sábado, novembro 10, 2012

Algumas Lições do Mensalão.






por Everardo Maciel (ex-secretário da receita federal 1995-2001)

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Talleyrand, célebre chanceler de Napoleão, ao censurar a dinastia dos Bourbons, dizia que eles nunca aprendiam e nunca esqueciam. Para evitar que a sociedade brasileira seja estigmatizada por esse conceito, convém que sejam extraídas algumas lições do julgamento, embora inconcluso, do mensalão.

Sem lugar a dúvidas, esse episódio é um dos mais importantes acontecimentos da nossa Justiça. Pela primeira vez estão sendo julgados, simultaneamente, importantes próceres políticos, banqueiros, profissionais liberais e, para usar uma qualificação utilizada pela defesa, mequetrefes. Cada réu com sua pena ou juízo absolutório.

O julgamento está sendo enriquecido por memoráveis manifestações sobre a ética e a República, como um sopro alentador em favor da restauração de valores que vêm sendo vilipendiados seguidamente e comprometem a formação das gerações mais jovens.

É sagrado o direito de ficar inconformado com as sentenças (jus sperniandi) ou, em nome da liberdade de expressão, criticá-las. Não é aceitável, contudo, proferir invectivas contra a convicção dos magistrados, porque, além da possibilidade de enquadramento por crimes contra a honra, constitui uma afronta ao Judiciário.

As divergências nos entendimentos dos magistrados, malgrado os dispensáveis preciosismos e discursos confusos, devem ser vistas como prova de vitalidade da instituição. O dissenso é mais rico, como ensinamento, que o consenso. A verdade tem muitas faces.

O julgamento, em virtude da transmissão ao vivo, expôs ao público conceitos antes confinados aos recintos dos tribunais e pôde arrostar a velha tese que entendia a condenação como algo destinado a pobre, preto e prostituta, segundo a perspicaz observação de um magistrado mineiro.

Dirão alguns que outras pessoas cometeram crimes idênticos ou assemelhados. É verdade. Que se julguem todos, então! O mensalão deve ser tido não como uma exceção, mas como um precedente.

Rejubilo-me com a repulsa da Corte ao caixa 2, como crime em si ou manobra diversionista para dissimular a prática de outros crimes. A alegação dessa malfadada "tese", caso fosse razoável, deveria ter trilhado os caminhos da modéstia e da contrição, sem manifestações de entusiasmada esperteza.

O Supremo Tribunal Federal não devia, contudo, ser onerado com um longo julgamento de um volumoso processo criminal, de forma estranha à sua vocação de elucidar controvérsias constitucionais e em detrimento da apreciação de relevantes demandas.

Na explicação desse fato se encontra o instituto do foro privilegiado, que pretendeu (ainda que não se diga abertamente) evitar o julgamento dos "condestáveis" da República pelos magistrados de primeira instância, na presunção de que ocorreriam excessos.

É razoável que determinadas autoridades tenham prerrogativas no atendimento de requisições judiciais. Eventuais excessos de magistrados, por sua vez, devem ser corrigidos por uma adequada lei de abuso de autoridade e por uma correição efetiva. O privilégio de foro, entretanto, é deplorável e acarreta, como se pôde ver no mensalão, julgamento em instância única e sobrecarga de trabalhos para o Supremo.

A metodologia dos julgamentos revelou-se modorrenta, repetitiva e arcaica. O cansaço visível na face de alguns ministros é apenas consequência de sua condição humana. Um laudo sobre determinada instituição financeira foi lido mais de uma dúzia de vezes. Existe alguém capaz de ouvir atentamente um relatório de mais de mil páginas? Por que reproduzir, literalmente, depoimentos contidos nos autos? Não bastaria uma ilação referenciada aos autos? Por que dispensar a utilização de modernos meios de exposição que favoreçam a compreensão das intervenções orais?

A fixação das penas (dosimetria) deveria pautar-se pela concisão, sendo expressa numa tabela, que conteria a pena-base e as circunstâncias, se for o caso, que a agravam. Além disso, parece-me que, na determinação da pena, seria aconselhável adotar o voto médio, e não o modal, como bem aconselharia a ciência estatística no trato de situações análogas.

O julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro produz controvérsias que revelam claramente as deficiências da legislação, agravadas por mudanças recentes, que podem resultar em sérios percalços para determinados profissionais (notadamente, advogados e contadores), ainda que não tenham tido participação no ciclo criminoso. A legislação é claudicante e merece ser revista. Não há jurisprudência boa que salve uma lei ruim.

À margem desses comentários, não se pode desperdiçar a oportunidade de enfrentar as causas dos crimes que deram origem ao mensalão. Na essência, tudo gravita em torno de questões políticas e eleitorais. A prevenção desse tipo de crime aponta para o reexame da legislação relativa às prestações de contas de candidatos e partidos políticos, nela incluída a obrigação de fiscalização sistemática pela Receita Federal, e as malsinadas "emendas parlamentares" - fonte inesgotável de corrupção e de abjetas barganhas políticas.

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Sobre Everardo Maciel Thais Oyama da Veja, em agosto de 2002, traçou um interessante perfil:


O predador Everardo Maciel, o mais voraz dos secretários que a Receita já teve,incrementa a caça à sonegação,revoluciona o sistema de entrega de declarações e comemora o que,para o resto dos brasileiros, é fonte de amargura: a estratosférica subida da arrecadação (Veja mais aqui)
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Sobre o artigo ALGUMAS LIÇÕES DO MENSALÃO, Geraldo Hernandes do grupo por 1 Brasil melhor, faz algumas considerações bem apropriadas:

CARPINDO TIRIRICA

O jornal O ESTADO DE S. PAULO publicou, em 05-11-12, artigo de Everardo Maciel intitulado ALGUMAS LIÇÕES DO MENSALÃO, onde se lê:

“O julgamento está sendo enriquecido por memoráveis manifestações sobre a ética e a República, como um sopro alentador em favor da restauração de valores que vêm sendo vilipendiados seguidamente e comprometem a formação de gerações futuras”

Reconheço que o nível de conhecimento do ex-diretor da Receita Federal sobre o assunto supera o meu e lhe confere, portanto, capacidade de discernir, com maior propriedade, sobre o assunto. Mesmo assim, na minha humilde sapiência,...discordo.

Quatrocentos anos antes de Pilatos lavar as mãos, Sólon, poeta, legislador e jurista grego, já apregoava:

Justiça é como teia de aranha; só pega os pequenos enquanto os grandes a transpassa e seguem livres.

O Sr Everardo tem razão quanto ao “sopro alentador” mas, pelo tamanho que a corrupção atingiu, fermentada por anos no calor das impunidades e escorada em leis corporativistas, mesmo que os 25 acusados sejam condenados à pena máxima, muito pouco se terá avançado para redimir os poderes da República da culpa de possibilitar, por ambição, indolência ou interesse, o crescimento dessa vergonha nacional.

O que foi feito até, agora para resgatar a dignidade das nossas instituições eu vejo como... carpir tiririca.

