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sexta-feira, novembro 13, 2015

Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação







Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação.






REDAÇÃO CENTRAL, 11 Mai. 15 / 12:06 pm (ACI).- Ion Mihai Pacepa foi general da polícia secreta da Romênia comunista antes de pedir demissão do seu cargo e fugir para os EUA no fim da década de 70. Considerado um dos maiores “detratores” de Moscou, Pacepa concedeu entrevista a ACI Digital e revelou a conexão entre a União Soviética e a Teologia da Libertação na América Latina. A seguir, os principais trechos da sua entrevista:

Em geral, você poderia dizer que a expansão da Teologia da Libertação teve algum tipo de conexão com a União Soviética?

Sim. Soube que a KGB teve uma relação com a Teologia da Libertação através do general soviético Aleksandr Sakharovsky, chefe do serviço de inteligência estrangeiro (razvedka) da Romênia comunista, que foi conselheiro e meu chefe até 1956, quando foi nomeado chefe do serviço de espionagem soviética, o PGU1; Ele manteve o cargo durante 15 anos, um recorde sem precedentes.

Em 26 de outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, chegaram à Romênia para as chamadas “férias de seis dias de Khrushchev”. Ele nunca tinha tomado um período tão longo de férias no exterior, nem foi sua estadia na Romênia realmente umas férias.

Khrushchev queria ser reconhecido na história como o líder soviético que exportou o comunismo à América Central e à América do Sul. A Romênia era o único país latino no bloco soviético e Khrushchev queria envolver os “líderes latinos” na sua nova guerra de “libertação”.

Eu me investiguei sobre Sakharovsky, vi os seus escritos, mas não pude encontrar nenhuma informação relevante sobre sua figura. Por que?

Sakharovsky era uma imagem soviética dos anos quentes da Guerra Fria, quando os membros dos governos britânico e israelense ainda não conheciam a identidade dos líderes do Mossad e do MI-6. Mas, Sakharovsky desempenhou um papel extremamente importante na construção da história da Guerra Fria. Ele ocasionou a exportação do comunismo a Cuba (1958-1961); ele manipulou de maneira perversa a crise de Berlim (1958-1961) criou o Muro de Berlim; a crise dos mísseis cubanos (1962) e colocou o mundo na beira de uma guerra nuclear.

A Teologia da Libertação foi de alguma maneira um movimento ‘criado’ pela KGB de Sakharovsky ou foi um movimento existente que foi exacerbado pela URSS?

O movimento nasceu na KGB e teve um nome inventado pela KGB: Teologia da Libertação. Durante esses anos, a KGB teve uma tendência pelos movimentos de “Libertação”. O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (FARC –sic–), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro; o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB com o apoio de “Che” Guevara; e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), criado pela KGB com ajuda de Yasser Arafat, são somente alguns movimentos de “Libertação” nascidos em Lubyanka – lugar dos quartéis-generais da KGB.

O nascimento da Teologia da Libertação em 1960 foi a tentativa de um grande e secreto “Programa de desinformação” (Party-State Dezinformatsiya Program), aprovado por Aleksandr Shelepin, presidente da KGB, e pelo membro do Politburo, Aleksey Kirichenko, que organizou as políticas internacionais do Partido Comunista.

Este programa demandou que a KGB guardasse um controle secreto sobre o Conselho Mundial das Igrejas (CMI), com sede em Genebra (Suíça), e o utilizasse como uma desculpa para transformar a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária na América do Sul. O CMI foi a maior organização internacional de fiéis depois do Vaticano, representando 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países.

O nascimento de um novo movimento religioso é um evento histórico. Como foi construído este novo movimento religioso?

A KGB começou construindo uma organização religiosa internacional intermédia chamada “Conferência Cristã pela Paz”, cujo quartel general estava em Praga. Sua principal tarefa era levar a Teologia da Libertação ao mundo real. A nova Conferência Cristã pela Paz foi dirigida pela KGB e estava subordinada ao respeitável Conselho Mundial da Paz, outra criação da KGB, fundada em 1949, com seu quartel geral também em Praga.

Durante meus anos como líder da comunidade de inteligência do bloco soviético, dirigi as operações romenas do Conselho Mundial da Paz (CMP). Era estritamente KGB. A maioria dos empregados do CMP eram oficiais de inteligência soviéticos acobertados. Suas duas publicações em francês, “Nouvelles perspectives” e “Courier da Paix”, estavam também dirigidas pelos membros infiltrados da KGB –e da romena DIE2–. Inclusive o dinheiro para o orçamento da CMP chegava de Moscou, entregue pela KGB em dólares, em dinheiro lavado para ocultar sua origem soviética. Em 1989, quando a URSS estava à beira do colapso, o CMP admitiu publicamente que 90 por cento do seu dinheiro chegava através da KGB3.

Como começou a Teologia da Libertação?

Eu não estava propriamente envolvido na criação da Teologia da Libertação. Eu soube através de Sakharovsky, entretanto, que em 1968 a Conferência Cristã pela Paz criada pela KGB, apoiada em todo mundo pelo Conselho Mundial da Paz, foi capaz de manipular um grupo de bispos sul-americanos da esquerda dentro da Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín (Colômbia).

O trabalho oficial da Conferência era diminuir a pobreza. Seu objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso motivando os pobres a rebelar-se contra a “violência institucionalizada da pobreza”, e recomendar o novo movimento ao Conselho Mundial das Igrejas para sua aprovação oficial. A Conferência de Medellín alcançou ambos objetivos. Também comprou o nome nascido da KGB “Teologia da Libertação”.

A Teologia da Libertação teve líderes importantes, alguns deles famosas figuras “pastorais” e alguns intelectuais. Sabe se houve alguma participação do bloco soviético na promoção da imagem pessoal ou dos escritos destas personalidades? Alguma ligação específica com os bispos Sergio Mendes Arceo do México ou Helder Câmara do Brasil? Alguma possível conexão direta com teólogos da Libertação como Leonardo Boff, Frei Betto, Henry Camacho ou Gustavo Gutiérrez?

Tenho boas razões para suspeitar que havia uma conexão orgânica entre a KGB e alguns desses líderes promotores da Teologia da Libertação, mas não tenho evidência para comprová-la. Nos últimos 15 anos que morei na Romênia (1963-1978), dirigi a espionagem científica e tecnológica do país, e também as operações de desinformação destinadas a aumentar a importância de Ceausescu no Ocidente.



Recentemente vi o livro de Gutiérrez “Teologia da Libertação: Perspectivas” (1971) e tive a intuição de que este livro foi escrito em Lubyanka. Não surpreende que ele seja considerado agora como o fundador da Teologia da Libertação. Porém, da intuição aos fatos, entretanto, há um longo caminho.

quinta-feira, agosto 13, 2015

O retorno do comunismo ao mundo e à Igreja.








(Plínio Corrêa de Oliveira, a grande voz não ouvida)
por Luis Dufaur.


A Grécia apresenta um ministério composto de marxistas que desafiam a estabilidade da Europa. O Papa Francisco I recebe de presente e aceita uma grande foice e martelo com um Crucificado bem ao gosto da guerrilha castro-comunista apoiada nos anos 60 e 70 por sacerdotes e teólogos da libertação. 

Notícias surpreendentes como essas caem como raio em céu sereno com crescente frequência. Dir-se-ia que múmias ressuscitam dos mausoléus do comunismo e se instalam nos centros de poder que ditam o rumo da civilização do III Milênio.


“As lições não ouvidas da História”.


O retorno súbito do comunismo, que se julgava morto, espanta a muitos. Mas não a todos, observou o influente e perspicaz jornal milanês “Il Corriere della Sera” em editorial intitulado “As lições não ouvidas da História”. 

