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sexta-feira, novembro 16, 2018

Entrevista: a jovem cubana que não desistiu de sonhar










➤      Na semana em curso, o governo cubano afirmou que vai deixar o programa Mais Médicos. A decisão foi anunciada depois de o presidente eleito,Bolsonaro, ter dito que pretende modificar os termos do acordo. O governo cubano se referiu ao que chamou de "declarações ameaçadoras e depreciativas" de Bolsonaro. O presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, prometeu suprir a ausência dos médicos de Cuba, e disse que dará asilo político aos cubanos que pedirem.
“Em torno de 70% do salário desses médicos é confiscado para a ditadura cubana e outra coisa, que é um desrespeito com quem recebe o tratamento por parte desses cubanos, não temos qualquer comprovação que eles sejam realmente médicos e estejam aptos a desempenhar a sua função. Agora, a decisão de suspender isso, foi unilateral por parte do governo, governo não, da ditadura cubana. Eu jamais faria um acordo com Cuba nesses termos, isso é trabalho escravo”, disse Bolsonaro.(JN O Globo de 14/11/2018)





O Mais Médicos sofre desde o início críticas pesadas exatamente por que a maior parte dos salários dos médicos é CONFISCADA pelo governo cubano. Em 2017 o Brasil engordou os cofres cubanos com cerca de 1,3 bi de reais.
Nada melhor do que uma jovem cubana para falar sobre a saúde em Cuba.Abaixo segue entrevista de Zoe María Martínez ao Instituto Liberal em 22 de outubro de 2015:

por Lucas Berlanza(*)

Na semana que passou, a valentia comovente de uma jovem indignada atraiu atenções na Internet. Em um vídeo, que somente em sua própria página na rede social Facebook – com o divertido nome de Disquisições da Zoe -, teve mais de 2200 compartilhamentos até terminarmos de escrever estas linhas, sem contar o sucesso que obteve ao figurar em outras comunidades e perfis virtuais, a menina, em tom decidido e indignado, se declarou cubana e se voltou contra todos aqueles que defendem a tirania socialista estabelecida em sua terra natal pelos irmãos Castro (desde a Revolução que culminou com a insurreição armada de 1959). Ousada e demonstrando toda sua empatia pelo seu povo, a até então desconhecida Zoe se ofereceu, sarcasticamente, para custear passagens para a “paradisíaca ilha socialista” – apenas na cabeça dos amantes da tirania de esquerda, é claro -, desde que os ingênuos se submetessem rigorosamente ao modo de vida de sua gente. Tocados e impressionados pela coragem, fomos atrás dessa história, e trazemos até você o depoimento de quem conhece uma das mais perversas ditaduras modernas de perto, mas não desistiu de sonhar – e nos pede que também perseveremos com o nosso Brasil.

Gostaria que você começasse se apresentando aos leitores do Instituto Liberal e dissesse como vivia com a família em Cuba e há quanto tempo está no Brasil.

Meu nome é Zoe María Martínez. Tenho 16 anos. Moro no Brasil há 4 anos. Passei, portanto, minha infância e começo da adolescência em Cuba; minha vida era quase igual à de todas as crianças cubanas, com as mesmas carências e dificuldades, com a diferença de que eu tinha metade da minha família vivendo fora de Cuba. Então, eles mandavam todo mês remessas de dólares para podermos subsistir.

Como foi a sua saída de Cuba? Como é, em geral, a fuga, ou a “deserção”, dos cubanos? Houve algum momento específico em que tomaram a decisão de sair? São deixados em paz agora, em terra estrangeira?



Minha saída de Cuba foi bem triste por conta da separação familiar. O primeiro a vir foi meu pai, que deixou minha mãe grávida de cinco meses. Depois de quatro anos conseguiu tirar minha mãe, que me deixou na época com nove anos, e também minha irmã do meio, com três anos, aos cuidados dos meus avós maternos, porque na época crianças não podiam viajar nem para fazer turismo. Passados dois anos e oito meses, eles conseguiram nos tirar de lá, e meu pai pôde conhecer a filha de seis anos que tinha deixado ainda na barriga.

