sábado, agosto 17, 2019

O Problema Político Brasileiro










Existe uma vasta literatura que mostra que no fundo é a classe média que define o regime político de um país.

Os pobres se espelham na classe média, e não nos ricos distantes demais para eles.

Por isso a Esquerda odeia a classe média, ela concorre com seus militantes.


Se a classe média for calhorda, se a classe média não é um paradigma de exemplos a serem seguidos, os pobres sempre serão enganados pela Esquerda e seus valores morais questionáveis.

Ou seja, o nosso problema não são os ricos.

Não é o capitalismo o nosso problema.

Mas sim a falta de protagonismo político e social da classe média.

Poucos da classe média fazem parte hoje em dia de um Partido Político ou de um Think Tank.(#)

Nem fazem mais parte do Rotary, de uma Igreja, menos ainda são doadores ou voluntários de ONGS.

Os pobres e a classe média têm o mesmo objetivo, ambos querem ficar ricos.

A classe média simplesmente está um passo na frente e poderia servir de excelente exemplo, mas não o é.

Boa parte da nossa classe média, jornalistas, economistas, advogados, arquitetos são inclusive de esquerda, incentivam a cizânia, nunca a cooperação humana.

São individualistas, autoritários não acreditam em empresas que promovem a cooperação humana, que chamam de capitalismo, Capitalistas do Estado que são.

Acham que o exemplo deve vir do Estado e não deles.

Acham que quem deve ajudar os pobres é o Estado e não eles.

Os ricos têm uma agenda totalmente diferente.

Eles querem conservar a riqueza que obtiveram para não voltar a ser classe média e pobres.

Um movimento Comunitarista é a melhor forma de aproximar os pobres com a classe média.

E não via políticos populistas de Esquerda, que tudo prometem e nunca entregam.

Se você faz parte da classe média, mexa-se politicamente ou senão você será mexido em 2022.



(#)O termo think tank surgiu nos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial, para designar uma sala aonde se reunissem oficiais graduados do exército americano para manter discussões estratégicas de combate, mobilização de tropas ou mesmo sobre a logística de equipamentos e suprimentos durante as operações de combate.Com o passar do tempo, o termo acabou se popularizando como uma referência aos centros e institutos de pesquisa independentes, voltados para a produção e disseminação de conhecimento e idéias sobre temas como política, comércio, indústria, estratégia, ciência, tecnologia, ou mesmo, assuntos militares.Os think tanks se destacam, em sua maioria, por não terem fins lucrativos nem estarem associados a nenhuma universidade ou governo específico. Sobrevivem de doações recebidas de empresas e pessoas físicas, e, em alguns casos, de consultorias prestadas para clientes interessados no seu ramo de expertise. Algo quase impensável para o Brasil, que, na prática, só consegue aglutinar cérebros trabalhando em prol do desenvolvimento de políticas públicas dentro de universidades ou instituições governamentais, segundo o site pesquisado (ver referência abaixo).Na figura a seguir estabelecemos uma visão de Think Tank focada na melhoria da competitividade empresarial através da definição e prática de estratégias, projetos e estudos diversos. Essa missão pode e deve ser ampliada para a busca de soluções criativas e inovadoras. (definição dada por Getulio Apolinário Ferreira, combina as modernas técnicas de gestão com a incessante busca de resultados de produtividade e lucratividade das organizações)

sexta-feira, agosto 09, 2019

GlennGreenwald o Predador III






Antes de darmos continuidade ao projeto de desmascarar Glenn Greenwald perante a opinião pública brasileira, algumas informações são necessárias. Estamos tentando todos os dias contato com membros da Stud Mall. O tele-vendas (855) 745-8602 apenas repete que entremos em contato com o jurídico da empresa, e que não falará sobre Greenwald.


Claro que não! A empresa ainda pertence a Glenn Greenwald.


Dois e-mails de ex-atores e colaboradores da Hairy Jocks nos propuseram confirmar ou desmentir sobre o conteúdo recebido mediante entrevista sigilosa e feita pessoalmente. Um dos membros do Better Call Glenn irá até Nova York para coletar as entrevistas caso quem nos contatou esteja falando a verdade, e não apenas criando fake news, ou tentando lucrar sobre a história.

Conforme própria confissão de Glenn Greenwald, ele e seu ex-parceiro Jason Buchtel assumiram por meio da consultoria Master Notions Inc, 50% das atividades empresarias no ramo adulto pertencentes a Peter Haas. Haas na opinião de Greenwald e Buchtel, errava em não fazer uma pesquisa de mercado mais aprofundada e precisa.
DomMascHry31 e Jake Jaxson revolucionam a pornografia gay online


Após a assinatura de contrato, Greenwald e Buchtel, ou melhor: DomMascHry31 e Jake Jaxson, hoje CEO da CockyBoys que possui uma pequena participação de Greenwald, passaram a ditar a linha EDITORIAL dos sites e da produtora de filmes: a STUD MALL.


A regra era clara demais para a produtora: nada de filmes editados, parecidos com todos os demais filme. Glenn queria que tudo fosse natural. O problema era que Haas não era fã de sadomasoquismo, sexo forçado (ainda que simulado), muitos menos explorar fantasias envolvendo nazismo e Twinks (gíria gay LGBT onde rapazes adultos aparentam menor idade e são reconhecidos pelo corpo magro, franzinos e inocentes).

BDMS apenas o começo




Em várias discussões segundo nosso ‘amigo’, R.Z., Greenwald e Buchtel acusavam Peter Haas de ser um hipócrita; disposto a enriquecer em cima da comunidade LGBT, mas ao mesmo tempo, preservar suas raízes judaico-cristãs nojentas. Vários filmes produzidos por Greenwald e Buchtel exploram a blasfêmia contra símbolos religiosos.


Peter Haas também tinha repulsa em outras preferências de Glenn Greenwald e Buchtel: sexo sem proteção (bareback), e sexo a força – simulação de estupro e agressão (Forced Sex).

Brutalidade, Risco e Perversão by Glenn Greenwald


Lucro sujo e mal dividido gerou o embate judicial entre Haas e a Master Notions


Haas alega que foi chantageado por Greenwald com conteúdo que iria expor a intimidade de gente do alto escalão de Wall Street. De acordo com Haas, Greenwald e Buchtel queriam muito mais dinheiro do que seus 50% combinados, alegando que a propriedade intelectual dos filmes e sites que tanto estavam gerando dinheiro – caberia a dupla ter uma fatia maior do bolo; mais precisamente 2/3 do lucro.

Stud Mall Productions




Após fundar a hairystuds.com, logo com chamada de capa: “If you liked Hairy Jocks video, you will LOVE our new line of videos”, Haas percebeu que Greenwald estava roubando seus clientes através de fortíssima estratégia de marketing, usando a rede de contatos construída por Peter Haas.


Glenn Greenwald alegou que Haas recuou na côrte, após a ameaça de incluir legistas para desmentir os e-mails que provavam a inocência de Haas. MENTIRA. O acordo terminou numa divisão de dinheiro e fim da parceria. Haas hoje se mantém silencioso, e o pouco que falou no passado recente, parece guardar mais rancor de Jason Buchtel, a quem ele chama de figura mais repulsiva, imoral e demente com ele já teve contato em toda a sua vida.


Sobre Greenwald, Haas apenas diz que após os holofotes do caso Snowden, era preciso reduzir a marcha e acalmar a tempestade. Sincera e honestamente, não sabemos o que tirar desta declatação.
Glenn Greenwald no Brasil e a continuidade de suas atividades pornográficas


Sem hipocrisia? A maioria consome pornografia, não sejamos hipócritas. Se não há abuso de menores, exploração sexual ou qualquer outra atividade imoral ou criminal; não damos a mínima se ele gosta de homens peludos, se ganha boa parte de seus rendimentos com seus sites e sua produtora.


