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quinta-feira, dezembro 27, 2018

Palestinos: Metralhar uma Mulher Grávida e Mentir







A cena de um ataque terrorista fora do assentamento de Ofra na Cisjordânia, em 9 de dezembro de 2018. (Magen David Adom)
por Bassam Tawil (*).

Três israelenses foram mortos na Cisjordânia na mais recente onda de terrorismo palestino. As vítimas foram dois soldados e um bebê de apenas quatro dias, nascido prematuramente após a mãe ter sido baleada e ferida em um ataque com uma rajada de tiros perpetrado por terroristas palestinos.

O ataque terrorista ocorreu perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia, de fato a capital da Autoridade Palestina (AP) onde o presidente Mahmoud Abbas bem como a maioria dos altos funcionários residem e trabalham. A chacina ocorreu quando uma rajada de tiros foi disparada do interior de um veículo em movimento nas proximidades da colônia de Ofra, e na sequência o veículo foi localizado pelo exército israelense no bairro de Ain Musbah em Ramala, nos arredores da residência particular e gabinete de Abbas.

Ninguém está insinuando que Abbas sabia que o ataque terrorista seria perpetrado. No entanto, a reação de Abbas e das autoridades de alto escalão da AP aos ataques levanta sérias dúvidas ao seu pretenso comprometimento em fazer a paz com Israel.

Horas antes do ataque à Ofra, Abbas ressaltou em um discurso perante os líderes de sua facção, Fatah, que continua comprometido com a "resistência popular pacífica" e com a diplomacia. "Não acreditamos em armas e não acreditamos em foguetes", salientou Abbas fazendo referência aos foguetes lançados pelo Hamas e por outros grupos terroristas contra Israel a partir da Faixa de Gaza.

Este é o mesmo Abbas que, apesar de dizer se opor ao uso de armas e foguetes, não condenou o ataque terrorista no qual três israelenses foram mortos. Muito pelo contrário, tanto seus assessores como ele próprio têm condenado Israel todo santo dia pela repressão aos terroristas.

O incitamento contra Israel teve início logo após o ataque à Ofra, quando Abbas e membros da Fatah e da Autoridade Palestina começaram a condenar Israel pelo envio de soldados a Ramala em busca dos terroristas.

Em vez de condenar os assassinatos em Ofra, o Ministério da Informação de Abbas emitiu uma contundente condenação ao exército israelense por este entrar nos escritórios da agência de notícias palestina Wafa. O ministério definiu a entrada dos soldados como "ato de terrorismo" e pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel pela "agressão" aos palestinos.

Segundo a lógica do ministério de Abbas, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo" mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não.

O exército israelense não entrou em Ramala porque Israel quer "reocupar" a cidade e reinstalar o governo militar israelense. Tratava-se, na realidade, de uma operação limitada que durou poucas horas envolta no contexto da perseguição aos terroristas palestinos. Abbas e membros do alto escalão, no entanto, vêm empreendendo uma intensa campanha de incitamento contra Israel, espalhando mentiras e teorias conspiratórias fora de qualquer propósito.

Veja, por exemplo, o que o Secretário-Geral da OLP, Saeb Erekat, que se autodenomina como o "principal negociador palestino", tinha a dizer sobre a perseguição aos terroristas pelos agentes israelenses. Erekat, em uma bizarra declaração, afirmou que a "intrusão israelense em Ramala foi realizada com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump". Erekat também pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel por seus "crimes" e que proporcione proteção internacional aos palestinos.

O que causa espécie na declaração de Erekat é que ele insinua que Israel precisava da permissão de Trump para enviar suas tropas a Ramala para capturar os terroristas que assassinaram três pessoas. É estranho também que Erekat acredita que a busca israelense para capturar terroristas é um "crime" pelo qual Israel deve ser responsabilizado na arena global.

No entanto, as declarações bizarras da AP não param por aí. Prestemos atenção na observação de Osama Qawassmeh, alto funcionário da Fatah e porta-voz, que afirmou que a operação militar israelense em Ramala foi na realidade dirigida contra o próprio Abbas. Segundo Qawassmeh, o exército israelense "invadiu" Ramala porque Abbas rejeitou o plano, ainda não divulgado, de Trump de paz para o Oriente Médio. Como se isso não bastasse, o membro da Fatah sustentou que o empenho do exército israelense de capturar os terroristas também estava ligado à oposição de Abbas a uma recente resolução dos EUA na Assembleia Geral da ONU para condenar o Hamas pelo disparo incessante de foguetes contra Israel e pelo incitamento à violência.

Essa sandice reflete a lógica distorcida de Abbas e de seus representantes em Ramala. Para eles, o verdadeiro problema não é o disparo de uma rajada de tiros e subsequente morte de uma mulher grávida e a morte de dois soldados. Longe disso, os líderes palestinos, incluindo Abbas, apontam o dedo acusador na direção de Israel pela audácia de enviar soldados para capturar terroristas palestinos e impedir outros ataques contra cidadãos israelenses. Desnecessário dizer que os soldados israelenses que entraram em Ramala em nenhum momento chegaram perto do gabinete ou da residência de Abbas e, com certeza, não tinham a menor intenção de alvejá-lo ou alvejar qualquer um de seus assessores. Na realidade, nenhum membro da Autoridade Palestina ou da Fatah foi detido nem ferido pelas tropas israelenses.

