domingo, abril 06, 2014

Caindo no conto do gênero.









O Brasil tem protagonizado nas últimas semanas a tentativa de implantação da ideologia do gênero por meio da Votação do Plano Nacional de Educação.


Nessa última quarta-feira houve a terceira tentativa de votação na câmara dos deputados, embora mais uma vez adiada, à causa, dessa vez, de bate-boca e provocação de deputados contra os manifestantes pró-vida e pró-família presentes na sala.


“Muitos têm desviado o foco do debate para temas que não pertencem ao âmbito da ideologia de gênero”, disse à ZENIT o Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, sacerdote da Diocese de Osasco - SP, pároco da Igreja São Domingos (Osasco), doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Romana da Santa Cruz e professor de Teologia Moral.


Acompanhe a entrevista abaixo:


***


ZENIT: Temos visto nas últimas semanas um crescente debate sobre a questão de “gênero” no contexto do Plano Nacional de Educação. Como o sr. avalia estas discussões?


Pe. José Eduardo: Tenho acompanhado de perto os diferentes discursos e percebo que, embora a questão esteja cada dia mais clara, muitos têm desviado o foco do debate para temas que não pertencem ao âmbito da ideologia de gênero, talvez até como um recurso para não enfrentarem um tema tão absurdo. Trata-se de um deslocamento para sabotar o discurso.


ZENIT: Em que consiste, então, a “ideologia de gênero”?


Pe. José Eduardo: 
Sintetizando em poucas palavras, a ideologia de gênero consiste no esvaziamento jurídico do conceito de homem e de mulher. A teoria é bastante complicada, e uma excelente explicação desta se encontra no documento “Agenda de gênero”. Contudo, a ideia é clara: eles afirmam que o sexo biológico é apenas um dado corporal de cuja ditadura nos devemos libertar pela composição arbitrária de um gênero.


ZENIT: Quais as consequências disso?


Pe. José Eduardo: 
As consequências são as piores possíveis! Conferindo status jurídico à chamada “identidade de gênero” não há mais sentido falar em “homem” e “mulher”; falar-se-ia apenas de “gênero”, ou seja, a identidade que cada um criaria para si.


Portanto, não haveria sentido em falar de casamento entre um “homem” e uma “mulher”, já que são variáveis totalmente indefinidas.


Mas, do mesmo modo, não haveria mais sentido falar em “homossexual”, pois a homossexualidade consiste, por exemplo, num “homem” relacionar-se sexualmente com outro “homem”. Todavia, para a ideologia de gênero o “homem 1” não é “homem”, nem tampouco o “homem 2” o seria.


ZENIT: Então aqueles que defendem a “ideologia de gênero” em nome dos direitos homossexuais estão equivocados?


Pe. José Eduardo: 
Exatamente! Eles não percebem que, uma vez aderindo à ideologia de gênero, não haverá sequer motivo em combater à discriminação. Nas leis contra a discriminação, eles querem discriminar alguns que consideram mais discriminados. Contudo, pela ideologia de gênero, não há mais sentido em diferenciar condições e papeis, tudo se vulnerabiliza! Literalmente, eles caíram no conto do gênero.


Para defender a identidade homossexual, estão usando uma ideologia que destrói qualquer identidade sexual e, por isso, também a família, ou qualquer tipo de família, como eles mesmos gostam de dizer.


Em poucas palavras, a ideologia de gênero está para além da heterossexualidade, da homossexualidade, da bissexualidade, da transexualidade, da intersexualidade, da pansexualidade ou de qualquer outra forma de sexualidade que existir. É a pura afirmação de que a pessoa humana é sexualmente indefinida e indefinível.


ZENIT: Então a situação é muito pior do que imaginamos...


Pe. José Eduardo: 
Sim. As pessoas estão pensando em “gênero” ainda nos termos de uma “identidade sexual”. Há outra lógica em jogo, e é por isso que ninguém se entende.


Para eles, a ideia de “identidade sexual” é apenas um dado físico, corporal. Não implica em nenhuma identidade. Conformar-se com ela seria “sexismo”, segundo a própria nomenclatura deles. A verdadeira identidade é o “gênero”, construído arbitrariamente.


Todavia, este “gênero” não se torna uma categoria coletiva. É totalmente individual e, portanto, indefinível em termos coletivos. Por exemplo, alguém poderia se declarar gay. Para os ideólogos de gênero isso já é uma imposição social, pois a definição de gay seria sempre relativa a uma condição masculina ou feminina mormente estabelecida. Portanto, uma definição relativa a outra, para eles, ditatorial.


Não existiria, tampouco, a transexualidade. Esta se define como a migração de um sexo para outro. Mas, dirão os ideólogos de gênero, quem disse que a pessoa saiu de um sexo, se aquela expressão corporal não exprime a sua identidade construída? Portanto, para eles, não há sequer transexualidade.


Gênero, ao contrário, é autorreferencial, totalmente arbitrário.


Alguém dirá que não há lógica isso. Realmente, a lógica aqui é “ser ilógico”. É o absurdo que ofusca nossa capacidade de entender.


ZENIT: O que dizer, então, de quem defende a ideologia de gênero no âmbito dos direitos feministas?


Pe. José Eduardo: 
Os ideólogos de gênero, às escondidas, devem rir às pencas das feministas. Como defender as mulheres, se elas não são mulheres?...


ZENIT: Qual seria o objetivo, portanto, da “agenda de gênero”?


Pe. José Eduardo: 
Como se demonstra no estudo que mencionei, o grande objetivo por trás de todo este absurdo – que, de tão absurdo, é absurdamente difícil de ser explicado – é a pulverização da família com a finalidade do estabelecimento de um caos no qual a pessoa se torne um indivíduo solto, facilmente manipulável. A ideologia de gênero é uma teoria que supõe uma visão totalitarista do mundo.


ZENIT: Como a população está reagindo diante disso?


Pe. José Eduardo: 
Graças a Deus, milhares de pessoas têm se manifestado, requerendo dos legisladores a extinção completa desta terminologia no Plano Nacional de Educação. Pessoalmente, tenho explicado a muitas pessoas a gravidade da situação nestes termos: 
1) querem nos impor uma ideologia absurda pela via legislativa; 
2) querem fazê-lo às custas do desconhecimento da população, o que é inadmissível num Estado democrático de direito; 
3) e querem utilizar a escola como um laboratório, expondo nossas crianças à desconstrução de sua própria personalidade. E ainda querem que fiquemos calados com isso! Não!, o povo não se calará!


ZENIT: Falando em “Estado democrático de direito” e vendo a manifestação de tantos cristãos, evangélicos e católicos, inclusive de bispos, alguns alegam a laicidade do Estado como desculpa para desprezar os seus argumentos. O que dizer sobre isso?


Pe. José Eduardo: 
Esta objeção é tão repetitiva que se torna cansativo respondê-la. Numa discussão democrática, não importa se o interlocutor é religioso ou não. O Estado é laico, não laicista, anti-religioso. Seria muito divertido, se não fosse puro preconceito – e às vezes, verdadeiro discurso de ódio anti-religioso –, a insistência com a qual alguns mencionam a Bíblia, os dogmas, os preceitos... como se nós estivéssemos o tempo todo alegando argumentos teológicos. Como se pode ver acima, nossos argumentos aqui são simplesmente filosóficos, racionais. Aliás, são tão racionais a ponto de mostrar o quanto a proposta deles é totalmente irracional, posto que contradizem as sua próprias bandeiras ideológicas.


