sábado, janeiro 19, 2013

Desarmando americanos, armando terroristas.






por Daniel Greenfield


Traduzido por Eliseu P. L. J. 
do artigo da FrontPageMag:Disarming Americans, Arming Terrorists










Enquanto a Casa Branca estava ocupada na elaboração de propostas para proibir rifles de assalto, a última das regulamentações impostas às viagens sauditas para os Estados Unidos após o 11 de setembro estava sendo desmontada. Enquanto alguns oficiais do governo americano estavam ocupados com seus planos para desarmar americanos, outros oficiais estavam negociando a transferência de F-16s e tanques Abrams para o Egito governado pela Irmandade Muçulmana.


Obama não está disposto a confiar em americanos com uma AR-15, mas está disposto a confiar em um grupo terrorista genocida com tanques Abrams e caças F-16. O canhão M61 Vulcan do F-16 pode disparar 6.000 tiros por minuto e a ogiva de 146 lb (aproximadamente 66,2 kg) de seus mísseis HARM podem fazer muito mais do que colocar algumas cavidades em uma parede de tijolos. O canhão de 120 mm do Abrams pode penetrar 26 cm de couraças de aço, tornando-o muito mais formidável do que até mesmo as mais loucas fantasias dos liberais de São Francisco sobre as capacidades do assim chamado "rifle de assalto".
  
Logotipo da Irmandade Muçulmana

Enquanto Obama não tem se disposto a respeitar a Constituição dos Estados Unidos e sua Declaração de Direitos, ele tem estado disposto a armar um grupo terrorista cujo lema é: "O Alcorão é nossa constituição, o Profeta Maomé é nosso líder, Guerra Santa é o nosso caminho e morte em nome de Alá é nosso objetivo". Se um estudante de Escola Secundária escrevesse isso em sua página no Facebook, ele seria preso pela polícia dentro de uma hora, mas uma organização internacional e um governo nacional que comercializa tal retórica recebe poder de fogo devastador do governo americano… de graça.
Logotipo do Hezbollah

Além de dar ao governo do Líbano governado pelo grupo terrorista Hezbollah 200 veículos blindados M113, Obama deliberadamente fez vista grossa enquanto a Al Qaeda e outros grupos rebeldes islâmicos na Líbia recebiam embarques de armas do Catar. Essas armas incluem poder de fogo muito maior do que qualquer coisa que você possa comprar no Wal-Mart e mais tarde foram parar em Mali e na Síria. Mais armas foram parar nas mãos de terroristas do Hamas em Gaza. Se alguma dessas armas foram usadas no assalto à missão diplomática em Benghazi é desconhecido, mas perfeitamente possível.

Enquanto os atacantes da Al-Qaeda em Benghazi estavam fortemente armados, com a cumplicidade do governo de Obama, os americanos foram obrigados a respeitar as leis de controle de armas da Líbia, porque, enquanto Obama estava disposto a bombardear um país e ajudar a armar seus terroristas, ele não estava tão disposto a permitir que os agentes de segurança da embaixada desprezassem a lei de armas de fogo em uma cidade governada por milícias terroristas. Ao invés disso, a milícia terrorista da Irmandade Muçulmana foi contratada para fornecer segurança para a missão de Benghazi… com resultados trágicos.

Tem havido uma grande quantidade de choro sobre o leite derramado ao falar da irresponsabilidade de Nancy Lanza em manter armas por toda a casa, mas e a irresponsabilidade de Obama ao enviar armas para traficantes mexicanos (operação Fast and Furious) e jatos e tanques para terroristas muçulmanos?

Com base em seu histórico, Obama acredita que é seguro enviar armas a traficantes mexicanos, ao Hezbollah e aos terroristas da Al-Qaeda, para não mencionar a Irmandade Muçulmana, mas que é muito perigoso para um americano possuir um cartucho de munição que pode conter mais de 10 rodadas.
E isso significa que Obama não tem em alta conta o caráter moral dos americanos, mas tem em alta conta os terroristas muçulmanos.

Esse dois pesos e duas medidas é o tema principal do atual governo americano. Um punhado de tiros em um massacre é o suficiente para privar todos os americanos de seus direitos constitucionais, mas o pior ato de assassinato em massa dos americanos não é o suficiente para privar estudantes sauditas muçulmanos que procuram uma boa escola de voo de seus vistos.

Mesmo enquanto Obama e Biden estão forçando mais checagens de antecedentes para os proprietários de armas, os estudantes sauditas serão submetidos a menos checagens de antecedentes. Em "A Audácia da Esperança", Obama prometeu ficar com os muçulmanos se os ventos políticos mudassem para uma direção horrível. Mas quando os ventos políticos mudam para uma direção horrível para os proprietários de armas, então Obama pode ser encontrado soprando no ventilador.

Nos EUA de Obama, apenas algumas pessoas podem esperar a proteção da Declaração de Direitos. E, em uma crise, há direitos civis de algumas pessoas que nós violamos e os direitos de algumas pessoas que nós não violamos.

Não há nada na Declaração de Direitos que diz que você não pode fichar viajantes muçulmanos em aeroportos. Para usar o mesmo argumento que os controladores de armas, aeroportos e aviões nem sequer existiam na época dos Pais Fundadores, portanto não poderiam ter previsto a sua existência ou aplicado qualquer limitação a qualquer violação dos direitos civis que podem ocorrer dentro deles.

O assassinato de 3.000 pessoas não tornou aceitável de forma alguma discriminar especialmente um muçulmano, apesar das leis da lógica, de probabilidade, e senso comum. Isso seria um exagero. Isso significaria punir um grande número de pessoas, o que seria inaceitável, não importa quantas vidas pudesse salvar. Mas privar milhões de americanos da proteção da Segunda Emenda após vários tiroteios realizados por adolescentes com doença mental é, por algum motivo, uma reação não exagerada.

Não é aceitável discriminar um número relativamente pequeno de muçulmanos nos Estados Unidos para salvar as vidas de milhares de pessoas, mas é imperativo que nós, discriminemos dezenas de milhões de americanos para salvar um número menor de pessoas. A lógica de segurança pública disso não se sustenta de acordo com os números, a ética ou a lei.

O negociante de armas da Irmandade Muçulmana na Casa Branca está operando sob flagrante caso de dois pesos e duas medidas. Ou um ato de assassinato em massa é uma razão válida para privar as pessoas de seus direitos civis, ou não é. Ou armas perigosas devem ser mantidas fora do alcance de pessoas potencialmente perigosas, ou não deveriam. Mas o que ele não pode fazer é o que ele está tentando fazer, que é ter as duas coisas, a concessão de privilégios especiais para muçulmanos do exterior e em casa, privando os americanos de seus direitos civis básicos.

