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segunda-feira, março 09, 2015

FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito.



FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito.
por Renato Furtado para o mises.org.br


Todo político adora falar que defenderá "os direitos" dos trabalhadores custe o que custar, que jamais cederá, e que manterá os "benefícios conquistados".

A questão é: há realmente algum ganho para o trabalhador? Ou há apenas ônus?

Na prática, ao impor encargos sociais e trabalhistas — todos eles custeados pelo próprio trabalhador, como será mostrado mais abaixo —, o governo está dizendo que sabe administrar melhor o dinheiro do que o próprio trabalhador. 




Mais ainda: se o trabalhador é obrigado a pagar por seus "direitos", então ele não tem um direito, mas sim um dever.

Os tais "direitos trabalhistas" nada mais são do que deveres impostos pelo governo ao trabalhador. E, para arcar com esses deveres, a maior parte do salário do trabalhador é confiscada já na hora do pagamento.

Somente para bancar os benefícios básicos — férias, FGTS, INSS, encargos sobre aviso prévio — são confiscados R$ 927 mensais de um trabalhador que recebe em suas mãos salário mensal de R$ 1.200.

Um funcionário trabalhando em regime CLT, com um salário contratado de R$ 1.200, custará efetivamente ao seu empregador 80% a mais do que o seu salário. 

Confira a tabela abaixo:

tabela.png
Fonte: http://www.campesi.com.br/custofunc.htm





Ou seja, por causa dos encargos sociais e trabalhistas impostos pelo governo, o patrão tem um gasto de R$ 2.127 com o trabalhador, mas o trabalhador recebe apenas R$ 1.200. Toda a diferença vai para o governo (exceto o item férias, o qual, por sua vez, será disponibilizado apenas uma vez por ano, e que seria mais bem aproveitado pelo trabalhador caso tal quantia fosse aplicada).

E há quem acredite que isso configura uma "conquista trabalhista" e um "direito inalienável do trabalhador".

Mais ainda: esses não são os únicos custos para o patrão. Em primeiro lugar, os custos podem variar ainda mais conforme o sindicato de classe, o regime de apuração da empresa e o ramo de atividade. Há ocasiões em que os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário. Adicionalmente, a empresa também tem de ter uma reserva para gastar em tribunais, pois sempre há funcionários saindo e acionando a empresa na Justiça do trabalho. Há também os custos de recrutamento de funcionários, os quais aumentaram muito em decorrência da política de seguro-desemprego e bolsa- família. E quem paga todos esses custos são os trabalhadores.

Eu mesmo, na condição de empresário, preferiria pagar R$ 2.200 por mês para um funcionário em um país sem encargos e leis trabalhistas do que R$ 1.200 no Brasil. Com esse salário mais alto eu teria, no mínimo, funcionários mais motivados. Mas, como não sou uma fábrica de dinheiro, não tenho condições de fazer isso.

Mas a espoliação do trabalhador é ainda pior do que parece. Veja, por exemplo, o que acontece com o FGTS. Essa quantia, que poderia ser incorporada ao salário do trabalhador, é desviada para o governo e só pode ser reavida em casos específicos (ou após a aposentadoria). 

Na prática, o governo "pega emprestado" esse dinheiro do trabalhador e lhe paga juros anuais de míseros 3%. Dado que a caderneta de poupança rende 7% ao ano, e a inflação de preços está em 7,2% ao ano, o trabalhador não apenas deixa de auferir rendimentos maiores, como ainda perde poder de compra real com a medida. 

E para onde vai o dinheiro do FGTS? Uma parte vai para subsidiar o BNDES e a outra vai para financiar a aquisição de imóveis — algo completamente sem sentido, pois a aplicação desse dinheiro na caderneta de poupança já permitiria ao trabalhar obter o dobro do rendimento e, com isso, ter mais dinheiro para comprar imóveis.

E vamos aqui dar de barato e desconsiderar as cada vez mais frequentes notícias de uso indevido desse dinheiro. (R$ 28 bilhões de reais do FGTS foram investidos pelo BNDES em várias empresas, mas não há nenhuma informação sobre quais empresas receberam o dinheiro, quanto receberam, e quais as condições de pagamento).

