segunda-feira, agosto 21, 2017

A violência em Charlottesville e a ascensão neonazista










E a fonte ideológica destas pessoas.


por Jeffrey Tucker(*).





Em qualquer país, a vasta maioria da população não tem nenhum interesse em conflitos de rua envolvendo grupos ideologicamente diferentes. As pessoas já têm muitos problemas com os quais se preocupar, como contas a pagar, criar os filhos, pagar planos de saúde, e manter o padrão de vida sob as contínuas dificuldades do cotidiano, de modo que tudo o que elas querem é que esses desajustados sumam.

Por isso, é claro que as pessoas normais ficaram perplexas com as cenas ocorridas nas ruas de Charlottesville — uma pitoresca cidadezinha no estado americano da Virginia, com uma universidade fundada por Thomas Jefferson —, que foram tomadas por aproximadamente 500 neonazistas gritando "os judeus não irão tomar nosso lugar!".

O que vimos nos vídeos e nas reportagens (veja pelo menos os três primeiros minutos do vídeo logo abaixo, foi algo apavorante: um grupo de supremacistas que mais se parecia com uma perigosa força paramilitar, oriundo de todos os cantos do EUA (nenhum integrante da própria cidade), com uma visão de mundo que remetia ao período da Segunda Guerra Mundial, carregando tochas, bandeiras e insígnias de estilo nazista, e gritando slogans racistas e anti-semitas.



Era uma marcha completamente diferente de qualquer outra coisa já vista no país. Não tinha absolutamente nada de semelhante com nenhuma manifestação do Tea Party. Foi algo totalmente atípico e verdadeiramente aterrorizante para os residentes daquela idílica cidade.

Em si, o movimento era completamente avesso aos valores americanos, repleto de ódio, contrário às normas do comportamento civilizado, verdadeiramente perigoso para a ordem pública, e de estranha origem estrangeira. Não havia nada de liberdade de expressão naquilo tudo; era apenas um grupo de pessoas fazendo ameaças. Não se tratava de pessoas querendo liberdade, mas sim exigindo poder. Não se tratava de uma marcha sobre direitos humanos, mas sim uma marcha fazendo ameaças a terceiros e exigindo poderes totalitários.

Em outras palavras, foi algo abertamente deplorável. Na prática, representou a saída do armário de uma ideologia que até então subsistia apenas nas franjas da internet, tornando-se agora mundialmente conhecida.

As principais consequências práticas de toda essa manifestação explícita de neonazismo serão um aumento da vigilância governamental sobre todo e qualquer grupo que venha a ser considerado (arbitrariamente ou não) uma ameaça à ordem pública, mais monitoramentos das comunicações online, e mais restrições às organizações de cunho político — tudo em reação às cenas ocorridas, e contando com a aprovação de um público compreensivelmente assustado.

São exatamente eventos como este que fazem as pessoas perderem suas liberdades básicas. Se os participantes desta marcha neonazista realmente acreditavam estar lutando pela liberdade, conseguiram exatamente o oposto. Mas também há o seguinte: grupos como estes prosperam com o vitimismo. Eles nunca desaparecem, especialmente este, pois boa parte de seu etos se resume a uma apologia ao coitadismo, dizendo o quanto as suas demandas foram suprimidas e oprimidas por todos. Torne-os vítimas e eles prosperarão ainda mais.

A mentalidade grupal

É difícil de ver e doloroso de ouvir. Mas essa gente não desaparecerá tão cedo. Para pessoas cujas cabeças estão repletas de uma ideologia violenta, o que aconteceu até agora (3 mortos e 20 feridos) ainda não é o bastante. Elas imaginam que com suas marchas, suas bandeiras, seus uniformes, seus slogans, seus cantos e seus gritos irão fazer com que a história dramaticamente mude a seu favor e contra as pessoas que eles odeiam (majoritariamente, negros e judeus).

O que realmente causa essas coisas? É um erro dizer que são apenas "pessoas ruins". Não se trata apenas de "pessoas ruins", mas sim de idéias ruins. Idéias ruins são como vírus que entram no cérebro e fazem pessoas imaginar coisas que não existem. É como uma doença que a pessoa nem sabe que tem. Faz a pessoa fervilhar de ódio por nenhum motivo aparente, desejar o extermínio de pessoas que jamais fizeram nada de errado, e imaginar que batalhas sociais — que têm zero chance de ser bem-sucedidas — trarão resultados positivos para elas.

A implausibilidade de suas idéias é mascarada por uma psicologia de grupo. São pessoas que formam grupos compostos exclusivamente por indivíduos que pensam exatamente igual e que incitam uns aos outros a ter os mesmos ressentimentos em relação a terceiros e a sonhar com novos poderes que conseguirão adquirir caso ajam agressivamente, impetuosamente e com determinação. Eles evocam os "culpados de sempre" (negros, judeus, mulheres, gays) e passam a acreditar que a única solução para as suas aflições (como dito, são pessoas inerentemente vitimistas) é destruir todos esses culpados por meio de uma grande insurreição, após a qual eles assumirão o poder e governarão para sempre.

Sim, parece insano. Mas se há algo que a história sempre demonstrou é que nenhuma ideia é insana demais para ser descartada por um grupo infectado pelo desejo de mandar. Qualquer meio para se alcançar este fim serve.

As raízes ideológicas

Com efeito, tudo o que já aconteceu até agora, com uma real destruição de vidas e propriedade, já foi muito além da política convencional, e pressagia algo verdadeiramente terrível do passado, algo que muitos de nós imaginávamos que não mais se repetiria.

Boa parte da mídia relata que tudo começou com uma desavença sobre o destino de uma estátua do general Robert E. Lee, que comandou os confederados durante a Guerra Civil americana. A estátua está localizada no centro de Charlotesville e a câmara de vereadores aprovou sua derrubada. Os neonazistas não teriam gostado disso e teriam ido para lá para protestar, com tudo terminando em violência.

Mas a realidade é que essa questão da estátua foi apenas um pretexto, e se tornou uma forma de desviar a atenção em relação à real motivação de tudo.

O que realmente aconteceu foi uma explosiva expressão de uma ideia que já vinha sendo fermentada há um bom tempo, e que foi transformada em um movimento maligno que já vinha ganhando tração nos subterrâneos. Após o fim da Segunda Guerra, quase todo mundo imaginava que a ideologia nazista estava extinta da terra e que a única ideia totalitária que ainda trazia ameaças à liberdade era o comunismo. Isso pode até ter sido verdade por algumas décadas, mas as coisas começaram a mudar na década de 1990, quando novas e violentas tendências estatistas começaram a surgir.

Nos últimos dois anos, escrevi copiosamente sobre a história mais profunda destas violentas tendências estatistas, as quais podem ser alternadamente descritas como nazismo, fascismo, direita alternativa, supremacia branca, nacionalismo branco e, o meu preferido (criado por Ludwig von Mises), hegelianismo de direita.

Analisei as obras de pessoas como Johann Fichte, Friedrich List, Houston Stewart Chamberlain, Thomas Carlyle, John Ruskin, Charles Davenport, Oswald Spengler, Carl Schmitt, Julius Evola, Giovanni Gentile e outros (vários de meus escritos sobre essas pessoas podem ser encontrados aqui). Todas essas idéias já existiam muito antes de Hitler e dos nazistas — e causaram enormes estragos no mundo muito antes do Holocausto — e continuam existindo muito depois deles.

Sim, é bem verdade que provavelmente nenhum daqueles criminosos em Charlotesville tenha lido esses pensadores. Sendo assim, como podemos atribuir alguma culpa a eles?

O problema é que idéias são estranhamente mágicas, como um DNA espiritual que viaja no tempo, movendo-se de cérebro para cérebro como uma mutação genética, e tão imprevisível quanto. Keynes estava certo ao dizer que a maioria dos políticos é escrava de algum economista defunto; da mesma maneira, aqueles violentos baderneiros são escravos de algum filósofo defunto que odiava a ascensão de uma liberdade universal ao redor do mundo durante o século XIX, e que estava determinado a refreá-la.

Ao mesmo tempo, é necessário haver algum canal de transmissão para as idéias. Os líderes deste movimento servem bem ao propósito, mas há uma raiz mais profunda.

Sempre fui extremamente relutante em mencionar aquele que pode ser o mais influente tratado neonazista da história, e que certamente está por trás da ascensão deste violento movimento nas décadas mais recentes. No entanto, considerando-se os últimos acontecimentos, chegou a hora. O livro se chama The Turner Diaries, escrito por "Andrew McDonald", que na verdade era apenas um pseudônimo para William L. Pierce, um brilhante cientista cuja mente foi completamente infectada pela ideologia nazista exatamente por ele ter sido um voraz leitor dos autores acima mencionados.

Recomendo ferrenhamente não ler este livro. Uma vez lido, é impossível esquecê-lo. Não dá para apagá-lo de sua mente. Este livro se tornou a bíblia dos neonazistas. Lembro-me vivamente da primeira vez que o li. Foi uma experiência aterrorizante, a qual me abalou profundamente. Foi ali que comecei a perceber a nova tarefa que nos esperava: combater este horror com cada joule de nossa energia intelectual.

