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quinta-feira, agosto 23, 2012

Oriente Médio, hoje.

MAIS RESPOSTAS AO ANTISSEMITA IRANIANO

por Salomão Schvartzman e Zevi Ghivelder




“Diplomacia é a ciência daqueles que nenhuma ciência têm, daqueles que são profundos pelo próprio vazio.” (Balzac)

Ao propor a erradicação de um país, o diplomata do Irã supera o nazismo. E a Palestina nunca foi uma nação, Israel só ocupou tal território após ser atacado.

Anteontem, a Folha de S.Paulo publicou um artigo assinado pelo primeiro-secretário da embaixada do Irã no Brasil, Ali Mohaghegh, sob o título “O futuro do Oriente Médio”, que traz um conteúdo alarmante: de forma explícita, um país soberano exorta a erradicação de outro país soberano. Nem o nazismo se atreveu a tanto.

A sequência de erros e omissões contida no referido texto é de uma ridícula desfaçatez.

O autor cita a chamada primavera árabe como um movimento contra Israel e os Estados Unidos, quando justamente o que mais chamou a atenção foi o fato de que não houve, no Cairo, em Tripoli ou em Tunis, por ocasião das rebeliões populares, queima de bandeiras americanas ou israelenses, tantas vezes já vistas, sobretudo em Teerã.

Quanto ao ataque cometido por um pequeno grupo de vândalos contra a embaixada de Israel no Cairo, esta foi reprimida pelas próprias autoridades egípcias.

O senhor primeiro-secretário da Embaixada da República Islâmica do Irã no Brasil afirma que Israel desrespeita as resoluções das ONU. Pois o desrespeito maior aconteceu quando a Assembleia-Geral aprovou a partilha da antiga Palestina e, no ano seguinte, logo após a proclamação do Estado de Israel, a nova nação foi invadida por seis exércitos hostis.

No que toca ao não cumprimento da sempre citada resolução número 242, segundo a qual Israel deveria se retirar dos territórios ocupados, omite-se o texto completo, que diz: “…para que Israel possa viver em paz em fronteiras reconhecidas e livre de ameaças de atos de força”. Depois de exaustivas negociações entre israelenses e palestinos, no decorrer de mais de 40 anos, as ditas fronteiras seguras jamais foram reconhecidas. No que toca à renúncia aos atos de força, basta contar o número dos milhares de mísseis disparados contra Israel oriundos da faixa de Gaza e do sul do Líbano.

O artigo do diplomata iraniano faz uma revelação surpreendente quando diz que “o despertar islâmico alcançou superioridade estratégica com relação aos sionistas”. O que vem a ser superioridade estratégica? Os atentados terroristas? Os foguetes disparados contra populações civis? O contínuo empenho iraniano em dispor de armas de destruição em massa?

O autor do texto afirma que Israel atravessa uma instabilidade interna, o que é verdade em função de sua democracia, com governo na maioria e oposição na minoria. Eis algo desconhecido nos demais países do Oriente Médio, com especial destaque para o regime dos aiatolás.

Como diplomata, o senhor Mohaghegh deve conhecer a frase de Ambrose Bierce: “Diplomacia é a arte patriótica de mentir pelo próprio país”.

Lê-se, ainda, no referido artigo, que os palestinos devem recuperar os seus direitos. Neste ponto, vale uma sucinta lição de história.

Durante 500 anos, o território palestino foi ocupado pelo Império Otomano. Depois, de 1920 a 1948, esteve sob mandato britânico. De 1948 a 1967, os palestinos se ornaram súditos do rei da Jordânia -onde, aliás, foram massacrados e enxotados por ocasião do Setembro Negro.

Seus proclamados direitos não têm antecedentes. A Palestina jamais foi uma nação autônoma com um respectivo governo, jamais teve capital, instituições independentes ou moeda própria. Tais direitos só afloraram após a ocupação da Cisjordânia por Israel.

Por que a ocupação? Porque Egito, Jordânia e Síria perderam uma guerra que iniciaram e tiveram parte de seus territórios invadidos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Alemanha nazista cuja capital, Berlim, ficou longo tempo sob ocupação dos aliados.

Enfim, o antissemitismo prega que o judeu não tem lugar na sociedade. O antissionismo prega que Israel não tem lugar no mundo. Ou será que antissemitismo e antissionismo têm a mesma raiz?