Se o presidente Mohammed Morsi, que há apenas dois anos descreveu os EUA como um inimigo, e que, desde então, tem torturado e assassinado o seu único povo pode ser confiado com tanques Abrams e F-16s, então certamente o americano proprietário de arma pode ser confiado com uma AR-15 e um cartucho de munição que detém mais de 10 rodadas.


Fonte: Julio Severo

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Impostos, história e corrupção.





por Rodrigo Sias(*)


Hoje, com mais de um terço do PIB em seu poder, o governo investe em média 1%, mesmo com o estardalhaço da propaganda oficial e o PAC.

Quanto maior o peso estatal, maiores as oportunidades de corrupção, troca de favores e clientelismo.


A tributação sempre esteve associada à coerção da sociedade pelo poder estatal, tornando-se objeto constante de controvérsia ao longo da história humana, dando origem a rebeliões, movimentos políticos, mitos e leis.

Grandes impérios sempre impuseram pesada tributação aos territórios submetidos. Nos tempos de Jesus Cristo apresentado na Bíblia, os cobradores de impostos eram considerados grandes pecadores e vistos como símbolo da dominação estrangeira simbolizada pelo Império Romano.

Considerada a primeira Constituição da história, a Magna Carta foi criada para limitar o poder dos reis ingleses de tributar a população.

É da mesma época o mito de Robin Hood, herói que lutava contra a opressão estatal e roubava do xerife de Nottingham- administrador dos cofres públicos - para distribuir aos pobres.

A Independência Americana foi motivada sobretudo por conta da questão dos impostos e seu lema inicial era "no taxation without representation".

A própria Revolução Francesa foi motivada inicialmente por um setor público visto como perdulário e voraz.

No Brasil, Tiradentes entrou para a história e transformou-se em herói nacional por conspirar contra o "quinto" cobrado por Portugal.

Mais de 200 anos depois, a "derrama" de impostos do brasileiro chegou a quase 36% do PIB em 2012 e dados do impostômetro - medidor dos impostos cobrados, idealizado pela Associação Comercial de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - indicam que o país recolheu R$ 1,556 trilhões no ano passado.

Para este ano, está prevista nova arrecadação recorde de R$ 1,734 trilhão. Nas comparações internacionais, o Brasil também está no topo. Nossa carga tributária é maior que em todos os países da América, com exceção da Argentina.

Também ganhamos da maioria dos países da OCDE e quando comparados aos países emergentes, somos campeões com folga.

As estatísticas indicam que a arrecadação vem crescendo sistematicamente bem mais que o PIB do país e nesses anos nos quais a economia encontra-se estagnada e a inflação cresce, observamos como consequência lógica que o Estado brasileiro está inchando a passos largos.

Muitas vezes me perguntam porque o Brasil crescia tanto na década de 70 e hoje vive "patinando". Uma das respostas mais óbvias tem a ver com a tributação: na época do "Milagre", o país possuia uma carga tributária próxima a 25% do PIB e os investimentos da União significavam quase 5% do PIB.

Hoje, com mais de um terço do PIB em seu poder, o governo investe em média 1%, mesmo com o estardalhaço da propaganda oficial e o PAC.

Além disso, a maior parte da arrecadação é composta por impostos indiretos que atrapalham a nossa competitividade e distorcem os incentivos produtivos.

Quanto maior o peso estatal, maiores as oportunidades de corrupção, troca de favores e clientelismo.

Em diversos rankings, nosso país aparece na vice-colocação entre os países mais corruptos, perdendo apenas para a Nigéria.

Segundo a sabedoria popular, "o Brasil tem a maior carga tributária do mundo para pagar a maior corrupção do mundo".

Observando os dados da Receita Federal e lendo as notícias de que José Genoino assumiu o mandato de deputado federal na semana passada, fica difícil discordar.



Publicado no jornal Brasil Econômico/Mídia Sem Máscara.

(*)Rodrigo Sias é economista do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



quinta-feira, janeiro 17, 2013

Os Irmãos, Israel, os judeus, os macacos e os porcos.


Os Irmãos, Israel, os judeus, os macacos e os porcos.

por Caio Blinder



Denunciar antissemitismo é tarefa contínua. Bom quando o jornal mais importante do mundo, o New York Times, faz parte do esforço. Reconfortante quando a denúncia está na primeira página (edição da terça-feira). E é algo explosivo quando o alvo da denúncia é a Irmandade Muçulmana do presidente egípio Mohamed Mursi. Basta desta bobagem que a imprensa liberal fecha os olhos para os perigos que acompanham as boas oportunidades da Primavera Árabe.

O artigo lista virulentos comentários antissemitas e antiocidentais de Mursi, em 2010, nos tempos em que ele era dirigente da Irmandade Muçulmana, do gênero “devemos acalentar nossos filhos e netos” no ódio aos judeus e ao sionismo. Há também os insultos do estilo que os judeus são “descendentes de macacos e porcos”, algo dito de forma trivial em mesquitas sauditas e em outras partes do mundo islâmico.

É uma postura que alimenta a narrativa em Israel sobre a impossibilidade de apostar em melhores perspectivas na região, além de acelerar de forma vertiginosa a direitização no país. A menos de uma semana das eleições, com o avanço da extrema direita, o primeiro-ministro Benjamin Netanhyau, no contexto, se torna um pilar de moderação. Em Israel, há vozes que não ficam a dever à retórica de Mursi, como a de um líder dos colonos judeus na Cisjordânia, Moshe Feiglin. Certa vez, ele disse que “nós não podemos ensinar um macaco a falar e nós não podemos ensinar um árabe a ser democrático”.

Ir no arquivo das declarações de Mursi (está tudo documentado em vídeo) faz parte de um debate no qual se levantam questões sobre os esforços do presidente egípcio para se apresentar justamente como uma força moderadora e estabilizadora no exterior, em particular na questão palestina e na preservação do acordo de paz Egito-Israel.

E aqui uma interesssante contribuição para o debate na imprensa egípcia. É um artigo publicado no jornal independente Al-Masry Al-Youm (que tem um site em inglês). Adaptei de forma marota o título do artigo para ser o da minha coluna. O autor, Mohamed Hosny, ressalta que no seu núcleo a Irmandade Muçulmana é antijudaica e a animosidade é anterior, obviamente, à criação do estado de Israel.

