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quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Narcoterror comunista na Colômbia: três atentados no mesmo dia





por Eduardo Mackenzie(*)





Os três sangrentos atentados contra a Polícia de Barranquilla, Soledad (Atlântico) e Santa Rosa del Sur (Bolívar), que deixaram um total de nove policiais mortos e 46 feridos (43 policiais e três civis), cometidos no mesmo dia do lançamento, em Bogotá, da campanha eleitoral de Timochenko ante uma centena de convidados, são um sinal abominável, uma maneira sinistra de notificar que há, para a subversão comunista, duas linhas em execução simultânea contra a Colômbia.

É muito difícil pensar que o minguado mitin das FARC em Ciudad Bolívar e tal convergência de atrocidades, tenha sido produto da casualidade e da ação errática de bandos isolados de direito comum. No que ocorreu no sábado 27 de janeiro na Colômbia há coincidências que são muito inquietantes e dizentes ou, que pelo menos, devem ser estudadas com a maior atenção.

Nesse mesmo sábado, no extremo sul do país, um carro-bomba explodiu, também na madrugada, em frente ao quartel policial de Esmeraldas, ferindo 28 pessoas e destruindo 37 casas. Esse atentado no território do Equador, mas a só 80 quilômetros da fronteira com a Colômbia, permite pensar que isso também fez parte de uma vasta operação narco-terrorista. É como se os cérebros desse plano quisessem fazer uma demonstração simultânea de força no norte e sul da Colômbia, estilo Al-Qaeda. Em Quito, onde transcorrem as “negociações de paz” entre o governo de Santos e o ELN, várias células do ELN e das FARC passeiam como se estivessem em sua própria casa. Até quando?

Em todo caso, as autoridades equatorianas se vangloriaram de mais clareza do que as colombianas: disseram que por trás do bombardeio em Esmeraldas estava o narcotráfico e o terrorismo das FARC (são palavras do chefe da inteligência militar equatoriana, segundo o diário de Guayaquil) e que farão tudo o que for necessário para que “o terrorismo e o crime organizado não arrebatem a paz” do Equador.

Na Colômbia, ao contrário, o que predominou foi a confusão e a falsa candidez. Ninguém quis pronunciar o detestado vocábulo FARC. Chefes policiais de Barranquilla estimaram que o ataque era uma “retaliação de bandos de delinqüência comum”. O procurador-geral Humberto Martínez Neira emitiu a hipótese de que se tratava “de gente de fora que quis perpetrar uma atividade terrorista para gerar confusão na cidade, nesta época de pré-carnaval”. O presidente Santos lançou a idéia de que “uma célula do ELN” era a autora das duas explosões na estação de Polícia San José, de Barranquilla.

Horas depois, apareceu obviamente um “comunicado” do ELN – cuja autenticidade não foi comprovada -, no qual esse bando se atribui o atentado do bairro San José e se inventa uma desculpa: que matou os policiais porque o Governo “se recusa a dar respostas às necessidades da população”. Mais tarde, Santos afirmou que eram quatro os detidos pelos atos de Barranquilla e Santa Rosa del Sur. No dia seguinte insistiu que era só um.

No mesmo fatídico sábado foi assassinado em Buenaventura um líder social, Temístocles Machado. Sobre isso também reina a confusão. O ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, assegurou que essa execução tem a ver “com um assunto de terras”. Outros acreditam ver a mão das FARC e do ELN que têm por política liquidar os líderes rurais dos grupos sociais, étnicos, etc.

Nos atentados de Barranquilla foram utilizados entre 3 e 5 quilos de explosivos de tipo militar, não simples granadas de mão, como a imprensa deu a entender. As bombas no bairro San José foram ativadas por rádio. Com o primeiro detido, Cristian Camilo Bellón Galindo, de 31 anos, que vivia em Bosa, periferia de Bogotá, encontraram “um rádio e duas folhas de papel, nas quais tinha desenhado um croquis e alguns números de celular, dentre esses um que pertence à Venezuela”, segundo revelou El Heraldo. Bellón tratou de se afastar do lugar após a matança. Impávido, não resistiu à captura e solicitou um advogado de ofício, como se seus chefes lhe tivessem garantido que judicialmente nada tem a temer. O perfil do detido, o telefone venezuelano e o estilo dos ataques em Atlántico, Bolívar e Esmeraldas, mostra uma organização de alcance nacional e internacional com experiência na realização de operações terroristas sofisticadas. Entretanto, a imprensa tenta fazer crer que é um assunto de delinqüência local.

Os atentados geraram grande rechaço e comoção na Colômbia. Entretanto, a opinião pública continua na incerteza: não sabe nem pode sequer supor quem é o autor de semelhante ofensiva contra a polícia e a população civil. O clima de confusão após os atos brutais de sábado é uma das técnicas preferidas da guerra assimétrica.

As FARC não só mentem e tratam de atribuir a outros seus feitos, como conseguiram fazer crer que elas abandonaram as armas e se converteram em um partido político como os demais, e que só estão trabalhando para chegar com grande urbanidade às eleições de março e maio próximos. Suas frentes armadas já não são das FARC, senão “dissidências das FARC”. O ELN, dizem, não tem pactos ofensivos com elas, apesar de que as duas organizações pactuaram a defesa de seus interesses nas próprias barbas de Humberto de la Calle, durante conclaves fechados em Havana que, graças à autorização de Santos, os chefes das FARC e ELN, Timochenko e Gabino, mantiveram em fins de abril de 2015 e em maio de 2017. Foi tão escandaloso o primeiro encontro Timochenko-Gabino que a Comissão de Investigação e Acusação da Câmara de Representantes da Colômbia abriu uma investigação preliminar contra o presidente Santos, a qual foi deixada no limbo pouco depois.

Graças a essas montagens e crenças impostas à consciência coletiva, as atrocidades de agora não têm rosto nem autores, e o que predomina ante a barbárie fariana é o despiste, o desvio e a anulação da cólera popular. Isso faz parte dos mecanismos construídos pelo terrorismo para continuar na impunidade e não pagar sequer eleitoralmente por isso.

Os inventores da estratégia para anular a ressonância dos ataques mais sangrentos, para que eles sejam apagados rapidamente da memória das pessoas, aplicam um esquema comunicacional pouco conhecido: criar dilemas, paradoxos e raciocínios contraditórios para dividir a opinião pública nos momentos de crise.

Tal é a situação na Colômbia. Isso explica a paralisia da população após cada onda de atentados: a onda de indignação ascende e depois reflui ante as opções contraditórias e, finalmente, a tensão decai e a paralisia se instala. E os terroristas continuam com as mãos livres.

A guerra que as FARC fazem à Colômbia inclui esse tipo de jogos macabros. Graças à negligência dos serviços de investigação e de defesa do país, desorientados por um governo que busca a todo custo mostrar no estrangeiro que alcançou “ a paz”, o terrorismo opera sem maiores obstáculos.

As forças que sustentam a galáxia FARC-ELN e seus aparatos legais não esperam tomar Bogotá militarmente – tentaram no passado mas foram vencidas. Sua estratégia é mais sutil e perversa: submeter as vontades, controlar os espíritos e levar uma parte da sociedade à capitulação psicológica e política.

Isso tem uma tradução eleitoral nestes momentos: a esquerda que apoiou a aventura entreguista de Santos proclama que, em que pese tudo isso, ela “conseguiu a paz” e merece continuar no poder para “implementar os acordos” e “aprofundar a paz”. As pesquisas refletem esse estado de confusão: as amplíssimas maiorias detestam as FARC e rechaçaram seus pactos com Santos, porém não vêem os laços que elas estendem para as facções de esquerda. 