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SALOMÃO SCHVARTZMAN, 78, jornalista e sociólogo, é colunista da BandNews FM e da BandNews TV. Foi diretor da sucursal paulista da revista “Manchete”
ZEVI GHIVELDER, 78, jornalista, foi diretor do Grupo Manchete. É autor do romance “As Seis Pontas da Estrela” (editora Arx)

Fonte: Pletz

quarta-feira, agosto 22, 2012

Resposta ao antisemita iraniano.


Resposta ao antisemita iraniano.

por Clóvis Rossi, na Folha




Ali Mohaghegh, primeiro-secretário da Embaixada do Irã no Brasil, usou as páginas desta Folha (20/08/2012 - reproduzida no blogando francamente) para proclamar a versão iraniana da “solução final” para os judeus. Escreveu: “Sem dúvida, não haverá nenhum lugar na região para os sionistas no futuro”.

Adolf Hitler orgulhar-se-ia desse seu discípulo tardio.

Se fosse apenas a opinião de um funcionário subalterno louco para agradar seus chefes, os aiatolás, já seria uma atitude nefanda. Mas, nos últimos dias, as duas mais altas autoridades iranianas, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, e o líder supremo, Ali Khamenei, fizeram declarações que são bastante similares.

(Líder supremo é nomenclatura que lembra “Führer, não por acaso, aliás).

A pregação do extermínio dos judeus é tão odiosa, por si só, que torna dispensável analisar o argumento do diplomata iraniano do ponto de vista da legislação internacional. Mesmo assim, não custa lembrar que o “lugar na região” para o Estado de Israel foi determinado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, em reunião, de resto, presidida por um brasileiro, Osvaldo Aranha.

Não custa também lembrar que, há dois anos, depois de percorrer o Yad Vashem, o Museu do Holocausto, em Jerusalém, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu recomendando que todos os governantes deveriam visitar o local, para aprender o que pode acontecer “quando o ser humano é dominado pela irracionalidade”.

Pois é, Lula, pois é, Dilma, vê-se que governantes e diplomatas de um país amigo continuam a ser dominados pela irracionalidade, dispostos a reeditar o Holocausto, setenta e alguns anos depois de ter se iniciado a versão anterior.

Há um efeito colateral nesse delírio odioso: estimula a irracionalidade do outro lado.

Israel está inundado pela discussão em torno de atacar ou não o Irã, para evitar que a ditadura teocrática consiga a bomba atômica.

“Há uma histeria orquestrada para colocar o país em estado de ansiedade, artificial ou não”, disse no fim de semana ao jornal “Haaretz” Ury Saguy, ex-chefe da inteligência militar.

Histeria facilitada pelo fato de que o governo anuncia distribuição em massa de máscaras de gás e ainda está testando um sistema de aviso de ataque por SMS.

É razoável supor que a orquestração, se é que é só isso, tenha como objetivo, na verdade, funcionar como pressão sobre os Estados Unidos para que se decidam a atacar o Irã sem que Israel se antecipe.

Já escrevi neste mesmo espaço que compreendo a angústia de tanta gente com a perspectiva de que uma ditadura teocrática tenha a bomba atômica, mas acrescentei que, mesmo assim, a única “solução final” é negociar, negociar e negociar de novo.

Mas, diante da irracionalidade de autoridades iranianas, fica difícil pretender que o outro lado seja racional. Se seu vizinho diz que não há lugar para você na região que habita, você também não pensaria que é melhor, antes, tirar o lugar dele?

Pode ser um pensamento horrível, mas seres humanos tornam-se mesmo horríveis quando a irracionalidade se impõe.

Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno “Mundo” da Folha de S.Paulo. É autor, entre outras obras, de “Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e “O Que é Jornalismo”.

Fonte: Pletz
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IMPORTANTE:

O Supremo Tribunal Federal decidiu hoje (17 de setembro de 2003) por oito votos a três que propagar ofensa a judeus é crime racial. A decisão foi tomada no julgamento do pedido de habeas-corpus do editor Siegfried Elwanger, que responde a processo por publicar livros com ataques aos judeus.
Elwanger foi condenado por racismo e recorreu ao supremo alegando que os judeus não constituem uma raça e sim um povo, ou grupo religioso. O julgamento começou em dezembro do ano passado e foi concluído hoje.
De acordo com o Jornal Nacional, o presidente do rabinato da Congregação Paulista, Henry Sobel, disse que a justiça brasileira puniu exemplarmente alguém que "fomentou o ódio e o preconceito".
Ainda segundo o JN, o presidente do Supremo, ministro Maurício Corrêa, explicou que a decisão de hoje foi o fato mais emblemático ocorrido no país desde a promulgação da Constituição em 1988. E o ministro Marco Aurélio Melo, que votou a favor do editor, comentou que este foi o julgamento mais importante do Supremo nestes últimos 13 anos.

terça-feira, agosto 21, 2012

Mensagem de ódio na Folha de SP.





