segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Há muito governo na nossa gasolina.










por Daniel Marchi (para o Inst.Ludwig von Mises Brasil)




Com o preço médio da gasolina acima de R$ 3,50 na maior parte do país, e chegando a R$ 4,51 em algumas localidades (dependendo do tipo da gasolina escolhida) — e tudo isso justamente em um momento em que o preço da gasolina está em queda no resto do mundo —, a conclusão é que há muito governo em cada litro da gasolina brasileira.

No entanto, tudo isso é ainda muito pior do que parece.

Embora as principais intervenções diretas do governo sejam claras e visíveis a todos — o retorno da CIDE e a decisão da Petrobras de aumentar o preço para refazer seu caixa, esfacelado pela corrupção —, há também outras intervenções que o cidadão comum não consegue visualizar, mas que são ainda mais deletérias do que essas duas intervenções explícitas do governo.

A seguir, uma lista das 9 principais contribuições do governo brasileiro para o preço e para a qualidade da nossa gasolina:

1) O mercado de combustíveis no Brasil está longe de ser um genuíno mercado. Há uma vasta e complexa rede de subsídios, obrigações e proibições.

O setor energético é certamente um dos mais regulados da economia brasileira. Começa pelo fato de a Petrobras deter um monopólio prático da extração de petróleo. Após mais de 40 anos de monopólio jurídico (quebrado apenas em 1997), a Petrobras já se apossou das melhores jazidas do país. Nem tem como alguém concorrer. É como você chegar atrasado ao cinema: os melhores assentos já foram tomados, e você terá de se contentar com os piores. 

Depois da Petrobras, vem a ANP (Agência Nacional de Petróleo), cuja função autoproclamada é a de fiscalizar todo o setor petrolífero brasileiro, inclusive os setores de comercialização de petróleo e seus derivados, e o de abastecimento.

A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

Além da Petrobras e da ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

2) Há toda a carga tributária. Como anualmente demonstrado pelo IMB no Dia da Liberdade de Impostos, caso todos os impostos sobre a gasolina (PIS, Cofins, CIDE e ICMS) fossem abolidos, o preço do litro, hoje, cairia 53%, que é exatamente a carga tributária desses impostos que incidem sobre a gasolina. 

Uma carga tributária tão voraz como esta incidindo sobre os preços estimula a criação de todos os tipos de métodos burlescos que possibilitem a obtenção de um máximo de receitas através do menor volume possível de vendas do produto real — daí os recorrentes casos de gasolina batizada, por exemplo. 

3) Uma fatia do caríssimo preço da gasolina é utilizada pelo governo para subsidiar o preço do diesel. O argumento é que o diesel é um "combustível social" por ser utilizado no transporte público e no transporte de cargas.

Os empresários donos de concessões de ônibus e de transportadoras agradecem.

4) Por conta desse subsídio ao óleo diesel, é proibida a circulação de carros de passeio movidos a diesel no Brasil. Quem já foi à Europa sabe que veículos de passeio a diesel não apenas são muito comuns por lá, como já estão se tornando a maioria.

No Brasil, os únicos automóveis que podem utilizar o diesel são aqueles vistosos utilitários, de propriedade apenas dos mais ricos. Justamente por serem considerados "veículos utilitários", e não veículos de passeio, eles têm esse privilégio.

Os fazendeiros e os ricaços, que podem andar com combustível subsidiado pelo povo, agradecem o suado esforço da boiada.

5) A gasolina no Brasil vinha com 25% de álcool. Agora, por determinação do governo, esse percentual foi elevado para 27%. O que isso significa?


5.1) Em primeiro lugar, maior consumo. Quanto maior o volume de álcool na gasolina, maior é o consumo, pois o álcool possui menos poder calorífico em relação à gasolina. Isso faz com que seja necessária uma maior quantidade de combustível para que o motor realize o mesmo trabalho. Ou seja, seu carro consumirá mais e você terá de reabastecer com mais frequência. Prepare seu bolso.

5.2) O álcool é péssimo para o motor, pois é corrosivo. Isso afeta tanto a bomba de combustível do carro quanto a vida útil dos componentes do sistema de injeção. Mais álcool, mais estrago.

5.3) Os motores a gasolina não foram calibrados para tamanho teor de álcool, e nenhuma pesquisa de campo concluiu que os microprocessadores da injeção eletrônica têm a capacidade de processar uma mistura contendo mais de 25% de álcool para chegar a uma mistura ar-combustível ideal. Consequentemente, haverá a tendência de a mistura ar-combustível ficar mais pobre, gerando redução de potência e hesitações sob aceleração. Haverá mais emoção a cada ultrapassagem.

5.4) Se você quiser continuar comprando gasolina com "apenas" 25% de álcool, você terá de desembolsar mais para comprar a gasolina Premium, que não foi agraciada com essa resolução do governo. Seu litro custa bem acima de R$ 4 na maioria das cidades brasileiras.

5.5) Utilizar essa nova gasolina com 27% de álcool em motores anteriores a 2003 será um risco, pois as peças desses motores não foram fabricadas para suportar esse ataque químico. Lindamente, a ANFAVEA apenas pede que os proprietários desses carros paguem mais de R$4 pelo litro da gasolina Premium.

5.6) Moramos em um país que, se um dono de posto resolver vender gasolina pura, ele será preso por falsificação de combustíveis.

6) Como consequência disso tudo, no Brasil, todo proprietário de veículo de passeio, de um simples Corsa até o Fusion, é obrigado a colocar álcool no seu carro. Trata-se de um dos maiores mercados cativos para um produto do mundo.

Lembrem-se disso sempre que virem reportagens sobre usineiros reclamando que as coisas não vão bem e que precisam de mais dinheiro do BNDES.

7) Uma lei aprovada em janeiro do ano 2000 (Lei nº 9.956/2000) proíbe o funcionamento de bombas automáticas em postos de gasolina. Uma bela forma de iniciar o terceiro milênio, não? Tanto na Europa quanto nos EUA não existem frentistas. No Brasil, o governo tornou essa profissão obrigatória (assim como trocador de ônibus), o que só encarece os custos de se ter um posto de combustível.

Mas pensemos pelo lado positivo: ainda bem que esses gênios não legislavam nos anos 1950. Eles teriam proibido as colheitadeiras em nome da preservação do emprego.

8) A tudo isso acrescente toda a legislação trabalhista, urbanística e ambiental, que impede o surgimento de novos postos de gasolina para aumentar a concorrência, e encarece as operações daqueles já existentes. 

