quarta-feira, julho 11, 2018

Os países mais armados do mundo mostra uma falácia






por Benê Barbosa(*)

Estudo aponta os 25 países mais armados do mundo

Dos 25 países mais armados do mundo, nenhum figura entre os mais violentos e mais de 30% apresentam taxas inferiores à um homicídio por cem mil habitante, trinta vezes menos que o Brasil.

A Small Arms Survey, organização não governamental sediada em Genebra, na Suíça, divulgou em junho deste ano a prévia do seu mais novo estudo “Estimating Global Civilian-held Firearms Numbers” – uma estimativa de armas de fogo nas mãos de civis no mundo e os 25 países mais armado são:



De acordo com as estimativas da organização, os Estados Unidos possuem quase 400 milhões de armas de fogo nas mãos da população, ou seja, mais de uma arma para cada habitante do país. Em 2007, também de acordo com a Small Arms Survey, esse número era de 275 milhões, portanto houve um implemento de 125 milhões de armas nos últimos dez anos. São, em média, 12,5 milhões de novas armas por ano ou mais de um milhão de armas comercializadas por mês!

Se a tese de que, inexoravelmente, mais armas significam mais crimes, deveria haver uma explosão de violência proporcional nos EUA com a entrada de milhões de armas em circulação, mas isso simplesmente não aconteceu! A taxa de homicídios no período praticamente não variou e se manteve sempre próxima de cinco homicídios por cem mil habitantes, seis vezes menor que a taxa brasileira. Teses esdrúxulas disfarçadas de “estudo”, como é o caso de uma conduzida por um ex-diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que afirma que a cada 1% de aumento nas armas em circulação há 2% a mais de homicídios – tese já refutada pelo pesquisador Fabrício Rebelo– recebem uma derradeira pá de cal.

Publicado em http://blog.aventurashop.com.br

Dentre os 25 países mais armados do mundo, absolutamente nenhum figura entre os mais violentos ou com maiores taxas de homicídios, pouco importando as gritantes diferenças de IDH, econômicas, culturais, região ou, até mesmo, conflagrações internas, como é o caso do Iraque. Dos 25, dez possuem menos de um homicídio por cem mil habitantes; doze deles têm entre um e cinco, e apenas o Iraque se aproxima da taxa de dez homicídios – mesmo assim, três vezes menor que a taxa do Brasil.

Importante notar que, como já demonstrei acima, assim como nenhum dos países mais armados do mundo figurem entre os mais violentos, a recíproca se mostra parcialmente verdadeira. Entre os 25 países com as maiores taxas de homicídios encontramos El Salvador, Honduras e Venezuela, os três primeiros colocados em assassinatos e, adivinhem, todos eles com legislações fortemente restritivas. O Brasil, país do Estatuto do Desarmamento, ostenta a honrosa 12ª colocação entre os países mais violentos.

As estimativas não são absolutamente precisas e o próprio autor reconhece isso exatamente pela dificuldade em contabilizar as armas ilegais. Exemplo disso é a quantidade de armas estimada para o Brasil, aproximadamente dezessete milhões, o que deixaria o Brasil com uma taxa de 8,5 armas para cada cem habitantes. O número me parece bastante inflacionado, pois mesmo se somássemos todas as armas produzidas aqui desde o Brasil império até hoje, as importadas, as contrabandeadas e até mesmo as manufaturadas, não chegaríamos a esse montante. De qualquer forma o estudo é uma importante ferramenta de análise e entendimento, porém, como não parece corroborar com a narrativa desarmamentista, seguirá sendo ignorado pelos “especialistas” que pululam por aí.

Dentre todas as conclusões que podemos tirar, talvez a mais importante e inequívoca é que a maioria esmagadora de proprietários de armas não cometem qualquer crime violento. Só isso já seria o suficiente para que abandonássemos a ideia de que uma sociedade armada é menos segura e todo dono de arma é um assassino em potencial.

(*)Benê Barbosa pautas@olivre.com.br

terça-feira, julho 10, 2018

Alemanha: 'Decapitando' a Liberdade de Imprensa?



por Stefan Frank (*).


Em uma aparente tentativa de varrer para debaixo do tapete um duplo homicídio que ocorreu recentemente em Hamburgo, Alemanha, as autoridades censuraram o caso. Além disso elas invadiram os apartamentos de uma testemunha que gravou um vídeo onde relatava o assassinato e o de um blogueiro que postou o vídeo no YouTube.

O assassinato, estampado em manchetes mundo afora, ocorreu na manhã de 12 de abril. O criminoso, Mourtala Madou, de 33 anos, imigrante ilegal do Níger, esfaqueou a ex-namorada alemã, identificada como Sandra P. e a filha do casal de um ano de idade, Miriam, em uma estação de metrô de Hamburgo. A filha morreu no local, a mãe pouco depois no hospital. O filho dela de três anos testemunhou os assassinatos.

De acordo com o Ministério Público, Madou que fugiu do local, mas depois chamou a polícia e foi preso logo em seguida, atacou a ex-namorada "por vingança e porque estava furioso" pelo fato de no dia anterior ao incidente, o tribunal ter negado a ele a guarda conjunta da filha.

Mais tarde veio à tona que por meses a fio Madou ameaçava machucar Sandra P. e o bebê. Um graduado promotor público disse aos repórteres que a polícia investigou as acusações da mulher e concluiu que "Madou não estava falando sério", portanto não levaram o caso adiante.

Além disso, seis meses antes, em outubro de 2017, um juiz revogou uma medida cautelar obtida por Sandra P. contra Madou dois meses antes, sob a alegação de que não via "nenhuma evidência" de que Madou a havia ameaçado. Isso quando as ameaças de Madou se multiplicaram e ele disse explicitamente: "vou matar a nossa filha e depois mato você!"

Um detalhe dos assassinatos que nunca foi oficialmente revelado é que Madou, ao que consta, tentou decapitar o bebê. Este detalhe foi mencionado por um usuário de transporte coletivo, cidadão ganense Daniel J., cantor gospel de uma igreja evangélica de Hamburgo, que por acaso chegou à estação de metrô momentos depois do ataque e gravou a cena em seu celular. No vídeo é possível ver policiais interrogando testemunhas e paramédicos em volta do que parece ser um bebê do sexo feminino. 