O livro, que é uma história de ficção, narra o surgimento de uma pequena junta de nacionalistas brancos que decide reverter o curso da história mundial por meio de uma série de assassinatos, começando com judeus, depois indo para os negros, depois para os comunistas, depois para os comerciantes e empreendedores e, então, inevitavelmente, para os libertários (sim, eles também nos odeiam).

O que você aprende no livro é que este movimento é absolutamente socialista, só que de uma maneira distinta do típico socialismo de esquerda. Eles não são camisas vermelhas, mas sim camisas marrons. Logo, eles têm uma agenda diferente. A luta deles não é a luta de classes, mas sim a luta de raças, a luta de religião, a luta de gêneros, e a luta pela identidade nacional. O que é totalmente explícito é que se trata de um movimento coletivista, anti-mercado, anti-libertário e estatizante até o âmago. 

E o que ocorre no livro? A junta insufla as massas a ficar do seu lado por meio de um crescente banho de sangue, adquire o controle do governo, estabelece um estado socialista responsável por planejar centralizadamente a economia, assume o controle de todo o estoque nuclear do mundo e então dizima todos os não-brancos do mundo.

Desculpe o spoiler.

O código genético

Não é segredo nenhum que este livro sempre foi o manifesto que converte, agrega e norteia os neonazistas. O verbete da Wikipéedia traz várias fontes a respeito.

Sendo assim, por que alguém criaria todo um movimento baseado nas ideias de um livro tão horrendo? De novo, a mente humana é capaz de imaginar coisas terríveis, e aquilo que imaginamos ser verdade influencia ações. Idéias têm consequências. Uma pessoa que tenha acompanhado a transmissão dessas idéias ao longo das últimas décadas consegue ver para onde tudo isso pode ir.

O que acontece agora? De um lado, um robusto movimento de esquerda está explorando esses acontecimentos com o intuito de contra-balançar essa crescente ameaça neonazista, a qual eles atribuem à ascensão da "direita". De outro, há um governo pronto para explorar o conflito entre esses dois grupos estatistas para atacar ainda mais nossas liberdades. Trata-se da tempestade perfeita.

Nossa tarefa

E é exatamente por isso que é tão importante que nós libertários falemos abertamente a verdade, e com convicção e coragem. Simplesmente não podermos permitir que a esquerda seja a única voz ideológica de oposição a isso.

Sendo assim, o que fazer? A resposta jaz na fonte do problema. Toda a bagunça começou com idéias ruins. O único meio disponível — e é o mais poderoso de todos — é combater idéias ruins com idéias boas. Todos nós temos de nos atirar, e com grande empenho, nesta batalha intelectual, desmascarando esse inimigo.

E quais são essas boas idéias? O progresso dos últimos 500 anos nos mostra exatamente quais são: harmonia social, direitos humanos (cada indivíduo tem o direito de que não retirem sua vida, sua liberdade e sua propriedade honestamente adquirida), aspiração a uma dignidade universal, a economia de mercado como um meio para a paz e a prosperidade, a convicção de que todos nós podemos cooperar visando a uma vantagem mútua, e, acima de tudo, a beleza e a magnificência da própria ideia da liberdade.

Todos os que veneram a paz, a prosperidade e o progresso humano não devem se desesperar, mas sim se dedicar com ainda mais afinco à missão de substituir idéias ruins pelas boas. Nossos antecessores nesta missão tinham chances muito menores que as nossas, e ainda assim prevaleceram. E eram numericamente muito menores do que nós.

Iremos prevalecer também, desde que pensemos, falemos e atuemos com coragem e convicção em prol de tudo aquilo que é verdadeiro. É assim que este ciclo de violência envolvendo rótulos (fascismo e socialismo, nazismo e comunismo, direita e esquerda) será derrotado e substituído.

Fonte: mises.org.br

domingo, agosto 20, 2017

Índios – Amantes do capital que são protegidos por socialistas.





As terras indígenas ocupam 13% do território nacional (109.878.147,9628 hectares) segundo dados da FUNAI, em maio de 2013. São 672 terras indígenas, sendo 30 delimitadas, 51 declaradas, 12 homologadas, 428 regularizadas e 36 reservas indígenas.

A entrega de terras aos índios visa a correção de um suposto erro histórico. Que erro? O extermínio dos índios pelos colonizadores por “alguns séculos”. Ora, se houve extermínio como ainda há índios? Devemos pagar por assassinatos cometidos há 500, 400, 300 e 200 anos? Que assassinatos? É fato histórico que certas tribos ajudaram os colonizadores portugueses a exterminar outras tribos que consideravam inimigas e com as quais viviam em guerra. O mesmo ocorreu quando houve a invasão francesa e a holandesa.

Não há maiores assassinos de índios que os próprios índios. Na atualidade ainda se matam e cometem aberrações como o infanticídio. Enterram crianças vivas por apresentarem “defeitos”, ou problemas de saúde, formação e doenças diversas. Há até casos de tribos que matam gêmeos quando nascem por considerá-los sinônimo de maldição e outras crianças por serem filhos(as) de mãe solteira. Mas os amantes dos índios acham tudo isso lindo e dizem que precisamos conservar a cultura desses pobrezinhos.

No entanto é justamente a cultura ocidental com sua moral, ética e costumes que condena o assassinato, o estupro, a pedofilia e outros tantos crimes, muitos dos quais são naturais para os índios. Mas para os melancias (esquerdistas naturebas, vermelhos por fora e verdes por dentro) é linda a cultura, desde que fique apenas entre os índios. Para eles não devemos informar aos índios que devem ferver a água antes de consumi-la, pois isso agride à cultura deles que deve ser preservada, mesmo que isso signifique a morte de milhares de índios por doenças erradicadas na sociedade ocidental e crises de diarréia que seriam facilmente evitadas.



Mas não é apenas sobre isso que falarei neste artigo, minha meta é expor o capitalismo dos índios, que fizeram escambo com portugueses, franceses, holandês e até ingleses. Trocavam mantimentos, informações e outros itens por coisas como espelhos e panelas. Porém, atualmente, esse “capitalismo” esta bem mais moderno.

Os índios invadem as terras de outros e exigem a demarcação, regulamentação, homologação, etc, delas como terras e/ou reservas indígenas. Famílias que estão há gerações nessas terras, produzindo, explorando-as, gerando riqueza e renda, são arrancadas e expulsas para que os índios não faça absolutamente nada com essas terras. Terras boas e produtivas são entregues nas mãos de inúteis.

Essa prática gera conflitos incessantes entre agricultores/fazendeiros e índios, além de madeireiros também contra os indígenas. Populações próximas as terras indígenas também entram em conflito com os índios. Tudo por causa do roubo de terras efetuado pelo Estado para que sejam repassadas aos índios improdutivos.

Então, o que os índios fazem com as terras boas e anteriormente produtivas? Nada! Pois mantê-las produtivas e fazer algo de útil necessita muito trabalho. Ao invés disso, cobram pedágio para que “não índios” passem pelas rodovias e acessos das terras indígenas que estão na rota de 78 estradas rodovias federais. Os preços dos pedágios são dos mais variados, de R$10 até R$120. Pergunte-me agora quem faz a manutenção dessas rodovias? Sim, o Estado, ou seja, temos que pagar como contribuintes e aos indígenas.

Se pensarmos nos índios como donos dessas terras não seria injusto ou errado que cobrem para que outros as utilizem, contudo, se pensarmos que eles planejaram o roubo dessas terras e coagiram o Estado a efetuá-lo, principalmente através da pressão de grupos aliados, então, não são os donos de direito e não devem poder explorar nada. Além disso, se eles ao menos fossem os responsáveis pela manutenção das rodovias e o pedágio servi-se para isso, além da obtenção de lucro (que seria justa), seria também correto que cobrem pelo serviço. Mas também não é o caso, pois o Estado é o responsável e nós já pagamos através da abusiva carga tributária brasileira.

Inclusive, o pedágio dos índios além de errado não encontra amparo legal, pelo contrário, segundo decisão do Superior Tribunal Federal (STF), quando julgado o caso da reserva Raposa Serra do Sol, a passagem de não índios e a utilização de estradas não podem ser objeto de cobrança por parte das comunidades indígenas. Apesar disso há quem defenda que haja uma “compensação” pelo fim dos pedágio ilegais. Entenda-se que as terras são roubadas, o pedágio sobre um serviço que não é prestado é mais um roubo e, no entanto, há quem defenda a “compensação” desses roubos com entrega de mais roubo aos índios. Essa atitude estimula que os índios continuem invadindo e roubando terras atrás de mais compensação.

