sexta-feira, dezembro 11, 2015

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará








por William Uchoa







Quem me conhece sabe que eu não sou um exemplo de cristão. Sou de formação católica, não praticante, de pouca fé, mas independente disso, as palavras de Cristo estão escritas nas linhas da minha vida e tenho certeza de que sou um bom homem e, como muitos, procuro usar os olhos para ver e a cabeça para pensar.


A Bíblia, notadamente, com a Nova Aliança, está em harmonia com a vida e sua preservação, que é a obra maior da Criação, rejeitando todos os delitos que visam usurpá-la. Se morrem muitas pessoas, inclusive, justas e boas, não devemos culpar a Deus, mas às nossas próprias escolhas. Nosso livro sagrado jamais pretendeu ser uma forma de governo e, ao contrário dos livros islâmicos, sempre exorta nossas melhores atitudes em relação ao próximo, seja de honestidade, seja de caridade, seja de cidadania. Graças a essa herança judaico-cristã, o Ocidente conseguiu construir o melhor sistema de convivência humana: a Democracia, claro, com seus defeitos e deficiências, inatos da falibilidade do ser humano.


Por outro lado, os textos que os islâmicos consideram sagrados apelam aos piores instintos humanos impelindo seus fiéis a empreender guerra de morte contra os povos de outras crenças e justificam literalmente as piores atrocidades contra a humanidade não islâmica, tais como, extermínio físico, escravidão sexual das mulheres não muçulmanas e, acima de tudo, os livros muçulmanos são o sistema legal dos países islâmicos, sob alegação de que as leis humanas são falhas e que os homens devem ser regidos pelas “leis divinas” de seus escritos. Imaginem uma lei de 1.400 anos sendo imposta aos dias atuais! Ainda por cima justificando todas essas atrocidades!


Está mais do que na hora de desmentir o relativismo cultural que prega que os povos do Oriente Médio vivem debaixo de ditaduras religiosas sanguinárias porque isso é da cultura deles. É preciso dizer que, desde o seu início, há 14 séculos, o islamismo vem se empenhando em conquistar o mundo e isso está nos livros deles e nas guerras que empreenderam e continuam empreendendo. Tudo está registrado nos livros de história.


Escolher a democracia foi uma opção que o Ocidente aos poucos implementou, resultado quase natural da herança cristã, assim como qualquer povo que tiver essa oportunidade o fará, porque é o melhor sistema humano. Vejam o exemplo de Hong Kong, cuja população trava uma luta incessante contra as imposições do governo comunista chinês após a devolução da cidade, outrora sob administração democrática da Inglaterra. A própria China, utiliza a liberdade econômica do capitalismo financiada pelo desastrado Clinton, embora permaneça uma ditadura comunista. Nos países onde vigora a democracia capitalista as massas têm obtido bem estar e liberdade significantes. Nos países onde vigem teocracias as massas permanecem na idade média, as mulheres privadas até de estudar e de escolher seus casamentos, os gays são jogados de edifícios para a morte ou são enforcados em guindastes, as mulheres, se forem julgadas adúlteras, apedrejadas até a morte, os ladrões têm as mãos decepadas... tudo de acordo com o Alcorão. 


Como a verdade nos libertará? Pra começar, conhecendo quem são os inimigos da verdade, chamando-os pelo verdadeiro o nome: os comunistas, a mídia desinformante e os islâmicos. Em segundo lugar, criando uma frente de todos os grupos cristão, considerando o que têm de comum, as palavras de Cristo. Unindo católicos, evangélicos, ortodoxos gregos, cristãos sírios, coptas egípcios...


Exemplos de povos e pessoas acordando para a verdade:


• A TV Cristã Paquistanesa que foi incendiada por fanáticos islâmicos. Ela havia sido construída numa parceria de católicos com protestantes e transmitia para mais de 6 milhões de pessoas. 


• As comunidades de cristãos sírios de locais onde ainda se fala aramaico, a língua falada por Jesus, após terríveis massacres onde o Estado Islâmico matou crucificadas pessoas de todas as idades e escravizou as mulheres, estão agora se unindo em milícias de autodefesa, assim como faz Israel desde os tempos bíblicos.


• Nos Estados Unidos, 16 Estados aprovaram leis contra qualquer tentativa de imposição da lei islâmica, a terrível Sharia, emendando suas constituições. E a tendência é aumentar esse número.


• Pesquisas recentes mostraram que os gays americanos e até parlamentares gays são a favor de leis e medidas para proibir a entrada de terroristas disfarçados de emigrantes no seu país. Por mais que a imprensa esquerdista queira pintar os islâmicos de bonzinhos e o Islam de religião da paz, não puderam esconder as execuções de gays nos países de dominação islâmica. 


• Em diversas igrejas evangélicas do Brasil já temos notícias de pregações e orações demonstrando preocupação e solidariedade com as populações cristãs massacradas e perseguidas pelos islâmicos. O nosso Papa, por outro lado, continua mentindo e se apegando a uma agenda ambiental que pode espalhar a fome à todo o planeta. O aquecimento global é uma teoria já desmentida até pelos seus próprios criadores. Enquanto ele expressa preocupações com o meio ambiente, não dá uma palavra de apoio aos mártires cristãos. Esteve recentemente na África e não deu uma palavra condenando o Boko Haram, franquia do Estado Islãmico, que seqüestrou e escravizou centenas de crianças duma escola cristã da Nigéria. A quem ele serve?


• A Argentina começou a desmontar o Foro de São Paulo, entidade comunista fundada por Lula e Fidel Castro para ressuscitar o comunismo, com a eleição de um presidente conservador, derrubando a louca de Buenos Aires, Cristina Kirtchner, amiguinha da nossa “querida” Dilma. 


• O início do processo de impeachment da Dilma seria impensável se a população não tivesse despertado de sua aparente letargia, mostrando sua força em vigorosas manifestações e demonstrado de que lado está, como indicam as pesquisas esmagadoras de reprovação do governo. Será um golpe duro no FSP e o início da reconstrução do Brasil.


