quarta-feira, dezembro 13, 2017

A verdadeira resposta palestina ao discurso de Trump sobre Jerusalém





Relato de um árabe islâmico:
por Bassam Tawil (*).



Não mais do que três horas depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, telefonou ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, para informá-lo sobre sua intenção de transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, um sem-número de fotojornalistas palestinos receberam um telefonema de Belém.

Os telefonemas vieram de “ativistas” palestinos, convidando os fotógrafos a irem à cidade para documentar um “acontecimento importante”. Quando os fotógrafos chegaram, descobriram que o “acontecimento importante” nada mais era do que meia dúzia de gatos pingados de “ativistas” palestinos que se dispuseram a queimar posters de Trump na frente das câmeras.

Os “ativistas” aguardaram pacientemente enquanto os fotojornalistas e cinegrafistas montavam seus equipamentos para registrarem o “acontecimento importante”. Logo, a mídia já estava toda alvoroçada com relatos sobre “manifestantes palestinos furiosos tomando as ruas para protestar” contra a intenção de Trump de transferir a embaixada para Jerusalém e o reconhecimento da cidade como a capital de Israel. As filmagens da meia dúzia de gatos pingados palestinos(Veja logo abaixo) queimando as fotos de Trump foram feitas de tal forma para que parecesse que faziam parte de um gigantesco protesto avassalando as comunidades palestinas.


Percebe-se que são sempre os mesmos integrantes.
Nota do Blogando Francamente: As manchetes pelo mundo não condizem com as imagens acima: 
  • Centenas de pessoas manifestaram-se na Cidade de Gaza contra a anunciada intenção do presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e queimaram fotos de Donald Trump e bandeiras dos Estados Unidos.(Jn.pt)
 - Algumas matérias apresentam as fotos bem próximas para que não se tenha uma ideia do numero de manifestantes:
  • Decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel motiva protestos em vários países (G1.globo.com)

A cena mostra mais um caso do conluio entre os palestinos e os meios de comunicação, cujos representantes estão sempre ávidos em servir de porta-vozes da máquina de propaganda palestina e proporcionar uma plataforma aberta para transmitir ameaças dos palestinos contra Israel e os EUA.

Se os fotógrafos e os cinegrafistas não tivessem aparecido para registrar a “espontânea” queima das imagens, os ativistas palestinos teriam sido obrigados a debandarem, com o rabo entre as pernas, de volta para um dos coffee shops de Belém.

Até aqui nada de mais, nada incomum: os ativistas palestinos estão cansados de saber que os repórteres, tanto locais quanto estrangeiros, estão sedentos por sensacionalismo e, o que melhor para sair bem na fita do que pôsteres de Trump em chamas bem no lugar do nascimento de Jesus na véspera de Natal, quando milhares de peregrinos e turistas cristãos estão se dirigindo para a cidade?

Ao maquiar a “cerimônia” da queima de pôsteres como reflexo da fúria generalizada dos palestinos quanto à política de Trump em relação a Jerusalém, a mídia internacional está sendo mais uma vez cúmplice na disseminação da propaganda dos formadores de opinião palestinos. Líderes e porta-vozes palestinos dão tudo de si para criarem a impressão de que a política de Trump no tocante a Jerusalém incendiará a região. Eles também se esforçam ao máximo para mandar a mensagem ao povo americano de que a política de seu presidente põe em perigo suas vidas. Com efeito, a mídia se ofereceu para servir à campanha de intimidação dos palestinos. E a confluência da mídia na farsa da queima de pôsteres em Belém é só o começo.

Agora que os palestinos conseguiram, com a ajuda da mídia, incrustar essas imagens nas mentes de milhões de americanos, eles planejam encenar mais protestos. Objetivo: aterrorizar o povo americano e forçar Trump a rescindir sua decisão sobre o status de Jerusalém. Essa tática de intimidação através da mídia não é nova. Na verdade, ela vem acontecendo há décadas, em grande parte graças à adesão da grande mídia do Ocidente.

A esta altura, jornalistas palestinos e ocidentais já foram convidados a cobrir uma série de protestos programados pelos palestinos para os próximos dias e semanas em resposta à política de Trump. Os jornalistas, incluindo fotógrafos e cameramen, receberam planilhas detalhadas especificando data e hora das manifestações que terão lugar em diferentes regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Aos jornalistas foram prometidas mais cenas de fotos de Trump e da bandeira dos EUA em chamas. Foram até dadas dicas a jornalistas sobre os locais onde os “confrontos” irão ocorrer entre os arruaceiros palestinos e os soldados da Força de Defesa de Israel. Em outras palavras, os jornalistas foram informados exatamente onde deveriam estar para documentar os palestinos atirando pedras contra os soldados, juntamente com a previsão da resposta da FDI.

O engraçado é que, se por alguma razão os cameramen não aparecerem, os “ativistas” também não aparecerão. No mundo palestino, tudo gira em torno da manipulação da mídia e do recrutamento dela em favor da causa palestina. E a causa é sempre atacar Israel e atacar Trump não fica muito atrás.

Sim, os palestinos irão protestar nos próximos dias contra Trump. Sim, eles tomarão as ruas e atirarão pedras contra os soldados da FDI. Sim, eles queimarão imagens de Trump e bandeiras dos Estados Unidos. E sim, eles tentarão perpetrar ataques terroristas contra os israelenses.

“Quando estamos em nossas salas de estar assistindo aos noticiários transmitidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, por que não nos perguntamos: quantos desses ‘eventos’ não são, de fato, paródias da mídia? Por que os jornalistas se deixam levar pela máquina de propaganda palestina que vomita ódio e violência da manhã até à noite? E por que os jornalistas exageram e agravam as ameaças de violência e anarquia dos palestinos?

Primeiro, muitos jornalistas querem agradar seus leitores e editores, oferecendo-lhes histórias que apresentam uma imagem negativa de Israel. Segundo, há também aqueles jornalistas que acreditam que escrever histórias anti-israelenses os ajudarão a ganhar prêmios de diversas organizações autoproclamadas de defesa da moral. Terceiro, muitos jornalistas acreditam que escrever artigos anti-Israel lhes darão acesso aos assim chamados grupos ‘liberais’ e a um clube fechado, exclusivo, teoricamente ‘esclarecido’ que romantiza estar ‘no lado direito da história’. Eles não querem ver que 21 estados muçulmanos procuraram por muitas décadas destruir um único estado judeu, eles acham que se os jornalistas forem ‘liberais’ e ‘de mente aberta’, eles têm que apoiar os ‘coitadinhos’, que eles acreditam serem ‘os palestinos’. Quarto, muitos jornalistas veem o conflito como sendo entre bandidos (supostamente os israelenses) e mocinhos (supostamente os palestinos) e que é dever deles ficarem do lado dos ‘mocinhos’, ainda que os ‘mocinhos’ estejam praticando atos de violência e terrorismo.”

Não faz muito tempo, mais de 300 fiéis muçulmanos foram massacrados por terroristas também muçulmanos enquanto eles oravam em uma mesquita no Sinai, Egito. Essa tragédia provavelmente foi coberta por menos jornalistas do que o episódio orquestrado sobre o poster de Trump em Belém. Houve alguma comoção no mundo árabe e islâmico? Agora se fala sobre “dias de fúria” nos países árabes e muçulmanos em sinal de protesto contra Trump. Por que não houve “dias de fúria” nos países árabes e islâmicos quando mais de 300 fiéis, entre eles muitas crianças, foram massacrados durante as rezas da sexta-feira?