Tiririca, para quem não conhece é, além de alcunha de um deputado, o terror dos agricultores. É uma gramínea invasora, de alto poder infestante que, por consumir nutrientes do solo, impossibilita o desenvolvimento e outras plantas e libera no solo um inibidor de geminação de sementes de outras plantas.

Carpir é perda de tempo; é grande o poder de rebrota e, em poucos dias, as folhas despontam na terra. Sua nocividade está para a lavoura assim como a dos dirigentes dos poderes da República está para a Nação.

E assim o será enquanto vigorar esse sistema que não seleciona os postulantes a cargos no legislativo.

E assim será enquanto os mais altos cargos do judiciário forem ocupados conforme os interesses de um único indivíduo.

E assim será enquanto parcela significativa do povo continuar se indignando diante da televisão e se omitindo diante da urna.

E assim será enquanto o povo ficar atirando pedras inutilmente sem uma ação efetiva.

É louvável a ação, até agora, do Judiciário, mas considero ainda prematuro assustar os passarinhos com rojões. Há muito que se fazer ainda para arrancar pela raiz as tiriricas do sistema republicano brasileiro.


quinta-feira, novembro 08, 2012

Fábulas fabulosas: O “milagre” petista da ascensão social.













O “milagre” petista da ascensão social.


por Félix Maier






Em 2010, para alavancagem da candidata Dilma Rousseff, Lula não se fez de rogado e irrigou irresponsavelmente o País com dinheiro farto, de modo que hoje metade da população brasileira está encalacrada em dívidas.



Durante os oito anos do governo Lula, a economia do Brasil, nas Américas, só foi superior à do Haiti da guerra civil, dos terremotos e dos furacões. Comparado à dos BRIC, foi um fiasco total. Assim, eu nunca consegui entender como dezenas de milhões de pessoas tenham saído da pobreza e alcançado, inclusive, a classe média, como a propaganda petista continua repetindo. Para mim, trata-se de um cálculo que nunca se fechou.

No início do governo Dilma Rousseff, o governo alardeava que o País tinha chegado à 6ª. posição, quanto ao PIB. Ocorre que, embutido, estava um embuste, pois o cálculo era simplista, apenas uma conversão do PIB para o dólar bastante desvalorizado, sem levar em conta o valor de compra do real (paridade do poder de compra). Tanto isso é verdade, que em outubro de 2003, o jornal O Globo estampava a seguinte manchete, também com base no cálculo da conversão do real para o dólar, ainda no período da ressaca do “fator Lula”, eleito presidente, o qual ainda inspirava desconfiança no mercado, quando o dólar chegou próximo a R$ 4: “O Brasil passa de 8ª. à 15ª. economia do mundo”. Então é isso: o Brasil dorme em 8º lugar e acorda em 15º, e vice-versa, assim sem mais nem menos?

A revista Veja, de 8 de outubro de 2012, no texto “A Belíndia Revisitada” (pg. 94-5), de Giuliano Guandalini, afirma que em 1960, os 10% mais ricos detinham 40% da renda total, aumentando esse índice para 47% em 1970 e 48% em 1980. E que os 10% mais pobres detinham apenas 2% da renda total em 1960, baixando para 1% em 1980. Faltou à revista Veja a decência de dizer quantos brasileiros saíram da miséria no período do governo dos militares, quando o Brasil foi alçado da 46ª para a 8ª potência econômica em apenas uma década. Crescendo a taxas anuais seguidas acima de 10%, chegando a 14% em 1973, é óbvio que milhões de pessoas saíram da pobreza. Quantos milhões foram?

Além do mais, se mais milionários e bilionários surgiram durante o governo dos militares (os tais 10% mais ricos), isso necessariamente não é um mau sinal. Afinal, são os ricos que, com suas empresas e seus negócios, tocam de fato o País, oferecendo milhões de empregos ao povo e promovendo a verdadeira e sustentável ascensão social. Quantos empregos oferecem as empresas de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil? No mesmo texto de Veja, o economista Marcelo Néri serve de caixa de ressonância ao embuste petista: “O lado pobre do Brasil cresce tanto quanto a economia da Índia, o lado belga está tão estagnado quanto os países europeus” (pg. 95).

Os fatos, no entanto, são teimosos. 

“Há uma absurda expansão do crédito, gerando bolhas no setor imobiliário. Temos hoje moças e garotos que compram imóveis financiados por 30 anos pagando a maior taxa de juros do mundo. Daqui a alguns anos, eles ficam desempregados e, aí, teremos um problema social. A propaganda foi a coisa mais eficiente do governo. Há uma espécie de otimismo trágico no Brasil. Nos anos Lula, o país cresceu, em média, 4%. Isso não é mérito. No período, a média mundial foi de 4,4%. Entre os 29 últimos presidentes, Lula fica na 19a. posição”. 
(Reinaldo Gonçalves, in “Uma voz no deserto”, Correio Braziliense, 20/3/2011, pg. 23).

O Correio omitiu deliberadamente que a 1ª. posição pertence a Emílio Garrastazu Médici, fato que a esquerda de caviar jamais conseguirá engolir.

Infelizmente, Castello Branco e os governos militares que o sucederam eram contrários à propaganda das realizações do governo. As obras dos militares foram estupendas, como a hidrelétrica de Itaipu, que consumiu em aço o equivalente a 380 torres Eiffel. Em 1963, o PIB era equivalente a 20,6 bilhões de dólares e as exportações, 1,4 bilhão de dólares, com saldo negativo de 244 milhões de dólares. Em 1984, as exportações somavam 27 bilhões de dólares.

Já há algum tempo, Marcelo Neri, economista da Fundação Getúlio Vargas, vinha batendo nessa tecla da ascensão da classe média, na TV Globo, dos milhões de brasileiros que saíram da miséria e agora estavam participando da festa consumista. Neri chegou até a escrever um livro, A nova classe média, que recebeu elogios da presidente Dilma Rousseff. Em 2010, o governo Lula cantou em verso e prosa o aumento do PIB brasileiro, de 7%, uma façanha vista apenas durante o governo dos militares. Ocorre que esse índice esconde uma meia verdade, para não dizer uma mentira inteira, pois em 2009 o aumento do PIB foi negativo, cresceu para baixo como rabo de cavalo. Assim, na média 2009-2010, o aumento da economia foi em torno de 3%.

Claro que houve uma sensível melhora das pessoas nos últimos anos, principalmente com a estabilidade do Real. Os brasileiros passaram a ter acesso amplo a empréstimos a perder de vista, ainda que a juros estratosféricos. Em 2010, para alavancagem da candidata Dilma Rousseff, Lula não se fez de rogado e irrigou irresponsavelmente o País com dinheiro farto, de modo que hoje metade da população brasileira está encalacrada em dívidas. Mesmo assim, eu não conseguia entender como 20, 30, 40 milhões – o número imaginário varia de acordo com o local do palanque petista – tinham conseguido sair da miséria, já que o crescimento econômico brasileiro continuou muito baixo nos últimos anos. Para 2012, a previsão do ministro da Economia, Guido Mantega, era que o PIB cresceria em torno de 4 a 5%. Hoje, o “pibinho” de 2012 está cotado em 1,5%, o que quer dizer que o Brasil crescerá no máximo 1%.