Assim, os candidatos mais favorecidos nas pesquisas são precisamente os que não estabelecem ruptura alguma com as FARC. 
Esse paradoxo, essa inconsistência lógica, é o resultado das técnicas de desinformação aqui descritos. Os partidos de oposição que não levem em conta estas coisas têm poucas possibilidades de mobilização sob sua bandeira e tirar os eleitores da confusão.


(*)Fonte- MidiaSemMascara.org
Tradução: Graça Salgueiro

sábado, novembro 18, 2017

Embaixador de Cuba não quer que se fale mal de Guevara na Colômbia





por Eduardo Mackenzie(*)

A melhor foto de Ernesto Che Guevara



Um tal José Luis Ponce Caraballo não gostou de um excelente artigo do escritor colombiano Ariel Peña (leia Aqui) que, no 50º aniversário da morte de Che Guevara na Bolívia, desmonta a falsa imagem que Cuba fabricou e alimentou durante décadas, por razões ideológicas, do terrível aventureiro argentino-cubano.

Invocando a condição de “jornalista”, Ponce Caraballo conseguiu que lhe publicassem em Las 2 Orillas uma réplica agressiva contra Ariel Peña. Ocorre que José Luis Ponce Caraballo é nada menos que o embaixador de Cuba na Colômbia.

Ao ocultar sua qualidade de diplomata estrangeiro e ao dizer que era um simples “jornalista”, o senhor Ponce valeu-se de uma mentira para conseguir seu objetivo: declarar que Ernesto Guevara era um modelo de virtudes, um “exemplo” para muitos e que, ao contrário, Ariel Peña não tem direito de criticar um “líder de Cuba” sem haver “estudado mais a história” desse país.

O embaixador do castrismo em Bogotá acusou também Las 2 Orillas de cumplicidade por ter publicado a nota de Peña. Essa revista eletrônica, como quase toda a imprensa colombiana, excetuando as declaradamente de esquerda, pratica o pluralismo de opinião e publica comentários que não necessariamente coincidem com as idéias de sua direção.

Fiel à doutrina comunista de impor a censura de imprensa em todas as partes, e sem aprender nada da liberdade de imprensa que defende o país que o acolhe como embaixador, o agente castrista escreveu: “Não creio que um meio de comunicação publique um artigo sem compartilhar das idéias que nele se refletem”.

Vê-se que os serviços de Ponce Caraballo seguem a pista de todo aquele que critica a política cubana. Ele reprova Ariel Peña por ter escrito esse e outros artigos sobre Cuba “também marcadamente grosseiros”. Eu li quase tudo o que Ariel Peña escreve a respeito e não vejo neles grosseria alguma. O problema é que hoje é praticamente impossível, se não se é um escritor a soldo, escrever elogios sobre o Che e sobre a ditadura cubana.

O diplomata teve que recorrer ao exaltado escritor marxista José Saramago (1922-2010) para encontrar frases de elogio a Guevara, cuja imagem de herói político e moral declinou nos cinco continentes ante as revelações irrebatíveis que seus biógrafos mais independentes fizeram nos últimos anos. Saramago não era um modelo de probidade em matéria histórica: ele considerava que a situação atual dos palestinos é como a dos judeus no campo de morte de Auschwitz.

Ponce foi o mesmo que propôs em março passado que os “médicos” das FARC pudessem ir “graduar-se em Cuba” não se sabe ainda em quais matérias.

Em vez de pedir a outros que se inclinem ante o fetiche artificial criado pelos propagandistas de Havana, o embaixador deveria ler os testemunhos dos que conheceram o Che de perto e examinar os próprios escritos dele, suas cartas, discursos e diários, para descobrir lá o verdadeiro Ernesto Guevara, sua crueldade e insensibilidade diárias, sua desconfiança pelos intelectuais, poetas e escritores, aos quais chegava a considerar como inimigos potenciais, e que expulsava da ilha quando podia, como ocorreu a Allen Ginsberg, poeta beatnik norte-americano, judeu, homossexual e budista, em 1965. Poderá descobrir a obsessão do Che pela guerra e pelos fuzilamentos, e sua aterradora idéia de que o ódio é o motor da ação revolucionária.

Rebelde, o Che? Sem dúvida, mas também verdugo e, no final, vítima de seu próprio radicalismo e dos interesses estratégicos da URSS e de seus auxiliares cubanos.

O destemperado discurso do embaixador Ponce em defesa do fanático stalinista que era Ernesto Guevara, cognome “o carniceiro de La Cabaña”, foi publicada em 11 de outubro. Esperamos que Las 2 Orillas não feche agora suas páginas a Ariel Peña e que o direito dos editorialistas, comentaristas e jornalistas da Colômbia a criticar a ditadura cubana e seus personagens, e todos os governos em geral, continue sendo uma realidade, embora isso aborreça tanto o senhor José Luis Ponce Caraballo.






(*) Eduardo Mackenzie é jornalista e escritor
No twitter - @eduardomackenz1 Fonte: heitordepaola.com
Tradução: Graça Salgueiro

sexta-feira, agosto 07, 2015

Se Israel desaparecer, outros também cairão.







por Mudar Zahran(*)




Desde 1948, a nós, os árabes, nos ensinaram que tudo o que necessitamos fazer é nos desfazermos do Estado judeu, e depois todo o resto estará bem. Nossos ditadores se aproveitaram dessa idéia. O presidente egípcio Gamal Abdel Nasser encarcerou e executou seus opositores usando sua famosa desculpa: “Nenhuma voz deve ser permitida, com exceção das da guerra contra Israel”. O presidente iraquiano, Saddam Hussein, adotou a bandeira palestina e a fez estampar, distribuir e flamejar junto à sua própria bandeira, e inclusive anunciou: “A Palestina e o Iraque compartilham a mesma idêntica causa”.

Em resumo, nós os árabes temos posto setenta anos de nossa existência em suspense à espera do “glorioso dia” no qual derrotaremos Israel e “alimentaremos os peixes com os judeus”.

Porém, esse dia não chegou nem parece que vai chegar, como uma figura da oposição jordaniana, Emad Tarifi, me disse uma vez: “Ao que tudo indica, os peixes no mar não estão apostando em que nós os alimentaremos com os judeus”.

Além disso, nós, os árabes, temos dado carta branca a nossos ditadores para empobrecer, aterrorizar, oprimir e nos destruir, tudo em nome da “grande luta árabe para pôr fim à entidade sionista”. O resultado disto foi claro: enquanto que nos últimos anos Israel fez dez novos avanços em tratamentos cardíacos e contra o câncer, nós os árabes desenvolvemos novos métodos de execução. O último é a morte por afogamento em uma jaula, como mostra um vídeo do grupo Estado Islâmico, há duas semanas.

Nós, os árabes, perdemos sete décadas de nossa existência à espera do desaparecimento de Israel. Já é tempo de pensar no futuro e de nos perguntarmos se o “desaparecimento” de Israel deveria ser nosso último desejo.

Sendo filho de dois refugiados jordano-palestinos, me vejo inclinado a temer pelo futuro. Independentemente de minha postura para com Israel, tenho que pensar: o que aconteceria se um dia Israel chegasse a desaparecer? Embora não pareça factível, é o dia em torno do qual giram os sistemas políticos, sociais e econômicos árabes inteiros.

