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terça-feira, novembro 06, 2018

Por que devemos tratar a foice e o martelo da mesma maneira que tratamos a suástica









por Richard Mason, 

➤    Duas ideologias igualmente sanguinárias não devem ser tratadas de maneiras radicalmente distintas


Se você pedir a um cidadão comum para pensar nos dois extremos do espectro político, são grandes as chances de que ele irá imediatamente visualizar, de um lado, a suástica e, do outro, a foice e o martelo.

Independentemente de quais sejam suas visões acerca do paradigma esquerda-direita, ou mesmo se ele acredita na teoria da ferradura, este indivíduo (corretamente) irá pensar no fascismo e no comunismo como sendo as duas ideologias típicas dos extremos.

No entanto, e curiosamente, a rejeição a ambos os símbolos não é a mesma.

Ao verem a suástica, as pessoas imediatamente são remetidas aos horrores do regime nazista, com suas perseguições étnicas e seus homicídios sistematizados, e corretamente sentem uma total repulsa. Em vários países europeus, com efeito, ostentar publicamente uma suástica é crime. Dado que os nazistas foram responsáveis pela chacina de cerca de 20 milhões de pessoas, todos nós entendemos quão abominável é esta ideologia e corretamente a tratamos com desrespeito e repugnância.

Porém, como estas mesmas pessoas reagem ao símbolo da foice e do martelo? Em várias ocasiões, há aceitação. Na maioria das vezes, há apenas indiferença. O que leva à inevitável pergunta: por que a ideologia responsável diretamente por centenas de milhões de mortes não recebe o mesmo tratamento que a ideologia nazista?

➤    Um histórico vermelho de sangue

Os atos inomináveis de Adolf Hitler empalidecem em comparação aos horrores cometidos pelos comunistas na antiga URSS, na República Popular da China e no Camboja, apenas para ficar entre os principais.

Entre 1917 e 1987, Vladimir Lênin, Josef Stalin e seus sucessores assassinaram 62 milhões de pessoas do seu próprio povo. O ponto de partida foi a Ucrânia, onde, de acordo com o historiador Robert Conquest, o regime comunista foi o responsável direto por 14,5 milhões de mortes.

Já entre 1949 e 1987, o comunismo da China, liderado por Mao Tsé-Tung e seus sucessores, assassinou ou de alguma maneira foi o responsável pela morte de 76 milhões de chineses (há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais. Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais.)

O próprio Mao Tsé-Tung famosamente se gaba de ter "enterrado vivos 46.000 intelectuais", o que significa que ele os enviou para campos de concentração, onde ficariam calados e morreriam de fome.

No Camboja, o Khmer Vermelho exterminou aproximadamente 3 milhões de cambojanos, em uma população de 8 milhões. Este radical movimento comunista comandado por Pol Pot chegou ao ponto de ter como alvo qualquer pessoa que usasse óculos. Crianças eram assassinadas a baionetas.

No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Destes, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.

Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que as duas grandes guerras mundiais do século XX, mais as Guerras da Coréia e do Vietnã, mataram aproximadamente 85 milhões de civis. Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal que as principais guerras do século XX combinadas.

➤    Os aliados

Ou seja, não é exatamente por falta de conhecimento. Afinal, assim como o Holocausto, os gulags da União Soviética, o Holodomor, os campos de extermínio do Camboja e a Revolução Cultural da China também são bastante conhecidos.

E, ainda assim, vários intelectuais, jornalistas e membros do meio acadêmico seguem orgulhosamente defendendo — e até mesmo fomentando abertamente — idéias comunistas. No Reino Unido, há jornalistas que abertamente apóiam o comunismo. Estátuas de Karl Marx foram erigidas por ocasião de seu 200º aniversário. Mesmo nos EUA, que sempre foi um dos países mais anti-comunistas da história, há hoje uma estátua de Vladimir Lênin na cidade de Seattle.

Tornou-se aceitável em quase todos os países do mundo (exceto na Polônia, na Geórgia, na Hungria, na Letônia, na Lituânia, na Moldávia e na Ucrânia) marchar sob a bandeira vermelha da ex-URSS, estampada com a foice e o martelo.

Para completar, Mao Tse-Tung é amplamente admirado por acadêmicos e esquerdistas de vários países, os quais cantam louvores a Mao enquanto leem seu livrinho vermelho, "Citações do Presidente Mao Tse-Tung".

[N. do E.: no Brasil, o PCdoB, que recentemente disputou a presidência da república como vice na chapa do PT, é historicamente maoísta].

Seja na comunidade acadêmica, na elite midiática, na elite cultural e artística, em militantes de partidos políticos, em agremiações estudantis, em movimentos ambientalistas etc., o fato é que há uma grande tolerância para com as ideias comunistas/socialistas — um sistema (de governo) que causou mais mortes e miséria humana do que todos os outros sistemas combinados.

Logo, por que exatamente duas ideologias igualmente odiosas e violentas são tratadas de maneiras tão explicitamente distintas?

➤    "O comunismo real nunca foi tentado!"

A resposta pode estar no erro de percepção das virtudes.

Os nazistas, corretamente, são vistos como odiosos e malignos porque toda a sua ideologia é construída em torno da ideia de que um grupo é superior a todos os outros. Trata-se de uma ideologia inerentemente supremacista e anti-indivíduo, uma violenta crença que foi colocada em prática apenas uma vez por aqueles que a conceberam.

Sendo assim, simplesmente não há uma maneira justificável e aceitável para um fascista argumentar que "Ah, mas aquilo não era o nazismo verdadeiro...".

Já o mesmo, aparentemente, não vale para o comunismo. Ao contrário, vemos esse argumento a todo o momento. Aqueles na extrema-esquerda possuem um enorme guarda-chuvas sob o qual se abrigam todos os tipos de estilos comunistas: do stalinismo ao anarco-sindicalismo, passando pelo maoísmo, trotskismo, marxismo clássico ou mesmo pelo socialismo light.

E, dado que Karl Marx nunca implantou ele próprio suas ideias, os líderes dos regimes comunistas sempre usufruíram uma espécie de indulto para praticar suas atrocidades: quaisquer tragédias, descalabros ou crises criadas por regimes comunistas sempre podem ser atribuídas a um "erro" nas aplicações das idéias de Marx, as quais continuam sendo vistas como um mapa infalível para a utopia.

Convenientemente, os defensores desta idelogia sempre têm um passe livre para se descolarem completamente dos horrores do passado. Eles, até hoje, continuam se apresentando como pioneiros e desbravadores de uma ideologia humanitária que simplesmente ainda não teve a oportunidade de desabrochar por completo. "O comunismo de verdade nunca foi tentado!", gritam eles após cada novo fracasso do comunismo.