A explicação do milagre petista ocorreu em 2012, quando, cinicamente, o governo Dilma classificou como classe média os que auferem renda familiar per capita entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00. Ou seja, quem recebe 2 salários mínimos, para os petistas, pertence à baixa classe alta! E quem recebe acima de R$ 2.480,00, pertence à classe alta! Com inveja do “milagre brasileiro” dos militares, os petralhas criaram o milagre da ascensão social das massas, numa canetada!:

(Do site folha.uol.com.br)
29/05/2012 - 20h26
Classe média tem renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019, diz governo
por MARIA PAULA AUTRAN
DE SÃO PAULO




As pessoas com renda familiar per capita entre cerca de R$ 291 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira, segundo uma nova definição aprovada ontem por uma comissão da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República).

De acordo com a secretaria, essa classe representa 54% da população brasileira e é a maior do país.

Dentro da classe média, foram definidos três grupos: a baixa classe média, com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441, a média, com renda familiar per capita de R$ R$ 441 a R$ 641 e a alta classe média, cuja renda familiar per capita fica entre R$ 641 e R$ 1.019.

A classe alta estaria acima de R$ 1.019 e também foi dividida em dois grupos. A baixa classe alta ficaria entre R$ 1.019 e R$ 2.480 e a alta, que fica acima deste valor.

Os extremamente pobres têm renda per capita familiar até R$ 81 e os pobres, de R$ 81 a R$ 162.

Para definir os grupos de consumidores, foi usado o critério de vulnerabilidade, que considera a chance do brasileiro de determinada classe social voltar à condição de pobreza.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Segundo o secretário de ações estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, a nova classe média precisa viver com menos incertezas e estar instrumentalizada para aproveitar o rapidamente as oportunidades que se abrem.

Para Barros, o crescimento desse segmento da população deve-se principalmente ao acesso ao emprego formal, mas ainda há grande rotatividade dos trabalhadores, que precisa ser reduzida.

"Queremos alcançar essa estabilidade tornando mais interessante para o trabalhador permanecer no posto que ocupa e estimulando o empregador a ter interesse em mantê-lo".

Segundo Barros, a comissão analisa a criação de políticas públicas para a classe média nas seguintes frentes: um sistema de qualificação continuada do trabalhador ocupado, inovações no mercado de microsseguros, medidas para estimular a poupança nesse segmento e a educação financeira.

O ministro Moreira Franco anunciou que será criada uma ferramenta para interagir e estimular o debate, para aprofundar os estudos sobre a nova classe média.
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O antigo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) foi transformado em “Instituto de Proselitismo Econômico Aplicado”, na perfeita definição de João Luiz Mauad, depois que foi aparelhado por petistas. Assim como o sucessor de FHC não gostava dos dados estatísticos do IBGE, a não ser os que traziam boas notícias, Dilma Rousseff ficou estressada quando o IPEA afirmou o óbvio, que as obras para melhoria dos aeroportos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estavam atrasadíssimas. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado pelo Pnud em 2011 contrariou Lula, que, entre uma sessão de quimioterapia e outra, ordenou que o presidente do IPEA, Márcio Pochmann, elaborasse um IDH próprio.

Infiltrado por ativistas ideológicos, atualmente o IPEA tem a mesma credibilidade de um instituto cubano, argentino ou chinês. Recentemente, Marcelo Neri foi nomeado presidente do IPEA. É, sem dúvida, o homem certo no lugar certo.


Fonte: Midia Sem Máscara.

terça-feira, novembro 06, 2012

O FIM DA FAMILIA.






Título original:Revolução gramsciniana: novo conceito de família

O famigerado teórico comunista italiano Antônio Gramsci (1891-1937) desenvolveu o conceito de que a tomada do poder deveria ser precedida por uma mudança na mentalidade das pessoas.

Com essa nova visão, os intelectuais passam a ser os combatentes, o ensino se torna a arma mais importante, e a escola se transforma no campo de batalha.

Para Gramsci, as massas deveriam livrar-se dos “preconceitos e tabus” que faziam parte da visão do mundo da classe dominante.

Não é preciso ser um grande intelectual ou um sociólogo para concluir que, a partir de uma análise da situação atual, o ensino vem se tornado cada vez mais gramsciniano. Exemplo disso são as cartilhas de educação sexual difundidas em diversos países, bem como a questão do gênero, segundo a qual as crianças de ambos os sexos devem ter entre si um tratamento indefinido e igualitário livre de todo paradigma, e possam escolher livremente a própria sexualidade e o modo de vivê-la.


É interessante analisarmos nesse contexto a crítica feita pela atual ministra dos direitos das mulheres e porta-voz do governo francês, Najat Vallaud-Belkacem, de origem marroquina, sobre os manuais escolares: “Hoje, esses manuais ignoram obstinadamente a orientação LGBT (lésbicas, gays, bi e trans) de figuras históricas ou autores, mesmo quando essa orientação explica uma grande parte de seu trabalho, como no caso de Rimbaud [...] seria útil para as famílias homoparentais serem representadas nas campanhas de comunicação do governo em geral, a fim de banalizar esse fato, tornando-o mais popular.”

A ministra sabe bem que defender isso no seu país de origem ou nos demais países islâmicos é simplesmente impensável. E que é este um dos pontos pelos quais os muçulmanos caçoam do Ocidente e ameaçam conquistá-lo, pois nele todas as aberrações não são apenas permitidas, mas são punidos aqueles que ousam agir em sentido contrário…

A ministra promete recorrer à Missão Interministerial de Vigilância e Luta Antisectária (Miviludes) “para pôr fim a estes verdadeiros abusos que são as ‘terapias de transição’”. Essas terapias, que podem evitar que pessoas com tendência homossexual caiam no abismo moral.[1]

Por fim, ela acrescenta: “A França sustentará o discurso político pela despenalização universal da homossexualidade e vamos colocar nosso aparelho diplomático em movimento para exigir uma resolução das Nações Unidas neste sentido. Vou trabalhar em nível europeu para que a União Europeia adote medidas e orientações contra a homofobia”.

Este discurso da ministra reflete o pensamento dos pretensos defensores da democracia e da liberdade, para os quais uma pessoa não tem o direito de tentar reverter a sua tendência desordenada, mas o Estado, sim, tem o dever de empregar sua máquina para mudar a maneira de pensar dos cidadãos, forçando-os a aceitar o novo tipo de “família” que se quer implantar. São palavras dignas daqueles mesmos revolucionários que, para derrubar o trono e o altar, gritavam: “igualdade, liberdade, fraternidade ou morte”, porém transpostas para o século XXI, onde o objetivo é liquidar de vez com a instituição da família através de um incentivo constante às relações estéreis e antinaturais.

A isso muito se presta a teoria gramsciniana, que propõe através do ensino mudar as concepções e mentalidades tradicionais, criando novas gerações totalmente vulneráveis aos erros revolucionários e prontas para realizar o velho sonho dos inimigos de Deus, ou seja, a destruição da própria Humanidade.