No entanto, no decorrer de sua história, a Irmandade Muçulmana alternou esta virulência antissemita com posições pragmáticas no conflito entre Israel e o mundo árabe. Aliás, a retórica antissemita não é privilégio de grupos assumidamente islâmicos no Egito. Tal retórica faz parte da cultura política do país e para quem tem saudades da ditadura Mubarak não custa lembrar que este discurso permeava o espaço público naqueles tempos, como válvula de escape.

Hosny acredita que não devemos nos impressionar tanto com alguns “gestos retóricos”, pois a Irmandade Muçulmana tem uma “longa história de zigue-zagues e pragmatismo”. O New York Times também elabora sobre esta questão de pragmatismo e que o presidente inclusive é visto hoje por muitos no seu país como um “colaboracionista” do Ocidente, o que neste momento impediria um recuo, mas arremata que “as declarações passadas de Mursi podem ainda levantar questões sobre como ele poderia agir no futuro se o Egito não estivesse limitado por sua dependência financeira, relativa fraqueza militar e uma rede de alianças ocidentais”.

A família egípcia merece irmãos melhores do que estes da Irmandade. Em termos estratégicos, o dilema para o Ocidente, a destacar os EUA, é até que ponto faz sentido cultivar Mursi, o dono da casa, na ausência de melhores alternativas. E na terça-feira, na esteira da reportagem do New York Times, a Casa Branca não teve alternativa e precisou “condenar energicamente” a retórica antissemita do presidente egípcio.


PUBLICADO NA RUA JUDAICA DE 11/01/2013
por Osias Wurman

Entrevistas gravadas em 2010 mostram o presidente do Egito, Mohamed Morsi, chamando sionistas de 'sanguessugas' e descendentes de porcos





O MEMRI – Instituto de Pesquisas de Mídia do Oriente Médio publicou esta semana uma série de entrevistas dadas pelo Presidente do Egito, Mohammed Morsi, dois anos antes de sua eleição. As entrevistas, que foram postadas na internet em 2010, descrevem os sionistas como "sanguessugas" e descendentes de macacos e porcos, e pede "resistência militar" contra Israel, e que se cortem todos os laços com o Estado judeu. 

Nas imagens, descritas pelo MEMRI como "arquivamento" de entrevistas que foram originalmente publicadas on-line em 2010, Morsi declara: "Os sionistas não têm direito à terra da Palestina. Não há lugar para eles na terra da Palestina. O que eles tomaram antes de 1947-48 constitui saque, e o que eles estão fazendo agora é uma continuação desta pilhagem. De maneira alguma reconhecemos a sua Linha Verde. A terra da Palestina pertence aos palestinos, e não aos sionistas ". 

Desde que venceu as primeiras eleições democráticas, em junho passado, após a destituição do antigo presidente Hosni Mubarak, Morsi tem atenuado de forma significativa sua retórica anti-Israel. A ascensão de Morsi ao poder provocou temores entre israelenses sobre o futuro do tratado de paz 

No entanto, suas garantias de que iria respeitar as obrigações internacionais do Egito -, bem como a nomeação de um novo embaixador em Tel Aviv, em outubro, depois de quase um ano de ausência - foi uma forma de aliviar as tensões. 

O presidente egípcio também trocou correspondência com o presidente israelense, Shimon Peres, em duas ocasiões nos últimos meses - uma vez, em julho, pouco depois de chegar ao pode, e novamente ao entregar a Peres as credencias do novo embaixador. 

"Grande e bom amigo", escreveu Morsi na carta-protocolo entregue a Peres, "estamos desejosos de manter e reforçar as relações cordiais que existem entre os nossos dois países, eu indiquei o Sr. Atef Sayed Mohamed Salem El Ahl para ser nosso embaixador extraordinário e plenipotenciário ". 

Em ambos os casos, Morsi recebeu duras críticas de membros da Irmandade Muçulmana sobre as correspondências. 

No entanto, Israel tem visto as atitudes de Morsi mudar nestes breves meses no cargo. 

O Egito retirou seu embaixador em novembro depois que Israel lançou a Operação Pilar de Defesa contra as organizações te rroristas da Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas. Um mês antes, um vídeo mostrou Morsi pronunciando a palavra "Amém" depois de um momento de oração no Cairo, onde o pregador pediu a Deus para "destruir os judeus e os seus apoiadores." 

Desde então, tem sido grande o silêncio de Morsi sobre Israel, apesar de ajudar a mediar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, dando fim aos oito dias de conflito em que a Força Aérea Israelense realizou centenas de ataques contra alvos militares em Gaza, e os terroristas dispararam cerca de 1.500 foguetes contra comunidades israelenses. 

Em entrevistas destacadas pelo MEMRI em 2010, Morsi é visto descartando o processo de paz entre israelenses e palestinos, considerando o acordo um desperdício de tempo. 


"Essas negociações são um desperdício de tempo e oportunidades. Os sionistas ganham 
tempo e mais oportunidades, enquanto os palestinos, os árabes e os muçulmanos perdem tempo e oportunidades, e não ganham nada com isso. Podemos ver como esse sonho se dissipou. Este sonho sempre foi uma ilusão...A Autoridade Palestina foi criada pelos sionistas e os inimigos americanos com o único propósito de se opor à vontade do povo palestino e seus interesses ", disse Morsi à TV al-Quds libanês. "Nenhuma pessoa sensata pode esperar algum progresso nesta pista. Ou [aceitar] os sionistas e tudo o que eles querem, ou então é guerra. Isto é o que esses ocupantes da terra da Palestina sabem, que atacam os palestinos, estes senhores da guerra, os descendentes de macacos e porcos ".
Fonte: Rua Judaica.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Legalização da Pedofilia.






LEGALIZAÇÃO DA PEDOFILIA.

por Orlando Braga

Título no Mídia Sem Máscara: Absurdo: jornal inglês The Guardian defende a legalização da pedofilia
Artigo original Paedophilia: bringing dark desires to light, no The Guardian





Segundo o pedófilo inglês de alto coturno Tom O’Carroll, citado pelo Guardian, e que foi já condenado em tribunal por atividades ligadas à promoção da pedofilia, “se não existir bullying, coerção, abuso de poder, e se a criança entrar num relacionamento sexual com um adulto de forma voluntária … é evidente que não existe nenhum mal para a criança”.

1- O ato pedófilo é, em si mesmo, um ato de abuso de poder. O abuso de poder faz parte da definição do ato pedófilo. Por isso, dizer que é possível o ato pedófilo sem abuso de poder, é dizer que o ato pedófilo não é um ato pedófilo.