Em seu caderno “Tendências e Debates” do dia 20/08/2012, o Jornal Folha de S.Paulo publicou o artigo “O futuro do Oriente Médio” de autoria de Ali Mohaghegh, primeiro-secretário da Embaixada da República Islâmica do Irã no Brasil. Em cada verso é possível ver o ódio e a pregação da destruição de Israel.

Republicamos abaixo o artigo. Recomendamos fortemente que comentem o artigo no site da Folha de S.Paulo logo após o artigo, clicando aqui
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20/08/2012 - 03h00
Tendências/Debates: O futuro do Oriente Médio
ALI MOHAGHEGH

Com o início do movimento despertar islâmico na região do Oriente Médio, os Estados Unidos da América e os seus aliados na região, temendo as ondas crescentes de sentimentos antiamericanos e antissionistas, tentaram insinuar ao mundo uma interpretação falsa deste movimento.

Não dá para esconder, porém, que os governos derrubados na região eram amigos dos Estados Unidos da América e do regime sionista.

O ataque à embaixada do regime sionista no Cairo nos primeiros momentos de protesto era um sinal do movimento popular. Era um sinal da desesperança com os EUA e com o regime sionista, que não queriam ser odiados pelos povos da região.

Sem dúvida, não haverá nenhum lugar na região para os sionistas no futuro. E o regime, que certa época pretendia dominar o território entre os rios Nilo e Eufrates, agora deve se esconder atrás do muro de proteção.

O regime sionista de Israel tem a maior rede mundial de terrorismo do Estado e cometeu inúmeros crimes nos países da região, inclusive a matança do povo de Gaza, os assassinatos de forças de resistência nos diferentes países e assassinatos dos cientistas nucleares da República Islâmica do Irã. Esse regime agora está tentando desviar a opinião pública de perceber o seu verdadeiro caráter perigoso.

Hoje, com as evoluções nos países do Oriente Médio e da África, os povos perceberam que são inúteis e frustrantes as negociações com um regime que só conseguiu ficar em pé respaldado pelo Ocidente.

Hoje, os apoiadores do regime sionista devem suportar um peso bem maior do que no passado para apoiar Israel, pois os povos da região entraram no cenário político e projetaram o futuro da região.

Ao mesmo tempo, divergências internas apareceram, e esse regime sionista se deparou com a instabilidade interna.

O Ocidente é obrigado a revisar a sua política de apoio unilateral e injusta ao regime sionista. Eles estão bem conscientes de que os levantes populares no Oriente Médio e no norte de África começaram graças ao despertar islâmico e têm um caráter antissionista. Esta região jamais refletirá a dominação sionista no futuro.

Atualmente, os movimentos resistentes frente ao sionismo, graças ao movimento despertar islâmico, alcançaram superioridade estratégica em relação aos sionistas.

Hoje, com o afastamento dos governantes ditadores em alguns países da região que estavam compactuados com o regime sionista, os povos da região dizem gritando que a instalação do regime sionista não tem legitimidade no território palestino, mesmo que seja no tamanho de uma palma da mão. Estamos tratando de um regime que desconsiderou mais de cem resoluções e declarações da ONU.

Mesmo os países ocidentais não estão mais dispostos a assumir incondicionalmente o peso de seus apoios ao regime sionista. Especialmente os países europeus, que têm a paciência esgotada perante a atitude reivindicadora, extremista e irracional de Israel. Pouco a pouco, ouvimos as pessoas perguntando no Ocidente: "até quando nós devemos pagar o preço da desobediência de Israel?"

Agora, chegou uma oportunidade histórica: os soberanos no mundo devem aproveitar e colocar a história na sua direção certa, tirar o invasor da cena e devolver a pátria aos palestinos.

É importante que todos os palestinos unidos resistam frente ao inimigo. Somente com a união e coesão nacional e seguindo o islã o povo palestino poderá libertar os seus territórios invadidos e recuperar os seus direitos.

A Palestina é ocupada por estrangeiros. Será que a humanidade fará silêncio perante a ocupação do território de um povo por eles?

ALI MOHAGHEGH é primeiro-secretário da Embaixada da República Islâmica do Irã no Brasil

sexta-feira, agosto 17, 2012

O IRÃ NÃO ESTÁ DORMINDO.