Agindo desta maneira, os defensores do comunismo podem, após cada novo fracasso, continuar impavidamente se apresentando como humanitários. Eles estão apenas lutando pela libertação da classe proletária e pela criação de um paraíso dos trabalhadores, arranjo este que nada tem a ver com os fracassos e falsos profetas anteriores. A atual geração de comunistas sempre será aquela que, agora sim, irá implantar o comunismo real, e não as deturpações que foram tentadas antes.

Na pior das hipóteses, tais pessoas são vistas apenas como seres ingênuos, mas ainda assim muito bem-intencionados.

➤    Onde estabelecer os limites?

Este é o cerne da questão. Ao passo que o nazismo sempre esteve intrinsecamente ligado aos crimes de seus adeptos, o comunismo sempre conseguiu se distanciar de suas tragédias. Ninguém toleraria a presença de uma camiseta estampada com Adolf Hitler ou Benito Mussolini, mas a foto do maníaco homicida Che Guevara em camisetas e smartphones é amplamente vista como um símbolo de descolamento e de uma pueril ideia de rebeldia juvenil.

Logo, como estabelecer os limites? A ideologia comunista, em sua forma mais pura, sempre consegue se distanciar de suas efetivas implantações, mas a partir de que ponto seu tenebroso histórico irá conseguir desacreditar quaisquer novas tentativas de se implantá-la?

Como disse o economista Murray Rothbard: "Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma "ciência lúgubre". Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância." 

Temos de dizer o mesmo sobre o comunismo. Continuar defendendo idéias e bandeiras comunistas não obstante o pavoroso histórico desta ideologia não é uma postura nem ingênua e nem muito menos bem-intencionada. A história do comunismo é tão sanguinolenta quanto a do nazismo; aliás, é muito mais sanguinolenta.

É hora de dispensarmos a seus símbolos e a seus defensores o mesmo trato que já dispensamos aos nazistas.

De resto, um lembrete aos esquerdistas, progressistas e socialistas de hoje que se arrepiam com a simples sugestão de que sua agenda pouco difere da dos maníacos nazistas, soviéticos e maoístas: não é necessário defender campos de concentração ou conquistas territoriais para ser um tirano. O único requisito necessário é acreditar na primazia do estado sobre os direitos individuais.

Fonte: Mises Brasil
Richard Mason, é freelancer e editor-assistente do site SpeakFreely.today

sexta-feira, abril 13, 2018

300 milhões de renúncias, chineses explicam porque deixaram Partido Comunista






por Everthon Garcia(*).

O movimento global do povo chinês renunciando seus vínculos ao Partido Comunista Chinês alcançou um importante marco no mês passado. 

Em 24 de março, o número de chineses que publicamente revogou sua participação no Partido Comunista ou em suas organizações afiliadas ultrapassou 300 milhões. Por comparação, o Partido Comunista Chinês tem atualmente cerca de 90 milhões de membros. 

A tendência começou com a publicação de uma série editorial em nove partes pela edição chinesa do Epoch Times, os “Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês“, em novembro e dezembro de 2004. A série dissecou as origens do Partido, sua natureza essencial e histórica, e seus crimes, inspirando muitos a renunciar a seus laços anteriores ou atuais com as organizações do Partido — esse movimento foi chamado de “Tuidang” em chinês, ou “renúncia ao Partido”. 

Abaixo estão as histórias de dois chineses e a jornada que os levou à sua escolha. 


Liu Jianguo era o diretor do Departamento de Assuntos Civis de Pequim, um escritório da burocracia municipal. Ele também foi o motorista de uma figura muito importante, Xu Qinxian, o 38º comandante do Exército da Libertação Popular (ELP) que escolheu não seguir as ordens da liderança do Partido para reprimir os manifestantes estudantis no infame Massacre da Praça da Paz Celestial em 4 de junho de 1989. Xu Qianxian se recusou a liderar suas tropas em Pequim para fuzilar os manifestantes.


Liu Jianguo, ex-membro do Partido Comunista Chinês, renunciou ao Partido uma semana antes
de chegar aos Estados Unidos (Han Rui/The Epoch Times)


Xu Qianxian foi imediatamente colocado em prisão domiciliar após desafiar a ordem. Ele foi então removido de seu posto, preso e sentenciado a cinco anos de prisão. Como o motorista de Xu, Liu Jianguo também foi implicado. Ele disse ao Epoch Times que durante sua detenção, ele foi suspenso ou dependurado no ar por sete dias. O Partido Comunista “está destruindo mentalmente as pessoas. Isso priva uma pessoa da sua dignidade e faz com que você deseje morrer ao invés de querer viver”, disse Liu Jianguo. 

Apenas uma semana depois que Liu Jianguo e sua família chegaram aos Estados Unidos numa visita em outubro de 2017, ele encontrou voluntários do Tuidang num bairro local. Ele decidiu abandonar o Partido Comunista, do qual ele era membro há 32 anos. Ele escolheu fazê-lo com seu nome verdadeiro, não temendo as represálias das autoridades do regime. 

Durante sua entrevista com o Epoch Times, Liu Jianguo falou sobre os momentos históricos que ele testemunhou e que o levaram a se desencantar com o Partido Comunista. 

Na noite de 3 de junho de 1989, os cidadãos de Pequim tentaram impedir que o exército avançasse em direção à Praça da Paz Celestial para reprimir os estudantes. 

Dez anos depois, ele testemunhou o apelo pacífico de 10 mil praticantes do Falun Gong nos arredores de Zhongnanhai, o complexo da liderança do Partido Comunista Chinês, em 25 de abril de 1999 em Pequim.

Jovens praticantes da disciplina espiritual do Falun Gong realizam uma vigília de velas perto do consulado chinês em Nova York em protesto contra a brutal repressão e perseguição do regime chinês contra os adeptos na China; em 23 de abril de 2017 (Samira Bouaou/The Epoch Times)

O Falun Gong, também conhecido como Falun Dafa, é uma prática de meditação baseada nos princípios da verdade, compaixão e tolerância. Em 1999, o ex-líder chinês Jiang Zemin lançou uma perseguição nacional contra os adeptos do Falun Gong, acreditando que a popularidade do grupo – em 1999, havia entre 70 e 100 milhões de adeptos, segundo dados oficiais do regime – minaria a autoridade do Partido. 

