente  terrorista -Achile Lollo-. Comprovadamente um assassino. Jogou gasolina por baixo da porta da casa de um adversário político e meteu fogo. No imóvel, estavam um gari, sua mulher e seis filhos. Dois morreram queimados: Stefano, de 8 anos, e Virgilio, de 22. Tudo porque o socialista Lollo, que hoje mora no Rio, queria um mundo melhor, entenderam? Se, para isso, tinha de meter fogo em pessoas, por que não? No Brasil, ainda preocupado com o bem da humanidade, essa alma generosa resolveu fundar o PSOL"Reinaldo Azevedo. Conheça a história do PSol).

Se a presença de um palestrante representante do supremacismo gay num seminário evangélico não é motivo de preocupação e vergonha para os elevados reverendos luteranos, a presença de um deles num ato ecumênico em homenagem a um ateu comunista morto dificilmente os incomodará.


Conforme o GospelPrime, no culto ecumênico o pastor luterano também homenageou Niemeyer com o seguinte poema:

Numa tarde de verão,
Dia cinco de dezembro
Do ano dois mil e doze,
Vi a Santíssima Trindade
Reunida de emergência,
Ordenando aos seus apóstolos
Receberem Niemeyer
O incansável guerreiro
Que do Rio de Janeiro
Partiu para a eternidade
Deus estava mui feliz
O espírito nem se fala!
E na comunhão do além
Recomendaram que os anjos
Organizassem um coral
Em homenagem ao arquiteto
Cantando a Internacional.
Logo os músicos reunidos,
Sopranos, baixos e tenores,
Com todos os seus instrumentos
Entoaram uns mil louvores
Externando os sentimentos.
Juntaram-se os trovadores,
Mil pintores e poetas,
Abraçando os escritores
Numa festa sem igual.
Niemeyer vestia azul,
Com a bandeira vermelha
Segurada à mão esquerda,
Bem como a foice-martelo.
Indagou por Carlos Prestes
E todos os seus companheiros.
Deus que sempre sentiu dores
De um povo pobre e oprimido
Disse: entre aqui, Niemeyer.
No céu você tem lugar.


Contudo, a morte de Niemeyer não foi o único motivo de celebração entre os luteranos. No Dia de Finados passado, o Dr. Oneide Bobsin, reitor da EST, enviou uma mensagem especial a todos os estudantes e outras autoridades luteranas, para que recordassem os comunistas mortos pelo regime militar do Brasil. Ele disse:

“Muitos parentes de pessoas desaparecidas, eliminadas por agentes do Estado entre 1964 a 1985, por se oporem ao governo militar ilegítimo, que derrubou governantes eleitos pelo povo, viveram ou vivem a dor intensa de um luto incompletamente elaborado… Os Comitês de Verdade e Memória da sociedade civil, alguns anteriores à constituição das Comissões da Verdade, estaduais e nacional, celebram em espaços de tortura a memória dos que morreram pelas suas convicções políticas. O nome dos mortos e desaparecidos se torna presente com estes rituais políticos que dignificam a memória de quem foi morto pela violência por aqueles que juraram defender os símbolos nacionais e a própria constituição federal. Ao ser constituído como um canal institucional da expressão da luta pelo reconhecimento, mesmo que tardio, das pessoas quem foram exiladas, mortas, torturadas e estupradas, a Comissão da Verdade oferece guarida a todos que buscam a verdade que nos liberta da sistemática política do esquecimento a que somos submetidos…”

O Dr. Oneide é membro da Comissão da Verdade, criada por Maria do Rosário e Dilma Rousseff para apurar a “violência” dos militares contra militantes comunistas armados que matavam, estupravam, roubavam bancos e apenas queriam derrubar o governo do Brasil para impor uma “democracia” ao estilo da União Soviética.