Falo é claro da FUNAI, mais especificamente de Maria Janete Albuquerque (representante da FUNAI) que afirma não condenar as ações dos índios e que “Não é uma questão de estar certo ou errado”. Ora, Maria Janete, sério? E se os índios resolvessem invadir a sua casa, tomar a sua terra e cobrar pedágio de você para passar por ali, qual seria sua posição? Você se posicionaria ao lado do que é certo, ou defenderia “os pobres coitadinhos”?

Tudo isso começa a mostrar o “capitalismo” dos indígenas. Coloco capitalismo entre aspas, pois me refiro estritamente ao fato dos índios amarem o dinheiro e o acúmulo de capital, querendo lucrar com as terras. No entanto, que fique claro, o capitalismo é um sistema onde os indivíduos oferecem produtos e serviços para atender as demandas existentes e cobram por isso, além de investirem em qualidade desses produtos e/ou serviços e preços menores devido a livre concorrência (quem não prestar bons serviços ou fabricar/distribuir/comercializar bons produtos falirá). É o capitalismo de Livre Mercado (que não é praticado pelos índios).

No caso dos índios, estes são amantes do capital, mas agem diferente das regras do capitalismo, pois cobram por serviços que não são prestados e tentam lucrar através do roubo e da exploração do objeto roubado.

Isso prova novamente ao sabermos que há índios que arrendam as terras roubadas para exploração de empresários, fazendeiros, agricultores, madeireiros e até dos antigos donos. Ou seja, roubam as terras e alugam o roubo para terceiros. Imagine ter sua propriedade privada roubada e depois o ladrão lhe cobrar para que possa utilizar esta. Então aparece um melancia e diz que os índios fazem isso por não terem outras fontes de renda (*coitadinhos). Caramba! Possuem 13% do território nacional e não conseguem gerar riqueza e obter renda? Será que está ligado ao fato de que são improdutivos, roubam terras boas e não produzem nada? Há terra até demais para ser trabalhada, mas os índios não possuem renda? Então é porque não trabalham. Querem obter renda sem trabalhar por isso e à custa dos cidadãos trabalhadores e roubados? Não é a toa que são admirados e adorados pela esquerda.

Se as terras fossem dos índios e eles decidissem alugá-las, ótimo, isso resolveria o impasse com madeireiros, fazendeiros, etc, contribuindo para a geração de riqueza e renda. Inclusive, o fato de os índios fazerem isso com as terras roubadas já “ameniza” a situação, mas não deixa de ser condenável roubar um objeto e alugá-lo para outro ou até a pessoa de quem roubou. A locação das terras é um arranjo que possibilita a exploração e a geração de riqueza, amenizando o problema, porém, não muda o fato de que as terras exploradas foram roubadas e que o certo é a devolução das mesmas aos verdadeiros proprietários para que estes decidam como querem utilizar suas propriedade privadas. Essa prática também é boa para escancarar a incoerência dos esquerdistas que defendem o roubo das terras para repassar aos índios.

Ao invés de tratar os índios como pobres coitadinhos oprimidos e recompensá-los com roubo e proteção contra crimes, o Estado deve permitir que as famílias assentadas nas terras roubadas ali permaneçam e produzam. Se o índio não quer fazer nada, então não deve ser recompensado por isso. Querem renda? Pois que ofereçam sua força de trabalho aos agricultores, fazendeiros, madeireiros, etc. Ou que peguem as poucas terras que realmente lhes pertencem e nelas produzam. Que trabalhem.

Os índios devem ser inseridos na sociedade se assim quiserem e obter informações importantes para a própria sobrevivência como a importância de ferver a água antes de consumir, que o infanticídio é algo abominável e que podem entregar essas crianças à instituições especializadas (principalmente filantrópicas), que devem trabalhar pelo que almejam e não roubar ou esperar cair do céu e ter contato com a moral e os costumes da sociedade mais civilizada. Aqueles que preferirem continuar vivendo através dos costumes, moral e cultura indígena que assim o façam, mas fiquem cientes de que não será permitido o roubo aos cidadãos brasileiros. Sendo assim se quiserem obter a própria subsistência que trabalhem por isso.
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No vídeo o procurador de estado do RS, Rodinei Candeia denuncia:
ONGS e militantes de esquerda conseguiram pautar para julgamento no STF várias matérias que lhe interessam, como demarcações e regularizações fundiárias. 


(***)Artigo originalmente escrito em 15/01/2014

(*)Assessor de Imprensa do Instituto Liberal e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça. Roberto Lacerda Barricelli é autor de blogs, jornalista, poeta e escritor. Paulistano, assumidamente Liberal, é voluntário na resistência às doutrinas coletivistas e autoritárias.
Fonte: institutoliberal.org.br

sexta-feira, agosto 18, 2017

O previsível lamento da mulher promíscua





por Everthon Garcia(*).




Testemunho duma mulher chamada “Nancy”, comentando para este blogue. Com informação e comentários daqui.

Vocês mulheres que planeiam encontrar “O Tal” e contrair matrimônio com ele, POR FAVOR, oiçam o que eu vos tenho a dizer. Mais do que TUDO, quem me dera que eu tivesse tido esta informação valiosa – da forma como os homens pensam do sexo e das mulheres promíscuas – quando eu era adolescente.

Se algum dia tiver uma filha, vou-lhe educar com esta preciosa lição de vida. Sinto que só agora, com 29 anos, é que estou a aprender a verdade acerca dos homens. Os meus olhos foram finalmente abertos. Como é que eu pude ser tão cega no passado?! 

Sinto-me incrivelmente triste; estou a viver uma vida cheia de arrependimento. Atualmente encontro-me casada com um homem maravilhoso – o sonho de qualquer mulher. Primeira impressão: atraente, musculado, alto, macho alfa, excelente comunicador. Impressão duradoura: amoroso, preocupado, gentil, provedor, amante excepcional. As mulheres atiram-se aos seus pés, mas ele rejeitou as outras e escolheu-me. 

Infelizmente, eu não me guardei para ele; fui promíscua quando era solteira, e o meu passado sexual está a colocar uma pressão ENORME sobre o nosso relacionamento. Este é o único ponto que gera algum tipo de discussão entre nós. Ele ama-me e toma conta de mim, mas ele não me respeita. Eu oro e espero que sejamos capazes de ultrapassar isto. O teu passado [sexual] tem MUITA importância, e invariavelmente ele retornará para te assombrar. 

Quando eu e o meu marido começamos a namorar, ele disse-me que tinha problemas com mulheres promíscuas; como tal, ele perguntou-me que tipo de vida eu tinha levado quando era solteira. Eu não revelei o número total [de amantes] mas disse apenas que “Não tive relações sexuais com muitos homens”. Dentro do meu círculo de amizades o meu número era considerado abaixo da média, mas numa escala global, é um número verdadeiramente alto.

[ed: Quando ela fala no seu passado sexual, é muito comum a “mulher moderna” – aquela que está sob o feitiço da ética sexual vigente – colocar-se a ela mesma como a única pessoa cujo comportamento sexual era moralmente aceitável dentro do seu grupo de amigas. O problema é que esse tipo de argumento, para os homens, soa a algo como “Eu era a única pessoa honesta dentro da prisão” ou “Eu era a única pessoa sã dentro do manicómio”]

Na altura, o meu marido ficou satisfeito com a minha resposta, mas seis meses mais tarde o tópico voltou a ser falado; ele queria o número exato. Eu fiz o que muitas mulheres fazem e menti. O número que eu lhe disse deixou de fora 10 outros amantes que eu tinha tido, mas mesmo assim ele ficou verdadeiramente enojado comigo. No entanto, ele ficou comigo.

Finalmente, e seis meses depois, revelei toda a verdade e confessei o número exato de amantes que tinha tido. Na altura, ele ficou MUITO próximo de acabar com o nosso relacionamento uma vez que não só eu era uma promíscua [inglês “slut”], como era também uma mentirosa – o que era ainda pior. Danificar a confiança num relacionamento é a PIOR coisa que se pode fazer. 

Ele ficou visivelmente zangado por lhe “atirar areia para os olhos” ao tentar passar a imagem de que eu era melhor do que realmente era, mas eu só não queria ser julgada pelo meu passado. Queria primeiro que ele me conhecesse como pessoa, me amasse e me aceitasse pelo que sou hoje. Ele disse que o que eu tinha feito era injusto porque ele havia-se apaixonado por mim . . . . . mas odiava o meu passado. Não havia a menor chance dele se envolver comigo se soubesse com quantas pessoas eu havia dormido.

Passado que está um ano ele continua comigo, e recentemente casamo-nos. Atualmente ele sabe tudo sobre mim. O meu passado é vergonhoso e embaraçoso, mas sabe bem ser totalmente franca e aberta com ele. Já não há mais segredos e ele faz todos os possíveis para me amar e aceitar por aquilo que eu sou. Ele sabe que sou uma boa pessoa e uma esposa amorosa com muito para oferecer. Ele apenas deseja que eu tivesse feito melhores escolhas no passado.

Há dias que são mais difíceis de superar quando ele não para de pensar no que eu fiz. Sinto-me mal e fico a pensar como ele poderia ter tido qualquer mulher no mundo – uma mulher mais inocente – mas ele está preso a mim. Mercadoria estragada.