Já está mais do que na hora de certa autoreflexão por parte da mídia: eles realmente querem continuar servindo como porta-vozes dos árabes e muçulmanos que intimidam e aterrorizam o Ocidente?

Os jornalistas mancomunam diligentemente com a Autoridade Palestina e o Hamas para criarem a falsa impressão de que eclodirá a Terceira Guerra Mundial se a embaixada dos EUA for transferida para Jerusalém. Centenas de milhares de muçulmanos e cristãos foram massacrados desde que teve início a “primavera árabe” há mais de seis anos. Eles foram mortos por terroristas muçulmanos e outros árabes. O derramamento de sangue continua até hoje no Iêmen, Líbia, Síria, Iraque e Egito.

Não se deixe enganar: os prometidos “rios de sangue” jorram nesse exato momento. No entanto, é a faca de árabes e muçulmanos que corta a garganta de irmãos árabes e muçulmanos que é a fonte desta torrente vermelha e não uma declaração feita por um presidente dos EUA. Talvez isso possa finalmente ser um evento que vale a pena cobrir pelos itinerantes repórteres da região?



(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: midiasemmascara.org

Chanucá 2017 - Significado





Chanucá 2017. 
A partir do início da noite de terça-feira de 12 de dezembro.
Até o início da noite de quarta-feira de 20 de dezembro.


Chanucá significa, literalmente, "Inauguração". A festa recebeu este nome em comemoração ao fato histórico de que os macabeus "chanu" (descansaram) das batalhas no "cá" (25º dia) de Kislêv.
Duração: 8 dias.

▶Por que comemora-se

Antiocus, rei da Síria, governou a Terra de Israel depois da morte de Alexandre, o Grande. Pressionou os judeus a aceitarem a cultura greco-helenista, proibindo o cumprimento das mitsvot (preceitos) da Torá e forçando a prática da idolatria pagã.

Antiocus foi apoiado por milhares de soldados de seu exército. Em 165 AEC, os Macabeus, corajosos lutadores oriundos de uma família de muita fé, os Chashmonaim, apesar do antagonismo esmagador, saíram vitoriosos de uma batalha travada contra o inimigo.

O Templo Sagrado, violado pelos rituais greco-pagãos, foi novamente purificado e consagrado e a Menorá (candelabro) reacesa com o azeite puro de oliva, descoberto no Templo.

A quantidade encontrada era suficiente para apenas um dia, mas milagrosamente durou 8 dias, até que um novo óleo puro pudesse ser produzido e trazido ao Templo. Em lembrança destes milagres comemoramos Chanucá durante oito dias.


▶Sobre Chanucá

Por Eliyahu Kitov

Os oito dias da Festa de Chanucá começam em 25 de Kislev. As luzes são acesas toda noite durante os oito dias da festa.

Os Sábios (Shabat 21b) perguntaram: 

▶O que é Chanucá? 

Os Rabinos ensinaram: A partir do vigésimo quinto dia de Kislev, são observados oito dias de Chanucá, durante os quais não são feitas eulogias e o jejum não é permitido. Pois quando os gregos entraram no Santuário, profanaram todos os azeites [usados para acender a Menorá]. E quando a Casa Hasmoneana prevaleceu e os derrotou, eles procuraram e encontraram apenas uma ânfora de azeite com o selo do Cohen Gadol – e esta jarra tinha azeite suficiente para queimar um dia. Mas ocorreu um milagre e o azeite ardeu durante oito dias.

No ano seguinte, os Sábios designaram estes oito dias como uma festa, com canções de louvor e agradecimentos. Durante o período do segundo Templo Sagrado, os reis gregos emitiram decretos rigorosos contra Israel, banindo suas práticas religiosas e proibindo-os de estudar Torá e cumprir as mitsvot. Eles roubaram o dinheiro e suas filhas, entraram no Santuário e os atacaram, profanando tudo que era ritualmente puro. Causaram grande angústia a Israel e oprimiram os judeus até que o D'us dos nossos pais teve misericórdia deles e os libertou, salvando-os das mãos de seus inimigos. A Casa Hasmoneana – os Cohanim Guedolim – prevaleceram, matando-os e salvando Israel das mãos deles. E eles nomearam um rei dentre os cohanim, e o reino de Israel foi restaurado por mais de duzentos anos, até a destruição do Segundo Templo Sagrado.

Foi no dia 25 de Kislev que Israel prevaleceu e venceu seus inimigos. Entraram no Santuário e encontraram apenas uma ânfora [de azeite] puro. Continha o suficiente para um dia, mas eles acenderam as luzes da Menorá e durou oito dias, até que prensassem azeitonas para extrair azeite puro (Rambam, Hilchot Chanuca 3).

Os Sábios daquela geração portanto decretaram que esses oito dias, começando em 25 de Kislev, fossem designados dias de júbilo e louvor, e que se acendessem luzes na entrada das casas em cada uma dessas oito noites, para divulgar o milagre. E estes dias são chamados de Chanucá – [inauguração, consagração; pode-se também interpretar a palavra como] chanu [eles descansaram] ca [no vigésimo quinto] – pois no vigésimo quinto dia eles descansaram da batalha contra seus inimigos.

O Talmud declara que os dias foram designados para “prece e agradecimento”.

Cumprimos a obrigação de “louvor” recitando Hallel completo durante Shacharit, as preces matinais em todos os oito dias de Chanucá. A obrigação de “agradecimento” é cumprida recitando-se Al haNissim que é inserido na prece Amida e no Bircat Hamazon, prece de Graças Após as Refeições quando se ingere pão, hamotsi.




© Direitos Autorais, todos os direitos reservados. Se você gostou desse artigo, encorajamos você a distribuí-lo, desde que concorde com a política de copyright de Chabad.org.

terça-feira, dezembro 12, 2017

Contra “gramática machista”




Vereadores proíbem uso do gênero masculino para tratar mulheres.



por Marcelo Farias.

Em mais um projeto de “alta relevância” para os “pagadores e pagadoras” de impostos, a Câmara Municipal de Belo Horizonte – MG aprovou em primeiro turno o Projeto de Lei 159/17 que proíbe o uso apenas de palavras no gênero masculino para tratar homens e mulheres, determinando que “as alusões a cargos, empregos e funções públicas (…) em documentos expedidos por órgãos e entidades da Administração Pública Municipal direta e indireta (…) conterão, obrigatoriamente, referência aos gêneros masculino e feminino, inclusive quando utilizados em número plural”. A medida também determina que “se a norma culta da língua contiver previsão do uso de substantivo comum aos dois gêneros, (…) será obrigatório o emprego de neologismo (…) para formação de novas palavras com o intuito de assegurar a flexão de gênero”.

O projeto foi aprovado no Plenário em primeiro turno, nesta segunda-feira (11), por 38 votos a favor e apenas 1 contrário do vereador Mateus Simões (NOVO).

