segunda-feira, julho 28, 2014

NÃO EM MEU NOME.




por William Douglas (*)


Entendo que Israel e os palestinos têm muito a caminhar para que possa haver paz, e que guerras são ruins para todos. Contudo, a forma como nosso governo se posiciona é totalmente infeliz e, pior, contra o que diz nossa Constituição.
Como cidadão e professor de Direito Constitucional, registro que todos devem respeitar o que está na Constituição Federal. Nenhum governo, mesmo que eleito democraticamente, tem autonomia para agir contra aquilo que determina nossa Carta Magna. Nesse sentido, vejamos:
“Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.”
A VERGONHOSA e LASTIMÁVEL Nota emitida pelo Itamaraty, em nome do país, viola a Constituição, como podemos demonstrar:
I - independência nacional; - A Nota quer que Israel abra mão do direito de se defender e de evitar mísseis (+ de 2.000) e túneis utilizados contra sua população civil.
II - prevalência dos direitos humanos; - A Nota “esqueceu” que o Hamas obriga civis, mulheres e crianças, a servirem de escudo humano e combustível para propaganda contra Israel. Isso para não falar de esconder mísseis em escolas, mesquitas e hospitais, inclusive da ONU.
III - autodeterminação dos povos; - Ao emitir Nota em formato tão infeliz, o Itamaraty reduz sua capacidade de ajudar a criar um Estado Palestino e também desrespeita o direito de defesa de um país que está sendo constantemente atacado por mísseis lançados contra alvos civis.
IV - não-intervenção; O governo brasileiro está intervindo de modo parcial, injusto, panfletário, contrário à CF e, pior, contra o item VIII, abaixo.
V - igualdade entre os Estados; A Nota indica que nosso governo não vê problema em terrorismo contra Israel, mas não aceita que Israel se defenda. Repito: as vítimas civis são muitas por culpa do próprio Hamas, a quem a Nota quer defender. Nesse passo, mísseis contra civis, mulheres e crianças em Israel não foram objeto de crítica. Que igualdade entre Estados é essa?
VI - defesa da paz; Chamar o Embaixador Brasileiro é ato de hostilidade, em especial por falta de base razoável para gesto dessa magnitude.
VII - solução pacífica dos conflitos; Israel fez várias ofertas de cessar-fogo antes e depois de iniciado o conflito, todas recusadas pelo Hamas que, por querer a extinção de todos os judeus, não quer solução pacífica. O governo brasileiro está defendendo quem vai de encontro aos princípios escolhidos pelo povo brasileiro, os quais podem ser lidos na nossa Constituição.
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; O Itamaraty ficou do lado dos terroristas. A forma como trata Israel, notoriamente um Estado judeu, não está muito longe da prática de racismo e preconceito, comportamentos que são contrários às normas legais brasileiras. Antissemitismo também é inaceitável.
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; O Itamaraty, ao invés de ajudar a cooperação, a desestimula e prejudica. E se isso já não bastasse, ainda reduz a credibilidade do nosso país na comunidade internacional.
A alegada “desproporcionalidade” só demonstra falta de conhecimento histórico, militar e da própria situação em tela. Como disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, “não é assim na vida real” e "a única razão para não termos centenas de mortos nas ruas de Israel é termos desenvolvido um sistema antimíssil e não vamos nos desculpar por isso. Se não tivéssemos esse sistema haveria centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel. Isso seria considerado proporcional?".
Por fim, vale lembrar que o mesmo Itamaraty faz “vista grossa” para a agressividade desproporcional contra os oposicionistas do governo chavista da Venezuela. Antes disso, como citado por Reinaldo Azevedo, “em 2006, na gestão Lula, com Celso Amorim à frente do Itamaraty, o Brasil se absteve de uma resolução condenando o governo do ditador Omar al-Bashir, do Sudão, pelo massacre de pelos menos 500 mil cristãos em Darfur.”
Ao apoiar incondicionalmente o Hamas, o Itamaraty tem responsabilidade sobre a morte de cada civil, cada ferido, cada criança e cada mulher usados como escudos humanos. Ir contra isso protegeria estes palestinos. Algum governante de Gaza, onde há muito não se realizam eleições, pode simplesmente pensar: “- Para que parar de usar essa estratégia se o Brasil, nosso aliado, não a critica?”
Matar cristãos, pode; matar oposicionistas na Venezuela, pode; apoiar o terrorismo iraniano, pode; desrespeitar a Petrobras na Bolívia, pode; usar palestinos como escudo humano, pode; usar hospitais e mesquitas como depósito de armas, pode. Porém, Israel se defender, não pode. Definitivamente, a postura do Itamaraty está indo contra o que determina nossa Constituição.
O Itamaraty não pode apoiar terroristas. Simples assim. Se alguém quer fazer isso, não pode fazê-lo em nome do país. Fale como pessoa física, nunca em meu nome.
Não em meu nome.