• A vitória da oposição venezuelana contra o tiranete Maduro nas eleições legislativas de ontem, dia 06 de dezembro, o que está sendo confirmada pela mídia.


Tudo isso demonstra, mais uma vez a verdade bíblica sobre o conhecimento da verdade como a fonte da libertação.

quarta-feira, dezembro 09, 2015

A miopia do relativismo cultural.


A miopia do relativismo cultural.

por Filip Mazurczk
O Islã é baseado em três desigualdades:
entre homem e mulher, homem livre e escravo, e muçulmanos e infiéis.



Quando indagado por um repórter inglês sobre o que pensava da civilização ocidental, Mahatma Gandhi alegadamente gracejou: “seria uma boa ideia”. Estudiosos duvidam de que esta conversa tenha ocorrido. Porém, a popularidade da anedota mostra quão amplamente odiada nossa civilização se tornou, inclusive entre nossa própria elite cultural relativista. A auto-aversão é frequentemente conjugada à glorificação do Extremo Oriente e à apologia ao Islã.


Na verdade o Ocidente criou a maior civilização da história do mundo, e foi apenas após o Iluminismo que seu declínio começou. Uma comparação com as sociedades orientais e muçulmanas revela que apenas no Ocidente liberdade, beleza e busca pela verdade puderam florescer.


Para os relativistas culturais o ano de 1789 serve como a linha divisória entre o barbarismo e o progresso. Em sua perspectiva equivocada, o Ocidente antes da Revolução Francesa era um lugar sombrio, ignorante e supersticioso. Romanos e gregos eram cruéis, os papas da Igreja eram misóginos e a Idade Média – a Idade das “Trevas” - foi um constrangimento irredimível. A Renascença, temporariamente, foi tratada um pouco melhor, enquanto ela foi incorretamente vista como uma virada em direção à secularização, mas agora ela é mais apropriadamente apresentada como a era dos corruptos papas Bórgia e a época dos primeiros encontros dos europeus com o resto do mundo, um prelúdio para a opressão destes últimos. Foi apenas graças ao Iluminismo e à Revolução Francesa que o Ocidente “descobriu” ideais como liberdade, igualdade e fraternidade, que finalmente conduziram ao “progresso”, à abolição da monarquia, à secularização e às noções de igualdade que têm recentemente conduzido ao ápice da realização humana: a legalização do aborto e “casamentos” homossexuais, segundo tais relativistas.


É claro, a descrição acima da narrativa histórica anti-Ocidente é de certa forma uma caricatura. Entretanto, esta construção é mais ou menos o que é ensinado à maioria dos estudantes no Ocidente a respeito de sua civilização. Eles são doutrinados a odiar a tradição, a religião e a ordem, idealizando por sua vez progresso e emancipação e virando-se em direção ao Oriente em busca de orientação.

Estes ocidentais que se auto-odeiam estão certos a respeito de uma coisa: 1789 foi de fato um divisor de águas na história do Ocidente, na medida em que a Revolução Francesa criou o primeiro regime totalitário do mundo. O filósofo russo Vladimir Solovyov escreveu que a diferença entre Cristo e Marx é que o primeiro orientou que seus discípulos descem seus próprios bens aos pobres, enquanto o último orientou seus seguidores a tomar os bens dos outros à força e redistribuí-los “igualitariamente”. O mesmo se aplica à Revolução Francesa, que tentou forçar a liberdade, a igualdade e a fraternidade pela guilhotina.

Foi o período anterior ao Iluminismo francês que permitiu que Ocidente florescesse. A interação de Atenas, Roma e Jerusalém criou uma civilização baseada na busca da verdade, beleza, igualdade real, liberdade e racionalidade. Os antigos filósofos gregos ensinaram-nos como buscar a verdade, enquanto os romanos deram-nos a base da lei moderna e, aplicando a razão, construir cidades, estradas e trabalhos de arquitetura. A maior revolução filosófica no Ocidente, entretanto, ocorreu após o Édito de Milão em 313. Foram os cristãos que construíram os primeiros hospitais e abrigos para os pobres, fundaram as mais antigas universidades e criaram obras-primas da arte. Acima de tudo, os valores judaico-cristãos fizeram o homem ocidental ver seu vizinho como um igual – porque, para citar São Paulo, “em Cristo, não há gregos nem judeus”.

A Revolução Francesa, e o Iluminismo francês que a precedeu, representam uma ruptura hermenêutica com o passado, um ponto em que os pensadores ocidentais separaram-se da lei romana, da busca da verdade, da herança e tradição judaico-cristã do Ocidente. No século XIX, Comte substituiu Deus pelo culto da razão; Marx criou o plano do que deveria ser uma sociedade sem desigualdade (violentamente imposta, é claro); Nietzsche nos convenceu de que alguns são fracos e portanto um fardo para a sociedade; e Bentham rejeitou a noção de que todos os homens são dotados de igual dignidade como “absurda em seus fundamentos”. O que se seguiu foi uma série de desastres: genocídios, guerras, campos de concentração e o Gulag.

Os principais influenciadores intelectuais do Ocidente atual são descendentes de Comte, Nietzsche, Bentham e Marx – pessoas como Michel Foucault, Slavoj Zizek (que escreveu um panegírico a Lenin, o assassino em massa) e Judith Butler. Eles postulam um mundo em que tudo é relativo, elevando simultaneamente a agenda homossexual e o aborto a dogma religioso. Os pós-modernistas de hoje rejeitam vigorosamente a busca da verdade objetiva, especialmente se ela não se encaixa em sua agenda ideológica.

Por exemplo, a despeito do fato de todas as evidências científicas mostrarem que crianças não nascidas são, de fato, humanos capazes de sentir dor, que as diferenças entre os sexos são reais, e que uma criança precisa de fortes modelos de macho e fêmea para seu desenvolvimento estável, os ideólogos de hoje defendem a agenda homossexual e leis permissivas para o aborto. Eles querem interferir diretamente na liberdade de culto. (Nos meses recentes nos EUA, a legislação destinada a proteger a liberdade religiosa em Indiana foi espancada pela elite intelectual e política, enquanto a candidata à presidência Hillary Clinton disse que o Cristianismo deve mudar seu ensino sobre o aborto). Na verdade, muitas destas pessoas não mais escondem que eles desejam destruir a família tradicional – um desfecho que Marx e Engels prescreveram noManifesto Comunista.