* * * * * * *

É perfeitamente compreensível que algumas mulheres fiquem genuinamente perturbadas com o facto dos homens usarem de modo mais severo o passado sexual da mulher contra ela do que a forma como as mulheres usam o passado sexual dos homens contra eles. Mas é assim que as coisas são. Como se diz no Fórum Mundo Realista, “biologia supera ideologia”. Tentar envergonhar os homens chamando-os de – por exemplo – “inseguros” não vai mudar nada.

Mesmo que seja gerada suficiente pressão social para silenciar a normal aversão que os homens têm por mulheres promíscuas (quando se fala em relacionamento sério), eles nunca deixarão de se sentir incomodados com a “quilometragem sexual” da sua futura ou atual esposa (do mesmo modo que a esposa ficará genuinamente perturbada se o marido se despedir do emprego e passar os dias a jogar Playstation – quer ela verbalize ou não a sua frustração).

Quando se fala da história sexual a honestidade é sempre a melhor opção – especialmente quando existe uma miríade de formas através da qual a verdade pode vir ao de cima. Se o teu passado sexual faz com que percas alguém que tu realmente gostas, mais vale cedo do que tarde. E não penses que o passar do tempo irá de alguma forma ajudar, visto que a realização de ter sido deliberadamente enganado durante muito tempo irá certamente endurecer ainda mais o coração do homem contra a mulher. 

Esconder o passado é, logisticamente, muito difícil, e, ao mesmo tempo, psicologicamente muito cansativo.

O feminismo não acabou com a dualidade de critérios na sexualidade: os homens continuam a sentir aversão por mulheres com uma experiência sexual considerável. E porquê? Porque quanto mais promíscua for a mulher, maiores são as probabilidades do homem passar 20 anos da sua vida a sustentar filhos que ele PENSA serem seus – algo que, obviamente, não é do seu interesse. Devido a isto, os homens olham para o passado sexual da mulher como uma previsão válida para o seu comportamento futuro.

A nossa sociedade penaliza as mulheres que se preservam e que exigem algum tipo de compromisso sério antes de se entregarem sexualmente aos homens. Isto está muito longe de ser fácil, mas a mulher só tem duas escolhas: 
Escolha A: Esperar

Escolha B: Ceder.

A Nancy, que é um exemplo trágico da Escolha B, resolveu agora partilhar a sua história como testemunho das consequências dessa escolha.

Para os homens, a mensagem é mesma já repetida por várias pessoas: se têm planos de casar e formar uma família, é aconselhável tentar saber o quanto antes que estilo de vida sexual a futura esposa levava, e quantos parceiros sexuais ela já teve. E, como diz uma mulher neste site, “Se nós [as mulheres] dizemos 5, então isso quer dizer 20. Se nós dizemos 2, então queremos dizer 8, e se nós dizemos que tu és o primeiro, então isso quer dizer que já nem nos lembramos dos nomes dos nossos parceiros sexuais”.

quinta-feira, agosto 17, 2017

Mutilação genital feminina e a loucura suicida do multiculturalismo






por Khadija Khan (*).




Os advogados de defesa de dois médicos de Michigan, naturais da Índia e uma de suas esposas, que foram indiciados pelo júri em 22 de abril e acusados de mutilar os órgãos genitais de duas meninas de sete anos, pretendem apresentar o argumento de liberdade religiosa na representação de seus clientes muçulmanos.

Os réus são membros da Dawoodi Bohra, uma seita islâmica de sua terra natal. Na esfera federal, sendo este o primeiro caso desde que a mutilação genital feminina (FGM em inglês) foi proibida em 1996, a defesa afirma que a prática é um ritual religioso e, portanto, deve ser protegido pela lei dos Estados Unidos.

A petição revela involuntariamente as falsas alegações feitas por proeminentes muçulmanos – como o estudioso/apresentador de TV iraniano/americano Reza Aslan e a ativista palestina/americana Linda Sarsour, que insistem que a FGM não é “uma prática islâmica”.

A mutilação genital feminina, também conhecida como circuncisão feminina, é o corte ou a remoção do clitóris e/ou da lábia, como forma de eliminar o desejo e o prazer sexual de uma menina, garantir que ela seja virgem até o casamento e permanecer fiel ao seu marido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde:

A FGM não traz benefícios à saúde, além de causar danos às meninas e mulheres de diversas maneiras. A prática significa remover e lesar o saudável e normal tecido genital feminino, interferindo com as funções naturais dos corpos das meninas e das mulheres. De modo geral os riscos aumentam quanto maior for a severidade do procedimento.

Os procedimentos são realizados, na maioria das vezes, em meninas que estão entre a infância e a adolescência, ocasionalmente em mulheres adultas. Estima-se que haja mais de 3 milhões de meninas em risco de sofrerem a FGM por ano.

Mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje foram mutiladas em 30 países da África, Oriente Médio e Ásia, onde se concentra a FGM.

O influxo de imigrantes e refugiados dessas regiões do planeta para países ocidentais teve como consequência um aumento dramático e perigoso da FGM na Europa, Grã-Bretanha e Estados Unidos. De acordo com as estatísticas do Serviço Nacional de Saúde, pelo menos uma menina a cada hora está sujeita a este procedimento agonizante somente no Reino Unido – e já faz quase 30 anos que a prática lá é ilegal.




Concomitantemente, um Relatório da Comissão Europeia revelou que cerca de 500 mil mulheres na Europa foram submetidas à FGM, muitas outras correm o risco de serem forçadas a se submeterem a ela. Na Alemanha, por exemplo, foi inaugurada uma clínica em 2013 para fornecer tratamento físico e psicológico às vítimas do procedimento, cerca de 50 mil mulheres passaram pelo procedimento, sendo cerca de 20 mil em Berlim. Chamado de Desert Flower Center, o empreendimento foi encabeçado e financiado pela supermodelo/atriz natural da Somália Waris Dirie, proeminente ativista anti-FGM.


Em 15 de maio, na esteira do caso dos médicos da FGM em Michigan, a Câmara dos Deputados de Minnesota e o Senado de Michigan aprovaram uma legislação que estenderá aos estados as leis federais anti-FGM existentes aos pais de meninas que foram sujeitas ao ritual. Afinal de contas, são as mães e os pais que forçam as filhas a se submeterem ao ritual – como no caso da autora somali, Ayaan Hirsi Ali, foi a sua avó.

Em uma entrevista concedida ao Evening Standard, do Reino Unido em 2013, Hirsi Ali – ex-muçulmana que renegou sua fé e se tornou uma crítica que não faz rodeios quando se trata do Islã e da Lei Islâmica (Sharia), principalmente quando afeta as mulheres – explicou porque tem sido tão difícil processar membros da família envolvidos na FGM:

“Passei por isso aos cinco anos de idade e 10 anos mais tarde, mesmo 20 anos mais tarde, eu não teria testemunhado contra meus pais”, ressaltou ela. “É uma questão psicológica. As pessoas que estão fazendo isso são pais, mães, avós, tias. Nenhuma menininha vai mandá-los para a prisão. Como viver com uma culpa dessas?”

O problema maior, no entanto – que deve ser abordado juntamente com a legislação – abrange o multiculturalismo ocidental que enlouqueceu. Tomemos por exemplo a decisão por parte da editora da coluna Ciência e Saúde, Celia Dugger do New York Times, em abril, de parar de usar o termo “mutilação genital feminina”, alegando que ele está “culturalmente carregado”.

“Há um abismo entre os defensores ocidentais (e alguns africanos) que fazem campanha contra a prática e as pessoas que seguem o rito, eu senti que o linguajar utilizado ampliou ainda mais esse abismo”, salientou ela.

A FGM não é um crime menos estarrecedor do que o estupro ou a escravidão, no entanto as autoproclamadas feministas no Ocidente – incluindo muçulmanas como Linda Sarsour e ativistas não muçulmanas se engajam em uma cruzada contra a “islamofobia” – silenciam quando se trata de práticas bárbaras ou negam sua conexão com o Islã. Será que elas também apoiam a escravidão, outra prática respaldada pelo Islã, ainda praticada hoje na Arábia Saudita, Líbia, Mauritânia e Sudão, bem como pelo Estado Islâmico e pelo Boko Haram?

É por isso que a legislação anti-FGM, por mais crucial que seja, é insuficiente. Chegou a hora de estar vigilante não só contra praticantes e pais, mas também para expor e desacreditar qualquer um que tente proteger essa brutalidade.



(*)Khadija Khan é jornalista e comentarista paquistanesa, atualmente radicada na Alemanha.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte Midiasemmáscara.org

quarta-feira, agosto 16, 2017

O Direito e a mentalidade anticapitalista




por Laircia Vieira Lemos (*).






Ao ouvir interessantes observações feitas por Luiz Felipe Pondé, algumas me levaram a reflexão. Eu já havia observado parte delas. Como o fato de que os recentes movimentos liberais têm aberto portas àqueles acadêmicos com visões pró mercado.

