domingo, agosto 18, 2013

Cento e trinta (130) Generais de manifestam contra a Presidente Dilma.







Cento e trinta (130) Generais de manifestam contra a Presidente Dilma.




CENTO E TRINTA (130) GENERAIS se manifestaram publicamente contra a presidente DILMA. A mobilização ocorreu ha pouco mais de um ano, e o documento permanece ecoando na internet, mostrando que ha gente disposta a lutar pela verdadeira democracia. Os oficiais de alta patente dizem que o governo agiu de forma REVANCHISTA e INCONSEQUENTE, e que governa somente para parcelas diferenciadas da sociedade brasileira. A mídia estranhamente ainda se cala sobre o assunto. Os oficiais signatários implicitamente avisam que têm influência sobre a tropa, deixando bem claro que são os responsáveis pelos pilares que fundamentam as forças armadas da atualidade. Avisam que as associações não se intimidarão frente aos acontecimentos e que o atual Ministro da Defesa não tem autoridade para censurar atos de entidades como clubes militares.

“O Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante, propugnando comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes escândalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos impedindo que tenhamos Forças Armadas ...”

Entre os signatários destacam-se oficiais que ocuparam altíssimos cargos na hierarquia militar, como Zenildo de Lucena e Valdésio Guilherme de Figueiredo, destaca-se também o General Rui Leal Campello, herói da Força Expedicionária - Monte Castello. Em qualquer país sério essa movimentação seria manchete em todos os jornais e motivo de preocupação extrema. Afinal, se a nata das forças armadas está insatisfeita e se predispõe a colocar seu nome em um documento público, alguma coisa realmente importante está acontecendo. São homens sérios, que não "jogam conversa fora", e que têm muita informação e conhecimento sobre o Brasil, além de formação em altos estudos militares, política, estratégia e gestão. O mínimo que se poderia fazer seria ouvi-los oficialmente.

“Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.”

Desde meados de 2012 o manifesto dos militares vem sendo divulgado em vários sites e blogs, principalmente os considerados de direita. Apesar da importância que têm seus signatários, parece que o documento ainda não conseguiu vencer as barreiras que separam o virtual do real. O manifesto tramita pela internet, e de site em site vai crescendo. A grande mídia parece que evita o assunto. Ha algum tempo o governo se ressentiu, e falou-se de ameaças de punições disciplinares contra os signatários, por parte do Ministério da defesa. Mas a verdade é que o manifesto continuou ganhando força.

Há de se considerar que se tão grande número de generais se opõe às ações da presidência da república isso pode significar que há realmente algo a corrigir. Se é que existe realmente uma situação conflituosa entre Governo e Forças armadas isso tem que ser reparado com urgência. Além dos 130 generais que assinaram o documento ha ainda centenas de outros oficiais, juízes civis e políticos que apoiaram o manifesto.


MANIFESTO - OFICIAIS GENERAIS
EXÉRCITOGenerais de Exército
Pedro Luiz De Araujo Braga
Armando Luiz Malan De Paiva Chaves
Angelo Baratta Filho
Luiz Guilherme De Freitas Coutinho
José Carlos Leite Filho
Zenildo De Lucena
Domingos Miguel Antônio Gazzineo
José Luis Lopes Da Silva
Luiz De Góis Nogueira Filho
Valdésio Guilherme De Figueiredo
Gilberto Barbosa De Figueiredo
Luiz Edmundo Montedônio Rêgo
Luiz Edmundo Maia De Carvalho
Antônio Araújo De Medeiros
Domingos Carlos Campos Curado
Ivan De Mendonça Bastos
Rui Alves Catão
Cláudio Barbosa De Figueiredo
Carlos Alberto Pinto Silva
Luiz Cesário Da Silveira Filho
Maynard Marques De Santa Rosa
Geise Ferrari
Marius Luiz Carvalho Teixeira Neto
Francisco Batista Torres De Melo