Será que esse membro da Fatah acha que o mundo lá fora é tão obtuso a ponto de acreditar que Israel colocaria em perigo a vida de seus soldados enviando-os a Ramala pelo simples fato de Abbas ter rejeitado um plano de paz que ninguém nunca viu nem sabe de seu conteúdo? Algum dos soldados que entraram em Ramala bateu na porta de Abbas e entregou-lhe uma carta dizendo que deveria aceitar o plano de Trump, (que ninguém conhece), caso contrário ele seria punido? É óbvio de não.

Abaixo mais um exemplo das mentiras e teorias de conspiração promovidas pelos assessores de Abbas nos últimos dias. Mahmoud Habbash, que ocupa o cargo de conselheiro de Abbas para assuntos religiosos, realçou, reagindo às medidas de segurança israelenses contra o terrorismo, que Israel e o Hamas estavam se enfrentando com o objetivo de "virarem a mesa" na Cisjordânia com o intuito de abrir caminho para a implementação do "acordo do século" de Trump que já despontava no horizonte.

Vale salientar também que o Hamas reconheceu publicamente que estava por trás da recente sucessão de ataques terroristas ocorridos na Cisjordânia. Mas, segundo Habbash, a repressão israelense contra o terrorismo nada mais é do que uma conspiração costurada por Israel e pelo Hamas para desgastar a Autoridade Palestina e abrir caminho para a "aprovação do acordo do século, que visa liquidar a causa palestina".

O conselheiro de Abbas, no entanto, está convencido que o mundo é tão tapado a ponto de acreditar que Israel e o Hamas estavam mancomunados por trás dos recentes ataques terroristas. Isso nada mais é do que mais um libelo de sangue de Abbas e de seu séquito contra Israel. A declaração acima não constitui somente uma mentira deslavada, trata-se também de um insulto à inteligência, parece até plágio de um programa humorístico. "Parece", quer dizer, porque esses comentários aparentemente ridículos se referem a uma série de ataques terroristas que ceifaram a vida de cidadãos israelenses. Assim sendo, as declarações devem ser levadas a sério e vistas no contexto da campanha da liderança palestina de incitação e disseminação de fake news contra Israel . É exatamente esse tipo de discurso incendiário que leva os terroristas palestinos a continuarem com os ataques contra Israel.

Em vez de culpar o Hamas pelos ataques terroristas, o gabinete de Abbas preferiu responsabilizar Israel pelo surto de violência na Cisjordânia. "O clima criado pela política de incursões recorrentes de Israel em cidades palestinas, bem como incitamento contra o presidente Abbas, desencadeou essa rodada de violência, que nós rejeitamos", ressalta uma declaração emitida pelo gabinete do presidente palestino.

Mais uma vez, a declaração mostra que Abbas considera as medidas anti-terroristas de Israel e não os ataques elaborados pelo Hamas, como causa dos protestos e da violência. A mensagem de Abbas ao mundo é a seguinte: como esses israelenses ousam tomar medidas de segurança para impedir ataques terroristas contra seus civis e seus soldados!

Está claro que Abbas treme na base em condenar seus rivais no Hamas por desfecharem a última onda de ataques terroristas na Cisjordânia. Ele está cansado de saber que assim que condenar o disparo da rajada de tiros contra uma mulher israelense grávida, o povo se levantará e o acusará de colaborar com Israel. Mas Abbas só pode culpar a si mesmo: seu ininterrupto incitamento e mentiras lançadas contra Israel tornaram perigoso demais dizer uma palavra sequer contra os terroristas palestinos.

Por último, é interessante expor um detalhe importante sobre o porquê de Abbas e seus representantes manterem suas bocas bem fechadas: a repressão israelense contra o Hamas na Cisjordânia, na realidade, atende aos interesses da Autoridade Palestina. Sem a repressão, o Hamas teria derrubado o regime de Abbas há muito tempo e tomado o controle da Cisjordânia. São os soldados israelenses, posicionados a uma pequena distância do gabinete e da residência de Abbas que o mantém são e salvo. Por mais inconveniente que seja a verdade, para Abbas e seus manipuladores em Ramala, é a verdade nua e crua






(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Original em inglês: Palestinians: Shooting a Pregnant Woman and Lying
Tradução: Joseph Skilnik

quarta-feira, janeiro 24, 2018

A verdadeira cara de Abbas





por Debora Srour(*).


Às vezes, somente após uma tragédia é que as vidas de pessoas especiais são reveladas ao público.



Este foi o caso do Rabino Raziel Shevach de 35 anos. Educador, mohel, voluntário do Magen David Adom, a Cruz Vermelha de Israel, do Kav L’Chaim, uma organização que ajuda crianças com câncer, distrofia muscular e problemas cerebrais e de outras organizações. Ele também era pai de seis crianças pequenas e um marido exemplar. Rav Shevach usou seu tempo aqui na terra para fazer o máximo de bem aos outros.

Há duas semanas, ele foi assassinado por islamistas que crivaram seu carro de balas perto de sua casa em Havat Gilad. Em seu funeral dezenas de pessoas falaram de sua bondade, carinho, senso de humor e sua inestimável contribuição para um mundo melhor. Pequena consolação para uma perda tão grande.

Há três dias, Israel encontrou os terroristas que mataram o Rabino. Dois foram presos e outro, filho de um líder do Hamas, foi morto no tiroteio com o exército. O Hamas elogiou os terroristas dando a entender que eram membros do grupo, mas sem reclamar a autoria do assassinato. Não é nem preciso dizer que os que puxaram o gatilho estavam agindo estritamente dentro de um clima religioso e cultural diariamente promovido pela supostamente “moderada” Autoridade Palestina.