Isso porque nunca, desde os tempos de ensino médio, que já sofre pesada influência do pensamento de esquerda, me identifiquei com a mentalidade anticapitalista. Logo, fui uma das pessoas diretamente afetadas pela falta de conhecimento com viés liberal em instituições de ensino. Isso porque não se podia mencionar determinadas ideias ou sequer desenvolvê-las se contrariasse essa mentalidade tão difundida. Razão pela qual me mantive como mera espectadora na escola e em boa parte da graduação.

O que me chamou atenção nas observações de Pondé foi a colocação sobre a influência da mentalidade estatista nos profissionais do Direito, sendo eu mesma uma. Ao escolher Direito, em meus ingênuos dezesseis anos, imaginei que iria estudar para entender como funciona a sociedade e qual a influência das leis e a necessidade delas sobre as pessoas. Apesar de ter um pai advogado e já saber que o curso não se tratava de apenas devorar e decorar legislações, não imaginei que fosse reduzido a perpetuação da mentalidade estatistas através da chamada Justiça Social.

Isso porque, ao longo dos semestres, cansei de ler autores em livros renomados e artigos acadêmicos que repetiam as mesmas ideias, sem inovações. A razão disso me incomodar é que eu já entendia que a função de um escritor seria a extensão do conhecimento. Ora, é normal que, ao ler um mesmo texto, parte dele chame mais a minha atenção e outra chame mais a atenção de outrem. O que vai levar cada um às próprias reflexões individuais sobre determinado ponto do texto.

Se eu ou a outra pessoa decidir escrever sobre tais reflexões próprias, estaríamos difundindo conhecimento na medida em que mostramos ao mundo uma visão distinta ou mesmo uma observação que ninguém antes havia notado. Assim, ao ver os mesmos dizeres com palavras distintas, me decepcionei com o curso. Não com o Direito em si. Porque em meu íntimo sabia que o Direito não se reduzia àquilo.

O fato é que, apesar de eu ter certa aversão à elitização da área jurídica, o pensamento de certos profissionais acarreta em efeitos duradouros na sociedade. Eis a importância da área. Esse é o caso, ao meu entender, da magistratura. Nobre e difícil profissão, que hoje é negligenciada por muitos que a exercem. Decisões pouco ou mal fundamentadas literalmente me embrulham o estômago. Isso porque se vê que não há paixão no seu exercício, mas sim interesse em seus rendimentos provenientes do Estado.

Todavia, igualmente horrendo são as fundamentações sem lógica em nome da aclamada Justiça Social. O que muito se vê na prática forense. O advogado sofre no seu dia-a-dia profissional em virtude dessa mentalidade. Sofre a burocracia, sofre o mal atendimento de servidores frustrados, ressalvadas exceções, sofre a lerdeza do Judiciário e, por fim, sofre as ideias estatais quando, finalmente, o juiz profere a sentença. Eu sinto isso, vejo meu pai sentir isso em nosso exercício profissional.

O pior de tudo é que é um sofrimento silencioso. Nós seguimos enfrentando a burocracia para alcançar o direito de clientes firmes, por não termos outra opção, seguimos ainda assim. Alguns se aproveitam da mentalidade no próprio exercício da advocacia ao defender direitos que resultam dessas ideias. É o caso de advogados de sindicatos. O que resulta bons rendimentos, por sinal.

Não os julgo. Em um país assim, qualquer um cansaria de nadar contra a maré, correndo risco alto de se afogar no percurso. Por enquanto, sigo nadando mesmo, provavelmente em virtude da paixão por minhas ideias liberais e por acreditar na verdadeira justiça. Essa é a razão pela qual não defenderei leis injustas apenas por ser a lei um dos meus importantes instrumentos de trabalho. Mas confesso, que ao ver o Judiciário vomitar decisões injustas em prol da mentalidade anticapitalista, muitas vezes com um fundo de verdadeira justiça, me sinto impotente. Só me resta balançar a cabeça e seguir na luta.

(*)Laírcia Vieira Lemos é advogada, pós-graduanda em Direito Processual Civil pela Universidade de Fortaleza, Coordenadora do grupo de estudos Clube Atlas.
Fonte - Institutoliberal.org.br

terça-feira, agosto 15, 2017

O Genocida e o Cruzado



por Roberto Lacerda (*), 




O maior herói da esquerda é um genocida, racista e estuprador, mas surge entre os Conservadores um Novo Cruzado, disposto a dar até a última gota de sangue para salvar o Brasil da onda comunista e islâmica.


Ernesto Guevara Lynch, vulgo Che Guevara, foi um revolucionário comunista argentino e esteve entre os dois responsáveis pela guerrilha que levou Cuba à ditadura comunista, que ainda perdura. Como métodos de conquista, manutenção e exercício do poder político em Cuba, Che Guevara, ou “O Porco”; como fora apelidado por passar semanas sem tomar banho e ainda sentir orgulho disso, recorreu a fuzilamentos em série, estupros, perseguição a gays e censura. O grande herói comunista, mas que não passa de um genocida.

A melhor foto de Guevara

Qualquer um que discordasse do regime era preso, torturado e/ou fuzilado. Os artistas foram proibidos de produzir quaisquer obras que não estivessem alinhadas ou não enaltecessem a revolução. Junto a Fidel Castro, perseguiu, prendeu e torturou o poeta cubano Reinaldo Arenas, autor de “Antes que anoiteça”. Tais experiências levaram Arenas ao suicídio.

Ao ser perguntado sobre o que faria pelos negros cubanos, em uma Rádio de Havana, após a Revolução Comunista em Cuba, respondeu: “O mesmo que fizeram pela revolução: nada”.

É a história de um estrangeiro que chega a um pais querendo molda-lo ao seu gosto, ao invés de respeitar as leis e cultura locais, ou retirar-se para outro que esteja dentro do que procura (como a China ou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a época).

Iskandar Elias Riachi (foto à direita), presidente da Liga Cristã Mundial, é um cristão libanês, que lutou ao lado de 50 homens contra as forças terroristas islâmicas no Líbano, para defender os cristãos da perseguição racista-islâmica, do extermínio pelos Jihadistas e seu próprio país das garra da Nova Ordem Mundial e da pseudo-religião de Maomé (Mohammad).

Veio ao Brasil com a família em 1990, aonde fez sua vida financeira e prosseguiu na familiar e religiosa. Constituiu a Liga Cristã Mundial em 2002, uma Associação Civil que vida defender o Brasil da ameaça da Islamizacão e combater as ideologias que apoiam esse projeto (Comunismo, Socialismo Globalismo, Fascismo, Nazismo etc) dentro e fora da Igreja.

Iskandar respeita os costumes e tradições do Brasil, reconhecendo que está é uma pátria batizada, cujo nome original é Terra de Santa Cruz. Segundo o mesmo, está ele disposto a “derramar até a ultima gota de sangue para defender este país”.

Enquanto, de um lado, o grande ídolo comunista/socialista não passou de um estuprador, genocida, racista e perseguidor de gays e desafetos, que sai de seu país para ajudar Fidel a implantar um dos regimes mais tirânicos da história em Cuba; do outro lado há Iskandar Elias Riachi, apelidado “o Último Cruzado” pelos próprios inimigos, um libanês, cristão, que está disposto a dar a própria vida em defesa da pátria que acolheu a ele e sua família.

Portanto, está na hora de jogarmos no lixo os falsos ídolos e seguirmos a liderança, o exemplo, e apoiar o trabalho daqueles que vieram para fazer o bem e lutar pelo que é certo.

Ao invés de amar a tiranicidas, como Che Guevara, “O Porco”, amemos aos melhores, olhemos para o alto e nos pautemos pelos bons exemplos, como de Iskandar Riachi, o Último Cruzado, ou estaremos sob constante ameaça de fazer do Brasil uma nova Cuba, porém muito mais cruel e sanguinária.

Fonte - Conservadorismodobrasil.com.br

segunda-feira, agosto 14, 2017

O Livro Negro da Esquerda Americana






por Everthon Garcia (*).

Capitão Fantástico’ é fábula familiar sobre a esquerda americana



Este artigo foi publicado no dia 13 de janeiro no WND. O autor, o general Ion Mihai Pacepa é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco soviético. Seu novo livro, Disinformation, escrito em coautoria com o professor Ronald Rychlak, foi lançado em junho pelo WND Books.

O livro “The Black Book of the American Left: Collected Conservative Writings of David Horowitz” deve ser lido por todo cidadão americano que ama este país. A obra é um chacoalhão de alerta: os Estados Unidos estão sendo infectados pela peste bubônica do marxismo, que, no passado, contaminou o próprio autor do livro.

Na década de 1970, David Horowitz atingiu os mais altos cargos dos movimentos de esquerda americanos. Depois, acabou entendendo que o marxismo é uma mentira – o primeiro passo na direção do roubo e do assassinato – e desde então tem dedicado a vida para avisar que o marxismo está colocando em risco a liberdade e a democracia americanas. Uma pesquisa de opinião pública da Rasmussen Reports mostra que, realmente, hoje apenas 53% dos americanos preferem o capitalismo ao socialismo.