Segundo ele, tal espanto testemunha o fato de que muitíssimas pessoas, talvez a grande maioria, preferem não prestar ouvidos às lições da História. 

Nesse fechamento voluntário, pesa muito o anseio de que nada aconteça que possa prejudicar a vida gostosa de todos os dias. Atitudes preconcebidas como essa fez Albert Einstein dizer que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. 

Quando em novembro de 1989 caiu o Muro de Berlim, e dois anos depois a União Soviética implodiu, parecia ter-se fechado a sinistra era inaugurada pela Revolução bolchevista de 1917.




Milhões de pessoas comemoraram, e com justas razões. Porém, segundo o jornal milanês, quase ninguém, excetuados pouquíssimos, que ele qualifica de os “melhores”, quiseram refletir seriamente sobre o passado.
Muitos poucos eclesiásticos ou leigos contagiados pela perversa utopia igualitária marxista decidiram tratar abertamente do problema e corrigir os erros do passado. Eles ficaram entocados.

Havia ficado evidente a ideia sumamente falsa de que a fonte de todos os males era a propriedade privada e seus corolários, a livre iniciativa e a liberdade de mercado, que produzem naturalmente o capital. A propriedade privada, segundo o conceito marxista, é uma espécie de “mal supremo” gerador das odiadas desigualdades entre os homens.

Na queda da URSS também ficou evidente que a invasão do Estado e o dirigismo burocrático nivelador estavam na base de seu estrondoso fracasso.


Não foram tiradas as lições dos erros
Porém, quase ninguém quis refletir seriamente sobre isso, e até mesmo a memória de criminosos como Stalin e seus comparsas da Internacional Comunista ficou intocada. Não foi feita a indispensável reflexão, o balanço, não foram tiradas as lições dos erros cometidos para nunca mais cair neles.

A falsa premissa contra a propriedade privada continuou latejando. Entre nós, por exemplo, no PT, no MST e entidades afins. O coletivismo continuou sendo pregado em cenáculos ativistas, contradizendo os resultados catastróficos dos fatos.

Um dia, quando muitíssimos achavam que o comunismo e seus erros tinham desaparecido, eles voltaram. E a reação foi de espanto.
A foice e o martelo do “crucifixo” presenteado a Francisco I na Bolívia – prossegue o jornal italiano – não são símbolos de justiça, mas de opressão, o sinal distintivo de uma utopia que gerou monstros. 
O gesto do presidente boliviano Evo Morales foi um insulto à memória dos milhões de homens que viveram como escravos durante décadas sob bandeiras com a foice e o martelo. E centenas de milhões ainda vivem assim em vastas regiões da Terra.

Quando a URSS caiu, numa passeata em Moscou os manifestantes levavam faixas com os dizeres: “Proletários de todo o mundo, perdoai-nos”.

E no Ocidente? Os que propagaram e executaram essas mesmas ideias criminosas pediram análogas e proporcionadas escusas?

Nos ambientes católicos, teólogos, bispos, e até conferências episcopais inteiras favoreceram esses erros disfarçados sob enganosas teologias. Eles corrigiram o rumo, repararam o mal feito e trabalharam para construir o bem oposto?

Não. Espantosamente, não.

Agora esses erros aí estão, empurrando o mundo para os velhos e satânicos abismos do crime e da impiedade.


A exceção que lava a honra
Uma exceção não pode ser omitida. Foi a de um grande brasileiro. 
Em fevereiro de 1990, aplicando um esforço excepcional, Plinio Corrêa de Oliveira publicou na “Folha de S. Paulo” (14-2-1990), no “Wall Street Journal” (27-2-1990), no “Corriere della Sera” (7-3-1990), bem como em 50 outros jornais e revistas do Ocidente, o manifesto intitulado“Comunismo e anticomunismo na orla da última década deste milênio – A TFP apresenta uma análise da situação no mundo - no Brasil”.

No documento, ele denunciava a parte que incontáveis “inocentes úteis” de Ocidente tiveram na desgraça comunista, e os exortava a uma emenda. 

Ao mesmo tempo, apontava a assustadora colaboração de largos e categorizados setores eclesiásticos do Brasil, do Vaticano e do mundo com o Leviatã de horrores morais, filosóficos e humanos do regime comunista. 

Plinio Corrêa de Oliveira exortou fraterna e filialmente esses eclesiásticos a se emendarem, a repararem o mal feito e recomeçarem a levar o rebanho de Cristo pela senda gloriosa da Igreja e da Civilização Cristã. 

Mas não foi ouvido. Seu nome foi até denegrido em cochichos nos meios políticos, nas sacristias ou nos bispados.

Agora, a Humanidade contempla com espanto o ressurgimento daquele mal satânico do qual Plinio Corrêa de Oliveira quis poupar os homens.


Fonte: http://esta-acontecendo.blogspot.com.br/

quinta-feira, junho 11, 2015

Viadagens teológicas: ambiente da teologia da libertação e TMI produzindo teologia gay no Brasil

por Julio Severo





Introdução

Quando eu já havia finalizado esta reportagem, veio uma bomba: Toni Reis, o fundador da ABGLT, deu uma palestra numa aula de educação sexual na Faculdade Evangélica do Paraná no final de abril de 2015. A ABGLT, a maior organização homossexual do Brasil, tem hoje condição consultiva na Organização das Nações Unidas. Toni havia apresentado queixas em 2013 contra o Pr. Silas Malafaia, o mais proeminente pastor da Assembleia de Deus no Brasil, e contra Julio Severo em 2007. Ambas as queixas eram sobre “homofobia” e foram apresentadas no Ministério Público Federal. Toni tem sido ativo em pressões para que o governo apoie seus esforços para impor a doutrinação homossexual nas crianças do Brasil. A Faculdade Evangélica do Paraná, que recebeu Toni como palestrante, é sustentada por várias igrejas protestantes. A presença dele numa instituição evangélica mostra que a Igreja Evangélica no Brasil precisa urgentemente conhecer os perigos da teologia, ideologia e ativismo gay. Com esta reportagem, quero ajudar as igrejas a evitar convidar para suas instituições radicais militantes ideológicos decididos a homossexualizar crianças e perseguir cristãos.

Teologia gay e suas raízes liberais

Teologia homossexual? No Brasil isso só existe em “igrejas” não reconhecidas, fundadas por indivíduos que se apostataram do Evangelho e saíram de igrejas reconhecidas (Assembleia de Deus, Igreja Batista, etc.). Esses indivíduos não foram, em seu ativismo, aceitos em igrejas reconhecidas e assim tiveram de fundar suas próprias teologias e igrejas independentes.



Só nos EUA existe o fenômeno de teologia homossexual avançando em igrejas reconhecidas, como a Igreja Presbiteriana dos EUA e outras grandes denominações protestantes históricas americanas. Todas essas igrejas têm um problema comum antigo: o Evangelho Social, uma teologia liberal e esquerdista que começou a afetá-las na década de 1870.

A teologia homossexual só se tornou realidade entre essas igrejas reconhecidas depois que tal liberalismo teológico se alastrou e se solidificou por mais de 100 anos.
Liberalismo e esquerdismo então acabam se tornando pai e mãe da teologia homossexual.

Teologia gay numa igreja “protestante” não-reconhecida

No Brasil, o mais importante documento teológico homossexual de uma igreja protestante não reconhecida vem da Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro. Essa igreja não reconhecida nasceu da Igreja da Comunidade Metropolitana dos EUA, a primeira e maior denominação homossexual americana, que se alastrou para 37 países.
Em seu documento “Algumas verdades que os gays precisam saber sobre a Bíblia,” do início da década de 2000, a Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro desconstrói as principais passagens da Bíblia que claramente condenam o pecado homossexual, dizendo que as condenações não são feitas por Deus nem pela Bíblia, mas por supostas más interpretações teológicas.

