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terça-feira, novembro 06, 2018

Por que devemos tratar a foice e o martelo da mesma maneira que tratamos a suástica









por Richard Mason, 

➤    Duas ideologias igualmente sanguinárias não devem ser tratadas de maneiras radicalmente distintas


Se você pedir a um cidadão comum para pensar nos dois extremos do espectro político, são grandes as chances de que ele irá imediatamente visualizar, de um lado, a suástica e, do outro, a foice e o martelo.

Independentemente de quais sejam suas visões acerca do paradigma esquerda-direita, ou mesmo se ele acredita na teoria da ferradura, este indivíduo (corretamente) irá pensar no fascismo e no comunismo como sendo as duas ideologias típicas dos extremos.

No entanto, e curiosamente, a rejeição a ambos os símbolos não é a mesma.

Ao verem a suástica, as pessoas imediatamente são remetidas aos horrores do regime nazista, com suas perseguições étnicas e seus homicídios sistematizados, e corretamente sentem uma total repulsa. Em vários países europeus, com efeito, ostentar publicamente uma suástica é crime. Dado que os nazistas foram responsáveis pela chacina de cerca de 20 milhões de pessoas, todos nós entendemos quão abominável é esta ideologia e corretamente a tratamos com desrespeito e repugnância.

Porém, como estas mesmas pessoas reagem ao símbolo da foice e do martelo? Em várias ocasiões, há aceitação. Na maioria das vezes, há apenas indiferença. O que leva à inevitável pergunta: por que a ideologia responsável diretamente por centenas de milhões de mortes não recebe o mesmo tratamento que a ideologia nazista?

➤    Um histórico vermelho de sangue

Os atos inomináveis de Adolf Hitler empalidecem em comparação aos horrores cometidos pelos comunistas na antiga URSS, na República Popular da China e no Camboja, apenas para ficar entre os principais.

Entre 1917 e 1987, Vladimir Lênin, Josef Stalin e seus sucessores assassinaram 62 milhões de pessoas do seu próprio povo. O ponto de partida foi a Ucrânia, onde, de acordo com o historiador Robert Conquest, o regime comunista foi o responsável direto por 14,5 milhões de mortes.

Já entre 1949 e 1987, o comunismo da China, liderado por Mao Tsé-Tung e seus sucessores, assassinou ou de alguma maneira foi o responsável pela morte de 76 milhões de chineses (há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais. Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais.)

O próprio Mao Tsé-Tung famosamente se gaba de ter "enterrado vivos 46.000 intelectuais", o que significa que ele os enviou para campos de concentração, onde ficariam calados e morreriam de fome.

No Camboja, o Khmer Vermelho exterminou aproximadamente 3 milhões de cambojanos, em uma população de 8 milhões. Este radical movimento comunista comandado por Pol Pot chegou ao ponto de ter como alvo qualquer pessoa que usasse óculos. Crianças eram assassinadas a baionetas.

No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Destes, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.

Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que as duas grandes guerras mundiais do século XX, mais as Guerras da Coréia e do Vietnã, mataram aproximadamente 85 milhões de civis. Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal que as principais guerras do século XX combinadas.

➤    Os aliados

Ou seja, não é exatamente por falta de conhecimento. Afinal, assim como o Holocausto, os gulags da União Soviética, o Holodomor, os campos de extermínio do Camboja e a Revolução Cultural da China também são bastante conhecidos.

E, ainda assim, vários intelectuais, jornalistas e membros do meio acadêmico seguem orgulhosamente defendendo — e até mesmo fomentando abertamente — idéias comunistas. No Reino Unido, há jornalistas que abertamente apóiam o comunismo. Estátuas de Karl Marx foram erigidas por ocasião de seu 200º aniversário. Mesmo nos EUA, que sempre foi um dos países mais anti-comunistas da história, há hoje uma estátua de Vladimir Lênin na cidade de Seattle.

Tornou-se aceitável em quase todos os países do mundo (exceto na Polônia, na Geórgia, na Hungria, na Letônia, na Lituânia, na Moldávia e na Ucrânia) marchar sob a bandeira vermelha da ex-URSS, estampada com a foice e o martelo.

Para completar, Mao Tse-Tung é amplamente admirado por acadêmicos e esquerdistas de vários países, os quais cantam louvores a Mao enquanto leem seu livrinho vermelho, "Citações do Presidente Mao Tse-Tung".

[N. do E.: no Brasil, o PCdoB, que recentemente disputou a presidência da república como vice na chapa do PT, é historicamente maoísta].

Seja na comunidade acadêmica, na elite midiática, na elite cultural e artística, em militantes de partidos políticos, em agremiações estudantis, em movimentos ambientalistas etc., o fato é que há uma grande tolerância para com as ideias comunistas/socialistas — um sistema (de governo) que causou mais mortes e miséria humana do que todos os outros sistemas combinados.

Logo, por que exatamente duas ideologias igualmente odiosas e violentas são tratadas de maneiras tão explicitamente distintas?

➤    "O comunismo real nunca foi tentado!"

A resposta pode estar no erro de percepção das virtudes.

Os nazistas, corretamente, são vistos como odiosos e malignos porque toda a sua ideologia é construída em torno da ideia de que um grupo é superior a todos os outros. Trata-se de uma ideologia inerentemente supremacista e anti-indivíduo, uma violenta crença que foi colocada em prática apenas uma vez por aqueles que a conceberam.

Sendo assim, simplesmente não há uma maneira justificável e aceitável para um fascista argumentar que "Ah, mas aquilo não era o nazismo verdadeiro...".

Já o mesmo, aparentemente, não vale para o comunismo. Ao contrário, vemos esse argumento a todo o momento. Aqueles na extrema-esquerda possuem um enorme guarda-chuvas sob o qual se abrigam todos os tipos de estilos comunistas: do stalinismo ao anarco-sindicalismo, passando pelo maoísmo, trotskismo, marxismo clássico ou mesmo pelo socialismo light.

E, dado que Karl Marx nunca implantou ele próprio suas ideias, os líderes dos regimes comunistas sempre usufruíram uma espécie de indulto para praticar suas atrocidades: quaisquer tragédias, descalabros ou crises criadas por regimes comunistas sempre podem ser atribuídas a um "erro" nas aplicações das idéias de Marx, as quais continuam sendo vistas como um mapa infalível para a utopia.

Convenientemente, os defensores desta idelogia sempre têm um passe livre para se descolarem completamente dos horrores do passado. Eles, até hoje, continuam se apresentando como pioneiros e desbravadores de uma ideologia humanitária que simplesmente ainda não teve a oportunidade de desabrochar por completo. "O comunismo de verdade nunca foi tentado!", gritam eles após cada novo fracasso do comunismo.

Agindo desta maneira, os defensores do comunismo podem, após cada novo fracasso, continuar impavidamente se apresentando como humanitários. Eles estão apenas lutando pela libertação da classe proletária e pela criação de um paraíso dos trabalhadores, arranjo este que nada tem a ver com os fracassos e falsos profetas anteriores. A atual geração de comunistas sempre será aquela que, agora sim, irá implantar o comunismo real, e não as deturpações que foram tentadas antes.

Na pior das hipóteses, tais pessoas são vistas apenas como seres ingênuos, mas ainda assim muito bem-intencionados.

➤    Onde estabelecer os limites?