Automóvel do Rabino Raziel Shevach após ataque terrorista


O embaixador americano em Israel, David Friedman disse em seu tweet que:

 “O Hamas louva os assassinos e a Autoridade Palestina os premia com dinheiro”.

Isto mostra a divisão de tarefas entre o Hamas e a AP. Enquanto o primeiro apoia ataques contra civis, a Autoridade diz ser contra o uso de violência para alcançar objetivos políticos. Mas ela só diz isto para manter sua legitimidade internacional. No entanto, ela recompensa os terroristas que matam civis ou que estão na cadeia por participarem de atividades terroristas com salários milionários.

Como os Estados Unidos dão à Autoridade Palestina centenas de milhões de dólares anualmente, os contribuintes americanos estão diretamente patrocinando o terrorismo palestino. E Israel está fazendo o mesmo. Israel transfere para a Autoridade Palestina todo o mês, milhões de shekels em impostos retidos na fonte de palestinos que trabalham em Israel, ou seja, para uma entidade que ativamente encoraja ataques contra israelenses.

A administração americana hoje se dá conta deste absurdo e está tomando passos para acabar com isso. O Taylor Force Act, um ato do Congresso feito em nome de um turista americano de 28 anos, morto em Tel Aviv por um terrorista palestino, já foi aprovado. De acordo com esta lei, os Estados Unidos não mais poderão transferir dinheiro para a Autoridade Palestina enquanto ela continuar a pagar os terroristas. Há também uma iniciativa de Trump de cortar pela metade a ajuda à UNRWA, a agência da ONU específica para os refugiados palestinos.

É claro que Mahmoud Abbas não está nada contente com estas medidas dos Estados Unidos. No domingo passado, ao discursar frente ao Conselho Central da OLP, Abbas resolveu tirar a máscara e não mediu as palavras ao falar de Trump. Repetiu várias vezes o insulto em árabe “Yikhrab Beito”, que significa que a sua casa seja destruída, e seu dinheiro seja amaldiçoado. Alguns comentaristas classificaram o discurso de Abbas como desafiador. Para mim desafiou a lógica, isto sim!

Abbas, que se diz historiador, conseguiu falar de história por 2 horas. É muito fácil fazer isso quando é só inventar fatos. Ele primeiro declarou que a ideia do retorno dos judeus à terra prometida foi de Oliver Cromwell, o Lorde Protetor inglês do século 17, antes de culpar os Holandeses e Napoleão. Ao mesmo tempo, Abbas negou qualquer elo judaico com Jerusalem dizendo que “Israel é uma empresa colonialista que nada tem a ver com o judaísmo!” Ele repetiu esta mesma frase três dias depois no Cairo.

Rabino Raziel Shevach e sua família


Na Universidade Al-Azhar, que é o centro de estudos do sunismo islâmico, Abbas repetiu o que se tornou seu mantra: que os palestinos são descendentes dos Canaanitas e, portanto estavam em Jerusalem antes dos judeus e mesmo antes do patriarca Abraão!

Sua lógica e conhecimento histórico são tão distorcidos que não sabemos se os atribuímos à senilidade ou à pobreza de estudos da Universidade Patrice Lumumba de Moscow aonde ele ganhou seu doutorado com a tese que a liderança sionista estava em conluio com os nazistas para matarem judeus durante a Segunda Guerra.

Mas somente a título de argumento, se fosse possível identificar os ancestrais de Abbas aos Jebusitas-Cananitas-Palestinos conquistados pelo rei David, isso tornaria o caso dos palestinos ainda mais patético, senão cômico: quer dizer que durante milhares de anos, mesmo de posse da terra e de Jerusalém, os palestinos forma tão incompetentes que não conseguiram fundar um estado com sua capital na cidade?

Abbas nega que houve dois Templos em Jerusalem, apesar de todas as confirmações arqueológicas. Aonde estavam estes cananitas-jebusitas-palestinos durante estes séculos que não deixaram qualquer marca de sua presença no chão? Não, Abbas não quer lidar com fatos. Ele prefere exigir desculpas dos ingleses pela declaração Balfour de 100 anos atrás. E em seu revisionismo do holocausto, Abbas diz que os judeus preferiram ficar na Europa durante a Shoah. Claro, não é interessante ele trazer o fato que os ingleses, a pedido dos árabes, não permitiram aos judeus imigrarem para a Terra Santa, mesmo os que procuravam refugio da Solução Final nazista.

Esta e outras invenções históricas absurdas ele cria e publica diariamente para justificar sua manutenção no poder.

Se até agora Abbas era considerado um parceiro da paz e o rosto da moderação, esta semana ele mostrou seu lado feio, o lado que jorra ódio e mentiras. Para ele, insultar Trump não tem qualquer consequência. Ele já se arrumou com bilhões de dólares roubados das contribuições aos palestinos e enviados para contas na Europa gerenciadas por seus filhos.

Mas o fato é que ele não deveria ter jogado pedras na casa de Trump quando a sua tem teto de vidro. Abbas está no 13º ano de governo do que deveria ter sido um termo de quatro anos. Ele não fez nada para reduzir a corrupção que o cerca e cada vez mais se aproveita das doações do exterior para pagar seus capangas e nada para melhorar a vida dos palestinos que estão sob sua responsabilidade.