Entre suas muitas aprovações do comportamento homossexual, o documento diz:



“A orientação sexual faz tanto parte de você como a cor da sua pele ou como as manchas do leopardo, você não pode mudar ou deixar de ser o que você foi criado por Deus para ser.”

“A orientação sexual, tanto para heterossexuais como para homossexuais, não é algo que uma pessoa escolha. Alguns estudos recentes indicam que a orientação sexual tem uma grande influência genética ou biológica sendo, provavelmente, determinada antes ou pouco depois do nascimento.”

“Como a homossexualidade não é uma doença ou desvio, não existe nada para curar.”

Mas não posso fazer essas citações sem respeitar o aviso expresso do documento, que diz: “Na cópia ou reprodução total ou parcial deste material deve obrigatoriamente ser mencionado os créditos dos autores.” Respeitando então esse aviso, reproduzo a autoria que consta registrada no documento: “Escrito por Pastor Marcos Gladstone e Ciro D’Araujo.”

Gladstone era o “pastor” da Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro. Ciro é o filho de Caio Fábio, outrora o mais famoso pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Caio também foi o maior e mais astuto promotor da Teologia da Missão Integral (TMI) na história da Igreja Evangélica do Brasil. Um pai na TMI acabou produzindo um filho na teologia gay.

A TMI foi inspirada no Brasil pelo Rev. Richard Schaull, um missionário presbiteriano americano que foi professor, durante a década de 1950, do maior seminário teológico da Igreja Presbiteriana do Brasil. Schaull era um grande adepto e promotor do Evangelho Social.

Teologia gay numa igreja protestante reconhecida

Embora a TMI seja comum em meios presbiterianos, sua aceitação oficial descarada é muito mais comum na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), que tem líderes proeminentes da Teologia da Libertação e líderes proeminentes da Teologia da Missão Integral.

Qualquer pessoa minimamente inteligente deveria concluir que se o Evangelho Social (que é a mãe da TMI) acabou produzindo uma teologia pró-sodomia na Igreja Presbiteriana dos EUA, o que esse “evangelho” iria produzir no Brasil?

Em 2006, a EST (Escola Superior de Teologia), o maior seminário teológico da IECLB, teve como palestrante convidado Luiz Mott, o patrono do movimento homossexual brasileiro.

Mas os escorregões homossexualistas da EST não param por aí.

André Sidnei Musskopf, professor da EST, apresentou em 2008 sua tese na EST na área de Teologia Sistemática. Sua tese, para pós-graduação em teologia, tem o título explicito de “Via(da)gens teológicas: itinerários para uma teologia queer no Brasil.”

A tese diz: “O argumento central desta Tese é que a teologia precisa andar por outros lugares. Embora este chamado seja dirigido a todas as teologias que se sustentam em uma matriz heterocêntrica para a construção do conhecimento teológico, ele se dirige de maneira especial para a Teologia da Libertação Latino-Americana, em cuja caminhada as reflexões desta Tese se inserem.”

Teólogo luterano aprendendo teologia gay nos EUA

Musskopf afirma que o que foi decisivo para ele ter um encontro com a teologia homossexual foi sua experiência com a teologia da libertação e a teologia feminista fortemente presentes na EST na década de 1990. Seu encontro direto com a teologia homossexual ocorreu nos Estados Unidos, onde ele estava fazendo intercâmbio de estudos em igrejas luteranas liberais em vários estados dos EUA. Ali ele conheceu o livro “A Gay Liberation Theology” (Uma Teologia da Libertação Gay) de Richard Cleaver. Musskopf confessa que o livro de Cleaver “foi a primeira publicação encontrada” que respondeu perfeitamente aos seus anseios alimentados na Teologia da Libertação. A experiência americana o introduziu num radical ativismo homossexual teológico.

Ele diz sobre o livro “A Gay Liberation Theology” (Uma Teologia da Libertação Gay): “Saber que existia algo que se chamava ‘teologia gay’ era reconfortante e, ao mesmo tempo, promissor, uma vez que, de onde eu vinha [o Brasil], nunca tinha ouvido falar de nada disso.”

Seu interesse então é que a teologia gay nascida nos EUA repercuta no Brasil e em toda a América Latina. Ele diz: “Se o ponto de partida é a teologia homossexual-gay-queer produzida nos Estados Unidos, a pergunta que encerra a (re)construção desta paisagem descoberta e habitada é pela existência de uma tal teologia no Brasil e na América Latina.”
Ele acrescenta: “A descoberta de uma Teologia Gay nos Estados Unidos também retorna como uma forma de compartilhar um conhecimento produzido em outros contextos, mas importante no estabelecimento dos itinerários para uma teologia queer no Brasil ou em outro contexto.”

Pelo fato de que a teologia gay nos EUA é a mais avançada e poderosa do mundo, é uma ameaça homossexualista para todas as igrejas cristãs mundiais. Aliás, os EUA estão na vanguarda da infecção homossexualista global, espalhando e impondo o vírus da agenda gay no mundo inteiro.

Quando os EUA tinham uma avançada teologia gay, o Brasil e muitas outras nações não tinha nenhuma teologia tal. Meu livro “O Movimento Homossexual,” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998, alertava que a propagação da teologia, ideologia e ativismo gay nos EUA acabaria alcançando o Brasil. No entanto, as predições do meu livro, baseadas na realidade dos EUA, foram muitas vezes rejeitadas ou até zombadas no final da década de 1990. Muitos leitores achavam que era absurdo supor que o Brasil poderia se tornar como os EUA em ativismo homossexual. Hoje, o Brasil e seu governo socialista estão firmemente seguindo a realidade americana. Para fazer o download do livro “O Movimento Homossexual,” vá a este link: http://bit.ly/ZzOglb

A teologia gay mais importante do Brasil

Musskopf faz uma viagem descrevendo o nascimento e expansão da Teologia Gay no Brasil, revelando, inclusive, que “Em 1998 o Pastor Orellana foi ordenado como o ‘primeiro pastor assumidamente gay’ no Brasil pelo Pastor Nehemias Marien da Igreja Presbiteriana Bethesda.”

Não é à toa que, com sua tese, André Sidnei Musskopf tenha se tornado o maior teólogo da Teologia Gay no Brasil.

A teologia gay de Marcos Gladstone e Ciro D’Araújo é curta e simples, mas a teologia gay de Musskopf é longa, profunda e detalhada.

“Viadagens Teológicas,” de André Sidnei Musskopf, é uma obra com extensa bibliografia de livros americanos, evidenciando que sem as fontes americanas, seria quase impossível Musskopf ter escrito um trabalho que, com a aparência de pesquisa séria, desconstrói tudo o que Deus fala na Bíblia contra o homossexualismo e constrói uma homossexualidade aceita por Deus.

O ambiente ideal para o nascimento, crescimento e expansão da Teologia Gay é o ambiente onde prolifera a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral. Aliás, Musskopf explica: “Os grupos e igrejas GLBT assemelham-se às Comunidades Eclesiais de Base de onde emergiu a Teologia da Libertação na década de 1970.”

Em sua tese, ele explica também que outros teólogos latino-americanos que estão se abrindo para a a teologia homossexual tinham tido primeiramente uma experiência com a Teologia da Libertação, cuja versão evangélica é, de acordo com Robinson Cavalcanti e Ariovaldo Ramos, a Teologia da Missão Integral.

