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segunda-feira, setembro 18, 2017

Até onde a imprensa vai para atacar um desafeto como Bolsonaro?








por Lucas Berlanza (*).




Por esses dias, tivemos acesso a um artigo publicado no The New York Timescom o título The End of the Left and the Right as We Knew Them. A tese principal do autor, o jornalista e acadêmico “liberal” (da esquerda americana) Thomas Edsall, é de que as divisões políticas tradicionais seriam insuficientes para dar conta do quadro contemporâneo, em que as principais divisões se centrariam, grosso modo, em uma espécie de nacionalismo de modos tradicionais, nalguns países majoritariamente rural, presa de um populismo avesso ao cosmopolitismo; e uma esquerda “bem-formada, educada, instruída e prafrentex”, aberta a abraçar todo tipo de causa nomeadamente progressista.

A despeito de todos os preconceitos (no sentido mais negativo do termo), da ausência mal-intencionada de nuances e do proporcional excesso de simplificações, o texto de Edsall sugere um ponto digno de reflexão: o descolamento de uma certa elite intelectual (e mesmo econômica) dos sentimentos e referenciais simbólicos, culturais e políticos da população em geral, algo que assumiu contornos de ampla alienação. Tal descolamento levou ao horror e à surpresa, por exemplo, diante da eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos – mas não sem antes um dos principais canais de veiculação das agendas dessa “elite”, a grande imprensa, disseminar uma série de “notícias” de toda sorte distorcendo, exagerando ou por vezes até inventando afirmações falsas sobre o presidente.

O mal das fake News não se limita aos Estados Unidos. Pense-se o que se queira a respeito de lideranças como Trump, a imprensa pode ser tão ou mais perigosa quanto um político à testa do Estado a partir do momento em que consideramos sua prerrogativa forjar historietas para difamar seus desafetos. Antes que certas imaginações afetadas pelas mesmas sensibilidades idiossincráticas alastradas em meio a essa “elite intelectual-econômica” nos acusem de estímulo à censura, como a histeria as tem levado a fazer em relação a certos episódios, estamos apenas apontando um fato preocupante. Considerando que para muitos, embora felizmente cada vez menos numerosos, a grande imprensa ainda detém o poder de estabelecer a verdade, e mesmo nós, pessoalmente, na pressa, já incorremos em nossos enganos graças a ela, é uma realidade gravíssima para a qual devemos estar atentos, também em nosso país.

Jair Bolsonaro, cotado para concorrer à presidência da República, esteve em Minas Gerais, onde, falando ao público, enfatizou suas conhecidas bandeiras, como o combate ao desarmamento, a “exploração das nossas riquezas” e o enfrentamento das hipocrisias dos militantes de entidades que se dizem defensoras dos “direitos humanos”. A imprensa repercutiu a sua presença por lá, mas da pior maneira possível: distorcendo e descontextualizando o que disse. Como infelizmente temos que ser muito pedagógicos e redundantes nos dias que correm, insistimos: fosse Bolsonaro, Caiado, Doria ou até mesmo o Lula o personagem envolvido, por menos apreciado ou respeitável aos nossos olhos, precisamos reagir ao embuste. Neste caso, os canais e páginas liberais e conservadores, dentro de suas possibilidades, têm o dever de retificar o que é espalhado por essas redações onde escasseia o caráter, se quiserem dar testemunho de seus valores.

O Globo, o Yahoo, o Hoje em Dia, o Estado de Minas e, obviamente, o Brasil 247, para ficar nos exemplos que encontramos até o momento, reproduziram como notícia uma declaração de Bolsonaro dando conta de que ele prometeu aos mineiros a patética e surreal medida de criar uma abertura do estado para o mar. “Vamos explorar nossas riquezas, quem sabe até abrindo uma saída pro mar para Minas Gerais. Nós vamos satisfazer o desejo do mar de ganhar Minas, podem ter certeza disso”, teria dito o parlamentar.

Realmente, Jair Bolsonaro disse essas palavras. Porém, como poderá constatar quem assistir ao vídeo (logo abaixo), aguardou as gargalhadas para complementar “brincadeiras à parte”. Ninguém que assista a esse registro dos fatos poderá testemunhar que Bolsonaro falava sério, a não ser que: 

1) tenha seríssimas deficiências cognitivas e desconheça o conceito de “piada”; ou 
2) seja desonesto.





Nota do Blogando Francamente:
Marco Antonio Villa, o professor, comentarista da Jovem Pan (junto com Joseval Peixoto) tomaram a "fake news" da saída para o mar como verdadeira, sem evidentemente terem visto o vídeo, baseando-se em noticia do Globo ou agindo de má fé.


É estarrecedor que tantos jornalistas, de veículos diferentes, tenham compartilhado uma interpretação tão primariamente equivocada; o automatismo na pretensão de ridicularizar uma figura indesejável se sobrepôs, sem a menor ética, à preocupação com averiguar os acontecimentos – ou, no caso de quem esteve efetivamente no local e veiculou a informação, ficou claro que temos muitos repórteres enquadrados nos dois problemas acima mencionados, no mínimo danosos ao ofício.