Portanto, o Ocidente tem se contentado com a mediocridade, mesmo com a fealdade. É difícil ler Petrarca ou se maravilhar com a perfeição das esculturas de Michelangelo sem sentir admiração e orgulho por ser o receptor de herança tão rica. A cultura de massa de hoje, entretanto, aspira pela vulgaridade. Quando o filósofo espanhol José Ortega y Gasset escreveu A Desumanização da Arte em 1925, ele dificilmente poderia ter predito que em 1999 as elites intelectuais de Nova Iorque venerariam, como símbolo de liberdade religiosa, uma pintura da Virgem Maria coberta com fotografias de genitálias femininas de revistas pornográficas e fezes de elefante.

Como mencionado antes, a escola anti-ocidental de fato dirigiu-se para o Extremo Oriente, especialmente a Índia, em busca de inspiração. Enquanto a Índia é uma das maiores economias emergentes, sua cultura produz enormes desigualdades, improváveis de desaparecer não importa quão robusto seja o crescimento do PIB. Enquanto o Cristianismo ensina que “não há Gregos ou Judeus”, o Hinduísmo conserva um sistema de castas que relega milhões à pobreza e negligência devido às famílias nas quais eles nasceram. O abuso de mulheres é corriqueiro na Índia e as viúvas, consideradas “agourentas”, são rejeitadas por suas famílias e vilas.

Os valores ocidentais tradicionais – os verdadeiros, que os jovens são ensinados a manter a despeito da academia, do The Guardian e do New York Times – representam a única esperança para milhões de indianos infelizes sofrendo devido a tais (antiprogressistas) grilhões culturais. Os missionários europeus e americanos, (os Missionários da Caridade de Madre Teresa são o exemplo mais conhecido), continuam a socorrer incontáveis indianos da imundície, da negligência e da fome. A Igreja Católica na Índia também é a maior defensora dos direitos das viúvas. Estes movimentos não são motivados por proselitismo: os fiéis servem a pessoas de todos os credos, e embora a Igreja Católica seja a maior organização de caridade da Índia, apenas cerca de 2% da população é de cristãos.

Mais duplos padrões abundam – cortesia dos proponentes da equivalência moral, não menos. Os jornais ocidentais revelam histórias de má conduta por uma pequena minoria de padres católicos, a despeito da adoção pelo Vaticano de uma linha rigorosa contra clérigos desviados. Em contraste, o falecido Santya Sai Baba Indiano – um líder de seita que afirmava ser uma divindade e possuir poderes milagrosos (tal como “materializar” um relógio Rolex, um truque desmascarado por ilusionistas) – foi acusado de molestar dezenas de meninos de vários continentes. As cortes indianas recusaram-se a investigar, pois,como “homem sagrado”, ele desfruta de impunidade. Tal licença contrasta fortemente com o conceito romano de igualdade perante a lei e separação entre Igreja e Estado, que remonta ao Papa Gregório VII (falecido em 1085).

Os relativistas culturais de hoje têm uma abordagem igualmente bizarra do mundo muçulmano, abraçando o Islã e rejeitando o Cristianismo. Um sintoma peculiar desta inversão é que em 2007 a Universidade de Columbia convidou Mahmoud Ahmadinejad para discursar, enquanto que um ano depois a Universidade Sapienza, de Roma, cancelou uma conferência do Papa Bento XVI para satisfazer professores anticlericais. O novo dogma pode ser resumido pelos comentários desdenhosos de Barack Obama (supostamente feito em consideração à ameaça do ISIS) no Café com Oração de 2015: “E temo que avancemos em nossa soberba e pensemos que isto seja exclusivo de algum outro lugar, lembrem-se que durante as Cruzadas e a Inquisição as pessoas cometeram atos terríveis em nome de Cristo”.

Certamente, os cristãos cometeram crimes contra outros. Entretanto, este fato vem com qualificações importantes não atribuídas a todas as outras religiões. Primeiro, o direito de matar inocentes nunca foi parte do Cristianismo, que sempre pregou o amor ao próximo e o perdão. Os crimes de cristãos não resultaram da teologia, mas simplesmente da desventura de indivíduos. Este não é o caso da “religião da paz”.

O jesuíta egípcio Samir Khalil Samir observou que o Islã é baseado em três desigualdades: entre homem e mulher, homem livre e escravo, e muçulmanos e infiéis. Quando durante o sermão de 2006 o Papa Bento XVI citou o imperador bizantino, que disse que o Islã é incompatível com a razão, os muçulmanos mataram, em resposta, uma freira Italiana e um missionário na Somália. Em contra partida, quando cristãos são constantemente insultados dia e noite na televisão do Ocidente, eles mostram a outra face.

Segundo, cristãos – com exceções extremamente raras, que são inevitáveis desde que seu número excede os dois bilhões – não mais cometem violência em nome da fé. Muitos muçulmanos, entretanto, o fazem. Esta distinção não se dá porque mais cristãos vivem em países desenvolvidos e, como sustenta a opinião dominante, o progresso econômico torna as pessoas menos selvagens. A Arábia Saudita, lar de duas cidades sagradas do Islã, é um país rico que desposa o wahhabismo, uma forma particularmente radical do Islã, que crucifica apóstatas e sujeita mulheres a mutilação genital. Embora ela tipicamente receba aprovação da esquerda.

É indiscutível que desde 1789, e especialmente nas décadas recentes, o Ocidente tem estado numa condição decadente. Se alguma vez desejar recuperar sua estatura anterior, deve abraçar o fato de que foi outrora grande e reconhecer a única fonte de sua força. Esta revitalização só pode acontecer se uma mudança fundamental for feita em como a história é ensinada no Ocidente, e se um olhar honesto – desembaraçado do relativismo cultural e do politicamente correto – for lançado sobre as diferenças entre culturas.