Infecção homossexualista em instituições teológicas

Ele diz: “Mesmo assim, ao lado de lideranças atuantes nos grupos e igrejas cristãos GLBT, há um número crescente de teólogos desenvolvendo estudos acadêmicos e que são vozes importantes para se pensar uma teologia homossexual-gay-queer brasileira e latinoamericana. Várias dissertações de mestrado e teses de doutorado têm sido defendidas nos últimos anos enfocando estas questões. Em 2001, Mário Ferreira Ribas defendeu Dissertação de Mestrado na Universidade Metodista de São Paulo com o título ‘Escritura, tradição e razão no debate sobre a homossexualidade no anglicanismo.’

Musskopf destaca a importância do “crescente contato com teólogos gays norte-americanos, a vivência dos grupos cristãos GLBT, o contato com os estudos da homocultura, a maior imersão no Movimento GLBT e a busca por reconhecimento na academia teológica brasileira.”

Ele conta como ele ajudou a organizar a Parada Gay de São Leopoldo, cidade-sede da EST, em 2006. Ele revela também que existe um grupo de militantes homossexualistas dentro da EST.

Pelo fato de que tanto a IECLB quanto sua EST são instituições evangélicas reconhecidas, outras instituições evangélicas também mantêm relações com a EST. Em setembro de 2014, a EST realizou o II Congresso Internacional de Faculdades EST, onde a palestra de abertura foi dada por um professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Esse professor também dá aulas na Universidade Metodista de São Paulo, uma das instituições evangélicas mais esquerdistas do Brasil, juntamente com a EST.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie não é homossexualista, mas em 2013 convidou o deputado Jean Wyllys, um dos maiores ativistas gays do Brasil, para um debate com um advogado evangélico. Os estudantes dessa universidade protestante vaiaram o evangélico e aplaudiram o ativista gay.

Esse professor do Mackenzie jamais daria uma palestra na Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro. Mas deu na EST.
A Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro, o “pastor” Marcos Gladstone e Ciro D’Araújo são livres para defender a teologia homossexual e qualquer outra teologia pervertida. A igreja e as obras deles, embora o pai de Ciro fosse outrora a maior estrela presbiteriana do Brasil, não gozam de nenhum reconhecimento no mundo evangélico. Portanto, não têm validade alguma.

Contudo, quer gostemos ou não, a EST tem reconhecimento oficial no mundo evangélico.
O reconhecimento de uma grande igreja protestante histórica como a luterana proporciona para Musskopf muitas oportunidades, inclusive no Congresso Nacional. Ele é autor de vários livros e participa de eventos nacionais e internacionais para dar sua visão teológica militante a favor da agenda gay.

Musskopf é autor do livro “Talar Rosa: Homossexuais e o ministério na igreja,” que defende a ideologia gay a partir de uma interpretação torcida da Bíblia. Ele é autor também do capítulo “Teologia e hermenêutica bíblica queer” do livro Imagem & diversidade sexual: Estudos da Homocultura (São Paulo: Nojosa, 2004), organizado por Denilson Lopes, ativista homossexual autor do artigo pró-pedofilia “Amando Garotos: Pedofilia e a Intolerância Contemporânea,” denunciado por mim em 2007.

A influência dele não se limita da EST. Musskopt foi preletor no 10º Seminário LGBT, realizado no Congresso Nacional em 2013. O grande seminário homossexual foi patrocinado pelo governo do PT.

Quando toda as esquerdas evangélicas do Brasil assinaram, com o patrocínio da revista Ultimato, um manifesto contra a nomeação do Dep. Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Musskopf foi um dos assinantes. Nada mais natural do que ativistas gays “cristãos” e evangélicos esquerdistas andarem em união.

Feliciano é um pastor da Assembleia de Deus e a maioria dos “cristãos” que se opuseram a ele eram protestantes tradicionais (presbiterianos, luteranos, etc.) adeptos da TMI

Como luterano, Musskopf passou anos na igreja sendo influenciado pela Teologia da Missão Integral e Teologia da Libertação. O resultado? Viadagens teológicas. Se ele tivesse vivido num ambiente evangélico aberto à libertação que Jesus Cristo oferece — e há muitas igrejas renovadas, pentecostais e neopentecostais no Brasil que dão liberdade para Jesus libertar e salvar pessoas escravizadas ao pecado homossexual —, Musskopf teria esperançosamente sido liberto de suas viadagens e, em vez de louvá-las, ele estaria louvando o Salvador Jesus Cristo.

Mas em vez de Jesus, sua denominação priorizou o liberalismo teológico da TMI, e o resultado é membros, pastores e teólogos sem libertação.
As viadagens teológicas da Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro, do “pastor” Marcos Gladstone e de Ciro D’Araujo nunca foram aceitas no mundo evangélico, pois a igreja e a teologia deles não têm nenhum reconhecimento entre os evangélicos. Em resumo, eles não são evangélicos.

Igreja Luterana: Na vanguarda da Teologia da Libertação, TMI e teologia gay

No entanto, a EST e a IECLB, juntamente com seu amor pela TMI, Teologia da Libertação, a teologia feminista e teologia homossexual, são protestantes tradicionais e fazem parte do mundo protestante tradicional. Graças a EST e IECLB, Musskopf e suas viadagens teológicas fazem parte do mundo luterano e podem, cedo ou tarde, contaminar o mundo evangélico, começando pelo mundo acadêmico dos professores de teologia.


A IECLB tem líderes liberais internacionais. O Rev. Walter Altmann, que já foi presidente da IECLB, é moderador do Conselho Mundial de Igrejas e é um teólogo conhecido internacionalmente por defender a Teologia da Libertação (TL).


Outro importante líder da IECLB é o Rev. Valdir Steuernagel, conhecido no Brasil como um ativista da TMI e conhecido internacionalmente por ser líder no Movimento Lausanne e na Aliança Evangélica Mundial.


Desse ambiente liberal pró-TL e pró-TMI, o que pode resultar? Um teólogo homossexualista chamado Musskopf.


Com Altmann, a IECLB está na vanguarda da Teologia da Libertação.


Com Steuernagel, a IECLB está na vanguarda da Teologia da Missão Integral.


Com Musskopf, a IECLB está na vanguarda da Teologia Gay.


É claro que Steuernagel não é mais proeminente em defesa da TMI do que o calvinista Ariovaldo Ramos e Caio Fábio.


Apesar da grave ameaça do liberalismo teológico, que abrange desde a TMI até a teologia homossexual, a preocupação maior de igrejas protestantes tradicionais como a IECLB tem sido a “teologia” (ou falta de teologia!) de igrejas pentecostais e neopentecostais que, com todos os seus defeitos, não estão abertas ao liberalismo teológico nem à teologia homossexual.


Nessas igrejas, um militante homossexual não tem espaço e tem de sair para se envolver em ativismo homossexual.


Em contraste, na IECLB, um militante homossexual pode escrever livros teológicos e muito mais. André Sidnei Musskopf, que é professor de teologia na EST, é prova dos espaços liberais que a Teologia da Missão Integral acaba abrindo para o ativismo homossexual numa das maiores denominações protestantes tradicionais do Brasil.
Começaram na TMI e Teologia da Libertação e hoje estão no buraco negro das viadagens teológicas.


A linguagem de Musskopf é cheia de jargões de profissionais ideológicos, em contraste com a linguagem de Jesus, que usava os exemplos mais básicos para mostrar que ele estava perto do povo. Ele falava sobre pães e outras coisas do cotidiano, enquanto que os teólogos da TMI têm uma linguagem tão elevada que só alcança teólogos e ativistas.
Se você tem muito tempo para perder em filosofices e teologices gays, “Viadagens Teológicas” de Musskopf é leitura indispensável.


Bruxaria e homossexualismo


Em sua tese, Musskopf reconhece que a bruxaria e o espiritismo são mais receptivos ao homossexualismo e seus praticantes.
A tese dele tem 36 menções positivas da umbanda, 19 menções positivas do candomblé e nenhuma condenação. A tese dele diz: “Deus está na igreja, mas também está no terreiro.”