Não são só os árabes que querem que Israel desapareça. Há outros que procuram o mesmo, por exemplo, os anti-semitas do ocidente. Na semana passada os neo-nazistas marcharam em Londres com suásticas e com a bandeira palestina. O organizador da marcha dizia que era um protesto “por todos aqueles que sofreram por causa de Israel”.

Há grupos que chamam a boicotar Israel “pelo bem do povo palestino”. Há países cuja política exterior em sua totalidade parece girar em torno da oposição a Israel. Nós, os palestinos, poderíamos ter acreditado que estes grupos e países realmente se preocupam conosco, mas eles não têm nenhum interesse no destino dos 150 mil palestinos que estão morrendo de fome no campo de refugiados de Yarmuk, na Síria, nem nos estimados 5,8 milhões de palestinos da Jordânia (como indica um cabo da Embaixada dos Estados Unidos) que vivem como cidadãos de segunda classe e se lhes proíbe trabalhar no governo e receber qualquer tipo de benefícios estatais, enquanto pagam todos os impostos.

O que aconteceria se estas pessoas que odeiam Israel conseguissem seu desejo de que Israel desaparecesse?

Em primeiro lugar, Israel é a única razão pela qual o Irã ainda não conta com armas nucleares. O Irã poderia comprar a tecnologia para produzi-la, ou poderia aprender rapidamente da forma como o Paquistão fez. Por que o Irã tardou em fazê-lo? Devido a que aprendeu uma lição da experiência do reator de Osirak de Saddam, que os aviões israelenses reduziram a escombros em 1981.

Nessa ocasião, quase todo o mundo, inclusive George H. W. Bush, que era vice-presidente dos Estados Unidos naquele momento, estava furioso com a decisão de Israel. Porém, dez anos mais tarde, quando os Estados Unidos lutaram para libertar o Kuwait, a situação teria sido totalmente diferente se Saddam Hussein tivesse mantido seu programa nuclear - e a única razão de que o manteve foi Israel.

Ademais, o Irã já controla ao menos uma terça parte do Iraque e de seus recursos, através de um regime pró-iraniano. Se Israel fosse desaparecer, o Irã poderia estender sua influência à Jordânia, ao Kuwait e ao Bahréin no dia seguinte, já que não teria que temer uma reação israelense. O Irã poderia então pôr o mundo de joelhos mediante a redução da produção de petróleo.

O Irã não é o único poder maligno no Oriente Médio: também temos o Estado Islâmico, que agora estendeu-se através do Iraque, da Síria, do Sinai e da Líbia, com ambições claras de entrar na Jordânia. O Estado Islâmico não entrou ainda na Jordânia e isto não é por temor ao exército jordaniano. Depois de tudo, o web site “Global Firepower” classifica o exército da Jordânia no mesmo nível do exército iraquiano, ao qual o Estado Islâmico derrotou muitas vezes. O Estado Islâmico não se atreve a entrar na Jordânia por uma só razão: seu temor de que os aviões israelenses os esmagariam 15 minutos mais tarde.

Se Israel desaparecesse e fosse substituído por um Estado palestino, o mais provável é que os palestinos terminariam com outra ditadura árabe que os oprimiria e os reduziria à pobreza. Temos visto como é com a Autoridade Palestina e as zonas “liberadas” que governa. Visito regularmente a Cisjordânia e entrevistei lá dezenas de palestinos. Posso afirmar que, assim como odeiam Israel, ainda têm saudade abertamente dos dias em que Israel administrava a Cisjordânia. Como me disse um palestino: “Oramos a Deus para que tivesse misericórdia de nós e nos livrasse de Israel, mais tarde nos demos conta de que Deus havia sido misericordioso conosco quando Israel estava aqui”.

Para aqueles árabes, muçulmanos, ocidentais e outros que insistem que Israel deve ser apagada da face do planeta, lhes digo: Não apostem nisso porque Israel é cada vez mais forte, cada dia que passa, graças à sua democracia e à sua inovação, enquanto que os países árabes são cada vez mais débeis graças às ditaduras e ao caos. E tenham cuidado com o que desejam porque se o conseguem, o mais provável é que vocês também desapareçam, a menos que desejem ser governados pelo Irã ou o Estado Islâmico.

Em resumo, se chegasse o dia em que Israel caísse, Jordânia, Egito e muitos outro também cairiam, e os ocidentais estariam mendigando ao Irã pelo petróleo.

Podemos odiar Israel tanto quanto nos agrade, mas é necessário se dar conta de que, sem ele, nós também estaremos perdidos.

(*) Mudar Zahran é um jordano-palestino que reside na Grã Bretanha.

Tradução: Graça Salgueiro

quinta-feira, outubro 09, 2014

Sobre o voto obrigatório e o voto eletrônico.






Sobre o voto obrigatório e o voto eletrônico.

por Eduardo Mackenzie


Nota: Esse artigo se refere à Venezuela, mas cabe como luva para o Brasil




Não simpatizo com o voto obrigatório. Esse tipo de voto nunca foi essencial para a democracia, nem para proteger o Estado de direito. Não é uma peça fundamental dele. O princípio da soberania do povo procura que todos os cidadãos tenham o direito de eleger suas autoridades e seus representantes, não que todos os cidadãos votem. É uma distinção fundamental. O que conta é que o voto seja livre, universal (um cidadão, um voto), direto ou indireto, igual e secreto. O voto obrigatório é um produto das circunstâncias, não de alguns princípios. É um recurso autoritário contra o abstencionismo. É uma espécie de aborto institucional que nenhuma das grandes democracias históricas, como Estados Unidos, Grã Bretanha e França acreditaram indispensável adotar.

Nas grandes nações democráticas o voto é livre e facultativo, quer dizer, que o eleitor não tem a obrigação jurídica de votar. O ato de votar é, para ele, um ato livre de sua vontade, não o resultado de uma pressão institucional.

A idéia do voto obrigatório nasce de duas falsas crenças: que o eleitorado faz parte da função pública e que o cidadão não pode escapar a essa condição, e que a abstenção falseia a consulta eleitoral. Porém, a abstenção muitas vezes é uma posição política que tem direito a existir e a se expressar. A abstenção é, também, em outros casos, o resultado da fragilidade do aparato eleitoral, quer dizer, do regime político, não da vontade do eleitor. Sem resolver este problema, o Estado onde o voto obrigatório existe opta pela solução mais fácil: expor o eleitor a uma dupla sanção: moral e pecuniária (multas). O voto obrigatório transforma o eleitor consciente em um animal votante. Tudo isso é chocante e degradante.

O princípio de que o voto deve ser livre e isento de pressões é acolhido pelas grandes nações democráticas, inclusive naquelas onde a abstenção é relativamente alta, como Estados Unidos e França. Porém, ninguém (salvo os grupelhos fanáticos sem remédio) põe em questão a legitimidade desses regimes.

Na Europa só quatro países praticam o voto obrigatório: Grécia, Luxemburgo, Dinamarca e Bélgica. Este último país, minado por tendências separatistas, não encontrou no voto obrigatório ajuda à solução da grave crise institucional. Os Países Baixos renunciaram ao voto obrigatório em 1970, e o cantão suíço de Berna se opôs à sua introdução em 1999. A Constituição Européia não prevê o voto obrigatório: os europeus são livres para votar ou não votar. Na Austrália, onde o voto é obrigatório nas eleições nacionais, há uma grande revolta contra isso: as críticas aumentam, os abstencionistas se multiplicam e se negam a pagar as multas.