Fonte: Rua Judaica

(*) 
 Professor de Direito Constitucional, Mestre em Estado e Cidadania (UGF), pós-graduado em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ)

quinta-feira, julho 24, 2014

Antiamericanismo ou Antissemitismo?














Eu sempre espero as piores coisas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. E não foi diferente desta vez. O Itamaraty, sob o comando do ministro Luiz Alberto Figueiredo, emitiu uma das notas mais intelectualmente delinquentes da sua história — no caso, sobre o conflito israelo-palestino. Eu a reproduzo abaixo e comento em seguida.

O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.

O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.

Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje.

Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.

Retomo
Em linguagem diplomática, “chamar um embaixador para consultas” implica uma espécie de agravo ao país no qual está a representação brasileira. Com isso, o Brasil envia uma mensagem desnecessariamente hostil a Israel.

Observem que o texto defende um cessar-fogo entre as partes, mas se refere apenas à reação israelense, considerada “desproporcional”, sem nem mesmo uma menção aos foguetes disparados pelo Hamas. Há até uma questão de lógica: para um cessar-fogo, é preciso que haja… troca de fogo! Tem-se a impressão de que Israel não é o Estado originalmente agredido.

A votação no Conselho de Direitos Humanos na ONU, que, mais uma vez, joga a responsabilidade exclusivamente nas costas de Israel, é uma farsa. É um acinte que a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fale em possíveis “crimes de guerra” de Israel sem mencionar o fato de o Hamas recorrer a escudos humanos.

É um escárnio que o governo brasileiro seja mais duro com Israel do que, por exemplo, com o carniceiro Bashar Al Assad, da Síria. Só para arrematar: em 2006, na gestão Lula, com Celso Amorim à frente do Itamaraty, o Brasil se absteve de uma resolução condenando o governo do ditador Omar al-Bashir, do Sudão, pelo massacre de pelos menos 500 mil cristãos em Darfur.

Para o governo petista, Assad e Bashir são caras batutas. Quem merece condenação é o Estado de Israel, que já recebeu uns 2 mil foguetes do Hamas em 15 dias.

O histórico da hostilidade dos governos petistas com Israel está relacionado, num primeiro momento, ao antiamericanismo bronco dos companheiros: se os EUA apoiam os israelenses, então os nossos brucutus vermelhos vão se opor. No caso, no entanto, a omissão aos ataques do Hamas é tão acintosa que cabe indagar se não há em nota tão delinquente um componente antissemita.

Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, julho 22, 2014

DAVID E GOLIAS.













Por João Pereira Coutinho



Sempre que escrevo sobre Israel, há um leitor que pergunta: você é judeu? A pergunta é reveladora. Significa que só um judeu pode ser suficientemente louco (ou sanguinário) para considerar que no conflito israelense-palestino é Israel quem tem razão.

Isso reflete o ar do tempo, devidamente criado pela mídia. É lógico que Israel não tem razão, dizem. É lógico que Israel sempre quis expulsar os palestinos do seu território. É lógico que Israel não quer a paz.

Infelizmente, nada disso é lógico e, pior ainda, nada disso sobrevive à história. Sim, a construção de assentamentos na Cisjordânia, pior que um crime, é um erro (obrigado, Talleyrand). Sim, Netanyahu é quase uma "pomba" no seu governo cada vez mais radicalizado.

E, sim, a direita israelense já não acredita na existência de dois Estados depois da retirada de Gaza (e dos foguetes que o Hamas passou a lançar contra Israel).

Mas antes de chegarmos a essas tristes conclusões, é preciso dizer três coisas que qualquer pessoa alfabetizada consegue entender.

Primeiro: o Hamas, que é tratado pelo jornalismo como uma mera "facção" (ou até como um interlocutor válido para a paz), é uma organização terrorista e islamita que nem sequer reconhece o direito à existência de Israel. Um pormenor?

Não. O essencial. O conflito de Israel com a Autoridade Palestina é um conflito territorial. É uma discussão sobre fronteiras; sobre a soberania de Jerusalém; sobre o destino dos refugiados palestinos; sobre o acesso à água -enfim, uma discussão racional.