O Brasil é o país mais espírita do mundo. Musskopf explica que assim como a teologia gay brasileira teve origem nos EUA, o espiritismo brasileiro (que é favorável ao homossexualismo) também teve origem nos EUA. Ele diz:




“No contexto brasileiro houve, ainda no século XIX, o surgimento do ‘espiritismo.’ Originado no final da década de 1840 nos Estados Unidos e desenvolvido como ‘ciência’ de maneira especial na década de 1850 na Europa, a primeira sessão espírita no Brasil ocorreu em 1865 e em 1884 foi fundada a Federação Espírita Brasileira. A partir de então o espiritismo se espalhou por todo o Brasil rapidamente e ganhou grande notoriedade na década de 1950 com as ‘curas espirituais’ do Dr. Fritz e, principalmente, através da figura de Chico Xavier por suas centenas de publicações e por ter se tornado um exemplo de santidade.”


Musskopf diz que embora em sua origem o espiritismo seja uma “ciência,” no Brasil ele tornou-se uma religião (p. 82).
A fagulha espírita nos EUA se transformou em fogueira incontrolável no Brasil.
O que é preocupante é que se uma fagulha pode causar tanto estrago em outros países, como ficarão o Brasil e outras nações agora que os EUA exportam teologia homossexual e outras fogueiras teológicas?
De forma geral, o espiritismo brasileiro é aberto à agenda homossexual. Isso pode explicar a razão não só das políticas homossexualistas do governo brasileiro, mas também o apoio que o governo brasileiro dá ao governo americano em seus esforços, inclusive na ONU, de impor o homossexualismo no mundo inteiro.
Espiritismo e bruxaria andam juntos com homossexualismo.


Luiz Mott, cujo ativismo homossexual critica o Cristianismo conservador e louva a umbanda e o candomblé, é mencionado 41 vezes de forma favorável na tese de Musskopf.
Denilson Lopes é citado 15 vezes de modo igualmente favorável. Tanto Mott quanto Lopes são ativistas homossexuais acusados de defender a pedofilia. Lopes é autor do artigo “Amando Garotos: Pedofilia e a Intolerância Contemporânea.”


Musskopf destaca que a Igreja Católica e as Igrejas Protestantes históricas têm tradições contra o homossexualismo. Mas é possível entender em seu trabalho que ambas as igrejas não souberam lidar com o espiritismo e a bruxaria, que têm grande espaço para o homossexualismo. Embora tanto a Teologia da Libertação quanto a Teologia da Missão Integral hostilizem o neopentecostalismo, Musskopf diz: “Mas foi o Neopentecostalismo que fez esta articulação de maneira mais completa, pois, além de encontrar maior aceitação entre as classes populares, ele ‘representa um movimento teológico de contato de cosmovisões nunca antes tocadas: do protestantismo europeu reformado e do novo mundo com o Brasil Católico ancorado na tradição afro e indígena.’”
Liberalismo presbiteriano


De fato, há exemplos de igrejas históricas que não sabem lidar com o espiritismo. O Rev. Marcos Amaral, da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), tem se tornado famoso por se unir a líderes das religiões afro-brasileiras para combater o “preconceito” contra a bruxaria.


Outro líder na IPB, o Rev. Marcos Botelho, escreveu um artigo intitulado “Os direitos LGBTT e a fé cristã,” na revista presbiteriana Ultimato, onde ele disse que a “culpa” dos ativistas gays quererem impor uma tirania homossexual sobre toda a população do Brasil é “porque nós cristãos não estamos fazendo a nossa parte e lutando para o direito de todos: o de escolher livremente a sua opção sexual.”


Botelho é um dos diretores da organização Jovens da Verdade (JV), que tem uma faculdade teológica (FLAM), dirigida pelo promotor da TMI Ariovaldo Ramos, exclusivamente ocupada com a TMI. O JV patrocina eventos da TIM.


Como exemplo de que os cristãos têm de lutar para promover a causa homossexual, Botelho havia citado que o divórcio no Brasil católico foi legalizado por um deputado presbiteriano. Botelho, que é um defensor da TMI, nunca foi repreendido por seu liberalismo teológico. Outro líder da IPB, o Rev. Luiz Longuini, é divorciado quatro vezes e tem um livro, publicado pela Ultimato, defendendo a TMI.


Se Botelho fosse pastor assembleiano, dificilmente ele escaparia de uma disciplina ou expulsão por suas palavras pró-homossexualidade.


A Igreja Católica no Brasil, que é a maior nação católica do mundo, está quase toda dominada pela Teologia da Libertação. E as Igrejas Protestantes históricas (onde a IECLB de Musskopf ocupa lugar de destaque) estão cada vez mais dominadas pela Teologia da Missão Integral. Nenhuma dessas igrejas expulsa demônios ou considera elementos demoníacos no homossexualismo ou outras perversões.


E se Musskopf frequentasse uma igreja neopentecostal?


Em comparação, como reconheceu Musskopf, as igrejas pentecostais e neopentecostais alcançam diretamente o povo, sabem lidar com o que é aproveitável das tradições da Reforma e sabem lidar com as tradições do espiritismo, umbanda e candomblé e suas ligações com homossexualismo. Enfim, essas igrejas, que não costumam ser abertas à Teologia da Libertação e à Teologia da Missão Integral, entendem o homossexualismo como pecado e, onde necessário, expulsam os devidos demônios.


Dificilmente, Musskopf conseguiria ser numa igreja neopentecostal como a Igreja da Graça o que ele é na IECB: um ativista homossexual protestante.
Dificilmente ele conseguiria fazer numa igreja neopentecostal como a Igreja Bola de Neve o que ele faz na IECLB: promover uma teologia gay.
Dificilmente uma igreja neopentecostal deixaria de dar a ele o que a IECLB e outras igrejas protestantes históricas não dão: ministrações sob o poder do Espírito Santo e até expulsão de demônios.


Numa grande igreja neopentecostal como a Igreja da Graça ou a Igreja Bola de Neve, Musskopf teria de sair da igreja para assumir sua militância homossexual “cristã” e sua teologia gay. Na IECLB, que é a maior denominação luterana do Brasil, ele pode ocupar espaço, resistir ao que resta de conservadorismo e “produzir”: militância, ativismo e teologia gay.


“Sabedoria” teológica a serviço do pecado homossexual
Aliás, Musskopf disse que sua tese “é organizada em três momentos — ‘ocupar, resistir, produzir’ — um dos lemas mais conhecidos do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).”
Ele e seu grupo já estão “ocupando, resistindo e produzindo” na EST e na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
Como é comum entre evangélicos liberais, Musskopf não gosta de ambientes conservadores. Ele gosta de ambientes da Teologia da Libertação e da Teologia da Missão Integral. É só nesse tipo de ambiente progressista que ele e sua teologia têm espaço de crescer e florescer.
Com a ajuda da Teologia da Libertação e da Teologia da Missão Integral, ele espera que sua teologia gay acabe “ocupando, resistindo e produzindo” em muitos centros teológicas do Brasil.
Onde essas teologias liberais têm espaço (principalmente igrejas protestantes tradicionais), haverá uma “esperança” maldita da teologia gay ser aceita. Onde essas teologias liberais não têm espaço (principalmente igrejas pentecostais e neopentecostais), a teologia gay terá muita dificuldade de ser aceita.
“Viadagens Teológicas,” de André Musskopf, transpira profundidade filosófica, sociológica e teológica, mas sem nenhum compromisso com a verdade de Deus. É uma obra de sabedoria humana a serviço da teologia gay, loucamente torcendo a Palavra de Deus para satisfazer a um vício sexual depravado. Lendo-a, recordei:


“Porquanto está escrito: ‘Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos homens cultos.’ Onde está o sábio? Onde está o homem culto? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus completamente insensata a sabedoria deste mundo?” (1Co 1:19-20 King James AtualizadaKJA)


Em contraste, a Palavra de Deus é perfeita para os simples, não para os que se consideram teologicamente “sábios”:


“A entrada das duas palavras dá luz; dá entendimento aos simples.” (Salmo 119:130 NKJV)
“A lei do Senhor é perfeita, convertendo a alma. O testemunho do Senhor é garantido, transformando os simples em sábios.” (Salmo 19:7 New King James Version 
NKJV)

O que a Palavra de Deus diz sobre homem tendo sexo com homem?