No final das contas, a única coisa que lhes resta é a rotulação – na audiência de ontem, chamaram aos gritos um deputado de “machista”, em outra ocasião de “patricarcalista” –, mas a rotulação é a arma dos covardes, daqueles que não têm honestidade e liberdade intelectuais. Como digo sempre, nestas discussões, precisamos nos comportar como filósofos, e não como maus advogados, que estão dispostos a negar até as evidências.






Publicado no site Zenit - http://www.zenit.org

sábado, abril 05, 2014

Vítima do regime ou mais uma fraude jornalística para satanizar militares?.










por Bruno Braga




SBT: “Militares transformam homem em assassino para acobertar crimes”.

A reportagem conta a história de Orlando Sabino. Um paciente psiquiátrico que é apresentado como uma espécie de “bode expiatório” criado pelos militares para encobrir os crimes cometidos por eles em ações nos estados de Minas Gerais e Goiás.




Após assistir à matéria e fazer uma breve pesquisa na internet sobre o assunto, é inevitável colocar algumas questões:

(1) Dos “diversos” crimes associados a Orlando Sabino, menciona-se apenas um, o assassinato de um casal de fazendeiros. No entanto, a reportagem não descreve as outras “vítimas”. O que é imprescindível para – pelo menos – identificar qual era e se de fato os militares teriam interesse em assassiná-las.

(2) Se o exame pericial realmente constatou que o “homem” foi morto com tiros de uma arma calibre .44 – que seria de uso exclusivo dos militares -, é fundamental verificar se os disparos foram de fato realizados com uma arma que PERTENCIA ou que estava na posse deles. Porque, como observa Heloísa Starling, que é assessora da Comissão Nacional da Verdade, a região envolvia uma área de movimentação da Guerrilha do Araguaia. Neste conflito os revolucionários socialistas-comunistas também utilizaram arma de calibre .44 – o que os colocariam como suspeitos dos disparos que fizeram aquela vítima.

(3) A tese de que TODOS os crimes atribuídos a Orlando Sabino foram cometidos por militares (ou agentes da “extrema direita”) é frágil. Mozart Lacerda Filho observa que “há pouquíssimos indícios que possam responsabilizar os agentes da repressão por tais crimes”. O articulista, que em 2011 era doutorando em História, afirma que nos arquivos do DOPS, em Belo Horizonte, há apenas recortes de jornal da época e uma comunicação entre órgãos de segurança cogitando a hipótese de que os crimes tinham motivação política.Mozart Lacerda escreve ainda que a história mais recorrente – contada por pessoas que viveram naquele tempo – aponta que os crimes envolviam uma disputa entre dois irmãos pelo domínio da região.

(4) Pedro Divino Rosa participa da reportagem. Ele é autor de um livro sobre Orlando Sabino, “O Monstro de Capinópolis”. Para o SBT, ele afirmou que Orlando Sabino era um “bode expiatório” (Cf. a partir do tempo 06:35). Mas em uma entrevista concedida em 2011, por conta do lançamento do seu livro, Divino Rosa – depois de observar que o seu trabalho envolveu uma vasta pesquisa documental, e que esteve inclusive com o próprio Orlando Sabino – diz o seguinte: […] “ele (Orlando Sabino) já está solto e vai voltar a matar, porque ele não tem cura; assim que ele surtar ele vai voltar a matar” (Cf. vídeo abaixo a partir do tempo 03:26).



Eu não li o livro escrito por Pedro Rosa. De qualquer forma, a declaração destacada contradiz o depoimento que o próprio autor deu ao SBT. Pior, ela coloca sob suspeição todos – repito, TODOS – os testemunhos exibidos pela reportagem e destrói a imagem de Orlando Sabino apresentada pela matéria, a de um “inofensivo” paciente psiquiátrico que não cometeu nenhum tipo de crime.

Diante do exposto, é no mínimo arriscado dizer que Orlando Sabino foi completamente injustiçado. Naquilo que o foi, a ele – que já faleceu – devem ser prestadas todas as condolências. No entanto, a tese apresentada de forma resoluta pelo SBT (com a participação de uma assessora da Comissão Nacional da Verdade) – a de responsabilizar os militares por TODOS os crimes denunciados ou atribuídos a Orlando Sabino, acusando-os de utilizar um “bode expiatório” para acobertar suas operações - resta indubitavelmente desacreditada.




Nota: Uma curiosidade: nas eleições de 2012, Pedro Divino Rosa concorreu a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Estrela do Sul pelo PT. Ele ainda é um afiliado do partido, que é um dos principais agentes no esforço de falsificar a história do país e os fatos para - satanizando os militares – consagrar a mitologia do “heroísmo” revolucionário socialista-comunista.


terça-feira, abril 01, 2014

Israel – Fator de Estabilidade.











por Herman Glanz




Apesar de lutar contra os ataques dos vizinhos e dos não vizinhos, sejam ataques com armas ou ataques políticos, o Estado de Israel é visto como fator de estabilidade para a região.

Uma nova guerra entra em cena: a dos túneis construídos pelo Hamas na Margem Ocidental, não mais somente em Gaza, obrigando as Forças de Defesa a uma nova preparação para enfrentar essa onda de terror. Lutar em túneis não estava no programa, mas aprende-se e se desenvolvem novas armas e novos meios de detecção. E vários cenários de guerra são examinados, inclusive incursões terrestres contra Hizbollah, no Líbano e Hamas, em Gaza, enquanto se espera que esses terroristas se dispersem pelas consequências de lutas internas palestinas e a guerra na Síria. Há quem diga que os mísseis iranianos, no navio apreendido pelos israelenses no início do mês, seriam destinados ao Sinai, pois seria mais fácil desembarca-los, pois em Gaza seriam vistos, pois não desmontáveis. Do Sinai poderiam ser disparados para atingir, inclusive, Tel Aviv.

Para cobrar mais caro a visita do Presidente americano ao Oriente Médio, a Liga Árabe, na reunião de 25 deste mês de março, visando descolar mais ajuda, aprovou mais três nãos: não ao Estado Judeu, não ceder sobre Jerusalém e o Monte do Templo, pois Jerusalém antiga deve ser a Capital palestina, e não aos assentamentos, exigindo um Estado Palestino livre de judeus. E ninguém fala contra esse apartheid – somente se acusa Israel. Alguém já se indagou o porque desse padrão diferenciado? Bem, direitos Humanos não valem para Israel. Apesar de toda a negação, conforme acabamos de mencionar, vários países muçulmanos sunitas, árabes ou não, se entendem com Israel para a defesa contra os xiitas do Irã, do Iraque e do Hizbollah do Líbano. Especialmente a Arábia Saudita se encontra em polvorosa e o Presidente Obama visitou o monarca saudita para explicar os entendimentos com o Irã mas, há sempre um mas.


Declarou Obama que a Arábia Saudita deveria extinguir a escravidão. É uma forma de colocar os sauditas em posição inferior diante das cobranças que faz à posição política americana. Apesar do presidente americano falar em escravidão, não se ouve condenação formal aos sauditas. Quanto a Israel, mesmo não tendo escravidão, é condenado por apartheid. E mais, ninguém condena a Dhimmitude* dos muçulmanos quanto aos não muçulmanos: cristãos e judeus em países muçulmanos são cidadãos de segunda classe. Mas isso não interessa ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Continuem se indagando do porque desse padrão diferenciado.


E enquanto tudo gira em torno da Guerra Fria, da Rússia com a ocupação da Criméia, ficam um pouco esquecidos os outros problemas, como a guerra na Síria, o processo (sempre processo) de paz de Israel com os palestinos, onde a posição política muda. Há um ano atrás, quando Obama e Kerry visitaram Israel, em 20 de março de 2013, o Presidente Obama declarou que os palestinos deveriam reconhecer logo o Estado Judeu, sendo, evidentemente seguido por Kerry. Agora, Obama declara que não se manifesta em favor do reconhecimento do Estado Judeu. Alguém se indaga porque desse padrão diferenciado?