Preferimos que ele ganhe a vida APENAS desta maneira, respeitamos sua sexualidade, até mesmo aplaudinho atividades de caridade que ele pratica no Brasil – do que trabalhando com criminosos para pagar sua conta com Pierre Omidyar.


O grande problema? Glenn Greenwald é um homem esssencialmente mau. Sua ausência de freios morais já o fizeram no passado – defender de graça – criminososo como o assassino neo-nazista Matt Hale. Aliás, a tara pelo nazismo assusta e confunde.


O renomado escritório de advocacia nova-iorquino Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, onde Greenwald foi um estagiário, o demitiu após perceber seu compartamento radical. Greenwald acusou seus antigos ‘patrões’ de homofobia. Depois mudou a versão, alegando que não poderia trabalhar para uma escritório de defende criminosos como o banco Goldman Sachs, mas ok defender neo-nazistas assassinos ou o Lula e Marcelo Freixo.


A ex-companheira de advocacia Elaine Golin, alega que Greenwald era um revoltado-moderado, mas após perder duas vezes para o conselho municipal de Lauderdale Lakes, Flórida, começou a perseguir e assediar moralmente seus rivais em fórums na internet.


Ela perdeu contato com Glenn Greenwald após 2006, e só voltaria a ouvir seu nome fora dos tribunais, onde ele agia como Saul Goodman, pegando casos simplórios e vociferando contra oponentes igual ao personagem Jackie Chiles de Seinfeld. Ela sabia do submundo pornô que Greenwald administrava, mas não chegava a ser um problema.


Curiosamente, foi após o caso Edward Snowden que Greenwald não teve mais a opção do anonimato. Mas havia muito, mas muito dinheiro a ganhar com Snowden.


A história não acaba aqui...

sábado, agosto 03, 2019

Um predador sexual chamado Glenn Greenwald



Parte II

por bettercallglenn.com



Se você não leu a primeira parte, sugerimos que leia para inteirar-se do caso de forma geral, e em como Glenn Greenwald ainda responde judicialmente nos EUA por atividades da Hairy Jocks, e por praticar Advocacia mesmo com sua licença vencida, mais conhecida como BAR EXAM; equivalente ao exame da OAB no Brasil.

Após falar com a amiga dominicana, que namorava um membro da infame Dominicans Don’t Play (DDP), R.Z, temia que a promessa de apenas ‘um susto’ em Glenn Greenwald e seu parceiro Buchtel (a.k.a Jake Jax, depois Jake Jaxson) descambasse para violência bruta.

‘Eu queria apenas que eles me deixassem em paz. Assinei a droga do documento e pela lei, teria que gravar sim os filmes e posar para inúmeras sessões de fotos, entre compromissos com os sites deles.
Eu cumpriria isso e queria que acabasse o mais rápido o possível.
‘Mas eu era assediado diariamente por Greenwald e Buchtel. Nunca gostei de sadomasoquismo e tudo aquilo para mim era bizarro demais, doentio demais. Para mim, amor e sexo não combinam com dor e violência. Não combina com blasfêmias e ser vestido de soldado nazista.’

R.Z, se incomodava especialmente com a vasta quantidade de material ligando imagens nazistas com sexo.

Como Glenn Greenwald e Jason Buchtel enganavam seus ‘escravos’, na ausência de melhores termos

Para tentar me seduzir, Jason mostrou conteúdo da filmagem de Showboy, tinha a Whoopi Goldberg. Ele veio com aquele papo de que se eu soubesse quantas estrelas de Hollywood antes de grandes estúdios, haviam atuado em produções pornográficas, eu perderia meu medo.

Showboy é na verdade uma péssima comédia LGBT, foi a primeira tentativa de Jason Buchtel de ser levado a sério como diretor.



‘Eu era severamente humilhado pela dupla pois na cabeça deles, todo gay latino é depravado ao extremo. É um conceito que também se aplica a atrizes e garotas de programa do Leste Europeu. Pois bem, não era meu caso e nunca foi em toda minha vida, desabafa R.Z.’
‘As pessoas tem imagens do gay depravado, sem higiene, sem moral e sem cuidados com doenças venéreas. Desde que me descobri homossexual, meus relacionamentos em nada diferem de uma relação hétero.

Hoje vivo uma união estável com meu companheiro e sequer voltei a frequentar ambientes como cruising bars. Sou enfermeiro num hospital de Nova Jersey, meu companheiro é personal trainer de uma equipe de beisebol.’
‘Prezamos pela nossa imagem e não evitamos beijos e carinhos em público por medo da sociedade, mas por entender que nem todos se sentem a vontade com relações homoafetivas ainda.
Mas jamais sofri violência por ser gay, a não ser de meu pai e meu irmão, mas isso é passado. Estou em paz comigo, sou cristão e frequento regularmente a igreja onde sou aceito e respeitado do padre, até os demais fiéis que conhecem minha orientação sexual.’
‘Tudo aquilo para mim era assustador. Falei com Peter Haas que eu estava com medo de Glenn, ao qual eu ainda nem sabia o verdadeiro nome: ele era tratado como Dom, H.J ou DomMascHry31. Sempre que falei com ele o chamei de H.J. e não tenho medo de admitir que eu tinha pavor dele.

Mesmo quando ele praticava sexo sendo dominado e passivo, ele aterrorizava os parceiros, como eu!
Ele parecia uma pessoa gentil, mas de repente encarnava um demônio ou sei lá e ele assumia um personagem macabro e que gostava de ser temido pelos demais. Mesmo nas ocasiões onde ele praticav
a sexo sendo dominado e passivo, ele aterrorizava seus parceiros, como eu!.


Mas a gota d’agua que fez R.Z. buscar ajuda na sua comunidade, mesmo correndo riscos em se meter com os DDP, veio ao ser informado por Greenwald de que por algumas semanas, ele teria uma nova função. O que hoje conhecemos como video-sexo, cam sex, cam girls ou coisas do tipo, já em 2003 foi explorado pela dupla Greenwald/Buchtel e tantas outras aproveitando a expansão de salas de bate-papo eróticas.

‘Um cenário era montado e eu deveria aguardar a conexão do cliente que me daria ordens sobre o que fazer. As vezes eram coisas simples como pedir para que eu exibisse meu corpo, partes íntimas, dirty talks e etc. Mas quando apareciam mentes doentias, selecionadas nas chats da AOL e redirecionadas para nossos sites, a coisa ficava estranha e por vezes eu não conseguia atuar.’


Studmall Network – Glenn Greenwald

Havia metas a se cumprir. A Hairy Jocks de Greenwald e Buchtel ganhava com o disk-sexo e com a minutagem da câmera ao vivo. Quando algum cliente pedia coisas envolvendo BDSM, Dominação e Submissão em geral eu já me apavorava. Dois dos rapazes que mais ficavam comigo nos video chats adoravam aquilo e exploravam meu terror.


Passei meses apavorado com medo de ter contraído alguma doença venérea pois por mais de uma vez, acordei dolorido após ser dopado.

A coisa piorou quando num golpe nos tribunais, Glenn e Jason roubaram tudo de Peter Haas. Numa audiência patética, relatada e acompanhada pelo Daily News, onde ‘per se’, Greenwald chamou Haas de a little bitch” and “a good little whore (nem vamos traduzir, por favor), Greenwald ameaçou novamente Haas de expôr na internet, seus clientes famosos de Wall Street.