______Ver aqui no Blogando Francamente:


O FIM DA FAMÍLIA ESTÁ PRÓXIMO.,O que é sexo anal?,A escola a serviço do MST.,Os planos de Haddad para as crianças de São Paulo.

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[1] O que causa indignação à ministra, talvez indignasse também o ex-presidente da mesma Miviludes, que está ameaçado pela Justiça com prisão por caluniar leviana e gravemente a Sociedade Francesa de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).

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(*) Heitor Buchaul é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

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Fonte: IPCO

segunda-feira, novembro 05, 2012

O ovo da Serpente.





por Herman Glanz  


A crise econômica corre o mundo, especialmente nos países da zona do euro, onde medidas de austeridade estão sendo exigidas, criando situações bastante difíceis para a população aceitar, especialmente a redução de salários, de vantagens e de aposentadorias. O desemprego cresce assustadoramente: na Espanha, ¼ da população ativa está desempregada. A economia está ruim, também, nos Estados Unidos, refletindo-se na campanha eleitoral. Alastra-se pela América, de norte a sul, a China reduziu seu crescimento, e a Primavera Árabe também indica um desespero econômico. Observando os países da União Europeia, vemos que um espírito de extremismo se espalha no rastro da austeridade econômica. E isto preocupa.

Nas recentes eleições da França, 1/3 dos votos foram depositados tanto para partidos da extrema-esquerda trotskista como para a extrema-direita nacionalista-xenófoba. Na Grécia, 70% dos eleitores apoiaram tanto a esquerda-radical como os xenófobos da extrema-direita. Os extremistas de ambas as vertentes estão crescendo na Alemanha, Áustria, Itália, Noruega, Holanda, Suécia e Dinamarca. Nos países do Leste europeu, antigos países do Bloco soviético, como Ucrânia e Hungria, e também na Rússia, existem movimentos extremistas. Devemos nos lembrar que a dificuldade econômica da Alemanha depois da Primeira Guerra deu lugar ao “messianismo” de Hitler.



Muitos analistas políticos estão advertindo sobre a polarização da política europeia. Mas observa-se que os extremos se tocam, tendo muito em comum esses partidos.. Os partidos da extrema-esquerda da Europa, à semelhança dos outros partidos da esquerda no resto do mundo, defendem aumento de impostos, taxas elevadas para grandes fortunas, desenvolvimento bancado pelo governo, estatização e distribuição de renda, tipo bolsas, como forma de solução para as preocupantes economias mundo afora. E a maioria desses partidos são anticapitalistas e antiamericanos. Interessante notar que a própria esquerda judaica se insere na esquerda mundial.

E é aí que tudo começa. Atualmente, o antissemitismo é parte do antiamericanismo, talvez, até, parte constitutiva do antiamericanismo. O antissemitismo é antigo, vem de muito antes da existência do continente americano, mas foi somente a partir do final do Século XIX e início do Século XX que o velho antissemitismo europeu passou a acompanhar o antiamericanismo. Foi o medo da modernidade e a crítica ao capitalismo que os reuniu, como forma de expressar um ressentimento. E isto porque os judeus, assim como os americanos, passaram a ser vistos como exemplos da modernidade, administradores do dinheiro, incentivadores do lucro, empreendedores, globalizados e cientistas, hostis aos valores tradicionais europeus, os judeus movendo-se de um lugar para outro, mas as razões da mobilidade se deviam às hostilidades.

No início, era o clássico antissemitismo associado à perda contínua de status da Europa para os Estados Unidos. Agora, com a única potência mundial representada pelos Estados Unidos, o ressentimento europeu cresce, e cresce o antissemitismo, quando a crise econômica desponta. O antissemitismo foi sempre associado à direita, e a esquerda ficava livre para se mostrar anti-israelense e antissemita ao mesmo tempo. E essa duplicidade da esquerda conquistou a Europa antissemita, mostrando que o antissemitismo da esquerda se tornou mais preocupante que o da direita, que continua o mesmo de sempre. A esquerda anti-israelense seduz até uma esquerda judaica. lamentavelmente, como se o anti-israelismo (que não distingue governos no poder) fosse diverso do antissemitismo clássico.

Por outro lado, os partidos da extrema-direita europeia diferem da direita nos Estados Unidos. Na América a direita propõe governos minimalistas, liberdade econômica, redução de impostos. Na Europa, a direita tem propostas que são mais extremistas do que as da esquerda. Na França, Marine Le Pen quer um governo forte, autoritário, amplo, anticapitalista, que se parece com ideias da esquerda; a única diferença diz respeito ao nacionalismo, um socialismo nacionalista, enquanto a esquerda quer um socialismo internacionalista, se opondo aos Estados Unidos.

O antiamericanismo cria situações de antissemitismo, às vezes, subliminares. A reação ao Irã passa a ser “explicada” como o interesse do Banco Rotschild dominar o Banco Central Iraniano, onde, evidentemente, o antissemitismo se insere de forma camuflada. E eis, portanto, outro ponto da atualidade – o fundamentalismo islâmico. O islamismo fundamentalista, espalhado pela Europa, com sua violência, cria situações de pânico, fazendo governos tentar apaziguar a situação, que se apresenta com ataques a judeus, como novamente ocorreu em Toulouse, na França. Em Malmo, na Suécia, a coletividade judaica está se mudando totalmente, tornando aquela cidade judenrein. A Argentina passa a manter conversações com o Irã para encerrar a crise da AMIA, destruída por um atentado iraniano, conforme a justiça argentina.

Por isso vemos uma união da direita e das esquerdas antiamericanas e contra Israel, pró-palestina, aliada ao fundamentalismo, criando uma situação que impede qualquer tentativa de paz no Oriente Médio e até trazendo para o nosso restrito mundo os problemas de longe, sem dar solução para os problemas locais, explicando a união de Hugo Chávez com Ahmadinejad. Sem esquecer que dia 2 passado, lembramos 95 anos da Declaração Balfour:






A Declaração Balfour, ocorrida no dia 2 de novembro de 1917, foi a primeira manifestação oficial emitida por uma potência a favor da criação de um lar nacional judaico em Eretz Israel. Esta conquista de tanta significação, para as esperanças sionistas, despertou, em sua época um vibrante entusiasmo no mundo judaico.

A Palestina, sob domínio do império turco até a guerra de 1914, converteu-se nesses trágicos dias num campo de batalha. Os exércitos ingleses invadiram a Terra Santa para libertá-la dos turcos, e ,em virtude dos combates, a obra já realizada pelos sionistas sobre o solo de Israel foi, em grande parte, devastada.

Tendo encontrado no governo inglês ouvidos mais atentos às reivindicações de uma pátria judaica, e levando em conta que os interesses da Grã-Bretanha no Canal de Suez seriam favorecidos pela vizinhança de um povo amigo, os dirigentes sionistas iniciaram com afinco suas gestões em prol do reconhecimento de suas aspirações por parte do governo inglês. Desta vez seus esforços tiveram êxito, e a tão ansiada declaração foi feita pelo ministro Arthur James Balfour numa carta dirigida em 1917 ao barão de Rothschild.