A política muda como as nuvens. Na Europa o antissemitismo reaparece. Na Inglaterra, preocupa o número de presidiários vinculados à al-Qaeda, que fazem apologia nas prisões junto aos demais presos. Falando em Crimeia, no dia de hoje, 30 de março, em 1856, foi firmado o Tratado de Paris, pondo fim à guerra contra a Rússia travada pela Inglaterra, França, Império Turco e o Reino da Sardenha e Piemonte, por causa da Crimeia. Falando em Inglaterra, em 1218, em 30 de março, o Rei Henrique III obrigava judeus a usar uma peça amarela na roupa, em forma das Tábuas da Lei. O antissemitismo é secular. E a Inglaterra tem tradição. Mas a vida segue em frente, e em Israel se cria moeda virtual, que serve para fugir das taxas bancárias. Vamos em frente!


(*)Dhimmitude significa as condições legais e sociais abjetas de Judeus e Cristãos submetidos a shari'a, a lei corânica.

domingo, março 30, 2014

O que foi que fizeram com nosso querido Mackenzie?.













Reflexões de um jovem calvinista conservador
por Oscar Cavallieri*


Calvinismo e Conservadorismo. Julgava que ambas as ideias andavam intimamente juntas. Eu já era reformado. E também conservador, o que me tornava completamente fora de moda. Desde a adolescência, eu já sabia que socialismo era tão criminoso quanto o nazismo. Sabia que Che Guevara era um falso messias. Que bandidos não são mocinhos.

Mas viver num Brasil cultural e politicamente socialista é um tapa na cara o tempo todo. Não é à toa que um conservador como eu se sinta como um peixe fora d´água. Eu prefiro dizer que sou um peixe de água doce que acabou, por algum estranho senso de humor do destino (ou da predestinação), nascendo em águas salgadas e amargas, pois, no Brasil, bandidos são transformados em mocinhos, quando não canonizados em governantes. No Brasil, Che Guevara é o Jesus Cristo da juventude universitária e Marx seu Deus-pai.
Como jovem, tive desilusões em minha vida estudantil. Durante todo o ensino médio resisti à doutrinação sistemática de que tudo é uma questão de opressores e oprimidos na história: brancos vs. negros, europeus vs. índios, senhores vs. escravos. Não entendo tudo, mas sabia que há algo muito errado com essa história.
Logo depois, ingressei numa faculdade de direito, onde meus colegas e eu fomos doutrinados pelo positivismo e pelo marxismo desde o primeiro dia. Resisti, porque meu cérebro — sempre fora da moda ideológica — alertava que havia algo tremendamente errado nisso tudo. Não tardou para eu ser chamado de porco capitalista pelos mais maconheiros (ops, mais socialistas!) da sala. Quanto aos outros alunos, eles simplesmente me viam como um “reacionário.” E assim passaram-se os cinco anos. Ao término da faculdade, tomei uma decisão: “Agora quero estudar teologia num lugar onde, com meus princípios, não serei um completo alienígena.” Só pensei numa resposta: Mackenzie.

E assim começou 2014.
No primeiro dia de aula fomos levados ao auditório, junto a todos os demais calouros, onde uma Bíblia foi entregue para cada um. “Uau,” pensei eu, “isso sim é que é uma instituição calvinista conservadora!” Os reverendos presbiterianos fizeram as apresentações e um deles pregou sobre Daniel na Babilônia, dizendo que o estudante pode e deve manter sua fé e desvendar a ciência juntamente. “Uau,” pensei novamente. Em seguida, anunciaram um show. Bem, é claro que minha expectativa era uma banda do meio gospel. Afinal, estávamos numa universidade evangélica.
Fiquei chocado: o show foi dado por Nando Reis!



O que me chocou não foi somente o fato da banda desse cantor chamar-se “Os Infernais” e estarem tocando numa — pelo amor de Deus! — universidade presbiteriana. O revoltante foi o discurso contra o preconceito em relação às minorias que Nando Reis fez questão de fazer antes de começar a tocar suas românticas músicas. Ele passou um sermão politicamente correto e carregado para os reverendos e seus alunos de teologia, entre os quais eu estava. Por essa eu, um calvinista conservador, jamais esperei.

No segundo dia, tentei me recuperar, buscando explicações, com a cabeça zonza: “Quem fez o tal discurso esquerdista foi o Nando Reis, e não algum reverendo. Certamente, os reverendos também ficaram incomodados com aquilo e vão dar um basta nisso.”

Dirigi-me à sala e fomos levados a uma atividade dinâmica promovida por uma ONG. Muito divertido e informativo. O nada divertido (mas ainda assim informativo) foi o discurso do dirigente do diretório acadêmico (um teólogo em formação) no final da atividade. Inicialmente ele mostrou uma posição bastante liberal, e logo senti cheiro não apenas de teologia liberal, mas também de teologia da libertação. E quando ele finalizou dizendo que Sodoma e Gomorra foram destruídas não pelo homossexualismo, mas porque negligenciavam amparo aos pobres e às viúvas, novo choque para mim. Para esse aspirante a teólogo no Mackenzie, o problema do homossexualismo é enfatizado demais na narrativa sobre a destruição das cidades quando na verdade a causa foi outra…

Sentindo náuseas com tal manifestação de liberalismo, fui pesquisar sobre a relação entre Teologia da Missão Integral, Teologia da Libertação e Mackenzie e levei um susto. Quase caí para trás ao ver, nos resultados do Google, que problemas de esquerdismo no Mackenzie já estavam sendo biblicamente tratados, ao ler na telinha de meu notebook as matérias escritas por Julio Severo. Ao pesquisar em outros canais informativos, inclusive da própria universidade, vejo que o blogueiro não estava exagerando.

A cada dia, realmente, a Universidade Presbiteriana Mackenzie tem se tornado mais liberal e “libertadora” (no sentido de aderente à TMI). Os dias vão passando e, nas aulas de teologia, venho percebendo essa mesma visão esquerdista em alguns professores. E fico me perguntando: o que foi que fizeram com nosso querido Mackenzie?

* Oscar Cavallieri é um pseudônimo escolhido por um jovem estudante de teologia do Mackenzie que queria apenas, como calvinista conservador, desabafar seus sentimentos sobre os desafios anti-conservadores na famosa universidade presbiteriana.

terça-feira, março 25, 2014

Jesus e o messias socialista.











Entendendo por que Jesus fugiu do messianismo do bolsa-família



“Hugo Chavez foi a melhor coisa que aconteceu à Venezuela”, disse um pastor venezuelano. Milhares de líderes evangélicos venezuelanos aprenderam a ver Chavez como uma espécie de grande pai generoso, depois de o apoiarem politicamente e receberem em troca materiais que suas igrejas precisavam.

O socialismo do passado destruía materialmente as igrejas, ou o corpo dos cristãos, mas nunca sua alma.

O socialismo ocidental não destrói materialmente as igrejas nem mata o corpo dos cristãos, mas lhes seca a alma, lhes dando coisas materiais.

O socialismo latino-americano, exemplificado pela Venezuela, compra os líderes das igrejas. Talvez não muito diferente do que ocorre no Brasil, onde, coincidência ou não, os donos das grandes estações de TV e rádios evangélicas são conhecidos apoiadores do governo que concede suas concessões.
Na Venezuela, se o líder evangélico fala o que o governo quer ouvir, tudo fica mais fácil para ele.