O conflito com o Hamas é um problema ideológico. Basta ler a carta fundamental do grupo. Depois de prestar vassalagem à Irmandade Muçulmana (artigo 2) e de invocar os "Protocolos dos Sábios do Sião" (artigo 32) como argumento de autoridade (um documento forjado pela polícia czarista no século 19 para "provar" o conluio judaico para dominar o mundo), o Hamas não quer um Estado palestino junto a um Estado judaico.

Quer, sem compromissos de qualquer espécie, a destruição da "invasão sionista" (artigo 28) -do mar Mediterrâneo até o rio Jordão. Os foguetes que o Hamas lança não são formas de reivindicar nada: são a expressão da incapacidade de aceitar que judeus vivam no "waqf" (terra inalienável dos muçulmanos -artigo 11).

Acreditar no Hamas como "parceiro" para qualquer "processo de paz" é não entender a natureza jihadista do grupo. O Hamas não luta em nome da Palestina. Luta em nome de Alá.

Segundo: quando se fala nos "territórios ocupados", Gaza já não está no pacote. Israel se retirou de Gaza em 2005. O território -um antro de pobreza e corrupção- é governado pelo Hamas desde a vitória nas eleições parlamentares de 2006. A partir desse ano, o Hamas entendeu a retirada israelense como uma vitória do terrorismo -e não como o primeiro passo para criar as bases de um futuro Estado palestino.

Depois de Gaza, viria a Cisjordânia e finalmente a totalidade de Israel. Uma pretensão lunática que, sem surpresas, começou por embater frontalmente com a posição mais moderada da Autoridade Palestina. Resultado?

Em 2007, o Hamas e a Fatah (uma facção da OLP) viveram uma guerra civil "de fato" que teve de ser freada por Israel.

Por último, toda a gente sabe que a solução mais realista para o conflito passa pela existência de dois Estados com fronteiras seguras e reconhecidas.

Assim foi antes da partição da Palestina pela ONU (relembro a Comissão Peel de 1937). Assim foi com a Partição propriamente dita em 1947. E, para ficarmos nos últimos anos, assim foi em Camp David (2000). Foi o lado palestino que recusou essa divisão -o maior crime cometido por Yasser Arafat contra o seu próprio povo.

De tal forma que, hoje, já poucos acreditam em divisões. Os líricos falam de um Estado binacional para judeus e árabes (um delírio que ignora, por exemplo, o que se passou na antiga Iugoslávia). Os resignados falam de três Estados: o de Israel, o da Cisjordânia (talvez com ligação à Jordânia) e Gaza (o antro do Hamas).

Simples meditações de um judeu?

Não. Para começar, não sou judeu. E, para acabar, não é preciso ser judeu para compreender que, às vezes, e contra as nossas cegas emoções, Golias tem mais razão que David.

quinta-feira, julho 17, 2014

Felipão, o professor de gestão de Dilma.









por José Nêumanne(*)


Técnico e presidente usaram pátria, hino e bandeira para chutar a vida real para escanteio.



Dilma Rousseff disse, em 1.º de julho de 2013, que seu governo tinha o “padrão Felipão”, em resposta a uma pergunta sobre se seus ministros tinham “padrão Fifa”. Referia-se ao ex-técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari após reunião ministerial depois da vitória sobre a Espanha por 3 a 0 no Maracanã, onde ela seria vaiada várias vezes domingo, na final da Copa, antes e ao entregar a taça ao capitão alemão, Philipp Lahm. A comparação tinha sido feita na temporada de protestos nas ruas em que o povo exigiu “padrão Fifa” para a gestão pública federal, nada exemplar. Apesar de ter escolhido o treinador como modelo, ela não foi entregar a Copa das Confederações ao time que ele treinou. Um ano e 13 dias depois, tendo o mesmo time sofrido hecatombes inéditas nos jogos finais da “Copa das Copas”, ela o relegou ao ostracismo para se refugiar no verso de um samba de Paulo Vanzolini (“levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”) e na criatividade (“a derrota é a mãe de todas as vitórias”).