A maioria dos jovens quer sair do país e faz todo o possível para conseguir; casam-se com estrangeiros para poder sair da ilha, outros estudam medicina para poderem viajar ou até mesmo se lançam ao mar rumo à Flórida, com destino incerto. Os que têm mais sorte tem algum familiar no estrangeiro que os ajuda a sair legalmente. Uma vez morando no estrangeiro, nós cubanos “somos deixados em paz”, aparentemente, pois sempre sofreremos algum tipo de represália. Por exemplo: cobrança de preços absurdos de qualquer documentação que precisemos obter, incluindo o passaporte cubano, que aqui do Brasil custa em torno de oitocentos e setenta reais (R$ 870,00), e o não reconhecimento de duplas cidadanias. Se formos viajar para Cuba para visitar familiares, somos discriminados no aeroporto local, e às vezes eles se reservam o direito de nos negar a entrada no país sem qualquer explicação, especialmente se formos daqueles que se manifestam publicamente contra o regime.

Como você definiria, em poucas palavras, o regime castrista? Há oposição em Cuba? Quem são e como vivem pessoas como a blogueira Yoani Sanchez, que ficou conhecida por aqui?

Definiria o regime castrista em uma palavra: autocrata. É um stalinismo tropical modernizado. Claro que em Cuba existe oposição, ativa e passiva, mesmo sendo ignorados por algumas personalidades internacionais. Os que são dissidentes ativos são reprimidos brutalmente; aliás, em Cuba, apenas pensar diferente já é motivo para ser perseguido. No caso de Yoani Sanchez, muitos cubanos não sabem da existência dela, assim como dos demais cubanos que são oposicionistas, porque todos os meios de comunicação são censurados pelo governo de maneira hipócrita, já que criticam fortemente a grande mídia nos países democráticos. Sem contar que os oposicionistas são ameaçados e vigiados vinte e quatro horas por dia.

Muitas pessoas que conhecemos visitam a ilha de Cuba e trazem impressões desencontradas. Alguns, em geral fazendo excursões maiores, nos relatam a miséria e o medo nos olhos da população. Outros destacam maravilhas e chegam mesmo a elogiar Fidel. Como você explica essas divergências?

Sempre vai haver essas divergências. Mas isso depende muito do que cada pessoa vai fazer lá. Uns vão por turismo, frequentam só os hotéis e lugares especiais para turistas que geralmente são de difícil acesso ao povo. Outros já vão com a intenção de ver como verdadeiramente se vive em Cuba, saem da área de conforto e do mundo fantasioso que o governo oferece a eles. Sem contar aqueles que vão a eventos patrocinados pelo governo de Cuba e previamente o governo prepara os participantes locais que vão interagir com eles com um discurso pré-elaborado e censurado.

Educação e saúde, dois bens que quase todos desejam, são enaltecidos pela esquerda como conquistas sólidas do regime cubano. Que visão um cubano médio tem do mundo? Os cubanos têm acesso à Internet? O que eles aprendem nas escolas? Você teve essa formação? Experimentou algum contraste com o que estuda por aqui? Os hospitais têm uma boa infraestrutura, são de boa qualidade?

Quando eu morava em Cuba achava normal o jeito de se viver. Na época não tinha acesso à Internet, não tinha liberdade de expressão, não podia imaginar a vida fora de Cuba. Nas escolas tudo é politizado e padronizado, o sistema de educação é cheio de problemas, há escassez de professores. Na minha cidade, as escolas com melhor estrutura foram construídas antes da Revolução, porém não foram bem preservadas. Lá é tudo decadente, tanto a saúde quanto a educação e todo o resto. Nos hospitais faltam remédios, higiene, estrutura, enfim, falta tudo. Os únicos hospitais bons são os reservados para uso da elite do governo e seus familiares.

Algumas perguntas sobre o Brasil; sabemos que nosso governo apoiou o regime cubano na construção do Porto de Mariel, com o programa Mais Médicos e com toda a sua notória chancela e afinidade diplomática. O que você pensa disso? O que diria aos brasileiros, se pudesse?

Até hoje não consigo entender como um governo que diz defender tanto a democracia e a liberdade de expressão pode se aliar, apoiar um governo que nem o de Cuba, autoritário e ditatorial, que tem violado por mais de cinquenta anos os mais elementares direitos humanos perante seu povo. Aproveito para mandar um recado a todos os brasileiros: o Brasil é lindo, vocês têm um tesouro, zelem com o maior cuidado pela sua democracia. Não deixem que os corruptos contem a sua história. O Brasil é mais que um partido, mais que uma ideologia. Não desistam dele.

Reservo um espaço agora para que você faça suas considerações finais, caso deseje deixar um recado de encerramento.

Meu maior sonho para a minha terra natal é que algum dia seja uma democracia verdadeira, que meu povo pare de sofrer como há tantos anos sofre, e que nós cubanos nunca paremos de lutar para conseguirmos isso.