No Brasil, o mesmo acontece para o dono da Record e outros empresários evangélicos.
Para o povão, que quer apenas promessas de provisão, o messias socialista ganha o coração dos pobres com bolsas-família e outras migalhas, ainda que os sustente à custa de pilhagem no bolso dos outros.

Jesus teve oportunidade de ser um socialista. Quando o povo, depois de seguir e ouvir a pregação dele durante alguns dias, ficou cansado e teve fome, Jesus fez o milagre da multiplicação dos pães. Era o que o povo de todas as épocas sempre quis: alguém que lhes desse tudo de comer.

Ei, mas Jesus não era político. “Não tem problema” , pensava o povo. “O importante é que ele nos dê comida todo dia!”

Outros queriam pegar Jesus e transformá-lo, à força, em rei, isto é, em governante.
Bastava que para isso ele desse comida. Jesus teve a primeira grande oportunidade da história de dar bolsas-famílias e garantir para si um prospero governo político. Mas a única reação dele foi fugir da multidão e desse caminho de ganhar corações através de comida.

Os messias socialistas teriam inveja da oportunidade perdida: “Ah, se eu estivesse no lugar de Jesus! Multiplicaria pães todos os dias e garantiria um governo a vida inteira nas minhas mãos!”

Se Jesus tivesse feito diariamente a vontade do povo alimentando-o, ele não só garantiria posição de rei, mas o povo jamais permitiria que ele fosse crucificado.
Contudo, Jesus fugiu dos caminhos socialistas. Ele fugiu dos anseios do povo de transformá-lo num político alimentador de pobres.
Provavelmente, porque nessa questão, o ensino da Palavra de Deus já era bem claro para o povo. 

1. Ganha-se o alimento diário trabalhando. 
2. Quem passa por necessidade deve depender da misericórdia de outros trabalhadores e da misericórdia divina.

A missão de Jesus era amor. Acolher o amor dEle é o princípio das provisões materiais e espirituais.
Jesus fugiu dos anseios do povo de transformá-lo em político alimentador. Mas mesmo que Ele atendesse, Ele faria multiplicação de pães mediante milagres, não mediante o suor do trabalho alheio.

Hoje, certamente Jesus teria muito mais razões para fugir dos anseios do povo, pois a forma socialista de “alimentar” o povo nada tem a ver com milagres, mas com roubos mediante impostos.

Jesus jamais se aliaria a um governo ladrão do trabalhador.
Ele está de braços abertos para abençoar o pobre e dar-lhe mudança de vida, depois da aceitação da suprema Boa Notícia. Há milhares de pobres que entraram em igrejas pentecostais e neopentecostais, ouviram o Evangelho e hoje têm um emprego decente para sustentar suas famílias.

O negócio de Jesus nunca foi substituir o trabalho por bolsas-famílias, ou substituir milagres por impostos altos. E ele provou isso: fugiu de um povo que o queria como político alimentador dos pobres. Essa não é a missão dele, e essa não é a resposta certa para as necessidades dos pobres.

Espero que os líderes evangélicos que se deixam comprar por messias políticos vejam os pobres como Jesus os vê e não vejam a política como instrumento de controle sobre os pobres por meio de bolsas-famílias.

Bolsa-família não é o caminho de Jesus.
Impostos altos não é o caminho de Jesus.
Socialismo não é o caminho de Jesus.

Os evangélicos socialistas, como Ariovaldo Ramos que via Chavez como uma espécie de messias político dos pobres, deveriam defender suas bandeiras de alimentação aos pobres unicamente por meio de milagres divinos, não de elevadas cargas de impostos do governo.
Mas seja qual for o caminho que escolherem, não é o caminho que Jesus escolheria. Jesus fugiu desses caminhos e dos hipócritas que distorcem as Escrituras para defender o que Jesus nunca defendeu: um político que ganha o coração dos pobres mediante comida.
Jesus não deixou esse exemplo. Jesus fugiu desse exemplo.

Os políticos socialistas precisam de estratégias e enganação para ganhar o coração das pessoas. Da mesma forma, não se pode esperar, jamais, que Satanás chegue até às pessoas com sua forma horripilante dizendo: “Sou Satanás e vim para matar, roubar e destruir.” Para enganar, ele se disfarça até de anjo de bondade e inocência, como diz a Bíblia. Ele se disfarça facilmente de presenteador de pães. Ele se camufla como político.

De forma semelhante, o pedófilo chega com seu doce atraente e delicioso até a inocente criança. O doce do socialismo é sua propaganda mentirosa de ajuda aos pobres. Os estupros chegam depois: aborto, homossexualismo, carga abusiva de impostos, etc.

É possível Satanás, o autor do socialismo e de todo disfarce de anjo inocente, enganar os cristãos e fazer deles seus servidores? A Bíblia não deixa dúvida disso: “E isso não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz. Portanto, não é nada demais que os servidores dele se disfarcem, apresentando-se como pessoas que fazem o bem. Mas no fim eles receberão exatamente o que as suas ações merecem.” (2 Coríntios 11:14-15 BLH)

O perfil do político socialista é satânico e pedófilo. Ele se faz de anjo de bondade, oferece comida e doces aos pobres, mas sem nunca dizer que vai estuprar os bolsos da nação através de impostos, estuprar a inocência das crianças através de educação sexual pornográfica, fazer campanhas para que as crianças sejam mortas por meio do aborto ou, se sobreviverem, para que tenham o “direito” e a “liberdade” de matar, sob a proteção do ECA.
Tudo isso em troca de um pão. O inferno em troca de comida na mesa.
Entende agora por que Jesus fugiu do messianismo do bolsa-família?

                    Um padre socialista
                    Outro padre - chavista - e comunista


domingo, março 23, 2014

Dilma e Petrobrás: quanto mais se mexe pior fica.












Eu não sou o único a tentar entender a tumultuada cabeça de Dilma Rousseff — nos limites, deixo claro, de sua atuação pública (sou um homem de ambições modestas…). Outros tentam fazê-lo sem chegar a um desfecho satisfatório. Alguém consegue explicar por que ela mandou demitir, em 2014, um diretor que lhe teria dado um truque em 2006, induzindo-a e aos demais conselheiros ao erro? Por que agora e não antes?

A hoje presidente da República demorou oito anos para concluir que Nestor Cerveró não teria agido, então, com a devida transparência? A gente sabe que membros de conselhos administrativos não leem milhares de páginas eventualmente disponíveis sobre determinados investimentos. Contentam-se, nem poderia ser diferente, com memoriais executivos, pareceres de analistas, dos bancos etc. É assim em qualquer lugar do mundo. O ponto não está aí. A questão é saber por que Dilma demorou tanto para agir. E, ao fazê-lo, CONFESSA A SUA OMISSÃO DE OITO ANOS. Reitero: COMO ADMINISTRADORA E SENHORA ABSOLUTA DO SETOR ENERGÉTICO, DILMA DESMORALIZA DILMA AO DEMITIR CERVERÓ SÓ AGORA.

Parafraseando Ricky em Casablanca, ao se despedir de Ilse, “US$ 1,18 bilhão (na verdade, um pouco mais) é um punhado de feijão quando a empresa perdeu mais de R$ 200 bilhões em valor de mercado de 2010 a esta data, despencando de R$ 380 bilhões para R$ 179 bilhões. Era a 12ª maior empresa do mundo em 2010 e agora é a 120ª. Performance tão desastrada e desastrosa não é corriqueira. Ainda que fossem verdadeiras todas as bobagens que o petismo disse sobre a privatização de estatais no governo FHC, só o tombo dado na Petrobras já faria do PT um vitorioso no campeonato da dilapidação da patrimônio público. E, não custa notar, eram acuações falsas, num misto, em doses idênticas, de ignorância e pilantragem ideológica. Mas a dilapidação da Petrobras é verdadeira.

