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quarta-feira, outubro 07, 2015

Pallywood: Como uma família palestina alimenta a mídia com imagens de “conflitos encenados”.






Pallywood: Como uma família palestina alimenta a mídia com imagens de “conflitos encenados”.

por United With Israel




Um olhar mais criterioso sobre os conflitos semanais entre os palestinos criadores de tumultos e as Forças de Defesa de Israel (FDI) revela uma produção de mídia bem organizada dirigida por uma família que encena esses incidentes naquilo que se tornou conhecido como “Pallywood”.

O vilarejo palestino de Nabi Saleh e seus habitantes voltaram a entrar recentemente em evidência na mídia, graças a um vídeo em que se vê uma adolescente mordendo um soldado das FDI[1] que estava tentando prender o irmão dela por atirar pedras.

As estrelas do vídeo são os irmãos Ahed e Mohammed Tamimi. Ahed, uma garota de 14 anos de idade, ficou famosa em 2012, depois que um vídeo, supostamente mostrando-a encarando sozinha soldados das FDI[2] e gritando contra eles, se tornou viral.

O vídeo de 2012 elevou a família Tamimi à fama internacional. Ahed e sua irmãzinha Janna receberam então inúmeros presentes de Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina (AP),[3] e do primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan. Além disso, Ahed e sua família foram convidadas por Erdogan para irem à Turquia, com todas as despesas pagas, e ali foram condecoradas com a medalha de bravura nacional.

Revendo os fatos desde dezembro de 2009, quando começaram os protestos semanais em Nabi Saleh, sempre se vê um dos irmãos Tamimi, seja Ahed (14 anos), ou Muhammed (12 anos), ou ainda Janna Ayyad (9 anos) no centro de tudo aquilo. Correspondendo com o início dessas bem-documentadas manifestações está o estabelecimento de uma agência de notícias denominada Tamimi Press.

A agência de notícias e suas páginas, blogs, fóruns de internet e sites relacionados com a mídia social são de propriedade e são gerenciados pelo patriarca da família, Bassem Tamimi e seu irmão Bilal, destacados residentes de Nabi Saleh. Desde 2012, a mídia social da agência de notícias vem se dedicando principalmente a promover Ahed e Janna, que, por sua vez, geram o maior interesse da mídia estrangeira e das ONGs.

Bilal Tamimi, que coordena a presença da Tamimi Press na mídia social, disse em uma entrevista em 2011 que ele tem uma credencial de imprensa emitida pela Autoridade Palestina bem como outra credencial da ONG israelense B'Tselem, de extrema-esquerda.[4]

O assunto sobre o qual a Tamimi Press faz suas reportagens e desenvolve seus materiais gira predominantemente em torno das manifestações regulares das sextas-feiras em Nabi Saleh e das crianças Tamimi, que são o foco de inúmeros vídeos e fotografias.

Em 2011, o próprio Bassem Tamimi foi acusado e preso por incitar menores a cometerem crimes violentos, quando ele foi pego organizando as crianças do vilarejo para marcharem em direção à vizinha comunidade israelense de Halamish e de atirarem pedras.


Representações premeditadas e orquestradas 
São esses ataques e marchas violentos contra Halamish que regularmente forçam as FDI a entrar em cena. Testemunhas relatam que, assim que os soldados chegam, os atiradores de pedras, tais como Mohammed Tamimi, saem de cena e são substituídos pelas garotas fotogênicas desarmadas e por outras crianças.

Ayelet Vardi, uma jornalista e produtora de filmes que mora em Nova Iorque e que participou de um desses protestos no vilarejo em março de 2015, contou à agência Tazpit:

"Foi premeditado. Senti como se fosse um desempenho orquestrado. Parecia que a intenção dos árabes era atingir o vilarejo judeu. Os soldados das FDI estavam simplesmente parados na estrada que separa os dois vilarejos".