Segundo a autora do projeto, a feminista Nely Aquino (PMN), “a gramática tradicional (…) termina por promover e disseminar uma situação de inferioridade e subordinação das mulheres (…) dado que a alusão abstrata a cargos, empregos e funções públicas é promovida sempre pelo emprego do gênero masculino, passando-se a impressão de que pessoas do outro sexo (…) constituem verdadeiras anomalias”. Desta forma, quando “abrem-se concursos, a título de ilustração, não para o provimento de cargos de procurador ou procuradora, mas estritamente para o cargo de procurador, é como se apenas homens pudessem postular essa relevante função pública”.

Para a vereadora Nely, “as pessoas se referem ao conjunto sempre no masculino (…) porque é uma construção social histórica ideológica para inviabilizar a mulher”, o que seria corrigido utilizando obrigatoriamente a referência aos gêneros de forma distinta “como procurador/procuradora, professor/professora, advogado/advogada” para combater a “gramática machista”.

De acordo com a própria autora do projeto, em declaração feita durante a votação, o projeto surgiu após ela receber uma mensagem nas redes sociais:




Uma emenda apresentada pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor ao projeto também visa obrigar a flexão de gênero e o uso do “nome social” ao tratar com “travestis e transexuais”. O projeto e sua emenda passarão por nova análise nas Comissões da Câmara dos Vereadores antes de serem apreciados em segundo turno pelo Plenário e irem à sanção do prefeito Alexandre Kalil (PHS).

Fonte: ilisp.org

segunda-feira, dezembro 11, 2017

A vida protegida desde a concepção, ainda





por Leonardo Serafini Penitente e Hélio Angotti Neto(*).





A controvérsia ao redor da PEC 181/15.(Artigo Anterior PEC 181: Você entendeu bem?)

Há um grande burburinho relacionado ao texto da PEC 181 de 2015, que tem por principal objetivo aumentar o tempo de licença maternidade da mãe em casos de bebês prematuros até 240 dias. Qual o grande problema? Disseram que a vida da pessoa humana deve ser protegida desde a concepção.

No inciso III, do artigo 1º, da Constituição Federal de 1988, que trata dos princípios fundamentais, será inserida a frase: “dignidade da pessoa humana desde a concepção”. No artigo 5º, que garante a igualdade de todos perante a lei e a inviolabilidade do direito à vida, haverá a modificação para “a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção”. Como será uma mudança na própria Constituição, norma máxima da República, há um grande receio de que possa invalidar leis menores, que livram de punição o aborto em alguns casos.

Em pânico, já estão dizendo por aí que os patriarcas machistas querem ver as mulheres estupradas tendo seus filhos e que o aborto será criminalizado. Estão dizendo que é uma terrível e abominável onda conservadora, opressora das mulheres e “desempoderadora” (adorei este neologismo) dos direitos femininos reprodutivos – leia-se direitos de matar a prole.

Utilizarei alguns exemplos para demonstrar o pânico que anda correndo por aí, inclusive alimentado por nossa mídia que, é claro, é predominantemente abortista.

Em recente entrevista sobre a Proposta de Emenda Constitucional 181, veiculada pelo Bom Dia Espírito Santo[1], foi entrevistada a professora de Direito e bioeticista Elda Bussinguer, da Sociedade Brasileira de Bioética. O entrevistador logo dispara, meio que afirmando, meio que perguntando, que a proposta de emenda constitucional “muda as regras” em relação ao aborto, dizendo que a inviolabilidade da vida passa a vigorar a partir da concepção e não mais a partir do nascimento. Diz também que, na prática, “vai virar crime qualquer tipo de aborto”.


A vida já é inviolável desde a concepção há tempos na lei. O aborto é crime em todas as situações. Basta notar o que diz aberde da vida, também já é um direito assegurado, mesmo que não seja absoluto – e os casos de flexibilização do mesmo só ocorrem para proteger a própria vida (como na legítima defesa). E a nova redação da famigerada PEC 181 também não afirma ser este direito absoluto, tampouco afirma a extinção das cláusulas de exclusão de punibilidade.

Conforme o artigo 2º, do Código Civil, a “personalidade civil da pessoa começa no nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.”

  • Genival Veloso de França explica:

Por nascituro entende-se aquele que foi concebido e ainda não nasceu. É o ser humano que está por nascer, já concebido no ventre materno.

Toda essa política protecionista em favor do feto humano não tem outro sentido senão a imperiosa necessidade de preservar a mais indeclinável e irrecusável das normas da convivência humana: o respeito pela vida.

O certo é que, tendo ou não personalidade, o feto é uma expectativa de vida, um ser humano em formação.[2]

O Código Penal é bem claro em seu Artigo 128.

Art. 128. Não se pune o aborto praticado por médico:

I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

II – se a gravidez resulta de estupro, e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

Como dissemos, são estas as duas situações de exclusão da pena previstas no Código Penal: a indicação médica e a sentimental.

No caso de perigo à vida materna, considera-se a vida da mãe um fruto já consagrado e de importância fundamental sobre outras vidas. A solução jurídica no confronto dessas duas existências é o sacrifício do bem menor, isto é, do feto que ainda não estabeleceu contatos sociais tão fortes quanto os da mãe e que, em casos mais perigosos, se não for removido, levará à morte de ambos. Sempre lembrando que mesmo nesse caso continuará havendo aborto; ele só não será punido.

Com a aprovação da PEC 181/15 tudo continuará como está. Aborto continuará a ser crime em qualquer hipótese. As circunstâncias de escusas absolutórias (quando há crime, mas não há pena) do art. 128, do Código Penal, continuarão a existir. A única vantagem para nós, como somos a favor da vida, é que agora a coisa ficará mais clara ainda, mais explícita: a vida começa na concepção; desde a concepção já há vida humana e personalidade humana.

Essa explícita valoração da vida que já é contemplada bate frontalmente contra aquilo que os defensores do aborto tentam diuturnamente fazer para alcançar seus intentos: a manipulação semântica e o esquecimento de valores e leis consagradas em nossa sociedade.

Esclarecidos esses pontos iniciais, gostaria de analisar algumas das respostas da professora entrevistada.

Questionada sobre o poder legislativo, responde que “nós somos de uma tradição judaico-cristã, e nosso jurídico mostra que somos ‘vazados’ por essa tradição.”

Ela está certíssima. Toda a concepção de Direitos Humanos, inclusive, está sedimentada justamente por causa de nossa herança judaico-cristã, que enxerga no ser humano a imagem e semelhança de Deus, daí sua dignidade. Continua a professora afirmando que a comissão especial para avaliar a PEC 181 é preenchida por membros da bancada evangélica, altamente conservadora. Segundo ela, não quer dizer que os evangélicos sejam conservadores, mas que a bancada é altamente conservadora.

Verdade seja dita, evangélicos e católicos são, de regra, uma pedra no sapato de nossa elite progressista. São conservadores e carolas, não gostam de ver crianças passando a mão em homens pelados no meio de museus e criticam as maravilhosas instruções dos canais televisivos abertos. São reacionários, porque ainda ficam com aquela conversa mole de família e valores, defendendo “a moral e os bons costumes”, tachados de pequenos burgueses (embora sejam, na sua maioria, mais compatíveis com a idéia de proletários). São a maioria do povo brasileiro e são massivamente contra o aborto, contra eutanásia, contra o suicídio assistido e contra diversos outros projetos sociais da elite esquerdista e/ou globalista.