Nos Estados despóticos, ou nos sistemas políticos que são a antítese da democracia, o voto obrigatório contribuiu para consolidar o detestável regime. Na URSS de Stalin, o voto obrigatório era uma engrenagem a mais do sistema totalitário, baseado na repressão violenta da população e em falsas votações com listas únicas elaboradas pelo partido único.

Na América Latina, o voto obrigatório não impediu o aparecimento de fenômenos graves de corrupção do voto, nem evitou que oito dos nove países que praticam o voto obrigatório tenham caído em violentas ditaduras, como foi o caso, em certos períodos, do Brasil, Argentina, Honduras, Equador, Uruguai, Chile, Bolívia e Venezuela. Na Costa Rica o voto é obrigatório, porém não há sanção para o abstencionista. Tampouco no Uruguai. No Brasil a maioria dos cidadãos está a favor do voto facultativo, não obrigatório.

O voto obrigatório nos países latino-americanos não aprofundou nem estendeu a cultura democrática, nem a cultura legalista. O exemplo mais dramático disso é o que ocorre na Venezuela de hoje.

O mito do voto como “dever irrenunciável”, invocado pela Constituição brasileira, é de origem autoritária. Foi inventado pela ditadura de Getúlio Vargas, em 1934. Essa constituição deveria dizer, melhor, que o voto é um direito, não que é um dever. O cidadão não é livre se seus direitos são convertidos, por decisão do Estado, em deveres.

Na Colômbia, a proposta de voto obrigatório fracassou durante a elaboração da Constituição de 1991. Agora essa idéia perniciosa volta de maneira súbita e sem que um debate a respeito tenha sido aberto à cidadania.

Lamento que parlamentares do Centro Democrático tenham acolhido espontaneamente a idéia ingênua de que o voto obrigatório “valorizará a democracia colombiana”, sem se perguntar o que é que realmente está arruinando nossa democracia e sem responder à pergunta sobre o quê há por trás da volta intempestiva dessa curiosa iniciativa.

Por que alguns querem introduzir na Colômbia o voto obrigatório nestes momentos? Que relação existe entre esse ardil e o sistema de votação e escrutínio eletrônico que outros querem impor como o único e o mais generalizado?

Este ponto, o da articulação desses dois temas, foi muito pouco analisado. Eu creio que há uma relação entre as pressões para acolher o voto obrigatório e as que há para que adotemos o voto eletrônico. Estimo que os dois assuntos vêm juntos e fazem parte de um mesmo pacote dos setores que querem fechar espaços à deliberação e reduzir a margem de manobra da sociedade contra a tentação totalitária que a Venezuela exporta.

O que restará da soberania popular, do papel central do eleitor, em um país que ameaça com multas e com outras pressões aos cidadãos que não votam, e que consegue que esse voto seja processado e peneirado por máquinas cujo controle escapa aos cidadãos?

A França não utiliza o voto eletrônico pois não confia nesse sistema. Este país está satisfeito com o sistema atual, tradicional, do voto de papel e da contagem e escrutínio manual em cada mesa de votação. Esse ato de contagem é muito claro e muito controlado, e a transmissão de dados é rápida. Inclusive mais rápida do que a dos países que usam o voto eletrônico, como viu-se nesses dias no Brasil.

Na França, graças a seu sistema de escrutínio manual e cidadão, não há escândalo pelos resultados eleitorais, apesar da quantidade de eleições que há neste país: eleição presidencial, eleições legislativas, cantonais, regionais e européias.

O voto eletrônico na França não foi adotado para as eleições nacionais, pois não convenceu ninguém. Na França o voto eletrônico é rechaçado por duas razões: por ser opaco e por ser inverificável. Os acadêmicos, sobretudo os catedráticos que estudaram esse tema, chegaram a essa conclusão.

Três protótipos de computadores de voto, ou máquina de votar, foram estudados e ensaiados oficialmente na França (pelo Ministério do Interior), mas não convenceram. Em nenhum desses ensaios o votante pôde verificar que seu voto havia sido corretamente anotado pela máquina.

O voto pela internet e o quiosque eleitoral, também foram analisados. Todos tinham inconvenientes, na anotação do voto e na fase do escrutínio. Na França outro detalhe do voto eletrônico aborrece muito: ele despoja o eleitor do direito de participar do escrutínio primário porque o computador o faz em total opacidade e sem que se possam verificar os resultados. O eleitor deve confiar em um aparelho e isso é ilógico e irresponsável.

As autoridades e os acadêmicos franceses observam, evidentemente, os experimentos pontuais de voto eletrônico em outros países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e Bélgica. Os péssimos resultados desses exercícios e a quantidade de incidentes que apareceram, não deixam uma boa imagem desse sistema.

A Colômbia vai engolir as promessas que fazem certos escritórios que sabem que o voto eletrônico é um mercado enorme para seus sistemas? A Colômbia quer fechar os olhos ante os abusos cometidos na Venezuela mediante o voto eletrônico? Acaso ignoramos que a ditadura chavista encontrou nesse sistema um instrumento capital para consolidar a tirania?

Nos testes que fizeram na França nem a velocidade da transmissão dos votos, nem a segurança do voto emitido, foram garantidas. Por que a Colômbia deve ignorar estas experiências?

Chantal Enguehard, professora da Universidade de Nantes, a principal especialista nesta matéria, diz que a segurança dos dados eleitorais é deficiente no sistema eletrônico. Ela invoca os casos anômalos aparecidos nesse sentido em votações nos Estados Unidos. Em um de seus ensaios sobre o voto eletrônico, Chantal Enguehard explica que todo incidente sofre atrasos colossais na publicação dos resultados e que também há retardos enormes nas filas de votantes se há o menor problema técnico, pois no geral só um computador é instalado, onde antes havia dois ou três isoloires (cubículos onde o eleitor prepara seu voto em privado, ou cabine de votação).

É hora de abrir os olhos na Colômbia sobre o voto obrigatório e sobre os riscos que sofre para uma democracia assediada pelos ataques terroristas a montagem de voto eletrônico mais voto obrigatório.


Tradução: Graça Salgueiro

quarta-feira, julho 24, 2013

As pernas curtas da mentira.









As pernas curtas da mentira.

por Graça Salgueiro (abril de 2012)


Cel-Amerino-heri-da-FEB

Coronel de Artilharia (R) Amerino Raposo Filho, integrante da Força Expedicionária Brasileira, é agredido verbalmente por "estudante" 
comunista que sequer sabe quem é e o que fez este herói nacional.





No ano  passado, a 29 de março, o País viu estarrecido uma manifestação grotesca, abjeta e vil, onde primaram o desrespeito e a falta de educação por parte de uma turba de aproximadamente 300 pessoas, a maioria jovens entre 16 e 20 e poucos anos, que agrediam com insultos e cusparadas a octogenários militares que entravam ou saíam do Clube Militar.

Chamou-me a atenção em particular a forma teatral como se manifestavam, sem perceber que serviam de idiotas úteis para interesses outros, desconhecidos deles. Não foi surpresa tomar conhecimento, depois, que os “manifestantes pela verdade” foram pagos para representar, não se sabe por quem, embora possamos imaginar. Um oficial que participou infiltrado entre os manifestantes viu e ouviu ao final da balbúrdia um homem de terno e gravata que telefonava para alguém e relatava sua satisfação com o “sucesso” do evento. Elogiava o “vigor” com que os manifestantes gritavam e mostravam ódio aos militares - embora sequer soubessem quem eles eram e muito menos quais seriam seus “feitos assassinos” - e pedia ao interlocutor que enviasse o dinheiro rapidamente para pagar pelos bons serviços prestados da turba delirante.