(*)Lucas Berlanza- Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucas Berlanza é carioca, editor dos sites “Sentinela Lacerdista” e “Boletim da Liberdade” e autor do livro “Guia Bibliográfico da Nova Direita – 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro”.
Fonte-www.institutoliberal.org.br/

quarta-feira, setembro 09, 2015

Importante alerta sobre o Mais Médicos.












O programa Mais Médicos financia indiretamente a ditadura comunista cubana, que precisa de muito e muito dinheiro para continuar mantendo sob sua férula a infeliz população da ilha.




O site IPCO tem abordado em diferentes ocasiões a imposição feita ao Brasil e aos brasileiros do desastrado programa Mais Médicos do governo federal. O dito programa tem funcionado como um modo indireto de financiar a ditadura comunista cubana, que precisa de muito e muito dinheiro para continuar mantendo sob sua férula a infeliz população da ilha.




De fato, a maior parte dos médicos estrangeiros que vieram ao Brasil são cubanos, que aqui recebem um salário muito inferior ao dos demais profissionais contratados. Enorme naco do dinheiro que lhes seria devido é entregue aos governantes comunistas cubanos, por meio de uma equívoca associação intermediária. E esses profissionais da saúde aqui ficam num regime “especial”, que participa da situação de prisioneiros, vigiados por prepostos da camarilha que governa sua pátria de origem.

De tudo isso já tratamos neste site, embora nunca seja demais repeti-lo.

Agora, porém, um importante artigo abordando esse mesmo tema caiu-nos providencialmente nas mãos: “Mais Médicos: embuste sem fim”. Seu autor é o Dr. Miguel Srougi, que tem todas as credenciais para falar de cátedra sobre o assunto, professor titular que é de urologia da Faculdade de Medicina da USP, pós-graduado em urologia pela Universidade Harvard (EUA) e presidente do Conselho do Instituto Criança é Vida.

Publicado na “Folha de S. Paulo” (6-9-2015), diz a epígrafe do artigo: “Em vez de insistir em programas ficcionais, Brasil deveria adotar medidas genuínas para atenuar o esfrangalho da saúde no país”.

Dele extraímos o trecho abaixo para conhecimento de nossos leitores e comprovação de tudo quanto temos dito nessa matéria.

* * *

Nenhum médico brasileiro ou de outra nacionalidade ignora a necessidade de se produzirem mais médicos, dada a carência e sua má distribuição. Um médico é sempre melhor do que nenhum, sobretudo nas comunidades carentes. Nem por isso a classe médica é obrigada a aceitar um programa implementado de forma ilegal, não resolutiva e divulgado de maneira falaciosa.

Segundo o TCU (Tribunal de Contas da União), que auditou o Mais Médicos, o programa viola o artigo 5º da Constituição, pois brasileiros e estrangeiros residentes no país têm direitos iguais à vida, à liberdade e à igualdade.

O Mais Médicos acolheu 18.240 médicos, dos quais 11.429 cubanos. Estes, pessoas amistosas e resignadas, estão vivendo no Brasil confinados, sem liberdade de ir e vir, recebendo 30% do que auferem seus colegas estrangeiros e brasileiros.

Essa óbvia transgressão é agravada por outra ilegalidade intrigante. Pautados por um ‘contrato obscuro’, o governo transfere para Cuba um adicional de R$ 1 bilhão ao ano, além dos salários. Esses recursos são entregues a uma ‘empresa anônima, cujos proprietários são desconhecidos’. Confesso que o incômodo fica insuportável quando tento imaginar quem são eles.

“O TCU revela também que existe ‘grande inconsistência na aferição dos resultados do programa’, colocando em dúvida números majestosos apresentados oficialmente”.


Nota: Você sabe como são escolhidos os "futuros médicos" brasileiros que se formam em Cuba? Não se assuste, mas são escolhidos mi-nu-ci-o-sa-men-te; veja como:

* * *

Por que insistir sobre esse assunto? Porque, quando a calamidade se torna habitual, ou mantemos nossos olhos abertos para ela, viva nossa rejeição e ativo o esforço para que cesse, ou ela nos traga.

O Dr. Srougi termina seu artigo com uma citação: “Como explicava Geraldo Vandré: ‘Porque gado a gente marca; tange, ferra, engorda e mata; mas com gente é diferente’”


Fonte: IPCO

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Dilma financia ditadura anticristã com nosso dinheiro.










por Thiago Cortês








A presidente Dilma Roussef está investindo o nosso dinheiro em uma ditadura que prende cristãos, ataca igrejas, impede a evangelização e a livre circulação de missionários.