Ele não larga o osso por que teme que o Hamas ganhe a eleição, se houver uma. Enfim, ele prefere se manter em sua zona de conforto de pregar a destruição de Israel a construir um Estado palestino aonde os árabes possam viver e se desenvolver.

Abbas precisa sair, ser demitido ou removido.

Israel não para de construir desvios, instalar câmeras e construir muralhas para proteger a vida de meio milhão de israelenses que moram na Judeia, Samaria e Jerusalem. O exercito e as agências de inteligência têm redobrado esforços para confiscar as montanhas de armamentos ilegais em lugares como Nablus e Jenin para que nenhum terrorista possa atirar 22 balas num homem como o Rabino Shevach. Mas a habilidade de Israel é limitada enquanto a Autoridade Palestina continuar a oferecer prêmios para os assassinos.

Mas por outro lado, não fazer nada é um preço muito alto a continuar a pagar pela vida de pessoas como o Rav Shevach.


Fonte: Pletz.com

(*)Debora Srour é advogada formada pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em direito pela Universidade de São Paulo, foi admitida, em 1993, para a prática de Direito americano perante a Corte Estadual e Corte Federal de New York. É membro da New York Bar State Association, American Bar Association e diversas Câmaras de Comércio.

domingo, julho 30, 2017

Vitória Palestina no Monte do Templo







por Daniel Pipes(*)
Tradução: Joseph Skilnik



O Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, do Partido Fatah, divulgou um comunicado no último sábado que a "campanha por Jerusalém começou de fato e que não irá parar até a vitória palestina e a libertação dos lugares sagrados da ocupação israelense". O Fatah exigiu a remoção dos detectores de metais e demais dispositivos de segurança da entrada da Mesquita de Al-Aqsa no Monte do Templo. Uma semana antes, dois policiais israelenses foram assassinados por terroristas que haviam escondido suas armas no interior da mesquita.


O comunicado do Fatah não tem lógica, além de ser hipócrita. Muitas mesquitas em países de maioria muçulmana usam essas mesmas medidas de segurança para protegerem fiéis, turistas e policiais. No entanto, o Sr. Abbas conseguiu forçar o governo israelense a remover os dispositivos. A façanha foi alcançada desviando a atenção dos assassinatos dos policiais e, ao mesmo tempo, incutindo medo de uma conflagração religiosa com vastas repercussões.


A crise do Monte do Templo destaca com excepcional nitidez três fatores que explicam porque imutáveis 80% dos palestinos acreditam que podem eliminar o estado judeu: doutrina islâmica, ajuda internacional e timidez israelense.


No bojo do Islã reside a expectativa de que qualquer território que certa vez esteve sob controle muçulmano é uma dádiva que deve, inevitavelmente, voltar para o domínio muçulmano. Essa concepção desfruta de uma força perene: pense no sonho de Osama bin Laden de ressuscitar Andaluzia e a esperança do presidente turco Recep Tayyip Erdogan de reconquistar a influência nos Bálcãs. Os palestinos consistentemente asseveram sua crença segundo a qual o Estado de Israel entrará em colapso em questão de décadas.


O embate em torno do Monte do Templo instiga singularmente esta expectativa, visto que ele vai muito além da população local e desperta as paixões de muitos dos 1,6 bilhões de muçulmanos nos quatro cantos mundo. Os líderes e instituições muçulmanas mais proeminentes apoiaram incondicionalmente o posicionamento do Fatah no tocante às medidas de segurança no Monte do Templo. Vozes islâmicas fora do consenso pró-palestino são raras. Os palestinos se regozijam em seu papel de serem a ponta de uma enorme lança.


                                      

No Vídeo:Entenda o Conflito pelo MONTE do 
TEMPLO em JERUSALÉM

As ilusões de poder dos palestinos desfrutam de considerável apoio internacional. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura aprova rotineiramente resoluções desfavoráveis dirigidas a Israel. A Universidade de Columbia conta com um Centro de Estudos da Palestina. As corporações mais influentes como o Google e órgãos de imprensa como a British Broadcasting Corp. fazem de conta que existe um país chamado Palestina. A ajuda externa criou uma pseudoeconomia palestina que em 2016 teve uma fenomenal taxa de crescimento de 4,1%.


Na crise do Monte do Templo, o governo dos EUA, os europeus e praticamente todo mundo se alinharam no sentido de apoiar a exigência de retirar os detectores de metais, juntamente com câmeras de alta tecnologia e quaisquer dispositivos para prevenir ataques jihadistas. O Quarteto do Oriente Médio aplaudiu "as garantias do primeiro-ministro de Israel de que o status quo nos lugares sagrados em Jerusalém será mantido e respeitado". Com esse tipo de apoio quase unânime, os palestinos tranquilamente imaginam serem mais fortes do que o estado judeu.


Os serviços de segurança de Israel timidamente evitam tomar medidas que possam incomodar os palestinos. Essa abordagem tolerante não resulta de um idealismo deslumbrado e sim de uma visão extremamente negativa em relação aos palestinos como encrenqueiros irresponsáveis. Consequentemente, a polícia, as agências de inteligência e os militares concordam com qualquer coisa que assegure a calma, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer iniciativa de privar os palestinos de fundos, puni-los mais severamente ou infringir suas inúmeras prerrogativas.


