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quinta-feira, dezembro 27, 2018

Palestinos: Metralhar uma Mulher Grávida e Mentir







A cena de um ataque terrorista fora do assentamento de Ofra na Cisjordânia, em 9 de dezembro de 2018. (Magen David Adom)
por Bassam Tawil (*).

Três israelenses foram mortos na Cisjordânia na mais recente onda de terrorismo palestino. As vítimas foram dois soldados e um bebê de apenas quatro dias, nascido prematuramente após a mãe ter sido baleada e ferida em um ataque com uma rajada de tiros perpetrado por terroristas palestinos.

O ataque terrorista ocorreu perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia, de fato a capital da Autoridade Palestina (AP) onde o presidente Mahmoud Abbas bem como a maioria dos altos funcionários residem e trabalham. A chacina ocorreu quando uma rajada de tiros foi disparada do interior de um veículo em movimento nas proximidades da colônia de Ofra, e na sequência o veículo foi localizado pelo exército israelense no bairro de Ain Musbah em Ramala, nos arredores da residência particular e gabinete de Abbas.

Ninguém está insinuando que Abbas sabia que o ataque terrorista seria perpetrado. No entanto, a reação de Abbas e das autoridades de alto escalão da AP aos ataques levanta sérias dúvidas ao seu pretenso comprometimento em fazer a paz com Israel.

Horas antes do ataque à Ofra, Abbas ressaltou em um discurso perante os líderes de sua facção, Fatah, que continua comprometido com a "resistência popular pacífica" e com a diplomacia. "Não acreditamos em armas e não acreditamos em foguetes", salientou Abbas fazendo referência aos foguetes lançados pelo Hamas e por outros grupos terroristas contra Israel a partir da Faixa de Gaza.

Este é o mesmo Abbas que, apesar de dizer se opor ao uso de armas e foguetes, não condenou o ataque terrorista no qual três israelenses foram mortos. Muito pelo contrário, tanto seus assessores como ele próprio têm condenado Israel todo santo dia pela repressão aos terroristas.

O incitamento contra Israel teve início logo após o ataque à Ofra, quando Abbas e membros da Fatah e da Autoridade Palestina começaram a condenar Israel pelo envio de soldados a Ramala em busca dos terroristas.

Em vez de condenar os assassinatos em Ofra, o Ministério da Informação de Abbas emitiu uma contundente condenação ao exército israelense por este entrar nos escritórios da agência de notícias palestina Wafa. O ministério definiu a entrada dos soldados como "ato de terrorismo" e pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel pela "agressão" aos palestinos.

Segundo a lógica do ministério de Abbas, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo" mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não.

O exército israelense não entrou em Ramala porque Israel quer "reocupar" a cidade e reinstalar o governo militar israelense. Tratava-se, na realidade, de uma operação limitada que durou poucas horas envolta no contexto da perseguição aos terroristas palestinos. Abbas e membros do alto escalão, no entanto, vêm empreendendo uma intensa campanha de incitamento contra Israel, espalhando mentiras e teorias conspiratórias fora de qualquer propósito.

Veja, por exemplo, o que o Secretário-Geral da OLP, Saeb Erekat, que se autodenomina como o "principal negociador palestino", tinha a dizer sobre a perseguição aos terroristas pelos agentes israelenses. Erekat, em uma bizarra declaração, afirmou que a "intrusão israelense em Ramala foi realizada com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump". Erekat também pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel por seus "crimes" e que proporcione proteção internacional aos palestinos.

O que causa espécie na declaração de Erekat é que ele insinua que Israel precisava da permissão de Trump para enviar suas tropas a Ramala para capturar os terroristas que assassinaram três pessoas. É estranho também que Erekat acredita que a busca israelense para capturar terroristas é um "crime" pelo qual Israel deve ser responsabilizado na arena global.

No entanto, as declarações bizarras da AP não param por aí. Prestemos atenção na observação de Osama Qawassmeh, alto funcionário da Fatah e porta-voz, que afirmou que a operação militar israelense em Ramala foi na realidade dirigida contra o próprio Abbas. Segundo Qawassmeh, o exército israelense "invadiu" Ramala porque Abbas rejeitou o plano, ainda não divulgado, de Trump de paz para o Oriente Médio. Como se isso não bastasse, o membro da Fatah sustentou que o empenho do exército israelense de capturar os terroristas também estava ligado à oposição de Abbas a uma recente resolução dos EUA na Assembleia Geral da ONU para condenar o Hamas pelo disparo incessante de foguetes contra Israel e pelo incitamento à violência.

Essa sandice reflete a lógica distorcida de Abbas e de seus representantes em Ramala. Para eles, o verdadeiro problema não é o disparo de uma rajada de tiros e subsequente morte de uma mulher grávida e a morte de dois soldados. Longe disso, os líderes palestinos, incluindo Abbas, apontam o dedo acusador na direção de Israel pela audácia de enviar soldados para capturar terroristas palestinos e impedir outros ataques contra cidadãos israelenses. Desnecessário dizer que os soldados israelenses que entraram em Ramala em nenhum momento chegaram perto do gabinete ou da residência de Abbas e, com certeza, não tinham a menor intenção de alvejá-lo ou alvejar qualquer um de seus assessores. Na realidade, nenhum membro da Autoridade Palestina ou da Fatah foi detido nem ferido pelas tropas israelenses.

Será que esse membro da Fatah acha que o mundo lá fora é tão obtuso a ponto de acreditar que Israel colocaria em perigo a vida de seus soldados enviando-os a Ramala pelo simples fato de Abbas ter rejeitado um plano de paz que ninguém nunca viu nem sabe de seu conteúdo? Algum dos soldados que entraram em Ramala bateu na porta de Abbas e entregou-lhe uma carta dizendo que deveria aceitar o plano de Trump, (que ninguém conhece), caso contrário ele seria punido? É óbvio de não.

Abaixo mais um exemplo das mentiras e teorias de conspiração promovidas pelos assessores de Abbas nos últimos dias. Mahmoud Habbash, que ocupa o cargo de conselheiro de Abbas para assuntos religiosos, realçou, reagindo às medidas de segurança israelenses contra o terrorismo, que Israel e o Hamas estavam se enfrentando com o objetivo de "virarem a mesa" na Cisjordânia com o intuito de abrir caminho para a implementação do "acordo do século" de Trump que já despontava no horizonte.

Vale salientar também que o Hamas reconheceu publicamente que estava por trás da recente sucessão de ataques terroristas ocorridos na Cisjordânia. Mas, segundo Habbash, a repressão israelense contra o terrorismo nada mais é do que uma conspiração costurada por Israel e pelo Hamas para desgastar a Autoridade Palestina e abrir caminho para a "aprovação do acordo do século, que visa liquidar a causa palestina".

O conselheiro de Abbas, no entanto, está convencido que o mundo é tão tapado a ponto de acreditar que Israel e o Hamas estavam mancomunados por trás dos recentes ataques terroristas. Isso nada mais é do que mais um libelo de sangue de Abbas e de seu séquito contra Israel. A declaração acima não constitui somente uma mentira deslavada, trata-se também de um insulto à inteligência, parece até plágio de um programa humorístico. "Parece", quer dizer, porque esses comentários aparentemente ridículos se referem a uma série de ataques terroristas que ceifaram a vida de cidadãos israelenses. Assim sendo, as declarações devem ser levadas a sério e vistas no contexto da campanha da liderança palestina de incitação e disseminação de fake news contra Israel . É exatamente esse tipo de discurso incendiário que leva os terroristas palestinos a continuarem com os ataques contra Israel.