Jiang Zemin mobilizou o aparato de segurança do Estado para deter e prender os praticantes. Mais de 4.000 adeptos tiveram suas mortes confirmadas como resultado de torturas e abusos enquanto estavam em custódia das autoridades do regime, embora se acredite que o número real seja muito maior, devido à dificuldade de se obter informações da China, de acordo com o Centro de Informações do Falun Dafa. Além disso, um grande número de praticantes do Falun Gong foi morto por seus órgãos, ou seja, executados sob demanda para abastecer ​a indústria chinesa de transplante de órgãos, de acordo com pesquisadores independentes

Liu Jianguo viu em primeira mão os praticantes do Falun Gong que se reuniram em Pequim em abril de 1999, buscando a libertação de vários praticantes que haviam sido presos e encarcerados arbitrária e injustamente. 

“Eu passei por Zhongnanhai. Eu dirigi devagar e apenas me perguntei como essas pessoas poderiam ser tão asseadas e tranquilas. O chão também estava perfeitamente limpo. Mas eu não vi qualquer organizador ou alguém mantendo a ordem”, disse ele. “Somente à noite eu soube que eles eram praticantes do Falun Gong apelando [ao governo]. Havia tantas pessoas lá, mas elas ainda assim foram totalmente ordeiras. Eu os admirei grandemente.” 

“Sem o Partido Comunista, a China será muito melhor”, disse ele. Sua filha, Liu Yangyuan, que também trabalhou no Departamento de Assuntos Civis de Pequim, também escolheu deixar a Liga da Juventude Comunista usando seu nome verdadeiro. 
Bai Jimin, um ex-empresário na China, participa de um jantar comemorativo organizado pelo Centro Global Tuidang na cidade de Nova York para celebrar as 300 milhões de renúncias ao Partido Comunista Chinês; durante do Ano Novo Chinês em 2018 (Lin Dan/The Epoch Times)

Outro indivíduo que escolheu renunciar é Bai Jimin, cuja esposa era uma oficial militar na Força Aérea da China. Ele imigrou para os Estados Unidos a partir de Xangai. Como homem de negócios, Bai frequentemente viajava para o exterior para fazer negócios. Como resultado, ele foi suspeito de ser um espião que usava seu casamento para realizar espionagem para países estrangeiros. 

Bai Jimin disse que os funcionários do Partido Comunista tentaram incriminá-lo com “provas” e destruir seu casamento. Eles começaram a rastreá-lo e monitorá-lo, grampearam seu telefone, roubaram sua pasta de trabalho, contrataram gangues para intimidá-lo e inclusive tentaram envenená-lo. Ele foi forçado a deixar sua mãe idosa, esposa e filhos para fugir por sua vida. 

Bai Jimin disse que viu claramente o quão corrupto é o aparato de segurança do Partido Comunista.

➤“Eles te perseguem, mas ainda o forçam a dizer que são bons. Eles próprios são ladrões, mas desviam a atenção de seus crimes alegando que há ladrões em outros lugares”, disse ele. “A maior organização terrorista do mundo é o Partido Comunista Chinês.”

Bai Jimin disse que, enquanto tentava apelar seu caso para as autoridades locais, ele conheceu alguns praticantes do Falun Gong e testemunhou seus maus-tratos pelo regime chinês. “O Partido Comunista trata esses praticantes de bom coração do Falun Gong como vilões. Na intensa supressão, o Partido tenta marginalizá-los e isolá-los de seus parentes, colegas de trabalho e vizinhos”, disse ele. 

Bai Jimin disse que com os 300 milhões de chineses abandonando o comunismo por meio da renúncia ao Partido Comunista e suas organizações afiliadas, fica claro que mais e mais chineses estão despertando para a verdade sobre o Partido Comunista Chinês.

(*)Everthon Garcia é Autor no site Conservadorismo no Brasil
Fonte: conservadorismodobrasil.com.br

sábado, janeiro 13, 2018

Bloco Soviético e papa Comunista: Viva o Carnaval!







por Marcelo Faria(*).

O “Bloco Soviético”, bloco de Carnaval organizado por foliões de esquerda em São Paulo, não desfilará em 2018 graças ao estado que o próprio bloco defende.

⛔Bloco Soviético reclama do estado e cancela desfile em 2018.

De acordo com mensagem divulgada em sua página oficial no Facebook no final de 2017, o bloco afirmou que, no ano passado, “teve seu trajeto recusado por uma questão burocrática” e “não poderíamos desfilar em duas das áreas pré-determinadas pela prefeitura”. O bloco acabou acatando a imposição (soviética) estatal, no caso, da Prefeitura de São Paulo.

Para 2018, o bloco esquerdista esperava “que ao longo de um ano o cenário pudesse ser um pouco mais favorável”, mas “a burocracia, o desconhecimento e o desrespeito ao movimento de Carnaval (feitos pelo estado) se impõem”.

Dessa forma, graças ao estado que tanto apoiam, os soviéticos não desfilarão em 2018.

(*)Marcelo Faria é empreendedor e presidente do Ilisp.org
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E por falar em Comunismo e Carnaval, caso tenha passado "batido" vamos recordar o Carnaval em Viareggio (Itália) onde uma alegoria bem apropriada ao cardeal Bergóglio, líder católico "que está" papa, desfilou alegremente em 2017.


O famoso desfile de Carnaval de Viareggio, em Itália, caricaturou o Santo Padre como um líder revolucionário de esquerda. O seu andor alegórico denominava-se Che GuePapa e ostentava uma imagem de um simpático Papa, sorridente, com o punho esquerdo erguido e cerrado. A «foice e martelo» comunistas erguiam a sua férula, em vez de um crucifixo, e o solidéu papal foi substituído por uma boina semelhante à do mítico guerreiro marxista Che Guevara.


À volta da imagem do Pontífice romano, no mesmo andor, foram colocados quatro anjinhos, cujas cabeças representavam antigos líderes históricos marxistas, nomeadamente, Mao Tse Tung, Fidel Castro, Vladimir Lenin e o próprio Karl Marx.


Apesar de se tratar de uma mera paródia de Carnaval, onde as grandes figuras públicas são sempre satirizadas, acaba por ser um motivo de reflexão para os cristãos. Que tipo de mensagens tem recebido a opinião pública do actual bispo de Roma para o caricaturar desta maneira?

O Che GuePapa acaba por representar a imagem do Papa Francisco conforme ela é percebida por uma grande parte da opinião pública. É uma caricatura amistosa que, sem deixar de ser completamente anti-católica, realça a aprazibilidade do líder católico que lhe tem valido uma grande empatia popular. Não representa um guerreiro hostil e violento, como foram os grandes líderes revolucionários marxistas, mas antes um líder comunista benevolente e sorridente.