Reportagem da VEJA desta semana intitulada “Um poço de suspeitas” agrega um documento novo ao imbróglio de Pasadena — aquele que está lá no alto da página. No dia 2 de julho de 2008, o então procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams, que é hoje advogado-geral da União, enviou à então secretária-geral da Casa Civil, Erenice Guerra, um e-mail em que solicitava que se incluíssem na ata de uma reunião do conselho de administração da Petrobras duas ressalvas sobre a compra da refinaria de Pasadena. A primeira advertia que a tal Cláusula Marlim (aquela segundo a qual a Petrobras garantia à sua sócia, Astra, uma rentabilidade anual de 6,9% independentemente dos resultados da refinaria) não havia sido objeto de aprovação. A segunda informava que a diretoria executiva da empresa havia aberto um procedimento para investigar a falha.

O e-mail reforça a informação de que o conselho acabou aprovando, originalmente, uma operação sem ter conhecimento de todos os dados. Mas, então, que fique claro: a partir de 2 de julho de 2008, Dilma não poderia alegar ignorância de mais nada. E ATENÇÃO! NÃO SE TRATA DE EVOCAR, NESTE MOMENTO, A ENTÃO PRESIDENTE DO CONSELHO, MAS A CHEFE DA CASA CIVIL, A GERONTONA DO PAC, A SABICHONA, A QUE DECIDIA TUDO, A DAMA DE FERRO, A SENHORA DO ÓLEO, DOS VENTOS, DAS ÁGUAS, DOS RAIOS…

Compra tudo!
Mas Dilma nem precisaria ter esperado o e-mail de Adams para saber de tudo. Reportagem da Folha publicada neste domingo informa que a direção da Petrobras defendeu diante do conselho, no dia 3 de março de 2008, a compra da outra metade da refinaria — e de seu estoque de óleo — por US$ 788 milhões. Sabem quem foi, de novo, o orador da turma? Nestor Cerveró — sim, o tal senhor que Dilma mandou agora demitir. Era ele quem falava, mas o fazia em nome de toda a direção executiva da Petrobras, a saber: José Sérgio Gabrielli, então presidente, e os diretores Graça Foster, Almir Barbassa, Renato Duque, Cerveró (afastado da diretoria da BR Distribuidora) e Paulo Roberto da Costa (preso em operação que apura lavagem de dinheiro).

Note-se: isso aconteceu no dia 3 de março de 2008. O que se debateu, então, nessa reunião era a tal cláusula “PuT Option”. Até porque, ATENÇÃO PARA OUTRO DADO, a Astra já havia recorrido à Justiça americana no ano anterior: 2007! Se Dilma não sabia de nada em 2006 porque o resumo executivo de Cerveró era incompleto, ela certamente tomou ciência — NEM QUE FOSSE COMO MINISTRA DA CASA CIVIL, NÃO COMO PRESIDENTE DO CONSELHO — da ação judicial. Não fosse isso, teria sido informada de sua existência no dia 3 de março de 2008; se escapou de ficar sabendo ali, o e-mail de Adams, do dia 2 julho, era mais uma advertência.

Dilma não apenas se omitiu como ouviu a nova exposição de Cerveró. O conselho se recusou a pagar o que pediam os belgas, e a Petrobras teve de ir à Justiça se defender. Contratou um escritório de advocacia por US$ 7,9 milhões ligado a ex-integrantes da cúpula da empresa.

sábado, março 22, 2014

Dilma aprovou refinaria no Japão ciente de cláusula.








Dilma aprovou refinaria no Japão ciente de cláusula.



por Andreza Matais, Murilo Rodrigues Alves, Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo - O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - Como presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil do governo Lula, aprovou em 2007 a aquisição de parte de uma refinaria no Japão. Diferentemente do que ocorreu um ano antes, quando, segundo Dilma, o conselho decidiu comprar a refinaria de Pasadena, nos EUA, usando informações incompletas, os integrantes do colegiado da estatal foram avisados, no caso japonês, da existência da cláusula Put Option, que obriga uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desentendimento.

Em texto assinado pela Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto e encaminhado ontem ao Estado, Dilma disse ter autorizado a compra da refinaria japonesa Nansei Sekiyu com base num "resumo" elaborado pela diretoria internacional da Petrobrás, na época comandada por Nestor Cerveró, no qual "está referida a existência de cláusulas contratuais que materializaram o Put Option, bem como as informações técnicas correspondentes". No caso da refinaria de Pasadena, a presidente havia informado ao Estado que o resumo que recebeu do mesmo Cerveró, demitido ontem de um cargo de diretor na BR Distribuidora, era "falho" e omitia condições do contrato como as cláusulas de Put Option e Marlim (que garantia à sócia da Petrobrás um lucro mínimo independentemente da situação do mercado).

Dilma disse na nota de terça que, se soubesse das cláusulas, não apoiaria o negócio. As declarações da presidente sobre Pasadena provocaram forte reação no meio político e empresarial.

Sobre a refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa, Dilma justificou que "a aquisição estava alinhada com a estratégia geral da companhia (...) no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior" e ressaltou que "a refinaria detinha uma vantagem (...) por possuir um grande terminal de petróleo e derivados".

Documentos internos da empresa, aos quais o Estado teve acesso, mostram que o conselho, presidido por Dilma na época, aprovou a compra de 87,5% do negócio no Japão. O ministro Guido Mantega (Fazenda) também era integrante do conselho e avalizou a compra. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli citou o contrato da refinaria de Okinawa como exemplo de que o Put Option era comum nos contratos da empresa, colocando em dúvida a versão da presidente de que foi surpreendida pela cláusula no caso Pasadena. O contrato do Japão não continha a cláusula de Marlim.

Negócio. A compra da refinaria Nansei foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás em novembro de 2007. O negócio se assemelha à compra de Pasadena em pontos como o fato de a refinaria japonesa, que custou US$ 71 milhões, não processar o óleo pesado produzido pelo Brasil. Segundo pessoas envolvidas no negócio, a Petrobrás foi obrigada a fazer investimento bilionário para adequá-la e reparar danos. Procurada, a estatal não quis falar sobre a Nansei Sekiyu.

A Petrobrás chegou a anunciar que tinha um comprador para a refinaria japonesa em 2013. No entanto, com a licença de funcionamento da unidade vencida, o negócio não foi adiante. A petroleira colocou a refinaria como um dos ativos de que pretende se desfazer para reforçar o caixa e dar conta do plano que prevê investimentos de US$ 236,7 bilhões entre 2013 e 2017.

A refinaria foi comprada de um grupo japonês ligado à americana Exxon Mobil. A Petrobrás nunca detalhou publicamente os investimentos feitos na instalação. / COLABOROU LISANDRA PARAGUASSU

Espantado com tanta corrupção? Então leia mais aqui O DINHEIRO DA REFINARIA PASADENA NAS CAMPANHAS DE LULA E DILMA 

sexta-feira, março 21, 2014

Com, sem e apesar de.











Com, sem e apesar de.

por Jacinto Flecha



Nos tempos longínquos em que abrilhantei com minha presença a faculdade de medicina, um professor mencionou doenças que se resolvem com o médico, sem o médico e apesar do médico. Mostrou depois a utilidade de umas e outras. Não pretendo trair segredos profissionais, mas quem conhece piadas sobre médicos não ignora a importância dos honorários…

Saio correndo deste assunto, pois não me convém atingir interesses corporativistas, além disso minhas flechas estão hoje reservadas para o campo. Para qual campo? Ora, para o campo mesmo, o campo propriamente dito. Explico-me, antes que as flechas se voltem contra mim.