Daniel J. diz: "Ai meu Deus. É inacreditável. Ai Jesus, ai Jesus, ai Jesus. Cortaram a cabeça do bebê. Meu Deus. Ai Jesus."
Policiais interrogando testemunhas do duplo homicídio na estação de metrô de Jungfernstieg, Hamburgo, Alemanha. (Imagem: captura de tela de vídeo Daniel J./Heinrich Kordewiner)

Heinrich Kordewiner, blogueiro de Hamburgo que descobriu o vídeo na página do Facebook de Daniel J., fez o upload para o YouTube.

Dias mais tarde uma equipe de procuradores do estado e policiais da unidade de crimes cibernéticos da polícia de Hamburgo chegou ao apartamento de Kordewiner com um mandado de busca e confiscou seu computador, telefone celular e outros aparelhos eletrônicos, supostamente para encontrar "provas" do "crime". Ele foi, e ainda é, acusado de fazer o upload do vídeo.

Kordewiner e seu colega de apartamento contaram ao Gatestone Institute sobre o ataque que aconteceu às 6h45. Eles disseram que ao se recusarem a abrir a porta os policiais a forçaram e invadiram a residência , chegaram a revirar o quarto do colega ao lado, embora ao que tudo indica, não estava incluído no mandado de busca.

"O policial disse que ele também podia procurar cartões SD", contou o colega de apartamento ao Gatestone Institute. "Enquanto revirava os livros da minha estante, ele disse que poderia virar todo o meu apartamento de cabeça para baixo. Ele disse para eu relaxar."

De acordo com o mandado de busca, Kordewiner é acusado de ter "invadido a esfera privada" da vítima de assassinato, em violação do §2010 do Código Penal da Alemanha. O assim chamado "parágrafo paparazzi", cuja legislação foi introduzida por Heiko Maas (atualmente ministro das relações exteriores da Alemanha), que como ministro da justiça era responsável pela lei de censura da Internet da Alemanha, lei pouco conhecida e raramente usada, aprovada em 2015. Entre outras coisas, ela torna ilegal tirar fotos que "mostrem alguém em situação vulnerável". Supostamente destinada a proteger as vítimas de acidentes de trânsito de serem filmadas por curiosos, a lei já era altamente controversa ao ser debatida em 2014, associações de jornalistas criticaram-na por ela comprometer a liberdade de imprensa.

O assassino em uma "Mesquita".


Quando o parlamento alemão debateu a lei, Ulf Bornemann, chefe do departamento "Odio e Incitamento" do Ministério Público de Hamburgo, um dos 10 especialistas presentes, foi convidado a apresentar seus pareceres sobre o assunto. Vera Lengsfeld, ex-membro do parlamento e membro do movimento de direitos civis da Alemanha Oriental, escreveu na época que Bornemann foi o único a abraçar a lei sem reservas: "porque", segundo ela, ele havia dito: "será que os dados de um suposto instigador deveriam ser protegidos?"

Em declaração por escrito, Bornemann elogiou a lei de censura por ela dar "um recado político indubitável segundo o qual o governo está disposto a tomar medidas contra os crimes de intolerância nas redes sociais". Bornemann também fazia parte da equipe que invadiu o apartamento de Kordewiner.

A motivação sustentada para o ataque, violação dos direitos à privacidade é frágil. É possível ver no vídeo somente os pés da vítima e mesmo assim rapidamente. Conforme aponta o diário Hamburger Abendblatt, as imagens "estão desfocadas, filmadas à distância, não permitindo identificar ninguém".

Nesse meio-tempo, Welt online, outro jornal alemão, publicou um vídeo mostrando imagens em close da vítima, o que não estimulou os procuradores do estado a entrarem em ação. A principal diferença entre os dois vídeos parece ser o comentário verbal sobre a decapitação no vídeo de Daniel J. A alegada violação dos "direitos à privacidade", então, parece ser somente um pretexto.
➤     A "Decapitação"

"Não fazemos comentários sobre esse rumor", disse a procuradora do estado Nana Frombach ao Gatestone Institute quando questionada sobre a decapitação. Ela só estava disposta a admitir que a criança havia sofrido "ferimentos graves no pescoço". Quando o Gatestone Institute observou que o §2010 não podia ser aplicado ao vídeo em questão porque ele não mostrava o rosto de ninguém, ela respondeu que isso "ainda não foi decidido" e que o ataque se baseava em uma "suspeita inicial". O Gatestone Institute mencionou então que Kordewiner, em vez de fazer o upload do vídeo anonimamente (o que teria sido fácil para ele), havia feito o upload para o seu Canal no Youtube, juntamente com seu nome completo e endereço, tornando o declarado objetivo do ataque de "encontrar provas" não apenas desproporcional, mas também totalmente desnecessário. Frombach salientou que ela não estava autorizada a "comentar sobre detalhes de uma investigação em andamento", mas que poderia "garantir" que o mandado de busca foi "emitido por um juiz".

Como é possível um jornalista, sob uma censura dessas fazer reportagens? É ilegal filmar a cena de um ataque terrorista? Frombach disse que ela "não tem como afirmar" se isso ainda é legal na Alemanha de hoje. "Eu só posso julgar casos específicos, não aqueles que ainda não aconteceram", ressaltou ela.

O Website libertário Achse des Guten (Eixo do Bem) foi o primeiro órgão de imprensa a relatar o ataque. Dois dias depois, o diário Hamburger Abendblatt salientou:
"O procurador do estado de Hamburgo está processando, de maneira exemplar, um blogueiro que publicou fotos da tragédia de Jungfernstieg... A ação se baseia no parágrafo 201o, uma lei que o conselho de imprensa e associações de jornalistas consideram problemática com relação à livre imprensa".
O Abendblatt criticou a "formulação nebulosa" da lei e a "interpretação ainda mais nebulosa do procurador do estado", afirmando: "a lei estipula que não podem ser tiradas fotos de pessoas em situação vulnerável. No entanto, o vídeo do celular não mostra ninguém nessas condições."

Segundo o Abendblatt, fontes "de dentro do serviço de segurança" foram "pegas de calça curta" com as invasões das casas do blogueiro e a de Daniel J. O procurador do estado que ordenou as invasões estava "deveras exasperado neste caso", disseram as fontes e que ele queria "matar uma mosca com bala de canhão... é surpreendente a rapidez com que o mandado de busca foi emitido, dados os elevados obstáculos que enfrentamos todos os dias, mesmo quando lidamos com crimes graves".

Em um comentário do Abendblatt, o editor Matthias Iken classificou a invasão de "irresponsável", porque ela "dá munição às teorias da conspiração dos direitistas". Onde, perguntou ele, "as proibições começam? E onde terminam?"