(Título original do artigo: Internacional Teocrática)
por Paulo Rosenbaum(*)


Acabaram-se as Olimpíadas mas a vibração continua fora dos campos e das raias olímpicas. O brasileiro – até as padarias tem deixado a tela acesa na TV Justiça – ainda espera pelo justo, e sem compreender a linguagem jurídica a conversa que se ouve nas ruas é “vamos ver no que isso vai dar”.

Mas hoje o mundo opera numa simultaneidade caótica. Sempre foi assim, a diferença é que a informação online nos obrigou à onisciência. Enquanto o mensalão é debatido, num canal de tevê paga pode-se assistir o documentário sobre quem são os atuais líderes do Irã. Imaginem, mas a realidade é pior do que parece. A estratégia persa para controlar a região é estarrecedora.

Explicitamente o regime dos aiatolás e sua guarda revolucionária traçaram planos onde mundo é o limite. Graças aos bons negócios que empresários europeus e de muitos outros países fazem no mercado negro o boicote internacional simplesmente não tem funcionado, faliu, conforme as câmeras da TV britânica provaram. O mercado central de Teerã repleto de mercadorias de última geração, dos americanos aos chineses. Plataformas e tecnologia para extração do petróleo foram compradas da China depois que os Estados Unidos e União Europeia se recusaram a vendê-las ao iranianos. Componentes para usinas atômicas estão chegando em dia, da Coreia do Norte e Rússia, sem prejuízos ao cronograma para obter a bomba nuclear.

A verdade é que o regime de Teerã se internacionalizou e é com essa ideologia que eles tem aumentado a presença em vários pontos do globo. Depois que G. W. Bush nos fez o favor de trocar o regime em Bagdá a “internacional teocrática” aportou com força total no Iraque e já desestabiliza países na África. A presença de assessores militares iranianos e agentes políticos dentro das fronteiras iraquianas é crescente. Nas palavras de um jornalista iraniano que preferiu o anonimato: “eles sempre consideraram o Iraque como parte do Irã, ainda sonham com o grande império persa”.

A recente prisão de agentes da guarda revolucionária iraniana em Aleppo e a troca de agrados verbais entre Damasco e Teerã, também são pistas importantes para rastrear as intenções dos sucessores de Khomeini. Os assessores militares iranianos se uniram às equipes de extermínio de Assad fornecendo armamentos e logística para a indústria do massacre na Síria. Teerã assegura casa e comida para o clã sírio se tudo der errado. A ONU e a comunidade internacional seguem expectadoras. De onde vêm todo este descaso com os consensos internacionais?

No front, a dobradinha AA, Assad-Ahmanejahd já tem pronto planos derivacionistas como provocar alguma reação norte-americana ou reativar os conflitos com Israel na fronteira ao norte para criar um foco mais sustentável enquanto finalizam o serviço genocida sobre o povo sírio. A planilha incluiria ataques contra alvos via Hezbolhah repassando o máximo de armamentos para a organização terrorista que há décadas constrói sistemas de bunkers e já conta com um expressivo arsenal subterrâneo de mísseis.

Ninguém é santo no tabuleiro explosivo dos jogos de poder, a diferença brutal é que quando Israel, EUA ou qualquer país democrático faz das suas, a imprensa livre – cada vez mais comprometida — tem um colossal alcance e assim exerce poder sobre a opinião publica interna e externa. Completamente diferente dos outros países no oriente médio, inexiste liberdade de expressão. Como tudo é filtrado – destarte passado como realidade — espalham-se ainda mais as fronteiras do rancor antissionista e antiamericano.

Como se não bastasse o apetite pelo jihadismo internacional, os aiatolás de longo alcance estão muito provavelmente por trás de recentes atentados terroristas com tendência a abrir filiais na América do Sul, notadamente na tríplice fronteira. Além do escandaloso e ainda impune atentando contra a AMIA em Buenos Aires, os países da tríplice aliança seguem fazendo vistas grossas a estas perigosas aproximações. Problema grave, especialmente para o Brasil, com a proximidade de dois eventos de relevância mundial.

Para completar suas metas o ditador iraniano vem usando as facilidades oferecida pelo companheiro da Venezuela e paga a conta com pesados investimentos em infra estrutura e campanhas eleitorais. Ninguém se espante se sob os auspícios de Hugo Chaves, e a conivência de Brasília, contarmos com o Irã como próximo convidado do Mercosul.