Esta famosa declaração foi aprovada pela França, Itália, Estados Unidos e outras potências filiadas à Liga das Nações, entre elas vários paises sul-americanos. Com ela, a campanha sionista recebia um estímulo de inestimável valor, cujos resultados logo se evidenciaram pela multiplicação das colônias em Eretz Israel e pelo desenvolvimento industrial e cultural do país.

Arthur James Balfour, também conhecido como o Primeiro Conde de Balfour (1848-1930) foi Primeiro Ministro Britânico entre 1902 e 1906 e ministro do exterior de David Lloyd George, de 1916 a 1919.

Declaração Balfour

Ministério das Relações Exteriores
2 de novembro de 1917

Prezado Lord Rothschild,

É com grande prazer que envio a Vossa Senhoria, em nome do Governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia com as aspirações judaico-sionistas, que foi submetida e aprovada pelo ministério.
"O Governo de Sua Majestade vê com bons olhos o estabelecimento na Palestina de um Lar Nacional para o Povo Judeu e fará seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, ficando claramente entendido que nada deve ser feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas existentes na Palestina, ou os direitos e status político disfrutado pelos judeus em qualquer outro país."
Ficaria agradecido se Vossa Senhoria levasse esta Declaração ao conhecimento da Federação Sionista.Sinceramente,


Arthur James Balfour 


Fonte: Pletz/Chasit.com

ACREDITE SE QUISER, ACABOU A SERIEDADE AMERICANA.










Governo dos EUA convidou médium brasileira para impedir Furacão Sandy.


por Julio Severo





Depois da Supertempestade Sandy, todos sabem o que aconteceu: tragédia. O que muitos ignoram é o que aconteceu antes: tragédia espiritual.

De acordo com a revista Istoé, a médium Adelaide Scritori havia viajado às pressas ao Caribe a convite do governo dos EUA e de uma seguradora de Nova Iorque. Sua missão era enfraquecer a Supertempestade Sandy.

Seu marido, que é também porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, disse que a missão dela foi um sucesso, pois sem a intervenção dela a supertempestade teria feito milhares de vítimas.
Essa não é a primeira vez que a médium Adelaide intervém nos EUA. Durante o Furacão Katrina em 2005, ela também invocou os espíritos e, de acordo com os seguidores dela, ela “salvou” milhares de pessoas.
Uma reportagem da Reuters disse que os seguidores dela acreditam que ela pode ajudar a controlar o clima. Ela afirma fazer contato com um antigo espírito conhecido como Cacique Cobra Coral que, de acordo com a lenda, tem poderes suficientes para influenciar os fenômenos naturais.
“Ela entra em profunda concentração de modo que possa se comunicar com o cacique”, disse Osmar Santos, o marido dela.
A fundação dela diz que o Cacique Cobra Coral é “um espírito que, conforme se acredita, havia sido Galileo Galilei e Abraham Lincoln”.

Adelaide Scritori da FCCC


Sua organização, que afirma integrar poderes espíritas com técnicas científicas, tem feito parcerias com governos municipais e estaduais no Brasil, e importantes autoridades políticas brasileiras buscam os conselhos e serviços dela.

O site dela vende músicas do candomblé, com canções cantadas por homens e mulheres possuídos por orixás. O propósito das músicas é influenciar os assuntos humanos.

Os Peregrinos, que fundaram os EUA e haviam feito um pacto com Deus dedicando a jovem nação americana para Jesus Cristo, teriam ficado perplexos se soubessem que no futuro os EUA convidariam uma médium para invocar forças espirituais da escuridão para resolver um problema nacional. Tal convite, em si, é um problema imenso.

Não há suficientes homens e mulheres de Deus para o governo americano convidar para orar? Não há mais homens e mulheres nos EUA com a fé que os Peregrinos tinham?
Durante tragédias nacionais, eles não buscavam médiuns e bruxos. Eles trabalhavam para limpar sua terra de toda feitiçaria e maldade.

Há acontecimentos que só Deus pode impedir. Outros acontecimentos que envolvem derramamento de sangue podem ser impedidos por sábias decisões humanas. Esse é o caso da Primavera Árabe, que começou e avançou sob imprudentes decisões. Por instigação do governo dos EUA, governos muçulmanos moderados em nações árabes foram derrubados e substituídos por governos islâmicos radicais, que já estão perseguindo os cristãos mais do que antes.
E agora os EUA, que apelaram para uma médium do Brasil, querem receber a mesma misericórdia que mostraram aos cristãos devastados por uma cruel Primavera Árabe instigada por marxistas na Casa Branca.

Tragédias nacionais não são um tempo para buscar a bruxaria, mas Deus. Buscar a bruxaria num tempo de tragédia é um sinal garantido de uma nação caminhando para mais tragédias.
Os cristãos árabes estão invocando a Deus para protegê-los da Primavera Árabe, ou Primavera da al-Qaeda, ou Tragédia Árabe. Quanto a mim, estou orando por eles e também contra o imperialismo cultural pró-aborto e pró-sodomia do governo de Obama e da ONU.
Oro também para que os cristãos nos EUA sejam poderosamente fortalecidos para intervir de modo que o governo americano pare de instigar o derramamento de sangue de cristãos árabes, pare de impor seu imperialismo pró-sodomia e pró-aborto no mundo inteiro e pare de convidar bruxas do Brasil para invocar forças das trevas.

Não há forças das trevas suficientes na Casa Branca?


domingo, novembro 04, 2012

Irã, Israel e os limites do poder americano.









por Deborah Srour 




Estamos a tres dias das eleições presidenciais dos Estados Unidos e o último debate sobre política externa veio e foi sem realmente mudar nada. O presidente Obama e o candidato republicano Mitt Romney continuam empatados nas pesquisas de opinião. Mas pelo que foi dito, se Obama for reeleito, não haverá qualquer mudança da política americana nem em relação à Israel, nem em relação ao Irã.

Nesta semana o jornal The New York Times publicou um artigo que dizia que, segundo fontes do governo, Obama teria feito um acordo com os mullas de Teherã para negociarem após as eleições. Obama negou enfaticamente que isso fosse verdade mas claramente abraçaria mais uma oportunidade para adiar qualquer ação drástica contra o Irã. Romney por seu lado, disse que apoia sanções mais duras, incluindo indiciar Ahmadinejad na Corte Criminal Internacional por incitação ao genocídio.

Infelizmente, nesta altura do campeonato, mesmo se Romney ganhar as eleições, em relação ao Irã, não fará diferença. Isto porque existe um vão entre o tempo para a nova administração americana implementar sua política e o tempo que falta ao Irã para se tornar uma potência nuclear. Os Estados Unidos não sabem reagir de imediato. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, o presidente Bush precisou de 4 semanas para coordenar o ataque ao Afeganistão e isso com o apoio incondicional do governo, da inteligência, dos militares, do povo americano e das Nações Unidas. Nas melhores condições do mundo, os Estados Unidos ainda precisaram de um mês para responder ao maior ataque estrangeiro em solo americano.