Nesse ínterim, o vídeo incriminatório foi excluído de todos os websites tornando-se inacessível aos internautas alemães que acessam o Youtube, (embora ele ainda possa ser visto pelos alemães em websites que estão fora do alcance das autoridades alemãs).

➤     O Tiro da Censura Saiu pela Culatra
Se o plano das autoridades era realmente o de censurar as notícias e abafar as informações sobre a decapitação, então o tiro saiu pela culatra. Devido às reportagens sobre a invasão, milhares de pessoas assistiram ao vídeo e centenas de milhares de pessoas ficaram sabendo da tentativa frustrada de censura. Pior do que isso, em relação aos ávidos censores, que inadvertidamente revelaram os detalhes que eles próprios queriam manter longe da população. Isso porque o mandado de busca, cuja cópia foi entregue a Kordewiner, fornece um relato detalhado dos assassinatos. Ele analisa detalhadamente que Madou "queria punir a mãe da criança" e "impor sua vontade e propriedade sobre ela". Com a "intenção de matar", Madou "de repente" tirou uma faca da mochila, apunhalou a criança na barriga e depois cortou quase que completamente o pescoço dela.

O gabinete do procurador do estado é subordinado à autoridade do governo do Estado de Hamburgo, a uma coalizão de social-democratas e do Partido Verde. O ministro da Justiça do Estado, Till Steffen, é membro do Partido Verde e durante anos foi acusado de estar por trás de inúmeros escândalos em seu ministério. Entre eles, que supostos assassinos tiveram que ser libertados da prisão preventiva, o que ocorreu recorrentemente, porque os prazos prescreveram. Em 2016, Steffen impediu a polícia de compartilhar fotos do terrorista do caminhão de Berlim, Anis Amri, quando ele ainda estava foragido, por medo de que compartilhamento de imagens de jihadistas suspeitos de terrorismo poderia provocar ódio racial.
➤     Censura no Parlamento

O governo de Hamburgo continua se empenhando em esconder a decapitação. Isso ficou claro em maio quando parlamentares do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) realizaram um inquérito parlamentar acerca da invasão dos policiais e detalhes sobre o caso do assassinato. Entre outras coisas, eles queriam saber se o bebê foi decapitado. O governo, violando seus deveres constitucionais, se recusou a responder. Além disso o governo censurou as perguntas apagando frases inteiras. O jornal Die Welt destaca: "o texto de uma investigação e perguntas ser apagado sem consulta" é algo "que quase nunca acontece".

Quando o Gatestone Institute entrou em contato com Alexander Wolf, um dos parlamentares que participaram do inquérito, para descobrir o que exatamente foi censurado, ele enviou o inquérito original (as duas primeiras páginas) bem como a resposta do Senado (páginas 3, 4 e 5), nas quais foram censurados trechos das perguntas. Cada alusão, por mais leve que fosse, sobre uma decapitação que poderia ter ocorrido, foi apagada, bem como o link para o artigo que deu a notícia em primeira mão sobre a decapitação e a subsequente invasão dos policiais. Wolf revelou ao Gatestone Institute o seguinte:
"Na sessão do Comitê para Assuntos Internos, o senador do comitê e o procurador do estado responsável responderam evasivamente às repetidas perguntas do nosso líder Dirk Nockemann, imputando falta de respeito (em relação às vítimas do assassinato). Na minha opinião isso foi concebido para causar indignação contra o investigador por parte de outros parlamentares. Aparentemente, o senador quer varrer a questão para debaixo do tapete".
Os líderes dos outros partidos de oposição também foram contatados pelo Gatestone Institute: Dennis Gladiator da União Democrata Cristã (CDU) e Anna von Treuenfels-Frowein do centrista Partido Liberal Democrata (FDP). Treuenfeld-Frowein respondeu:
"É óbvio que a população tem direito à informação. Mas para nós, como partido comprometido com o estado de direito, os direitos individuais não terminam com a morte. Portanto, consideramos adequada a decisão de excluir trechos do inquérito. Nesse momento, não há necessidade de tornar público os detalhes do crime".
Gladiator não respondeu aos pedidos do Gatestone Institute para que tecesse comentários sobre o assunto.

Porque a decapitação deveria ser mantida em segredo, isso ninguém sabe. O que ficou claro é o quão facilmente as autoridades alemãs têm condições de censurar as notícias e punir os blogueiros que divulgam informações por eles consideradas inconvenientes. Eles têm um enorme arsenal de recursos legais à sua disposição. Não parece incomodá-los que a lei invocada neste caso estipule explicitamente que ela não será aplicada ao "relato de eventos atuais". O procurador do estado, no entanto, argumenta que este caso de assassinato, que foi noticiado na França, Índia, Paquistão, África do Sul e Estados Unidos e outros lugares, não constitui um "evento atual".

"Para o Ministério da Justiça de Hamburgo", o Abendblatt publicou: "o duplo homicídio é um crime passional que não é de interesse público".

(*)Stefan Frank é jornalista e autor sediado na Alemanha.

sábado, julho 07, 2018

O maior estupro em massa da História foi praticado por Socialistas



Alemanha, cidade de Leipzig, agosto de 1945


por Everthon Garcia(*).

Fonte-Conservadorismo do Brasil.


Aos 80 anos, Gabriele Köpp tem problemas com sono, por vezes, simplesmente não consegue comer. Aos 15 anos, ela foi repetidamente violada por soldados soviéticos, sendo virgem e não tendo nenhum conhecimento prévio sobre o sexo.


A revista “Spiegel” escreve que não existem os dados exatos sobre a quantidade de mulheres alemãs violadas pelo exército soviético, o número que aparece em várias publicações aponta para dois milhões de mulheres. Segundo a investigação do Dr. Philipp Kuwert, o especialista de traumas e o chefe do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Hospital universitário de Greifswald, a idade média das vítimas de violações soviéticas era de 17 anos e cada mulher foi violada em média 12 vezes. Quase metade das vítimas possui os sintomas pós – traumáticos, incluindo os pesadelos, tendências de suicídio, anestesia emocional. Cerca de 81% destas mulheres adquiriram o efeito negativo direto sobre a sexualidade.

A historiadora Birgit Beck-Heppner escreve que os soldados soviéticos usavam as violações para intimidar as populações alemãs, mostrando que o seu governo e exército já não lhes conseguiam garantir a segurança. Por isso, muitas destas violações eram executados em público.

