domingo, abril 20, 2014

Parece que é, mas não é













por Jacinto Flecha


Muitos que assistiram ao filme “Os Dez Mandamentos” devem ter-se perguntado como o diretor Cecil B. de Mille conseguiu mostrar a enorme fenda abrindo-se nas águas do Mar Vermelho, para os hebreus o atravessarem a pé enxuto. O truque foi uma grande gelatina, na qual a fenda foi aberta por um possante ventilador. Filmada esta cena, o deslocamento dos hebreus amedrontados foi depois acrescentado em estúdio, por superposição de imagens contidas em outro filme. Artifícios assim perderam espaço para a informática, com seus efeitos especiais estupendos.


Imagens forjadas podem ser inocentes, mas podem também camuflar intenções sem nenhuma inocência. Manipuladas pela propaganda, estas produzem no público impressões falsas. Ou seja, parece que é, mas não é; ou então é, mas parece que não é. Muito complicado isso? Não se preocupe, pois vamos passar aos exemplos.

Uma grande foto de primeira página na imprensa mostrou um auditório repleto de pessoas assistindo a uma conferência em Brasília. Quase todos usavam chapéu de palha com aba larga, de dar inveja a qualquer mexicano. A impressão era: um operoso grupo de trabalhadores rurais, acostumado à faina do campo, ouvindo atentamente as informações de entendidos, a fim de aprimorar seus conhecimentos agropecuários. Mas alguns detalhes dão o que pensar: Todos os chapéus eram iguais, e eram zero quilômetro; naquele recinto fechado, provavelmente com ar condicionado, não havia o menor risco de o sol aquecer cabeças que estivessem descobertas; e qualquer agricultor autêntico sabe que a boa educação manda não usar chapéu dentro de casa.

Tudo ali parece que é, mas não é – tão falso quanto remendo em roupa de festa junina. A foto mostrava os personagens por trás, não permitindo apreciar os rostos curtidos dos agricultores. E acaso o leitor acredita que ali houvesse algum agricultor de rosto curtido? Só se foi pelo sol da praia. Mas por que usaram aquela fantasia? Ora essa! É claro que alguns agitadores bem remunerados tinham de parecer agricultores diante do respeitável público – uma ilusão de ótica proposital e propagandística.

Vamos a outro caso. O Incra precisava mostrar serviço, e publicou um livreto ufanista intitulado Balanço da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar – O Futuro Nasce da Terra. A foto da capa mostra assentados usando enxadas, e ninguém faz objeção a isso. Mas quem tem alguma vivência de assuntos agrícolas vê logo que a metade dos “trabalhadores” empunha a enxada de modo errado, ou seja, não sabe usá-la. Parece que é, mas não é – outra ilusão de ótica encomendada. Para que serve essa pose fotográfica com maus atores? É que a distribuição de terras pelo Incra tem sido um total e rotundo fracasso, resultando nas favelas rurais. Daí os marqueteiros oficiais precisarem dar a impressão de que tudo corre às mil maravilhas.

Recursos como esse já são marca registrada. Uma cena exaustivamente repetida no noticiário mostra bandos do MST empunhando foices e enxadas em manifestações ou invasões. Foice e enxada são instrumentos muito primitivos, mas em pleno uso até hoje. E necessários, pois os pastos precisam ser roçados e o capim precisa ser capinado. Se o agricultor sabe mesmo usá-los, não lhe falta emprego.

Os bandos de sem-terra de passeata sempre exibem foices e enxadas, parecendo reivindicar com isso um lugarzinho para exercer suas aptidões. Acontece que a prática dos agricultores verdadeiros desenvolveu um modo muito cômodo de transportar a foice ou a enxada de casa para a roça e vice-versa: vai no ombro, em posição mais ou menos horizontal. Alguns até penduram no cabo uma sacola contendo gêneros diversos. Esse conjunto fica nas costas (na cacunda, como dizem), contrabalançado na frente pela mão que segura a outra ponta do cabo.



Como é que os sem-terra de passeata seguram foices e enxadas? Em pé, como se fossem lanças, alabardas ou porretes. Atitude claramente agressiva, de quem está pronto para atacar quem lhes atravesse o caminho. Poderiam ser instrumentos de trabalho, mas tornam-se armas ameaçadoras quando usadas por sem-terra de invasão. O respeitável público é induzido a crer na primeira hipótese, que de fato oculta a outra intenção; e esta os proprietários de terras invadidas conhecem bem.

Bandos de sem-terra de barraca multiplicam-se Brasil afora. Mas o que de fato se multiplica são só as barracas pretas, quase sempre desabitadas, que congestionam as estradas e o noticiário. A impressão é de trabalhadores rurais à procura de trabalho, mas enquanto isso os proprietários rurais não conseguem contratar trabalhadores, e são obrigados a adquirir dispendiosas máquinas agrícolas para realizar o serviço. Uma antiga música carnavalesca não deixa por menos: “Enquanto isso, na minha casa, ninguém arranja uma empregada”.

Esses bandos comandados por agitadores fariam boa figura “assentados” em tratores ou colheitadeiras. Mas será que querem mesmo trabalhar? Mais uma vez: parece que é, mas não é

sábado, abril 19, 2014

Dois Estados - Um Judeu






por Floriano Pesaro (*)




Estamos chegando ao dia 29 de Abril, a data final estipulada para as negociações de paz entre palestinos e Israel. Pelo mundo, parece que o calcanhar de Aquiles das tratativas é a exigência do primeiro ministro Benjamin Netanyahu para que os palestinos reconheçam Israel como estado judeu.

De repente, não apenas os assentamentos são considerados crimes de guerra, mas o requisito do estado judeu pelo reconhecimento de sua própria definição é algo absolutamente inaceitável. A própria raison d’être do moderno Estado de Israel, ideia central da partilha da Organização das Nações Unidas e texto intrínseco da Declaração de Independência de Israel é ilegítimo para os palestinos.

O que ressalta aos olhos é o secretário de Estado John Kerry não querer entender quão importante é esta definição para nosso povo e para a garantia de Israel como lar do povo judeu de todos os cantos do mundo.

Israel é o porto seguro para o judeu da Tasmânia e da França, para o habitante da Venezuela e o do Irã. Para aquela senhora que foi atacada no metrô de Paris e para qualquer um que deixar de se sentir protegido no país em que vive.

Ninguém pensa em um estado judeu fundamentalista, mas um estado judeu democrático que respeita o direito de todos os seus cidadãos e com total liberdade religiosa. A Suprema Corte Israelense é um dos órgãos mais independentes do mundo. Mas parece que os palestinos não estão dispostos a oferecer a Israel o que eles estão pedindo aos israelenses: reconhecimento pleno.

No passado, Israel ignorou os anseios do povo palestino por um Estado, mas estamos em outra época e, desde o ano 2000 admite o estabelecimento de um estado palestino. Hoje, devemos falar de um passo adiante e devemos fazer as concessões necessárias para conseguirmos, se não a paz ideal, pelo menos a paz possível. Para tanto, há de haver certo compromisso de cada parte e este compromisso implica primordialmente na aceitação mútua. Infelizmente, aqui, o elementar parece surreal.

Sei que os israelenses devem colaborar com o processo de paz e fazer concessões difíceis para que possamos chegar no dia 29 de Abril com algo concreto, seja com uma negociação nos assentamentos, conversações sobre Jerusalém e libertação de prisioneiros emblemáticos. Entretanto, os palestinos estão discutindo o princípio fundamental do Estado de Israel, princípio já aceito outrora por Yasser Arafat.