Os órgãos de segurança israelenses sabem que a Autoridade Palestina continuará a incitar e sancionar os assassinatos ao mesmo tempo que procuram deslegitimar e isolar o Estado de Israel. Mas os serviços de segurança categoricamente preferem conviver com esses desafios do que punir Abbas, reduzir seu status e se arriscar a enfrentar outra intifada. O colapso da Autoridade Palestina e o retorno da Cisjordânia ao domínio israelense são o pesadelo dos serviços de segurança. Abbas sabe disso, e o fiasco desta semana demonstra que ele não tem medo de explorar os receios israelenses e nutrir seu sonho de achincalhar e no futuro eliminar o estado judeu.

(*)Daniel Pipes é o presidente do Middle East Forum

segunda-feira, julho 17, 2017

A incessante encenação das mentiras palestinas




por Bassam Tawil



Os enviados Jason Greenblatt e Jared Kushner dos Estados Unidos, que se encontraram nesta semana em Jerusalém e em Ramala com funcionários do alto escalão de Israel e da Autoridade Palestina (AP) com o objetivo de viabilizar a retomada do processo de paz, descobriram o que os enviados anteriores americanos ao Oriente Médio constataram nas últimas duas décadas – que a AP não mudou, não tem como mudar e que não vai mudar.

No encontro em Ramala com o presidente da AP, Mahmoud Abbas, os dois emissários americanos foram informados que os palestinos não aceitarão nada que não seja um estado independente na fronteira pré-1967 tendo como capital Jerusalém Oriental.

Abbas também deixou claro que ele não tem nenhuma intenção de fazer concessões no tocante ao “direito de retorno” na questão dos “refugiados” palestinos. Isso significa que ele quer um estado palestino ao lado de Israel e também quer que Israel seja inundado com milhões de “refugiados” palestinos transformando o país em outro estado palestino.

Na reunião Abbas também reiterou sua exigência que Israel liberte todos os prisioneiros palestinos, incluindo assassinos condenados com as mãos manchadas de sangue judeu, como parte de qualquer acordo de paz. No passado a libertação de terroristas só fez com que aumentasse o terrorismo contra Israel.

De acordo com o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudaineh, o presidente da AP disse a Kushner e a Greenblatt que uma “paz justa e abrangente deveria se basear em todas as resoluções das Nações Unidas (relativas ao conflito árabe-israelense) e à Iniciativa de Paz Árabe (2002)”. Tradução: Israel deve se retirar para as linhas indefensáveis pré-1967 e permitir que facções palestinas armadas se posicionem nas colinas com vista para o aeroporto Ben Gurion e Tel Aviv.

A posição de Abbas reflete com precisão a política da liderança da AP nas duas últimas décadas – política esta normalmente comunicada a todas as administrações americanas, sucessivos governos israelenses e à comunidade internacional.

Há de se reconhecer, Abbas tem sido consistente. Ele nunca mostrou nenhuma disposição em aceitar fazer quaisquer concessões a Israel. Ele jamais perde a oportunidade de reafirmar suas exigências a todos os líderes mundiais e altas autoridades de governo com os quais ele se reúne regularmente.

No entanto, há aqueles na comunidade internacional que ainda acreditam que Abbas ou algum outro líder palestino poderá fazer concessões em troca da paz com Israel.

É inacreditável, mas tanto Kushner quanto Greenblatt, ao que tudo indica, acreditam que possam ter sucesso onde todos deram com os burros n’água.

Os dois enviados americanos, inexperientes, estão trabalhando na ilusão de que persuadirão Abbas e a liderança da AP de desistirem de certas exigências como o “direito de retorno”, a libertação de terroristas presos e a cessação da construção em assentamentos.

O porquê dos enviados do presidente Trump estarem criando a impressão perigosamente ilusória segundo a qual é possível alcançar a paz com a atual liderança da AP é simplesmente um mistério.

Criar uma expectativa dessas é como dar um tiro no pé juntamente com uma vingança, quanto mais alta a expectativa, maior a decepção. Dar aos palestinos a sensação de que a administração Trump possui uma varinha mágica para resolver o conflito israelense-palestino acabará aumentando o ódio e a hostilidade dos palestinos em relação aos americanos e a Israel. Quando os palestinos acordarem para o fato de que o governo Trump não colocará Israel de joelhos, eles irão retomar seus ataques retóricos contra Washington, acusando o governo americano mais uma vez de ser “tendencioso” a favor de Israel.

Foi exatamente esta a sorte das administrações e dos presidentes anteriores dos EUA que decepcionaram os palestinos ao não imporem os ditames a Israel. Os palestinos ainda sonham com o dia em que os EUA ou qualquer outra superpotência force Israel a aceitar todas as suas exigências.

Quando Israel não concorda em aceitar a lista de exigências, os palestinos acusam o país de “destruir” o processo de paz.

Pior do que isso, os palestinos usarão esta acusação como desculpa para redobrar seus ataques terroristas contra os israelenses. A reivindicação palestina, como sempre, será a de que eles estão sendo forçados a recorrer ao terrorismo em face do fracasso de mais um processo de paz patrocinado pelos EUA.

A administração Trump está cometendo um erro colossal ao pensar que Abbas ou qualquer um de seus colegas da Autoridade Palestina têm condições de mostrar alguma flexibilidade em relação a Israel, particularmente em relação a Jerusalém, assentamentos e o “direito de retorno”.

Não há dúvida que Abbas não tem condições de mostrar aos enviados americanos que ele não foi incumbido pelo seu povo para dar um passo na direção da paz com Israel. Abbas sabe, mesmo que os representantes americanos não saibam, que um movimento nessa direção acabaria com sua carreira e possivelmente com a sua vida.