Um dos mais populares night clubs de Nova York é o KGB Bar, com temática soviética. O local, enfeitado com a bandeira soviética e com uma fotografia do “Camarada Lênin”, fica lotado por uma nova geração de escritores marxistas que leem os seus trabalhos. Poucas semanas atrás, esta enorme cidade elegeu, por maioria esmagadora (73% dos votos), um prefeito abertamente marxista, e o conselho de Seattle tem um novo membro que disse, com orgulho, ter usado “o emblema socialista com honra”. O Pravda, jornal pós-soviético da Rússia, que sabia que o socialismo era apenas uma máscara sorridente do marxismo, irritou-se: “Deve ficar claro que, como o rompimento de um grande dique, a enxurrada americana na direção do marxismo está ocorrendo com uma velocidade de tirar o fôlego, contra um pano de fundo de uma manada passiva e infeliz, desculpe, prezado leitor, quero dizer, o povo.”


Imagens do KGB bar


Os Estados Unidos ainda não perceberam realmente que o marxismo está infectando o país porque a grande mídia tem feito o possível para esconder esse truísmo e porque nem o Partido Republicano nem o Tea Party chamaram a atenção para os perigos do marxismo. A nossa mídia também está escondendo o fato de que a única coisa que o marxismo deixou atrás de si foi sempre países parecendo acampamentos de trailer devastados por furacões, e líderes marxistas ardendo no inferno de Dante – todos, sem exceção, de Trotsky a Stalin, de Khrushchev a Brezhnev, de Tito a Enver Hoxha, juntamente com Mátyás Rákosi, Sékou Touré, Julius Nyerere, Nicolae Ceausescu e Hugo Chávez.

David Horowitz nasceu numa família de marxistas confessos, tinha o marxismo no sangue e teve uma carreira de sucesso como ativista, escritor e jornalista marxista. Em 1974, alguns de seus camaradas marxistas – líderes dos Panteras Negras – assassinaram um guarda-livros recrutado por David para fazer a contabilidade de uma escola dos Panteras Negras a qual ajudara a fundar. Aquele crime horrível chocou David e o convenceu a abandonar a carreira de esquerdista de sucesso e passar para o outro lado da barricada política americana.

O David Horowitz Freedom Center e a FrontPage Magazine, criada por David em 1988, marcou o início da sua cruzada antimarxista, que jamais parou. O livro “The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America” (2006) e a Academic Bill of Rights (ABOR) foram outros marcos em sua vida: o início da sua ainda hoje vigorosa campanha contra a doutrinação marxista nas universidades americanas. (A bem da verdade: apesar de nunca ter encontrado pessoalmente com David, eu colaboro com a FrontPage Magazine e tenho repetidamente expressado minha admiração por seu rompimento com o marxismo. David também elogiou publicamente o meu rompimento com o comunismo.)

No prefácio de “The Black Book of the American Left”, o primeiro dos nove volumes de suas memórias, David Horowitz escreveu “para o bem ou para o mal, fui condenado a passar o resto dos meus dias” combatendo o marxismo “com o qual eu rompi por iniciativa própria”. Em maio de 1989, ele e outros dois proeminentes ex-marxistas, Ronald Radosh e Peter Collier, foram à Polônia participar de uma conferência sobre o fim do comunismo. Lá, David disse aos dissidentes poloneses: “Para mim, a tradição de minha família a respeito dos sonhos socialistas acabou. O socialismo não é mais um sonho de um futuro revolucionário. É apenas um pesadelo do passado. Mas, para vocês, o pesadelo não é um sonho. É uma realidade ainda em andamento. O meu sonho para o povo da Polônia socialista é que um dia vocês acordem do pesadelo e sejam livres.” Poucos meses depois, os diálogos entre o governo polonês e os líderes do Solidariedade levaram às primeiras eleições semi-livres do bloco soviético.

No dia 9 de novembro de 1989, quando vi pela televisão o Muro de Berlim sendo derrubado, os meus olhos lacrimejaram. Eu estava muito orgulhoso de ser cidadão americano. O mundo inteiro estava expressando a sua gratidão aos Estados Unidos por sua luta de 45 anos de Guerra Fria contra o mal soviético. “O comunismo morreu!”, ouvi as pessoas gritando. Realmente, o comunismo morreu como forma de governo. Mas logo ficou provado que o marxismo, cujo 141° aniversário acabara de ser celebrado, havia sobrevivido.

O filósofo francês Jacques Derrida, que disse ter rompido com o marxismo, mas que confessou que ainda é paralisado pela emoção ao ouvir a Internacional, nos lembra que o primeiro substantivo do Manifesto Comunista de Marx é espectro: “Um espectro ronda a Europa, o espectro do comunismo.” De acordo com Derrida, Marx começou o “Manifesto Comunista” com a palavra espectro porque um espectro nunca morre. David Horowitz concordou. “Após a morte de Stalin”, David escreve em suas memórias, os meus pais – cujas vidas foram dedicadas ao marxismo – compreenderam ter “servido a uma quadrilha de déspotas cínicos responsáveis por matar mais camponeses, causar mais fome e miséria humana, e assassinar mais esquerdistas como eles do que os governos capitalistas desde o início dos tempos… Eu tinha 17 anos na época, e no funeral da Velha Esquerda eu jurei a mim mesmo não repetir a sina dos meus pais… Mas a minha juventude me impediu de ver o que aquela catástrofe havia revelado. Continuei com a minha fantasia de um futuro socialista. Quando a Nova Esquerda começou a emergir poucos anos depois, eu estava pronto para acreditar num novo início e estava ávido por assistir ao seu nascimento.”

David Horowitz agora documenta que uma nova geração de americanos, aos quais não está mais sendo ensinada a história e que conhecem pouco ou nada da longa luta do nosso país contra o marxismo, está dando a esta heresia – responsável pelo assassinato de mais de 90 milhões de pessoas – outra vida nova. Em 2008, o Partido Democrata retratou os Estados Unidos como um “império capitalista decadente e racista”, incapaz de prover a assistência médica para os pobres, de reconstruir as suas “escolas em frangalhos”, ou de substituir as “fábricas fechadas que no passado proporcionaram uma vida decente para homens e mulheres de todas as raças” e garantiram que mudariam isso drasticamente por meio do aumento de impostos sobre os americanos ricos e sobre as empresas americanas e seus proprietários, para financiar programas para os pobres. Isso é marxismo em estado puro. No “Manifesto Comunista”, Marx pintou o capitalismo como “um império decadente e racista” e garantiu erradicá-lo defendendo 10 “transgressões dos direitos de propriedade” os quais vieram a ser conhecidos como os “Dez Pontos do Manifesto Comunista”. Dentre eles: pesado imposto de renda com aumento progressivo e gradual, abolição dos direitos de herança, abolição da propriedade.

Se você conhece o “Manifesto”, como David conhece, vai pensar que Marx em pessoa escreveu o programa econômico do Partido Democrata, o qual contém todos os dez pontos acima citados. Se você não conhece o “Manifesto”, dê uma olhada no “The Black Book of the American Left”. Os jovens de hoje, cuja idade é igual à que David tinha quando ignorou os inauditos crimes de Stalin, acreditam em jantar grátis. Não é de admirar que, na corrida eleitoral de 2008, o Partido Democrata lotou estádios com jovens exigindo a redistribuição da riqueza dos Estados Unidos. Algumas daquelas assembleias eleitorais pareceram, para mim, uma repetição das aglomerações do ditador romeno Ceausescu – mais de 80 mil jovens reunidos em frente do agora famoso templo grego imitando a Casa Branca erguido em Denver, para exigir a redistribuição da riqueza americana. O Partido Democrata conquistou a Casa Branca e as duas câmaras do Congresso.

As pessoas se acostumaram a olhar com complacência a “redistribuição de riqueza”, mas David Horowitz demonstra, de maneira convincente, que isso é a quintessência do marxismo, e que o marxismo sempre termina em colapso econômico. Eu concordo. “Roubar os capitalistas é moral, camaradas”, eu ouvi Khrushchev dizer durante suas “férias de seis dias” de 1959 na Romênia. “Não se espantem, camaradas. Usei intencionalmente o verbo roubar. Roubar os nossos inimigos é moral, camaradas.” “Roubar os capitalistas é um dever dos marxistas”, pontificava o presidente da Romênia, Nicolae Ceausescu, durante os anos em que fui o seu conselheiro de segurança nacional. “Os capitalistas são inimigos mortais do marxismo”, ouvi Fidel Castro discursar em 1972 quando passei férias em Cuba como convidado do seu irmão Raul. “Matá-los é moral, camaradas!”