Dilma não atuou na seleção nem a treinou. Não é também dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas não resiste a recorrer ao dito esporte bretão para parecer simpática. Nascida em Minas, comemorou a conquista da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro em 2013 em redes sociais. “Congratulo (sic) com toda a torcida do Atlético pela conquista do título. Eu sou torcedora do Atlético e, quando criança, ia com meu pai a muitos jogos do Galo no Mineirão”, postou. Não faltou quem nos mesmos veículos lembrou que 1) como nasceu em 1947, tinha 18 anos e, portanto, não era criança, quando o estádio foi inaugurado; e 2) que o pai morrera em 1962, três anos antes de sua inauguração.

Consta que Clio, a deusa da história, é irônica. Pelo visto, os deuses do futebol também. Em 8 de julho o estádio foi palco da derrota mais humilhante que o Brasil sofreu na história, ao perder de 7 a 1 na semifinal da Copa. Dela o técnico saiu como padrão de incompetência, e não de excelência.

Nenhum torcedor dotado do mínimo de bom senso teria apostado pesado no time de Scolari na Copa: ganhou da Croácia com a ajuda do juiz, empatou com o México contando com muita sorte e ao vencer Camarões passou para as oitavas de final contra o Chile, e não contra a Holanda, por absurdos erros do árbitro, que anulou dois gols legítimos dos mexicanos no jogo de estreia contra os africanos. A trave nos últimos segundos da prorrogação e no último pênalti carimbou o passaporte para as quartas de final contra a Colômbia, que nunca foi páreo para a canarinha nos melhores momentos dela e nos piores desta. O Brasil ficou entre os quatro melhores com a ajuda da sorte e de apito amigo.

Mas na véspera da semifinal contra a temida Alemanha a presidente resolveu apostar todas as fichas de chefe de governo e de Estado e de candidata à reeleição no “padrão Felipão” de excelente gestão. A página oficial da Presidência da República na internet, usada na campanha eleitoral com uma sem-cerimônia só comparável à do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao desconhecer o fato, divulgou sua “conversa” com internautas sobre a Copa. Chamou os adversários de “urubus”, condenou o “pessimismo indevido” de um sujeito oculto chamado imprensa, vulgo “mídia golpista”, e adotou como mascote de palanque o craque Neymar, cuja dor, ao ser atingido por um jogador do time que fora menos violento do que o Brasil no jogo, segundo ela, “feriu o coração de todos os brasileiros”. Para completar, sem se dignar a explicar o significado do gesto nem da expressão, copiou do astro do Barcelona o “é tóis”, paródia criada por ele para o “é nóis” dos corintianos, com a letra T formada pelos braços e pelo cotovelo. E enquanto a torcida lhe fazia eco gritando o nome do ídolo ferido, os alemães impingiram à seleção mais campeã das Copas a pior goleada em semifinais do torneio.

Felipão, fiel a seu padrão de embromation, mal consumado o desastre, elogiou o próprio trabalho, lembrando que seu “grupo” – sua “família”, ou seja, as vítimas de suas doses patéticas de autoajuda – foi o primeiro a chegar a uma semifinal desde a Copa em que ele mesmo treinou o time campeão, em 2002, há 12 anos. O auxiliar técnico Carlos Alberto Parreira comprometeu o respeitável currículo de campeão mundial de 1994 lendo na entrevista a carta de uma fã que elogiou a preparação do time de um esporte cujos fundamentos ela própria dizia desconhecer.

Antes de o “padrão Felipão” ser submetido a outro vexame na disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda na arena Mané Garrincha, com o nome de um gênio do tempo em que nosso futebol tinha cara e vergonha, os bombeiros do Planalto correram para salvar a chefe do incêndio. Descalçaram-lhe as chuteiras e ela pôs de novo o capacete de chefe de obras, para jogar espuma sobre a tentativa canhestra de barganhar o sucesso da seleção por votos na eleição. Apelaram até para o óbvio: “Futebol e política não se misturam”. Fez-se isso com desleixo idêntico ao de estropiarem a frase de Nelson Rodrigues “a pátria em chuteiras” por outra, que só adquiriu nexo após o vexame: “a pátria de chuteiras”. Dilma e seu professor (assim os pupilos chamam seus técnicos) usaram pátria, hino e bandeira para chutar a realidade para escanteio.

Dilma ainda contribuiu para o besteirol de político ignorante em esporte ao atribuir o chamado mineiratsen à exportação dos melhores jogadores nacionais para o exterior. O uso da palavra exportação, cabível para médicos cubanos, mas não para nossos craques, omite as evidências de que a seleção atuou em nível similar ao dos campeonatos locais por absoluta incapacidade de dirigentes que se recusam a aprender como se joga nos mercados que hoje vencem. E de governantes que perdoam as dívidas monstruosas acumuladas por estes bancando papagaios de pirata para ganhar votos, perdendo o pudor e as Copas.