Não afirmo que a professora Elda seja a favor ou contra todas essas pautas, mas ouso completar o que foi falado por ela dizendo que o povo brasileiro que elegeu essa bancada evangélica tachada de altamente conservadora é, por sua vez, altamente conservador também.[3]

Após uma série de modificações do assunto, chamadas de mutatio controversiae por quem gosta de estudar argumentação, nas quais a professora Elda cita en passant algumas informações de organizações não-governamentais abortistas e repete as concepções de aborto ilegal e inseguro já bem conhecidas pela militância pró-aborto, afirma que a sociedade poderá se manifestar contra esse retrocesso movido pela inadmissível infiltração de um segmento da sociedade nas questões políticas, segmento este que utilizou de manobras inconstitucionais para manipular a PEC 181. Uma acusação gravíssima, sem dúvida.

Contudo, voltemos à realidade dos fatos vividos pelas pessoas reais do Brasil e não somente por nossa elite. Se há alguém infiltrado, é justamente a elite progressista e abortista, barulhenta minoria de nossa população que se julga iluminada e detentora da razão ao ponto de afirmar que os valores da maioria são mero retrocesso, e que a vontade dessa mesma maioria expressa por meio de seus representantes na casa legislativa não passa de uma infiltração movida por um “segmento”.

Se levarmos a sério o projeto da bioética, conforme proposto, em termos democráticos que incentivam a participação efetiva da sociedade contra a imposição de autoridade de uma elite autocrática, teremos que prestar muito mais atenção à vontade de nosso povo contra o aborto, em especial a das mulheres, que superam os homens no quesito “ser contra o aborto”. Esse repúdio ao conservadorismo do povo brasileiro e esse desmerecimento do apego que a maioria guarda à vida humana possui um inconfundível traço elitista, pertencente a uma privilegiada minoria que se julga acima da massa de inferiores indignos de serem levados a sério nas deliberações sociológicas dos “grandes”.

Sim, o povo brasileiro é um segmento incômodo e indesejado, com seus valores retrógrados e cristãos que vazam nosso jurídico e nosso legislativo, para o desespero da nossa Nomenklatura e da nossa Intelligentsia.

Nas palavras do deputado que conduziu a sessão, Evandro Gussi, do Partido Verde, o relatório que antecedeu a aprovação da PEC “é simples, lúcido e atende aquilo que pensa mais de 80% do povo brasileiro, que é o fato de que a vida humana merece ser defendida desde a concepção.” O deputado também afirma que “Para os homens de 1988, era óbvio que a inviolabilidade da vida humana era desde a concepção, por isso não colocaram” explicitamente como agora se propõe.[4] Naquela época também não tínhamos um movimento tão forte e agressivo pró-aborto como temos nos dias de hoje, nos quais as coisas precisam ser ditas de forma mais clara.

  • Jônatas Dias Lima lembra bem ao dizer que

A campanha difamatória dos grupos pró-aborto (contra a PEC 181) é um repeteco do que fizeram com o Estatuto do Nascituro quando o documento obteve suas primeiras vitórias no Congresso. Na ocasião, uma distorção grosseira lhe rendeu o apelido desonesto de “bolsa estupro”. Felizmente, a falácia era frágil, o estatuto continua a tramitar e a expectativa de aprovação é melhor do que nunca.[5]

Mais um exemplo do pânico frente ao conservadorismo explícito do povo brasileiro pode ser visto em outra entrevista reveladora, cedida pela advogada Marina Ganzarolli, uma das fundadoras da Rede Feminista de Juristas.[6]

A advogada afirma ser tudo uma manobra diversionista friamente calculada pelos opressores brancos, machistas, heterossexuais e otras cositas más com o maligno intento de destruir os direitos dos trabalhadores:

É um contexto de escalada conservadora que utiliza os direitos das minorias para tirar o foco das alterações previdenciárias, trabalhistas e todos aqueles retrocessos nos direitos dos trabalhadores que estão sendo efetuados nesse momento. Essa bancada fundamentalista cristã radical, de evangélicos, católicos, boi, Bíblia e bala, se une contra os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. Na minha dissertação de mestrado, olho para as justificativas dos deputados nos projetos de lei apresentados até 2013. O que os nossos deputados mais legislam em relação à mulher é sobre nosso corpo, nossa autonomia sexual e reprodutiva. Eu vejo precisamente [a proposta] como a gente tem nomeado, um Cavalo de Troia. Porque foi algo que foi alterado no caminho, utilizando-se dessa atual conjuntura conservadora. Esse é um padrão recorrente na atividade legislativa desses que são homens, brancos, cis, heterossexuais, com privilégios, e que decidem sobre as nossas vidas.

Há outros detalhes na entrevista que ensejariam longos artigos específicos comentando diversos pontos extremamente controversos, mas que respondo aqui de forma breve. Ei-los:

1 – Aborto é simples, seguro e rápido quando realizado de forma profissional.

Pelo contrário, há diversas complicações mesmo nos casos “legais”. Mesmo nos países onde o aborto foi legalizado, há maior mortalidade entre mulheres que abortaram. É um procedimento invasivo que deixa sequelas físicas e psíquicas muitas vezes graves.

2 – Coloca o aborto como medida eficaz contra o resultado do estupro, inclusive de menores.

Medida eficaz contra o estupro é caçar e punir o bandido que comete esse crime terrível, visando a proteção dos inocentes e indefesos. Focalizar a questão no aborto é medida muito aquém de uma resolução digna, que deveria ser muito mais ressaltada no caráter preventivo incluindo o aumento da segurança pública.

3 – Obrigar a mulher a ter um filho gerado por um estupro – o que acontecerá se a PEC for aprovada – é crime de tortura.

A PEC não obrigará ninguém a ter filhos gerados por estupro, mudando obrigatoriamente o Código Penal. Não se coloca automaticamente e absolutamente uma proteção total da vida humana desde a concepção, apenas se repete um dispositivo para reconhecimento da dignidade inerente à condição humana, afirmado, inclusive, por tratados com força constitucional como o Pacto de San José da Costa Rica (ou Convenção Americana de Direitos Humanos). O próprio fato de haver necessidade de dispositivo para permitir a execução do aborto sem aplicação de pena já denota a concepção de que a vida humana é digna de ser protegida e considerada de forma especial desde a concepção – caso contrário não precisaria haver uma lei punindo o abortamento e permitindo ausência de punição em situações específicas.

4 – A mulher não poderá fazer o aborto nem em caso de risco de vida.

Vale o que foi dito no item anterior. É mentirinha cabeluda. Em verdade, ela nunca pôde, e agora, sendo a PEC aprovada, ficará mais claro ainda que ela não pode. No entanto, se o fizer, sobre ela não recairá a pena. Mas que foi crime, foi!

Voltando à questão do aborto em casos de estupro, cito alguns sábios excertos do professor Genival Veloso de França, uma das maiores autoridades em Direito Médico do Brasil e grande comentarista do Código de Ética Médica.