Este é o cerne da questão. Ao passo que o nazismo sempre esteve intrinsecamente ligado aos crimes de seus adeptos, o comunismo sempre conseguiu se distanciar de suas tragédias. Ninguém toleraria a presença de uma camiseta estampada com Adolf Hitler ou Benito Mussolini, mas a foto do maníaco homicida Che Guevara em camisetas e smartphones é amplamente vista como um símbolo de descolamento e de uma pueril ideia de rebeldia juvenil.

Logo, como estabelecer os limites? A ideologia comunista, em sua forma mais pura, sempre consegue se distanciar de suas efetivas implantações, mas a partir de que ponto seu tenebroso histórico irá conseguir desacreditar quaisquer novas tentativas de se implantá-la?

Como disse o economista Murray Rothbard: "Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma "ciência lúgubre". Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância." 

Temos de dizer o mesmo sobre o comunismo. Continuar defendendo idéias e bandeiras comunistas não obstante o pavoroso histórico desta ideologia não é uma postura nem ingênua e nem muito menos bem-intencionada. A história do comunismo é tão sanguinolenta quanto a do nazismo; aliás, é muito mais sanguinolenta.

É hora de dispensarmos a seus símbolos e a seus defensores o mesmo trato que já dispensamos aos nazistas.

De resto, um lembrete aos esquerdistas, progressistas e socialistas de hoje que se arrepiam com a simples sugestão de que sua agenda pouco difere da dos maníacos nazistas, soviéticos e maoístas: não é necessário defender campos de concentração ou conquistas territoriais para ser um tirano. O único requisito necessário é acreditar na primazia do estado sobre os direitos individuais.

Fonte: Mises Brasil
Richard Mason, é freelancer e editor-assistente do site SpeakFreely.today

quinta-feira, maio 17, 2018

Não faz sentido criticar o nazismo e defender a “Palestina”






    ➤É costume não só na esquerda acusar discordantes de "nazistas" e defender a Palestina como um "Estado". Tanto o Terceiro Reich quanto o Hamas só querem matar judeus.


por Flávio Morgenstern(*).

Nenhuma palavra é mais pesada no vocabulário político do que “nazista”, quase nunca usada como uma descrição, quase sempre usada como um xingamento (vide o episódio Esquerda fascista do Guten Morgen, o nosso podcast). No entanto, basta Israel se tornar o tema da discussão para que num átimo de segundo o falante tome a mesmíssima postura que, historicamente, Adolf Hitler tomou: a destruição do Estado judeu (sob a palavra-anátema “sionismo”) e a fundação de um novo Estado no lugar: a Palestina.

De maneira completamente grosseira, poderíamos resumir o nazismo como um Estado totalitário, controlado por populistas, onde judeus são proibidos de existir, tendo como punição a morte em massa, a limpeza étnica (para uma definição mais trabalhada do nazismo, e a resposta sobre por que os nazistas odiavam especificamente judeus, ouça o episódio O nazismo era de direita? do mesmo Guten Morgen).

Podemos resumir o que é a Palestina de maneira bem menos grosseira exatamente da mesma forma: um “Estado” inventado ad hoc no meio do século XX apenas para tomar as cidades dos judeus, habitadas desde o Antigo Testamento, e varrê-los do mapa, trocando-os por um povo inventado, matando cada judeu que ouse pisar no território palestino (para entender a idéia por trás do nacionalismo palestino, ouça o episódio Jerusalém: Capital de Israel? do Guten Morgen).

Israel, o país moderno, é uma república laica (ouça, desta vez, o episódio O que raios é a direita?, ainda do Guten Morgen). Isto significa que o chefe de governo, justamente escorando-se na tradição criada exclusivamente na Revelação judaica, não é o chefe religioso. Uma pessoa pode ser muçulmana, cristã, judia, atéia, yázidi ou o que for em Israel, inclusive contando com tolerâncias específicas da lei segundo a religião e costume.

Na Universidade de Tel Aviv, alguns dos cursos mais disputados são sobre islamismo, inclusive no Direito. A Suprema Corte de Israel possui árabes em sua formação (como George Barra, árabe cristão), e neste ano, um dos nomeados foi Khaled Kabub, que seria o primeiro árabe muçulmano na Suprema Corte israelita.

Nenhum “espelho”, nenhuma comparação e nenhuma simetria pode ser encontrada nos territórios palestinos ocupados por grupos de islamo-fascismo como o Hamas. O tão propalado discurso de que são “oprimidos” por Israel é simplesmente o mesmo discurso de Adolf Hitler: os jihadistas do Hamas odeiam ver judeus. Odeiam que judeus respirem perto deles. Odeiam que judeus inventem de existir bem onde eles queriam que apenas muçulmanos estivessem, impondo a shari’ah como a única lei possível (e adeus, república laica).

Basta ver como toda a esquerda mundial, e a ONU incluída, reverbera o discurso de que assentamentos judeus na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental ou nas Colinas de Golan “ferem os direitos humanos”. Afinal, o que esses judeus pensam, inventando de morar e existir bem onde muçulmanos querem se ver livre deles?! Quem vai reclamar dos “direitos humanos” de muçulmanos poderem andar por uma terra que por 5 mil anos não foi deles sem precisar ver um único judeu nas ruas? (para entender por que a esquerda ocidental e atéia defende a religião mais opressora do mundo, ouça o episódio Por que a esquerda adora muçulmanos? do nosso podcast).




Toda a questão Israel-Palestina é exatamente isto: saber se o território da Palestina continuará sendo parte de Israel, que pretende simplesmente ir retirando os judeus dali em nome dos “direitos humanos” de jihadistas e de quem quer viver sob a shari’ah (e obrigar outros a viver sob o fio da espada), ou se o território deixará de vez de ser uma soberania israelense atacada pelos maiores inimigos da liberdade do mundo e, depois de ser roubado, se tornar um totalitarismo muçulmano nos moldes do Estado Islâmico, sendo reconhecido como um “país” por agências de lobby internacional, acadêmicos e jornalistas que, no minuto seguinte, reclamarão do aumento do racismo, do preconceito, da intolerância e, claro, do nacionalismo como os maiores problemas do mundo.

A “Palestina” seria formada por um povo que nunca existiu: não é preciso ser um gênio para saber que desde o Antigo Testamento até as conquistas pela cimitarra de Maomé e seu bando, foram quase 5 milênios sem nenhum islâmico no território que judeus conquistaram fugindo da escravidão nos impérios egípcio, babilônico e assírio.

O, digamos, escritor Assaf A. Voll escreveu o livro “A History of the Palestinian People: From Ancient Times to the Modern Era”, justamente contando a história do povo palestino desde a Antigüidade até os dias atuais. O livro, que se tornou best seller instantâneo em Israel, é totalmente em branco.



A fragmentação do Império Otomano no fim da Primeira Guerra que gerou povos nômades, rejeitados por países árabes da região, que inventaram que deveria existir um país islâmico bem no coração de Israel. E, claro, limpando-se de todos os judeus do mesmo modo que Adolf Hitler fez no Terceiro Reich nazista. O Império Otomano e a Alemanha recém-unificada lutaram lado a lado na Primeira Guerra.