Publicado no The European Conservative. Original aqui.

Tradução: Flávio Ghetti

terça-feira, dezembro 08, 2015

A desordem dos advogados do Brasil.







por Rodorval Ramalho






Sobral Pinto: “A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses. Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa".



Em tempos de disputa na Ordem dos Advogados do Brasil, tenho me lembrado dos inúmeros depoimentos sobre o exercício da advocacia, ouvidos ao longo da vida, que me remetem a uma imagem bastante desfavorável de uma profissão que pode ser tão importante para construirmos um verdadeiro Estado de Direito.


Os “causos”, as piadas, os chistes sobre advogados são abundantes e sempre nos transmitem um conteúdo que tem como foco a esperteza, a malícia, a ardileza e, ao fim e ao cabo, a falta de limites para a ação profissional. Esse tipo de imaginário sobre a natureza e/ou o modus operandi dos profissionais da advocacia tem uma profunda importância sociológica, pois é produto de uma longa experiência.


Pois bem, parece uma unanimidade, não somente no imaginário popular, que qualquer causa e qualquer cliente é defensável. Afinal, todos têm direito a um advogado para que a justiça seja aplicada de forma adequada. Lembremos de dois ou três casos.


Qual foi o comportamento dos criminalistas brasileiros, entre eles, Márcio Thomaz Bastos, também apelidado modestamente de "God", durante o processo do Mensalão? Qual tem sido o comportamento dos criminalistas nesse processo do Petrolão? Como tem se comportado o exército de advogados do PCC Brasil afora?


Outro dia, Almir Pazzianotto Pinto, advogado do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo na época de Lula, contou que o Apedeuta costumava alertá-lo, já naquele tempo, que “não queria advogado para dizer o que eu [Lula] tenho que fazer. Eu quero advogado para me livrar depois que eu fizer.” O problema é que esse tipo de raciocínio não é exclusividade das mentalidades delinquentes, mas, infelizmente, de uma infinidade de profissionais da advocacia.


O próprio Márcio Thomaz Bastos, em artigo na Folha de São Paulo, chegou a defender que “Não há exagero na velha máxima: o acusado é sempre um oprimido”. E ainda afirmou:

“Ao zelar pela independência da defesa técnica, cumprimos não só um dever de consciência, mas princípios que garantem a dignidade do ser humano no processo. Assim nos mantemos fiéis aos valores que, ao longo da vida, professamos defender. Cremos ser a melhor maneira de servir ao povo brasileiro e à Constituição livre e democrática de nosso país.”

Naquela altura, "God" já havia feito de tudo para livrar a cara dos petistas no processo do Mensalão e já estava “de corpo e alma” em outra causa nobre, defender o pio Carlinhos Cachoeira, mais um "oprimido pela justiça".


A pergunta para refletirmos é: uma defesa jurídica é só um artefato técnico ou haveria algo mais a ser perseguido?


O grande Heráclito Fontoura Sobral Pinto, um dos maiores brasileiros da história, pode nos ajudar a responder essa questão. Atentemos para o que diz essa avis rara do direito nacional:
“O primeiro e mais fundamental dever do advogado é ser o juiz inicial da causa que lhe levam para patrocinar. Incumbe-lhe, antes de tudo, examinar minuciosamente a hipótese para ver se ela é realmente defensável em face dos preceitos da justiça. Só depois de que eu me convenço de que a justiça está com a parte que me procura é que me ponho à sua disposição”.


Sigamos com o jurista católico:

“A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses. Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa. O advogado não é, assim, um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça. O advogado é, necessariamente, uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça, incumbindo-lhe, por isto, aconselhar àquelas partes que o procuram a que não discutam aqueles casos nos quais não lhes assiste nenhuma razão”. 


Por fim, mais uma dose de decência: 
“É indispensável que os clientes procurem o advogado de suas preferências como um homem de bem a quem se vai pedir conselho. Orientada neste sentido, a advocacia é, nos países moralizados, um elemento de ordem e um dos mais eficientes instrumentos de realização do bem comum da sociedade”.


Que o espírito de Sobral Pinto ilumine as consciências que ainda acreditam que a advocacia não é somente uma “técnica de caça a tesouros”, mas uma dimensão ética da própria vida republicana.



Rodorval Ramalho é sociólogo e professor da Universidade Federal de Sergipe.

Fonte: IPCO

Representantes de 195 países defendem que a Terra é plana, ou quase isso.




Por Daniel Martins




É difícil conceber uma farandula maior do que a que se faz hoje em torno do aquecimento global. E a dificuldade vem exatamente do fato de que a tese e sobretudo a necessidade de mudança de hábitos frente à mudança climática é tão cientificamente comprovada quanto o fato de a Terra ser plana.







É difícil conceber uma farandula maior do que a que se faz hoje em torno do aquecimento global. E a dificuldade vem exatamente do fato de que a tese e sobretudo a necessidade de mudança de hábitos frente à mudança climática é tão cientificamente comprovada quanto o fato de a Terra ser plana.

Para quem não acompanha o assunto, recomendo vivamente que se informe. Pululam de todos os lados as declarações de cientistas renomados que demonstram que o CO2 não é um vilão, que o homem não interfere no clima global, e mais, que o planeta está gradualmente entrando em uma fase de… resfriamento! E para o planeta, o esfriamento, conforme diz por exemplo o famoso climatologista Dr. Luis Carlos Molion, é mais prejudicial do que o aquecimento

Mas farandula é farandula. O que é lamentável é que ela tenha atingido tão altas cúpulas, de tantos países.