A Comissão da Verdade (CV) agora entrou na fase de investigar pastores e padres que denunciaram ao governo brasileiro os militantes amantes da democracia soviética.
A presença na Comissão da Verdade de um evangélico, o luterano Oneide, garante que os comunistas serão celebrados e os pastores anticomunismo serão tratados do mesmo jeito que ele trata na Escola Superior de Teologia, onde a anarquia moral e espiritual domina de cabo a rabo.
Ao fim da celebração, a viúva de Niemeyer, Vera Lúcia, foi a primeira a se despedir, dando um beijo no caixão. Após a despedida, as pessoas que acompanhavam a cerimônia fizeram algumas vezes uma saudação comunista.
Para coroar as pompas, nada melhor do que um bloco de carnaval
Por volta das 16h30, seis integrantes do bloco de carnaval Banda de Ipanema chegaram ao cemitério. Eles usaram uma camiseta cuja estampa é um desenho feito por Niemeyer. O presidente do grupo, Claudio Pinheiro, contou que conhecia o arquiteto desde criança, já que Niemeyer era amigo de seu pai. A Banda tocou a música "Carinhoso" quando o caixão começou a entrar no cemitério.

Impossível a paz feita com terroristas.












Impossível a paz feita com terroristas.

Primeiramente saibamos o que o Islam tem a dizer, sobre Terrorismo (extraído do site da Fambras - Federação das Associações Muçulmanas do Brasil:



Uma das distintas características dos tempos em que vivemos é a esmagadora presença da violência em nossa sociedade. É uma bomba que explode num supermercado, ou um avião que desvia, onde indivíduos inocentes são feitos reféns, para aquisição de poder político. Vivemos numa idade onde a manipulação de grupos étnicos e a perda de vidas inocentes se tornaram comuns. Tal é a natureza patente da violência que não se conhecem limites. Esse “terrorismo” é considerado como uma das principais barreiras à paz e à segurança da humanidade.A palavra terrorismo entrou em uso somente algumas décadas atrás. Um dos infelizes resultados desta nova terminologia, é que limita a definição do terrorismo àqueles atos perpetrados por pequenos grupos ou indivíduos.



O terrorismo de fato é um interesse global e manifesta-se em várias formas. Aos seus autores não cabe nenhum estereótipo. Aqueles que acreditam que vidas humanas são baratas e que têm o poder de prender vidas humanas aparecem em níveis diferentes nas nossas sociedades. Pode ser o empregado frustrado que mata os seus colegas a sangue frio ou o cidadão oprimido de uma terra ocupada que exala a sua raiva fazendo explodir um autocarro escolar cheio de crianças inocentes. Esses são os terroristas que nos provocam raiva e repulsão.

Irônicos são os políticos que usam animosidades étnicas antiquíssimas entre povos para fixar as suas posições. O chefe de Estado que requisita o “O tapete bomba” de cidades inteiras e dos conselhos exaltados que condenam milhões de civis à morte segurando a arma ilegal das sanções, raramente são punidos pelos seus crimes contra a humanidade.

É esta definição estreita de terrorismo que fez com que os muçulmanos fossem associados a atos de destruição e de terror. Em consequência eles próprios tornaram-se vítimas de odiosa violência e de terror. A religião do Islam é dada como responsável pelos atos dos não muçulmanos! Pode ser possível que o Islam, cuja luz terminou com as idades escuras na Europa, seja agora responsável pela idade do terror?? Poderia uma fé que tem cerca de um bilhão de seguidores no mundo inteiro e cerca de 7 milhões na América, realmente ordenar a matança e a mutilação de povos inocentes? Poderia o Islam, cujo o nome próprio representa “Paz” e “Submissão a Deus”, incentivar seus seguidores a trabalhar para a morte e a destruição? É possível?



A santidade da vida humana:

O Sagrado Alcorão diz:

“ …não tirem a vida, que Deus fez sagrada, excepto pela justiça ou lei: assim Deus o comanda, para que raciocineis.” [Alcorão 16:151]

O Islão considera que todas as formas de vida são sagradas. No entanto, a santidade da vida humana é-lhe acordada um lugar especial. O primeiro direito básico dos direitos humanos é o direito de viver.