Pior, R.Z. tinha em Peter Haas alguém que o defendia e tentava proteger os demais da demência da dupla Greenwald/Buchtel.

Após vencer (Haas recuou e fez um acordo) o caso com Haas protegendo seus clientes e sendo claramente roubado por Glenn Greenwald; R.Z. enfim tomou coragem e permitiu que a amiga solicitasse ajuda da gangue dominicana para enquadrar Greenwald.

Na noite de 6 de Junho de 2004, um ator contratado por Glenn abordou R.Z. e tentou selar a paz. Enquanto R.Z. retornava para sua casa, ele recebeu vários mensagens via um aparelho NEXTEL que todos eram obrigados a usar para evitar o rastreio pela justiça, dizendo que ele estava livre de obrigações com o estúdio.

Gleen Greenwald jamais registrou queixa do enquadramento feito pela DDP. Why not, Glenn?

Como a gangue agiu e enquadrou Glenn Greenwald ninguém sabe. Não houve violência física, Greenwald não prestou queixas e enfim deixou R.Z. em paz por vários meses. Com medo, Glenn tentou sentir o calor da chapa convidando R.Z., para uma viagem ao Rio de Janeiro no Carnaval de 2005.

O objetivo era buscar atores latinos para a Stud Mall. Sem fluência na língua portuguesa, e sem brasileiros dispostos a acompanhá-lo ao Rio, Glenn ofereceu adiantado bastante dinheiro a R.Z., grana que foi prontamente recusada.

Para R.Z, o caso estava encerrado, ele estava livre de Greenwald e Butchel.


Só que não. O blog The Other McCain foi mais fundo na investigação sobre o Glenn Greenwald e R.Z. foi peça chave para desmascarar o homem forte de Pierre Omidyar. Começava então a caçada para mostrar a face sinistra do advogado de bandidos, terroristas e criminosos de alta periculosidade como Matthew Hale, o neo-nazista líder da World Church of the Creator, e que foi preso e condenado a 40 anos de prisão após encomendar a morte de uma juíza: Joan Lefkow.

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Nota do Blogando Francamente: No link acima (TheOtherMcCain) encontram-se outras ligações que demonstram mais sobre esse mitômano Glenn:

  1. Glenn Greenwald é um narcisista furioso;
  2. Glenn Greenwald é habitualmente desonesto; e
  3. Quando preso em uma de suas mentiras estúpidas, o primeiro instinto de Glenn Greenwald é tentar salvar a si mesmo dizendo outra mentira estúpida.
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Glenn Greenwald foi o advogado de Matthew e soube-se depois que a relação de ambos era antiga. R.Z., havia visto Hale em diversas ocasiões na produtora.

Artigo já ficou longo né? Mas a parte final, com todas as semelhanças entre a defesa de Greenwald deste ser asqueroso, e as tentativas até agora sem sucesso de caçar Sérgio Moro e a Lava-Jato são muito maiores que você possa imaginar.


Leia também  Parte III 

Um predador sexual chamado Glenn Greenwald




Cartaz do Filme Predador 2018





Esquina da Lorimer Street com a Devoe Street no Brooklyn, Nova York. Saio da estação e um SMS (sim, o bom e velho SMS) informa que meu convidado já está a espera no local combinado. O local não é distante de um outro ponto que há quase dezesseis anos trouxe a R.Z., 37 anos, três noites que por míseros 560 dólares, custaram-lhe sono, transtornos de ansiedade, depressão, humilhações e ideias suicidas.

O dominicano radicado em Nova York chegou aos Estados Unidos em 1999 com o irmão, então um alto prospecto jogador de beisebol nas fileiras do New York Mets. De família católica rígida, R.Z. viu seu irmão se afastar após flagrá-lo com outro homem num humilde apartamento que ambos dividiam com a irmã mais velha em Upper Falls, na cidade de Rochester, NY.

Frequentador da cena gay de Nova York, R.Z. por alguns meses apelou para a prostituição. Tentou se reaproximar da família, em especial da mãe a quem amava como uma divindade; pelo esforço de criar os três filhos em meio a miséria absoluta e um pai ora ausente, ora alcoólatra e violento.

‘A rejeição de minha mãe até hoje me causa dor, mas a perdôo e a amo.’ Não desejo mal algum aos meus irmãos apesar das humilhações, e gostaria de ter acesso aos meus sobrinhos que só conheço por fotos.’


Após um encontro numa boate, Greenwald deu seu cartão a R.Z., um cartão da Master Notions Inc. com seu telefone atrás.R.Z não gosta de falar de seus meses na prostituição pois foi num encontro com Peter Haas que seu eterno pesadelo teve início. Haas, ex-dono de um estúdio ponográfico dedicado ao público LGBT, teve a adição de Glenn Greenwald como sócio em 2003, assim como o ex-namorado de Greenwald: Jason Buchtel, sócio de Haas na Master Notions Inc.

‘A proposta eram filmes pornográficos e ensaios sensuais. Eu sempre prezei pela minha intimidade e discrição então não me interessava ter minha cara em filmes de todos os recantos gays do mundo.’ O parceiro de R.Z. na época foi quem derrubou o muro do medo e convenceu o parceiro a participar das audições.

O lugar onde R.Z. deveria filmar, com direito a um diretor especializado em atores e atrizes ainda não ‘experts’ em filmes adultos e em como se portar para e diante da câmera, era um inferninho típico de cruising bars. Chamou atenção de R.Z. a quantidade de produtos usados para a prática de Sadomasoquismo, ou BDSM como é mais conhecido.

Na apresentação, Greenwald exigiu ser chamado unicamente e tão somente de: Herr DomMascHry31, ou apenas Herr DOM. A obsessão nazistóide de Greenwald (um judeu que odeia o Judaísmo, Israel, o Cristianismo, mas com forte queda pelo Islamismo e a idéia de submissão e dominação… já é de domínio e conhecimento público a face Jeffrey Dahmer de Glenn).

‘Eu não sabia o nome real dele e não soube até vê-lo na TV anos e anos depois numa matéria da NBC e as eleições de Bush filho. Após anos saudáveis e sem ataques de pânico, a visão de Greenwald desencadeou todas as memórias perversas que Verdevaldo e seu parceiro Buchtel acometeram ao então jovem de 20 e poucos anos’.

Ainda com um inglês não fluente, R.Z. perguntou a Greenwald porque tantos computadores e numa sala anexa ao ‘estúdio’ com diversas pessoas ao telefone que não paravam de tocar. Era um disk sexo, de onde os atendentes atraíam os interessados para um site conhecido como hairystuds.com – o mesmo site que gerou uma guerra judicial entre Glenn Greenwald e seu ex-sócio Peter Haas.

Haas acusou Greenwald de pelas costas roubar toda sua clientela através de um serviço que ele havia criado relacionando disk sexo com assinantes para conteúdo em áudio, fotos e vídeos pronográficos orientados ao público gay masculino. Em 2004, Greenwald fez Haas encerrar o caso mediante ameaças de divulgação de videos amadores de Haas e vários de seus amigos; alguns deles, homens de alto escalão em Wall Street.
Greenwald ‘The Professor’ DomMascHry31

Após uma longa sessão de fotos, Butchel prometeu uma quantia substancial a R.Z. já que na opinião dele e de seu sócio, o rapaz teria uma carreira meteórica, fabulosa e com ganhos até então inimagináveis para o jovem.

Antes da parte legal da coisa, um contrato de cerca de 80 páginas sobre uso de imagem e demais tópicos que praticamente eximiam Greenwald e Buchtel de qualquer rigor da lei, haveria a prova final, o desempenho sexual e artístico dele deveria ser examinado.