Essa forma de aborto (sentimental) é difícil de ser justificado sob o ponto de vista jurídico-penal. Seria garantir o direito de atentar contra uma vida sem que haja nenhuma forma justificável de exclusão da criminalidade como legítima defesa da vida, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal ou exercício regular de direito. Se não aceitamos, por tradição e por índole, a pena de morte de um criminoso, por mais cruel e hediondo que seja o crime, como iríamos permitir a morte de um ser inocente?

É difícil justificar, neste tipo de aborto, o estado de necessidade. Fazer um mal para evitar outro maior jamais seria legítimo, pois tirar uma vida, mesmo gerada pela violência, não apagaria o efeito. Seria uma ação contra quem não teve qualquer participação, nem nenhuma culpa. E tenha-se em vista que a vida é o maior bem da natureza.

Assim, o aborto sentimental nos enche de terríveis dúvidas, pois não nos parece de boa lógica que o sacrifício de uma vida possa reparar uma crueldade já praticada. É simplesmente aplicar uma pena de morte a um réu indefeso e sem culpa, que pagará unicamente pelo crime cometido por outrem: triste forma de se fazer justiça; estranha maneira de se reparar um crime.[7]

Em outros trechos de sua obra, o professor Genival também adverte contra a possibilidade de a medicina tornar-se uma profissão de matadores ao invés de ser a nobre vocação daqueles que conservam e respeitam a vida humana: “É difícil conciliar uma medicina que mata com uma medicina que salva”.

Chegando ao fim deste artigo, cabe perguntar por que tanto barulho ao redor dessa portentosa frase: direito à vida desde a concepção?

Que certa elite progressista e iluminada seja tão enfática no uso de expressões e na fina manipulação semântica, parteira de tantos atos de engenharia social e de tantas mudanças deletérias nos rumos da sociedade, não é nenhuma novidade. Bernard Nathanson já deixou claro como o uso de certas expressões foi meticulosamente preparado para facilitar a mudança do panorama jurídico na questão do aborto desde o século passado.[8]

A grande novidade é a importância que o restante da população, anteriormente alheia às iluminadas discussões realizadas no interior das torres de marfim da Academia ocupada pela elite iluminada, passou a dar às expressões geradas pelo politicamente correto. Linguajar este que se tornou alvo de críticas ferozes e do ridículo das massas, cada vez mais conscientes da manipulação semântica e das peripécias jurídicas e intelectuais da elite que crê justamente nas coisas que o povo repudia.

Que a bioética realmente seja o palco de uma discordância inteligente e respeitosa frente aos valores da população brasileira, sem criar espantalhos e sem o arrogante desprezo da fé e da opção política e existencial alheia.

Referências:


[2] FRANÇA, Genival Veloso de. Direito Médico. 13ª Edição. Rio de Janeiro: GEN; Editora Forense, 2016.

[3] Como apontam diversas pesquisas de opinião nos últimos anos. Um exemplo pode ser visto em: http://politica.estadao.com.br/blogs/vox-publica/conservadorismo-na-medida/

[4] LIMA, Jônatas Dias. Estão mentindo para você sobre PEC 181/15: o aborto em caso de estupro não vai mudar. A PEC que inclui “desde a concepção” na Constituição já é alvo de uma nova campanha de difamação por parte de grupos pró-aborto. BLOG DA VIDA. Internet, http://www.semprefamilia.com.br/blog-da-vida/estao-mentindo-para-voce-sobre-pec-18115-o-aborto-em-caso-de-estupro-nao-vai-mudar/

[5] Ibidem.

[6] A entrevista pode ser conferida no Nexo Jornal: LIMA, Juliana Domingos de. O que diz a PEC 181. E qual seu impacto sobre o aborto legal. Expresso – Nexo. 10 de novembro de 2017. Internet, https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/11/10/O-que-diz-a-PEC-181.-E-qual-seu-impacto-sobre-o-aborto-legal

[7] FRANÇA, Genival Veloso de. Op. cit.

[8] NATHANSON, Bernard N. The Hand of God: A Journey from Death to Life by the Abortion Doctor Who Changed His Mind. Washington, DC: Regnery Publishing, Inc., 1996.



(*)Leonardo Serafini Penitente – Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2006), especializado em Direito Público pelo Centro Universitário do Espírito Santo, aperfeiçoamento em Direito Processual Civil pela Universidade Cândido Mendes. Professor na Universidade de Vila Velha (UVV). Ocupou o cargo de coordenador adjunto do curso de Direito da Universidade de Vila Velha. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Filosofia, Sociologia, Teoria do Estado e Ciências Políticas. Ministra aulas, desde 2003, de Filosofia Geral, Filosofia do Direito, Sociologia Geral, Sociologia do Direito, Hermenêutica Jurídica e Direito Penal. Em 2003 inicia suas atividades na advocacia e hoje advoga com ênfase na área criminal.

(*)Hélio Angotti Neto – Professor e Coordenador do Curso de Medicina do UNESC. Médico formado pela UFES com residência em Oftalmologia e Doutorado em Ciências pela USP. Membro de Comitê de Ética em Pesquisa, Diretor da Mirabilia Medicinae (revista internacional especializada em Humanidades Médicas) e criador do Seminário de Filosofia Aplicada à Medicina. Presidente do Capítulo de História da Medicina da Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Diretoria Triênio 2017-2020.

Fonte: midiasemmascara.org

domingo, dezembro 10, 2017

O mito do capitalismo cruel



por Paulo Guedes(*).



Há várias maneiras de evitar os males e riscos atribuídos ao capitalismo, mas o “socialismo do século XXI” é um mergulho no abismo.


O mito do capitalismo cruel foi sempre muito popular. Afinal, sendo o capital tão velho quanto o diabo, são-lhe atribuídos todos os males do mundo. Floresceu entre os negociantes assírios, nos mercados da Babilônia, com navegantes fenícios, comerciantes atenienses, latifundiários e feirantes medievais, industriais e financistas anglo-saxões e agora até mesmo entre ex-comunistas sino-soviéticos. A antipatia é tamanha que a profecia de aprofundamento das desigualdades até seu inevitável colapso acabou tornando Karl Marx, um economista pós-ricardiano menor do século XIX, o mais influente ideólogo do século XX.



O fervor religioso de seus crentes resiste aos fatos. Pouco importa que um apocalipse do regime socialista tenha mergulhado na miséria 3,5 bilhões de eurasianos, que buscam agora, em desespero, sua inclusão nos mercados globais, derrubando salários e aumentando os lucros em todo o mundo. A culpa é sempre do capitalismo.



Pouco importa que os governos impeçam a colossal destruição de riqueza financeira através das operações de salvamento de bancos, em vez de garantirem apenas os pequenos depositantes. “Salvar bancos não era salvar o mundo”, descobre agora o Prêmio Nobel Paul Krugman. A culpa pela concentração de riqueza é do capitalismo, que permitiu a acumulação desigual nos tempos em que houve abusos e excessos, ou dos governos, que impediram grandes perdas patrimoniais nas crises decorrentes? Por que não aliviaram hipotecas de classes de baixa renda e dívidas de estudantes, em vez de garantirem grandes fortunas estacionadas em um sistema financeiro quebrado? Isso pode ser coisa do diabo, de financistas e do governo, mas não é coisa do capitalismo, que também destrói privilégios e riquezas todo tempo e em toda parte. Um economista pós-walrasiano menor contemporâneo acaba de “demonstrar” mais uma vez a perversidade do capitalismo cruel. Poderíamos evitar males como a concentração excessiva de renda e riqueza? Poderíamos reduzir os riscos de uma desestabilização política das democracias liberais? É claro que sim, e de várias maneiras. O único caminho inexorável para o abismo, o verdadeiro beco sem saída lamentavelmente escolhido pelos nossos vizinhos kirchneristas e bolivarianos, é o “socialismo do século XXI”.