Abbas também não quer entrar para a história palestina como o líder traidor que “se vendeu aos judeus”.

Não obstante as melhores intenções dos enviados americanos e de outros da comunidade internacional, Abbas está cansado de saber a sorte de qualquer líder palestino que considere “colaborar” com a “entidade sionista”.

Abbas, cujo mandato terminou em 2009, é visto como um presidente ilegítimo por inúmeros palestinos, sequer está em condições de oferecer a Israel concessões para fechar um acordo de paz. Para começar, mais tarde poderá surgir alguém e dizer, com toda razão, que como Abbas excedeu seu mandato legítimo no cargo, qualquer acordo feito por ele é ilegal e ilegítimo.

Abbas também não tem condições de conter o incitamento contra Israel, ele não tem como impedir os pagamentos aos assassinos condenados e às suas famílias e também não tem como aceitar a soberania judaica sobre o Muro das Lamentações em Jerusalém.

Ainda que certos assessores, vez ou outra, apareçam com declarações sugerindo que a liderança da AP estaria disposta a considerar algumas concessões em relação a essas questões, tais observações não devem ser levadas a sério: elas são destinadas apenas e tão somente aos países ocidentais.

A assertiva da AP é que ela já fez concessões suficientes meramente por reconhecer o direito de Israel de existir e de desistir das reivindicações palestinas sobre “toda a Palestina”. Segundo este posicionamento é Israel e não os palestinos que precisa fazer concessões pela paz.

“Atingimos o limite no que diz respeito às concessões (em relação a Israel)”, elucidouAshraf al-Ajrami, ex-ministro da AP. “Nós já fizemos uma série de concessões quanto às questões centrais ao passo que Israel não nos apresentou nada”.

É bom lembrar que esta declaração do ex-funcionário da AP é uma mentira deslavada, dadas as generosas propostas, gestos e concessões feitas por sucessivos primeiros-ministros e governos israelenses nas últimas duas décadas.

Reiteradamente, todas as iniciativas israelenses foram rechaçadas pelo rejeicionismo palestino e pela intensificação da violência.

A proposta apresentada pelo primeiro-ministro Ehud Barak em Camp David em 2000 de se retirar da maior parte dos territórios capturados por Israel em 1967 teve como consequência a Segunda Intifada.

A retirada israelense da Faixa de Gaza cinco anos depois foi interpretada, equivocadamente, pelos palestinos como sinal de fraqueza e recuo, resultando no lançamento de milhares de foguetes e mísseis contra Israel.

Outra proposta generosa e sem precedentes do primeiro-ministro Ehud Olmert caiu no vazio.

A atual política da liderança da Autoridade Palestina é evitar alienar a administração Trump fazendo de conta que Abbas e seus cupinchas estão empenhados seriamente em alcançar a paz com Israel. É por esta razão que os representantes de Abbas estão pisando em ovos para não criticar Trump nem seus enviados.

Abbas quer ludibriar a administração Trump para que ela acredite que ele tem a coragem, a vontade e o mandato para fechar um acordo de paz com Israel, da mesma maneira que ele mentiu para os ex-primeiros-ministros israelenses. É o mesmo Abbas que, nos últimos 10 anos, não conseguiu voltar para sua residência privada na Faixa de Gaza, que permanece sob o controle do Hamas.

Mas, ao pé do ouvido, funcionários palestinos do alto escalão têm criticado a administração Trump por simplesmente se atreverem a fazer exigências da liderança da AP, como parar com a incitação anti-Israel e o pagamento de salários aos terroristas presos e às suas famílias. Em outras palavras, o que as autoridades palestinas estão dizendo é: ou Trump aceita nossas exigências ou que vá para o inferno.

“Os americanos já endossaram a posição de Israel” reclamou Hanna Amireh, cacique da OLP.

“A liderança palestina rejeita a exigência de interromper a ajuda financeira aos detentos e às suas famílias… Em vez de apresentar pré-condições aos palestinos, os americanos deveriam exigir o fim do incitamento e da construção em assentamentos israelenses”.

No mundo distorcido da liderança da Autoridade Palestina, as demandas israelenses no tocante ao fim da glorificação palestina de assassinos são por si só um ato de “incitamento”.

Como Israel se atreve a exigir que a liderança da AP suspenda a remessa de dinheiro para terroristas presos e às suas famílias? Como Israel se atreve a desmascarar o incitamento e a glorificação de assassinos e terroristas?

A liderança da AP simplesmente não consegue entender qual o problema de dar nomes de assassinos de judeus às ruas, praças públicas e centros para a juventude.

É uma mera questão de tempo até que a liderança da AP comece a acusar abertamente a administração Trump de ser tendenciosa a favor de Israel. No mundo de Abbas e de seus cupinchas, qualquer administração dos EUA que não engula as mentiras e as invenções palestinas é considerada um círculo “hostil” controlado por judeus e sionistas.

E é exatamente isso que os palestinos disseram em relação a Trump e à sua equipe durante a campanha eleitoral à presidência dos Estados Unidos.

A liderança da AP, a bem da verdade, baixou o tom contra Trump e seus assessores a partir do momento que ele venceu as eleições. No entanto, este tom mais ameno tem o seguinte objetivo: que a AP não seja acusada de ser contra a paz.

Na realidade a liderança da AP mudou o tom mas não a música. Estamos testemunhando uma providência tática e temporária por parte dos palestinos. Esse teatro acabará em breve. A pergunta que continua no ar é: o Ocidente irá perceber que o espetáculo acabou?



Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: Midia Sem Máscara

quinta-feira, abril 10, 2014

A frustração dos israelenses.



por Osias Wurman(*) (publicado em O Globo-Quinta-feira, abril 10, 2014 - Pág. de Opinião)

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel?




O texto de Rasheed Abou-Alsamh “A frustração dos palestinos”, publicado no GLOBO, no dia 4 de abril de 2014 (texto abaixo em azul), reflete, lamentavelmente, o extremismo de alguns setores anti-israelenses. Utilizar expressões como “nazistas” ou “apartheid” é totalmente repugnante e inaceitável, e seu único objetivo é dar continuidade ao cultivo do ódio, incitando à violência e ao enfrentamento.

O Estado de Israel é a única e verdadeira democracia no Oriente Médio. Parece-nos que, cada vez que os palestinos chegam a uma encruzilhada, onde é necessário tomar decisões importantes e, muitas vezes, difíceis, eles preferem dar um passo para trás e deixar passar mais uma oportunidade de alcançar um acordo com Israel.

Nos idos de Yasser Arafat, que precedeu Mahmoud Abbas na presidência da Autoridade Palestina, analistas internacionais especializados nos temas do Oriente Médio diziam que “Arafat nunca perdeu a chance de perder uma chance”.

Assim foi, com governos israelenses de tendência política de direita e de esquerda. Os palestinos viveram o período anterior a 1967, quando não existiam assentamentos, e Jerusalém Oriental, bem como a Cisjordânia, era ocupada pela Jordânia, e nunca desejaram encontrar uma paz verdadeira com Israel, usando os argumentos que estavam “na moda” à época.

Desta vez, quando estávamos a ponto de avançar em uma etapa das conversações de paz, os palestinos decidiram abandonar o diálogo pelo caminho das decisões unilaterais, conduzindo assuntos através da ONU.

As pesquisas de opinião sempre demonstraram amplamente que o povo de Israel quer a paz. O governo de Israel busca a paz. Israel demonstra agora, como já mostrou muitas vezes no passado, abertura, flexibilidade e disposição para fazer muitas concessões objetivando à paz. Porém, como sabemos, para isso, são necessárias abertura e flexibilidade da parte palestina também.

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel? Estão eles abertos a reconhecer Israel como o lar nacional do povo judeu? Estarão dispostos a deixar, definitivamente, o caminho da violência e do terrorismo?

A tendência refletida no artigo de Rasheed Abou-Alsamh, que lança todas as culpas da situação dos palestinos contra Israel, e terceiros, precisa ter um fim.

Vale lembrar que hoje os palestinos de fato têm dois Estados: um da Autoridade Palestina, liderado por Mahmoud Abbas, e outro na Faixa de Gaza, controlada pelo grupo terrorista Hamas. Está na hora de os palestinos começarem a pensar em termos de paz e de convivência pacífica e que, de uma vez por todas, deixem para trás a cultura de ódio e de ressentimento contra tudo e todos. É importante repetir que Israel quer a paz. Israel busca a paz. Israel está disposto a fazer muitos sacrifícios para chegar à paz.

Irão deixar os palestinos passar mais esta nova chance?


(*)Osias Wurman - é consul honorário de Israel no Rio de Janeiro







por Rasheed Abou-Alsamh (publicado em O Globo em 4/04/2014)


Exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado

A interrupção das negociações de paz entre os israelenses e os palestinos esta semana se deu quando o presidente palestino Mahmoud Abbas — frustrado com a não libertação de um último grupo de prisioneiros palestinos por Israel — assinou papéis pedindo a adesão do Estado da Palestina a 15 agências da ONU e tratados internacionais, incluindo as convenções de Viena e Genebra. Com isso, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o mediador das negociações, cancelou sua ida a Ramallah e voou para Bruxelas.

Mas foi também o anúncio por Israel que tinha relançado uma licitação para a construção de 708 casas em um bairro de Jerusalém Ocidental, que é considerada ocupada e anexada, que forçou a reação palestina. Os palestinos tinham aceitado adiar o pedido de admissão para essas entidades internacionais por nove meses. Israel teme que os palestinos o critiquem, mas Abbas disse que eles tinham que reagir ao anúncio israelense.

Com essa última rodada de troca de acusações e ações unilaterais, muitos já estão tocando o sino do fim desse último período de negociações que somente começou em julho de 2013 depois de estar parado por cinco anos. Eu acho cedo para anunciar o fim das tentativas de negociar um acordo final para o estabelecimento de um Estado da Palestina, livre e independente, dentro da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967, e a Faixa de Gaza. Os maiores obstáculos são o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e sua coalizão de partidos ultraconservadores e nacionalistas, que insistem que os palestinos reconheçam Israel como um Estado judeu, que renunciem à sua reivindicação histórica de que a parte leste e árabe de Jerusalém seja a capital do Estado palestino e que Israel possa deixar tropas na Cisjordânia por tempo indeterminado.

Ora, essas exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado. Os levantes da Primavera Árabe nos últimos três anos e o confronto do Ocidente com o programa nuclear do Irã têm tirado o foco do mundo do conflito israelense-palestino. Mas o Estado de Israel nunca vai ser seguro enquanto não resolver a questão palestina. Como, eu pergunto, os judeus de Israel, que interminavelmente evocam as atrocidades cometidas contra eles pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial na Europa, podem tratar os palestinos na Cisjordânia como cidadãos de segunda categoria com pouquíssimos direitos civis, políticos ou econômicos? Esse apartheid israelense está corroendo a alma do Estado judeu, que é supostamente liberal, progressista e democrático. Talvez seja, mas somente por cidadãos israelenses que são judeus.