Na nota que escrevi antecedendo o artigo do Aluizio Amorim, me perguntava perplexa se não seria uma cena teatral aquele rapaz que aparece no vídeo deitado no chão, gritando para os policiais “eles mataram meu pai!”, uma vez que ele é muito jovem para que tal fato acontecesse no período em que os militares governaram. Com a ajuda de um grupo de amigos descobrimos que, de fato, tudo não passava de encenação. O jovem, supostamente órfão, chama-se Carlos Beltrão do Valle, tem 29 anos, cursa o mestrado de “Memória Social” e tem pai, além de uma irmã e um irmão, todos vivos, saudáveis e trabalhando.

Seu pai, o engenheiro Romildo Maranhão do Valle, foi membro do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro (PCBR), uma dissidência guerrilheira do PCB fundada em 1964. Seu tio, Ramires Maranhão do Valle, também fazia parte da organização terrorista e foi morto em 27 de outubro de 1973, quando entrou em confronto com a Polícia, na Praça Combate, em Jacarepaguá. Ranúsia Alves Rodrigues havia sido presa naquela manhã e já no primeiro depoimento contou os vários assaltos que o bando havia praticado e que naquela noite haveria um “ponto” [1] no local acima citado. Na chegada ao ponto, Ranúsia e os policiais foram recebidos a bala, havendo o confronto no qual os quatro integrantes do Comando Central (Ranúsia, Ramires, Almir e Vitorino) morreram.

Portanto, "a família inteira assassinada pelo Regime Militar", por quem este rapaz clama no vídeo para justificar sua presença naquele ato de vandalismo, resume-se a um tio seu, que ele sequer conheceu, e que não era nenhum homem de bem, mas um terrorista morto em combate e que havia assassinado o delegado Octávio Gonçalves de Oliveira, covardemente pelas costas, numa ação conjunta com a ALN e a VAR-PALMARES, em 25 de fevereiro de 1973. Teria assassinado covardemente, também pelas costas, Salatiel Teixeira Rollins, ex-membro do Comando Central que havia saído da prisão um ano antes, em 22 de julho de 1973; participou do assalto ao Banco Francês-Brasileiro em Porto Alegre, em 14 de março de 1973; em 4 de junho, junto com a ALN e a VAR-PALMARES, do assalto ao “Bob’s” de Ipanema; e, em 29 de agosto do mesmo ano, do assalto a uma clínica médica em Botafogo, no Rio [2]. 

Quanto ao rapaz que desfere uma cusparada no coronel-aviador Juarez Gomes, quando saía do evento no Clube Militar, é um desocupado profissional, de 25 anos de idade, de nome Luiz Felipe Monteiro Garcez, cognome “Pato”, estudante do curso “Produção Cultural” do IFRJ desde 2010 e freqüentador do Diretório do PT no Rio de Janeiro. Seu último emprego foi um cargo comissionado de Assistente Executivo de Projetos Especiais no município de Maricá (RJ), nomeado pelo prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, do PT.

Em seu blog “Pato” escreveu em 2008: “Fiz parte do movimento estudantil secundarista. Hoje porém por culpa dos estudos acabei me afastando dele. Porém pretendo me engajar no movimento estudantil universitário” (sic). E ainda em seu mural do FaceBook ele admitiu orgulhoso, várias vezes, que cuspiu em um idoso indefeso e que sequer lhe dirigiu a palavra, e o faria de novo.

Desses dois elementos temos as fichas completas com riqueza de detalhes, mas o objetivo deste artigo é apenas demonstrar a farsa da dor dos que se manifestavam em honra de seus parentes, mortos ou desaparecidos pelos “assassinos” e “torturadores” militares que se encontravam naquele dia no Clube Militar, que, diga-se de passagem, não estavam ali para “comemorar” a data histórica de 31 de Março, mas para debater, junto com conferencistas civis, e levar ao público assistente a verdadeira história que a tal “Comissão da Verdade” quer omitir e que não são nem nunca foram acusados de crime algum. E são dados como os citados acima que a tal comissão nega-se, peremptoriamente, não só a ouvir mas permitir que o público tome conhecimento. Será que Carlos Beltrão conhece o passado desse seu tio, um criminoso covarde que assassinava pelas costas, sem qualquer chance de defesa, pessoas que ele considerava seus inimigos? E Luiz Felipe, conhece o que esta gente praticou e de que maneira morreu, ao defendê-las expelindo tanto ódio?





É isto que a tal “comissão” pretende: esconder a verdade dos fatos e usar, mais uma vez, jovens ignorantes e manipuláveis para servir de bucha de canhão para seus propósitos sórdidos, mas, como a mentira tem as pernas curtas, não podemos permitir que toda a população permaneça nessa ignorância defendendo bandidos sanguinários como se fossem vítimas imoladas no altar da liberdade e da democracia

quarta-feira, maio 01, 2013

Chamando o terrorismo por seu nome









por Rabino Benjamim Blech.







Por que o massacre de Boston pode ocorrer de novo? Agora sabemos.

Os sem coração e malvados terroristas responsáveis pelo atentado na maratona de Boston foram dois irmãos que receberam asilo político nos Estados Unidos. Foi graças à bondade desse país que puderam encontrar a liberdade que lhes negavam em sua Chechênia nativa. O irmão mais velho, Tamerlan, ferido fatalmente depois de disparar com rifles de assalto e de lançar bombas caseiras nos policiais que o perseguiam, estava lá como um residente legal. Seu irmão mais novo, Dzhokhar, em estado delicado de saúde depois de ter sido encontrado ao final de uma intensa caçada humana que fez com que Boston e suas áreas vizinhas ficassem absolutamente paralisadas, havia se convertido em cidadão norte-americano naturalizado, no que só pode ser considerado uma ironia horripilante, em 11 de setembro do ano passado. E é assim como agradecem a seu país adotivo, com sangue.

Foram eles que deixaram as mochilas na linha de chegada da maratona, carregadas com explosivos e com pregos para aumentar seu horrendo impacto em homens, mulheres e crianças inocentes. Foram eles que se afastaram calmamente enquanto a área se enchia com os gritos dos feridos que perderam braços e pernas, com o sangue dos mutilados que passaram de corredores a incapacitados para o resto da vida, e os prantos dos que testemunharam uma tragédia que está muito além do que as palavras podem descrever.

E agora também sabemos que Dzhokhar passou os dias posteriores ao inumano ataque, publicando letras de rap no Twitter e saindo para festas com seus amigos. “Sou uma pessoa descontraída”, escreveu em sua página do Facebook. Há tanto que continua sendo um mistério. Ainda não sabemos se atuaram sós (pouco provável). Porém, o que já é claro é que o irmão mais velho se converteu em um muçulmano radical e deu um jeito para influenciar seu irmão mais novo, conseguindo que este se unisse à sua Jihad.

Do mesmo modo que tantos antes deles, estes eram terroristas com uma causa. Puderam racionalizar seu comportamento inumano.

O presidente Obama levou um dia inteiro depois do massacre de Boston para chegar à conclusão de que quando “nós” somos o objetivo “sempre que se utilizam bombas para atacar civis inocentes, então, certamente é um ato de terror”.