O fundador do “nacionalismo palestino” não apenas pensava como Hitler: Mohammad Amin al-Husayni, o “Grande Mufti de Jerusalém”, se encontrou de fato com Adolf Hitler para exigir a “independência árabe” e se opor à criação de um Estado judeu modernamente consolidado na Palestina. É exatamente a historiografia “anti-colonialista” que aprendemos nas doutrinárias aulas de História brasileira. Um dos principais nomes da doutrina anti-colonialista na modernidade é o ex-presidente americano Barack Obama.

    ➤“Você vê, tem sido nossa desgraça ter a religião errada. Por que não temos a religião dos japoneses, que consideram o sacrifício para a pátria como o bem supremo? A religião muçulmana também teria sido muito mais compatível conosco do que o cristianismo. Por que tem que ser o cristianismo com sua mansidão e flacidez?
É notável que, mesmo antes da guerra, às vezes ele prosseguisse:

  ➤“Hoje, os siberianos, os russos brancos e as pessoas das estepes vivem vidas extremamente saudáveis. Por esta razão, eles estão melhor equipados para o desenvolvimento e, a longo prazo, biologicamente superiores aos alemães.     [Fonte: Albert Speer: Inside the Third Reich]
Fonte-sensoincomun.org

(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

sexta-feira, outubro 20, 2017

Os 6 ditadores genocidas mais cruéis da história moderna








por Everthon Garcia.




O conceito de ditador ou de um governante todo-poderoso foi inventado na Roma antiga. Hoje em dia, essa é uma palavra associada ao uso sistemático da violência contra a oposição política e a perseguição de grupos religiosos e étnicos.

Abaixo estão alguns dos ditadores mais terríveis que enegreceram a história moderna com suas ações.

Adolf Hitler (1889 – 1945)



Crianças romanies em Auschwitz, vítimas de experiências médicas (Wikipedia)

Hitler – que chegou ao poder na década de 1930 – foi responsável pelas maiores atrocidades da história humana. Ele ordenou o assassinato sistemático de cerca de 11 milhões de pessoas por motivos raciais, das quais 6 milhões eram judeus, e sua política externa desencadeou a Segunda Guerra Mundial, que custou entre 50 e 70 milhões de vidas.


Com medo de sua iminente captura pelo exército vermelho soviético que avançava em Berlim durante esse período, Hitler finalmente se suicidou em 30 de abril de 1945, de acordo com a versão oficial.

Entre 1941 e 1945, os judeus foram sistematicamente assassinados no mais pavoroso genocídio da história, que fazia parte de um conjunto mais amplo de atos de opressão e assassinatos de vários grupos étnicos e políticos na Europa perpetrados pelo regime nazista. Sob a coordenação das SS, seguindo as instruções das mais altas lideranças do Partido Nazista, cada braço da burocracia alemã estava envolvido na logística e na realização do genocídio. Outras vítimas de crimes nazistas foram poloneses étnicos e eslavos, civis e prisioneiros de guerra soviéticos, romanies, comunistas, homossexuais, maçons, Testemunhas de Jeová e deficientes físicos e mentais. Uma rede de cerca de 42.500 instalações na Alemanha e nos territórios ocupados pela Alemanha foi utilizada para concentrar as vítimas para o trabalho escravo, assassinato em massa e outros abusos contra os direitos humanos.

A perseguição e o genocídio foram realizados em etapas, culminando com o que os nazistas chamaram de “Solução final para a questão judaica” (em alemão: die Endlösung der Judenfrage), uma agenda para exterminar judeus na Europa. Inicialmente, o governo alemão aprovou leis para excluir judeus da sociedade civil, nomeadamente as leis de Nuremberg de 1935. Os nazistas estabeleceram uma rede de campos de concentração a partir de 1933 e guetos após o início da Segunda Guerra Mundial em 1939. Em 1941, quando a Alemanha conquistou um novo território na Europa Oriental, as unidades paramilitares especializadas chamadas Einsatzgruppen assassinaram cerca de dois milhões de judeus, partidários e outros, muitas vezes em matanças em massa.


Massacre massivo em algum lugar da Rússia ocupada (Historyplace.com)

No final de 1942, trens de carga transportavam regularmente as vítimas para os campos de extermínio onde, se sobrevivessem à jornada, a maioria foi sistematicamente assassinada em câmaras de gás. Isso continuou até o final da Segunda Guerra Mundial na Europa em abril-maio de 1945.


Massacre massivo em algum lugar da Rússia ocupada (Historyplace.com)

Joseph Stalin 1878 - 1953


Inscrições sobre o monumento à repressão na URSS na praça Lubyanka em memória das mais de 40 mil pessoas inocentes que foram assassinadas em Moscou nos “anos de terror” (Wikipedia)

Esse líder genocida soviético nascido na Geórgia chegou ao poder após a morte de Lênin em 1924, cuja era é bem conhecida graças aos famosos campos Gulag, campos de trabalho forçado onde as pessoas trabalhavam até a morte.

Stalin, futuro aliado dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha contra a Alemanha nazista, era um homem paranóico que reprimiu brutalmente seus inimigos políticos e seus supostos adversários. O número de vítimas do regime stalinista varia, mas estima-se que entre 14 e 20 milhões de pessoas morreram nos Gulags ou foram executadas durante o Grande Expurgo na década de 1930, enquanto milhões foram deportados e exilados.

As estimativas do número de mortes causadas pelo governo de Stalin são debatidas com entusiasmo por estudiosos no campo dos estudos soviéticos e comunistas. Os resultados publicados variam dependendo do momento da análise, dos critérios e dos métodos utilizados para as avaliações e das fontes disponíveis para as estimativas. Alguns historiadores tentam fazer cálculos separados para diferentes períodos da história soviética, com reduções para o período stalinista variando de 8 a 61 milhões. Vários estudiosos, incluindo o biógrafo de Stalin, Simon Sebag Montefiore, o ex-membro do Politburo Alexander Nikolaevich Yakovlev e o diretor da série Yale Annals of Communism, Jonathan Brent, estimaram o número de mortos em cerca de 20 milhões.

O estudioso e pesquisador de genocídios Adam Jones afirma que “há muito pouco no registro da experiência humana que coincida com a violência desencadeada em 1917, quando os bolcheviques tomaram o poder”.



As tentativas de Stalin de consolidar sua posição como líder da União Soviética levaram a uma escalada nas prisões e execuções de várias pessoas, atingindo o auge em 1937-1938 e continuando até a morte de Stalin em 1953. Cerca de 700 mil delas foram executadas com um tiro na nuca, outras foram mortas por espancamento e tortura enquanto sob “custódia investigativa”, e nos Gulag devido à fome, doenças, exposição e trabalho excessivo.

3 – Pol Pot (1925 – 1998)

O líder do Khmer Vermelho e ditador do Camboja de 1975 a 1979 foi diretamente responsável por um dos mais graves genocídios da história moderna.

Pol Pot


O genocídio cambojano foi realizado pelo regime do Khmer Vermelho liderado por Pol Pot entre 1975 e 1979, no qual morreram entre um e meio a três milhões de pessoas. A guerra civil do Camboja resultou no estabelecimento da Kampuchea Democrática pelo Khmer Vermelho vitorioso, que planejava criar uma forma de socialismo agrário baseada nos ideais do estalinismo e do maoísmo. Políticas subsequentes resultaram no deslocamento forçado da população urbana, tortura, execuções em massa, trabalho forçado, desnutrição e doenças que mataram aproximadamente 25% da população total (mais de 2 milhões de pessoas). O genocídio terminou em 1979 após a invasão vietnamita do Camboja. Até 2009, foram descobertas 23.745 valas comuns.

