quinta-feira, outubro 19, 2017

Governo acerta ao conter denúncias de trabalho escravo







por Leandro Narloch(*)








Em 2015, dezoito peruanos fugiram de uma oficina de costura na zona leste de So Paulo e correram para uma delegacia. Contaram trabalhar 17 horas por dia e que um vigia os proibia de sair da oficina.

Um ano antes, motoristas da mineradora Milplan, de Minas Gerais, foram flagrados trabalhando com carteira assinada, frias, recesso remunerado no fim de ano e 13 salário. Como ganhavam adicional de horas extras, alguns trabalhavam mais que doze horas por dia.

O leitor há de concordar que as duas situações são bem diferentes. A primeira tem restrito de liberdade e obviamente motiva um processo criminal e a prisão do dono da oficina. Já na segunda há, no máximo, irregularidades trabalhistas.

Apesar disso, os dois casos renderam acusações do mesmo crime. Um fiscal considerou excessiva a quantidade de horas extras dos motoristas e enquadrou a mineradora por manter trabalhadores em “regime análogo à escravidão”.


A maioria das denúncias de trabalho escravo que aparecem nos jornais são como o segundo caso. Não há dúvidas ou documentos retidos, resgate ou libertação de trabalhadores. As denúncias não preenchem os requisitos da Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo a qual trabalho escravo aquele “executado por alguém sob ameaça de sanção ou para o qual a pessoa não se ofereceu espontaneamente”.

Ou seja: “trabalho análogo escravidão” simplesmente no aquilo que a OIT, a maioria dos países e os citados em geral entendem por trabalho escravo.

Essa confuso acontece porque, at semana passada, o Brasil considerava como análogo escravidão o trabalho com “jornada excessiva” e “condições degradantes”. Como cabia aos fiscais do Trabalho decidir o que são condições degradantes, a regra dava margem a interpretações fantasiosas.

Também em Minas Gerais, o Ministério do Trabalhou já considerou escravos pedreiros com salário de R$ 5 mil por mês –que estavam facilmente entre os 20% de brasileiros mais ricos.

Da portaria que Ministério do Trabalho publicou na segunda-feira (16), o ponto mais relevante a necessidade de haver restrito de liberdade para se falar em escravidão. Essa mudança vai evitar muitos imbróglios jurídicos que resultam em nada. Depois de todo escarcéu das operações do Ministério Público do Trabalho e do linchamento público, mais de 90% das empresas denunciadas são inocentadas na Justiça criminal.

A mudança também vai, enfim, conter os ativistas, blogueiros, fiscais e procuradores que usam o termo “trabalho escravo” de forma sensacionalista, para chamar a atenção do público e ganhar prêmios, audiência e financiamentos.

O pior que esse sensacionalismo não ajuda os trabalhadores. Acaba eliminando alternativas de quem já tem poucas opções de trabalho. Como os próprios ativistas admitem, muitos “libertados” nas operações acabam ingressando em empregos bem parecidos semanas depois.

Isso quando há empregos. As grifes, correndo o risco de terem a reputação manchada por algum fiscal que se considera herói da luta de classes, pensam muitas vezes antes de abrir fábricas no Brasil. Muitas já se mudaram para o Paraguai, o novo polo de empresas brasileiras.






(*)Leandro Narloch @lnarloch - Jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros, colunista da Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo.

quarta-feira, outubro 18, 2017

As principais ameaças à educação – Parte 1




por Heitor de Paola(*).




A liberdade só pode existir sem o governo nos dizer como viver, o que dizer, o que pensar, o que saber e o que não saber. Alieksandr Solzhienitsyn


Solzhienitsyn tinha uma grande experiência com o governo da URSS para saber o que falava. Mas não apenas os governos totalitários se intrometem na vida das pessoas. Nas últimas décadas esta intromissão tomou vulto assustador nos países assim denominados “democráticos”. Sua origem não é somente nacional, mas procedem principalmente de instituições internacionais como a ONU e a miríade de ONGs que a cercam.

No assunto que estamos abordando a interferência da UNESCO atingiu proporções intoleráveis. Já não se pode falar em educação nacional em nenhum país ocidental. “Especialistas” globais se arrogam o poder de interferir diretamente no currículo, impondo a formação de “cidadãos para um mundo globalizado”.

Desnecessário dizer que nada disto ocorreria sem o concurso de “especialistas” locais aboletados no Ministério da Educação e nas secretarias estaduais, muitas vezes membros das mesmas ONGs.

Os estudantes, nesse império do politicamente correto, são ensinados a rejeitar a noção de verdades absolutas e aceitar o relativismo em todas as áreas, principalmente moral, ética e religiosa. A tradição e os valores nacionais e ocidentais são vistos como intolerantes e devem ser rejeitados em favor de “valores” internacionais (globais). Impera o multiculturalismo, todas as “culturas” – conceito cujo valor de grande conhecimento se esvaiu numa teia de significados vazios – têm igual valor. “…a única cultura que não pode ser celebrada é a cultura que permitiu que todas essas outras culturas fossem celebradas” (Douglas Murray), exatamente aquela que deu origem à civilização ocidental judaico-cristã.

Um dos principais fatores para este verdadeiro desastre foi a paulatina retirada da educação do lar e entregue à escola.

Educação ou ensino?

Educated men are as much superior to uneducated men as the living are to the dead.

Aristóteles

Diferencio esses dois temas por considerar que o primeiro se refere à família e o segundo à escola. Existem analfabetos educados e sábios sem nenhuma educação. A modernidade cada vez mais foi alijando a família e concentrando ambos na escola. Sou, no entanto, de uma geração na qual os dois temas eram bem delimitados: cabia à família educar e à escola ensinar. A participação da escola na educação se restringia à conduta disciplinar. A transmissão das tradições morais, éticas e religiosas vinha do lar. Cabia aos pais decidir se a educação religiosa deveria ser complementada pela escola, encaminhando seus filhos para escolas religiosas de sua fé, ou não. A escola não se arrogava o direito de educar e formar, mas em sua tarefa, o ensino, era criteriosa e exigente. Os professores conheciam o assunto que ensinavam, sem intricadas teorias ou técnicas pedagógicas para atrapalhar.

A pressão para esta entrega deve-se a dois fatores: de um lado pais inseguros formados nas décadas pós-guerra que de tanto criticar seus pais – era a época da “libertação” sexual, das ações revolucionárias, dos festivais tipo Woodstock onde tudo era permitido – não souberam assumir suas responsabilidades como pais e preferiram entrega-las à escola. De outro, “educadores”, ávidos de controlar e doutrinar os estudantes ao invés de ensiná-los, pedagogos cheios de teorias que queriam testar no farto material humano que lhes era entregue como cobaias.
Não havia como a educação e o ensino não decaírem a níveis vergonhosos. Em todos os países ocidentais este fenômeno ocorreu, mas no Brasil assumiu proporção assustadora!

Era inevitável que aparecessem inúmeros problemas principalmente para os estudantes, desde um ensino deficitário e perverso onde a história é continuamente reescrita e deturpada ideologicamente, até gravíssimas intervenções médico-psicológicas que serão objeto da continuidade deste artigo.

O que a confraria médico-psicopedagógica está fazendo com nossas crianças?

…as crianças são de longe o grupo mais classificado e rotulado de nossa sociedade. Advirto contra ‘as prescrições institucionais de um sistema que procura enquadrar as crianças em categorias diagnósticas’.
Frank Putnam

Desde a década de 80 a psico-medicalização da infância vem assumindo proporções alarmantes. A escola, além de abdicar de sua missão primordial de ensinar, assumiu o papel de clínica psicológica. A idealização dos sentimentos e o consequente abandono da racionalidade – esta abominação inventada pela civilização ocidental – estimularam a formação de grupos onde os alunos, mesmo de tenra idade, são estimulados a discutirem seus sentimentos abertamente. Inventou-se a ideia do bullying e tentou-se destruir a agressividade natural e necessária para o desenvolvimento (o que é diferente de coibir a destrutividade), principalmente nos meninos para inibir o desenvolvimento da masculinidade dos futuros “machistas”, pois a participação do movimento feminista na degradação da educação e no nível dos professores é enorme. As histórias infantis, depuradas de qualquer maldade, se tornaram contos aborrecidos e sem graça.