Em vez de culpar o Hamas pelos ataques terroristas, o gabinete de Abbas preferiu responsabilizar Israel pelo surto de violência na Cisjordânia. "O clima criado pela política de incursões recorrentes de Israel em cidades palestinas, bem como incitamento contra o presidente Abbas, desencadeou essa rodada de violência, que nós rejeitamos", ressalta uma declaração emitida pelo gabinete do presidente palestino.

Mais uma vez, a declaração mostra que Abbas considera as medidas anti-terroristas de Israel e não os ataques elaborados pelo Hamas, como causa dos protestos e da violência. A mensagem de Abbas ao mundo é a seguinte: como esses israelenses ousam tomar medidas de segurança para impedir ataques terroristas contra seus civis e seus soldados!

Está claro que Abbas treme na base em condenar seus rivais no Hamas por desfecharem a última onda de ataques terroristas na Cisjordânia. Ele está cansado de saber que assim que condenar o disparo da rajada de tiros contra uma mulher israelense grávida, o povo se levantará e o acusará de colaborar com Israel. Mas Abbas só pode culpar a si mesmo: seu ininterrupto incitamento e mentiras lançadas contra Israel tornaram perigoso demais dizer uma palavra sequer contra os terroristas palestinos.

Por último, é interessante expor um detalhe importante sobre o porquê de Abbas e seus representantes manterem suas bocas bem fechadas: a repressão israelense contra o Hamas na Cisjordânia, na realidade, atende aos interesses da Autoridade Palestina. Sem a repressão, o Hamas teria derrubado o regime de Abbas há muito tempo e tomado o controle da Cisjordânia. São os soldados israelenses, posicionados a uma pequena distância do gabinete e da residência de Abbas que o mantém são e salvo. Por mais inconveniente que seja a verdade, para Abbas e seus manipuladores em Ramala, é a verdade nua e crua






(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Original em inglês: Palestinians: Shooting a Pregnant Woman and Lying
Tradução: Joseph Skilnik

quinta-feira, junho 28, 2018

Espanha: Marco Zero do Movimento Anti-Israel na Europa





por Soeren Kern(*).


Valência, a terceira maior cidade da Espanha, aprovou uma moção para boicotar e difamar Israel, declarando a cidade "zona livre de apartheid israelense". A moção foi aprovada poucos dias após Navarra, uma das 17 comunidades autônomas da Espanha, tomar o mesmo tipo de medida. Ao todo, mais de 50 cidades e regiões espanholas aprovaram moções condenando Israel. A proliferação do ativismo anti-Israel, impulsionado pela ascensão ao poder da extrema-esquerda, firma a Espanha como o Estado membro da UE mais hostil ao Estado Judeu.

A medida valenciana, apresentada pelo partido de extrema-esquerda València en Comú, foi aprovada durante uma sessão do plenário da câmara municipal em 31 de maio. A moção, que obriga a cidade a se abster de manter contatos comerciais ou eventos culturais com autoridades e empresas israelenses, visa firmar Valência como "referência global de solidariedade aos palestinos".

A moção, que difamatoriamente pinta Israel como sendo um "regime de apartheid", acusa o Estado Judeu de "colonialismo", "racismo", "limpeza étnica", "tirania" e "genocídio".

A medida, que sustenta ecoar a "dignidade, solidariedade e correção" do povo valenciano, foi apresentada por Neus Fábregas Santana, vereadora cujos tuítes revelam uma obsessão em demonizar e deslegitimar Israel.

Santana mantém estreita colaboração com um grupo chamado BDS País Valencia, braço local de um movimento mundial que busca deslegitimar Israel, a única democracia do Oriente Médio.

O BDS País Valencia está promovendo um documentário espanhol sobre a Faixa de Gaza chamado "Gas the Arabs," título que alega, falsamente, que os judeus de Israel estão fazendo hoje contra os árabes o que os nazistas da Alemanha fizeram aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A cidade de Valência, aprovou uma moção para boicotar e difamar Israel, declarando a
cidade "zona livre de apartheid israelense". (Imagem: Ben Bender/Wikimedia Commons)


Mireia Biosca, ativista do BDS País Valencia, salientou que a moção adotada em Valência tem três objetivos:
"O primeiro é derrubar o muro do apartheid e o retorno às fronteiras de 1967. O segundo é o fim do apartheid tanto na Palestina quanto em Israel e o terceiro é o direito de retorno".
Biosca também ressaltou que o BDS País Valencia trabalhará para impedir que o Festival Eurovisão da Canção seja realizado em Israel em 2019:
"A diretriz é extremamente clara: primeiro garantir que países não participem do festival e, obviamente, fazer uma campanha com o objetivo de impedir que o festival seja realizado em Jerusalém. Para mim é igualmente passível de boicote se for resolvido que a Eurovisão seja realizada em Tel Aviv.."
A organização com sede em Madri, Action and Communication on the Middle East (ACOM), que luta contra o movimento anti-Israel BDS na Espanha, realçou que a moção aprovada em Valência é antissemita e incita ao ódio. A organização salientou que estava estudando se deveria tomar medidas legais contra a Câmara Municipal de Valência por violar a constituição espanhola e promover a discriminação com base na religião, etnia e nacionalidade:
"A declaração está repleta de mentiras, manipulações e difamações, ela exorta que a cidade adira formalmente ao movimento BDS e se declare 'livre do apartheid israelense' (eufemismo conhecido na Espanha para o Judenrein (livre de judeus), onde qualquer um que tenha um traço de simpatia para com o Estado judeu seja obrigado a condenar publicamente as políticas da única democracia do Oriente Médio para que possa participar de atividades sociais, políticas, econômicas e cívicas do município)...
"Informamos à imprensa local sobre a ilegalidade da campanha do BDS, detalhando dezenas de casos judiciais ganhos pela ACOM nos tribunais espanhóis que provaram a inconstitucionalidade de medidas excludentes".

A ACOM ingressou com mais de vinte ações na justiça contra conselhos distritais e municipais que promulgaram boicotes a Israel.

Grande parte da atividade do BDS na Espanha é promovida pelo 'Podemos', partido neocomunista fundado em março de 2014 para protestar contra as medidas de austeridade econômica postas em prática em virtude da crise da dívida europeia. O 'Podemos' recebeu mais de 20% dos votos nas eleições gerais realizadas em 20 de dezembro de 2015 e já é o terceiro maior partido do Parlamento.

Pablo Iglesias líder do 'Podemos' e seu vice Íñigo Errejón, foram assessores do já falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, eles foram acusados de receber mais de US$8 milhões de Chávez para financiar suas atividades políticas na Espanha.O 'Podemos' também é acusado de receber ajuda financeira da República Islâmica do Irã.

Iglesias conta com uma longa história de antissemitismo: ele minimiza a importância do Holocausto, descrevendo-o como "uma decisão burocrática e administrativa", compara a Faixa de Gaza ao Gueto de Varsóvia e pinta a polícia espanhola que detêm imigrantes ilegais como sendo a mesma coisa que os guardas da SS.

Iglesias apresenta o programa de TV "Fort Apache", transmitido pela HispanTV, uma rede de TV a cabo em língua espanhola do governo iraniano. Ele é acusado de usar o programa para repetir teorias de conspiração e clichês antissemitas.