Extraído do blog Mais Lusitânia



No vídeo acima o que vale mesmo são os segundos iniciais com o andor alegórico do cardeal Bergóglio que ainda está papa; todavia se quiser ver carnaval fique até o último segundo.



sexta-feira, janeiro 12, 2018

Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?





Ressentimento, arrogância e ignorância.


por Jesús Huerta de Soto(*).


Por que os intelectuais sistematicamente odeiam o capitalismo? Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.


Esta postura, na realidade, sempre foi uma constante ao longo da história. Desde a Grécia antiga, os intelectuais mais distintos — começando por Sócrates, passando por Platão e incluindo o próprio Aristóteles — viam com receio e desconfiança tudo o que envolvia atividades mercantis, empresariais, artesanais ou comerciais.


E, atualmente, não tenham nenhuma dúvida: desde atores e atrizes de cinema e televisão extremamente bem remunerados até intelectuais e escritores de renome mundial, que colocam seu labor criativo em obras literárias — todos são completamente contrários à economia de mercado e ao capitalismo. Eles são contra o processo espontâneo e de interações voluntárias que ocorre de mercado. Eles querem controlar o resultado destas interações. Eles são socialistas. Eles são de esquerda. Por que é assim?


Vocês, futuros empreendedores, têm de entender isso e já irem se acostumando. Amanhã, quando estiverem no mercado, gerenciando suas próprias empresas, vocês sentirão uma incompreensão diária e contínua, um genuíno desprezo dirigido a vocês por toda a chamada intelligentsia, a elite intelectual, aquele grupo de intelectuais que formam uma vanguarda. Todos estarão contra vocês.


"Por que razão eles agem assim?", perguntou-se Bertrand de Jouvenel, que em seguida pôs-se a escrever um artigo explicando as razões pelas quais os intelectuais — no geral e salvo poucas e honrosas exceções — são sempre contrários ao processo de cooperação social que ocorre no mercado.


Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.


Primeira, o desconhecimento. Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado. 


Como bem explicou Hayek, a ordem social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo. Qualquer pessoa que queira entender minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico, conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os processos de interação espontânea que ocorrem no mercado. 


Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria econômica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.


Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muita importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica.


A segunda razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista. 


O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prêmios. Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade. Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.


Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir. Creem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer. Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas. É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão. Abominam anúncios comerciais. De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população. E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos. 


E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real. E isso é um perigo. Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial. Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.


É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.


E a terceira e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja. O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. 


Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los. Você se torna um ressentido. Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances. 


Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam. O raciocínio é sempre o mesmo:

"Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados. Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas."


"Essa é uma sociedade injusta", prossegue o intelectual. "A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu". Ressentimento e inveja.


Segundo Bertrand de Jouvenel,

O mundo dos negócios é, para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de recompensas injustas e mal direcionadas . . . para ele, o prejuízo é resultado natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas.
[...]
Enquanto o homem de negócios tem de dizer que "O cliente sempre tem razão", nenhum intelectual aceita este modo de pensar.

E prossegue de Jouvenel:

Dentre todos os bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente como sendo prejudiciais? Por acaso não são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais, defendemos e avançamos?


Conclusão


Somos humanos, meus caros. Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades — considerando as possíveis exceções — sempre atue de maneira cega, obtusa e tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda.


(*) Jesús Huerta de Soto, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.

Fonte: www.mises.org.br

quarta-feira, dezembro 27, 2017

O último Natal da Romênia comunista




por Carmen Elena Dorobat(*).



Como Chuck Norris ajudou a derrubar o regime.


Em cada Natal dos últimos 27 anos, os romenos relembram a revolução ocorrida em 25 de dezembro de 1989, quando o regime comunista foi derrubado. 

O ditador Nicolae Ceausescu e sua mulher Elena Ceausescu foram capturados e fuzilados, com o evento sendo transmitido ao vivo pela televisão:



São poucos os romenos que se lembram com algum afeto da era comunista. A maioria se lembra do regime como ele realmente foi: uma época de pobreza, medo, e ausência de liberdade.

No início da década de 1980, Ceausescu já havia exaurido todo o capital que a Romênia acumulara. A população romena sofreu severas privações quando o governo tentou quitar de uma só vez toda a dívida externa do país (de aproximadamente 13 bilhões de dólares). As privações incluíam racionamento de eletricidade e de água quente (sob invernos rigorosos).

Talvez uma das privações mais penosas foi o "programa científico de alimentação", o qual estipulava quantidades máximas de produtos que uma pessoa podia comprar por mês.

A alimentação "cientificamente" controlada pelo governo

É interessante constatar como os fracassos do socialismo não apenas se originam das mesmas causas, como também tendem a se manifestar de maneiras incrivelmente similares. Assim como os venezuelanos de hoje enfrentam escassez e longas filas, aproximadamente 30 anos atrás, do outro lado do Oceano Atlântico, os romenos também tinham o hábito de passar várias horas parados em filas que se formavam perante prateleiras vazias. 



A diferença é que, para os romenos, tal situação rotineira já havia deixado de ser uma mera "crise temporária", que é como a atual situação da Venezuela ainda é descrita pelo governo. Tudo já era tristemente rotineiro.

E, assim como o governo da Venezuela se gaba de sua "boa organização" para controlar as filas dos supermercados e impedir que as pessoas comprem duas vezes na mesma semana, o regime comunista da Romênia, que já estava no poder havia mais de duas décadas, dizia que o racionamento de alimentos era uma medida voltada para promover a saúde e melhorar a qualidade de vida! 

Em 1982, Nicolau Ceausescu instituiu um "programa científico de alimentação" para o país, no qual quantidades de leite, ovos, carne, peixe etc. eram listadas, ao mesmo tempo, como recomendações de dieta e como quotas permitidas para a compra. À medida que o tempo foi passando, essas rações se tornaram cada vez mais escassas.

As compras podiam ser feitas somente por meio de um cartão de racionamento, no qual tais quantidades eram marcadas. A ração incluía as seguintes quantidades mensais:

Frango — 1 kgCarne suína ou bovina — 500g (não havendo,deve ser substituída
por carne enlatada da URSS)Frios ou patê de fígado — 800gQueijo - 500g (a cada 3 meses)Manteiga — 100gAzeite - 1 litroAçúcar - 1 kgFarinha - 1 kg (a cada 3 meses)Ovos — 8-12Pão - 300g/dia


O governo tinha várias explicações para essas limitações. Além de dizer que o estado estava preocupado em fornecer aos cidadãos uma dieta equilibrada e saudável, também havia a justificativa de que se estava combatendo os "especuladores" que estavam estocando comida.