“A proteção terapêutica – terapismo – é como colocar viseiras nas crianças antes de levá-las a passear no campo cheio de vida”. (Christina Hoff Sommers & Sally Satel, M.D). O terapismo é uma invenção da psicopedagogia para anular a invidualidade, “desconstruindo” os valores familiares e a produção espontânea do pensamento infantil.

Problema mais grave, no entanto, é a medicalização de aspectos do desenvolvimento normal das crianças. Referindo-se aos EUA, o Dr. Chester M. Pierce, psiquiatra, deixou claro em seu discurso para o Seminário Internacional de Educação da Infância em 1973, haver um propósito subversivo por trás da profissão psiquiátrica.

“Toda criança na América que ingressar na escola com a idade de cinco anos pode ser considerada insana, porque vem para a escola com certas fidelidades aos nossos pais fundadores, em relação aos nossos funcionários eleitos, em relação aos pais, em relação a uma crença em um ser sobrenatural, e em relação à soberania desta nação como uma entidade separada. Cabe a vocês como professores curar todas essas crianças doentes – criando a criança internacional do futuro”.

Pode parecer exagero, mas estas palavras, adaptadas, podem ser usadas para descrever o que ocorre no Brasil. G. Brock Chisholm, psiquiatra e co-fundador da Federação Mundial de Saúde Mental afirmou que para alcançar um governo mundial, é necessário remover das mentes dos homens seu individualismo, a lealdade às tradições familiares, patriotismo nacional e dogmas religiosos…”.

Além da extensa doutrinação para transformar as crianças em meros cães de Pavlov, inventaram-se falsos diagnósticos psiquiátricos para condições normais em crianças irrequietas e curiosas, sendo a principal o “Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade”. Pais amedrontados pela atividade natural de seus filhos e professores que querem salas de aula com robozinhos bem comportados uniram-se a psiquiatras ávidos de pacientes e laboratórios visando enormes lucros para aceitar sem nenhuma crítica esta falsa síndrome já reconhecida pelo seu próprio criador, Leon Eisenberg, como “um excelente exemplo de uma doença fictícia”.

A existência de diagnósticos também influencia a visão que os pais e professores têm das crianças sob seus cuidados. Muitos professores e pais ouviram falar de “hiperatividade” e mais especificamente de déficit de atenção/hiperatividade. Muitos profissionais não especializados em saúde mental acreditam que podem fazer este diagnóstico.

Diane McGuinness declarou em 1989:

“Nos últimos 25 anos fomos levados a um fenômeno raro na história. Pesquisas metodológicas rigorosas indicam que o síndrome de Distúrbio do Déficit de Atenção e Hiperatividade simplesmente não existe. Inventamos uma doença, a sancionamos e agora devemos desmenti-la. O maior problema é saber como vamos matar o monstro que nós criamos. Não é fácil fazer isto sem nos desmoralizarmos”.

Para não me alongar demais devo fazer um último aviso: a prescrição de medicamentos para as crianças é amplamente justificada com base nestes diagnósticos. A mais conhecida é a ritalina, droga com efeitos colaterais extensos e que causa muitas vezes os sintomas que pretende curar. Seu uso por tempo prolongado pode causar danos cerebrais irreparáveis, além de criar dependência física e assegurar futuros clientes psiquiátricos e fregueses dos laboratórios produtores de drogas psicotrópicas. Mas estes fatos são geralmente escamoteados aos pais.

Segundo Breggin & Breggin a “cura” para essas crianças é uma atenção mais amorosa e racional por parte do pai. Os jovens estão hoje em dia sedentos de atenção por parte de seus pais, atenção que pode vir de qualquer adulto do sexo masculino.

A má influência do feminismo ativista e gay tenta feminizar os homens e retirar deles sua função específica: de chefe da família.

Nota do autor:
Artigo apresentado ao Fórum sobre Educação do Clube Militar. É o primeiro de uma série.

Fonte: midiasemmascara.org

(*)Heitor de Paola (www.heitordepaola.com) é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e membro do Board of Directors da Drug Watch International. Autor do livro O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. É ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

terça-feira, outubro 17, 2017

Mais intervenção estatal à vista: distribuição de camisinha “grátis”


por Ricardo Bordin(*).




A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou substitutivo ao Projeto de Lei 74/15, que obriga as casas noturnas a distribuir preservativos e folhetos informativos sobre doenças sexualmente transmissíveis, em especial a Aids.

O substitutivo aprovado, da deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), alterou o projeto original em três pontos: substituiu a expressão “doenças sexualmente transmissíveis” por “infecções sexualmente transmissíveis”; determinou a “disponibilização“ e não a “distribuição” de preservativos para manter o direito do indivíduo de aceitá-los ou não; e estendeu a obrigatoriedade para motéis, hotéis e pousadas.

No caso das casas noturnas, a obrigatoriedade se aplica, conforme o projeto, àquelas que cobram ingresso e têm capacidade mínima para 500 pessoas.

A proposta, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), tramita em caráter conclusivo. Ela ainda será analisada pelas Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Então vamos a um prognóstico do que irá ocorrer tão logo entre em vigor tão bem intencionada lei: uma vez que os preservativos deverão ser disponibilizados sem qualquer custo, a maioria dos clientes irá fazer questão de recebê-los, ainda que não pretendam utilizá-los, conforme a máxima de que “de graça, até injeção na testa”; o empreendedor irá calcular o acréscimo em seus custos gerado pela medida e imediatamente repassá-los a todos os consumidores – inclusive aqueles que não precisam nem querem o artefato de látex.

E aí temos socializado o custo de prevenir-se contra doenças venéreas. E todos saem perdendo, exatamente como ocorreu na adoção da famigerada meia-entrada (galinha dos ovos de ouro da UNE, detentora do monopólio de emissão das carteiras de estudante e antro do PCdoB), que elevou o preço dos ingressos em eventos culturais, tornando-os proibitivos para a fatia da população não agraciada pelo privilégio instituído em lei – e de pouco valendo para os contemplados.

Este tipo de intervencionismo indevido nas atividades econômicas está se tornando cada vez mais frequente e abrangente – tudo como resultado da orientação ideológica dos congressistas que elaboraram nossa Constituição Federal, a qual concede ao Legislativo este poder de contrabalançar, via regulação estatal, a ganância do empresário ávido por lucro com a “função social” do empreendimento. Daí para um deputado brizolista começar a ditar os rumos das empresas é um pulo.

Não existe almoço grátis, excelentíssimo parlamentar – muito menos camisinha. Resta ao menos o consolo (com o perdão do trocadilho involuntário) de que o senhor possa fazer fazer uso de uma toda vez que resolver sodomizar o povo brasileiro com suas brilhantes idéias coletivistas…



(*)Ricardo Bordin-Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício da profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores. Formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) como Profissional do Tráfego Aéreo e Bacharel em Letras Português/Inglês pela UFPR.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Bolsonaro, Lula e a Midia





por Ipojuca Pontes(*).




Pesquisa do manipulável Datafolha, do Grupo Folha (jornal amestrado pelas esquerdas), diz que Lula da Selva está à frente na disputa presidencial para 2018.

Na pesquisa, o velho guru da seita petista (condenado a 9 anos e seis meses de prisão por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva) aparece na liderança das intenções de votos: ele fica com 35% na preferência do eleitorado, enquanto Jair Bolsonaro emplaca 17% na predileção dos eleitores.

