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sábado, junho 30, 2007

FESTA NO ARRAIÁ DO(S) TORTO(S)






Talvez a Istoé e o Mino Carta tenham sido convidados para a festança do Torto, mas o que viram por lá jamais contarão. Se alguém se excedeu no "cafézinho", ninguém vai dizer. Se cachorro lambeu a boca de algum caído, ninguém publicará essa fotografia. Eu gostaria mesmo é de saber se lá no arraiá do Torto teve (e não esteve) Quadrilha. Como terá sido a ordem dos passos?




...."Olha o túnel superfaturado.Formar grande roda.Cavaleiros pra dentro damas pra fora - Assumam a paternidade -.Olha o Aeroporto cheio. Relaxei.. Passa Mantega na Prosperidade. Já Gozei. Olha o grampo telefônico.Já parou. A ponte superfaturada quebrou.É mentira; só rachou.Esquerda com Esquerda.Vai começar o grande baile. Olha o bezerro de 300 paus. É mentira. Olha a camisinha furada. Renan paga. É mentira. Olha o compadre Zuleido. O povão besta dançou"....




Renan e Roriz, cantaram na festança? Os espetinhos foram feitos com a carne da "Ghost Farm"do Renan ou da fazenda "Bezerros de Ouro" do Roriz? O quentão foi servido em Cafeteira?Os banheiros foram fornecidos pelo Quintanilha? A Gautama e a Mendes Junior forneceram alguma "prenda"? Por quê o Zuleido, o Marcos Valério e o Delúbio que entedem tão bem de Quadrilha não foram convidados? Quando essa gente vai esquecer do Pau de Sêbo para o povão e entrar no Pau de Arara?

domingo, junho 24, 2007

É FESTA, VIVA SAO JOÃO!



É FESTA, VIVA SAO JOÃO!


Nesse grande arraiá petraia
Tem festa sempre tem muita emporgação
Tem lama dimais e muita agitação
Tem grana a vontadi é muita gandaia
A festança no arraiá Brazir num tem igual
Assim disse faiz tempu u cumpadi Venceslau


A Dança cumeçou rápida tar quar um tiro
Quando entrou na roda o cumpadi Waldomiro
Chegou mais genti, mais u arraiá num incheu
Comandando intão a farra chegou o nhô Dirceu
É farra di genti grande parecendo menino
Vem cumpadi Silvinho, vem Valério e Genoino


Eita lambança boa, começou ontem com Duda e num termina amanhã
Tá chegando churrasco fresquinho das vaca du cumpadi Renan
Vem genti di longe, vem tudo di avião, só p'rá isprimentá
Si num chegá, segue a cumadre Marta:é só Relaxá i Gozá

Na festança tem caça-niqui, tem bingo e pula-pula
Tem pipoca, tem milho e tem pamonha
Num farta mesmo é genti sem vergonha
Sempre arrodiando o cumpadre Lulla

É festa de São João
E a quadrilha num que pará
Tão rindo a toa inté u cofre esvaziá
Eita festança boa é o Brazir corrupção

sábado, junho 23, 2007

ELIO GASPARI É A FADA SININHO DE LULA




Peter Pan tem a fada Sininho. Lula tem Elio Gaspari. Elio Gaspari é a fada Sininho de Lula. Quando a bomba dos piratas está para estourar no colo de Lula, providencialmente aparece Elio Gaspari, batendo as asinhas. Ele carrega a bomba para longe e – bum! – estoura junto com ela, sempre pronto a se sacrificar pela Terra do Nunca.


A última bomba que Elio Gaspari afastou de Lula foi Vavá. Num artigo recente, ele ficou vermelho de raiva, como a fada Sininho, e afirmou que Vavá estaria sendo "covardemente linchado porque é irmão do presidente da República". 

O artigo foi elogiado e reproduzido por todo o agitprop lulista, do site do PT ao blog de José Dirceu. Elio Gaspari argumentou que a meta dos linchadores de Vavá era atingir a jugular de Lula. Para isso, eles o teriam desqualificado como "lambari, deseducado e pé-de-chinelo". Eu entendi direito? Elio Gaspari está dizendo que, quando Lula chamou Vavá de lambari, ele pretendia atingir, na realidade, sua própria jugular? Lula queria dar um golpe nele mesmo?


Elio Gaspari, em seu artigo, garantiu que nenhum governante teve uma família que "veio de origem tão modesta e continuou a viver em padrões tão modestos" quanto Lula. Para que sua tese pudesse vingar, ele relegou marotamente a um mero parêntese o principal caso de sucesso familiar dos da Silva: "(Noves fora o Lulinha da Gamecorp)". De acordo com Elio Gaspari, Vavá é igual a Billy Carter, o caipira alcoólatra que virou lobista do governo líbio e foi usado para atingir seu irmão, Jimmy Carter, o presidente americano que "passará para a história como um exemplo de retidão". Presumo que, para Elio Gaspari, o governo Lula também seja um exemplo de retidão. Noves fora Waldomiro Diniz. Noves fora Delúbio Soares. Noves fora Marcos Valério. Noves fora Duda Mendonça. Noves fora Jorge Lorenzetti.~


A imprensa está cheia de gente disposta a se imolar por Lula. Elio Gaspari é melhor do que os demais porque ninguém o associa a Lula, e sim a José Serra. Se ele livra a cara de Vavá, Vavá deve ser inocente, porque Elio Gaspari é serrista. Se ele livra a cara de Freud Godoy, Freud Godoy deve ser inocente, porque Elio Gaspari é serrista. Uma parte da esquerda, representada por Elio Gaspari, acredita que o melhor para o país é uma espécie de compromisso histórico entre PT e PSDB, como se os dois partidos saqueassem menos do que PMDB e DEM. Para que o compromisso histórico se realize, é necessário salvaguardar Lula.