Todos conhecemos o êxito do agronegócio brasileiro, cuja colheita recorde de 185 milhões de toneladas engorda as raquíticas estatísticas do governo. A balança comercial (diferença entre exportação e importação) tem sido salva pela expansão da agropecuária, constante e persistente desde que se descartou a reforma agrária.

Que relação tem a atividade agropecuária com a distinção sibilina do meu professor? Aplique uma à outra, e veja o resultado: Nosso primitivismo agropecuário se resolveu com o governo, sem o governo e apesar do governo. Muito enigmático? Vamos esclarecer ponto por ponto.

Com o governo – Não é justo atribuir todo esse progresso ao empreendedor rural. Grande parte se deve ao profissionalismo e dedicação da Embrapa e de várias outras entidades, cujos técnicos competentes desenvolvem pesquisas de ponta para aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos do campo. Sendo a Embrapa uma entidade do governo, ao governo cabe uma parte desse êxito, certo? Sim, desde que se entenda a qual governo isso se aplica. Muito importante esta distinção, pois o governo de dez anos atrás quis obrigar a Embrapa a sepultar pesquisas de ponta e desviar recursos para a antiquada agricultura de subsistência. Ainda bem que não o conseguiu…

Outra iniciativa elogiável são os empréstimos para custeio da produção. Para a atividade rural eles são vitais, mas para o governo são um negócio bancário cercado de todas as garantias, além de lucrativo em juros e impostos. Um favor útil, sem dúvida, mas muito interesseiro; e que precisa, aliás, ser melhorado e ampliado.

Sem o governo – Mesmo sendo o grande beneficiário do lucro que o agronegócio lhe dá de mão beijada, o governo deixa os empreendedores rurais à própria sorte: Malha rodoviária deteriorada; deficiência ou ausência de assistência médica; escolas rurais inexistentes ou em condições precárias; incentivo a invasores, com posterior leniência na reintegração de posse. Tudo isso desestimula empreendedores, gera prejuízos e encolhe o único benefício que o trabalhador rural honesto realmente procura: bom emprego.

Apesar do governo – A ação do governo no setor rural produtivo é uma sequência de tiros no pé, penalizando os empreendedores e premiando a quem não merece: Exigências ambientalistas draconianas; legislação trabalhista só aplicável a gabinetes luxuosos de burocratas brasilienses; indústria de multas arbitrárias e exorbitantes; confisco de propriedades para torná-las improdutivas nas mãos de índios urbanos indolentes e manobrados por ONGs; expropriação de produtores para entregar terra a aventureiros rotulados de quilombolas, mesmo contrariando a lei, que exige continuidade no uso da terra reivindicada. Após remoção injusta de proprietários legítimos, o governo deixa assentados nelas (ou confortavelmente deitados) os índios urbanos e falsos quilombolas.

Obstáculos ou doenças são equivalentes, na medicina e no campo, desde que se entenda metaforicamente alguns deles: Ervas daninhas, mau tempo, micróbios, predadores, vírus, profissionais desqualificados, criminosos. Nos dois casos, a solução é remover os obstáculos ou causadores de doenças. Nos dois casos, essa faxina traz lucro e progresso.

Por que será que o governo não consegue entender esta linguagem tão simples? Entenderia, se não estivesse encharcado de ideologia esquerdista, comprovadamente ineficiente e ultrapassada. Minha frágil esperança é que os responsáveis acordem para esta norma de vida, criada pela sabedoria popular e ancorada na experiência diária: Quem não atrapalha, já ajuda.

quinta-feira, março 20, 2014

O sibilino cântico “cristão” de Putin e os antigos estratagemas soviéticos.






por Luis Dufaur


A anexação ilegal da Criméia patenteou que Putin não respeita os fundamentos do Direito cristão, natural e internacional

A anexação ilegal da Crimeia patenteou que Putin não respeita 
os fundamentos do Direito cristão, natural e internacional.


Desde os tempos em que a Rádio Moscou incitava a população russa a resistir à invasão nazista apelando para a Virgem de Fátima, nunca se vira algo igual.

Apelando para essa tática stalinista, o presidente Vladimir Putin, durante seu discurso anual à Nação no fim de 2013, defendeu o “conservadorismo” de suas políticas e erigiu-se em paladino internacional dos “valores tradicionais”, como informou a agência AsiaNews.

O “inimigo” é sempre o mesmo: o ocidente. O palavreado é surpreendente, mas obedece às antigas astúcias da máquina de propaganda soviética.

O Kremlin visa usar o tema dos “valores cristãos tradicionais” para seduzir o número crescente de ocidentais desgostosos com governos laicistas e anticristãos.

De acordo com a agência AsiaNews, Para Putin é útil assumir a defesa da vida e da família, bem como engajar-se contra “a propaganda homossexual” que agride o senso moral de incontáveis pessoas.


“Sabemos que um crescente número de pessoas no mundo apoia nossa posição sobre a necessidade de defender os valores tradicionais, que constituem os fundamentos de toda nação civilizada há milênios”, disse o chefe todo-poderoso da “nova-URSS”.

Ele falou numa solene sessão conjunta da Duma, na presença de convidados, entre eles o patriarca de Moscou, Kiril.




As sondagens do sistema desenvolvido no tempo soviético apontaram os pontos sensíveis da opinião pública ocidental a serem mobilizados contra os EUA e os países que não estão sob a bota de Putin.

E este começou a bater insistentemente neles, a mandar seus enviados ao Ocidente, e a apelar para a igreja cismática de Moscou.

“Hoje muitos países estão revisando suas normas morais e éticas, cancelando suas tradições nacionais e as diferenças entre o povo e a cultura”, prosseguiu Putin com frio método.

As críticas saíram diretas contra os governos dos EUA e da Europa, que tudo fizeram para serem assim atacados.

Tais governos legalizam os “casamentos” homossexuais em decorrência de um apriorismo metafísico igualitário que exige o reconhecimento da teoria “da equivalência entre o bem e o mal”, acrescentou.

Visando enganar os ingênuos, Putin prosseguiu:


“A destruição dos valores racionais desde o alto do governo é fundamentalmente antidemocrática, porque se baseia numa noção abstrata que vai contra a vontade da maioria das pessoas”.

A Rússia, segundo ele, tem nessa matéria um ponto de vista oposto, mas não diz que ela foi e continua sendo a grande divulgadora desse principio metafísico igualitário demolidor.

Na hora da propaganda, para os ex-alunos da KGB tudo vale. E Putin apresentou a “nova-URSS” como tendo “um ponto de vista conservador”.

E de um conservadorismo que visa impedir o movimento “para baixo, rumo ao caos e às trevas”, explicou, citando o filósofo ortodoxo (na realidade, ocultista) Nikolai Berdiaev.

No final, o líder russo concluiu reivindicando cinicamente o papel de líder moral do cristianismo.

O chefe do Kremlin fez questão de sublinhar a diferença que haveria entre a Rússia e o rival americano: Moscou “não aspira ao título de superpotência, entendida como ambição pela hegemonia global e regional”, nem visa “ensinar aos outros como devem viver”.

Enquanto isso, na Ucrânia, suas tropas invadem, atropelam, e tentam esmagar o patriotismo dos católicos e cristãos em geral, estrangulados pela agressão indisfarçável do xará de Lenine.