Ninguém sabe ao certo em que feudo ou circunstâncias essa gente do Datafolha arranca tais resultados. Mas o fato indiscutível é que mais de 53% da população brasileira querem ver Lula, para todo o sempre – e o quanto antes – por trás das grades. Ademais, como todos sabem, em se tratando de manipulação, a mídia esquerdista não se envergonha em tratar Jesus Cristo como se um Zé Buchinho fosse, ou jurar, de mãos postas, que focinho de porco é tomada elétrica. Puro nonsense.

Nota do Blogando Francamente: Quer saber como funciona essas fraudes de pesquisas?  clique aqui

(Uma das muitas técnicas da desinformação comunista consiste em confundir, de forma premeditada, a mente do cidadão. De fato, desde os tempos da NKVD e da velha KGB (atual FSB) fomenta-se, nas redações em geral, o ativismo de fanáticos empenhados em criar uma segunda realidade, totalmente desvinculada da verdade dos fatos. Para isso, gastam-se anualmente bilhões de dólares, remunerando em todo o mundo o trabalho sujo de mais de meio milhão de agentes, inclusive no Brasil).

No momento, diante da ascensão irreversível da candidatura de Bolsonaro à presidência da República, que já soma mais de 30 milhões de votos, a mídia amestrada vem tratando Bolsonaro como se tratasse de uma “ameaça perigosa”. Duvidam? Basta ler uma nota de Ancelmo Góes (codinome “Ivan”, nas rodas da KGB), no engajado O Globo, ou ver/ouvir qualquer noticiário chinfrim da tropa de choque da Globo News (uma canal de TV a serviço da “causa vermelha”) para sentir no ar o aroma pestilento.

Essa gente chega à ejaculação precoce ao classificar o Deputado Federal mais bem votado do Rio de Janeiro como homofóbico, xenófobo, fascista, nacionalista, racista, misógino – e o que lhe vier a telha. Tiro pela culatra: com esse jogo sujo, no entanto, só faz crescer as intenções de votos favoráveis a Bolsonaro, coligidas nas esquinas, nos lares, nas fábricas, no comércio, em suma, no circuito boca a boca de todo o País.

Para se avaliar o descrédito dessa tropa, basta conferir: nos últimos tempos, onde essa gente meteu sua colher contaminada pelo ódio e pela mentira – sifu! Senão, vejamos: perdeu feio no referendo pelo livre comércio de armas; ferrou-se no plebiscito do Brexit; caiu de quatro na campanha sórdida movida contra Trump; errou adoidado na eleição alemã; foi (e continua sendo) derrotada na campanha de descrédito que moveu contra Temer e sua inarredável patota. E ainda se viu fragorosamente derrotada ao apoiar o comunista Freixo contra o pastor Crivella na campanha pela Prefeitura do Rio. Com efeito, o eleitor e o mundo, fora da órbita globalista,caminham para o lado oposto à pressão exercida pela canalha da mídia amestrada. De fato, quem diabo vai acreditar na falsa ira de Arnaldo Jaburu, nas informações viciadas do impontualíssimo Pontual ou nos tortuosos comentários de William Waack?

Ninguém. Provavelmente nem mesmo os bilionários donos das Organizações Globo.

Como já escrevi dezenas de vezes, há enorme distância entre Bolsonaro e Lula, abutre da política brasileira cevado à sombra da mídia vermelha. Para começo de conversa, Jair Bolsonaro é um oficial formado pela Academia Militar de Agulhas Negras, que seleciona seus candidatos a partir de atributos e valores consagrados pela excelência.

Para chegar ao posto de capitão do exército, Bolsonaro estudou (com alguns dos melhores professores do País) História do Brasil, Física Aplicada, Cálculo, Tecnologia da Informação e Comunicação, Línguas (inglesa, espanhola e portuguesa), Psicologia, Filosofia, Técnicas Militares e outras tantas matérias de nível superior. Vale adiantar que, ao longo do curso, o aluno, para permanecer na AMAN, só pode ser reprovado uma única vez. Caso contrário, cai fora.

Como político eleito várias vezes para a Câmara Federal, Bolsonaro se tornou deputado atuante, decente e corajoso. No Legislativo, salvo exceção, tem enfrentado de peito aberto a sanha estratégica da comunalha, insurgindo-se contra o aborto, o casamento gay, as cotas raciais, a liberação das drogas, a anistia aos usuários do caixa dois e da propina – em suma, tudo aquilo que a população repudia tenazmente, mas que as esquerdas (bem pensantes ou trogloditas) querem impor à nação.

Bolsonaro travou dura batalha contra a volta do famigerado imposto da CPMF (criado por FHC), se insurgiu contra as apurações fraudulentas de votos em urnas eletrônicas programadas por gangues venezuelanas e ainda defendeu o fuzilamento de FHC, responsável pela entrega (por preço irrisório) da Vale do Rio Doce ao especulador George Soros.

E quanto ao Lula, o rato que ruge, réu condenado e arauto do PT, o partido dos trambiques?

Sobre isso falaremos no próximo artigo.


Fonte: midiasemmascara.org
(*)Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

domingo, outubro 15, 2017

Veja: Não existe “criança trans”, existe pai querendo enfiar ideologia no filho





por Flávio Morgenstern (*). 



Ex-revista Veja extrapola o sensacionalismo ao usar criança de 6 anos na capa para implantar a hipersexualidade revolucionária precoce.





Depois de uma reportagem de capa risível sobre Jair Bolsonaro, a Veja, uma ex-revista desesperadamente preocupada em se tornar palatável para os leitores de Brasil 171 e Diário do C. do Mundo (tem até página para o Sensacionalista, de Marcelo Zorzanelli, um dos fundadores do DCM), fez uma nova reportagem capa, lançada em pleno Dia das Crianças, sobre pais de “filhos trans”. Na capa, uma criança de 6 anos que ensinou seu pai sobre “identidade de gênero”.


O principal teórico do que podemos chamar de “socialismo democrático” cujas teses sobre mídia foram aplicadas no Brasil, o italiano Antonio Gramsci, sabia que muito mais do que a força impositiva dos revolucionários bolcheviques para a implantação do socialismo através da Nomenklatura estatal, no Ocidente importava a hegemonia, uma gradual manipulação do senso comum através de órgãos de mídia, professores, celebridades e “intelectuais orgânicos”, de acordo com sua definição (esta destruição do senso comum é que nomeia este humilde recanto). Sobretudo aqueles bastante conceituados outrora, como já foram no Brasil instituições como a Igreja Católica e a revista Veja.


É a síndrome de hegemonia que acomete a Veja, a ex-revista, hoje sob a batuta de André Petry, que levou a sua editoria a aplaudir qualquer idéia dita “revolucionária, mas dentro da democracia”que seja aventada alhures.

Ora, de acordo com estudo pubicado pelo Williams Institute da UCLA em 2011, usado como fonte até pelo jornal de extrema-esquerda New York Times, apenas 0,3% da população americana (que tinha 310 milhões de pessoas) se identificavam como “transgêneros”, totalizando 700 mil adultos.

Ainda assim, há aparentemente assuntos com alguma relevância maior, afetando um nicho um pouco maior de pessoas, a ser tratado pelos maiores veículos da grande e velha mídia, como Globo e Veja. A depressão mais aguda afeta 6,7% de americanos, ou 14,8 milhões de adultos, por exemplo. Uma em cada 33 crianças e um em cada oito adolescentes sofrem de depressão.

Ainda que tenha números indescritivelmente maiores (para não falar em deficientes físicos, ou pessoas com câncer, ou crianças órfãs, ou filhos de pais viciados em drogas, ou favelados, ou crianças abusadas pelos padrastos etc), você não verá nenhuma política pública sobre depressão virar tema a dividir esquerda e direita nos debates políticos, ou conversas de bar entre amigos, ou discussões sobre como precisamos reformar inteiramente a sociedade em prol de pessoas sofrendo de coisas muito mais graves. As capas de Veja sobre depressão só surgem quando se fala em controlar as pessoas com novos remédios, e não sobre o chamado “mal estar” do mundo moderno.