Parece-me que toda vez que caminhamos um pouco para um possível avanço nas negociações, chega um momento em que forças palestinas começam a vetar passos adiante. No mínimo, é extemporânea e insustentável a recusa de Mahmoud Abbas em aceitar a definição do Estado judeu.

A comunidade internacional, os israelenses e palestinos pacifistas e todos os que querem a paz devem insistir para que esta barreira caia e continuemos buscando uma real alternativa para a viabilização de dois estados, vivendo lado a lado no princípio da tolerância.

É imprescindível que o povo israelense, mas definitivamente o povo e o comando palestino, demonstrem seu compromisso inabalável com as negociações de paz. Aceitar o Estado de Israel como estado judeu é o passo necessário.

(*)Floriano Pesaro é Sociólogo e vereador

terça-feira, abril 15, 2014

Fantasma de carne e osso.






por Heitor de Paola





O Sr. Presidente João Goulart que sempre se utilizou – com êxito e sem riscos – do apoio dos comunistas em proveito de sua carreira política, ainda não se deu conta de que presentemente os partidários do Sr. Luís Carlos Prestes é que dele se estão aproveitando para imprimir ritmo acelerado à “guerra revolucionária” em curso no Brasil, que visa à tomada do poder para a implantação de um regime comunista.(...) o Sr. João Goulart, ao que parece, ainda não se apercebeu do alto e grave sentido de nossa advertência, pois suas palavras e atos mais recentes revelam que S. Ex. – consciente ou inconscientemente – aprofunda cada vez mais o seu comprometimento no processo da “guerra revolucionária”.
Bilac Pinto, Presidente da União Democrática Nacional (UDN), 1964

É profundamente estranho que o senhor presidente da República atue mais como chefe de partido do que como supremo magistrado da Nação. Para manter-se a mística dos liderados, arquitetam-se, como nos regimes ditatoriais, motivações que instigam as massas a permanecer em clima de continuada tensão emocional, ante promessas ilusórias de reforma vazias de conteúdo pela falta de planejamento e ausência de sinceridade de seus objetivos.

Manifesto Das Classes Produtoras, março de 1964

Uma das desculpas mais esfarrapadas que a esquerda usa atualmente para desqualificar a necessidade de uma intervenção cívico-militar no governo de João Goulart é que a burguesia conservadora e a Igreja Católica fizeram uso de uma suposta irreal ameaça comunista, o “fantasma do comunismo”. A resposta mais usual de quem defende a intervenção é sobre uma ameaça comunista ter sido real, mas de uma forma tão vaga que acaba sendo um tiro pela culatra. Que ameaça era esta, finalmente? Apenas a subversão da disciplina militar? Isso não toca aos corações e mentes dos civis, principalmente na atualidade em que se transformam as FFAA em bandos de torturadores e antidemocratas. Parece-me mais produtivo mostrar que o fantasma era de carne e osso e já estava instalado em Brasília pelo próprio governo do inepto, incapaz e cúmplice Jango.

Recentemente João Vicente Goulart, filho do Jango, sugeriu que as reformas que seu pai pretendia implantar deveriam servir de material para reflexão atual. Seguindo seu conselho, e tendo na memória nitidamente em que consistiam estas Reformas de Base, pesquisei detalhadamente e exponho para os leitores refletirem.

Já em 4 de outubro de 1963 sob a alegação da crescente violência de fundo político e com as sucessivas ondas de greve, Jango e seus sequazes tentaram a decretação do Estado de Sítio num autogolpe, com a suspensão das liberdades civis, da inviolabilidade do lar e a férrea censura à imprensa e induziram os militares esquerdistas que apoiavam o governo a apoiá-los mesmo dia Jango enviou mensagem ao Congresso, solicitando a vigência da medida por 30 dias. Antes dista, Jango mandou prender o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, que cometera apenas “delito” de opinião ao acusar o governo de favorecer o comunismo. O País amanheceria sob o impacto do fato consumado: Lacerda preso e o estado de sítio em plena execução, antes mesmo da sua votação pelo Congresso. Mas a ordem de prisão não foi cumprida, a reação popular e a impossibilidade de ser aprovada no Congresso a medida de exceção fizeram com que Jango retirasse o pedido 3 dias depois.

Em 20 de janeiro de 64 Jango assina a regulamentação da Lei de Remessa de Lucros, aprovada pelo Congresso em 61. Como é conhecido que “o capital é como o vento: só entra de onde pode sair”, os investimentos estrangeiros rarearam e a tendência era não haver mais nenhum em pouco tempo.

O governador do RS, Leonel Brizola, já havia expropriado a Bond and Share e aITT em 13 de maio de 1959. Criou a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) que ficou conhecida como Companhia Encarregada de Escurecer o Estado. A telefônica passou a se chamar demagogicamente Serviços Telefônicos Retomados (STR). A única cidade do Estado que continuou iluminada feericamente e com os telefones funcionando foi Pelotas, cuja Canadian Light & Power não foi estatizada. Em 29 de novembro de 1963 Brizola propôs a legalização dos Grupos dos Onze companheiros, ou “Comandos Nacionalistas”, organização guerrilheira que já existia no RS. Os objetivos desses grupos eram “organizar-se em defesa das conquistas democráticas de nosso povo e fazer resistência a qualquer tentativa de golpe, venha de onde vier. Pela instituição de uma democracia autêntica e nacionalista, pela imediata concretização das reformas, em especial das reformas agrária e urbana, e a sagrada determinação de luta pela libertação de nossa Pátria da espoliação internacional”.

As “Reformas de Base” eram um conjunto de medidas de caráter nacionalista xenófobo: limitou a remessa de capital para o exterior, nacionalizou empresas de comunicação, preparava-se a encampação das refinarias privadas de petróleo e decidia-se rever as concessões para exploração de minérios. Além desta haviam as reformas Educacional, Tributária, Urbana, Eleitoral (para analfabeto votar), Agrária (com a legalização das Ligas Camponesas de Francisco Julião expandindo-as de Pernambuco para o resto do País).

Para retirar o lençol e as correntes do “fantasma” e mostrar que era de carne e osso, basta mencionar dois Decretos já assinados e em via de implantação: o Decreto da Reforma Agrária e o da Reforma Urbana. O primeiro, de nº 53.700 foi assinado em pleno Comício da Central em 13 de março e decretava (apenas os trechos mais relevantes):

Art. 1º Ficam declaradas de interesse social para efeito de desapropriação, nos termos e para os fins previstos no art. 147 da Constituição Federal e na Lei nº 4.132, de 10 de setembro de 1962, as áreas rurais compreendidas em um raio de 10 (dez) quilômetros dos eixos das rodovias e ferrovias federais, e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem.

Art. 3º A Superintendência de Política Agrária (SUPRA), fica autorizada a promover, gradativamente, para execução de seus planos e projetos, as desapropriações das áreas situadas nas faixas caracterizadas neste decreto, tendo por fim realizar a justa distribuição da propriedade, condicionando seu uso ao bem-estar social, e visando especialmente:

a) o aproveitamento dos terrenos rurais improdutivos ou explorados antieconomicamente

b) a fixação de trabalhadores rurais nas áreas adequadas à exploração de atividades agropastoris

c) a instalação ou a intensificação das culturas nas áreas em cuja exploração não seja obedecido plano de zoneamento agropecuário que vier a ser fixado pela SUPRA

d) o estabelecimento e a manutenção de colônias, núcleos ou cooperativas agropecuárias e de povoamento

e) a proteção do solo e a preservação de cursos e mananciais de água e de reservas florestais.