AERONÁUTICA
Tenente Brigadeiro do Ar
Ivan Frota
AERONÁUTICA
Tenente Brigadeiro do Ar
Enir De Souza Pinto
EXÉRCITO
General de Divisão
Francisco Batista Torres De Melo
EXÉRCITO
General de Divisão
Amaury Sá Freire De Lima
EXÉRCITO
General de Divisão
Leone Da Silveira Lee
EXÉRCITO
General de Divisão
Cássio Rodrigues Da Cunha
EXÉRCITO
General de Divisão
Aloísio Rodrigues Dos Santos
EXÉRCITO
General de Divisão
Roberto Viana Maciel Dos Santos
EXÉRCITO
General de Divisão
Marcio Rosendo De Melo
EXÉRCITO
General de Divisão
Luiz  Carlos Minussi
EXÉRCITO
General de Divisão
Gilberto Rodrigues Pimentel
EXÉRCITO
General de Divisão
Ulisses Lisboa Perazzo Lannes
EXÉRCITO
General de Divisão
Luiz Wilson Marques Daudt
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Edilberto Telles Shirotheau Corrêa
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Luiz Antonio Cruz
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Cezar Ney Britto De Mello
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Irineu Rodrigues Neto
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro
Ademir  Siqueira Viana
EXÉRCITO
General de Divisão
Clóvis Puper Bandeira
EXÉRCITO
General de Divisão
Roberto Schifer Bernadi
EXÉRCITO
General de Divisão
Remy De Almeida Escalante
EXÉRCITO
General de Divisão
Sérgio Ruschell Bergamaschi
EXÉRCITO
General de Divisão
Cândido Vargas De Freire
EXÉRCITO
General de Divisão
Sérgio Pedro Coelho Lima
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Carlos Oscar Cruz Ferreira
EXÉRCITO
General de Divisão
Victor José Schlobach Fortuna
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Guido Resende Souza
EXÉRCITO
General de Divisão
Mario Ivan Araujo Bezerra
EXÉRCITO
General de Divisão
Marco Antonio Tischer Saraiva
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro do Ar
Tarso Magnus Da Cunha Frota
EXÉRCITO
General de Divisão
Hélio Covas Pereira Filho
EXÉRCITO
General de Divisão
Sérgio Henrique Carneiro Tavares
EXÉRCITO
General de Divisão
Nelson Beust
EXÉRCITO
General de Divisão
Gilberto Cesar Barbosa
EXÉRCITO
General de Divisão
Sylvio Lucas Imbuzeiro
EXÉRCITO
General de Divisão
Archias Alves de Almeida Neto
AERONÁUTICA
Major Brigadeiro
Luiz Fernando Barbedo
EXÉRCITO
General de Brigada – Detentor do Bastão da FEB
Rui Leal Campello
AERONÁUTICA
Brigadeiro do Ar
Leci Oliveira Peres
EXÉRCITO
General de Brigada
Dickens Ferraz
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo Ricardo Naumann
EXÉRCITO
General de Brigada
Gilberto Serra
EXÉRCITO
General de Brigada
Aricildes De Moraes Motta
EXÉRCITO
General de Brigada
Durval A. M. P. De Andrade Nery
EXÉRCITO
General de Brigada
Carlos Augusto Fernandes Dos Santos
EXÉRCITO
General de Brigada
Miguel Monori Filho
EXÉRCITO
General de Brigada
Iberê Mariano Da Silva
EXÉRCITO
General de Brigada
Eduardo Cunha Da Cunha
EXÉRCITO
General de Brigada
Tirteu Frota
EXÉRCITO
General de Brigada
César Augusto Nicodemus De Souza
EXÉRCITO
General de Brigada
Geraldo Luiz Nery Da Silva
EXÉRCITO
General de Brigada