Em uma entrevista concedida em 7 de junho à RTVE, uma importante rede estatal de rádio e televisão, Iglesias disse que Israel é um país "ilegal": "precisamos agir com mais firmeza contra um estado ilegal como Israel. As ações de Israel são ilegais. As políticas do apartheid de Israel são ilegais". "

València en Comú, partido político que patrocina o movimento BDS em Valência, é um braço local do 'Podemos'. A moção foi aprovada com o apoio da Compromis, coalizão de partidos nacionalistas de esquerda e comunistas, bem como do Partido Socialista Espanhol (PSOE), que acaba de assumir o governo central em Madri.

As moções do BDS também foram aprovadas em: Abrera, Alcoi, Alhaurín da Torre, Artés, Badalona, Barberá do Vallès, Barcelona, Benlloch, Campillos, Casares (Málaga), Castrillón, Castro del Rio, Catarroja, Concentaina, Córdoba, Corvera, El Prat, Gijón, Gran Canaria, La Roda Llangreu, Los Corrales, Madri, Mairena del Aljarafe, Molins de Rei, Montoro, Muro, Navalafuente, Navarra, Oleiros, Olesa de Montserrat, Onda, Pamplona, Petrer, Ripollet, Rivas-Vaciamadrid , San Fernando, São Roque, Sant Adrià del Besòs, Sant Cebriá de Vallalta, Sant Celoni, Santa Eulària (Ibiza), Sant Boi de Llobregat, Sant Feliu de Llobregat, Sant de Pere de Ruidebitlles, Santiago de Compostela, Sant Quirze del Vallès, Sevilha, Telde, Terrassa, Trebujena, Málaga-Velada, Viladamat, Viloria del Henar, Xeraco e Zaragoza, entre outras.

O presidente da ACOM, Ángel Más explicou a dinâmica por trás da ascensão do movimento BDS na Espanha:
"O BDS é um fenômeno global que nasce do reconhecimento por parte dos antissemitas modernos da improbabilidade de derrotar Israel por meio de confrontos militares ou ataques terroristas. O objetivo é o mesmo: o aniquilamento da pátria judaica, 'do rio ao mar'. Mas agora, o BDS quer impelir a comunidade internacional a condenar Israel como estado pária e isolar todos aqueles que o apoiam: sionistas e judeus.
"Os que querem deslegitimar Israel, como os racistas dos velhos tempos, mascaram sua barbárie, se fazendo de vítimas, escondendo suas verdadeiras intenções. Eles apelam para os sentimentos da população contra a opressão e o abuso e a simpatia pelos coitadinhos e pelas minorias que sofrem.
"O movimento BDS na Espanha adquiriu a atual virulência com o surgimento do 'Podemos', um partido de extrema esquerda do tipo 'chavista' financiado pela Venezuela e pelo Irã. O Podemos conquistou 25% dos votos nas eleições locais espanholas de 2015. Antes das eleições, o BDS era uma confederação marginal de pequenos grupos que dirigiam o foco em boicotes acadêmicos e culturais contra Israel. O grupo principal que formou o Podemos, atuante nas iniciativas do BDS por anos a fio, tinha como prioridade máxima de sua agenda política a hostilidade contra Israel.
"À medida que o Podemos se assenhorou do controle dos governos municipais nas principais cidades espanholas, como Madri, Barcelona, Zaragoza e Cádiz, o movimento anti-Israel teve acesso a inúmeros recursos econômicos, humanos e organizacionais. Quando esses grupos de extrema-esquerda ocuparam as instituições públicas, eles não fizeram distinção entre sua própria agenda sectária e a agenda de governo.
"As administrações locais (provinciais e municipais) aderiram formalmente ao movimento BDS e declararam seus territórios 'livres do apartheid israelense'. Na realidade Judenrein. Foram distribuídos adesivos para serem exibidos em lojas e escritórios, empresas públicas foram instruídas a não trabalharem com firmas ou cidadãos israelenses e cidadãos espanhóis suspeitos de estarem associados ou serem simpatizantes do Estado judeu foram intimados a repudiá-lo publicamente para que não sejam excluídos da vida social, política, econômica e cívica.
"O 'Podemos' coagiu mais de 90 pessoas a fazerem declarações desse tipo na Espanha em jurisdições cobrindo uma população de mais de oito milhões de habitantes. O plano era criar uma avalanche de ódio com o objetivo de atingir a maioria na Espanha em um espaço de 18 meses. Tratava-se de uma ameaça existencial e tivemos que agir".
"Nenhum boicote local é pequeno demais para ficar sem resposta. Os grupos BDS manipulam cuidadosamente as informações, atingem personalidades com poder de decisão, gastam recursos exorbitantes em campanhas na mídia além de serem mestres na inebriação das redes sociais. Em geral, grupos pró-Israel estão ficando para trás no tocante à análise e ação nesses campos. "
(*)Soeren Kern é membro sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque.
Fonte - pt.gatestoneinstitute.org

segunda-feira, junho 25, 2018

Palestinos: Gays Aqui Não Têm Vez







Parada do Orgulho Gay 8 de junho de 2018 em Tel Aviv, Israel.


por Khaled Abu Toameh(*).

Em 8 de junho cerca de 250 mil pessoas participaram da Parada do Orgulho Gay em Tel Aviv. Turistas de todo o mundo vieram a Israel para assistir e participar do evento. O tema do evento deste ano foi "A Comunidade Faz História", uma referência à comunidade LGBT de Israel.

Nesse ínterim, enquanto os israelenses estavam festejando a tolerância nas ruas de Tel Aviv, seus vizinhos palestinos estavam ocupados fazendo exatamente o contrário: eles estavam exigindo que os responsáveis por produzir programas humorísticos para a televisão sobre gays na Faixa de Gaza fossem demitidos.

O polêmico programa, chamado "Fora de Foco", suscitou duras condenações dos palestinos, que agora pedem a punição dos responsáveis por "insultarem os valores árabes e islâmicos".

Na sociedade palestina e árabe, a homossexualidade é duramente rechaçada e estigmatizada. A homossexualidade é ilegal sob o domínio do Hamas na Faixa de Gaza e dezenas de palestinos gays fugiram para Israel por temerem perseguição e assédio. Na Cisjordânia as leis da Autoridade Palestina também não protegem os direitos dos palestinos gays.

➤Nas últimas décadas, inúmeros palestinos gays foram mortos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Em 2016 o Hamas executou Mahmoud Ishtiwi, um dos seus principais comandantes militares, de 34 anos, por ser considerado culpado de "torpeza moral", referência velada à homossexualidade. Ishtiwi, que foi morto com três tiros no peito, estaria vivo e em segurança se ele fosse um cidadão israelense. Se ele morasse em Israel, poderia até ter participado da Parada do Orgulho Gay em Tel Aviv sem que tivesse que esconder sua identidade. Mas ele vivia na Faixa de Gaza onde se considera o homossexualismo um pecado que merece ser punido com a morte e foi assim que o puniram.

➤O caso de Ishtiwi escancara a gigantesca diferença entre a sociedade e a cultura israelense em comparação à palestina.

Israel vem avançando em direção à tolerância e aceitação dos direitos da comunidade gay, enquanto os palestinos continuam intolerantes como sempre foram em relação àqueles que ousam se comportar e se expressar de maneira diferente.

O alvoroço no tocante ao programa de televisão sobre gays na Faixa de Gaza é mais um exemplo de como a sociedade palestina ainda está a anos luz de reconhecer e respeitar os direitos da comunidade gay. O programa, gravado recentemente na Faixa de Gaza, apresenta uma cena cômica em que um ator é flagrado se insinuando sexualmente na frente de rapazes como parte de um programa do tipo "câmera escondida". Em outras palavras, as insinuações sexuais não são reais, são apenas uma brincadeira, os 'participantes' sequer sabiam que estavam sendo filmados.