2 - Por outro lado, dizer que uma criança entra em um relacionamento sexual com um adulto de “forma voluntária” é dizer que uma criança tem a mesma capacidade de discernimento de um adulto — o que significa a negação da condição natural da criança.

3 - O que estamos a assistir na sociedade ocidental é a destruição da Razão e da racionalidade. O princípio da autonomia de Kant, levado ao radicalismo atual, pretende legitimar qualquer tipo de comportamento. Paradoxalmente, Kant baseava o seu princípio na liberdade versus responsabilidade, enquanto que a atual interpretação da autonomia do indivíduo baseia-se num putativo e alegado determinismo genético: “a culpa do pedófilo ser pedófilo, é dos genes”.

4 - A destruição massiva da Razão teve a sua origem em Darwin. Aconselho a visualização deste vídeo do professor Stephen Clark :


domingo, janeiro 13, 2013

Heterofobia deveria ser crime?.










E o fogo reascende novamente: héteros versus gays; ou seria a sanha gay contra os héteros? O caso é que Danilo Gentile questionou com o seu sempre irônico bom humor o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT) relativo ao ano de 2012, divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Segundo a pesquisa, houve um assassinato contra gays a cada 26 horas no Brasil no ano passado:


Gentile foi ao twitter:




"E esse dado da Ong Gay aí que '1 gay é morto a cada 26 horas'? 140 héteros são mortos a cada 24 horas. Alguém aí come meu c* hoje? Só por segurança", declarou apresentador do 'Agora é Tarde', da Band.


partir daí, o parlamentar - que entrou pelo estupido sistema eleitoral que deixa de fora quem teve votos e coloca quem não teve tanto assim - Jean Willis , ex-BBB (excelente currículo), passou a guerrear com Gentile. Até nem convém publicar a batalha. Entendo o desabafo do Gentile e não me conformo com a verdadeira cruzada que o ex-BBB empreende. Pessoas como ele não parecem querer o respeito, mas se aproximam mais do "impor sua condição ao mundo". Os fundamentalistas gays como ele, não conseguem entender que existe uma lei mais antiga do que a Constituição que o Lula nunca assinou e que sempre existirá: O livre arbítrio, onde faz-se aquilo que bem se entender e, é claro, arca-se com as consequências jurídicas e - para quem acredita - espirituais. Ninguém pode impor a quem quer que seja seus valores e é exatamente o que tentam fazer os fundamentalistas gays tornando-se piores do que os fundamentalistas héteros - uns e outros são deploráveis.


 

Danilo Gentile não deixa de ter razão, afinal se for esmiuçado com lupa o mesmo relatório do GGB, de 2012 e de outros anos, certamente encontrarão assassinatos de gays contra gays e aí caem por terra esse argumento da tal homofobia. O país para cada problema que surge, tenta fazer uma lei específica e o final é um emaranhado de leis que acabam se superpondo. Para que realmente se fez a lei Maria da Penha? Por acaso acabaram os assassinatos de mulheres pelos companheiros ? Essa lei realmente funciona num pais como o nosso? Decretar distâncias mínimas entre esposos perigosos e esposas desprotegidas funciona? E se essa distância for algo em torno de 30 metros? Pois foi isso que a justiça decretou no caso da procuradora Ana Alice Moreira Melo.

Criminalizar a homofobia já não está implícita na lei nos casos de ofensa à honra? É claro, assim como agressões a esposas, namoradas, amantes, homossexuais, héteros, chineses, brancos ou negros. Mas o que os gays fundamentalistas querem é muito mais, é algo que pode demandar a reunião da ONU; afinal revogar alguns mandamentos e condutas constantes na Bíblia vai requerer que o autor intelectual deste livro também seja chamado a opinar.

Alguns casos que o movimento GGB deve ter misturado - ou misturará -  à sua lista:



Janeiro 2013



Em dezembro de 2012:


Em Julho de 2012:

Em Junho 2012:

Ainda em 2011:

Não é muito fácil encontrar esses fatos na Internet que podem passar como casos comuns (se é que se possa chamar assassinatos de casos comuns). Quantos asiáticos foram assassinados por não asiáticos? Isso tem acontecido normalmente e as vítimas são coreanos e chineses, comerciantes que ousam guardar seus valores em casa; isso poderia ser chamado de Preconceito contra Asiáticos?
Quanto aos assassinatos que ocorrem todos os dias onde as vítimas são esposas, amantes, namoradas; poderemos chamar de Preconceito também? 

Bobagem; esse governo que vem limpando cofres públicos e arrebentando com os poucos valôres que ainda tínhamos é o responsável direto por, primeiro dividir a sociedade e jogar uns contra os outros: negros contra brancos; ricos contra pobres; heteros contra gays e todos acabam embarcando nesse trem que vai colidir mais à frente, com toda certeza. E o número de vítimas não será pouco.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Homeschooling: Uma submissão travestida de autonomia.




por Fabio Blanco. 



"A lei, se for aprovada como está proposta, escancarará as portas das casas praticantes do homeschooling para a ação constante e indecorosa dos agentes estatais"



O homeschooling é o exercício do direito que os pais possuem de promover, em relação aos seus filhos, uma educação intelectual independente, segundo seus próprios critérios pedagógicos, filosóficos, morais e religiosos, isenta de qualquer interferência estatal quanto aos métodos, matérias e instituições envolvidas. Portanto, no cerne do direito à educação domiciliar encontra-se a completa autonomia em relação ao Estado quando se trata de educação dos filhos.

Considerando isso, o Projeto de Lei 3179/12, do deputado Lincoln Portela, apresentado na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, apesar de ser uma tentativa de libertar a educação das amarras estatais, mesmo após tantas outras que esbarraram no controle público absoluto sobre ela, é insuficiente para atender a demanda dos pais desejosos de aplicar o homeschooling, exatamente porque ignora os princípios que fundamentam essa escolha.

Pela proposta, seria acrescentado ao artigo 23 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, um parágrafo estabelecendo a possibilidade de os pais assumirem a responsabilidade pela educação de seus filhos, nos seguintes termos:



§ 3o É facultado aos sistemas de ensino admitir a educação básica domiciliar, sob a responsabilidade dos pais ou tutores responsáveis pelos estudantes, observadas a articulação, supervisão e avaliação periódica da aprendizagem pelos órgãos próprios desses sistemas, nos termos das diretrizes gerais estabelecidas pela União e das respectivas normas locais.”