O presidente americano Barack Obama deu luz verde a John Kerry para botar a possível libertação do espião americano Jonathan Pollard na mesa de negociação com os israelenses. O pensamento é que, com isso, Netanyahu poderia soltar ainda mais prisioneiros palestinos, incluindo 400 mulheres e crianças, sem ser muito criticado pela opinião pública israelense, que não tem visto a libertação de palestinos presos em Israel com bons olhos. Mas é um erro oferecer Pollard aos israelenses. Ele já vai poder pedir sua liberdade provisória em 2015, e toda a comunidade de inteligência americana tem ficado irredutível quanto ao presidente americano perdoar Pollard desde os anos 1980, por causa dos milhares de páginas de segredos militares que ele vendeu para Israel e outros países. Em todo caso, Netanyahu tem sempre pedido muito mais dos americanos quando lhe é oferecida uma recompensa para um ato que adianta as negociações.

Eu acho que Abbas e Kerry são sinceros em querer avançar as negociações para um acordo final que veria as fronteiras de Israel, com um estado palestino, definidas. Infelizmente, Obama não parece ter muita paciência com os dois lados, e Netanyahu não leva a sério o processo. Mesmo assim, não podemos ser tomados pelo desespero. Uma solução justa para os dois lados é o único caminho para um Oriente Médio mais seguro e equitativo para todos. Mas também não podemos nos manter parados em negociações sem fim, e ficar falando só para falar. Talvez seja tempo de introduzir um negociador além dos EUA, que nunca escondeu sua predileção por Israel. Um interlocutor europeu talvez seja a solução.

quinta-feira, julho 12, 2012

A Partícula de Deus.





por Herman Glanz –

Descobre-se de que há mais uma partícula subatômica, a 32ª, o bóson de Highs, que foi chamada de “Partícula de Deus”, por se supor, repetindo, supor que seria a partícula que dá massa aos corpos. Por enquanto esse fato ainda não foi provado e se é de fato a partícula que se espera que seja. Um grupo de professores do Instituto Weizmann ajudou na construção do detector de partículas; um professor do Instituto Technion, de Haifa, projetou o experimento-chave para a detecção e muitos outros cientistas colaboraram na construção do acelerador de partículas, incluindo brasileiros.

Mas partícula ou não, o que será que dá massa ao antissemitismo que campeia pelo mundo afora? O que faz incorporar energia a esse antissemitismo abjeto, esse ódio aos judeus que se mostra crescente e sob outros ângulos? Há uma forte reação dos orientais contra o ocidente, o modo de vida democrático, a liberdade, a cultura e o empreendedorismo do mercado do Ocidente. E Israel é uma cunha no meio do mundo muçulmano naquela região com uma cultura ocidental, portanto, além do tradicional ódio, é o ódio ‘plantado’ na região. E aqueles que preveem o apocalipse querem a eliminação dos judeus, concluindo como os nazistas por um genocídio. Assim falam o Irã de Ahmadinejad, o Hamas, o Hizbollah e Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina, sempre maquinando em como provocar a ira contra Israel. A bola da vez é que Arafat foi assassinado e não que morreu de Aids.

A Igreja Metodista americana aprovou boicotar seletivamente produtos de Israel. A Igreja Episcopal submete à aprovação medidas contra a “ocupação” israelense. A Igreja da Inglaterra tem programado para o Sínodo, resolução sobre a “ocupação” israelense. SABEEL – Centro Ecumênico da Teologia da Libertação trabalha com a Rede da Missão Presbiteriana Palestina-Israel de ativistas pró-palestinos, com a Igreja Episcopal, com a Missão Kairos da Igreja Metodista. O governo da Holanda entrega 88 milhões de euros para a ‘Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Inter-igrejas’ para apoiar movimentos palestinos.

A lista é longa e não podemos relacionar tudo. Mas apenas indicamos que há apoio para um lado, lado que promove ataques terroristas e não aceita a presença israelense. Tanto aqui, como em toda a América, defendem-se os direitos dos indígenas que foram massacrados para tomar-lhes as terras. Mas lá, como os indígenas, os primitivos eram judeus, que foram massacrados e expulsos para tomar-lhes as terras não merecem igual tratamento. Lá não se aplica a ‘Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas’, aprovada pela ONU para os primitivos ocupantes. Descobertas recentes mostram que os indígenas não foram os primitivos; a descoberta de esqueleto de DNA caucasiano, datado de 9.000 anos, traz novas luzes, indicando que os selvícolas massacraram os primitivos. Portanto, algo está errado, e muito no Oriente Médio. É a manifestação do ódio contra o progresso numa região de atraso e de fascismo.

Enquanto isso, continua a guerra na Síria, fazendo muita gente não entender como ocorreram rápidas deposições de ditadores noutros países na denominada ‘Primavera Árabe’ e nada ocorre na Síria, apesar das sanções do Conselho de Segurança da ONU. É que nenhum país quer cumprir as sanções, tanto para a Síria como para o Irã. Veja-se: Itália, Alemanha, Suíça, França, Inglaterra, Suécia, Rússia todos vendem armas e outros produtos industrializados, diretamente ou indiretamente. Portanto, não há interesse em derrubar o ditador Bashar Assad da Síria. Por isso, a região continua conturbada. Enquanto isso, o terror ganha.