Na minha outra vida cheguei ao topo da entidade marxista – o Império Soviético – criado por meio da redistribuição da riqueza do seu povo, e para escapar da sua tirania eu fui obrigado a recomeçar a minha vida do zero, como David. Redistribuição de riqueza é roubo disfarçado – um passo antes do homicídio – e o roubo e o homicídio se tornaram políticas públicas no dia do nascimento do marxismo soviético. Imediatamente após a revolução de novembro de 1917, os marxistas soviéticos confiscaram a riqueza da família imperial, apoderaram-se das terras dos russos ricos, nacionalizaram a indústria e o sistema bancário e mataram a maior parte dos donos de terras. Em 1929, confinando os camponeses em fazendas coletivas, os marxistas soviéticos roubaram as suas propriedades juntamente com os animais e ferramentas. Em poucos anos, virtualmente toda a economia soviética estava funcionando a base de propriedades roubadas. Quando o povo começou a protestar contra o roubo, os marxistas transformaram o Império Soviético num Estado policial tirânico. Mais de 20 milhões de pessoas foram mortas para manter aquele império gulag sob controle. Em longo prazo, entretanto, roubo e crime não compensam, mesmo quando cometidos por uma superpotência. O colapso da União Soviética em 1991 é a maior prova disso.

No dia 7 de fevereiro de 2009 a capa da Newsweek estampou: “Somos todos socialistas agora.” Isso também foi dito pelo jornal Scînteia de Ceausescu quando ele transformou a Romênia num monumento ao marxismo. Dois anos após tomar o poder, o marxista Partido Democrata americano produziu os mesmos resultados do marxismo de Ceausescu – em escala americana. Mais de 14 milhões de americanos perderam o emprego, e quase 42 milhões de pessoas recorreram a programas de alimentação do governo. O crescimento do PIB caiu de 3-4% para 1,6%. A dívida nacional cresceu para o valor sem precedentes de US$17 trilhões, e o valor projetado para 2019 é de US$18 trilhões. O Scînteia foi à falência. A Newsweek foi vendida por um dólar.

Capa da Newsweek em 2009


Vamos dar nome aos bois: estamos falando de marxismo. Marxismo nos Estados Unidos!

O livro “The Black Book of the American Left” não podia ter surgido em momento mais oportuno. Os Estados Unidos precisam entender imediatamente que o marxismo é uma mentira, e que essa mentira é o primeiro passo na direção do roubo e do assassinato.


Fonte – Epoch Times

Conservadorismodobrasil.com.br

domingo, agosto 13, 2017

Você era o Tonto que não sabia que a Venezuela é uma ditadura?



por Flávio Morgenstern(*).




Ensine seus amigos que a história se repete primeiro como tragédia, depois como farsa e depois como meme: socialismo é, foi e será ditadura.

Até a Folha, que só serve de mau exemplo (seja à direita, à esquerda, aos isentos ou de cima pra baixo), resolveu admitir que a Venezuela é uma ditadura. Já o caudilho Nicolás Maduro, curiosamente, costuma ser chamado de presidente, e praticamente nunca é tratado pelo título de honra de ditador. A culpa do fenômeno, entretanto, é uma única, e não parece estar no horizonte de eventos da Folha admiti-lo: chama-se socialismo.

É muito fácil abstrair fenômenos políticos de suas causas factuais e se focar em uma de várias formas de se descrever um país. No caso da Venezuela, fala-se de “ditadura” como se, não mais do que de repente, por razões e vontades particulares de Nicolás Maduro, o sistema político do país tivesse se fechado e, ao invés de vontades privadas, tudo se concentrasse nas mãos do ditador, que apenas por mera coincidência planificou a economia.

É como se fosse uma das eternas ditaduras do Oriente, ou como se o regime, após uma “crise econômica”, tivesse simplesmente “endurecido”. Não por qualquer ideário que tenha sido aplicado, com continuidade, por Hugo Chávez e Nicolás Maduro – hoje tratados como se não tivessem nada a ver um com o outro. E o bolivarianismo, que até rebatizou o país, também chamado “socialismo do século XXI”? Nenhuma menção. Parece que é mero detalhe no genocídio ocorrendo em nosso vizinho. Quem sabe até mesmo um detalhe amenizador.

Trata-se da eterna reprise da espiral descendente do “pensamento” de adolescentes que se encantam com o socialismo, a eterna sociedade dos sonhos de quem ainda pensa em vocabulário de professor de História da 8.ª série (desigualdade! direitos dos trabalhadores! os estadunidenses imperialistas!) e não na vida real de quem carca o couro para produzir riqueza e tem como inimigos a burocracia, os impostos e os nóias querendo enriquecer arrancando seu trabalho de você, que são justamente protegidos por professores de História.

Jovens são, por natureza, completamente idiotas, e nesta fase impera a vontade de trocar a autoridade familiar por qualquer autoridade externa – aliada aos delírios típicos da puberdade, como acreditar que o mundo está muito errado porque ainda não temos nossa mansão e nosso helicóptero particular, então precisamos redesenhar toda a sociedade, ou melhor, todo o cosmo para que tenhamos dinheiro sem precisar nem fazer um estágio chato no McDonald’s antes, e onde seremos considerados geniais sem insuportáveis aulas de estatística e todos nos amarão e nos desejarão sexualmente mesmo que ao invés de puxar ferro e abdicar de prazeres da carne passemos das 15h da tarde até às 3h da manhã nos empaturrando de Cheetos e moscando enterrados no sofá.

A espiral do trauma com a transformação da Venezuela em ditadura socialista atravessa os cinco estágios do Modelo de Sofrimento de Kübler-Ross, a saber: a negação, a raiva, a negociação, a depressão e, finalmente, a aceitação. O paciente passa necessariamente pelos três primeiros estágios, correndo sério risco de chafurdar no quarto. A ciência busca acelerar o processo para que o luto seja superado e se atinja finalmente o quinto patamar.

No caso do socialismo venezuelano, a esquerda passou mais de uma década firme e resoluta na fase da negação: “Imagine, a Venezuela não é uma ditadura, é uma democracia plena, quem a critica são os estadunidenses que querem uma desculpa para invadi-la e tomar o seu petróleo!”, como se a América precisasse ter invadido e tomado para si algum mercado de petróleo no planeta para conseguir o produto (alguns crêem até que a guerra no Afeganistão, país montanhoso cuja principal economia é a agricultura de subsistência, foi por causa de… petróleo).





Na fase da negação, superada recentemente pela Folha de S. Paulo, tudo é lindo, tudo pode, tudo está bem melhor na Venezuela do que por estas bandas. Para o negacionista socialista, basta pensar por termos do professor de História da oitava série (aquele de papete e pochete): na Venezuela há mais “igualdade” (como se todos receberem R$ 100 por mês, ao invés de alguns terem R$ 20 mil e outros terem R$ 100 milhões, fosse uma vantagem), que há “direitos trabalhistas” (como o direito de um sindicato mandar na empresa onde você quer trabalhar, tornando aquela empresa tão atrativa quanto o emprego do professor de História), que há “reforma agrária” (ou seja, alimentos via racionamento, prateleiras vazias e uma cenoura custando o preço de uma pepita de ouro) e que tudo o que é descrito em termos abstratos funciona no bolivarianismo venezuelano.

Na fase de negação, não há nenhum problema na Venezuela, a não ser, é claro, essa maldita oposição e os imperialistas que têm horror a alguém enriquecendo (você não sabia que a CIA existe para sair matando gente que enriquece por aí no mundo?). O socialismo continua lindo, todas as liberdades são respeitadas, tudo é melhor na Venezuela, desde que você possa descrever usando palavras de militante político, ao invés de ir ver como um país transformado em favela tem menos desigualdade do que a Suíça.

Afinal, há tanta liberdade no socialismo-que-não-é-ditadura que, mesmo com o principal canal de TV sendo fechado à força pela tirania de Hugo Chávez, grita-se que “há liberdade de imprensa na Venezuela” (prova: eu estou gritando; e bem alto! mas no Brasil).

Ninguém nunca viu um único site venezuelano de dissidência, a possibilidade de um jornal do país bolivariano sobreviver criticando o regime no país de economia controlada – e prova maior não pode haver de que tudo na Venezuela é lindo e maravilhoso, já que ninguém reclama. Se o socialista na fase de negação enfiou a cabeça num buraco e não viu, é porque não existe.

Podemos chamar a fase de negação de fase “Sou do Levante, tô com Maduro”.




Após a negação, vem a raiva, estágio no qual vários dos mais conhecidos e aguerridos socialistas-que-não-ousam-dizer-que-são-socialistas se encontram no Brasil e no mundo. A raiva pós-tragédia não precisa ter um objeto específico: o paciente está com raiva da situação, culpando Deus, os astros, o destino (a única força cósmica do Universo com senso de humor), o imperialismo, o preço do petróleo, a oposição, o Temer, os hackers russos, a crise internacional e o trágico fato de dinheiro não nascer em árvore (nem mesmo num país flutuando sobre petróleo) para sua miserável situação.