Ocorre que, com a aprovação dessa redação, o homeschooling não seria, como se espera, um direito dos pais, mas mera concessão do Estado. O ensino domiciliar estaria, assim, no Brasil, muito distante de seu aspecto ideal, que é o exercício de uma liberdade e de um direito fundamental. Quando o Projeto de Lei propõe a faculdade da admissão ao arbítrio do governo, apesar de gerar uma possibilidade atualmente inexistente, longe de proteger o exercício de um direito, com todas as garantias que lhe são próprias, criará apenas uma expectativa dependente da boa vontade do ente público, com toda precariedade típica desse tipo de concessão.


Além de tudo isso, há nessa proposta algo ainda mais pernicioso: a concentração do poder fiscalizador indiscriminado nas mãos dos agentes públicos. Ao estabelecer, de maneira ampla e indefinida, que o poder governamental é o responsável pela supervisão e avaliação periódicas das atividades exercidas dentro das famílias optantes pelo homeschooling, o Projeto de Lei está vulnerabilizando-as em face das investidas, nem sempre justas, nem sempre de acordo com os valores respeitados por elas, do Estado.

Não que algum tipo de avaliação não seja necessária, principalmente para evitar que pais relapsos utilizem da liberdade para abandonar intelectualmente as crianças que estão sob sua responsabilidade. No entanto, esses critérios avaliativos devem ser claros, objetivos e respeitosos. Como o Projeto de Lei está redigido, a discricionariedade pode ser tão grande que, ao invés do reconhecimento da autonomia educacional, promoverá a invasão estatal legalizada do seio familiar.

Casos de abusos praticados por agentes de Conselhos Tutelares têm sido veiculados ultimamente. À revelia da lei e do bom senso, alguns têm feito uso de seus cargos para, intrometendo-se em assuntos familiares, alienar os pais do exercício pleno do pátrio poder. Ora, se os abusos já ocorrem sob a égide de uma legislação dúbia, como a atual, quando a norma lhes der autoridade, como a prescrita no Projeto de Lei, esse poder concentrado em suas mãos os tornará verdadeiros policiais da educação, do pensamento e da paternidade.

A lei, se for aprovada como está proposta, escancarará as portas das casas praticantes do homeschoolingpara a ação constante e indecorosa dos agentes estatais. Serão assistentes sociais, psicólogos, conselheiros tutelares e tantos outros agindo em favor da manutenção da ordem pública e pela proteção das crianças. Quem serão os acusados, os suspeitos, os agressores? Obviamente, os pais.

Permitir tamanha ingerência estatal sobre a vida familiar é o oposto do que deseja qualquer pai que opta pela educação familiar. Se o que eles buscam é a autonomia, o Projeto de Lei apresentado não a oferece, de maneira alguma. Pelo contrário, como está proposto, os chamados homeschoolers tornar-se-iam presas fáceis das investidas do Poder Público, ficando à mercê de sua atuação, que, sabe-se bem, não é geralmente afeita à liberdade individual e independência.

Pode parecer que a aprovação de qualquer lei que permita a prática do ensino domiciliar no Brasil seja um passo em direção à liberdade. Porém, se ela não respeitar os princípios que o fundamentam, no lugar da autonomia prometida oferecerá, na verdade, a total submissão ao Estado.


quinta-feira, janeiro 10, 2013

Desarmamento: um mal desnecessário.








Os fatos abaixo não aconteceram em território do politicamente correto e estupidamente idiota. Mas se esse marginal tivesse adentrado em um lar brasileiro - como acontece todos os dias - o destino da dona de casa e seus dois filhos seria outro. A essa altura o esposo estaria se lamentando numa fria lápide de um cemitério.

Mas antes vejamos o que acontece por aqui, em nosso pacífico - e desarmado - Brasil:


1- A dona de casa Joana Aparecida da Silva Santos, 50 anos(foto abaixo), foi morta em um suposto assalto na madrugada desta sexta-feira (5/10/2012). O crime aconteceu na rua Serra Azul, 35, Jardim Panorama, em Ipatinga.



Segundo os primeiros relatos dos filhos adolescentes para a Polícia, dois indivíduos invadiram a residência por volta das 3h, subiram para o segundo andar e anunciaram o assalto. Joana teve as mãos amarradas e os indivíduos teriam dito a ela que sabiam da existência de uma quantia de dinheiro que ela estava mantendo em casa. Eles também afirmaram que sabiam que ela possuía um revólver.

Joana foi morta com uma facada no pescoço em frente ao filho. A filha, que estava na parte de baixo da casa, teria ouvido os gritos.

Uma unidade do SAMU esteve no local. Os socorristas contaram para a reportagem do Plox que encontram a mulher amarrada caída perto da cama. Ela tinha uma perfuração no pescoço (traqueia) e sangrava muito. “Encontramos a mulher agonizando, os filhos estavam desesperados. Investimos nela, tentamos de todas as formas, mas infelizmente ela faleceu”,

2 - (13/10/2012)Familiares e amigos da atriz Cecília Bizzotto Pinto, de 32 anos, assassinada no último domingo durante um assalto a residência no Bairro Santa Lúcia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, se reuniram para celebrar a missa de sétimo dia em memória da mulher. Em uma celebração reservada na Capela do condomínio Retiro das Pedras, o silêncio predominou entre os presentes. Ninguém quis conversar com a imprensa, que também ficou impedida de entrar no local.

Cecilia Bizzoto Pinto

Na próxima segunda-feira, os colegas da atriz não vão permanecer calados. Inconformados com a onda de violência que aflora na capital mineira, os familiares e amigos de Bizzoto vão soltar a voz em uma manifestação marcada para às 19h, na Praça Floriano Peixoto, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de BH. Por meio das redes sociais, os líderes do movimento convidam a população a participar do ato “levando flores, dançando, ou cantando”, numa homenagem à herança artística de Ciça. 

O crime ocorreu na Rua Saturno, no bairro Santa Lúcia. Cecília, o irmão dela e a namorada dele chegavam em casa num EcoSport por volta de meia-noite, quando foram rendidos por dois homens armados. Um terceiro bandido apareceu depois. As vítimas ficaram em poder dos assaltantes por aproximadamente uma hora. Nesse período, os assaltantes reviraram a casa à procura de dinheiro, joias e de um cofre. Os objetos recolhidos estavam sendo guardados dentro do EcoSport e de uma Pajero que também estava na garagem.

Alexandra contou à polícia que, em determinado momento, um dos bandidos subiu com Cecília para um dos quartos do segundo andar. Ela relatou ainda que, de repente, ouviu o homem perguntar à cunhada se ela estava ligando para a polícia. Na sequência, ouviu o tiro. Os assaltantes mandaram Marcelo abrir o portão e fugiram levando apenas os três telefones celulares das vítimas. Ele e a namorada saíram de carro à procura de ajuda. 