Nos últimos anos, o ex-coronel da polícia política soviética descobriu astutamente que é “cristão ortodoxo”, e mais recentemente, talvez à vista das seduções obtidas, passou a revestir-se de “valores tradicionais” que ele viola sistematicamente na Ucrânia

terça-feira, março 11, 2014

Epidemia de generalizações.





por Paulo Rosenbaum 




Os acontecimentos na Ucrânia precisam e merecem inversão do pensamento. Aquilo a que temos assistido é mais um atestado de falência da diplomacia internacional. Falham numa das premissas essenciais a se evitar no ramo: uma epidemia de generalizações. Os russos são imperialistas. Os americanos só enxergam suas necessidades. O Ocidente é malévolo. Os ucranianos que se rebelaram contra o títere russo são fascistas.

De fato, um dos principais líderes, fervoroso ultranacionalista, impõe um vocabulário esdrúxulo, anacrônico e antissemita. Lidera uma corrente fascista, antiga como os progrons contra as minorias que remontam ao século 16. Mas, e os democratas, a maioria entre os combatentes da praça? E a significativa parcela do povo ucraniano que derrubou o presidente que ordenou abrir fogo nos insatisfeitos? E, aqui sim, pode-se responder por antecipação aos argumentos erráticos que tentaram embasar a invasão. Por que os manifestantes foram às barricadas? Por que escolheram a resistência não pacífica? E o principal: por que não o fizeram pela via democrática, o voto?

Um dos limites da democracia — um problema não previsto e muito menos equacionado — é quando o eleito usa das prerrogativas do poder conquistado nas urnas mas faz — por motivações ideológicas, pessoais ou pecuniárias — o que lhe parece mais conveniente. Pois é o que vemos em muitos países. A solução de impeachment vai ficando cada vez mais difícil, chega a sumir do horizonte, quando os poderes são amalgamados e controlados pelo Executivo.

E se nenhuma daquelas generalizações tiver consistência? É que, para fugir da complexidade pouco analisável, gostamos das reduções. Encolhidas a meras teorizações genéricas, pretensamente analisáveis, as matérias parecem nos dar a segurança da compreensão. Às vezes, ela é só uma ilusão, um ardil para não nos atordoar.

Obama se retrai diante de alguém que fala mais grosso e coloca seus diplomatas para fazer ameaças difíceis de cumprir. Enquanto acusam os fascistas, os russos violam a soberania da Ucrânia, enquanto Obama se retrai diante de alguém que fala mais grosso, coloca seus diplomatas para fazer as ameaças difíceis de cumprir. Todos fazem o jogo de fingir que são quando na verdade motivações ocultas é que dão as cartas: acesso ao mar, território rico em commodities.

Se a história é um registro, a interpretação pode virar sua borracha. Que outra explicação para que uma das primeiras medidas do novo Parlamento ucraniano tenha sido a aprovação — num país multiétnico — da supressão do russo como segunda língua? Inexperiência ou provocação? Inabilidade ou estupidez?

Putin, experiência curricular de ex-diretor da KGB, nem precisava de aulas extras de xadrez para enquadrar o falatório hesitante dos líderes do Ocidente. Ninguém tem saudades de Bush filho, mas não vamos exagerar. É o caso, com a desconcertante ingenuidade com que o atual presidente americano lida com questões gravíssimas. Por sua vez, Vladimir, com sua racionalização justificacionista e a liberdade hipnótica com que manipula os fatos, não macula sua habilidade. Nada menos que espetacular chamar a invasão de “resgate humanitário”.

Com a maior parte dos lideres ocidentais impotentes e em pânico, resta esperar que o efeito dissuasivo do piloto para a anexação da Crimeia se esgote e Putin volte a reinar, só, em seu enorme feudo. É que lá, como cá, também não se escuta a oposição. Quem imagina que a temperatura das guerras esfria, pode só estar com problemas de percepção térmica e de aclimatação.

A verdade é que nada é, nem parece.


Fonte: Pletz

segunda-feira, março 10, 2014

Não é o Brasil, senhores!.














por Percival Puggina





Dize-me a quem admiras. E eu te direi que isso me basta. Muito tem sido escrito sobre as afeições do governo brasileiro no cenário internacional. Eu mesmo já escrevi sobre a carinhosa saudação de Lula na 10ª Reunião do Foro de São Paulo, em Havana, no ano de 2001: “Obrigado, Fidel, por vocês existirem!”. E não satisfeito com tão derretida manifestação de afeto, Lula arredondou o discurso com esta faiscante pérola: “Embora o seu rosto esteja marcado por rugas, Fidel, sua alma continua limpa porque você não traiu os interesses do seu povo”. Que coisa horrível! E note-se: é uma adoração coletiva. Interrogue qualquer membro do governo sobre violações de direitos humanos, prisões de dissidentes, restrições às liberdades individuais na ilha dos Castro. Verá que ele, imediatamente, passa a falar de ianques em Guantánamo. Essa afinidade entre nossos governantes e os líderes cubanos é carnal, como unha e dedo. Quando se separam, dói. Noutra perspectiva, parece, também, algo estreitamente familiar. Filial, como quem busca a bênção do veterano e sábio pai, fraternal na afinidade dos iguais, e crescentemente paternal, pelo apoio político, moral e financeiro à velhice dos dois rabugentos ditadores caribenhos. E haja dinheiro nosso para consertar o estrago que a dupla já leva mais de meio século produzindo.

Um pouco diferente, mas ainda assim consistente e comprometida, solidária e ativa, a relação do nosso governo com o delirante Hugo Chávez e seu fruto Maduro. Ali também se estendeu - e estendida permanece, resolutamente disponível - a mão solidária do governo brasileiro. Pode faltar dinheiro para as penúrias humanas do nosso semiárido, para um tratamento menos indigno aos aposentados e pensionistas do país, para os portos e aeroportos nacionais, mas que não faltem recursos para pontes, portos e aeroportos na Venezuela e em Cuba. Parece, também, que entramos num infindável ano bíblico de perdão de dívidas. Onde houver um tiranete africano ou ibero-americano em necessidade, lá vai o Brasil rasgar seus títulos de crédito. Quando foi deposto o virtuoso Fernando Lugo, com suas camisas tipo clergyman adornadas com barras verticais que lembravam estolas, nosso governo experimentou tamanha dor que preferiu perder a amizade dos paraguaios. A parceria se reuniu, expulsou o Paraguai do Mercosul e importou, não a Venezuela, mas o folclórico Hugo Chávez.

Eu poderia falar sobre o silêncio do Brasil em relação ao que a Rússia está fazendo na Criméia. Aliás, haveria muito, mas muito mais, do mesmo. Mas isso me basta. Percebam os leitores que em todos os casos, a reverência, o apreço, a dedicação fluem para as pessoas concretas dos líderes políticos, membros do clube, e não para os respectivos povos. Não são os cubanos, mas os Castro. Não são os venezuelanos, mas os bolivarianos Chávez e Maduro. Não eram os paraguaios, mas Lugo. Não são os bolivianos ou os nicaraguenses, mas Evo e Ortega. Não são os povos africanos, mas seus ditadores. Há algo muito errado em nossa política externa. Tão errado que me leva a proclamar: não é o Brasil, senhores, mas é Lula, Dilma e seus companheiros!

Isso me basta. No entanto, ocorre-me uma investigação adicional e para ela eu peço socorro à memória dos meus leitores: você é capaz de identificar uma nação ou um estadista realmente democrático, uma democracia estável e respeitável, que colha dos nossos governantes uma consideração minimamente semelhante à que é concedida nos vários exemplos que acabo de citar? Pois é, não tem.


Fonte: Mídia Sem Máscara

sábado, março 08, 2014

Quando o Terrorismo está no DNA.