Vardi descreveu como as crianças se aproximaram dos soldados e os xingaram, enquanto os fotógrafos e cinegrafistas aguardavam para filmar as reações dos soldados. “As crianças ousadamente continuavam provocando os soldados e algumas delas até mesmo cuspiram neles”, disse ela.

À luz dessa ocorrência semanal, a família Tamimi tem sido criticada e culpada por encenar e instigar a realização desses eventos que alimentam a publicidade de sua própria agência de notícias. Até mesmo um recente artigo no jornal inglês The Guardian relatou que “há evidências de que os Tamimi estão intensamente conscientes do valor que essas cenas têm em seu ativismo”.

“Eles [a família Tamimi] estão criando as notícias que depois vendem para o mundo”, disse Eliran Malki, um blogueiro israelense que foi o primeiro a pesquisar o negócio das notícias da família Tamimi na mídia.

O mais recente incidente de Nabi Saleh não é o primeiro em que um membro da família Tamimi é o personagem de suas próprias notícias.

Ahlam Tamimi, que é descrita pela ala militar do Hamas como sua primeira recruta feminina, era uma estudante de jornalismo na Universidade de Birzeit[5] e jornalista em período parcial para um canal de notícias palestino em Ramallah. Ela também é prima em primeiro grau de Bassem Tamimi e nativa de Nabi Saleh.

Ahlam fazia parte da célula terrorista do Hamas que executou o atentado no restaurante Sbarro em Jerusalém em agosto de 2001,[6] que tirou a vida de 15 vítimas. Ela foi sentenciada a 6 penas consecutivas de prisão perpétua por sua participação no plano terrorista.

No documentário “Hot House” [Casa Quente] de 2007, uma crônica sobre a vida dos palestinos terroristas na prisão, ela é vista relembrando como, imediatamente depois de conduzir o homem-bomba até o restaurante, ela foi de volta a Ramallah para aparecer na televisão e fazer calmamente a reportagem sobre aquele atentado.

É interessante que a imagem e as citações de Ahlam são frequentemente utilizadas para decorar as camisetas usadas por Ahed Tamimi.

Atualmente, Bilal Tamimi está trabalhando em um documentário chamado “O Brilho da Resistência”, tendo Ahed e Janna como os enfoques principais. O projeto é apoiado pela produtora independente AMZ, estabelecida no estado americano do Oregon. Bassem fez um tour de palestras pelos Estados Unidos.


A “Garota Prodígio” das provocações encenadas pelos palestinos
O jornal Daily Mail revelou que uma das garotas que aparecem no recente vídeo, lutando com um soldado, é Ahed Tamimi, cujos pais, Bassem e Nariman, são conhecidos provocadores palestinos em Nabi Saleh, que é um local onde ocorrem as mais violentas manifestações palestinas, financiadas em parte por fundos europeus e das quais participam anarquistas europeus.

Apelidada de “Shirley Temper”* pelo blog http://www.Israellycool.com e rotulada como uma estrela de “Pallywood” -- termo cunhado pelo historiador americano Richard Landes -- Tamimi recebeu o prêmio Handala Por Sua Coragem, do presidente turco Erdogan, na cidade que ela diz ser sua preferida para morar -- Istambul. O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, também a recepcionou em seu gabinete, homenageando-a por sua atividade anti-Israel.

Ela tem aparecido em diversos clips de provocações encenadas contra as Forças de Defesa de Israel,[7] que são confrontadas por esse tipo de violência semanalmente.



* N.T.: uma alusão a Shirley Temple, menina americana, atriz ainda criança e famosa nos anos 1950, e trocadilho com “temper”, devido ao temperamento difícil de Ahed.


Notas:












Originais:




Publicado na revista Notícias de Israelwww.Beth-Shalom.com.br.

quinta-feira, outubro 25, 2012

Vamos combater o extremismo.
















Em meio a preocupações renovadas sobre o antissemitismo no país, a França está intensificando a segurança em prédios de entidades judaicas depois que foram feitos disparos de balas de festim contra uma sinagoga na zona oeste de Paris.

