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quinta-feira, outubro 18, 2012

Ataque ao terceiro cofre do Brasil.





por Luiz Santilli Jr. 


No Brasil existe três grandes cofres, o da União, o do Estado de São Paulo e o da Cidade de São Paulo. O maior, o da União, já foi abocanhado pelo PT em seu projeto de perpetuação no poder, a qualquer custo.
O segundo e o terceiro cofres ainda não foram usurpados pelo petismo, porém o esforço para isso é imenso. Seria um volume monumental de recursos para o projeto de eternizar-se no poder, além de uma máquina administrativa poderosa para as nomeações dos apaniguados e amigos que perderam eleições.

Em 2010, quando Lula “inventou” Dilma, à revelia do próprio PT e as perspectivas sombrias eram de que ela seria eleita, em vista da extraordinária popularidade de seu mentor, Serra apresentou-se como uma opção que poderia barrar essa manobra hegemônica do PT.

Serra deixou a Prefeitura de São Paulo e obteve na Capital uma vitória marcante sobre Dilma, com mais de 50% dos votos dos paulistanos, na luta contra o êxito do Lulopetismo em nossa cidade.

Registre-se que essa popularidade de Lula adveio da transformação da Bolsa Estudo de FHC, em Bolsa Família pelo Lula, e que de fato tirou da pobreza uma grande parcela do povo brasileiro, porém transformado seus beneficiários em eternos dependentes das benesses públicas, sem o incentivo de crescimento socioeconômico que a Bolsa Escola proporcionara e jogou nas costas da antiga classe média o ônus do pagamento.

Os pobres melhoraram e a classe media empobreceu com o volume avassalador de taxas e impostos da era Lula.
Agora, com Haddad no páreo, criatura de Lula, assim como foi Dilma, volta rondar nossa terra o perigo da tomada do terceiro cofre do Brasil.

A eventual eleição de Haddad representa muito mais uma vitória de Lula, no projeto de tomada dos cofres do País,para servir aos seus objetivos de perpetuação do PT no poder.
Agora alguns hipócritas estão crucificando Serra por ter “abandonado” a Prefeitura em 2010, quando na época votaram maciçamente nele, com medo do rolo compressor Lula/Dilma.

Acrescente-se que José Serra sempre que foi chamado a ocupar cargos públicos nesta República sempre teve um desempenho honesto e competente, seja como Ministro de Estado, Governador de São Paulo e Prefeito.

Já Haddad, político de pouca experiência, quando Ministro da Educação, frequentou a mídia por atos de incompetência e de fraudes.
O segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo se reveste de uma importância impar, vamos decidir se o PT toma mais esta base de riquezas para seus projetos megalomaníacos de hegemonia, ou se os paulistanos de nascimento e de coração serão mais uma vez coerentes com os nossas tradições de escolher bons administradores para nossa cidade, que se mantém como a maior e mais importante do Brasil e não pode ser entregue a políticos a serviço de Lula.

Os eleitores de Serra de 2010 devem ser coerentes ao votarem agora no segundo turno.


quarta-feira, outubro 03, 2012

Palmadas, aborto e política.




por Rodrigo Sias (*)


 GOVERNO DO PT



Nas últimas eleições presidenciais, o debate sobre o aborto surgiu espontaneamente no seio da sociedade. Sentindo o risco que isso seria para a eleição presidencial, o PT, defensor histórico e irrestrito do aborto, montou uma operação enorme para abafar o debate. Temiam o ocorrido nas eleições de 2006, quando a então candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Jandira Feghali, favorita nas pesquisas com ampla margem, foi derrotada quando surgiu o tema do aborto - ela é favorável.

Em 2010, Dilma se disse cristã, "pessoalmente" contra o aborto, e se comprometeu a "não tomar medidas" para que a legislação pró-aborto avançasse, acusando adversários de "calúnia" e "difamação".
Nota do Blogando: No entanto a presidentE assim que eleita nomeou a ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres Eleonora Menicucci (entrevista aqui), abertamente pró-aborto.


Na época, políticos ligados às religiões deixaram-se convencer e o próprio candidato de oposição foi tímido para explorar o eleitorado conservador. Se fosse mais ousado, veria que o movimento abortista não representa de forma alguma a opinião geral de brasileiros e brasileiras e poderia ter vencido as eleições.
Nota do Blogando: O Kit Gay está sendo "escondido" pelos concorrentes do pior ministro da educação dos últimos tempos



Na verdade, não havia "calúnia" contra a agora presidentE Dilma, e sim um fato notório e documentado que foi trazido à cena.


A prova cabal e irrefutável é que passados menos de dois anos das eleições presidenciais, temos uma autointitulada "avó do aborto" como ministra das mulheres.

O governo, em nova operação "abafa", convidou um senador ligado a Igreja Universal, para ser o ministro da Pesca.

Este terá como missão convencer a bancada evangélica de que o governo não está empenhado em defender o aborto. A simbologia da nomeação não poderia ser mais torta.

O peixe é um símbolo cristão e, na Bíblia, os cristãos aparecem como "pescadores de homens".

O PT possui diversos tentáculos e a Igreja Universal está para os evangélicos como a Teologia da Libertação está para os católicos. Resta saber se os líderes ligados às bancadas religiosas se deixarão ludibriar de novo, traindo seu eleitorado e tornando-se cúmplices do esquema.

Neste ano, veio à tona o anteprojeto para a mudança do Código Penal brasileiro da comissão de juristas do Senado.

O presidente do senado, José Sarney, rapidamente o transformou no projeto PLS 236/2012. (Leia aqui e aqui)

O projeto de lei sugere explicitamente que a permissão do aborto seja ampliada para os casos de anencefalia ou quando o feto padecer de "graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente" e por vontade da gestante até a 12ª semana de gravidez, se o médico ou o psicólogo "atestar" que a mulher "não apresenta condições de arcar com a maternidade".

Se o projeto original passar, o aborto pode ser realizado simplesmente porque as crianças são inconvenientes, seja economicamente ou psicologicamente.

Inclusive, admite-se a eugenia, ou seja, pode-se eliminar fetos com deficiências mentais, doenças graves ou imperfeições.

No Brasil, o mesmo governo que defende o aborto, é aquele que aprova a "Lei da Palmada", com o pretexto de "proteger" as crianças de seus pais.

Ou seja, se a mãe quiser dar uns tabefes no filho, não pode. Mas matar pode, desde que a criança ainda não tenha saído de seu útero. O anteprojeto defende ainda a diminuição da pena para infanticídio e a legalização da eutanásia, no que é coerente. Por que só eliminar pessoas inconvenientes no útero, não é mesmo?

É a legislação sob medida para legitimar o Estado totalitário.



(Artigo publicado originalmente no jornal Brasil Econômico, edição n. 646, ano 4, do dia 21 de março de 2012. Foi adaptado pelo autor para publicação no Mídia sem Máscara.)



(*)Rodrigo Sias é economista.