Em 1945, os soviéticos foram os primeiros a chegar em Berlim. Mesmo após a rendição dos nazistas, o sofrimento do povo alemão parecia não ter fim. Os soldados do Exército Vermelho invadem casas, arrancam mães e filhas de suas famílias e as estupram em praça pública, algumas foram estupradas várias vezes por grupos de até 10 soldados. Mais de 2 milhões de mulheres alemãs foram estupradas só em 1945, desde crianças de 8 anos à idosas de 80. O livro “Anônima, Uma Mulher em Berlim”, é um relato perturbador sobre os abusos sexuais sofridos pelas mulheres da Alemanha em 1945.

➤A “doença russa”

Gabriele Köpp lembra na conversa com o jornalista de “Spiegel” que a sua menstruação parou por completo durante os 7 anos. Naquela época era um sintoma bastante comum entre as alemãs e era chamado pelos ginecologistas de “doença russa”.

Quando Gabriele Köpp é perguntada se conheceu o amor, se teve alguma vez relações sexuais, ela responde: “Não, não tive nada disso. Para mim existia apenas uma coisa – a violência”.



Leia mais:

➤    As mulheres alemãs, da geração da II Guerra Mundial, ainda hoje chamam o memorial do Exército Vermelho em Berlim de “Campa do violador desconhecido”.

por: Daniel Johnson (*).

Como afirma no seu novo livro o historiador militar britânico, Anthony Beevor, a orgia das violações, perpetuada pelo Exército Vermelho nos dias da agonia da Alemanha nazista, tinha contornos bem maiores, do que suspeitava-se antes. Beevor, autor do bestseller “Stalingrado”, diz que as tropas soviéticas, durante a sua ofensiva, violaram grande número das mulheres russas e polacas, que eram prisioneiras dos campos de concentração, e também milhões de alemãs. O nível de indisciplina e libertinagem do Exército Vermelho revelou-se, quando o autor estudava os arquivos soviéticos, para escrever o livro “Berlim”, editado pela "Viking".

Anthony Beevor, que foi graduado pela Academia Militar de Sandherst e cumpriu o serviço militar no 11º Regimento da Cavalaria Prince Albert, afirma ser “tristemente abalado” pela descoberta, que mulheres e moças russas e polacas, libertadas dos campos de concentração, também foram vitimas de violação. “Isso destruiu completamente a minha percepção, do que os soldados usavam a violação, como forma de vingança contra os alemães”, - disse ele.

No momento, quando os russos chegaram às portas do Berlim, soldados olhavam para as mulheres, praticamente como para o “trofeu vivo”; eles consideravam que, já que libertam a Europa, podem comportar-se como quiserem.

A reputação elevada do Anthony Beevor, como historiador, garante que as suas afirmações, irão ser apreciados de maneira séria. O seu livro "Stalingrado”, foi avaliado muito positivamente e mereceu alguns prêmios prestigiantes: Samuel Johnson, Wolfson (História) e Hawthornden. Mas o seu relato sobre o cerco do Berlim, promete ser mais discutível. “Em muitos aspectos, o destino das mulheres e moças em Berlim, é bem pior, do que destino dos soldados, que passaram fome e privações em Stalingrado”.

Para compreender, porque a violação da Alemanha foi tão unicamente aterrorizante, é importante olharmos para o contexto. Operação “Barbarossa”, invasão nazi à URSS em 1941, foi o início do conflito mais genocída da história. Hoje considera-se, que, provavelmente, 30 milhões dos cidadãos da União Soviética morreram durante a guerra, incluindo mais de 3 milhões, que foram exterminados pelo fome nos campos de concentração alemães. Os alemães, que não mostravam nenhum tipo de misericórdia, não podiam o esperar em resposta. Eles também tiveram pesadas baixas humanas. Só na batalha de Berlim, foram mortos ou morreram mais tarde, como prisioneiros, mais de 1 milhão dos soldados alemães e pelo menos 100 mil civis. A URSS perdeu (nesta batalha) mais de 300 mil pessoas.

Neste cenário terrível, Stalin e os seus comandantes desculpavam e até incentivavam violações, e não só em relação à nação alemã, mas também aos seus aliados: Hungria, Romênia e Croácia. Quando o comunista jugoslavo, Milovan Djilas apresentou um protesto ao Estaline, ditador rebentou-se: “Como que, Você não consegue entender o soldado, que andou à pé milhares de quilômetros através do sangue, fogo e morte e quer entreter-se com mulher ou levar alguma bugiganga?”

Quando os comunistas alemães, o avisavam, que violações causam a repugnância da população contra o partido, Stalin irritou-se: “Eu não permito a ninguém, meter na lama a reputação do Exército Vermelho!”

As violações começaram em 1944, logo depois da entrada do Exército Vermelho na Prússia Oriental e Silezia. Em muitas cidades e aldeias, foram violadas TODAS as mulheres dos 8 à 80 anos. Alexandre Soljenitsin, Nobel da literatura, naquele tempo jovem oficial, descreve este terror no seu poema “As noites da Prússia”:

Pequena filha no colchão
Morta. Tantos e tantos estiveram nele
Pelotão, ou talvez até companhia?

Mas pessoas como Soljenitsin, eram raros: maioria dos seus camaradas, consideravam a violação legitima. Quando o exército em ofensiva, entrou no interior da Alemanha, na ordem do Comandante – Chefe, Marechal Georgiy Zhukov, estava escrito: “Desgraça para a terra dos assassinos. Nos vingaremos de tudo, e a nossa vingança será terrível”.

Quando o Exército Vermelho, chegou às portas de Berlim, sua reputação, reforçada pela propaganda nazi, amedrontou a população alemã, muitos fugiam. Embora em maio de 1945, a resistência desesperada cessou, experiências pesadas das mulheres alemãs não cessaram logo. Quantas mulheres alemãs, foram violadas ao tudo? Podemos apenas conjugar os dados, mas eles perfazem uma porcentagem significativa, dos pelo menos 15 milhões de mulheres que viviam na zona de ocupação soviética, ou foram expulsas das províncias orientais da Alemanha. Sobre o alcance das violações, podemos ajuizar pelo facto, que todos os anos, no período entre 1945/48, cerca de dois milhões de mulheres faziam abortos ilegais. Apenas no inverno de 1946/47, as autoridades soviéticas, preocupadas com propagação das doenças venéreas, introduziram castigos severos para os seus soldados na Alemanha Oriental, pela “confraternização com inimigo”.




Os soldados soviéticos, consideravam a violação, que não raramente consumia-se perante olhos do marido e dos membros da família da mulher, como uma maneira correcta de humilhar a nação alemã, que considerava os eslavos como raça inferior. A sociedade patriarcal russa e habito das patuscadas bacanais também jogaram o seu papel, mas mais importante foi a indignação perante o nível de vida bastante alto dos alemães.