No domingo passado,o presidente François Hollande procurou diminuir as tensões entre judeus e muçulmanos, agravadas por uma série de incidentes violentos ocorridos nos últimos meses. Como presidente do país com as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa Ocidental, Hollande dirigiu suas críticas aos extremistas e pediu respeito por todas as religiões do país, que é oficialmente laico.

Ele disse que nas próximas horas as autoridades vão aumentar a segurança das sedes de entidades religiosas para que não fiquem sujeitas ao tipo de ataque feito a uma sinagoga do bairro parisiense de Argentuil na noite de sábado.

Um representante da sinagoga disse que testemunhas ouviram o barulho do que parecia ser uma arma disparando e que a polícia informou que tiros com balas de festim tinham sido disparados e que foram encontradas cápsulas vazias das balas. A polícia local não quis comentar o incidente. Os serviços de sábado à noite na sinagoga foram cancelados por causa do incidente, disse o representante que pediu anonimato porque a investigação policial ainda está em andamento.

O tiroteio ocorreu no sábado, poucas horas depois que a polícia realizou batidas por toda a França à procura de uma célula jihadista suspeita formada por jovens franceses recentemente convertidos ao Islã e acusados de um recente ataque contra uma mercearia kasher. O DNA encontrado na granada levou a um membro da célula que depois foi morto pela polícia em um tiroteio. Os policiais disseram que o homem já estava sendo vigiado desde a última primavera, quando um radical islâmico francês atacou uma escola judaica em Toulouse e também soldados franceses, matando sete pessoas.

Hollande informou que as autoridades suspeitam que a célula está pronta para atacar novamente nas próximas semanas. No domingo ele teve um encontro com líderes da comunidade judaica francesa e prometeu combater o extremismo e o antissemitismo
“com a maior firmeza”.

Richard Prasquir, presidente do grupo judaico CRIF, advertiu as autoridades francesas contra a complacência diante do que ele chamou de “ideologia monstruosa” de islâmicos radicais. Ele disse que está preocupado com a segurança da comunidade judaica da França desde os assassinatos em Toulouse.

Meir Habib, vice-presidente do CRIF, disse que durante o encontro Hollande afirmou que as agências de inteligência francesas e israelenses estão cooperando e que a França mantém contato também com agências de inteligência de países muçulmanos como parte do esforço para expor as células terroristas.

No sábado passado assaltantes desconhecidos alvejaram uma sinagoga no subúrbio parisiense de Argenteuil e a polícia francesa expôs uma célula terrorista durante uma batida relacionada com o ataque de granadas contra um mercado judeu.

Os ataques de Toulouse em março abalaram o país e fizeram aumentar a segurança em escolas judaicas e sinagogas em toda a França. Eles também inspiraram a elaboração de uma nova lei antiterror.

Hollande disse que as autoridades devem mostrar “intransigência” frente ao racismo e o antissemitismo: “Nada será tolerado, nada pode acontecer, qualquer ato, qualquer comentário será enfrentado com a maior firmeza”.

No sábado Hollande falou também com Mohammed Moussaoui, presidente de uma associação de organizações muçulmanas chamada CFCM, e assegurou-lhe que as autoridades francesas não irão estigmatizar todos os muçulmanos por atos cometidos por um grupo radical. No domingo a CFCM denunciou o ataque realizado contra a sinagoga, emitindo um comunicado em que “garante apoio e solidariedade `a comunidade judaica francesa diante de todos os ataques contra seus membros e suas instituições.

O ataque contra a mercearia no subúrbio parisiense de Sarcelles aconteceu no dia 19 de setembro, o mesmo dia em que um jornal satírico francês publicou caricaturas do profeta Maomé. Protestos antiocidentais estavam ocorrendo também contra um filme ofensivo ao Islã. Uma pessoa foi levemente ferida, mas o ataque de granada ocorreu após um verão em que os residentes judeus foram vítimas de crescentes ameaças antissemitas.