Herr DomMascHry31, como ele EXIGIA ser chamado, trouxe outros atores da produtora. R.Z viu Greenwald vestido como um general da SS, os paramilitares nazistas. As sessões de Sadomasoquismo, Blasfemia e outros horrores, duraram ininterruptas cinco horas.

De acordo, totalmente de acordo com R.Z., não convém ao leitor saber dos pormenores, isso seria puramente sensacionalismo barato sobre a identidade nefasta; um sujeito tratado como herói por quem não o conhece e não sofreu em suas mãos a sexualidade doentia e criminosa de quem já defendeu nazistóides com unhas e dentes… e de graça, arcando ele mesmo com os custos processuais.

Pro bono!

A demência, o predador sexual que é Glenn Greenwald e seus amigos é coisa para a justiça divina na opinião de R.Z., para nós: são questões de polícia. Alguém que traveste sua aficção por sexo apimentado por violência, falta de respeito a instituições religiosas e devoção ao Nazismo, merece os rigores da lei.

No mundo as avessas que vivemos, um homem inteligente, beligerante e conhecedor das ratoeiras nos sistemas judiciários tanto dos Estados Unidos, como da União Européia e do Brasil; Glenn Greenwald facilmente escapa de quem deseja enfim pegá-lo com uma tática que ele aprendeu bem antes de conhecer Edward Snowden: a de chantagear inimigos ou quem se coloque no caminho dele para atingir seus objetivos.

Os eventos ocorreram em Setembro de 2003, numa estúdio mal ventilado, que mais parecia um bunker nazista do que uma produtora de filmes; ainda que filmes adultos. R.Z. quis embora após a ‘primeira’ sessão, mas foi alertado que havia assinado um acordo e deveria cumpri-lo.

Num envelope, havia o nome de R.Z., sua idade, seu endereço e nome de familiares. Ao todo 560 dólares, os 60 a mais deveriam ser usado para que ele se alimentasse. Bem comportado – receberia não 560, mas 4.000 dólares e a garantia de que antes de Janeiro de 2004, teria seu Green Card.

Greenwald chamou um táxi, se vestiu e disse que retornaria antes do anoitecer. Um homem, americano mas com forte sotaque espanhol porém fluente, avisou a R.Z. que sabia de sua situação até então ilegal nos Estados Unidos, e que não contaria até dez para entregá-lo ao controle de imigração.

Numa América ainda temorosa, em que cada americano médio não conseguia dizer duas frases sem mencionar o 11 de Setembro, terror, Bin Laden e imigrantes ilegais – ilegais como R.Z. naquela época, eram capazes de confessar sem tortura, a morte de Kennedy.

Entre o que R.Z. considerava um inferno mais brando e o inferno dantesco de Glenn Greenwald, após dias de assédio e ameaças, R.Z contatou uma amiga que havia sido parte da infame DDP (Dominicans Don’t Play), uma violenta gangue dominicana que atua no tráfico de drogas desde o início da década de 1990, bastante conhecida por sua brutalidade ao executar inimigos.

R.Z. contou a amiga o que estava se passando e pediu ajuda pois temia pela sua vida, até mesmo pela exposição do que Greenwald e Butchel já haviam gravado.

Na segunda parte deste artigo, temos uma Q&A com R.Z. em que ele explica como conseguiu se livrar de Glenn Greenwald, da tentativa do americano em trazê-lo ao Brasil em 2004, até as atividades criminosas de Greenwald antes do caso Snowden, em que o dono do The Intercept já era obcecado em vigiar os outros, mas temia mais do que tudo pela sua segurança e privacidade.

Imagem - do filme O Predador que tinha mesmo um predador: Fox corta cena com ator condenado por crime sexual.

Leia também Parte II / Parte III 

segunda-feira, julho 22, 2019

Venezuela: Quanto menos inocente Sergio Moro for, melhor



por Jones Rossi,

editor de ideias da gazeta do povo







O título da newsletter desta semana faz referência a uma frase do dramaturgo alemão Bertold Brecht: “Quanto mais inocentes eles forem, mais merecem levar um tiro”. Ele proferiu essas palavras ao então amigo Sidney Hook, em Nova York, em 1935, quando os dois falavam sobre os expurgos e assassinatos conduzidos na União Soviética. Algumas das pessoas assassinadas tinham relações com Brecht — traduziram ou publicaram seus livros — o que torna sua declaração mais macabra. (A história foi contada no livro de memórias de Sidney Hook e, no Brasil, no livro ‘Os Intelectuais’, de Paul Johnson)



Mas, a despeito da vida de profunda subserviência aos ideais comunistas, vou dar o benefício da dúvida a Brecht pelo menos neste comentário e dar razão a ele. Vou interpretar da seguinte forma: Em um regime profundamente monstruoso como era o soviético, ser inocente não é uma opção. É preciso conspirar pela sua derrubada o tempo todo, dia e noite. 



E onde entra o ministro da Justiça, Sergio Moro, nesta história? No dia 7 deste mês, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem com ares de denúncia sugerindo que o então juiz incumbido da Lava Jato e a Procuradoria Geral da República trocaram mensagens com procuradores venezuelanos perseguidos pela ditadura de Nicolás Maduro. As supostas mensagens enviadas para os colegas da Venezuela mostrariam como a empreiteira Odebrecht teria pagado propinas a membros do governo Maduro na Suíça. 



Segue um trecho da reportagem:




Os procuradores começaram a debater o assunto na tarde do dia 5 de agosto de 2017, depois que Moro escreveu ao chefe da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, no aplicativo Telegram.

"Talvez seja o caso de tornar pública a delação da Odebrecht sobre propinas na Venezuela", disse o juiz. "Isso está aqui ou na PGR?"

Em 2016, quando decidiu colaborar com a Lava Jato, a Odebrecht reconheceu ter pago propina para fazer negócios em 11 países além do Brasil, incluindo a Venezuela, mas as informações fornecidas pela empresa e por seus executivos foram mantidas sob sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal.

O acordo fechado pela Odebrecht, assinado com autoridades brasileiras, dos Estados Unidos e da Suíça, estabelece que as informações só podem ser compartilhadas com investigadores de outros países se eles garantirem que não tomarão medidas contra a empresa e os executivos que se tornaram delatores.




A autenticidade das mensagens vazadas pelo site Intercept já foi questionada pelo ministro Moro e por outros personagens citados pelas reportagens. Admitindo, porém, que sejam verdadeiras neste caso, Moro e os procuradores estão certíssimos em tentar prejudicar o tirânico regime de Maduro. 




Não estamos aqui falando de uma conspiração levada a cabo contra uma democracia. Trata-se de uma ditadura que matou 6.856 pessoas desde o início de 2018 — entre 2015 e junho de 2017 foram mais de 8,2 mil execuções extrajudiciais. A ditadura Maduro possui um presídio político chamado Helicoide onde seus opositores são torturados. De acordo com a organização não-governamental Foro Penal, pelo menos 715 pessoas estão presas por motivos políticos na Venezuela. Estes são apenas alguns dos crimes de Nicolás e companhia.



Aliás, o número de quase sete mil pessoas assassinadas pelo socialismo Madurista não veio da oposição ou dos Estados Unidos de Donald Trump. Quem divulgou a aterradora quantia foi a ex-presidente do Chile, a esquerdista Michelle Bachelet, alta comissária da comissão de direitos humanos da ONU. 

Crianças venezuelanas disputam lixo com cães


Moro, acreditando-se na reportagem da Folha de S. Paulo, nada tem de inocente nesta história. Ainda bem que não.