Agora vejamos o que acontece onde se pode ter uma arma:


Mulher não identificada se defendeu utilizando as seis balas do revolver, errando apenas uma




O suspeito Paul Ali Slater foi encontrado com forte sangramento em uma estrada perto do local após bater o carro
O suposto assaltante tentou se dar bem, mas acabou gravemente ferido quando uma mãe se recusou a fazer o papel de vítima e fez vários disparos contra o rosto e o pescoço do meliante.
A mulher não identificada da cidade de Loganville estava em casa com seus filhos gêmeos de 9 anos na tarde da última sexta-feira quando alguém tocou a campainha.
Ela achou que era um vendedor ambulante e não atendeu.

 suspeito foi identificado como Paul Ali Slater, em foto anterior, que possui uma longa ficha criminal e havia saído da prisão recentemente.

Mas depois de insistir na campainha, a pessoa começou a forçar a porta com um pé-de-cabra.
Ela rapidamente fugiu para o sótão com os filhos, mas não sem antes pegar seu revólver.
O assaltante, que a polícia identificou pelo nome de Paul Ali Slater, vasculhou todos os cômodos da casa, mas ao chegar ao sótão, ela estava preparada.

O xerife Joe Chapman, do condado do Walton, contou à WSBTV: “O criminoso abriu a porta. É claro, na hora ele estava olhando para ela, seus dois filhos e um revólver calibre 38”.
A mulher teria disparado seis tiros, errando apenas um. Os outros disparos atingiram Slater na região do rosto e do pescoço.
O xerife Chapman contou ao jornal Atlanta Journal-Constitution: “O homem ficou de cara no chão, aos choros. A mulher disse a ele que ficasse no chão, ou atiraria novamente”.
Slater ainda conseguiu se levantar e voltar ao seu veículo, que estava estacionado fora da casa, mas seus ferimentos o deixaram sem condições de dirigir, e não demorou para ele bater o carro numa área de mata.
Ele foi encontrado pelos homens do xerife com forte sangramento em uma estrada do quarteirão.
O xerife Chapman contou ao jornal que ele pediu socorro aos guardas, dizendo: “Estou morrendo. Ajudem-me”.
Ele foi levado ao Centro Médico de Gwinnet para tratar dos ferimentos, e seu quadro é estável.
A agência WSBTV noticiou que Slater tem uma longa ficha criminal e havia sido solto da prisão em agosto.

Donnie Herman, o marido

O marido da autora dos disparos, Donnie Herman, diz estar feliz que sua mulher e filhos estão a salvo.
Herman disse à WSBTV: “Minha mulher é uma heroína. Ela protegeu as crianças. Fez o que tinha que ser feito como uma possuidora de arma de fogo responsável e preparada”.


Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do Daily Mail: “Mother shoots home intruder five times in face and neck after he cornered her in attic with her twins, 9


Fonte: Julio Severo





terça-feira, janeiro 08, 2013

Prostitutas de 1958, 1962 e 1970 receberão prêmio e aposentadoria do INSS.





Louise Martine Fokken, as gêmeas prostitutas mais velhas de Amsterdã


O Ministério da Cultura, em conjunto com o Ministério do Trabalho e o Ministério da Previdência, aprovaram um prêmio de R$ 100 mil, para as profissionais do sexo que exerceram sua atividades nos anos de 1958, 1962 e 1970, além de um benefício mensal pago pelo INSS. Têm direito ao benefício as ex-prostitutas com renda menor que R$ 3.916,20, que é o valor máximo pago pelo Instituto. Elas, ou seus dependentes (incluindo-se os eventuais cáftens, que provem estabilidade "empregatícia")receberão a diferença entre o teto do INSS e a sua renda mensal.

O ministro da Previdência Social opinou que, pelo que fizeram ao Brasil, as ex-prostituas mereciam até mais do que esse benefício idealizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Essas ex-prostitutas deixaram um legado fundamental: elas devolveram a autoestima e concederam prestígio internacional ao brasileiro”, fazendo o pais reconhecido internacionalmente como um paraíso da prostituição, declarou. Na mesma linha, o Ministro do Trabalho,destacou que o Estado estava pagando uma dívida em nome de toda a sociedade. “Elas ajudaram a construir a reputação e a imagem que o Brasil tem hoje”.

Dependentes – O benefício pode ser requerido não apenas pelas profissionais do sexo de 58, 62 e 70, mas também por seu eventual esposo ou companheiro (cáften ou rufião) e filhos menores de 21 anos ou inválidos, caso a profissional já tenha falecido. No caso de invalidez, ela deve ser anterior à data em que o(a) filho(a) completou 21 anos. Havendo mais de um beneficiário, o valor do auxílio será dividido entre eles.


A essa altura, muitos estarão achando essa "notícia" algo normal, outros pensarão que chegamos no fundo do poço. Aos que acharam normal, não estão longe da realidade de um país que desde 2003 já se acostumou com corrupção e casos extra-conjugais (mas que afetam o nosso bolso, convém ressaltar). Nos últimos 10 anos o governo vem produzindo escândalos e dilapidando o patrimônio publico e, impressionantemente, o falido quarto poder - a Imprensa - vem sendo um fiel escudeiro de corruptos e corruptores, noticiando o que é bom (para eles) e escondendo o que é ruim (para todos).

É claro que a notícia é falsa, mas quem se surpreenderia se fosse verdadeira? Troque-se as profissionais do sexo pelos jogadores de futebol (uma paixão nacional estupida) e a notícia é verdadeira. (O benefício está previsto na Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663), sancionada pela Presidência da República em junho deste ano e que dispõe sobre as medidas relativas aos eventos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo de 2014.)

E, pensando bem, as profissionais da prostituição mereceriam muito mais sim, já que não deve ser muito fácil aturar tanta gente ao longo de tantos anos de profissão a troco de pouco dinheiro. Quanto aos jogadores, espero não ver entre os que procurarão esses "direitos", muitos que hoje ainda usufruem das benesses de uma Confederação do Futebol igualmente - e sempre - corrupta. Terão coragem de pedir esse auxilio os senhores Edson Arantes, Zagallo, Carlos Alberto, Rivelino, Leão, Paulo Cesar e Edu? O tempo dirá quem desses terá a coragem de, além de dispensarem esse "favor" com dinheiro alheio, denunciar mais essa farra com a já combalida Previdência Social.


