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segunda-feira, julho 17, 2017

A incessante encenação das mentiras palestinas




por Bassam Tawil



Os enviados Jason Greenblatt e Jared Kushner dos Estados Unidos, que se encontraram nesta semana em Jerusalém e em Ramala com funcionários do alto escalão de Israel e da Autoridade Palestina (AP) com o objetivo de viabilizar a retomada do processo de paz, descobriram o que os enviados anteriores americanos ao Oriente Médio constataram nas últimas duas décadas – que a AP não mudou, não tem como mudar e que não vai mudar.

No encontro em Ramala com o presidente da AP, Mahmoud Abbas, os dois emissários americanos foram informados que os palestinos não aceitarão nada que não seja um estado independente na fronteira pré-1967 tendo como capital Jerusalém Oriental.

Abbas também deixou claro que ele não tem nenhuma intenção de fazer concessões no tocante ao “direito de retorno” na questão dos “refugiados” palestinos. Isso significa que ele quer um estado palestino ao lado de Israel e também quer que Israel seja inundado com milhões de “refugiados” palestinos transformando o país em outro estado palestino.

Na reunião Abbas também reiterou sua exigência que Israel liberte todos os prisioneiros palestinos, incluindo assassinos condenados com as mãos manchadas de sangue judeu, como parte de qualquer acordo de paz. No passado a libertação de terroristas só fez com que aumentasse o terrorismo contra Israel.

De acordo com o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudaineh, o presidente da AP disse a Kushner e a Greenblatt que uma “paz justa e abrangente deveria se basear em todas as resoluções das Nações Unidas (relativas ao conflito árabe-israelense) e à Iniciativa de Paz Árabe (2002)”. Tradução: Israel deve se retirar para as linhas indefensáveis pré-1967 e permitir que facções palestinas armadas se posicionem nas colinas com vista para o aeroporto Ben Gurion e Tel Aviv.

A posição de Abbas reflete com precisão a política da liderança da AP nas duas últimas décadas – política esta normalmente comunicada a todas as administrações americanas, sucessivos governos israelenses e à comunidade internacional.

Há de se reconhecer, Abbas tem sido consistente. Ele nunca mostrou nenhuma disposição em aceitar fazer quaisquer concessões a Israel. Ele jamais perde a oportunidade de reafirmar suas exigências a todos os líderes mundiais e altas autoridades de governo com os quais ele se reúne regularmente.

No entanto, há aqueles na comunidade internacional que ainda acreditam que Abbas ou algum outro líder palestino poderá fazer concessões em troca da paz com Israel.

É inacreditável, mas tanto Kushner quanto Greenblatt, ao que tudo indica, acreditam que possam ter sucesso onde todos deram com os burros n’água.

Os dois enviados americanos, inexperientes, estão trabalhando na ilusão de que persuadirão Abbas e a liderança da AP de desistirem de certas exigências como o “direito de retorno”, a libertação de terroristas presos e a cessação da construção em assentamentos.

O porquê dos enviados do presidente Trump estarem criando a impressão perigosamente ilusória segundo a qual é possível alcançar a paz com a atual liderança da AP é simplesmente um mistério.

Criar uma expectativa dessas é como dar um tiro no pé juntamente com uma vingança, quanto mais alta a expectativa, maior a decepção. Dar aos palestinos a sensação de que a administração Trump possui uma varinha mágica para resolver o conflito israelense-palestino acabará aumentando o ódio e a hostilidade dos palestinos em relação aos americanos e a Israel. Quando os palestinos acordarem para o fato de que o governo Trump não colocará Israel de joelhos, eles irão retomar seus ataques retóricos contra Washington, acusando o governo americano mais uma vez de ser “tendencioso” a favor de Israel.

Foi exatamente esta a sorte das administrações e dos presidentes anteriores dos EUA que decepcionaram os palestinos ao não imporem os ditames a Israel. Os palestinos ainda sonham com o dia em que os EUA ou qualquer outra superpotência force Israel a aceitar todas as suas exigências.

Quando Israel não concorda em aceitar a lista de exigências, os palestinos acusam o país de “destruir” o processo de paz.