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

O obstinado silêncio do Papa em Relação à Perseguição aos Cristãos











por Giulio Meotti (*).

Em 2018, simplesmente devido à sua fé, foram assassinados 4.305 cristãos. O novo "World Watch List 2019" revela esse dado impressionante compilado pela organização não governamental Missão Portas Abertas. A organização divulga que em 2018 houve um acréscimo de 1.000 vítimas cristãs, 25% a mais do que no ano anterior, quando o número atingiu a casa dos 3.066.

Nos dias de hoje, 245 milhões de cristãos ao redor do mundo são, ao que tudo indica, perseguidos simplesmente devido à sua fé. Em novembro último, a organização Ajuda à Igreja que Sofre, divulgou o "Relatório sobre Liberdade Religiosa" de 2018 e chegou a uma conclusão parecida: 300 milhões de cristãos foram expostos à violência. O cristianismo, apesar da forte concorrência, é chamado de "a religião mais perseguida do mundo".

Em março de 2019, o Papa Francisco irá ao Marrocos, país que consta no registro  da lista de observação da Missão Portas Abertas. Lamentavelmente, a posição do Papa Francisco em relação ao Islã parece advir do mundo da fantasia. A perseguição aos cristãos já virou uma crise internacional. Vejamos o que aconteceu com os cristãos no mundo muçulmano de uns meses para cá. Um policial foi morto quando tentava desativar uma bomba em frente a uma igreja copta no Egito. Antes disso, sete cristãos foram assassinados por extremistas religiosos durante uma peregrinação. Na sequência uma vala comum foi descoberta na Líbia contendo os restos mortais de 34 cristãos etíopes massacrados por jihadistas filiados ao Estado Islâmico. O regime iraniano, valendo-se de novas e severas medidas repressivas, prendeu mais de 109 cristãos. Três meses após ser absolvida do crime de "blasfêmia" e libertada do corredor da morte, a cristã paquistanesa Asia Bibi ainda vive como "presidiária": seus vizinhos ainda querem matá-la. Em Mossul, que era o centro dos cristãos iraquianos, houve um "Natal sem cristãos" e no Iraque como um todo, 80% dos cristãos já não existem mais.

O cardeal Louis Raphael Sako, patriarca da Babilônia dos Caldeus e líder da Igreja Católica Caldeia, recentemente disponibilizou levantamentos sobre a perseguição de cristãos no Iraque: "61 igrejas foram destruídas, 1.224 cristãos foram mortos, 23 mil casas e bens imobiliários dos cristãos foram confiscados". O patriarca lembrou o mundo sobre a política do Estado Islâmico, que deu "três opções aos cristãos": conversão ao Islã, pagamento de um imposto especial ou o abandono forçado e imediato de suas terras. "Caso contrário, eles seriam mortos." Dessa maneira, 120 mil cristãos foram expulsos.

"O obstinado silêncio dos líderes europeus sobre a questão das religiões, em particular a do Islã, surpreende e decepciona", escreveu recentemente o romancista argelino Boualem Sansal.

"A atitude deles é simplesmente irresponsável, suicida e até criminosa... no atual contexto marcado por uma expansão vertiginosa... É como viver na base de um vulcão inflando em uma velocidade espantosa e não entender que está se preparando para entrar em erupção".

Sansal, que vem sendo ameaçado de morte por islamistas na França, bem como na Argélia, escreveu o best-seller "2084". Nele, ele escreve que a posição do Papa Francisco no mundo muçulmano é semelhante a dos líderes ocidentais:

"o Papa Francisco não poderia de modo algum desconhecer os colossais problemas causados pela expansão do islã radical no mundo e no seio do domínio cristão... Vamos deixar claro, reiterando... a última religião que chegou à Europa, tem um impedimento intrínseco à integração no tecido europeu fundamentalmente judaico/cristão, ainda que este tenha erodido nos últimos séculos."

O Papa Francisco deu um jeito de explicar que a "ideia de conquista" é parte integrante do Islã como religião e mais que depressa salientou que também seria possível interpretar o cristianismo da mesma maneira. "O Islã autêntico e a leitura adequada do Alcorão se opõem a qualquer forma de violência", ressaltou o Papa, o que não é bem assim. Também de maneira não tão precisa, ele observou que "o Islã é uma religião da paz, compatível com o respeito aos direitos humanos e a coexistência pacífica". É como se o Papa não medisse esforços no sentido de inocentar o Islã de qualquer uma de suas responsabilidades. Parece que ele está se empenhando nessa direção com mais determinação do que os muçulmanos devotos, como o presidente do Egito AbdelFattah el-Sisi, o autor e médico americano M. Zuhdi Jasser, o ex-ministro da informação do Kuwait Sami Abdullatif Al-Nesf, o autor franco/argelino Razika Adnani, o filósofo tunisiano Youssef Seddik radicado em Paris, o jornalista jordaniano Yosef Alawnah e o autor marroquino Rachid Aylal, entre muitos outros.

A violenta perseguição aos cristãos no mundo islâmico evidencia um paradoxo ocidental: "desde a vitória na Segunda Guerra Mundial, os ocidentais trouxeram grandes benefícios a toda a humanidade", escreveu Renaud Girard no jornal Le Figaro.


"Em relação à ciência, eles compartilharam suas grandes invenções, como a penicilina e a Internet. Os direitos humanos e a democracia estão longe de serem implementadas em todo o mundo, mas são a única referência para a governança que existe internacionalmente. É inegável que, sob o impulso dos ocidentais, foram alcançados vastos sucessos políticos, técnicos, na área da saúde e sociais em duas gerações. Contudo, há uma área em que desde 1945 o planeta inegavelmente andou para trás e onde a responsabilidade do Ocidente é flagrante. Liberdade de consciência e de religião... Ao se abster de defender os cristãos do Oriente, o Ocidente cometeu um duplo erro estratégico: deu um sinal de fraqueza ao abandonar seus aliados ideológicos e de ter renunciado à sua fé".

"Aos olhos dos governos ocidentais e da mídia", observa outro levantamento sobre a perseguição aos cristãos compilado pela Ajuda à Igreja que Sofre, "a liberdade religiosa está caindo nas prioridades dos rankings de direitos humanos, sendo eclipsada por questões de gênero, sexualidade e raça".

"O politicamente correto não quer saber nada sobre a contínua perseguição e opressão ao cristianismo e, portanto, está sendo ignorado de uma maneira quase sinistra", realçou recentemente o bispo Manfred Scheuer, de Linz, na Alta Áustria.

Esse eclipse é ainda mais dramático, pois todos sabem que o cristianismo corre o risco de "extinção" no Oriente Médio, segundo o arcebispo de Canterbury Justin Welby:


"Centenas de milhares de cristãos foram forçados a deixarem suas casas. Muitos foram mortos, escravizados e perseguidos ou convertidos à força. Mesmo os que permanecem se perguntam: 'por que ficar?' Os cristãos do Iraque, por exemplo, perfazem hoje menos da metade de 2003, suas igrejas, casas e negócios foram danificados quando não destruídos. A população cristã síria caiu pela metade desde 2010. Como resultado, em toda a região as comunidades cristãs que foram o alicerce da Igreja universal agora enfrentam a ameaça de extinção iminente".

O Ocidente traiu seus companheiros cristãos no Oriente (para visualizar clique aqui e aqui). O Ocidente bem que poderia perguntar: o que o Vaticano e o Papa estão fazendo para combater essa nova perseguição religiosa?

As críticas já começaram a aparecer no mundo católico. "Assim como ele tem parca ansiedade no tocante à onda de fechamento de igrejas, o Papa Francisco parece ter parca ansiedade em relação à islamização da Europa", escreveu o colunista católico americano William Kilpatrick.