O que os roteiristas e assistentes esqueceram de prever no script é que a maioria não é corrompível, há exaurimento crescente pela sensação de já termos sido suficientemente manipulados e ninguém mais quer ser escravo da causa nem viver sob o cutelo de quem diz encarnar a divindade.

(*)Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)

Paulorosenbaum.wordpress.com

quarta-feira, julho 25, 2012

Porque o Hezbollah?.



por Deborah Srour (no Pletz)




O ataque de quarta-feira na Bulgaria foi uma dolorosa lembrança de que uns 70 anos depois do Holocausto os judeus mais uma vez não estão seguros no mundo. O fato de não vermos atos como este todos os dias é devido somente ao esforço sobre humano dos serviços de segurança e não do enfraquecimento do inimigo. Imediatamente após o ataque, que se deu no 18º. Aniversário do ataque ao Centro Comunitário Judaico AMIA em Buenos Aires, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu apontou o dedo para o Irã e seu grupo terrorista em chefe, a Hezbollah.

É muito raro que um chefe de estado faça acusações tão categóricas contra qualquer um, ainda mais um governo, antes de ter em mãos os resultados das investigações. Mas qualquer um que leia os jornais e preste um mínimo de atenção ao que se passa no mundo, sabe que há uma guerra entre o Irã e o mundo ocidental e que se os Ayatollahs colocarem suas mãos em armas nucleares, poderão aniquilar o mundo livre ou exigir sua submissão.

Alguns comentaristas jogaram a possibilidade de Netanyahu ter dito que a guerra do Irã é contra o Ocidente para preparar o terreno para uma ação militar conjunta contra as instalações nucleares iranianas. Acho isso pouco provável. Aqueles “aliados” que deveriam estar preocupados em coordenar tal ação militar estão muito atarefados com os fúteis e improdutivos “diálogos” com Teherã, enquanto os mullas marcham direto para o enriquecimento do urânio.

Sim, estou falando da administração Obama. Mesmo se pudessemos acreditar por um minuto que os Estados Unidos não deixarão os iranianos adiar o momento da verdade indefinidamente, com tantas coisas aparentemente mais urgentes, Israel não consegue que o mundo dê prioridade para o problema da bomba iraniana. Ao norte de Israel, a Síria está transferindo seu arsenal de armas químicas para a Hezbollah no sul do Líbano e os Estados Unidos pediram hoje a Netanyahu de não fazer um ataque preventivo à este arsenal para não dar a Assad uma oportunidade de unir os sírios. Quer dizer, para Obama então é mais importante depor Assad do que proteger Israel de um ataque com armas químicas.

E ao sul de Israel a instabilidade do Egito e sua aproximação com o Hamas complica e estica as defesas do estado judeu. Hoje o gaseoduto entre o Egito, Israel e a Jordania, foi explodido pela enésima vez. Enquanto isso, a secretária de estado Hillary Clinton está ocupada com discursos sobre as dificuldades econômicas do Oriente Médio – apesar deles estarem sentados sobre o petróleo – e como os Estados Unidos continuarão a enviar bilhões de dólares dos seus contribuintes para a região.

Netanyahu sabe que o objetivo principal do Irã é alcançar uma hegemonia com seus vizinhos para liderar uma coalisão muçulmana contra o ocidente restaurando o califato que existia antes da Primeira Guerra Mundial. Uma idéia que ainda é negada e tida como absurda pelo mundo livre. Assim Netanyahu precisa martelar e reiterar o perigo de um Irã nuclear mesmo se Ahmadinejad diz que está pronto a “negociar”.

Alguns analistas disseram que este ataque na Bulgaria reflete a frustração da Hezbollah em não conseguir vencer Israel no campo de batalha e de ter outros ataques prevenidos na India, Georgia, Tailandia, Azerbaijão, Turquia, Chipre e Grécia. Algus outros disseram que este ataque foi em retaliação ao assassinato do terrorista Imad Mughniyeh em Fevereiro 2008 que a Hezbollah atribui ao Mossad. Mughniyeh era um agente senior da Hezbollah responsável por espetaculares ataques terroristas contra alvos Israelenses e Americanos como o ataque ao quartel americano no Líbano em1983 e o ataque à embaixada israelense em Buenos Aires em 1992.

