Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO DA CORRUPÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO DA CORRUPÇÃO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Retórica do Berro e do Silêncio.










O Partido dos Trabalhadores, há bem mais de uma década, nada de braçada nas águas revoltas da nossa política. Isso não aconteceu por sorte ou acaso. Foi perícia coletiva, dentro de bem traçado planejamento e perfeita execução. De um lado, o partido se constituía na tradição dos partidos de massa, rara entre nós, e aplicava com tenacidade os métodos de infiltração que o fizeram presente e ativo nos corpos sociais e nas instituições do Estado. De outro, partia para o ataque a seus opositores sem tréguas nem misericórdia. O objetivo era produzir a demolição moral de quem estivesse em seu caminho. Pela cartilha petista, escândalo no território inimigo era e continua sendo coisa que ou existe ou se fabrica. Onde houvesse o mais tênue fio de fumaça da suspeita o partido era o primeiro a chegar, com um tonel de gasolina.

Impoluto, apontava o dedo acusador para as privatizações, por exemplo, com a autoridade moral de quem jamais o usou para contar dinheiro mal-havido. Quando seus líderes clamavam por CPIs para investigar as privatizações e a base do governo FHC não os apoiava, roíam-me desconfianças e suspeições. "Ai tem!", pensava eu. Se o nariz petista acusava algo, se sua alma se ouriçava, se seu fino tato acusava, era certo que algo havia. Afinal, eles sabiam tudo, mas tudo mesmo, sobre o governo dos outros.



Foi assim que o partido, sem muito esforço diga-se, destruiu moralmente os governos Collor e Sarney. Foi assim que o partido requereu contra o governo FHC mais de duas dezenas de CPIs. As investidas foram tantas, tão contínuas e violentas que o prestígio do ex-presidente despencou dos elevados índices a que chegara nos pleitos que venceu. Quanto de verdade havia naquelas acusações? O PT atribuía a falta de provas cabais ao engavetamento dos processos na Procuradoria Geral da República e à recusa da base do governo em conceder à oposição os votos necessários à formação das CPIs.



A posse de Lula seria, também, a hora da verdade para sua oposição? Eu pensava que sim. Os petistas não mais dependiam das CPIs para investigar e exibir as negociatas alheias. Passavam a dispor de todos os meios de investigação, servidos em bandeja de prata, com guarnição de veludo azul. Ministério da Justiça, Controladoria-Geral da União, ABIN, Polícia Federal, Receita Federal, eram apenas alguns dentre os muitos instrumentos disponíveis. Sem esquecer, ainda, os arquivos de todos os ministérios, repartições e empresas estatais do país. Vai ter muito colarinho branco na cadeia, pensava eu.



Surpresa! Em 1º de janeiro de 2003 a inquisição petista deve ter embarcado em Alcântara rumo a algum asteroide distante. O outrora refinado faro não capta mau cheiro sequer quando vem da sola do próprio sapato. Seus sherloques, seus produtores de dossiês, que antes sabiam de tudo que acontecia na República, foram acometidos de um alheamento, de um autismo em que não apenas ninguém está a par do que acontece na sala ao lado, mas é a própria mão direita a primeira a desconhecer o que a esquerda faz. Sobre essa duplicidade de conduta nada se fala, nada se escreve. Quando não há explicação moralmente aceitável é preferível deixar o dito pelo não dito. E Lula maneja com perfeição a prolongada retórica do silêncio.





sábado, junho 21, 2008

O CIMENTO DA TRAGÉDIA




O presidente Lula gostou muito, dando a ordem para que fosse executado.

Do que é que Lula gostou tanto assim? Do projeto Cimento Social, do bispo Crivella. Quem declarou isso foi o vice-presidente José Alencar, num ato público, no Rio de Janeiro, menos de três meses atrás.




O bispo Crivella está sendo politicamente responsabilizado pelo que aconteceu na última semana, quando alguns soldados arregimentados pelo projeto Cimento Social se envolveram no assassinato de moradores de um morro carioca. Mas havia alguém acima dele. Quem? O de sempre: Lula. Segundo José Alencar, o projeto só saiu porque Lula mandou o Ministério das Cidades liberar o dinheiro. E só saiu também porque o presidente mandou o Comando Militar tocar as obras na favela.




O projeto Cimento Social tinha tudo para dar errado. E deu. O cadastro dos moradores cujas casas seriam reformadas foi feito por integrantes da Igreja Universal, do bispo Crivella. O Ministério das Cidades liberou o dinheiro antes mesmo que o projeto de lei sobre a matéria fosse aprovado. As obras foram usadas como material de propaganda do bispo Crivella, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. O Comando Militar do Leste emitiu um parecer contrário ao projeto, temendo algo parecido com o que de fato ocorreu. Um documento militar acusou dois assessores do bispo Crivella – chamados de Eduardo de Tal e Gilmar de Tal – de negociar uma trégua com os traficantes do Comando Vermelho, que dominavam o morro. Foi desse projeto que Lula de Tal gostou muito, "dando a ordem para que fosse executado".