9) Nos EUA, cujo setor petrolífero é dominado por empresas privadas "malvadas e gananciosas", o preço da gasolina caiu e voltou ao mesmo valor nominal de dez anos atrás. Hoje, um litro de gasolina nos EUA está custando, em média, R$ 1,90. Já no Brasil, cujo setor petrolífero é controlado por uma estatal que ama os pobres, o preço da gasolina está hoje no maior valor da história do real, chegando a R$ 4 em algumas localidades.


Sinceramente, qualquer que seja o preço do combustível, trata-se de uma gigantesca fraude. E vamos continuar aceitando.
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Leandro Roque contribuiu para este artigo.

Daniel Marchi é economista graduado pela FEA USP Ribeirão Preto e membro do Instituto Carl Menger, em Brasília.

domingo, fevereiro 15, 2015

Meneghetti, o ladrão.









por Enio Mainardi







Hoje, poucos, pouquíssimos devem lembrar dele: Meneghetti. Ele era o ladrão mais famoso nos tempos de minha infância. O Meneghetti roubava, sim. Mas ele nunca usava revolver. Só abria portas, janelas, levava tranqueiras e sumia. Ele era italiano, imigrante, como meu avô. Dizia-se que ele pulava de telhado em telhado, como que voava. 


Meu nono falava dele com admiração...e quase orgulho. Ô! ô! ô! ô!...o Meneguelli fazia a cabeça da velharada italiana que jogava bocha, scopa, malhas ou o esporte dos aposentados, bilhar, ficando escondidos das patroas dentro da fumaça preta dos cigarros Yolanda, sem filtro, no salão encortinado de verde-sujo. 


Por que me lembro do Meneghetti, que não tinha cadeia que segurasse ele? É que o Meneghetti daquela época se parece muito com o Lula, também ladrão. Famoso, o Lula levou todo mundo na conversa. Ficou rico, meteu a mão...mas tudu mundu, si podia, também metia, que ninguém é bobo. 


O ladrão Lula é o herói dos pobres, dos pau-de-arara que endeusam seu sucesso - que nem o do outro larápio italianado. Tem uma admiração santificada no jeito como eles se embevecem nas palavras roucas e cuspinhantes do seu deus Lula. Que, alem de ser deus, é Robin Hood, aquele que dá bolsa de tudo quanto é jeito para os pobres, com o nosso dinheiro. O povo dos grotões, a caipirada dos do norte-nordeste (e Minas) os que vem para cá, pegam pesado e só conhecem a realidade através da novela das oito, vêem no Lula o seu Líder. 


Concorrente direto dos pastores que pregam a Palavra Do Senhor e colocam a mão na cabeça dos endemoninhados para tirar o Capeta de dentro deles. E tirar a grana, também. Desentranhar o Lula da doidice dessa gente, vai ser mais do que duro. Vai ser quase impossível. A inguinorança prevalece enquanto a corrupção cresce. Mas não tem banho de butique, que traz faceirice para as meninas do Silvio Santos? Então. Banho de escola ia dar o mesmo resultado para tanta gente que vive na sarjeta do conhecimento. Mas falta escola, falta professor, falta verba, falta esgoto, falta comida, falta, falta. 


E enquanto isso, nós, os das zelite é que somos o inimigo, como proclama o prezado. Briga boa, que pode durar muitas batalhas. Mas o Gandhi foi pra cima dos ingleses colonizadores e ganhou. 

O Martin Luther King ganhou dos brancos Ku-Klux-Klan. O Mandela, ganhou a independência da África do Sul. A receita da revolução nunca foi fácil - nem rápida. A claque cleptomaníaca do Lula, por exemplo, foi aderindo à filosofia do “primeiro o meu” por longuíssimos anos, quase que secretamente, as saúvas se mantiveram em grande atividade, armando sem que ninguém tenha se tocado dos seus febricitantes ninhos subterrâneos. 


E o Meneguelli, que aconteceu com ele? Morreu encarcerado, coitado, a mágica dele acabou, sumiu o encantamento. Vai acontecer o mesmo com os Meneguettis destes tempos de Brasil-Novo-Antigo, que ainda não acabou.

sábado, fevereiro 14, 2015

Nosso desembarque na Normandia.


















Nosso desembarque na Normandia.





Vi de madrugada um filme antigo, The Longest Day. Tipo John Waine fazendo um capitão heroico que comanda soldados americanos na invasão da Normandia. Uma patriotada, financiada pelo Departamento de Estado americano em tempos de guerra - muitos tiros, explosões, mortos. O filme mostra que enquanto as forças aliadas vinham para o ataque, lotando mais de mil navios, do lado adversário o oficialato alemão discutia onde teoricamente poderia acontecer o aguardado desembarque. 


E é aí que a coisa pega. Hitler tinha deixado em reserva os seus tanques, sem saber onde realmente aconteceria o impacto da invasão. Só ele poderia dar sinal verde para a mobilização daquela artilharia pesada. Quando os oficiais nas fortificações de praia detectam os inimigos vindo, telefonam pedindo ao estado maior que libere os panzer. Mas os militares, do outro lado da linha se negam a fazer isso, explicando que temiam acordar o fuhrer, ele havia tomado um sonífero. E enquanto Hitler dormia, ia perdendo a guerra. 


Façamos uma comparação. A força de desembarque é o PT. Nós, o povo, somos o estado maior alemão. Os do PT vem na sanha de ganhar espaços, bombardeando com tudo, quase livremente. E o que fazemos nós? Nada, esperamos algum líder despertar. Estamos loucos? Desse jeito, ficando imobilizados, perdemos nosso resto de liberdade, nossa dignidade e até a vida. A guerra, enfim. Vamos acabar como território ocupado. Nossa única chance é reagir, ir para a rua e fazer manifestações, greves, parando tudo. Não esperar mais ninguém, nenhum Salvador Da Pátria. Ele, ou eles, estão demorando demais. 


Chega de esperar as Forças Armadas ou os políticos discurseiros. Temos que tomar a iniciativa, sem medo de black blocs, eles também vão se ferrar. Chegou a hora H de disparar todas as armas que tivermos nas mãos - por enquanto metaforicamente. E os políticos da dita Oposição virão depois para recolher os frutos de nossa revolução, tudo bem, é da natureza deles agir assim. O que acontece hoje na Venezuela é nosso espelho, amanhã. 


Que venham haitianos, guerrilheiros das Farc, forças venezuelanas, “camponeses” do MST, mercenários de todas latitudes e longitudes, toda a bandidalha arregimentada. Vamos soltar os cachorros. Temos que arrancar o PT do poder à força de boticão. Reagir é nosso destino e devemos abraça-lo como a um amigo. O Kissinger disse, certa vez, que metal só se dobra quando quente. Então vamos esquentar o metal da Pátria. E torcer o pescoço do PT, até ele não respirar mais. 
VAMOS PARA A RUA!!!