§ 1º A SUPRA poderá, em cada caso, alegar urgência das referidas desapropriações, para efeito de prévia imissão de posse, nos termo do artigo 5º e seus parágrafos do Decreto-lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, alterado pela Lei nº 2.786, de 21 de maio de 1956.


Todas as terras assim definidas seriam encampadas, tornar-se-iam propriedade estatal para posteriormente cede-las a “camponeses sem terra”.

O da Reforma Urbana, de nº 53.702 foi assinado no dia seguinte e previa:


Art. 1º Ficam tabelados os aluguéis de imóveis e respectivo mobiliário em todo o território nacional, que se acham atualmente desocupados ou que vierem a vagar, de acordo com os itens seguintes: previa o tabelamento pode nº de peças. P. ex.: aluguel de um quarto: até 1/5 do salário mínimo local aluguel de habilitação de quarto e cozinha ou quitinete: até 2/5 do salário mínimo local (e assim por diante)


Art. 3º O Comissariado de Defesa da Economia Popular fará o levantamento dos prédios desocupados para observância do disposto no art. 9º VI, da Lei 1.521, de 26-12-1951, em virtude do qual constitui contravenção ter prédio vazio por mais de 30 (trinta) dias, havendo pretendente que ofereça como garantia de locação importância correspondente a três meses de aluguel.


Parágrafo único. Verificada a contravenção de que trata este artigo o processo será encaminhado às autoridades policiais competentes para formação de ação criminal para aplicação da pena de prisão simples de 5 (cinco) dias a seis meses e multa de 1 a 20 mil cruzeiros.


Art. 8º O Comissariado de Defesa da Economia Popular e as Delegacias Policiais competentes fiscalizarão a execução do presente decreto, que entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


Tabelavam-se também as diárias dos hotéis e pensão: deverão ser ajustadas a requerimento do interessado, dentro de 30 (trinta) dias, de modo que cubram as despesas e inversão de capital com lucro não excedente de 20% anuais.


Fantasma? Ou o processo de comunização já era realidade? O movimento cívico-militar foi “preventivo” ou reativo não a ameaças, mas a processos já em andamento acelerado?

Caros leitores: era o fim da propriedade privada decretada pelo próprio João Goulart, não era uma ameaça comunista para o futuro. Muito além do que Marx preconizava, apenas o fim da propriedade privada dos meios de produção, mas até mesmo dos seus lares. Quem quiser ver em que isto daria basta ler (ou ver o filme) Doutor Jivago, de Bóris Pasternak, ou aprender com o que está acontecendo atualmente na Venezuela: Maduro acaba de lançar um decreto sobre aluguéis que nada deixa a desejar ao de Jango.

Este artigo é dedicado a todos os idiotas úteis que acreditam em fantasmas.




Fonte: Midia Sem Máscara

Lula compara Dilma a Jesus Cristo.








por Luciana Marques, de Garanhuns




Durante comício em Garanhuns (PE), o presidente Lula exagerou: associou a candidata Dilma Rousseff a Jesus Cristo. “Essa mulher foi barbaramente torturada. Não existe nada mais grave que o ser humano possa fazer com o outro do que torturar. Vocês sabem porque Jesus Cristo foi torturado”, declarou.

Segundo o presidente, a petista não guardou mágoa dos torturadores. “Cicatrizes no corpo dela certamente já sararam. Mas o que é mais fantástico é que sararam a alma dela e a consciência dela”. Lula também disse que confia em Dilma para tudo: “Essa é uma mulher que eu daria um cheque em branco, essa é uma mulher que eu daria meu carro para fazer uma viagem”.

Lula diz que Dilma foi torturada, assim como Jesus Cristo (Foto: Cristiano Mariz)

O presidente exaltou ainda o fato de uma mulher ser presidente.“Pode pegar o mundo animal: quem domina o macho em qualquer circunstância é a fêmea”, afirmou. Sobre o setor energético, Lula disse que se Dilma fosse ministra no tempo de Fernando Henrique Cardoso não teria havido apagão no país. A candidata foi ministra de Minas e Energia no governo Lula. O presidente terminou o discurso como de costume em comícios: “Um grande abraço e até a vitória no dia 3 de outubro”.



Fonte: Veja


O PIOR IMBECIL É AQUELE QUE ACREDITA NAS PRÓPRIAS IMBECILIDADES QUE DIZ.

domingo, abril 13, 2014

Um comunista incapaz de reler o próprio livro.








Título original do artigo de Percival Puggina: Galeano diz que realidade mudou e que não releria seu livro mais conhecido




O escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Galeano, disse nesta sexta-feira, em Brasília, que não voltaria a ler As Veias Abertas da América Latina, seu livro mais conhecido. Galeano, que venceu vários prêmios internacionais e teve obras traduzidas em diversos idiomas, ficou conhecido como defensor de propostas contestadoras e é frequentemente associado a ideias polítcas de esquerda

“Eu não seria capaz de ler o livro de novo. Para mim, essa prosa da esquerda tradicional é pesadíssima. Meu físico não agüentaria, eu cairia desmaiado”, brincou Galeano, de 73 anos. "Em todo o mundo, experiências de partidos políticos de esquerda no poder às vezes deram certo, às vezes não, mas muitas vezes foram demolidas como castigo por estarem certas, o que deu margem a golpes de Estado, ditaduras militares e períodos prolongados de terror, com sacrifícios humanos e crimes horrorosos cometidos em nome da paz social e do progresso", declarou o escritor. "Em alguns períodos, é a esquerda que comete erros gravíssimos”, completou. 

Ainda sobre As Veias Abertas da América Latina, Galeano explicou que a obra foi o resultado da tentativa de um jovem de 18 anos de escrever um livro sobre economia política sem conhecer devidamente o tema. “Eu não tinha a formação necessária. Não estou arrependido de tê-lo escrito, mas foi uma etapa que, para mim, está superada”, confessou. 

Autor internacional homenageado pela 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura que começou nesta sexta-feira, em Brasília, o escritor disse que, embora algumas das questões abordadas nesse livro continuem “se desenvolvendo e se repetindo”, a realidade mundial mudou muito desde que a obra chegou às livrarias. Hoje, Galeano confessa que não tem interesse em reescrevê-lo ou atualizá-lo. “Meus espaços de penetração na realidade cresceram tanto fora, quanto dentro de mim. Dentro de mim, eles cresceram na medida em que eu ia escrevendo novos livros, me redescobrindo, vendo que a realidade não é só aquela em que eu acreditava”, ressaltou o escritor. 

“A realidade é muito mais complexa justamente porque a condição humana é diversa. Alguns setores políticos próximos a mim achavam que tal diversidade era uma heresia. Ainda hoje há sobreviventes dessa espécie que acham que toda a diversidade é uma ameaça. Por sorte, não é. Ou seria justa a exigência do sistema dominante de poder que, em escala mundial, nos obriga a uma eleição muito restrita, ridiculamente mesquinha, e nos convida a elegermos como preferimos morrer: de fome ou de aborrecimento”, detalhou Galeano. 

Escritor não vai entrar para a política 

O escritor negou a intenção de concorrer a uma vaga no Parlamento uruguaio, o que chegou a ser anunciado pela imprensa local. Galeano disse que não serve para a carreira política. “Minha única ambição é ser um escritor capaz de reproduzir a esperança, a razão e a falta de razão deste mundo louco que ninguém sabe para onde vai. Ser capaz de entrar nessa realidade que parece ser incompreensível. Isso é algo muito difícil que já me consome todo o tempo". 