Ao contrário de outros genocídios ou conflitos, ninguém estava livre de ser declarado um inimigo do Estado. Mesmo se alguém fosse considerado do lado correto, isso podia mudar no dia seguinte – muitos membros do Khmer Vermelho também foram mortos durante os expurgos.

Crianças e bebês não estavam livres de sua crueldade; muitas vezes observou-se que “para eliminar as ervas daninhas também temos que erradicar as raízes”. Qualquer pessoa afiliada ao regime de Lon Nol ou ao exército também foi morta imediatamente.


Crianças refugiadas cambojanas, que fugiram com suas famílias após as incursões do Khmer Vermelho, esperam por comida em um posto de auxílio fora de Phnom Penh em 1975 (Tea Kim Heang e Cara de Luna/AP Photo)

Nenhuma evidência era necessária para enviar uma pessoa à prisão e as pessoas muitas vezes fabricavam suas confissões de vários crimes, acreditando que isso acabaria com seu tormento. Na verdade, na maioria das vezes elas eram executadas assim que forneciam uma lista nova com o nome das pessoas que deviam ser presas.

Inicialmente, as execuções não eram necessárias: a fome servia como uma ferramenta eficaz para eliminar populações indesejáveis, mas como mais e mais pessoas eram enviadas à prisão, o Khmer Vermelho implementou um sistema de “campos de extermínio”, estabelecendo centenas deles por todo o Camboja.



À medida que o genocídio avançava, a sobrevivência era determinada pela capacidade de trabalhar em fazendas coletivas. Isso significou que muitos dos idosos, deficientes, doentes e crianças do Camboja tornaram-se alvo devido à sua incapacidade de fazer trabalho manual duro.

Foram abolidos o dinheiro, os mercados livres, as escolas, a propriedade privada, os estilos estrangeiros de roupas, as práticas religiosas e a cultura tradicional, e os edifícios como escolas, templos e propriedades governamentais foram convertidos em prisões, estábulos, campos e celeiros.

Criança no cárcere (Pinterest)

As relações familiares foram fortemente criticadas e os seguidores do Khmer Vermelho insistiram em que todos considerassem “Angkar” (traduzida para A Organização, referindo-se ao nível mais alto do regime) como sua mãe e seu pai. As crianças-soldados eram uma grande ferramenta do Khmer Vermelho, pois eram fáceis de controlar e seguiam as ordens sem hesitação, ao ponto de que muitos foram forçados a atirar em seus próprios pais.

Crianças de 5 a 9 anos foram ensinadas a matar pessoas (Pinterest)

4 – Mao Tse-Tung (1893 – 1976)

O ex-líder chinês Mao Tse-Tung governou a China durante 27 anos. É conhecido por ter promovido a luta de classes como a principal plataforma para liderar o caminho esquerdista, destruindo intencionalmente os valores e a ética tradicionais. Em sua maneira comunista de governar o país, ele causou muitos desastres que levaram danos extremos à cultura e à sociedade chinesas e cada tragédia que causou pode ser considerada verdadeiramente devastadora para a humanidade.

Com base na experiência soviética, Mao considerou que a violência era necessária para alcançar uma sociedade ideal derivada do marxismo e planejou e implementou a violência em grande escala.

A reforma agrária e a eliminação dos contrarrevolucionários


A Grande Fome

Os primeiros massacres em grande escala comandados por Mao ocorreram durante a reforma agrária e a campanha contrarrevolucionária. Nos materiais de estudo oficiais publicados em 1948, Mao previa que “um décimo dos camponeses” (ou cerca de 50 milhões) “teria que ser eliminado” para facilitar a reforma agrária. Acredita-se que o número real de mortes na reforma agrária foi menor, pelo menos um milhão.

O Grande Salto Adiante

O Grande Salto Adiante da República Popular da China foi uma campanha econômica e social do Partido Comunista Chinês entre 1958 e 1961. A campanha foi liderada por Mao Tse-Tung e tinha como objetivo transformar rapidamente o país de uma economia agrária para uma sociedade socialista através da rápida industrialização e coletivização. No entanto, é amplamente considerado como tendo causado a grande fome na China.

As principais mudanças na vida dos camponeses chineses incluíram a introdução gradual da coletivização agrícola obrigatória. A agricultura privada era proibida e os que se dedicavam a ela eram perseguidos e rotulados como contrarrevolucionários. As restrições à população rural se impunham através de sessões de luta pública e pressão social, embora também tenha havido trabalhos forçados.

Os historiadores acreditam que o Grande Salto resultou em dezenas de milhões de mortes. A estimativa mais baixa é de 18 milhões, enquanto uma extensa pesquisa realizada por Yu Xiguang sugere que o número de mortos por este movimento fica próximo de 55 milhões. O historiador Frank Dikötter afirma que “a coerção, o terror e a violência sistemática foram o alicerce do Grande Salto” e “motivaram um dos assassinatos em massa mais mortais da história humana”.

A Grande Revolução Cultural Proletária

Os Guardas Vermelhos de Mao receberam carta branca para abusar e matar os inimigos da revolução. Milhões de pessoas morreram devido à violência, enquanto muitos mais se suicidaram.



5. Kim Jong-il (1941- 2011)

Kim Jong-il foi o líder supremo da Coreia do Norte de 1994 a 2011. No início da década de 1980, Kim tornou-se herdeiro e assumiu posições importantes nos órgãos do partido e do exército.

Kim Jong-il (The Telegraph)


Kim Jong-il basicamente matava de fome seu povo e, se eles eram muito fracos para trabalhar, ele os torturava afogando-os, dissecando-os e, se tivessem sorte, dando-lhes um tiro ou asfixiando-os em uma câmara de gás. Os campos de concentração eram confidenciais e apenas os velhos guardas podiam contar a história.

Nos campos havia deformados, amputados, bebês recém nascidos nos quais era injetado um fluido que causava inchaço significativo, bebês foram enterrados vivos ou asfixiados. As pessoas debilitadas foram dissecadas vivas em laboratórios subterrâneos. De longe, essas foram as formas mais desumanas e horríveis de torturar alguém desde a época medieval. Mais de 2 milhões de pessoas morreram e suas mortes foram lentas e dolorosas. Kim Jong-il morreu em 17 de dezembro de 2011.

6. Jiang Zemin (de 1926 até os dias atuais)

Jiang chegou ao poder em 1989, depois de provar que era um homem brutal durante os protestos pró-democracia em Pequim e Xangai. Ao longo dos últimos anos, Jiang ordenou horríveis assassinatos de milhões de pessoas que têm crenças independentes, sob o pretexto de garantir a estabilidade na sociedade.

Jiang Zemin

O crime mais hediondo de Jiang é a brutal perseguição ao Falun Dafa – uma prática tradicional de meditação e auto-aperfeiçoamento praticada por mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo. Esta disciplina espiritual da Escola Buda recebeu mais de 2.000 prêmios de honra e reconhecimento de vários governos em todo o mundo.

Métodos de tortura utilizados em praticantes do Falun Dafa (Minghui.org)

A perseguição a esta disciplina pacífica começou em 1999 na China e ainda continua. Por ordem de Jiang, milhares de praticantes do Falun Dafa foram torturados até a morte e centenas de milhares eram detidos em qualquer momento, de acordo com Minghui.org, um site contendo informações de primeira mão sobre a perseguição.