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Toda vida europeia morreu em Auschwitz.





Por Sebastian Vilar Rodriguez



Eu caminhava pelas ruas em Barcelona, e de repente descobri uma verdade terrível - A Europa morreu em Auschwitz ... Nós matamos seis milhões de judeus e os substituímos por 20 milhões de muçulmanos. 




Em Auschwitz queimamos uma cultura, o pensamento, a criatividade, o talento. Destruímos o povo escolhido, verdadeiramente escolhido, porque eles produziram grandes e maravilhosas pessoas que mudaram o mundo.




A contribuição deste povo é sentida em todas as áreas da vida: ciência, arte, comércio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo. Estas são as pessoas que nós queimamos.




E sob o pretexto da tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos nossas portas para 20 milhões de muçulmanos, que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e pobreza, devido a uma falta de vontade de trabalhar e sustentar suas famílias com orgulho.




Eles têm explodido nossos trens e transformaram nossas belas cidades espanholas em um terceiro mundo, afogando-se em sujeira e crime.




Calados nos apartamentos que recebem livre do governo, eles planejam o assassinato e destruição de seus hospedeiros ingênuos.

E assim, na nossa miséria, trocamos a cultura pelo ódio fanático, a habilidade criativa pela habilidade destrutiva, a inteligência pelo atraso e superstição.




Trocamos a busca da paz dos judeus da Europa e seu talento para um futuro melhor para seus filhos, a sua determinação e apego à vida, porque a vida é sagrada, por aqueles que buscam a morte, por pessoas consumidos pelo desejo de morte para eles próprios e outros, para os nossos filhos e os deles.





Que terrível erro foi cometido pela Europa miserável.


Luiz Carlos Molion desfaz mitos “verdes” sobre causas da seca.




Luiz Carlos Molion desfaz mitos “verdes” sobre causas da seca.

por Luis Dufaur para o Mídia sem Máscara


O professor Luiz Carlos Molion, dispensa apresentação. Ele representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial, é pós-doutor em meteorologia, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, e leciona na Universidade Federal de Alagoas.
Em palestra que ministrou no dia 19 de dezembro aos produtores da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), o climatologista fez uma previsão de chuvas para os próximos anos.
E mais uma vez refutou a hipótese de as mudanças climáticas e o aquecimento global serem frutos da ação agrícola e industrial, segundo divulgou o site da CorreparO renomeado climatologista utilizou dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e mostrou 2014 choveu cerca de 70% da média prevista de 1.400 mm.
Molion defende que a atribuição da seca à ação humana sobre o meio ambiente, especialmente o desmatamento na Amazônia é um mito. “Coisa de ‘ambientalista extremista’”, afirmou. O climatologista desmistificou a importância do desmatamento da Amazônia discorrendo sobre a linha do tempo da metade do século XX até agora, onde foram registrados volumes baixíssimos de chuvas nas décadas de 50 e 60. Segundo Molion, as mesmas tendências se repetem de décadas em décadas.
Em São Paulo, há registros de seca no final do século XIX e no início do século XX, nos anos 30. Por esse motivo, é possível afirmar que não é o homem com suas atividades agrícolas e industriais o responsável pelas grandes mudanças climáticas no planeta. Até mesmo pelo fato de a porção de terra, onde habitamos, representar apenas 29% da massa no planeta, enquanto os oceanos representam 71%. 
A diminuição das chuvas coincide com o período em que o oceano Pacífico esfria ou fica "neutro". Os pluviômetros localizados apontam que há um ciclo de chuvas que dura de 50 a 60 anos.
A cada 25/30 anos chove bem, e nos próximos 25/30 anos chove pouco.
Algumas regiões do país estão passando por um período semelhante ao que houve entre os anos de 1948 e 1976, com menos dias de chuva no ano, e dias mais frios.
Entre os anos de 2015 a 2020, as chuvas estarão abaixo da média de longo prazo, ou seja, a média dos últimos 60 anos.
O que determina as variações climáticas da Terra é justamente a variação cíclica dos oceanos. Esses representam a maior parte da massa do planeta, absorvem bastante luz solar e controlam as chuvas. Quando a temperatura dos oceanos esfria, a atmosfera também esfria, porque é aquecida ou esfriada por baixo. Os oceanos esfriando, evaporam menos água e chove menos. O processo contrário, o aquecimento dos oceanos e em consequência da atmosfera, provoca mais chuvas.
O Pacífico ocupa 33% da superfície da Terra, e por isso exerce grande influência climática nos continentes lindeiros. Quando ele aquece, surge o fenômeno chamado de “El Niño” que traz muitas chuvas para o sul e o sudeste do Brasil. “La Niña” é o processo oposto. Mas, quando o oceano está neutro, não se tem previsão do que pode acontecer. E isso é o que está acontecendo: o Pacífico está neutro desde 2012.
Para analisar as variações climáticas, cerca de 70 boias estão espalhadas pelos mares no mundo todo, e medem as temperaturas das águas em até 1.000 metros de profundidade. Além disso, avançados softwares e computadores também estão dedicados às medições climáticas.
Segundo Molion, o período de chuvas ficará um pouco abaixo da média, e será vantajoso para o café, que não necessita de muita umidade.
Porém, é necessário tomar cuidado com os dias mais secos e frios que estão por vir no meio deste ano.
Tudo isso é bom senso e nada tem a ver com os exageros do aquecimentismo radical, que não pensa na natureza e nos homens, mas tem objetivos ideológicos contrários ao progresso do Brasil e da civilização, observamos nós.

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Com Bendine na Petrobras, Dilma devolveu o país a Lula: e botou o Rei Herodes como presidente do Berçário Nacional.













Notaram que os blogueiros pagos por autarquias federais pararam de bater em Dilma?

É porque Dilma se curvou ao ex-presidente Lula. E nomeou Aldemir Bendine no lugar de Graça Foster, na Petrobras.

Obtido seu objetivo de meter as patas no governo Dilma, Lula ordenou que os blogueiros sub-contratados a peso de ouro parassem de bater em Dilma.

Eu já contei isso aqui:

-Mais zumbis do PT emergem das névoas para fuzilar Dilma (sob encomenda)


Eu não conhecia bem esse estilo de Lula a fundo. Mas aprendi como é seu código de comportamento com seu ex-secretário de Justiça, Romeu Tuma Jr: cujo livro sobre Lula e o PT é recomendado nos EUA pelo órgão que ontem detonou a lavagem no HSBC:

-TOP NEW ICIJ INVESTIGATIVE BOOKS



Bendine é funcionário de carreira do BB. Entrou como estagiário e assumiu a presidência da instituição em abril de 2009. Seu ex-motorista Sebastião Ferreira, que também trabalhou na campanha de Lula, afirmou ao Ministério Público Federal que fez “n” pagamentos em dinheiro vivo a pedido do patrão.