“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.” (Levítico 18:22 NVI)


“Não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem os que se entregam a práticas homossexuais de qualquer espécie, nem ladrões, nem avarentos, nem viciados em álcool ou outras drogas, nem caluniadores, nem estelionatários herdarão o Reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10 KJA)
É claro que Jesus pode salvar pecadores simples que querem ser libertos de seus pecados. Mas ele não pode salvar pecadores teologicamente “sábios” que adoram justificar teologicamente seus pecados.
A teologia gay é apenas um modo de impedir os pecadores homossexuais de aceitar a redenção de Jesus.
Os que amam o reino da Sodoma teológica não entrarão no Reino de Deus.

terça-feira, maio 12, 2015

As raízes secretas da Teologia da Libertação.







por Ion Mihai Pacepa(*)


A História costuma se repetir, e, se você tiver vivido duas vidas como eu vivi, talvez tenha a oportunidade de ver uma repetição com os próprios olhos.

A teologia da libertação, sobre a qual pouco se falou nas últimas duas décadas, está de volta às notícias. Mas ninguém está falando nada sobre a sua origem. Ela não foi inventada pelos católicos latino-americanos. Foi concebida pela KGB. O homem que hoje é o chefe da Igreja Ortodoxa Russa, Patriarca Kirill, trabalhou secretamente para a KGB sob o codinome “Mikhailov” e passou quatro décadas promovendo a teologia da libertação, à qual, nós, do topo da comunidade de inteligência do leste europeu, demos o apelido de Marxismo Cristianizado.

A teologia da libertação tem sido normalmente entendida como um casamento entre Marxismo e Cristianismo. O que ninguém entende é que ela não foi inventada por cristãos que foram atrás do Comunismo, mas por comunistas que foram atrás dos cristãos. Eu descrevi o nascimento da teologia da libertação em meu livro Disinformation, escrito em coautoria com o professor Ronald Rychlak. A sua gênese foi parte do Programa de Desinformação do Partido/Estado, altamente secreto, aprovado formalmente em 1960 pelo chefe da KGB, Aleksandr Shelepin, e pelo membro do Politburo Aleksei Kirichenko, na época o segundo na hierarquia do partido, logo abaixo de Nikita Khrushchev.

Em 1971, a KGB enviou Kirill – recém-elevado ao grau de arquimandrita (NT: algo equivalente a abade na Igreja Católica) – a Gênova como emissário da Igreja Ortodoxa Russa para o Conselho Mundial de Igrejas (World Council of Churches). O CMI era, e ainda é, a maior organização religiosa internacional depois do Vaticano, representando cerca de 550 milhões de cristãos de diversas denominações em 120 países. A principal tarefa de Kirill/Mikhailov era envolver o CMI na disseminação da recém-criada teologia da libertação por toda a América Latina. Em 1975, a KGB conseguiu infiltrar Kirill no Comitê Central do CMI – posição que manteve até ser “eleito” patriarca da Rússia, em 2009. Logo após ter entrado no Comitê Central, Kirill informou à KGB: “Agora, a agenda do CMI é a nossa agenda”.

Durante os anos de Kirill na direção do CMI, a teologia da libertação lançou raízes profundas na América Latina – cujo mapa hoje tem expressivos retalhos vermelhos. Navios de guerra e bombardeiros russos estão de volta a Cuba pela primeira vez desde a crise dos mísseis de 1962, e a Rússia também enviou recentemente navios e bombardeiros para a Venezuela.

O Papa João Paulo II, que conhecia bem a cartilha comunista, não se deixou enganar pela teologia da libertação soviética. Em 1983, o seu amigo e homem de confiança, Cardeal Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI), na época chefe da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, classificou como marxista a idéia da teologia da libertação de que a luta de classes seja essencial para a história. O Cardeal chamou a teologia da libertação de “heresia ímpar” e a dinamitou como uma “ameaça fundamental” para a Igreja.

É claro, era e continua sendo uma ameaça – uma ameaça deliberadamente concebida para minar a Igreja e desestabilizar o Ocidente por meio da subordinação da religião a uma ideologia política ateísta, que é quem vai lucrar geopoliticamente com isso.

Hoje, nomes como Oscar Romero e Miguel d´Escoto Brockmann, não pronunciados desde os anos 1980 quando a União Soviética ainda existia, estão novamente no noticiário internacional. Lá vai! Os promotores de uma ideologia religiosa concebida pela KGB, que no passado abraçaram a revolução marxista violenta, agora negam a ligação da teologia da libertação com o marxismo e com a KGB.

Cada sociedade reflete o seu próprio passado. Desde o início dos tempos, todos os que se sentaram no trono do Kremlin – czares autocráticos, líderes comunistas, presidentes democradicamente eleitos – estiveram ocupados em controlar todas as expressões de religião que porventura pudessem atrapalhar as suas ambições políticas. Quando, em 1547, Ivan IV – O Terrível – se auto coroou o primeiro czar russo, também se auto proclamou chefe da Igreja Ortodoxa Russa. Czarismo e comunismo podem ter sido tragados pela areia do tempo mas o Kremlin dá continuidade essa tradição.

Ao longo de toda sua história, a Russia tem sido uma samoderzhaviye, tradicional forma russa de autocracia totalitária na qual o senhor feudal domina o país e a igreja com o auxílio da sua força política policial. Esta, sempre que teve um problema difícil de imagem, simplesmente trocou de nome – de Okhrana para Cheka, para GPU, para OGPU, para NKVD, para NKGB, para MGB, para MVD, para KGB – e fingiu ser uma organização novinha em folha.

Muitos dos falecidos oficiais da KGB devem ter virado no túmulo na véspera do Ano Novo de 1999 quando o seu antigo chefe, Vladimir Putin, meu colega da KGB durante algum tempo, entronou-se no Kremlin. Durante a Guerra Fria, a KGB era um estado dentro do estado. Agora, a KGB – rebatizada de FSB – é o próprio estado. De acordo com um estudo publicado no jornal russo Novaya Gazeta, em 2003, cerca de seis mil ex-oficiais da KGB estavam tocando os governos locais e federal russos. O respeitado jornal britânico The Guardian noticiou que o presidente Putin acumulou secretamente cerca de 40 bilhões de dólares, tornando-se o homem mais rico da Europa.

Na Rússia, quanto mais as coisas mudam, mais parecem ficar do mesmo jeito.

Isso nos leva de volta a Kirill/Mikhailov. Em 2006, a fortuna pessoal do arcebispo Kirill foi estimada em 4 bilhões de dólares pelo Moscow News. Não se espante. Em meados dos anos 1990, o Departamento de Relações Exteriores da Igreja Ortodoxa Russa, dirigida por Kirill, ganhou o privilégio de importar cigarros com isenção de impostos como recompensa por sua lealdade à KGB. Não demorou muito para que ele se tornasse o maior fornecedor de cigarros importados da Rússia.