"Sem dúvida, conforme evidenciado pelo seu incentivo à migração em massa, parece que ele não tem nada contra a islamização. Seja porque ele realmente acredita na falsa narrativa segundo a qual o Islã é uma religião da paz, seja porque ele acredita que a estratégia da inevitável e auto-realizável profecia que criará um Islã mais moderado, o Papa Francisco parece estar em paz com o fato de que o Islã está se espalhando a toque de caixa. Seja porque o Papa Francisco está mal informado sobre o Islã seja porque ele abraçou uma estratégia de informações deliberadamente equivocadas, ele está apostando alto, não só com sua própria vida, mas com a vida de milhões de pessoas".

Já há regiões inteiras na Síria onde houve limpeza étnica de cristãos cuja história se estende por milênios. O Papa Francisco recebeu recentemente uma carta de um padre franciscano da Síria, Padre Hanna Jallouf, patriarca de Knayeh, vilarejo próximo a Idlib, fortaleza dos rebeldes islamistas que lutam contra Assad. "Os cristãos desta terra são como cordeiros entre lobos", escreveu Jallouf.


"Os fundamentalistas devastaram nossos cemitérios, nos impedem de celebrar liturgias fora da igreja, nos proíbem de usar e exibir símbolos visíveis da nossa fé: cruzes, sinos, imagens bem como nossas indumentárias."

Caso o Papa não queira mais receber cartas dessa natureza, precisará mostrar coragem e lidar com uma das mais terríveis perseguições dos nossos tempos.

O Papa Bento XVI, em seu discurso em Regensburg, salientou o que nenhum Papa jamais ousou dizer: que há uma ligação concreta entre a violência e o Islã. Para ilustrar o argumento, Bento XVI citou um diálogo do século XIV entre o imperador cristão bizantino, Manuel II Paleólogo e um erudito persa, sobre o conceito de violência no Islã: "mostre-me o que Maomé trouxe de novo e lá você encontrará coisas... como sua ordem para espalhar pela espada a fé que ele pregava", assim Bento citou o imperador como tendo dito ao interlocutor muçulmano.

Outro Papa, João Paulo II, também manifestou preocupação. Em uma reunião em 1992, Monsenhor Mauro Longhi, ainda estudante, costumava acompanhar o falecido Papa em suas caminhadas, disse que João Paulo II falou sobre uma "invasão islamista" na Europa.


"O Papa me disse: 'diga isso àqueles que você encontrará na Igreja do terceiro milênio. Eu vejo a Igreja atingida por uma ferida letal. Mais profunda, mais dolorosa que as deste milênio', referindo-se ao totalitarismo comunista e nazista. 'Isso é chamado de islamismo'. Eles irão invadir a Europa. Vi as hordas vindo do Ocidente para o Oriente e então me foi dito país por país, um a um: do Marrocos à Líbia ao Egito e assim por diante até o Oriente".

"O Santo Padre ressaltou: eles vão invadir a Europa, a Europa será como um porão, velhas relíquias, sombras, teias de aranha. Relíquias de família. Você, Igreja do terceiro milênio, deve conter a invasão. Não com exércitos, exércitos não serão o suficiente, mas com sua fé, vivida com integridade".

A visão de João Paulo II parece uma continuação da campanha histórica do Islã nas terras cristãs: "em 637, o exército islâmico tomou Jerusalém, duas vezes sagrada, então o coração de todo o Oriente Médio, o centro histórico do cristianismo", escreveu o romancista argelino Bouale Sansal. Então ele se pôs a descrever "o irresistível avanço do Islã rumo ao Ocidente: o judaico-cristão Norte da África, que se converteu logo de cara, a Espanha Católica, que foi anexada no início do século VIII, Bizâncio que foi tomada em 1453, na sequência marcharam contra Viena, que foi cercada em 1529...".

O Papa Francisco agora se depara com o risco em potencial de um mundo cristão fisicamente engolido pelo crescente muçulmano, conforme estampado no Logotipo do Vaticano escolhido para a próxima viagem do Papa ao Marrocos. Está na hora de substituir o apaziguamento.


(*)Giulio Meotti é Editor Cultural do diário Il Foglio,  jornalista e escritor italiano.
Tradução: Joseph Skilnik
Fonte - Gatestone Institute

domingo, janeiro 20, 2019

Nem Átila






Dizem para você dia e noite, 100 mil vezes em seguida, que o novo governo brasileiro provou ser o pior que a humanidade já teve desde Átila, o Huno

por José Roberto Guzzo. 

É realmente uma canseira, mas não tem outro jeito. A cada vez que você vai escrever ou falar alguma coisa sobre a imprensa no Brasil, é preciso explicar direitinho, se possível com desenho e quadro-negro, que o autor não é? repetindo: não é, de jeito nenhum, nem pensem numa coisa dessas? contra a liberdade de imprensa.

Não está pedindo a volta da censura, mesmo porque seria legalmente impossível.

Não quer a formação de uma polícia para fazer o “controle social dos meios de comunicação”.

Não está “a favor dos militares e contra os jornalistas”.

Não acha, pelo amor de Deus, que é preciso fechar nenhum jornal, revista, rádio, televisão, folheto de grêmio estudantil ou seja o que for.

Não lhe passa pela cabeça sugerir aos donos de veículos e aos jornalistas que publiquem isso ou deixem de publicar aquilo; escrevam em grego, se quiserem, e tenham toda a sorte do mundo para encontrar quem leia.

Com tudo isso bem esclarecido, então, quem sabe se possa dizer que talvez haja um ou outro probleminha com a imprensa brasileira de hoje. Um deles é que a mídia está começando a revelar sintomas de Alzheimer ou de alguma outra forma de demência ainda mal diagnosticada pela psiquiatria.

É chato lembrar esse tipo de coisa, mas também não adianta fazer de conta que está tudo bem quando dizem para você dia e noite, 100 mil vezes em seguida, que o novo governo brasileiro provou ser o pior que a humanidade já teve desde Átila, o Huno. Não faz nexo. Até Átila precisaria de mais de duas semanas de governo para mostrar toda a sua ruindade ? e olhem que ele foi acusado de comer carne humana e andava cercado de lobos, em vez de cachorros, sendo que nenhum dos seus lobos era bobo o suficiente para chegar perto do dono quando sentiam que o homem não estava de muito bom humor naquele dia.

Além disso, errar em tudo é tão difícil quanto acertar em tudo. Talvez fosse mais racional, então, recuar para uma antiga regra da lógica: as ações devem ser julgadas pelos resultados concretos que obtêm, e não por aquilo que você acha delas. Um governo só pode ser avaliado depois de se constatar se as coisas melhoraram ou pioraram em consequência  das  decisões que colocou em prática. O número de homicídios, por exemplo? aumentou ou diminuiu depois de doze meses? A inflação está em 2% ou em 20%? O desemprego caiu ou subiu? E por aí vamos.

Mas essa lógica não existe no Brasil de hoje. Está tudo errado, 100% errado, porque é assim que decretam os estados de alma dos proprietários dos veículos e dos jornalistas que empregam? e não porque mediram algum resultado concreto. Ou seja: ainda não aconteceu, mas o governo já errou. A condenação começou no dia da posse de Bolsonaro e dali até hoje não parou mais.

Os jornalistas, denunciou-se já nos primeiros minutos, não receberam instalações à altura da sua importância para a sociedade. Donald Trump não veio. O discurso de estreia foi ruim? embora não tivessem publicado uma sílaba de algum discurso presidencial anterior, para que se pudesse fazer uma comparação.