Convém ressaltar que são milhões de brasileiros que trabalham a vida toda e que se aposentam com um salário de fome e ainda são submetidos ao Fator Previdenciário, reduzindo ainda mais seu benefício.

A QUANTAS ANDA A NOÇIMPRENSA

Por outro lado, uma outra notícia foi destaque em jornais e sites em novembro de 2012:

- Câmara aprova saque do PIS/PASEP por idoso de 60 anos


Em 22 de novembro a lei foi levada à sanção da presidencia da República. Como reza a Constituição Cidadã, não assinada pelo Petê - e por isso nem sempre respeitada por eles - a presidente teria 15 dias para sancionar ou vetar. E dai em diante nada mais de destaque sobre esse saque de um dinheiro que também vem sendo usado á revelia do seus reais donos: os trabalhadores.



Mas onde foi parar a tal lei que beneficiaria os maiores de 60 anos? A presidentE em exercício simplesmente vetou, simples assim, sem que fosse preciso desenhar. E quem noticiou o veto? 
Bravos sites como um do Piaui e da cidade de Dourados e... nada mais; afinal o que é bom para o governo se dá destaque, o que é ruim esconde-se.


Do site acessepiaui.com.br:


O Projeto de Lei nº 216/07, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi vetado na íntegra pela presidenta Dilma Rousseff. A matéria estabelecia a idade de 60 anos ou mais para o saque da conta individual do Fundo de Participação PIS/PASEP. A idade mínima mantida é a de 70 anos. Razão do veto:

A alteração proposta traria impacto negativo ao patrimônio do Fundo de Participação PIS-PASEP e, consequentemente, aos recursos disponíveis ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), exigindo aportes extras do Tesouro Nacional para a manutenção de programas de desenvolvimento nacional. Ademais, ao alterar a idade para saque das contas individuais, o projeto geraria incongruência em relação às regras de movimentação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O senador Paulo Paim havia argumentado:

Observa-se que a expectativa de vida do brasileiro, hoje, de acordo com o IBGE, atinge 71,9 anos o que significa dizer que, em média, os trabalhadores não poderão usufruir plenamente os saques efetivados aos 70 anos. Em se tratando da região Nordeste, onde a expectativa de vida é de 69,0 anos, a situação se converte em injustiça maior.



Então, estamos conversados, como bem concluiu a matéria o site acessepiaui::

Se é injusto, a presidenta manteve a injustiça.


Os bravos heróis que têm direito ao prêmio e ao benefício do INSS são:

1958 – Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando (morto), Nilton Santos, Zito, Didi (morto), Garrincha (morto), Vavá (morto), Pelé, Zagallo, Castilho (morto), Dino, Moacir, Zózimo (morto), Mauro (morto), De Sordi, Oreco (morto), Joel, Mazzola, Dida (morto) e Pepe.

1962 - Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Bellini Nílton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Pelé, Zagallo, Vavá, Amarildo, Castilho, Jair Marinho, Altair (morto), Zózimo, Jurandir, Zequinha, Mengálvio (morto), Jair da Costa, Coutinho e Pepe.

1970 – Félix (morto), Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo (morto), Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Pelé,Rivelino, Ado (morto), Leão, Zé Maria, Marco Antônio, Baldochi, Fontana (morto), Joel Camargo, Dario, Roberto Miranda, Paulo César e Edu.























sábado, janeiro 05, 2013

Eleições 2014 para o governo do Estado de São Paulo.




Eleições 2014 para o governo do Estado de São Paulo.






O governador Geraldo Alckmin informou que a falha na circulação de trens da linha 9-esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que aconteceu na manhã desta sexta-feira (4/janeiro/2013) foi provocada por um ato de sabotagem; segundo o governador, "... não foi ocasionado por falha do trem, nem do sistema, nem da rede elétrica. Isso foi sabotagem ou vandalismo"



Embora eu e o governador Alckmin estejamos  um pouco atrasados, vale lembrar que a sucessão de Geraldo Alckmin já começou em 2013; exatamente quando começaram os ataques do PCC à Policia Militar do Estado de São Paulo. 


 


Logo a seguir a campanha esquentou -literalmente -  com incêndios a ônibus.




Mas não foi só, num cenário político como o do Brasil, onde o partido do presidente em exercício foi taxado de Quadrilha, qualquer desgraça pouca é bobagem e vieram ameaças de greve no Metrô (sempre acontecem próximo a eleições mas é coincidência), mas isso foi pouco diante do quebra-quebra de maio com a paralisação de todas as linhas, exceto a linha 4 operada por concessão e isenta de funcionários - por enquanto - ligados às Centrais sindicais promotoras do quanto pior melhor. Em ano eleitoral como em 2010 isso é coisa comum, mas em anos não eleitorais - só para desmoralizar o governo do estado isso também é corriqueiro, como em 2011 ou 2009. Mas a CPTM também não fica atrás e no ano eleitoral de 2012 aprontou das suas, mas foi desmascarada pelo governo como eleitoreira, o que já é um avanço se levarmos em consideração que o governo do Estado sempre apanha e fica quieto. Também houve greve em 2008 na CPTM... Enfim o mais estranho das greves de transportes públicos é que no Rio, os trens são na sua maioria um lixo, mas curiosamente nunca há greves, descontentamentos... Creio que o Senhor Cabral deva ser um excelente negociador com as Centrais Sindicais.





Voltando à sucessão de Geraldo Alckmin, não importa o que aconteça, não importa que a CPTM esteja ficando com a cara do Metrô de São Paulo (Ainda em 2011,iniciou a recapacitação da infraestrutura de suas seis linhas, com a implantação de novos sistemas de sinalização, telecomunicações, energia, rede aérea e via permanente); que as estações sejam bonitas e práticas; que a modernização esteja sendo implantada (modernização que estão sendo realizadas em seis linhas do sistema); que novos trens sejam incorporados (A CPTM encomendou 105 trens novos, sendo que até julho de 2013 estarão todos entregues); enfim não importa ter a melhor malha ferroviária do país ou as melhores rodovias do país, o certo é que em 2014 o partido do quanto pior melhor quer por que quer tomar São Paulo. 





E convenhamos, quem conta os votos ganha a eleição, como já dizia um dos ideólogos do partido que comanda o país, nada mais do que o genocida Joseph Stálin.






sexta-feira, janeiro 04, 2013

Membro Muçulmano do Parlamento Britânico apóia Israel.