Marco Antonio Felício Da Silva
EXÉRCITO
General de Brigada
Newton Mousinho De Albuquerque
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo César Lima De Siqueira
EXÉRCITO
General de Brigada
Manoel Theóphilo Gaspar De Oliveira
EXÉRCITO
General de Brigada
Hamilton Bonat
EXÉRCITO
General de Brigada
Elieser Girão Monteiro
EXÉRCITO
General de Brigada
Pedro Fernando Malta
EXÉRCITO
General de Brigada
Mauro Patrício Barroso
EXÉRCITO
General de Brigada
Marcos Miranda Guimarães
EXÉRCITO
General de Brigada
Zamir Meis Veloso
EXÉRCITO
General de Brigada
Valmir Fonseca Azevedo
EXÉRCITO
General de Brigada
Marco Antônio Sávio Costa
AERONÁUTICA
Brigadeiro do Ar
Sérgio Luiz Millon
EXÉRCITO
General de Brigada
Carlos Eduardo Jansen
EXÉRCITO
General de Brigada
Mario Luiz Monteiro Muzzi
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo Roberto Correa Assis
EXÉRCITO
General de Brigada
Iram Carvalho
AERONÁUTICA
Brigadeiro do Ar
Danilo Paiva Alvares
EXÉRCITO
General de Brigada
José Alberto Leal
EXÉRCITO
General de Brigada
José Luiz Gameiro Sarahyba
EXÉRCITO
General de Brigada
Sady Guilherme Schmidt
MARINHA
Contra-Almirante Médico
Luiz Roberto Martins Dias
AERONÁUTICA
Brigadeiro do Ar
Valter Carrocino Filho
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo Meirelles
EXÉRCITO
General de Brigada
Vilson Kuyvem
EXÉRCITO
General de Brigada
João Cosenza
EXÉRCITO
General de Brigada
José Saldanha Fábrega Loureiro
EXÉRCITO
General de Brigada
José Batista Queiroz
EXÉRCITO
General de Brigada
Luiz Antônio Rodrigues Mendes Ribeiro
EXÉRCITO
General de Brigada
José Vilhena Bittencourt
MARINHA
Contra-Almirante
Joel Rodrigues Da Silva
EXÉRCITO
General de Brigada
Ultemir De Lima Dutra
MARINHA
Contra-Almirante
Tarcísio Jorge Caldas Pereira
EXÉRCITO
General de Brigada
Valter Da Costa
EXÉRCITO
General de Brigada
Antonio Carlos Nascimento Krieger
MARINHA
Contra-Almirante
Magnus Da Cunha Frota
MARINHA
Contra-Almirante
Roberto De Lorenzi
EXÉRCITO
General de Brigada
José De Oliveira Sousa
EXÉRCITO
General de Brigada Médico
Ivan Da Costa Garcez Sobrinho
EXÉRCITO
General de Brigada
Sergio Roberto Dentino Morgado
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo Dornelles Da Silva
MARINHA
Contra-Almirante
Paulo Lafayette Pinto
MARINHA
Contra-Almirante
Celso Melo de Figueiredo
MARINHA
Contra-Almirante
Paulo Cesar de Paiva Bastos
EXÉRCITO
General de Brigada
Bartholomeu Da Silva Filho
EXÉRCITO
General de Brigada
José De Oliveira Souza
AERONÁUTICA
Brigadeiro do Ar
Luiz Carlos Baginski Filho
EXÉRCITO
General de Brigada
Ruthenio Ferreira Do Valle
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo Fabiano Do Prado Soares
EXÉRCITO
General de Brigada
José Ramos De Alencar
EXÉRCITO
General de Brigada
José Gualter Pinho
EXÉRCITO
General de Brigada
Mário Cesar Azevedo Da Silveira
EXÉRCITO
General de Brigada
Nilton Albuquerque Cerqueira
EXÉRCITO
General de Brigada
Fernando Cardoso
EXÉRCITO
General de Brigada
Ayrton José Lermen
EXÉRCITO
General de Brigada
Paulo Chagas