➤No mundo palestino, no entanto, isso não é motivo para risos.

Mousa Shurrab, comediante da Faixa de Gaza, idealizador do show ofensivo, está com a corda no pescoço. Em uma postagem no Facebook, Shurrab foi obrigado a se retratar. Ele disse que retirou o vídeo das redes sociais. "Pedimos desculpas a todos os nossos telespectadores" salientou ele. "O programa foi retirado pouco depois de ser postado. Cometemos um erro pelo qual nos arrependemos."

No entanto, o pedido de desculpas do comediante não acalmou os críticos, que foram às redes sociais para expressar sua repulsa ao programa e ao comportamento do comediante.

"De que vale essa desculpa depois que você ofendeu todos os valores religiosos e culturais em nome da fama?" ressaltou Taghreed Alemoure em um comentário no Facebook. Outros usuários do Facebook acusaram o comediante de promover "anormalidades sexuais" e fizeram uso de comentários depreciativos e xingamentos para condená-lo e ameaçá-lo. "Remover o vídeo não te exime desse crime moral" comentou Mohamed Al-Aila.

Alguns palestinos exortaram o Hamas a tomar providências contra Shurrab e os produtores do programa. O pedido não caiu no vazio. O Ministério do Interior do Hamas, sem demora, intimou um dos produtores do programa, Emad Eid, para ser interrogado. Embora Eid tenha sido liberado poucas horas depois, o Hamas afirmou que continuará a investigar o caso.

A agência de notícias Ma'an com sede em Belém, acusada de produzir a comédia, está fazendo de tudo para se distanciar do programa. Em um comunicado, a Ma'an salientou que nunca autorizou a transmissão do programa, alegando que ele foi vazado para as redes sociais. "Um dos atores postou o programa nas redes sociais com nosso logotipo", afirmou a agência de notícias. "Reservamo-nos o direito de entrar com uma ação na justiça contra os responsáveis por esse ilícito". A agência também apresentou um pedido de desculpas aos telespectadores por "melindrar nosso povo e nossos valores".

Nesse ínterim, a Autoridade Palestina iniciou uma investigação própria sobre o programa de televisão, também considerando-o "prejudicial ao nosso povo e a nossos valores". O Ministério da Informação de Ramala emitiu um comunicado segundo o qual estava planejando entrar com uma ação na justiça contra os responsáveis pelo programa.

O que se pode concluir da controvérsia em torno da versão palestina da "câmera escondida"? Basicamente, que é mais seguro ser membro do Hamas do que ser gay. Os líderes palestinos preferem ver jovens palestinos tentando matar israelenses do que falar sobre gays em sua sociedade. No mundo do Hamas e da Autoridade Palestina não há espaço para comédias ou sátiras.

Como poderia haver, se não há espaço para gays ou para alguém que se atreva a mexer em tabus? Não é segredo para ninguém que há gays na sociedade palestina, mas suas vidas são bem diferentes das de seus pares a apenas poucos quilômetros de distância, em Israel. Quão coincidente e simbólico é o fato da controvérsia gay palestina ter aparecido justamente no mesmo dia em que dezenas de milhares de israelenses festejavam o orgulho gay em Israel.

(*)Khaled Abu Toameh, jornalista radicado em Jerusalém, Ilustre Colaborador Sênior do Gatestone Institute.
Fonte - pt.gatestoneinstitute.org

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Os discursos de Trump e Netanyahu:Jerusalém Capital de Israel



por Felipe G.Martins(*).




Discurso de Donald Trump, o presidente americano, ao declarar o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e anunciar a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém:

Muito obrigado! Quando cheguei ao governo, prometi que iria encarar os desafios globais com prudência e inventividade. Afinal, não podemos solucionar nossos problemas insistindo nos mesmos pressupostos errados ou nas mesmas estratégias equivocadas do passado.

Velhos desafios demandam novas abordagens; novas maneiras de enfrentá-los. E o anúncio que estou fazendo aqui, hoje, marca o início de uma nova forma de lidar com o conflito entre Israel e os palestinos.

Em 1995, o Congresso aprovou o Jerusalem Embassy Act, determinando que o governo federal realocasse a embaixada americana para Jerusalém e reconhecesse a cidade como capital de Israel. A proposta foi aprovada com amplo apoio bipartidário pelo braço legislativo do nosso governo; e esse apoio foi renovado e reafirmado, há apenas seis meses, com uma aprovação unânime do Senado.

Apesar disso, por mais de 20 anos, todos os presidentes americanos recorreram a medidas derrogatórias, recusando-se a realizar a transferência da embaixada americana para Jerusalém e reconhecer a cidade santa como a capital de Israel.

Os meus antecessores fizeram essa opção por acreditar que o adiamento do reconhecimento de Jerusalém beneficiaria as negociações de paz. Muitos dizem que eles não eram corajosos o suficiente, mas acredito que todos eles tentaram tomar as decisões que julgavam mais adequadas à luz do que compreendiam a respeito da situação no Oriente Médio.

Apesar disso, o histórico foi se estabelecendo. Após duas década de medidas derrogatórias, não houve nenhum avanço rumo à paz duradoura entre Israel e os palestinos. Seria uma insensatez presumir que repetir essa mesma fórmula produziria um resultado melhor e diferente.

Por essa razão, concluí que é chegada a hora de oficialmente reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Embora muitos dos presidentes que me precederam tenham feito essa promessa durante suas campanhas, nenhum deles a cumpriu. Hoje, eu estou cumprindo. Após refletir e analisar o problema, concluí que este é caminho a ser seguido para promover a paz entre Israel e os palestinos, sem desconsiderar os interesses nacionais americanos.

Portanto, este é um passo importante, e há muito esperado, para avançar nas negociações de paz e conseguir um acordo duradouro entre as partes. Israel é uma nação soberana e, como tal, tem o direito de escolher sua própria capital. Reconhecer esse fato é uma condição necessária para a conquista da paz.

Faz 70 anos que os Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Truman, reconheceram o Estado de Israel. Desde então, Israel elegeu como sua capital a cidade de Jerusalém — que foi erguida pelos judeus na Antiguidade.

Hoje, Jerusalém serve como a sede do governo de Israel. É ali que se encontram o Knesset, o parlamento israelense, bem como a Suprema Corte de Israel; é ali também que residem tanto o Primeiro Ministro quanto o Presidente; e a cidade serve ainda como a sede de muitos ministérios governamentais.

Por décadas, os presidentes americanos, assim como os secretários de Estado e nossas lideranças militares, se encontraram com suas contrapartes israelenses em Jerusalém, exatamente como eu fiz no início deste ano.

Vale notar que Jerusalém é não apenas o coração de três grandes religiões, como o coração de uma das democracias mais bem-sucedidas do mundo. Nas últimas sete décadas, os israelenses construíram um país em que judeus, muçulmanos e cristãos, junto com pessoas de todos os credos, são livres para viver pacificamente e praticar suas religiões conforme suas consciências e suas crenças.

Jerusalém é hoje, e precisa continuar a ser, o lugar onde judeus oram de frente para o Muro das Lamentações, onde os muçulmanos cultuam na Mesquita de Al-Aqsa e onde os cristãos percorrem a Via Crucis, o caminho percorrido por Jesus rumo ao Calvário.

Apesar disso, ao longo de todos esses anos, os presidentes americanos se negaram a reconhecer oficialmente a cidade de Jerusalém como a capital de Israel. Na realidade, isso faz com que por muito tempo não reconhecêssemos nenhuma capital israelense.