O Secretario britânico do Tesouro e deputado por Bromsgrove, Sajid Javid, filho de um motorista de ônibus, que estudou em colégios oficiais britânicos e ganhou um lugar para estudar economia e política na Universidade de Exeter. Há 21 anos, tornou-se um membro ativo do Partido Conservador da Grã-Bretanha. Em 2010, ele foi eleito para o Parlamento britânico como membro do Partido Conservador. É um muçulmano secular que se casou com uma mulher cristã e afirma ser um defensor de Israel.

Como um membro do Parlamento britânico, dirigiu uma audiência de 700 pessoas no encontro dos Amigos Conservadores de Israel, em um almoço de trabalho onde verbalizou seu apoio a Israel. "Se por algum motivo você tem uma jovem família e lhe dissessem que você teria que ir e viver com ela no Oriente Médio, há apenas um lugar que você poderá ir: Israel. O único país do Oriente Médio que compartilha os mesmos valores democráticos como o Reino Unido e a única nação no Oriente Médio, onde minha família sente o caloroso abraço da liberdade. Na Grã-Bretanha estamos orgulhosos da nossa longa história como nação. Mas nós somos meros novatos em comparação com Israel, uma nação que está governando no mesmo território, sob o mesmo nome, com a mesma religião e a mesma língua, como fez há 3.000 anos. Se você quiser ter alguma chance de entender as complexidades do Oriente Médio, você não pode simplesmente ler sobre Israel, você tem que viver em Israel".

Sajid Javid não foi tímido ao fazer estas declarações, apesar de muitas vozes no Reino Unido, especialmente no seio da comunidade muçulmana britânica, opor-se ao Estado de Israel. Ambos os muçulmanos moderados e os judeus que frequentam universidades britânicas afirmam que o anti-semitismo e o bullying são um grande problema nos campi britânicos. Sem mencionar que a imprensa britânica está cheia de artigos anti-Israel, além de movimentos antisemitas.

Esta não é a primeira vez que Sajid Javid apoia o povo judeu. Este ano, para lembrar as vítimas do Holocausto, no Dia Internacional de Recordação do Holocausto ele participou da assinatura do livro “Holocausto Educational Trust”. De acordo com Sajid Javid, esta é uma oportunidade importante para lembrar as vítimas de genocídio e para homenagear os homens e mulheres extraordinários que, tendo sobrevivido ao Holocausto, trabalham para educar os jovens sobre o que eles passaram pelo programa divulgação do Trust Holocaust Educational. É muito importante lembrar e aprender com os terríveis acontecimentos do Holocausto e continuar a desafiar todas as formas de intolerância.

Com informações do site UWI

Fonte:Pletz

quinta-feira, janeiro 03, 2013

O mundo não termina, o mundo nem começou.





por Paulo Rosenbaum (*)




Se o fim do ano é um registro que separa o passado do futuro, onde andará o presente? Como responde uma criança ansiosa pelo futuro quando os pais lhe indagam por que ela não aproveita o presente em vez de desejar o amanhã? Em algum momento essa resposta já foi dada: — É que o presente dura tão pouco!

Ela pode ter razão. O que está, já foi. O que virá nem veremos, ou teremos que imaginar e apostar. O passado apenas parece ser um registro mais fiel, sobretudo mais memorizável. Mas lembramos com seletividade, como nos avisam os biólogos. Temos filtros bem instalados. Somos leitores cheios de ismos, e alguém nos doutrinou na religião, na filosofia, na ideologia política. E o que vimos este ano? Um julgamento que, apesar das pernadas, da gritaria, das falsas analogias, mudou o rumo das coisas. Pela primeira vez na história do pais um embate nos trouxe para bem perto das entranhas do poder. Mais de 150 advogados, intermináveis sessões da Corte e a excessiva espetacularização.

Era o palco completo. As penas e a punição importam bem menos do que o simbolismo. Vislumbrou-se ali que, mesmo à revelia, “os mais iguais que os outros” podem estar em pé de igualdade com qualquer um. Que os poderosos são passíveis de penalidades, que ninguém é invulnerável para sempre, que existe uma organização da sociedade civil, que as instituições funcionaram, que há muito por fazer para sairmos da barbárie em que se transformou o manejo da coisa pública. E o mais importante: há mais diversidade política do que sonham nossas filosofias.

Sim, as mesmas guerras. Sim, a velha rotina de massacres non sense. As mesmíssimas cidades sem segurança pública. Os impostos tirados e distribuídos na derrama. Gente que foi embora e gente que chegou. A mesma falta de estadistas, a mesma lenga-lenga dos malandros otários. O mundo é assim, mas, para nossa sorte, sua dinâmica está longe de ser decifrada. Essa é a parte nobre da ignorância sobre como funciona a espantosa Gea. A bola azul rodopia no espaço e não quer nem saber no que vai dar. E isso, senhores, notável exemplo para ser forçado a viver o aqui e agora. Só assim a imanência pode fazer parte da transcendência.

Mas a retrospectiva do período também mostrou que times que sofrem podem se regenerar, que as partículas podem ser aceleradas sem que o mundo rache, que a ciência poderá sair do beco obscuro descobrindo que o segredo de muitas curas está no próprio organismo e que há, felizmente, muito mais saúde que doença. Mas este período mostrou, antes de tudo, falta muito mais do imaginamos para o fim. O mundo não termina, o mundo nem começou.

Nem os esportes nem a atividade profissional nem a vida competitiva podem fazer sentido. E se invertêssemos tudo e valorizássemos mais o empate? Prezar o equilíbrio das forças, ao invés de aplaudir o vencedor e vaiar o derrotado? Nem pensar. Não é espantoso e não se pode culpar ninguém. Tudo isso vem de berço, a base de nossa cultuada educação ocidental. Pode parecer zen demais, mas, e se os governos tivessem a audácia de ser impessoais? De ter a cara de todos e não só a de quem recebe mais votos? E se os políticos formassem coalizações onde todos se fizessem representar e tivessem voz? E se a diversidade fosse não só radicalmente respeitada como tomada como modelo de convívio social? E se as prisões não fossem átrios do submundo, mas lugares para um apartamento social com finalidade reconstitutiva?

Se as escolas não discriminassem, a educação poderia ser esperança no presente e não no futuro do pretérito. Querer vencer, ser o melhor, o primeiro, o mais acessado, o mais bem sucedido e o mais votado não é salvação, é a raiz da patologia. Não, senhor, ninguém precisa se converter à fracassomania, apenas entender que, exauridos, estamos cansados de repetir as mesmas manchetes por meses a fio. Deve haver algum lugar onde a utopia flua fácil e nós, todos nós, possamos ter dias melhores.

Esse lugar já existe, se chama presente mais que perfeito.

(*)Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)
Fonte:Pletz