Acho que a desculpa ao ataque, definida como“retaliação” não cabe aqui. Israel negou te-lo matado e ele pode ter sido morto por qualquer outra facção rival do Líbano. Mughniyeh morreu por ter dedicado sua vida a planejar e a cometer assassinatos em massa contra os “infiéis” do Ocidente. A diferença é que a Hezbollah, nesta semana, alvejou um grupo de turistas israelenses num ônibus na Bulgária, como parte de uma estratégia global antisemita de aniquilar ou subjugar judeus. A mesma estratégia que levou Mohamed Mehra a executar uma menina de 9 anos e outros inocentes em Toulouse. O mesmo objetivo do Irã.

A Hezbollah não precisa de uma desculpa para perpetrar um ato de Guerra. Nem Israel poderia fazer algo diferente para evitar a ira dos mullas e seus agentes. É o infinito ódio à própria existência dos judeus e de Israel que faz com que os seguidores de Nasrallah prendam bombas aos próprios corpos e morram só para matar alguns judeus. E isso foi verdade muito antes de Mughniyeh partir deste mundo e ainda o seria se estivesse vivo.

Hoje a França comemorou os 70 anos da prisão e deportação de mais de 13 mil judeus de Paris para Auschwitz e morte. Destes, somente 100 sobreviveram. O presidente francês hoje lembrou a vergonha que seu país teria que carregar já que nenhum soldado alemão participara da operação – conduzida totalmente por policiais franceses. Desde 1995 nenhum presidente francês pensou em marcar desta data. E o antisemitismo volta, com toda a força e com toda a racionalização possível.

E é isso que Netanyahu tem tentando transmitir aos líderes da Europa e Estados Unidos sem qualquer sucesso. Pura e simplesmente. Sem tentar dissecar, analisar, comentar, arrumar explicações ou desculpas para cada evento, cada ataque, em separado. Elas só servem para que o mundo continue a culpar Israel não só por árabes mortos mas por seus próprios mortos também.


Texto publicado no Pletz

Nota Importante: Venezuela e Brasil: principais centros do Hezbollah na América Latina, leia aqui 




Leia mais:

Israel acusa o Irã de introduzir terrorismo na América Latina com apoio de Chávez

sábado, junho 30, 2012

Rio + 20 Intelectuais e déspotas.




por Paulo Rosenbaum (*)

Amós 3:3 - Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?

Não foi um caso isolado da Rio + 20. Às cotoveladas sessenta intelectuais (sempre bom recorrer à etimologia para saber se a atribuição ainda bate com o significado: intelecto – ação de compreender) se apertaram para assistir a explanação do ditador iraniano.

Uma possível compreensão, nesse caso legítima, seria que os doutores tivessem ido até lá para saciar a curiosidade frente a um homem deselegante, que já negou o holocausto, considera mulheres seres de terceira categoria, persegue minorias como Bahai e Sufis e prega a reforma “por bem ou por mal” dos homossexuais. Sem contar os criminosos atos contra os protestos da oposição nas comprovadas fraudes eleitorais que o levaram a reeleição. Eleição é modo de dizer, sufrágio indireto, que só se concretiza com aval do líder supremo.

Ninguém duvida que é sempre interessante ter a oportunidade de ver uma “criminal mind” ao vivo, tudo para tentar entender como funciona a mente onipotente, como raciocina o fanático, e sentir a astúcia do mitômano. Mas parece que não é isso que tem levado intelectuais do mundo a aderir ao pensamento monológico e ao culto dos déspotas que se proliferam pelo mundo. Talvez, cansados da anomia e do fracasso crônico das experiências com os projetos sociais pelos quais se batem, só encontrem recompensa naqueles que prometem implantar a justiça plena na Terra.

Com o fim das doutrinas e a morte dos heróis, só um ungido pode saciar os intelectuais de nossos tempos. A perplexidade máxima aflora quando se identifica na plateia herdeiros de tradições ideológicas consistentes, a maior parte daquela vertente que um dia convencionou-se chamar de esquerda. A adesão se dá basicamente por uma única afinidade: a postura antiamericana. Ficou fácil conclamar fiéis, bastando para isso desfraldar a bandeira “morte à América”.

No caso de professores e gente esclarecida e com tanto currículo na bagagem, que espontaneamente escolheu ir ao encontro o fato nos deixa à deriva. Melhor dizendo, à lona! O fenômeno transcende a razão e como evitamos a parapsicologia, precisamos nos contentar com a velha psicopatologia. Alguém pode explicar como o carisma agressivo e non-sense entorpeceu tantas cabeças a ponto de asfixiar a região onde se aloja a capacidade critica?