No caso do INSS, R$ 398,46 são confiscados mensalmente com a promessa de que o trabalhador irá receber saúde (SUS), seguro de vida e previdência. Não irei aqui comentar sobre a qualidade e a confiabilidade destes três. Irei apenas dizer que, caso o trabalhador tivesse a opção de ficar com este dinheiro, ele poderia recorrer ao mercado privado e voluntariamente contratar um plano de saúde, um seguro de vida e previdência por R$ 300 e ainda receber um serviço melhor do que o do SUS.

(E, se o governo eliminasse os impostos sobre esses setores, bem como abolisse toda a regulamentação, o valor poderia baixar para R$ 200, e o trabalhador poderia obter um serviço de maior qualidade.)

Por fim, o aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade. Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois. 

O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência. Tudo isso só para não pagar o aviso prévio.

Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários.

E tudo isso para não mencionar os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente, há também aCSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma). 

Dado o atual arranjo, seria muito mais proveitoso tanto para o trabalhador quanto para as empresas dobrar o salário-mínimo e eliminar os encargos sociais e trabalhistas. Haveria mais dinheiro nas mãos de cada trabalhador, haveria uma mão-de-obra mais motivada, e ainda atrairíamos muito mais empresas para o país, o que naturalmente forçaria ainda mais o aumento natural dos salários. Isso, por si só, tornaria obsoleta a lei do salário-mínimo, levando à sua extinção.

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Leandro Roque contribuiu para este artigo.



Renato Furtado é cristão, empresário do setor madeireiro, e líder do Movimento Revolucione-SE.

terça-feira, janeiro 08, 2013

Prostitutas de 1958, 1962 e 1970 receberão prêmio e aposentadoria do INSS.





Louise Martine Fokken, as gêmeas prostitutas mais velhas de Amsterdã


O Ministério da Cultura, em conjunto com o Ministério do Trabalho e o Ministério da Previdência, aprovaram um prêmio de R$ 100 mil, para as profissionais do sexo que exerceram sua atividades nos anos de 1958, 1962 e 1970, além de um benefício mensal pago pelo INSS. Têm direito ao benefício as ex-prostitutas com renda menor que R$ 3.916,20, que é o valor máximo pago pelo Instituto. Elas, ou seus dependentes (incluindo-se os eventuais cáftens, que provem estabilidade "empregatícia")receberão a diferença entre o teto do INSS e a sua renda mensal.

O ministro da Previdência Social opinou que, pelo que fizeram ao Brasil, as ex-prostituas mereciam até mais do que esse benefício idealizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Essas ex-prostitutas deixaram um legado fundamental: elas devolveram a autoestima e concederam prestígio internacional ao brasileiro”, fazendo o pais reconhecido internacionalmente como um paraíso da prostituição, declarou. Na mesma linha, o Ministro do Trabalho,destacou que o Estado estava pagando uma dívida em nome de toda a sociedade. “Elas ajudaram a construir a reputação e a imagem que o Brasil tem hoje”.

Dependentes – O benefício pode ser requerido não apenas pelas profissionais do sexo de 58, 62 e 70, mas também por seu eventual esposo ou companheiro (cáften ou rufião) e filhos menores de 21 anos ou inválidos, caso a profissional já tenha falecido. No caso de invalidez, ela deve ser anterior à data em que o(a) filho(a) completou 21 anos. Havendo mais de um beneficiário, o valor do auxílio será dividido entre eles.


A essa altura, muitos estarão achando essa "notícia" algo normal, outros pensarão que chegamos no fundo do poço. Aos que acharam normal, não estão longe da realidade de um país que desde 2003 já se acostumou com corrupção e casos extra-conjugais (mas que afetam o nosso bolso, convém ressaltar). Nos últimos 10 anos o governo vem produzindo escândalos e dilapidando o patrimônio publico e, impressionantemente, o falido quarto poder - a Imprensa - vem sendo um fiel escudeiro de corruptos e corruptores, noticiando o que é bom (para eles) e escondendo o que é ruim (para todos).

É claro que a notícia é falsa, mas quem se surpreenderia se fosse verdadeira? Troque-se as profissionais do sexo pelos jogadores de futebol (uma paixão nacional estupida) e a notícia é verdadeira. (O benefício está previsto na Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663), sancionada pela Presidência da República em junho deste ano e que dispõe sobre as medidas relativas aos eventos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo de 2014.)