Poucos anos atrás, quando Kirill estava visitando a Ucrânia como novo Patriarca da Rússia, um jornal publicou uma foto na qual o prelado aparecia com um relógio de pulso Breguet, com custo estimado em 30 mil euros. O jornal russoKommersant acusou Kirill de abuso de privilégio de importação de cigarros sem pagamento de impostos e o apelidou de “metropolitano do tabaco”. Kirill negou possuir tal relógio. Disse que a foto devia ter sido alterada por seus inimigos, e postou a fotografia “real” no seu website oficial. Um estudo minucioso desta fotografia “real”, entretanto, mostra que o relógio Breguet havia sido apagado do seu pulso por edição da imagem mas o reflexo do relógio ainda está nitidamente visível na superfície da mesa abaixo do seu braço.

Mikhailov e a sua KGB, rebatizada FSB, estão fazendo o possível para apagar por edição de imagem a barra da saia que os liga à teologia da libertação. Não podemos deixar que eles consigam.


(*)O general Ion Mihai Pacepa é o oficial de mais alta patente que desertou do Bloco Soviético. O seu livro mais recente, Disinformation, em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, publicado pelo WND, está sendo filmado em Hollywood.

Publicado no National Review.

Tradução: Ricardo R Hashimoto

Fonte: Mídia Sem Máscara

segunda-feira, dezembro 03, 2012

LULA GIGANTE.





Mas não é preciso ficar apavorado, essa lula é um molusco gigante, obra de uma cabeça que nada ofereceu à humanidade que fosse minimamente útil: Leonardo Boff. Esse gigantesco molusco seria o "novo adão", versão ecochatos ou os vermelhos comunistas repaginados. Mas é interessante que da cabeça de um marxista, amigo do peito do Luis Inácio, ex-presidente e consultor eterno da Presidência da República tenha saído essa brilhante ideia: uma Lula Gigante; por que não uma onça gigante; um leão gigante, talvez uma sardinha gigante...?

A matéria abaixo é de autoria de Luis Dufaur e originalmente tem o título 'Proposta da nova “religião” ambientalista é publicada, incomoda, e some!' e saiu no site do IPCO.



Comentando matéria publicada pela agência  ACIprensa, redigimos o post“Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde”, Reputamos então a ACIprensa – e continuamos reputando – uma agência séria e respeitável.

No endereço citado constava a estapafúrdia ideia do ex-frei Leonardo Boff de que, para substituir o homem, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”, que não seria outra coisa senão uma lula gigante.

Amigos peruanos que traduziram e publicaram nosso post constataram que o parágrafo sobre a “lula gigante” (“calamar gigante” no original em espanhol) anticristã e evolucionista havia desaparecido do referido endereço.

No Peru, a polêmica sobre a Teologia da Libertação vem crescendo, com poderosos apoios eclesiásticos ao renovado erro.

Conferimos que de fato houve a supressão da “lula gigante”, sem que viesse dos meios jornalísticos qualquer explicação de praxe.

Compreendemos que algum erro possa ter havido, mas não se entende a inexistência de uma indispensável explicação anexa para esclarecimento dos leitores.



Além do mais, é preciso procurar muito longe os ventos com a quantidade, continuidade e força necessários para torná-las viáveis.

O procedimento de ACIprensa é próprio de quem recebeu uma pressão externa que a obrigou contra sua vontade a suprimir o texto.

Felizmente, como é nosso costume, tínhamos conservado um snapshot da página, comprovando a nossa perfeita boa fé.

Ele foi tirado no domingo, 28 de outubro de 2012, 22:54:35, e oferecemo-lo acima a nossos leitores.

Também, no cache do Google, podia-se ler a reprodução integral do artigo com a desumana teoria do “calamar gigante”.

Este cache é atualizado periodicamente, mas o original ainda existia no domingo, 25 de novembro de 2012, 18:27:38.

Para os interessados, procurar em Google a frase: “estaria preparando un nuevo ser capaz de “soportar el espíritu”, que no sería otro que un calamar gigante.” (em espanhol):



Numerosos sites e blogs em espanhol reproduziram a versão original de ACIprensa, incluindo o parágrafo completo com a ímpia teoria do “calamar gigante” do ecoteólogo marxista.



Poderíamos estampar neste post a lista desses sites e blogs com a frase denunciadora do fanatismo da reverdecida Teologia da Libertação.

Aliás, já fizemos essa lista e a enviamos via e-mail aos nossos amigos peruanos.

Porém, publicá-la poderia desencadear pressões indesejáveis e censuras sobre sites e blogs católicos bem intencionados, que lutam em geral de modo honroso e corajoso contra a falta de recursos e de apoios eclesiásticos.

Não queremos atirar sobre eles essas pressões.

Máxime nestes momentos em que a Teologia da Libertação, agora de mãos dadas com o ambientalismo radical, recupera poder, influência e intolerância, notadamente a partir de altas esferas eclesiásticas.





segunda-feira, outubro 15, 2012

EUA não têm mais maioria protestante.




por Julio Severo

~ The Mayflower ~
Issue of 1920, 300th anniversary.


Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm mais uma maioria protestante, de acordo com um estudo recente.
Essa foi uma das principais manchetes da mídia americana nesta semana.





Desde que os Peregrinos chegaram, os EUA eram uma nação predominantemente protestante. Mas o século XXI trouxe mudanças drásticas. A percentagem de adultos protestantes nos EUA atingiu 48 por cento em sua constante queda desde décadas atrás. Enquanto isso, o número de americanos que não têm nenhuma religião está crescendo, especialmente entre os brancos.
Essa é a primeira vez que o Fórum Pew sobre Religião & Vida Pública registrou com segurança que o número de protestantes caiu para baixo de 50 por cento:


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Uma série de enquetes foram realizadas pelo Instituto Pew para saber como anda a ligação entre os americanos e a religião. Os resultados mostram o que já se era esperado: o protestantismo não é a mais a religião da maioria da população.

O resultado é que apenas 48% dos entrevistados se identificam com a religião. Essa é a primeira vez na história dos Estados Unidos que o número fica abaixo dos 50%.

Enquanto o número de protestantes cai, o de agnósticos continua crescendo. Neste grupo estão as pessoas que não possuem filiação religiosa, mas acreditam em Deus e aqueles que afirmam que são espirituais, mas não religiosos. Esse grupo teve aumento de 5% em relação a pesquisa feita há cinco anos e hoje representa 20% dos americanos.

Para chegar nesses resultados o instituto de pesquisas entrevistou mais de 17 mil pessoas em uma amostragem que tem margem de erro de apenas 0,9 ponto percentual.

John Green, professor da Universidade de Akron, assessorou estas pesquisas e tentou comentar os resultados dessa diminuição significativa do número de religiosos nos Estados Unidos. “Parte do que ocorre é que diminuiu o estigma de não se estar associado a uma comunidade religiosa”.

Com informações O Globo
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Essa queda já era há muito tempo esperada e chega numa época em que o Supremo Tribunal dos EUA não tem nenhum juiz protestante, e quando o Partido Republicano, cujos líderes são historicamente protestantes, tem um candidato a presidente e vice-presidente que não são protestantes.

Entre os motivos para a mudança está que as grandes denominações protestantes tradicionais, abraçadas a um liberalismo agressivo que tem produzido pastores presbiterianos, luteranos e anglicanos gays, tem afastado membros mais conservadores, que buscam alternativas, inclusive nas igrejas não-denominacionais, que são majoritariamente carismáticas e neopentecostais.

As igrejas mais carismáticas são mais conservadoras, mais fechadas à ordenação de pastores gays e mais abertas ao Espírito Santo e seus dons, enquanto as grandes denominações protestantes tradicionais dos EUA são geralmente o exato oposto: são mais progressistas, mais abertas à ordenação de pastores gays e mais fechadas ao Espírito Santo e seus dons.