Hoje, porém, nós finalmente reconheceremos o óbvio: Jerusalém é a capital de Israel. Isso nada mais é do que um reconhecimento da realidade. A coisa certa a se fazer. Algo que tem de ser feito.

É por isso que hoje, em observância ao Jerusalem Embassy Act, estou reivindicando que o Departamento de Estado inicie os preparativos para transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. O processo de contratação de arquitetos, de engenheiros e de outros profissionais necessários começa hoje mesmo, com o intuito de transformar nossa nova embaixada em um magnífico tributo à paz.

Ao fazer este anúncio, também quero deixar algo muito claro: esta decisão não tem, de modo algum, a finalidade de alterar nosso firme comprometimento e nosso ardente desejo de promover um acordo de paz duradouro e permanente. Nós desejamos um acordo que seja bom para os israelenses e que seja bom para os palestinos.

Não estamos nos posicionando sobre nenhuma das questões em disputa, incluindo aquelas que envolvem as fronteiras da soberania israelense em Jerusalém ou a resolução dos territórios disputados. Essas questões devem ser resolvidas exclusivamente pelas partes.

Deste modo, os EUA continuam determinados a facilitar um arco que seja aceitável para ambas as partes. Deixo claro que pretendo fazer tudo o que puder para construir esse acordo.

Sem dúvida, a cidade de Jerusalém continua sendo a questão mais delicada nas negociações e os EUA estão dispostos a apoiar uma solução encontrada e apoiada por ambas as partes.

Por ora, peço a todas as partes envolvidas que mantenham o status quo em todas as áreas sagradas de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo, também conhecido como Haram al-Sharif.

Acima de tudo, nosso maior desejo e nossa maior esperança é a paz, essa aspiração universal da alma humana. Com estas ações, eu reafirmo o compromisso do meu governo com um futuro de paz e segurança para toda a região.

Evidentemente, haverá discordâncias e desencontros concernentes a este anúncio, mas temos a firme confiança de que, em última instância, quando tivermos trabalhado para harmonizar essas discordâncias, chegaremos a uma paz, a uma compreensão e uma cooperação muito maiores do que as que existem hoje.

Essa cidade santa e sagrada deveria estimular o melhor na humanidade, elevando os nossos olhos para aquilo que é possível, deixando de lado todas as disputas antigas que já se esgotaram e se tornaram previsíveis.

A paz nunca está fora do alcance daqueles que a desejam. Assim, hoje, nós pedimos que a calma, a moderação e as vozes da tolerância se sobreponham às vozes dos emissários do ódio. Nossos filhos devem herdar nossa dignidade e nosso amor, mas não os nossos conflitos.

Repito a mesma mensagem que apresentei no histórico e extraordinário encontro que tivemos na Arábia Saudita no início do ano: o Oriente Médio é uma região que possui uma inestimável riqueza histórica, cultural e espiritual; seus povos são brilhantes, dignos e diversificados, vibrantes e fortes, mas o potencial e o futuro promissor da região tem sido freado pelo derramamento de sangue, pela ignorância e pelo terror.

O Vice Presidente Mike Pence visitará o Oriente Médio nos próximos dias, para reafirmar nosso compromisso com os nossos aliados em toda a região e a nossa determinação de eliminar o extremismo que ameaça os sonhos e as esperanças das próximas gerações.

É chegada a hora em que a maioria pacífica se erguerá contra os extremistas e os expulsará de seu meio. É chegado o momento em que as nações civilizadas e todos os seus povos resolvam as discordâncias e os conflitos com debates razoáveis, sem abusar da violência.

É chegado o tempo em que os jovens moderados do Oriente Médio reclamem para si um futuro de paz e de grandes realizações. Que possamos todos nos dedicarmos a um caminho comum de compreensão e respeito. Que possamos repensar antigos pressupostos e abrir os nossos corações e as nossas mentes para novas possibilidades.

Por fim, peço aos líderes políticos e religiosos da região, israelenses e palestinos, judeus, cristãos e muçulmanos que se juntem a nós nessa nobre busca por uma paz duradora.

Muito obrigado. Que Deus os abençoe! Que Deus abençoe os palestinos! Que Deus abençoe o Estado de Israel! E que Deus abençoe os Estados Unidos da América!".



Pronunciamento do Primeiro Ministro israelense Benjamin Netanyahu, em resposta a Donald Trump:

"Este é um dia histórica. Jerusalém é a capital do Estado de Israel há setenta anos. Jerusalém é a capital dos judeus há mais de três mil anos. Foi aqui que nossos templos foram construídos. Foi aqui aqui que os nossos reis governaram. Foi aqui que nossos profetas pregaram.

Jerusalém tem sido o centro de nossas esperanças, dos nossos sonhos, das nossas orações por três milênios. De todos os cantos da terra, nosso povo clamava e anelava retornar para a cidade de Jerusalém, onde poderiam tocar suas pedras douradas e caminhar por suas ruas santas.

É rara a oportunidade de discursar sobre um marco genuinamente novo na história gloriosa dessa cidade. No entanto, o pronunciamento feito hoje pelo Presidente Donald Trump nos apresenta justamente a mais rara das oportunidades.

Estamos profundamente agradecidos ao Presidente pelo ato de bravura e justiça que ele realizou ao reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e anunciar os preparativos para transferir a embaixada americana para cá.



Essa decisão é reflexo do comprometimento do presidente com uma verdade antiga mas perene, além de uma demonstração clara de que ele está disposto a cumprir sua promessa e promover a paz. A decisão do Presidente foi um importante passo rumo à paz, uma vez que não há paz possível sem o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel.

Por isso, convoco todos os países que verdadeiramente buscam a paz a se juntarem aos Estados Unidos da América, reconhecendo Jerusalém como a capital do Estado de Israel e transferindo suas embaixadas para cá.

Eu compartilho do compromisso do Presidente Donald Trump com a promoção da paz e estou determinado a garantir uma situação pacífica entre Israel e todos os seus vizinhos, incluindo os palestinos. Esse tem sido o objetivo de Israel desde seu primeiro dia de existência e nós continuaremos a trabalhar com o presidente americano, e com sua equipe, para fazer com que o sonho da paz se torne realidade.

Eu também quero deixar claro que não haverá nenhuma mudança no status quo dos locais sagrados. Israel sempre garantirá a mesma liberdade de religião e de culto para judeus, cristãos e muçulmanos. Presidente Trump, muito obrigado por sua decisão histórica de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. O povo judeu e o Estado judeu serão gratos a você para sempre".



Fonte: sensoincomun.org

(*)Felipe G.Martins é Professor de Política Internacional e analista político, é especialista em forecasting, análise de riscos e segurança internacional. 




domingo, julho 30, 2017

Vitória Palestina no Monte do Templo







por Daniel Pipes(*)
Tradução: Joseph Skilnik



O Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, do Partido Fatah, divulgou um comunicado no último sábado que a "campanha por Jerusalém começou de fato e que não irá parar até a vitória palestina e a libertação dos lugares sagrados da ocupação israelense". O Fatah exigiu a remoção dos detectores de metais e demais dispositivos de segurança da entrada da Mesquita de Al-Aqsa no Monte do Templo. Uma semana antes, dois policiais israelenses foram assassinados por terroristas que haviam escondido suas armas no interior da mesquita.


O comunicado do Fatah não tem lógica, além de ser hipócrita. Muitas mesquitas em países de maioria muçulmana usam essas mesmas medidas de segurança para protegerem fiéis, turistas e policiais. No entanto, o Sr. Abbas conseguiu forçar o governo israelense a remover os dispositivos. A façanha foi alcançada desviando a atenção dos assassinatos dos policiais e, ao mesmo tempo, incutindo medo de uma conflagração religiosa com vastas repercussões.