Há generais em excesso no governo? e qual seria o número ideal de generais no governo? As médias das administrações de Sarney para cá? A média mundial? O que é pior: o general A, B ou C ou os ministros Geddel, Palocci ou Erenice? Há poucos nordestinos. O ministro do Ambiente acha que esgotos, por exemplo, ou coleta de lixo, são problemas ambientais sérios. Conclusão: ele vai abandonar a Amazônia para os destruidores de florestas.

Como o doente que repete sem parar a mesma coisa, não consegue descrever o que vê pela janela, e esquece tudo o que lhe foi demonstrado 1 minuto atrás, a imprensa travou. A prisão do terrorista Cesare Battisti foi uma “derrota” para Bolsonaro; imaginava-se que teria sido uma derrota para Battisti, mas a mídia quer que você ache o contrário.

O acesso à armas de fogo para que um cidadão (só aquele que queira), tenha a chance de exercer o direito de legítima defesa antes de ser assassinado, vai desencadear uma onda de homicídios jamais vista na história. Como as armas de fogo são caras, denuncia–se que a medida é “pró-elites”.

E se vierem a baixar de preço? Passarão a ser melhores? Quando alguém começa a escrever coisas assim, e faz isso o tempo todo, é porque parou de pensar; o cérebro não está mais ligando Zé com Zé. É um problema. Os leitores, cada vez mais, estão percebendo que a imprensa é inútil. Não só eles. No dia em que o governo descobrir que não precisa mais prestar atenção à mídia, vai ver que está perdendo uma montanha de tempo à toa.

Fonte; Defesanet.com.br
Publicado em Veja.com

sábado, janeiro 19, 2019

O Verde de Verdade





por J.R.Guzzo(*)

Qualquer pessoa razoavelmente bem informada sobre as realidades da terra no Brasil sabe muito bem, e há muito tempo, que poucas coisas são tão estúpidas no imaginário mundial quanto a crença de que a agricultura e a pecuária brasileira “destroem” a natureza. Na verdade, quando mais bem instruída é a cabeça, mais espessa é sua ignorância sobre o assunto – e quanto maior a ignorância, mais alta é a sua voz e mais escandalizada a sua indignação. O fato, no fim das contas, é que as pessoas razoavelmente bem informadas sobre o agronegócio brasileiro são poucas; no Brasil, então, praticamente não existem fora do ambiente diretamente ligado ao trabalho e à produção no campo. As grandes autoridades nos problemas ecológicos supostamente ligados à agricultura, aqui, são a modelo Gisele Bündchen e similares; quando Gisele abre a boca para falar alguma coisa sobre o tema, o governo treme. A mídia reproduz suas afirmações como uma “denúncia”, sem a mais remota preocupação em saber se aquilo faz algum nexo lógico. Na verdade, qualquer idiota que tiver carteirinha de “artista” e disser que o país está sendo destruído pela soja e pelo frango tem a seu dispor espaço imediato e ilimitado em nossos órgãos de informação. Se disser que a culpa de tudo é “do Temer”, então, é só correr para o abraço.

➤     O Brasil é o pais mais eficiente na relação agricultura/natureza

É natural, assim, que tenha passado praticamente sem registro o último estudo em profundidade da NASA e do USGS, o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que mapeou por satélite, hectare por hectare, as áreas utilizadas para cultivo no mundo inteiro. Ao lado de pesquisadores do Global Food Security Analisys da ONU, a agência espacial e o serviço de geologia dos Estados Unidos revelaram que o Brasil é um dos países mais eficientes do mundo na relação agricultura-natureza – produz muito alimento em pouca terra e, em consequência, consegue preservar áreas extensas de vegetação e ambiente naturais. Os números, mais uma vez, revelam o contrário das crendices: as lavouras ocupam menos de 8% do território do Brasil. A Índia ocupa 60%; os Estados Unidos, onde estão os maiores críticos do agronegócio brasileiro, utilizam 18% de sua terra com a atividade rural, ou mais do que o dobro do Brasil. Da Europa, então, melhor nem falar: “área verde”, ali, é pouco mais que o jardim público e as árvores plantadas para fazer sombra nas ruas. Verde natural, mesmo, é com o Brasil – a vegetação nativa, aqui, cobre mais de 65% do território nacional, ou dois terços de todo o país.

Os dados são resultado de trabalho feito por profissionais, com a utilização da mais avançada tecnologia disponível. Não são palpite de ativistas ecológicos baseados na pura fé, ou na safadeza. Também não são propaganda da “bancada ruralista”. Vão no sentido exatamente contrário ao que pregam os lobbys agrícolas americanos, que gastam milhões de dólares combatendo o agronegócio brasileiro, com o seu lema “fazendas aqui, florestas lá”; têm a colaboração entusiasmada dos “militantes” brasileiros do verde. Para quem trabalha no campo, naturalmente, as informações da NASA não chegam a ser uma surpresa. Batem com os levantamentos mais recentes da Embrapa, com diferenças de 0,2%. Além disso, o agricultor e o pecuarista sabem muito bem, pelo que veem com os seus próprios olhos, sem a ajuda de satélites, qual é a situação real das terras que cultivam. Mas a verdade, nessa questão toda, é o que menos interessa. A “preservação da natureza” virou uma religião, com dogmas que estão acima da discussão racional e que têm de ser obedecidos sem nenhum questionamento. Ou o sujeito acredita, mesmo que não tenha um miligrama de informação sobre o assunto, ou é carimbado como defensor dos “agrotóxicos”, inimigo da alimentação saudável, capitalista selvagem, perseguidor de “camponeses” e cúmplice do “trabalho escravo” – além, é claro, de fascista e eleitor “do Bolsonaro”.

Não perca seu tempo com essa gente.


(*)J.R.Guzzo : “Veja”, 10/05/2018

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Palestinos: Metralhar uma Mulher Grávida e Mentir







A cena de um ataque terrorista fora do assentamento de Ofra na Cisjordânia, em 9 de dezembro de 2018. (Magen David Adom)
por Bassam Tawil (*).

Três israelenses foram mortos na Cisjordânia na mais recente onda de terrorismo palestino. As vítimas foram dois soldados e um bebê de apenas quatro dias, nascido prematuramente após a mãe ter sido baleada e ferida em um ataque com uma rajada de tiros perpetrado por terroristas palestinos.

O ataque terrorista ocorreu perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia, de fato a capital da Autoridade Palestina (AP) onde o presidente Mahmoud Abbas bem como a maioria dos altos funcionários residem e trabalham. A chacina ocorreu quando uma rajada de tiros foi disparada do interior de um veículo em movimento nas proximidades da colônia de Ofra, e na sequência o veículo foi localizado pelo exército israelense no bairro de Ain Musbah em Ramala, nos arredores da residência particular e gabinete de Abbas.

Ninguém está insinuando que Abbas sabia que o ataque terrorista seria perpetrado. No entanto, a reação de Abbas e das autoridades de alto escalão da AP aos ataques levanta sérias dúvidas ao seu pretenso comprometimento em fazer a paz com Israel.

Horas antes do ataque à Ofra, Abbas ressaltou em um discurso perante os líderes de sua facção, Fatah, que continua comprometido com a "resistência popular pacífica" e com a diplomacia. "Não acreditamos em armas e não acreditamos em foguetes", salientou Abbas fazendo referência aos foguetes lançados pelo Hamas e por outros grupos terroristas contra Israel a partir da Faixa de Gaza.

Este é o mesmo Abbas que, apesar de dizer se opor ao uso de armas e foguetes, não condenou o ataque terrorista no qual três israelenses foram mortos. Muito pelo contrário, tanto seus assessores como ele próprio têm condenado Israel todo santo dia pela repressão aos terroristas.