(*)José Nêumanne. Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pág.A2 do Estado de S. Paulo na quarta-feira 16 de julho de 2014)

quarta-feira, julho 09, 2014

13 dá azar?.





E o 13 vive atrapalhando a vida do Brasil




Em 1920 (18/09/1920) pela Copa América o Brasil tomava um chocolate do Uruguai de 6 X 0. Passados 94 anos (9+4=13) com um 13 - Thomas Muller - do lado alemão e outro 13 - Dante Bonfim (!!!) - do lado brasileiro e tendo sido a superfaturada copa das cópulas idealizada pelo partido 13 tendo no comando a PresidentE que tem no nomezinho 13 letras, o Brasil volta a tomar um chocolate histórico 7 X 1 da Alemanha.


Mas não é preciso chorar; enquanto o Brasil é Penta a Alemanha é apenas Tricampeã, é claro que a Alemanha tem 80 Prêmios Nobel 102 só nas áreas de Ciências Naturais ou Medicina, mas um grande pais que é o Único que tem as Urnas Eletrônicas precisa mesmo de prêmios Nobel? Quem tem um Neymar precisa mesmo de um Thomas Südhof prêmio Nobel de Medicina de 2013?

domingo, julho 06, 2014

Crea não garante segurança para obras da Copa em Cuiabá.




Crea não garante segurança para obras da Copa em Cuiabá
por Eliana Bess

Marcos Lopes/HiperNotícias
Viaduto da UFMT foi avaliado como uma das que mais apresentou falhas e uma delas são os desníveis de pilares e as vigas

“Com base na nossa experiência de vários anos atuando na engenharia, a baixa qualidade, pilares tortos, acabamento não muito bom são alguns itens visíveis. Não era para ser do jeito que está aí”, pontuou André Luiz Schuring engenheiro civil do Crea, se referindo às obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. 

Um exemplo de problema de obras da Copa é o viaduto da UFMT que, entre outras situações, foi erguido com diferenças entre pilares e as vigas. Outro diz respeito às caixas de passagem para cabeamento ou ligações de esgoto no canteiro central da Avenida da FEB em Várzea Grande, que estão fora do nível, mais altas.

Apesar de solicitado à Secopa, o Crea não conseguiu ter acesso a todos os projetos das obras executadas em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo. O único projeto que o órgão teve acesso foi do viaduto da UFMT, na Avenida Fernando Corrêa. Foram verificadas falhas na topografia, identificaram pilares errados sendo cada um de um tamanho. Por conta do surgimento dos problemas solicitaram à Secopa e ao projetista os documentos para análise. 

“Não posso afirmar que as obras não têm riscos, não fizemos a análise precisa do projeto, não sabemos o material utilizado ou sequer para que serviço a empresa foi contratada. Se tivesse feito, poderia me posicionar mais veemente. Mas é evidente que com o ocorrido em Belo Horizonte vão se acender as luzes em todos os Estados”.

Edson Rodrigues/Secopa
De acordo com Crea, maioria das obras da Copa do Mundo em Cuiabá não teve projeto apresentado para o órgão fiscalizador

Houve inclusive uma situação jurídica, por intermédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), para que os projetos fossem disponibilizados ao Crea. Na semana passada os documentos foram obtidos por meio de liminar concedida em mandado de segurança impetrado no início de junho. Entre eles, contratos, projetos e cronogramas de execução de obras. Segue agora, o trabalho de análise que conta com quatro técnicos do Crea empenhados.

Vale ressaltar que em março, o Crea entregou um relatório a Assembleia Legislativa onde apontava 11 obras com problemas relevantes, entre as 13 analisadas.

TRAGÉDIA EM BH
Na tarde desta quinta-feira (3) em Belo Horizonte um viaduto construído para Copa do Mundo, visando a passagem do Buss Rapid Transport (BRT), desabou por volta das 15h10 desta quinta-feira (03). Entre as vítimas, duas fatais e 19 gravemente feridas. Com a queda foram atingidos 2 caminhões, carro e micro-ônibus.

quarta-feira, julho 02, 2014

Em um ano de socialismo, mais 737.000 venezuelanos caem na pobreza extrema.











Em um ano de socialismo, mais 737.000 venezuelanos caem na pobreza extrema.

por Luis Dufaur



No primeiro ano do “socialismo do século XXI” sob o continuador de Hugo Chávez, mais 737.000 venezuelanos caíram na pobreza extrema, informou o jornal “El País” de Madri.