O fato sublinhado por Antony Beevor, do que as tropas soviéticas violavam não apenas alemãs, mas também as vitimas do nazismo, recentemente libertados dos campos de concentração, obriga a pressupor, que a violência sexual, foi muitas vezes confusa, embora as mulheres russas e polacas, foram violadas em números muito menores, que as mulheres conquistadas alemãs. Judias, não eram vistas pelos soldados soviéticos, obrigatoriamente como vitimas do nazismo. Os comissários soviéticos, expropriavam os campos de concentração alemães, para aprisionar neles seus próprios presos políticos, incluindo os “inimigos da classe” e também os funcionários nazis, por isso o seu relacionamento com os prisioneiros destes campos, foi claramente fora do sentimental.

Falando dos milhões dos russos ou eslavos, expatriados à Alemanha para os trabalhos forçados, aqueles que conseguiram sobreviver o regime nazi e não foram executados como traidores ou mandados para GULAG, podiam considerar-se como felizardos. As mulheres deste grupo, pelos vistos, tinham o tratamento, não melhor do que as alemãs, ou talvez até pior.

Berlim, 1945


A violação da Alemanha, deixou atrás de si, uma herança amarga. Violação contribuiu para não popularidade do regime comunista na Alemanha Oriental e para a necessidade posterior, deste regime, fazer da policia política secreta Stasi, o seu suporte.

As próprias vitimas, receberam um trauma permanente: as mulheres alemãs, da geração da II Guerra Mundial, ainda (hoje) chamam o memorial do Exército Vermelho em Berlim de “Campa do violador desconhecido”.

(*)Daniel Johnson - ("Red Army troops raped even Russian women as they freed them from camps"; "The Daily Telegraph", Gra - Bretanha).

Fonte - ucrania-mozambique.blogspot.com/
Exército Vermelho violava até as mulheres russas, libertadas dos campos de concentração

Ler artigo original (em inglês):

quarta-feira, julho 04, 2018

A caixa-preta do “Sistema S” volta às páginas policiais - a estrovenga tem de ser abolida




por João Luiz Mauad(*).


O Brasil é o país da jabuticaba. Há coisas que só existem por aqui e, pior, são tratadas como verdadeiras vacas sagradas.

O mais notório exemplo é a nossa Justiça do Trabalho, uma excrescência só encontrada aqui e talvez em meia dúzia de países proto-socialistas, como Venezuela e Bolívia. Nossas legislações trabalhistas e sindicais, que remontam ao período de Getúlio Vargas, então, são jabuticabeiras carregadas, mas ai de quem cogitar mexer nelas.

Outra frondosa jabuticabeira tupiniquim é o chamado "Sistema S". Criado na década de 1940 e convalidado pela constituição de 1988, o "Sistema S", na definição do jurista Hely Lopes Meirelles, é composto de "Serviços Sociais autônomos, instituídos por lei, com personalidade jurídica de direito privado, para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, sem fins lucrativos, sendo mantidos por dotação orçamentária ou contribuições parafiscais."

Em geral, essas "contribuições" incidem sobre a folha de pagamento das empresas e são repassadas às entidades privadas correspondentes –— CNA (SENAR), CNI (SESI/SENAI), CNC (SESC/SENAC), CNT (SEST/SENAT), SEBRAE e outras. Atualmente, o imposto pago pelas empresas ao "Sistema S" soma nada menos que 5,80% do total dos salários pagos no país.

Em 2015, na onda do pacote fiscal encaminhado ao Congresso pelo então ministro da fazenda Joaquim Levy, o governo cogitou retirar parte dos recursos do "Sistema S" para cobrir o déficit orçamentário. As reações, como acontece sempre que se mexe com interesses organizados e concentrados, foram fortes e imediatas.
"Se o governo encaminhar a proposta de corte, estaremos prontos para a guerra no Congresso Nacional. Não vamos permitir que o governo feche escolas ou deixe de dar oportunidade a milhões de alunos em escolas de qualidade na formação profissional, na prática de esporte e na cultura. Não acredito que essa intenção irá prosperar", disse Paulo Skaf, presidente da FIESP.
O valente disse ainda que "O governo está querendo atrapalhar aquilo que funciona bem. Todos reconhecem o trabalho que Sesi, Senai e Sebrae fazem em São Paulo. Para o Brasil, o custo-benefício é excelente. Há pesquisas que mostram que a indústria está feliz em pagar a contribuição. Ela reclama de pagar imposto."

Não é por acaso que os caciques tupinambás da FIESP logo se pintaram para a guerra, tal é o interesse deles na manutenção do sistema. Mas, esperem um pouco. Algo simplesmente não fecha nesse discurso.

Se a coisa é assim tão bonita e eficiente, tão benéfica para as empresas, por que a arrecadação tem de ser compulsória? Se as indústrias estão tão satisfeitas com os resultados alcançados, então elas certamente irão contribuir de forma voluntária para bancar o sistema, caso o tributo fosse extinto ou reduzido. Certo?

É uma questão de lógica: se algo contribui para melhorar a produtividade dos meus funcionários e, consequentemente, da minha empresa, não é preciso que me obriguem a adquiri-lo, pois o farei de bom grado, como um investimento.

Infelizmente, entretanto, a coisa não é assim tão maravilhosa como alegam os donos dessa jabuticabeira (daí ser compulsória em vez de voluntária). Apesar da enorme arrecadação do "Sistema S", a produtividade da mão-de-obra brasileira, por exemplo, continua muito ruim. Sinal de que o dito "aperfeiçoamento profissional" não tem funcionado a contento.

Em 2012, por exemplo, a produtividade do trabalhador brasileiro foi de meros 26,2% da produtividade do trabalhador norte americano, enquanto a dos argentinos foi de 35,5% e dos mexicanos 34,4%. Pior: a produtividade tupiniquim também é bem menor que a de muitos outros países em desenvolvimento.

Além de ineficiente como instrumento de qualificação profissional, sempre houve fortes indícios de que o sistema, na verdade uma grande caixa-preta, opera com desvio de finalidade e funcionando, na prática, como um extenso cabide de empregos.

As contribuições deveriam, em tese, ser revertidas, em sua totalidade, em benefício do trabalhador, na forma de cursos gratuitos e atividades que visassem ao aperfeiçoamento profissional. Mas o que se vê não é exatamente isso. A maior parte dos cursos é paga, enquanto a maioria dos cursos gratuitos está sendo ministrada à distância, o que obviamente os torna menos onerosos para a instituição.