Afinal, nada disso envolve o ataque ao senso comum, que hoje precisa ser mediado pela grande mídia, celebridades, professores, políticos e demais intelectuais orgânicos como é o caso de pessoas transgêneros. Hoje, ainda mais aprofundado com o uso de crianças como peões de manobra no tabuleiro político – vide a capa de Veja.

Misteriosa, estudada há pouco e sempre com inversões e contra-estudos sobre sua natureza, além da causa misteriosa, casos reais de transtorno de identidade de gênero são coisa rara e delicada, e teve resultados desastrosos quando foram manipulados para provar uma ideologia.

Bem ao contrário de toda a quizomba armada em torno da jornalisticamente chamada “cura gay”, que nada tinha a ver com “curar gays”, os resultados mais trágicos observados sobre a imposição de ideologias sobre a sexualidade foram causados justamente pela ideologia de gênero: o famoso experimento do caso David Reimer, quando se tentou trocar o sexo de um bebê à força para provar que o gênero é socialmente construído, e não se nasce com ele – ou seja, para se provar a ideologia de gênero, aplicada até a crianças.

Como spoiler para quem ainda não pesquisou sobre o caso, terminou em depressão, suicídio e morte de uma família inteira, enquanto o psicólogo que impôs a ideologia de gênero se jactava em “estudos acadêmicos” sobre o “sucesso” de seu experimento.

Nada disso será lido na reportagem de Veja: a ideologia de gênero que acredita em uma classe de seres humanos fora da estrutura da espécie denominada “crianças trans” trata todo o espinhoso assunto com a mais pura ciência da grande e velha mídia atual: crianças “não se identificam”, e pá-pum, acabou o problema.

Todo o tutano da discussão que não caiba em auto-declaração poderá então ser explicado por uma meia dúzia de palavras-chave como preconceito, respeito, obscurantismo, fanatismo religioso. É, nem sempre chega a meia dúzia.

Crianças, como aquela que o Brasil testemunhou a tocar envergonhadíssima em um homem nu no MAM, sem saber o que estava errado (mas sabendo que algo estava errado), não têm consciência de questões como sexualidade. É por isso que qualquer atividade sexual para crianças é perniciosa: coisas normais, ou mesmo normalizadas, para adultos são proibidas para crianças por razões o mais das vezes óbvias.

Quando uma criança “não se identifica com seu sexo biológico” (como se uma criança soubesse o que é algo como sexo biológico, ou como se soubesse o que é sexo), tudo o que 99,999% dessas crianças está fazendo é tendo uma crise de identidade óbvia e natural desta fase da vida.

Alguns se identificam com o Batman, ou com um astronauta. Outros são meninos que se identificam mais com figuras femininas como a mamãe. É normal que ninguém se identifique com um repórter da Veja fazendo uma matéria dessas, pois a criança só tem identificação com posições de prestígio (nenhuma se identifica com losers). Basta crescerem um pouco e voilà, veja a mágica ser desfeita e a criança abandonar um pouco o mundo da fantasia e ganhar um pouco de contato com a realidade. A despeito e revistas como a Veja insistirem no caminho contrário.

A maior ideóloga de gênero em atividade hoje é a feminista ultra-radical Judith Butler, autora da pedra de toque sobre o assunto, o livro Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity, de 1990. Para Judith Butler, após uma radical cisão entre sexo e gênero, fica-se com a biologia circunscrita tão somente à secundária função quase excretora, enquanto as “performances” sociais definiriam gêneros.

Ou seja: menino gostar de azul e menina gostar de rosa não teria “nenhuma” relação com biologia, seriam puras “perfomances” sociais definidas pela “sociedade patriarcal” (Judith Butler, lembrando o que Victor Klemperer estuda sobre a linguagem do Terceiro Reich, ama algumas aspas irônicas, até em palavras como “mãe”, “filho”, “criança” e afins).

Não é preciso ser um gênio para perceber que diversas dessas performances têm um simbolismo claramente calcado em uma realidade que ideólogos como Judith Butler odeiam (o rosa é identificado até por animais como uma cor a indicar delicadeza, e o fato de as saias ter sido desenvolvidas para meninas e as calças para meninos só pode gerar dúvidas em quem nunca viu nenhum dos dois como veio ao mundo). Vide como o personagem de Robert Smith, vocalista do The Cure, trabalha bem como uma criança usando roupas ora do pai, ora da mãe, e completamente confusa no resultado.

Nem tampouco que as tais “performances” são justamente as únicas coisas que crianças sem conciência nem sequer de si próprias (algo conquistado após diversos e dolorosos ritos de passagem no caminho para a maturidade) conseguem imitar de adultos. Uma suposta “menina trans” de 5 anos não deve passar muito tempo tentando fazer xixi de pé e nunca ouviu falar da maior sabedoria exclusivamente masculina da história: não importa o quanto você balance, o último pingo sempre cai na sua cueca.

Na verdade, para alguém descolado da realidade como Judith Butler (num nível além da reportagem da Veja, mas não muito além), nem mesmo a biologia é impeditiva: as cirurgias de mudança de gênero, o movimento transexual e os hormônios “provam” que nem mais o sexo é impeditivo. A turma que tanto fala em “ciência” para ir contra as “crenças religiosas obscurantistas e ultrapassadas” é a primeira a jogar a Biologia no lixo quando precisa lembrar das aulas de XX e XY.

(Judith Butler, que tanto denuncia as “performances” como meras “performances”, que não deveriam aprisionar seres humanos a manter o seu gênero atrelado a seu sexo, é a primeiríssima a exigir performances 200% calcadas no patriarcado, como quando veio palestrar no Brasil e exigiu que os homens fossem assisti-la de saias.)



O que eram supostas “crianças trans” antes da invenção moderníssima de cirurgias de mudanças de gênero e da combustão de hormônios que precisam ser atualizados semanalmente para que não se volte a encarar a triste agonia científica, a reportagem da Veja não se digna a dizer.

O efeito deletério dessa implosão de medicamentos para mascarar a realidade e manter crianças com conflito de identidade no reino da fantasia também não se encontra nas páginas de Veja: a necessidade de ter crianças com síndrome de puer aeternus e se tornando fanáticas militantes do PSOL em troca de uma vida de frustrações, remédios, cirurgias e acompanhamentos psiquiátricos para problemas artificialmente criados é muito mais urgente.

Não há para onde correr e não ver a agenda da grande e velha mídia (e a Veja sob a batuta de André Petry, de revista mais conceituada do país, para uma ex-revista albergando comunistas e jornalistinhas sem nada importante a dizer, apesar das bravas resistências intelectuais de alguns grandes jornalistas da velha guarda).



Apesar da chamada sensacionalista (!) da capa, ninguém pode dizer “Meu filho é trans” sobre uma criança de 6 anos. Uma criança de 6 anos no máximo é um menino que ainda não entendeu a convenção social de que as saias são para as mulheres, e se tiver vontade de usar saias, será como uma brincadeira tão inocente quanto brincar de cowboy e índio (ou não sei como as crianças fazem hoje, talvez bancada da bala contra bancada da chupeta).

Seu filho nada entende de sexualidade, não se “identifica” como algo diferente do que o filho do vizinho que se identifica como o Homem-Aranha ou se identifica mais com um dos padrastos do que com o pai biológico. Seu filho apenas é confuso. E não entende convenções sociais (ninguém as entende de todo, toda sitcom é baseada nisso).

Convenções e tradições são compilações de conhecimento das eras, mas vêm sem manual de instruções: é seu trabalho como pai explicar que menina pode brincar de tiroteio e menino pode gostar de dança, mas que isso nada tem a ver com “transexualidade” só porque um psicólogo criado a base de Michel Foucault mandou seu filho tomar hormônio que cavalo não tomaria a cada 2 horas pra satisfazer sua ideologia. Isto é o PSOL tentando ganhar eleição via doping.