Em junho de 2014 Ferreirinha prestou depoimento à procuradora da República Karen Kahn, da 2ª Vara Criminal. Disse que, por ordem do então presidente do BB, fazia pagamentos em lojas e transportava valores em dinheiro vivo no carro que dirigia. A procuradora Karen abriu um procedimento investigatório criminal, PIC 140/2014.

Além de amigo pessoal do ex-presidente Lula, ‘Dida’, como Bendine é conhecido, também é bem próximo do ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho (PT), e do ex-ministro Guido Mantega.

Ou seja: é DNA puro do PT aparalhador do estado com trambiques e sinecuras

Com quase 40 anos de carreira dentro do BB, Bendine ingressou no Banco do Brasil como menor estagiário em 1978. Sob Lula, aliado a Mantega, coube a ele fomenter o consumo no Brasil.

Bendine é um dos maiores teleguiados de Lula.

Lula obteve o que queria de Dilma: um pau mandado sob sua tutela segurando a peruca da roubalheira na Petrobras.

Lula voltou a mandar no Brasil. Mas as pessoas quebram a cidade pelo aumento da passagem de ônibus…Já falei sobre isso:


-Quebra-se tudo por 50 centavos mas não pelos bilhões da Petrobras


Hummm: diz algo sobre o atual estado de coisas, não?

A mídia verbera que Dilma se isolou. Claro: não quer tornar público seu olhar de pônei constipado barra bezerro órfão, por ter prestado continência a Lula. Dilma perdeu a chance de ser independente. Lula voltou com a língua afiada: aliás, com as duas pontas da língua afiadas…

Confira o documento abaixo:

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º , DE 2014

(Do Sr. Rubens Bueno)

Requer esclarecimentos ao Ministro de Estado da Fazenda sobre denúncias acerca do transporte de grandes somas de dinheiro por parte de subordinado do Presidente do Banco do Brasil, Senhor Aldemir Bendine.

Senhor Presidente,

Requeiro a Vossa Excelência, com base no § 2º do art. 50 da Constituição Federal e na forma do artigo 115, inciso I e art. 116 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que seja encaminhado pedido de informações, por meio da Mesa Diretora desta Casa, ao Ministro de Estado da Fazenda, Senhor Guido Mantega, sobre denúncias apresentadas junto ao Ministério Público Federal que gerou abertura de procedimento de investigação contra o Presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine por suspeita de lavagem de dinheiro, nos seguintes termos:

A) O Ministério da Fazenda tomou ciência da abertura desse procedimento de investigação levado a cabo pelo Ministério Público Federal?

B) O Ministério da Fazenda tomou alguma providência ou medida administrativa diante desses fatos?

C) O Ministério da Fazenda tomou alguma medida diante da aparente incompatibilidade na evolução patrimonial com os rendimentos auferidos pelo Presidente do Banco do Brasil, senhor Aldemir Beldine e que teria gerado o pagamento de R$ 122.000,00 por parte deste à Receita Federal?

JUSTIFICATIVA

A imprensa noticiou neste fim de semana que o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) confirmou que Sebastião Ferreira da Silva, ex-motorista do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, prestou depoimento à procuradora Karen Kahn no último mês de junho. A partir das denúncias do ex-motorista — que diz ter realizado diversos pagamentos a pedido do presidente do BB, além de ter visto o próprio Bendini carregando sacolas de dinheiro para encontros com empresários —, o MPF instaurou um procedimento investigatório, que está em curso.

Não é a primeira conduta suspeita que vem a tona envolvendo o nome do atual Presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Soubemos pela imprensa que ele teve que pagar R$ 122.000,00 à Receita Federal por incompatibilidade nas despesas e receitas na sua declaração de renda. No que se refere às acusações do ex-motorista, a investigação está sendo realizada pelo MPF que está apurando indícios de lavagem de dinheiro, cruzando informações da Receita Federal e de instituições financeiras.

Diante da gravidade das denúncias, esperamos que o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil deem os devidos esclarecimentos para que essa instituição centenária continuar a prestar os relevantes serviços à sociedade brasileira.

Sala das Sessões, setembro de 2014.

Deputado RUBENS BUENO

PPS/PR

terça-feira, fevereiro 10, 2015

O maior roubo do mundo.

por Enio Mainardi (no facebook)



Não consigo imaginar 100 bilhões. Nem em reais nem em dólares. É dinheiro demais. 
Calcula-se que o rombo causado pelos ladrões do PT chegou a até mais do que isso. Quantos trilhões? E quando abrirem as contas do BNDES? E as dos institutos de previdência tipo Previ? Dos sindicatos? Subirá o número do prejuízo até que limite? Um jeito para entender essa enormidade de recursos roubados é calcular quanto do PIB brasileiro foi dilapidado. 5%, talvez, de tudo quanto foi produzido no Brasil durante um ano inteiro? Ou 10%? 

Tem outro ângulo. Os bandidos de colarinho branco denunciados no Lavajato, por exemplo, quantos brasileiros e brasileirinhos ele assassinaram? Crianças sem comida, sem escola, doentes jogados em hospitais tipo Uganda, obras de saneamento básico sem recursos e daí afora? Corrupção total? Então não se trata só de simples assalto às contas públicas. Mas crime hediondo. 

Teve um jornalistazinho vagabundo, comprado pelo PT, que esta semana reclamou das péssimas condições carcerárias impostas à bandidagem petista recolhida na Polícia Federal. Meu Deus, Sacrossanta Virgem, os coitados estariam sofrendo na cadeia a mesma tortura imposta aos terroristas muçulmanos em Guantánamo!!! E essa tortura seria para forçar os delinquentes a aceitar a delação premiada!!! Então...Guantánamo? Era uma boa. Enfiar a cara dos canalhas em balde de água até o “terrorista” desmaiar sem fôlego. Não permitir que ele durma. Lavar a cela deles com jatos de mangueira, os caras lá dentro. Servir o lixo que os presos “normais” costumam ter. Obrigá-los a comer de cócoras perto do “boi”, um buraco no chão onde cinco, seis presos cagam e de onde saem baratas pretas. Proibir qualquer contato externo. Sem jornais, livros, nada. Ora, Guantánamo? Esse jornalistazinho, um anão moral - além de ser fisicamente um pequeno escroto - pondera que os presos pelo Lavajato, afinal, ocuparam altos cargos, são gente importante. Cidadãos probos, enfim, que deram um mau passo. Digo eu: então sabiam perfeitamente a extensão do mal que faziam, certo? Sua pena deveria portanto levar em conta o dolo com que saquearam este miserável, este infeliz Brasil. O fuzilamento seria um favor que a Justiça lhes estaria fazendo. 