Por outro lado, Bush começou a pensar em derrubar o regime de Saddam Hussein em março de 2002. Houve resistência por parte dos militares e da mídia. A Russia e França e oficiais seniores da ONU se opuseram. Em novembro de 2002 os Estados Unidos finalmente conseguiram passar a resolução 1441 no Conselho de Segurança. Daí até conseguirem coordenar o envio de tropas, os Estados Unidos precisaram de outros 4 meses. E neste meio tempo, o Irã conseguiu preparar o terreno para negar aos Estados Unidos uma clara vitória no Iraque. Quando os americanos entraram em Bagdá, as armas de destruição em massa já haviam sumido, e conforme vários relatórios de inteligência, inclusive de Israel, foram transferidas para a Síria.

E isso nos traz para o Irã. Se Romney se tornar presidente, ele terá que lidar com forças armadas lideradas pelo General Martin Dempsey que há quatro anos vem tentando minimizar o perigo que apresenta um Irã nuclear. O mesmo Dempsey que não perde uma oportunidade para dizer que um ataque preventivo às usinas nucleares iranianas por Israel seria uma agressão ilegal. Romney terá que lidar com um exército, inteligência e um Departamento de Estado liderados por indivíduos indicados por Obama para implementar seu plano ideológico e demorará meses para Romney substituir e redirecionar estes braços do governo. Isto sem falar da mídia hostil que firmemente apoia o apaziguamento dos mullas.

Na ONU Romney ainda terá que lidar com a oposição da China e Russia no Conselho de Segurança. E quanto ao mundo árabe sunita, tirando a Arábia Saudita, com a Irmandade Muçulmana no poder dos países-chave, há menos oposição à um Irã nuclear do que a uma ação dos Estados Unidos. Isso tudo quer dizer que se Romney decidir mesmo agir concretamente contra as usinas nucleares do Irã, ele não poderá faze-lo antes de Julho-Agosto de 2013. E isso nos traz para a questão de aonde estará o programa nuclear iraniano no meio do ano que vem?

Em seu discurso perante a Assembléia Geral das Nações Unidas no mês passado, o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu disse que já em março ou abril, e no máximo até julho ou agosto, os iranianos terão chegado ao estágio final de enriquecimento de urânio, suficiente para uma bomba nuclear. Netanyahu deixou claro que a última oportunidade de prevenir que o Irã adquira a bomba será antes deste estágio final – ou seja, por volta de abril de 2013. Romney estará na presidência por apenas 3 meses. É bem difícil imaginar que Romney consiga lançar um ataque preventivo contra as instalações nucleares do Irã estando tão pouco tempo no poder. E até mesmo que a nova administração possa oferecer qualquer apoio a Israel se o Estado Judeu quiser atacar as instalações iranianas antes do verão.

E aí temos Israel. Nas últimas semanas houve artigos reportando uma oposição feroz dos comandantes israelenses a um ataque ao Irã sem o apoio americano. Isto porque este ataque geraria um confronto maior envolvendo os agentes do Irã: a Síria, o Líbano e Gaza e Israel precisará de armas e o apoio diplomático dos Estados Unidos neste caso. Mas quando consideramos a realidade política dos Estados Unidos – seja com a reeleição de Obama ou com a eleição de Romney – fica claro que Israel está sozinha. Israel é a única hoje com os meios e o poder decisivo de atacar as instalações nucleares iranianas e impedir que este regime genocida adquira os meios para subjugar o Oriente Médio e o mundo à sua ideologia retrógrada e bárbara.

Talvez tenha chegado a hora de Israel procurar alianças com outros países inclusive, quem sabe, até os que sentem ameaçados pelo Irã como a Arábia Saudita e Bahrain. Isto sim traria uma verdadeira virada na região.

Fonte: Pletz.

A hipocrisia humanitária da esquerda cristã.









A hipocrisia humanitária da esquerda cristã.
por Raymond Ibrahim


No momento em que cristãos estão sendo perseguidos severamente em todo o Oriente Médio graças à farsesca “primavera árabe”, a esquerda cristã levanta-se justamente contra Israel, o único país da região no qual existe verdadeira liberdade religiosa.


O uso de dois pesos e duas medidas para qualificar quem é o oprimido merecedor de ajuda está em crescimento. Duas histórias recentes mostra isso claramente:

Primeiro, uma matéria relatou por meio das palavras da Coalizão Turca da América o “contínuo interesse turco em expandir os negócios e laços culturais com a Comunidade dos Índios Americanos” e “o interesse turco em construir pontes para comunidades americanas nativas país afora”. O congressista republicano Tom Cole (Oklahoma) até introduziu um projeto de lei que daria aos turcos direitos especiais e privilégios nas áreas tribais dos nativos americanos sob o argumento de que “esse projeto de lei trata-se de uma ajuda aos índios americanos”, além de “ajudar os habitantes originais do novo mundo, que é exatamente o que essa lei fará”.

A própria ideia do governo islâmico da Turquia estar interessado em “ajudar os índios americanos” já é um disparate, tanto do ponto de vista histórico quanto contemporâneo. No século XV, quando os europeus estavam descobrindo as Américas, os muçulmanos turcos estavam conquistando e matando cristãos na Europa (e é evidente que esse era o motivo principal pelo qual os europeus começaram a velejar em direção oeste). Se os primeiros colonos europeus lutaram e mataram os nativos só recentemente, a Turquia cometeu um genocídio em massa contra os cristãos armênios. E enquanto os Estados Unidos fizeram compensações aos nativos indígenas, os turcos não só negam o holocausto armênio como continuam a abusar e perseguir nativos cristãos.
Imagens do Genocídio Armênio 1915

Resumidamente dizendo, se os turcos estão querendo ajudar os marginalizados e oprimidos, deveriam começar a fazer isso em casa.

Mas é claro que a Turquia está apenas querendo ajudar a si mesma; os índios americanos são meras ferramentas de infiltração. Não é preciso pensar muito no perigo que representa milhares de muçulmanos turcos se estabelecendo em áreas semiautônomas dentro da América e trabalhando bem próximos de uma minoria que guarda rancor contra os EUA.

Portanto, se é possível entender as tramoias turcas, o que fazer com outro relatório recente? Quinze líderes de variadas denominações cristãs, compostas majoritariamente de protestantes – incluindo luteranos, metodistas e UCC (United Church of Christ) – pediram ao Congresso para que ele reavalie a ajuda americana para Israel, pois “a ajuda militar servirá apenas para sustentar o status quo e a ocupação militar israelense em territórios palestinos”

Esses são os mesmos líderes cristãos que não disseram uma única palavra a respeito da desenfreada perseguição de milhões de cristãos em todos os cantos do mundo islâmico – perseguição essa que faz com que a situação palestina seja insignificante se for comparada.

Se os muçulmanos são subjugados em terras israelenses, pelo menos é possível argumentar que os judeus estiveram lá milênios antes dos muçulmanos conquistarem Jerusalém no século VII. Por outro lado, milhões de cristãos – pelo menos 10 milhões apenas no Egito, ou seja, os coptas nativos – têm sofrido em sua própria terra natal por 14 séculos desde que os islâmicos chegaram lá com suas espadas.