A inflação anual atingiu 56,2%, e o “índice de desabastecimento” (calculado sobre o total de produtos vendidos no país) 25,3%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o índice de pobreza extrema passou de 7,1% no segundo semestre de 2012 para 9,8% ao mesmo período em 2013.

Quer dizer, mais 737.364 venezuelanos. No total, 2.791.292 cidadãos estão nessa situação deplorável, num país que supera os 30 milhões de habitantes e que em virtude de suas imensas jazidas petrolíferas ostentava uma riqueza invejável. Em outros termos, mais 189.086 famílias ficaram sem recursos para pagar sua alimentação básica.

O “socialismo do século XXI”, que tem tantos admiradores e imitadores no Brasil, orgulhava-se de ter diminuído esses indicadores na última década apelando a planos de redistribuição da riqueza e grandes gastos públicos.

Resultados efêmeros foram obtidos, para alegria dos estatísticos do governo. Mas o artifício não podia durar muitos anos.

Agora, como muitos previam – e por isso eram tidos como profetas de desgraça – a catástrofe aconteceu.

A inflação está sem controle (só 73,8% nos alimentos!!) e a moeda estrangeira não é encontrada em forma legal, mas só a preços astronômicos.

As exportações quase desapareceram. Só fica o petróleo, 96% de cujos proventos vão para o governo, que diz não conseguir pagar suas dívidas mais básicas.


A atividade econômica privada ficou reduzida ao mínimo pela estatização de largos setores e o afogamento cambial, tributário e regulamentar imposto pelo governo “popular”.

A produção petrolífera caiu e a Venezuela despencou no ranking mundial de produtores e exportadores.

O socialismo vende petróleo a países amigos como Cuba, com grandes perdas para financiar a revolução. Ainda paga à China por empréstimos já embolsados.

Relatório publicado pelo jornal El Universal, de Caracas, aponta que o governo aprovou uma transferência de moeda a empresas e particulares do setor produtivo no valor de 20 bilhões dólares através da Cadivi (uma desaparecida agência do governo), mas que o dinheiro nunca chegou aos destinatários.

As estimativas falam que o erário público teria sido depenado pela clique socialista num total equivalente a “95% das reservas internacionais”.

O governo cria continuamente ‘bolsas’ ou ‘programas sociais’ denominados Missões, porém nem estes dão o que prometem.

Os serviços básicos estão diminuindo, faltam alimentos nas prateleiras dos supermercados de Missões, ou ficam inacessíveis no “mercado negro” em que figuras do governo se locupletam.

A Assembleia Nacional (Legislativo), ministros de diversas áreas e até o presidente Maduro são interpelados regularmente, mas fazem caso omisso.

Como explicação, o governo fala de uma fantasmagórica conspiração e uma guerra econômica obviamente desatada pelo “império” – leia-se EUA, o capitalismo, o imperialismo, os ianques, os oligarcas, etc., etc.

Dir-se-ia que um bando de esquizofrênicos apossou-se da Venezuela e a leva para a ruína. Mas não é o caso.

Trata-se de um grupo ideológico teledirigido desde Cuba e afim com a Teologia da Libertação, que quer imergir na miséria e no desespero – que fazem pensar na desgraça eterna do inferno – um continente como a América Latina tão largamente dotado de recursos naturais pela Providência Divina.


Fonte: IPCO

terça-feira, julho 01, 2014

Sequestrados e Mortos por serem judeus.







Sequestrados e Mortos por serem judeus.




O governo israelense divulgou na tarde desta segunda-feira o final trágico do sequestro dos três jovens israelenses. Os corpos de Naftali, Eyal e Gilad foram encontrados em uma cidade palestina distante aproximadamente 1 km de Hevron. Segundo informações eles podem ter sido assassinados logo após o sequestro.

Durante os quase 20 dias do desaparecimento, comunidades judaicas de diversos países se mobilizaram em rezas e manifestações na esperança de terem seus jovens de volta para casa. Com isso está provado que a atual “liderança palestina” na faz ou pode fazer em nome da paz na região. Enquanto terroristas do Hamas, com o apoio da Autoridade Palestina, continuarem a existir, a paz jamais será possível. Com terroristas não se negocia.












Que Deus console as famílias e amigos dos 3 jovens e que o governo israelense responda de forma dura aqueles que não desejam conviver em paz com seus vizinhos.