Apesar da persistência nas mentiras por parte da imprensa ser uma seríssima constatação, na experiência americana, isso acabou fortalecendo o seu alvo. Essa consequência provou que os “toscos e caipiras” aos quais sub-repticiamente se refere a análise de Edsall estão, em significativa parcela, cansados dessa fina elegância revestindo as mentiras mais sórdidas. Edsall encerrou seu artigo como que dizendo que a esquerda precisa aprender a falar um tanto mais a esse “povão” para voltar a ganhar espaço – ou seja, basicamente lhe deu um conselho. Achamos que seria decente acrescentar que essa “esquerda iluminada” nas redações de jornal deveria simplesmente parar de mentir, principalmente porque, hoje em dia, não é mais tão difícil apanhá-la em suas travessuras.


(*)Lucas Berlanza - Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucas Berlanza é carioca, editor dos sites “Sentinela Lacerdista” e “Boletim da Liberdade” e autor do livro “Guia Bibliográfico da Nova Direita – 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro”.

Fonte: institutoliberal.org.br

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Mentiras alucinantes na imprensa socialista chinesa.






por Luis Dufaur

A foto Manipulada antes e depois



Qualquer ministério da falcatrua informativa e ideológica dificilmente bate os recordes de antologia verificados na China. Alguns, porém, defendem que talvez na Rússia de Putin o nível de falsidade seja superior.

O orwelliano Ministério da Verdade não é uma invenção novelesca. Ele existiu, e existe ainda!

Muitos o surpreendem quase dia com a mão na massa, agindo em certa grande mídia tida como respeitável e em alguns governos – aliás, não poucos– empossados legal ou ilegalmente.

Porém, qualquer ministério da falcatrua informativa e ideológica dificilmente bate os recordes de antologia verificados na China. Alguns, porém, defendem que talvez na Rússia de Putin o nível de falsidade seja superior.

Decida o leitor.

Em março de 2014, apareceram boiando no rio Huangpu, que passa por Xangai, milhares de carcaças de porcos em avançado estado de putrefação.

Uma granja estatal reconheceu que tinham morrido tantos porcos, que não dava para enterrá-los. Então eles foram sumariamente jogados no rio.

A causa detectada foi uma epidemia de circovirus suíno. Funcionários sanitários passaram vários dias para retirar os porcos que estavam na superfície.

Os moradores de Xangai ficaram estarrecidos, porque é desse rio que a prefeitura extrai a água potável da cidade.

Porém, a mídia do governo, segundo noticiou a CNN, defendeu que a água estava boa e que não apresentava sinais de poluição.

Um usuário da Weibo (o Twitter chinês) perguntou ironicamente: “Desde quando achar porcos apodrecidos boiando no maior rio não é um problema público de saúde?”

E outro acrescentou: “Se aparentemente a água não está contaminada, vinde, ó nossos grandes líderes, tomar o primeiro gole!”
Fraude com a foto do “homem do tanque”


A agência de notícias oficial Xinhua, que funciona como a própria boca do Partido Comunista Chinês, remodelou com tecnologia digital a famosa foto do “homem do tanque”, segundo informou o“The Epoch Times”, jornal chinês com sede em Nova York.

Os fotógrafos flagraram um simples cidadão, Wang Weilin, que conseguiu deter uma coluna de tanques que avançava rumo à Praça Tiananmen, no centro de Pequim, no dia 4 de junho de 1989.

Pouco depois, os mesmos tanques esmagaram os protestos dos estudantes que pediam a liberalização do regime e o fim da ditadura comunista. Foi o massacre de Tiananmen que marcou uma data simbólica na repressão socialista.

A foto é rigorosamente proibida na China.

A agência oficial Xinhua produziu uma versão “politicamente correta” da foto. Nela o milhares de pessoas em ambos os lados da avenida foram acrescentadas, dando a impressão de que estão ovacionando a passagem dos tanques.


Governo fez desaparecer sem investigação os resto do trem-bala de Whenzhou.

Em julho de 2011, dois trens-bala colidiram em Wenzhou, na província de Zhejiang. Meia dúzia de vagões descarrilou e quatro outros caíram do alto da ponte por onde circulavam.

O número definitivo dos mortos foi mais de 40, além de 200 feridos.

Nenhum dos grandes jornais do Estado sequer mencionou o grave acidente. As autoridades mandaram tratores e rolos compressores esmagar os vagões precipitados do alto, sem tirar os corpos de dentro.

Tudo ficou sepultado e encoberto, sem qualquer possibilidade de se saber quem ficou ali para sempre e as causas do desastre.

O governo disse que não houve sobreviventes, mas operários que esmagavam os restos narraram ter encontrado uma menina viva.

Interrogado no dia seguinte durante uma conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério das Ferrovias, Wang Yongping, explicou: “Eles me disseram que enterraram os vagões para facilitar os trabalhos de resgate”.

Alguém lhe perguntou como explicava o caso da menina viva. O porta-voz do ateísmo não achou melhor resposta do que dizer: “Foi um milagre. Ainda que você não acredite em milagres, de qualquer forma eu acredito”.

A indignação popular foi grande diante do tratamento oficial do desastre, pois visou abafar o acontecido e sumir grosseiramente com as provas.

Um usuário da rede social Sina Weibo ironizou: “Este é um país onde uma tempestade de raios pode fazer colidir os trens, onde um carro pode fazer cair a ponte e onde beber leite (contaminado segundo instruções do Ministério da Saúde) produz pedras no rim… A China hoje parece esse trem viajando a toda velocidade numa tempestade de raios – e nós somos os passageiros dentro dele”.