(*)Paulo Guedes é economista com Ph.D pela Universidade de Chicago, EUA. É fundador e sócio majoritário do grupo financeiro BR Investimentos e um dos quatro fundadores do Banco Pactual. Assina colunas no jornal “O Globo” e na revista “Época”



Fonte: conservadorismodobrasil.com.br

sábado, dezembro 09, 2017

Existe algum exemplo de sociedade que tenha prosperado com o comunismo?






por Roberto Rachewski(*).




O problema de Cuba não reside apenas no fato de Fidel Castro ter sido um déspota e seu sucessor ser um tirano como ele foi. O problema é que o sistema que ele adotou para o país, o comunismo, precisa de déspotas para se manter até que venha o colapso total, inexorável, daquela sociedade. Assim foi na União Soviética, na China, no Vietnam, no Cambodja, na Coréia do Norte, na Albânia, na Iugoslávia, na Polônia, na Alemanha Oriental e em outros países por onde o comunismo passou, assim é onde ele ainda persiste.

As experiências comunistas que foram adotadas voluntariamente ao longo da história, também não deram certo. Porém, por não haver déspotas impondo a sua manutenção, foram prontamente abandonadas sem que houvesse consequências desastrosas para a população. Há dois exemplos bem conhecidos dessas experiências: a dos Pilgrims, colonizadores puritanos ingleses, que depois de passarem um tempo na Holanda, resolveram migrar para a América, criando na Nova Inglaterra uma comunidade com os princípios do comunismo que quase levou-os a perecerem com a fome e a falta de insumos para enfrentarem o clima adverso. Superaram seus problemas ao abandonarem rapidamente aquele modelo, adotando o livre mercado, introduzindo o princípio da propriedade privada. Princípio esse que tornaria os Estados Unidos a mais rica e poderosa nação da história. Mais recentemente, encontramos o exemplo do Kibutz, experiência comunista voluntária desenvolvida em Israel, que também fracassou fragorosamente como uma tentativa de engenharia social. Os Kibutzim que ainda restam abandonaram a forma utópica e idealista original, que suprimia totalmente a propriedade privada, adotando também práticas capitalistas para se manterem viáveis.

Não há um exemplo na história, de uma sociedade que tenha prosperado ao adotar o comunismo. Todas as que insistiram nesse modelo nefasto de arranjo político-econômico dependeram de um déspota para manter a população sob controle rigoroso para não fugirem da opressão e da fome. Os povos que vivem ainda sob esse experimento cruel e deletério, como em Cuba, na Coreia do Norte e na Venezuela, sofrem com a escassez e a coerção dos seus governos.



Se não acreditam, perguntem aos que defendem esses regimes, mas moram em sociedades livres, por que eles não se mudam para lá? Eu fui a Cuba e vi, quem tem autoestima e deseja uma vida plena, confortável, saudável, feliz e longeva, deve evitar se mudar para lá. A não ser, é claro, que faça parte do círculo perverso de amigos dos donos do poder. Nesse caso, terão à disposição uma população inteira de escravos para lhes propiciar o que há de melhor, obtidos sob o apontar de uma arma.


(*)Roberto Rachewski é Empresário e articulista.

Fonte: Institutoliberal.org.br

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Os discursos de Trump e Netanyahu:Jerusalém Capital de Israel



por Felipe G.Martins(*).




Discurso de Donald Trump, o presidente americano, ao declarar o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e anunciar a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém:

Muito obrigado! Quando cheguei ao governo, prometi que iria encarar os desafios globais com prudência e inventividade. Afinal, não podemos solucionar nossos problemas insistindo nos mesmos pressupostos errados ou nas mesmas estratégias equivocadas do passado.

Velhos desafios demandam novas abordagens; novas maneiras de enfrentá-los. E o anúncio que estou fazendo aqui, hoje, marca o início de uma nova forma de lidar com o conflito entre Israel e os palestinos.

Em 1995, o Congresso aprovou o Jerusalem Embassy Act, determinando que o governo federal realocasse a embaixada americana para Jerusalém e reconhecesse a cidade como capital de Israel. A proposta foi aprovada com amplo apoio bipartidário pelo braço legislativo do nosso governo; e esse apoio foi renovado e reafirmado, há apenas seis meses, com uma aprovação unânime do Senado.

Apesar disso, por mais de 20 anos, todos os presidentes americanos recorreram a medidas derrogatórias, recusando-se a realizar a transferência da embaixada americana para Jerusalém e reconhecer a cidade santa como a capital de Israel.

Os meus antecessores fizeram essa opção por acreditar que o adiamento do reconhecimento de Jerusalém beneficiaria as negociações de paz. Muitos dizem que eles não eram corajosos o suficiente, mas acredito que todos eles tentaram tomar as decisões que julgavam mais adequadas à luz do que compreendiam a respeito da situação no Oriente Médio.

Apesar disso, o histórico foi se estabelecendo. Após duas década de medidas derrogatórias, não houve nenhum avanço rumo à paz duradoura entre Israel e os palestinos. Seria uma insensatez presumir que repetir essa mesma fórmula produziria um resultado melhor e diferente.

Por essa razão, concluí que é chegada a hora de oficialmente reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Embora muitos dos presidentes que me precederam tenham feito essa promessa durante suas campanhas, nenhum deles a cumpriu. Hoje, eu estou cumprindo. Após refletir e analisar o problema, concluí que este é caminho a ser seguido para promover a paz entre Israel e os palestinos, sem desconsiderar os interesses nacionais americanos.

Portanto, este é um passo importante, e há muito esperado, para avançar nas negociações de paz e conseguir um acordo duradouro entre as partes. Israel é uma nação soberana e, como tal, tem o direito de escolher sua própria capital. Reconhecer esse fato é uma condição necessária para a conquista da paz.

Faz 70 anos que os Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Truman, reconheceram o Estado de Israel. Desde então, Israel elegeu como sua capital a cidade de Jerusalém — que foi erguida pelos judeus na Antiguidade.

Hoje, Jerusalém serve como a sede do governo de Israel. É ali que se encontram o Knesset, o parlamento israelense, bem como a Suprema Corte de Israel; é ali também que residem tanto o Primeiro Ministro quanto o Presidente; e a cidade serve ainda como a sede de muitos ministérios governamentais.

Por décadas, os presidentes americanos, assim como os secretários de Estado e nossas lideranças militares, se encontraram com suas contrapartes israelenses em Jerusalém, exatamente como eu fiz no início deste ano.

Vale notar que Jerusalém é não apenas o coração de três grandes religiões, como o coração de uma das democracias mais bem-sucedidas do mundo. Nas últimas sete décadas, os israelenses construíram um país em que judeus, muçulmanos e cristãos, junto com pessoas de todos os credos, são livres para viver pacificamente e praticar suas religiões conforme suas consciências e suas crenças.

