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domingo, junho 24, 2012

O lulomalufismo e o colapso moral.




Uma imagem impensável? Só para quem não conhece as três figuras

por Marcos Guterman, no Estadão


Ainda há o que dizer sobre o histórico aperto de mão entre Lula e Maluf, mas, sobretudo, ainda há muito a dizer sobre a defesa que a vanguarda petista fez desse gesto. O argumento mais usado é que os tucanos também queriam a aliança com Maluf; logo, se o PSDB pode se rebaixar a esse ponto, por que o PT não poderia? Outro argumento é ainda mais impressionante: o afago em Maluf é algo “natural”, uma vez que o PP já está na base do governo de Dilma, e ademais faz parte da estratégia petista de “ampliar o arco de alianças” para ganhar o poder em São Paulo, de modo a implantar aqui o revolucionário projeto salvacionista de Lula.

Todo esse esforço retórico mal esconde o colapso moral da política brasileira, que se tornou definitivo com a rendição do PT, antes orgulhoso de sua retidão, à desmoralização das alianças ideológicas ou programáticas. Mas não foi apenas isso: o lulismo transformou aquilo que deveria ser exceção em regra, ao sugerir que o crime de corrupção, de que Maluf é símbolo máximo, é a norma no Brasil. Ora, estão a dizer os petistas, se todos são corruptos, por que o PT não pode abraçar o maior deles?
Trata-se de uma estratégia manjada. Ao se generalizar a culpa, chega-se à conclusão de que ninguém pode ser responsabilizado por nada, de modo que a corrupção se “naturaliza”, como se fosse um dado incontornável da realidade. Ao tentar convencer os brasileiros a aceitar o “mal menor”, isto é, a aliança com notórios corruptos, em nome de um projeto nacional, o lulismo quer abrir caminho para que se aceite o mal em si mesmo, em qualquer dimensão. Nesse cenário, Lula é o Líder que a todos redime – é ele que aperta a mão de Maluf, pessoalmente, sacrificando-se para que seus seguidores possam manter intacta a sua “higiene moral”. É ele, Lula, quem assume toda a responsabilidade pelo trabalho sujo da política.

Ao agir de acordo com sua consciência e abandonar a chapa lulo-malufista à Prefeitura de São Paulo, a deputada Luiza Erundina tentou recolocar as coisas em termos morais, renunciando ao “mal menor”, simplesmente porque não poderia conviver consigo mesma se aceitasse a companhia de Maluf. Ela lembrou que Maluf não poderia estar numa chapa da esquerda progressista porque ele representa todos os crimes que essa chapa deveria, por princípio, combater. Foi o bastante para que a deputada fosse considerada irresponsável pela tropa petista – isto é, à luz da narrativa histórica do lulismo, era Erundina que estava cometendo um crime, ao prejudicar a manutenção do projeto redentor de Lula. O mesmo se aplica à imprensa que expõe a roubalheira e é, por essa razão, tratada como “golpista”.
Sob o lulismo, a corrupção é considerada não só aceitável, como legal; inaceitável e ilegal é denunciá-la. Gente supostamente bem informada aceita alegremente esse postulado e empresta seu verniz intelectual para cristalizá-lo como verdade eterna, reduzindo os códigos morais a letra morta. É como se nada do que sabemos sobre o certo e o errado tivesse mais valor.

O “nunca antes”, portanto, não é uma piada. É precisamente a essência desse colapso ético, sustentado pela falácia de que a popularidade do Grande Eleitor a tudo justifica.

terça-feira, junho 22, 2010

PAULO MALUF E A FICHA LIMPA



O ex-governador, ex-prefeito e ex-descobridor de água salobra (Paulipetro), atual deputado federal pelo PP (Partido do Paulo - ele mesmo) Paulo Salim Maluf, no melhor estilo "lula-não-sei-de-nada", afirmou:
- "É bom que se diga: sou elegível, sou candidato a deputado federal e não tenho nenhuma condenação que me impeça. Tenho 43 anos de ficha limpa de trabalho. Este é o fato."

Maluf negou que o caso "frangogate"(compra superfaturada de frangos congelados quando era prefeito de São Paulo em 1996, em que foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo) e a aventura Paulipetro (processo em que foi condenado pelo STF a devolver aos cofres públicos 4,3 bilhões por prejuízos causados ao Estado) representem impedimentos para a sua candidatura.