Mas... tem a delação premiada. Não dá para ser contra, pois a delação funcionou na Itália para botar chefes e chefetes da Máfia em cana. Nos Estados Unidos, igual. Esse recurso judicial empurra os bandidos a jantarem uns aos outros, numa carnificina antropofágica. E cada delator tem seu prêmio: um percentual sobre o dinheiro recuperado e um limite de anos que vai puxar cadeia. Pagando suas penas em celas sem o “boi", lógico.

Mas me sobram dúvidas. O dinheiro que vai ser recuperado, voltará ao Tesouro Nacional? A Dilma, com essa grana alta nas mãos, faria mais “investimentos” na Nicarágua sandinista? Na África dos ditadores corruptos? Na Venezuela, onde a democracia já dançou e o exército tem ordem de abrir fogo contra manifestantes? Nos grandes empreendimentos "acertados" com construtoras, que rendem gordas comissões aos corruptos? As fortunas resgatadas da bandidagem petista, na verdade, precisariam ser protegidas, indo para uma conta à parte, em separado, longe da corrupção desse governo que ainda não foi totalmente alcançado pela Justiça. 

Outra dúvida: a delação premiada vai valer para o Lula, a Dilma - se e quando apanhados? Essa é uma situação até previsível. Isso se...se o partido não der um golpe antes, acabando com a vida civil ainda não contaminada, não aparelhada pelo câncer que se espalha direto por todos os andares, salas e porões do Estado. O Lula seria o Grande Prêmio nessa loteria de delação. Imagino sua figura mefistofélica, que já antes praticou a traição aos cumpanhêro, conforme denunciado por quem estava lá no Dops, como o Romeu Tuma viu acontecer. O cappo, abrindo o bico, certamente desmancharia toda a teia de aranha que tem ele no centro. Nem o STF, então, poderia segurar as pontas - se o Lula delatasse. A família dele, nessa altura, já estaria na Itália, como disse sua senhora, precavida, que tirou passaporte italiano para um caso de emergência. Tá aí a emergência, dona. Leva junto o Lulinha. Fantasia, essa de imaginar que o edifício petista vai ruir logo-logo aos pedaços? Não. O povo, já se tocou. Só uns 20% das pessoas ainda acredita que a Dilma não sabia dos escândalos. Ela sabia, foi desonesta. E poderá confessar isso na delação premiada. Se não fugir antes para Cuba, indo deitar-se na cama do cadáver Fidel.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Apertem os cintos: Ahmadinejad quer voltar.












por Osias Wurman do Rua Judaica






O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, lançou seu site oficial, em um possível retorno à cena política, um ano antes das eleições legislativas.

O site Ahmadinejad.ir , mostra Ahmadinejad com um grande sorriso e o slogan: "Nós viremos em breve", foi lançado ao mesmo tempo que uma página do Google+ do ex-presidente e uma conta no Instagram.

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O conservador de linha dura tem ficado longe dos olhos do público desde que o seu mandato terminou, em junho de 2013, e a eleição de Hassan Rouhani, o seu sucessor moderado como presidente da república islâmica.

A reputação de Ahmadinejad levou um golpe quando no início deste mês, Mohammed Reza Rahimi, vice-presidente do Irã pela primeira vez sob Ahmadinejad, foi condenado há duas semanas, a cinco anos de prisão e multado.

Apontado por Ahmadinejad depois de uma vitória controversa na eleição em 2009, Rahimi é o oficial mais graduado a ter sido condenado.

Veredicto da Suprema Corte veio depois de um julgamento de longa duração sobre o que a mídia iraniana disse que eram acusações de corrupção.

Description: AFP



IRNA, a agência oficial de notícias, disse que a decisão era definitiva e Rahimi, de 66 anos, serviria cinco anos e 91 dias de prisão e seria multado em 10 mil milhões de rials (cerca de US$ 364.000).

Ele afirmou que seus crimes não aconteceram, mas observou que um tribunal anterior o havia condenado a 15 anos de prisão.

Rahimi também foi condenada a pagar 28,5 bilhões de rials como restituição, mas o relatório não disse a quem.

O Judiciário do Irã havia dito anteriormente que não poderia revelar os detalhes do caso do Rahimi porque o veredicto não era final, mas a IRNA novamente não deu detalhes sobre seus crimes, observando apenas a frase "agora deve ser executada."

Os legisladores acusaram Rahimi em um esquema de desvio de fundos. Ele foi interrogado por funcionários judiciais antes de ser colocado em liberdade, sob fiança, em dezembro de 2013.

Rouhani advertiu nos últimos meses que a corrupção representa uma ameaça para o Irã, e ele contrariou poderosos monopólios que controlam a economia.




A República Islâmica é considerada um dos lugares mais corruptos do mundo. Foi classificada em 136º entre 175 países no índice de corrupção da Transparência Internacional, em 2014.

As principais áreas onde a corrupção prospera no Irã incluem o pagamento de subornos para facilitar o comércio de um país onde as instituições do Estado, como o militar, exerce controle em empresas que vão desde as telecomunicações às vendas de petróleo.

Desde que o governo de Rouhani assumiu o cargo, em agosto de 2013, vários casos de propinas envolvendo proeminentes figuras vieram à luz.


domingo, fevereiro 08, 2015

Uma teoria simples sobre a corrupção.















Uma teoria simples sobre a corrupção.
por Hans F. Sennholz (*)






Por que há essa percepção generalizada de que políticos são corruptos? Qual exatamente é o arranjo que gera incentivos para que eles sejam corruptos? Existe realmente uma maneira de ser diferente?

O intuito aqui é estabelecer uma teoria muito simples sobre a corrupção. 

O poder do estado — e, por conseguinte, o poder daqueles que detêm cargos de poder dentro da máquina estatal — é o poder de pilhar, usurpar e dar ordens. Quem detém o poder estatal detém a capacidade de se locupletar. A capacidade de se locupletar estando dentro da máquina estatal é a definição precípua de corrupção. A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.

A teoria por trás destas conexões é simples. 

Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de leis. E o monopólio da criação de leis gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei ou regulamentação que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.

Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedor acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.

Grupos de interesse — por exemplo, grandes empresas, empreiteiras ou empresários com boas ligações políticas — ansiosos por adquirir vantagens que não conseguem obter no livre mercado irão procurar determinados políticos e fazer lobby para "convencê-los" a aprovar uma determinada legislação que lhes seja benéfica, ou para pressionar que sua empresa (ou empreiteira) seja a escolhida para uma obra pública.