O Sagrado Alcorão diz:

“ … E se alguém matou uma pessoa – a menos que fosse homicídio ou difusão de corrupção na terra, seria como se matasse todos os povos do mundo inteiro e se alguém salvou uma vida seria como se tivesse salvo toda a humanidade” [Alcorão 5:32]

Tal é o valor de uma única vida humana que o Alcorão, iguala a tomada injusta de uma vida humana com a matança de toda a humanidade. Assim, o Alcorão proibe o homicídio em termos claros. A tomada da vida de um criminoso pela ordem do estado para administrar justiça é exigida para confirmar as regras da lei, a paz e a segurança da sociedade. Somente uma corte apropriada e competente pode decidir se um indivíduo perdeu direito à vida negligenciando o direito à vida e à paz de outros seres humanos.



As éticas da guerra:

Mesmo num estado de guerra, o Islam ordena que se trate o inimigo nobremente no campo de batalha. O Islam extraiu uma linha de distinção entre os combatentes e os não-combatentes do país inimigo. A população dos não-combatentes é referida como mulheres, crianças, o velho, o fraco, etc…

O profeta Muhammad (Que a paz e bênçãos de Allah estejam com ele) Costumava proibir os soldados de matar mulheres e crianças e recomendava-lhes: “ … não mutilem, não traiam, não sejam excessivos e não matem um recém-nascido”]. O profeta Muhammad também proibiu a punição com fogo. [3]

Assim, os não-combatentes têm segurança garantida de vida mesmo se o seu país está em guerra com um estado islâmico.



Jihad

Enquanto o Islam for mal entendido no mundo ocidental, talvez nenhum outro termo islâmico evoque reações fortes como a palavra “jihad”. O termo “jihad” tem sido muito abusado, para conjurar imagens estranhas de violência em muçulmanos, forçando povos a submeter-se no ponto da espada. Este mito foi perpetuado ao longo dos séculos de desconfiança durante e após as cruzadas.

Infelizmente, sobrevive até hoje.

A palavra Jihad vem da palavra de raiz “jahada”, que significa esforço. Consequentemente, o Jihad é literalmente um ato de esforço. O profeta Muhammad (paz e bênçãos de Allah estejam com ele) disse que o grande Jihad é se esforçar contra as sugestões insidiosas de sua própria alma. Assim, o Jihad refere primeiramente ao esforço interno da virtude de uma pessoa e da sua submissão a Deus em todos os aspectos da vida.

Em segundo lugar, o Jihad refere o esforço contra a injustiça. O Islão, como muitas outras religiões, permite a autodefesa armada, ou retribuição de encontro à tirania, à exploração, e à opressão.

O sagrado Alcorão diz:

“E por que não deve o Um lutar pela causa de Deus e daqueles que são fracos, mal-tratados (e oprimidos)? - Homens, mulheres, e crianças, cujo o grito é “Nosso senhor! Salvai-nos desta cidade, cujos povos são opressores; e Levantai para nós um que nos protegerá; e Levantai para nós um que nos ajudará! “ [Alcorão 4:75]

Assim, o Islam ordena aos crentes a esforçarem-se ao máximo, a purificarem-se, assim como estabelecer a paz e a justiça na sociedade. Um muçulmano não pode descansar enquando vir injustiça e opressão à sua volta.

Como Martin Luther King Jr. disse:

“Nesta geração, nós temos que nos arrepender, não meramente pelas palavras e as acções detestáveis de pessoas más, mas pelo apelativo silêncio das pessoas boas.”
O Islão ordena acima de tudo os muçulmanos a trabalhar ativamente para manter o contrapeso em tudo o que Deus criou. De qualquer modo independentemente da causa ser legítima ou não, o Sagrado Alcorão nunca desculpa a matança de povos inocentes. Aterrorizar a população civil não pode nunca ser denominado como o Jihad e nunca ser reconciliado com o ensino do Islam.