Isso é algo que não pode tampouco ser limitado pela visão histórica: do oeste da Nigéria até o leste do Paquistão, cristãos estão sendo, neste exato momento, presos por apostasia e blasfêmia; suas igrejas estão sendo bombardeadas ou queimadas; as mulheres e crianças estão sendo sequestradas, escravizadas e estupradas. Para se ter uma ideia, veja meu periódico mensal Muslim Persecution of Christians, onde eu acumulo mensalmente dúzias de breves narrativas dessas histórias de perseguição – cada uma delas, se fosse com um palestino, seria manchete mundo afora; mas como se trata apenas de cristãos “fora de moda” que estão sofrendo essas atrocidades, a atitude perante eles é de negligência.

Além disso, os cristãos palestinos também não estão imunes a esse fenômeno: recentemente, um pastor comentou que a “animosidade em relação às minorias cristãs em áreas controladas pela Autoridade Palestina tem aumentado. As pessoas estão sempre dizendo [aos cristãos]: converta-se ao Islã, converta-se ao Islã.”

Entretanto, o Comitê Judaico Americano, que estava “ofendido pelo pedido dos líderes cristãos”, fez a coisa certa e disse: “No momento em que a liberdade religiosa e a segurança dos cristãos estão ameaçadas por todo o Oriente Médio por conta das repercussões da “Primavera Árabe”, esses líderes cristãos escolheram dar início a uma polêmica contra Israel, justamente o país que protege a liberdade de expressão religiosa dos cristãos, muçulmanos e demais religiões”.

Sob qualquer aspecto, as atuais atrocidades que estão sendo cometidas contra cristãos por todo o mundo muçulmano são muito mais ultrajantes e merecedoras de atenção para a busca de uma solução do que a tão falada “questão palestina”. Aliás, o tratamento israelense dado aos palestinos, alguns dos quais, como o Hamas, declaram abertamente a intenção de erradicar o estado judaico é em grande parte baseada no que se foi dito acima: Israel sabe da animosidade inata do Islã para com os não-muçulmanos e não deseja estar sob o jugo deles, daí as medidas que toma para continuar a existir.

Finalmente, há uma considerável ironia em se tratando das diferenças entre os muçulmanos turcos e os cristãos liberais [NT.: liberal no sentido de “defensor das ideias de esquerda”] dos EUA: enquanto o primeiro usa da hipocrisia para delegar poder ao Islã, o segundo usa da hipocrisia para enfraquecer o cristianismo, mesmo inconscientemente. Assim como os liberais americanos se esforçam para se dissociar da herança europeia – vendo-a como raiz de todos os males, e lutando avidamente pelos direitos dos não-brancos como os índios americanos – os cristãos liberais americanos estão lutando para se dissociar da herança cristã, lutando avidamente pelos direitos dos não-cristãos, o que explica o interesse pelos muçulmanos palestinos.

E enquanto tudo isso acontece, o grupo religioso que é de fato perseguido em todos os cantos do mundo islâmico – ou seja, os cristãos – é devotamente ignorado pelos hipócritas humanitários.



Raymond Ibrahim integra o Middle East Forum, presidido por Daniel Pipes, e é “Shillman Felow” no David Horowitz Freedom Center.

Publicado no site da FrontPage Magazine.

Tradução: Leonildo Trombela Júnior


sábado, novembro 03, 2012

Cotas, o futuro do Brasil é isso:.












por Nilo Fujimoto



(título original: Ah! Eles querem estudar?)


Eles querem estudar! Talvez seja por isso que um grupo de estudantes e professores depredaram o edifício da Reitoria da Universidade Federal do Ceará, numa manifestação inequívoca de suas aptidões e qualidades acadêmicas…

Não encontraram outras opções mais adequadas ao proceder universitário como, por exemplo, a redação de um manifesto contundente com sóbrios, sólidos e irrefutáveis argumentos em favor de suas posições?

O que motiva tal manifestação violenta é “a implantação total do sistema de cotas na universidade, o qual determina que 50% das vagas sejam reservadas para os alunos de escolas públicas.” (G1, 30/10)

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Ceará decidiu implantar 12,5% a cada ano até 2014, prazo final dado pelo governo federal para implementação total dos 50% de cotas.

Para os estudantes, o prazo não é suficiente: “tendo em vista situação de alunos de escolas públicas, que têm menos condições de disputar um vestibular, a lei precisa ser integralmente aplicada já em 2013″, afirma o manifestante Edir Soares, estudante que participou do protesto na manhã desta terça-feira (30/10). Altruísta, não?

O que parece estar por detrás do movimento das cotas é o nivelamento da sociedade por baixo. Por que não fazer uma política de incremento do ensino secundário para os alunos de escolas públicas que se mostram mais aptos, para que assim possam competir com igualdade de condições com os alunos de escolas particulares?

A resposta é simples: os marxistas não querem resolver a situação, mas levar à cabo a luta de classes preconizada por seu mestre. Eis a causa do uso da violência dos estudantes no Ceará, certamente instrumentalizados por professores marxistas…

Fonte: IPCO

Abaixo, fotos de protesto em Brasília contra as "cotas". As fotos são da revista Carta Capital, uma publicação a serviço do governo. A revista, capitaneada por Mino Carta, tenta desmerecer toda e qualquer manifestação contrária ao governo.

Estudantes de escolas particulares protestam em frente ao Palácio do Planalto contra o regime de cotas nas universidades públicas. Fotos: Agência Brasil
Para eles, o sistema de cotas é parte do “jeitinho brasileiro”


Os cara-pintadas em Brasília agora têm outra bandeira





sexta-feira, novembro 02, 2012

Você pensou que aquilo sobre a 'EURSS' era exagero?





Você pensou que aquilo sobre a 'EURSS' era exagero?. 

Eurss. Unione Europea delle Repubbliche Socialiste Sovietiche

por DANIEL HANNAN









Olhem atentamente para este cartaz promocional acima. Repararam em algo? Perto do símbolo do cristianismo, do judaísmo, do jainismo, e por aí além, encontra-se um dos símbolos mais malignos que a humanidade já concebeu: a foice e o martelo.


Durante três gerações, o símbolo da revolução soviética significou pobreza, escravidão, tortura e morte. Esse símbolo adornava as lapelas dos 'chekas' que chegavam durante a noite, e era o símbolo usado no princípio e no final dos filmes de propaganda que escondiam a fome prevalecente. Para além disso, esse símbolo disseminou os tribunais populares nos quais as vítimas de expurgos e de falsos julgamentos eram condenadas.


Esse símbolo voava sobre campos de reeducação comunistas e sobre os gulags. Para centenas de milhões de europeus, este era o símbolo da ocupação estrangeira. A Hungria, a Lituânia e Moldávia baniram-no, e muitos outros países ex-comunistas querem tratá-lo com o mesmo desdém com que tratam a insígnia nazista.


No entanto, eis aí o símbolo presente na Comissão Europeia, tornando pública a surdez moral do seu autor (bem espero que seja isso, e não uma nostalgia latente).