Jerusalém é hoje, e precisa continuar a ser, o lugar onde judeus oram de frente para o Muro das Lamentações, onde os muçulmanos cultuam na Mesquita de Al-Aqsa e onde os cristãos percorrem a Via Crucis, o caminho percorrido por Jesus rumo ao Calvário.

Apesar disso, ao longo de todos esses anos, os presidentes americanos se negaram a reconhecer oficialmente a cidade de Jerusalém como a capital de Israel. Na realidade, isso faz com que por muito tempo não reconhecêssemos nenhuma capital israelense.

Hoje, porém, nós finalmente reconheceremos o óbvio: Jerusalém é a capital de Israel. Isso nada mais é do que um reconhecimento da realidade. A coisa certa a se fazer. Algo que tem de ser feito.

É por isso que hoje, em observância ao Jerusalem Embassy Act, estou reivindicando que o Departamento de Estado inicie os preparativos para transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. O processo de contratação de arquitetos, de engenheiros e de outros profissionais necessários começa hoje mesmo, com o intuito de transformar nossa nova embaixada em um magnífico tributo à paz.

Ao fazer este anúncio, também quero deixar algo muito claro: esta decisão não tem, de modo algum, a finalidade de alterar nosso firme comprometimento e nosso ardente desejo de promover um acordo de paz duradouro e permanente. Nós desejamos um acordo que seja bom para os israelenses e que seja bom para os palestinos.

Não estamos nos posicionando sobre nenhuma das questões em disputa, incluindo aquelas que envolvem as fronteiras da soberania israelense em Jerusalém ou a resolução dos territórios disputados. Essas questões devem ser resolvidas exclusivamente pelas partes.

Deste modo, os EUA continuam determinados a facilitar um arco que seja aceitável para ambas as partes. Deixo claro que pretendo fazer tudo o que puder para construir esse acordo.

Sem dúvida, a cidade de Jerusalém continua sendo a questão mais delicada nas negociações e os EUA estão dispostos a apoiar uma solução encontrada e apoiada por ambas as partes.

Por ora, peço a todas as partes envolvidas que mantenham o status quo em todas as áreas sagradas de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo, também conhecido como Haram al-Sharif.

Acima de tudo, nosso maior desejo e nossa maior esperança é a paz, essa aspiração universal da alma humana. Com estas ações, eu reafirmo o compromisso do meu governo com um futuro de paz e segurança para toda a região.

Evidentemente, haverá discordâncias e desencontros concernentes a este anúncio, mas temos a firme confiança de que, em última instância, quando tivermos trabalhado para harmonizar essas discordâncias, chegaremos a uma paz, a uma compreensão e uma cooperação muito maiores do que as que existem hoje.

Essa cidade santa e sagrada deveria estimular o melhor na humanidade, elevando os nossos olhos para aquilo que é possível, deixando de lado todas as disputas antigas que já se esgotaram e se tornaram previsíveis.

A paz nunca está fora do alcance daqueles que a desejam. Assim, hoje, nós pedimos que a calma, a moderação e as vozes da tolerância se sobreponham às vozes dos emissários do ódio. Nossos filhos devem herdar nossa dignidade e nosso amor, mas não os nossos conflitos.

Repito a mesma mensagem que apresentei no histórico e extraordinário encontro que tivemos na Arábia Saudita no início do ano: o Oriente Médio é uma região que possui uma inestimável riqueza histórica, cultural e espiritual; seus povos são brilhantes, dignos e diversificados, vibrantes e fortes, mas o potencial e o futuro promissor da região tem sido freado pelo derramamento de sangue, pela ignorância e pelo terror.

O Vice Presidente Mike Pence visitará o Oriente Médio nos próximos dias, para reafirmar nosso compromisso com os nossos aliados em toda a região e a nossa determinação de eliminar o extremismo que ameaça os sonhos e as esperanças das próximas gerações.

É chegada a hora em que a maioria pacífica se erguerá contra os extremistas e os expulsará de seu meio. É chegado o momento em que as nações civilizadas e todos os seus povos resolvam as discordâncias e os conflitos com debates razoáveis, sem abusar da violência.

É chegado o tempo em que os jovens moderados do Oriente Médio reclamem para si um futuro de paz e de grandes realizações. Que possamos todos nos dedicarmos a um caminho comum de compreensão e respeito. Que possamos repensar antigos pressupostos e abrir os nossos corações e as nossas mentes para novas possibilidades.

Por fim, peço aos líderes políticos e religiosos da região, israelenses e palestinos, judeus, cristãos e muçulmanos que se juntem a nós nessa nobre busca por uma paz duradora.

Muito obrigado. Que Deus os abençoe! Que Deus abençoe os palestinos! Que Deus abençoe o Estado de Israel! E que Deus abençoe os Estados Unidos da América!".



Pronunciamento do Primeiro Ministro israelense Benjamin Netanyahu, em resposta a Donald Trump:

"Este é um dia histórica. Jerusalém é a capital do Estado de Israel há setenta anos. Jerusalém é a capital dos judeus há mais de três mil anos. Foi aqui que nossos templos foram construídos. Foi aqui aqui que os nossos reis governaram. Foi aqui que nossos profetas pregaram.

Jerusalém tem sido o centro de nossas esperanças, dos nossos sonhos, das nossas orações por três milênios. De todos os cantos da terra, nosso povo clamava e anelava retornar para a cidade de Jerusalém, onde poderiam tocar suas pedras douradas e caminhar por suas ruas santas.

É rara a oportunidade de discursar sobre um marco genuinamente novo na história gloriosa dessa cidade. No entanto, o pronunciamento feito hoje pelo Presidente Donald Trump nos apresenta justamente a mais rara das oportunidades.

Estamos profundamente agradecidos ao Presidente pelo ato de bravura e justiça que ele realizou ao reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e anunciar os preparativos para transferir a embaixada americana para cá.



Essa decisão é reflexo do comprometimento do presidente com uma verdade antiga mas perene, além de uma demonstração clara de que ele está disposto a cumprir sua promessa e promover a paz. A decisão do Presidente foi um importante passo rumo à paz, uma vez que não há paz possível sem o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel.

Por isso, convoco todos os países que verdadeiramente buscam a paz a se juntarem aos Estados Unidos da América, reconhecendo Jerusalém como a capital do Estado de Israel e transferindo suas embaixadas para cá.

Eu compartilho do compromisso do Presidente Donald Trump com a promoção da paz e estou determinado a garantir uma situação pacífica entre Israel e todos os seus vizinhos, incluindo os palestinos. Esse tem sido o objetivo de Israel desde seu primeiro dia de existência e nós continuaremos a trabalhar com o presidente americano, e com sua equipe, para fazer com que o sonho da paz se torne realidade.

Eu também quero deixar claro que não haverá nenhuma mudança no status quo dos locais sagrados. Israel sempre garantirá a mesma liberdade de religião e de culto para judeus, cristãos e muçulmanos. Presidente Trump, muito obrigado por sua decisão histórica de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. O povo judeu e o Estado judeu serão gratos a você para sempre".



Fonte: sensoincomun.org

(*)Felipe G.Martins é Professor de Política Internacional e analista político, é especialista em forecasting, análise de riscos e segurança internacional. 