O paciente, é claro, nunca culpa sua própria escolha panaca de acreditar em retórica comunista, ao invés de desconfiar de qualquer autoridade que prometa um mundo melhor bem longe da sua realidade e estudar coisas mais difíceis do que sociologia e teoria política (estudar a taxa de preferência temporalde outputs e inputs e o cálculo econômico sob o socialismo que mostram como socialismo, grande novidade, sempre causa miséria, por exemplo).

A raiva sem objeto pós-tragédia se dá quando o paciente sente a falta de um grande ente querido tomado de si. Não é possível alguém ter acreditado na “democracia” e no bom-mocismo de Chávez e Maduro sem ter sido um fanático desesperado pronto a matar e morrer e desculpar qualquer assassinato cometido por seus caudilhos preferidos (qualquer posição intermediária, colocada inclusive por esquerdistas notórios como Carlos Fuentes, era de repúdio absoluto por “este palhaço do Chávez” e o bolivarianismo). Como tratou Maduro e Chávez e o socialismo como sua razão de ser, descobrir que o socialismo, pela trilionésima vez na história, gerou miséria, totalitarismo, perseguição, genocídio, fome, doenças e morte (uma espécie de versão anfetaminada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse) é o mesmo que perder os melhores amigos e a própria família. A raiva é geral.

O estágio da raiva é o momento em que o esquerdista passa a ignorar a miséria que o bolivarianismo que ele defende tanto causou, e apenas ataca a esmo qualquer um que se oponha ao seu ideário desfrangalhado.

É na raiva em que o paciente infectado com socialismo na adolescência, espécie de gonorréia do século XXI (inclusive se pega nos mesmos ambientes), ignora o que defende e apenas ataca qualquer um que aponte suas falhas, mesmo que não tenha nada a ver com nada. “Vá estudar História! São os estadunidenses que querem petróleo! A oposição venezuelana é golpista e não deixa Maduro governar! Maduro foi eleito! É o preço do petróleo! Ao menos o povo venezuelano é consultado! Você só lê sites de extrema-direita e precisa se informar melhor!” 

A etapa da raiva também é chamada, na ciência psiquiátrica, de Fase do Mimimi Histérico e Constantes Ataques de Pelanca. É a fase em que o paciente se torna mais pedante, chato, inconvivível e, via de regra, mais burro até mesmo do que na fase da negação.






Após a fase dos faniquitos afrescalhados, segue-se o estágio da negociação. Alguns esquerdistas chegaram a tal fase, como a Folha: trata-se de um toma-lá, dá-cá, modelo “ok, a Venezuela virou uma ditadura, mas não a chamaremos de socialista, nem diremos que bolivarianismo é sempre ditadura”, ou outros modelos que tentam sair por cima mesmo chafurdando em sangue de inocentes nas ruas. Afinal, o problema foi que Maduro acordou meio mal humorado, não que implantou o socialismo no país, que se tornou a segunda economia mais fechada do planeta.

A negociação aqui é integralmente amoral: a idéia é ainda mostrar que o socialismo bolivariano era sim uma opção válida, que não houve nada de errado em defendê-lo até o 161.º assassinado em protestos pacíficos (já 162 mortes é uma intolerância inefável), que ser de esquerda continua sendo melhor do que ser dessas pessoas que, veja você, defendem o ca-pi-ta-lis-mo tão descaradamente, e na Venezuela ao menos se tentou criar algo melhor do que este sistema horrendo da Suíça, da Austrália, do Canadá, da Áustria, da América e da Inglaterra, estes países tão miseráveis de onde todo mundo quer fugir em desespero, com as vestes do corpo e muita fome no estômago.

É também a fase de recaídas, em que, nas entrelinhas e muitas vezes descaradamente, o paciente com a doença venérea do socialismo mais quer voltar à fase anterior, sobretudo quando vê que sua argumentação encontrou algum brio público. E vale tudo, até ignorar as mortes – o socialismo abstrato, aquele da “igualdade” e do governo “dando” tudo, ainda ao menos era um norte moral melhor do que, digamos, cada um viver a sua vida, fazer trocas econômicas voluntárias e todo mundo voltar pra casa de BMW no fim do processo.






O risco recai na quarta fase: aqui o paciente com socialismo profundo pode cair na letargia catatônica da depressão. Não se trata necessariamente de estar em posição fetal chorando – posição na qual a maioria dos esquerdistas seria mais produtivo e inofensivo do que o é com as patas no chão – mas sim de um sentimento completo de desânimo ao lembrar do passado de defesa de ditaduras.

É quando o esquerdista começa a fazer textões, artigos, colóquios e até livros com temas como “A crise da esquerda e a busca de novos paradigmas anti-imperialistas” e outros nomes chiques para “Fizemos merda de novo, alguém nos interne porque PQP, viu”. É a fase em que é preciso mudar de assunto desesperadamente (já fizeram com Stalin e Mao, e isso já nas décadas de 70 e 80) para não admitir que anteontem estavam defendendo gente que faz Hitler parecer um principiante.

É quando o infectado, o socialista de butique, parte para a mais velha tática dos defensores de coisas que passam a pegar mal com a galera: trocar os termos. Maduro deturpou Marx, eu não sabia de nada, Maduro é na verdade de extrema-direita, ser de esquerda não tem nada a ver com isso, olha, por que falar da Venezuela com tanto país precisando da nossa ajuda, há muitos interesses por trás de tudo, mas e o Cunha etc. Já faz tempo que, dos defensores do socialismo, mal o PCdoB admite o termo, preferindo diluir em palavras que encantem melhor os trouxas (“direitos”, “igualdade”, “democracia”, “povo” e por aí vai).



Se o paciente do luto normal o faz por não agüentar mais a perda, o socialista o faz porque já não pega bem com a turminha bancar o revolucionário da patota. É tão somente uma questão de opinião pública, de galgar o estrelato no microcosmo, de defender com coragem inumana o que estava todo mundo defendendo até o vídeo viral de WhatsApp da semana passada. De repente, até discutir a série C do campeonato Amapaense ou algum filme B perdido da década de 50 com uma atuação ma-ra-vi-lho-sa vira um programação mais atraente do que falar do que você passou os últimos 15 anos defendendo e precisa da sua defesa mais do que nunca neste momento crucial.

Por fim, alguns raros sobreviventes conseguem se elevar ao último patamar da aceitação, quando o ex-pubertário socialista passa finalmente a aceitar a realidade, levanta a cabeça, arruma um emprego, descobre como a vida é mais complexa do que um discursinho de oitava série (como se você tivesse aprendido alguma coisa que presta na oitava série) e admite o que só adultos admitem: que passaram anos a fio falando bosta.

É a fase em que o esquerdista admite que, afinal, socialismo sempre seguiu o mesmo roteiro de Vale A Pena Ver De Novo, que esse papo de “imperialismo” e “estadunidenses” não consegue explicar por que caceta o embargo cubano seria o culpado pela miséria na ilha particular da família Castro (quer algo mais anti-imperialista no mundo?) e que, dãã, só é possível haver igualdade econômica com uma extrema desigualdade de poder político, como já o afirmara Joseph Sobran.

É o patamar libertador em que admitimos que aquele professor de História tinha como grande autoridade dizer que nossos pais eram caretas (eram mesmo, mas e ele, que usava papete e pochete?!), que acreditamos em tudo quanto é jornalista (até parece que lemos Marx) só porque era mais fácil do que ler um livro com conceitos difíceis como “derivativos” ou entender que a taxa de juros é a soma acumulada de todas as taxas de preferência temporal individuais acumuladas (sério, passamos décadas de vida criticando taxa de juros sem saber o que raios é isso) e outras barbeiragens.

Na verdade, tal patamar seria facílimo de ser alcançado, não fosse um único detalhe: nós perdemos amigos ao atingi-lo. Temos de nos livrar das amizades da escola, temos de virar a casaca contra aqueles que pareciam os mais descolados por serem os “preocupados com o social”. Eles são o único motivo para tanta gente continuar sendo de esquerda depois da adolescência – porque nada no mundo aponta a esquerda como mais certa em assunto nenhum. É a peer pressure política: estar acompanhado e errado, ou certo e sozinho?

A aceitação de que socialismo é totalitarismo é óbvia: não adianta pregar ditadura do proletariado e depois reclamar que o negócio virou ditadura. Era o que você pregava, tonto. Basta agora seguir o caminho de Eric Voegelin, Thomas Sowell, David Horowitz, Leszek Kołakowski, Edmund Wilson, Yuri Bezmenov, Peter Hitchens, Ion Mihai Pacepa, Irving Kristol, Whittaker Chambers e tantos outros: admitir que esteve enganado.

Não dói, bem ao contrário: é se livrar de dores quase sem custo. Se você conhece algum amigo ainda infectado pela variação adolescente do esquerdismo, o socialismo, convide-o a ler e estenda a mão para ele em direção à cura. O medo da falta de amigos é basicamente a única razão para ele ainda não ter atingido o estágio da aceitação da miséria socialista.


(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

Fonte: sensoincomum.org