Lula loteou a Petrobras e o Banco do Brasil. Agora sabemos que ele deu um passo adiante e loteou também as Forças Armadas. O PRB, do bispo Crivella, aparentemente ficou com a Nona Brigada de Infantaria Motorizada, que ocupou por seis meses seu curral eleitoral. O Instituto Pereira Passos me forneceu os dados sobre a criminalidade na zona atendida pelos militares, no primeiro trimestre de 2008, comparando-os aos do mesmo período do ano anterior. Aumentaram os roubos. Aumentaram os furtos. Os assassinatos diminuíram ligeiramente. Para Tarso Genro, a tragédia demonstrou de uma vez por todas que é um erro empregar soldados no combate aos traficantes. Como assim? Quem combateu os traficantes? Os soldados só ajudaram a caiar uns muros e a trocar umas telhas. O que a tragédia demonstrou foi justamente o contrário: é um erro imaginar que se possa combater a criminalidade com a reforma de uns casebres, o Extreme Makeover: Home Edition da Igreja Universal. Se a Nona Brigada de Infantaria Motorizada subisse o morro para desmantelar o tráfico, talvez a barbárie pudesse ser contida.
Os soldados entregaram os suspeitos de pertencer ao Comando Vermelho aos assassinos de um bando inimigo, o Ada. Pelo que se soube, o chefe do Ada gostou muito. E deu a ordem para que eles fossem executados.

Diogo Mainardi - Veja 25/06/08

terça-feira, outubro 02, 2007

GENTE QUALIFICADA?

GENTE QUALIFICADA?


“Todas as vezes que se fala em fazer investimentos em alguma coisa, em contratar funcionários, as pessoas têm uma predisposição em ser contra. Vocês viram que nesses dias, o Senado, eu ainda não sei [por] qual razão, votou contra uma medida provisória que nós mandamos. E o pretexto era que estavam evitando que o governo contratasse mais cargos. Mas ninguém atentou para quantos professores deixaram de ser contratados para as universidades novas que estamos fazendo nesse país", Luis Inácio Amnésico da Silva


A SEALOPRA foi por água abaixo? Contente-se presiMente, foram só uns 600 vagabundos apeados do poder; ainda restam uns 50 mil. Edite nova medida provisória, distribua mais cargos - e o nosso dnheiro - e o Senado, capitaneado pelo seu amigo Renan aprovará, na hora em que Vossa Excrescência quiser.

A propósito, o Rei do Gado, ainda não mandou publicar no Diário Oficial a ruína da SEALOPRA; portanto os incompetentes e o Mangabeira Unger, continuarão recebendo salários e usufruindo das mordomias.

Caso alguém saiba em que dia e hora o presiMente trabalha, solicito informar urgente.

segunda-feira, maio 28, 2007

MINISTÉRIO DA CORRUPÇÃO

MINISTÉRIO DA CORRUPÇÃO.

No Café com o presidente de hoje, 28/05:




"Eu queria dizer para os ouvintes do programa Café com o Presidente que no nosso governo é importante que a gente tenha claro: nós iremos investigar todas as denúncias que forem feitas, doa a quem doer, seja contra quem quer que seja. Se houver indícios de prova, o papel do governo é facilitar que a Polícia Federal faça investigação, que o Ministério Público faça investigação. O que nós não queremos definitivamente é culpar nenhum inocente e, ao mesmo tempo, não queremos absolver nenhum culpado. Por isso que a investigação tem que ser séria e é por isso que nós defendemos a idéia de que quando você tiver uma acusação sendo alvo de processo, que esse processo não seja vazado para a imprensa antes do final desse processo, porque senão nós cometemos o erro de condenar as pessoas, como já aconteceram tantas vezes no Brasil, pessoas que foram condenadas a priori e, depois que foi feita a nvestigação, essas pessoas eram inocentes.(*)"Luis Inácio.






Considerando que a roubalheira, a desfaçatez, a imoralidade e a impunidade já são plenamente aceitas pela sociedade, considerando as mais recentes denuncias de corrupção e impunidade envolvendo políticos e executivos do alto escalão, agregadas as anteriores que foram varridas para baixo dos tapetes, considerando as formas anti-Brasil pelas quais alguns membros dos três poderes tratam dessas graves questões, respaldados no corporativismo, na omissão, leniência e anuência, sugiro que o Presidente Lula crie de imediato o Ministério da Corrupção, pois, dessa maneira, ficará estabelecido oficialmente que, a dilapidação do patrimônio público, a corrupção, o favorecimento e o crime contra o Brasil, realmente compensam.

Dr. David Neto
Médico e Jornalista - Ex-Secretário de Saúde e Medicina Preventiva

(*) - Até o presente momento, ao que consta, nenhum envolvido em escândalo foi inocentado; de Waldomiro Diniz ao mais recente.