A legislação pode ser desde a imposição de tarifas de importação até a criação de agências reguladoras que irão cartelizar o mercado e impedir a entrada de novos concorrentes. Pode também ser uma mera emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra pública. Mas há um problema: se esses legisladores não cobrarem um preço pelo seu voto favorável — isto é, se o custo para se fazer lobby for zero —, então a demanda por legislações específicas será infinita. Igualmente, se os políticos no comando de estatais não cobrarem um preço das empreiteiras escolhidas para fazer as obras públicas, a demanda por obras públicas da parte das empreiteiras também será infinita.

Sendo assim, os legisladores terão de cobrar caro pelo seu voto com o intuito de estabelecer parâmetros para os espertalhões que estão brigando pelo seu voto favorável; e os políticos no comando de estatais terão de cobrar um preço alto para fraudar o processo de licitação em prol de uma determinada empreiteira.

Para ambos os casos, o preço inclui contribuições de campanha, dinheiro em contas no exterior, favores corporativos, publicidade favorável, e vários outros. Suborno e propina são apenas as formas mais cruas desse leilão.

[Nota do IMB: no atual escândalo da Petrobras, o dinheiro saía do caixa da estatal, pagava obras superfaturadas e, o que restava, voltava para o bolso dos políticos que estavam no comando da empresa na forma de propina paga por empreiteiros. O esquema foi detalhado neste artigo.

Em todos esses casos, o dinheiro público estará sendo desviado e desperdiçado, seja em obras superfaturadas, seja na criação de burocracias desnecessárias e que irão apenas encarecer os preços dos bens e serviços e reduzir sua qualidade. E quanto maior o volume de dinheiro público desviado, maior é a fatia que acaba indo parar no bolso desses próprios políticos.

O fato é que o voto destes políticos em prol da criação destas legislações anti-mercado ou destas emendas orçamentárias, bem como o fato de políticos comandarem estatais e escolherem as empreiteiras que farão suas obras, são um bem econômico para essas empresas. 


O resultado final é uma corrupção endêmica que não pode ser eliminada. E ela será tanto maior quanto maior for o tamanho e o escopo do estado. Não existe algo como um governo limpo e transparente.

Senadores, deputados e burocratas reguladores — todos estão, de uma forma ou de outra, propensos a esta atitude. Mesmo um político ou burocrata que seja genuinamente honesto pode ser acusado de conivência, pois não irá denunciar seus colegas.

Roubo e corrupção perpassam o governo em todas as suas atitudes e medidas. Todas as atitudes e medidas do governo sempre envolvem mentiras, injustiças, malversações, delitos, propinas, subornos, favorecimentos, fraudes, deturpações, negociatas, emendas favoráveis e exploração. E essas são apenas as coisas publicáveis.

A corrupção, aliás, já começa pela linguagem. "Contribuições de campanha" ou "doações" são apenas um eufemismo para 'propina'. Quem dá dinheiro a políticos o faz ou porque acredita no que eles dizem defender ou porque espera influenciar seus votos legislativos. Tais pessoas sempre esperam ganhar algo que necessariamente virá à custa de outros. Políticos que recebem contribuições de campanha se tornam meros porta-vozes dos interesses de seus financiadores. O dinheiro irá ajudar o candidato a criar uma coalizão que poderá usar o poder do estado em benefício de um determinado grupo de interesse sem sofrer nenhuma resistência excessiva. Afinal, trata-se de um roubo legalizado. 

A grande arte da política está em conseguir, simultaneamente, aplausos dos favorecidos e apoio dos que estão sendo roubados.

O político gerencia um esquema de extorsão semelhante ao da máfia. Seu salário é pago pelas vítimas, ou seja, pelos pagadores de impostos que não têm voz ativa. Seus "complementos salariais" — o chamado "por fora" — são pagos por grupos de interesse, o que fará com que ele espolie ainda mais os pagadores de impostos. Tudo é feito com grande astúcia, sendo a função do político convencer as vítimas de que elas não estão sendo espoliadas. Isso ele sempre consegue. O político é, acima de tudo, um falso. 

Corrupção sistemática — não apenas a corrupção que envolve meios financeiros, mas também a corrupção da linguagem e das atitudes — necessariamente acompanha um governo. Qualquer governo. E a corrupção é endêmica porque a política é a arte da ladroagem. 

Quando eleito, um político irá se esforçar para garantir seus interesses e os interesses de seus financiadores da melhor forma possível. Para que mais serve um governo? Governo é roubo. Governo é corrupção.



Nota do IMB: O artigo acima foi ligeiramente modificado para se adaptar à realidade brasileira, que é mais criativa que a do resto do mundo.

(*)Hans F. Sennholz (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos. Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou. Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997. Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.

Tradução de Leandro Roque

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Quando a moeda morre, a moral e a decência morrem juntas.




Quando a moeda morre, a moral e a decência morrem juntas.
por Douglas French, quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

para o Instituto Ludwig Von Mises Brasil






Segundo o The New York Times, a atual crise de escassez e racionamento enfrentada pela Venezuela é causada pela queda no preço do petróleo. A verdade, no entanto, é que a furiosa hiperinflação que assola o país desde 2013 já havia esvaziado as prateleiras dos supermercados de Caracas bem antes de o preço do petróleo ter caído à metade.

Atualmente, com uma moeda inconversível e que ninguém quer portar, com uma inflação de preços estimada em 194% ao ano, e com rígidos controles de preços, toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi colocada sob supervisão militar.




Segundo a matéria de capa do Times, a venezuelana Mary Noriega, assistente de laboratório, tem de ficar na fila junto a 1.500 outros venezuelanos para conseguir comprar comida "enquanto soldados armados pedem as carteiras de identidade para se certificarem de que ninguém está comprando itens básicos mais de uma vez na mesma semana". A senhora Noriega está tendo de fazer escambo com seus vizinhos para conseguir colocar comida na mesa.

Quando a moeda morre

Em um épico miniconto de Thomas Mann intitulado "Disorder and Early Sorrow" (Desordem e Dor Precoce), no qual ele descreve como era a vida na República de Weimar, na Alemanha, então sob uma das maiores hiperinflações da história, a dona de casa, Frau Cornelius, fazia algo similar ao que os venezuelanos fazem hoje para colocar comida na mesa:
O chão está continuamente vacilando sob seus pés, e tudo parece estar de cabeça para baixo. Ela só pensa na sua tarefa mais crucial do dia: os ovos, eles têm de ser comprados hoje, e agora. Cada ovo está custando seis mil marcos, e há uma quantia racionada que só pode ser adquirida neste dia da semana na mercearia que fica a quinze minutos de sua casa.