Artigo publicado no site Ynet, de Israel, citado no WJC- World Jewish Congress em 10 de outubro de 2012.
Fonte: Naamat Pioneiras Brasil – Tradução: Adelina Naiditch
Fonte: Pletz


quarta-feira, agosto 22, 2012

Resposta ao antisemita iraniano.


Resposta ao antisemita iraniano.

por Clóvis Rossi, na Folha




Ali Mohaghegh, primeiro-secretário da Embaixada do Irã no Brasil, usou as páginas desta Folha (20/08/2012 - reproduzida no blogando francamente) para proclamar a versão iraniana da “solução final” para os judeus. Escreveu: “Sem dúvida, não haverá nenhum lugar na região para os sionistas no futuro”.

Adolf Hitler orgulhar-se-ia desse seu discípulo tardio.

Se fosse apenas a opinião de um funcionário subalterno louco para agradar seus chefes, os aiatolás, já seria uma atitude nefanda. Mas, nos últimos dias, as duas mais altas autoridades iranianas, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, e o líder supremo, Ali Khamenei, fizeram declarações que são bastante similares.

(Líder supremo é nomenclatura que lembra “Führer, não por acaso, aliás).

A pregação do extermínio dos judeus é tão odiosa, por si só, que torna dispensável analisar o argumento do diplomata iraniano do ponto de vista da legislação internacional. Mesmo assim, não custa lembrar que o “lugar na região” para o Estado de Israel foi determinado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, em reunião, de resto, presidida por um brasileiro, Osvaldo Aranha.

Não custa também lembrar que, há dois anos, depois de percorrer o Yad Vashem, o Museu do Holocausto, em Jerusalém, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu recomendando que todos os governantes deveriam visitar o local, para aprender o que pode acontecer “quando o ser humano é dominado pela irracionalidade”.

Pois é, Lula, pois é, Dilma, vê-se que governantes e diplomatas de um país amigo continuam a ser dominados pela irracionalidade, dispostos a reeditar o Holocausto, setenta e alguns anos depois de ter se iniciado a versão anterior.

Há um efeito colateral nesse delírio odioso: estimula a irracionalidade do outro lado.

Israel está inundado pela discussão em torno de atacar ou não o Irã, para evitar que a ditadura teocrática consiga a bomba atômica.

“Há uma histeria orquestrada para colocar o país em estado de ansiedade, artificial ou não”, disse no fim de semana ao jornal “Haaretz” Ury Saguy, ex-chefe da inteligência militar.

Histeria facilitada pelo fato de que o governo anuncia distribuição em massa de máscaras de gás e ainda está testando um sistema de aviso de ataque por SMS.

É razoável supor que a orquestração, se é que é só isso, tenha como objetivo, na verdade, funcionar como pressão sobre os Estados Unidos para que se decidam a atacar o Irã sem que Israel se antecipe.

Já escrevi neste mesmo espaço que compreendo a angústia de tanta gente com a perspectiva de que uma ditadura teocrática tenha a bomba atômica, mas acrescentei que, mesmo assim, a única “solução final” é negociar, negociar e negociar de novo.

Mas, diante da irracionalidade de autoridades iranianas, fica difícil pretender que o outro lado seja racional. Se seu vizinho diz que não há lugar para você na região que habita, você também não pensaria que é melhor, antes, tirar o lugar dele?

Pode ser um pensamento horrível, mas seres humanos tornam-se mesmo horríveis quando a irracionalidade se impõe.

Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno “Mundo” da Folha de S.Paulo. É autor, entre outras obras, de “Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e “O Que é Jornalismo”.