Pode ser que seja inevitável que chefes de partidos ou figuras do executivo tenham que ciceronear ditadores e gente que, para conquistar o poder, deixou rastro de cadáveres. Costuma-se aturar isso dignamente com a ajuda de autocontrole, respiração yogue e banhos frios. O fenômeno leva o nome de pragmatismo selvagem, o que conduz inevitavelmente a uma espécie de esquizofrenia política.

Basta um exemplo: sabe-se que o regime teocrático do Irã apoia abertamente o regime Sírio de Assad e sua atual política genocida. Pois decerto alguns dos bem pensantes que sentaram nas cadeiras da frente assinaram petições, ao menos devem ter pensando nisso, contra o massacre do povo sírio. Pois é o que a selvageria política faz com as pessoas: produz incoerências seriadas. Ninguém tem compromisso com a coerência nem com a lucidez, mas há uma ambivalência ética que é capaz de dissolver o caráter.

Esta fusão de ideologia tosca com pragmatismo já foi o estuário de desastres políticos importantes em outros continentes. A adesão de extensas camadas da população universitária na Alemanha nazista – o maior apoio vinha dos profissionais liberais com 50% dos médicos alemães dando endosso à ideologia ariana do Fuhrer.

E não é que persiste a maldição dos “formadores de opinião”? As massas finalmente aderiram e produziu-se um consenso perto do absoluto, a favor do expansionismo belicista germânico.

O mesmo apoio das camadas intelectualmente mais esclarecidas marcou nos primórdios a Revolução Soviética. Até que testemunhando o desvirtuamento e a implantação de um regime tão sanguinário e opressor quanto o de seus antecessores, os intelectuais mais críticos começaram a ser internados em hospitais com ajuda de um sistema nosológico criado sob encomenda aos psiquiatras comunistas. Dissidentes começaram a ser diagnosticados como insanos: refusiniks. Para um regime totalitário só um doente mental pode recusar o sistema perfeito.

Foi Hanna Arendt quem escreveu que quando “termina a autoridade começa o autoritarismo”. Agora que a autoridade natural no Brasil está no início do declínio já que sua sustentação depende da bonança econômica e a inadimplência chegou a um patamar perigoso, o desespero já começou: alianças desastradas, chantagens e ameaças institucionais chegando ao destempero com promessas de mordidas.

Nossa sorte é que hoje o homem comum no Brasil deixou de ser bobo e já sabe como deve sair de casa: discreto, sem lenço, cheque ou documento e, se possível, com caneleiras à prova de predadores.

(*)Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A verdade Lançada ao solo” (Ed. Record)

sexta-feira, março 16, 2012

Israel X Irã.



por David Tabacof


Dada a desinformação reinante em torno de um possível ataque israelense ao Irã, o que tem provocado preocupação, informo que, em minha opinião, após a visita de Netaniahu a Washington na semana passada, cresceram as chances de um ataque preventivo israelense.

O preço a pagar será o lançamento de mísseis iranianos e do Hesbolá em direção do centro de Israel, principalmente da área que circunda Tel Aviv. O reator de Dimona também será alvo preferido. Natanhianu faz a seguinte conta: se deixarmos o Irã se armar nucleramente, talvez não use este poderio para atacar imediatemente. O problema imediato será o estímulo e proteção que daria ao Hesbolá, no Líbano e o Hamas em Gaza. Israel passaria a viver à sombra de um Irá portador de bombas nucleares portando mísseis balísticos. Algo que muitos aqui consideram intolerável.

A recusa aliada em bombardear alguns campos de morte nazista durante a 2ª. Guerra, tem servido de exemplo para a falta de confiança que outros possam nos dar proteção. Vivo em Israel há algumas décadas a acho que aprendi uma ou duas coisas. Por isto, mesmo correndo o risco de cometer um erro de apreciação, afirmo que se os serviços de inteligência de Israel informarem que Teerã está prestes a testar um petardo nuclear, Israel atacará.

Este ataque certamente agravará enomemente a crise econômica mudial e o preço do petróleo poderá ultrapassar 300 U$ o barril. É claro que a ameaça israelense de atacar forçará o mundo desenvolvido a reagir a fim de não sofrer suas consequências. Há também um componente de blefe por parte de Israel afim de empurrar o mundo a forçar o Irã a parar. Mas, este não é um blefe normal do jogo de pôker já que Israel tem meios de executar o ataque, mas prefere não iniciar um incêndio de grandes proporções na região.