História da tolerância:

Mesmo os eruditos ocidentais repudiaram o mito de que os muçulmanos forçavam outros a converterem-se. O grande historiador De Lacy O'Leary escreveu: “A história torná-lo claro, que a lenda de fanàticos muçulmanos, varrendo através do mundo e forçando o Islão no ponto da espada em cima de povos conquistados é um dos mais fantàsticos e absurdos mitos que os historiadores têm vindo a repetir.” 
Os muçulmanos governaram Espanha por aproximadamente 800 anos. Durante este tempo, até serem forçados a sair, os não muçulmanos estavam vivos e procriavam-se. Adicionalmente, as minorias Judaicas e Cristãs sobreviveram em terras muçulmanas do Médio Oriente por séculos. Os países tais como Egito, Marrocos, Palestina, Líbano, Syria, e Jordania todos têm ima significativa população Cristã e Judaica.

Isto não é surpresa para um muçulmano, porque sua fé proíbe-o de forçar outro a considerar o seu ponto de vista.

O Sagrado Alcorão diz:

“Deixe que não haja nenhuma obrigação na religião: A verdade está para fora desobstruída do erro: quem quer que rejeita o mal e acredita em Deus, agarrou o mais de confiante punho que nunca quebra. E Deus tudo ouve e tudo sabe. [Alcorão 2:256]



Islam - O Grande Unificador:

Longe de ser um dogma militante, Islão é uma maneira de vida que transcende a raça e a afiliação étnica. O sagrado Alcorão lembra-nos repetidamente de nossa origem comum:

“Oh Humanidade! Nós criá-mo-vos de um único (par), de um macho e de uma fêmea, e fizemo-vos em nações e em tribos, para que se possam conhecer (não para se desprezarem). Verdadeiramente o mais honrado de vós à vista de Deus é (quem é) o mais íntegro de vós. E Deus tem o conhecimento de tudo e tudo Lhe é familiar.” [Alcorão 49:13]

Assim, é a universalidade dos seus ensinos que faz do Islão, a religião com mais rápido crescimento no mundo. Num mundo cheio de conflitos, divisão profunda entre seres humanos, um mundo que é ameaçado com o terrorismo perpetrado por indivíduos e por Estados, Islam é um farol de luz que oferece esperanças para o futuro.

Em segundo lugar, há que se considerar o Estatuto da Organização Terrorista Hamas:



Em nome de Alá, o Misericordioso e Piedoso

Palestina, 1º de Muharram de 1409 AH/ 18 DE AGOSTO DE 1988

Em nome de Alá, o Misericordioso e Piedoso



Sois (palestinos) a melhor nação surgida na face da terra. Fazei o bem e proibis o mal, e credes em Alá. Se somente os povos do Livro (i.e., judeus) tivessem crido, teria sido melhor para eles. Alguns deles crêem, mas a maioria deles é iníqua. Nunca serão capazes de nos causar sério mal, serão apenas uns incômodos. Se vos atacarem, acabarão virando as costas e fugirão, e não serão socorridos. Humilhação é a sina deles, onde possam se encontrar, exceto se forem salvos por meio de um compromisso com Alá ou por um compromisso com os homens. Recaiu sobre eles a ira de Alá, e a sina deles é a desgraça, porque recusaram as indicações de Alá e erradamente mataram os profetas, e por serem desobedientes e transgressores (Alcorão, 3:110-112)



Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá) (2). Continue lendo aqui


Por fim, após a "introdução" do Estatuto dos terroristas do Hamas,  vejamos na prática o que acontece realmente (do site Rua Judaica):

CAI A MÁSCARA DA TRÉGUA E DA POSSÍVEL CONVIVÊNCIA COM O ESTADO DE ISRAEL 

por Osias Wurman.



ATENÇÃO : O NOVO SÍMBOLO DO MOVIMENTO HAMAS DESTACA OS 25 ANOS DE EXISTÊNCIA; A MESQUITA EM JERUSALÉM; O FOGUETE QASSAM M75 E O "FUTURO ESTADO PALESTINO INDO DESDE O RIO JORDÃO ATÉ O MAR MEDITERRÂNEO"


Dezenas de milhares de palestinos se reuniram na manhã deste sábado na praça Katiba da Cidade de Gaza para participar da celebração do 25º aniversário da criação do movimento islâmico Hamas, que controla o enclave palestino desde 2007, quando expulsou os líderes do Fatah para a Cisjordânia.