Praticantes do Falun Dafa carregam fotos de praticantes que morreram devido a tortura ou abuso na China (Epoch Times)

Jiang Zemin é destituído de integridade moral. Desde maio de 2015, mais de 200 mil cidadãos chineses e praticantes do Falun Dafa apresentaram acusações criminais contra Jiang Zemin por crimes contra a humanidade. Isso faz de Jiang Zemin o maior ditador com os principais processos judiciais legais pendentes contra ele.

Fonte – Epoch Times
Fonte - conservadorismodobrasil.com.br.

segunda-feira, outubro 02, 2017

O que o prefeito de Nova York, Ciro Gomes e Adolf Hitler têm em comum?





por Ricardo Bordin(*).



Separados por largas distâncias temporais, geográficas e circunstanciais, o que poderia vir a unir estes três personagens? Vejamos, pois, como cada uma dessas figuras proeminentes na política vê a relação entre Estado e mercado, para então identificar possíveis similaridades entre suas concepções a respeito do tema:

1) Bill De Blasio, prefeito de Nova York, em entrevista concedida em setembro do corrente ano a Chris Smith, jornalista do New York Magazine, quando perguntado sobre a melhor forma de reduzir a desigualdade de renda na big apple, saiu-se com essa:


O problema é que nosso sistema legal foi elaborado para favorecer a propriedade privada. Eu acredito que a maioria de nossos cidadãos, independente de sua inclinação política, gostaria que o governo pudesse determinar onde cada prédio seria construído, que altura ele teria, quem deveria viver nele, quanto custaria o aluguel.

Eu acho que há um impulso socialista em curso, que eu escuto todo dia, em todo tipo de comunidade, que deixa claro que as pessoas gostariam que as coisas fossem planejadas de acordo com suas necessidades. E eu gostaria também. Infelizmente, o que impede que isso aconteça são os direitos de propriedade. Eles é que direcionam o desenvolvimento da cidade.

2) Ciro Gomes, durante debate realizado na University of Oxford há pouco tempo, reafirmou uma vez mais sua descrença na capacidade do livre mercado suprir as necessidades dos consumidores sem gerar “injustiças” pelo caminho:


” (…) Isso é o capitalismo, o capitalismo é assim [empresas privadas envolvidas em escândalos de corrupção]. O que aconteceu em 2008 nos Estados Unidos? A fraude campeando, a esculhambação generalizada, roubalheira, tudo de fraudes, etc. Puniram as pessoas e salvaram a cara das empresas. A Volkswagen aqui na Alemanha entrou em um escândalo extraordinariamente grave, falsificando indicadores de poluição. (…) e eu não quero estatizar estas empresas. Eu prego o controle social, o fim da ilusão moralista. Existem mil caminhos de controle. (…)”

3) Adolf Hitler, durante todo o período no qual o Nazismo ditou as regras na Alemanha, instituiu um regime de controle da economia que subjugava os interesses privados aos imperativos estatais, conforme explica Ludwig Von Mises:


Na Alemanha de Hitler havia um sistema de socialismo que só diferia do sistema russo na medida em que ainda eram mantidos a terminologia e os rótulos do sistema de livre economia. Ainda existiam “empresas privadas”, como eram denominadas. Mas o proprietário já não era um empresário; chamavam-no “gerente” ou “chefe” de negócios (Betriebsführer).

Todo o país foi organizado numa hierarquia de führers; havia o Führer supremo, obviamente Hitler, e em seguida uma longa sucessão de führers, em ordem decrescente, até os führers do último escalão. E, assim, o dirigente de uma empresa era o Betriebsführer. O conjunto de seus empregados, os trabalhadores da empresa, era chamado por uma palavra que, na Idade Média, designara o séquito de um senhor feudal: o Gefolgschaft.

E toda essa gente tinha de obedecer às ordens expedidas por uma instituição que ostentava o nome assustadoramente longo de Reichsführerwirtschaftsministerium (Ministério da Economia do Império), a cuja frente estava o conhecido gorducho Goering, enfeitado de jóias e medalhas.

E era desse corpo de ministros de nome tão comprido que emanavam todas as ordens para todas as empresas: o que produzir, em que quantidade, onde comprar matérias-primas e quanto pagar por elas, a quem vender os produtos e a que preço. Os trabalhadores eram designados para determinadas fábricas e recebiam salários decretados pelo governo. Todo o sistema econômico era agora regulado, em seus mínimos detalhes, pelo governo.

Acredito que agora tenha ficado bem mais fácil visualizar o traço em comum entre Bill de Blasio, Ciro Gomes e Adolf Hitler: a obsessão em determinar os rumos da economia – e, consequentemente, da vida de todas as pessoas. A semelhança entre suas ideologias salta aos olhos na medida em que os três acreditam piamente que seja humanamente possível ou mesmo desejável que um grupo de burocratas estabeleça o que deve ser produzido e comercializado, quando, como, por quem e a que preço. 

Friedrich Hayek já apontava o primeiro (mas não o único) fator que desaconselha governantes a intervirem na economia de tal forma:


O caráter peculiar do problema de uma ordem econômica racional se caracteriza justamente pelo fato de que o conhecimento das circunstâncias sob as quais temos de agir nunca existe de forma concentrada e integrada, mas apenas como pedaços dispersos de conhecimento incompleto e frequentemente contraditório, distribuídos por diversos indivíduos independentes. O problema econômico da sociedade, portanto, não é meramente um problema de como alocar “determinados” recursos — se por “determinados” entendermos algo que esteja disponível a uma única mente que possa deliberadamente resolver o problema com base nessas informações.

Além disso, Hayek alertava para o fato de que, uma vez que a um Estado qualquer seja conferido o poder de regular por completo as relações econômicas, resta que este governo, a pretexto de “corrigir distorções”, pode vir a interferir em todo e qualquer aspecto da vida dos cidadãos. Em O caminho da servidão, o austríaco apresentou essa tese demonstrando que as tentativas de exercer um controle central da economia levaram invariavelmente à perda da liberdade individual – em alguns casos extremos, inclusive, ao totalitarismo (basta dar uma olhada para a Venezuela e seu “socialismo do século XXI” para constatar a validade deste teorema).

E ainda existe um terceiro motivo que contraindica centralizar decisões da área econômica no Estado que nós, brasileiros, estamos carecas de conhecer: quando o governo é detentor da prerrogativa de determinar quem pode exercer cada ofício ou atuar em cada atividade econômica; cultiva o hábito de conceder empréstimos para “campeões nacionais” por ele mesmo designados a juros muito abaixo do que pagou para captar dinheiro no mercado; costuma conceder perdões fiscais e isenções tributárias para os “amigos do rei” e extorquir o restante da população sem perdão; o resultado disto tudo será sempre um só: CORRUPÇÃO, CORRUPÇÃO E CORRUPÇÃO.