Dilma esteve na ilha presídio dos irmãos Castro para inaugurar o grandioso Porto de Mariel. O governo brasileiro investiu U$ 682 milhões na construção do porto de Cuba. Nenhum porto brasileiro jamais recebeu tamanho investimento. Confira aqui.


O governo federal também tem injetado dinheiro na ditadura através do programa Mais Médicos. Quase nada fica com os médicos cubanos e quase tudo vai para os Irmãos Castro. Leia sobre aqui.


O pagamento nos primeiros seis meses de convênio do Mais Médicos é de U$ 511 milhões. Ou seja, 2014 ainda nem começou, e Dilma Roussef já garantiu mais de 1 bilhão de dólares para a ditadura que antes era sustentada pelos investimentos da União Soviética.


Enquanto estiver no poder, a esquerda brasileira fará o possível para ajudar o decadente regime ditatorial cubano a sobreviver. Talvez você ainda não tenha percebido, mas o dinheiro que vai para Cuba sai do seu bolso, e não do bolso de Dilma, Lula ou Gilberto Carvalho.


Toda essa dinheirama sai do bolso dos brasileiros que pagam impostos. É o dinheiro que está no Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), não para ser utilizado no desenvolvimento do nosso País, mas na ajuda à uma ditadura que persegue e executa discordantes.


Além de perseguir dissidentes políticos, a ditadura cubana impõe restrições graves e desumanas aos cristãos que lá vivem. Recentemente, a comunidade cristã cubana sofreu uma nova onda de repressão, com prisões em massa e atos de violência orquestrados.


Os líderes evangélicos cubanos recentemente publicaram uma carta aberta conjunta questionando a repressão que os cristãos têm sofrido na ilha e pedindo ajuda internacional. Leia aqui.


Desde que Raul Castro assumiu o poder, as organizações missionárias registraram mais de 100 violações da liberdade religiosa na ilha. Os líderes do Movimento Apostólico em Cuba tiveram sua principal igreja destruída por ordem do governo no ano passado. Leia os relatos aqui.


O reverendo Omar Perez e sua família sofreram uma perseguição cruel na ilha desde que o líder evangélico passou a expandir sua obra missionária em Cuba. A propriedade da igreja foi confiscada e o reverendo foi intimado a depor no tribunal.


Desde então Omar e sua família têm sido alvos de perseguição sistemática, incluindo “atos de repúdio” que contam com a participação de multidões violentas nas cercanias de sua residência. Tudo isso, é claro, é orquestrado pelos agentes de segurança dos Irmãos Castro.


Os evangélicos que lá vivem relataram aos missionários que sofrem com detenções arbitrárias, assédio constante dos agentes de segurança do Estado e restrições financeiras severas.


Os cristãos cubanos sofreram uma forte onda de repressão quando da visita do então Papa Bento XVI à ilha caribenha. Na época o regime cubano prendeu centenas de evangélicos e católicos que poderiam se manifestar durante a visita do pontífice.


Ditadura assassina
A ditadura cubana já praticou centenas de execuções de cidadãos que discordam da ideologia comunista. É um fato vergonhoso que fez até com que um comunista notório como o escritor José Saramago retirasse seu apoio ao governo cubano nos idos do anos 2000.


Em 2003 Fidel Castro ordenou a execução sumária de quatro cidadãos cubanos acusados de tentar sabotar a ditadura. Eles foram mortos sem direito a julgamento ou defesa.


O governo federal está investindo em uma ditadura anticristã o dinheiro captado via impostos no Brasil, ou seja, o nosso dinheiro. É uma afronta a todos os evangélicos e católicos brasileiros que nunca quiseram se tornar patrocinadores de sanguinários ditadores ateus.


É necessário que a Bancada Evangélica no Congresso Nacional leve esses questionamentos adiante, pois tenho certeza de que os cristãos brasileiros não autorizaram que seu dinheiro seja utilizado no financiamento de um regime estrangeiro anticristão.


O silêncio da esquerda evangélica
Tão terrível quanto a atitude do governo Dilma de investir nosso dinheiro em uma ditadura que persegue, censura e aprisiona cristãos é o silencio indulgente de personalidades evangélicas diante do matadouro de liberdades que é o regime cubano.


O pastor Ariovaldo Ramos não perde a chance de usar qualquer turbulência social no Brasil para fazer jorrar rios de absurdos contra policiais da Tropa de Choque, políticos conservadores e líderes evangélicos que se opõem ao comunismo (que seus artigos convertem em estereótipos).


Os artigos explosivos do pastor – como este no qual delira sobre evangélicos avançando contra a Polícia – dão a impressão de que vivemos sob um regime autoritário e que os policiais, os conservadores e os evangélicos anticomunistas são todos fascistas enrustidos.