O incitamento contra Israel teve início logo após o ataque à Ofra, quando Abbas e membros da Fatah e da Autoridade Palestina começaram a condenar Israel pelo envio de soldados a Ramala em busca dos terroristas.

Em vez de condenar os assassinatos em Ofra, o Ministério da Informação de Abbas emitiu uma contundente condenação ao exército israelense por este entrar nos escritórios da agência de notícias palestina Wafa. O ministério definiu a entrada dos soldados como "ato de terrorismo" e pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel pela "agressão" aos palestinos.

Segundo a lógica do ministério de Abbas, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo" mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não.

O exército israelense não entrou em Ramala porque Israel quer "reocupar" a cidade e reinstalar o governo militar israelense. Tratava-se, na realidade, de uma operação limitada que durou poucas horas envolta no contexto da perseguição aos terroristas palestinos. Abbas e membros do alto escalão, no entanto, vêm empreendendo uma intensa campanha de incitamento contra Israel, espalhando mentiras e teorias conspiratórias fora de qualquer propósito.

Veja, por exemplo, o que o Secretário-Geral da OLP, Saeb Erekat, que se autodenomina como o "principal negociador palestino", tinha a dizer sobre a perseguição aos terroristas pelos agentes israelenses. Erekat, em uma bizarra declaração, afirmou que a "intrusão israelense em Ramala foi realizada com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump". Erekat também pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel por seus "crimes" e que proporcione proteção internacional aos palestinos.

O que causa espécie na declaração de Erekat é que ele insinua que Israel precisava da permissão de Trump para enviar suas tropas a Ramala para capturar os terroristas que assassinaram três pessoas. É estranho também que Erekat acredita que a busca israelense para capturar terroristas é um "crime" pelo qual Israel deve ser responsabilizado na arena global.

No entanto, as declarações bizarras da AP não param por aí. Prestemos atenção na observação de Osama Qawassmeh, alto funcionário da Fatah e porta-voz, que afirmou que a operação militar israelense em Ramala foi na realidade dirigida contra o próprio Abbas. Segundo Qawassmeh, o exército israelense "invadiu" Ramala porque Abbas rejeitou o plano, ainda não divulgado, de Trump de paz para o Oriente Médio. Como se isso não bastasse, o membro da Fatah sustentou que o empenho do exército israelense de capturar os terroristas também estava ligado à oposição de Abbas a uma recente resolução dos EUA na Assembleia Geral da ONU para condenar o Hamas pelo disparo incessante de foguetes contra Israel e pelo incitamento à violência.

Essa sandice reflete a lógica distorcida de Abbas e de seus representantes em Ramala. Para eles, o verdadeiro problema não é o disparo de uma rajada de tiros e subsequente morte de uma mulher grávida e a morte de dois soldados. Longe disso, os líderes palestinos, incluindo Abbas, apontam o dedo acusador na direção de Israel pela audácia de enviar soldados para capturar terroristas palestinos e impedir outros ataques contra cidadãos israelenses. Desnecessário dizer que os soldados israelenses que entraram em Ramala em nenhum momento chegaram perto do gabinete ou da residência de Abbas e, com certeza, não tinham a menor intenção de alvejá-lo ou alvejar qualquer um de seus assessores. Na realidade, nenhum membro da Autoridade Palestina ou da Fatah foi detido nem ferido pelas tropas israelenses.

Será que esse membro da Fatah acha que o mundo lá fora é tão obtuso a ponto de acreditar que Israel colocaria em perigo a vida de seus soldados enviando-os a Ramala pelo simples fato de Abbas ter rejeitado um plano de paz que ninguém nunca viu nem sabe de seu conteúdo? Algum dos soldados que entraram em Ramala bateu na porta de Abbas e entregou-lhe uma carta dizendo que deveria aceitar o plano de Trump, (que ninguém conhece), caso contrário ele seria punido? É óbvio de não.

Abaixo mais um exemplo das mentiras e teorias de conspiração promovidas pelos assessores de Abbas nos últimos dias. Mahmoud Habbash, que ocupa o cargo de conselheiro de Abbas para assuntos religiosos, realçou, reagindo às medidas de segurança israelenses contra o terrorismo, que Israel e o Hamas estavam se enfrentando com o objetivo de "virarem a mesa" na Cisjordânia com o intuito de abrir caminho para a implementação do "acordo do século" de Trump que já despontava no horizonte.

Vale salientar também que o Hamas reconheceu publicamente que estava por trás da recente sucessão de ataques terroristas ocorridos na Cisjordânia. Mas, segundo Habbash, a repressão israelense contra o terrorismo nada mais é do que uma conspiração costurada por Israel e pelo Hamas para desgastar a Autoridade Palestina e abrir caminho para a "aprovação do acordo do século, que visa liquidar a causa palestina".

O conselheiro de Abbas, no entanto, está convencido que o mundo é tão tapado a ponto de acreditar que Israel e o Hamas estavam mancomunados por trás dos recentes ataques terroristas. Isso nada mais é do que mais um libelo de sangue de Abbas e de seu séquito contra Israel. A declaração acima não constitui somente uma mentira deslavada, trata-se também de um insulto à inteligência, parece até plágio de um programa humorístico. "Parece", quer dizer, porque esses comentários aparentemente ridículos se referem a uma série de ataques terroristas que ceifaram a vida de cidadãos israelenses. Assim sendo, as declarações devem ser levadas a sério e vistas no contexto da campanha da liderança palestina de incitação e disseminação de fake news contra Israel . É exatamente esse tipo de discurso incendiário que leva os terroristas palestinos a continuarem com os ataques contra Israel.

Em vez de culpar o Hamas pelos ataques terroristas, o gabinete de Abbas preferiu responsabilizar Israel pelo surto de violência na Cisjordânia. "O clima criado pela política de incursões recorrentes de Israel em cidades palestinas, bem como incitamento contra o presidente Abbas, desencadeou essa rodada de violência, que nós rejeitamos", ressalta uma declaração emitida pelo gabinete do presidente palestino.

Mais uma vez, a declaração mostra que Abbas considera as medidas anti-terroristas de Israel e não os ataques elaborados pelo Hamas, como causa dos protestos e da violência. A mensagem de Abbas ao mundo é a seguinte: como esses israelenses ousam tomar medidas de segurança para impedir ataques terroristas contra seus civis e seus soldados!

Está claro que Abbas treme na base em condenar seus rivais no Hamas por desfecharem a última onda de ataques terroristas na Cisjordânia. Ele está cansado de saber que assim que condenar o disparo da rajada de tiros contra uma mulher israelense grávida, o povo se levantará e o acusará de colaborar com Israel. Mas Abbas só pode culpar a si mesmo: seu ininterrupto incitamento e mentiras lançadas contra Israel tornaram perigoso demais dizer uma palavra sequer contra os terroristas palestinos.

Por último, é interessante expor um detalhe importante sobre o porquê de Abbas e seus representantes manterem suas bocas bem fechadas: a repressão israelense contra o Hamas na Cisjordânia, na realidade, atende aos interesses da Autoridade Palestina. Sem a repressão, o Hamas teria derrubado o regime de Abbas há muito tempo e tomado o controle da Cisjordânia. São os soldados israelenses, posicionados a uma pequena distância do gabinete e da residência de Abbas que o mantém são e salvo. Por mais inconveniente que seja a verdade, para Abbas e seus manipuladores em Ramala, é a verdade nua e crua






(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Original em inglês: Palestinians: Shooting a Pregnant Woman and Lying
Tradução: Joseph Skilnik