E, pensando bem, as profissionais da prostituição mereceriam muito mais sim, já que não deve ser muito fácil aturar tanta gente ao longo de tantos anos de profissão a troco de pouco dinheiro. Quanto aos jogadores, espero não ver entre os que procurarão esses "direitos", muitos que hoje ainda usufruem das benesses de uma Confederação do Futebol igualmente - e sempre - corrupta. Terão coragem de pedir esse auxilio os senhores Edson Arantes, Zagallo, Carlos Alberto, Rivelino, Leão, Paulo Cesar e Edu? O tempo dirá quem desses terá a coragem de, além de dispensarem esse "favor" com dinheiro alheio, denunciar mais essa farra com a já combalida Previdência Social.


Convém ressaltar que são milhões de brasileiros que trabalham a vida toda e que se aposentam com um salário de fome e ainda são submetidos ao Fator Previdenciário, reduzindo ainda mais seu benefício.

A QUANTAS ANDA A NOÇIMPRENSA

Por outro lado, uma outra notícia foi destaque em jornais e sites em novembro de 2012:

- Câmara aprova saque do PIS/PASEP por idoso de 60 anos


Em 22 de novembro a lei foi levada à sanção da presidencia da República. Como reza a Constituição Cidadã, não assinada pelo Petê - e por isso nem sempre respeitada por eles - a presidente teria 15 dias para sancionar ou vetar. E dai em diante nada mais de destaque sobre esse saque de um dinheiro que também vem sendo usado á revelia do seus reais donos: os trabalhadores.



Mas onde foi parar a tal lei que beneficiaria os maiores de 60 anos? A presidentE em exercício simplesmente vetou, simples assim, sem que fosse preciso desenhar. E quem noticiou o veto? 
Bravos sites como um do Piaui e da cidade de Dourados e... nada mais; afinal o que é bom para o governo se dá destaque, o que é ruim esconde-se.


Do site acessepiaui.com.br:


O Projeto de Lei nº 216/07, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi vetado na íntegra pela presidenta Dilma Rousseff. A matéria estabelecia a idade de 60 anos ou mais para o saque da conta individual do Fundo de Participação PIS/PASEP. A idade mínima mantida é a de 70 anos. Razão do veto:

A alteração proposta traria impacto negativo ao patrimônio do Fundo de Participação PIS-PASEP e, consequentemente, aos recursos disponíveis ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), exigindo aportes extras do Tesouro Nacional para a manutenção de programas de desenvolvimento nacional. Ademais, ao alterar a idade para saque das contas individuais, o projeto geraria incongruência em relação às regras de movimentação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O senador Paulo Paim havia argumentado:

Observa-se que a expectativa de vida do brasileiro, hoje, de acordo com o IBGE, atinge 71,9 anos o que significa dizer que, em média, os trabalhadores não poderão usufruir plenamente os saques efetivados aos 70 anos. Em se tratando da região Nordeste, onde a expectativa de vida é de 69,0 anos, a situação se converte em injustiça maior.



Então, estamos conversados, como bem concluiu a matéria o site acessepiaui::

Se é injusto, a presidenta manteve a injustiça.


Os bravos heróis que têm direito ao prêmio e ao benefício do INSS são:

1958 – Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando (morto), Nilton Santos, Zito, Didi (morto), Garrincha (morto), Vavá (morto), Pelé, Zagallo, Castilho (morto), Dino, Moacir, Zózimo (morto), Mauro (morto), De Sordi, Oreco (morto), Joel, Mazzola, Dida (morto) e Pepe.

1962 - Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Bellini Nílton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Pelé, Zagallo, Vavá, Amarildo, Castilho, Jair Marinho, Altair (morto), Zózimo, Jurandir, Zequinha, Mengálvio (morto), Jair da Costa, Coutinho e Pepe.

1970 – Félix (morto), Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo (morto), Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Pelé,Rivelino, Ado (morto), Leão, Zé Maria, Marco Antônio, Baldochi, Fontana (morto), Joel Camargo, Dario, Roberto Miranda, Paulo César e Edu.