A verdade é que Ariovaldo tem assegurado, no Brasil, o direito de publicar todas essas bobagens sem sofrer qualquer tipo de perseguição estatal. Os irmãos cubanos jamais poderiam criticar diretamente o a ditadura dos Castro sem sofrer sérios riscos.


Nunca ouvi ou li qualquer crítica de Ariovaldo sobre o regime cubano, mais especificamente sobre a perseguição imposta a pessoas que querem apenas o direito de professar sua fé e dizer o que pensam – como o próprio Ariovaldo pode fazer no Brasil.


É uma vergonha, e espero que o pastor Ariovaldo se corrija. Não porque estou pedindo, mas por amor à igreja perseguida.




Thiago Cortês é sociólogo e jornalista.


Fonte: Mídia Sem Máscara


Publicado no Gospel Mais.

sábado, outubro 05, 2013

Uma presidente palpitando é pior do que médico apalpando?.









Augusto Nunes (Veja-Abril)

Segundo a Doutora Dilma Todo Mundo é médico; desde que apalpe


De todos os temas nacionais sobre os quais a president(a) discorre como quem acaba de sair de coma profundo ou de longa temporada de isolamento total e completa afasia num fiorde norueguês, a saúde, possivelmente, é o de sintaxe mais doentia. Em 33 meses de governo, ao falar do assunto, ela nunca demonstrou saber distinguir uma gaze de uma traqueostomia, enquanto tentava comparar o SUS com a saúde pública sueca ou com a saúde particular da cúpula do governo, a do Sírio-Libanês.

Uma de suas maiores dificuldades, no campo da saúde, tem sido falar do antigo e valoroso Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ─ nome que, até ela assumir a Presidência, provavelmente evocava-lhe uma das estrelas aquáticas do SeaWorld.

Num de seus primeiros discursos examinando o sistema de saúde pública que dá gosto de ficar doente, ela resumiu a importância da sigla:
“Nós temos o Samu. Porque o Samu tem desempenhado no Brasil um papel fundamental, que é juntá toda a rede e olhá onde que tem disponibilidade e onde que a criança, ou o adulto, no caso, deve ser levado”

Ou seja: o Samu é um serviço de ambulância que leva o paciente para um hospital onde possa ser atendido.



Nesses 33 meses, com o palavrório em estado terminal e piorando a cada dia, ela construiu, com recursos próprios, o maior sanatório do mundo para raciocínios patológicos.

Mas se os pronto-socorros e hospitais do SUS não têm vaga sequer para um vaga-lume de asinha quebrada, o manicômio da Presidência incorporou, nas últimas semanas, dezenas de casos de falência múltipla de palavras. Com a aproximação das eleições, o ministro da Saúde convertido em candidato ao governo de São Paulo e o problemático programa Mais Médicos ainda prometendo alta a um sistema que agoniza por aparelhos, Dilma desandou a falar de saúde em qualquer oportunidade. Aonde quer que vá, após o discurso tem entrevista a rádios locais, onde o tema é abordado com mais “profundidade”.

Esta semana, os oráculos de tanta sabedoria foram as rádios Nordeste Evangélica AM e 96 FM, do Rio Grande do Norte. E uma única resposta de cerca de três minutos, fragmentada a seguir, equivale a um laudo de morte encefálica.

A repórter questiona a presidente: além de mais médicos, existem planos de equipar as unidades de saúde do interior de estado, que é o que mais interessa aos entrevistadores, com um mínimo de infraestrutura? A Dra. Dilma faz um prognóstico que dá ainda mais gosto de ficar doente:

“Existe, sim, Tereza, existe. Nós estamos investindo tanto na reforma como na ampliação de postos de saúde, como também na construção de novos. A melhoria dos existentes é fundamental. Se você tem uma estrutura dada, uma infraestrutura dada, você tem… antes de você pensar que você vai ampliar, você tem de melhorar e ampliar essa estrutura”.

Ou seja: mesmo o que é já ótimo pode ser melhorado.

O doente abriu os olhos, resfolegou, mas não sentiu firmeza e voltou a requerer cuidados. Mas a Dra. Dilma insiste no tratamento incipiente de choque:

“Essa é uma questão fundamental para nós: primeiro você melhora e amplia, e paralelamente, você constrói novos, mas tem de manter o que você tem”.

Ok, Dra, mas como estão os sinais vitais do paciente?

“Ao mesmo tempo, nós estamos construindo 17 UPAs… construindo, não, desculpa, tem hoje aqui 17 UPAs. Dessas 17 UPAs, que são importantes, 4 existem, 2 em Mossoró, uma em Natal e uma em Macaíba, e 13 estão sendo construídas, e serão cada vez mais… e isso permitirá melhorar cada vez mais o ensino”.