Que diferença surpreendente!

Quando os terroristas disparam mísseis nos centros civis em Israel, a imprensa - inclusive o New York Times - se esforça para identificá-los simplesmente como “militantes”. Militante é uma palavra moralmente neutra. Por outro lado, a palavra terrorista é pejorativa, não esconde a natureza malvada da ação, sempre é má, sempre é um ato imperdoável de maldade. E essa é precisamente a razão pela qual a política do New York Times, daAssociated Press, Reuters e incontáveis outras publicações é continuar camuflando os atos de terrorismo no Oriente Médio com eufemismos purificadores e etiquetando erroneamente os terroristas como “lutadores pela liberdade”, “rebeldes” ou simplesmente “militantes”.

Quando o objetivo é Israel, o New York Times e grande parte do resto do mundo não ouve sobre terrorismo, não vê terrorismo e não informa sobre terrorismo. Os mísseis disparados sem provocação desde Gaza à civis em Sderot e as áreas vizinhas, foram ocorrências diárias durante anos. Porém, certamente foram disparados por simples “militantes”.




Como assinalou Eric Draitser perspicazmente: na semana passada houve uma surpreendente mudança no léxico da imprensa maciça nos Estados Unidos. Os islâmicos chechenos já não são denominados “rebeldes”nem “lutadores pela liberdade”. Após a notícia de que chechenos estiveram envolvidos no ataque em Boston, a linguagem mudou de imediato. A Associated Press, Reuters e outros incontáveis meios de comunicação publicaram artigos discutindo a “ameaça da Jihad” em lugares como Chechênia, onde “os ataques suicidas, as disputas sangrentas e a tomada de reféns” são uma rotina.

Porém, quando o tema não é Boston, seguimos longe de reconhecer a verdade sobre o terrorismo. A retidão política continua sendo sacrossanta e a expressão de um juízo moral em um contexto político continua sendo proibida.



Onde está a ira quando nos inteiramos que nesta mesma semana dois terroristas, Alam Kaabi e Sala Hamouri, que planejaram e executaram o assassinato do ministro israelense de turismo, Rehavam Zeevi, e planejaram assassinar o Grande Rabino Sefaradí, Rabino Ovadia Yosef - descritos na imprensa como “prisioneiros libertados recentemente” em troca da libertação de Gilad Shalit - serão honrados em uma cerimônia na Bourse de Travail da municipalidade de St. Denis, um subúrbio de Paris, a capital da França, acompanhados por um representante da Anistia Internacional?

E onde está a ira, quando nos inteiramos que os terroristas mais honrados pela sociedade palestina são os que assassinaram a maior quantidade de pessoas? Abd Al-Baset Ude, assassino de 30 pessoas no massacre do Seder de Pesaj em Netania, teve um torneio de futebol chamado em sua honra durante 14 anos. Seu irmão foi honrado com a distribuição dos troféus. Dalal Mughrabi, terrorista seqüestradora de ônibus, que liderou um dos ataques terroristas mais letais na história de Israel em 1978 quando ela e outro terrorista assassinaram 37 civis, 12 deles crianças, teve colônias de férias, escolas, cerimônias de graduação e eventos desportivos nomeados em sua honra, do mesmo modo que muitos documentários de TV honrando-a. Taer Hamad, um pistoleiro solitário que assassinou 10 israelenses em 2002, foi glorificado pelo jornal oficial da Autoridade Palestina (AP) como “o herói da Intifada”.

Esta adulação aos piores terroristas e glorificação por seu heroísmo, reflete a política da liderança atual da Autoridade Palestina. O presidente da AP, Mahmoud Abbas, cujo nome é precedido invariavelmente na imprensa com o adjetivo de “moderado”, não faz muito tempo publicou: 

“Saudação de honra e apreço” a assassinos em massa, aos quais nomeou publicamente um por um:

“Envio saudações de honra e apreço a todos os prisioneiros... Said Ataba (cumprindo prisão perpétua por assassinato em ataque terrorista)... Marwan Barghouti (cumprindo cinco prisões perpétuas por planejar ataques terroristas mortais)... Ahmad Saadat (cumprindo 30 anos de prisão por liderar a organização terrorista Frente Popular pela Libertação da Palestina, honrado na televisão pela AP por planejar o assassinato do ministro israelense Zeevi em 2001, e nunca tê-lo concluído)... Aziz Dweik (líder do Hamas, presidente do parlamento palestino)... Jamal Huweil (prisão perpétua por planejar ataques terroristas)... Jamal Tirawi (prisão perpétua por ataque suicida em um café)... Saudações a vocês de nosso povo” (fonte: página no Facebookdo Fatah, em 28 de março de 2013).

Os heróis inevitavelmente conseguem seguidores. Enquanto aqueles que são desavergonhada e cruelmente responsáveis pelos assassinatos de inocente recebam a adulação do mundo em vez de desprezo e da condenação, desafortunadamente continuaremos produzindo mais e mais de seus discípulos.

Temo que Boston ocorrerá de novo até que os terroristas de todo o mundo sejam rotulados como maldade pura - não só quando nos ameacem pessoalmente como americanos, senão onde seja que façam sua diabólica aparição.

É hora de proclamarmos inequivocamente que todo aquele que é culpado de matar indiscriminadamente a inocentes, por mais justa que ele considere sua causa, já não merece ser parte da sociedade civilizada.




Tradução de Graça Salgueiro

Fonte: Mídia Sem Máscara


segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Tropa de choque.





por Zoé Valdez



Alguns cubanos, não todos, são seres espetacularmente singulares, sobretudo aqueles que supostamente se consideram exilados. É provável que vivam a síndrome da vítima pendente e obediente do verdugo para a eternidade, ou o que é pior, que ainda lhes manipulam as cordas desde o Comitê Central em Havana, e seu corpo e seu pensamento respondam por recursos manipuláveis, segundo lhe puxem seus titiriteiros ou lhe ordenem seus domadores.

O assunto não falha, enquanto endeusam uma pessoa, não se pode opinar sobre a pessoa em questão de maneira desfavorável sem que se desate o linchamento, ao ponto em que surgem as tropas de choque para impedir que cada um observe, pense e se manifeste livremente como se faz em democracia. Não importa se seu nível de ignorância é tal, ou talvez não seja, e se trate de sem-vergonhice, que não possam calcular e ver onde está a verdade, velando unicamente por seus interesse pessoais e não pela liberdade de Cuba.




Nota da tradutora:

No vídeo acima, registra-se o momento em que a blogueira afirma na 
Câmara dos Deputados, em Brasília, que deseja o fim do embargo 
com os Estados Unidos e advoga pela libertação dos 5 espiões 
castristas julgados, condenados e presos nos Estados Unidos. 
A revolta da comunidade cubana é porque essas defesas 
são as principais bandeiras da ditadura dos irmãos Castro, 
pondo em dúvida o rótulo de “opositora” da referida senhora.


Assim, continuar insistindo em que uma declaração se fez com ironia, quando no vídeo se percebe claramente que se disse como convicção, é tão errôneo e malsão, para não chamá-lo como se deve, que só é comparável a quando em Cuba se aplaudia fervorosamente aos Castro enquanto nos matavam de fome, de terror e de todo o demais que ninguém ignora.

Querer tapar o sol com a peneira a estas alturas é de uma irresponsabilidade política que não se pode contornar facilmente. E aquele que o faça deverá carregar com seu peso e com seu custo.