O ponto marcante da cerimônia foi um discurso do líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, que está em Gaza para sua primeira visita a um território palestino em 45 anos. Em cada lado do palco foram instalados retratos gigantes do fundador do Hamas, xeque Ahmed Yassin, assassinado pelo Exército israelense em 2004, e de Jabari, morto em 2012.

Em seu pronunciamento, ele disse que nunca reconhecerá Israel e insistiu que os palestinos nunca abrirão mão de nenhuma parte de sua terra. "A Palestina é nossa do rio para o mar e do sul para o norte. Não haverá concessão de uma polegada de terra", disse. "Nunca vamos reconhecer a legitimidade da ocupação israelense e, portanto, não há legitimidade para Israel, não importa quanto tempo vá demorar."

Em um discurso belicoso e intransigente, Meshaal também prometeu libertar prisioneiros palestinos detidos em Israel, indicando que militantes islâmicos tentariam sequestrar soldados israelenses para usá-los como moeda de troca.

"Não vamos descansar até libertarmos os prisioneiros. A maneira que libertamos alguns dos prisioneiros no passado é o caminho que vamos usar para libertar os prisioneiros restantes", disse Meshaal, sob aplausos da multidão.


Entre a multidão havia muitas mulheres e crianças com os símbolos do Hamas, bandeiras e gorros de cor verde. A celebração do 25º aniversário ocorre neste ano com uns dias de antecipação para coincidir com o da primeira Intifada palestina, que começou em 8 de dezembro de 1987 na Faixa de Gaza.




domingo, dezembro 09, 2012

O STF e a República.





por Eros Roberto Grau (para o Estado de São Paulo de 08/12/2012)







Em entrevista ao Estadão (13/11, H8), José Murilo de Carvalho observa que os oito anos de Lula ficarão marcados em nossa História pelo avanço na inclusão social, o que chama de democracia; mas não se destacará, continua, pelo que chama de República. Como sou cidadão deste país e, por isso, devo respeito e acatamento aos julgamentos do Poder Judiciário, nada posso concluir senão que a res publica foi violada. E de tal sorte que o dano não é compensado pelo avanço.

Os escândalos políticos não colaram no presidente
porque ele é um distribuidor de benefícios.
(Veja nº 2040 de 26-12-2007)


De mais a mais, sentido crítico bem atilado, esse avanço haveria de vir, em qualquer circunstância, como exigência do processo de legitimação do modo de produção social dominante. Podem dizer que os termos desta conclusão denunciam uma maneira antiga de raciocinar. Não importa que seja velha, se ainda explica o permanente discreto fascínio de quem domina e os interesses que continuam a prevalecer mesmo quando a inclusão social se amplia.

Mais importante é afirmarmos o quanto devemos de respeito e acatamento, enquanto cidadãos, ao Poder Judiciário, em especial, hoje e sempre, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em especial porque o STF, de modo diverso do que andaram a dizer por aí, não surpreendeu por ser independente. Simplesmente foi o que haveria de ser.

Num tempo, como o nosso, em que o Estado ainda é outra face da sociedade civil, o STF nada mais permanece a ser senão uma porção dela. O Estado é uma totalidade indivisível. Não pode ser fissurado em facções, grupos ou poderes. Assim se prestará ao seu fim, que instrumenta ordem, segurança e paz, para o bem do mercado. A separação dos Poderes, enunciada como "lei eterna", oculta o fato de que o Estado, para ser Estado, é e há de ser uma totalidade.