O senador Ataídes Oliveira denunciou desvio dos recursos arrecadados pelo sistema. Segundo ele, mais de R$ 18 bilhões dos recursos do Sistema S foram aplicados no mercado financeiro.

Pior: além de pagar supersalários aos seus executivos (segundo o senador, a folha de salários do sistema soma mais de R$ 5 bilhões), o "Sistema S" virou uma espécie de feudo dos políticos. Em troca da segurança de que nunca vão mexer naquela caixa preta, os partidos utilizam o sistema para dar empregos aos amigos do rei. Até 2016, como não poderia deixar de ser, quem comandou a farra foi o PT. Entre os dirigentes da entidade que recebiam salários nababescos para administrar montanhas de dinheiro estava Gilberto Carvalho, que, logo após deixar o governo, assumiu a presidência do SESI, no lugar de Jair Meneguelli, que lá ficou por 12 anos. Outro petista, Luiz Barretto Filho, presidiu o SEBRAE de 2011 a 2015. É isso que chamam de "serviços sociais autônomos"?

Mas o descalabro não para por aí. Uma das noras do ex-presidente Lula, Marlene Araújo Lula da Silva, formalmente trabalhou no "escritório de representação" do Sesi em São Bernardo do Campo. Em situação semelhante estava Márcia Regina Cunha, mulher do mensaleiro petista condenado João Paulo Cunha. Outro ponto comum entre Márcia e Marlene é que não costumam comparecer ao local de trabalho: uma em São Bernardo; a outra, em Brasília.

E agora, para coroar, vem esta notícia recente, de fevereiro de 2018:


Com a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral, o presidente afastado da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), Orlando Diniz, desviou, segundo a investigação, ao menos R$ 3 milhões de duas entidades do Sistema "S", o Sesc e o Senac-RJ, para a Thunder Assessoria Empresarial, firma na qual figura como sócio-administrador.
Esta conexão, apontada pela força-tarefa da Operação Calicute, versão da Lava-Jato no Rio, é um dos fundamentos da prisão preventiva de Diniz nesta sexta-feira, ordenada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.



➤     Conclusão
O Sistema S é um verdadeiro sorvedouro de recursos públicos em prol dos apaniguados de políticos influentes. Qualquer reforma fiscal digna deste nome teria de incluir estudos sobre a real necessidade de manutenção desse sistema anacrônico e improdutivo.

Por tudo isso, já passou da hora de começarmos a discutir seriamente a extinção dessa verdadeira estrovenga, que, além de encarecer o custo da mão-de-obra, não tem promovido a capacitação profissional que deveria, como mostram os índices de produtividade. Até porque, repito, se o negócio é assim tão bom como alegam, seus recursos não precisariam ser arrecadados compulsoriamente.


(*)João Luiz Mauad
é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.

Fonte - Mises.org,br

domingo, julho 01, 2018

Tank Challenge – A Bela e Mortífera Sueca Josefine Eliassen


por DefesaNet. 



A Suécia continua recebendo a atenção pelo excelente desempenho na competição de Carros de Combate, Strong Europe Tank Challenge, realizada no campo de tiro de Grafenwoehr, início de Junho 2018, Alemanha.



Representado pela companhia de Carros de Combate Wartofta, Regimento Skaraborg, que representou o Exército da Suécia na primeira vez em uma competição de Carros de Combate e fora da Suécia.


Uma tripulação de carro era integrada pela bela Josefine Eliassen, que é atiradora do Stridsvagn 122, versão sueca do carro de combate Leopard 2A5.

A participação acontece a convite do Exército dos Estados Unidos e, além da Suécia, participaram também os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Áustria, Polônia, Ucrânia e França.

A competição ocorreu em cinco dias, com 13 eventos, além de tiro de precisão com Carros de Combate, com tiro ao alvo pelos tripulantes e suas armas individuais, executar manutenção dos carros de combate em ambiente NQBR (Nuclear, Químico, Bacteriológico e Radiológico).

Como membro da tripulação Josefine também teve de participar da Tank Olympics com provas pesadas como disputar corrida levando componentes dos blindados.

➤Josefine participando da Tank Olympics:



E é lógico ser a responsável por municiar o Carros de Combate com as pesadas munições de 120 mm do STRV 122.

"Estávamos em toda a competição e estávamos no topo de todos os momentos", diz Josefine Eliassen.



Além de disparar a arma principal do STRV 122, Josefine Eliassen também opera a metralhadora coaxial KSP94, que é uma variante da metralhadora alemã MG3, 7,62mm.
Na sua conta de twitter pessoal Josefine afirma estar orgulhosa de ser membro do segundo melhor pelotão de Carros de Combate do Mundo.




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Världens näst bästa stridsvagnspluton. För mig världens bästa. Hade inte velat tävla med några andra än dessa vid min sida.

Como atiradora, ela está muito satisfeita porque os suecos dominaram nesses momentos e superaram com ampla vantagem tanto nas disputas de ações ofensivas e defensivas.

"Treinamos muito desde fevereiro e, claro, queríamos o ouro, mas estamos muito felizes com a prata."

"Sinto que causamos uma boa impressão nos outros países e criamos laços. Este é o melhor trabalho a fazer, diz a tanquista Josefine Eliassen. 




sexta-feira, junho 29, 2018

Presidente da Conib responde a Gil e Azulay na Folha de S. Paulo






O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, respondeu ao segundo artigo escrito por Gilberto Gil e Tob Azulay, publicado no último dia 21 de junho. Leia abaixo a resposta na íntegra. 

“Nós não somos fundamentalistas” 

Gilberto Gil e Jom Tob Azulay voltaram a escrever nesta Folha de S.Paulo ("Israel, entre o sagrado e o profano", 21/6) sobre o conflito árabe-israelense. Desta vez, no entanto, não só para acusar Israel de forma injusta. Em seu segundo artigo, a dupla prefere atacar a mim e a "meus seguidores" (?). E, em vez de argumentarem, tentam deslegitimar quem pensa de forma diferente, agora com atribuições infundadas. Além de me atacarem por coisas que não disse — sugerem que acusei a União Europeia de antissemitismo, quando em meu texto ("Para além do maniqueísmo", 10/6) nem mesmo consta a palavra Europa—, acusam-me (e a meus supostos seguidores) de ser o que não sou: "São fundamentalistas, creem que Israel deve sua existência a um desígnio de Deus, conforme inscrito na Bíblia”. 