A crise do Monte do Templo destaca com excepcional nitidez três fatores que explicam porque imutáveis 80% dos palestinos acreditam que podem eliminar o estado judeu: doutrina islâmica, ajuda internacional e timidez israelense.


No bojo do Islã reside a expectativa de que qualquer território que certa vez esteve sob controle muçulmano é uma dádiva que deve, inevitavelmente, voltar para o domínio muçulmano. Essa concepção desfruta de uma força perene: pense no sonho de Osama bin Laden de ressuscitar Andaluzia e a esperança do presidente turco Recep Tayyip Erdogan de reconquistar a influência nos Bálcãs. Os palestinos consistentemente asseveram sua crença segundo a qual o Estado de Israel entrará em colapso em questão de décadas.


O embate em torno do Monte do Templo instiga singularmente esta expectativa, visto que ele vai muito além da população local e desperta as paixões de muitos dos 1,6 bilhões de muçulmanos nos quatro cantos mundo. Os líderes e instituições muçulmanas mais proeminentes apoiaram incondicionalmente o posicionamento do Fatah no tocante às medidas de segurança no Monte do Templo. Vozes islâmicas fora do consenso pró-palestino são raras. Os palestinos se regozijam em seu papel de serem a ponta de uma enorme lança.


                                      

No Vídeo:Entenda o Conflito pelo MONTE do 
TEMPLO em JERUSALÉM

As ilusões de poder dos palestinos desfrutam de considerável apoio internacional. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura aprova rotineiramente resoluções desfavoráveis dirigidas a Israel. A Universidade de Columbia conta com um Centro de Estudos da Palestina. As corporações mais influentes como o Google e órgãos de imprensa como a British Broadcasting Corp. fazem de conta que existe um país chamado Palestina. A ajuda externa criou uma pseudoeconomia palestina que em 2016 teve uma fenomenal taxa de crescimento de 4,1%.


Na crise do Monte do Templo, o governo dos EUA, os europeus e praticamente todo mundo se alinharam no sentido de apoiar a exigência de retirar os detectores de metais, juntamente com câmeras de alta tecnologia e quaisquer dispositivos para prevenir ataques jihadistas. O Quarteto do Oriente Médio aplaudiu "as garantias do primeiro-ministro de Israel de que o status quo nos lugares sagrados em Jerusalém será mantido e respeitado". Com esse tipo de apoio quase unânime, os palestinos tranquilamente imaginam serem mais fortes do que o estado judeu.


Os serviços de segurança de Israel timidamente evitam tomar medidas que possam incomodar os palestinos. Essa abordagem tolerante não resulta de um idealismo deslumbrado e sim de uma visão extremamente negativa em relação aos palestinos como encrenqueiros irresponsáveis. Consequentemente, a polícia, as agências de inteligência e os militares concordam com qualquer coisa que assegure a calma, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer iniciativa de privar os palestinos de fundos, puni-los mais severamente ou infringir suas inúmeras prerrogativas.


Os órgãos de segurança israelenses sabem que a Autoridade Palestina continuará a incitar e sancionar os assassinatos ao mesmo tempo que procuram deslegitimar e isolar o Estado de Israel. Mas os serviços de segurança categoricamente preferem conviver com esses desafios do que punir Abbas, reduzir seu status e se arriscar a enfrentar outra intifada. O colapso da Autoridade Palestina e o retorno da Cisjordânia ao domínio israelense são o pesadelo dos serviços de segurança. Abbas sabe disso, e o fiasco desta semana demonstra que ele não tem medo de explorar os receios israelenses e nutrir seu sonho de achincalhar e no futuro eliminar o estado judeu.

(*)Daniel Pipes é o presidente do Middle East Forum

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Israel é e será sempre dos Judeus.






Dia desses, no final do ano de 2016, o radialista Joseval Peixoto fez sua crônica final, ao término de mais um Jornal da Manhã da Jovem Pan de 29 de dezembro. Joseval faz o fechamento do jornal baseado no artigo do jornal Folha de São Paulo "Árabes e judeus criam grupo para discutir relação de Israel e palestinos". 



Joseval Peixoto é um católico e tudo indica que lê a Biblia, todavia ler a Biblia não confere a ninguém o título de teólogo e tampouco dá ao ledor o monopólio da verdade. Joseval se precipitou lendo números 13:25 (na verdade ele citou o versículo 28 em parte esquecendo-se do final "e também ali vimos os filhos de Anaque -ou Enac" ou seja, os gigantes de que fala o VT.) e tomou esse versículo deixando a entender que o tal  "povo poderoso" fossem os Palestinos de então. Errou Joseval Peixoto ao entender aquilo que não está escrito no VT;  ainda que possamos entender suas razões ditas humanitárias para a Paz. Não eram Palestinos os antigos habitantes cananitas e nesse artigo abaixo, poderemos entender melhor já que seu autor, R David Jones, explica-nos didaticamente o que está no Velho Testamento: 

  • Moisés deu aos doze instruções claras sobre o que deviam investigar:
  • que tal era a terra (de um modo geral, seu relevo, rios, lagos, etc.)
  • que tal era o povo, se forte ou fraco
  • a qualidade da terra, se boa ou má (para se viver ali)
  • grau de fortificação das cidades, se arraiais ou fortalezas
  • fertilidade da terra (desertos, pastagens, lavouras, etc.)
  • se havia matas (áreas aproveitáveis ainda não ocupadas)
  • o fruto da terra, trazendo amostras.



Os doze saíram de Cades-Barnéia onde o povo estava acampado, e foram até Hebrom ao sul da terra de Canaã; dali foram até o extremo norte, uma localidade chamada Reobe, pelo caminho próximo do litoral do mar Mediterrâneo, e voltaram outra vez para Hebrom atravessando as montanhas e o vale do rio Jordão, finalmente regressando a Cades-Barnéia por outro caminho, o vale de Escol (Cacho), onde obtiveram um cacho de uvas excepcional para levar como amostra ao povo, bem como romãs e figos. Este vale ainda é notável por suas uvas! Levaram quarenta dias para ir e voltar.



Fizeram então um relatório sobre o que haviam observado em sua viagem de reconhecimento:

1. A terra verdadeiramente era muito fértil (mana leite e mel).

2. O povo era muito poderoso.

3. As cidades eram muito grandes e fortificadas.

4. Viram ali os filhos de Enaque (ou Anaquins ou filhos de Enac): uma tribo que vivia perto de Hebrom, de grande estatura (versículo 33 e Deuteronômio 2:10).

5. Os amalequitas ocupavam a terra do Neguebe: era uma raça nômade, pastoril, que tomava o território ao sul do mar Morto.

6. Na montanha dominavam três tribos cananeias:


- Os heteus, um povo guerreiro, que habitava toda a região que vai do rio Eufrates até Damasco. Tornou-se um povo muito poderoso, rivalizando mais tarde com o império egípcio e o assírio.

- Os jebuseus, nome dos antigos habitantes da cidade fortificada chamada Jebus, mais tarde chamada Jerusalém (Juizes 19:10).

- os amorreus (homens da montanha), a alcunha dada aos descendentes de um dos filhos de Canaã chamado Amurra pelos assírios. Eles, ao que parece, eram guerreiros que ocupavam as montanhas desde o oriente do mar Morto até Hebrom. Nos monumentos egípcios construídos ao seu tempo, eram representados como louros de olhos azuis com barba. Supõe-se que eram de grande estatura: seu rei Ogue usava um leito de ferro medindo 4,12m por 1,80m (Deuteronômio 3:11).