Os palestinos e sua verdadeira identidade





por Norbert Lieth(*)




Não apenas os israelenses são enganados, os palestinos também ouvem sua parcela de inverdades. Eles são usados apenas como meio para se alcançar um alvo, pois são transformados em um povo que nem existe. O nome "palestinos" deriva de "filisteus". Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: "Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles" (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.


A palavra "Palestina" é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de Deus e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aelia Capitolina". À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.


Com toda a franqueza, Zuheir Mohsen, um dos mais importantes representantes da OLP, admitiu em 1977 o abuso praticado com o nome dos árabes que vivem na "Palestina":


Não existe um povo palestino. A criação de um Estado palestino é um meio para a continuação de nossa luta contra Israel e em prol da unidade árabe... Mas na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos nós fazemos parte do povo árabe. Falamos da existência de uma identidade palestina unicamente por razões políticas e estratégicas, pois é do interesse nacional dos árabes contrapor a existência dos palestinos ao sionismo. Por razões táticas a Jordânia, que é um país com território definido, não pode reivindicar Haifa ou Yaffa. Mas como palestino eu posso exigir Haifa, Yaffa, Beersheva e Jerusalém. Entretanto, no momento em que nossa soberania sobre toda a Palestina estiver consolidada, não devemos retardar por nenhum momento a unificação dela com a Jordânia."[1]


O povo palestino é enganado, explorado e usado como massa de manobra contra Israel. Nessa terra simplesmente viviam árabes cuja origem era, em sua maioria, síria e libanesa, mas nela também viviam judeus. Nesse sentido, os judeus também são palestinos. Golda Meir, que foi primeira-ministra de Israel, disse em sua época: "Eu sou palestina." Foi também Golda Meir que afirmou: "Somente teremos paz com os árabes quando o amor pelos seus filhos for maior que o ódio que eles sentem por nós".


A Margem Ocidental do Jordão e Gaza estavam sob domínio árabe de 1948 a 1967, ou seja, nas mãos de jordanianos e egípcios. Se naquela época houvesse uma "questão palestina", como a conhecemos hoje, por que não lhes foi concedido um Estado quando essa região estava sob domínio árabe? Simplesmente porque os "palestinos" nunca foram reconhecidos como um povo autônomo, mas sempre foram considerados árabes jordanianos, sírios ou de outras nacionalidades!


O nome "palestinos" surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito:

A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense."[2]

Antes de 1964 os moradores da "Palestina" ainda eram chamados de "árabes". Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: "O governo árabe disse-nos: ‘Saiam para que possamos entrar.’ Assim, nós saímos, mas eles não entraram."[3] 





1-Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 141.
2-Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 140.
3-Philister, Ramon Bennett, p. 118


(*)Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética.Por alguns anos trabalhou como missionário na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.



quinta-feira, dezembro 07, 2017

O objetivo final do comunismo








por Everthon Garcia(*).



Desde que o comunismo apareceu pela primeira vez, na União Soviética, 100 anos se passaram. Dentro do período de um século, o comunismo causou mais de 100 milhões de mortes não naturais. Desde que o comunismo apareceu pela primeira vez na Terra, desafiou descaradamente o Divino pelo direito de dominar os seres humanos. Em ‘A Internacional’, o hino socialista francês, criado pelo membro da Comuna de Paris Eugène Edine Pottier, os versos bradavam: “Nunca houve um salvador do mundo” e “O velho mundo, ele será destruído”.



De onde veio o comunismo? Por que apareceu no universo? Qual é a natureza fundamental do comunismo? Qual será seu destino? As pessoas têm especulado sobre estas questões. Agora, é chegado o momento de descobrir as respostas.

“O que é meu é meu, o que é vosso é negociável.”
“As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, porque deveríamos permitir que tenham ideias?” 
“A imprensa é a arma mais poderosa no nosso Partido.”
Joseph Stalin

A essência do comunismo é que ele é um espectro. É constituído por elementos degenerados e rancorosos do universo. Possui um profundo ódio pelos seres humanos e quer destruí-los. Não está satisfeito de apenas matar o corpo de carne do homem; afinal, a vida não termina com a morte do corpo físico. Mas quando uma pessoa abandona completamente seu senso de moralidade, sua alma será completamente eliminada. Esta é a morte definitiva e aterradora. Arrastar a humanidade para o abismo da desgraça eterna é o que esse espectro comunista quer alcançar.

Após a queda do Muro de Berlim, em 1989, a aliança comunista da União Soviética com o bloco oriental logo entrou em colapso. Parecia que todo o mundo acreditava que a Guerra Fria havia terminado, e que a ideologia comunista se confrontava com sua queda cabal. Os países comunistas remanescentes sentiam que estavam prestes a colapsar a qualquer momento. A verdade é que, pelo contrário, o mandato original da ideologia comunista e do comunismo, com um retoque facial, continuou causando estragos no mundo. Países se declararam abertamente como nações socialistas, incluindo China, Coreia do Norte, Cuba e Vietnã. Tantos outros países na África e na América do Sul têm se governado sob o disfarce de uma república ou uma nação democrática, mas têm de fato praticado o socialismo. Ademais, também existem países na Europa e na América do Norte que não têm ciência de como seus valores foram corroídos pelo comunismo.

Quer tenha expandido sua influência com violência ou secretamente infiltrando a sociedade, o espectro comunista tem lançado mão da destruição da cultura ─ estabelecida pelo Criador para finalmente salvar as pessoas ─ como seu meio de aniquilar completamente a humanidade. Após perder sua cultura, a humanidade perderá os padrões de como ser humano. Aos olhos do Divino, as pessoas se tornarão meros animais trajando pele humana, incapazes de se restringir por meio da moralidade, culminando em sua vertiginosa decadência rumo à depravação. Elas serão incapazes de entender a mensagem celestial que o Criador revelará para salvar as pessoas. Consequentemente, as pessoas perderão sua chance de serem salvas quando a calamidade eclodir. Esse é o maior cataclismo que pode recair sobre todas as vidas ─ para destruí-las para sempre ─ e é o objetivo final do espectro comunista.

Tendo em mente o quanto o Divino valoriza nossas vidas, e o quanto Deus se importa profundamente com os seres humanos, escrevemos este livro, ‘O Objetivo Final do Comunismo’, para mostrar às pessoas, mediante análises sistemáticas, como o espectro comunista conspira para destruir a humanidade por meio da destruição da cultura e da moral das pessoas.

Diferentes culturas ao redor do mundo possuem seu próprio folclore prognosticando como o Divino salvará a humanidade nos últimos dias. Os humanos já chegaram a um momento crítico na história do universo. O maior obstáculo no caminho para a salvação é o culto maligno que é o comunismo. Como resultado, acreditamos que devemos, em caráter de grande urgência, expor completamente a natureza maligna do comunismo e suas táticas, para que então os seres humanos, com sua própria consciência, possam fazer o seu próprio julgamento para abandonar este culto maligno, desintegrar pacificamente as organizações comunistas, e sistematicamente purgar os elementos malignos do comunismo, e, finalmente, dar as boas-vindas a uma nova era para a humanidade.



(*)Everthon Garcia - escreve no ConservadorismodoBrasil.com.br