O hoje ministro do STF Luiz Edson Fachin, durante toda sua carreira jurídica, sempre foi um dos adeptos da famigerada teoria da “função social” da propriedade privada, a qual é reiteradamente utilizada para fundamentar atos administrativos que impõem elevação de preços de IPTU de imóveis urbanos desocupados e até mesmo ações de expropriação de terrenos rurais. Até mesmo um novo conceito de “empresa com responsabilidade social” vem sendo gradualmente cunhado e propagado na mídia – como se obter lucro fosse uma atitude reprovável de per sique precisasse ser compensada com outra medida de efeito contrário (isto é, objetivando gerar “impacto social positivo”).

Ou seja, esta mentalidade anticapitalista é bem mais comum do que se possa imaginar. Ocorre que apontar os erros cometidos por empreendedores e seus efeitos negativos sobre a sociedade não é argumento forte o suficiente para justificar a implantação de providências de caráter socialista, dado que os resultados nefastos destas superam em muito quaisquer falhas do livre mercado. O próprio prefeito de Nova York levou um “pito”, um dia desses, da apresentadora Trish Intel, da Foxnews, quando do episódio em que ele elogiou uma escultura de uma menina que ficava encarando a famosa estátua do touro de Wall Street:




Da mesma forma que nenhum morador de um condomínio de apartamentos permite que o síndico se intrometa na sua vida privada, também o Estado deve se manter adstrito a suas funções primordiais, sem imiscuir-se, em especial, nas negociações livres de ardil de qualquer espécie e realizadas espontaneamente entre os indivíduos, ainda que isto gere desigualdade – o que é muito diferente de pobreza.

Os primeiros colonizadores da América morreram de inanição trabalhando em prol do “bem comum” até que a inovação da propriedade privada foi abraçada como solução e deu origem a nação mais próspera do planeta. Hitler já foi visitar o capeta, mas bem que Bill de Blasio e Ciro Gomes poderiam tentar aprender esta simples lição…



(*)Ricardo Bordin - Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício da profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores. Formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) como Profissional do Tráfego Aéreo e Bacharel em Letras Português/Inglês pela UFPR.

terça-feira, novembro 08, 2016

Noite do Terror, Noite da Caça aos Judeus, Noite das Sinagogas Queimadas, Reichskristallnacht.






Ao longo dos anos assistimos, presenciamos ou deixamos de lado a lembrança do "ponto de não retorno" para os judeus na Europa, a especificamente mal nominada Noite dos Cristais ou Noite dos Cristais Quebrados. É um nome alegórico, até mesmo romântico e especificamente inadequado para a compreensão do que aconteceu. Noite do Terror seria o mais adequado. Noite da Caça aos Judeus, seria um bom título. Noite das Sinagogas Queimadas, seria o especificamente correto.

Quando eu era pequeno imaginava Berlim e suas ruas de cristal... O nome se refere às vitrines quebradas e nenhuma delas era de cristal. Eram de vidro como qualquer vitrine. O termo em alemão Reichskristallnacht - A Noite dos Cristais do Império - foi criado pela chancelaria nazista e pela sua agência oficial de notícias. Até hoje se escuta por aí: "E a luz do luar sobre os cacos das vitrines destruídas fazia-os brilhar e tilintar como a luz num candelabro de cristal..." Bizarro, mas escrito por sobreviventes. Acho lamentável que o adotemos sem críticas até hoje.

Se formos perguntar por aí, a maioria dos judeus que acha que sabe o que foi, vai dizer que aconteceu na Alemanha. Só que o Reich, o "Império" Alemão naquele novembro de 1938 já incluía a Áustria e a Tchecoslováquia, anexadas alguns meses antes. E o maior pogrom da história - ataque a judeus pela população e autoridades - foi simultâneo nos três países. A propagação do conceito de que foi só na Alemanha é dos próprios sobreviventes do Holocausto. No Brasil este conceito é bem arraigado pois recebemos uma boa quantidade de judeus alemães a partir de 1933 e após a guerra. E eles não sabiam realmente o que tinha havido nos outros países.

Existe a versão alemã: um judeu polonês na França atirou num secretário da embaixada a alemã e ele veio a falecer - no dia seguinte a população revoltada atacou os judeus e foi controlada pelo governo.

Mas o pano de fundo é outro. Esse ataque estava preparado e aguardando um momento político adequado para acontecer. Mais cedo, pouco menos de um mês antes, foi feito um recadastramento obrigatório de todos os judeus, seus comércios, indústrias e imóveis comunitários e residenciais. Esta "Lista de Hitler", se tornou a lista para o ataque da Noite do Terror. Alguns dias antes foi proibida a posse de armas por judeus, que deveriam ir imediatamente às delegacias entregar suas armas sob pena de prisão. E assim desarmou-se qualquer tentativa de reação.



Os jornais do dia 9, com nota da United Press do dia 8, mostram um esquecido ensaio para o dia 10. Poucos jornais publicaram esta nota e a falta de reação ao balão de ensaio deve ter dado o sinal branco (os nazis não usavam sinal verde, por causa dos daltônicos) para a Noite do Terror. No dia 8 de novembro manifestantes fizeram várias demonstrações contra os judeus na cidade de Kassel, depredaram as lojas de judeus, quebraram suas vitrines, invadiram a sinagoga e destruíram seu interior. Balão de ensaio mesmo.

O momento político era adequado e o ataque a Von Rath o secretário da embaixada foi no timming exato. Alguns historiadores acham que Rath foi vítima dos nazis e foi morto no hospital para aproveitar o caso. Os Estados Unidos estavam em eleição presidencial, Ataturk morria na Turquia, o Japão conseguia vitórias decisivas na China e no dia 10 de novembro estavam programadas as cerimônias pelos 20 anos do final da Primeira Guerra Mundial, com a derrota alemã. Vale dizer que o dia do armistício foi varrido dos noticiários e substituído pelo ataques aos judeus. Não esqueça que Hitler tinha na sua cabeça demente que os judeus eram os culpados pela derrota alemã na WW1.

E você não deve jamais ter ouvido falar, mas na tarde do dia 9 as potências ocidentais rejeitam uma proposta de Partilha da Palestina em um Estado Judeu e um Estado Árabe, proposta que seria retomada 9 anos e 6 milhões de mortos depois.

Certamente você nunca ouviu falar da reação da mídia em relação a Noite do Terror. Eu garanto a você: foi total e avassaladora! Qual foi o resultado disso na opinião pública e nas comunidades judaicas? Praticamente nenhum.

Os números da Noite do Terror você vê ao longo do artigo. O importante aqui é compreendermos o que as pessoas comuns, os empresários, políticos e formadores de opinião perceberam sobre os fatos e porque a reação não aconteceu, ou aconteceu de forma ineficaz.
A mídia dominante de 1938 era o jornal. E era um jornal muito maior, consistente, veloz e contundente que os jornais atuais. A maioria das agências de notícias que existem hoje, já atuavam há anos naquele momento. Além do telégrafo, havia fotos enviadas por rádio. E os jornais não a meia-noite como atualmente. Os jornais de maior circulação tinham três ou até quatro edições ao longo do dia e as notícias iam mudando, sendo atualizadas e dando lugar a novas - não eram cópias da primeira edição. Havia jornais que chegavam às ruas no movimento de ir para o trabalho, no almoço e para o movimento de volta do trabalho. Alguns eram apenas vespertinos. Então o que vemos hoje como atualização ao longo do dia na internet, havia ao longo do dia em papel. Algo que acontecia na guerra entre Japão e China era publicado com foto no mesmo dia nos Estados Unidos. A notícia dos rincões do mundo circulava praticamente na mesma velocidade atual.