Vejamos por exemplo:

– Em discurso na Conferência do Clima em Paris, a presidente Dilma Rousseff “cobrou a adoção de um tratado justo, universal e ambicioso e “legalmente vinculante”, ou seja, com caráter obrigatório.” (OESP 1/2/15)
– O presidente americano, embora tenha colocado só meia mão na cumbuca, “admitiu pela primeira vez ontem, em Paris, que o acordo para controlar o aquecimento global, que vem sendo negociado (…) possa incluir cláusulas obrigatórias para os países signatários.” (OESP, 2/12/15)
– Para Mauricio Macri, recém-eleito para a presidência da Argentina, um dos pontos prioritários de sua agenda nas relações como Brasil inclui “as medidas a adotar para enfrentarmos a mudança climática” (OESP, 23/11/15)
– A recente Encíclica Laudato Si propõe a governança global como solução para o aquecimento global. No último dia 31 de outubro, o Papa exortou novamente no mesmo sentido os 195 chefes de Estado e governo reunidos na França (Cfr. OESP 1/12/15).

Ninguém se opôs à farandula? Sim, embora em termos que aceitam o pressuposto da Terra plana… perdoe-me, quis dizer do aquecimento global. De qualquer modo, uma pitada de bom senso se percebe na declaração do premier indiano Narendra Modi ao Finantial Times: “A justiça exige que com o pouco de carbono que podem ainda queimar com segurança, os países em desenvolvimento
sejam autorizados a crescer.”

Chegamos ao ponto de pedir de joelhos autorização para crescer!

Para terminar, algumas perguntas:

1. Sobre o tratado universal obrigatório para sustar o aquecimento global, conforme sugeriu a presidente Dilma: o que se fará contra os países que não obedecerem o tratado? Uma Gestapo universal do clima? Quem dirigirá essa Gestapo? Quem lhe ditará os parâmetros?

2. Será que economizando os rios de dinheiro utilizados para as inúteis COPs e Rio+20s do gênero, e para as políticas públicas delas decorrentes, não se poderia fazer uma coalizão séria – séria, repito, e não folclórica e de show publicitário – contra o perigo islâmico, por exemplo?

3. Uma outra pergunta me incomoda a respeito disso tudo, que escrevo aqui sem maiores pretensões, apenas pelo gosto de perguntar: para a formação de um governo internacional, (ditatorial ou não…) qual seria o melhor pretexto para certos aproveitadores de plantão: o terrorismo ou o aquecimento global?

segunda-feira, dezembro 07, 2015

400 milhões de abortos na China: Esse é o futuro "verde" proposto na COP21?.









por Luis Dufaur









Mãe forçada a abortar observa horrorizada os restos de seu filho.



O governo da China comunista informou por meio do jornal oficial Diário do Povo que todo ano pratica 13 milhões de abortos. Desses, 62% são feitos em mulheres com idade entre 20 e 29 anos, na maioria solteiras, segundo a agência ACIPrensa.


Os dados são do Centro de Investigação de Tecnologia da Comissão Nacional de Planificação Familiar e da Saúde. O mesmo órgão apontou que entre 2006 e 2010 a China gastou 402,5 milhões de dólares para distribuir anticonceptivos no país.


Qi Rongyi, médico chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia num hospital de Tianjin, disse que na realidade “o número de abortos poderia ser muito maior”, pois “as estatísticas não incluem os abortos realizados em clínicas ilegais”.


A sinistra mistura de socialismo, dirigismo e paganismo fez aumentar em 30% o número de adolescentes menores de 16 anos que abortam.


Há 35 anos entrou em vigência a “política do filho único”, estratégia comunista muito prezada pelos ecologistas inimigos do crescimento da espécie humana.


Nesse período foram mortos 400 milhões de bebês antes de nascer.



No trabalho 'Isto é pelas crianças perdidas na China', Steven Mosher pediu orações “por elas e pelas suas mães, muitas das quais foram levadas às clínicas da carnificina, ditas de saúde, do Estado pela força ou sob ameaças para provocar nelas abortos que nunca desejaram e que agora lamentam profundamente”.


Mosher deplorou que o resto do mundo não queira ouvir a trágica lição chinesa. “Ainda quando a fecundidade das mulheres continua se reduzindo perigosamente em dúzias de países, o mito da superpopulação subsiste nas mentes e nas decisões concretas”, na esfera dos governos, ONGs e até de episcopados e altos eclesiásticos.


“As políticas públicas que sabotam vida humana estão em crescimento”, acrescenta Mosher. Um exemplo típico está nas propostas defendidas por ONGs e governos na reunião da COP21 em Paris para supostamente combater o “aquecimento global”.


Ele convidou a todos a se unirem “numa gesta histórica para deter essa matança”.


Em 2013 a presidente de Direitos da Mulher sem Fronteiras, Reggie Littlejohn, denunciou que “alguns abortos forçados são tão violentos que morrem as próprias mães (…) junto com seus bebês”, e que as esterilizações forçadas “causam complicações de saúde para o resto da vida”.


Littlejohn que a política oficial marxista induz o aborto seletivo por sexo e o resultado é que “por volta de 37 milhões de homens chineses nunca poderão se casar, porque suas eventuais futuras esposas foram eliminadas de forma seletiva”.


O desequilíbrio demográfico “promove de maneira poderosa a trata de mulheres e a escravidão sexual” na China e nos países do sudeste da Ásia que imitam essa política marxista.



O Departamento de Estado dos EUA reconhece que o socialismo na China produz “o índice mais alto de suicídio feminino do mundo, aproximadamente 590 mulheres por dia”.


“O aborto forçado destrói as mulheres psicologicamente”, explicou Littlejohn. Na China hoje há “119 meninos que conseguiram nascer para cada 100 meninas sobreviventes”. O fato somado aos baixos índices de fertilidade — “1,5 a 1.7 filhos por mulher” — criou uma sociedade que “está envelhecendo”.


Lili Zeng moradora da província de Guangdong, sul da China, contou para o site de notícias chinês Tianya, que “dois dias antes de nascer meu bebê, sete funcionários da planificação familiar me prenderam e me forçaram a aborta-lo com uma aplicação, porque eu não tinha uma permissão oficial de nascimento”.

Essa licença é exigida pela recentíssima modificação da “política do filho único” que agora tolera dois mas só com aprovação do governo.