Acusando o cansaço da viagem ao Brasil, o escritor evitou responder a algumas perguntas, como o que achava das manifestações populares que tomaram as ruas brasileiras em junho do ano passado; sobre as críticas à realização da Copa do Mundo no Brasil – "este é um tema muito delicado, sobre o qual não é possível se manifestar tão facilmente" – e sobre a persistência de muitas das mazelas apontadas em As Veias Abertas da América Latina.

Galeano falou bem do presidente uruguaio José Mujica e brincou com o episódio em que o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez presenteou o presidente norte-americano Barack Obama com um exemplar de As Veias Abertas da América Latina. “Chávez teve a melhor intenção do mundo, mas deu a Obama um livro escrito numa língua que o presidente norte-americano não conhece. Isso foi um gesto generoso, mas também cruel”. 

Sobre outra de suas paixões, o futebol, preferiu não arriscar um prognóstico para a Copa do Mundo. “Não acredito nos profetas. Nem nos bíblicos, que dirá nos esportivos. Assim, o melhor é calar a boca e esperar", concluiu. 

sábado, abril 12, 2014

Celso Daniel.















POR Ucho Haddad




Crime Organizado - Secretario-Geral da Presidência da República e defensor de UMA guerra social Como Solução Para a permanencia do PT Localidade: Não Poder central, Gilberto Carvalho jamais convenceu, sacristãs com SUAS baboseiras, sobre a morte de Celso Daniel, entao Prefeito de Santo André e que foi brutalmente assassinado o o Porque discordou da forma com o Partido arrecadava Propinas na Cidade e da destinação dada AO DINHEIRO.

Durante Audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (9), Carvalho FOI duramente interpelado Pela Deputada Federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), Opaco vivenciou o Esquema Criminoso e truculento Que se instalou los Santo André, com a aquiescência do ágora TODO-Poderoso do Palácio do Planalto.

Em SUA Fala, Gabrilli acusou Gilberto Carvalho de Serviços o arrecadador da propina cobrada de Empresários de Ônibus los Santo André. "O senhor Semper FOI conhecido Como O Homem do Carro Preto", Disse um secretario Deputada AO da Presidencia. "Era hum que Pessoa Realmente pegava ESSA Coleta de Dinheiro extorquido de Empresários e levava par o capo, era conhecido Como o José Dirceu. ISSO eu nao li. ISSO eu vivenciei " , completou Mara Gabrilli.

Um Momento Parlamentar los Sândalo Falto com a Verdade los SUA corajosa Participação na Audiência Pública, Tendo, inclusive, afirmado Que o Seu pai, à Época dono de UMA Empresa de Ônibus na Cidade do ABC paulista, era extorquido mensalmente "por UMA ganga" , Referência AO Grupo comandado, Segundo a Deputada, POR Klinger de Souza (subsecretário de Celso Daniel), Ronan Maria Pinto (atualmente dono Fazer Diário do Grande ABC) e Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", acusado Pelo Ministério Público paulista de Serviços Fazer o mandante do crime.




Mara Gabrilli ter esquecido PODE, TALVEZ Localidade: Não tenha vivenciado OS Fatos, MAS UMA Coleta era Fazer Dinheiro da propina Feito regularmente POR PESSOAS Opaco chegavam Como empresas de Ônibus a bordo de hum Carro preto. ISSO Fora, arrecadadores de Sistema Operacional, DEPOIS de acomodados na sala Onde se dava o Pagamento, colocavam armas de fogo sobre a UMA mesa, EM clara intimidatória Atitude.

O Esquema Criminoso Que se alastrou era POR Santo André Tão acintoso, Opaco PESSOAS de Confiança dos marginais Que estavam na Prefeitura da Cidade passaram a trabalhar NAS empresas de Ônibus, Condição Parágrafo Opaco Como mesmas pudessem funcionar SEM QUALQUÉR Problema. ESSES prepostos da bandidagem ERAM CRP Obrigados Localidade: Não apenas hum Controlar o Movimento Financeiro das Empresas, MAS também cobrar propina de Terceiro Opaco pretendiam vender Produtos UO Serviços PRESTAR AOS Empresários FAZEM Setor.

Celso Daniel foi sequestrado DEPOIS de Sair de hum restaurante na capital paulista. Levado Para O Cativeiro, EM Cidade da Grande São Paulo, Onde FOI brutalmente torturado, o entao Prefeito FOI ENCONTRADO Morto los UMA estrada vicinal de Juquitiba, Cidade à beira da Rodovia Régis Bittencourt.

O petista Só Teve hum FIM trágico o o Porque discordou da forma descontrolada Como UMA propina Vinha Sendo cobrada dos Empresários da Cidade. Fora ISSO, Celso Daniel se desentendeu com alguns companheiros de legenda POR Causa da destinação que era dada AO DINHEIRO imundo, Que los tese serviria par Financiar UMA Campanha presidencial de Lula, EM 2002, mas acabou Sendo Utilizado na Compra de luxuosas casas de Veraneio los Cidades conhecidas HÁ entorno da capital paulista.

Localidade: Não Custa lembrar Que o gerente Financeiro do Mensalão do PT, Marcos Valério Fernandes de Souza, afirmou los depoimento que foi PROCURADO POR PESSOAS ligadas AO PT, Como cais cais Quais d'Orsay d'Orsay exigiram R $ 6 milhoes de parágrafo interromper a Investigação da morte de Celso Daniel Opaco Vinha Sendo Feita POR UM Órgão de Imprensa.

Como Gravações Telefônicas Fazer Caso, divulgadas à Época com Exclusividade Pelo ucho.info, PROVAM Que o Esquema de cobrança de propina Saiu Fazer Controle, tendão se transformado em Ação Típica de Grupos mafiosos Opaco Localidade: Não Medem consequencia de alcançar parágrafo SEUS Objetivos. Meses apos UMA morte de Celso Daniel, Contas Bancárias Localidade: Não misteriosas registraram movimentações externas, SEM Opaco Como autoridades tenham solicitado Informações sobre o Caso a autoridades Internacionais.

Confira abaixo OS principais Trechos das Gravações Telefônicas Fazer Caso Celso Daniel, divulgadas à Época com Exclusividade Pelo ucho.info. Em UMA delas, o Atual Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Ivone Santana tratam a morte de Celso Daniel com frieza. 

quinta-feira, abril 10, 2014

A frustração dos israelenses.



por Osias Wurman(*) (publicado em O Globo-Quinta-feira, abril 10, 2014 - Pág. de Opinião)

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel?




O texto de Rasheed Abou-Alsamh “A frustração dos palestinos”, publicado no GLOBO, no dia 4 de abril de 2014 (texto abaixo em azul), reflete, lamentavelmente, o extremismo de alguns setores anti-israelenses. Utilizar expressões como “nazistas” ou “apartheid” é totalmente repugnante e inaceitável, e seu único objetivo é dar continuidade ao cultivo do ódio, incitando à violência e ao enfrentamento.

O Estado de Israel é a única e verdadeira democracia no Oriente Médio. Parece-nos que, cada vez que os palestinos chegam a uma encruzilhada, onde é necessário tomar decisões importantes e, muitas vezes, difíceis, eles preferem dar um passo para trás e deixar passar mais uma oportunidade de alcançar um acordo com Israel.

Nos idos de Yasser Arafat, que precedeu Mahmoud Abbas na presidência da Autoridade Palestina, analistas internacionais especializados nos temas do Oriente Médio diziam que “Arafat nunca perdeu a chance de perder uma chance”.