O cartão de racionamento, no entanto, não garantia que os alimentos de fato estariam disponíveis, de modo que a maioria desses produtos só era obtida se você fosse um dos primeiros da fila. Com o tempo, isso gerou o ditado que dizia que, no comunismo, uma boa relação — ser amigo de um funcionário de uma mercearia estatal, que garantiria que você conseguisse todos os itens do cartão — era mais valiosa do que ter um imóvel no capitalismo.

Além dos alimentos, a gasolina também foi racionada em apenas 25 litros por mês, e a fila para conseguir o combustível frequentemente envolvia um esforço conjunto, no qual dois amigos se revezavam na fila em turnos diários, dentro do mesmo carro, esperando seu momento para abastecer. Enquanto um ficava na fila, o outro ia trabalhar. 

E para garantir que os romenos não iriam consumir muita gasolina, o governo adotou um rodízio, segundo o qual os carros não poderiam circular nos fins de semana dependendo do número final de suas respectivas placas. 

Adicionalmente, para sobreviver ao inverno, aquecimento e água quente só estavam disponíveis durante algumas horas do dia. Assim como televisão e eletricidade.

À época, as autoridades comunistas gostavam de se gabar dizendo que os cidadãos romenos usufruíam todos os benefícios da vida moderna, mas nenhuma de suas injustiças

Uma revolução silenciosa

Em paralelo a tudo isso, um contrabandista de fitas VHS e uma tradutora de inglês contrabandearam para a Romênia e dublaram para o romeno milhares de filmes ocidentais, especialmente filmes de ação. Estes filmes foram então distribuídos e ilegalmente exibidos para grupos de 20 a 30 pessoas de cada vez. 

Desta maneira, amontoados perante uma televisão que lhes mostrava amenidades básicas com as quais nem sonhavam existir, os romenos foram se tornando dolorosamente cientes de sua pobreza e isolamento. As revoltas populares foram se intensificando e a queda do regime comunista, algo inevitável, ocorreu antes do fim da década.

Essa história virou um documentário lançado este ano, intitulado "Chuck Norris contra o Comunismo" (aqui o website).


Aqui o Teaser:

Reportagem Visual do NY Times


Um Natal normal

Após 1990, os cardápios para a ceia de Natal dos romenos não mais foram submetidos a concessões institucionais — e nem os cardápios de nenhuma outra refeição.

Mas talvez o fato em relação ao qual eles estão mais felizes é o de poder celebrar o Natal sem o temor de serem denunciados pelos vizinhos para a polícia secreta.

(*)Carmen Elena Dorobat  é pós-doutoranda em economia na Universidade de Angers, na França, e professora na Bucharest Academy of Economic Studies.

Fonte: mises.org.br

sábado, dezembro 09, 2017

Existe algum exemplo de sociedade que tenha prosperado com o comunismo?






por Roberto Rachewski(*).




O problema de Cuba não reside apenas no fato de Fidel Castro ter sido um déspota e seu sucessor ser um tirano como ele foi. O problema é que o sistema que ele adotou para o país, o comunismo, precisa de déspotas para se manter até que venha o colapso total, inexorável, daquela sociedade. Assim foi na União Soviética, na China, no Vietnam, no Cambodja, na Coréia do Norte, na Albânia, na Iugoslávia, na Polônia, na Alemanha Oriental e em outros países por onde o comunismo passou, assim é onde ele ainda persiste.

As experiências comunistas que foram adotadas voluntariamente ao longo da história, também não deram certo. Porém, por não haver déspotas impondo a sua manutenção, foram prontamente abandonadas sem que houvesse consequências desastrosas para a população. Há dois exemplos bem conhecidos dessas experiências: a dos Pilgrims, colonizadores puritanos ingleses, que depois de passarem um tempo na Holanda, resolveram migrar para a América, criando na Nova Inglaterra uma comunidade com os princípios do comunismo que quase levou-os a perecerem com a fome e a falta de insumos para enfrentarem o clima adverso. Superaram seus problemas ao abandonarem rapidamente aquele modelo, adotando o livre mercado, introduzindo o princípio da propriedade privada. Princípio esse que tornaria os Estados Unidos a mais rica e poderosa nação da história. Mais recentemente, encontramos o exemplo do Kibutz, experiência comunista voluntária desenvolvida em Israel, que também fracassou fragorosamente como uma tentativa de engenharia social. Os Kibutzim que ainda restam abandonaram a forma utópica e idealista original, que suprimia totalmente a propriedade privada, adotando também práticas capitalistas para se manterem viáveis.

Não há um exemplo na história, de uma sociedade que tenha prosperado ao adotar o comunismo. Todas as que insistiram nesse modelo nefasto de arranjo político-econômico dependeram de um déspota para manter a população sob controle rigoroso para não fugirem da opressão e da fome. Os povos que vivem ainda sob esse experimento cruel e deletério, como em Cuba, na Coreia do Norte e na Venezuela, sofrem com a escassez e a coerção dos seus governos.



Se não acreditam, perguntem aos que defendem esses regimes, mas moram em sociedades livres, por que eles não se mudam para lá? Eu fui a Cuba e vi, quem tem autoestima e deseja uma vida plena, confortável, saudável, feliz e longeva, deve evitar se mudar para lá. A não ser, é claro, que faça parte do círculo perverso de amigos dos donos do poder. Nesse caso, terão à disposição uma população inteira de escravos para lhes propiciar o que há de melhor, obtidos sob o apontar de uma arma.


(*)Roberto Rachewski é Empresário e articulista.

Fonte: Institutoliberal.org.br

quinta-feira, dezembro 07, 2017

O objetivo final do comunismo








por Everthon Garcia(*).



Desde que o comunismo apareceu pela primeira vez, na União Soviética, 100 anos se passaram. Dentro do período de um século, o comunismo causou mais de 100 milhões de mortes não naturais. Desde que o comunismo apareceu pela primeira vez na Terra, desafiou descaradamente o Divino pelo direito de dominar os seres humanos. Em ‘A Internacional’, o hino socialista francês, criado pelo membro da Comuna de Paris Eugène Edine Pottier, os versos bradavam: “Nunca houve um salvador do mundo” e “O velho mundo, ele será destruído”.



De onde veio o comunismo? Por que apareceu no universo? Qual é a natureza fundamental do comunismo? Qual será seu destino? As pessoas têm especulado sobre estas questões. Agora, é chegado o momento de descobrir as respostas.