Mas nem todos estão optando pelas igrejas não-denominacionais. Um grande número de membros simplesmente abandona as igrejas protestantes tradicionais e fica sem religião. O número desses americanos que não quer nenhuma religião está agora em 20 por cento.
De acordo com reportagem recente da revista Veja, “43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.”



A grande preocupação é que, com o crescimento explosivo do liberalismo nas igrejas protestantes e a perda constante de seus membros, o protestantismo nos EUA está seguindo o caminho da Europa, onde as igrejas da Reforma estão lutando para não morrer.
Essa tendência tem implicações políticas, inclusive para o futuro dos EUA.

Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente em políticos esquerdistas, que já contavam com um apoio considerável dos eleitores protestantes progressistas.

O Pew revelou que os americanos que não têm religião apoiam o aborto e o “casamento” gay numa taxa muito mais elevada do que os protestantes progressistas.

Os evangélicos progressistas sempre foram um importante eleitorado do Partido Democrático, de linha agressivamente esquerdista. Mas agora os americanos sem religião demonstram ser eleitores mais sólidos para esse partido.

O presidente Barack Obama, que é do Partido Democrático, é um evangélico progressista e grande promotor do islamismo e homossexualismo.


Os evangélicos conservadores, compostos em grande parte por carismáticos, pentecostais e neopentecostais, preferem o Partido Republicano, que tem metas políticas relativamente menos progressivas, mas está cada vez menos conservador e está sob menos influência evangélica.

Pela primeira vez na história do Partido Republicano, o candidato a presidente, Mitt Romney, é um homem pertencente ao mormonismo [A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias], uma seita não cristã.

O eleitor cristão conservador se depara com um dilema cruel na escolha dos candidatos na disputa presidencial de 2012: um mórmon de intenções duvidosas ou um evangélico progressista que não deixa dúvida alguma com relação à sua intenção já muito bem conhecida de impor a agenda gay no mundo inteiro, com a poderosa máquina do governo americano.

Romney pode ser menos agressivo, mas seu histórico político é também progressista. O primeiro estado americano a legalizar o “casamento” gay foi Massachusetts, sob o governo de Romney.

Assim, a disputa de 2012 é entre um mórmon progressista com um evangélico doidamente progressista.

O avanço conservador moral decisivo hoje na sociedade e política americana vem sendo feito majoritariamente por carismáticos e neopentecostais, mas eles não têm ainda os números e poder social e político que as igrejas protestantes tradicionais tinham até recentemente. Pelo contrário, o conservadorismo carismático enfrenta resistências da esquerda americana, seja de igrejas históricas que adotaram o liberalismo ou da própria mídia pró-aborto e pró-“casamento” gay.

“Os líderes carismáticos que dão um passo para dentro das disputas políticas são normalmente atacados pela esquerda e pelos grandes meios de comunicação no momento em que eles são percebidos como eficazes ou influentes”, o Dr.John Stemberger disse num artigo da revista Charisma. “A esquerda tem transformado numa forma de arte virtual a demonização de qualquer líder [cristão carismático] famoso que assuma uma postura a favor dos valores cristãos”.

O que está acontecendo nos EUA, onde as grandes igrejas protestantes estão se inclinando pesadamente para a esquerda, não é diferente do que está acontecendo no Brasil, onde a igreja cristã predominante, a Igreja Católica, tem majoritariamente seguido a marxista Teologia da Libertação e cuja CNBB teve papel fundamental na fundação do PT.

A contaminação progressista tem feito nas igrejas protestantes históricas dos EUA o que tem feito na Igreja Católica sob domínio da CNBB no Brasil: o enfraquecimento do conservadorismo que defende a família natural contra o totalitarismo esquerdista.

O que poderia salvar os evangélicos dos EUA de um destino catastrófico é uma volta, entre as grandes denominações protestantes, ao exemplo de Anthony Comstock, um evangélico americano do século XIX considerado campeão na luta contra a pornografia, a contracepção e o aborto.


Com informações do DailyMail e Associated Press.

sábado, outubro 13, 2012

A Teologia da Libertação Evangélica.












A nova Geni no cenário evangélico brasileiro (título original do artigo).


por Edson Camargo (*)

O neopentecostalismo e a teologia da prosperidade são a nova Geni. Feitos para apanhar, bons de cuspir. Só num ambiente onde impera a tosquice e a desonestidade intelectual trataria-se o neopentecostalismo como um fenômeno homogêneo, uniforme, desprovido de diferenças gritantes e essenciais entre alguns de seus elementos – no caso, denominações evangélicas – que são abrangidos pelo conceito. E o pior: pessoas que reconhecem, em algum momento, a diversidade do neopentecostalismo, quando o criticam, atacam-no como um todo: “o neopentecostalismo”. Maldita Geni!. 

Não há como perceber que há aí, em muitas situações, uma motivação ilegítima, baseada não só na promoção da denominação que representa, por parte do criticastro (crítico reles), como num sentimento de superioridade intrínseca à tudo aquilo que dela não se aproxime.

A outra evidência de que a tosquice, a desonestidade intelectual imperam entre nossos autopropalados “apologetas” e “defensores das doutrinas bíblicas”, é o estardalhaço contra a tal ‘teologia’ da prosperidade. Qualquer professorzinho de Escola Bíblica Dominical, com meia dúzia de versículos bíblicos que falam da fidelidade a Deus sob toda e qualquer circunstância e do desapego a bens materiais enquanto virtude cristã, desmonta, em segundos, a distorção promovida pela ‘teologia’ da prosperidade’, que é, sobretudo, de ênfase.

Enquanto isso, outro problema, muito maior, mais grave, mais sedutor e que apresenta mais resistências, é jogado para debaixo do tapete enquanto se bate na Geni: a onipresença e a aura de inquestionabilidade em torno da farsa socialistóide chamada ‘teologia da Missão Integral”, pensada justamente para ser a “versão protestante da ‘teologia’ da ‘libertação”’ católica, segundo as palavras de um ícone do movimento, Ariovaldo Ramos, conhecido apologeta do socialismo, do MST, outrora de Lula e mais recentemente de Marina Silva.

Teologia da Libertação sem contrôle

Sabe-se que a "teologia da libertação" nada mais foi que um instrumento para a infiltração comunista na igreja de Roma. Nem por isso os pseudo-apologetas que se descabelam contra a ‘teologia’ da prosperidade deixam de cantar loas aos mentores dessas farsas teológicas socialistas, como o “social-panteísta” Leonardo Boff, Richard Shaull, René Padilla, o tosco e apóstata do Rubem Alves, Caio Fábio, Ariovaldo, e outros que chamo de “lausannéscios”, por idolatrarem o Pacto de Lausanne. Aí temos uma verdadeira ópera de malandros. Para agravar o erro, entre os apoiadores da ‘missão integral’ estão teólogos tidos como fiéis às Escrituras, mas que não só se calam diante o liberalismo teológico grosseiro de outros entusiastas da farsa, como até dividem com estes espaços na Internet e em conferências.

Fica claro, portanto, que o apoio ao embuste socialista os motiva mais que a defesa daquilo que as Escrituras deixam explícito. O que importa é cuspir na nova Geni, que, por sinal, tem nojo, e coberta de razão, da agenda cultural do esquerdismo: “casamento” gay, feminismo, liberação de drogas, aborto, eutanásia, etc.
“Maldita Geni!”



(*) Jornalista e músico, é editor-executivo do site de opinião e análise de conteúdo midiático "Mídia Sem Máscara". Estudioso da filosofia, com ênfase nas áreas de teoria do conhecimento, história das idéias e filosofia política, é um amante dos grandes temas da teologia e um entusiasta da educação clássica.