Um outro elemento que pode influir na decisão iraniana é a “desmentida” capacidade nuclear de Israel que segundo fontes estrangeiras bem informadas possui um estoque de mais de 100 bombas. Se bem que Israel diga e repita que não será o primeiro país a usar a bomba no Oriente Médio, as circunstâncias podem mudar, e estão mudando.

Todos aqui temem uma guerra com o Irá por que sabem que o país não está preparado para sofrer um grande número de baixas civis. Muitos hospitais já vivem superlotados em situações normais. A economia poderá sofrer um grande recuo. E a população civil será a grande vítima numa guerra de apertar botôes vermelhos. Soldados no front estarão mais seguros que a população das cidades.

Em suma, neste momento, Israel parece disposto a dar um prazo relativamente curto às sanções e negociações. Se Teerã não desistir, uma guerra será inevitável. Bibi foi a Washington a fim de colocar Obama a par do que pensa. Na oportunidade, Israel pediu algumas armas especiais e apoio. Parece que foi bem sucedido, se bem que o governo americano tem menos pressa que Israel. O governo israelense, porém, já fechou a questão. Ou o Irã pára seu programa ou será atacado.

sexta-feira, março 31, 2006

AS CHARGES DO BLOGANDO FRANCAMENTE


AS CHARGES DO BLOGANDO FRANCAMENTE






























Desde o começo sempre aparecem nos Posts do “Blogando” as Charges de Roque Sponholz.

Por que o Roque? Simplesmente porque, como todo chargista, o Roque tem a sensibilidade do momento e, numa imagem, exprime mais do que muitas palavras.

A “bola da vez”, incontestavelmente, é a podridão que assola o pais, e portanto nada mais natural que as charges tenham integrantes do atual governo como “super-stars”.

Mas por que o Roque? Porque alem da sensibilidade, ele tem sido um “municiador” do Blogs espalhados pela Net; sem as frescuras de gente famosa que aparece em horário global puxando o saco da “gang”.

Roque Sponholz é um "fotografo" do cotidiano politico; um designer-arquiteto-chargista-cartunista e acima de tudo um bom brasileiro.

“....
"Meu pai me registrou como Roque Sponholz.Portando este é meu nome.
Sou uma porção de já fui e outras tantas de pretendo ser e continuar sendo.Já fui piá de andar descalço, estilingue no pescoço,na minha pequena grande Imbituva.Já mijei em vidro, que meu Vô Eduardo mandou para o laboratório de análises, como se fosse o mijo dele.(Claro que os médicos não o proibiram de continuar bebendo e comendo tudo o que lhe aprazia).Gosto de estudar. Ainda não consegui me livrar de universidades. Numa delas, a Federal do Paraná, em arquitetura e urbanismo me formei. E desde então, em outra,a Estadual de Ponta Grossa, ministro aulas de planejamento urbano para o curso de engenharia civil, e de desenho técnico para o curso de engenharia de alimentos.Já ganhei concursos de logomarcas, símbolos, cartazes,pinturas, cartuns, arquitetura e até de frases.Milito na Política, (com "P" maiúsculo), com mandato ou sem mandato, desde a infância.Atuei em diretórios acadêmicos, fui vereador, presidente de autarquias de habitação popular e urbanismo, e de pesquisa e planejamento urbano.Tive a satisfação de ser eleito por duas vezes presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de P. Grossa,a qual vi nascer, forte crescer e para a qual, criei sua logomarca, fiz seu projeto e construí sua sede.Em dezembro de 2005, completo 30 anos de exercício profissional,e nestes trinta, já projetei quase de tudo em arquitetura e urbanismo.com obras espalhadas por alguns estados.Exalto o traço do Loredano, o cérebro do Millôr, o trabalho e o caráter do mestre Niemeyer.Acho o automóvel a praga deste e do passado século.O transporte individual é o cancro de nossas cidades.Abomino áulicos e covardes.Sou criativo: Crio brigas, confusões e não fujo delas....Enfim, não tenho nada. Só tenho o que me falta.E o que me falta, é o que me basta.Sem lenço e sem documento, nada nos bolsos e só grafite nas mãos,eu quero seguir vivendo pelos campos, cidades, em pequenas ou grandes construções, caminhando, desenhando, projetando e seguindo a canção."



E, por fim, Roque colocou o “Blogando Francamente" nos links do seu site e nos presenteou com as três charges acima: Raul Jafet, dr.Samir Achôa e dr.Davi Zilbergeld Neto. E tenho dito. Parabéns ao Roque que ele merece (com todo o puxasaquismoexplicito)