“O que é meu é meu, o que é vosso é negociável.”
“As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, porque deveríamos permitir que tenham ideias?” 
“A imprensa é a arma mais poderosa no nosso Partido.”
Joseph Stalin

A essência do comunismo é que ele é um espectro. É constituído por elementos degenerados e rancorosos do universo. Possui um profundo ódio pelos seres humanos e quer destruí-los. Não está satisfeito de apenas matar o corpo de carne do homem; afinal, a vida não termina com a morte do corpo físico. Mas quando uma pessoa abandona completamente seu senso de moralidade, sua alma será completamente eliminada. Esta é a morte definitiva e aterradora. Arrastar a humanidade para o abismo da desgraça eterna é o que esse espectro comunista quer alcançar.

Após a queda do Muro de Berlim, em 1989, a aliança comunista da União Soviética com o bloco oriental logo entrou em colapso. Parecia que todo o mundo acreditava que a Guerra Fria havia terminado, e que a ideologia comunista se confrontava com sua queda cabal. Os países comunistas remanescentes sentiam que estavam prestes a colapsar a qualquer momento. A verdade é que, pelo contrário, o mandato original da ideologia comunista e do comunismo, com um retoque facial, continuou causando estragos no mundo. Países se declararam abertamente como nações socialistas, incluindo China, Coreia do Norte, Cuba e Vietnã. Tantos outros países na África e na América do Sul têm se governado sob o disfarce de uma república ou uma nação democrática, mas têm de fato praticado o socialismo. Ademais, também existem países na Europa e na América do Norte que não têm ciência de como seus valores foram corroídos pelo comunismo.

Quer tenha expandido sua influência com violência ou secretamente infiltrando a sociedade, o espectro comunista tem lançado mão da destruição da cultura ─ estabelecida pelo Criador para finalmente salvar as pessoas ─ como seu meio de aniquilar completamente a humanidade. Após perder sua cultura, a humanidade perderá os padrões de como ser humano. Aos olhos do Divino, as pessoas se tornarão meros animais trajando pele humana, incapazes de se restringir por meio da moralidade, culminando em sua vertiginosa decadência rumo à depravação. Elas serão incapazes de entender a mensagem celestial que o Criador revelará para salvar as pessoas. Consequentemente, as pessoas perderão sua chance de serem salvas quando a calamidade eclodir. Esse é o maior cataclismo que pode recair sobre todas as vidas ─ para destruí-las para sempre ─ e é o objetivo final do espectro comunista.

Tendo em mente o quanto o Divino valoriza nossas vidas, e o quanto Deus se importa profundamente com os seres humanos, escrevemos este livro, ‘O Objetivo Final do Comunismo’, para mostrar às pessoas, mediante análises sistemáticas, como o espectro comunista conspira para destruir a humanidade por meio da destruição da cultura e da moral das pessoas.

Diferentes culturas ao redor do mundo possuem seu próprio folclore prognosticando como o Divino salvará a humanidade nos últimos dias. Os humanos já chegaram a um momento crítico na história do universo. O maior obstáculo no caminho para a salvação é o culto maligno que é o comunismo. Como resultado, acreditamos que devemos, em caráter de grande urgência, expor completamente a natureza maligna do comunismo e suas táticas, para que então os seres humanos, com sua própria consciência, possam fazer o seu próprio julgamento para abandonar este culto maligno, desintegrar pacificamente as organizações comunistas, e sistematicamente purgar os elementos malignos do comunismo, e, finalmente, dar as boas-vindas a uma nova era para a humanidade.



(*)Everthon Garcia - escreve no ConservadorismodoBrasil.com.br

segunda-feira, novembro 13, 2017

Centenário da Revolução Russa: nada a comemorar




por Pedro Henrique Alves(*).



Soaria muito estranho caso alguém, com boa sanidade mental, viesse a comemorar o centenário do nazismo algum dia. Assim como hoje me soa estranho que alguém comemore o centenário da revolução russo-comunista de 25 de outubro de 1917. A comparação entre nazismo e comunismo se faz necessário, e de maneira alguma ela é absurda. Primeiro, pois se trata de suas tiranias políticas do século XX que tomaram para si o monopólio da virtude e da verdade social; segundo, não é absurdo nenhum comparar as consequências nefastas de suas ideias.

Segundo o estudo liderado por Stéphane Courtois — com mais dez historiadores especialistas em história do comunismo — o exato legado do comunismo foi o de mais de 100 milhões de mortos. Essa afirmação ele faz no livro intitulado: O livro negro do comunismo.

Tal revolução comunista deixou para humanidade tantas gangrenas históricas que não seria nenhum exagero dizer que elas nunca serão verdadeiramente curadas. Países como Romênia, Polônia, Ucrânia, Camboja, China, Cuba, entre outras nações incluindo a própria Rússia como berço do comunismo mundial, sofreram imensamente por causa dessa ideologia. Os Gulags, que nada mais eram do que campos de concentração comunista; o episódio de Holodomor, onde quase a Ucrânia inteira foi privada de alimentos ao ponto de o canibalismo passar a ser a principal fonte de alimentação entre os ucranianos; Julgamentos de fachada onde os supostos traidores já haviam sido condenados antes mesmo de serem acusados de qualquer crime, um método de pressão e terror psicológico largamente utilizado pelos comunistas ao redor do mundo — Alexander Soljenítsin relata inúmeros casos desses em sua obra Arquipélago Gulag. Entre outros episódios do tipo que nos mostram de maneira inconteste que a revolução comunista não só foi um erro, como foi o despertar de uma ideologia sem limites morais para seus impulsos genocidas. “Para o historiador do ano 3000, onde estará o fanatismo? No século XIII ou no século XX?” (PERNOUD, 1974, p. 108).

Perseguições, prisões sem justificativa legal, assassinatos, sistemas de vigilância doutrinária, terror psicológico, entre outros métodos de controle de massa foram amplamente implementadas na busca de criar um sistema político perfeito e igualitário. Como Ievguêni Zamiátin demonstrou em sua obra: Nós, o comunismo buscava a padronização das mentes que estavam sob sua égide estatal; a ideia era transformar os indivíduos em parasitas repetidores de discursos e obcecados cumpridores das doutrinas do partido. Sem dúvidas, Zamiátin conseguiu identificar muito bem esse impulso do Estado comunista.

As ideias de que “os fins justificam os meios” foi posto em prática de maneira animalesca ao ponto que, depois de robotizarem — ou justificarem — a consciência moral dos seus seguidores, não havia mais impedimento ético para não matar em nome de uma ideia. Fuzilar — ao estilo Fidel paredón —, forçar o trabalho de crianças como em Camboja, prender e torturar como nos Gulags siberianos, matar camponeses sem dar a eles uma mínima chance de defesa como na China, entre outros horrores, tudo isso tornou-se justificável e até desejável em busca da purgação dos “vermes capitalistas” e da mentalidade conservadora. 