A organização estatal em funções viabiliza, aprimorando-o, seu funcionamento. Aqui e ali há interpenetração delas, mas o Legislativo produz as leis, o Executivo as aplica e o Judiciário nos julga (e a eles também). Todos deveriam vestir um manto de autoridade. Chamo-o assim, manto de autoridade, não porque detenham poderes. Autoridade é algo diferente do poder. É o saber-se o que se deve fazer, serenamente. Os romanos chamavam-na de auctoritas. Por isso - porque os magistrados, para o serem, são os que mais dela necessitam - os cidadãos a eles devem acatamento e respeito. A eles e a seus julgamentos.

Magistrados são para ser respeitados. Lembro episódios notáveis, do tempo em que a discrição era indissociável da pessoa do juiz e as transmissões das sessões de julgamento pela televisão não os havia banalizado. Um processo que viera às manchetes dos jornais, em São Paulo, subira ao Tribunal de Justiça, distribuído a um desembargador. Conta-me seu filho, hoje septuagenário, como eu, que uma sua irmã indagou à mesa do almoço de domingo: "Papai, o que você acha?". O bom juiz respondeu: "Não sei, minha filha, ainda não li os autos". Era assim. Nenhum membro de tribunal insistia no óbvio, justificando-se, pretendendo dar satisfações "ao público", como se ouviu, pela TV Justiça um dia destes.

Juízes de tribunais superiores são indicados pelo Executivo e o Legislativo participa de sua escolha. O juiz prudente, independente, tem para si ter sido indicado para o cargo que ocupe não pelo Sarney, pelo Itamar, pelo FHC ou pelo Lula, com inusitável intimidade, porém, singelamente, pelo presidente da República. Ao tribunal deve chegar sem que a ele tenha sido candidato, sem que faça alarde da própria pureza. Quem a oferece, essa pureza que a palavra enuncia, já a perdeu. Notório saber e reputação ilibada, no caso do Supremo e onde sejam recomendáveis, são para ser conservados durante o exercício do cargo. De reputação ilibada é aquele que, ao caminhar pela rua, merece o olhar respeitoso dos que passam. Apenas. Juízes e ministros de tribunais não são para ser elogiados. Não fazem mais do que a obrigação quando aplicam o direito positivo e a Constituição.

Os juízes não estão lá, nos seus cargos, para produzir equidade. Nem para fazer justiça com as próprias mãos. São servos da Constituição e das leis, servos de um sistema de normas jurídicas que se presta a assegurar um mínimo de calculabilidade e previsibilidade na prática das relações sociais. Precisamente nesse sentido a História avançou, limitando o poder da monarquia patrimonial, para afirmar a instituição do poder legislativo dos Parlamentos. Eis aí uma das tarefas primordiais do Estado moderno: a produção de uma ordem jurídica que garanta certeza e segurança jurídicas. Sem elas não haverá como vivermos em liberdade.

Por isso causa espanto - mais do que espanto, causa temores, apreensão - qualquer reação de desacato, e seja lá de quem for, ao quanto já decidiu, e venha a decidir, o STF no julgamento do chamado "mensalão". E assim seria em qualquer caso, ainda que a res publica não tivesse sido conspurcada, violada.

Nos tempos de menino, quando brincávamos de mocinho e bandido, era razoável que vez e outra mudássemos de torcida. Hoje, não. Se pretendermos viver honestamente, sem agredir os outros, contribuindo para o bem de todos, será indispensável acatarmos, com dignidade, as decisões, quando irrecorríveis, do Poder Judiciário. Não por que façam justiça. Pois é certo que, como dizia Kelsen, a justiça absoluta só pode emanar de uma autoridade transcendente, só pode emanar de Deus; temos de nos contentar, na Terra, com alguma justiça simplesmente relativa, que deve ser vislumbrada em cada ordem jurídica positiva e na situação de paz e segurança por esta mais ou menos assegurada.

Qualquer insurgência contra esta face do Estado que o STF é afronta à ordem e à paz social, prenuncia vocação de autoritarismo, questiona a democracia, desmente-a, pretende golpeá-la. Por isso é necessário afirmarmos, em alto e bom som, o quanto de respeito e acatamento devemos ao Poder Judiciário e em especial, hoje e sempre, ao Supremo Tribunal Federal. Sobretudo porque - repito-o - de modo diverso do que andaram a dizer por aí, o STF não surpreendeu por sua independência. Simplesmente foi o que e como haveria de ser.