Fonte: sociedademilitar.com.br/

quarta-feira, agosto 14, 2013

Invenções de Israel: muito mais que você imagina.







Invenções de Israel: muito mais que você imagina.


A maioria das pessoas tem uma ideia sobre estado de Israel; boa, ruim ou indiferente. A maioria conhece o básico. Todos devem concordar que 99% do que escutamos sobre o estado judeu é negativo, seja notícias de guerra, diálogos de paz malsucedidos ou potenciais boicotes de grupos hostis.

O que quase nenhum de nós sabe é das extraordinárias inovações trazidas pela tecnologia de Israel. Avanços revolucionários na medicina, benefícios culturais, invenções tecnológicas, entre outras coisas, tudo contribui para um mundo melhor. Tudo isso contribui para uma visão muito diferente, e creio eu, mais verdadeira do que realmente é o estado de Israel.




Por exemplo, no campo do socorro humanitário, quantos de nós sabemos que a principal delegação médica que atuou no Japão após o terremoto de 2011 era israelense? Quem sabia que Israel enviou equipes a Nova Orleans logo após o furacão Katrina? Você sabia que Israel enviou uma equipe de especialistas em trauma a Boston após os recentes ataques a bomba para ajudar no processo de recuperação das escolas de Watertown?
Não, isso não é o tipo de coisa que você escuta na mídia de massa. É por isso que o incrível novo livro de Marcela Rosen, “Tiny Dynamo: How One of the Smallest Countries Is Producing Some of Our Most Important Inventions,”[Pequeno Dínamo: Como Um dos Menores Países Está Produzindo Algumas das Invenções Mais Importantes do Mundo] é tão relevante.
Esse pequeno volume está repleto de histórias sobre a inovação israelense que melhoram a qualidade de vida global. Pense nisso: um país do tamanho do Sergipe fornece todo tipo de auxílios e conveniências modernas para os quatro cantos do mundo.

Testemunha:
Yossi Fisher, da empresa Solaris Energy, deu-se conta de que o principal obstáculo à energia solar era a quantidade de terra necessária para torná-la viável. Afinal, ambientalistas, fazendeiros e construtores têm ressalvas. Veio então a grande ideia de Fisher: mover os painéis solares para a superfície da água, e ao mesmo tempo aprimorar a tecnologia do painel para torna-lo mais eficiente.

O Dr. Doy Rubin, diretor presidente da Itamar Medical (localizada na Cesareia), ajudou a desenvolver um novo método para lidar com a tão temida apneia do sono: “O WatchPAT, um aparelhinho muito elegante que representa uma mudança drástica na forma como a apneia do sono era tradicionalmente diagnosticada”.

O campo da cirurgia espinhal é obviamente cheio de perigos, pois os olhos e as mãos humanas não foram feitos para a precisão necessária às cirurgias espinhais ultra-delicadas. Entra o professor Moshe Shoham. Engenheiro mecânico e fundador da Mazor Robotics, Shoham desenvolveu o Assistente Cirurgião Robô SpineAssist.

Além de listar um grupo enorme de inventores, Rosen também torna a leitura divertida.
Note seu tom humorístico de escrever, descrevendo a inovação de Shoham: “Se você é como eu, quando pensa em uma equipe médica recorrendo a algo chamado Assistente Cirurgião Robô SpineAssist, você imagina algo como um Homem-Lata esterilizado capengando para fora de um armário com uma bandeja de bisturis e um esfregão”.

Engraçado, mas Rosen também escreve muito seriamente em se tratando de fazer conhecer as incríveis invenções produzidas pelos israelenses. Seu projeto UntoldNews.org (Histórias não Contadas) é um site surpreendente que apresenta um lado de Israel que poucos conhecem. É especialmente útil, também, para combater o vazio movimento “BDS” (boicote, desinvestimento e sanções), que tenta marginalizar o estado judeu por meio de um boicote econômico. O que parece perdido para os líderes e proponentes do BDS, entre outras coisas, é que a tecnologia que torna suas arengas nas redes sócias possíveis vem de Israel.
Então… A idiotice que promove a ideia de excluir justamente o país que fornece tratamentos que salvam vidas, grandes avanços na agricultura e engenhocas tecnológicas das quais a maioria de nós veio a depender é em si excluída à luz de “Tiny Dynamo”.

Como um aficionado por livros e comentador, sempre observo todo o conjunto de um livro; mais ou menos como um índio eficientemente usa toda a carcaça de um animal. Tudo bem, é uma má analogia, mas a questão é, não vejo nenhum ponto fraco em “Tiny Dynamo”. O design da capa é impressionante e memorável, é uma leitura rápida, a informação fica marcada no leitor, e o melhor de tudo, é claro, destrói os mal-entendidos sobre uma questão distorcida por boa parte da mídia, principalmente os detratores árabes de Israel.

Como escreve Rosen no prefácio: “Enquanto todo mundo se concentrou em décadas de conflitos militares do país, Israel discretamente se tornou a mais energética, ambiciosa e agressiva incubadora de empreendimentos e invenções que o planeta já viu”.

“Eu poderia lhe dar estatísticas: Israel é a origem de mais empresas iniciantes, invenções e patentes que toda a União Europeia junta; Israel atrai facilmente duas vezes mais capitais de risco per capita que o segundo receptor mais próximo (os EUA).
E essa história marcante continua. Você vai ler sobre tudo isso em “Tiny Dynamo”.

Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do WND: INVENTED IN ISRAEL: A LOT MORE THAN YOU REALIZE
Fonte: www.juliosevero.com

segunda-feira, agosto 12, 2013

Aposentem os Espiões.











por Paulo Rosenbaum – 
  


Além da notoriedade, que outras características pessoas famosas precisam ter para merecer nossa veneração? Nenhuma. Basta que alguém lhes siga, compartilhe aos milhões, e sejam citados na mídia milhares ou centenas de milhares de vezes.

Pois é esse combustível que, paradoxalmente, leva à abulia crônica na qual nos metemos todos. Aquela que nem os mais poderosos psicofármacos são capazes de corrigir, já que a correção demanda elevação do discernimento, não sua eliminação.

Mas há sim uma função social na adoração das celebridades: contingenciar a imobilidade psicológica das massas. Por aqui, com a mobilidade social provisoriamente assegurada, será preciso lembrar que mais recursos financeiros garantem apenas acúmulo de bens, não patrimônio cultural.

Fotografado com beldades em sua banheira de ouro puro, uma destas celebridades internacionais do mundo musical recém explicou: o negócio é fazer com que acreditem que “eles sou eu”.

Parece que funciona. Variações de cultura? Maia, o mundo da ilusão, é, para a cultura hindu, o próprio equívoco. Mas para a nossa serve bem. Para quem quer popularidade a todo preço é uma forma de fidelizar a clientela.

É óbvio que quanto mais se expõe uma personalidade pública, menos privacidade terá. Mas é esse o negócio. Isso é vendido pela indústria da mídia como vantagem. E o que isso tem a ver com espiões? O enorme aparato de escutas, monitoramento e repressão que foi montado a fim de deixar a vida privada desnuda, tem a missão colateral de acobertar a esfera pública.

É assim que a fórmula se fecha: transparência privada/opacidade pública.

Vêm bem a calhar a polêmica sobre o vai-não-vai de Snowden. Não é porque estamos sob holofotes que ameaçam a vida privada que precisamos eleger espiões profissionais e delatores como grandes defensores das liberdades civis.

Há uma avaliação errônea, sobretudo precoce, ao apontá-los como heróis. Repete-se a ingênua celebrização de Assange,– que se recusa a responder aos processos de agressão sexual na Suécia — e agora se encontra sob a proteção do notório perseguidor de jornalistas equatoriano. O resultado final é que, ironicamente, tanto Snowden como Assange devem se tornar popstars sem a menor chance de voltar a usufruir privacidade. E quem foi que disse que é isso que desejam com a perspectiva de publicar best sellers.

Antes de se tornar um business, a fama vinha junto com a maldição da exposição, do narcisismo, do hipnotismo de espelhos. Para em nossos dias quem precisa estar sempre em evidencia serve tanto o escândalo como o boato.

O marketing político não apenas usa, conta com fatos diversionistas para obnubilar eventos mais sérios. Claro que, no caso de Snowden o que ajudou a propagar a indignação mundial não foi só a invasão das privacidades e a deplorável pressão sobre o avião presidencial boliviano. O motor da onda de espanto pelas injustificáveis violações que todos os adultos do mundo occidental estavam cansados de saber, só pode ser explicado pelo gana antinorteamericana, uma das grandes religiões contemporâneas.

Espiões arrependidos são perigosos para todos e costumam ser mais comprometidos que seus mandantes.

Confirmando o entendimento pouco criterioso deste tópico, o mais comum é acusar a imprensa de golpista e tendenciosa. Se é esse o caso, vamos lembrar da contrapartida, há também uma imprensa chapa branca e acrítica. É preferível acreditar que nada seja tão preto no branco. A tarefa de formar a opinião pública é simplesmente supragovernamental e transpartidaria, portanto incompatível com adulação e subserviência ao poder. A imprensa precisa se concentrar em exercer seu insubstituível papel social: informar e opinar criticamente.

Pró ou contra, o foco essencial deve ser restabelecer a crítica. A crítica que o poder não se faz. A crítica que a oposição não pode fazer. Traduzir as vozes que as ruas exprimem hoje com os protestos.

Por isso seria de grande importância examinar o culto à personalidade. Vale para as artes e para a política. Que tal começar a pensar quem são os que ganham com a abolição da crítica e da análise? Definitivamente, calar a boca não é mais uma opção.