Assim foi, com governos israelenses de tendência política de direita e de esquerda. Os palestinos viveram o período anterior a 1967, quando não existiam assentamentos, e Jerusalém Oriental, bem como a Cisjordânia, era ocupada pela Jordânia, e nunca desejaram encontrar uma paz verdadeira com Israel, usando os argumentos que estavam “na moda” à época.

Desta vez, quando estávamos a ponto de avançar em uma etapa das conversações de paz, os palestinos decidiram abandonar o diálogo pelo caminho das decisões unilaterais, conduzindo assuntos através da ONU.

As pesquisas de opinião sempre demonstraram amplamente que o povo de Israel quer a paz. O governo de Israel busca a paz. Israel demonstra agora, como já mostrou muitas vezes no passado, abertura, flexibilidade e disposição para fazer muitas concessões objetivando à paz. Porém, como sabemos, para isso, são necessárias abertura e flexibilidade da parte palestina também.

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel? Estão eles abertos a reconhecer Israel como o lar nacional do povo judeu? Estarão dispostos a deixar, definitivamente, o caminho da violência e do terrorismo?

A tendência refletida no artigo de Rasheed Abou-Alsamh, que lança todas as culpas da situação dos palestinos contra Israel, e terceiros, precisa ter um fim.

Vale lembrar que hoje os palestinos de fato têm dois Estados: um da Autoridade Palestina, liderado por Mahmoud Abbas, e outro na Faixa de Gaza, controlada pelo grupo terrorista Hamas. Está na hora de os palestinos começarem a pensar em termos de paz e de convivência pacífica e que, de uma vez por todas, deixem para trás a cultura de ódio e de ressentimento contra tudo e todos. É importante repetir que Israel quer a paz. Israel busca a paz. Israel está disposto a fazer muitos sacrifícios para chegar à paz.

Irão deixar os palestinos passar mais esta nova chance?


(*)Osias Wurman - é consul honorário de Israel no Rio de Janeiro







por Rasheed Abou-Alsamh (publicado em O Globo em 4/04/2014)


Exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado

A interrupção das negociações de paz entre os israelenses e os palestinos esta semana se deu quando o presidente palestino Mahmoud Abbas — frustrado com a não libertação de um último grupo de prisioneiros palestinos por Israel — assinou papéis pedindo a adesão do Estado da Palestina a 15 agências da ONU e tratados internacionais, incluindo as convenções de Viena e Genebra. Com isso, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o mediador das negociações, cancelou sua ida a Ramallah e voou para Bruxelas.

Mas foi também o anúncio por Israel que tinha relançado uma licitação para a construção de 708 casas em um bairro de Jerusalém Ocidental, que é considerada ocupada e anexada, que forçou a reação palestina. Os palestinos tinham aceitado adiar o pedido de admissão para essas entidades internacionais por nove meses. Israel teme que os palestinos o critiquem, mas Abbas disse que eles tinham que reagir ao anúncio israelense.

Com essa última rodada de troca de acusações e ações unilaterais, muitos já estão tocando o sino do fim desse último período de negociações que somente começou em julho de 2013 depois de estar parado por cinco anos. Eu acho cedo para anunciar o fim das tentativas de negociar um acordo final para o estabelecimento de um Estado da Palestina, livre e independente, dentro da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967, e a Faixa de Gaza. Os maiores obstáculos são o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e sua coalizão de partidos ultraconservadores e nacionalistas, que insistem que os palestinos reconheçam Israel como um Estado judeu, que renunciem à sua reivindicação histórica de que a parte leste e árabe de Jerusalém seja a capital do Estado palestino e que Israel possa deixar tropas na Cisjordânia por tempo indeterminado.

Ora, essas exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado. Os levantes da Primavera Árabe nos últimos três anos e o confronto do Ocidente com o programa nuclear do Irã têm tirado o foco do mundo do conflito israelense-palestino. Mas o Estado de Israel nunca vai ser seguro enquanto não resolver a questão palestina. Como, eu pergunto, os judeus de Israel, que interminavelmente evocam as atrocidades cometidas contra eles pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial na Europa, podem tratar os palestinos na Cisjordânia como cidadãos de segunda categoria com pouquíssimos direitos civis, políticos ou econômicos? Esse apartheid israelense está corroendo a alma do Estado judeu, que é supostamente liberal, progressista e democrático. Talvez seja, mas somente por cidadãos israelenses que são judeus.

O presidente americano Barack Obama deu luz verde a John Kerry para botar a possível libertação do espião americano Jonathan Pollard na mesa de negociação com os israelenses. O pensamento é que, com isso, Netanyahu poderia soltar ainda mais prisioneiros palestinos, incluindo 400 mulheres e crianças, sem ser muito criticado pela opinião pública israelense, que não tem visto a libertação de palestinos presos em Israel com bons olhos. Mas é um erro oferecer Pollard aos israelenses. Ele já vai poder pedir sua liberdade provisória em 2015, e toda a comunidade de inteligência americana tem ficado irredutível quanto ao presidente americano perdoar Pollard desde os anos 1980, por causa dos milhares de páginas de segredos militares que ele vendeu para Israel e outros países. Em todo caso, Netanyahu tem sempre pedido muito mais dos americanos quando lhe é oferecida uma recompensa para um ato que adianta as negociações.

Eu acho que Abbas e Kerry são sinceros em querer avançar as negociações para um acordo final que veria as fronteiras de Israel, com um estado palestino, definidas. Infelizmente, Obama não parece ter muita paciência com os dois lados, e Netanyahu não leva a sério o processo. Mesmo assim, não podemos ser tomados pelo desespero. Uma solução justa para os dois lados é o único caminho para um Oriente Médio mais seguro e equitativo para todos. Mas também não podemos nos manter parados em negociações sem fim, e ficar falando só para falar. Talvez seja tempo de introduzir um negociador além dos EUA, que nunca escondeu sua predileção por Israel. Um interlocutor europeu talvez seja a solução.

terça-feira, abril 08, 2014

Desabafo no Facebook.








Falando em livrarias, notei que há umas 3 semanas estão desesperados tentando vender um especial "50 ANOS DO GOLPE MILITAR, QUE COLOCOU A DITADURA MAIS BRUTAL, SANGUINÁRIA, VIOLENTA, CARNICEIRA, COMEDORA DE CRIANCINHAS E INIMIGA DA ESQUERDA ANGELICAL NO PODER PELOS MILITARES FASCISTAS FINANCIADOS PELA CIA ESTADUNIDENSE", muito bem, muito bem, aquela papagaiada em moto perpetuo que ouvimos sempre de nossos professores trotskystas que parecem uma vitrola com disco do Vandré riscado causando looping infinito até que se torne verdade. Mas vem cá, tem ALGUMA COISA sobre a ditadura que você ainda não saiba? Você, que é um cara culto, fodão, fez faculdade pública (logo, vamos admitir de uma vez, é meio riquinho classe B pra cima) e cursinho e estudou História e lê a "Folha-se" - seja um cara mais prog ou um cara mais coxinha?


Porque, sério, a ditadura que matou em 21 anos menos do que Che Guevara matou sozinho em um ano, a ditadura anos de chumbo que em duas décadas legou um saldo de mortos de 1% (sem brincadeira) do que o índice de homicídios de um aninhozinho de merda do PT no poder, tem mais livros a respeito dela do que, sei lá, gente que ela matou, perseguiu, torturou, prejudicou (e depois alçou ao poder total com pompas de "lutei contra a ditadura", sem nunca dizer que lutou a favor de OUTRA ditadura incontavelmente pior).