Pior do que isso, os palestinos usarão esta acusação como desculpa para redobrar seus ataques terroristas contra os israelenses. A reivindicação palestina, como sempre, será a de que eles estão sendo forçados a recorrer ao terrorismo em face do fracasso de mais um processo de paz patrocinado pelos EUA.

A administração Trump está cometendo um erro colossal ao pensar que Abbas ou qualquer um de seus colegas da Autoridade Palestina têm condições de mostrar alguma flexibilidade em relação a Israel, particularmente em relação a Jerusalém, assentamentos e o “direito de retorno”.

Não há dúvida que Abbas não tem condições de mostrar aos enviados americanos que ele não foi incumbido pelo seu povo para dar um passo na direção da paz com Israel. Abbas sabe, mesmo que os representantes americanos não saibam, que um movimento nessa direção acabaria com sua carreira e possivelmente com a sua vida.

Abbas também não quer entrar para a história palestina como o líder traidor que “se vendeu aos judeus”.

Não obstante as melhores intenções dos enviados americanos e de outros da comunidade internacional, Abbas está cansado de saber a sorte de qualquer líder palestino que considere “colaborar” com a “entidade sionista”.

Abbas, cujo mandato terminou em 2009, é visto como um presidente ilegítimo por inúmeros palestinos, sequer está em condições de oferecer a Israel concessões para fechar um acordo de paz. Para começar, mais tarde poderá surgir alguém e dizer, com toda razão, que como Abbas excedeu seu mandato legítimo no cargo, qualquer acordo feito por ele é ilegal e ilegítimo.

Abbas também não tem condições de conter o incitamento contra Israel, ele não tem como impedir os pagamentos aos assassinos condenados e às suas famílias e também não tem como aceitar a soberania judaica sobre o Muro das Lamentações em Jerusalém.

Ainda que certos assessores, vez ou outra, apareçam com declarações sugerindo que a liderança da AP estaria disposta a considerar algumas concessões em relação a essas questões, tais observações não devem ser levadas a sério: elas são destinadas apenas e tão somente aos países ocidentais.

A assertiva da AP é que ela já fez concessões suficientes meramente por reconhecer o direito de Israel de existir e de desistir das reivindicações palestinas sobre “toda a Palestina”. Segundo este posicionamento é Israel e não os palestinos que precisa fazer concessões pela paz.

“Atingimos o limite no que diz respeito às concessões (em relação a Israel)”, elucidouAshraf al-Ajrami, ex-ministro da AP. “Nós já fizemos uma série de concessões quanto às questões centrais ao passo que Israel não nos apresentou nada”.

É bom lembrar que esta declaração do ex-funcionário da AP é uma mentira deslavada, dadas as generosas propostas, gestos e concessões feitas por sucessivos primeiros-ministros e governos israelenses nas últimas duas décadas.

Reiteradamente, todas as iniciativas israelenses foram rechaçadas pelo rejeicionismo palestino e pela intensificação da violência.

A proposta apresentada pelo primeiro-ministro Ehud Barak em Camp David em 2000 de se retirar da maior parte dos territórios capturados por Israel em 1967 teve como consequência a Segunda Intifada.

A retirada israelense da Faixa de Gaza cinco anos depois foi interpretada, equivocadamente, pelos palestinos como sinal de fraqueza e recuo, resultando no lançamento de milhares de foguetes e mísseis contra Israel.

Outra proposta generosa e sem precedentes do primeiro-ministro Ehud Olmert caiu no vazio.

A atual política da liderança da Autoridade Palestina é evitar alienar a administração Trump fazendo de conta que Abbas e seus cupinchas estão empenhados seriamente em alcançar a paz com Israel. É por esta razão que os representantes de Abbas estão pisando em ovos para não criticar Trump nem seus enviados.

Abbas quer ludibriar a administração Trump para que ela acredite que ele tem a coragem, a vontade e o mandato para fechar um acordo de paz com Israel, da mesma maneira que ele mentiu para os ex-primeiros-ministros israelenses. É o mesmo Abbas que, nos últimos 10 anos, não conseguiu voltar para sua residência privada na Faixa de Gaza, que permanece sob o controle do Hamas.

Mas, ao pé do ouvido, funcionários palestinos do alto escalão têm criticado a administração Trump por simplesmente se atreverem a fazer exigências da liderança da AP, como parar com a incitação anti-Israel e o pagamento de salários aos terroristas presos e às suas famílias. Em outras palavras, o que as autoridades palestinas estão dizendo é: ou Trump aceita nossas exigências ou que vá para o inferno.