Crise de identidade é obrigatório em criança. O problema é quando adultos a têm, e criam problemas no laboratório do dr. Moreau, apenas para vender ideologia política, em troca de uma geração frustrada, hormonizada e cirurgicalizada. E quantos estudos fizeram sobre arrependimentos na idade adulta, quando costuma vir a maturidade e um oceano de arrependimentos para se afogar?

Seu filho não é trans. Ele mal tem um problema. O maior problema que ele tem é o pai idiota que ainda não acordou pra realidade mesmo após a idade que deveria trazer alguma maturidade.

(*) Flavio Morgenstern  é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

sábado, outubro 14, 2017

Karol Wojtyla Desafiou o Comunismo



por Leandro Demori.




Titulo Original:Por cruz de madeira, João Paulo II desafiou os comunistas, publicado em 27/04/11(*)


Uma cruz de madeira assinalou o destino das relações entre João Paulo II e o regime comunista russo que se instalara na Polônia após o fim da Segunda Guerra Mundial. Reconhecido até mesmo por Mikhail Gorbachev como peça-chave para a queda da Cortina de Ferro, o Papa, que será beatificado no próximo domingo, comprou uma briga doméstica antes de pensar em mudar o mundo.


Em 1949, o regime soviético iniciou a construção de uma nova cidade a leste de Cracóvia, onde Wojtyla iniciou sua carreira religiosa. O local se chamaria Nowa Huta ("nova fábrica de ferro") por conta da concomitante construção de uma usina. Concebida para ser a cidade socialista ideal, Nowa Huta era ateísta por definição - varada por imensas avenidas e blocos monolíticos de apartamentos ao estilo do Realismo Socialista sem prever qualquer espaço para a construção de igrejas.


   Genocídio dos Ucranianos pelos Comunistas

Os russos calcularam mal a força da religião na Polônia, país onde 90% da população se declara católica. Durante anos, católicos liderados pelo então bispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, entraram com requisições junto ao governo para levantar uma cruz em alguma das praças do mastodonte urbano que abriga ainda hoje 20 mil pessoas.

A permissão foi dada a Wojtyla em 1956, e a cruz, de madeira, logo construída. Apenas dois anos depois, o regime decidiu fazer uma escola no local designado aos fiéis. Em poucos dias, centenas de manifestantes foram às ruas de Nowa Huta para defender a cruz. Enfrentanto violentos conflitos, a polícia decidiu fechar a cidade: colunas de caminhões militares, carros armados, canhões e metralhadoras foram posicionados nas entradas das ruas de acesso.

"A única linha de comunicação entre as duas cidades eram os motoristas de táxi, que avisaram a população de Cracóvia que a revolução tinha começado em Nowa Huta", conta Wita Szybalski, 56 anos, taxista de Cracóvia que viveu em Huta após a queda do regime. A guerra pela cruz atingiu o pico em abril de 1960 quando quatro mil pessoas saíram às ruas e enfrentaram canhões d´água, bombas de gás e cães da polícia do regime. O número de mortos - em estimativa imprecisa feita à época - é de 800.

Contra as bombas, venceu a cruz, que ficou onde estava até 1970, quando atingiu estado avançado de degradação. Vigiada dia e noite por soldados do exército, ela não poderia ser substituída. Afinal, o bispo Wojtyla e seus seguidores havia pedido para construir 'aquela' cruz. "Todo mundo sabia que o regime queria deixar a cruz apodrecer e cair. Não deixavam ninguém chegar perto para reparar ou trocar a madeira", lembra Szybalski.

A engenharia da fé abriu mais uma rodada no xadrez de forças: uma nova cruz foi construída secretamente e, no dia 1º de maio, quando todos os oficiais do regime estavam longe de seus postos de guarda festejando o Dia do Trabalhador, foi fincada no lugar da antiga. Hoje, uma placa lembra a luta de Karol Wojtila pela monumento: "A João Paulo II, o defensor da cruz, a gratidão do povo de Nowa Huta".

(*) Leandro Demori - Especial para o Terra.com - direto de Nowa Huta - Cracóvia.
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Fragmentos de Entrevista de Dom Mariusz Frukacz, redator do semanário Niedziela ao pt.zenit.org em 11/02/2011


ZENIT: É verdade que os russos não invadiram a Polônia porque Wojtyla era o Papa?

Pe. Frukacz: Esta pergunta não tem uma resposta simples. Ainda não conhecemos todos os documentos do regime comunista, e pouco se sabe do período em que o general Wojciech Jaruzelski instaurou o estado de guerra, em que foram suspensos os direitos civis, em que os ativistas do Solidarność foram presos. Eu acho que alguns historiadores têm razão quando escrevem que os russos não invadiram a Polônia porque não queriam repetir a situação de 1968, quando invadiram a Tchecoslováquia. O general Wojciech Jaruzelski afirma que no dia 13 de dezembro de 1981 teve que instaurar o estado de guerra na Polônia porque, se não, os russos teriam invadido o país. Hoje sabemos que Jaruzelski não falou a verdade. Do ponto de vista de alguns documentos e com base em testemunhos, os historiadores da Polônia sustentam que o regime comunista, em especial Leonid Brezniev, o primeiro-secretário do partido comunista da União Soviética, queria que o general Jaruzelski e o regime comunista na Polônia resolvessem o problema do Solidarność com suas próprias forças. Sabemos também que, durante o estado de guerra na Polônia, João Paulo II mantinha estreitos contatos diplomáticos com o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, e que escreveu a Leonid Breżniev para convencê-lo a não invadir a Polônia. Apesar disso, não podemos dizer com suficiente certeza que os russos não invadiram a Polônia porque o Card. Wojtyla era Papa.

ZENIT: O nazismo, primeiro, e o comunismo, depois, tentaram arrancar as raízes cristãs e apagar a fé católica do povo polonês. Por que não conseguiram? 

Pe. Frukacz: É verdade que o nazismo e o comunismo tentaram arrancar as raízes cristãs e apagar a fé católica do povo polonês. E não conseguiram. Penso que o recurso decisivo que salvou a fé católica foram as famílias polonesas, que respeitaram e transmitiram aos filhos o patrimônio espiritual das gerações precedentes. Nas famílias cristãs polonesas, durante o regime nazista e depois no comunista, era vivo e forte o vínculo da fé com a cultura cristã e a cultura nacional. Para o povo polaco, a fé tem a sua importância também na vida social. Não é uma coisa privada. A fé tem uma dimensão social e nacional. Para os polacos, a fé é vinculada ao patriotismo verdadeiro, que é amor por Deus e pela Pátria.

Acho também que um grande papel para manter fortes as raízes cristãs na sociedade polaca foi desempenhado pelos movimentos e associações cristãs, como o Movimento Luz e Vida, do Servo de Deus Franciszek Blachnicki. Também teve muita importância o Clube da Inteligência Católica, a pastoral acadêmica e as semanas da cultura cristã, quando os artistas apresentavam e transmitiam nas igrejas a cultura e a literatura nacional para os fiéis.

Outro papel-chave foi do Card. Stefan Wyszyński, Primaz do Milênio. Foi ele que organizou os “Votos de Jasna Góra” em 1956, a novena pelos mil anos do cristianismo na Polônia (1957-1966). O Card. Wyszyński aprofundou e difundiu a “Teologia da Nação” para reforçar a identidade católica dos poloneses. João Paulo II também testemunhou a relevância e a grandeza da figura de Wyszyński quando disse: “Não teria havido um Pontífice polaco no trono de Pedro se não fosse pela fé do Card. Wyszyński”.



sexta-feira, outubro 13, 2017

Roubando o gênero de um bebê



por Jim Goad.






Uma criança canadense que nasceu em novembro é considerada a primeira pessoa no mundo que teve uma identidade emitida pelo governo sem uma designação de gênero.