7. Na planície ao longo do mar e no vale do rio Jordão os cananeus eram ainda mais numerosos; divididos em muitos povos, estavam espalhados pelas grandes planícies e vales férteis daquela terra, por isso chamada "terra de Canaã": ele foi um dos filhos de Cam (Gênesis 10:6). Tiro e Sidom foram duas das suas grandes cidades, famosas pelo seu comércio.

Como se pode entender os Palestinos não são descendentes nem dos heteus, jebuseus, amorreus e menos ainda dos muitos povos que habitavam a Planície ao longo do mar. 

Recentemente o covarde e sórdido presidente  Barack Hussein ordenou que a delegação americana se retirasse da sessão da ONU (uma instituição inutil segundo o presidente eleito Donald Trump) que aprovaria o fim dos assentamentos judeus em território "pretensamente" Palestino, colocando mais lenha nessa fogueira interminável.  Foi apenas mais um lance na grande cruzada que se faz para o banimento de Israel do Oriente Médio e que Hitler - mais ousado - tentou bani-los do Mundo.




Quando Mark Twain, o famoso escritor e humorista americano, visitou aquela terra em 1869, a descrição que fez da terra, então governada pelos muçulmanos turco-otomanos, estava muito distante de uma “terra que mana leite e mel”:


Nós atravessamos algumas milhas de um território abandonado cujo solo é bastante rico, mas que estava completamente entregue às ervas daninhas – uma vastidão deplorável e silenciosa [...] lagartos cinzentos, que se tornaram os herdeiros das ruínas, dos sepulcros e da desolação, entravam e saíam por entre as rochas ou paravam quietos para tomar sol. Onde a prosperidade reinou e sucumbiu; onde a glória resplandeceu e desvaneceu; onde a beleza habitou e foi embora; onde havia alegria e agora há tristeza; onde o esplendor da vida estava presente, onde silêncio e morte jaziam nos lugares altos, lá esse réptil faz a sua morada e zomba da vaidade humana.[10]

Em outro capítulo, Twain escreveu o seguinte:


Não há um único vilarejo em toda a sua extensão – nada num raio de trinta milhas em qualquer direção. Existem dois ou três agrupamentos de tendas de beduínos, mas não há sequer uma habitação permanente. Uma pessoa pode cavalgar dez milhas pelas redondezas sem conseguir ver dez seres humanos.


Há mais de 40 anos atrás, quando os israelenses começaram a se mudar para a região de Gush Katif na Faixa de Gaza, os árabes lhes disseram que a terra era amaldiçoada e que nada podia ser colhido daquele solo. Contudo, recentemente, quando os israelenses foram obrigados a deixar aquele território em virtude da política governamental de retirada da Faixa de Gaza, eles já tinham transformado Gush Katif no celeiro de cereais de Israel. Na realidade, esses judeus conseguiram fazer ali o que sempre fizeram: levar o deserto a florescer.


Israel é sem dúvida dos judeus desde sempre. Vejamos o Vídeo da Farsa Palestina:



sábado, novembro 19, 2016

Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel.














Mike Huckabee será o embaixador dos EUA para Israel e mudará a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.


Mike Huckabee está voltando à Terra Santa.

Huckabee, que foi duas vezes candidato presidencial e apresentador do Canal Fox News e ex-governador de Arkansas, será o novo embaixador dos EUA para Israel, uma autoridade da transição presidencial confirmou para o DailyMail na sexta-feira.

Huckabee, pregador batista ordenado e baixista, se tornará a ponta de lança de Trump, que está buscando dar uma chacoalhada nas relações dos EUA no Oriente Médio, começando com a mudança da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
“Isso vai acontecer,” disse a autoridade de transição. “O governador Huckabee vai com isso até o fim.”

Apesar de que o Congresso dos EUA já havia aprovado a mudança da embaixada dos EUA décadas atrás, os presidentes americanos historicamente fizeram muito sapateado com nenhuma promessa cumprida em torno da questão de onde deveria ficar a embaixada dos EUA em Israel. Nenhuma outra nação tem sua embaixada em Jerusalém.

Contudo, o Parlamento e o Supremo Tribunal de Israel estão localizados em Jerusalém ocidental. E Israel capturou Jerusalém oriental na “Guerra dos Seis Dias” de 1967, assumindo seu controle da Jordânia.

Uma lei israelense de 1980 ainda em vigor declara que “Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel.”


As nações árabes próximas a Israel se opõem à ideia de tornar Jerusalém um centro de poder para o Estado judeu. Muitas delas chegam a negar o direito de Israel existir, e a maioria vê Jerusalém como cidade santa para muçulmanos.

O governo de Obama e outros governos americanos anteriores insistiam em que as muitas reivindicações religiosas sobre Israel deveriam ser decididas como parte de negociações de paz entre israelenses e palestinos, “o acordo supremo” do qual Trump disse durante sua campanha que ele gostaria de tratar.

O jornal International Business Times noticiou na quinta-feira que, de acordo com o Jerusalem Post, “vários membros da equipe de transição de Trump confirmaram que o ex-governador do Arkansas - Mike Huckabee - assumirá o cargo logo que o governo for instalado em janeiro.”

Huckabee chegou ao prédio Trump Tower por volta da 1 da tarde de sexta-feira. Perguntado pelos jornalistas por que ele estava se encontrando com Trump, ele brincou: “Estou aqui só para um lanche.”

A nomeação dele para o cargo diplomático importante enviará ondas de choque em todo o Oriente Médio.

Em 2011, durante uma cerimônia de inauguração num assentamento judaico em Jerusalém oriental, Huckabee disse que as tentativas dos árabes impedirem os colonos judeus de construírem ali era comparável às discriminações racistas de moradia nos Estados Unidos.

No ano passado em agosto, quando ele estava reforçando apoio para sua campanha presidencial que acabou não tendo êxito, Huckabee se encontrou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém e polemicamente se referiu ao território da Margem Ocidental, ocupado por palestinos, como parte de Israel.

Um correspondente político do jornal israelense Jerusalem Post foi o primeiro a noticiar que Trump havia dado a palavra de que escolheria Huckabee para ser embaixador em Israel.

O sociável e cortês Huckabee há muito tempo é um sólido defensor de Israel, chegando, com suas dezenas de viagens ali, a fazer um empreendimento turístico de tempo parcial chamado “A Experiência de Israel de Mike Huckabee.”

Por 5.250 dólares, os participantes obtêm uma turnê de 10 dias na Terra Santa do próprio Huckabee, completa com comentário nos lugares históricos, cultos de adoração e lições morais sobre a necessidade dos EUA reforçarem apoio ao seu maior aliado no Oriente Médio.

“Durante sua viagem de Experiência de Israel, você caminhará onde Jesus caminhou, se sentará no monte onde Jesus deu o Sermão da Montanha e orará no Jardim do Getsêmani,” o site de turismo promete.

“Você verá onde Ele realizou milagres, e ficará no Túmulo vazio. Você experimentará o Mar da Galileia e será batizado no Rio Jordão. Você explorará a velha cidade de Jerusalém, olhará de Massada e nadará no Mar Morto. A Bíblia ganhará vida para você como nunca antes.”

A próxima viagem programada está marcada para 11-21 de fevereiro — depois que Trump se tornar presidente.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldnetDaily): Trump to make Huckabee ambassador to Israel

O OUTRO LADO DA QUESTÃO:



Os palestinos ameaçaram "tornar miserável" a vida do novo presidente eleito dos EUA Donald Trump, caso ele decida cumprir a sua promessa eleitoral de deslocar a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém.