Observar a comemoração de uma revolução que legou montanhas de corpos é o mesmo que assistir novamente os leões comendo escravos no coliseu enquanto comemos e brindamos “vida longa ao imperador”. Hoje professores, alunos, intelectuais, artistas e políticos aplaudem uma revolução sangrenta e necrosada. Não há nada a comemorar num genocídio, não há nada a aplaudir num coliseu de horrores.

Dizia o ex-jornalista brasileiro Osvaldo Peralva, que do serviço de informação (Kominform) da URSS:

“Jamais potência alguma no mundo dispôs de uma arma tão diabólica, de um instrumento de ação tão efetivo e de tamanha amplitude como esse. Nem os maiores impérios, nem os mais poderosos trustes internacionais conseguiram esse grau de eficiência e essa capacidade de confundir os espíritos, deformar a opinião pública, apagar a lucidez do raciocínio em milhões de pessoas, desencadear, na base da falsidade e da mentira, tempestades de paixão coletiva, caluniando, denegrindo, infamando” (PERALVA, 2015, p. 257).

Neste circo repulsivo, assistir a banda comunista passar de punhos cerrados comemorando aquilo que foi o maior genocídio em massa da história humana é simplesmente criminoso, simplesmente repugnante. Quando um povo não conhece a história que permeia suas ideias políticas, quando uma nação se priva dos fatos e acontecimentos vexatórios da humanidade, essa mesma nação está fadada a repetir os erros do passado. A única coisa boa que a revolução russa nos deixou foi a prova cabal de que o comunismo não funciona; e se o caso for a disputa ideológica contra com o nazismo, podem ficar tranquilos, pois, em questão de terror, mau funcionamento estatal e genocídios, vocês comunistas nada devem aos nazistas.

Fonte institutoliberal.org.br


(*)Pedro Henrique Alves é Filósofo formado pela Faculdade Dehoniana; escritor na coluna de política do Instituto Liberal de Minas Gerais; editor e escritor do Blog Do Contra; além de estudioso de filosofia política com ênfase em políticas totalitárias.

Referências:

PERALVA, Osvaldo. O retrato, 1ª Ed, São Paulo: Três Estrelas, 2015

PERNOUD, Régine. Idade média: o que não nos ensinaram. São Paulo: Livraria Agir, 1974.

terça-feira, novembro 07, 2017

Silêncio nos cem anos da Revolução Russa



por Karl Schlögel(*).







Feriado que um dia ensejou grandes celebrações poderia hoje servir ao menos para a reflexão na Rússia. Mas Putin tirou apenas uma lição da queda do Império



O 7 de Novembro, aniversário da "Grande Revolução Socialista de Outubro", era o feriado mais importante do calendário soviético, antes até do 1º de Maio e também do Dia da Vitória, o 9 de Maio. Havia desfiles, corais e fogos de artifício.

Agora, no jubileu de cem anos, o clima não é de festa. Em muitos países haverá ao menos exposições e conferências sobre esse "evento único a cada século", mas, nos palcos originais, na Rússia, predominam o desinteresse e a indiferença.

A ideia de encenar o "Ataque ao Palácio de Inverno", em São Petersburgo, foi rejeitada.

Ataque ao Palácio de Inverno


Isso faz surgir a pergunta: o que significa esse silêncio a respeito de um evento que, ao longo de quase cem anos, foi festejado como marco fundador da União Soviética e cisão na história mundial?

E por que, no lugar da celebração da revolução, foi criado um novo feriado, em 2005: o Dia da Unidade Popular, em 4 de novembro? O dia lembra a expulsão dos poloneses de Moscou, em 1612, e, com ela, o fim do período conhecido como Tempo de Dificuldades e o começo do domínio da dinastia Romanov.

Uma espiada nos jubileus passados mostra que cada época teve sua própria interpretação do Outubro Vermelho. Em 1927, no décimo aniversário, Sergei Eisenstein produziu as imagens do ataque ao Palácio de Inverno, que nunca aconteceu daquele jeito, e um dos heróis, Leon Trótski, foi vitimado em favor dos retoques na história.

Em 1937, os festejos coincidiram com o Grande Expurgo desatado por Josef Stalin, o qual incluiu também o assassinato de figurões da "Velha Guarda" revolucionária.

A parada militar de 1941, na Praça Vermelha, tornou-se lendária porque ela demonstrou que Moscou poderia resistir ao ataque dos alemães. Em 1957, ou 20 anos depois do Congresso que condenou o culto à personalidade de Stalin, já não se falava mais sobre o suposto papel de liderança dele no Outubro Vermelho, mas do retorno ao "leninismo autêntico".

No jubileu de 50 anos, em 1967, o destaque era a presença de personalidades, principalmente do então chamado Terceiro Mundo.

A partir daquele ano, o jubileu se tornou cada vez mais um feriado com tons populares, longe da política. E em 1987, depois do início da Glasnost e da Perestroika, ganhou peso o debate sobre uma interpretação radical da Revolução Russa e suas consequências: pessoas que até então eram tabus, como Nicolai Bucharin, reapareceram, e escritos proibidos durante décadas voltaram a ser impressos em larga escala.

Nos anos 1990, o interesse pelo feriado arrefeceu, e ele passou a ser lembrado apenas por membros do diminuto Partido Comunista. Pelo jeito, as pessoas estavam mais ocupadas com os problemas cotidianos do período pós-soviético do que com os "ideais de outubro".

E hoje? Na verdade, a crescente desigualdade social, a violência e a instabilidade – também mundo afora – recomendam a reflexão sobre os motivos dessas tensões e sobre a necessidade urgente de reformas. A evocação da unidade contra o inimigo externo e seus agentes não conseguiu salvar o Império Russo, que desabou sob o peso da Primeira Guerra Mundial.

E também hoje não oferece nenhuma perspectiva para a Rússia pós-soviética. Todos sabem que as dificuldades para a modernização do país estão nos problemas internos.

A recriação do Império Russo, em 1922, sob a forma da União Soviética, mais uma vez sobrecarregou a Rússia com o peso de um império multiétnico e bloqueou por décadas a sua transformação numa nação de cidadãos modernos e autoconfiantes.



A política de Vladimir Putin tirou apenas uma lição do fracasso do império do czar: o medo da mudança e a manutenção da ordem a quase qualquer preço. Mas isso é muito pouco em tempos em que a modernização do país só pode ocorrer com os cidadãos e as instituições para isso necessárias, e não contra eles ou sem eles.

Fonte: defesanet.com.br
(*)Karl Schlögel é historiador especializado em história russa moderna e stalinismo e ex-professor na Universidade Viadrina, em Frankfurt ao Oder.

quarta-feira, outubro 25, 2017

Um século de matança e opressão




por Rodrigo Constantino(*).