Previsão: Esta criança irá crescer com problemas emocionais graves e talvez incuráveis.

A mãe do bebê, Kori Doty, é uma mina que pensa que é um cara.

A NBC News refere-se a Kori como “uma pessoa transgênero não binária que não aceita pronomes masculinos ou femininos”, o que prova apenas que a NBC News é parte do problema.

Para deixar tudo mais complexo, Kori refere-se a si própria como “uma pessoa trans não-binária genderqueer” que mora na “Colômbia Britânica no Canadá ocupado”. Ávida por holofotes, ela alega que “lutou contra distúrbios metais, explorou mudanças de gênero, explorou fertilidade + gravidez, conviveu com um transtorno do tecido conjuntivo e buscou tratamento de diversas formas”.


Em uma nota à imprensa em seu website, Kori defende sua decisão de não designar um gênero ao bebê, que atualmente se chama Searyl Atli Doty:

Não designei um gênero ao meu filho. Cabe a Searyl decidir como se identificar, quando tiver idade suficiente para desenvolver sua própria identidade de gênero. Não irei impedir suas escolhas baseada em uma designação arbitrária de gênero no nascimento baseada em uma inspeção de suas genitálias.


Ahh, dá um tempo mulher barbada. Será que essa garota retardada ao menos sabe o que a palavra “arbitrária” significa? Ninguém “designa gênero” ao bel-prazer – eles apenas checam se o bebê possui um pênis ou uma vagina e reconhecem que o gênero do bebê já foi designado – pela natureza, não pela sociedade. É e sempre foi assim em todo o reino animal, até que doentes mentais da extrema esquerda apareceram negando as puras realidades do dimorfismo sexual.


O sistema de saúde da Colômbia Britânica cooperou totalmente com as desilusões de Kori e emitiu uma identidade para o bebê designando o sexo como “D”, que assumo que signifique “desconhecido”, “não determinado” ou talvez somente “desagradável”.


E para deixar tudo ainda mais bizarro, a advogada de Doty é uma mulher chamada barbara findlay que exige que seu nome seja grafado sem letras maiúsculas, mas só para ser passivo-agressivo, vou grafar “Barbara Findlay”. A senhorita Barbara Findlay novamente evoca o fantasma da inspeção genital do recém-nascido praticamente como se fosse um estupro da criança:

A designação do sexo nesta cultura é feito quando um médico levanta as pernas do bebê e olha para suas genitálias. Mas sabemos que a própria identidade de gênero do bebê não estará desenvolvida por alguns anos após seu nascimento.



Por sorte, esta arbitrária e até estapafúrdia “designação de sexo” apenas acaba por corresponder a eventual “identidade de gênero” de 199 de cada 200 casos. E poderíamos usar um argumento mais convincente que ao invés de estar “preso no corpo errado”, estes poucos infelizes estão “dominados por um cérebro que diz a eles que eles são algo que eles não são”.


A Gender-Free I.D. Coalition do Canadá comemorou a carteira de identidade sem gênero de Searyl Atli Doty. De um universo paralelo onde a verdade é mentira e encima é embaixo, esta instituição insiste que quando o estado anota o gênero de um bebê em uma carteira de identidade, “está certificando como verdade algo que não se pode saber se é verdade”. O website desta instituição vomita esta pérola de sandice contrafactual:

PELO FIM DA DESIGNAÇÃO ESTATAL DE GÊNERO! O Estado não deve se meter nas roupas íntimas da nação.



Se eles acreditassem mesmo que por um segundo nisso, eles não estariam constantemente fazendo petições para que o sistema público de saúde financiasse bloqueadores de puberdade e injeções de hormônio e cirurgias radicais de reconstrução genital. Eles não estariam exigindo que pagadores de impostos se rendessem humilhados para a noção patentemente falsa de que para se tornarem “quem elas realmente são”, algumas pessoas com distrofia de gênero precisam cortar e serrar e costurar e injetar e se mutilar até que não reste qualquer semelhança com o corpo que a natureza originalmente deu a elas. Se eles estivessem mesmo que remotamente conectados com a realidade, eles iriam admitir que a frase “o gênero que foram designadas no nascimento” é uma maneira intrincada e desonesta de dizer “o gênero delas”.


Ainda mais sinistro, mês passado a província de Ontário aprovou uma lei que efetivamente tornaria criminosos pais que não aprovassem a escolha de “identidade de gênero” de seus filhos, rotulando isso como “abuso infantil”, arriscandoperder totalmente a custódia.


Aos oito meses de idade, o bebezinho Doty é o caso mais jovem que já ouvi falar de pais tentando arrastar suas crias para este buraco ideológico de indeterminação de gênero. Mas já vinham treinando com cada vez mais jovens. Em 2015, uma mãe britânica declarou que seu filho de três anos era na verdade uma menina depois que ela supostamente o encontrou tentando cortar seu pênis fora. Na Austrália ano passado, foi confirmado que uma criança de quatro anos tinha iniciado uma “mudança de gênero”. Ano passado em Londres, uma menina de nove anos que tinha decidido que ela era na verdade um menino chamado Jason começou a receber injeções de bloqueadores de hormônio para evitar que construções sociais incômodas como seios femininos aparecessem.


Então de repente temos a nova moda de “homens” dando a luz. Esta é a emocionante (deprimente?) história de um “homem britânico” que de alguma maneira nasceu mulher e manteve a capacidade de gerar um bebê em seu útero. Ano passado a revista TIME apresentou uma história com uma foto absolutamente nojenta (estou avisando!) e um título que incluía a frase “A gravidez do meu irmão”. No verão passado o The Guardian publicou um artigo intitulado “Amamentando como um pai trans”. Em janeiro, a National Geographic – que hoje em dia não passa de um veículo do Marxismo Cultural – dedicou uma edição inteira a “Revolução de Gênero”.


Seria isso uma revolução, ou apenas revoltante?


A rendição incondicional da mídia mainstream ao moderno Delírio de Gênero constitui a maior renúncia dos padrões jornalísticos que eu já vi em toda a minha vida, e isso não é qualquer coisa. Praticamente toda a mídia engole esta louca retórica de negação de gênero e obedientemente se refere a homens como mulheres e a mulheres como homens, e a meninos que podem vir a ser meninas e meninas que podem vir a ser meninos. Não existe essa coisa de “transfobia”, mas parece que incomodamente grande parte do público está totalmente aterrorizada com esta realidade.


O que é ainda mais deprimente para quem já está deprimido com a condição humana é como muitas pessoas aderem voluntariamente a esta insanidade. Há apenas dez anos, praticamente ninguém fora um insignificante punhado de “teóricos GLS” acreditava nesta imbecilidade. Quando eu era criança, o caso da cirurgia de mudança de sexo de Christine Jorgensen foi considerado a abominação mais chocante da história da humanidade – muito mais chocante até do que estupro ou assassinato.


Mas hoje, apesar da astronômica porcentagem de suicídios de pessoas com distrofia de gênero e dos custos de saúde estratosféricos que vão incidir se médicos continuarem a incentivar a desordem ao invés de trata-la, somos condicionados, sob pena de ostracismo social perpétuo, a fingir que tudo isso é saudável e bom, e que qualquer um que pense o contrário é na verdade o “doente”.


Sim, eu entendo que para alguém abraçar as mentiras igualitárias esquerdistas, deve ser sistematicamente exposto a uma incansável propaganda. Mas com essa coisa toda de “trans”, acho que talvez estejam passando dos limites.


A sociedade ainda é sã o bastante para perceber que não é saudável uma mulher anoréxica achar que ela é obesa, para uma pessoa branca achar que ela é negra, e para alguém com desordem de identidade da integridade do corpo possuir uma necessidade constante de cortar um de seus membros fora. Mas somos obrigados a achar que não é apenas saudável um homem achar que ele é uma mulher – e agora para um menino achar que ele é uma menina – é também virtuoso.