Quando o Terrorismo está no DNA.





Dilma manda votar contra o envio de missão da OEA à Venezuela e respalda, de novo, as ações de um governo assassino, que prende opositores e censura a imprensa.

por Reinaldo Azevedo


Jamais apostem errado achando que há um piso para a indignidade da política externa brasileira e para a indigência moral e intelectual na qual mergulhou — ou foi mergulhado — o Itamaraty. Não há. “Eles” sempre podem descer mais baixo; “eles” sempre podem ser mais abjetos. Nesta sexta, o Brasil VOTOU CONTRA o envio de observadores da OEA (Organização dos Estados Americanos) para a Venezuela e se opôs a uma reunião de chanceleres para debater os confrontos naquele país. O pretexto é tão meritório como falso: o Itamaraty se justifica afirmando que a intervenção da OEA poderia agravar os conflitos por causa da presença dos EUA. É uma desculpa de vigaristas.

O governo Dilma resolveu dar apoio a uma reunião na Unasul (União das Nações Sul-Americanas), mas só depois da posse da presidente eleita do Chile, Michele Bachelet, na terça. Ah, bom: vamos contar os esquerdistas ou loucos influentes da América do Sul: Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Dilma Rousseff (Brasil), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Bachelet (Chile), Ollanta Humala (Peru) e o próprio Nicolás Maduro (Venezuela). Adivinhem o que vai acontecer. O subcontinente está mais para um hospício. Ainda assim, atenção! A reunião será entre chanceleres. O Brasil se opôs ao envolvimento de presidentes na questão.

De todo modo, a barra está começando a pesar para Dilma, e os plantadores de versões do Palácio do Planalto espalham na imprensa a versão falaciosa de que o Brasil não vai aceitar nem um eventual rompimento da ordem vigente na Venezuela nem a violência de estado contra os manifestantes. Como assim? Já não há truculência o bastante? Os 21 mortos até agora não entram na contabilidade de Dilma Rousseff?

Não é por acaso que esta senhora figura no vídeo que os manifestantes espalham mundo afora como cúmplice de assassinatos e tortura. É precisamente nisso que se transformou o governo brasileiro. Leio no Estadão que os sábios de Dilma avaliam que a situação se acalmou e que o risco de uma crise institucional diminuiu.

Entenderam? Nicolás Maduro mete adversários na cadeia, convoca milícias armadas a sair às ruas para enfrentar a população na porrada, governa o país como um déspota, mas, em Brasília, considera-se que as coisas estão melhorando. Essa deve ser a impressão que Marco Aurélio Top Top Garcia passou à presidente.

Nota da OEA
Sem o envio de observadores ou uma reunião de chanceleres, a OEA conseguiu, no máximo, aprovar uma nota mixuruca, que segue abaixo — está em espanhol, mas não precisa de tradução. Volto depois:


En relación con los hechos recientemente acaecidos en la República Bolivariana de Venezuela, el Consejo Permanente declara:

Sus condolencias y solidaridad con las víctimas y sus familiares, con el pueblo y el gobierno de la República Bolivariana de Venezuela, y hace votos para que las investigaciones tengan una rápida y justa conclusión.

Su respeto al principio de no intervención en los asuntos internos de los Estados y su compromiso con la defensa de la institucionalidad democrática y del estado de derecho de acuerdo con la Carta de la OEA y el derecho internacional.

Su más enérgico rechazo a toda forma de violencia e intolerancia, y hace un llamado a todos los sectores a la paz, a la tranquilidad y al respeto a los derechos humanos y libertades fundamentales, incluyendo los derechos a la libertad de expresión y reunión pacífica, circulación, salud y educación.

El reconocimiento, pleno respaldo y aliento a las iniciativas y los esfuerzos del Gobierno democráticamente electo de Venezuela y de todos los sectores políticos, económicos y sociales para que continúen avanzando en el proceso de diálogo nacional, hacia la reconciliación política y social, en el marco del pleno respeto a las garantías constitucionales de todos y por parte de todos los actores democráticos.

Su interés de mantenerse informado sobre la situación y el diálogo instaurado en Venezuela.


Ainda que a nota defenda o respeito aos direitos humanos e aos direitos fundamentais, é evidente que ela não espelha nem remotamente o que está em curso no país.

Estados Unidos, Canadá e Panamá votaram contra a resolução justamente porque sustentam que ela ignora o que está em curso na Venezuela. Suas restrições também foram tornadas públicas. Leiam. Volto para encerrar.


1: La República de Panamá presenta sus reservas a la presente declaración.

I – No está de acuerdo con la inclusión de la palabra solidaridad en el título de la Declaración ya que de lo que se trata es de brindar respaldo al diálogo, la paz y la democracia.

II – Así mismo, considera que el respaldo y aliento a las iniciativas y esfuerzos del gobierno democráticamente electo de Venezuela puede interpretarse como una parcialización hacia el Gobierno, frente al resto de los actores sociales. La referencia a que continúen avanzando en el proceso de diálogo nacional se podría entender como que solo apoyamos el diálogo actual.

III – Con referencia al último párrafo, la República de Panamá considera que la OEA debe tener una actitud más dinámica y darle seguimiento, a la situación y al diálogo nacional en Venezuela y no solamente declare su interés en mantenerse informado sobre el diálogo ya instaurado.

2. Estados Unidos apoya el llamado a una resolución pacífica de la situación en Venezuela con base en un diálogo auténticamente inclusivo. Sin embargo, Estados Unidos no puede respaldar esta declaración dado que no refleja adecuadamente el compromiso de la Organización de promover la democracia y los derechos humanos en el Hemisferio. Además, la declaración coloca a la OEA en una posición de parcialismo, lo cual no puede hacer.

Específicamente, el párrafo 2 sugiere, incorrectamente, que la supuesta necesidad de mantener el orden y el respeto por el principio de la no intervención tiene prioridad sobre los compromisos de todos los Estados Miembros de la OEA de promover y proteger los derechos humanos y la democracia. La declaración contradice el artículo 2 de la Carta de la Organización de los Estados Americanos y los principios consagrados en la Carta Democrática Interamericana.

Si bien el párrafo 4 hace referencia al diálogo, este carece de un elemento clave para solucionar los problemas de Venezuela. Para tener éxito, el diálogo debe ser genuino e incluir a todas las partes. La declaración apoya parcialmente un diálogo patrocinado por el gobierno, que ha sido rechazado por importantes sectores de la oposición.

Estados Unidos cree que el diálogo genuino requerirá la participación de un tercero que goce de la confianza de todas las partes. También exigirá el fin de todo intento de reprimir la libertad de expresión y la liberación de los presos políticos. Desafortunadamente, la declaración no promueve suficientemente estos objetivos. La OEA no puede sancionar un diálogo en el cual gran parte de la oposición no tiene voz ni fe. Solamente los venezolanos pueden encontrar soluciones a los problemas de Venezuela, pero la situación actual del país exige que un tercero de confianza facilite el debate mientras los venezolanos buscan estas soluciones.

Por último y fundamentalmente, Estados Unidos no puede concurrir con el llamado de la declaración a un “pleno respaldo de la OEA” a un proceso de diálogo orquestado por un solo actor. La OEA tiene la responsabilidad de permanecer neutral; no puede tomar partido.



Faço minhas todas as restrições à nota. Quanto ao governo brasileiro, dizer o quê? Quem tem povo descontente dentro de casa tem medo. A esta altura, outros monumentos morais, como Cristina Kirchner, Evo Morales ou Rafael Correa, olham apavorados para a Venezuela. Vai que…
Segue, mais uma vez, o vídeo que corre mundo afora.