quarta-feira, dezembro 02, 2015

Uma experiência pessoal, a pedofilia no mundo árabe e o mito do Islã moderado.















por Daniel Barenbein







Uma experiência pessoal vivida há alguns poucos anos serve para demonstrar a inexistência de islamismo moderado. Quero reparti-la com vocês, leitores.

Isso não significa, e isto quero esclarecer logo de cara, que não existam muçulmanos moderadores. Existem. Não posso negar a realidade. Conhecemos por nome: Muhammed Zoabi em Israel, por exemplo. Wafa Sultan, a lutadora pelos direitos humanos das mulheres sob o Islã. Poucos. Cabem numa mão, talvez. Em um universo de 1,5 bi de pessoas. Frisando: SABEMOS SEUS NOMES. E isso é o grave. São tão poucos, que se tornam matematicamente irrelevantes, muitos deles, tendo abandonado sua fé inclusive, como o caso de Sultan.

Logo, um fenômeno organizado chamado "islamismo moderado" inexiste, não porque eu não queira, ou porque seja "radical" ou qualquer outra pecha que queiram me dar, mas simplesmente pelo mesmo motivo pelo qual disse que indivíduos existe. Macrossociologicamente falando, são irrelevantes. Não entrariam em uma margem de erro.

Há alguns anos, como editor-chefe do "De Olho Na Mídia", orgão que denunciava ações de desinformação sobre o conflito na mídia e/ou de antissemitismo, que graças a D-us teve muito sucesso, chegando a ter em sua mailing list quase 100 mil pessoas cadastradas, banquei uma matéria sobre a pedofilia no submundo do Hamas.

O acontecimento teria sido um casamento múltiplo de 400 membros do Hamas com meninas abaixo de 10 anos de idade. Há diversas fotos do evento e vídeo.

Como vocês podem perceber leitores, todas as meninas estão devidamente paramentadas de noivas. Em NENHUMA FOTO E/OU VIDEO aparece QUALQUER outro tipo de noiva.

Após checar bem as diversas fontes, como disse acima, "banquei" a matéria e não nego, que visto o nojo que senti do assunto, não medi palavras no artigo. O título trazia, "Direto do esgoto de Gaza". Peguei pesado mesmo.

A notícia foi sucesso instantâneo. Mais de 70 mil pageviews. Recorde absoluto do "De Olho Na Mídia".

E quase imediatamente me surgiram pessoas esbravejando que era mentira, mito, forjado. Que o Hamas negou a realização do casamento em um comunicado. E NEGOU MESMO. Mas o Hamas não mente, senhores? Outro me disse que o Hamas jamais faria isso com crianças tão pequenas. Lógico. Mandar explodir eles mandam, casamento pedófilo, jamais. Isso não.

A pedofilia é um fenômeno espalhado no mundo árabe inteiro, matéria de jornais conceituados (deem uma "googleada"e uma "youtubada" ai e me desmintam...) , fonte de preocupação da ONU e tem respaldo na religião islâmica. Mas não: o Daniel estava mentindo. O Hamas falava a verdade.

Mais ainda: segundo o dito comunicado do Hamas, as meninas eram daminhas de honra, irmãs menores das noivas. Coisa curiosa não? As 400 NOIVAS que ninguém sabe, ninguém viu, TODAS elas tem irmãs novas nesta faixa de idade. E com roupas de noiva e não de damas de honra.

Segundo meus detratores, as noivas não apareciam pelas leis de modéstia no islã que impediam que fossem filmadas e estavam escondidas. Mas, em outros casamentos no youtube, curiosamente, SIM, AS NOIVAS SÃO MOSTRADAS....

Portanto eu segui firme, bancando e ainda banco a veracidade desta vergonha. Hoje é fato conhecido que o Estado Islâmico por exemplo, obriga crianças a casar e muitas são estupradas. Em especial, crianças cristãs, para depois serem vendidas como escravas.

E agora vou chegar ao ponto crucial deste meu texto (até agora foi história e curiosidade sobre um texto meu, o ponto importante vem agora): de todos estes meus detratores, nenhum era muçulmano. Repito: nenhum! Mais uma vez: nenhum!

Só esquerdistas, antissemitas e simpatizantes da causa islâmica. Muçulmano algum chegou para protestar. Nenhum veio dizer que isto não era parte do Islã e era mentira.

E mais surpreendente: um tal de Rogério, cujo sobrenome, graças ao bom D-us, já caiu no meu esquecimento, antissemita até os ossos, esquerdista ligado a movimentos sociais no Brasil, pegou meu texto, me xingou uma barbárie, disse que eu deveria ser processado e mandou com cópia para mais de 200 (FRISO: DUZENTAS) instituições islâmicas/árabes copiadas no e-mail (eu contei).

Nenhuma respondeu. Nenhuma falou nada. Exatamente igual a reação após os atentados da França. Meio mundo preocupado com o aumento da islamofobia. Meio mundo dizendo que estes atentados não representam o Islã. Menos eles. Eles não negam. E não podem negar.

Vão dizer que o conceito de jihad não existe no Islã?
De transformar o mundo na casa do Islã, a força se necessário?
De território debaixo do Islã e território a se conquistar?

Para mim, tenho de acreditar em coisas palpáveis e não em WISHFULL THINKING, muçulmanos moderados são poucos, quase uma lenda e islamismo moderado não existe e isto SIM, faz parte do Islã, bem como a pedofilia e os casamentos com crianças do Hamas, que o Islã não teve coragem de repudiar.

Ah, só como nota final, vale ressaltar que este desmentido do Hamas, foi depois que o assunto ganhou alguma relevância em noticiários dos EUA, e mesmo assim, só tenta desmentir o ato em si, em lugar ALGUM diz que seria algo vergonhoso ou que não faz parte da cultura árabe e/ou islâmica. Só para constar.

De minha parte, fico aguardando alguma manifestação islâmica de repúdio ao "extremismo" que reúna mais que 30 pessoas, como foi na França, ou 50, em Israel. Até este dia, estas serão exceções que confirmam a regra.


Um comentário:

simone queiroz disse...

A verdade não tem que ser bonitinha, né? Nem do jeito que se preferir. Meu tio foi à Índia comprar gado há uns 35 anos. Meu primo levou uma filmadora. Lá pelas tantas, eles filmaram uma feira. E mostraram um lugar onde os pais vendiam as filhas entre 10 e 12 anos, era o que havia nesse dia. Os compradores eram, em geral, da Arábia Saudita e outros países árabes. Nunca esqueci da imagem daquelas meninas. E meu primo perguntou e ficou claro que não eram para serviço doméstico ou coisa assim. Eram para haréns. Eu tive uma experiência pessoal e não vou relatar aqui. Fui salva por um amigo judeu.