Poucos dias depois de denunciar o linchamento de Vavá, Elio Gaspari apresentou mais uma teoria estapafúrdia. Ele defendeu que, "se a prisão de um compadre do presidente é recebida pela sociedade como um indicador de que a roubalheira aumentou, aumentará a roubalheira". Sim: Elio Gaspari está atribuindo a roubalheira a quem protesta contra Lula. O pior é que ele faz isso baseado no caso de Hong Kong. Em 1974, Hong Kong criou uma agência independente, com poderes draconianos, para perseguir a roubalheira estatal. Deu certo. Muitos corruptos foram descobertos. Muitos corruptos foram presos. É um modelo a ser imitado. Pena que a fada Sininho do lulismo esteja em outra. Ela só quer salvar Peter Pan. Bum!

Diogo Mainardi -veja - Edição 201427 de junho de 2007

quinta-feira, junho 29, 2006

O gabinete de Brasília


O gabinete de Brasília.


O Gabinete do Dr. Caligari” filme mudo, em preto e branco e dirigido por Robert Wiene é um marco no cinema expressionista alemão. Caligari domina, por meio de hipnose, um rapaz chamado Cesare, quem jazia sonâmbulo havia 23 anos. A comparação entre Caligari e Hitler é evidente. Assim como aquele controlava a mente de Cesare, este dominava milhões de alemães. Caligari usava Cesare por ter a certeza de que a mente de um sonâmbulo poderia ser facilmente dominada. Para mostrar a confusão mental de Caligari os cenários são pintados em planos e linhas tortuosos, distorcidos, com forte contraste em claro-escuro, deixando o ambiente ainda mais macabro.

No Brasil o cenário eleitoral é muito parecido. Lula, aos moradores da periferia de Olinda, dizendo que a oposição faz jogo rasteiro e não possui caráter: “Todo dia aparece alguém para me agredir. Essas pessoas estão pensando: puxa vida, nós estamos governando o Brasil desde que Cabral pôs os pés aqui e não conseguimos fazer nada. Por que esse metalúrgico está fazendo?” O próprio “pai dos pobres” respondeu: “Este metalúrgico está fazendo porque tem uma coisa que eles não têm: este metalúrgico tem caráter.”


O metalúrgico deve ter esquecido o caráter em casa quando se confraternizou, no evento em que seu partido homologou as candidaturas de petistas mensaleiros, com aqueles que o “traíram” em um outro famoso filme de terror. A lista de atores candidatos ao Oscar, categoria “Valerioduto”: José Genoino, Antônio Palocci, João Paulo Cunha, Professor Luizinho, José Mentor e a deputada dançarina Ângela Guadagnin.


O problema é que na refilmagem do épico Ali-Babá e os 40 ladrões, o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, denunciou uma quadrilha de 40 criminosos, entre eles, o ex-capitão do time José Dirceu, Anderson Adauto, Luiz Gushiken, José Genoino, Delúbio Soares, Silvio Pereira, Marcos Valério e Duda Mendonça.


Pior: na cena mais assustadora do encontro petista, Aloízio Mercadante, candidato ao governo paulista, defendeu a presença dos mensaleiros. “A população terá o direito de julgar, nas urnas, se a biografia dos protagonistas do escândalo é mais importante que seus erros”. Quais biografias? Ser ex-guerrilheiro conta? Não foram apenas erros; foram crimes. Ao menos uma palavra do roteiro Mercadante decorou: “protagonistas”.


Muitas cenas de banditismo explícito do maior filme de 5ª categoria da “história desse País” foram exibidas em horário impróprio nas tevês de todo o Brasil sem que os adultos fossem alertados a tirarem as crianças da sala: a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo, os dólares na cueca e em caixa de uísque, os milhões da Telemar na empresa do filho de Lula, os R$ 55 milhões repassados por Marcos Valério ao PT e aliados do governo Lula que, segundo o relatório da CPI dos Correios, a origem de quase R$ 31 milhões veio da Brasil Telecom, Banco do Brasil, Usiminas e Visanet, além de inúmeras outras perversidades. Já no remake de “Sexo, mentiras e vídeo tape” vieram a cafetina de Brasília e a “República de Ribeirão”, os depoimentos às CPIs e o vídeo flagrando o funcionário dos Correios recebendo propina.


Hoje as pesquisas apontam Lula como o preferido do eleitor Cesare, o sonâmbulo, cuja mente é facilmente dominada pelo “quadrado mágico” da propaganda. Em “De Caligari a Hitler, uma história psicológica do cinema alemão”, Siegfried Kracauer afirma: “Os filmes de uma nação refletem a mentalidade desta, de uma maneira mais direta do que qualquer outro meio artístico”.


Como a vida imita a arte, em 2002 o jingle para o thriller do PT era: “Por um Brasil decente”. Mas como em seu romance inacabado Lula disse que “Sarney foi um parceiro extraordinário” e ainda assistiu ao jogo da seleção ao lado de Jader Barbalho, na campanha à reeleição uma frase do novo jingle é ainda mais horripilante: “São milhões de Lulas povoando este Brasil”. Kracauer está coberto pelo manto sagrado da razão.


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