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segunda-feira, dezembro 05, 2011

Foi bom prá você?




Mas não parece realmente que o país está vivendo um caos de opiniões? É claro que não estou falando em pensamento único: isso é Utopia. Falo do básico e se não concordamos com o básico, o simples, o que nos atinge no dia a dia; e , se não há concordância no mais simples de que forma vamos almejar um país - como um todo - melhor?

Vamos aos recentes fatos. Um jogador de futebol morreu, como todos os dias morrem centenas de outros brasileiros: vítima do alcoolismo. Como sempre acontece no Brasil, tão logo o IML despache o corpo para o velório, o finado famoso vira exemplo de cidadania, pai herói, marido exemplar - mesmo que ao sepultamento compareçam uma dezena de amantes, que, no caso do jogador não aconteceu - e vai por aí.

E, como sempre, aparecem as homenagens. Assim foi recentemente com o ex-vice presidente que, passou a ser cristão devotado, pai exemplar - mesmo não reconhecendo a paternidade de uma filha fora do casamento -. E, como sempre aparecem os desavisados. No caso do ex-jogador no Facebook podia-se ver a quantas anda a falta de conhecimento das pessoas; alguns desconheciam que o "atleta" estava internado no melhor hospital do Brasil e reclamavam um melhor atendimento a ele. Outros sequer sabiam que o jogador era um entusiasta do partido que está no poder; que sempre amou de paixão o regime cubano e - incrível - execrava a "ditadura" que aconteceu no país; como se o regime cubano fosse um exemplo de democracia.

Mas esse caos está apenas nas pessoas comuns? Não.Foi possível ler as opiniões de jornalistas indo na mesma direção: apaga-se da história o que é ruim e deixa-se o que é bom. 

Esquecendo-se o jogador e indo para o brasilzão mesmo, isso acontece no campo da política todos os dias. Ora um "expert" elogia a atitude firme da presidente demitindo este(s) ou aquele(s) ministro(s), ora cobra dela uma atitude mais drástica em relação à corrupção; como se ela jamais houvesse ocupado um cargo tão importante no governo, como se tivesse chegado de outro planeta no começo do ano. Esquecem-se - propositalmente, só pode ser - que a chefia da casa civil de um governo é tão importante quanto o cargo de presidente. É o chefe da casa civil que conhece todos os problemas do governo, todos os integrantes, todo o passado e, provavelmente, todo o futuro. É mesmo possível melhorar algo que há oito anos está errado? Será possível mesmo que alguém, da noite para o dia, num passe de mágica, resolva abandonar toda a sua ideologia - retrógrada -, todas as suas companhias duvidosas e começar a governar para o país e com o país? Será possível mudar de posição e começar a desfazer acordos internacionais com o que de pior existe na face da terra?

Será possível, finalmente, governar sem o apoio de todos os partidos que hoje formam a base aliada - alguns preferem dizer "comprada" -? E os ministérios, estatais e autarquias serão limpos de gente tão execrável?

É claro que como brasileiros aprendemos a ter confiança no futuro - um futuro que não chega nunca, mas... - a vislumbrar dias melhores... Mas sinceramente isso é possível hoje? Será possível em 2014? Talvez em 2018, 2022... 2030? Quantos de nós teremos morrido sem sequer ver a miséria extinguida; o nordeste livre de políticos corruptos; um pais minimamente mais justo; o fim das inauditáveis urnas eletrônicas; das pesquisas compradas...?

Tem sido bom prá você? Então, como sempre diz Salomão Schwartzman: seja feliz.

Vamos pensar? "Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. (Mateus 9,16)".

domingo, junho 22, 2008

BRASIL:MEU AMOR SECRETO




No começo era coisa de adolescente. Adolescentes se apaixonam fácilmente. "Mas logo uma prostituta?", era o que eu ouvia frequentemente. Os mais velhos e experientes estavam sempre me aconselhando. Mas que adolescente escuta conselhos dos mais velhos? No fim das contas, os mais velhos - pensava eu - perderam a capacidade de lutar por alguém que se ama.


A paixão por aquela prostituta aumentava à medida em que o tempo passava. Não pensem errado; jamais investi, como os outros, sôbre a prostituta. Para mim - como para a maioria dos homens - era e será sempre possível transformar uma prostituta em uma mulher honrada, uma mãe, a esposa ideal.

De repente, nem me lembro quando exatamente, ela abandonara a prostituição. Fiquei feliz, mas agora faltava-me a coragem de chegar mais perto dela, de acompanhá-la, talvez amá-la de verdade e lutar para que ela nunca mais retornasse à prostituição.


Nada fiz e continuei platônicamente apaixonado por ela. Desejei-a à distância ou em sonhos ou em pensamentos vagos, mas não a acompanhei nem mesmo como um amigo de verdade.

E tudo voltou a acontecer. Ela se deixou envolver novamente. Agora ela era não apenas uma prostituta, mas uma escrava dos prazeres de muitos. Vendiam-na para a escória, a preço vil. Sua beleza, outrora infinita, estava se acabando.

E novamente, eu me calei, nada fiz. Faltou-me - e ainda falta - a coragem dos sem escrupulos, daqueles que entram no bordel e arrebentam tudo, finalmente salvam a amada das garras dos estupidos e, como num filme meloso de amor, mas cheio de verdades, abraçam a sua paixão e beijam, sem censura, o corpo todo de quem se amou a vida toda.


Hoje, para entrar nesse bordel eu preciso de muito mais do que a coragem, preciso de ajuda. Não quero a ajuda de quem sabe falar coisas bonitas, bem colocadas, sem erros gramaticais. Para salvar a minha prostituta amada eu não quero a ajuda de filósofos ou psicólogos: a tarefa requer gente que ouse meter o pé na porta, sair na porrada, agir como agiram os que se apossaram do coração e da alma da minha prostituta, do meu amor.

Quem quiser ou puder ajudar, não se cale como covardemente eu fiz; venha para a luta.

É lógico que quem se dispuser a ajudar, também quer saber de quem se trata, afinal ninguém briga por alguém que não conheça. A minha prostituta se chama Brasil e quer - eu sei disso - voltar a ser alguém e ser amada de verdade, com respeito.