Nomear um indivíduo como o representante dos cubanos sem que ele seja eleito democraticamente é o mesmo que apoiar o castrismo, ainda mais se esta pessoa não cessa de dar provas, não agora, mas desde antes, de que é uma peça do castrismo fundida nas fileiras da dissidência e da oposição, o que é preciso ser cego para não ver. E no caso em que não seja, coisa que jamais neguei, ela está fazendo o maravilhoso trabalho para o castrismo. Com esses dissidentes teremos castrismo por um montão de anos mais.

Porém, o mais curioso é que a tropa de choque instiga, intriga, mente tanto quanto ela, e desde as tribunas mais importantes, desde colunas da imprensa no exílio, lhe dão as boas vindas como deram aos próprios Castro, esses Messias! E como a deram aos Nikita Kruschev e quantos russos ou comunistas assassinos se perderam pelo mundo e foram parar na ilha.

Por isso me uno à opinião daqueles que pensam que uma grande maioria de cubanos são seres verdadeiramente desprezíveis, uns idiotas do traseiro (em El Universal estão proibidos os palavrões que são tão bons e do meu agrado), cordeiros que vão ao matadouro com prazer, ao abismo cantando a favor de quem os empurra. Então merecem a todos esses Messias que tanto os reprimiu, criticou, insultou e tratou de tudo, até expulsá-los de seu país como párias.

Que com seu pão o comam, e se depois não têm Alka-Seltzer para digeri-lo, que voltem a se lançar em balsa mas, nesta ocasião, nadando ao contrário.



Tradução: Graça Salgueiro
Fonte: Mídia Sem Máscara







terça-feira, fevereiro 19, 2013

Você acredita em Papai Noel e na blogueira Yoani?









Titulo Original: Yoani Sánchez, a desinformatzia cubano-brasileira e a mídia idiota nacional
por Heitor de Paola para o Mídia Sem Máscara


Esta señorita é certamente o maior sucesso da desinformatzia cubana e, como sempre acontece com os agentes de desinformação comunista, encanta os idiotas úteis de todo o mundo. É desnecessário re-escrever o que já publiquei anteriormente sobre esta mentirosa e falsa oposicionista cubana. 

Faz-se, no entanto, necessário comentar a montagem de mais uma manobra de desinformação para dar mais credibilidade à impostora: a invenção de uma vasta operação de espionagem sobre sua visita ao Brasil por parte dos serviços de informação de Cuba em conluio com o governo brasileiro.

Divulgada pela Revista Veja, foi engolida a isca com anzol e tudo pelo ‘coleguinha’ blogueiro brasileiro, o famoso (?) Tio Rei (da cocada preta) Reinaldo Azevedo, supostamente muito bem informado (ver os textosYoani e a sujeira do governo cubano e de petistas e ESCÂNDALO, BAIXARIA E ILEGALIDADE).

É claro que existiu uma vasta operação que envolveu os dois governos comunistas, de Raúlzito e Dilmita, mas foi uma operação tipicamente comunista de desinformação exatamente para atrair a mídia nacional, e, via idiotas úteis como o acima mencionado, escandalizar a população. Dilma, Lula, os irmãos Castro e demais comunas devem estar rindo à socapa da imbecilidade da mídia nacional!

Vale lembrar que num documento do KGB chamado Manual do Diretório RT, desinformatzia era definida como ‘a aberta apresentação ao inimigo de falsa informação ou materiais e documentos especialmente preparados com a finalidade de enganá-lo e induzi-lo a decisões e ações que correspondem aos interesses da URSS’ [[i]]. Antes o KGB e o GRU já haviam plantado com sucesso dezenas de falsas informações, das quais duas devem ser referidas aqui.

A primeira foi a criação de um grupo de resistência interna ao governo comunista chamado Trust, usado para desorientar os inimigos de fora e de dentro da URSS. Incluía vários ardis – falsos líderes de resistência e exércitos imaginários para confundir com a verdadeira e autêntica resistência que estava presa e sofrendo o diabo. Até parece que Yoani é pura imitação cubana, pois os verdadeiros dissidentes cubanos ao invés de fazer compras em feiras maravilhosas às quais os cubanos não têm acesso (ver abaixo as fotos da Veja; deve ser nas áreas de acesso exclusivo dos membros do partido) ou beberem alegremente com os amigos, dormem sobre seus próprios excrementos nas masmorras.

O projeto WIN, desenvolvido na Polônia em 1941 era outro grupo ‘de oposição’ para ser visto pelo ocidente[[ii]].



Republico abaixo o artigo ‘De Cuba con cariño - un regalo de los hermanitos castro a los idiotas útiles de Brasil', e forneço links para outros. Leiam a vejam se esta señorita merece a credibilidade que lhe está sendo dada pela mídia brasileira.


Notas:

[i] Political Intelligence the Territory of USSR, Andropov Institute of the KGB, Moscou, 1989

[ii] WIN é a abreviatura para o lema polonês ‘Liberdade e Independência’. Segundo o relatório para Moscou: ‘Desinformar o inimigo envolveu fornecer alguma informação autêntica (para estabelecer credibilidade) junto com puros engodos’.
(Operação César, publicação do Partido Comunista Polonês, 1954)

por Heitor de Paola -  31 OUTUBRO 2009 


Não é ao menos estranho que um regime que faz o que bem entende com os opositores, conta com quase total apoio internacional inconteste para prender, matar, 
raramente exilar qualquer um dos cidadãos, que tem leis estritas
 sobre o uso da internet, proíbe computadores pessoais, principalmente 
laptops e notebooks, permita que esta moça continue impunemente 
comandando um blog oposicionista?


Será lançado hoje (29), no Auditório d'O Globo, o livro De Cuba com Carinho, de Yoani (ou Yoanis) Sánchez, a 'superblogueira' cubana que consegue burlar todas as diretivas do Partido Comunista Cubano quanto ao uso da Internet. Consegue mesmo? É autêntica a moça? Ou não passa de uma impostora e seu blog Generación Y de um embuste genialmente montado pelo aparelho de desinformação da DGI - Dirección General de Investigaciones - o KGB cubano?

Cada noticia sobre la "ciudadana bloguera" Yoani Sánchez me deja más confundida, y repito que no es porque tenga nada en su contra personalmente, sino porque sus posibilidades y libertad de movimientos llegan a poner en duda a cualquier persona por imberbe que sea, imagínense a un opositor o periodista independiente cubano que haya 
sufrido o sufra en carne propia la represión, el acoso, la humillación y la tortura psicológica que el régimen castrista aplica a los que disienten de sus dictámenes.

Adela Soto Álvarez

Não existe nesta maldita história escrita com o sangue dos mártires há cinqüenta anos, nenhum FATO semelhante ao desta blogueira que tivesse ficado impune. A forma arrogante como ela refere ter deixado a delegacia quando foi intimada "apenas" para ser notificada de que não poderia realizar o encontro dos blogs é por si só, um fato alarmante. Não se conhece um só opositor que tivesse sido tão desaforado com os interrogadores e que não tivesse - no mínimo - levado uns bofetões de arrancar os dentes e em seguida jogado no calabouço da Villa Marista. Mas Yoani disse o que quis e saiu ilesa, inclusive saudada pela rede inteira como "heroína". Agora afronta ninguém menos que a filha do ditador hereditário substituto e não passa nada?