Fazendo uma análise econômica dessa história de Mann, este artigo mostra como uma intervenção governamental na economia imediatamente leva a outras intervenções. Tendo gerado escassez no mercado com suas políticas inflacionárias, as autoridades alemãs criaram novas regulações para tentar corrigir a irracionalidade que eles próprios haviam criado. O roteiro é sempre o mesmo, em todos os países: o governo cria intervenções que geram consequências inesperadas, e decide então recorrer a intervenções ainda mais violentas para "sanar" as consequências não previstas das intervenções anteriores.

Não é difícil de entender por que os alemães de hoje são tão avessos a qualquer tipo de política monetária que tenha semelhanças com uma política hiperinflacionária. A revista britânica The Economist disse jocosamente que os alemães sofrem de "fobia" em relação à hiperinflação. 

É claro. Quando um alemão se lembra de como a taxa de câmbio do marco pulou de 4,2 marcos por dólar em 1914 para 4,2 trilhões de marcos por dólar em novembro de 1923; quando ele se lembra que, em meados de 1922, um pão custava 428 milhões de marcos; e que, em novembro de 1923, um ovo custava 500 bilhões de marcos, as memórias obviamente não podem ser boas. 

[Nota do IMB: a hiperinflação vivenciada pelo Brasil no período 1980-1994 foi atenuada pelo fato de que, além do mecanismo da correção monetária (uma invenção brasileira), a classe média e a classe alta tinham acesso ao sistema bancário e utilizavam suas aplicações (como as aplicações no overnight) para se proteger da hiperinflação. Essas duas coisas não existiam na Alemanha da década de 1920. Houve muita escassez e racionamento no Brasil, mas não houve uma completa chacina da classe média, como houve na Alemanha].

No conto de Mann, com toda essa destruição monetária como pano de fundo, as pessoas tiveram de aprender na marra a como lidar com isso.

Nenhuma família podia comprar mais de cinco ovos por semana. Sendo assim, as pessoas de uma mesma família entravam nas mercearias sozinhas, uma após a outra, utilizando 
nomes falsos. Desse modo, elas conseguiam vinte ovos para a família Cornelius.

Em um assustador caso de vida imitando a arte que imitou a vida, o povo venezuelano está hoje enfrentando os mesmos obstáculos para comprar detergente, óleo vegetal e farinha (todos estes itens sujeitos a um rígido racionamento do governo). Segundo a reportagem do Times:


Todas as compras feitas pelos venezuelanos são computadas em um sistema de dados para garantir que cada consumidor não tente comprar os mesmos produtos racionados em um período menor do que sete dias.

Soldados patrulham as filas fora dos supermercados, policiais da guarda bolivariana ficam dentro dos supermercados, e funcionários públicos conferem as carteiras de identidade à procura de falsificações que poderiam ser utilizadas para driblar o sistema de racionamento. Procuram também por imigrantes com visto expirado. Um funcionário público da imigração grita alertando que transgressores serão presos.

Em Caracas, o governo não será facilmente enganado. Embora racionamento, escassez e longas filas já fossem uma rotina na Venezuela, a queda no preço do petróleo intensificou o processo. Segundo o Times:

O governo enviou tropas para patrulhar as enormes filas que se estendem por várias quadras. Alguns estados proibiram as pessoas de esperaram fora dos supermercados ao longo das madrugadas, e funcionários do governo estão de prontidão perto das portas de entrada e saída, prontos para prender qualquer um que tenta driblar o sistema de racionamento.




O sistema de saúde sofreu um profundo baque. O suprimento de remédios está simplesmente acabando. Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias. Em uma clínica privada, um cirurgião conseguiu manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguiu contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano soubesse, remédios essenciais.

Thomas Mann relatou quão rapidamente o dinheiro perdia valor na República de Weimar:

Antes de os filhos chegarem, Frau Cornelius tem de pegar sua cesta de compras, sua bicicleta e ir correndo à cidade para tentar trocar seu dinheiro por qualquer quantidade de bens possível. Caso não faça isso, o dinheiro que está em sua mão irá simplesmente perder todo o seu poder de compra ao longo do dia, e não lhe permitirá adquirir nada no dia seguinte.

O The New York Times tem um fotógrafo em Caracas, e essa foto vale por mil palavras:








"As coisas irão piorar bastante porque é o petróleo o que mantém a Venezuela funcionando", disse Luis Castro, enfermeiro de 42 anos de idade, enquanto esperava na fila de um supermercado com centenas de outros venezuelanos. "Já estamos nos acostumando a enfrentar filas diariamente", disse ele, "e quando você se acostuma com algo, se contenta com qualquer migalha que lhe é oferecida".

Ao passo que a maioria das pessoas são arruinadas pela hiperinflação, há algumas que fazem fortunas. Em seus slides, o Times mostra um especulador com a mão lotada de dinheiro em Caracas vendendo, no mercado negro, sabonete, manteiga e óleo de cozinha.







Em seu livro The Downfall of Money:Germany's Hyperinflation and the Destruction of the Middle Class, Frederick Taylor escreve que "pessoas com renda média e sem nenhum acesso a produtos agrícolas ou a moeda estrangeira foram forçadas a aprender a caçar e a ficar em filas por comida — tanto porque sua renda frequentemente não era o suficiente para comprar o que queriam em um determinado dia, como também porque havia, à medida que a hiperinflação se intensificava, uma genuína escassez de comida."


Já os agricultores simplesmente não queriam trocar seus alimentos por inúteis pedaços de papel que não tinham nenhum valor. "Naquilo que rapidamente estava regredindo para voltar a ser uma economia baseada no escambo, os mais espertos, para não dizer desonestos, chegavam rapidamente ao topo da cadeia darwiniana", escreveu Taylor. "Nas áreas rurais, os médicos exigiam dos fazendeiros que os procurassem pagamento em comida".


Os trabalhadores começaram a ser pagos diariamente, e os homens, tão logo recebessem seus salários, iam correndo com suas mulheres comprar qualquer coisa que conseguissem. Após comprar os itens essenciais, eles corriam até um banco para comprar qualquer moeda forte que ainda restasse. O número de bancos aumentou substantivamente para lidar com esse novo negócio. Em 1921, 67 novos bancos foram abertos. Em 1922, mais 92. E mais 401 surgiram em 1923-24. O número de funcionários de banco quadruplicou nesse período. O Deutsche Bank tinha 15 filiais em 1923. De anos depois, já eram 242.