CORRUPÇÃO, CORRUPÇÃO
Autoria : Marcos Moreira
Tô cada vez ficando mais indignado, com os rumos que tá indo a Nação
Acreditei naquilo que era falado, por um cara que dizia que era Bão
Tô percebendo que eu fui enganado, tudo num passa de uma grande Armação
Agora sei que ele é um safado, um traidor, um corrupto Ladrão, e merece Punição
Corrupção, Corrupção, que dilacera a Nação,
Corrupção, Corrupção, uma tremenda Enganação
Corrupção, Corrupção, massacra a População,
Corrupção, Corrupção, tira do Povo o seu Pão
O Pobre rouba por falta de Educação, de Saúde, de Trabalho e Habitação
Esses caras roubam por qualquer Razão, só que eles nunca vão para Prisão
O que fazem com o Brasil é sacanagem, precisamos de uma Renovação
É preciso acabar com a malandragem, a impunidade e a Prevaricação, e com o tal do Mensalão
Corrupção, Corrupção, que dilacera a Nação,
Corrupção, Corrupção, uma tremenda Enganação
Corrupção, Corrupção, massacra a população,
Corrupção, Corrupção, tira do Povo o seu Pão
Nosso País é muito rico de recursos, mas não é justa a sua Distribuição
A maioria vive em plena miséria, e alguns poucos tão com a grana no Malão
A gente vota e só vê hipocrisia, só tem promessa e não tem nenhuma Ação
É grande a fome, a barriga tá a zero, mais se compra um belo e caro Avião, uma grande Aberração
Corrupção, Corrupção, que dilacera a Nação,
Corrupção, Corrupção, uma tremenda Enganação
Corrupção, Corrupção, massacra a População,
Corrupção, Corrupção, tira do Povo o seu Pão
Publicidade é propaganda enganosa, um instrumento pros caras meter a mão
Pra roubarem todo o nosso dinheiro, que pagamos com suor para o Leão
Juventude é uma coisa preciosa, pura energia em grande Transformação.
Vai despertar seu Espírito Guerreiro, pra mudar de vez essa Situação, já na próxima Eleição
Corrupção, Corrupção, que dilacera a Nação,
Corrupção, Corrupção, uma tremenda Enganação
Corrupção, Corrupção, massacra a População,
Corrupção, Corrupção, tira do Povo o seu Pão

domingo, abril 15, 2007

A CIDADE E SEUS CAFETÕES E CAFETINAS

Praça da Republica


A CIDADE E SEUS CAFETÕES E CAFETINAS.


A cidade que eu tanto amo está cheinha de cafetões.


Não se espantem. A linguagem não é apropriada, mas existem cafetões e cafetinas demais nesta cidade. Esses "profissionais" adoram vender a cidade para qualquer cretino ou cretina que queira ser prefeito ou prefeita em São Paulo. Explicando bem: Existe um setor cafetineiro (desculpe-me prof.Pasquale?) que gosta de obras grandiosas, pontes, viadutos e túneis; todos superfaturados. Quando concluídas essas obras, o festival do ôba-ôba se instala e como num imenso bordel, todos comemoram. Essas obras na verdade não servem a quem delas precisa, ao cidadão que se desloca em transporte público: os túneis (que alagam), as pontes e viadutos são para o uso exclusivo do transporte individual. Pior ainda; existem os que ainda conferem ao empreendedor desses absurdos o título de "tocadores de obras". Os que precisam dessas obras pagam e pagam caro mas não as utilizam.

De repente apareceu o Kassab. Ninguém votou nele (pensam os simplistas e idiotas), afinal ele foi o vice de Serra. O Serra saiu, Kassab ficou e resolveu ser de fato o prefeito de São Paulo. Resolveu "limpar a cidade" e tirar os milhares de out-doors, totens e traquitanas publicitárias, que na verdade escondiam a cidade. Cairam de pau no Kassab. O prefeito resolveu colocar ordem nas feiras-livres e num decreto com mais de 20 tópicos a imprensa (aquela que elogia o Lulla todos os dias), acha um absurdo que os feirantes não possam gritar (e isso não está na lei). Na verdade ninguém leu o decreto ou se leu são ignorantes profissionais. O prefeito entregou uma nova praça da República. O padre Julio Lancelotti acha que o Kassab não poderia colocar lá bancos estreitos: os "sem teto" não podem mais dormir nos bancos e se recusam a ir para os albergues, invocando a lei, ora bolas.

Tudo bem, eu também não votei no Kassab diretamente e achei que saindo o Serra a coisa seria um desastre: não está sendo. Kassab tem feito escolas, praças e asfaltado mais ruas do que os últimos quatro prefeitos juntos; mas quem precisa dessas coisas? Os cafetões e cafetinas desta minha cidade preferem mesmo aquele tailleurzinho vermelho, aquele cabelo à la Walter Mercado, querem túneis que viram piscina e viadutos que engordam contas no exterior.

Kassab pode até nem querer se (re)eleger prefeito em 2008, mas uma coisa é certa; os cafetões e cafetínas adoram o doutorrr Paulo - "Esse denheiro não é méoo" - e a musa da petralhada - "Zenti esses pobres não têm nada, mas basta vir uma 'ensente' e eles dizem que perderam tudo".

Durma-se com um bordel desses!

Imagem: da Praça da República, ao fundo o Colégio Caetano de Campos, hoje Secretaria da Educação.