Novamente, não há nenhuma menção a divindade ou textos religiosos em meu artigo. Eles ainda me acusam de usar tática dissimuladora, comparando essa imaginada dissimulação aos americanos que votaram em Donald Trump. Tentar colar Trump em quem diverge já faz parte do repertório mais recente de ofensas. 

Já meu objetivo não é atacar Azulay e Gil. É defender posições e argumentar com fatos diante da constatação de que os dois acabam por apoiar, talvez involuntariamente, aqueles que buscam deslegitimar Israel perante o mundo. Criticar governos de turno de Israel, como israelenses e judeus fazem habitualmente, é direito de todos que buscam um governo melhor ou com o qual se identifiquem. Já quando a crítica passa ao patamar da demonização de um país —e da ideia que ele representa—, estamos diante do velho antissemitismo, agora reciclado pelo mais palatável antissionismo. 

Seria muito bom se a ONU pudesse atuar como parte da solução de todos os conflitos do Oriente Médio. É dentro da moldura das organizações internacionais que a solução pacífica de conflitos tem seu locus natural. Mas, examinando sua atuação nas últimas décadas, o equilíbrio tem sido escasso. 

Como explicar que Israel, democracia vibrante, tenha sido objeto de praticamente a metade das condenações do seu Conselho de Direitos Humanos e o país com maior número de condenações na Assembleia Geral? E, ainda, que a Unesco venha decidindo que o povo judeu não tem laços históricos com Jerusalém? 

Desde a infame resolução de 1975 igualando o sionismo ao racismo, só revogada em 1991, a ONU vem perdendo legitimidade para atuar como terceiro isento, ou um "honest broker". O próprio ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon disse: "Décadas de manobras políticas (na ONU) criaram um volume desproporcional de resoluções, relatórios e conferências criticando Israel. Em muitos casos, em vez de ajudarem os palestinos, essa situação comprometeu a capacidade da ONU de cumprir seu papel de forma efetiva". 

Quanto à Europa, berço do antissemitismo mais letal, ela vem se tornando novamente terra de risco para as comunidades judaicas. O triângulo formado por extrema direita, extrema esquerda e islamismo extremista, impulsionado pelo antissionismo, fez explodir os ataques antissemitas. Andar pelas ruas europeias exibindo símbolos judaicos tornou-se atividade de alto risco pessoal. 

Ver um artista da sensibilidade e grandeza de Gil atacar Israel de forma unilateral e desinformada entristece. Em seu segundo artigo, mais uma vez, não há crítica aos ataques terroristas contra civis israelenses ou à recusa em se aceitar a existência de Israel como Estado soberano. 

Termino chamando Gil e Azulay para uma conversa amistosa e franca, sem preconceitos, para que possamos debater com abertura e sobriedade a situação de Israel e de seus vizinhos. Não, nós não somos fundamentalistas.”

quinta-feira, junho 28, 2018

Espanha: Marco Zero do Movimento Anti-Israel na Europa





por Soeren Kern(*).


Valência, a terceira maior cidade da Espanha, aprovou uma moção para boicotar e difamar Israel, declarando a cidade "zona livre de apartheid israelense". A moção foi aprovada poucos dias após Navarra, uma das 17 comunidades autônomas da Espanha, tomar o mesmo tipo de medida. Ao todo, mais de 50 cidades e regiões espanholas aprovaram moções condenando Israel. A proliferação do ativismo anti-Israel, impulsionado pela ascensão ao poder da extrema-esquerda, firma a Espanha como o Estado membro da UE mais hostil ao Estado Judeu.

A medida valenciana, apresentada pelo partido de extrema-esquerda València en Comú, foi aprovada durante uma sessão do plenário da câmara municipal em 31 de maio. A moção, que obriga a cidade a se abster de manter contatos comerciais ou eventos culturais com autoridades e empresas israelenses, visa firmar Valência como "referência global de solidariedade aos palestinos".

A moção, que difamatoriamente pinta Israel como sendo um "regime de apartheid", acusa o Estado Judeu de "colonialismo", "racismo", "limpeza étnica", "tirania" e "genocídio".

A medida, que sustenta ecoar a "dignidade, solidariedade e correção" do povo valenciano, foi apresentada por Neus Fábregas Santana, vereadora cujos tuítes revelam uma obsessão em demonizar e deslegitimar Israel.

Santana mantém estreita colaboração com um grupo chamado BDS País Valencia, braço local de um movimento mundial que busca deslegitimar Israel, a única democracia do Oriente Médio.

O BDS País Valencia está promovendo um documentário espanhol sobre a Faixa de Gaza chamado "Gas the Arabs," título que alega, falsamente, que os judeus de Israel estão fazendo hoje contra os árabes o que os nazistas da Alemanha fizeram aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A cidade de Valência, aprovou uma moção para boicotar e difamar Israel, declarando a
cidade "zona livre de apartheid israelense". (Imagem: Ben Bender/Wikimedia Commons)


Mireia Biosca, ativista do BDS País Valencia, salientou que a moção adotada em Valência tem três objetivos:
"O primeiro é derrubar o muro do apartheid e o retorno às fronteiras de 1967. O segundo é o fim do apartheid tanto na Palestina quanto em Israel e o terceiro é o direito de retorno".
Biosca também ressaltou que o BDS País Valencia trabalhará para impedir que o Festival Eurovisão da Canção seja realizado em Israel em 2019:
"A diretriz é extremamente clara: primeiro garantir que países não participem do festival e, obviamente, fazer uma campanha com o objetivo de impedir que o festival seja realizado em Jerusalém. Para mim é igualmente passível de boicote se for resolvido que a Eurovisão seja realizada em Tel Aviv.."
A organização com sede em Madri, Action and Communication on the Middle East (ACOM), que luta contra o movimento anti-Israel BDS na Espanha, realçou que a moção aprovada em Valência é antissemita e incita ao ódio. A organização salientou que estava estudando se deveria tomar medidas legais contra a Câmara Municipal de Valência por violar a constituição espanhola e promover a discriminação com base na religião, etnia e nacionalidade:
"A declaração está repleta de mentiras, manipulações e difamações, ela exorta que a cidade adira formalmente ao movimento BDS e se declare 'livre do apartheid israelense' (eufemismo conhecido na Espanha para o Judenrein (livre de judeus), onde qualquer um que tenha um traço de simpatia para com o Estado judeu seja obrigado a condenar publicamente as políticas da única democracia do Oriente Médio para que possa participar de atividades sociais, políticas, econômicas e cívicas do município)...
"Informamos à imprensa local sobre a ilegalidade da campanha do BDS, detalhando dezenas de casos judiciais ganhos pela ACOM nos tribunais espanhóis que provaram a inconstitucionalidade de medidas excludentes".