“Os americanos já endossaram a posição de Israel” reclamou Hanna Amireh, cacique da OLP.

“A liderança palestina rejeita a exigência de interromper a ajuda financeira aos detentos e às suas famílias… Em vez de apresentar pré-condições aos palestinos, os americanos deveriam exigir o fim do incitamento e da construção em assentamentos israelenses”.

No mundo distorcido da liderança da Autoridade Palestina, as demandas israelenses no tocante ao fim da glorificação palestina de assassinos são por si só um ato de “incitamento”.

Como Israel se atreve a exigir que a liderança da AP suspenda a remessa de dinheiro para terroristas presos e às suas famílias? Como Israel se atreve a desmascarar o incitamento e a glorificação de assassinos e terroristas?

A liderança da AP simplesmente não consegue entender qual o problema de dar nomes de assassinos de judeus às ruas, praças públicas e centros para a juventude.

É uma mera questão de tempo até que a liderança da AP comece a acusar abertamente a administração Trump de ser tendenciosa a favor de Israel. No mundo de Abbas e de seus cupinchas, qualquer administração dos EUA que não engula as mentiras e as invenções palestinas é considerada um círculo “hostil” controlado por judeus e sionistas.

E é exatamente isso que os palestinos disseram em relação a Trump e à sua equipe durante a campanha eleitoral à presidência dos Estados Unidos.

A liderança da AP, a bem da verdade, baixou o tom contra Trump e seus assessores a partir do momento que ele venceu as eleições. No entanto, este tom mais ameno tem o seguinte objetivo: que a AP não seja acusada de ser contra a paz.

Na realidade a liderança da AP mudou o tom mas não a música. Estamos testemunhando uma providência tática e temporária por parte dos palestinos. Esse teatro acabará em breve. A pergunta que continua no ar é: o Ocidente irá perceber que o espetáculo acabou?



Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: Midia Sem Máscara

quinta-feira, agosto 20, 2015

Obama toma partido da OLP contra vítimas do Terror.






por Daniel Greenfield







Tomar partido de terroristas contra vítimas do terrorismo é um bom resumo de toda política externa de Obama e isso não é muito surpreendente. Arnold Ahlert do FrontPageMagazine abordou este tema.

Em 23 de Fevereiro de 2015 um júri federal em Nova York ficou do lado de 10 famílias americanas, declarando a Autoridade Palestina (AP) e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) responsáveis por seis ataques terroristas ocorridos em Israel há mais de uma década atrás. As famílias foram indenizadas em 218,5 milhões dólares por uma série de atos terroristas atribuídos às Brigadas Al-Aqsa Martyrs e ao Hamas, perpetrados entre 2002 e 2004, durante a Segunda Intifada. Na segunda-feira, o governo Obama sinalizou que pode intervir no processo, possivelmente em favor dos terroristas palestinos ...

Nesse meio tempo, Kent Yalowitz, advogado das famílias, solicitou que as duas organizações depositem 30 milhões de dólares por mês em juízo, enquanto o processo avança. O juiz George Daniels indicou que estava inclinado a exigir que os palestinos ofereçam algum tipo de fiança, como forma de indicar "alguma demonstração significativa de que o réu está pronto e disposto a pagar pelo julgamento".

Entra o Departamento de Justiça do governo Obama. Apesar de não ter envolvimento prévio no caso de 11 anos atrás, o DOJ notificou o tribunal no mês passado que estava considerando a apresentação de uma "declaração de interesse" no caso, em 10 de agosto. Uma fonte disse à FoxNews.com que tanto o DOJ como o Departamento de Estado estavam trabalhando juntos sobre o assunto.

E agora o dia chegou.

A administração Obama, citando o potencial dano econômico e político à Autoridade Palestina e ao processo de paz mais amplo, pediu a um juiz na segunda-feira para "considerar cuidadosamente" o valor da fiança que ele exige para que a Autoridade Palestina recorrer por uma enorme indenização por dano por seu papel em seis ataques terroristas em Israel que mataram e feriram americanos ...