UPA lá, lá ─ melhorar o ensino? Mudando de assunto, por onde anda o Samu? Nas palavras encorajadoras da Dra. Dilma, já foi convocado, para “juntá toda a rede e olhá”:

“Para você ter UPAs, é importante que você tenha o Samu. Por que é? Porque o Samu, ele leva as pessoas para onde tem disponibilidade de leitos no tratamento de uma emergência, e depois, se é mais grave, ele transporta para o hospital”.

O Samu da Dra. Dilma faz mais piruetas que a quase homônima criatura do SeaWorld. Primeiro, a ambulância leva os doentes para um estranho lugar ─ onde se tratam emergências em leitos hospitalares, embora não seja um hospital. Se a emergência for grave ─ e no Brasil de Dilma até as emergências são saudáveis ─ aí o Samu vai bater à porta de um hospital de verdade, pressupondo que miragens de branco existam em todos os municípios brasileiros.

Não ficou claro? Ninguém explica Dilma melhor que a Dra. Dilma, que, em sua tese de doutoramento, defendeu a ideia de que pronto atendimento e emergência médica são a mesma coisa:

“Porque a cadeia é assim: primeiro, o posto de saúde, onde você faz o atendimento preventivo, o básico, mede a pressão, vê como é que está a situação do diabetes, controla o remédio etc. Depois você tem um serviço de emergência e de urgência que é a UPA, que é uma Unidade de Pronto Atendimento, que você pode tratar uma emergência assim: a pessoa teve um início de um infarto, você pode começar a tratar na UPA. Agora… e aí ela só vai para hospital quando é caso, de fato, de internamento duradouro”.

Ok, Dra., mas o Samu fica na porta da UPA esperando o paciente saber se é um princípio de infarto ou um infarto duradouro? A resposta é tão clara quanto o azul de metileno:

“Então, o Samu, essas ambulâncias, elas são essenciais, elas que te permitem levar de um lugar para outro”

Há três meses, o governo anunciou que resolveria a grita dos brasileiros por mais médicos com….Mais Médicos. Desde então, Dilma costuma explicar esse que é o mais mal planejado programa de saúde da história do mundo com um silogismo inverso: o Mais Médicos foi criado porque o brasileiro precisa de… mais médicos. Mas um médico é um médico ─ é bom não se esquecer disso:

“Olha, as pessoas se queixam de duas coisas: de ter um atendimento que ela vai ter de agendar e que vai demorar muito porque não tem um médico lá no posto de saúde, e querem também uma outra coisa: que esse atendimento seja humano, não é, gente, essa questão da humanidade no trato com a pessoa”.

Um exemplo, Dra. Dilma?

“Uma das pessoas, inclusive, me disse: ‘o médico não me toca’. Ela queria que o médico lá tocasse… porque aquilo que a gente… pelo menos meu médico sempre me apalpou, olhou coração, olhou garganta, essas coisas todas. Bom, mas o médico, então, é um elemento essencial desse processo. Aliás, cá entre nós, serviços… você começa olhando serviço, você pensa quem é que faz o serviço? É a pessoa. Então, o médico é um elemento fundamental”.

Confirmado: um médico é um médico. E é também uma pessoa. E esse médico de Dilma é ainda mais humano: não palpa, apalpa. E, tal como um poeta do estetoscópio, olha o coração.

Com uma defesa tão candente e articulada do programa, bem que a Dra. Dilma Rousseff poderia criar um slogan vencedor para o Mais Médicos ─ algo com a mesma força tautológica do “Brasil rico é país sem pobreza”.

Pois nesses três espantosos minutos em que a já combalida saúde pública brasileira agora infectada pelo dilmês foi levada às pressas para um imaginário leito de UTI, o novo slogan surgiu com naturalidade. Foi no momento em que a Dra. Dilma diagnosticou, para a jornalista, as prioridades do programa:

“O Mais Médicos é onde tem mais gente e onde quem mais precisa tem primeiro”.




Clique aqui para ouvir a entrevista concedida por Dilma Rousseff.

sábado, agosto 31, 2013

GILBERTO FREYRE E OS MÉDICOS CUBANOS.