A ACOM ingressou com mais de vinte ações na justiça contra conselhos distritais e municipais que promulgaram boicotes a Israel.

Grande parte da atividade do BDS na Espanha é promovida pelo 'Podemos', partido neocomunista fundado em março de 2014 para protestar contra as medidas de austeridade econômica postas em prática em virtude da crise da dívida europeia. O 'Podemos' recebeu mais de 20% dos votos nas eleições gerais realizadas em 20 de dezembro de 2015 e já é o terceiro maior partido do Parlamento.

Pablo Iglesias líder do 'Podemos' e seu vice Íñigo Errejón, foram assessores do já falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, eles foram acusados de receber mais de US$8 milhões de Chávez para financiar suas atividades políticas na Espanha.O 'Podemos' também é acusado de receber ajuda financeira da República Islâmica do Irã.

Iglesias conta com uma longa história de antissemitismo: ele minimiza a importância do Holocausto, descrevendo-o como "uma decisão burocrática e administrativa", compara a Faixa de Gaza ao Gueto de Varsóvia e pinta a polícia espanhola que detêm imigrantes ilegais como sendo a mesma coisa que os guardas da SS.

Iglesias apresenta o programa de TV "Fort Apache", transmitido pela HispanTV, uma rede de TV a cabo em língua espanhola do governo iraniano. Ele é acusado de usar o programa para repetir teorias de conspiração e clichês antissemitas.

Em uma entrevista concedida em 7 de junho à RTVE, uma importante rede estatal de rádio e televisão, Iglesias disse que Israel é um país "ilegal": "precisamos agir com mais firmeza contra um estado ilegal como Israel. As ações de Israel são ilegais. As políticas do apartheid de Israel são ilegais". "

València en Comú, partido político que patrocina o movimento BDS em Valência, é um braço local do 'Podemos'. A moção foi aprovada com o apoio da Compromis, coalizão de partidos nacionalistas de esquerda e comunistas, bem como do Partido Socialista Espanhol (PSOE), que acaba de assumir o governo central em Madri.

As moções do BDS também foram aprovadas em: Abrera, Alcoi, Alhaurín da Torre, Artés, Badalona, Barberá do Vallès, Barcelona, Benlloch, Campillos, Casares (Málaga), Castrillón, Castro del Rio, Catarroja, Concentaina, Córdoba, Corvera, El Prat, Gijón, Gran Canaria, La Roda Llangreu, Los Corrales, Madri, Mairena del Aljarafe, Molins de Rei, Montoro, Muro, Navalafuente, Navarra, Oleiros, Olesa de Montserrat, Onda, Pamplona, Petrer, Ripollet, Rivas-Vaciamadrid , San Fernando, São Roque, Sant Adrià del Besòs, Sant Cebriá de Vallalta, Sant Celoni, Santa Eulària (Ibiza), Sant Boi de Llobregat, Sant Feliu de Llobregat, Sant de Pere de Ruidebitlles, Santiago de Compostela, Sant Quirze del Vallès, Sevilha, Telde, Terrassa, Trebujena, Málaga-Velada, Viladamat, Viloria del Henar, Xeraco e Zaragoza, entre outras.

O presidente da ACOM, Ángel Más explicou a dinâmica por trás da ascensão do movimento BDS na Espanha:
"O BDS é um fenômeno global que nasce do reconhecimento por parte dos antissemitas modernos da improbabilidade de derrotar Israel por meio de confrontos militares ou ataques terroristas. O objetivo é o mesmo: o aniquilamento da pátria judaica, 'do rio ao mar'. Mas agora, o BDS quer impelir a comunidade internacional a condenar Israel como estado pária e isolar todos aqueles que o apoiam: sionistas e judeus.
"Os que querem deslegitimar Israel, como os racistas dos velhos tempos, mascaram sua barbárie, se fazendo de vítimas, escondendo suas verdadeiras intenções. Eles apelam para os sentimentos da população contra a opressão e o abuso e a simpatia pelos coitadinhos e pelas minorias que sofrem.
"O movimento BDS na Espanha adquiriu a atual virulência com o surgimento do 'Podemos', um partido de extrema esquerda do tipo 'chavista' financiado pela Venezuela e pelo Irã. O Podemos conquistou 25% dos votos nas eleições locais espanholas de 2015. Antes das eleições, o BDS era uma confederação marginal de pequenos grupos que dirigiam o foco em boicotes acadêmicos e culturais contra Israel. O grupo principal que formou o Podemos, atuante nas iniciativas do BDS por anos a fio, tinha como prioridade máxima de sua agenda política a hostilidade contra Israel.
"À medida que o Podemos se assenhorou do controle dos governos municipais nas principais cidades espanholas, como Madri, Barcelona, Zaragoza e Cádiz, o movimento anti-Israel teve acesso a inúmeros recursos econômicos, humanos e organizacionais. Quando esses grupos de extrema-esquerda ocuparam as instituições públicas, eles não fizeram distinção entre sua própria agenda sectária e a agenda de governo.
"As administrações locais (provinciais e municipais) aderiram formalmente ao movimento BDS e declararam seus territórios 'livres do apartheid israelense'. Na realidade Judenrein. Foram distribuídos adesivos para serem exibidos em lojas e escritórios, empresas públicas foram instruídas a não trabalharem com firmas ou cidadãos israelenses e cidadãos espanhóis suspeitos de estarem associados ou serem simpatizantes do Estado judeu foram intimados a repudiá-lo publicamente para que não sejam excluídos da vida social, política, econômica e cívica.
"O 'Podemos' coagiu mais de 90 pessoas a fazerem declarações desse tipo na Espanha em jurisdições cobrindo uma população de mais de oito milhões de habitantes. O plano era criar uma avalanche de ódio com o objetivo de atingir a maioria na Espanha em um espaço de 18 meses. Tratava-se de uma ameaça existencial e tivemos que agir".
"Nenhum boicote local é pequeno demais para ficar sem resposta. Os grupos BDS manipulam cuidadosamente as informações, atingem personalidades com poder de decisão, gastam recursos exorbitantes em campanhas na mídia além de serem mestres na inebriação das redes sociais. Em geral, grupos pró-Israel estão ficando para trás no tocante à análise e ação nesses campos. "
(*)Soeren Kern é membro sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque.
Fonte - pt.gatestoneinstitute.org