Fonte: Midia Sem Máscara

sexta-feira, dezembro 04, 2015

Nasa: gelo na Antártica não cessa de crescer e faz descer níveis de Oceanos.







por Luis Dufaur 




Enquanto progredia a fase periódica de derretimento do Ártico, o alarmismo verde, sempre ecoado ruidosamente pela grande mídia, bombardeou a opinião pública com relatórios mais ou menos enviesados, não raro com dados deturpados ou interpretações tendenciosas.

Isso serviu para impulsionar o pânico insensato de um aquecimento global que elevaria o nível dos mares até inundar cidades que somam centenas de milhões de moradores das costas. 


Mas agora o ciclo periódico de gelo ártico entrou na fase de aumento. Os poucos crédulos no alarmismo verde, que tentaram atravessá-lo inteiramente derretido, tiveram que ser resgatados. 

Então o Ártico deixou de interessar aos zelotes do planeta. Eles foram procurar alhures algum outro pretexto para seu forjado “aquecimento global”.

E o encontraram na Antártica, nomeadamente na sua região ocidental, onde a superfície de gelo está diminuída.

Gritaria! O mundo está aquecendo, a Antártica está derretendo e os mares sepultarão centenas de milhões de seres humanos, especialmente os mais pobres!

E recomeçou a enxurrada de noticiários comprovando a teoria concebida em cômodos escritórios perfeitamente ignaros da realidade. Aliás, quiçá não tão ignaros, mas ideologicamente enviesados.

Talvez pensando em pressionar a COP21, acelerou-se o midiático tapage – como se diz elegantemente em francês, quando o mais adequado ao nível do procedimento verde seria dizer “banzé”, do português. 




Mas eis que um grande novo estudo da NASA pôs os feitores do “banzé”  pelo chão. 

Aumento da massa de gelo antártico segundo o ICESat entre os anos 2003-2008.
Credits Jay Zwally-Journal of Glaciology.


Resumidamente, a acumulação de gelo da Antártica está crescendo há 10.000 anos e atualmente sua expansão na Antártica Oriental está superando todas as perdas da Antártica Ocidental.

Os dados de satélites apontam que de 1992 até 2001 o aumento total do gelo antártico foi de 112 bilhões de toneladas por ano. Entre 2003 e 2008 houve uma diminuição do ritmo, que ficou em mais 82 bilhões de toneladas por ano.




O crescimento líquido do gelo em 2015 (200 bilhões de toneladas a mais na Antártida Oriental, descontada a perda da Antártida Ocidental, calculada em 65 bilhões de toneladas) deixou um acréscimo de 135 bilhões de toneladas, calculou “The Daily Express”. 

Os cientistas acreditam que o forte fenômeno El Niño, resultado de um aquecimento natural das águas superficiais do Pacífico, influencia a Antártica Ocidental, provocando a disparidade em relação à Antártica Oriental, informou a NASA

Em termos de superfície, a máxima extensão coberta de gelo neste ano, registrada no dia 6 de outubro, foi de 18,83 milhões de quilômetros quadrados (7,27 milhões de milhas quadradas). Esse gigantesco número se encaixa na média dos recordes de extensão registrados em 37 anos de medições via satélite. 

Para comparar: superfície total da América do Sul é de 17,84 milhões de km2. 

O máximo de 2015 foi ligeiramente menor que o dos três últimos anos, que foram os de maior tamanho na era dos satélites.

O aumento não é só em superfície, mas também na altura do gelo. A acumulação e a compactação do gelo na Antártica Oriental e no interior da Antártica Ocidental aumentaram em média 1,7 centímetros por ano (0.7 polegadas) nos últimos 10.000 anos. 

Mais ainda, esse aumento do gelo antártico está provocando a diminuição do nível dos mares numa média de 0,23 milímetros por ano.

Os resultados obtidos pela NASA contradizem os dados do relatório de 2013 aprontado pelos políticos do Intergovernmental Panel on Climate Change’s (IPCC) e por outros grupos de pressão que afirmaram exatamente o oposto

O gelo do Árctico no mínimo de 12-09-2013. A linha amarela indica a média dos mínimos


Até aí nada de novo, pois o IPCC já foi pego em incontáveis farsas, golpes políticos e até falcatruas pseudoteológicas que forçaram a renúncia de seu presidente Rajendra Pachauri, galardoado com o Prêmio Nobel!

Jay Zwally, glaciologista doNASA Goddard Space Flight Center, de Greenbelt, Maryland, foi o líder da equipe que elaborou o estudo de que estamos falando, o qual foi publicado no dia 30 de outubro de 2015 no Journal of Glaciology. 


Zwally fez malabarismos verbais para tentar explicar que a natureza observada não batia com os “modelos” ambientalistas forjados em laboratórios. 

Segundo os altímetros de satélites, há uma oscilação na altura do gelo antártico, sobretudo nas proximidades dos oceanos. Nada de novo, pois a natureza está sempre mudando, e não funciona de modo rijamente matemático como uma projeção de software.

Os altímetros usados foram dois de satélites European Space Agency European Remote Sensing(ERS), que varreram o continente de 1992 até 2001, e um altímetro laser do satélite da NASA Ice, Cloud, and land Elevation (ICESat) de 2003 a 2008.

Zwally obstinou-se em focar com uma visualização pessimista os tranquilizadores dados do estudo. As “más notícias”, segundo ele, consistem em que, “se os 0,27 milímetros que os níveis dos mares estão subindo por ano, segundo o relatório do IPCC, não provêm da Antártica, devem provir de alguma outra fonte que não se conhece”. 


Novo estudo da NASA mostra que o gelo está aumentando na Antártica
e está tirando água dos oceanos e diminuindo seus níveis


Mas, com exceção da Antártica, não existe no planeta uma fonte de água capaz de fazer subir os mares.

O fato é que o IPCC errou mais uma vez. Mas isto o fanatismo verde proíbe reconhecer. Maktub! – acrescentariam os islamitas mais exaltados.

Zwally deplorou que alguns “negacionistas” iriam pular de alegria com as informações.