A diferença de fusos horários permitiu que os jornais da costa leste (NY) dos EUA e no Brasil, já saíssem com as manchetes de primeira página na manhã do dia 10 (antes dos jornais alemães) e os jornais do centro e costa oeste (LA) já com matérias densas e completas na manhã do dia 10. A Inglaterra e a França só foram noticiadas em seus vespertinos e mais densamente no dia 11.



Não é aqui que vou alinhar os títulos das matérias. Basta sabermos que estavam na primeira página de todos os jornais com dezenas de notas curtas dos correspondentes da United Press (ainda não era UPI) e da Associated Press (já era AP), além da agência alemã com a visão oficial. UP e AP cobriam até mesmo os discursos de Hitler, publicados em todo o mundo. As notas publicadas no Jornal do Brasil e na Folha de São Paulo não eram as mesmas dos jornais americanos. Aqui no Brasil se noticiou até mesmo uma gama maior de fatos que nos EUA.
Até o dia 15 de novembro o assunto não saiu das primeiras páginas com o tema de "aumenta a perseguição aos judeus na Alemanha." A especificação das principais sinagogas destruídas (com fotos), das prisões de populações inteiras (com fotos) como a de todos os homens judeus de Munique, a destruição sistemática de cada um dos negócios e comércios de judeus, a ordem para os bombeiro não apagarem os incêndios, estava tudo nos jornais para todos lerem e verem.

O que não havia naquele momento, e a maioria das pessoas sequer compreende esse número nos dias de hoje, é que TODAS as sinagogas da Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia tinham sido destruídas. Só na Alemanha foram cerca de 200. E esse é o número que não dá para compreender. Vivemos em cidades imensas com 25 ou 40 sinagogas no Brasil. Algumas comunidades judaicas estão em cidades com uma ou três. Então como compreender que havia 200 na Alemanha? E destas 200 a maior parte era enorme. Eram sinagogas de um quarteirão. Mas havia. E o governo nazi sequer se vangloriou sobre este número preferindo se calar a respeito.

Os judeus dos três países não puderam contar ao mundo o que aconteceu realmente, pois nos cinco dias seguintes houve uma avalanche de leis contra os judeus. Fechamento de todos os jornais, revistas e editoras. Recolhimento dos aparelhos de rádio. Fechamento de todas as intuições dirigentes comunitárias (como federações e beneficentes) com prisão de todos os dirigentes comunitários. No dia 12, o governo nazi estipulou uma multa, na verdade um confisco de um bilhão de marcos a serem pagos imediatamente pelos judeus "por danos causados a sociedade alemã devido ao incêndio espontâneo das sinagogas." Não era mais um número de hiperinflação. Notícias de jornal afirmam que esse valor - que foi realmente pago - significava 25% de toda a posse financeira dos judeus alemães (contas, propriedades, aplicações). Mas é preciso levar em conta que no dia 12 os negócios e as empresas não existiam mais e o patrimônio das sinagogas também não. Assim esse bilhão é muito maior que parece.

Então em cinco dias os judeus ficaram sem sinagogas (incluindo praticamente todos os rolos de torah, livros e objetos litúrgicos e religiosos), sem acesso à informação que não fosse do Estado, sem produzir informação, sem lideranças, sem rabinos, sem homens em muitas cidades, sem trabalho, sem renda, sem rumo. Veja bem! Não são cristais quebrados! São vidas estilhaçadas!

O número de mortos no pogrom só na Alemanha foi de 91 judeus. Dos presos no dia 9-10 e enviados para Dachau (em Munique) mais de 2.400 morreram. O número total de judeus presos e enviados para campos de concentração, segundo os historiadores foi de 30.000, mas segundo os jornais da época foram 56.000 - havia cerca de 320 mil judeus na Alemanha naquela momento. Os negócios de judeus atacados e saqueados na Alemanha chegaram a 7.500 lojas e 29 lojas de departamentos. Não havia mais industrias pertencentes a judeus.
Da comunidade judaica alemã de 1933 com meio milhão de pessoas na Alemanha, mais de 115 mil judeus saíram da Alemanha nos meses seguintes. A imigração de judeus alemães e austríacos ficou aberta até setembro de 1941 pouco antes da invasão da União Soviética.

E aí vem outro drama. Plenamente noticiada a perseguição sistemática dos judeus na Alemanha, nenhum país abriu suas portas para a imigração. Manchete do Jornal do Brasil de 17 de novembro de 1938: "Estuda-se um plano de imigração imediatados judeus alemães para o Brasil". Isso nunca aconteceu. Pelo contrário: Inglaterra e Estados Unidos fecharam porta e estabeleceram quotas insuficientes e que mesmo assim nunca foram preenchidas. Para um judeu sair da Alemanha até 1941 ele precisa mostrar o visto de entrada em outro país. Se o tivesse, não teria maiores problemas. Países como o Brasil e Argentina não alteraram sua política de imigração que aceitava trabalhadores rurais. Mas a sociedade judaica alemã era urbana e isso decretou sua morte.

Este momento após a Noite do Terror também marca a imigração dos judeus para Xangai e é preciso explicar isso. Na guerra contra a China, os japoneses invadiram Xangai e ocuparam sua área industrial e de classe populacional mais baixa. Pararam por ali porque a outra parte da cidade era controlada pela Inglaterra e uma terceira parte menor, pela França. Os judeus que foram da Alemanha para Xangai, quase 20 mil, foram para parte inglesa... Você acha? Negativo. Foram para aparte japonesa. Os japoneses não exigiam visto e aceitavam qualquer imigrante que desembarcasse, sem perguntas. Já o lado inglês e francês bateram suas portas aos judeus. Nestas áreas havia judeus ingleses e russos. Posteriormente, quando o Japão compôs o Eixo com Alemanha e Itália e invadiu o lado "ocidental" de Xangai, os judeus ingleses, franceses e russos foram presos como "cidadãos de países inimigos" e os judeus alemães não foram presos na condição estranha de "cidadãos de país aliado." Os a japoneses em Xangai prezavam principalmente os profissionais judeus da área de saúde com ótima formação europeia. A liberdade era tão grande que havia pelo menos cinco jornais semanais judaicos editados em alemão.

Com a perspectiva histórica correta, sabemos que a intenção nazista inicial era a de que os judeus fossem embora da Alemanha e para isso lhes foi retirada o sustento e a cidadania. Cerca da metade foi. Se os outros países não tivessem fechado suas portas este judeus alemães poderia ter sobrevivido. Mas não se pode especular se o destino dos judeus soviéticos e poloneses teria sido diferente.

E a reação dos comunidades judaicas? Não podemos imaginar que em 1938 elas existiam de fato como instituições consolidadas. Aqui no Brasil os imigrantes russos e soviéticos do final do século 19 e início do 20 ainda estavam lutando para consolidar o que estabeleceram. HAvia uma luta comunitária real e desgastante entre os judeus comunistas e os sionistas. Financeiramente estamos falando basicamente de pequenos comércios e de prestamistas. São pessoas que em sua maioria mal falam o português. A mídia judaica importante no Brasil era em yidish e alemão. Foram proibidos pelo governo Vargas apenas em 1940. O programa de rádio Hora Yidish foi fundado exatamente em 1938. Não olhe para 1938 e imagine redes de lojas, construtoras, financistas, especuladores, investidores, poder econômico, político e social. Não havia nada disso. Não havia como exercer pressão. E nos EUA não era tão diferente assim apesar do maior volume, sem contar que era o país da segregação racial completa entre brancos e negros, e os judeus eram brancos. Em meu arquivo possuo uma foto de um bar de estrada entre Baltimore e Washington, caminho do poder, com uma placa: "atendemos negros e judeus" - isso deve bastar para compreender o real "poder" judaico americano na época. As comunidades sequer tinham órgãos políticos ou voz para se expressar publicamente.