As vezes eu acho que os poderosos estão ferrando com a gente só para verem quanta insanidade nós vamos aceitar.


Tradução de Fernando Chiocca
Artigo original aqui
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quinta-feira, outubro 12, 2017

Os pais são soberanos na criação dos filhos?


por Sergio de Mello(*).



Já sabemos que o estado não tem e não deve ter voz nem vez na criação dos filhos, estando esse encargo por conta dos pais, da família em si. Os filhos não podem ser doutrinados, politizados, aculturados, pelo estado ou por quem faz as suas vezes. O máximo que se pode sugerir à mente dos infantes é uma miríade de ideias, mas sem confusão mental, dentro daquilo que a Constituição Federal permitiu no art. 206, III. Em vista disso, pergunto se essa obrigação deve respeitar algo acima da vontade paterna.

O que ocorreu com o episódio que envolveu Dona Regina, em que uma senhorinha taxada de conservadora e retrógrada (isso não foi falado, mas visto na cara daqueles dois apresentadores contrariados), clama a que se analise ao menos um pouco do que a legislação traz como encargo paterno para a formação e desenvolvimento de uma criança. Isso para não se permitir, também, que pais liberais e moderninhos se sintam à vontade para ferir a dignidade da criança, no caso, de seus próprios filhos.

A questão que se coloca é saber se só os pais é que podem decidir pelo bem-estar moral e psíquico dos filhos, dando-lhes a educação que parecer a mais adequada, e se esse possível direito dos pais é ou não ilimitado. Os filhos ficam sempre à mercê dos pais?

O que ficou mais ou menos consente nesse episódio no MAM ou no Queermuseu é que se houver consentimento dos pais o filho menor pode frequentar e assistir ou ver peças artísticas. O Ministério Público do Rio Grande do Sul até emitiu nota técnica explicando como casos como esses devem ser tratados, informando que basta o consentimento dos pais para a freqüência dos filhos em estabelecimentos de diversão e artísticos.

Mas não é bem assim. Se fosse assim, os filhos menores não teriam proteção alguma contra pais tiranos e abusivos. Muito pelo contrário. A legislação prevê proteção dos filhos contra arbitrariedades sociais e também por parte dos pais. É certo que os pais devem zelar pelo direito dos filhos de serem criados na condição de pessoa em desenvolvimento. Muito mais correto ainda a afirmar é que esse direito é dos filhos e cabe ação para respeitá-los em caso de transgressão, mesmo contra os próprios pais.

Uma coisa é certa: o estado jamais deve intervir na criação dos filhos, na criação moral e cultural deles (art. 227 da Constituição Federal). Os pais decidem, mas esse direito comporta, como não poderia deixar de ser, limitações e restrições na constituição federal e nas leis, principalmente no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O artigo 98 do ECA assim está escrito: “Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; II – por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável; III – em razão de sua conduta.”.

Na legislação, vemos interferência do Estado e dos pais para o bem-estar dos filhos. A idade núbil é o limite mínimo para o casamento (e, consequentemente, para o sexo conjugal!). Por outro lado, atingida a referida idade, o consentimento dos pais ainda é necessário. Assim, com menos de 16 anos de idade, via de regra, não é permitido o casamento (art. 1.517 do CC).

O crime de estupro de vulnerável está previsto no art. 217-A do CP com o seguinte texto: “Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.”. Isso significa que ter conjunção carnal ou praticar outro ato de menor sexualidade com menor de 14 anos de idade, mesmo com o consentimento dele, é crime. E crime hediondo (Lei n. 8.072, de 1990).

No dia a dia chegam casos curiosos e que não deixam de ser criminosos. O sujeito maior de 18 anos que mantém relacionamento com menor de 14 anos de idade (geralmente entre 12 e 14 anos), com ela convivendo em união estável e, como não poderia deixar de ser, tendo sexo com ela, com o consentimento dos pais, é crime. Enquadra-se no art. 217-A acima referido. O Superior Tribunal de Justiça assim decidiu. E essa decisão se mantém mesmo que a moça seja mais experiente ainda do que o próprio rapaz.

Dona Regina ficou conhecida como a mais atuante da direita brasileira, conservadora de primeira. Isso na mente da esquerda e seus tentáculos imorais e criminosos, que acham ser normal e natural uma criança de pequena idade, um ser que ainda não sabe, nem tem capacidade mental, para discernir entre o bem e o mal, entre coisas de adultos. A elite intelectual, que de intelectual não tem absolutamente nada; a elite pensante, que de pensante só tem naquilo que lhes interessa pessoalmente, intenta implementar na cultura dos infantes cenas ou atos que chegam a se configurar pedofilia. Pior de tudo ainda, com a cara de pau de dizer que não é crime e que é arte. Ou seja, sob a alegação de um mero exercício regular de direito. Esse direito: a liberdade artística ou intelectual.

No caso de espetáculos públicos, diz o ECA que o estado classifica as apresentações, os responsáveis pelas diversões ficam obrigados a expor de maneira visível essa classificação e os pais são obrigados a verificar o que é adequado ou inadequado (art. 74 do ECA). As crianças menores de 10 anos somente poderão ingressar e permanecer no local com a presença dos pais (art. 75 do ECA).

Liberdade artística, intelectual, e de expressão tem previsão constitucional. É um direito fundamental cujo obrigado é o estado, que tem que respeitar esse direito. No entanto, como todo direito, ele não é absoluto, comportando limites para o seu exercício. Um desses limites é a dignidade da pessoa humana. No caso, dignidade das crianças, que se escora em preceitos legais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, sobretudo que se trata de pessoa ainda em desenvolvimento.

A criança tem que ser tratada como qualquer ser humano, com seus direitos respeitados, na condição de pessoa em desenvolvimento. Os seus representantes legais, normalmente os pais, são os únicos que podem exercer os seus direitos. Isso porque a criança, para o direito, não tem vontade própria e apta a manifestar qualquer ato por si. Os pais têm esse direito, que é também um dever. Em caso de omissão dos pais, os filhos podem buscar esse direito violado.

Será que vale tudo com fundamento no “amor” que os pais dizem estar dando aos filhos?

Por fim, um pulga atrás da orelha que ficou: gostaria de saber se a elite global, dos iluminados, teria o despudor de deixar seus filhos, seus netos, na presença daquele homem nu. A resposta acredito ser negativa. Ora, esses pensadores iluminados, superiores, não tem preocupação alguma com os filhos dos outros. Eles querem apenas alimentar o projeto progressista e global de criação de um novo homem à base da eliminação de qualquer resistência cultural que, para eles, é a pedra no caminho. Os destinatários são os filhos dos outros, não os deles, que podem assistir a qualquer evento “cultural” com homem nu e até tocar-lhe as partes pudendas. Os deles não! Os deles são intocáveis. Ninguém mexe com os filhos deles. É pura hipocrisia.

(*)Sergio de Mello é Defensor Público no Estado de Santa Catarina


quarta-feira, outubro 11, 2017

Arte Anti Cristã.




por Tom Martins (*). 




Arte anti-cristã: o ‘underground’ mais paparicado do mundo.


Apesar do discurso de contestação, o apelo da "arte" anti-cristã no Brasil é obra de uma elite mimada, que controla o povo de cima.
Uma nova onda de ataques ao Catolicismo (e ao Cristianismo como um todo) tomou fôlego recentemente com a famigerada exposição “Queermuseu”, em Porto Alegre, apoiada pelo banco Santander. As obras blasfemas e insultuosas representando a Mãe Santíssima de Cristo segurando um macaco, palavras de baixo calão escritas em hóstias, o próprio Cristo desfigurado e deturpado numa caricatura de uma entidade pagã, entre outras representações de pedofilia e bestialismo, causaram repulsa imediata na sociedade e o banco multinacional que apoiou a mostra optou por suspendê-la.