Tem livro sobre a ditadura, sobre a crítica da ditadura, sobre o revisionismo da ditadura, sobre os anos de chumbo da ditadura, sobre os militares na ditadura, sobre os civis na ditadura, sobre os papagaios na ditadura, sobre os ditadores na ditadura... e parece que a produção cultural brasileira parou ali, antes do Fifi. Sério, tem algum livro de literatura decente no Brasil hoje? Alguma coisa que não seja "sobre a ditadura"? Parece que tem Alexandre Soares Silva e Cristóvam Tezza, não sei se alguém mais escreve sobre nossa realidade - e a ditadura já acabou há mais tempo do que ela durou.

O melhor é livro sobre a "ânsia da classe média por soluções autoritárias" na ditadura. Já ouviu falar em gente que vota no PT, fio? Já ouviu falar de gente que VOTA num partido que expulsa jornalista gringo, mata dois prefeitos do próprio partido, quebra sigilo de caseiro pra evitar denúncia e não tem um FILHA DUMA DILMA na blogosfera financiada para lutar pelo pobre contra o rico da equação, num partido que escangalha a Petrobras (sério, TENTE falir uma petrolífera; TENTE; sei lá, queime petróleo, rasgue dinheiro, mande as paredes dos escritórios serem pintadas pelo Romero Britto, sei lá, você não vai CONSEGUIR falir uma petrolífera), depois de anos falando "nossa, que horror, querem tucanar a Petrossauro, já pensou que horror será pro brasileiro?", um partido de Marco Civil da Internet, de Controle Social da Mídia, de blogosfera progressista, amigo de Chávez, de Fidel Castro, de Maduro, de Ahmadinejad, que chama Kadafi de "meu amigo, meu irmão, meu líder", que tentou abrir embaixada em Pyongyang... nooooooooossa, mas a classe média coxinha, essa é autoritaríssima, cara, você não viu as velhinhas saudosas da ditadura chamando o golpe militar de "revolução"?! Um pe-ri-go para o país!!

Aí eu vejo que somos mesmo de um capirismo atroz - você fala pro brasileiro sobre as verdadeiras ditaduras do mundo nas décadas de 60 e 70, fala de Primavera de Praga e o cara nem sabe do que você tá falando, fala de Ceaușescu e ele acha que era algum patinador, fala de Pol-Pot e ele diz "eu não gosto de nenhuma ditadura" como se você estivesse falando de coisas equivalentes e da mesma categoria, e a única solução possível mesmo é falar, meu, sério, vai estudar com algum historiador minimamente menos mongolóide do que Hobsbawm ou esses lixos de História do Brasil porque, sério, vocês ainda não sabem NAAAAAAAAAAAAAAAAAADA sobre o séc. XX.

E falta coisa na ditadura. Não é revisionismo, mas dá pra falar de muita coisa que as pessoas ainda não sabem. Por exemplo, que a tal Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi TRAÍDA pelos militares, já que o prometido era eleição no ano seguinte e Carlos Lacerda seria presidente facinho e esse país aqui seria coisa séria, não "nossa, mas o Lula tirou 200 milhões de brasileiros da miséria absoluta e hoje estão todos operando na Bolsa e somos igual Singapura com 10% de milionários, enquanto FHC vendeu as teles e nosso minério, hoje em dia não temos telefone". Quem vai contar isso pro povão e pros intelectuerdas de Facebook?

Ou que tal alguma ficção realmente gente grande? Sei lá, uma biografia de Che Guevara vindo pra cá conversar com o Jânio Quadros, aí o Jânio admite que tá dando medalha pra ele só pra sacanear, Che dá uma olhada pelo Brasil industrial e urbano e fala: "putz, banho, aqui é tomável", aí ele se aproxima de um caboclo líder estudantil (a segunda pior profissão do mundo depois de degustador de esperma - ou, sei lá, talvez a pior mesmo) que na época estava do mesmo lado dele, José Serra, e os dois começam a ver que esse papo de comunismo é o cacete, aí o Che vem pro Brasil e funda o PSDB junto com o Serra e eles mandam esse papinho de DCE pra PQP e hoje estariam todos do PSOL "nem sou tão radical assim, veja o PCO" xingando muito no Twitter que Che Guevara é fascista, interventor, colocou a PM na reitoria da USP, que é um braço direito (sic) de José Serra, que precisamos de um DCE livre democrático representativo para os estudantes e, claro, estariam pedindo cota contra a dupla anti-estudantes Serra e Che, esse racista de merda elitista que só favorece a burguesia e manda prender os líderes estudantis degustadores de esperma da década de 2010 porque é homofóbico e ditador e somos todos presos políticos da reitoria.

Tão vendo, gente? Não precisa de grandes volteios imaginativos e genialidade, dá pra inventar o roteiro inteiro enquanto faço uma piadinha de merda no Facebook. Sei lá, custa tanto assim virar a página, ver que precisamos falar de uma caralhada de coisas do Brasil e do mundo que não se resumem a "classe média fascista quer impedir o comunismo e os militares só pensam em poder, e um mito bobo de olavete acreditar que o comunismo é uma ameaça no Brasil, portanto vamos votar nos comunistas contra a classe média católica branca coxinha"?

Claro, vi que todos os livros da ditadura fazendo coleção nas livrarias estão rigorosamente, como dizer?, ENCALHADOS. Passou a semana passada inteira, com todas as revistas falando "MEIO SÉCULO DO GOLPE QUE MUDOU O BRASIL E NOOOOOOSSA SE VOCÊ NÃO TÁ ATUALIZADO DAS ÚLTIMAS DESSE GOLPE VOCÊ NÃO É INFORMADO" e todo mundo pouco se fodeu bonito, não teve salva de tanques explodindo sede do PT no Exército, teve um bate-boca entre Bolsonaro e uns cubanófilos que "nossa, calaram a boca do Bolsonaro, esse homofóbico terrível, ainda bem que só gostam do Fidel Castro" e o resto foi só "é, então, um dia como qualquer outro".

Talvez meio século depois vocês entendam que o Muro de Berlim caiu, que o problema do mundo se chama KGB e não imperialismo estadunidense (não me lembro de ele ter invadido a Criméia nos últimos anos) e que, afinal, existe mais coisa no mundo além de "ditadura militar e sua classe média saudosista torturadora fascista".

domingo, abril 06, 2014

Caindo no conto do gênero.









O Brasil tem protagonizado nas últimas semanas a tentativa de implantação da ideologia do gênero por meio da Votação do Plano Nacional de Educação.


Nessa última quarta-feira houve a terceira tentativa de votação na câmara dos deputados, embora mais uma vez adiada, à causa, dessa vez, de bate-boca e provocação de deputados contra os manifestantes pró-vida e pró-família presentes na sala.


“Muitos têm desviado o foco do debate para temas que não pertencem ao âmbito da ideologia de gênero”, disse à ZENIT o Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, sacerdote da Diocese de Osasco - SP, pároco da Igreja São Domingos (Osasco), doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Romana da Santa Cruz e professor de Teologia Moral.


Acompanhe a entrevista abaixo:


***


ZENIT: Temos visto nas últimas semanas um crescente debate sobre a questão de “gênero” no contexto do Plano Nacional de Educação. Como o sr. avalia estas discussões?


Pe. José Eduardo: Tenho acompanhado de perto os diferentes discursos e percebo que, embora a questão esteja cada dia mais clara, muitos têm desviado o foco do debate para temas que não pertencem ao âmbito da ideologia de gênero, talvez até como um recurso para não enfrentarem um tema tão absurdo. Trata-se de um deslocamento para sabotar o discurso.