Graça Salgueiro

Adela Soto Alvarez sabe do que está falando. É licenciada em Filologia, Jornalista, Escritora, Poeta. Fundou a Imprensa Independente em Cuba e foi condenada a um ano de prisão domiciliar na Primavera Negra de 2003, por suas atividades contestatórias. Reside atualmente em Miami como refugiada política. Autora da novela-testemunho "O Império da Simulação" (Miami 2005) e outros livros sobre a realidade cubana.

Graça Salgueiro dispensa apresentações, vale dizer apenas que na minha opinião, na de Alejandro Peña Esclusa, Olavo de Carvalho e vários outros estudiosos da Iberoamérica, Graça é a pessoa que mais entende do assunto no Brasil, talvez em mais ampla área, mormente nas questões cubanas, a cujos mártires vem dedicando sua vida há anos, adquirindo reconhecimento e respeito internacional.

No mesmo dia em que recebi o primeiro aviso do lançamento do livro, o Diário Exterior anunciava com o Título Sentenciado a dos años de prisión:

Dos días después de la visita de Moratinos (Ministro do Exterior da Espanha) se ratifica la condena de cárcel a otro opositor cubano (El miembro del Movimiento Cristiano de Liberación (MCL) y coordinador del Proyecto Varela en el este de Cuba, Agustín Cervantes). Los miembros de la oposición cubana habían advertido que a la excarcelación de un preso de conciencia y el decreto de libertad a otro opositor que se encontraba fuera de prisión con licencia extrapenal, seguirían nuevas condenas y encarcelamientos a disidentes. Tan sólo dos días después de esas medidas, tomadas tras la visita de Miguel Ángel Moratinos a La Habana, el régimen castrista ha ratificado la sentencia de dos años de prisión al primer demócrata sometido a juicio sumario desde 2003.

2003 é exatamente o ano da 'Primavera Negra' em que o governo comunista prendeu 75 pessoas, entre eles médicos, jornalistas, professores. Submetidos a julgamento sumário a maioria foi condenada a penas de prisão de 15 a 20 anos por "atentarem contra a segurança do Estado e difundir idéias contrárias ao sistema comunista cubano'.

Não é ao menos estranho que um regime que faz o que bem entende com os opositores, conta com quase total apoio internacional inconteste para prender, matar, raramente exilar qualquer um dos cidadãos, que tem leis estritas sobre o uso da internet, proíbe computadores pessoais, principalmente laptops e notebooks, permita que esta moça continue impunemente comandando um blog oposicionista?



Segundo levantamento feito pelo site de oposição NOTICUBA, Yoanis vive em Nuevo Vedado numa confortável residência com telefone e serviço de internet, única cubana com liberdades para utilizar o serviço de internet sem interrupções, e que jamais foi objeto de perseguição ou maltrato e muito menos detida, pelo que desconhecem o porquê de sua presença como opositora.

Nuevo Vedado é considerado um dos melhores bairros de Havana, onde estão hotéis de 4 a 5 estrelas e alugam-se residências bastante amplas comparada aos miseráveis cortiços em que vivem os cubanos comuns.

O mesmo Editorial afirma o que confirmei pessoalmente em detalhada pesquisa pela Internet: (Jornalistas cubanos independentes) afirmaram que a conheciam de ouvir falar, outros que nem a conheciam porque ela não é membro de nenhum grupo opositor, que somente souberam pela imprensa estrangeira que havia feito um ato de presença no caso do roqueiro Gorki, e sobre as demais participações no estrangeiro. (...) Depois de muita sondagem soubemos que em Cuba ninguém sabe o porquê da fama de Yoanis Sánchez, nem o porquê do Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital 2008, nem a viagem à Espanha suspensa pelo governo de Cuba. Muito menos a participação em vídeo na SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) (...)Isto, porém não corresponde com Yoanis Sánchez, pois ela não responde pela imprensa independente cubana, não foi detida, nem perseguida politicamente, nem sequer, como afirma a oposição, pertence a nenhum grupo organizado. Apenas criou um blog em 2007, chamado "Generación Y" com o objetivo, segundo ela, de poder dizer o que sente e para que o mundo conheça [seus pensamentos].

Como Yoanis mora neste lugar? Como paga o aluguel - ou é proprietária (o que seria uma aberração em Cuba)? Segundo ela mesma em seu site é 'Licenciada en Filologia, Reside en La Habana y combina su pasión por la informática con su trabajo en el Portal Desde Cuba'. Como se sustenta? Como pode usar a Internet sem interrupções? São perguntas que permanecem sem resposta.

YOANIS E GENERACIÓN Y COMO OPERAÇÃO DE DESINFORMAÇÃO?

Uma das principais armas do movimento comunista internacional é a desinformação (do russodesinformatsiya). Ela difere da propaganda convencional porque suas verdadeiras intenções são secretas e as operações sempre envolvem alguma ação clandestina. Significa a disseminação de informação falsa ou provocativa. Inclui a distribuição de documentos, cartas, fotos forjadas, propagação de rumores enganosos e inteligência errada. Segundo Biezmenov o KGB gastava 85% dos seus recursos em medidas ativas e de influência (lavagem cerebral) (O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, p. 57-59).

A DGI, discípula fiel do KGB, segue os mesmos passos. Uma de suas operações mais bem sucedidas foi convencer o mundo todo de que após a revolução cubana houve uma melhora imensa na educação e na saúde, mentiras deslavadas, pois antes da revolução Cuba apresentava os melhores níveis educacionais das Américas, melhores inclusive que os da Itália e da Suécia. E sua medicina que era de ponta virou uma mixórdia com alguns centros de sub-excelência baseados em estudos nos EUA e que só estão à disposição para ricos turistas. Fidel, quando passa mal, vai para Isla de Margarita, Venezuela, onde Chávez montou um hospital de primeira linha. Os hospitais para os cubanos comuns são horríveis, sujos, sem médicos (pudera, ganhando 5 dólares por mês!).

Conseguido este intento é bem possível que a DGI passasse a atacar um ponto negativo para os ocidentais: a falta de liberdade individual e de imprensa. Ora, o que haveria de melhor do que uma mulher jovem, bonita, bem falante e boa escritora, com toda a liberdade de escrever o que queira (talvez passando antes pelo crivo da DGI), com acesso total à internet e morando muito bem?

A parte clandestina da desinformação são as mensagens subliminares para criar dúvidas nas mentes ocidentais (lavagem cerebral):

- não se vive tão mal em Cuba

- esta moça diz o quer, até mesmo interpela em público Mariela, a filha de Raúl Castro e não vai presa! Ora, Cuba não é tão repressiva assim!

- quando é chamada à polícia é tratada com delicadeza inusitada e sai livre, leve e solta! A polícia cubana não é o que a propaganda direitista fala, é melhor até que a PM do Rio!

- compartilha festinhas com seu marido e amigos livremente, ouvem música e bebem bebidas estrangeiras, igual aqui, ora!


A fábrica de mitos comunista produz dissidentes

No mesmo livro (PP 168-173) mostro como o KGB fabricou um dissidente muito mais importante que uma menina boba como Yoani: Andreiï Sakharov, o 'Pai da Bomba H soviética'. O estrago causado por ele na intelectualidade ocidental foi devastador!

A entrevista na imigração - negativa para sair do país

Foi amplamente divulgado um vídeo pelo Youtube onde Yoani comparece na Imigração cubana e lhe é negado sair do país. Assistam o vídeo: a gravação interrompe o vídeo e só fica o áudio, as vozes mudam. Obviamente falso! Montagem!