A partir de então, a elite cultural e midiática, de maneira organizada, recrudesceu os ataques à Igreja Católica, seja nas redações dos jornais, na organização de grupos de pressão ou no fomento de outras mostras igualmente agressivas e blasfemas.

No presente momento, uma outra exposição vem sendo celebrada por todos os grandes jornais e pela elite cultural e universitária. Trata-se da exposição “Faça você mesmo a sua Capela Sistina”, uma coletânea de desenhos de um “artista” chamado Pedro Moraleida.


A exposição ocorre na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, em Belo Horizonte, mantida pela Fundação Clóvis Salgado, uma instituição do governo de Minas Gerais, com patrocínio da Unimed-BH, da estatal CEMIG, da Rede Minas de Televisão (outra estatal), da Rede Globo – Minas, da rádio Inconfidência, jornal O Tempo, Vivo, Rádio Alvorada, além, é claro, do Ministério da Cultura e todas as leis de fomento estaduais e federais.


Caetano Veloso visitou a exposição com grande alarde, dando entrevistas a todos os veículos midiáticos a respeito do grupo criado por Paula Lavigne e contra uma alegada censura – que, de fato, é inexistente.

Mas quem é o tal artista revolucionário, polêmico e underground que, curiosamente, conta com o apoio de todo o establishment cultural, midiático, acadêmico e governamental?

Pedro Moraleida foi um jovem problemático, doente mental e viciado que se suicidou aos 22 anos. Seus rabiscos são agressivos, completamente desprovidos de técnica, imorais e denotam uma psicopatia latente de uma alma doente e atormentada.

Claro que há muitos artistas loucos, viciados, problemáticos e suicidas. A diferença é que são talentosos. Moraleida não tem qualquer talento, senão o de agredir e blasfemar. Um gorila faria rabiscos melhores. O caderno de qualquer garoto de quinta série tem arte melhor do que o acervo de Moreleida.

É curioso como um moleque problemático, viciado e sem talento seja alçado à condição de gênio das artes. De fato, a única razão para festejarem alguém como o tal Pedro Moraleida é que seus rabiscos estão de acordo com a agenda anti-cristã atual. Não deixa de ser emblemático que uma alma diabólica, atormentada, feia, escura e violenta represente a elite cultural da atualidade. Faz todo o sentido, assim com faz sentido Paulo Freire ser o patrono da educação brasileira, uma das piores do mundo.

A filosofia anti-cristã – e, conseqüentemente, a arte) é tão antiga quanto o próprio Anticristo. Tampouco a iconoclastia é algo novo; sua origem remonta ao séc. VIII, tendo surgido ondas iconoclastas também no séc. XVI e no séc. XX, na URSS e na Alemanha nacional-socialista. As raízes do pensamento anti-cristão moderno estão intimamente ligadas ao Iluminismo, culminando na Revolução Francesa, sendo, em seguida, incorporado ao materialismo marxista no séc. XIX e aplicado na prática no século seguinte.

O relativismo moral de base marxista do séc. XXI colocou a filosofia cristã em pé de igualdade com as seitas pagãs ou hereges, incluindo aí o satanismo, então surgem fenômenos como a Igreja de Satã, fundada por Anton La Vey na Califórnia, em 1966.

Paralelamente a isso, a Revolução Islâmica no Irã, em 1979, influencia o Oriente Médio com sua pesada carga ideológica anti-cristã e iconoclasta.

No Brasil, na área das artes visuais, Moraleida foi o percussor da arte anti-cristã, que teve como sucessores Raissa Senra Vitral e Gilson Rodrigues Silva Junior, os dois criminosos amigos de Dilma Rousseff que introduziram crucifixos e imagens sagradas nos ânus durante a visita do Papa Francisco ao Rio.


Moraleida blasfema e projeta nos demais artistas seus próprios tormentos espirituais em seu manifesto, falando sobre as “maravilhas da humanidade” que, segundo ele, perseguiam os artistas:


“A baixa auto-estima, os delírios persecutórios, as manias obsessivas, o desprezo pela vida, o pânico dos semelhantes, a incapacidade de discernimento, as mudanças bruscas de temperamento, as disfunções sexuais, a incapacidade de comunicação, a tendência ao vício, o abismo do desespero, o desânimo para qualquer coisa, o isolamento social e tantos outros presentes divinos.” 

Outro artista anti-cristão paparicado pelo establishment é Antônio Obá. É de sua autoria as hóstias com inscrições profanas expostas no “Queermuseu”. É dele também a performance na qual ele fica nu enquanto rala uma imagem de Nossa Senhora.




O que todos estes personagens têm em comum? As agressões gratuitas e violentas, a blasfêmia, a feiúra, a provocação ultrajante, a falta de talento e o irrestrito apoio dos governos, dos grandes bancos, da Rede Globo, da elite cultural e acadêmica.

Na novilíngua da militância esquerdista, o underground tornou-se sinônimo daquilo que é mais inserido e paparicado pelo poderoso establishment midiático, econômico e governamental. A estética anti-cristã é parte de uma guerra que o governo, as instituições financeiras e a mídia travam contra o povo, usando o dinheiro roubado do povo para afrontar suas crenças e tradições.

O que é verdadeiramente underground é a resistência cristã. O outsider, hoje em dia, é o pai que leva a família à Missa aos domingos. Para verificar isso, basta observar a reação violenta e organizada da Rede Globo, da elite cultural, dos universitários, dos grandes bancos e governos contra os cidadãos comuns que indignaram-se ao ver crianças sendo abusadas e suas crenças vilipendiadas em nome da arte e da liberdade. Liberdade esta que só é válida quando interessa a essa mesma elite.

Paula Lavigne não se preocupou com a liberdade quando fez lobby contra a publicação de biografias não autorizadas. A herdeira do Itaú não se preocupou com a liberdade quando destinou milhões de dólares ao Instituto Alana, que censura publicidade de produtos infantis. Todos esses artistas lacradores calaram-se quando um tal “Instituto de Advocacia Racial” e um cidadão de nome Antônio Gomes Neto tentaram abolir as obras de Monteiro Lobato das escolas. Também não falam em liberdade quando há blackface numa peça de teatro. Desejam censurar o comediante Danilo Gentili por discordância ideológica. Também não quiseram saber de liberdade quando tentaram impedir a exibição do filme “O Jardim das Aflições”.

A campanha virulenta orquestrada pela Rede Globo, pelos grandes bancos e governos contra o povo brasileiro não é para convencer ninguém, é uma demonstração de força. Eles querem mostrar quem manda.

Renunciar a toda influência desses grupos é dever de todo cidadão de boa vontade. Boicotar artistas, anunciantes e veículos midiáticos para que não exerçam influência sobre nós ou sobre nossos filhos é urgente.

O Diabo tem o poder que oferecemos a ele. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. Não é à toa que eles destróem imagens de Nossa Senhora, enfiam crucifixos no ânus, riscam ofensas em hóstias, pintam Cristo, o Filho Redentor do mundo, como uma caricatura vil. Satã odeia a pureza, por isso levam crianças a tocar em homens nus e, desta forma, perderem a ingenuidade.

Quem é cristão não deve freqüentar espetáculos de artistas que estão contra o povo a serviço da elite satânica, consumir produtos de anunciantes ligados a esses veículos midiáticos nem permitir que seus filhos sejam levados a esse tipo de exposição nefasta.

Convenhamos, ficar sem assistir ao programa lixo da Fátima Bernardes e sem ver o lixo produzido por trastes imorais como Antônio Obá, Pedro Moraleida e Raissa Vitral não é tanto sacrifício assim.


“Crux Sacra Sihi mihi lux; non draco sihi mihi dux; vade retro satana!; nunquan suad mihi vana; sunt mala quae libas; ipse venena bibas” 

“A Cruz sagrada seja a minha Luz. Não seja o Dragão meu guia. Retira-te Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo do teu veneno!” 

(*) Tom Martins é maestro e compositor