Percival Puggina


Recebo carta de leitor disposto a ensinar-me que o convênio para admissão de médicos estrangeiros no Brasil prevê que eles sejam acompanhados pelas famílias. Como se eu não tivesse lido a Medida Provisória nº 623 de 19 de julho de 2013! Está ali, sim, com todas as letras, que o Brasil reconhece o óbvio direito do estrangeiro admitido no programa Mais Médicos de se fazer acompanhar por cônjuge e filhos enquanto prestar serviços ao nosso país. O problema que ao missivista pareceu irrelevante é este: enquanto os profissionais de quaisquer outras procedências exercerão esse direito, os cubanos são os únicos aos quais ele é vedado, não aqui, mas no país de origem. O doutor vem, mas a família fica lá, como garantia de retorno do cativo a seu dono e senhor, o Estado marxista-leninista de Cuba. O que a Medida Provisória de Dilma permite não está previsto nas Cartilhas do Cárcere do governo cubano. Há gente que pensa que os outros não pensam.

A vergonhosa manifestação promovida por alguns médicos brasileiros contra os cubanos que desembarcaram em Fortaleza foi um self-service bem fornido para proveito dos formadores de opinião que atribuem a preconceitos ideológicos qualquer atitude avessa à agenda petista. Como se a defesa dos interesses do petismo estivesse associada aos mais translúcidos e elevados ideais humanos! Ou, como se essa defesa fosse gerada por um ambiente filosófico e político blindado à mais tênue contaminação ideológica. Me poupem.

O site da revista Carta Capital na última quarta-feira deu destaque ao recém chegado Dr. Juan Delgado. "Não sei porque nos chamam de escravos", exclamou ele, observando que não vem tirar trabalho de ninguém e que todos irão para onde os médicos brasileiros não querem ir. Tem razão em parte, o Dr. Juan. A atitude dos seus colegas cearenses foi deplorável grosseria. Por outro lado, é irremediável a situação do escravo que sequer tem consciência de ser escravo. Danosa, também, a matéria da revista, claro, por não informar o leitor sobre a escravidão que o regime castrista impõe aos cidadãos da ilha. 
Carta Capital faz malabarismos. Também ela pensa que os outros não pensam.

A presidente Dilma veio às falas naquele estilo que não dá bola para sujeito, predicado e complemento: "É um imenso preconceito esse que algumas vezes a gente vê sendo externado contra os médicos cubanos. Primeiro, é importante dizer que os médicos estrangeiros, e aí não só os cubanos, porque tem cubano, argentino, uruguaio, espanhol, português, tem de várias nacionalidades. Esses médicos vêm ao Brasil para trabalhar onde os médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar". 

Pois é, presidente, também a senhora não percebe. Argentinos, uruguaios, espanhóis e portugueses vêm ao Brasil de livre e espontânea vontade e são admitidos no programa individualmente, um a um. Já os cubanos, são tratados como gado de curral, vendidos aos lotes. Recebem pequena fração do que seus outros colegas embolsam enquanto a parte robusta do ervanário gerado por seu trabalho vai para os cofres de Havana. (Nota: Repete-se aqui, com os médicos, o tipo de locação com que o regime de Havana servia a Moscou jovens soldados, como bucha de canhão, nas guerras e guerrilhas que os soviéticos mantinham ou subsidiavam na África.) Considerar que os cubanos merecem tão desumano e depreciativo tratamento é muito mais do que preconceito. É maldade e perversão. 

Critique os manifestantes de Fortaleza, presidente. Mas dê uma olhada no que a senhora e os stalinistas de seu governo andam fazendo. Seu Advogado Geral da União já avisou que para os médicos cubanos não haverá asilo... Pergunte à ministra Maria de Rosário o que ela acha disso tudo na perspectiva dos Direitos Humanos. E se ela disser que concorda, despache-a com aquela sua caneta (retrátil, é verdade) de assinar demissões. Lembrei-me de Gilberto Freyre. Brasília, nesta alvorada do século 21, tornou-se a nova Casa Grande que contrata e paga por cabeça na senzala cubana.

domingo, julho 15, 2012

MÉDICOS CUBANOS: NÓS SEREMOS AS VÍTIMAS.





(Mas a desgraça só será anunciada após as eleições de 2012)

por Helio Viana

Isolado na América Latina até o advento do Foro de São Paulo – segundo declarou Lula em vídeo-mensagem à 18ª. versão do referido foro, realizado em Caracas –, o regime comunista cubano está em vias de “exportar” para o Brasil, entre janeiro de fevereiro de 2013, nada menos que 1.500 médicos, para atender às regiões do interior do País. A escolha dessa data teria sido para não repercutir no resultado das eleições municipais de 2012.