ZENIT: Em que consiste, então, a “ideologia de gênero”?


Pe. José Eduardo: 
Sintetizando em poucas palavras, a ideologia de gênero consiste no esvaziamento jurídico do conceito de homem e de mulher. A teoria é bastante complicada, e uma excelente explicação desta se encontra no documento “Agenda de gênero”. Contudo, a ideia é clara: eles afirmam que o sexo biológico é apenas um dado corporal de cuja ditadura nos devemos libertar pela composição arbitrária de um gênero.


ZENIT: Quais as consequências disso?


Pe. José Eduardo: 
As consequências são as piores possíveis! Conferindo status jurídico à chamada “identidade de gênero” não há mais sentido falar em “homem” e “mulher”; falar-se-ia apenas de “gênero”, ou seja, a identidade que cada um criaria para si.


Portanto, não haveria sentido em falar de casamento entre um “homem” e uma “mulher”, já que são variáveis totalmente indefinidas.


Mas, do mesmo modo, não haveria mais sentido falar em “homossexual”, pois a homossexualidade consiste, por exemplo, num “homem” relacionar-se sexualmente com outro “homem”. Todavia, para a ideologia de gênero o “homem 1” não é “homem”, nem tampouco o “homem 2” o seria.


ZENIT: Então aqueles que defendem a “ideologia de gênero” em nome dos direitos homossexuais estão equivocados?


Pe. José Eduardo: 
Exatamente! Eles não percebem que, uma vez aderindo à ideologia de gênero, não haverá sequer motivo em combater à discriminação. Nas leis contra a discriminação, eles querem discriminar alguns que consideram mais discriminados. Contudo, pela ideologia de gênero, não há mais sentido em diferenciar condições e papeis, tudo se vulnerabiliza! Literalmente, eles caíram no conto do gênero.


Para defender a identidade homossexual, estão usando uma ideologia que destrói qualquer identidade sexual e, por isso, também a família, ou qualquer tipo de família, como eles mesmos gostam de dizer.


Em poucas palavras, a ideologia de gênero está para além da heterossexualidade, da homossexualidade, da bissexualidade, da transexualidade, da intersexualidade, da pansexualidade ou de qualquer outra forma de sexualidade que existir. É a pura afirmação de que a pessoa humana é sexualmente indefinida e indefinível.


ZENIT: Então a situação é muito pior do que imaginamos...


Pe. José Eduardo: 
Sim. As pessoas estão pensando em “gênero” ainda nos termos de uma “identidade sexual”. Há outra lógica em jogo, e é por isso que ninguém se entende.


Para eles, a ideia de “identidade sexual” é apenas um dado físico, corporal. Não implica em nenhuma identidade. Conformar-se com ela seria “sexismo”, segundo a própria nomenclatura deles. A verdadeira identidade é o “gênero”, construído arbitrariamente.


Todavia, este “gênero” não se torna uma categoria coletiva. É totalmente individual e, portanto, indefinível em termos coletivos. Por exemplo, alguém poderia se declarar gay. Para os ideólogos de gênero isso já é uma imposição social, pois a definição de gay seria sempre relativa a uma condição masculina ou feminina mormente estabelecida. Portanto, uma definição relativa a outra, para eles, ditatorial.


Não existiria, tampouco, a transexualidade. Esta se define como a migração de um sexo para outro. Mas, dirão os ideólogos de gênero, quem disse que a pessoa saiu de um sexo, se aquela expressão corporal não exprime a sua identidade construída? Portanto, para eles, não há sequer transexualidade.


Gênero, ao contrário, é autorreferencial, totalmente arbitrário.


Alguém dirá que não há lógica isso. Realmente, a lógica aqui é “ser ilógico”. É o absurdo que ofusca nossa capacidade de entender.


ZENIT: O que dizer, então, de quem defende a ideologia de gênero no âmbito dos direitos feministas?


Pe. José Eduardo: 
Os ideólogos de gênero, às escondidas, devem rir às pencas das feministas. Como defender as mulheres, se elas não são mulheres?...


ZENIT: Qual seria o objetivo, portanto, da “agenda de gênero”?


Pe. José Eduardo: 
Como se demonstra no estudo que mencionei, o grande objetivo por trás de todo este absurdo – que, de tão absurdo, é absurdamente difícil de ser explicado – é a pulverização da família com a finalidade do estabelecimento de um caos no qual a pessoa se torne um indivíduo solto, facilmente manipulável. A ideologia de gênero é uma teoria que supõe uma visão totalitarista do mundo.


ZENIT: Como a população está reagindo diante disso?


Pe. José Eduardo: 
Graças a Deus, milhares de pessoas têm se manifestado, requerendo dos legisladores a extinção completa desta terminologia no Plano Nacional de Educação. Pessoalmente, tenho explicado a muitas pessoas a gravidade da situação nestes termos: 
1) querem nos impor uma ideologia absurda pela via legislativa; 
2) querem fazê-lo às custas do desconhecimento da população, o que é inadmissível num Estado democrático de direito; 
3) e querem utilizar a escola como um laboratório, expondo nossas crianças à desconstrução de sua própria personalidade. E ainda querem que fiquemos calados com isso! Não!, o povo não se calará!


ZENIT: Falando em “Estado democrático de direito” e vendo a manifestação de tantos cristãos, evangélicos e católicos, inclusive de bispos, alguns alegam a laicidade do Estado como desculpa para desprezar os seus argumentos. O que dizer sobre isso?


Pe. José Eduardo: 
Esta objeção é tão repetitiva que se torna cansativo respondê-la. Numa discussão democrática, não importa se o interlocutor é religioso ou não. O Estado é laico, não laicista, anti-religioso. Seria muito divertido, se não fosse puro preconceito – e às vezes, verdadeiro discurso de ódio anti-religioso –, a insistência com a qual alguns mencionam a Bíblia, os dogmas, os preceitos... como se nós estivéssemos o tempo todo alegando argumentos teológicos. Como se pode ver acima, nossos argumentos aqui são simplesmente filosóficos, racionais. Aliás, são tão racionais a ponto de mostrar o quanto a proposta deles é totalmente irracional, posto que contradizem as sua próprias bandeiras ideológicas.


No final das contas, a única coisa que lhes resta é a rotulação – na audiência de ontem, chamaram aos gritos um deputado de “machista”, em outra ocasião de “patricarcalista” –, mas a rotulação é a arma dos covardes, daqueles que não têm honestidade e liberdade intelectuais. Como digo sempre, nestas discussões, precisamos nos comportar como filósofos, e não como maus advogados, que estão dispostos a negar até as evidências.






Publicado no site Zenit - http://www.zenit.org

sábado, abril 05, 2014

Vítima do regime ou mais uma fraude jornalística para satanizar militares?.










por Bruno Braga




SBT: “Militares transformam homem em assassino para acobertar crimes”.

A reportagem conta a história de Orlando Sabino. Um paciente psiquiátrico que é apresentado como uma espécie de “bode expiatório” criado pelos militares para encobrir os crimes cometidos por eles em ações nos estados de Minas Gerais e Goiás.




Após assistir à matéria e fazer uma breve pesquisa na internet sobre o assunto, é inevitável colocar algumas questões:

(1) Dos “diversos” crimes associados a Orlando Sabino, menciona-se apenas um, o assassinato de um casal de fazendeiros. No entanto, a reportagem não descreve as outras “vítimas”. O que é imprescindível para – pelo menos – identificar qual era e se de fato os militares teriam interesse em assassiná-las.