(*)Eros Roberto Grau - professor Titular aposentado da Universidade de São Paulo, foi ministro do STF.


Imagem do site: sarapateldecoruja.blogspot.com.br

sexta-feira, dezembro 07, 2012

A privataria petista


A privataria petista.

por LEONARDO BRUNO

Rosemary Nóvoa de Noronha, surpreendida com a abordagem da Polícia Federal, ameaçou ligar para o “chefe” dos policiais. Queria dar uma “carteirada”. Percebe-se a petulância da favorita de Lula. Como uma matrona da fazenda, queria dar pito na jagunçada.


Durante os dois mandatos presidenciais de FHC, a propaganda petista inventou uma denominação pejorativa para criticar as privatizações da telefonia, das fornecedoras de energia, das siderúrgicas e outras empresas estatais: a privataria. Foi disseminada a falsa ideia de que privatizar empresas estatais ou terceirizar serviços públicos seria uma espécie de crime de lesa-pátria contra o Estado e a comunidade. Tal ideia, propagada por parte da mídia e pelos formadores de cultura, como universidades e escolas, acabou impregnando a mente da população.


Na prática, porém, as ações do governo foram perfeitamente legítimas. Não havia nada contra a lei em privatizar, já que o Estado e a sociedade ganham em níveis de eficiência e recursos. O governo privatiza e terceiriza para melhorar os serviços à comunidade. E a telefonia é uma concessão pública, como várias outras atividades pelas quais a iniciativa privada realiza serviços públicos. Mas inventou-se a lenda de que as privatizações foram ruins. Será? O serviço de telefonia só foi democratizado por causa das vendas de telecomunicações. Na época das estatais, só ricos tinham telefones e celulares. Pagava-se tão caro por uma linha como por um carro. Atualmente os celulares são um artigo comum de qualquer classe social. Graças às empresas privadas. Graças às privatizações. Siderúrgicas falidas hoje são bem mais produtivas. E a Embraer, que estava no vermelho quando era estatal, virou uma empresa brasileira de renome internacional.


Contudo, existe um outro tipo de privatização que é inimigo do poder público. Não é o ônus da iniciativa privada em assumir funções públicas e atos eficientes, em favor da comunidade. É justamente o contrário, a usurpação descarada do bem público, quando o Estado é usado como bem privado, aos caprichos de partidos, camarilhas, quadrilhas e grupos de poder. Neste aspecto, como nenhum outro partido, o PT conseguiu instalar uma verdadeira “privataria”, no sentido mais corrupto e ilegal do termo. Estatais, ministérios, cargos públicos, tudo virou propriedade do PT. Os bandoleiros socialistas transformaram a corrupção endêmica num direito adquirido.


Dilma Rousseff não deu um carguinho de ministério para comprar o apoio da senadora Marta Suplicy, para dar força à campanha do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo? O ex-presidente Lula não comprou algumas alminhas através destes mesmos cargos? Roberto Mangabeira Unger dizia que o governo Lula era o mais corrupto da história nacional. No entanto, certas pessoas têm preço. Tempos depois, Unger aceitou um cargo no mesmo governo que ele declarou corrupto. E o jornalista da Globo Franklin Martins? Não virou também ministro, por serviços prestados ao jornalismo chapa vermelha? E o Mensalão? Estatais, cargos, prerrogativas, dinheiro do contribuinte, tudo usado em favor de uma quadrilha particular. Ou seja, os bens de um país inteiro nas mãos de uma minoria.


Porém, mais outro caso de corrupção surge na seara política petista. A descoberta de um novo esquema de propinas, envolvendo a Advocacia Geral da União e o Escritório do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, abre novas portas aos esquemas escusos da privataria petista. Há algumas cenas curiosas deste caso, que refletem até que ponto o PT se apropriou do Estado brasileiro.