Não foi a pujança da atividade econômica que criou a necessidade desses novos bancos. "Os bancos estavam sobrecarregados de ordens para comprar e vender ações e moedas estrangeiras. E os cidadãos comuns, em número cada vez maior, se tornavam especuladores da bolsa".


"O colapso da moeda e o colapso da moralidade se tornaram idênticos", escreve Taylor. Não eram apenas as prostitutas que vendiam seus corpos. "As recém-desprovidas filhas da classe média educada (em alguns casos, filhos também), que agora estavam no mercado do sexo pago, estavam inteiramente disponíveis a qualquer preço — preferivelmente em troca de cigarros, metais preciosos ou moeda forte em vez de marcos de papel."


Com a inflação tendo destruído toda a poupança da classe média, as moças jovens simplesmente não tinham nenhum dote a ser oferecido a pretensos futuros maridos. "Quando a moeda perde totalmente seu valor", escreveu uma mulher, "ela destrói todo o sistema burguês baseado no matrimônio, de modo que destrói também toda a ideia de se manter casta até o casamento".


Taylor cita uma história relatada pelo escritor russo Ilya Ehrenburg sobre uma noite que ele passou com alguns amigos em Berlim. Segundo Ilya, eles terminaram a noite visitando uma família alemã em um "apartamento burguês perfeitamente respeitável". Foi-lhes oferecido limonada com um pouco de álcool e


Então as duas filhas que estavam na casa entraram na sala, totalmente nuas, e começaram a dançar. A mãe olhava esperançosa para as visitas estrangeiras: talvez suas filhas fossem do agrado das visitas, e talvez as visitas pagassem bem — em dólares, obviamente. "E é isso o que chamamos de vida", suspirou a mãe. "Na verdade, é pura e simplesmente o fim do mundo".




Tendo conhecimento de algumas dessas histórias, e olhando a corrupção moral a que foi submetida a Alemanha, não é de todo incompreensível entender fenômenos como a ascensão de Hitler. E também não é incompreensível por que os alemães de hoje não são muito tolerantes com seus vizinhos europeus que defendem políticas inflacionárias.

Países como a Venezuela e, em menor grau, Rússia e Argentina, estão em caminhos perigosos no que tange às suas moedas. Eles deveriam ler um pouco da história da Alemanha.


(*)Douglas French é o diretor do Ludwig von Mises Institute do Canadá. Já foi o presidente do Mises Institute americano, editor sênior do Laissez Faire Club, e autor do livro Early Speculative Bubbles & Increases in the Money Supply. Doutorou-se em economia na Universidade de Las Vegas sob a orientação de Murray Rothbard e tendo Hans-Hermann Hoppe em sua banca de avaliação.

domingo, fevereiro 01, 2015

A Presidente deveria renunciar e confessar seus crimes.











O ex-presidente (31/01/61 a 25/08/61) Jânio Quadros é autor de frase que revela, sem qualquer retoque, o apego exercido pelos chamados homens públicos do Brasil aos postos que vêm sempre se ampliando ao longo de nossa história republicana: “-No Brasil não se renuncia a nenhum cargo, nem mesmo ao de guarda da esquina”. E sua então excelência estava coberto de razão. Ele próprio só renunciou ao de presidente da República, devido a um delírio causado por carraspana mal assimilada.


Isso deve ser lembrado, no instante em que atravessamos uma das mais sérias crises ambientais vividas pelo planeta (isso acontece a cada 11 mil e 500 anos), era glacial que irá secar rios, promover erupções vulcânicas (já estão acontecendo aos milhares, no solo submarino), tempestades e terremotos, quando iremos precisar de profissionais que consigam oferecer seus conselhos e entendimento, na busca de salvação de alguns dedos, já que os anéis irão se corroer possivelmente todos.


Temos, hoje, na Presidência da República, pessoa completamente despreparada, semialfabetizada, inculta, e que muito mal ainda irá nos causar, especialmente em função da imposição de vontades produzidas por partido político que é a mais elaborada agremiação de bandidos irrecuperáveis, mentirosos e assaltantes dos cofres públicos em qualquer tempo e em qualquer levantamento histórico que se faça. O PT já deixou de ser um caso de polícia para ser uma questão de vida ou morte de um povo.


Os administradores do Brasil sempre foram assim: apenas aprimoraram o potencial maligno capaz de arruinar qualquer esforço no sentido de se formar uma nação ou de se fortalecer uma instituição. Não somos uma nação. Somos um amontoado de pessoas sem rumo ou noção. Pessoas impotentes na ignorância quase absoluta de chamada classe política cuja esquerda, dita “progressista”, ainda vive de louvar ditaduras como a cubana e assassinos cruéis e covardes como Guevara e Fidel Castro.


O próprio alinhamento externo de nosso país, ao longo de 12 anos de bandidagem e roubalheira do PT, atestam isso. Basta verificar os discursos de um outro presidente alcoólatra (este, analfabeto e sem o charme do maluco Jânio Quadros), Lula da Silva, que apoiou as loucuras do então presidente iraniano, Mahmoud Amehdinejad e chamava o então presidente da Líbia, Muamar Kadhaffi de “irmão” (antes deste último ser empalado e morto da mesma forma que costumava fazer com adversários).


Na miríade de partidos políticos de fancaria, temos um, o PcdoB, que dia desses estava emitindo nota em que defendia posicionamento do sanguinário tirano da Coreia do Norte, Kim Jong-Il. Nossos comunistas são contra o capitalismo e possíveis vantagens que o sistema possa oferecer, mas não deixam de cruzar os céus do planeta, acima e abaixo, montados em jatos modernos (produzidos pelo imperialismo), nem de utilizarem notebooks, computadores de última geração e modernos apetrechos.


O Brasil não tem planejamento para nada, apesar de exibir vistoso Ministério com esse nome em que simulações parecem conduzir a tal finalidade. Trata-se, na realidade, de órgão em que o que de mais produtivo se sobressai é a utilização de cartão corporativo criado na gestão FHC. Com o cartão são feitos saques, compras sem nenhum vínculo com o órgão, desvios de dinheiro público, porque ele foi criado para isso mesmo: para encher legalmente bolsos, sacolas e pastas dos que nos roubam tudo.



Mas o pior de tudo é ver o descontrole e despreparo da presidente da República. Flagrada como cúmplice na roubalheira da Petrobras (ainda faltam apurar BNDES e sabe-se lá que órgãos mais onde a roubalheira é prática comum), nessa sangria moral sem fim onde os autores dispõem de infindáveis recursos jurídicos que os livram da prisão até que tudo seja esquecido. O melhor que Dilma poderia fazer seria renunciar. "


Publicado no perfil do Facebook  de Solange Frota