(2) Se o exame pericial realmente constatou que o “homem” foi morto com tiros de uma arma calibre .44 – que seria de uso exclusivo dos militares -, é fundamental verificar se os disparos foram de fato realizados com uma arma que PERTENCIA ou que estava na posse deles. Porque, como observa Heloísa Starling, que é assessora da Comissão Nacional da Verdade, a região envolvia uma área de movimentação da Guerrilha do Araguaia. Neste conflito os revolucionários socialistas-comunistas também utilizaram arma de calibre .44 – o que os colocariam como suspeitos dos disparos que fizeram aquela vítima.

(3) A tese de que TODOS os crimes atribuídos a Orlando Sabino foram cometidos por militares (ou agentes da “extrema direita”) é frágil. Mozart Lacerda Filho observa que “há pouquíssimos indícios que possam responsabilizar os agentes da repressão por tais crimes”. O articulista, que em 2011 era doutorando em História, afirma que nos arquivos do DOPS, em Belo Horizonte, há apenas recortes de jornal da época e uma comunicação entre órgãos de segurança cogitando a hipótese de que os crimes tinham motivação política.Mozart Lacerda escreve ainda que a história mais recorrente – contada por pessoas que viveram naquele tempo – aponta que os crimes envolviam uma disputa entre dois irmãos pelo domínio da região.

(4) Pedro Divino Rosa participa da reportagem. Ele é autor de um livro sobre Orlando Sabino, “O Monstro de Capinópolis”. Para o SBT, ele afirmou que Orlando Sabino era um “bode expiatório” (Cf. a partir do tempo 06:35). Mas em uma entrevista concedida em 2011, por conta do lançamento do seu livro, Divino Rosa – depois de observar que o seu trabalho envolveu uma vasta pesquisa documental, e que esteve inclusive com o próprio Orlando Sabino – diz o seguinte: […] “ele (Orlando Sabino) já está solto e vai voltar a matar, porque ele não tem cura; assim que ele surtar ele vai voltar a matar” (Cf. vídeo abaixo a partir do tempo 03:26).



Eu não li o livro escrito por Pedro Rosa. De qualquer forma, a declaração destacada contradiz o depoimento que o próprio autor deu ao SBT. Pior, ela coloca sob suspeição todos – repito, TODOS – os testemunhos exibidos pela reportagem e destrói a imagem de Orlando Sabino apresentada pela matéria, a de um “inofensivo” paciente psiquiátrico que não cometeu nenhum tipo de crime.

Diante do exposto, é no mínimo arriscado dizer que Orlando Sabino foi completamente injustiçado. Naquilo que o foi, a ele – que já faleceu – devem ser prestadas todas as condolências. No entanto, a tese apresentada de forma resoluta pelo SBT (com a participação de uma assessora da Comissão Nacional da Verdade) – a de responsabilizar os militares por TODOS os crimes denunciados ou atribuídos a Orlando Sabino, acusando-os de utilizar um “bode expiatório” para acobertar suas operações - resta indubitavelmente desacreditada.




Nota: Uma curiosidade: nas eleições de 2012, Pedro Divino Rosa concorreu a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Estrela do Sul pelo PT. Ele ainda é um afiliado do partido, que é um dos principais agentes no esforço de falsificar a história do país e os fatos para - satanizando os militares – consagrar a mitologia do “heroísmo” revolucionário socialista-comunista.


terça-feira, abril 01, 2014

Israel – Fator de Estabilidade.











por Herman Glanz




Apesar de lutar contra os ataques dos vizinhos e dos não vizinhos, sejam ataques com armas ou ataques políticos, o Estado de Israel é visto como fator de estabilidade para a região.

Uma nova guerra entra em cena: a dos túneis construídos pelo Hamas na Margem Ocidental, não mais somente em Gaza, obrigando as Forças de Defesa a uma nova preparação para enfrentar essa onda de terror. Lutar em túneis não estava no programa, mas aprende-se e se desenvolvem novas armas e novos meios de detecção. E vários cenários de guerra são examinados, inclusive incursões terrestres contra Hizbollah, no Líbano e Hamas, em Gaza, enquanto se espera que esses terroristas se dispersem pelas consequências de lutas internas palestinas e a guerra na Síria. Há quem diga que os mísseis iranianos, no navio apreendido pelos israelenses no início do mês, seriam destinados ao Sinai, pois seria mais fácil desembarca-los, pois em Gaza seriam vistos, pois não desmontáveis. Do Sinai poderiam ser disparados para atingir, inclusive, Tel Aviv.

Para cobrar mais caro a visita do Presidente americano ao Oriente Médio, a Liga Árabe, na reunião de 25 deste mês de março, visando descolar mais ajuda, aprovou mais três nãos: não ao Estado Judeu, não ceder sobre Jerusalém e o Monte do Templo, pois Jerusalém antiga deve ser a Capital palestina, e não aos assentamentos, exigindo um Estado Palestino livre de judeus. E ninguém fala contra esse apartheid – somente se acusa Israel. Alguém já se indagou o porque desse padrão diferenciado? Bem, direitos Humanos não valem para Israel. Apesar de toda a negação, conforme acabamos de mencionar, vários países muçulmanos sunitas, árabes ou não, se entendem com Israel para a defesa contra os xiitas do Irã, do Iraque e do Hizbollah do Líbano. Especialmente a Arábia Saudita se encontra em polvorosa e o Presidente Obama visitou o monarca saudita para explicar os entendimentos com o Irã mas, há sempre um mas.


Declarou Obama que a Arábia Saudita deveria extinguir a escravidão. É uma forma de colocar os sauditas em posição inferior diante das cobranças que faz à posição política americana. Apesar do presidente americano falar em escravidão, não se ouve condenação formal aos sauditas. Quanto a Israel, mesmo não tendo escravidão, é condenado por apartheid. E mais, ninguém condena a Dhimmitude* dos muçulmanos quanto aos não muçulmanos: cristãos e judeus em países muçulmanos são cidadãos de segunda classe. Mas isso não interessa ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Continuem se indagando do porque desse padrão diferenciado.


E enquanto tudo gira em torno da Guerra Fria, da Rússia com a ocupação da Criméia, ficam um pouco esquecidos os outros problemas, como a guerra na Síria, o processo (sempre processo) de paz de Israel com os palestinos, onde a posição política muda. Há um ano atrás, quando Obama e Kerry visitaram Israel, em 20 de março de 2013, o Presidente Obama declarou que os palestinos deveriam reconhecer logo o Estado Judeu, sendo, evidentemente seguido por Kerry. Agora, Obama declara que não se manifesta em favor do reconhecimento do Estado Judeu. Alguém se indaga porque desse padrão diferenciado?

A política muda como as nuvens. Na Europa o antissemitismo reaparece. Na Inglaterra, preocupa o número de presidiários vinculados à al-Qaeda, que fazem apologia nas prisões junto aos demais presos. Falando em Crimeia, no dia de hoje, 30 de março, em 1856, foi firmado o Tratado de Paris, pondo fim à guerra contra a Rússia travada pela Inglaterra, França, Império Turco e o Reino da Sardenha e Piemonte, por causa da Crimeia. Falando em Inglaterra, em 1218, em 30 de março, o Rei Henrique III obrigava judeus a usar uma peça amarela na roupa, em forma das Tábuas da Lei. O antissemitismo é secular. E a Inglaterra tem tradição. Mas a vida segue em frente, e em Israel se cria moeda virtual, que serve para fugir das taxas bancárias. Vamos em frente!


(*)Dhimmitude significa as condições legais e sociais abjetas de Judeus e Cristãos submetidos a shari'a, a lei corânica.