O principal “mercado consumidor” de tais médicos – cuja capacidade para o exercício da profissão é mais do que duvidosa, como se verá, ao passo que sua formação ideológica não deixa lugar a nenhuma dúvida – foi até o momento a Venezuela chavista, onde não se sabe bem até que ponto eles se restringiram a simples atendimentos médicos e com que resultados.

Contudo, nos termos do referido vídeo-mensagem de Lula, no qual ele se jacta da militância hegemônica do PT e de seus aliados cubanos e bolivarianos para a implantação da “democracia” em todo o continente latino-americano (a Alemanha comunista também se chamava República Democrática Alemã – DDR), a pergunta que se depreende é se os tais 1.500 médicos não serão agentes comunistas destinados a colaborar na consecução de tal fim.

Tanto mais quanto ficou patente aos olhos de todos a inconformidade do bloco petista-bolivariano em face do impeachment inteiramente legal do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, a exemplo do que ocorrera em Honduras em relação a Manuel Zelaya, quando o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou que era algo inadmissível, porque a direita não podia ter mais vez na América Latina. Que democracia sui generis é essa, que só admite a esquerda?

Existe grande preocupação de que Hugo Chávez não se reeleja pela terceira vez ao cargo (sua nova candidatura foi obtida graças a mudanças arbitrárias feitas por ele na Constituição, sem que a esquerda protestasse – a mesma esquerda que gritou furiosa quando Álvaro Uribe quis fazer o mesmo na Colômbia, só que com fortíssimo respaldo popular) –, e foi para evitá-lo que o internacionalismo petista deslocou para a Venezuela a equipe de marketing de João Santana, sob os protestos da opinião pública, que reclama de interferência externa.

Não se sabe se além do João marqueteiro e de outro João – o “João de Deus”, curandeiro goiano que teria viajado à Venezuela em avião da FAB para tratar de Chávez –, a solidariedade petista enviará também, a exemplo do que ocorreu nas eleições anteriores do período chavista, as urnas eletrônicas brasileiras, as quais, não se sabe bem por que, Hugo Chávez, responsável pelo “excesso de democracia” em vigor na Venezuela, como disse Lula, quis introduzir sorrateiramente em Honduras antes da queda de Zelaya.

Voltando ao tema de Cuba – para cuja sobrevivência o regime chavista foi até aqui imprescindível –, cumpre lembrar que tudo, menos a “exportação” de médicos, poderia ser o resultado imediato da vultosa soma de dinheiro destinada pelo governo da presidente Dilma para a reforma do Porto de Mariel.

Para o leitor aquilatar a qualidade do “produto” a ser importado pelo governo petista, finalizo transcrevendo estes dois trechos de um artigo publicado por “O Estado de S. Paulo” em 3 de janeiro de 2011, sob o título de “Médicos reprovados”:

“Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

Sôbre a Elam, escrevia José Luiz Gomes do Amaral – Presidente da Associação Médica Brasileira,em 2008:
Quando a vontade política dobra a lógica e a lei.
Não há limite quando se trata de impor a vontade política. Alunos selecionados por meio de partidos políticos e movimentos sociais fazem um curso de “medicina” em Cuba e buscam ter seus diplomas reconhecidos no Brasil. Sem passar, porém, pelo processo avaliatório que habitualmente trata do reconhecimento dos diplomas. Buscam um status especial como se o curso feito em território cubano justificasse.
Longe de justificá-lo, a Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba (Elam), cujo o currículo parece mais voltado para a doutrinação política do que para a prática clínica, não aplica aos alunos brasileiros o mesmo processo seletivo que aplica aos cubanos e nem permite aos egressos do Brasil clinicarem em Cuba da forma como pretendem.
Face a dificuldade de aprovar tais privilégios absurdos no Congresso, o governo criou um projeto piloto de validação de diplomas estrangeiros com foco específico em brasileiros formados pela Elam. A Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina e outras entidades médicas têm se manifestado escandalizados com essa manobra. Os critérios devem ser os mesmos para todos: exames nacionais nos moldes dos que já são feitos, e aplicados a todos os candidatos formados no exterior, depois de análise de equivalência curricular.
Não há, portanto, necessidade de procurar o caminho dos fundos quando a porta da frente pode ser aberta, a menos que não se tenha a chave para fazê-lo. Nesse caso, as chaves são o currículo e uma avaliação coerente.


“[...] As faculdades cubanas – a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana – são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.”

O eficiente ensino proporcionado por escolas fora do Brasil:



Médicos reprovados formados em escolas bolivianas, cubanas e argentinas



Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exteriorconfirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional.

Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina deCuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.

Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades.

Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas.


Fontes: IPCO/Revista Vigor/perisccopio.bligoo.com.br