"Se pessoas nos atacarem deslocando a embaixada para Jerusalém...isso é uma violação da resolução 181 da assembleia geral das Nações Unidas delineada pelos Estados Unidos...isso significa que mostram beligerância contra nós. Se eles o fizerem, ninguém nos poderá culpar por fazermos uso de todas as armas que temos na ONU para nos defendermos, e nós temos muitas armas na ONU" - afirmou   Riyad Mansour, o representante palestiniano na ONU, no dia 11 de novembro último.

Ainda que reconheça que a resposta não poderá ser uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, uma vez que os EUA a vetariam, Riyad Mansour sugere mesmo assim que podem haver outras formas através das quais os palestinos podem vir a minar esforços promovidos pelos americanos na ONU.

"Talvez eu não possa influenciar resoluções no Conselho de Segurança, mas posso tornar a vida diária deles miserável ao precipitar um veto na  admissão como estado membro. Em 1949, a Itália recebeu três vetos consecutivos da União Soviética à sua admissão nas Nações Unidas. Este é o tipo de coisa que eu posso fazer" - ameaçou o líder palestino Riyad Mansour.

Fonte: Shalom-Israel-Shalom.blogspot.com.br

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Vencendo uma guerra não convencional.






por Clifford D. May








A guerra é – e sempre será - um inferno. A Lei de Conflito Armado não pretende mudar isso – mas apenas torná-la um pouco menos infernal. Há armas com cujo uso você não concorda. Em troca, o seu inimigo não usa essas armas contra você. Você trata humanamente os combatentes capturados. Você espera o mesmo quando os seus soldados são feitos prisioneiros.

É um conceito racional e esclarecido e, na guerra global do século 21, ele falhou espetacularmente. Aqueles que se chamam jihadistas se sentem vinculados apenas à sua leitura da lei islâmica – não pelas Convenções de Genebra e outras obrigações e restrições internacionais.

Algumas pessoas acham essa simples verdade difícil de entender. Lembre-se do debate de 2004 amplamente divulgado entre o então senador Biden e o então procurador-geral John Ashcroft. O primeiro, impaciente, informou ao último por que ele considerava vital que os Estados Unidos não usassem métodos coercitivos de interrogatório – tortura, em sua opinião e de outros – contra militantes da Al Qaeda.

"Há uma razão pela qual nós assinamos esses tratados: para proteger o meu filho no exército", disse ele. "É por isso que temos esses tratados. Então, quando os americanos são capturados eles não são torturados. Essa é a razão. Para o caso de alguém esquecer. Essa é a razão." Não parece ter ocorrido ao Sr. Biden que a Al Qaeda não reconhece nem os acordos internacionais nem a lógica de contenção recíproca.

Na teoria, isso cria um dilema: devem os militares ocidentais continuar a respeitar as regras que seus inimigos desprezam? Na prática, não há debate: combatentes de sociedades democráticas aspiram conduzir-se moral e honradamente – pouco importando a barbárie exibida pelos seus inimigos. Esses inimigos não estão envergonhados por esta disparidade – eles aproveitam as vantagens que obtêm.

O High Level Military Group (Grupo Militar de Alto Nível) – que inclui ex- autoridades dos EUA, Reino Unido, Índia, Austrália, França, Espanha e Colômbia - fixaram-se na tarefa de explorar "as implicações para nações democráticas da guerra contra inimigos que têm um total desrespeito pela vida e pela lei, mas que exploram ativamente a adesão de nossas próprias nações ao Estado de Direito para obter ganhos estratégicos e táticos”. O HLMG foi organizado no ano passado pelos the Friends of Israel Initiative, entre cujos membros fundadores estão o ex-presidente espanhol José Maria Aznar, o ex-primeiro-ministro australiano John Howard e o ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo.

Este mês, o HLMG publicou um estudo que chega a conclusões perturbadoras. Em particular, as tropas que combatem as forças jihadistas "estão expostas a um perigo maior, e de fato a morrer, como resultado do cuidado tomado para lutar de acordo com nossas leis e valores".

O estudo também constatou que "adversários irregulares e terroristas" muitas vezes exibem "uma capacidade extraordinariamente bem desenvolvida para explorar a tecnologia de comunicações e a mídia, a fim de influenciar a batalha das narrativas políticas para efeito estratégico." Em outras palavras, na guerra de idéias, os jihadistas estão pagando pouco ou nenhum preço por sua bestialidade.

Um estudo separado concluído pelo HLMG em outubro passado observou especificamente o conflito de 2014 entre Israel e o Hamas, no qual encontrou talvez a mais notória "perversão do nosso atual sistema legal."

"Não importa o quão eficaz e legítima seja a conduta das Forças de Defesa de Israel (IDF)", o estudo concluiu, "há sempre uma enxurrada de alegações contra ela. Conceitos como ‘crimes contra a humanidade’, genocídio, e acusações em organismos como as Nações Unidas e no Tribunal Penal Internacional, são ampla e facilmente utilizados com a finalidade de obter vantagem política."

O HLMG constatou que essas acusações não têm mérito, que "a conduta de Israel no Conflito de Gaza em 2014 atendeu e, em alguns aspectos excedeu o mais alto padrão que estabelecemos para militares de nossas próprias nações." Enquanto isso, o Hamas "não apenas flagrantemente violou a Lei dos Conflitos Armados como uma coisa natural, como parte de seu conceito estratégico híbrido terrorista-exército, mas abusou das proteções oferecidas pela lei para tirar vantagem militar".

Entre outras coisas, o Hamas mirou em não-combatentes israelenses e usou não-combatentes palestinos como escudos humanos. "O conceito estratégico do Hamas busca ativamente a morte de seus próprios civis como um reforço vantajoso para sua estratégia que visa a erosão da legitimidade de Israel", constatou o HLMG.

O HLMG cita a "coerção de jornalistas baseados em Gaza", "motivação ideológica" e "a ausência de conhecimento e de juízo militares e legais adequados ", como fatores que contribuem para o preconceito contra Israel e a favor do Hamas, uma organização auto-proclamada jihadista comprometida abertamente com o extermínio de Israel.

Um aspecto da conduta de Israel preocupa o HLMG: O IDF vai muito além do que é exigido nos termos da Lei de Conflito Armado em seus esforços para prevenir danos colaterais e, por isto, que elas criam novas normas de guerra que outras nações ocidentais passam a emular .

Por exemplo, os israelenses muitas vezes abandonam folhetos e bombas fictícias em edifícios sendo usados pelo Hamas para fins militares, a fim de induzir os ocupantes a sair. Às vezes eles até telefonam para indivíduos para aconselhá-los a buscar segurança.

Os israelenses podem fazer isso porque Gaza é relativamente pequena e a inteligência de Israel tem se concentrado em sua população há anos. Mas se as forças aliadas decidissem, por exemplo, atacar o Estado Islâmico na sua capital de fato, Raqqa, eles não poderiam tomar precauções semelhantes.

O conflito global agora em curso é muitas vezes chamado de "não convencional". Entre as formas que indicam isto: O Ocidente decidiu lutar com meias medidas ao tentar "resolver as queixas" de seus inimigos e daqueles que poderiam estar inclinados a se juntar a eles.

Os jihadistas, pelo contrário, têm a intenção de ganhar. Eles estão preparados para fazer o que for preciso. Um experimento sem precedentes está em andamento. Do seu resultado depende o futuro do Ocidente.


Clifford D. May é presidente da Foundation for Defense of Democracies (FDD) e colunista do Washington Times. 

Tradução: William Uchoa