Mas não se trata de “negacionista” ou não, de alegria ou não; trata-se de ciência, e esta, quanto mais próxima da realidade, mais ciência é.

Mas a verdadeira ciência não interessa aos militantes do catastrofismo anticivilizatório. O artifício ideológico para manipular a ciência e voltá-la contra a civilização é o que importa.

E isso deve ser imposto por meio de uma governança mundial socialista e ditatorial, como se deseja na COP21 de Paris.

A ciência, a natureza e os homens que se danem! Está escrito no Corão verde!


Extensão máxima do gelo antártico em 2015





O trabalho da NASA sobre ambos polos para medir a área gelada





Fonte: Zwally, H. Jay; Li, Jun; Robbins, John W.; Saba, Jack L.; Yi, Donghui; Brenner, Anita C., “Mass gains of the Antarctic ice sheet exceed losses”, Journal of Glaciology doi: 10.3189/2015JoG15J071

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Uma experiência pessoal, a pedofilia no mundo árabe e o mito do Islã moderado.















por Daniel Barenbein







Uma experiência pessoal vivida há alguns poucos anos serve para demonstrar a inexistência de islamismo moderado. Quero reparti-la com vocês, leitores.

Isso não significa, e isto quero esclarecer logo de cara, que não existam muçulmanos moderadores. Existem. Não posso negar a realidade. Conhecemos por nome: Muhammed Zoabi em Israel, por exemplo. Wafa Sultan, a lutadora pelos direitos humanos das mulheres sob o Islã. Poucos. Cabem numa mão, talvez. Em um universo de 1,5 bi de pessoas. Frisando: SABEMOS SEUS NOMES. E isso é o grave. São tão poucos, que se tornam matematicamente irrelevantes, muitos deles, tendo abandonado sua fé inclusive, como o caso de Sultan.

Logo, um fenômeno organizado chamado "islamismo moderado" inexiste, não porque eu não queira, ou porque seja "radical" ou qualquer outra pecha que queiram me dar, mas simplesmente pelo mesmo motivo pelo qual disse que indivíduos existe. Macrossociologicamente falando, são irrelevantes. Não entrariam em uma margem de erro.

Há alguns anos, como editor-chefe do "De Olho Na Mídia", orgão que denunciava ações de desinformação sobre o conflito na mídia e/ou de antissemitismo, que graças a D-us teve muito sucesso, chegando a ter em sua mailing list quase 100 mil pessoas cadastradas, banquei uma matéria sobre a pedofilia no submundo do Hamas.

O acontecimento teria sido um casamento múltiplo de 400 membros do Hamas com meninas abaixo de 10 anos de idade. Há diversas fotos do evento e vídeo.

Como vocês podem perceber leitores, todas as meninas estão devidamente paramentadas de noivas. Em NENHUMA FOTO E/OU VIDEO aparece QUALQUER outro tipo de noiva.

Após checar bem as diversas fontes, como disse acima, "banquei" a matéria e não nego, que visto o nojo que senti do assunto, não medi palavras no artigo. O título trazia, "Direto do esgoto de Gaza". Peguei pesado mesmo.

A notícia foi sucesso instantâneo. Mais de 70 mil pageviews. Recorde absoluto do "De Olho Na Mídia".

E quase imediatamente me surgiram pessoas esbravejando que era mentira, mito, forjado. Que o Hamas negou a realização do casamento em um comunicado. E NEGOU MESMO. Mas o Hamas não mente, senhores? Outro me disse que o Hamas jamais faria isso com crianças tão pequenas. Lógico. Mandar explodir eles mandam, casamento pedófilo, jamais. Isso não.

A pedofilia é um fenômeno espalhado no mundo árabe inteiro, matéria de jornais conceituados (deem uma "googleada"e uma "youtubada" ai e me desmintam...) , fonte de preocupação da ONU e tem respaldo na religião islâmica. Mas não: o Daniel estava mentindo. O Hamas falava a verdade.

Mais ainda: segundo o dito comunicado do Hamas, as meninas eram daminhas de honra, irmãs menores das noivas. Coisa curiosa não? As 400 NOIVAS que ninguém sabe, ninguém viu, TODAS elas tem irmãs novas nesta faixa de idade. E com roupas de noiva e não de damas de honra.

Segundo meus detratores, as noivas não apareciam pelas leis de modéstia no islã que impediam que fossem filmadas e estavam escondidas. Mas, em outros casamentos no youtube, curiosamente, SIM, AS NOIVAS SÃO MOSTRADAS....

Portanto eu segui firme, bancando e ainda banco a veracidade desta vergonha. Hoje é fato conhecido que o Estado Islâmico por exemplo, obriga crianças a casar e muitas são estupradas. Em especial, crianças cristãs, para depois serem vendidas como escravas.

E agora vou chegar ao ponto crucial deste meu texto (até agora foi história e curiosidade sobre um texto meu, o ponto importante vem agora): de todos estes meus detratores, nenhum era muçulmano. Repito: nenhum! Mais uma vez: nenhum!

Só esquerdistas, antissemitas e simpatizantes da causa islâmica. Muçulmano algum chegou para protestar. Nenhum veio dizer que isto não era parte do Islã e era mentira.

E mais surpreendente: um tal de Rogério, cujo sobrenome, graças ao bom D-us, já caiu no meu esquecimento, antissemita até os ossos, esquerdista ligado a movimentos sociais no Brasil, pegou meu texto, me xingou uma barbárie, disse que eu deveria ser processado e mandou com cópia para mais de 200 (FRISO: DUZENTAS) instituições islâmicas/árabes copiadas no e-mail (eu contei).

Nenhuma respondeu. Nenhuma falou nada. Exatamente igual a reação após os atentados da França. Meio mundo preocupado com o aumento da islamofobia. Meio mundo dizendo que estes atentados não representam o Islã. Menos eles. Eles não negam. E não podem negar.

Vão dizer que o conceito de jihad não existe no Islã?
De transformar o mundo na casa do Islã, a força se necessário?
De território debaixo do Islã e território a se conquistar?