A peça também incluiu uma declaração por Antony J. Blinken, o vice-secretário de Estado, elaborando sobre as preocupações do governo com o impacto de exigir uma fiança tão elevada. Privar a Autoridade Palestina de "uma parcela significativa de suas receitas provavelmente comprometeria severamente a capacidade da AP de operar como uma autoridade governamental", escreveu ele ....

No mês passado no tribunal, o juiz Daniels deixou claro que ele queria algum tipo de fiança como uma "demonstração significativa" de que os réus estavam "dispostos e capazes de pagar um julgamento, se uma decisão for afirmada incluindo em caso de recurso".

Obviamente, eles não pretendem pagar. Obama não pretende cobrar deles.

Enquanto isso, enquanto a OLP e seus aliados da mídia afirmam que o terror da Brigada de Mártires Al-Aqsa não tinha nada a ver com eles, acabaram de dar o nome de uma praça em homenagem ao seu comandante.
A Autoridade Palestina dedicou uma outra praça da cidade à memória de um assassino terrorista responsável pelas mortes de civis. Um memorial em Nablus recebeu o nome do Abu Naif Sharakh que esteve envolvido em muitos ataques terroristas contra israelenses, incluindo um duplo atentado suicida em Tel Aviv em 05 de janeiro de 2003, em que 23 pessoas foram mortas e dezenas feridos. Ele era "comandante em Nablus da ala militar do Fatah, a organização terrorista Brigadas de Mártires Al-Aqsa, e foi morto pelo exército israelense em 26 de junho de 2004.

Texto sobre o monumento: "líder Mártir, Naif Abu Sharakh, comandante das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, líder dos caçadores de martírio".

A OLP / AP vive perpetuamente em falência, mas isso é porque sua economia consiste de ajuda externa que seus próprios líderes desviam para suas contas bancárias. Isso, obviamente leva a constantes crises financeiras que exigem resgates da comunidade internacional.

A OLP / AP não é um governo. É um grupo terrorista internacional subsidiado que obtém dinheiro, muito dinheiro, para não se envolver em terrorismo, com resultados extremamente mistos. O contra-argumento equivale à velha e cansada afirmação de que se os terroristas "moderados" forem derrotados, os terroristas "extremistas" assumirão. Como este processo nos lembra, a OLP já é bastante desagradável por conta própria.

Na prática, o processo judicial em questão iria interferir com a capacidade de Obama de financiar terroristas da OLP. Assim ele vai encontrar uma maneira ou outra para encerrá-lo de qualquer maneira.

Aqui está um pequeno flashback de como Bill Clinton lidou com um processo de vítima do terror contra o Irã. No início de outubro de 1998, a secretária de Estado Madeleine Albright começou a chamar os membros do comitê de estudo orçamentário do Congresso, advertindo-os de que o presidente Clinton iria paralisar as atividades governamentais na véspera das eleições de meio de mandato se eles aprovassem uma emenda para ajudar as vítimas do terrorismo.

A emenda, conhecida como Seção 117, era parte do Projeto de Lei de Dotações Orçamentárias do ano fiscal de 1999. Ele obrigava a Secretaria de Estado e a Secretaria do Tesouro a ajudar as vítimas do terrorismo dos estados terroristas nos Estados Unidos, para compensar as famílias por suas perdas.

O Congresso havia redigido a legislação, a pedido de Stephen Flatow, o pai da estudante universitária de 20 anos de idade Alisa Flatow de Nova Jersey, que foi assassinada em abril de 1995 em Gaza por terroristas apoiados pelo Irã. Eles estavam “empurrando com a barriga” porque a administração Clinton havia explorado uma brecha numa lei de 1996 aprovada precisamente com o mesmo propósito ...

Numa entrevista recente, Flatow explicou que a razão porque ele ficou chocado foi que o presidente Clinton tinha acabado de assegurar-lhe pessoalmente que o governo dos EUA iria ajudar as famílias a apreender os bens não-diplomáticos pertencentes ao governo iraniano nos EUA para pagar 247.500 mil dólares em indenização atribuída a eles por um Tribunal Distrital em Washington, DC

Por que esperar algo de bom de Obama?

Tradução: William Uchoa 
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Daniel Greenfield, um Shillman Journalism Fellow do Freedom Center, é um escritor de New York especialista no Islam radical.