O símbolo bolchevique celebra a ideologia que, em termos numéricos, deve ser considerada a mais assassina já criada pela nossa espécie. É nojento que as pessoas passem por ele todos os dias, nos corredores de Bruxelas, e nada digam.





Comentário do editor do blog O Marxismo Cultural: Não deixa de ser curioso que 
(1) um símbolo político tenha sido colocado ao lado de símbolos religiosos (o que parece indicar que o autor considera o comunismo uma religião, ou considera as religiões como manobras políticas), e 

(2) o símbolo do islamismo tenha sido colocado acima do símbolo do cristianismo. 


(*)Daniel Hannan é escritor, jornalista e eurodeputado, representando o sudeste da Inglaterra. É secretário-geral da AECR - Aliança dos Conservadores e Reformistas Europeus.




Tradução: blog O Marxismo Cultural


quinta-feira, novembro 01, 2012

A Censura chegou.













É claro que não foi hoje, nem ontem, mas em janeiro de 2003. O governo que se instalou no poder - e não tem hora para terminar - inovou na Censura. Nada dos velhinhos plantados nas redações fazendo observações, cortando matérias inteiras e praticamente obrigando jornais a publicarem receitas e poemas de Camões. Isso é démodé, antiquado. O governo inovou na forma de censurar; simplesmente alimentando os jornais, televisões e rádios (sem contar os blogs de aliados, como Paulo Henrique Amorim) com farta publicidade governamental.


E assim caminha o Brasil rumo ao partido único e à Imprensa única e, tão logo isso aconteça, não será mais necessário alimentar jornalistas com publicidade; não haverá quem possa ser ameaça já que todos formarão um único bloco pró governo (ou desgoverno, como queiram).

O artigo abaixo, onde se mostra claramente que um jornalista de 45 anos de dedicação a um outrora grande marco da Imprensa livre do Brasil (O Estadão), qual é a intensão presente e futura do governo e demonstra igualmente que grandes órgãos de imprensa livre estão em fase de extinção.

Note-se que até mesmo a coluna Imprensa que está no site da UOL, de propriedade da Folha de São Paulo-Data Folha (outro baluarte governamental) e que publica essa história triste de censura, corre o risco de também - brevemente - sair do ar. Ou será que podemos confiar na Folha de São Paulo dos "petistas" incontroláveis como Monica Bérgamo e Elio Gaspari (para citar apenas dois)? Será que poderíamos confiar nos proprietários deste órgão que há dias  faltou apenas pedir aos leitores que assinassem uma petição para a não punição dos mensaleiros: (Folha de São Paulo faz na prática defesa da impunidade para criminosos do colarinho branco, incluindo os mensaleiros).

Vamos ao artigo:



Fui censurado no Estadão e isso não admito”, diz Ethevaldo Siqueira sobre saída do jornal
Após 45 anos no periódico, jornalista afirma que desentendimentos com direção acelerou o término de sua coluna
por Luiz Gustavo Pacete


O jornalista Ethevaldo Siqueira, que completou 80 anos no último mês de agosto, tinha planos para deixar de publicar sua coluna no Estadão - após 45 anos no jornal - em dois ou três anos, o encerramento da parceria seria por um motivo simples: dedicar-se a outros projetos. Entretanto, a saída foi adiantada por meio de sua coluna, publicada em 21 de outubro, avisando aos leitores que deixaria de escrever no periódico. “Não foi nenhuma tragédia, nada triste, a não ser, é claro, uma questão sentimental de trabalhar todos esses anos no jornal e ter de me despedir”.


Siqueira explica, com exclusividade à IMPRENSA, que sua saída do jornal se deu por desentendimentos com o diretor de conteúdo do Grupo Estado e por uma situação desconfortável que para ele configura censura. “Eu pretendia ficar mais algum tempo, mas não me dei bem com o [Ricardo] Gandour. É uma figura que não tem raízes ou tradição no jornalismo. Exerceu cargos relacionados a jornalismo em outras grandes empresas, é jovem, mas não tem liderança, meteu ‘os pés pelas mãos’ várias vezes comigo. Inclusive quando quis censurar minha coluna”. 

O episódio que Siqueira cita como censura aconteceu há alguns meses. O colunista escreveu em seu espaço críticas direcionadas à política adotada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O ministro contatou a direção do jornal e pediu direito de resposta. Quando Siqueira pediu uma tréplica à resposta de Bernardo foi informado que já tinha tido oportunidade de escrever em sua coluna e que agora era a oportunidade de o ministro falar. “Ele veio me dizer que eu não poderia criticar o governo daquela maneira. O jornal nunca fez isso comigo em todo o tempo que eu estive lá. Ficou a palavra do ministro contra a minha e o Gandour não me deu direito de resposta. Eu não aceito isso. Não pelo jornal, mas por essa figura [Gandour]. Eu só fui ver a publicação no dia seguinte”. 


O jornalista aponta que sua atitude à época foi madura o suficiente para não configurar qualquer tipo de “picuinha”. “Tenho maturidade o suficiente para não ter nenhum tipo de vaidade boba”. 

Siqueira se preocupa com o futuro do jornal e ressalta os grandes talentos que a publicação vem perdendo. “Um ou outro pode sair, mas não pode perder talentos, além disso, ninguém mais que está lá terá a perspectiva de carreira que eu tive”. Siqueira chega a citar os colegas recentes que deixaram a publicação, entre eles Carlos Alberto Sardenberg, Pedro Dória e Renato Cruz. 


O jornalista fala também sobre as dificuldades que tinha nas negociações de renovação de contrato. “Ele queria renovar o contrato, mas costuma argumentar nessas ocasiões que não poderia pagar o que eu já vinha ganhando por isso teria de baixar o valor. A função dele lá é cortar despesas e eu não concordo com esse tipo de atitude”. Siqueira usa uma frase do patrono do Grupo Estado, Júlio de Mesquita Neto, para rebater a situação que acontece atualmente com a empresa. “Eu aprendi com o Sr Júlio que o coração e a alma de um jornal estão na redação, não no prédio, nas máquinas, na tecnologia e tampouco na publicidade”. 

Para o jornalista, que se especializou na cobertura de telecomunicações, o jornal tem conteúdo, mas se vê diante de um grande desafio: ter receita no digital. “Além disso, o Estadão está perdendo valores. Minha preocupação é com o futuro do jornal, não estou criticando acionistas. Mas vi o drama da redação. Ele é um cara autoritário, não lidera. É um capataz”. 

Siqueira afirma que disse tudo isso diretamente para o diretor de conteúdo que respondeu: “Vou desconsiderar tudo que você está dizendo”. O jornalista concluiu afirmando que tudo o que aconteceu é um desrespeito com a dedicação que ele teve para com o veículo. “Um desrespeito inclusive com minha idade, não queria nada de ninguém, queria continuar mantendo minha coluna com a maior qualidade, além de reportagens e artigos especiais que eu sempre publiquei”.


Procurado por IMPRENSA, o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, reagiu com espanto às afirmações do ex-colunista. “Fiquei chocado com as colocações. Minha relação com o colunista sempre foi cordial, e ele sempre desfrutou de autonomia, tanto que, em seis anos de convivência no jornal, ele nunca se queixou.”