Fonte: Pletz
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IMPORTANTE:

O Supremo Tribunal Federal decidiu hoje (17 de setembro de 2003) por oito votos a três que propagar ofensa a judeus é crime racial. A decisão foi tomada no julgamento do pedido de habeas-corpus do editor Siegfried Elwanger, que responde a processo por publicar livros com ataques aos judeus.
Elwanger foi condenado por racismo e recorreu ao supremo alegando que os judeus não constituem uma raça e sim um povo, ou grupo religioso. O julgamento começou em dezembro do ano passado e foi concluído hoje.
De acordo com o Jornal Nacional, o presidente do rabinato da Congregação Paulista, Henry Sobel, disse que a justiça brasileira puniu exemplarmente alguém que "fomentou o ódio e o preconceito".
Ainda segundo o JN, o presidente do Supremo, ministro Maurício Corrêa, explicou que a decisão de hoje foi o fato mais emblemático ocorrido no país desde a promulgação da Constituição em 1988. E o ministro Marco Aurélio Melo, que votou a favor do editor, comentou que este foi o julgamento mais importante do Supremo nestes últimos 13 anos.

terça-feira, julho 03, 2012

O antisemitismo Islâmico e a Mídia.



por Deborah Srour



Agora já sabemos: a Irmandade Muçulmana é senhora do Egito. A grande questão é como o novo presidente Mohamed Morsi poderá resolver o paradoxo que o acordo de paz com Israel representa para a ideologia deste grupo islâmico radical.

Uma das promessas de campanha que o elegeu foi de cancelar ou no mínimo, re-examinar o tratado de paz com Israel. A Irmandade Muçulmana tem como objetivo maior a restauração do Califado Islamico que eles chamam de Estados Unidos dos Árabes com capital em Jerusalem. Em seus discursos Morsi nunca deixou de repetir o mantra do grupo: “o Korão é a Constituição, o Jihad é o caminho e a morte por Allah sua maior aspiração”. No entanto, em inglês, a estória é outra. Em Dezembro de 2011, ele afirmou ao senador americano John Kerry que o Egito tinha a obrigação de honrar os acordos assinados.

Então o que fica: a revisão ou o cumprimento do tratado de paz com Israel? Numa entrevista há um mês atrás, ele explicou a discrepância: Para que o Egito continue a respeitar o acordo, Israel por seu lado, teria que respeitar “todos” seus acordos. Para Israel há 2 acordos: o de paz com o Egito e o acordo com os palestinos. Como para Morsi Israel não tem mantido suas obrigações para com os palestinos, então o Egito não precisaria manter o seu acordo de paz com Israel.

Mas isto é uma besteira. O próprio tratado de paz estabelece no seu Artigo VI(2) que “as partes se obrigam a cumprir suas obrigações em boa-fé independentemente de qualquer ação ou omissão de qualquer outra parte ou de qualquer instrumento estranho à este Acordo.” Mas a comunidade internacional obviamente não sabe destes detalhes. Os Estados Unidos, como intermediários, se obrigaram a tomar todas as medidas para garantir que as partes observassem o Acordo de Paz. O que a América fará se Morsi decidir colocar o Acordo com Israel na mesa para ser renegociado ou num referendo nacional?

Agora tudo depende do que a Irmandade Muçulmana acha que pode fazer. Apesar da plataforma profundamente antisemita que é consenso geral, a vitória apertada da Irmandade mostra que metade da população não concorda com a imposição da lei islâmica no país. Os partidos seculares do Egito e a imprensa jordaniana e palestina têm expressado ira e desapontamento pelo apoio e reconhecimento da administração Obama à Irmandade Muçulmana.

Agora Morsi e seu governo terão que equilibrar seu profundo ódio aos judeus e à existência de Israel com os limites impostos pela comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos. Como cumprir o que prometeu em sua campanha sem ameaçar a continua ajuda americana que alimenta milhões de egípcios? Os outros países da região estarão prestando atenção. A mídia e líderes muçulmanos já não se incomodam com o politicamente correto e publicam artigos abertamente anti-semitas. Não mais sob a máscara do anti-sionismo mas profundamente anti-judaicos. É o que aconteceu esta semana no Irã.