Hoje, grupos que são contra os judeus acham que as lideranças judaicas no Brasil tem que pressionar Israel para "liberar" os palestinos, imaginando que há esta ligação e que há essa relevância, quando não há. As lideranças não conseguem pressionar nem pelo que precisam, muito menos pelo que estas pessoa querem nos impor, com todo o poder social acumulado até hoje. Imaginar que em 1938 os judeus poderiam pressionar Vargas ou até mesmo Hilter é imaginar muito errado.

O governo americano e o inglês foram velozes e incisivos falando contra Hitler e pelos judeus. Mas olhe o discurso destes governos hoje, sobre os temas atuais, e você percebe que o que os estadistas falam realmente não capaz de produzir efeitos reais.

Os grandes jornais americanos são especificamente isentos e alienados em relação ao nazismo. Falam de "her Hitler" em 1938 como falam da Angela Merkel hoje. Não há sequer um editorial de opinião condenando o que se fazia contra os judeus e contra os fatos do dia 10, ou contra o rearmamento alemão. Se hoje achamos que nossos jornais publicam o noticiário internacional com "copiar&colar" as notas prontas das agências internacionais, naquela época era exatamente igual. Não há elaboração das notícias. Só há colagem. Já os jornais do interior sentam o cacete no nazismo. São jornais do cinturão cristão americano e bem engajados na denúncia do nazismo e em favor dos judeus, mas sem influência real nas decisões de estado.

Já os jornais brasileiros além de publicar as notas das agências, são simpáticos ao nazismo, principalmente o Jornal do Brasil, peça fundamental no Rio de Janeiro, capital da república. Há uma preferência na localização da publicação das notas oficiais do governo nazista. Mas não se pode acusar o JB de não ter noticiado o que se passava com os judeus. Ao longo de novembro chegou a criar uma coluna fixa sobre a perseguição aos judeus na Alemanha, várias vezes com uma página inteira de pequenas notas de agências. Quem quis ler, leu. A comunidade judaica não guarda em sua memória esta leitura e hoje é complicadíssimo ter acesso aos exemplares do Idishe Press daqueles dias e saber o que era tratado nele. Pelo abismo da língua, poucos devem ter lido.




Em relação à Folha de São Paulo (então Folha da Manhã) a situação é pior. No dia 10 em sua primeira página a notícia importante é a morte do Von Rath. Mas no dia as coisas são restabelecidas. Além de divulgar bem as notas, ela publicou um editorial para o leitor paulista entender o que era "o judeu" e porque ele estava sendo perseguido na Alemanha. Esse editorial praticamente justifica a perseguição e vai de "Judeu Errante em pátria" para lá. Hoje, seria enquadrado como um editorial antissemita. Nos jornais da época não encontrei cartas de leitores que falassem sobre o nazismo, indicando que certamente eram censuradas e não escolhidas.

Infelizmente, hoje a noite, por todos os países será repetida a lenga-lenga da "Noite dos Cristais" com seu dados e informações suavizadas e descontextualizadas. Se você chegou até aqui, recebeu uma informação melhor.


- artigo publicado originalmente em novembro de 2013

José Roitberg - 
Coordenador do Vaad Hashoa Brasil - Comitê do Holocausto Brasil
Yad Vashem

sábado, outubro 15, 2016

Por que o politicamente correto ama lembrar de Hitler?.






Por que o politicamente correto ama lembrar de Hitler?.

por Thiago Kistenmacher ( para o Instituto Liberal)






As razões pelas quais o politicamente ama Hitler são inúmeras, porém, tenho como principal questão o alarde feito em torno da foto de um menino para uma propaganda no País de Gales e que foi publicada pelo Daily Telegraph. A questão é que um dos clientes da loja disse que a foto lembrava Adolf Hitler. Que coisa cansativa! 




Quando o cliente viu a foto disse que “foi um choque” pois segundo ele a imagem tinha “conotações negativas.” Risadas? Esse mesmo cliente tirou uma foto da imagem e postou em seu Twitter com a seguinte frase: “Ontem vi isso em um “quarto” em sua loja de Cardiff. Um tanto inapropriado? #Hitler #Saudação”.

Esse patrulheiro disse ter uma filha de onze anos e que não queria vê-la imitando aquela posição. Interessante notar que entre as fotos existe uma com o menino segurando um violão. A filha do cliente provavelmente daria mais atenção à foto com o violão ou a nenhuma delas. Quem parece pensar muito em Hitler é ele mesmo, o patrulheiro. Qual o nome desse fetiche? Essa gente vê ofensa em tudo.




E ele conseguiu o que queria. Placar final: Bom Senso 0 X 1 Politicamente Correto. Digo isso porque o gerente da loja, após as denuncias, concordou que a foto pudesse ofender alguns clientes, mandou removê-la e pediu desculpas por qualquer ofensa que a ela possa ter feito.

Em que mundo vivemos? É realmente aterrador. Se não mais sob ditaduras comunistas, sem dúvida sob a ditadura da estupidez, do ressentimento e do “mimimi”. A geração dos ofendidos parece cada vez mais contaminada!




Mas por que o politicamente correto ama Hitler? Duas respostas rápidas são possíveis.

Primeira: tudo que não está a favor do politicamente correto é considerado nazista. Políticos de direita não raras vezes são chamados de “Hitler”, mesmo quando liberais. Se você votar no Bolsonaro, for contra cotas raciais e for contrário à ideologia de gênero, provavelmente correrá o risco de ser comparado a Hitler. Mas não dá para levar a sério esse tipo de slogan que atinge até os liberais. Quer dizer, quando defensores da livre iniciativa são chamados de nazistas, a palavra perde seu sentido lógico.

Segunda: essa “SS do bem” que vive criticando o nazismo fica cada vez mais próxima a ele. Patrulham tudo, vigiam tudo, denunciam tudo como preconceituoso e ofensivo. Se dizem odiar Hitler, parece que amam seus métodos e paranoias. Aliás, a paranoia sempre foi um efeito colateral do autoritarismo.



Essa patrulha ideológica não vive sem Hitler, pois ao mesmo tempo em que acusa os outros de serem nazistas, encarnam eles próprios o nazismo em suas práticas de vigilância pública. E se o menino estivesse fardado e com uma boina militar vermelha como o fez Jean Wyllys? E se estivesse levantando o punho cerrado, haveria alguma denuncia? Duvido.

Há uma votação no site do Daily Telegraph perguntando se consideramos a foto inapropriada. Quando votei, 85% pensava não ter nada disso. Seria interessante fazer uma enquete semelhante aqui no Brasil. Qual seria o resultado?

Por fim, se o politicamente correto for o rei, ele será o pior dos absolutistas. Se Hitler nascesse hoje, ele seria politicamente correto.


Fonte - Instituto Liberal