...e ainda tem quem queira salvar a utopia comunista.




Há um século os bolcheviques tomavam o poder na Rússia para implantar o comunismo. Milhões de mortes depois, fora a opressão e a fome, ainda tem gente que acha que “deturparam Marx” e que o problema foram os líderes bolcheviques, não a utopia em si.

Em artigo publicado hoje no GLOBO, Daniel Aarão Reis faz uma “análise” justamente nessa linha, tentando salvar o socialismo da desgraça russa (e chinesa, e no Camboja, e em Cuba, e no Vietnã etc). Após enaltecer o “ideal democrático igualitário” do começo da revolução, ele lamenta que os bolcheviques tenham levado a coisa rumo a uma ditadura:

Neste conjunto de guerras, como sempre acontece nos conflitos bélicos, anularam-se as aspirações às liberdades e à democracia, em proveito de estruturas centralizadas, hierarquizadas, autoritárias. Instaurou-se a ditadura revolucionária, fazendo surgir um socialismo autoritário, imprevisto nas lutas e propostas igualitárias e democráticas do século XIX.

À autonomia e às liberdades das gentes sucedeu-se um Estado todo-poderoso, regulador, minucioso e liberticida, parecendo dar razão à melancólica frase de Albert Camus: “Todas as revoluções modernas contribuíram para o fortalecimento do Estado”. Isto, pelo menos, foi o que ocorreu com as revoluções socialistas do século XX. Estariam os socialistas de hoje condenados a reiterar sempre este destino?

Como um professor de história pode afirmar que tal destino foi “imprevisto” nas lutas “igualitárias e democráticas”, se o próprio Karl Marx, inspirador dessa turma, pregava a ditadura do proletariado? É tomar todos os leitores por estúpidos, achar que são todos como alguns de seus jovens alunos que devem ficar encantados com tais baboseiras em sala de aula. A ditadura era exatamente o plano!

O autor termina com uma pergunta, cujo intuito claro é tentar blindar o socialismo da desgraça bolchevique. Por que ele não menciona a Venezuela, cujo “socialismo do século XXI” uma vez mais levou, pasmem!, ao mesmo destino? A resposta é evidente para quem pensa: sim, os socialistas de hoje, como os de ontem, estão condenados a reiterar sempre este destino terrível, pois o socialismo leva inexoravelmente a ele!

Quando Trump disse que o socialismo não foi desvirtuado, mas sim perfeitamente aplicado na Venezuela, ele estava certo. O historiador Richard Pipes, um historiador sério, diz exatamente isso em seu livro sobre o comunismo: não foi uma ideia boa que deu errado; mas sim uma ideia ruim desde o começo.

O cerne da teoria comunista, conforme resumida por Marx e Engels no Manifesto Comunista, é a abolição da propriedade privada. A tentativa de adotar essa ideia leva, inevitavelmente, ao terror, miséria e escravidão. O ideal de uma Idade de Ouro sem propriedades é um mito. Como explica Pipes, “todas as criaturas vivas, das mais primitivas às mais avançadas, para sobreviver, devem ter o acesso ao alimento garantido e, para assegurar esse acesso, reivindicam a posse do território”.

Para Richard Pipes, a ideia básica do marxismo, de que a propriedade privada é um fenômeno histórico transitório, é completamente falsa. A propriedade privada, na verdade, é “uma característica permanente da vida social e, como tal, indestrutível”. A noção marxista de que a natureza humana é infinitamente maleável é igualmente falha. Essa realidade faz com que o regime comunista tenha sempre que apelar para a violência como meio rotineiro de governar.

Os comunistas esquecem que a abstração chamada “Estado” é composta por indivíduos que também seguem seus interesses particulares. O comunismo sempre evolui, portanto, para a criação de uma nomenklatura poderosa, uma casta privilegiada que coloca fim ao ideal de igualdade presente no comunismo. Como Pipes explica, “a contradição entre fins e meios está inserida no comunismo e em todo país em que o Estado é o dono dos bens de produção”.

Infelizmente, muitos “formadores de opinião” ainda insistem nas ilusões “igualitárias” do comunismo. E não pensem ser exclusividade nossa. Se o Globo fez várias reportagens atenuando o terror soviético, o mesmo foi feito pelo NYT, como mostra Bruce Thornton no Frontpage Magazine. É um esforço para, de alguma forma, reabilitar o socialismo como ideologia, separando-o dos “equívocos” soviéticos. Ele conclui:

Hoje, esse carinho não parece ter a intensidade religiosa dos primeiros convertidos comunistas. Mas a persistência da apologética comunista transformou a admiração tão indecorosa pelo maior assassino da história em uma marca de status e moda para o comunista caviar, radical chique. Esses “idiotas úteis” 2.0 existem porque a admiração pelo comunismo se alastrou profundamente pela alta cultura, a cultura popular e as universidades. Portanto, não é nenhuma surpresa que um grande número de millennials prefiram o socialismo – a meio caminho do comunismo – ao capitalismo, e um terço pensa que George W. Bush matou mais pessoas do que Stalin. Obviamente, a emoção de ser “subversivo”, a ignorância histórica e a flacidez moral também explicam essa misteriosa atração por uma ideologia do assassínio e da tirania por parte daqueles que se consideram intelectuais sofisticados.

Cem anos depois que o comunismo surgiu no cenário mundial, ele sobreviveu ao colapso de seu patrocinador estatal mais letal, a União Soviética e, de forma modificada, vive em regimes totalitários como a China e nos partidos políticos em toda a Europa. A série no Times nos lembra que as teorias desacreditadas e o fascínio do maior inimigo da liberdade ainda devem ser atacados e ridiculizados.



Thornton está certo, claro. Quem tenta ridicularizar não o comunista, mas o anticomunista, como se fosse um paranoico preso nos tempos de Guerra Fria vendo fantasmas, pode nem saber, mas está agindo como um idiota útil dos comunistas. O comunismo não morreu, e basta uma rápida passada de olho na mídia mainstream para verificar isso.


(*)Rodrigo Constantino é Presidente do Conselho do Instituto Liberal e membro-fundador do Instituto Millenium (IMIL). Rodrigo Constantino atua no setor financeiro desde 1997. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), com MBA de Finanças pelo IBMEC. Constantino foi colunista da Veja e é colunista de importantes meios de comunicação brasileiros como os jornais “Valor Econômico” e “O Globo”. Conquistou o Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade, realizado em 2009. Tem vários livros publicados, entre eles: "Privatize Já!" e "Esquerda Caviar".