Apesar de ter uma das maiores populações judaicas num país muçulmano, o vice-presidente do Irã disse num forum das Nações Unidas contra as drogas que os Judeus controlam o tráfego internacional de entorpecentes. Ele disse que os judeus vendem drogas para cumprir um mandato do Talmud: “de destruir qualquer um que se oponha aos judeus”. Para ele, a conspiração é obvia já que segundo suas fontes, não existem judeus drogados. Ele chegou ao ponto de dizer que “a Republica Islamica do Irã pagará qualquer um que encontrar um só sionista viciado. Eles não existem. Esta é a prova do seu envolvimento no tráfego de drogas”.

E a reação da mídia à este discurso? Os jornais do mundo livre ou não se incomodaram ou tentaram minimizar o efeito destas palavras. De acordo com o jornal the New York Times, o vice-presidente não odeia judeus, só os sionistas. Seu reporter, Thomas Erdbrink não mediu esforços para nos convencer que tirando esta pequena aberração, o regime iraniano é perfeitamente respeitável. Nós sabemos que este não é o caso. O Supremo Líder rotinamente se refere à Israel como um câncer que deve ser removido. Vários jornalistas escreveram sobre os discursos antisemitas do vice-presidente Mohamed-Reza Rahimi como prova de que o Irã não pode adquirir armas nucleares.

É óbvio que um regime de fanáticos religiosos que procura efetuar um genocídio messiânico não pode adquirir armas nucleares. Mas da mesma forma que Hitler chegou a ser nomeado “O Homem do Ano” pela revista Time em 1939, os jornalistas de hoje continuam a desconsiderar ataques antisemitas de líderes fanáticos que prometem aniquilar o povo judeu. 70 anos mais tarde, nada une mais os muçulmanos do que o ódio aos judeus e mesmo assim, o antisemitismo é o assunto menos divulgado do planeta.

A mídia ocidental acha que o mundo islâmico deve ser apaziguado e que devemos encontrar meios para acomodar a Irmandade Muçulmana e o Irã. Reportar ataques antisemitas não ajuda. Outros dizem que o ódio aos judeus é justificável por causa dos palestinos. Ambas as desculpas para o ódio aos judeus são escandalosas. E a contínua presença de dignatários estrangeiros dando legitimidade à Teherã é ainda pior.

Se Rahimi tivesse direcionado seu ódio à qualquer outro povo, raça, credo, estado ou cor, nenhum diplomata ocidental teria ficado para escutar outra palavra saída desta latrina. A mídia, por seu lado, em vez de denunciar o racismo, a discriminação e a campanha de incitação contra os judeus, ela colabora com os perpetradores.

Nesta última terça-feira, o New York Times publicou um artigo sobre os esforços dos palestinos de Battir, um vilarejo ao sul de Jerusalem, que quer que seu sistema de irrigação em terraços da época romana, seja reconhecido pela UNESCO como herança mundial. Eles dizem que se isso não acontecer, Israel poderá construir a barreira de separação pelo vilarejo e danificar o sistema. Só que o sistema não é romano. É judaico da época do segundo templo. Battir é a pronuncia árabe de Betar, o local aonde Bar-Kochba liderou a última batalha dos judeus contra o Império Romano.

Como sempre, o New York Times não falou nada disso pois feriria o nacionalismo palestino e levantaria questões sobre o direito dos judeus à terra. Assim, tudo bem fazer uma reportagem errada. E eu que pensava que a mídia estava aí para reportar os fatos e não redesenhar verdades.

São órgãos da mídia como a revista Time e o jornal The New York Times, de certa respeitabilidade que se sentem no direito de negar, reportar mal ou enganosamente a razão mais importante por trás dos eventos do Oriente Médio hoje: o ódio islâmico aos judeus. O mesmo ódio que levou os nazistas a exterminarem 6 milhões de homens, mulheres e crianças. O mesmo ódio que temos a obrigação de combater por todos os meios possíveis. Só depende de nós.


Fonte: Pletz