Para mim, tenho de acreditar em coisas palpáveis e não em WISHFULL THINKING, muçulmanos moderados são poucos, quase uma lenda e islamismo moderado não existe e isto SIM, faz parte do Islã, bem como a pedofilia e os casamentos com crianças do Hamas, que o Islã não teve coragem de repudiar.

Ah, só como nota final, vale ressaltar que este desmentido do Hamas, foi depois que o assunto ganhou alguma relevância em noticiários dos EUA, e mesmo assim, só tenta desmentir o ato em si, em lugar ALGUM diz que seria algo vergonhoso ou que não faz parte da cultura árabe e/ou islâmica. Só para constar.

De minha parte, fico aguardando alguma manifestação islâmica de repúdio ao "extremismo" que reúna mais que 30 pessoas, como foi na França, ou 50, em Israel. Até este dia, estas serão exceções que confirmam a regra.


terça-feira, dezembro 01, 2015

Carlos Lacerda contra o comunismo.




Carlos Lacerda contra o comunismo.
por Carlos Azambuja(*)





"...pois já são muitos os subjugados pelo medo, o medo de parecer reacionário e o medo de lutar contra o inevitável. O medo de se opor e o medo de não se opor. O comunismo é que é reacionário. E não é inevitável."


"O domínio pela coação psicológica e intelectual prepara monstros de conformismo, como os aleijões intelectuais que, mal saídos de uma universidade católica, vão dirigir a União Nacional dos Estudantes, ramo brasileiro da União Internacional com sede em Praga, ninho de filhotes de quinta-coluna; e de lá saem, pela mão do presidente em exercício da República, para dirigir a Reforma Agrária, em cujo nome tantos crimes se cometem – crimes contra a Constituição, contra a produção, contra a educação."

O comunismo é um sistema de poder totalitário no qual uma casta burocrática e privilegiada, reunindo pela primeira vez no mundo moderno todos os instrumentos do poder nas mesmas mãos, possui ao mesmo tempo os meios de produção e de troca e todos os meios de enquadramento político e cultural, dos quais se serve ditatorialmente.

Eis uma síntese para recordar o que o maior brasileiro de seu tempo, Carlos Frederico Werneck de Lacerda, escreveu no prefácio do livro "Em cima da Hora”, de Suzanne Labin, editado no Brasil em 1964, traduzido por Lacerda antes de março de 64.

No prefácio, Carlos Lacerda escreveu que o livro “Em Cima da Hora” é uma importante contribuição à luta pela democracia no Brasil, pois são impressionantes a ignorância e a candura com que se faz o jogo dos soviéticos, na infiltração, na propaganda e na conquista deste país, decisivo para a América Latina e para o próprio destino da liberdade no mundo.

"Os liberais arrependidos, os socialistas retardados, os religiosos tomados de surpresa, os ensaístas deslumbrados, os jornalistas alfabetizados, os intelectuais ressentidos, os desajustados da liberdade, os novos-ricos de certos bancos e os novos-pobres de certo espírito, formam as mais estranhas combinações para abrir caminho à propaganda, ao sofisma, às idéias-força da Guerra Subversiva que os soviéticos movem contra o mundo livre."

"Sem defesa adequada, com os partidos em dissolução, as Forças Armadas intrigadas e perplexas, a própria Igreja Católica ameaçada de divisão e de se colocar, em vários setores, a serviço da subversão pensando que assim se renova, o que mais admira é como o Povo, o simples e bom Povo do Brasil ainda não se convenceu, de vez, que o regime soviético é o melhor. Pois, de todos os lados, os responsáveis pela sua formação cultural, espiritual, econômica, e pela sua defesa militar, ou tentam convencê-lo a se entregar ou se omitem, com o pavor de não serem admitidos no paraíso soviético que pretende abrir aqui uma sucursal."

"Um Presidente da República tem o desplante de dizer que a Constituição que jurou defender e nunca respeitou nem cumpriu, está superada. E contra ela mobiliza, numa aliança natural, os negocistas e os comunistas, igualmente interessados em saquear o Brasil, privando-o da ordem democrática, da ordem com liberdade, da liberdade com responsabilidade."

"Há os que dizem: é inútil combater o comunismo, o que há a fazer é combater a miséria. Supondo que a miséria acabe no mundo antes do comunismo, tomemos o argumento: o comunismo só vence onde há miséria. Logo, ele precisa da miséria para vencer. Portanto, cada vez que se aceita a colaboração dos comunistas e seus auxiliares na alegada luta contra a miséria, está-se trazendo um balde de gasolina para apagar o incêndio."

"Outro argumento apresentado com freqüência é o da “coexistência pacífica”. Supor que a ditadura soviética se deixará confinar nos territórios já ocupados, e uma nova linha de Tordesilhas dividirá o mundo entre zonas de influência dos Estados Unidos e da Rússia, que se respeitarão entre si, é uma versão nova do espírito de Munique."

"Com deplorável leviandade, fruto da aflição servida pela ignorância, certos prelados confundem economia social com assistência social, e Jesus Cristo com Jean Jacques Rousseau. Uma epidemia de oportunismo, agravada pela ignorância e pelo pedantismo se apossa do Brasil. Este é bem o momento de fazer ouvir a voz clara e sincera de uma inteligência poderosa, leal à missão que se impôs."

"Certo, há que lutar pelo bem-estar social. Mas, a condição de êxito dessa luta é a eliminação do comunismo. Não é só a miséria a estimular o comunismo. É o comunismo a estimular a miséria."

"Poucos fatores podem ser tão decisivos, na guerra política, quanto um livro. Foi com livros que Lênin deu saída à Revolução Russa. É com livros, é com idéias que podemos fazer a Revolução Brasileira."

"Quem quiser entender o que se está passando no Brasil, e contribuir para mudar esses acontecimentos terríveis, deve ler este livro. Os inimigos também. Ele só não adianta aos tolos."


(*)Carlos Azambuja, historiador, é autor de A Hidra Vermelha.