Dilma Rousseff, ao ser informada de um novo escândalo, extinguiu o cargo atribuído à Rosemary Nóvoa de Noronha, pessoa muito próxima do ex-presidente Lula e uma das envolvidas no esquema de corrupção. E mandou fechar o escritório da Presidência.


Em artigo publicado no Mídia Sem Máscara, o jornalista Percival Puggina foi muito feliz em observar como o dinheiro público é jogado na lata do lixo, para favorecer pessoas incompetentes e insignificantes. Para que servia, afinal, o cargo de dona Rosemary? Aliás, para que a Presidência da República necessitaria de um escritório num dos bairros mais caros de São Paulo? Tudo indica que era para fazer esquemas e engordar os bolsos dos companheiros.

"E tudo se passava ante os olhos da mãe do PAC, sob o nariz da mãe do PAC e junto aos ouvidos da mãe do PAC. Por quê? Porque o poder confiado a mãos irresponsáveis não vale pelo bem que produz mas pela festa que proporciona e porque é muito difícil afastar-se de más companhias generosas".(Percival Puggina)

Outra cena estarrecedora encontrada no local do crime: uma foto do ex-presidente Lula chutando uma bola de futebol, na parede da sala do escritório. A pergunta que não quer calar é: o escritório era realmente do Estado ou do PT? O que o ex-presidente Lula estaria fazendo num lugar que é, teoricamente, uma repartição pública? O Ministério Público de São Paulo pode se revoltar contra crucifixos ou louvações a Deus nas cédulas de real, mas parece fechar os olhos para o culto idolátrico do ex-presidente.


Outro lance, igualmente perverso, reflete a psicologia do PT no governo. Rosemary Nóvoa de Noronha,surpreendida com a abordagem da Polícia Federal, ameaçou ligar para o “chefe” dos policiais. Queria dar uma “carteirada”. Percebe-se a petulância da favorita de Lula. Como uma matrona da fazenda, queria dar pito na jagunçada. Para os petistas e seus comparsas, os policiais federais não são funcionários públicos, sujeitos a uma legalidade democrática, dentro de um Estado de Direito. São capangas, paus mandados de um chefe em Brasília, apaniguados do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Desde que o PT se tornou governo, o Ministério da Justiça serve de advocacia privada do partido. Márcio Thomaz Bastos, o criminalista, fez escola em Brasília... 


Quanta insolência, não é mesmo? A Polícia Federal descobriu mais uma falcatrua do PT! Como eles se atrevem a invadir a intimidade de um escritório da Presidência, já que é uma propriedade privada do partido? Só faltou chamar o outro “chefe”, o ex-presidente Lula. 


Como sempre, Lula é o último a saber. Ainda que todos os seus contatos, indicações e amigos próximos sejam incrivelmente corruptos e descarados, ele, coitado, é sempre uma pessoa ingênua e desinformada. Também é “vítima” da enganação. O problema é que Lula, o suspeito, quando cai na realidade, foge da situação. Já caiu fora do país. Em 2007, ele também deu uma sumida quando o avião da TAM explodiu em Congonhas, São Paulo, e quando a ANAC se encontrava atochada em corrupção. O ex-presidente ficou caladinho lá, encastelado na Versalhes de concreto, esperando algum resultado satisfatório para se safar. Não é mera coincidência a de que no governo de Dilma Rousseff, a ANAC seja mais uma vez envolvida em bandalheiras, ameaçando a segurança dos brasileiros nos aeroportos. 


Agora dá pra entender as motivações do PT contra as privatizações de estatais. Os petistas querem que o Estado controle tudo, justamente porque não vão perder a boquinha, a mamata governamental. Eles são o próprio Estado. Lula ou Dilma são versões caricaturais e republicanas de Luís XIV. E Dona Rosemary Nóvoa, como parte da máquina absolutista da corrupção, já deu o recado aos policiais: L´État C´est moi!

Imagem do roderrock.blogspot.com.br
Fonte: Mídia Sem Máscara.